domingo, 28 de janeiro de 2007
ONU dobra previsão de aumento da temperatura
Os valores são mais do que o dobro do previsto no último relatório, divulgado em 2001, quando o painel projetava um aquecimento de, no mínimo, 1,4ºC - o que já significava o maior aumento dos últimos 10 mil anos. A prévia do painel, que ainda será revisada por especialistas nos próximos dias, foi divulgada pela MetSul Meteorologia.
O ritmo de elevação da temperatura entre 2007 e o ano 2030 será provavelmente o dobro do século passado, conforme as análises. O painel acrescenta que o efeito do aquecimento pelos gases do efeito estufa aumentou 20% durante a década passada, o que representa a maior mudança observada em qualquer década nos últimos 200 anos.
Todos os continentes, exceto a Antártida, aqueceram na última metade de século com as maiores elevações da temperatura no Ártico do Canadá e em outras regiões próximas do pólo norte.
O painel foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com o objetivo de apurar o risco de mudanças climáticas induzidas pelo homem. Os relatórios são divulgados a cada cinco anos e elaborados, analisados e revisados por mais de dois mil cientistas e governos de 154 países.
O texto que será divulgado no começo de fevereiro corresponde à primeira parte do relatório, intitulado "Summary for Policy-Makers" ou Sumário para Formuladores de Política.
Fonte - Terra
Mais no tema, aqui.
Conselhos sobre o nome "Adventista do Sétimo Dia"
"O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir os espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo." (A Igreja Remanescente - Ellen G. Wuite - Pág. 65)
"Somos adventistas do sétimo dia. Evergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos: "Não, não! Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que deve ser o teste das igrejas." Carta 110, 1902. 9" (A Igreja Remanescente - Ellen G. Wuite - Pág. 66)
"Os homens empregarão todos os meios para tornarem menos destacada a diferença entre os adventistas do sétimo dia e os observadores do primeiro dia da semana. Foi-me apresentado um grupo com o nome de adventistas do sétimo dia, o qual estava aconselhando que a bandeira ou sinal que nos torna um povo distinto, não devia ser salientada de maneira tão chocante; pois pretendiam que esse não seria o melhor método para assegurar êxito a nossas instituições. Não estamos, porém, em tempo de arriar nossa bandeira, de nos envergonharmos de nossa fé. Esta distinta bandeira, descrita nas palavras: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12), deve ser levada através do mundo até ao fim do tempo de graça. Ao passo que devem ser aumentados os esforços para avançarmos nos diferentes lugares, não devemos encobrir nossa fé para assegurar mais alunos. Cumpre que a verdade alcance as almas prestes a perecer; e caso ela seja de algum modo oculta, Deus é desonrado, e sobre nossas vestes se encontrará o sangue das almas." (Conselhos sobre Educação - Ellen G. White - Pág. 130)
Nota DDP:
Só para constar.
Para bom entendedor, meio nome basta...
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
A importância do Baptismo na questão ecuménica
A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé (CEDF, católica) e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) continuam a discutir o reconhecimento mútuo dos baptismos nas Igrejas Católica, Presbiteriana, Metodista, Lusitana e Anglicana em Portugal.
As duas organizações discutem esta matéria há anos, mas como nem a CEDF nem a COPIC assumem decisões em nome das suas Igrejas, nesta matéria, a questão está dependente da concordância das diversas comunidades religiosas.
João Duque, secretário da CEDF, confirmou no início da semana de oração pela unidade dos cristãos que o texto está elaborado e se encontra em fase de estudo, do lado das Igrejas cristãs não-católicas. Após o acordo entre estas, o documento será discutido de novo com a CEDF, para se tentar chegar à aprovação definitiva.
A Igreja Católica já deixou clara a orientação de que se avance no sentido do “reconhecimento mútuo”, seja no Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo, seja através de uma recente intervenção do presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.
Esta decisão ultrapassa em muito o plano “burocrático” de se evitar um novo Baptismo, quando alguém decide mudar de Igreja.
O decreto sobre o ecumenismo do Concílio Vaticano II, “Unitatis Redintegratio”, lembra no seu n.º 3 que todos os cristãos “justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor.”
João Paulo II, na sua encíclica sobre a Unidade dos Cristãos, “Ut Unum Sint”, assegura que o reconhecimento dessa fraternidade “não é a consequência de um filantropismo liberal ou de um vago espírito de família, mas está enraizado no reconhecimento do único Baptismo” (n.º 42).
