quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Leis devem inspirar-se no direito natural

VATICANO, 16 Dez. 09 / 12:58 pm (ACI).- Em sua habitual catequese da Audiência Geral celebrada nesta quarta-feira na Sala Paulo VI, o Papa Bento XVI se referiu a João de Salisbúria, um filósofo e teólogo inglês do século XII. De seus ensinos, disse o Papa, pode-se aprender que o ordenamento jurídico das nações, as leis, deve ter como base o direito natural que respeita a dignidade de todo ser humano.
...
A tese central do Polycraticus [obra de João de Salisbúria] é a seguinte: "há uma verdade objetiva e imutável cuja origem reside em Deus, acessível à razão humana e que corresponde à ação prática e social. Trata-se de um direito natural no que devem inspirar-se as leis humanas e as autoridades políticas e religiosas para promover o bem comum". Essa lei natural se caracteriza por uma propriedade que o filósofo "chama ‘eqüidade’, quer dizer a atribuição a cada pessoa de seus direitos. Dela se derivam preceitos que são legítimos para todos os povos e que não podem ser anulados em nenhum caso".

Bento XVI ressaltou que o tema da relação entre lei natural e ordenamento jurídico-positivo, tendo em conta a eqüidade, conserva sua vigência. "Efetivamente em nossa época, sobre tudo em alguns países assistimos a uma separação preocupante entre a razão, que tem a tarefa de descobrir os valores éticos ligados à dignidade da pessoa humana e a liberdade que tem a responsabilidade de acolhê-los e promovê-los", assegurou.
...
Fonte - ACI Digital

Nota DDP: "Segundo explica o Catecismo da Igreja Católica no número 1954, «a lei natural expressa o sentido moral original que permite ao homem discernir mediante a razão o que são o bem e o mal, a verdade e a mentira». Em definitivo, os dez mandamentos." (Zenit)

No caso os mandamentos do catecismo católico, que substitui o Sábado pelo domingo.

Veja também "Pensamento do Papa é incisivo para futuro da humanidade".


Acordo será a chave para aprovar lei climática nos EUA

COPENHAGUE - Se as negociações sobre mudanças climáticas em Copenhague vacilarem nesta semana, as chances para os Estados Unidos aprovarem sua lei doméstica sobre redução das emissões no Senado podem fracassar seriamente, disse o senador americano John Kerry nesta quarta-feira. "Com muito sucesso aqui em Copenhague, no ano seguinte, o Congresso dos Estados Unidos vai aprovar a legislação sobre clima e energia que irá reduzir as emissões da América", afirmou.

Em um discurso que buscou incentivar os negociadores da COP e assegurar-lhes de que os Estados Unidos finalmente juntaram esforços para o acordo, Kerry acrescentou que o fracasso das negociações fará com que seja "extremamente difícil" para o governo apoiar uma lei doméstica sobre o clima. Kerry, que disputou as eleições presidenciais em 2004, está liderando os esforços para redigir a lei de mudança climática no Senado, onde o texto está paralisado há meses.
...
Em seu discurso, Kerry também foi além das preocupações com a segurança nacional. "Se (o ex-Vice presidente) Dick Cheney pode argumentar que, mesmo uma chance de 1% de um ataque terrorista, é 100% de justificativa para uma ação preventiva, certamente, quando os cientistas nos dizem que as mudanças climáticas são quase 100% certas, devemos ser capazes de estar juntos e nos unirmos num esforço total para combater uma ameaça mortal para a vida deste planeta".

Fonte - Estado


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

As orientações da igreja para a COP15

VATICANO, 15 Dez. 09 / 01:23 pm (ACI).- Em sua mensagem para a 43° Jornada Mundial da Paz que se celebrará o próximo 1º de janeiro de 2010, titulada "Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação", o Papa Bento XVI explicou que "uma correta concepção da relação do homem com o meio ambiente não leva a absolutizar a natureza nem a considerá-la mais importante que a pessoa mesma".

No texto apresentado esta manhã em conferência de imprensa na Sala Stampa da Santa Sé, o Santo Padre explica que "magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da « dignidade » de todos os seres vivos".

"Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da « gramática » que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar."

"Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana", explica o Santo Padre.

Logo depois de recordar que a Igreja tem "responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo", o Papa ressalta que "degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, «quando a “ecologia humana” é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental »".

"Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social", acrescenta.

Bento XVI assegura logo que "os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica « ecologia humana » e conseqüentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza. É preciso preservar o patrimônio humano da sociedade".

"Este patrimônio de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação", acrescenta.
...
Fonte - ACI Digital

Nota DDP: Veja também "Mensagem para o dia mundial da paz". Reiteramos ainda a última parte do post "A aliança entre o homem e a terra ou entre as nações e a igreja?", que esclarece o que claramente se pretende nas entrelinhas da defesa da natureza: o reconhecimento do domingo no âmbito da chamada lei natural. Vejamos:

A caridade na verdade é a base da revolução social pretendida pelo papa na encíclica Caritas in Veritate. Os últimos discursos de Bento XVI aludem direta ou indiretamente ao documento, como se tratasse de uma campanha de marketing religioso. Neste contexto, quando Ratzinger propõe uma “aliança entre o ser humano e o meio ambiente” está jogando a isca para a transformação da sociedade dentro de um novo perfil de desenvolvimento global, apoiado no modelo de sua própria encíclica!


