terça-feira, 16 de novembro de 2010

Adventistas liberais

Por melhores que fossem suas intenções primárias, fariseus se vulgarizaram como indivíduos hipócritas. Mais ainda: são o símbolo perpétuo da atitude radicalmente intolerante. Curioso: pouco se fala sobre os saduceus. Uma leitura distraída do Evangelho quase os colocaria em mesmo nível com os fariseus. Não caiamos aqui: são grupos distantes, acérrimos oponentes. Os saduceus representavam o outro extremo, o do liberalismo advindo da amálgama entre religião judaica e cultura helenística. Seu naturalismo negava anjos, milagres, visões e artigos afins.

À semelhança de fariseus, eram igualmente dogmáticos. (E é forçoso que se bata na tecla – outrossim, tornou-se popular a premissa de que somente tradicionalistas tenham seus dogmas; entretanto, ressalto que o liberalismo possui uma dogmática de peculiar dialeto).

Compensa dizer: Jesus conseguiu desagradar fariseus e saduceus, não por capricho, senão pela insistência de que a religião verdadeira procede da obediência à Revelação. Assim, desacatou as tradições de fariseus enquanto virava as costas às práticas de saduceus.

Em outro momento, tratamos sobre adventistas fanáticos, os quais se identificam com os fariseus em seu zelo inverso (e controverso!). Resta tratar dos saduceus. Verdade é que alguns tentam por burqas em Ellen White, quando outros a querem ver trajando minissaia.

O lado saduceu do Adventismo talvez seja o espectro (ou Spectrum?) da Teologia Liberal que ronda os círculos evangélicos; talvez se deva à influência midiática; sobretudo, porém, representa falta de avanço na compreensão bíblica. Como adventistas, cremos ser portadores da Verdade Presente. Mas o pacote de Luz, que custou a oração fervorosa dos pioneiros, não nos deu o direito de alardear que “ricos somos e de nada temos falta.”

Cada geração enfrenta novos desafios à mensagem cristã. E a recusa (mesmo involuntária) de destrinchar a Luz e enfrentar o repto específico de cada época torna os cristãos uma comunidade acuada, que passa a viver da tradição estagnada. Logo, gerações posteriores de cristãos lutam contra os resquícios extenuados da tradição, as quais não foram traduzidas para seu contexto, ou mesmo pouco ou nada desenvolvidas. Todavia, ao invés de continuar a pesquisa bíblica e restaurar tudo quanto fosse necessário, esses novos cristãos substituíram a tradição por crenças palatáveis aos padrões de sua época. A base, portanto, deixa de ser bíblica e se inclina servilmente ao zeitgeist (espírito da época). Tal é a gênese do liberalismo teológico em geral, e do liberalismo adventista, em particular.

Ao contrário do adventista fanático, exaltado e carrancudo, o liberal se mostra de outra têmpera: sociável, carismático, aglutinador. Seu pragmatismo oferece a resposta para a liturgia burocratizada e um evangelismo atrativamente contextualizado. Aparentemente, o indivíduo liberal transmite uma normalidade, desfazendo o rótulo que a igreja leva de “homens verdes em torno de uma cruz”. Mas precisamos inquirir: não seria essa “normalidade” um conformismo que dilui o Adventismo, tornando-o uma versão “coca-cola” da turma de Josef Bates e Hiram Edson? Ou: até que ponto o adventista liberal é adventista? A seguir, verifico três motivos de preocupação com o Adventismo liberal (sabendo que certamente haveriam outros):

A) Adventistas liberais têm seu testemunho comprometido porque, no fundo, sua visão difere bem pouco da visão daqueles que os rodeiam: como influenciar as pessoas com uma mensagem que se pretende revolucionária, ao mesmo tempo em que, na prática, não revolucionou muito a vida daqueles que a professam? Se não há diferenças significativas entre os hábitos dos cristãos em relação aos dos não-cristãos, para quê serve seu Cristianismo? A questão se torna ainda mais dramática se elencarmos as exigências do discipulado cristão, entre as quais “negar-se a si mesmo”, “tomar sua cruz”, estar disposto a “perder sua vida” e sofrer “perseguição” e “injúrias”, além de manter a disposição de “servir os outros e não a si mesmo”; confrontadas com tais exigências (e outras), o liberalismo não passa de um bonzai, um reducionismo dessencializador. Se um Cristianismo autêntico está comissionado para ser “sal da terra” e “luz do mundo”, que papel estaria reservado para ser versão mais insípida e nublada?

B) Adventistas liberais são mais racionalistas: O liberalismo se desenvolve quando não se leva o sobrenatural a sério. Saduceus escolhiam, em seu ceticismo, quais elementos da crença judaica tradicional ainda manteriam como artigo de fé; os cristãos liberais do século XVIII e XIX não acreditavam em milagres (mesmo aqueles descritos na Bíblia). Hoje, os liberais são os mais propensos a tentar conciliar ciência naturalista e teísmo. Por isso, tanta desconfiança da Bíblia e dos Escritos de Ellen White.

Às vezes, a desconfiança é camuflada pela alegação de que as declarações inspiradas fiquem restritas aos seus contextos históricos – o que em geral expressa o desejo de que fiquem presas ao passado! Uma ressalva: o entendimento do contexto, sem dúvida, é importante; porém, isso se torna um problema quando se deseja entender declarações proféticas somente como fruto de sua época, sem a possibilidade de extração de princípios para reger o povo de Deus em sua conjuntura atual; daí, o profeta se torna meramente um mensageiro silenciado pela História e sua autoridade, na melhor das hipóteses torna-se “pastoral”, como Desmond Ford redefiniu a função de Ellen White.

Quando se rejeita o aspecto normativo da Revelação, coloca-se excessiva confiança na própria razão humana. Em parte, creio que isso explica o porquê liberais questionam tanto as doutrinas da igreja ou propõem entendimentos alternativos delas. Liberais reivindicam liberdade, conquanto, ironicamente, estejam enclausurados em conceitos humanos, mutáveis e incertos;

C) Adventistas liberais tendem ao Relativismo: com sua ampla tolerância aos espíritos diversos, liberais conseguem representar, nos movimentos nos quais estão inseridos, um abertura a ideias e tendências de outros movimentos. Geralmente, os próprios liberais gostam de se definir como “pessoas de mente aberta”. Obviamente, o Cristianismo (tal qual o Adventismo) não devem se isolar das pessoas. Contudo, há o risco de que uma abertura sem critérios permita a infiltração de princípios que contrariem o próprio movimento. Saduceus eram o pedaço mais helenizado de Israel. O Cristianismo alemão, em fins da década de 1930 era tão insípido que não tardou em apoiar, grosso modo, o Nazismo. Não é incomum adventistas liberais participarem de eventos gospel ou incorporar ao seu estilo de vida comportamentos contrários ao estilo de vida defendido pela denominação (como sexo pré-marital e frequência a ambientes como cinemas e festas noturnas).

No fundo, o relativismo é a conclusão de que não importa o que creiamos ou como vivamos. O que importa são os sentimentos, o amor a Deus e o amor ao próximo – e o próprio emprego desses termos não é feito senão em termos gerais, suficientes para esvaziar o conteúdo bíblico deles. Afinal, quanto menos contornos e mandamentos (mesmo os bíblicos!), mais o liberal sente-se em casa!

Claro que uma incoerência tão marcada leva muitos à conclusão razoável de que, se realmente não há diferença, é melhor abandonar de vez o Adventismo…

Da mesma forma que ocorria na época de Jesus, o liberalismo hoje cresce em influência. A missão da igreja enfrenta fortes obstáculos e as características da denominação são extirpadas por compromissos com o atual zeigeist. O antídoto? Conforme um amigo, só duas coisas podem resolver: ou reavivamento ou perseguição. Espero que nos persigam logo!…

Fonte - Questão de Confiança

Papa apela à renovação da economia mundial

"É preciso apontar um novo equilíbrio entre agricultura, indústria e serviços para que o desenvolvimento seja sustentável e a ninguém falte o pão, o trabalho, o ar, a água e todos os recursos que sejam considerados bens universais."

Foi com estas palavras que Bento XVI defendeu ontem a necessidade de "reformas profundas" na economia mundial. Durante a homilia dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa apelou à criação de um novo modelo de desenvolvimento económico e ao "relançamento da agricultura".

"A crise financeira que o mundo está a viver, e da qual se falou na cimeira do G20, deve ser olhada com seriedade", lançou o líder da Igreja Católica perante os fiéis que assistiam à missa. "Parece-me boa altura para que se volte a valorizar a agricultura, não em sentido nostálgico, mas como recurso indispensável para o futuro."

Dirigindo-se aos mais novos, o Papa afirmou que muitos jovens, mesmo aqueles com cursos universitários, escolheram dedicar-se à agricultura para responder a necessidades pessoais e familiares, "mostrando uma sensibilidade concreta para o bem comum".

O Papa não poupou críticas à "tentação" dos países mais ricos de "recorrer a alianças vantajosas que podem ter graves consequências para os Estados mais pobres".

O sucessor de João Paulo II mostrou o seu desagrado perante "o consumo insustentável" que se verifica em muitos países e que "resulta em danos para o ambiente e para os mais desfavorecidos".

Num apelo directo aos estados que integram o G20 e que na passada quinta e sexta-feira estiveram reunidos em Seul, Bento XVI pediu soluções "sustentáveis, renováveis e justas".

Durante a homilia, o Papa aproveitou ainda para demonstrar a sua preocupação com a população haitiana, que desde o terramoto de 12 de Janeiro se esforça por resgatar dos escombros a cidade de Porto Príncipe. De acordo com os últimos números oficiais disponibilizados, a epidemia de cólera que está a afectar a região já fez 917 vítimas mortais e obrigou à hospitalização de mais de 14 mil pessoas.

Na sexta-feira a ONU lançou um apelo para a criação de um fundo de emergência de 120 milhões de euros que permita fazer face à situação. A organização alerta para o facto de a epidemia de cólera no Haiti poder afectar um total de 200 mil pessoas.

Para Bento XVI, a crise económica mundial é um "sintoma agudo" de uma doença que provém "de um desequilibro entre a riqueza e a pobreza, o escândalo que é da fome, os problemas ambientais e o desemprego".

Fonte: Diário de Notícias (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: Repare bem - conteúdo religioso, zero; debate político: total! Tudo isto, em meio ao neo-clássico slogan vaticanista 'para o bem comum'...

