segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Câmara dos EUA rejeita pacote

A Câmara dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira o pacote de socorro ao setor financeiro por 228 votos contra e 205 a favor (veja ao final deste texto os principais pontos da proposta). Para aprovação, seriam necessários 218 parlamentares favoráveis.
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Segundo informações da Casa Branca, após o anúncio da rejeição, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que ficou "muito decepcionado" e confirmou que se reunirá ainda nesta segunda-feira com seus assessores para determinar os próximos passos a serem dados.

Congressistas dos Estados Unidos haviam anunciado no domingo (28) que chegaram a um acordo sobre como seria o socorro do governo ao setor financeiro, informação que agora se mostra incorreta.

Ainda que as discordâncias entre parlamentares fossem nítidas, a rejeição à proposta pega muitos investidores de surpresa, uma vez que há um consenso entre os legisladores americanos de que é necessária alguma medida significativa contra a crise.
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Instituições financeiras dos Estados Unidos passam por seu pior momento desde a Grande Depressão, ocorrida no final da década de 1920 e nos anos de 30.

Fonte - UOL

Problemas no setor financeiro europeu somam-se às preocupações dos investidores com a crise nos Estados Unidos. "O efeito dominó que todo mundo temia começou a se propagar", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.

Fonte - UOL

Nota Michelson Borges: Em pouco tempo, uma crise financeira já sem precedentes se desencadeou na maior nação capitalista do mundo, tendo efeitos drásticos em vários países cuja economia está atrelada aos bancos norte-americanos. Isso mostra como as coisas podem mudar rapidamente neste mundo globalizado, levando à tomada de medidas extremas que interferem na vida de bilhões de seres humanos. Como se sabe, os eventos finais serão rápidos, e essa crise é apenas uma amostra disso.

Bento XVI apela ao respeito pelo meio ambiente

O respeito pelo meio ambiente foi a tónica dominante do discurso que Bento XVI dirigiu aos cerca de 400 participantes no encontro promovido pelo "Centro Turístico Juvenil" e pelo Departamento Internacional do Turismo Social, por ocasião do Dia Mundial do Turismo.

A Organização Mundial do Turismo, escolheu para este ano o tema «O turismo enfrenta o desafio da mudança climática».

“A humanidade tem o dever de proteger este tesouro e de lutar contra o uso indiscriminado dos bens da terra”, sublinhou o Papa. “Sem um adequado limite ético e moral, o comportamento humano pode transformar-se em ameaça e desafio. A experiência ensina que a gestão responsável da criação faz parte, ou pelo menos assim deveria ser, de uma economia saudável e sustentável do turismo”.

Bento XVI destacou que o uso impróprio da natureza e o abuso da cultura das populações locais “causam prejuízo também ao próprio turismo”. Pelo contrário, “respeitar o ambiente quer dizer também respeitar a si mesmo e aos outros”.
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Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Preciso sublinhar o que seja um dos contornos do limite moral?

Bento XVI quer que política e religião andem juntas

Seria a Igreja Católica uma perdedora problemática, lutando por uma voz na Europa secular, ou uma força ainda poderosa, exercendo sua influência na lei européia através de governos de centro-direita? Essa questão, que vem se construindo ao longo do papado de três anos de Bento XVI, veio à tona em sua recente viagem à França.

Ainda assim, mesmo enquanto o Papa pedia discussões mais animadas sobre Igreja e Estado e mais diálogos inter-religiosos, ninguém, provavelmente nem mesmo no Vaticano, espera que a Europa renove sua devoção em breve. A presença nas igrejas é cada vez menor, assim como o número de padres.

E ninguém espera que a França subverta sua tão adotada doutrina de "laïecité”, a separação estrita entre igreja e estado, apesar da advertência do Papa de que o secularismo leva ao niilismo, e dos pedidos do presidente Nicolas Sarkozy por uma “laïecité mais positiva”.

Mas a insistência de Bento para que religião e política se “abram” uma à outra – juntamente a sua forte renovação, em Lourdes, da oposição da igreja a casais do mesmo sexo, comunhão a divorciados e eutanásia – envia uma mensagem clara: a Igreja não quer que a lei européia entre em divergências com seus ensinamentos, e ele quer que os católicos façam algum barulho em relação a isso. O Papa está buscando reconquistar a Europa, se não em números, pelo menos na mesa política.

“Vamos deixar claro, há leis na Europa que o Vaticano gostaria de alterar”, diz John L. Allen Jr., colunista do “National Catholic Reporter”. As advertências de Bento na França “não foram uma reflexão apolítica”, diz ele.

O Vaticano, Allen acrescenta, está preocupado com “uma progressiva secularização de instituições européias” que é “fortemente influenciada pelo modelo francês”.

Para começar, a legislação da União Européia proíbe a discriminação com base em orientação sexual. Num confronto em andamento na Inglaterra, orfanatos católicos disseram que terão de fechar as portas ou se desligar da Igreja caso sejam obrigados a entregar crianças a casais do mesmo sexo. A Espanha legalizou o casamento homossexual em 2005, seguindo os passos da Holanda e da Bélgica.

Alguns dizem que a visita do Papa pode encorajar os católicos a levantar a voz em oposição. A recepção ao Papa na França foi “encorajadora”, disse numa entrevista o reverendo Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano. O clima na França, segundo ele, indicou que “a Igreja tem uma contribuição a fazer, e é aceita e respeitada como uma força cultural e de compromisso moral”.

Bento viajou a França supostamente para o 150º aniversário de quando uma camponesa de 14 anos, Bernadette Soubirous, disse ter tido visões da Virgem Maria numa gruta de Lourdes – que neste ano deve atrair um recorde de 8 milhões de peregrinos.