O “Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo” pede explicitamente um reconhecimento recíproco e oficial dos Baptismos. Isto está muito para além de um simples acto de cortesia ecuménica e constitui uma afirmação básica na concepção do que é a Igreja.
As implicações teológicas, pastorais e ecuménicas do Baptismo comum são muitas e importantes. Definido-se uma unidade fundamental, embora ainda parcial, pode-se passar, como defende a encíclica de João Paulo II, “àquela unidade visível, necessária e suficiente, que se inscreva na realidade concreta, para que as Igrejas realizem verdadeiramente o sinal daquela comunhão plena na Igreja una, santa, católica e apostólica, que se há-de exprimir na concelebração eucarística” (n.º78).
O compromisso que as Igrejas cristãs em Portugal desejam assumir reveste-se, assim, de uma importância central, no sentido em que constitui um passo decisivo no caminho da Unidade.
Mais sobre o ecumenismo, aqui.
Blues Laws
A cada dia que passa se intensificam mais os esforços da Igreja Romana para chamar a atenção da opinião pública para o sinal que define sua autoridade no meio da cristandade: a guarda do domingo.
OS FATOS:
1. Há muito tempo a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) tem esperado por este momento, o qual, tudo indica, chegou para ficar. Explicando melhor: a reconquista do poder político e do poder religioso perdidos ao fim da Idade Média, o que se concretizaria com a adoção pelas nações de uma lei que torne obrigatório para todas as pessoas a guarda do domingo (muitos cristãos acreditam ser o “dia do Senhor”), sinal de autoridade de Roma.
2. A última notícia demonstrando isso vem do jornal italiano La Republlica, reproduzida pela Folha Online: “O Vaticano prepara a Clericus Cup, seu campeonato de futebol, que deve começar na segunda metade de fevereiro com 16 equipes de colégios e seminários pontifícios de Roma.” A principal informação aparece em seguida: “Será proibido jogar no domingo, dia do Senhor [sic]. Durante as partidas, os jogadores que deixarem escapar uma palavra feia ou uma blasfêmia serão imediatamente expulsos. De resto, as regras serão as mesmas que em qualquer torneio de futebol normal." O torneio, que já recebeu a benção do Papa, pode até nunca acontecer, mas o recado foi dado: no domingo, “dia do Senhor”, não deveriam acontecer jogos de futebol!
3. Essa notícia não teria muita relevância caso surgisse em outros tempos. Porém, deve ser levada a sério, já que os protestantes norte-americanos têm se unido também pela mesma causa. The Ten Commandments Commission (A Comissão dos Dez mandamentos) é um movimento de igrejas protestantes em favor da defesa da Lei de Deus, o que não seria nada mal, se não fosse pela defesa do descanso dominical em lugar do sábado bíblico. Este movimento estabeleceu um dia no ano como o Dia dos Dez Mandamentos (Ten Commandments Day) – o primeiro domingo de maio, quando todas as igrejas participantes fazem uma celebração especial para promover a guarda da Lei de Deus na sociedade. (O grande problema é com a promoção da guarda do domingo!)
4. Não é de agora. Já em 2004, a revista Time publicou matéria assinada por Nancy Gibbs, onde, sutilmente, relembra os bons tempos das “Blues Laws” (“Leis Azuis” foram Leis Dominicais que apareceram em regiões isoladas dos EUA em tempos passados). Surpreendente é que, para sustentar a importância do descanso dominical, a articulista até citou as palavras de João Paulo II na Carta Apostólica Dies Domini: “Quando o domingo perde o seu sentido fundamental e torna-se meramente parte de um ‘fim-de-semana’ as pessoas se mantêm presas dentro de um horizonte tão limitado que não mais podem ver ‘os céus’.” (Incrível como um país protestante como os EUA se renderam aos encantos de Roma!)
5. A agência de notícias católica ACI, faz a seguinte indagação: “Há quem critique fortemente a Igreja católica por ter trocado o preceito bíblico do descanso sabático, substituindo assim o ensino divino com preceitos humanos, tomando a liberdade de converter o domingo como o Dia dos dias, o Dia principal. Isto é verdade?” Se depender da resposta que é dada a esta pergunta eu diria que sim, é verdade! Já que foram citadas várias passagens da Bíblia na resposta, todas elas que falam do sábado como Dia do Senhor. Nenhuma referência bíblica ao domingo como dia de guarda foi feita. (De fato, porque não existe.) Qual será o próximo lance - você deve estar se perguntando - para promover a guarda do domingo? Resposta: Quem viver, verá!