Veículos de todo o país vão receber chip de identificação a partir de 2011

A partir de 2011, automóveis, motos, ônibus e caminhões de todo o país começam a receber o chip de identificação, que fornecerá informações em tempo real sobre os veículos. A informação é da reportagem de Diana Brito publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

De acordo com o texto, o novo sistema, denominado Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), tem como principal objetivo inibir roubos e furtos, além de ajudar na gestão do tráfego e fiscalizar, por exemplo, o rodízio em São Paulo. O uso da etiqueta eletrônica (TAG) será obrigatório a partir de 2014. A infração será considerada grave, com multa de R$ 127,69, mais cinco pontos na carteira e retenção do veículo.

As informações armazenadas nos chips --placas, número do chassi, localização, multas e vistorias pendentes-- serão captadas por antenas e transmitidas para os Detrans. As polícias estaduais também poderão ter acesso às informações, mas ainda não há definição de como isso será feito.

Fonte - BOL

Nota DDP: Não. O "chip" não é a marca da besta. Mas certamente será, quando a mesma for definitivamente adotada em escala mundial, um importante instrumento para viabilizar a opressão dos que não aceitarem recebê-la.

Veja também "Pílula com chip ajuda a evitar rejeição de órgãos em quem passou por transplante".

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Apelo Urgente por Reavivamento, Reforma, Discipulado e Evangelismo

Deus chamou, de forma singular, a Igreja Adventista do Sétimo Dia para viver e proclamar Sua mensagem de amor e verdade para os últimos dias do mundo (Apocalipse 14:6-12). O desafio de alcançar os mais de seis bilhões de pessoas no planeta Terra com Sua mensagem para o tempo do fim parece impossível. A tarefa é esmagadora. De uma perspectiva humana, o rápido cumprimento da Grande Comissão de Cristo, em algum momento próximo, parece improvável (Mateus 28:19, 20).

A taxa de crescimento da Igreja simplesmente não está acompanhando o crescimento da população mundial. Uma avaliação honesta de nosso impacto evangelístico atual no mundo leva à conclusão de que, a não ser que haja uma mudança dramática, não concluiremos a comissão celestial nesta geração. A despeito de nossos melhores esforços, todos os nossos planos, estratégias e recursos são incapazes de concluir a missão dada por Deus para Sua glória na Terra.

PROMESSA DE CRISTO À SUA IGREJA DO NOVO TESTAMENTO

O desafio de levar o evangelho ao mundo não é novo. Os discípulos enfrentaram esse desafio no primeiro século, e nos o enfrentamos no século 21. A igreja do Novo Testamento foi, aparentemente, confrontada com uma tarefa impossível. Porém, dotada do poder do Espírito Santo, a Igreja teve um crescimento explosivo (Atos 2:41; 4:4; 6:7; 9:31). Os primeiros cristãos compartilharam sua fé em todas as partes (Atos 5:42).

A graça de Deus transbordou do coração deles para sua família, amigos e colegas de trabalho. Apenas poucas décadas depois da crucifixão, o apóstolo Paulo relatou que o evangelho “foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Colossenses 1:23). Como foi possível a um desconhecido grupo de crentes relativamente insignificante exercer impacto no mundo em um período tão curto de tempo? Como tão poucos cristãos puderam ser usados por Deus para transformar o mundo para sempre?

A Grande Comissão de Cristo foi acompanhada de Sua grande promessa. O Salvador “determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai” (Atos 1:4). E também prometeu: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).

O amor de Cristo controlava cada aspecto da vida dos discípulos e os levava a um compromisso fervoroso com Seu serviço. Eles rogaram a Deus o poder prometido do Espírito Santo e prostraram-se diante dEle em sincera confissão e fervoroso arrependimento. Davam prioridade à busca das bênçãos de Deus e dedicavam tempo para a oração e para o estudo das Escrituras. Suas mesquinhas diferenças foram absorvidas por seu desejo todo abrangente de compartilhar o amor de Cristo com todos a seu redor e de alcançar o mundo com o evangelho. Nada era mais importante. Eles reconheceram que eram incapazes de cumprir a missão sem o poderoso derramamento do Espírito Santo.

Descrevendo a experiência dos discípulos, Ellen G. White escreveu: “Pondo de parte todas as divergências, todo o desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã. … A tristeza lhes inundava o coração ao se lembrarem de quantas vezes O haviam mortificado por terem sido tardos de compreensão, falhos em entender as lições que, para seu bem, estivera buscando ensinar-lhes. … Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual, e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para o trabalho de salvar almas. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que lhes cabia nessa obra de salvação de almas. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera” (Atos dos Apóstolos, p. 37).

Cristo cumpriu Sua palavra. O Espírito Santo foi derramado no poder pentecostal. Milhares se converteram em um dia. A mensagem do amor de Cristo exerceu impacto no mundo. Em um curto período de tempo, o nome de Jesus Cristo estava nos lábios de homens e mulheres em todas as partes. “Mediante a cooperação do Espírito divino, os apóstolos fizeram uma obra que abalou o mundo. O evangelho foi levado a todas as nações numa única geração” (Atos dos Apóstolos, p. 593).

A PROMESSA DE CRISTO PARA A IGREJA DO TEMPO DO FIM

O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, na chuva temporã, foi apenas um prelúdio do que está para acontecer. Deus prometeu derramar Seu Espírito Santo em abundância nos últimos dias (Joel 2:23; Zacarias 10:1). A Terra será iluminada “com Sua glória” (Apocalipse 18:1) e a obra de Deus neste mundo será rapidamente concluída (Mateus 24:14; Romanos 9:28). A Igreja experimentará um reavivamento espiritual e a plenitude do poder do Espírito Santo como nunca ocorreu antes em sua história. Falando do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, Pedro nos dá esta certeza: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39). Ellen White acrescenta: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos. Naquele tempo, muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto pastores como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor” (O Grande Conflito, p. 464).

Centenas de milhares de pessoas aceitarão a mensagem dos últimos dias, dada por Deus, mediante o ensino e a pregação de Sua Palavra. Oração, estudo da Bíblia e testemunho são os elementos de todo verdadeiro reavivamento. A manifestação do Espírito Santo se intensificará à medida que o fim se aproxima. “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem” (Atos dos Apóstolos, p. 55) e “Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p. 612).

Não há nada mais importante do que conhecer Jesus, estudar Sua Palavra, compreender Sua verdade e buscar Sua promessa do derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia para o cumprimento da comissão evangélica. A profetisa de Deus para o remanescente nos últimos dias escreveu de forma muito clara para ser mal compreendida que “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121).

Se um verdadeiro reavivamento espiritual é a maior e a mais urgente de nossas necessidades, não deveríamos, como líderes, dar prioridade à busca da bênção prometida pelo Céu, com todo o nosso coração?

NOSSA GRANDE NECESSIDADE: REAVIVAMENTO E REFORMA

Quando buscamos Jesus, Ele nos preenche com Sua presença e poder mediante a dádiva do Espírito Santo. Anelamos por conhecê-Lo melhor e o Espírito Santo reaviva as faculdades espirituais adormecidas da alma. Não há nada que desejemos mais do que ter um relacionamento profundo e transformador com Jesus. O coração reavivado experimenta uma conexão vital com Jesus mediante a oração e a Palavra, e a reforma é a mudança correspondente que ocorre em nossa vida como resultado do reavivamento.

Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 128). A reforma não é manifestada com uma atitude de justiça própria que condena outros. É a transformação do caráter que revela os frutos do Espírito na vida (Gálatas 5:22-24). A obediência à vontade de Deus é evidência de todo verdadeiro reavivamento. Nosso Senhor anela por um povo reavivado, cuja vida reflita a amabilidade de Seu caráter. Não há nada que Jesus anseie mais do que um povo desejoso de conhecer pessoalmente Seu amor e compartilhá-lo com os outros.

COMPROMISSO E APELO

Como líderes e representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Divisão Sul-Americana, agradecemos a nosso grande e maravilhoso Deus por Sua fidelidade e bênçãos abundantes à Sua Igreja, desde seu início. A rápida expansão mundial de Sua Igreja, em membros e em instituições, é simplesmente um milagre de Deus. Embora O louvemos pela obra maravilhosa de cumprir Seu propósito por meio de Sua igreja, e Lhe agradeçamos pelos líderes piedosos que guiaram Seu povo no passado, reconhecemos humildemente que, devido às nossas fragilidades humanas, até mesmo nossos melhores esforços são maculados pelo pecado e necessitam de purificação por meio da graça de Cristo. Reconhecemos que nem sempre temos dado prioridade ao dever de buscar a Deus pela oração e em Sua Palavra pelo derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia. Humildemente confessamos que, em nossa vida pessoal, em nossas práticas administrativas e nas reuniões das comissões, com frequência, temos agido com nossas próprias forças. Muitas vezes, a missão de Deus de salvar o mundo perdido não tem ocupado o primeiro lugar em nosso coração. Às vezes, em nossa intensa busca por fazer boas coisas, temos negligenciado o mais importante: conhecê-Lo. Com frequência, ambições mesquinhas, inveja e relacionamentos pessoais fragilizados têm subjugado nosso anelo pelo reavivamento e pela reforma e nos levado a trabalhar em nossa força humana, em vez de na de Seu divino poder.

Aceitamos a clara instrução de nosso Senhor de que “O tempo decorrido não operou nenhuma mudança na promessa dada por Cristo ao partir, promessa esta de enviar o Espírito Santo como Seu representante. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para a Terra em favor dos homens. Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito” (Atos dos Apóstolos, p. 50).

Confiamos no fato de que todo o Céu espera derramar o Espírito Santo, com poder infinito, para a conclusão da obra de Deus na Terra. Reconhecemos que a vinda de Jesus tem sido atrasada e que o anelo de nosso Senhor era ter vindo décadas atrás. Arrependemo-nos de nossa indiferença, de nosso mundanismo e de nossa falta de paixão por Cristo e Sua missão. Sentimos que Cristo nos chama a um relacionamento profundo com Ele, mediante oração e estudo da Bíblia, e a um mais ardente compromisso de transmitir Sua mensagem para os últimos dias ao mundo. Regozijamo-nos de que “é privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” (Atos dos Apóstolos, p. 600).

Assim sendo, como representantes da Igreja Sul-Americana e em nome de todos os membros, comprometemo-nos a:

1. Pessoalmente dar prioridade ao dever de buscar a Deus para um reavivamento espiritual e o derramamento do Espírito Santo, no poder da chuva serôdia, em nossa vida, família e ministério.


2. Individualmente dedicar tempo significativo, a cada dia, para manter comunhão com Cristo mediante a oração e o estudo da Palavra de Deus.


3. Examinar nosso coração e pedir ao Espírito Santo para nos convencer de tudo que nos esteja impedindo de revelar o caráter de Jesus. Desejamos ter um coração disposto a fim de que nada em nossa vida impeça a plenitude do poder do Espírito Santo.