Vaticano pede acordo em Copenhagen

O Vaticano deixou votos de que as nações desenvolvidas e os países emergentes se “encontrem” na Cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas, em vez de se “confrontarem”.

Apresentando a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2010, centrada na actual crise ecológica, o Cardeal Renato Martino, prefeito emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz (CPJP), pediu uma “maior generosidade por parte dos países ricos, para que ajudem os outros a ser mais ecológicos”.

Na sua mensagem, o Papa afirma que é “importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica actual, a responsabilidade histórica dos países industrializados” e que “os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes, não estão dispensados da sua própria responsabilidade para com a criação”.

O novo secretário do CPJP, D. Mario Toso propôs uma “autoridade mundial” que esteja acima de cada uma das partes presentes na Cimeira de Copenhaga e que, “com o envolvimento da sociedade civil, possa fazer valer as decisões tomadas durante a Cimeira e controlar se os fundos colocados à disposição são bem utilizados e não desviados para outros fins”.

Em conferência de imprensa, o Cardeal Martino lembrou os cidadãos do Norte do Brasil que foram obrigados a emigrar por causa da seca, sublinhando que “a água é um bem inegociável”.

Este responsável repetiu ainda a posição da Santa Sé em relação ao uso da energia nuclear para fins pacíficos, considerando-a um “recurso maravilhoso”, apesar das dificuldades que ainda coloca.

Na apresentação da mensagem papal, o presidente cessante do CPJP evocou a figura de São Francisco de Assis, do qual se celebrará, em 2010, o 30.º aniversário da proclamação como padroeiro dos ecologistas.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Veja também "Aquecimento global, responsabilidade de todos".


Presidente da reunião do clima diz que é hora de dar 'grandes passos’

Chegou a hora de dar grandes passos. Com essas palavras, a presidente da reunião das Nações Unidas sobre o clima, em Copenhague, a ministra dinamarquesa Connie Hedegaard, convocou nesta terça-feira os ministros e representantes dos 192 países que participam do encontro a encarar os próximos três dias.

O discurso de Hedegaard foi feito na abertura do segmento de alto nível da conferência, que conta com a participação dos ministros.

“Nos próximos dois dias, temos que tomar as decisões que vimos preparando nos últimos dois anos. Pequenos passos têm que ser seguidos por grandes passos.”

Em seu discurso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, também fez um apelo por ação nos próximos dias.

Para ele, não há mais tempo para deliberar, porque “a natureza não negocia conosco”.
...
“Fechem o acordo”, disse o sul-coreano, acrescentando que a “reta final” não é o momento de “fraquejar”.
...
Fonte - BBC

Nota DDP: Veja também "Sarkozy, Brown, Merkel e Obama fazem balanço da COP15".


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Imoralidade da fronteira" - 2


Embora já estejamos em outro segmento da lição e, inclusive diante da abordagem da temática em material do ministério Amazing Facts já disponibilizados neste espaço na semana anterior, sugerimos, dado o alto grau de informação ali contida, acompanhar os comentários da lição desenvolvidos pelos Prs. Reinaldo Siqueira e Rubem Aguilar no Programa Lições da Bíblia conduzido pelo Pr. Jonathan Conceição. Imperdível.

Outros comentários no mesmo tema podem ser acompanhados ainda no blog Literalmente Verdade, realizados pelo jovem Jean Rosa Habkost, responsável pelo design gráfico deste espaço.


A aliança entre o homem e a terra ou entre as nações e a igreja?

Os olhos do mundo se voltam para Copenhagen, com seus chefes-de-estado e ambientalistas em movimento. Não parece, até o momento que alguma decisão ou acordo climático sairá dali. Não que isso seja decisivo – diversos setores da mídia questionam até mesmo a existência de um aquecimento global, ou, pelo menos, a responsabilidade humana no processo. Em todo caso, cobranças sobre os estadistas permanecem. Uma delas parte justamente do mais influente líder religioso – o papa Bento XVI.

Segundo o Portal Terra, o sumo-pontífice aponta suas intenções para países industrializados e emergentes. A humanidade teria de experimentar "uma profunda renovação cultural, redescobrir os valores que constituem as bases para construir um mundo melhor" para superar a crise ambiental.

Claro que o Vaticano vê uma oportunidade com este diálogo internacional: influenciar os governos do mundo e assumir a liderança não apenas em questões ambientais. Que seja essa a motivação entende-se da seguinte declaração do papa: “A crise ecológica é uma oportunidade histórica para mudar o modelo de desenvolvimento global seguindo uma direção mais respeitosa com a criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade.”

A caridade na verdade é a base da revolução social pretendida pelo papa na encíclica Caritas in Veritate. Os últimos discursos de Bento XVI aludem direta ou indiretamente ao documento, como se tratasse de uma campanha de marketing religioso. Neste contexto, quando Ratzinger propõe uma “aliança entre o ser humano e o meio ambiente” está jogando a isca para a transformação da sociedade dentro de um novo perfil de desenvolvimento global, apoiado no modelo de sua própria encíclica!

[Colaboração - Blog Questão de Confiança]

Nota DDP: Veja também "Bento XVI alerta para crise ecológica" e "Papa adverte que abuso do meio ambiente é igual ao terrorismo".


Economia do Japão está em "situação muito severa"

O premiê do Japão, Yukio Hatoyama, afirmou nesta terça-feira que a economia do país ainda se encontra uma posição difícil, no dia em que seu gabinete aprovou formalmente um novo pacote de gastos para estimular o crescimento.