“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada.” Salmo 119:126
Fonte - Blog Minuto Profético
Mais sobre o tema, aqui.
Ator Tom Cruise será o "Cristo" da Cientologia
O astro terá o dever de espalhar os mandamentos da religião e a fé pelos quatro cantos do planeta. O líder David Miscavige acredita, inclusive, que, no futuro, Tom será tão reconhecido quanto Jesus Cristo, figura central do cristianismo.
Como Cristo, ele está sendo criticado pelo público. Mas as futuras gerações vão perceber que ele estava certo.
Tom ingressou na Igreja da Cientologia nos anos 80. O líder da época, L Ron Hubbard, chegou a declarar que os seres humanos possuíam traços de uma antiga civilização alienígena.
Fonte - Portal Anjo
Mateus 24:24
porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.
"A rebelião e a apostasia acham-se no próprio ar que respiramos. Seremos afetados por elas a menos que, pela fé, apeguemos nossa alma desamparada a Cristo. Se os homens são tão facilmente desencaminhados, como subsistirão quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem ficará inabalável ante suas falsas apresentações, pretendendo ser Cristo quando é simplesmente Satanás personificando a Cristo, e operando aparentemente as obras de Cristo? Que impedirá o povo de Deus de dar sua aliança aos falsos cristos? "Não vades ... após eles." Luc. 21:8." (Mensagens Escolhidas - Vol. 2 - Ellen G. White - Pág. 58)
Davos:participantes elogiam preocupação de Bush com o clima
Líderes empresariais do mundo todo elogiaram, nesta quarta-feira, a "nova" postura do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre a questão climática. Em discurso ao Congresso, ontem, ele reconheceu as mudanças climáticas como 'um sério desafio'.
O presidente, que antes mostrava dúvidas sobre a existência do aquecimento global, ou suas causas humanas, admitiu, pela primeira vez, que se trata de "uma grave preocupação".
Ele, porém, não citou limites obrigatórios às emissões de carbono na atmosfera, a exemplo do que querem algumas grandes empresas, como a General Electric.
Os participantes, no entanto, pediram padrões de longo prazo para as emissões de carbono, o que ajudaria as empresas a se planejarem.
Bush também defendeu a redução de 20% no consumo de gasolina e preferiu defender novas tecnologias que permitirão reduzir o consumo, cuja queima é uma importante fonte dos poluentes que provocam o aquecimento da Terra.
Os líderes capitalistas reunidos em Davos, na Suíça, elogiaram Bush por sua defesa do etanol e de energias solar, eólica e nuclear, mas disseram que Washington precisa impor regras mais rígidas para as emissões de poluentes nos EUA.
'É um bom passo, mas precisamos de muitos outros', disse James Rogers, executivo-chefe da Duke Energy, durante a reunião do Fórum Econômico Mundial, que reúne 2.400 influentes participantes, neste ano voltados prioritariamente para o aquecimento global.
Rogers disse que as usinas elétricas construídas hoje serão usadas nos próximos 50 anos, de modo que é essencial ter noções dos futuros regulamentos para tomar decisões de investimentos agora.
'Não estamos sentados esperando. Uma tremenda quantidade de trabalho vai na preparação [de um novo regime regulador]', afirmou.
Alain Belda, executivo-chefe da Alcoa, concordou, dizendo ser inviável que a agenda climática norte-americana continue sendo definida individualmente pelos Estados, como faz a Califórnia.
'Acho que o país precisa de uma [só] regra', disse ele num painel sobre o tema em Davos, lembrando que esses regulamentos serão úteis para reduzir o risco de que as empresas invistam em tecnologias que depois não serão usadas.
Ele acrescentou que uma decisão dos EUA pode incentivar outros países menos ricos a também restringirem suas emissões de poluentes.