4. Incentivar os ministros da Igreja a dedicar tempo à oração, ao estudo da Palavra de Deus e a buscar o coração de Deus, a fim de compreenderem Seus planos para Sua Igreja.


5. Incentivar cada uma das organizações da Igreja a separar tempo para que os administradores, pastores, obreiros da saúde, das publicações, educadores, estudantes e todos os colaboradores busquem a Jesus e o prometido derramamento do Espírito Santo mediante o estudo da Palavra de Deus e da oração.


6. Priorizar o Seminário de Enriquecimento Espiritual e a Jornada Espiritual como meios de envolver os membros, servidores da Igreja e instituições em um forte movimento de comunhão e reavivamento, buscando a Deus na primeira hora de cada dia.


7. Usar cada mídia disponível, bem como diferentes reuniões, seminários e programas para apelar aos membros da Igreja a buscar um relacionamento profundo com Jesus, com vistas ao reavivamento e à reforma prometidos.


8. Urgentemente apelar e convidar todos os membros da Igreja a se unir a nós no abrir o coração ao poder transformador da vida, que é o Espírito Santo, o qual transformará nossa vida, nossa família, nossas organizações e nossas comunidades.

Especialmente, reconhecemos que Deus usará as crianças e os jovens neste último e poderoso reavivamento e encorajará todos os nossos jovens a participar na busca de Deus para o reavivamento espiritual em sua vida e a capacitação do Espírito Santo para compartilhar sua fé com outros.

Apelamos a cada membro de igreja a se unir aos líderes da Igreja e a milhões de outros adventistas do sétimo dia, buscando um relacionamento mais profundo com Jesus e o derramamento do Espírito Santo na primeira hora de cada dia, e também participando da corrente mundial de oração às sete horas de cada manhã ou tarde, sete dias na semana. Esse é um apelo urgente que deve alcançar todo o nosso território e circundar o globo com sincera intercessão. Esse é o chamado para um compromisso total com Jesus e para experimentar o poder transformador de vidas do Espírito Santo, e que nosso Senhor anela nos dar agora.

Cremos que o propósito do derramamento do Espírito Santo no poder da chuva serôdia é concluir a missão de Cristo na Terra, a fim de que Ele possa vir em breve. Reconhecendo que nosso Senhor somente derramará Seu Espírito, em Sua plenitude, sobre uma igreja que tiver paixão pelas pessoas perdidas, determinamos apresentar e manter o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo no topo de todas as nossas agendas de atividades da Igreja. Mais do que tudo o mais, anelamos pela vinda de Jesus.

Apelamos a cada administrador, líder de departamento, obreiro institucional, obreiro da saúde, colportor, capelão, pastor e membro da Igreja a se unir a nós em tornar o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo as prioridades mais urgentes e importantes de nossa vida pessoal e em nossas áreas no ministério. Estamos certos de que, ao buscarmos a Deus juntos, Ele derramará Seu Espírito Santo sem medida, a obra de Deus na Terra será concluída e Jesus virá. Juntamente com o idoso apóstolo João, na Ilha de Patmos, clamamos: “Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

* O documento original foi votado no Concílio Anual da Associação Geral em 11/10/2010.

Fonte - Novo Tempo

Nota DDP: Os destaques são de nossa lavra.

Atos 2:37-47

E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.


Está chegando a hora... Vem Senhor Jesus...

domingo, 7 de novembro de 2010

Tendências para o futuro

Pessoalmente tenho sempre tido uma postura otimista, em tudo. Mesmo sendo um autodidata, sem muito recurso em qualificação em profecias bíblicas, e só as bíblicas, sabendo, portanto, sobre o futuro de nossa civilização, tenho tido uma percepção positiva sobre a sociedade humana pois DEUS está no comando de tudo aqui. De alguma forma, o futuro dos filhos de DEUS, que O obedecem, estão seguros. Embora os seres humanos tenham liberdade de ação, eles estão limitados nessas ações, pois pecadores que todos aqui somos, se não houver algum poder refreador, a liberdade desapareceria por completo. Nós, sociedade humana, não temos consciência do que é ser livres, queremos fazer qualquer coisa, mesmo prejudicial a alguém ou a nós mesmos. Não sabemos amar, por isso, não sabemos ser livres. Em tudo isso, tenho visto a humanidade com olhos positivos, isto é, muita gente pode ser salva pelo poder transformador do ESPÍRITO SANTO.

Quero dizer que continuo assim, vendo o futuro por uma perspectiva otimista. Os seres humanos tem futuro longo, mas não aqui nesse planeta, nem nessa sociedade. Velozmente nos aproximamos do fim da adoidada aventura em pecado. E presentemente se manifestam alguns sinalizadores que poucos estão percebendo. Fiquei observando esses indicadores por meses, sem no entanto ter coragem de me manifestar. Agora chegou o momento.

A economia do mundo anda, e ao que parece a passos largos, rumo ao que pode ser a última crise global, a uma depressão econômica. Essa então será a terceira. Houve uma quase no final do século 18 e outra em 1929, a chamada Grande Depressão.

Depressão é uma crise econômica muito acentuada. Temos freqüentemente as recessões econômicas. Pois recessões são crises que passam rápido, levam alguns meses, ou um pouco mais de um ano, e não causam graves problemas à sociedade. Mas numa depressão a situação é dramática, há quebradeira de empresas e muito desemprego, fome, criminalidade, os preços podem cair muito ou subir muito, conforme a oferta de mercadoria. Bate o desespero nas pessoas sem perspectiva, e a fome aguda leva muitos à morte. Assim foi no ano de 1929, condição que se arrastou até a Segunda Guerra Mundial.

Em nossos dias economistas importantes do mundo estão batendo e rebatendo nessa tecla, dizendo, vai haver uma recessão. E eles tem argumentos bem sólidos. Eles não afirmam quando, mas não vai demorar muito tempo. Como em economia as previsões não são tão confiáveis, pode retardar, mas que vem, é certo, dizem.

Que razões alegam para seus presságios tão negros? Os países ricos estão endividados, alguns deles, como se fosse em tempo de guerra global. Porém, é tempo de paz, e se endividaram em tempo de paz. Na intensidade como hoje se vê ocorre pela primeira vez na história da humanidade. Esses países gastaram demais, agora a conta tornou-se gigantesca. Os consumidores americanos, por sua vez, estão super endividados, em média, U$100 mil dólares por família. Isso leva a crer que a qualquer momento, as famílias lá terão que parar de gastar. E como fica, nesse caso, a indústria e o comércio, dos Estados Unidos, e dos países de onde esses consumidores compram? Isso inclui as fábricas da China, do Japão e de outros países, que vendem muitas coisas para os Estados Unidos.

Mas há outros países muito endividados, como a Grã Bretanha, Espanha, Portugal e Itália. O mais endividado de todos é o Japão. O Brasil é de se dizer, não está bem. Tem muito gasto público, e se houver uma crise que nos atinja, a situação vai ficar bem feia aqui também. Da crise dos bancos de 2008 nos escapamos porque os nossos bancos não compraram os títulos podres dos consumidores americanos, pois nossos bancos interessavam-se muito mais pelos títulos de nosso governo, cujos juros eram bem mais altos. Escapamos por uma questão de ganância dos bancos.

É bom lembrar que um dia desses teremos nesse mundo a última crise. Isso é certo, haverá uma que vai ser a derradeira. Ela tem algumas características que a identificam. Vem dos Estados Unidos e se alastra rapidamente sobre o mundo. Inicia com o decreto dominical e portanto, tem forte conotação e envolvimento religioso e respectivos interesses. Antes, porém, algumas coisas relevantes e surpreendentes terão acontecido no mundo.

A que coisas nos referimos? A uma surpreendente e potente pregação do evangelho no mundo, pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ao menos o início dessa pregação. Na verdade, em termos de força, tal pregação já se iniciou. Não é essa pregação que provoca a crise final, mas a reação a ela sim. Havendo um movimento crescente pela verdade bíblica, a oposição a esse ensinamento se levantará. E já está se levantando. Vem de dentro da própria igreja assim como de fora. Hoje já são muitos os que combatem diretamente esta igreja, já estava profeticamente previsto. De fora da igreja, levanta-se outra oposição na forma de leis nacionais e por meio da união das igrejas, criando dificuldades de toda ordem para o ensinamento da verdade.

Como esses fenômenos já estão em andamento, é seguro que não retrocederão. Nem a Igreja Adventista desacelerará no processo de reavivamento, que nela já iniciou, nem a oposição perderá o seu vigor. Também isto é profético. Portanto, talvez esse prenúncio de um grupo de grandes economistas, de uma depressão global, seja a última, ou ao menos esteja no respectivo cenário. As coordenadas da última crise estão agora presentes, não ainda muito intensas, mas já são perceptíveis. É o caso das leis opressoras que devem vir antes do decreto dominical. No Brasil mesmo tramitam no Congresso nacional leis que, se aprovadas, tornarão a vida dos guardadores do sábado bem complicada. É tempo em que cada vez mais o povo de DEUS deverá viver pela fé, não mais tanto pelos recursos de seu trabalho profissional. É tempo bem solene este, de preparação para uma aguda crise em futuro próximo.

Entendamos isto um pouco melhor. Vai haver quatro características em relação ao povo de DEUS até a volta de JESUS. A primeira já está ocorrendo há um bom tempo. É a mornidão laodiceiana, ou, introdução de mundanismo na igreja junto com uma apatia espiritual. É tempo de desleixo em relação a vontade expressa de DEUS em Sua palavra e escritos dos profetas. A mornidão é uma estratégia de satanás contra o povo de DEUS, para que se mantenha quase parado, vivendo um pouco na igreja e um pouco no mundo, ao mesmo tempo. Isso tem funcionado bem, do ponto de vista de satanás.

Mas mundanização não mais será suficiente se alguns membros da igreja com alguns líderes resolverem responder à ordem de JESUS de pregar este evangelho ao mundo todo. E isso já está acontecendo. Portanto, já vem a segunda estratégia de satanás (que vide no livro “Conselhos para ministros, sobre “as ciladas de satanás”), que é a opressão. Ela ocorrerá principalmente por meio de leis visando de tornar a vida dos guardadores do sábado extremamente difícil. O período de tempo da opressão não deve ser longo, pelo contrario, é bem curto. Isto aumentará a sacudidura na igreja, e com ela, sobrando pessoas mais comprometidas com a missão, mais poder virá do alto, pela ação do ESPÍRITO SANTO. O povo de DEUS, portanto, só crescerá em poder, cada vez mais.

