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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Um problema norte-americano para o papa do fim do mundo?

Diante da relação entre a Igreja de Francisco e os Estados Unidos, é preciso se perguntar se não chegamos a uma reviravolta ou a um momento de pausa. Se não é possível ver no Papa Francisco o antiamericanismo de que alguns norte-americanos o acusam, também não está claro se a proximidade e a compreensão dos Estados Unidos por parte de Bergoglio não é a mesma de Montini, Wojtyla ou Ratzinger.

A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo da University of St. Thomas, em Minnesota, nos EUA. O artigo foi publicado na revista italiana de geopolíticaLimes, de março de 2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

1.

O conclave de 2013 foi "norte-americano" mais do que os anteriores: pela reverberação em escala mundial do escândalo dos abusos sexuais que tiveram como ground zero Boston e os Estados Unidos; pelo objetivo crescimento da Igreja Católica norte-americana em termos relativos em casa e em um Ocidente cada vez menos crente; pelo relevo político global do duro confronto entre o governo Obama e os bispos norte-americanos ao longo dos quatro anos anteriores; pelo aumento da hostilidade (a partir da audiência entre Obama e Bento XVI em 2009) entre a alma diplomática (aquele pouco que dela restava) do Vaticano de Ratzinger e Bertone, e a alma combativa das culture wars dos bispos norte-americanos, e mais em geral entre um Vaticano ainda em parte dominado pelos italianos e uma Igreja norte-americana rica doadora de vocações e subvenções que se vê (com ou sem razão) sub-representada nas salas do poder católico global [1].

Se o Papa Francisco não é um papa "norte-americano" no sentido cultural e político do termo, ele certamente o é do ponto de vista midiático. As capas da Time e da New Yorker, da Rolling Stone e da The Advocate (expressão da comunidade gay e lésbica norte-americana) testemunham uma atenção que vai além das reservadas a João XXIII há 50 anos e a João Paulo II ao longo das suas visitas aos Estados Unidos. O Papa Francisco chamou a atenção graças às circunstâncias extraordinárias da renúncia de Bento XVI e do conclave de 2013: as mídias norte-americanas, que durante o pontificado de Ratzinger tinham arquivado a Igreja Católica entre os objetos destinados a se tornarem irrelevantes para um público mainstream, voltaram a se ocupar do catolicismo com renovada seriedade.

Mas a questão não diz respeito apenas às mídias. O Papa Francisco desencadeou nos Estados Unidos uma corrida para ocupar ou para manter um lugar particular no novo Vaticano de Bergoglio: em vista, na esperança ou no temor de grandes mudanças que virão. Se os bispos norte-americanos até agora têm sido prudentes ao abraçar o novo tom do Papa Francisco (prudentes como e mais do que os bispos de outros países), limitando-se a eleger em novembro de 2013 como novo presidente da Conferência Episcopal um bispo como Kurtz (Louisville, Kentucky) mais representativo do common ground católico, outros agentes importantes dentro do catolicismo militante norte-americano não perderam tempo: associações de fiéis leigos dedicados a fazer lobby (como os Cavaleiros de Colombo), os periódicos históricos da intelectualidade católica (a revista mensal dos católicos liberais Commonweale a revista semanal dos jesuítas America), as universidades católicas rivais (com os dirigentes da Georgetown University e da University of Notre Dame se apresentando em audiência a poucas semanas de distância entre si).

Por outro lado, em dezembro de 2013, o Papa Francisco afastou da Congregação para os Bispos o tradicionalista cardeal Burke para substituí-lo pelo cardeal Wuerl, de Washington, sinal de que a contribuição cultural e teológica dos norte-americanos à Igreja poderia mudar de sinal durante esse pontificado – no Vaticano assim como nas dioceses norte-americanas.

2.

Para uma entidade como a Igreja Católica, que se concebe como pré-estatal tanto no sentido cronológico quanto filosófico, um desafio particular é o da relação com uma nação jovem como os Estados Unidos – uma nação sobre cuja verdadeira dimensão "estatal" muitos se interrogaram. Por outro lado, para "uma nação com a alma de uma Igreja" (como disse o escritor inglês Chesterton sobre os Estados Unidos da América), a existência do papado romano sempre foi fonte, ao mesmo tempo, de atração e de repulsão, como mostra a história das relações entre Washington e o Vaticano [2].

Do ponto de vista vaticano, a proximidade dos papas da era contemporânea aos Estados Unidos do "século americano", depois da Segunda Guerra Mundial, viu interlocutores diversos. Os Estados Unidos começam a fazer parte do mundo eclesiástico só depois da guerra; antes, a Igreja de Roma tinha relações com os católicos norte-americanos, mas não com o país como tal. Se o papado de João XXIII pode ser definido como "pré-americano", com Paulo VI deu-se um passo rumo a uma cauta "americanização" do catolicismo, graças à mediação do pensador de referência de Montini, Jacques Maritain, que passara longos anos nos Estados Unidos para explicar o catolicismo ao establishment intelectual norte-americano. A americanização continuou com João Paulo II (graças ao seu anticomunismo e à carismatização e personalização do papado encarnadas por ele) e com Bento XVI (graças à ênfase do seu magistério sobre a natural law, sobre os non-negotiable values e à sua fama junto ao vasto mundo dos conservadores e tradicionalistas católicos made in USA).

Ora, diante da relação entre a Igreja de Francisco e os Estados Unidos, é preciso se perguntar se não chegamos a uma reviravolta ou a um momento de pausa nessa cinquentenária história de amor, que sobreviveu a inúmeras traições. Se não é possível ver no Papa Francisco o antiamericanismo de que alguns norte-americanos o acusam, também não está claro se a proximidade e a compreensão dos Estados Unidos por parte de Bergoglio não é a mesma de Montini, Wojtyla ou Ratzinger: não tanto pela escassa prática do inglês por parte do Papa Francisco, mas sim por dois motivos diferentes, mas interligados.

Por um lado, há a matriz cultural latino-americana do jesuíta Bergoglio, da qual o próprio papa falou na entrevista concedida à La Civiltà Cattolica no primeiro verão europeu como papa e publicada em setembro de 2013 em várias línguas em todo o mundo [3]. Por outro, há um catolicismo norte-americano que se tornou cada vez mais polarizado e dividido em seu interior entre diversas identidades étnicas, mas sobretudo políticas e ideológicas contrapostas entre si. Nesse sentido, o "problema norte-americano do Papa Francisco" é o problema norte-americano para a Igreja Católica global.

3.

Depois de um longo século de anticatolicismo "nativista" na época das migrações de massa da Europa católica, entre a Segunda Guerra Mundial e os anos 1960, o catolicismo entra no mainstream norte-americano: do ponto de vista social, político, econômico e cultural. Depois de uma geração (aproximadamente entre 1945 e 1970) de idílio entre a cultura norte-americana e a cultura católica, depois dos anos 1970 (especialmente depois da sentença da Suprema Corte sobre o aborto Roe versus Wade de 1973), o catolicismo norte-americano se americaniza, não renunciando a um americanismo que é visto pelo resto do mundo como emblemático do país líder do mundo ocidental: um catolicismo liberal e radical, de um lado, e um catolicismo conservador e calvinista, de outro.

Enquanto os católicos de esquerda abraçam as lutas de gênero, da liberação sexual, da democratização da Igreja e de uma radical desdogmatização e privatização do catolicismo, os católicos de direita aceitam os dogmas do livre mercado de armas, a ideologia do livre mercado, o nacionalismo e o excepcionalismo norte-americanos. O que divide são, do ponto de vista da presença pública da Igreja, a sexualidade (contracepção, aborto, homossexualidade), o papel da mulher na Igreja, a justiça social e econômica, o papel internacional dos Estados Unidos: questões que dividem os católicos norte-americanos ao longo de linhas de falhas cultural e socialmente mais profundas do que em qualquer outra nação [4].

Desse ponto de vista, a distância entre o catolicismo norte-americano e o sul-americano é ainda maior do que a distância entre o primeiro e o europeu. Para um papa latino-americano, uma das questões-chave é a relação entre o pontificado e o catolicismo norte-americano, especialmente estadunidense. A Igreja nos Estados Unidos está em crescimento graças ao componente latino-americana imigrado – componente que, porém, ainda não encontrou espaço adequado dentro de uma Igreja dominada por cepas irlandesas, italianas, polonesas e que não se encontra à vontade nas claras divisões ideológicas típicas do reflexo do sistema bipartidário da política norte-americana. A ascensão ao trono petrino de um papa latino-americano também tem um impacto sobre a autopercepção das Igrejas das Américas, seja para a latina, seja para a do norte do México, que nos últimos anos enfraqueceu muitos laços entre as duas margens do continente, muito fortes até os anos 1980 e 1990.