"A economia do Japão está em uma situação muito severa. Alguns dizem que chegou ao fundo, mas não podemos ser otimistas de jeito nenhum", disse Hatoyama durante uma reunião do gabinete para estudar as maneiras de estimular o crescimento econômico.

A economia do país voltou a registrar crescimento positivo no segundo trimestre do ano, superando mais de um ano de recessão.

Mas o governo informou na semana passada que o país cresceu a um ritmo mais lento do que era previsto no terceiro trimestre. Além disso, existem os temores da volta da deflação e de que um iene forte possa prejudicar a recuperação.

O gabinete japonês aprovou hoje um orçamento extra --que inclui US$ 80 bilhões para novos gastos-- para evitar uma potencial segunda onda de recessão.
...
Fonte - Folha


Aquecimento global: ciência ou religião?

Afirmei que Copenhague reza a última missa do aquecimento global, e muita gente ficou brava. Alguns ficaram verdadeiramente furiosos: “Se você mesmo disse que não é especialista na área, por que fala besteira?” Quem escreve também não é. Ele considera que falo besteira porque não concordo com ele. Entenderam o espírito da coisa? Já escrevi e reitero: desde sempre, o meu ponto é outro. Por que a imprensa esconde a argumentação dos que contestam os apocalípticos? Por que estudiosos não menos respeitados e respeitáveis que negam as conclusões do IPCC são tratados como párias? Estamos num terreno semelhante ao da ideologia. Mais: o espírito que passou a conduzir este debate passou a ser religioso.

Estamos vivendo num cenário tão surrealista que as pessoas parecem não se dar mais conta do que pensam ou escrevem — ou talvez se dêem, sei lá, e estão apenas garantindo posições que foram assumindo no establishment. Prefiro não especular sobre motivações e me fixar nos absurdos que leio.

No dia 8, numa coluna no New York Times, Paul Krugman — pode não ser o meu predileto, mas, de hábito, não é um imbecil — disse algumas notáveis imbecilidades. Sei lá que diabo de e-mails ele anda recebendo, mas, segundo diz, as pessoas que contestam as teses do aquecimento global se mostram furiosas com quem sugere que “talvez, apenas talvez, a esmagadora maioria dos cientistas esteja certa” (sobre o aquecimento).

Os leitores de Krugman são realmente diferentes. Mundo afora, o que desperta fúria e censura é justamente duvidar desse consenso. Mais: Krugman não se dá conta do que escreveu: ele diz de uma esmagadora maioria que “talvez, apenas talvez”, esteja certa. Em suma: ele fala de uma maioria que acredita numa possibilidade — como numa religião qualquer. Ocorre que essa crença pode ter conseqüências. Mais: em ciência, duvidar do “talvez” e, sobretudo, da “convicção da maioria” é mister e virtude, não defeito.

Krugman diz ainda que os que contestam o aquecimento global se alinhariam àquele antiintelectualismo que cantava as glórias de George W. Bush porque ele não era alguém que pensasse muito. Entenderam? Não endossar as teses escatológicas nas quais Krugman acredita é uma manifestação de estupidez, de burrice. Mais: ele atribui a “loucura antiambientalista” ao fato de que muitos não suportam viver em mundo em que tenham de controlar seus apetites. Ah, bom!

Ninguém vai perguntar o que entende Krugman das geleiras ou da temperatura do mar. Mas respondo: “Nada”! Como eu e a maioria de vocês. A fama e o respeito de que desfruta se baseiam em outra especialidade. Tem tanta autoridade para falar sobre o assunto quanto eu e Angelina Jolie — só a beleza nos diferencia. Mas ele não será questionado porque, vê-se, aderiu à religião. Krugman não precisa nem mesmo dizer por que seus opositores estão errados. Basta que os classifique de antiintelectualistas — e, vejam lá, “conservadores”. Um conservador pode até saber por que apanha. Mas um “progressista” não precisa saber por que bate… O analista da alma dos antiambientalistas conclui o seu texto não com ciência ou evidência, mas com um norte moral: “Precisamos controlar nossos apetites”. É o que diz o nosso padre, o nosso rabino, o nosso monge, o nosso pastor. Krugman, definitivamente, tornou-se um crente.
...
Mas Krugman acha que precisamos aprender a ter limites. Começaram nesse negócio como cientistas e já falam como se fossem nossos padres, nossos rabinos, nossos pastores, nossos monges. O nome disso é religião.

Copenhague já deu com os burros n´água. E, por isso, a economia criada pelo terror do aquecimento global, para sobreviver, vai ter de recuar um pouco. E vai até esfriar um pouco o planeta para justificar seu arrefecimento. Querem apostar?

Fonte - Blog Reinaldo Azevedo

Nota DDP: A citada frase de Krugman é apenas um reflexo do mesmo contexto debatido por outro importante líder global acerca do consumismo, para se ver como a linguagem de um economista e um líder eclesiático pode se alinhar rapidamente. Ver também "Fome de ar, água e comida". Destaque: "Os donos do mundo e seus sábios reunidos em Copenhague ainda não se entenderam sobre como salvar o planeta. A COP15 já funcionou, porém, como uma martelada na cabeça dos líderes, alertando-os para a superlotação da Terra e a dramática escassez de recursos naturais". Também "Gelo polar pode desaparecer em cinco anos".


domingo, 13 de dezembro de 2009

Entra em vigor acordo entre Brasil e Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O Palácio Apostólico Vaticano acolheu esta manhã a cerimônia de intercâmbio de instrumentos de ratificação do Acordo entre a Santa Sé e a República Federativa do Brasil, o que significa sua entrada em vigor.