Lourdes sempre foi exemplo de “um tipo de contracultura católica” e “do poder da fé sobre a ciência”, diz Ruth Harris, professora em Oxford e autora de “Lourdes: Corpo e Espírito na Era Secular” (Lourdes: Body and Spirit in the Secular Age). Ao longo dos anos, diz ela, a popularidade da cidade “se fortalece nesses períodos onde a república é vista como perseguidora da Igreja”.

Esse pode ser o caso hoje, quando alguns católicos devotos europeus se enxergam como uma minoria perseguida enfrentando uma hegemonia secular.

Sociologicamente, “acho que as viagens papais desempenham a mesma função das paradas de orgulho gay”, diz Allen. “Trata-se de um grupo que se vê como uma minoria que esteve, em sua visão, fechada por muito tempo, e quer levar isso às ruas e proclamar ‘Estamos aqui.’”

Em Paris, estima-se que 250 mil pessoas tenham aparecido para ver o Papa celebrar a missa na Esplanada dos Inválidos. E milhares de jovens esperaram durante horas para ouvir o papa falar na Catedral de Notre-Dame.

Na Europa atual, muitos católicos “sentem a necessidade de manifestações públicas de quem eles são, pois não podem confiar nas instituições da cultura para transmitir isso”, diz Allen.

Mas essa estratégia não convenceu os críticos. Reivindicar o status de vítima “é uma jogada clássica, uma hábil jogada retórica”, diz Paolo Flores d'Arcais, editor do jornal italiano de esquerda “MicroMega”, que argumentou em favor do ateísmo num debate público contra Bento, então Cardeal Joseph Ratzinger, em 2000.

Alguns consideram a Igreja similar à direita americana, que continua a pintar a si mesma como intrusa lutando contra uma cultura liberal dominante mesmo depois de oito anos de governo republicano.

França, Alemanha e Itália são governadas por coalizões de centro-direita amigas da Igreja. Na última primavera, a direita italiana realizou desafios sem precedentes à lei que legaliza os abortos – uma lei de 30 anos. Em 2005, a Itália passou uma lei restringindo a inseminação artificial.

“Então como você pode dizer que é a minoria oprimida?”, pergunta Flores. “Isso é loucura.”

Hoje, a Europa é amplamente definida em termos econômicos, e não culturais. É incerta a respeito de sua identidade, seus valores compartilhados, seu futuro. A visita do Papa mudará a conversa?

“Não acho que isso irá mudar porque o papa falou”, diz Mario Marazziti, porta-voz da Comunidade de Sant'Egidio, um grupo católico. Mas Bento claramente está de olho na Europa. “É interessante”, diz Marazziti. “Os dois não se entendem, mas falam um com o outro.”

Fonte: Portal G1

NOTA Minuto Profético: Segundo o Dr. Marco Huaco (um dos principais defensores das liberdades laicas no Peru), a Igreja Católica sempre defendeu o conceito de Estado Confessional, onde o Estado "confessa determinadas crenças religiosas como únicas verdadeiras, responsabilizando-se por sua propagação e defesa oficial". Nos tempos modernos, porém, passou a defender uma "fórmula suavizada de confessionalidade", chamada de "confessionalidade histórico-sociológica" (para combater sutilmente o conceito moderno de Estado Laico), onde o Estado "privilegia uma [religião] em relação às outras por razões históricas (contribuição à identidade nacional) e sociológicas (ser maioria social)". Na verdade, desde o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica passou a defender a coexistência de "um regime confessional ao lado do reconhecimento das liberdades religiosas". Por isso, tem orientado "seus bispos nacionais a reconhecerem e se pronunciarem claramente a favor da - antes injuriada - liberdade de culto, mas ao mesmo tempo não renuncia a que o Estado siga conservando sua confessionalidade", que pode ser "formal e substancial". "Pela primeira seria dever do Estado professar publicamente a 'verdadeira religião' (ou seja, a católica), mediante declarações de catolicismo oficial contidas em textos constitucionais ou concordatários, símbolos religiosos públicos, preces e honras a pessoas e ícones católicos como parte do cerimonial do Estado. Pela segunda, as estruturas políticas públicas deverão estar penetradas pela inspiração do Magistério papal" (Em Defesa das Liberdades Laicas, p. 49-58).

Quarteto para o fim dos tempos


Os furacões e terremotos de ordem natural e econômica das últimas semanas levaram os arautos do fim do mundo a soarem suas trombetas mais uma vez. Contudo, o que está acontecendo são sinais de tempos apocalípticos sérios e que merecem nossa compreensão? Ou será esta nova crise generalizada apenas mais uma turnê do fim do mundo? Se observarmos os eventos atuais de maneira isolada, compartimentada, obteremos somente uma visão parcial e pouco confiável do que se chama "eventos finais". Porém, se tivermos uma perspectiva mais global, se compreendermos a interrelação de fatos concretos, encontraremos evidências de uma crise conjuntural diferenciada. Consideremos, então, alguns acontecimentos utilizando a forma de um "quarteto para o fim dos tempos".

1º movimento - O declínio americano: a invasão do Iraque pelos Estados Unidos acirrou os ânimos anti-americanos de várias partes do mundo; a difusão de uma cultura estética erotizada, violenta e efêmera fez recrudescer o ímpeto ultra-conservador norte-americano; a queda dos mercados, a aguda crise de instituições financeiras centenárias, o declínio da pujança econômica estadunidense arrastando de roldão mercados emergentes. O país do “Estado laico” e do “livre-mercado” é a mesma nação tomada pela dissolução ética, por elevados índices de poluição e pelo clima anti-terror que produziu vigilância inconstitucional, prisões arbitrárias e tortura. Esse mesmo país governado pela ultra-direita cristã estende as mãos sobre o Atlântico para o Vaticano em nome da ética global, instaura uma fobia anti-terrorista e converge a opinião da grande mídia em defesa de suas ações, e agora “estatiza” organizações financeiras independentes e falidas.