A eleição de Francisco ocorreu em um momento histórico particular para a política mundial: para o Ocidente, o ano de 2013 era o sexto ou sétimo ano da crise econômica mais grave do que a de 1929, em um contexto cultural que viu os pobres desaparecem do horizonte – também do da Igreja Católica. Mas Bergoglio pôde observar de perto a catastrófica crise econômica argentina, com o default de dezembro de 2001. A vitória teológico-política da política doutrinal vaticana sobre a teologia da libertação também tinha trazido consigo a eliminação de um dos temas do Concílio Vaticano II, ou seja, os pobres. Nesse clima cultural e eclesial inserira-se de modo particularmente forte a Igreja Católica norte-americana conservadora de escola reaganiana que, entre 1973 e 1980 (eleição de Ronald Reagan à presidência), havia se deslocado em grande parte do Partido Democrata (por quase um século casa política natural dos católicos de recente imigração) ao Partido Republicano. A partir do final dos anos 1980, o reaganismo católico também investiu contra a hierarquia norte-americana e deu um impulso decisivo para a formulação teológica das culture wars entre as diferentes almas da cultura norte-americana e também dentro do catolicismo [5].

A trégua declarada pelo Papa Bergoglio sobre esse e outros frontes envolve um rearranjo das posições entrincheiradas dentro do catolicismo ocidental. De fato, a superação do paradigma romano, tridentino e europeu tem fortes implicações, mas não em uma ótica progressista ou liberal (categorias euro-ocidentais), mas sim em uma perspectiva de ressourcement teológico, de um "retorno às fontes" que pretende tornar a maior Igreja do mundo mais fiel à mensagem original do que a determinados modelos sociais, políticos e culturais das épocas mais recentes.

O Papa Bergoglio mostrou consciência da necessidade do paradigma eurocêntrico, com os gestos do que com os discursos, e da urgência de uma ótica missionária. O Sínodo de 2012 sobre a nova evangelização tinha mostrado mais consciência da questão do que clareza acerca das soluções e perspectivas: a eleição do Papa Francisco liga a nova evangelização à redefinição de um certo paradigma cultural-teológico europeu.

Se o retorno de um certo eurocentrismo foi, sem dúvida, uma das conotações do pontificado de Bento XVI, a eleição de Bergoglio marca a retomada de uma tentativa, a da mundialização do catolicismo, iniciado com o Vaticano II. Não é por acaso que o início do pontificado do Papa Francisco levou, algumas semanas depois, à ruinosa conclusão das "negociações" com o tradicionalismo cismático dos lefebvrianos, porta-bandeiras de um catolicismo mais romano do que católico, que, depois do Concílio, viu a romanidade pisotear a catolicidade (no sentido de "universalidade") [6].

No entanto, aquele que na Itália é o púlpito formado pelos propagandistas de um catolicismo europeu, tradicionalista, antiecumênico, social e politicamente reacionário, que se remete a Charles Maurras assim como a Roberto de Mattei, nos Estados Unidos, ao invés, é uma vasta rede de universidades e faculdades católicas resistentes contra toda atualização, de grupos de reflexão e lobbies bem financiados e sinceramente convencidos da necessidade de um catolicismo tradicionalista para a saúde moral dos Estados Unidos e, mediante estes, da sociedade ocidental.

Por esse motivo, a eleição de Bergoglio está destinada a mudar a dinâmica do conflito interno ao catolicismo norte-americano sobre as questões políticas e de justiça social que, nos últimos anos, viram o magistério se associar cada vez mais à escola neoconservadora do que à social. Os dois frontes se encontram diante de um papa que intui os seus paralelismos e suas convergências, e responderam à eleição de Bergoglio e às suas novidades de modos diferentes: se a cultura liberal católica abraçou as novas ênfases do Papa Francisco, o catolicismo neoconservador mostrou frieza, se não espanto, especialmente no seu quartel-general nos Estados Unidos [7].

Não por acaso, nos ambientes onde se pensam a política externa norte-americana e os cenários globais, disse-se que o papa corre o risco de "alienar os católicos que, no Ocidente industrializado, até agora suportaram uma liderança, uma doutrina e uma teologia conservadoras" [8].

É cedo para prever um conflito entre um catolicismo social de escola "latina"e o evangelical catholicism neoconservador norte-americano. Mas é claro que se trata de duas culturas católicas diferentes, dentro de uma cultura ocidental mais amplo em que a ideia da autorrealização e "a sua redistribuição antropológica, no atual narcisismo de massa, não cria democracia das diferenças, mas sim microconflito obsessivo das identidades" [9].

A escola neoconservadora (certamente não menos aflita pelos conflitos de identidade do que a liberal) havia encontrado portas abertas em Roma e, também graças a isso, pudera se apresentar como a nova geração de católicos à reconquista da modernidade. Agora, o catolicismo de movimento "rumo às periferias" anunciado pelo Papa Francisco subentende também a tentativa de dar adeus à cultura política de um certo catolicismo neoconservador e neo-ortodoxo. Para o catolicismo neo-ortodoxo (o de publicações como First Things, por exemplo), o desafio é encontrar uma linguagem adequada para um faithful dissent, uma linguagem que saiba expressar o desacordo com o magistério de modo leal e fiel – uma linguagem que o catolicismo liberal aprendeu a um alto preço durante os pontificados de João Paulo II e Bento XVI.

Mas também dentro do catolicismo "conciliar" no mundo anglófono o advento do Papa Francisco coincide e contribui para desenhar um novo mapa das linhas de falhas, das autodefinições e das definições recíprocas com respeito à relação entre Igreja, mundo e política [10]. Os Estados Unidos são um lugar crucial para o pontificado da "Igreja-mundo", por estarem situados na interseção de dois mundos: "No Ocidente cristão, agora, se 'raciocina fracamente'; no resto do mundo, se recomeça a 'crer ferozmente'" [11]. Com o Papa Francisco, tornou-se muito mais difícil para o catolicismo norte-americano continuar invocando o magistério do papa para perpetuar o entrincheiramento e a excomunhão recíproca entre as duas principais culturas católicas norte-americanas.

4.

A ascensão ao sólio petrino de um papa sul-americano também levanta uma questão de herança político-cultural. Com a eleição de Bergoglio, parece superado o dilema da rediscussão não só do Concílio Vaticano II, mas também daquele horizonte histórico que, para os teólogos e para a hierarquia católica, faz parte do debate sobre o próprio Concílio, ou seja, o 1968, os "Sixties" e a ruptura simbólica inaugurada por aqueles anos. Essa ruptura é muito mais pronunciada na consciência europeia e norte-americana do que na sul-americana e do resto do mundo.

A eleição de Bergoglio faz parte da relativização dessa cesura histórica, mas também da tomada de consciência da impossibilidade de restaurar um mundo anterior aos anos 1960 – a não ser que se queira novamente "guetizar" cultural, política e geograficamente o catolicismo, e fazer dele o refúgio da modernidade para náufragos de vários tipos. A história política e eclesial do continente sul-americano tem uma periodização própria, que não vê nos anos 1950 um período de ouro e na década posterior a agitação cultural, política e moral que permite ao pensamento conservador atribuir ao Vaticano II uma função desestabilizadora.

As convulsões internas ao mundo católico em relação ao papel do Vaticano II e dos anos posteriores à abertura ao mundo moderno – convulsões que viram se confrontar ratzingerianos de um lado e "católicos conciliares" de outro – são filhas de uma visão totalmente europeia, além de ideológica e cientificamente pouco acurada, da história do catolicismo nos últimos 50 anos.

De acordo com essa visão, haveria uma passagem linear e direta do catolicismo de Pio XII, dominante na cena política e cultural, ao encontro com a modernidade do Concílio Vaticano II, até o declínio do catolicismo público inaugurado pelo 1968 e sancionado pelos compromissos dos católicos com a cultura democrática laica. Segundo essa vulgata cara ao pensamento neoconservador, a estabilidade do catolicismo entre os anos 1930 e 1960 teria sido substituída por uma fase de revolução cultural de tipo historicista, populista e pauperista, que levaria à dissolução do catolicismo como pilar do mundo ocidental. Bergoglio chega para desmentir essa tese, provindo de um mundo católico em que o Concílio Vaticano II teve um efeito totalmente diferente: a força do argumento apresentado pelo papa latino-americano é tamanha que põe em crise a solidez da tese neoconservadora sobre "catolicismo e modernidade" no fim do século XX. Mesmo do ponto de vista eclesial, nunca tendo havido uma de um ponto de vista histórico-científico.

Fonte - Unisinos


"Obama deixou para trás o South Side de Chicago e aquela espécie de "antiamericanismo" da black liberation theology do reverendo Jeremiah Wright. Mas se deparou pelo caminho com um jesuíta latino-americano eleito papa e que assumiu o nome de Francisco: livrar-se dele será muito mais difícil, para Obama e para quem o suceder."
(...)
"Os dois têm muito a dizer um ao outro."

Notas:

1. Cfr. M. FAGGIOLI. Papa Francesco e la Chiesa-mondo. Roma: Armando Editore, 2014.

2. Cfr. M. FRANCO. Imperi paralleli. Vaticano e Stati Uniti, due secoli di alleanza e conflitto. Milano: Mondadori, 2005; New York: Doubleday; Random House, 2009.

3. Cfr. Intervista a papa Francesco, editada por A. SPADARO, La Civiltà Cattolica, 3918 (ano 164), 19-09-2013, pp. 449-477, cit. pp. 457-458 (publicada em diversas línguas em todo o mundo: em inglês pela America Magazine com o títuloA Big Heart Open to God, 19/9/2013.