"É acerca da lei de Deus que virá o último e grande conflito entre Cristo e Seus anjos e Satanás e os seus, e será decisivo para todo o mundo. ... Homens em posições de responsabilidade não só desatenderão e desprezarão o sábado eles mesmos, mas da tribuna sagrada instarão com o povo para que guardem o primeiro dia da semana, alegando a tradição e o costume em favor dessa instituição de feitura humana. Apontarão para as calamidades em terra e mar - as tempestades, as inundações, os terremotos, a destruição pelo fogo - como juízos indicadores do desprazer de Deus por não ser santificado o domingo. Essas calamidades aumentarão mais e mais, uma catástrofe seguirá de perto a outra; e os que quebrantam a lei de Deus apontarão para os poucos que observam o sábado do quarto mandamento como aqueles que trazem sobre o mundo a ira. Esta falsidade é estratégia de Satanás para apanhar os incautos. Southern Watchman, 28 de junho de 1904." (Serviço Cristão - Ellen G. White - Pág. 155)
Nota DDP: Demorou para que os EUA viessem a compor o quadro que possibilite a discussão de medidas globais para contenção da ameaça climática para a vida na terra. Esperemos pelas propostas que serão colocadas na mesa. Não sai da minha cabeça que será necessário parar um dia em sete para diminuir estes riscos... Sete lembra alguma coisa?
Ainda no tema, aqui.terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Merkel defende referência ao Cristianismo na Constituição Europeia
Em entrevista conjunta com o Cardeal Karl Lehmann à revista alemã Focus, publicada hoje, Merkel assinala que “teria desejado que a ligação aos valores cristãos fosse mais estreita”. A Chanceler da Alemanha, país que está na presidência da UE, indica que “a Europa deve continuar a preocupar-se com esta questão”.
Sublinhando que a UE não quer ser “um clube cristão”, Angela Merkel precisa que a União não pode deixar de ser “um clube de valores”.
“Não aceitaremos, em caso algum, pontos de vista segundo os quais se pode atentar contra a dignidade humana ou segundo os quais o homem e a mulher teriam oportunidades diferentes”, atira.
O projecto de Constituição Europeia foi rejeitado pela França e a Holanda, em referendo, no ano de 2005.
Fonte - EcclesiaAinda sobre a UE, aqui.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
CARDEAL MARADIAGA: SEITAS SÃO VERDADEIRAS AMEAÇAS PARA A IGREJA
"Este não é apenas um problema religioso, mas também econômico e político" _ disse o cardeal, argumentando: "Originariamente, as seitas eram denominações religiosas importadas de outros países, como os Estados Unidos. Hoje, tornaram-se um produto autóctone. Não são mais seitas, são comércio" _ acrescentou o Cardeal Maradiaga, citando como exemplo os grupos que nascem, a cada dia, na América Central.
"Algumas seitas, definidas "evangélicas" têm a pretensão de chegar ao poder, e assim, os políticos vão buscar seu voto. Mas na América Latina, "evangélico" é um conceito que engloba tudo: o que é realmente evangélico, e também o que não é!" (CM)
Fonte - Radio Vaticano
Atos 24:14
Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
"Quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. Aproximando-se o tempo indicado no decreto, o povo conspirará para desarraigar a odiada seita. Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação." (O Grande Conflito - Ellen G. White - Pág. 635)
Bento XVI: Ecumenismo «espiritual», tarefa que todos podem realizar
1) - Perante milhares de fiéis e peregrinos na Praça de São Pedro, no Vaticano, e milhões de pessoas que acompanham a transmissão do Angelus dominical através dos meios de comunicação, o Santo Padre afirmou a importância da oração no itinerário ecumênico, um tema que também considera prioritário em seu pontificado.
...
2) - "A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos nos recorda assim que o ecumenismo é uma experiência dialógica profunda, um escutar-se e falar-se, um conhecer-se melhor; é uma tarefa que todos podem realizar, especialmente no relativo ao ecumenismo espiritual, baseado na oração e em compartilhar o que é possível por agora entre os cristãos." (BXVI)
Fonte - Zenit (1 - 2)
Nota DDP:
Interessante como os temas domingo e ecumenismo se revezam na pauta deste pontificado de forma reiterada. Fico pensando neste "por agora" lançado de forma sorrateira no discurso, qual o próximo passo?
Mais sobre oecumenismo, aqui.
Mudanças Climáticas
Segundo a pesquisa publicada no artigo científico Geophysical Research Letters, durante esse período a Floresta Amazônica poderá passar por cerca de 13 anos de extrema seca. Outros lugares que poderão sofrer o mesmo dano são as regiões da Bacia do Congo.
O estudo mostrou ainda que o norte do Canadá será fortemente atingido e que o Ártico poderá ficar sem gelo nos verões até 2100. Isso pode ser uma grande ameaça às comunidades indígenas, que sobrevivem da caça de animais como morsas e focas. Porém, Algumas partes do mundo, como os Estados Unidos, a Europa Central, a Austrália e o Centro da Ásia e Índia, poderão escapar ilesas desses impactos.