2º movimento - Condenação do materialismo: na reformulação de suas identidades, as religiões universais encontram na ecologia e na ética um referente global. A denúncia do consumismo também faz parte da nova retórica religiosa. O budismo prevê o equilíbrio na produção de bens e de consumo, o islamismo combate o mundo materialista como um anátema demoníaco e a idéia de holismo media a perspectiva do pensamento ecológico integrado. A crítica a uma sociedade esbanjadora e consumista, porém, opõe-se visivelmente à ascese e moderação do protestantismo tradicional e das religiões orientais. Na China, prega-se o budismo econômico para os pobres enquanto o capitalismo mais desenfreado é adotado pelas outras classes sociais. O neopentecostalismo e o novo protestantismo estimulam agressivamente o consumo de bens “sacralizados e ungidos”. E Bento XVI condena o materialismo e ao mesmo tempo usa sapatos Prada, casula com 15 km de fios de prata e anel de ouro 24 quilates.

3º movimento - A defesa da Terra: aumento da poluição, escassez de água, desmatamento irrefreável, aquecimento global, esgotamento dos recursos materiais de sobrevivência. Um cenário apocalíptico de destruição do homem pelo homem causando a agonia lenta e gradual do planeta. Pano de fundo próprio para os defensores do ambiente atenderem ao pedido de socorro da Terra, certo? Certo, mas não é só isso. Não apenas os ambientalistas do verde-que-te-quero-verde, não só os xiitas do GreenPeace, mas a Igreja Católica entrou pra valer na ecologia (digite "ecologia" no site zenit.org de informação católica). Leonardo Boff, o padre que relia o evangelho segundo o marxismo, direciona suas boas intenções para o alerta eco-teológico, a olhar para o recente conteúdo de seus livros – Ecologia, mundialização e espiritualidade e Nova Era: a civilização planetária. Sua visão do evangelho agora privilegia a existência de um Deus ecologicamente orientado e de um conhecimento ecocentrado em que o universo divino e o planeta Terra holisticamente se fundiriam no mesmo cosmos, inaugurando um novo modo de ser. A ecologia torna-se um paradigma que reorienta os caminhos da humanidade.

4º movimento - Uma ética global: fome, pobreza, crime organizado, corrupção política, opressão econômica, conflitos raciais e guerras étnicas. Retratando o colapso dos sistemas laicos de governo e regulação social, o Parlamento das Religiões Universais, realizado em Chicago-1993, enfatiza em sua declaração final a necessidade de um consenso global e uma atualização de vínculos morais entre pessoas que dividem o mesmo destino e o mesmo planeta. Caberia, então, às entidades religiosas o papel de administrar, em conjunto com as instituições democráticas legais, a profusão de problemas e sua complexidade de resolução. Assim, o discurso religioso voltaria a ter uma dimensão de atuação planetária ao pressupor uma moral planetária, desta vez sob a justificativa de uma nova ética mundial.

Como num concerto erudito, os “movimentos” quando escutados separadamente proporcionam uma audição incompleta. Contudo, ao escutarmos todas as seções do mesmo concerto, podemos entender a intenção do compositor, o estilo da interpretação do instrumentista, o que o autor e o intérprete estão comunicando. Relacionando os quatro “movimentos” acima é possível situar-se no tempo e na história e compreender de forma mais abrangente tanto os eventos que já se foram quanto aqueles que estão por vir.

O título desse texto é uma referência à obra-prima musical de Olivier Messiaen.

(Nota na Pauta)

Fonte - Michelson Borges

Europa nacionaliza bancos

O Congresso dos Estados Unidos deve aprovar nesta segunda-feira o plano de ajuda ao setor financeiro de US$ 700 bilhões, mas o anúncio não foi suficiente para impedir a queda das Bolsas e a propagação da crise à Europa, que amanheceu nesta segunda-feira com vários bancos nacionalizados.

Depois de uma semana de negociações, os líderes parlamentares e o governo de George W.Bush fecharam um acordo sobre os termos do plano, que será votado nesta segunda-feira na Câmara de Representantes e no Senado.

No entanto, o anúncio não freou a onda de estatizações e aquisições.

Na Grã-Bretanha, o governo anunciou a nacionalização do banco Bradford & Bingley, que segue assim o mesmo destino dos compatriotas Northern Rock, Alliance & Leicester e HBOS, adquirido pelo rival Lloyds TSB.

No domingo à noite, os governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo anunciaram a nacionalização parcial do banco e seguradora Fortis, com uma injeção de liquidez de € 11,2 bilhões.

Na Dinamarca, o banco Roskilde foi comprado por três instituições financeiras, enquanto o Vestjysk Bank adquiriu o Bonus Bank e vai realizar uma fusão com outra instituição regional.

Na Alemanha, o Hypo Real Estate (HRE) escapou da falência no último minuto ao obter uma linha de crédito de um consórcio de bancos do país.

As autoridades belgas se comprometeram ainda a ajudar o banco franco-belga Dexia, como fizeram com o Fortis, após uma queda superior a 29% das ações do primeiro.

O Banco Central Europeu (BCE) segue injetando liquidez nos mercados monetários para permitir o funcionamento dos bancos e evitar que a economia fique sem possibilidades de crédito.

Em uma operação coordenada com o Federal Reserve (Fed) americano, a instituição européia vai colocar nos mercados US$ 30 bilhões.

Apesar de todas as medidas para conter a crise, as Bolsas européias operavam em baixa na manhã desta segunda-feira.