O Acordo, firmado a 13 de novembro de 2008, “consolida ulteriormente os tradicionais vínculos de amizade e de colaboração existentes entre as duas partes”, indica um comunicado da Santa Sé.

“Compõe-se de um Preâmbulo e de vinte artigos, que regulam vários âmbitos, entre os quais: o status jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensino religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico e o regime fiscal”, acrescenta o comunicado.

Realizaram o intercâmbio o secretário para as Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, em representação da Santa Sé, e o embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa, em representação do Brasil.

Assistiram ao ato, por parte da Santa Sé, o chefe de Protocolo, Dom Fortunatus Nwachukwu, e os monsenhores Antoine Camilleri e Angelo Accattino.

Por parte da República do Brasil, os conselheiros da embaixada perante a Santa Sé Silvana Polich, Orlando Timponi e Alexandre Campello de Siqueira.

Também presenciou o ato o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Claudio Hummes.

O Acordo prevê o ensino religioso nas escolas públicas e a inserção de espaços dedicados ao culto nos ordenamentos urbanos, exime do pagamento de impostos instituições religiosas e reconhece as sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial e os títulos acadêmicos eclesiásticos.

O episcopado brasileiro sugeriu em 1991 a oportunidade de estipular um Acordo internacional entre Igreja e Estado. As negociações entre Governo e Santa Sé começaram oficialmente em 2006.

Em novembro do ano passado, o Acordo foi firmado durante uma visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, ao Vaticano, e esta quinta-feira entrou em vigor.

Fonte - Zenit


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

"Imoralidade na fronteira"


Nota DDP: Comentário da lição da Escola Sabatina que estabelece interessantes considerações e paralelos entre o povo hebreu às margens da Terra Prometida face à nossa semelhante condição. (Dublado em espanhol)


Pregar a mensagem Adventista

Sou Adventista do Sétimo Dia de berço. Isso quer dizer que conheço a Igreja há 34 anos, certamente melhor a partir da minha adolescência. Ao longo deste tempo (pouco, considerando os quase 150 anos da nossa história mundial), aprendi o que é a Igreja Adventista do Sétimo Dia: porque surgimos, o que defendemos, o que nos motiva, enfim, aquilo que somos.

Julgo que um elemento fundamental se pode aferir da nossa própria cultura (aquilo que, enraizado na nossa vida, faz de nós aquilo que somos e determina o nosso proceder): as nossas diferenças.

Desde sempre fomos diferentes. Não o fomos em tudo desde o princípio; mas quando surgia motivo para nos demarcarmos de hábitos e comportamentos habituais da sociedade, nunca hesitamos em fazê-lo. Exemplos são a alimentação, o vestuário, os lugares que (não) frequentamos e o estilo de vida, além, evidentemente, das doutrinas.

E, ainda mais longe do que simplesmente ser diferentes, nunca tivemos qualquer tipo de problema, nem tampouco nos questionamos, sempre que tivemos de, pelo conteúdo da nossa pregação, confrontar ideias e conceitos há muito criados e estabelecidos na mente da esmagadora maioria das pessoas, que, confessemos, resultam por vezes em algum conflito.

Ultimamente tenho-me questionado se algo está a mudar neste aspeto...

Veja este exemplo, talvez para entender melhor o raciocínio.

Não será confortável, devemos admitir, pregar sobre Apocalipse 13, principalmente quando esmiuçamos a besta que sobe do mar e a identificamos com a Igreja Católica Apostólica Romana. No entanto, nunca na nossa história hesitamos em expor o assunto, pelo menos nas pregações nas nossas igrejas, colocando os nomes nos símbolos e provando-o pela Bíblia.

Não raras vezes, testemunhei-o eu, alguns dos ouvintes, de tão profundamente educados numa cultura católica que durante séculos foi a essência da sociedade europeia (o mundo de então era pouco mais do que isso), sentiram-se atacados e escandalizados com o que apresentamos pela Bíblia, desviando voluntariamente os ouvidos da verdade, preferindo o que desde sempre lhes foi agradável ao saber. E foi por isso que deixamos de o pregar? Não, não foi. Essa nunca foi uma opção entre nós!

Ou seja, nunca houve na Igreja Adventista um espírito de adaptação da mensagem em função da eventual reação do ouvinte! O que desde sempre houve, incluindo na igreja primitiva do Novo Testamento, foi uma adaptação de métodos e estratégias; não de princípios ou conteúdos da mensagem!

Nos últimos anos, tenho observado uma certa reserva, nunca antes observada, em fazer a pregação, por vezes incómoda, que está intrinsecamente ligada à nossa própria existência!

Subitamente ficamos com medo? Estamos tão receosos em insistir na nossa pregação (em toda ela, além do mencionado exemplo de Apocalipse 13) que estamos a errar, adequando a nossa mensagem aos interesses do mundo quando deveria ser exatamente o contrário? Estamos a perder o foco central da nossa missão porque o mundo não gosta de a ouvir? Estamos a erguer a voz apenas para anunciar o que é confortável e agradável e esquecemos as dramáticas e decisivas verdades para este tempo?