4. Cfr. M. FAGGIOLI. A View from Abroad. The Shrinking Common Ground in the American Church. America, 24-02-2014, americamagazine.org/issue/view-abroad.

5. Cfr. P. STEINFELS. A People Adrift. The Crisis of the Roman Catholic Church in America. New York: Simon & Schuster, 2003; M. FAGGIOLI. Vatican II: The Battle for Meaning. New York: Paulist Press, 2012; trad. it. Bologna: Edb, 2013; em português, Paulinas.

6. Veja-se a declaração por ocasião do XXV aniversário das consagrações episcopais por parte de Dom Marcel Lefebvre, de 30-06-1988, datada de 27-06-2013 e assinada por três bispos lefebvrianos, Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais e Alfonso de Galarreta.

7. Cfr. D. GIBSON. Pope Francis Is Unsettling — and Dividing — the Catholic Right. National Catholic Reporter, 08-08-2013. Veja-se em particular a entrevista com o arcebispo da Filadélfia, Dom Chaput, 23-07-2013.

8. M. D'ANTONIO. More Catholic than the Pope. Foreign Policy, 30-07-2013.

9. P. SEQUERI. L'amore della ragione. Variazioni sinfoniche su un tema di Benedetto XVI. Bologna: Edb, 2012, p. 90.

10. Veja-se o debate entre a America Magazine e a Commonweal poucas semanas depois da eleição de Francisco: M. MALONE sj. Pursuing the Truth in Love. The Mission of "America" in a 21st Century Church. America Magazine, 3, 10-06-2013; e America's Politics, editorial da Commonweal, 29-08-2013.

11. P. SEQUERI, op. cit., p. 112.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Papa pede “perdão” aos valdenses

Um abraço emblemático 

O papa Francisco visitou hoje a Igreja Valdense em Turim, tornando-se o primeiro pontífice a entrar num templo dessa denominação cristã nascida no século XII, e pediu “perdão” pelos confrontos do passado. “Da parte da Igreja Católica, peço-vos perdão pelas atitudes e comportamentos não cristãos, por vezes não humanos, que tivemos contra vós, na história. Em nome do Senhor Jesus Cristo, perdoai-nos”, apelou, neste segundo dia de visita à cidade do norte da Itália. Francisco recordou que ao longo da história tem acontecido que “os irmãos não aceitem a sua diversidade e acabem por fazer guerra uns contra os outros”. “Refletindo na história das nossas relações, não podemos deixar de nos entristecermos perante os conflitos e as violências cometidas em nome da própria fé”, realçou. Nesse sentido, o papa convidou todos a reconhecer-se como “pecadores” e a saber perdoar.

Os valdenses tiveram sua origem entre os seguidores de Pedro Valdo na Idade Média e estão presentes sobretudo na Itália e no Uruguai. Francisco evocou os “amigos” da Igreja Evangélica Valdense do Rio da Prata, dos quais lembrou “a espiritualidade e a fé” e com os quais, disse, pôde aprender “tantas coisas boas”. Segundo o papa, o diálogo ecumênico tem permitido uma “redescoberta da fraternidade” entre os cristãos e a valorização do que têm em comum, apesar das suas “diferenças”. “A unidade que é fruto do Espírito Santo não significa uniformidade”, prosseguiu.

O discurso apontou depois campos de ação comum face a desafios globais, como a “evangelização” de uma humanidade “distraída e indiferente” ou o serviço “a quem sofre, aos pobres, aos doentes, aos migrantes”. “A escolha dos pobres, dos últimos, daqueles que a sociedade exclui, aproxima-nos do próprio coração de Deus”, precisou o papa.

Francisco reconheceu que persistem “importantes” diferenças sobre questões antropológicas e éticas entre católicos e valdenses, antes de propor “um novo modo de estar um com os outros” que coloque em primeiro lugar a “grandeza da fé comum”.

No final do encontro, o papa recebeu uma cópia da primeira Bíblia em francês encomendada pelos valdenses quando, em 1532, aderiram à Reforma de Genebra (Calvinismo).

(Agência Ecclesia)

Nota Michelson Borges: “Se o Papa reconhece o erro e pede perdão pela terrível perseguição e morticínio aos quais Roma sujeitou o povo valdense, logicamente que será de esperar que a Igreja Romana jamais se aventure novamente em atitudes e comportamentos desse tipo, certo? Errado! Por muito que possamos, e provavelmente até devamos, elogiar a postura do papa em reconhecer falhas, não podemos ao mesmo tempo esquecer que Roma sabe se mover muito bem, em todos os terrenos e circunstâncias, no sentido de agir para favorecer unicamente seus intentos de domínio universal. Recordemos: ‘A Igreja de Roma apresenta hoje ao mundo uma fronte serena, cobrindo de justificações o registro de suas horríveis crueldades. Vestiu-se com roupagens de aspeto cristão; não mudou, porém. [...] Seu espírito não é menos cruel e despótico hoje do que quando arruinou a liberdade humana e matou os santos do Altíssimo. O papado é exatamente o que a profecia declarou que havia de ser: a apostasia dos últimos tempos (2Ts 2:3, 4). Faz parte de sua política assumir o caráter que melhor cumpra o seu propósito; mas sob a aparência variável do camaleão, oculta o invariável veneno da serpente’ (O Grande Conflito, p. 571). Outro detalhe importante: essa notícia mostra – mais uma vez! – que quando a Bíblia afirma em Apocalipse 13:3 que ‘toda a terra se maravilhou’ (ou maravilhará) diante de Roma, isso quer mesmo dizer TODA A TERRA, incluindo aqueles que anteriormente foram massacrados pela força romana. A cura da ferida (Ap 13:3) passa muito por esforços diplomáticos; isso quer dizer que muitos cederão a Roma não tanto pela força, mas de livre e espontânea vontade. Saibamos estar atentos para os movimentos de Roma. Como fazê-lo? Desta forma: ‘Um estudo da Escritura Sagrada, feito com oração, mostraria aos protestantes o verdadeiro caráter do papado, e os faria aborrecê-lo e evitá-lo’ (O Grande Conflito, p. 572)” (nota de Filipe Reis, postada no Facebook).


Ellen White também registrou o seguinte no livro O Grande Conflito: “Mas dentre os que resistiram ao cerco cada vez mais apertado do poder papal, os valdenses ocuparam posição preeminente. A falsidade e corrupção papal encontraram a mais decidida resistência na própria terra em que o papa fixara a sede. Durante séculos as igrejas do Piemonte mantiveram-se independentes; mas afinal chegou o tempo em que Roma insistiu em submetê-las. Depois de lutas inúteis contra a tirania, os dirigentes dessas igrejas reconheceram relutantemente a supremacia do poder a que o mundo todo parecia render homenagem. Alguns houve, entretanto, que se recusaram a ceder à autoridade do papa ou do prelado. Estavam decididos a manter sua fidelidade a Deus, e preservar a pureza e simplicidade de fé. Houve separação. Os que se apegaram à antiga fé, retiraram-se; alguns, abandonando os Alpes nativos, alçaram a bandeira da verdade em terras estrangeiras; outros se retraíram para os vales afastados e fortalezas das montanhas, e ali preservaram a liberdade de culto a Deus.

“A fé que durante muitos séculos fora mantida e ensinada pelos cristãos valdenses, estava em assinalado contraste com as falsas doutrinas que Roma apresentava. Sua crença religiosa baseava-se na Palavra escrita de Deus - o verdadeiro documento religioso do cristianismo. Mas aqueles humildes camponeses, em seu obscuro retiro, excluídos do mundo e presos à labuta diária entre seus rebanhos e vinhedos, não haviam por si sós chegado à verdade em oposição aos dogmas e heresias da igreja apóstata. A fé que professavam não era nova. Sua crença religiosa era a herança de seus pais. Lutavam pela fé da igreja apostólica - a ‘fé que uma vez foi dada aos santos’ (Jd 3). ‘A igreja no deserto’ e não a orgulhosa hierarquia entronizada na grande capital do mundo, era a verdadeira igreja de Cristo, a depositária dos tesouros da verdade que Deus confiara a Seu povo para ser dada ao mundo.”

quinta-feira, 7 de março de 2013

Estudioso de profecias fala sobre renúncia do Papa

Brasília, DF ... [ASN] A renúncia do Papa Bento XVI como chefe de Estado do Vaticano e líder da Igreja Católica ainda ecoa em todo o planeta. Para estudiosos de profecias bíblicas, o Vaticano tem um papel importante nesse contexto. Por essa razão, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) entrevistou a respeito do assunto o pastor Luís Gonçalves, diretor de Evangelismo da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países sul-americanos e apresentador do programa da TV Novo Tempo, Arena do Futuro, que trata essencialmente de aspectos relacionados às profecias.

ASN - Como a Igreja Adventista do Sétimo Dia vê a renúncia do Papa Bento XVI?

Luís Gonçalves - A renúncia foi uma grande surpresa para todos, inclusive para a própria Igreja Católica. Para os adventistas, a decisão tomada pelo Bento XVI não tem um significado em si mesmo. Porém, a Igreja Adventista acompanha com muita atenção os acontecimentos de maneira geral, especialmente por sabermos que a profecia bíblica aponta para Roma e de forma acentuada para o Vaticano.