As ações dos bancos afetados desabaram, como as do Hypo Real Estate (HRE), que chegaram a registrar desvalorização de 58,86% em Frankfurt.

As Bolsas asiáticas também não reagiram muito bem ao plano de Washingtom: Tóquio perdeu 1,26% e Hong Kong 4,3%. Sydney retrocedeu 2% e Seul 1,35%.

O presidente dos Estados Unidos, que discursará à nação antes da abertura da Bolsa de Nova York, declarou que o plano é "uma mensagem enérgica aos mercados mundiais, que mostra o compromisso dos Estados Unidos de devolver a confiança e a estabilidade ao sistema financeiro".

O plano constitui a maior intervenção do Estado no setor privado da história americana e deve ser aprovado seis semanas antes da eleição presidencial na maior potência econômica mundial.

O projeto do governo americano prioriza as cobranças do Estado, depois de um gasto inicial muito pesado para as finanças públicas, e servirá, sobretudo, para que o país assuma os créditos podres que os bancos concederam ao setor imobiliário.

Fonte - DGABC

Governos querem monitorar dados da população


Segundo os termos de um acordo assinado em julho do ano passado, empresas aéreas que voam da União Européia para os EUA têm que fornecer às autoridades alguns dados sobre os passageiros, como raça, religião, profissão, parentes e reservas de hotéis.

Defensores das liberdades civis estão tentando impedir que o monitoramento de dados se torne uma ferramenta rotineira para o FBI vigiar cidadãos norte-americanos comuns.

No mês passado, um grupo de legisladores escreveu ao procurador-geral dos EUA, reclamando que algo assim permitiria ao FBI vigiar cidadãos sem qualquer justificativa.
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Fonte - Opinião e Notícias

Plano 'não salvará economia'

Os principais jornais americanos afirmam nesta segunda-feira que o acordo fechado pelo Congresso em torno do plano de resgate econômico proposto pelo governo George W. Bush não será suficiente para salvar a economia.

Uma análise publicada no Wall Street Journal afirma que o pacote pode ajudar a curar os mercados financeiros, mas a ameaça de recessão ainda persiste à medida que "os pilares do crescimento continuam a erodir".

"Os principais sustentáculos do crescimento da economia - gastos dos consumidores, empresas e governo e as exportações continuam se esfarelando", afirma o diário.

"A demanda externa por bens americanos, que ajudou o setor industrial a evitar uma desaceleração mais profunda este ano, deve secar à medida que as maiores economias mundiais flertam com a recessão e nações de rápida expansão como China e Índia perdem o pulso".

O texto destaca que o pacote de US$ 700 bilhões não resolverá o problema fundamental da crise do setor imobiliário e acredita que o preço dos imóveis continuará caindo.

Analistas ouvidos pelo jornal prevêem que "na melhor das circunstâncias é esperada uma recessão que resultará no aumento da taxa de desemprego no país de 6,1% para 8%".
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Fonte - UOL

Estudo revela que UE deve se preparar para efeitos do aquecimento global

(Embargada até as 22h) Bruxelas, 28 set (EFE).- A União Européia (UE) deve continuar seus esforços para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, mas, ao mesmo tempo, tem que se preparar para as conseqüências inevitáveis do aquecimento global.

Essa é a principal conclusão de um relatório elaborado pela Agência Européia do Ambiente, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Centro Comum de Pesquisa (JRC, em inglês) da UE, divulgado pela agência "Belga".

O estudo lembra que, devido ao aumento das emissões poluentes, a temperatura média da Terra aumentou em 0,8°C em comparação a antes da Revolução Industrial, uma alta sentida especialmente na Europa.

Esse aumento da temperatura já provocou o derretimento de geleiras, a redução em cerca de 20% do volume de chuva em algumas regiões mediterrâneas nos últimos 100 anos, migrações animais rumo ao norte, inundações e erosão do solo, entre outras mudanças.

O relatório adverte que, se esses efeitos se agravarem, trarão sérias conseqüências tanto para a saúde humana quanto em diferentes setores econômicos, como o energético, de transportes, agricultura e turismo.

Segundo o documento, os países da UE deveriam começar a se preparar para enfrentar esse novo cenário, pois, até o momento, os esforços se concentraram na gestão do risco de inundações.

As regiões européias mais afetadas pelo aquecimento serão, segundo este estudo, as regiões montanhosas, as áreas litorâneas, a bacia mediterrânea e o Ártico, onde a superfície da calota polar foi reduzida à metade entre 1950 e 2007.

Entre as principais conseqüências para a saúde humana, o relatório afirma que o aquecimento reduzirá a qualidade do ar e favorecerá a chegada à Europa de insetos transmissores de doenças atualmente limitadas aos trópicos.

Fonte - Último Segundo

Reino Unido lança identidade com chip para imigrantes


LONDRES - O governo britânico apresentou nesta quinta-feira um novo documento de identidade para estrangeiros de fora da União Européia (UE) que vai aumentar o controle sobre os imigrantes. Semelhantes a um cartão de crédito, a nova identificação inclui um chip com informações pessoais, foto e impressões digitais dos imigrantes. Além disso, o novo documento carregará detalhes sobre a situação do estrangeiro, se é estudante, se pode trabalhar e há quanto tempo está na Inglaterra.
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Fonte - O Globo

Empréstimos de bancos atingem recorde nos EUA

O valor dos empréstimos tomados por instituições financeiras dos Estados Unidos atingiu um recorde de US$ 187,75 bilhões ao dia, em média, na última semana, em meio ao aprofundamento da crise financeira em Wall Street, informou o Federal Reserve nesta quinta-feira.
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Fonte - Invertia

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Papel ecumênico de Maria

LOURDES, quinta-feira, 25 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- A devoção à Virgem Maria tem um papel fundamental no diálogo ecumênico, no caminho rumo à unidade plena e visível entre os cristãos, afirmou o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.
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De fato, admitiu o cardeal Kasper, «Lourdes é conhecida por seus milagres. Quem poderia imaginar, há 20 ou 30 anos, que católicos e anglicanos peregrinariam e rezariam juntos?».