Pior é se estamos a chegar à conclusão que não podemos ser assim tão diferentes! Caro leitor, não só podemos como devemos agir sempre de maneira diferente - desde que de maneira fundamentada na Escritura, algo que nos auto-elogiamos em fazer!

Nunca se viu tal coisa como conformidade e adequação! Paulo chegou a Éfeso e não se demitiu de pregar Jesus, mesmo sabendo que haviam interesses económicos que seriam colocados em causa. Então, porque razão a Igreja Adventista de hoje parece menos empenhada em levantar a voz em favor da solene mensagem que, DESDE SEMPRE, foi a nossa pregação distinta? Porque razão algo está a mudar?

Mais ainda, sugiro que estamos a desperdiçar energias em pregações demasiados moles, meigas e suaves para provocarem a desejada mudança de coração no ouvinte.

Por favor, não pense que defendo uma pregação de confronto, conflito e luta contra o nosso próximo ou as suas crenças. Somente entendo que estamos a amolecer a mensagem para dessa forma, pensamos nós, ser mais fácil alcançar a simpatia dos que nos ouvem. Mas a verdade, dura e difícil como possa ser, é que provoca decisão de mudança; nunca a simpatia...

Caro leitor, mantendo um espírito de amor e honesto interesse pela salvação do próximo, amoleça estratégias e métodos; nunca a mensagem!

O ano passado ouvi um grande evangelista mundial a dizer: 'Deus chamou-me para dizer a verdade; não me chamou para agradar às pessoas'.

Façamos uma análise sincera e vejamos se estamos a agradar muito, mas a pregar pouco a verdade...

Fonte - O Tempo Final


Apelo da cáritas portuguesa

A cimeira sobre o clima, que reúne em Copenhaga líderes de 192 governos é de tal importância que a Cáritas Portuguesa sente a necessidade de apelar aos participantes que examinem, com recta consciência, todas as posições até agora tomadas e que têm contribuído para as gravosas alterações climáticas que estão a comprometer o futuro da humanidade; se disponibilizem para assumir compromissos sérios que permitam recuperar o que for possível, proíbam todo o tipo de actos que continuem a agredir a natureza e penalizem os que desrespeitarem as decisões que vierem a ser consensualizadas. Aos representantes de Portugal, a Cáritas quer pedir que se coloquem do lado dos que pugnam, com firme determinação, pela defesa do futuro da própria humanidade.
...
Para dar maior ênfase a esta mudança que é urgente e incontornável, a Cáritas Portuguesa, associando-se a nível internacional a outras entidades, apela a que, no próximo dia 13 de Dezembro, Domingo, para que, às 14 horas (15 horas em Copenhaga) os sinos das igrejas em todo o mundo repiquem 350 vezes, em alusão às 350 partes de CO2 por milhão na nossa atmosfera, valor considerado pelos cientistas como o limite seguro para o planeta e para os seres humanos. Convida ainda a todos os portugueses e portuguesas a juntarem-se a este gesto com os seus próprios sinos, tambores, apitos e outros instrumentos, como toque de alarme das consciências da própria humanidade.

Fonte - Ecclesia

[Pesquisa = Blog Resta uma Esperança]


A liberdade religiosa e a "difamação das religiões"

Especialistas em liberdade religiosa avisam que a chamada resolução de "difamação de religiões" que deve ser posta à consideração pela Assembleia Geral das Nações Unidas este mês sugerirá restrição do discurso religioso no mundo inteiro.

Tendo em vista punir aqueles cujo discurso possa ofender a sensibilidade religiosa de ouvintes, a aprovação da resolução criaria um precedente que restringiria a liberdade de expressão religiosa, disse James D. Standish, diretor de relações com a ONU da Igreja Adventista do Sétimo Dia a nível mundial.

"A própria resolução não tem força legal, mas realmente cria um clima para empenho em promover uma nova norma legal internacional que restringe a liberdade do discurso religioso", explica Standish. Se aprovada, a resolução não só estabeleceria um precedente legal para outras nações seguirem, mas também legitimaria efetivamente a política em algumas nações que já procuram controlar o discurso religioso, ele acrescentou.

"Não podemos permitir que se confie neste modelo nacional fracassado como base para a criação de novos padrões legais internacionais", comentou Standish.

Anteriormente neste ano, os membros da diretoria da Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA) esboçaram uma declaração advertindo que leis que procurem controlar o discurso religioso poderiam ser impostas arbitrária e desigualmente, resultando em desrespeito a liberdades individuais de expressão, que disseram incluir o direito de comparar-se e críticar crenças e práticas religiosas.

O grupo concluiu que as lei de direitos humanos internacionais existentes já protegem suficientemente grupos confessionais de atos de discriminação ou violência e recomendou a líderes nacionais e especialistas em liberdade religiosa que rejeitem quaisquer leis futuras sobre difamação de religiões. No período antecedente à votação, marcada para meados de dezembro, Standish encontrou-se com representantes de vários Estados-membro da ONU, procurando criar a conscientização das implicações da resolução e discutir alternativas para fortalecer as proteções à liberdade religiosa existentes.

Entre 2006 e 2009, a resolução de difamação de religiões teve 27 por cento em declínio em seu apoio geral, em grande medida dado o trabalho de advogados de liberdade religiosa, informou um recente boletim de notícias da IRLA.

"É bom a ONU avançar na direção certa nesta questão ... mas esta luta está longe de terminar", disse John Graz, secretário-geral de IRLA e diretor do Departamento de Liberdade Religiosa e Relações Públicas da Igreja Adventista. "A liberdade religiosa é um direito frágil que não podemos ter como garantido", completou.