Com o aumento do derramamento do poder do alto, o inimigo perceberá que a opressão já não mais é suficiente. Então sim, ele apelará para seu ato extremo em tempos de porta aberta para a salvação. É o decreto dominical, uma espécie de boicote econômico individual contra todos os que não aderirem ao Movimento Ecumênico.

Ora, com esse decreto, aumenta ainda mais a sacudidura na Igreja Adventista, e sai o restante do joio, resta apenas o trigo. Então sim, DEUS envia o ESPIRITO SANTO em intensidade máxima, e estaremos no curto período de tempo chamado Alto Clamor. Ou seja, a pregação com poder máximo, tempo em que toda a criatura humana vivente desse planeta tomará a decisão, se por DEUS, guardando o sábado, se pelo anti-cristo, guardando o domingo. Esse período de tempo termina com o fechamento da porta da graça e com a conclusão da pregação deste evangelho a toda nação, tribo, língua e povo.

Paralelamente, no mundo, estará transcorrendo a maior de todas as crises econômicas, a terceira grande e maior de todas as depressões. Será a última. Ela certamente se iniciará de alguma forma antes do decreto dominical, mas com ele, se tornará aguda, a tal ponto que o povo de DEUS terá que ser alimentado com pão e água do Céu. Mas aqueles que não pertencem a esse povo, não terão alimento fácil para comer. O dinheiro não poderá comprar, pois não estará disponível. Nesse tempo só sobreviverão aqueles que tiverem fé. A vida será pela fé. Os demais apelarão para o roubo, para os assassinatos e comerão o que puderem encontrar, assim ricos como pobres. Aliás, nesse tempo, todos na verdade serão pobres. Os que já foram antes, terão alguma vantagem, pois conhecem os meios de sobreviver com fome.

A última crise se aproxima. Enquanto ela não vem, é tempo hábil de preparo.

Fonte - Cristo Voltará

Apocalipse 13 e a falência dos estados

Não sou especialista algum em economia e mercados financeiros - o que sei sobre o assunto é o que, essencialmente, ouço os mais variados comentadores falarem durante o dia na rádio. E, não será difícil perceber que, ao longo dos últimos meses, não têm faltado oportunidades para dar voz a esse grupo de entendidos nas matérias económico-financeiras.

Por isso já consegui perceber que a situação de muitos estados, incluindo Portugal, é bem pior do que aquela que nos é propagandeada pelos governantes. As contas dos diferentes estados estão numa situação muito crítica, e quem de direito tem-se multiplicado em estratégias de combate ao problema que, pelos menos até agora, pouco efeito produziram.

Desde logo, não evito reparar que o setor de atividade tido como maior responsável pelo atual momento económico que se atravessa, a banca, tem sido, paradoxalmente, o mais consultado e que mais tem proposto soluções para sair da crise, ao mesmo tempo que é o que mais tem lucrativamente beneficiado com ela. Sintomático...

Talvez de forma ainda tímida, até porque não convém muito dramatizar para o eleitorado, uma palavra já tem surgido que até faz arrepiar o mais insensível: falência. Sim, alguns estados estão num limite tão grande de dívida suportável que este cenário começa a ganhar contornos de possibilidade bem próxima.

E não se pense que este conceito tem sido tratado apenas em algumas nações tradicionalmente mais pobres e deficitárias. Neste artigo do Deutsche Welle, são apontados os países europeus que gravemente arriscam este cenário: Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha (aos quais poderemos acrescentar Hungria, Lituânia e Roménia, fora da zona Euro, e Ucrânia, Bielorrússia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina e Moldávia fora da União Europeia) - são largos milhões de pessoas afetadas diretamente por este problema.

Este estado de coisas não é exclusivo da velha Europa; mesmo a grande e maior nação mundial - sim, os Estados Unidos da América do Norte! - não estão imunes a esta vaga.

Neste artigo da CNS News, John Allison, que por duas décadas foi Diretor Executivo do BB&T, o décimo maior banco americano, não teve dúvidas em classificar como uma "certeza matemática" a falência do estado americano, caso não sejam tomadas medidas fiscais drásticas. O prazo que ele deu para essa eventualidade foi 20 ou 25 anos.

Num momento deste, de novo de levanta a pergunta: quais as soluções?

De todas as possíveis, que segundo me apercebo não são muitas, uma tem sido apontada como mais viável e até já posta em prática na Grécia: a entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI), ajudando financeiramente os estados a reequilibrarem as suas contas.

O que é o FMI? Trata-se de uma organização internacional que "pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira" (veja mais aqui). Curiosamente, os países com mais poderio nesta entidade são - sem surpresa... - praticamente os mesmos que exercem poderio nas Nações Unidas, com os Estados Unidos à cabeça...

Ou seja, esta intervenção de recurso nos países em risco de falência, a concretizar-se, será feita por uma organização supra-nacional, reconhecida e autorizada, que assumirá, pelo menos em parte, o controlo de todas as principais despesas do estado, tratando também de assegurar, dentro do possível, algum retorno ao investimento realizado.

Não podemos esquecer que hoje já temos alguns organismos financeiros que controlam e regulam, até um certo limite, aquilo que são os movimentos financeiros dos estados, talvez ainda melhor dizendo, dos seus principais bancos (no fundo, se os bancos têm dinheiro, as empresas também têm e as pessoas também têm algum; por outro lado, se os bancos não têm dinheiro para financiar as empresas...) - são os casos do Banco Central Europeu (na Europa) e da Reserva Federal Americana (os Estados Unidos).

Ou seja, as decisões económico-financeiras estão cada vez mais concentradas num restrito grupo de pessoas. E, à medida que se agrava a crise nos estados, estes tornam-se cada vez mais dependentes do auxílio externo que passará, em todo o caso, pela aprovação, gestão e controle por parte de alguma senão várias daquelas agências internacionais. (Por muito que nos custe admitir, e se pensar bem, esta é uma das razões pelas quais o agravamento da crise pode ser proveitoso, e muito, a interesses de diferentes quadrantes...)

Paremos um pouco a minha arriscada dissertação económica. E façamos uma pergunta: com o poder de decisão sobre os gastos de dinheiro cada vez mais concentrado, será que, num hipotético futuro próximo que concretize este cenário, se tornará mais fácil controlar quem compra e vende, e o que compra e vende?

Se recairá em pouquíssimas entidades a capacidade de determinar o que cada estado pode fazer e autorizar aos seus cidadãos em termos de investimento e gastos de dinheiro, não poderei concluir que toda a ação financeira mundial passe a ser definida por um grupo muito, muito escasso de pessoas, que poderão - porque possuem elas o dinheiro - determinar onde, como, quando e por quem se gasta?

Espantosamente, ou talvez não, o capítulo 13 de Apocalipse fala de um poder mundial, reconhecido por (quase) todos, que decidirá (ou autorizará) quem pode comprar e vender. E basta olharmos à nossa volta para perceber que isso é fácil de concretizar: quem tem o dinheiro, entrega a quem não tem (que no caso nas nações, já são muitas!) e determina a que indivíduos ele pode ou não pode ser entregue...

Mais ainda: um dos animais profeticamente mencionados naquele capítulo de Apocalipse, representa os Estados Unidos da América, o tal país que detém o poderio supremo sobre Nações Unidas, FMI e outras instituições, mantendo a última e decisiva palavra sobre as decisões que são tomadas a nível global.

Assim, poderá o setor financeiro vir a ser um dos instrumentos desse poder representado por uma fera que assinala, marca claramente os seus servos? Não apenas poderá, mas será mesmo!

Não posso em consciência, afirmar que o atual estado financeiro do mundo levará, sem retorno, a que isto se passe exatamente desta forma. Fiz apenas uma raciocínio especulativo, que, parece-me, consegue encontrar algum fundamento lógico de possibilidade fatual.

E não estou preocupado se e quando isso suceder; apenas atento.

Fonte - O Tempo Final

sábado, 6 de novembro de 2010

Mudanças climáticas 'transformarão profundamente' o futuro

NOVA YORK, 4 Nov 2010 (AFP) -As mudanças climáticas "transformarão profundamente" o futuro e os riscos inerentes "exigem uma ação firme", destacou a organização da ONU em um relatório anual publicado nesta quinta-feira.

"As mudanças climáticas, por si só, são, sem dúvida, o fator que transformará mais profundamente o futuro, freando a progressão do desenvolvimento humano tal como a História nos desenha", alertou o documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

"O consenso é claro: as mudanças climáticas estão ocorrendo e podem obstaculizar o desenvolvimento humano", acrescentou o Pnud, segundo o qual esta circunstância "é um importante desafio para a comunidade internacional".

"Confrontamo-nos com desafios consideráveis vinculados às reservas de água, à degradação do solo, a mudança do clima e ao desaparecimento generalizado da diversidade biológica", concluiu.

Fonte - UOL

Humanos wireless vão virar antenas móveis de celular e internet

Em um futuro não muito distante, cada pessoa poderá se transformar em um repetidor de sinais, funcionando como um ponto de acesso móvel para a internet ou para a transmissão dos sinais de telefonia celular.

Segundo pesquisadores da Universidade de Belfast, no Reino Unido, para que os "humanos wireless" tornem-se uma realidade, basta que cada um leve consigo um sensor especial - como humanos já não usam fios para se plugar, o conceito se refere a usar os humanos como suporte às redes sem fios.

A disseminação dos sensores pela cidade permitirá a criação de uma nova infraestrutura de banda ultra larga móvel, reduzindo a necessidade da instalação das estações base de telefonia móvel e criando pontos de acesso à internet em virtualmente toda a cidade, bastando que haja um número suficiente de pessoas nas imediações.

A equipe do Dr. Simon Cotton já está trabalhando no desenvolvimento do conceito de "comunicações centradas no corpo".
...
Fonte - Inovação Tecnológica

Nota DDP: Algo que se altera substancialmente com esse tipo de tecnologia é a possibilidade de localização mais precisa do indivíduo comum, eis que o cruzamento de dados deixa de ser realizado pelo número de antenas para operar pelo número de indivíduos plugados.

Jogo de computador sobre clima permite decidir o futuro do planeta

Um jogo britânico de computador lançado para testes nesta segunda-feira (1º) cria diferentes maneiras de salvar o planeta dos efeitos do clima. “Fate of the World” coloca o futuro da Terra nas mãos de seus jogadores, que comandam uma organização ambiental que pode salvar o mundo das consequências das emissões de gases que causam o efeito-estufa.