«Para quem conhece os debates e as polêmicas do passado sobre Maria entre os católicos e os cristãos das igrejas não-católicas, para todos que conhecem as reservas do mundo não-católico com relação aos lugares marianos de peregrinação, para todas essas pessoas, o acontecimento de hoje, sem precedentes, é um milagre», sublinhou.

Segundo o cardeal Kasper, Maria é uma peça fundamental do movimento ecumênico, ainda que este tema «não é nem comum nem óbvio entre os ecumenistas».

A devoção a Maria é, recordou o purpurado, uma questão plenamente compartilhada com os ortodoxos, «mas também existia devoção mariana no tempo da Reforma».

«Lutero venerou Maria com fervor durante toda sua vida e a professava, com os Credos antigos e os concílios da Igreja do primeiro milênio, como Virgem e Mãe de Deus. Era crítico só com relação a algumas práticas, que considerava abusos e exageros – acrescentou. O mesmo aconteceu com os reformistas ingleses.»

A rejeição da doutrina sobre a Virgem Maria se produziu durante o Iluminismo, «em um espírito conhecido como ‘minimalismo mariológico’», explicou o cardeal Kasper.

Contudo, graças a «uma leitura e uma meditação renovada da Sagrada Escritura, observamos uma mudança lenta, mas decisiva», declarou, e citou várias declarações conjuntas entre católicos e luteranos, que tratam deste assunto.

«Maria não está ausente, mas presente no diálogo ecumênico. As Igrejas progrediram na aproximação sobre a doutrina de Nossa Senhora. Nossa Senhora já não nos divide, mas nos reconcilia e nos une em Cristo, seu Filho», acrescentou.
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Fonte - Zenit

Nota DDP: Como já afirmado aqui, o Prof. Azenilto Brito possui interessantes estudos sobre esta "ponte", uma de tantas, que a igreja romana tem estabelecido entre os mais diversos grupos. Chama a atenção apenas, que após o Papa BXVI ter afirmado que a ICAR é a única igreja verdadeira, ter afirmado que para união é necessário o reconhecimento do primado de Pedro e, nenhuma oposição visível tenha sido tomada, tudo leva a acreditar que também neste caso observaremos a mesma postura. E de tema em tema, apesar de não participar oficialmente de nenhum grupo ecumênico, embora todos incentive, o processo de retorno às origens continua.

Rabino vai falar em Sínodo

O papa Bento XVI convidou o rabino Shear-Yashuv Cohen, membro da Comissão mista Israel-Vaticano, para fazer um pronunciamento durante os trabalhos do Sínodo, que se inicia no próximo dia 5 de outubro. O rabino aceitou. . «Tal convite, disse ele, representa uma mensagem de amor, coexistência e paz para as gerações futuras; é uma espécie de declaração que revela a intenção da Igreja em prosseguir as doutrinas de João XXIII e João Paulo II». Numa entrevista em Jerusalém, o rabino Cohen declarou que alguns rabinos radicais «pensam que o diálogo inter-religioso seja simplesmente uma maneira de convencer os judeus a tornarem-se cristãos. Eis porque se opuseram à minha intervenção no Sínodo». Entretanto, falar no Sínodo, acrescentou o rabino, será uma ocasião para aproximar o dia em que «todos os povos se reunirão todos juntos para dar graças a Deus».

Este convite está sendo visto como um encontro entre a ICAR e seu irmão mais velho, o judaísmo. É uma aproximação no sentido da formação de uma adoração única no planeta. Adoração à besta. Os judeus se aliando com os católicos, coloca os adventistas em situação mais complicadas, pois ambos são guardadores do sábado. Os judeus, pelo menos, por enquanto.

Radio Vaticana
2008-09-25

Fonte - Cristo Voltará

Agravamento da crise financeira

PARIS, 26 Set 2008 (AFP) - A crise financeira apresentou novos sinais de agravamento nesta sexta-feira, com o fechamento durante a madrugada, do banco americano Washington Mutual (WaMu), enquanto as preocupações aumentam nos mercados pelo impasse sobre o plano de resgate americano discutido pelos parlamentares democratas e republicanos.

Aumentando o clima de tensão, vários grandes bancos centrais anunciaram simultaneamente na manhã desta sexta-feira novas medidas para trocar liquidez entre eles com mais facilidade e alimentar assim seus sistemas bancários respectivos.

O Washington Mutual, que já estava em dificuldades, foi fechado na madrugada de quinta para sexta-feira pelas autoridades americanas, que decidiram fazer o JP Morgan Chase recomprar uma parte de suas atividades.
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Fonte - UOL

Nota Cristo Voltará:
A crise financeira não tem precedentes. É o que diz o FMI. É possível que mais bancos fechem. "Estamos diante de uma crise financeira inédita, porque ela nasceu no coração do sistema, os Estados Unidos, e não de sua periferia, e afetou simultaneamente o mundo inteiro", disse Strauss-Kahn no Cairo. A economia mundial vai desacelerar. "O chefe do Fundo se mostrou convencido de que "os atores do mercado desaparecerão, em particular nos Estados Unidos, com a possível extinção progressiva" de bancos de investimentos independentes, como Lehman Brothers ou Merrill Lynch.”