Fonte - ANN

Nota DDP: A livre pregação do Evangelho está com os dias contados.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Catolicismo: uma cosmovisão atuante na política

Não há dúvida de que a igreja de Cristo precisa ser atuante no mundo. O papel da igreja não se restringe a promover mero consolo espiritual; ela deve levar a verdade de Cristo em todas as áreas da vida. Nesse sentido, o pensamento reformado (especialmente Calvino e Kuyper) promove a atuação de cristãos na sociedade – fundamentalmente no contexto de vocações usadas para glorificar o Mestre. Os cristãos seriam responsáveis pela redenção da cultura, criando contrapontos culturais a partir de uma perspectiva fundamentada em pressupostos bíblico.[1] É claro que essa atuação de cristãos conscientes será insuficiente para levar a uma redenção cabal; crer o contrário aboliria a escatologia ou, pelo menos, fundaria uma escatologia humana, que, na prática, diferiria muito pouco do humanismo secular.[2] Nenhuma iniciativa humana pode substituir a intervenção divina, necessária para resolver o problema do mal existente no mundo.[3]

Por isso, embora a defesa e promoção da cosmovisão cristã sejam necessárias para garantir a relevância do Cristianismo, não podem ser exageradas a fim de constituir uma teocracia democrática, visando o poder político.[4] Justamente no aspecto da interferência política é que a igreja Católica vem se inserindo.

Num artigo divulgado neste domingo (6/12/09), em sua página em português, o site Zenit divulgou a intenção católica de atuar como referencial para decisões políticas. Carl Anderson, que assina o artigo, cita Ratzinger (que na época não assumira ainda a cadeira de Pedro): “"o Magistério da Igreja não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos sobre questões contingentes […] Busca, no entanto – em cumprimento de seu dever – instruir e iluminar as consciências dos fiéis, especialmente aqueles envolvidos na vida política, de modo que suas ações possam sempre servir à promoção integral da pessoa e do bem comum”.[5]

O plano parece bem alinhavado com a encíclica Caritas in Veritate [6], a qual já ganhou a simpatia de grupos protestantes americanos [7], além de movimentar associações de católicos leigos a promover as ideias da encíclica.[8] Valendo-se da forte ênfase de grupos calvinistas sobre cosmovisão cristã, o Catolicismo parte para uma proposta de mobilização social e política, atraindo a simpatia de cristãos que buscam ser atuantes na sociedade.

Anderson parece notar a força desse apelo, quando afirma:

“A visita de Bento XVI aos Estados Unidos pode ser outro excelente exemplo de apelo à consciência. Depois de um ano de sua visita, de acordo com nossa pesquisa, cerca de 1 a cada 2 americanos queriam escutar o que ele tinha a dizer sobre aborto.

“Junte isso às suas declarações do ano passado nos Estados Unidos e à herança norte-americana dos direitos concedidos pelo Criador, e adicione o forte desejo de possuir uma guia moral adequada e, de repente, vemos que os americanos querem uma sólida liderança moral.”[9]

A influência católica só tende a crescer e a atingir outras áreas. O risco de se tornar uma cosmovisão impositiva é muito grande, sem falar na possibilidade real de Roma, que conta com o apoio de setores do evangelicalismo, dar as costas aos valores propriamente cristãos e sustentar apenas suas peculiaridades. Isso equivale a dizer que a Idade Média deixaria de ser apenas um capítulo dos livros de história para assumir um papel definitivo no século XXI. Por enquanto, cumpre-nos acompanhar o movimento das coisas e vigiar, pois “os tempos estão próximos”, como bem sabe aquele que estuda as profecias.

Fonte - Questão de Confiança

[1] Confira, por exemplo: (a) Douglas Reis, O pastor como alguém que desperta vocações: o exemplo de Lutero, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2008/05/o-pastor-como-algum-que-desperta-vocaes.html; (b) Cláudio Antônio Cardoso Leite e Fernando Antônio Cardoso Leite, Evangélico ou Evangelico? A igreja Brasileira entre os exemplos do passado e o dilema do presente, em Cláudio Antônio Cardoso Leite, et al (org), Cosmovisão cristã e transformação: espiritualidade, razão e ordem social (Viçosa, MG: Ultimato, 2006), pp. 31-32.
[2] Sobre o humanismo secular, ver Douglas Reis, Mais filosofia, menos religião – o humanismo de Luc Ferry tem todas as respostas, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2008/10/mais-filosofia-menos-religio-o.html.
[3] Douglas Reis, Placebos, genéricos e o remédio, parte 3, disponível em http://www.outraleitura.com.br/web/artigo.php?artigo=138:Placebos_genericos_e_o_remedio_(parte_3). Temos que entender a redenção no sentido de um milagre (algo que apenas o poder de Deus seria capaz de realizar), não uma mera consecução humana. “[…] O pecado não é somente a verdade bíblica e verificável, mas o precursor urgente para a necessidade e milagre da redenção.” Os Guinness, Sete pecados capitais: navegando através do caos em uma época de confusão moral (São Paulo, SP: Shedd Publicações, 2006), pp. 19-20.
[4] Sobre o flerte dos evangélicos com a política, ver Douglas Reis, Marcha para Jesus ou para a conquista do eleitorado, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2009/09/marcha-para-jesus-ou-para-conquista-do.html.
[5] Carl Anderson, Levar a moral ao público, disponível em http://zenit.org/article-23489?l=portuguese.
[6] Para uma crítica,Verdade em Caridade: a doutrina social do Papa Bento XVI para o mundo globalizado, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2009/07/verdade-em-caridade-doutrina-social-do_14.html (parte 1) e http://questaodeconfianca.blogspot.com/2009/07/verdade-em-caridade-doutrina-social-do.html (parte 2). Uma versão mais resumida do mesmo artigo foi recentemente publicada na revista o Ministério Adventista; além da versão impressa, o artigo pode ser acessado em http://www.cpb.com.br/htdocs/revistas/ministerio/2009/minist_nov_dez9.pdf.
[7] Douglas Reis, Eles merecem nossa caridade, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2009/08/eles-merecem-nossa-caridade.html.
[8] Douglas Reis, Desenvolvimento humano integral: a proposta de Roma, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2009/07/desenvolvimento-humano-integral.html.
[9] Carl Anderson, opus citado, grifos meus.