ASN - No entendimento bíblico e profético, há algum papel especial que o Vaticano desempenhará segundo entendimento adventista?

Luís Gonçalves - Com certeza sim. A Bíblia apresenta algumas coisas que chamam a nossa atenção. O profeta Daniel diz que o inimigo usaria um poder para “mudar os tempos e a lei. Também está escrito em Daniel 7:25 que esse mesmo poder iria perseguir o povo de Deus por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, ou 1260 dias proféticos (Apocalipse 12:6), que é a mesma coisa que os 42 meses mencionados em Apocalipse 13:5. Este foi o tempo da Idade Média quando o poder papal dominou e perseguiu os cristãos.

Em Daniel 8:12, é dito que esse poder lançaria a verdade por terra e teria apoio em sua distorção bíblica e teológica.

Finalmente a Palavra de Deus fala sobre o homem do pecado (I João 3:4 e Romanos 7:7) que se sentaria no santuário de Deus, colocando-se como se fosse o próprio Deus (II Tessalonicenses 2:3-4).

Esses e outros textos da Bíblia faz uma forte referência a esse poder em questão, pois eles mudaram os mandamentos de Deus, perseguiram os cristãos e estabeleceram doutrinas que não têm apoio bíblico. Tudo isso mostra o cumprimento das referidas profecias, das quais destacaríamos Apocalipse 13 e 17.

ASN - Como os adventistas veem a diminuição de fiéis da Igreja Católica em todo o mundo?

Luís Gonçalves - Cremos que o povo católico é composto de pessoas sinceras, gente que deseja ansiosamente a salvação. Depois que a Igreja de Roma permitiu que os membros tivessem acesso à Bíblia e depois que a missa deixou de ser feita em latim houve uma abertura para que o Espírito Santo pudesse trabalhar e abrir os olhos dessas queridas pessoas, que passaram a tomar decisões pela verdade. Os escândalos cada vez mais acentuados contribuíram para esse êxodo em direção aos movimentos evangélicos.

ASN - Qual a avaliação da Igreja Adventista sobre o Vaticano como um estado religioso que tem influenciado há milhares de anos nas questões políticas internacionais?

Luís Gonçalves - Se analisarmos a história da origem do Vaticano, veremos que seu surgimento contempla essa união de política e religião através do uso da força. Entendemos que o Vaticano é uma mescla do que chamamos “politico-religioso”. É o menor país do mundo e um dos mais poderosos.

Quando se trata de Roma imperial, percebemos que todas as perseguições do passados prepararam o caminho para essa influencia política que existe hoje. O domínio papal na Idade Média também contribuiu para esse domínio político-religioso. Entendemos que esse é um poder sobre do qual várias profecias bíblicas já falaram.

[Equipe ASN, Felipe Lemos]

Fonte - Portal Adventista

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Vaticano ganha força e estende influência

Segundo o portal Terra, o Vaticano foi admitido hoje por unanimidade na Interpol durante a 77ª Assembléia Geral dessa organização internacional, que começou nesta terça-feira em São Petersburgo. A cooperação do Estado vaticano com a Interpol estará a cargo da Gendarmaria e da Guarda Suíça, disse o representante da Santa Sé ao discursar aos delegados do fórum na Rússia, informou a agência local Interfax. A Gendarmaria vaticana, o corpo militar que realiza os trabalhos da Polícia e de segurança no Estado do Vaticano, poderá trocar informação com o resto dos policiais e atualizar seus conhecimentos sobre procedimentos operacionais para combater o crime. “É possível que nossa participação pareça simbólica para alguns, mas desejamos realmente tirar proveito de nossa cooperação”, indicou o representante do papa Bento XVI.

Do site Zenit: “Ontem o Papa Bento XVI escreveu pessoalmente uma mensagem ao Patriarca de Moscou, Aléxis II, na qual lhe expõe a importância de ‘apressar o caminho rumo à unidade plena de todos os discípulos de Cristo’. Esse testemunho de reconciliação, assegura o Papa, é cada vez mais necessário ‘em nossos tempos, marcados tão freqüentemente pelo conflito e pela dor’, para que ‘a alegre mensagem da salvação se estenda a toda a humanidade’.

“A carta foi entregue a Sua Santidade Aléxis II pelo arcebispo de Nápoles, cardeal Crescenzio Sepe, em visita oficial a Moscou por convite do próprio patriarca e do Metropolita Kirill. O purpurado entregou a carta junto com uma relíquia de São Genaro, durante uma audiência no Kremlin, que durou mais de uma hora, em 2 de outubro passado.

“Na mensagem, o Papa assegura seu ‘profundo afeto por todos os irmãos ortodoxos’, e afirma que ‘a Fé em nosso Senhor Jesus Cristo é um vínculo que une os corações de uma maneira profunda e nos convida a reforçar nosso compromisso de manifestar ao mundo um testemunho compartilhado de convivência no respeito e na paz’.

“Bento XVI mostra sua proximidade especialmente das igrejas ortodoxas afetadas pelo conflito do Cáucaso, e acrescenta que oferece ‘diariamente orações pela paz, pedindo ao Senhor que os apelos de Sua Santidade para que acabe toda hostilidade pelo bem das nações seja escutado’.

“Em algumas declarações à Rádio Vaticano no mesmo dia, o cardeal Sepe explicou que a Igreja Católica e a Ortodoxa estão cada vez mais próximas, ‘como sublinhou com comoção o próprio Patriarca’. ‘A sensação é que se deu um passo bastante importante para criar um clima de proximidade e de respeito mútuo, de fraternidade e de amizade’, acrescentou o purpurado.

Por sua parte, Dom Vincenzo Paglia, bispo de Terni e presidente da Comissão para o Ecumenismo da Conferência Episcopal Italiana, explicou que a aproximação ‘deve continuar, neste sentido, com o encontro entre os diversos pastores de ambas as Igrejas’. No caminho rumo à unidade, acrescentou Dom Paglia, 'já não bastam os encontros entre os especialistas', mas que o ecumenismo ‘seja uma aproximação entre as Igrejas’.

“Por outro lado, o prelado sublinhou que o ecumenismo é cada vez mais ‘uma exigência da sociedade contemporânea’.”

O mesmo site Zenit afirma que a Igreja e o Estado estão “dispostos a cooperar” para “promover e servir o bem integral da pessoa humana”, segundo afirmou Bento XVI no dia 4 de outubro, no Palácio do Quirinale, ao realizar uma visita oficial ao presidente da República italiana, Giorgio Napolitano.

A visita, explicou Bento XVI, “não é só um ato que se inscreve no contexto das múltiplas relações entre a Santa Sé e a Itália, mas assume, poderíamos dizer, um valor muito mais profundo e simbólico”. Após momentos de tensão como a chamada “questão romana” – resolvida com a assinatura dos Pactos de Latrão em 11 de fevereiro de 1929 –, acrescentou o Papa, hoje se pode “afirmar com satisfação que na cidade de Roma convivem pacificamente e colaboram frutiferamente o Estado Italiano e a Sé Apostólica”.

Essa visita pretende, portanto, “confirmar que o Quirinale e o Vaticano não são colinas que se ignoram ou se enfrentam rancorosamente; são lugares que simbolizam o respeito mútuo da soberania do Estado e da Igreja, prontos para cooperar para promover e servir o bem integral da pessoa humana e o pacífico desenvolvimento da convivência social”.

Tudo isso é “uma realidade positiva, verificável quase cotidianamente em diversos níveis, e que também outros Estados podem observar para extrair ensinamentos úteis”.

O papa expressou o desejo de que a contribuição da comunidade católica “seja acolhida por todos com o mesmo espírito de disponibilidade com o qual é oferecida”.

Fonte - Michelson Borges

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Brasil - Vaticano: um acordo "gravíssimo"

Na contramão do mundo, o presidente Lula entra no campo religioso longe dos olhos da sociedade brasileira. Em novembro de 2008, ele foi a Roma e viu o papa. Foram 24 minutos de conversa privada no escritório privativo de Bento 16. "Muito obrigado, presidente, pelo acordo que será assinado hoje", agradeceu o representante de Deus na Terra [sic]. Não era um encontro de estadistas. Era uma reunião do chefe supremo da Igreja com o líder popular da maior nação católica do mundo (125 milhões de fiéis entre 190 milhões de brasileiros). O agradecimento tinha sentido porque o Brasil se rendia a anos de pressão do Vaticano para ampliar a força do ensino religioso nas escolas públicas do ensino fundamental. O papa não conseguiu tornar "obrigatório" o ensino, mas formalizou uma intrusão impensável nas escolas de um país que se diz laico e soberano.

O arcebispo Dominique Mamberti, chanceler das Relações Exteriores do Vaticano, tentou disfarçar: "Não são privilégios porque não se pode chamar de privilégio o reconhecimento de uma realidade social tão importante como é hoje em dia a Igreja Católica no Brasil." Diplomático, o bispo defendeu-se: "O acordo não afeta em nada os cidadãos de outros credos, já que garante o pluralismo religioso, assim como o laicismo saudável." O Brasil não se espantou com a condicionante, talvez por ter padecido muito tempo da "democracia relativa" dos militares, que guarda certa isonomia com o "laicismo saudável" dos padres.