Ao lado disso, há as incertezas. E a economia está globalizada, tudo afeta tudo. Está tudo amarrado. Criamos um monstro de ganhar dinheiro, mas também é um monstro para quebrar financeiramente o planeta todo. Em poucas horas. Onde os investidores irão colocar o seu dinheiro? Em cisternas rotas, onde de um momento para outro, deixa de existir.

É hora de investir na vida eterna, onde a traça e a ferrugem não consomem. Isso é um sinal de que nos aproximamos do maior de todos os eventos da história da humanidade. Da primeira vez, JESUS veio quieto. Dessa vez, vira com todo o Seu exército, em alto clamor. Antes disso, os seus servos na Terra o anunciarão, também em alto clamor.

A Bíblia dia e noite

Personalidades do mundo todo, entre elas o jogador brasileiro Kaká, o Papa Bento XVI e o ator e diretor italiano Roberto Benigni lerão, a partir de 5 de outubro, a Bíblia de forma integral e durante sete dias consecutivos em um programa da televisão pública italiana.

A leitura será transmitida ao vivo pelos canais Rai Uno e Rai Educational. Mais de 1.500 pessoas participarão nessa maratona de 139 horas batizada de "A Bíblia de dia e de noite". Além do Papa, foram convidados o bispo ortodoxo Hilarion Aleyev, representante da Igreja russa na Europa, e Maria Bonafede, da Igreja valdense.

O início da leitura coincide com a abertura do Sínodo dos Bispos, que será realizado no Vaticano. (AFP)

Nota Minuto Profético: Espantoso mesmo é o fato desse evento ser patrocinado por um canal de Tv estatal, violando aberta e perigosamente o conceito moderno de Estado Laico. É tudo que a Igreja Católica sempre buscou. Quanto mais passa o tempo mais as nações estão se deixando levar pelos sofismas da Igreja Romana que só almeja reconquistar a supremacia política e religiosa mundial. E um dos caminhos mais seguros para isso tem sido o ecumenismo. Ao unir sua imagem com a de celebridades como Kaká (cristão conservador) o bispo de Roma deseja demonstrar que é reconhecidamente o líder maior da cristandade mundial. Talvez o mundo acorde tarde demais do pesadelo em que está se metendo...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bush: EUA estão no meio de uma séria crise financeira


WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta quarta-feira que os Estados Unidos atravessam uma séria crise financeira, enquanto tenta convencer a população a apoiar um plano de socorro financeiro de 700 bilhões de dólares.

"Nós estamos no meio de uma séria crise financeira, e o governo federal está respondendo com uma ação decisiva", disse Bush em um pronunciamento pela TV.

Ele alertou que "o mercado não está funcionando adequadamente", que há uma perda generalizada de confiança, que importantes setores estão em crise, que mais bancos podem falir e que isso ameaça levar a economia dos EUA a uma recessão.

"Nós não podemos permitir que isso aconteça", afirmou.

Fonte - MSN

Nota DDP: Gostaria apenas de dizer que há bem pouco tempo Bush havia afirmado que a crise não era tudo isso. Sua mudança de posicionamento e a análise de sua postura inicial minimalista, permitem inferir que o "rombo", neste momento, já é muito mais embaixo do que ora ele ousa admitir.

Nota Gilberto Theiss: É este o tipo de crise que poderá mudar para sempre o rumo da humanidade. Os Adventistas do Sétimo dia sabem muito bem que serão crises assim que fortalecerão o desejo da imposição dominical como solução aos EUA. Vários líderes, tanto religiosos quanto políticos republicanos, tem expressado que a nação americana está mergulhada em várias crises e recessões porque tem deixado para trás os princípios morais de sua fé e que a observância real do domingo melhoraria essa condição e consequêntemente os favores de Deus seriam mantidos à nação.

Falando sobre isto, Ellen White escreveu: "Esta classe apresenta a alegação de que a corrupção que rapidamente se alastra é atribuível em grande parte à profanação do descanso dominical, e que a imposição da observância do domingo melhoraria grandemente a moral da sociedade. Insiste-se nisto especialmente na América do Norte, onde a doutrina do verdadeiro sábado tem sido mais amplamente pregada". Grande Conflito, 587.

De fato desconhecem eles que a pior ruína ainda está por vir. Quando essa lei de imposição dominical surgir para ser uma solução à nação, na verdade mergulharão em uma ruina maior, ainda, veja:

"Quando nossa nação [americana], em suas assembléias legislativas, promulgar leis que restrinjam a consciência das pessoas quanto ao seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e exercendo poder opressor contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos os efeitos, invalidada em nosso país, e a apostasia nacional será seguida de ruína nacional". Eventos Finais, 117.

A insistência à imposição dominical ultrapassará as fronteiras da américa do norte. Os outros países seguirão o exemplo. Os habitantes das outras nações serão induzidos aos mesmos princípios do papado como solução para o mundo.

"Quando a américa, o país da liberdade religiosa, se aliar com o papado, a fim de dominar as consciências e impelir os homens a reverenciar o falso sábado, os povos de todos os demais países do mundo hão de ser induzidos a imitar-lhe o exemplo." Testemunhos Seletos, 2, 373.

A legislação dominical não trará melhoras ao mundo como pensam alguns, na verdade quando essa imposição ocorrer, a taça da misericórdia de Deus se transbordará e Ele se revelará com seus juízos sobre a terra:

"Quando essa substituição se tornar universal, Deus Se revelará. Ele se erguerá em Sua magestade para sacudir terrivelmente a terra." Testemunhos Seletos, 3, 142 e 143.