Segundo o jornal britânico “Daily Telegraph”, uma das ações para salvar o planeta está gerando polêmica. Para reduzir a superpopulação mundial, o jogador pode criar uma doença que causaria a morte de milhares de pessoas. Entre as outras soluções incluem a geoengenharia e fontes alternativas de energia. O game poderá também levar o jogador para o futuro, mostrando os resultados das suas decisões em 200 anos.

Durante três meses, usuários poderão fazer testes no jogo e enviar comentários sobre ele. Baseado nessas críticas, o jogo será revisado e lançado novamente em fevereiro de 2011. Criado pela Red Redemption, uma produtora de videogames de Oxford, no Reino Unido, o jogo se afasta dos videogames de ação ao usar dados de modelos climáticos reais.

“Os dados científicos são muitas vezes inacessíveis, e estamos tentando colocar os jogadores em posição de poder e conectá-los às questões”, disse Gobion Rowlands, fundador e presidente do conselho da Red Redemption.

“Não estamos defendendo uma causa específica. Há diversas opções, entre as quais energia nuclear e energia renovável. Não queremos dizer que um determinado caminho seja o melhor”, acrescentou.

Fonte - G1

Nota DDP: O processo de anestesia dos sentidos dos seres humanos é absolutamente impressionante. Coisas consideradas absolutamente abjetas para outras gerações já são propostas e aceitas com naturalidade em nossos dias. Obviamente isso não vai parar e a profecia explica onde termina.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Carros no Brasil deverão ter rastreadores

O governo federal corre contra o tempo para apresentar até dezembro o modelo de rastreador que será obrigatório nos carros no início do ano que vem. O ministro Marcio Fortes (Cidades) tem hoje [06 de outubro] nova rodada de conversa com Denatran, Serpro, operadores de telefonia, Anatel, Anfavea, Abraciclo, Sindipeças - órgãos do governo e associações de fabricantes envolvidos no projeto.

A ideia de Fortes é que os carros saiam de fábrica com os rastreadores a partir de fevereiro de 2011. Caravanas para rodar o país com carros equipados estão previstas. O Denatran cuidará da central, que será operada pelo Serpro (órgão de processamento de dados), o que causa ruídos.

As montadoras, por sua vez, estão receosas porque incluirão o dispositivo nos carros, mas não são nem os fabricantes nem os operadores do equipamento quem vai monitorar toda a sua rota. Para contornar as críticas dos que alegam falta de privacidade, o que já levou a discussão ao âmbito judicial, o ministro Marcio Fortes diz que haverá duas opções: o rastreador e o bloqueador. Este fará o carro parar em determinada situação, como por exemplo, o ladrão parar no sinal de trânsito, e será obrigatório. Já o rastreador será contratado ou não pelo usuário.

Fonte: Folha de São Paulo, 06 de outubro de 2010.

NOTA Minuto Profético: Mesmo o rastreador não sendo obrigatório, o sinal do bloqueador poderá ter sua origem identificada. Qualquer leigo no assunto consegue imaginar isso. É a Nova Ordem Mundial chegando (ou a Babilônia do Apocalipse para quem conhece as profecias)...

Nota DDP: Interessante o comentário deixado no mesmo blog e no mesmo post sobre o tema: "Controlar a humanidade é o mais antigo dos anseios. O filme'Enemy of the State (br: Inimigo do Estado / pt: Perigo Público) é um filme estadunidense de 1998, do gênero ação e espionagem, dirigido por Tony Scott e com roteiro de David Marconi. O filme é sobre um grupo de agentes da NSA que assassinam um congressista e, em seguida, tentam encobrir o assassinato destruindo provas e intimidando testemunhas. O filme foi estrelado por Will Smith , no papel de Robert Clayton Dean e Gene Hackman, como Edward 'Brill' Lyle. Uma curiosidade: os satélites toda vez que aparecem em cena emitem repetidamente a sigla "CQ", uma abreviação de "Seek You" É bom assistir o filme para ver como as pessoas viverão num breve futuro. ".

Pois entrem no site "http://www.vpike.com/" e se surprendam com o que já se pode fazer com o simples endereço da sua casa...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os Estados Unidos na Profecia Bíblica

Pode ser isso verdade? A América na profecia bíblica? Absolutamente! Quando você pensa sobre isso, faz sentido que o país mais poderoso e influente na terra terá um papel vital nos impressionantes eventos finais da história do mundo. Mas ainda mais surpresas esperam por você quando a Bíblia revela como e por quê a nação líder do mundo veio a existir. Por favor, leia Apocalipse 13:11-18 antes de iniciar este estudo, porque estes oito versos dão uma visão profética da América nos dias à frente.

1. Duas potências mundiais estão simbolizadas em Apocalipse capítulo 13. Qual é a primeira?

R: A besta de sete cabeças (Apocalipse 13:1-10) não é outro senão o papado romano. Lembre-se que animais em profecia bíblica simbolizam nações ou potências mundiais (Daniel 7:17, 23).

2. Em que ano foi previsto que o papado perderia sua influência e poder no mundo?

“…deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses” (Apocalipse 13:5).
R: A Bíblia previu que o papado, perderia a sua influência e poder no mundo, no final dos 42 meses. Esta profecia foi cumprida em 1798, quando o general Napoleão Berthier levou o papa prisioneiro e o poder papal recebeu a ferida mortal.

3. Que nação estava prevista surgir por volta do mesmo tempo em que o papado recebia a sua ferida mortal?

“E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão” (Apocalipse 13:11).
R: O cativeiro papal mencionado no versículo 10 tomou lugar em 1798, e o novo poder (versículo 11) foi visto emergindo naquele momento. Os Estados Unidos declararam sua independência em 1776, votaram a Constituição em 1787, aprovaram a Declaração de Direitos em 1791, e foi claramente reconhecido como uma potência mundial perto de 1798. O sincronismo obviamente se encaixa à América. Nenhuma outra potência poderia eventualmente, se qualificar.

4. Qual é o significado da besta que “Subia da terra?”

R: Esta nação surge “da terra” em vez de sair da água como fizeram os outros países mencionados em Daniel e Apocalipse. Sabemos por Apocalipse que água simboliza as áreas do mundo que têm uma grande população. “As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas” (Apocalipse 17:15). Portanto, a terra representa o oposto. Isso significa que essa nova nação surgiria em uma área do mundo que estava praticamente despovoada antes do final de 1700. Não poderia surgir entre as nações populosas e agitadas do Velho Mundo. Tinha que aparecer em um continente pouco povoado.

5. O que é simbolizado por seus dois chifres como de cordeiro e ausência de coroas?

R: Os chifres representam reis e reinos, ou governos (Daniel 7:24, 8:21). Neste caso, eles representam dois princípios que regem a América: a liberdade civil e religiosa. Estes dois princípios que a regem também têm sido rotulados como “republicanismo” (um governo sem rei) e “protestantismo” (uma igreja sem um papa). Outras nações desde os tempos antigos tinham tributado pessoas para apoiarem uma religião de Estado. A maioria também tinha oprimido os dissidentes religiosos. Mas os Estados Unidos estabeleceram algo inteiramente novo: liberdade de culto como você deseja, sem a interferência ou controle do governo – mas com a proteção dele. A ausência de coroas significa uma forma republicana de governo, ao invés de uma monarquia. Chifres como os de cordeiro, denotam uma nação jovem, não opressiva, amante da paz e espiritual. Jesus é referido como um cordeiro 28 vezes no Apocalipse. Portanto, este novo governo tentaria defender Seus princípios. Nenhum outro poder na Terra poderia atender as especificidades e tempo da besta cordeiro com chifres, com exceção da América.
Nota especial:
Como gostaríamos de parar por aqui na descrição de Jesus da América – mas não podemos, porque Ele não o fez. O que vem a seguir é inquietante. A América é realmente um grande país – com a sua liberdade de consciência, de imprensa, de discurso, e empreendimento, a proteção que ela oferece, suas oportunidades de ouro, seu senso de jogo limpo, sua simpatia pelos oprimidos e sua forte orientação cristã. Ela não é perfeita, mas ainda assim uma série de pessoas de outros países se apressam a se tornarem cidadãos americanos a cada ano. Se as portas da América fossem abertas, uma grande parte das pessoas do mundo mudaria para os Estados Unidos de uma vez – para “o céu na terra”, como elas o concebem. Infelizmente, este abençoado país mudará drasticamente nos dias à frente, precipitando incomparável angústia e aflição para o povo de Deus. Nós relatamos isso com reticências e profunda preocupação.

6. O que significa quando a profecia em Apocalipse 13:11 diz que a América falará “como um dragão”?

R: Como vimos em outros estudos, o dragão é Satanás, que trabalha através de diversos governos da Terra para estabelecer o seu reino do mal e esmagar a igreja de Deus, perseguindo e destruindo seu povo. O objetivo de Satanás sempre tem sido o de usurpar o poder e o trono de Deus e forçar as pessoas a adorarem e obedecerem a ele. Assim, “falar como um dragão” significa que os Estados Unidos (sob a influência de Satanás), no final dos tempos, forçará as pessoas a adorarem de forma contrária à sua consciência ou serem punidas.

7. O que especificamente fará com que a América fale como um dragão?

R: Observe os quatro pontos cruciais:
A. “exerce todo o poder da primeira besta na sua presença” (Apocalipse 13:12). A América vai se tornar um poder perseguidor que obrigará as pessoas a irem contra a sua consciência, como fez a Roma papal – que é retratada na primeira metade de Apocalipse capítulo 13.
B. “faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada” (Apocalipse 13:12). Os Estados Unidos vão liderar as nações do mundo forçando a adoração e a fidelidade ao Anticristo papal. A questão é sempre a adoração. Quem é que você vai adorar e obedecer? Será que vai ser à Cristo, Seu Criador e Redentor, ou ao Anticristo? Cada alma sobre a terra irá finalmente adorar ou um ou outro. Toda a abordagem parecerá ser profundamente espiritual. Milagres incríveis serão feitos (Apocalipse 13:14, 15), que enganarão a bilhões (Apocalipse 13:3). Aqueles que se recusam a aderir a este movimento serão considerados ateus radicais. Jesus rotula a América protestante do fim dos tempos como um “Falso profeta” (Apocalipse 19:20, 20:10), porque ela parecerá ser espiritual e confiável, mas será satânica em sua conduta.
Tudo isso pode parecer impossível, mas as palavras de Jesus são sempre totalmente confiáveis e verdadeiras (Tito 1:2). Ele previu a ascensão e queda de quatro impérios do mundo e do Anticristo (Daniel capítulos 2 e 7) numa época em que tais previsões pareciam estranhas e inacreditáveis. Mas tudo aconteceu exatamente como previsto. Sua advertência para nós hoje, sobre a profecia é: “Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis” (João 14:29).
C. “dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia” (Apocalipse 13:14). Os Estados Unidos farão uma imagem da besta pela prática da legislação religiosa. Ele aprovará leis exigindo adoração e forçando as pessoas à obedecê-las ou encararem a morte. Esta ação é uma cópia ou imagem da associação entre Igreja-Estado, que o papado utilizou no auge de seu poder durante a Idade Média, quando milhares foram mortos por sua fé. A América combinará o governo civil e o protestantismo apóstata em um “casamento” que irá apoiar o papado. Irá então influenciar todas as nações do mundo a seguirem seu exemplo. Assim, o papado ganhará apoio em todo o mundo.
D. “fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta” (Apocalipse 13:15). Os Estados Unidos, como líder desse movimento internacional, voltará a influenciar as nações do mundo para imporem uma sentença de morte universal a todos os que se recusarem a adorar a besta ou sua imagem. Outro nome para essa coalizão mundial é “Babilônia, a Grande”. Esta aliança em todo o mundo, em nome de Cristo, substitui a persuassão do Espírito pelo poder policial e forçará a adoração.