O acordo de 20 artigos parecia inspirado pelos diabólicos atos secretos do Senado brasileiro: estranhamente, não foi discutido previamente com o principal interessado, a sociedade brasileira. "É uma autêntica Concordata com a Santa Sé que, além de ter sido preparada na clandestinidade, sem qualquer aviso ou debate, confronta o espírito da Carta Magna e os fundamentos de um Estado secular", protestou o jornalista Alberto Dines. "Por que o sigilo? Que tipo de pressão o governo sofreu? Como o presidente Lula faz isso sem abrir para a discussão?", perguntou a professora Roseli Fischmann, que coordena há 20 anos o grupo de pesquisa "Discriminação, Preconceito, Estigma" da Universidade de São Paulo (USP). Falando ao portal iG, Fischmann classificou o acordo de "gravíssimo" pelo que representa: "É uma violência à pluralidade de crenças da população, fere a democracia e cria cidadãos de segunda classe – o católico e o não-católico."

Por trás dos sorrisos de Bento e de Lula paira uma nuvem pesada, segundo a professora: "O acordo não contempla a liberdade de consciência. Não querer dar religião para os filhos é o direito da família. Isso não os torna menos cidadãos brasileiros. Ser ateu ou agnóstico é um direito de foro íntimo. É absolutamente estigmatizador e criará a cultura de que não é íntegro quem não teve ensino religioso."

Um dos maiores riscos, segundo a pesquisadora da USP, está no fim do documento, no Art. 18, que reza: "O presente acordo poderá ser complementado".

Fischmann traduz a ameaça ali inoculada: "Isso dá espaço para que a Igreja intervenha em questões como o aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, pesquisas com células-tronco, entre outras" [e aqui mora o perigo para outros cristãos não-católicos]. A professora deposita sua fé no Congresso Nacional, que precisa ratificar o acordo quase confessional firmado entre Lula e Bento 16: "Se ele passar no Parlamento, o Brasil dá poder à Igreja e veta a si mesmo. É preciso uma grande movimentação para que os parlamentares compreendam que o acordo contraria a Constituição e volta o Brasil 120 atrás, quando a República separou Igreja e Estado."

O jornal Correio Braziliense mostrou em três edições (12 a 14 de julho) que os temores insinuados em Roma já assombram as escolas brasileiras. Um estudo inédito – "Ensino religioso: qual o pluralismo?" –, financiado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Comissão de Cidadania e Reprodução, prova que a Igreja já transborda os limites da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que determina como facultativo o ensino da religião e limita suas aulas a alunos do ensino fundamental. Na prática, porém, só metade dos 27 estados brasileiros cumpre a lei, restringindo o ensino religioso às escolas da 1ª à 8ª série, sem incluir a disciplina na carga obrigatória de 800 horas anuais. Oito estados (entre eles RS, PR, BA e DF) estendem as aulas de religião ao ensino médio ou infantil, outros oito (entre eles SP, PE, CE e PA) contabilizam a disciplina na carga obrigatória, desrespeitando o caráter facultativo da lei.

(Parte o artigo "O Brasil entra em campo", publicado no Observatório da Imprensa)

Nota Michelson Borges: Céticos, agnósticos e ateus se exasperam com esse acordo. Mal sabem eles que essa é exatamente a trilha por onde os eventos finais caminham. Já estava tudo bíblica e profetimente previsto. O Estado voltará a dar as mãos à Igreja Romana. Esse acordo com o Brasil é apenas um ensaio disso. Leia o livro O Grande Conflito, escrito há um século. Você terá algumas surpresas...

Nota DDP: Veja também "Portugal: Igreja mostra-se satisfeita com esforço do Governo para regulamentar concordata". Para entender o alcance jurídico deste documento, comece aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ecumenismo: Unindo as Igrejas

Por Clifford Goldstein

Em uma fervorosa oração e em agonia na cruz, Jesus pediu ao Pai a unidade entre os membros da igreja a ser fundada após sua morte. “Eu não rogo somente por estes,” Ele disse, “mas também por aqueles que hão de crer em mim pela sua palavra, para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles também estejam em nós”(João 17:20-21 NVI).

Apesar da oração fervorosa, mesmo o olhar mais superficial sobre a história revela que dentre os adjetivos usados para descrever a igreja, “unidos” não seria um deles. Embora, pelo menos ainda não estejam matando uns aos outros, como foi frequentemente o caso no passado, os cristãos estão longe de ser o corpo unificado pelo qual Jesus orou. A lista das centenas de denominações, testemunha quão fragmentada a igreja cristã permanece quase dois mil anos depois da oração de Jesus.

Ao longo das últimas décadas, porém, algumas tendências poderosas surgiram no cristianismo buscando reverter essas fraturas para fazer com que a oração de Jesus pela unidade torne-se real. Conhecido como “movimento ecumênico”, essas tentativas vieram de vários quadrantes e já se reuniu com diferentes níveis de sucesso. Talvez de todos os movimentos em direção à unidade, nenhum foi mais dramático, e surpreendente, que o que está acontecendo entre os católicos romanos e protestantes determinados, incluindo luteranos. Católicos e luteranos assinaram algumas declarações bastante surpreendentes da unidade professada, algo que mesmo 30 anos atrás teria sido considerado quase impossível.

O que está a fazer uma dessas tendências? Se nem todos os cristãos estão avidamente envolvidos neste impulso para a unidade, para ajudar a cumprir a oração do seu próprio Senhor? Poderiam esses movimentos, especialmente entre católicos e protestantes, na verdade, ser a resposta à oração de Cristo? Ou, pelo contrário, algo mais poderia estar acontecendo que devem fazer os cristãos um pouco desconfiados? Como devemos ver estes eventos?

Os Primeiros Dias

É difícil para as pessoas de hoje compreender a animosidade que envenenava as relações entre católicos e protestantes, desde o início da Reforma, no início de 1500. O vitríolo e retórica dos protestantes contra os católicos, e vice-versa, era o tipo de conversa que as pessoas hoje esperam entre as nações em guerra, e não entre os cristãos professos.

A conversa, porém, não era nada em contraste com a violência, como na execução de Dr. John Hooper, na Inglaterra (1555), que foi queimado na fogueira. O Livro dos Mártires de Fox descreveu seu últimos momentos no fogo: “Mas quando tinha a boca escurecida e sua língua estava tão inchada que não podia falar, catacumba se moveram seus lábios até ficarem encolhidos sobre as gengivas, e se batia no peito com suas mãos até que um de seus braços se desprendeu, e depois continuou batendo com a outra,mas enquanto saia gordura, sangue e água dos extremos dos dedos; finalmente, ao renovar-se o fogo, desapareceram suas energias, e sua mão ficou fixa após bater na corrente sobre seu peito. Depois, inclinando-se para a frente, entregou seu espírito. (pág. 215). Esta atrocidade foi feita, lembrem-se, por cristãos professos para outros cristãos professos.

Naturalmente, não era apenas protestantes versus católicos. Como as igrejas reformadas romperam com Roma, fragmentaram-se em várias seitas e denominações que se encontravam em conflito umas com as outras. Numa altura em que a idéia de liberdade religiosa estava ainda a séculos de distância, estas divisões se tornaram violentas, muitas vezes, como quando o reformador suíço Ulrich Zwingli, chateado com os anabatistas por instarem pela imersão total no batismo de adultos ( ao invés da regra de aspersão infantil), os levou para um lago e os afogou. Novamente isso era violência cristã, contra cristãos.

Eventualmente, os ideais de liberdade e tolerância religiosa começaram a se firmar na psique ocidental, e os cristãos aprenderam a conviver uns com os outros, apesar das clivagens teológicas. Esse fato, juntamente com o surgimento de democracias laicas, que tomaram o poder político da igreja (e, consequentemente, sua capacidade de perseguir), criou um novo ambiente no qual os cristãos se encontravam lado a lado uns com os outros, mesmo que não estivessem cumprindo exatamente as palavras de Cristo: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35, KJV).
Movimentos Ecumênicos

Sem dúvida, muitos ficaram horrorizados com essas divisões, e as tentativas bem-intencionadas pela unidade começaram. Estes primeiros esforços iniciados em 1800, com grupos como a Aliança Evangélica (1846), Associação Cristã de Moços (1844), Associação das jovens Cristãs (1884), Christian Endeavor Society (1881), bem como o Conselho Federal das Igrejas de Cristo (1908).

Este “movimento ecumênico”, como logo foi chamado, floresceu no século XX com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), fundado em 1948 com cerca de 147 igrejas de 44 países. Hoje, o “CMI é uma comunhão de igrejas, agora mais de 347 em 120 países em todos os continentes e de praticamente todas as tradições cristãs” (www.wcc-coe.org/wcc).