Nesta obra de engano, o poder religioso católico/protestante se unirão na perseguição aos grupos minoritários que não aderirem:

"As organizações religiosas que recusam ouvir as mensagens de advertência da parte de Deus estarão sob forte engano, e se unirão com o poder civil para perseguir os santos. As igrejas protestantes se unirão com o poder papal para perseguir o povo de Deus que guarda os mandamentos." Eventos Finais, 126.

"A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão romanistas e protestantes." Grande Conflito, 607.

A anarquia, os problemas morais, corrupção, distúrbios na natureza e a criminalidade serão argumentos levantados contra os que não honram o domingo:

"Os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem, como que a derribar as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a terra. Declarar-se-á que seus conscienciosos escrúpulos são teimosia, obstinação e desdém à autoridade. serão acusados de deslealdade para com o governo." Grande Conflito, 592.

O anjo caído fará de tudo para que os fiéis que guardam o verdadeiro sábado bíblico não suportem a pressão e venham a abandonar a obediência ao Deus verdadeiro. Farão de tudo para que na falta de alimento e vestuário percam a fé e se unam aos transgressores:

"Na última grande batalha do conflito com satanás, os que são leais a Deus hão de ser privados de todo apoio terreno. Por se recusarem a violar-lhe a lei em obediência a poderes terrestres, ser-lhe-á proibido comprar ou vender." Desejado de Todas as Nações, 121 e 122, e Apoc. 13:15-17.

"Satanás diz: ... Pelo temor de que lhes venha a faltar alimento e vestuário, eles se unirão com o mundo na transgressão da lei de Deus. A terra estará inteiramente sobre meu domínio." Profetas e Reis, 183.

Mas com certeza Deus cuidará de seu povo fiél, "o pão lhe será dado e a água será certa". Isaias 33:16.

Religiões devem trabalhar juntas pela paz

Dakar, 25 set (RV) - Os líderes religiosos devem trabalhar juntos na África Ocidental para contribuir pela busca da paz no território. A afirmação foi feita pelo arcebispo da capital senegalesa, Dakar, dom Theodore Adrien Sarr, em entrevista à agência de notícias africana Panapress.

“É um tema que me esforço para promover pessoalmente”, explicou o cardeal, lembrando que cristãos, islâmicos e membros de outras religiões devem assumir o compromisso e se sensibilizar em busca da paz.

Para Dom Theodore, no entanto, é fundamental prosseguir com o diálogo interreligioso e trabalhar para estreitar essas relações. O cardeal destacou também que o cristianismo, o islamismo e as religiões tradicionais têm valores em comum como a solidariedade, o respeito ao próximo, o amor pela vida e o senso de humanidade.

“Juntas”, acrescentou Dom Theodore, “as nossas religiões podem se voltar para os políticos e interpelá-los sobre alguns valores”. O cardeal ressaltou, ainda, que é preciso contribuir para prevenir os conflitos e pôr fim à violência que assola a África Ocidental.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Como se vê, a intenção final do ecumenismo é ladeada de contornos políticos.

A terra no vermelho


A partir de hoje viajaremos com as contas no vermelho e consumiremos mais recursos do que aqueles que a natureza fornece de modo renovável. Estamos comendo o capital biológico acumulado em mais de três bilhões de anos de evolução da vida: nem mesmo uma superintervenção como a do governo dos Estados Unidos para tapar os buracos dos bancos americanos bastaria para reequilibrar nossa relação com o planeta. Dia 23 de setembro é o Earth Overshoot Day [dia da ultrapassagem dos limites da Terra]: a hora da bancarrota ecológica.

A reportagem é de Antonio Cianciullo e publicada pelo jornal La Repubblica, 22-09-2008.

Dia 23 de setembro é o Earth Overshoot Day, que em 1955 se desencadeou quase dois meses mais tarde. As projeções das Nações Unidas: sem adoção de medidas, em 2050 encerraremos no dia primeiro de julho.

É o dia em que a renda anual à nossa disposição acaba e os seres humanos vivos continuam a sobreviver pedindo um empréstimo ao futuro, ou seja, retirando riqueza aos filhos e aos netos. A data foi calculada pelo Global Footprint Network, a associação que mensura a pegada ecológica, ou seja, o sinal que cada um de nós deixa sobre o planeta retirando aquilo de que necessita para viver e eliminando o que não lhe serve mais, os rejeitos.

O dia 23 de setembro não é uma data fixa. Por milênios o impacto da humanidade, em nível global, foi transcurável: era um número irrelevante no que se refere à ação produzida pelos eventos naturais que modelaram o planeta. Com o crescimento da população (o século vinte começou com 1,6 bilhões de seres humanos e concluiu com 6 bilhões de seres humanos) e com o crescimento do consumo (o energético aumentou 16 vezes durante o século passado) o quadro mudou em períodos que, do ponto de vista da história geológica, representam uma fração de segundo.

Em 1961 metade da Terra era suficiente para satisfazer as nossas necessidades. O primeiro ano em que a humanidade utilizou mais recursos do que os oferecidos pela biocapacidade do planeta foi 1986, mas, daquela vez o cartãozinho vermelho se ergueu no dia 31 de dezembro: o dano ainda era moderado. Em 1995 a fase do superconsumo já devorara mais de um mês de calendário: a partir de 21 de novembro a quantidade de madeira, fibras, animais e verduras devoradas ia além da capacidade dos ecossistemas de se regenerarem; a retirada começava a devorar o capital à disposição, num círculo vicioso que reduz os úteis à disposição e constringe a antecipar sempre mais o momento do débito.