8. Sobre que questões específicas será forçado se utilizar a condenação à morte?

“Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”(Apocalipse 13:15-17).
R: O ponto final da disputa será adorar e obedecer a besta e receber sua marca – o domingo como dia santo – versus adorar e obedecer a Cristo e receber a Sua marca – Seu santo sábado do sétimo dia. Quando as questões tornam-se claras e as pessoas são forçadas a adorarem no domingo e quebrar o sábado ou serem mortas, aquelas que então escolhem o domingo ao invés de sábado, estarão, em essência, adorando à besta. Elas optaram por obedecer a palavra de uma criatura, um homem, em vez da palavra de seu Criador, Jesus Cristo. Aqui está a declaração do próprio papado: “A Igreja mudou o sábado para o domingo e todo o mundo se curva e adora no mesmo dia em obediência passiva aos mandatos da Igreja Católica” (Hartford Call Weekly, 22 de fevereiro de 1884).

9. Pode um governo realmente controlar a compra e venda?

R: Durante a Segunda Guerra Mundial, a compra era controlada para certos itens (como o açúcar, pneus e combustível), exigindo carimbos de racionamento. Sem carimbos, o dinheiro não valia nada. Nesta época altamente informatizada, um sistema baseado em seu número de Segurança Social pode ser facilmente configurado. A menos que você concorde em cooperar com a coalizão em todo o mundo, o seu número, quando analizado antes de uma compra, pode lhe mostrar como desqualificado. Nós não sabemos exatamente como tudo isso vai acontecer. Mas pode ter certeza que vai acontecer porque em Apocalipse 13:16, 17, Deus diz que vai.
Duas Potências Emergentes
Apocalipse capítulo 13 é claro. Duas superpotências emergem no final dos tempos: os Estados Unidos da América e o papado. Os Estados Unidos da América apoiarão o papado forçando as pessoas do mundo a adorarem a besta (papado) e receberem a sua marca ou então encararem a morte. As próximas duas perguntas avaliarão os pontos fortes destas duas superpotências.

10. Quão forte e influente é o papado hoje?

R: Ele é de longe o maior poder político-religioso no mundo. Praticamente todos os países líderes do mundo tem um embaixador oficial ou representante de estado no Vaticano. Observe os seguintes fatos:
A. O papado é tão influente e poderoso que quase todos os principais países o consultam antes de fazerem movimentos políticos importantes. Seu “grande corpo diplomático mantém relações com mais de 100 nações” (U. S. News and World Report, 30 de outubro de 1978, p. 24).
B. Ele levou o crédito pela derrocada do comunismo, dizendo que Maria, mãe de Jesus, guiou a estratégia do papa que derrubou o comunismo (“Serva ou feminista,” Time, 30 de dezembro de 1991, pp 64, 65).
C. O objetivo do papa era unificar o mundo cristão sob a liderança do papado até o final do século. O papa João Paulo II fez mais de 40 viagens pelo mundo para estabelecer as bases para este objetivo. (Gene H. Hogberg, The Plain Truth novembro / dezembro 1989, pp 24, 25).
D. A resposta mundial foi quase esmagadora. Durante a crise iraquiana, o Papa e o presidente dos Estados Unidos muitas vezes discutiram assuntos mundiais semanalmente por telefone. (U. S. News and World Report, 13 de agosto, 1990, p. 18).
E. Em 7 de junho de 1982, o ex-presidente Ronald Reagan e o Papa João Paulo II se reuniram por 50 minutos no Vaticano e estruturaram um plano para eliminar o comunismo. Os Estados Unidos enviaram toneladas de modernos equipamentos de comunicação para a Polónia (o ponto de partida) para ajudar a disseminar as informações necessárias para as massas. (“The Holy Alliance,” Time, February 1992, pp. 28, 31, 35).
F. Gorbachev disse: “Tudo o que ocorreu na Europa Oriental nos últimos anos teria sido impossível sem os esforços do Papa, incluindo o enorme papel político que ele desempenhou na arena mundial”. (Mikhail Gorbachev, Toronto Star, 09 março de 1992).
O papado, que anteriormente referia-se aos protestantes como “hereges”, agora os chama de “irmãos separados” e graciosamente sugere que todos trabalhem e orem juntos pela paz e pela presença de Deus. Milhões de protestantes ficaram profundamente impressionados. Na verdade, várias denominações protestantes tiveram diálogo oficial com o papado para tentarem resolver as diferenças que causaram a Reforma.

11. Quão forte e influente é os Estados Unidos hoje?

R: Os Estados Unidos são considerados como o número um do mundo em poderio militar e centro de influência. Observe o seguinte:
A. A “América [é] a única superpotência do planeta que perdurou”. (“The U.N. Obsession,” Time, May 9, 1994, p. 86.
B. “Não há perspectiva no futuro imediato de qualquer poder para rivalizar com os Estados Unidos”. (“The Lonely Superpower”, The New Republic, July 29, 1992, p. 23).
C. Yasser Arafat rotulou a América de “a nova Roma”, porque, como Roma antiga era a única superpotência incontestável de sua era, a América é agora a número um. (Newsweek, August 12, 1991, p. 33).
D. “O poder dos Estados Unidos irá agora determinar todos os grandes eventos globais.” (Jim Hoagland, “Of Heroes …”, The Washington Post, August 21, 1991, p. A-23).
Quando um grupo marxista derrubou o governo da Etiópia, a América foi convidada a negociar. Quando Boris Ieltsin tomou posse como presidente da Rússia, recém-independente, ele visitou os Estados Unidos em primeiro lugar. O ex Presidente Mikhail Gorbachev voltou-se para a América em sua crise. Quando o Kuwait foi invadido, seu governo convocou os Estados Unidos. A guerra liderada pelos EUA contra o Iraque reuniu o apoio de quase todo o mundo. Uma correspondente da Radio Pública Nacional chamou o presidente americano de “presidente do mundo.” Nós temos agora “uma estrutura de mundo altamente incomum, com uma única potência, os Estados Unidos, no ápice do sistema internacional” (Krauthammer, The New Republic, p. 23).
12. É claro que a influência e o poder dos Estados Unidos e do papado estão aumentando com rapidez. Que outros fatores poderiam ajudar a definir o cenário para uma lei em todo o mundo que executaria aqueles que se recusarem a violar a consciência?
R: Não podemos nomeá-los com certeza, mas algumas possibilidades são as seguintes:
A. A atividade de terroristas.
B. Tumultos e escalada da criminalidade e do mal.
C. Guerras da droga.
D. Uma grande crise econômica.
E. AIDS e outras epidemias.
F. Ameaças nucleares de nações radicais.
G. A corrupção política.
H. Aborto brutal da justiça pelos tribunais.
I. Abuso Social.
J. O aumento dos impostos.
K. A pornografia e a imoralidade repugnante.
L. Terríveis catástrofes globais.
M. Grupos Radicais de “interesses especiais”.
N. A crise do aborto.
A reação contra a corrupção, a ilegalidade, a imoralidade, a permissividade, a injustiça, a pobreza, a fraqueza e ineficácia de líderes políticos, e muitos problemas semelhantes poderiam facilmente precipitar uma demanda por fortes leis específicas para serem rigidamente aplicadas.

13. Quando as condições do mundo se agravarem, o que fará Satanás para enganar as massas?

“E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens; e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia” (Apocalipse 13:13-14).
R: A América vai experimentar um falso reavivamento mundial e insistir que as leis religiosas devem forçar qualquer pessoa a participar. (Isto é representado pela “imagem da besta” em Apocalipse 13:14). As pessoas serão forçadas a ignorar o santo sábado de Deus, e adorarem em vez dele, o dia “santo” da besta – o domingo. Alguns irão também obedecer simplesmente por razões sociais ou econômicas. As condições do mundo se tornarão tão insuportáveis que um movimento mundial de “retorno para Deus e oração”, com todos se unindo em adoração e oração, no domingo, parecerá ser a única solução. Satanás enganará o mundo a acreditar que devem ignorar a verdade bíblica e santificar o domingo. Mas, na realidade, a obediência e adoração à besta vai deixar as pessoas fora do reino de Deus.

14. Embora o interesse no falso avivamento aumente, o que estará acontecendo com o genuíno avivamento mundial patrocinado pelo povo de Deus no fim dos tempos?

R: A Bíblia diz que o mundo inteiro vai ser “iluminado” com a sua glória (Apocalipse 18:1). Cada pessoa na terra será alcançada (Marcos 16:15) com a mensagem final de Deus de Apocalipse 14:6-14. A igreja de Deus dos últimos dias crescerá com uma velocidade incrível, com milhões se juntando ao povo de Deus e aceitando Sua oferta de salvação pela graça e fé em Jesus, que os transforma em Seus servos obedientes. Muitas pessoas e líderes de todos os países do mundo se recusarão a adorar a besta e abraçar seus falsos ensinamentos. Em vez disso, eles vão adorar e obedecer a Jesus somente. Eles receberão Seu sinal, ou marca do Santo Sábado, em suas testas (Apocalipse 7:2, 3), selando-os assim para a eternidade.
O Crescimento em espiral enfurece o Movimento de Contrafação
Este crescimento em espiral entre o povo de Deus vai enfurecer o movimento de contrafação. Seus líderes se tornarão plenamente convencidos de que aqueles que se recusam a cooperar com o falso avivamento em todo o mundo são a causa de todas as desgraças do mundo (Daniel 11:44). Eles vão desqualificá-los para comprar e vender (Apocalipse 13:16, 17), mas Deus vai alimentar o seu povo (Isaías 33:16) e protegê-los “(Salmos 34:7).