Desafios da vida



Nota DDP: diarioprofecia@terra.com.br


"Seria errado ter uma árvore de natal na Igreja?"

Exposição de motivos: Acompanhando alguns debates entre adventistas do sétimo dia (o que julgo útil para entender melhor o tempo em que vivemos), tenho observado com certa curiosidade um em particular: sobre a questão do natal.

Longe de querer entrar no mérito da questão - que parece ser de fácil entendimento: devemos nos afastar do sentido egoísta que foi criado em torno da data, sem nos isolarmos e perdermos uma ótima oportunidade de testemunhar de Cristo - deparei-me com uma manifestação que me permito transcrever e convidar os leitores deste espaço à meditação:

Muitas vezes, o silêncio é melhor do que as palavras.

E antes de eu me calar, vou fazer considerações finais. E nem me importo quem vai ler ou deixar de ler, se ligam ou não. Certas coisas precisam ser ditas.

Na noite de natal, as pessoas deveriam ir para as ruas em busca daquelas pessoas que não possuem nada. Ir em abrigos, asilos, hospitais e creches e passar essa noite com essas pessoas... levar sua família inteira para que suas crianças vissem e aprendessem... para que quem quer pregar sobre o Cristo, que o faça em uma noite dita especial... Duvido que todos aqui façam isso.

Fazer coisinhas na igreja é para quem já tem o ano todo contato com a doutrina. Fazer coisinhas em casa é a mesma coisa.

Eu concordo com tudo o que o "A"
[um dos envolvidos no debate, que sustenta a origem pagã da comemoração] disse. E penso que muitas pessoas dentro da igreja também. Um alívio saber disso... Me lembro dos velhos tempos.. [ela era adventista do sétimo dia] Mas não me importo mais nem com essa época que passou nem com essa nova igreja aí que vejo.

Comprem as árvores de Natal coca-cola, enfeitem suas casas com guirlandas, gastem todo o salário em presentes fúteis e comam até passar mal ... depois cantem o mais alto que puderem e orem bastante.

A única coisa que consigo pensar agora é a frase de um carinha bem odiado por ai.
[o satanista Alisteir Crowley] Mas que é pura verdade se parar para analizar...

"Faze o que tu queres que há de ser a lei"...


Só para constar, a debatedora se diz atéia, mas no meu singelo pensar, se demonstrou mais cristã e, muito mais adventista do sétimo dia, do que talvez ela mesma admitisse ser.

Que sirva de inspiração para todos nós, afim de que não prevaleça a lei citada no final das considerações supra, que são regras desse mundo caído em que vivemos e para as quais muitos têm se curvado, inclusive cristãos adventistas, infelizmente, mas que seja elevada a Lei do Amor, o próprio JESUS.


Pesquisa diz que 80% dos cidadãos de países ricos querem mudar hábitos pelo clima

Uma pesquisa indica que mais de 80% dos franceses, dos norte-americanos e dos japoneses estão dispostos a mudar seus hábitos de consumo diante do aquecimento climático, segundo pesquisa realizada nestes três países, assim como na Polônia e na Itália, e publicada nesta segunda-feira (7), na abertura da Cúpula de Copenhague.

Informados sobre os desafios da conferência, 88% dos franceses, 87% dos poloneses, 85% dos italianos, 81% dos japoneses e 80% dos norte-americanos entrevistados se disseram dispostos a ajudar seu modo de vida e a limitar seu consumo em favor do meio ambiente, segundo o trabalho conduzido pelo instituto Ifop publicado pelo jornal "Le Monde".

Fonte - Folha

Nota DDP: Coinidência? “A salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e às geração futuras” (BXVI)


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Responsabilidade perante Deus é decisiva para reto desempenho político

VATICANO, 05 Dez. 09 / 10:13 am (ACI).- Em suas palavras depois do concerto realizado na Capela Sixtina ao celebrar o 20º aniversário da queda do Muro do Berlim e os 60 anos de fundação da República Federal Alemã, o Papa Bento XVI ressaltou que "a história da Europa do século XX demonstra que a responsabilidade ante Deus é decisiva para o reto desempenho político".

Em seu discurso ontem pela tarde, Bento XVI rememorou duas datas chave para a Alemanha: em 23 de maio de 1949, quando se fundou a República Federal da Alemanha; e o 9 de novembro de 1989, quando caiu o Muro do Berlim; "que por tantos anos dividiu o país separando à força homens, famílias, vizinhos e amigos".