Em 2005, o Earth Overshoot Day caiu no dia 2 de outubro. Neste ano já o adiantamos para o dia 23 de setembro: já consumimos quase 40 por cento a mais do que aquilo que a natureza pode oferecer sem se empobrecer. Segundo as projeções das Nações Unidas, o ano no qual – se não se tomarem providências – o vermelho vai disparar no dia primeiro de julho será 2050. Isto significa que na metade do século precisaremos de um segundo planeta à disposição. E, visto que é difícil levantar para aquela época a hipótese de uma transferência planetária, será preciso bloquear o superconsumo agindo numa dupla frente: tecnologias e estilos de vida.

O esforço inovador da indústria de ponta produziu um primeiro salto tecnológico relevante: no campo dos eletrodomésticos, da iluminação, da calefação das casas, da fabricação de algumas mercadorias o consumo se reduziu notavelmente. Mas, também os estilos de vida desempenham um papel relevante. Para nos convencermos disso basta confrontar o débito ecológico de países nos quais os níveis de bem-estar são semelhantes. Se o modelo dos Estados Unidos fosse estendido a todo o planeta, precisaríamos de 5,4 Terras. Com o estilo do Reino Unido se desce a 3,1 Terras. Com a Alemanha a 2,5. Com a Itália a 2,2.

“Temos um débito ecológico igual a menos do que a metade daquele dos States, mesmo para nossa adesão às raízes da produção tradicional e para a liderança no campo da agricultura biológica, a de menor impacto ambiental”, explica Roberto Brambilla, da rede Lilliput que, junto com a WWF, cuida da difusão dos cálculos do rastro ecológico. “Mas, também para nós a caminhada para o objetivo da sustentabilidade é longa: servem-nos menos obras prejudiciais como a Ponte sobre o Estreito e mais reflorestamento para reduzir a emissão de gás serra e os desmoronamentos”.

Fonte - Envolverde

O Vaticano e o Sábado

A notícia é antiga (Dez/05), anterior à criação deste blog, mas como já considerei em outras oportunidades, importante para que visualizemos com clareza com quem estamos tratando e, principalmente, o tempo em que estamos vivendo.

CIDADE DO VATICANO, 29 dez (AFP) - O papa Bento XVI chamou à ordem o Caminho neo-catecumenal, movimento da igreja católica fundado pelo espanhol Kiko Argüello, e pediu que abandone suas práticas "inovadoras".

O Papa considera que estas práticas, como celebrar missa no sábado, comungar à mesa e permitir a pregação por leigos não estão de acordo com as regras litúrgias da Igreja, e que este movimento deve cumpri-las se quiser ser plenamente reconhecido pelo Vaticano.
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O Papa lembra que "o dia do Senhor é o domingo", e não o sábado, e que "pelo menos um domingo por mês" eles devem participar da missa de sua paróquia junto com os demais fiéis.
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Fonte - UOL

Nota DDP: Chegará o tempo que, para ser plenamente reonhecido pelo Vaticano, os joelhos deverão ser dobrados a Baal e reconhecer-se que "o dia do Senhor é o domingo".

Inundações no leste da Índia atingem 4 milhões de pessoas


BHUBANESWAR, Índia (AFP) - As inundações no leste da Índia, que já deixaram 46 mortos e afetaram ao todo quatro milhões de pessoas - das quais 370.000 precisaram ser evacuadas -, já são consideradas as piores dos últimos anos, confirmaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

Desde o final de semana, as águas já fizeram 20 novas vítimas fatais. A Marinha indiana atua com embarcações e homens na região de Orissa, a mais afetada pelos temporais.

O secretário de impostos da região, G.V.V. Sharma, que acompanha as operações de resgate, disse que a situação no estado é desalentadora.

"As águas que transbordaram do rio Mahanadi inundaram 5.772 aldeias em 30 distritos de Orissa", indicou Sharma na capital do estado, Bhubaneswar.

"Até agora, as inundações danificaram 127.000 casas", acrescentou.

O governo local informou por carta às autoridades federais que cerca de quatro milhões de pessoas foram afetadas e mais de um milhão de aldeias estão completamente alagadas.
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Fonte - Yahoo

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Execução de assassino nos EUA é adiada após pedido de clemência do papa

Washington, 23 set (EFE).- A Suprema Corte americana adiou hoje a execução de um condenado à morte no estado da Geórgia, após os pedidos de clemência apresentados pelo papa Bento XVI e pelo ex-presidente Jimmy Carter.

Fontes judiciais disseram que a ordem de adiamento foi recebida três horas antes da execução de Troy Davis, de 39 anos, que iria receber uma injeção letal pelo assassinato de um policial em 1989.

Outros que pediram clemência ao condenado foram o Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu, um ex-diretor do FBI (a polícia federal americana) e a freira Helen Prejean, que faz campanha contra a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos e é autora do livro "Dean Man Walking", levado ao cinema por Susan Sarandon e Sean Penn (em "Os Últimos Passos de um Homem").

Segundo informações, os pedidos para que Davis tivesse sua vida poupada se baseavam em dúvidas sobre a culpa do condenado e nos argumentos de que o julgamento foi resultado de um caso de identificação equivocada.

Documentos mostram que sete das nove pessoas que foram ao tribunal testemunhar contra Davis retiraram suas declarações e disseram que haviam sido pressionadas pela Polícia.

Além disso, quatro dessas mesmas testemunhas afirmaram depois que outro homem, identificado como Sylvester Coles, era o assassino do caso.

Fontes judiciais disseram que o Supremo adiou a execução para considerar uma apelação dos advogados de Davis na próxima semana.

Fonte - G1

Nota DDP:
De se notar que cinco dos nove juízes da Suprema Corte americana são católicos. Chega a ser fascinante que o órgão máximo de uma nação fundamentalista protestante, embora o negue sob a alcunha do 'laicismo', se dobrem (ainda que por um motivo correto) ao "sucessor" daquele que um dia os motivou a fundar uma nação livre, por força da perseguição a que estavam afetos.
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