Talvez, a tendência mais interessante no movimento ecumênico teve lugar nos últimos 20 anos. A princípio, a maioria das tentativas de unidade estavam entre as várias denominações protestantes. Poucas delas contemplaram qualquer discussão séria com o seu inimigo tradicional, a Igreja Católica Romana, que considera os protestantes como apóstatas. Tudo o que temos agora muito mudou, e houve uma enxurrada de discussões ecumênicas e diálogo entre Roma e outros órgãos protestantes. Isto levou a uma encíclica do papa João Paulo II, Ut Unum Sint (1995), na qual ele reafirmou o compromisso da Igreja Católica Romana para o ecumenismo, afirmando que “em conjunto com todos os discípulos de Cristo, a Igreja Católica baseia-se sobre o plano de Deus e seu compromisso ecumênico de reunir todos os cristãos na unidade. “

Surpreendentemente, as declarações oficiais da unidade doutrinária, foram assinadas entre católicos e alguns líderes protestantes conservadores (aqueles historicamente mais hostis a Roma) em 1990. O que fez estas declarações é tão inesperado que eles reivindicaram um terreno comum entre católicos e protestantes sobretudo a justificação pela fé, o ensino que primeiro deu origem à Reforma Protestante quase 500 anos antes. Agora, surpreendentemente, esses grupos estão reivindicando a unidade sobre a mesma coisa que os dividiu!

De todos os movimentos em direção à unidade doutrinária entre católicos e protestantes, a mais dramática foi a “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação”, assinada em 1999 por dignitários do Vaticano e da Federação Luterana Mundial (que representa 58 milhões dos 61,5 milhões de luteranos do mundo). A declaração afirma que, apesar das “diferenças remanescentes”, católicos e luteranos possuem a mesma visão fundamental da justificação pela fé, e que “as diferenças existentes na sua explicação não são mais uma ocasião para condenações doutrinais.” E esse documento foi apenas um precursor de um novo, agora na “apostolicidade da Igreja” (entenda-se, a autoridade do papa).

Assim, ao que parece, na superfície, a oração de Jesus pela unidade, que “também eles sejam um em nós” está, finalmente, a ser cumprida.

Preocupações

Certamente todas as pessoas devem se alegrar quando animosidades antigas, que muitas vezes foram feias, violentas, são postas de lado e os inimigos se reconciliam. Ao mesmo tempo, no entanto, é preciso também ser cuidadoso.

Por quê?

A história mostra que as igrejas com poder político se provaram tão susceptíveis de perseguirem e oprimirem os dissidentes assim como os secularistas quando tiveram esse mesmo poder. Em certo sentido, a desunião da igreja ajudou a impedi-la de ganhar o tipo de força política que se revelou ruinoso em suas mãos no passado.

Mais de dois séculos atrás, James Madison escreveu: “A liberdade decorre da multiplicidade de seitas, que permeia a América e que é a melhor e a única garantia para a liberdade religiosa em qualquer sociedade. Porque onde há uma tal variedade de seitas, não pode haver uma maioria de uma qualquer seita para oprimir e perseguir as restantes” (citado em Ralph Ketcham, James Madison: A Biography, p. 166). Poderia as igrejas de hoje, uma vez que estejam unidas, acumular suficiente poder político para se tornar uma ameaça de novo?

Isso não é um medo sem razão. O livro do Apocalipse adverte sobre justamente essa ameaça: um enorme poder religioso-político que trará a perseguição e a morte para aqueles que se recusarem a “adorar a imagem da besta” (Apocalipse 13:15, KJV). Embora exista muita especulação sobre o que exatamente signifique tudo isso, o fato da “adoração” desempenhar um papel central na luta prova que este poder no fim dos tempos, é claramente uma entidade religiosa, e que as questões de fé, adoração e obediência a Deus estarão envolvidas.

De fato, alguns estudantes do Apocalipse, mais de um século atrás, previram o tipo de movimento em direção à unidade, principalmente entre protestantes e católicos, que estamos vendo hoje. Assim, eles vêem essas tendências, não como sinais da oração de Cristo pela unidade a ser respondida, mas, pelo contrário, como sinais de eventos de desdobramento final, eventos que levarão à perseguição dos fiéis de Deus antes da segunda vinda de Jesus.

Assim, todos os cristãos, sem dúvida, querem que a oração de Cristo pela unidade seja cumprida em seus dias. Seria sensato portanto, atentar também para algumas outras palavras de Cristo, enquanto eles vêem essas várias tendências ecumênicas se desdobrarem: “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mateus 10:16).

Fonte - Sétimo Dia


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Papa insiste na centralidade da Eucaristia para vida da Igreja

ALBANO, segunda-feira, 22 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI insistiu neste domingo na centralidade da Eucaristia para a vida cristã, durante a consagração do altar da catedral de Albano, diocese suburbicária de Roma.

Durante a homilia, o Papa explicou que durante a celebração da Missa, o altar «se converte, de certa forma, em ponto de encontro entre o céu e a terra; o centro, poderíamos dizer, da única Igreja, que é celeste e ao mesmo tempo peregrina na terra».

«Mais ainda, cada celebração antecipa o triunfo de Cristo sobre o pecado e sobre o mundo, e mostra no mistério o fulgor da Igreja», acrescentou.

A presença real de Cristo na Eucaristia, acrescentou o Papa, «é uma presença dinâmica, que nos segura para tornar-nos seus, para nos assemelharmos a Ele, que nos atrai com a força de seu amor, fazendo-nos sair de nós mesmos para unir-nos a Ele, fazendo de nós uma só coisa com Ele».

Neste sentido, o Papa insistiu na necessidade da reconciliação entre os cristãos que participam do sacramento.

«É possível estar em comunhão com o Senhor se não estivermos em comunhão conosco? Como podemos apresentar-nos diante do altar de Deus divididos, distantes uns dos outros?», acrescentou.
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Fonte - Zenit

Nota DDP: Eucaristia (domingo) e ecumenismo. Não se esqueça, prioridades deste pontífice.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sinal da proximidade do fim



Sinal da Proximidade do Fim

Existe um trecho do Espírito de Profecia que se encontra no livro Testemunhos Seletos – Vol. 2 que tem exatamente esse título. Preste bastante atenção no que está contido neste texto, pois ele é um sinal importantíssimo do fim dos tempos.

“Por um decreto que visará impor uma instituição papal em contraposição à lei de Deus, a nação americana se divorciará por completo dos princípios de justiça. Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança os Estados Unidos forem induzidos a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo.

Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para os discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia será para nós um sinal de que o limite da paciência de Deus está atingido, que as nações encheram a medida de sua iniqüidade, e o anjo da graça está pronto para partir desta Terra para não mais tornar.

O Senhor está fazendo Sua obra. Todo Céu está em atividade. O Juíz de toda a Terra Se levantará em breve para vindicar Sua autoridade insultada. O sinal do libertamento será posto naqueles que guardam os mandamentos de Deus, reverenciam Sua lei e se recusam a aceitar o sinal da besta ou da sua imagem.” - Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151.

Pontos a considerar:

1. “Por um decreto que visará impor uma instituição papal em contraposição à lei de Deus...”

Os Estados Unidos da América emitirão um decreto que obrigará a todos guardarem o domingo (o falso sábado) e daí será passado para todo o mundo.

Hoje, nos Estados Unidos, as portas ainda estão abertas para se pregar o evangelho publicamente e em particular através de todos os meios disponíveis. Mas, nos bastidores, movimentos estão trabalhando para amenizar a crença na mensagem cristã. A maioria dos estados já tem leis dominicais, de um tipo ou de outro, em seus estatutos.

Nunca houve antes tanta pressão sobre o governo para impor leis religiosas. Os Fundamentalistas Protestantes uma vez insistiram na separação entre igreja e estado. Agora, organizações religiosas estão pedindo por regulamentos morais apoiados pelo governo. Em cumprimento à profecia vemos a América do Norte começar a ceder seu poder político para impor a religião ao povo.


“Com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em 1961, declarando que são constitucionais leis estaduais que obriguem o fechamento do comércio aos domingos, foi dado um grande passo para a “santificação do domingo”. Os protestantes por muitos anos têm procurado deliberadamente a imposição do domingo em legislação religiosa, e indiretamente, como legislação social. Ultimamente a voz dos católicos tem sido também ouvida, de modo que protestantes e católicos unam suas forças no sentido de prover um ambiente legal mais favorável para a observância do domingo. Esta decisão prepara caminho para mais estritas leis estaduais e finalmente uma lei nacional.” As Revelações do Apocalipse, 160 e 161.

2. “Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo...”

O protestantismo estende os braços e se liga ao poder romano e ao espiritismo.

O espiritualismo moderno nasceu no oeste de Nova York, na cidade de Rochester, em 1848, através das irmãs Fox. Foi através das médiuns americanas que o espiritismo se espalhou pelo mundo. Através do movimento da Nova Era, está penetrando no cristianismo, tanto protestante quanto católico.



E atualmente, através dos filmes (grande parte deles feitos nos EUA), dramas e novelas, o espiritismo chega aos lares por meio da televisão. Nunca o espiritismo foi tão divulgado como atualmente. Esse assunto está presente nos livros, revistas, filmes, programas, vídeo-games e disponível para todos gostos e faixa etária.



3. “...Estados Unidos forem induzidos a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano...”

Repudiar os princípios de sua constituição.

“O movimento dominical está agora abrindo caminho nas trevas. Os líderes encobrem a verdadeira questão, e muitos que se unem ao movimento não percebem para onde propende a tendência oculta...”