15. Em desespero, a coalizão liderada pelos EUA voltará a decidir impor a pena de morte sobre seus inimigos (Apocalipse 13:15). O que Apocalipse 13:13, 14 diz sobre o que seus líderes farão para convencer as pessoas de que Deus está com eles?

R: Eles vão fazer milagres – tão convincentes que todos, serão persuadidos, exceto o povo fiel de Deus do fim dos tempos (Mateus 24:24). Utilizando os espíritos (ou anjos caídos) de Satanás (Apocalipse 16:13, 14), eles irão se passar por entes queridos das pessoas através de feitiçaria (Apocalipse 18:23) e provavelmente ainda posarão como profetas bíblicos e apóstolos. Estes mentirosos (João 8:44), espíritos demoníacos, sem dúvida, afirmarão que Deus os enviou para exortar a todos à cooperarem.
Satanás aparece como Cristo
Seus Anjos posam como ministros cristãos, os anjos de Satanás também aparecerão como sacerdotes piedosos, e Satanás aparecerá como um anjo de luz (2 Coríntios 11:13-15). Satanás afirmará ser Jesus (Mateus 24:23, 24). Satanás, ao representar a Cristo, pode facilmente alegar que ele mudou o sábado para o domingo e exortar seus seguidores para continuarem com seu avivamento em todo o mundo apoiando o seu dia “santo” – o domingo.
Bilhões são Enganados
Bilhões de pessoas, acreditando que Satanás é Jesus, se curvarão a seus pés e se juntarão ao movimento de contrafação. “Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Apocalipse 13:3). O engano será extremamente eficaz. Mas o povo de Deus do fim dos tempos não será enganado, porque testam tudo na Bíblia (Isaías 8:19, 20; 2 Timóteo 2:15). A Bíblia diz que a lei de Deus não pode ser alterada (Mateus 5:18). Ela também diz que quando Jesus voltar, todo olho O verá (Apocalipse 1:7) e Ele não vai tocar a terra, mas permanecerá na nuvem e chamará o seu povo para encontrá-Lo no ar (1 Tessalonicenses 4:16, 17 ).

16. Como podemos estar seguros dos poderosos enganos do fim dos tempos?

Resposta:
A. Teste todos os ensinamentos pela Bíblia (2 Timóteo 2:15, Atos 17:11, Isaías 08:19, 20).
B. Siga a verdade como Jesus a revela. Jesus promete que aqueles
que fazem Sua vontade nunca acabarão em erro (João 7:17).
C. Fique perto de Jesus diariamente (João 15:5).
Você está disposto a adorar e obedecer a Jesus, mesmo que isso signifique o ridículo, a perseguição e, finalmente, a sentença de morte?

Beleza e amizade unem cristãos e muçulmanos

CAIRO, quarta-feira, 3 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Um evento inimaginável. Quase mil pessoas participaram, no dia 28 de outubro, da inauguração do primeiro Meeting do Cairo, um encontro promovido pela Fundação Meeting, do Centro Cultural Ta'Wassul do Cairo, e pela American Muslim Foundation International.

Estavam presentes na inauguração dois ministros do governo egípcio, o porta-voz do ministro da cultura, o patriarca Antonios Naguib, o decano da Faculdade de Teologia de al-Azhar e o vice-reitor da Universidade do Cairo, entre outras personalidades do mundo cultural árabe.

A vice-presidente do tribunal constitucional Tahani al-Jibaly, primeira mulher a ser eleita no sindicato dos trabalhadores e primeira mulher eleita no tribunal, é a presidente do Meeting do Cairo.

Ela explicou, comovida: "O encontro com o Meeting de Rimini havia deixado uma promessa que se cumpre nesta tarde".

"No encontro com o Meeting, nós nos enriquecemos - afirmou. Fazemos isso porque a beleza é um escudo contra a intolerância, difundir o bem é beleza."

"No nosso país, lugar de encontro de civilizações - explicou -, devemos tomar a iniciativa com este Meeting, que tem eficácia no tempo, em um momento em que a pátria estava a ponto de arder pelos conflitos religiosos."

"Devemos colaborar com quem acredita que a religião é para a vida, e não para uma renúncia à vida", disse.

Depois do ato da irmanação, a presidente da Fundação Meeting afirmou: "Nós estamos aqui para conhecer e aprender sobre o que está acontecendo. Algo nos tocou o coração, fazendo que nos encontrássemos. Estamos percorrendo uma parte do caminho juntos".

Para manifestar o clima de amizade que houve, o decano da faculdade de Teologia de al-Azhar, Abdel Moaty Bayoumi, prestou homenagem ao jesuíta Van Nispen, símbolo do diálogo entre cristãos e muçulmanos.

Mas como é possível imaginar que um grupo de intelectuais muçulmanos se empenhe em organizar no Cairo uma manifestação conhecida por sua "integridade católica"? A esta pergunta tentou responder o professor de literatura árabe Farouq Wael, fascinado pelos escritos de Dom Giussani e pelo clima de amizade vivido no Meeting de Rimini.

Farouq, que também é vice-presidente do Meeting do Cairo, afirmou que "só o diálogo, através do trabalho compartilhado, pode conduzir de uma ilusória comunhão na fé a uma real comunhão na vida".

Sua Beatitude Antonios Naguib, patriarca copto-católico de Alexandria, recentemente nomeado cardeal, mostrou-se "impressionado" pelo evento organizado por um grupo de intelectuais muçulmanos inspirados no Meeting de Rimini.

"Para nós - disse -, é muito importante um diálogo desse tipo. Eu diria que ele poderá se transformar no início de um diálogo no âmbito intelectual e de vida, que poderá avançar e dar muitos frutos."

Segundo o patriarca, é necessária uma oportunidade que permita a cristãos e muçulmanos "um verdadeiro encontro", dando a entender que "diferença não quer dizer nada mais que aceitação recíproca, na qual se encontram aspectos em comum".

Também se mostrou surpreso o porta-voz do ministro da cultura egípcio, Samir Gharib, quem afirmou: "Expresso-lhes minha estima e a do ministro pelo evento que organizaram, um evento que oferece uma atmosfera de tolerância".

A atividade concluiu com a exibição do grupo religioso Sama'a, Mensagem de Paz, com músicas de tradição judaica, cristã e muçulmana, aplausos e cantos conjuntos.

Fonte - Zenit

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O uso do hífen

A Ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, Tu és meu Deus. Salmo 22:10

Não, o tema de hoje não é a Nova Reforma Ortográfica, que eliminou alguns hífens e acrescentou outros. Quero refletir hoje sobre um hífen muito especial que se encontra nas sepulturas, e que une a data do nascimento à do falecimento da pessoa. Ex.: 1942-2010.

Salomão disse que o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento (Ec 7:1). Dentro de uma realidade espiritual, quem morre em Cristo já passou por este vale de lágrimas, e agora está garantido, nos braços do Pai, aguardando a ressurreição. Está livre de qualquer perigo, especialmente do perigo de se perder. E quem nasce tem toda uma vida de lutas e sofrimentos pela frente, e poderá se salvar ou se perder, dependendo das escolhas que fizer, isto é, dependendo de como viveu sua vida – esse pequeno hífen entre o nascimento e a morte.

Esse hífen representa o tempo de duração de nossa vida. E quando ele chega ao fim, nossas posses não têm a menor importância: casas, carros, terrenos, conta bancária. O que importa é como vivemos, amamos e usamos nosso hífen.

Cada um de nós deveria se perguntar constantemente: O que tenho feito de minha vida? Tenho amado a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a mim mesmo? Tenho praticado a verdadeira religião para com Deus, que consiste em visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se incontaminado do mundo?

Tenho vivido para servir ou para ser servido? Tenho ajudado os outros ou vivido egoisticamente? Estou cumprindo o plano de Deus para a minha vida, ou vivendo para a satisfação de mim mesmo? Estou preparado para baixar à sepultura com esperança em meu coração, se hoje a morte vier bater à minha porta? Ou se Cristo viesse hoje, estaria eu entre aqueles que dirão com entusiasmo e alegria: “Este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25:9)?

Portanto, pense se há alguma coisa que gostaria de mudar enquanto é tempo, pois nunca se sabe quanto tempo nos resta. Talvez seja o caso de mostrar mais apreço e amor pelos outros. Apertar os lábios para não falar palavras ofensivas. Sorrir mais. Fazer hoje uma entrega completa a Deus, pois o seu hífen pode estar chegando ao fim, não importa sua idade.

O salmista Davi se entregou a Deus desde o nascimento. E você?

Fonte - CPB

Nota DDP: Considerando a informação de que no mundo, hoje, 1.400.000.000 de pessoas vivem com menos de R$-2,20 por dia, penso que cabe a reflexão sobre como nós que nos denominamos cristãos temos usado o nosso "hífen".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Instituições cristãs se aproximam

Em face do crescimento do secularismo e do islamismo, cristãos de diversas vertentes dão demonstrações de união e adotam discursos engajados

Há quatro décadas, instituições cristãs eram divididas por brigas sobre qual seria seu maior dever: mudar o mundo ou salvar almas. O World Council of Churches (Conselho Mundial de Igrejas), WCC, dominado por protestantes liberais e igrejas ortodoxas de territórios comunistas, enfatizavam “liberação” e justiça social. Essa foi uma das razões pelas quais o norte-americano Billy Graham e outros evangélicos foram a Lausanne, na Suíça, em 1974, para criar uma nova instituição, focada em conquistar as 2.7 bilhões de pessoas que, segundo seus cálculos, ainda não haviam ouvido a mensagem cristã.

O autodenominado “movimento de Lausanne” permanece em ebulição. Seu encontro de quatro mil evangélicos de 200 países, que terminou na Cidade do Cabo, no dia 25 de outubro, foi considerado a maior e mais ampla reunião cristã da história. E, vindo de uma instituição que enfatiza o espiritual, partes da declaração final do encontro foram bastante humanas. A humanidade precisa “se arrepender de nossa parte na destruição, desperdício e poluição dos recursos da Terra, e nossa cumplicidade na idolatria tóxica do consumismo”, disse um pedaço do discurso. Além disso, o novo líder da WCC, o norueguês Olav Fykse Tveit, foi convidado à Cidade do Cabo, apesar de suas raízes no luteranismo liberal nórdico.