Na nota dada a conhecer pela Rádio Vaticano, o Pontífice assinala que muitos advertiram que os sucessos de 9 de novembro de 1989 eram os começos inesperados da liberdade, logo depois de uma longa e sofrida noite de violência e opressão por parte de um sistema totalitário que, ao final, conduzia ao niilismo, ao vazio das almas.

"Na ditadura comunista –disse o Papa– não havia ação alguma que fosse considerada má em si mesmo. O que servia aos objetivos do partido era bom, por mais desumano que pudesse ser".

Depois, prosseguiu, graças à lei fundamental a Alemanha pôde passar a página.

"Tal Constituição contribuiu essencialmente ao desenvolvimento pacífico do país no transcurso de seis décadas, porque exorta os homens a darem prioridade, em responsabilidade diante de Deus Criador, à dignidade humana, a respeitar o matrimônio e a família como fundamento de toda sociedade, assim como a respeitar o que é sagrado para os outros".

Então, ressaltou o Papa Bento, "é necessário agradecer a Deus porque o desenvolvimento da Alemanha não é apenas mérito do homem, mas que foi possível graças a homens que atuaram perante Deus".

O Santo Padre assinalou que isto se explica pelo fato de que "Deus reúne os homens em uma verdadeira comunhão. E todos os homens, na comunhão com Jesus Cristo, podem ser mediadores para Deus, capazes de suscitar um novo modo de pensar e de gerar novas energias ao serviço de um humanismo integral".

O concerto foi apresentado pelo Coro das vozes brancas da Catedral de Augusta e da Orquestra de Câmara da Residência de Mônaco da Baviera, dirigidas por Reinhard Kammler, quem interpretou o Oratório de Natal BWV 248 de Johannes Sebastian Bach. Entre os presentes se encontrava o Presidente federal alemão Horst Köhler, quem ofereceu o concerto ao Papa Bento XVI.

Fonte - ACI Digital

Nota DDP: Interessante ler em conexão com as afirmações supra, sobre a importância da lei fundamental alemã, o post "Tribunal constitucional alemão da razão à igreja e proibe abertura do comércio aos domingos". Penso que isso dá sentido ampliado às palavras de elogio proferidas, já que a constituição alemã defende do domingo como dia de descanso. Veja ainda "Levar a moral ao público". Destaque:

A visita de Bento XVI aos Estados Unidos pode ser outro excelente exemplo de apelo à consciência. Depois de um ano de sua visita, de acordo com nossa pesquisa, cerca de 1 a cada 2 americanos queriam escutar o que ele tinha a dizer sobre aborto.

Junte isso às suas declarações do ano passado nos Estados Unidos e à herança norte-americana dos direitos concedidos pelo Criador, e adicione o forte desejo de possuir uma guia moral adequada e, de repente, vemos que os americanos querem uma sólida liderança moral.



Sinos do mundo inteiro tocarão para pedir justiça climática

ROMA, sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Por ocasião da cúpula de Copenhague (Dinamarca) sobre a mudança climática, a Cáritas Internacional e o Conselho Mundial das Igrejas fizeram um convite a tocar os sinos do mundo inteiro no próximo dia 13 de dezembro, quando as negociações chegarem ao seu ponto crucial.

Às 15hs desse mesmo dia, após uma celebração ecumênica na catedral luterana de Copenhague, em todas as igrejas da Dinamarca os sinos serão tocados, com o fim de enviar uma mensagem única a todos os líderes do mundo, exortando-os para que adotem medidas urgentes diante da mudança climática.

Convidam-se os cristãos do mundo inteiro a participarem, tocando os seus próprios sinos, tambores, gongos, berrantes etc., 350 vezes.

Por que 350 vezes? Porque este número se refere a 350 partes por milhão (ppm): este é o limite máximo seguro de CO2 na atmosfera, segundo muitos cientistas, especialistas no clima e governos.

Durante toda a história da humanidade, até 200 anos atrás, a atmosfera continha 275ppm de CO2, mas agora a concentração se eleva a 390ppm. A menos que reduzamos de novo rapidamente os níveis de CO2, corre-se o perigo de alcançar pontos de inflexão e de provocar efeitos irreversíveis, como o derretimento da capa de gelo da Groenlândia e a existência de importantes emanações de metano, devido ao desgelo do permafrost, afirmam os organizadores.

A secretária-geral da Cáritas Internacional, Lesley-Anne Knight, fará os sinos de Copenhague ressoar, com os membros da delegação da Cáritas-CIDSE que assistem à cúpula e com destacados líderes da Igreja Católica.

Os sinos das igrejas ressoarão às 15h (horário local), em todos os fusos horários do mundo, começando pelas Fiyi, no Pacífico Sul, onde sai o sol, e continuarão ressoando ao redor do globo, até as 15h de Copenhague e de toda a Europa.

Diversas dioceses do mundo se unirão ao ato para pedir justiça climática.

Os bispos do Uruguai se uniram à iniciativa com uma mensagem na qual exortam a tocar os sinos das igrejas do país e pedem a todas as dioceses que adiram a esta manifestação universal.

“A Cáritas Internacional, por intermédio da Cáritas Uruguaia – afirmam os bispos uruguaios –, convida a que todas as paróquias do nosso país unam seus corações e vozes tocando seus sinos para ajudar a salvar o planeta da mudança climática.”

Fonte - Zenit


Related Posts with Thumbnails