“Os que se empenham em conseguir uma emenda à Constituição, para obter uma lei que imponha a observância do domingo, mal compreendem qual vai ser o resultado. Uma crise iminente.” - Eventos Finais, pág. 111.

A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei que imponha a observância do domingo.” - Eventos Finais, pág. 113.



4. “...adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado...”

Adotar medidas para expalhar os erros e as falsidades do papado.

O Pr. Nelson Luchi em seu livro “Nova Era no Contexto Profético” diz na página 24:

“Em 1959, no seminário, me preparando para ser um padre, achava impossível a união da minha santa madre igreja com protestantes e espíritas. Hoje é notícia nos jornais. Apocalipse 16:13-14 predissera essa união há mais de 1900 anos.”

Quando tudo isso acontecer...

“...podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que O FIM ESTÁ PRÓXIMO.”

“Quando nossa nação (EUA) abjurar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado.” – 2TS, 318.

“Os protestantes lançarão toda a sua influência e poder ao lado do papado. Por um ato nacional impondo o falso sábado, eles darão vida e vigor à corrompida fé de Roma, avivando sua tirania e opressão da consciência.” - Man. 179 (1893) - Eventos Finais, pág. 113.

Como podemos ver estamos muito próximo do fim. O mundo se prepara para o desfecho final. Quando for emitido o decreto dominical (um decreto para a guarda do domingo) nos Estados Unidos da América estaremos a um passo da volta de Jesus.

Sobre esse assunto já foram escritos diversos livros nos últimos anos. Alguns desses livros você poderá encontrar em português como “O Dia do Dragão”, “Do Sábado Para o Domingo”, “O Governo da Nova Era”, entre outros.

Mas eu gostaria de destacar alguns pontos encontrados no livro “Sunday’s Coming”, escrito por G. Edward Reid.

“O estabelecimento de relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Santa Sé, o crescimento do movimento ecumênico, a visita do papa (João Paulo II) aos EUA, e a Campanha Católica para a América (Catholic Campaign for America) mostra claramente que as predições de Ellen White e a interpretação tradicional Adventista de Apocalipse 13 e 17 estão se provando como uma interpretação muito correta.” Sunday’s Coming, pág. 82.


“No movimento ora em ação nos Estados Unidos a fim de conseguir para as instituições e usos da igreja o apoio do Estado, os protestantes estão a seguir as pegadas dos romanistas. Na verdade, mais que isto, estão abrindo a porta para o papado a fim de adquirir na América do Norte protestante a supremacia que perdeu no Velho Mundo. E o que dá maior significação a este movimento é o fato de que o principal objeto visado é a obrigatoriedade da observância do domingo, prática que se originou com Roma, e que ela alega como sinal de sua autoridade. É o espírito do papado - espírito de conformidade com os costumes mundanos, com a veneração das tradições humanas acima dos mandamentos de Deus - que está embebendo as igrejas protestantes e levando-as a fazer a mesma obra de exaltação do domingo, a qual antes delas fez o papado.” - O Grande Conflito, pág. 573


“Enquanto os homens estão dormindo, Satanás está ativo criando um cenário para que o povo de Deus não tenha misericórdia ou justiça. O movimento Dominical está agora saindo das trevas. Os líderes estão ocultando a verdade, e vários que se unem com o movimento não podem perceber aonde este tipo de pensamento pode levar. Sua maneira de agir é pacífica, e aparentemente cristã, mas quando falar, se revelará o espírito do Dragão (Ellen G. White, The Watchman, paragraph 11, 25 de Dezembro de 1906).” Citado em Sunday’s Coming, pág. 83.

“A profecia (Apocalipse 13) representa o Protestantismo como um cordeiro com dois chifres, mas que fala como um dragão. Já estamos ouvindo a voz do dragão. Existe uma força satânica impulsionando o movimento Dominical, mas oculta. Os homens que estão engajados no trabalho estão cegos ao que resultará com este movimento (Advent Review and Sabbath Herald, Jan. 1, 1889).” Citado em Sunday’s Coming, pág. 83.

Atualmente existem diversos líderes religiosos que apoiam a inclusão de leis dominicais. Reid cita Pat Robertson, fundador e presidente da “Coalização Cristã” e autor do livro intitulado “A Nova Ordem Mundial”:


“Os escravos das galés forçados a trabalhar sete dias na semana se tornam não melhores do que bestas de carga. Grandes civilizações surgem quando o povo pode descansar, pensar e receber inspiração de Deus. Que estupidez de nossa sociedade recusar reconhecer a sabedoria de Deus.

Desde que a exaltação e promessa de recompensa vem da adoração e descanso de um dia, eu decidi tornar meus domingos de acordo com o modêlo Bíblico.” Sunday’s Coming, pág. 86.

Pat Robertson fala de adoração sem se importar se o dia de adoração é ou não o dia indicado por Deus, e com isso adota um falso sábado, o domingo.

“Mas e aqueles que não adoram no domingo, como os Muçulmanos, Judeus e os Adventistas do Sétimo Dia? David M. Barney, da Trinity Episcopal Church em Concord, MA (EUA), deu sua resposta à seguinte pergunta: “Em vista destas duas considerações, os direitos das minorias e o mandamento da guarda do sábado, que base nós temos para adotar o domingo como uma lei?” Ele respondeu: “Na América, o domingo permanece como o dia comum de descanso para qualquer alternativa. Naturalmente ele é adotado pela maioria dos cristãos, mas outras comunidades religiosas ou não religiosas, têm que se adaptar, gostem ou não. Eu não posso imaginar uma lei que tenha dois ou mais dias de descanso. Desde que temos que escolher um dia de modo que toda comunidade desfrute juntos, não vejo outra alternativa senão o domingo.” Sundays’s Coming, pág. 87.

No artigo da Adventist Review (Revista Adventista na América) de 12 de Outubro de 1995, o Pr. Wellesley Muir se declarou chocado com uma descoberta:

“Enquanto estava me preparando para um Seminário do Apocalipse há algum tempo atrás, eu fui atrás do novo catecismo Católico e abri na seção que tratava com o Sábado. Eu fiquei chocado com o que encontrei. Sob o título “Cooperação com as Autoridades Civís com Respeito a Este Mandamento”, eu li o seguinte: “As autoridades civís deveriam ser impulsionadas a cooperar com a igreja na manutenção e fortalecimento da adoração pública de Deus, e manter com sua própria autoridade as leis que fossem fixadas pelos pastores.” No parágrafo seguinte dizia: “Porque só dessa maneira os fiéis entenderão porque é o domingo e não o dia de sábado que nós agora consideramos santo.”

Algo que chama a atenção é que este novo catecismo romano, lançado em 1994, tem o “imprimatur” do Vaticano. Mas isso seria algo comum se não estivesse no canto superior esquerdo da primeira página os seguintes dizeres “Imprimi Potest – Joseph Cardinal Ratzinger.” Nessa época não se poderia imaginar que ele se tornaria Bento XVI, o papa que sucedeu João Paulo II.


O livro O Domingo Está Chegando (Sunday’s Coming) tem um capítulo intitulado“Reabrindo o Escritório da Inquisição”. Neste capítulo o autor fala de um artigo da revista Time em sua edição do dia 6 de dezembro de 1993. O artigo intitulado “Keeper of the Straight and Narrow” (Guardião do Correto e Estreito) tinha como subtítulo “O responsável do Papa para fazer cumprir a doutrina e a moral (no Brasil seu título anterior foi apresentado como “Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé” - antigo Santo Ofício), Joseph Ratzinger, é o mais poderoso príncipe da igreja e um dos mais despresado.” O artigo da Time tinha três páginas cheias.

“O cardeal mais poderoso do mundo vive à distância de um tiro de pedra da Catedral de São Pedro, acima do terminal do ônibus 64, mal afamado por causa dos batedores de carteiras. Toda manhã ele caminha com passos fortes sobre os paralelepípedos para chegar às 9 da manhã ao ‘palazzo’ que uma vez recebeu o título de Inquisição Universal Romana. De fala mansa e cortês, Joseph Cardinal Ratzinger, 66, parece ser muito bom para ser um inquisidor. Mas sua Congregação para a Doutrina da Fé é a última encarnação da Inquisição Romana, e como chefe defensor dos dogmas da igreja Católica, o Cardeal permanece na sucessão direta dos perseguidores de Galileu e os compiladores do index dos livros banidos. O peso da história é sustentado pela atenção que Ratzinger recebe.” Sunday’s Coming, pág. 90.

Nesse catecismo tem uma parte que fala do quarto mandamento e o menciona como o Sábado era guardado pelo povo de Israel, mas subitamente muda afirmando que “o domingo é o cumprimento do sábado”. O catecismo continua afirmando que “o Sábado que representou a finalização da primeira criação, foi substituído pelo domingo que relembra a nova criação inaugurada pela ressurreição de Cristo.”