Estariam os evangélicos mais abertos a mudar o mundo? Ou estariam os cristãos de todo os tons juntando suas cercas enquanto lidam com secularismo e islamismo? As duas explicações têm um fundo de verdade. Mas se os ecumênicos da WCC e alguns evangélicos estão melhorando, é provavelmente porque o centro de gravidade do cristianismo está se movendo para o Sul – para a África e outros locais pobres onde as brigas ideológicas do hemisfério norte parecem vazias, e as igrejas não ousam negligenciar tanto o aspecto espiritual quanto o material.

De qualquer maneira, as brigas intra-cristãs continuam — especialmente as que dizem respeito a como tratar a fé em coisas diferentes. Em Genebra, dia 1º de Novembro, Tveit e outros membros da WCC se reunirão com líderes muçulmanos para um encontro entre os mundos do protestantismo liberal e o islamismo. Um participante muçulmano, Pricne Ghazi, acha que cristãos e muçulmanos devem discutir teologia, e não apenas tópicos “seguros” como paz e pobreza. Aquele evento em Genebra será assistido com cautela por evangélicos em Lausanne.

Fonte - Opinião e Notícia

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"Lembra-te do teu nome!"

No passado dia 9 de outubro, durante o Conselho Anual da Conferência Geral, o Pr. Ted Wilson, presidente mundial da Igreja, apresentou um sermão intitulado "Lembra-te do Teu Nome". Tal e qual a pregação inicial do seu mandato como líder da Igreja, este tema impressionou-me bastante, e quero partilhar com os irmãos aquelas que me parecem ser as linhas principais da sua intervenção.

Creio não ter sido inocente a escolha do relato da criação, em Génesis 1 e 2, para demonstrar que desde sempre Deus atribuiu grande importância aos nomes, o termo respetivo que identifica tudo e todos. Em meio a alguma confusão que tem surgido no nosso meio acerca da interpretação daqueles capítulos (confusão essa que é, diga-se, de todo despropositada e totalmente dispensável...), o Pr. Wilson assume, mais uma vez, a clara posição de quem lê o registo da criação como uma história literal, onde, pela primeira vez, o Criador atribui nomes à Sua criação - desde a luz, as plantas, os animais, etc..

Da mesma forma, o nome dos indivíduos comprova esta relevância, não sendo de ignorar as vezes em que homens e mulheres viram o seu próprio nome alterado por Deus (ex.: Abrão, Sarai, Saulo, etc.), para além dos significados desses nomes que, em muitos casos, transportavam em si uma grande mensagem da parte de Deus (ex.: Israel, Daniel, Emanuel).

No meio desta analogia, achei brilhante a comparação entre o nome de João e o da nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia. Veja-se que o primeiro foi explicitamente anunciado por um anjo a Zacarias, pai da criança ainda por nascer; o nome da nossa igreja, foi o resultado do debate existido entre os pais do nosso movimento, com a devida aprovação divina, quando, através da irmã Ellen White soubemos que não poderíamos ter escolhido nome melhor.

Assim, o Pr. Wilson destaca - por várias vezes - a necessidade urgente de assumirmos e usarmos sem reservas o nome que nos identifica como um povo diferente, com uma missão específica: somos Adventistas do Sétimo Dia! Ao fazê-lo, diz o líder mundial, estaremos com esta curta designação, a pregar uma enorme mensagem!

Um ministério prático e uma vida santificada são os frutos visíveis de quem, além de assumir-se como Adventista do Sétimo Dia, se comporta como tal. Diz o Pr. Wilson que "somos capacitados a seguir vidas plenas e equilibradas, caraterizadas por uma dieta vegetariana saudável, um vestuário modesto, uma forte ética laboral, gestão correta e uma alegria vitoriosa que atraia pessoas a Cristo". Para isso, somos fortalecidos pelo Senhor naquilo que está para além da nossa força.

Uma aparente paradoxo curioso, sobre o qual nunca tinha pensado, é-nos sugerido pelo Pr. Wilson: somos o povo que proclama o breve e eminente final da história deste mundo... há 160 anos! Realmente, comportar na mesma ideia brevidade e eminência com uma espera de 160 anos... convenhamos que é motivo de séria reflexão!

Virá daqui um raciocínio derrotista e frustrante? Não, bem pelo contrário! E começando pelos jovens da Igreja, o Pr. Wilson inspira-os a "se erguerem pela verdade Bíblica, reclamando a enorme herança espiritual", com "forte proclamação da verdade pelo testemunho pessoal". E para isso, quais as bases, os fundamentos onde essa acção se deve estabelecer? Muito simplesmente uma "pregação e ensino sólidos da Bíblia e Espírito de Profecia" (mais uma vez, o Pr. Wilson menciona e valoriza os escritos da irmã White, que, tristemente, alguns insistem em relativizar aos tempos modernos...).

E se pensa que o nosso presidente hesita em apontar os perigos, saiba que ele disse clara e nitidamente: "evitem a tremenda tentação de meramente se entreterem, antes sejam ativos em serviço pelos outros. Não preencham as mentes com música que não glorifica o Senhor, antes mantenham uma canção de louvor no coração".

E, indo mais fundo na questão, veja bem o quão incisivo o Pr. Wilson quis ser, ainda dirigindo-se particularmente aos jovens: "ajudem o movimento Adventista do Sétimo Dia a regressar á sua santidade original. Resistam à tendência de adequar a vossa fé às areias movediças da experiência mística. Antes, construam as fundações sob a rocha sólida da Palavra de Deus e estabeleçam-se num claro 'assim diz e Senhor'"!

Paro um pouco para partilhar que este parágrafo anterior é das mensagens mais urgentes que já ouvi um líder fazer à nossa juventude - e não só! Não duvido que no âmbito deste apelo se incluem todos os irmãos independentemente da sua idade!

Pensando novamente nessas teorias que defendem uma interpretação mais relativizada do texto Bíblico, o Pr. Wilson não deixa dúvidas na questão, quando relembra que os nossos pioneiros "assumiam a Bíblia literalmente, mesmo quando isso os levava para longe dos mais populares erros aceites nas igrejas desse tempo". Para mim, a mensagem parece-me encontrar acolhimento numa ideia que já defendi neste espaço: não importa se o mundo inteiro se volta contra; se é assim que Deus diz, então que seja assim!

Porque razão, então, deveríamos abrandar a divulgação do nosso nome distintivo, quando ele mesmo permite, como já disse, fazer em poucas palavras uma brilhante pregação e reporta para a verdade que deverá ser o teste final de um mundo corrupto?

Esta pergunta está baseada num texto da irmã White citado pelo Pr. Wilson e aborda um ponto que, de forma irredutível, distingue a nossa igreja da esmagadora maioria das outras: a guarda do Sábado, como dia separado e santificado por Deus. Diz em Mensagens Escolhidas, v. 2, p.384: "somos Adventistas do Sétimo Dia. Envergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos: não, não! Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que deve ser o teste das igrejas."

O Sábado, embora motivo de divergência e eventualmente confrontação, "não deve ser minimizado, mas acentuado", sugeriu o Pr. Wilson. Pois bem, se algum Adventista do Sétimo Dia defende um abrandamento (diria melhor, afrouxamento...) de discurso porque eventualmente não será simpático para o ouvinte a nossa clara e distinta pregação, saiba que essa não é a visão do nosso presidente...

A este respeito, e antecipando perigos que já vemos à nossa volta mas que alguns insistem em minimizar, o Pr. Wilson alerta que "não devemos alinhar-nos com nenhuma outra organização religiosa ou corpo ecuménico"! É caso para dizer 'Amén, Pr. Wilson!'

Pessoalmente, não que eu precisasse deste forte apelo (para alguns severa repreensão) por parte do Pr. Wilson; somente, vem confirmar o que penso desses encontros que, como que por demissão de responsabilidades, entre nós se preferem chamar de interconfessionais: não fazem bem algum e as pouquíssimas vantagens são esmagadas pelos enormes perigos!

Naturalmente, refere o presidente "devemos mostrar-nos amigáveis e com respeito para com todos"; mas Ellen White, no mesmo livro mencionado, p. 371 diz: "não deve haver transigência com os que anulam a lei de Deus. Não é seguro neles descansar como conselheiros. Nosso testemunho não deve ser menos decidido agora do que anteriormente; não devemos pôr uma capa em nossa posição real a fim de agradar os grandes homens do mundo". Para mim , é mais do que esclarecedor.

Destaco também, como um dos principais aspetos deste sermão, um apelo a que o nosso nome seja proclamado no primeiro lugar a isso destinado: os púlpitos das nossas igrejas, que devem ser ocupados principalmente com pregações acerca da breve volta de Jesus a esta terra! Este deve ser o tema maior de todos os nossos serviços e conversas!

Finalmente, e confesso que fiquei muito impressionado com esta postura do Pr. Wilson, o nosso líder mundial não teve qualquer problema em chamar de volta ao seio da igreja aqueles que, por algum motivo, se deixaram esmorecer na fé, e têm andado distantes dos caminhos do Senhor. Para isso, o Pr. Wilson, baseado em Oseias 6:1-3 "vinde, voltemos para o Senhor", dirigiu-se à congregação presente pedindo perdão por erros cometidos.

Ora aqui está um líder que em vez de dizer o que é preciso fazer, faz ele mesmo, servindo de grande exemplo aos seus liderados!

Confissão, humilhação e arrependimento perante Deus: eis o que o Pr. Wilson apresentou pessoalmente perante esta reunião da Igreja Mundial e que é o maior testemunho que poderia deixar a qualquer Adventista do Sétimo Dia no mundo inteiro.

Por fim, uma nota pessoal: foi com grande interesse que assisti à nomeação do Pr. Ted Wilson para a posição de presidente da Conferência Geral. Não o conhecendo bem antes, fiquei animadíssimo quando ouvi o seu sermão inicial. Por isso, tenho estado o mais atento possível a todas as suas iniciativas e palavras dirigidas à igreja.

Pela graça de Deus, tenho a dizer que as minhas melhores expetativas têm sido largamente superadas. Ainda que errante, como qualquer um de nós, creio que o Pr. Wilson é um homem para este tempo. Exige-se um homem determinado, corajoso, destemido no Senhor e empenhado em servi-Lo acima de qualquer outro interesse. Creio que o Pr. Wilson tem demonstrado estar capacitado por Deus com estas qualidades.

Estou certo que nos próximos meses esta sensação será confirmada. Que Deus o fortaleça sempre com a força que precisar.

Obs.: para descarregar o sermão integral (em inglês) clique aqui e depois em 'Click here to start download'; para assistir ao vídeo do sermão (sem tradução para português) clique aqui.

Fonte - O Tempo Final

Nota DDP: Sugiro neste tema a Semana de Oração conduzida pelo Pr. Edson Nunes com o título "Identidade", constante da seção "Como folhas de outono..."
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