O parágrafo 2188 é o que mais revela a estratégia papal. Em respeito à liberdade religiosa e o bem comum de todos, os cristãos deveriam reconhecer os domingos e os dias santos da igreja como feriados legais”. Note as palavras chaves aqui. “Liberdade Religiosa” – para a mente Católica isto significa o direito de crer como um Católico. “O bem comum de todos” – estas palavras soam similar ao preâmbulo da constituição dos Estados Unidos. Mas soa muito mais com as palavras da Campanha Católica para a América: “É hora de nós demonstrarmos nossa vitalidade Católica e nos engajarmos em um debate público. Nós temos o poder e o povo para entrarmos neste movimento – um movimento que beneficiará todos Americanos.” Sunday’s Coming, pág. 91

Não era portanto de se assustar que logo ao assumir o mandato como novo papa, Ratzinger, ou melhor, Bento XVI, em sua primeira viagem para fora do Vaticano, a cidade de Bari, no sul da Itália, já defendesse a união dos cristãos. E para isso nada melhor do que enfatizar a guarda do domingo. O título do XXIV Congresso Eucarístico Nacional recebeu o título “Sem o Domingo Não Podemos Viver.”

“A fim de assegurar popularidade e sua aprovação, os legisladores se renderão aos reclamos de leis dominicais. Mas os que temem a Deus não podem aceitar uma instituição que viole um preceito do Decálogo. Neste campo se travará o último grande conflito na controvérsia entre a verdade e o erro. E nós não somos deixados em dúvida quanto ao desfecho.” - Profetas e Reis, pág. 606.

Hoje o EUA procura dominar o mundo com a finalidade de obter vantagens comerciais e por isso defendem a globalização. Existe um grupo que tenta impor um governo único no mundo que é conhecido como “Nova Ordem Mundial”. Mas Deus já havia predito tudo isso. E isto também é um sinal de que estamos vivendo nos últimos dias.



Hoje os EUA conquista poder político e militar sobre o planeta, mas em breve emitirá um decreto para impor a santificação do domingo, fazendo assim uma imagem à besta que subiu do mar.

Fonte - Chegou a Hora


quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Cenas dos próximos capítulos...

A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo
Documento Teológico de Base para o Congresso Eucarístico Internacional de Quebeque. Canadá – 2008

Introdução
“Fazer a memória de Deus hoje”

O Congresso Eucarístico Internacional de Junho de 2008 em Quebeque oferecerá à Igreja local e à Igreja universal um tempo forte de oração e de reflexão para celebrar o dom da Sagrada Eucaristia. Sendo o 49º na série de congressos que marcaram a vida da Igreja no espaço de um século, o Congresso de Quebeque coincidirá com o 400º aniversário da fundação da primeira cidade francesa na América do Norte, chamada a tornar-se no século XVII um posto missionário importante para o conjunto do continente.
...

b) Deixar-se reconciliar na unidade

A celebração da eucaristia desperta a responsabilidade dos discípulos de Cristo face à sua própria e permanente necessidade de se reconciliar e de ser artífices de reconciliação. Exprimem-no pelo recurso ao sacramento da reconciliação que purifica o seu coração pela comunhão eucarística e na decisão que tomam de se acolherem nas suas diferenças culturais e opções de vida. Exprimem-se também na sua procura de perdão na oração de intercessão por todos na oração do Senhor, na troca do abraço da paz, na partilha de um só pão e dum só cálice, no cuidado de levar a comunhão aos doentes ou no tornar-se solidários dos pobres e dos marginais. Quantos sinais deste amor fraterno se procuram viver na assembleia eucarística e se constroem sem cessar no Corpo de Cristo: “Se vos amardes uns aos outros, todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35)

“Uma só e única Igreja foi instituída por Cristo, Senhor. E portanto, as várias comunhões cristãs apresentam-se aos homens como as verdadeiras herdeiras de Jesus Cristo. É porém certo que esta divisão não corresponde à vontade de Cristo. É para o mundo um motivo de escândalo e torna-se obstáculo à mais santa das causas: a pregação do Evangelho a toda a criatura”. (22)

O facto de por todo o mundo as Igrejas cristãs estarem separadas para cumprir o memorial do Senhor mostra as divergências históricas e doutrinais, impossíveis de calar ou ignorar. Unidos por um só e mesmo baptismo, os discípulos de Cristo não podem esquecer as consequências das suas divisões sobre o testemunho individual ou colectivo que dão ao mundo. Tomar consciência de que não podem reunir-se todos em plena comunhão à volta da mesma mesa, sentir-se atingidos pelo enfraquecimento do testemunho missionário que daí brota, abre os corações à busca de uma reconciliação entre todos os membros do Corpo de Cristo para que “sejam um” (Jo 17,11). Cada eucaristia é celebrada na expectativa e esperança da reunião no único povo de Deus à volta da única mesa do Senhor.

c) Reunir-se ao domingo, Dia do Senhor

A Igreja é a comunidade dos discípulos que professam a sua pertença ao Senhor pela prática do amor fraterno para todos e do amor mútuo como sinal distintivo. Não se pode amar com o mesmo amor como ele ama sem receber este amor constantemente d’Ele. O seu mandamento novo não é um simples ideal moral oferecido à nossa liberdade. É uma aliança, um amor partilhado entre o Senhor e os seus discípulos, que cresceu e se expandiu pelo mundo com a condição de ser constantemente alimentado na fonte da eucaristia dominical.

O Senhor manifestou-se a primeira vez na tarde de Páscoa no Cenáculo, depois voltou oito dias depois para o encontro com Tomé, o incrédulo. Estas aparições confirmaram a fé dos discípulos e preparou-os para a nova forma de presença do Senhor nos sacramentos e de uma maneira muito especial na eucaristia dominical. “Celebramos o domingo por causa da venerável ressurreição do Senhor Jesus Cristo, não somente na Páscoa, mas em cada ciclo semanal”; é assim que se exprime no começo do séc.V, o papa Inocêncio I, testemunhando uma prática já bem arreigada que se desenvolveu desde os primeiros anos que se seguiram à ressurreição do Senhor. S. Basílio fala do “santo domingo, honrado pela ressurreição do Senhor, primícias de todos os outros dias”. S. Agostinho chama ao domingo “o sacramento da Páscoa”(23)

O domingo é o dia em que, mais do que em nenhum outro, o cristão é chamado a lembrar-se da salvação que lhe foi oferecida no baptismo e que fez dele um homem novo em Cristo. “Sepultados com ele pelo baptismo estais ressuscitados por ele, porque acreditastes na força de Deus que o ressuscitou dos mortos” (Cl 2, 12; Cf Rm 6, 4-6). A presença do cristão na reunião da Igreja para a eucaristia dominical não obedece primeiramente a um preceito. É o testemunho de identidade do baptizado e portanto da sua pertença ao Senhor. Esta pertença traduz-se na escuta da palavra de Deus, na participação na oferenda e na comunhão no amor do Senhor.

Importa hoje re-evangelizar o domingo, porque em muitos lugares o seu sentido foi obscurecido pela pressão de uma cultura individualista e materialista.
...

Fonte - Ecclesia

Em síntese, a exortação é nas entrelinhas direcionada ao reconhecimento do domingo como um sinal entre Deus e os homens, lembrança da Sua aliança, em última instância, o seu selo. Sabemos que tal condição não encontra respaldo bíblico:

Êxodo 31:13 Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.

Ezequiel 20:12 Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.

Ezequiel 20:20 santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Êxodo 31:16 Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações.

Isaías 56:6 Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança,

Apocalipse 7:2 Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.

"A questão do sábado será o ponto controverso no grande final conflito em que o mundo inteiro há de ser envolvido. Os homens exaltaram os princípios do diabo acima dos que regem nos Céus. Aceitaram o sábado espúrio instituído por Satanás como o sinal de sua autoridade. Entretanto, Deus imprimiu o Seu selo ao Seu estatuto real. Cada instituição sabática traz o nome de Seu Autor, a marca indestrutível que revela Sua autoridade. Nossa missão é levar o povo a compreender isto. Devemos mostrar-lhe no que importa trazer o sinal do reino de Deus ou do reino da rebelião, porque cada qual se reconhece súdito do reino cujo distintivo aceita. Deus nos chamou para desfraldar o estandarte do Seu sábado, que está sendo calcado a pés. Que importância tem, pois, que o nosso exemplo de guardar o sábado seja correto!" (Testemunhos Seletos - Vol. 3 - Ellen G. White - Pág. 19)

Mais sobre a questão do dia de guarda aqui e aqui.
Ainda sobre o ecumenismo aqui.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Merkel reafirma sua fé cristã durante evento católico

Berlim, 22 mai (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reafirmou hoje sua fé cristã durante o Congresso da Igreja Católica do país, que está sendo realizado em Osnabrück (oeste).

"Temos um Deus, temos Jesus, que nos mostra como podemos viver e isso é algo que a mim também me dá força", disse Merkel, filha de um pastor protestante e membro da Igreja Evangélica.

Ainda assim, Merkel comemorou a ampla participação de protestantes durante o Congresso da Igreja Católica.

"Isso é algo que dá esperanças ao ecumenismo", disse a chanceler.

O presidente do Partido Social-Democrata (SPD), Kurt Beck, também compareceu hoje ao encontro e assistiu, junto com Merkel, a uma missa ao ar livre.

Fonte - Último Segundo

Nota DDP:
Para quem não se lembra, Merkel era até pouco tempo a Presidenta da União Européia e esteve diretamente atrelada à discussão da Constituição continental, onde se pretendia a inserção das raízes cristãs da Europa, conforme pretendia o Papa BXVI.
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