Fonte - Elnet
Outras no tema, começam aqui.
Tempestade castiga a Europa
Viviane Chaves
Na Grã-Bretanha, os temporais – com chuvas e ventos de até 159 km/h – atingiram vários pontos do país e mataram nove pessoas. Já na Alemanha, a tempestade provocou a morte de sete pessoas. A violência das chuvas e ventos também causaram danos e mortes na França, Polônia, República Tcheca e Holanda.
As péssimas condições do tempo dificultaram o transporte na Europa. Os aeroportos de Heathrow, o maior europeu, Frankfurt, Viena, Munique e Amsterdã registraram centenas de cancelamentos de vôos. O transporte por balsas também foi prejudicado. Travessias na Grã-Bretanha, Irlanda, Bélgica e Finlândia foram canceladas.
Segundo meteorologistas londrinos, as ventanias que passaram pela Grã-Bretanha foram as piores registradas desde janeiro de 1990. Na Alemanha, especialistas disseram que a tempestade foi a pior dos últimos cinco anos, com ventos chegando a 190 km/h.
As equipes de resgate da Europa estão de prontidão para atender qualquer chamada de emergência.
Fonte - Elnet
Outras notícias no tema, aqui.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
O Renascimento da Religião
Em meio às difíceis mudanças mundiais, as pessoas estão voltando à velha religião. Em nome de Deus, terroristas matam e mutilam alegremente; nos Estados Unidos, a direita cristã tem forte influência no governo. Neste crescente mundo temente a Deus, apenas a Europa Ocidental parece o último baluarte de secularismo - ou os fiéis daqui também estão retornando?
Roma, abril de 2005. Pessoas se espremem na Praça de São Pedro. O papa João Paulo 2º faleceu e as multidões coloridas, incluindo alunas cabulando aula e surfistas com cabelos trançados - mais parecendo um público de concerto de rock do que freqüentadores de igreja - seguiram para o Vaticano para prestar suas últimas homenagens.
A enxurrada de visitantes pouco diminuiu um ano depois, mas a atração agora é o novo Santo Padre. Os alemães, em particular, vão para ver "seu" papa, Bento 16, com cerca de 50 mil buscando uma audiência durante seus primeiros seis meses como líder da Igreja Católica Romana.
Será que são sinais de um renascimento religioso na Europa notoriamente secular - especialmente entre os jovens? Ou as multidões na Santa Sé são compostas mais de curiosos do que verdadeiros fiéis - um produto da mesma badalação da mídia que alimenta nossa fixação por ícones do futebol, divas da música pop e astros de Hollywood?
Ninguém sabe ao certo, mas uma coisa está clara. As igrejas podem estar mais vazias do que nunca, mas em um planeta que parece estar rodopiando fora de controle, mais e mais pessoas estão refletindo sobre o significado da vida - mesmo no Velho Mundo. No rastro deste redespertar, rudes caricaturas dinamarquesas de Maomé, comentários do papa na Alemanha e uma igualmente controversa montagem de "Idomeneo" de Mozart, em Berlim, levantaram nos últimos meses a questão sobre quanta religião e os valores que ela reflete nós precisamos.
O triunfo da modernidade?
O ressurgimento da religião é um dos fenômenos mais dramáticos e notáveis de nosso tempo e assume alguns aspectos perturbadores. Os terroristas detonam bombas em nome de Alá. A Casa Branca é ocupada por um presidente que se considera um cristão renascido, prega em público, busca orientação divina em assuntos políticos e envolve suas políticas em uma roupagem religiosa.
Na aurora do século 21, a religião está caminhando pelo palco mundial como um ator poderoso, mas volátil, atuando em uma variedade de papéis que mudam constantemente - um desdobramento que era inconcebível para a maioria dos ocidentais há uma geração. Naquela época, o triunfo da modernidade deveria ser acompanhado da morte inexorável da religião ao redor do mundo.
Mas tal noção estava absolutamente errada. Na verdade, em continentes como a África e a Ásia, onde a religião está ganhando influência, este nunca foi o caso.
Fora uns poucos grandes eventos na mídia, o equilíbrio na Alemanha tem pendido até o momento para a modernidade, a ponto da religião parecer ter perdido suas amarras. "Não está mais distante o dia em que as fundações religiosas de nossa civilização serão tão alienígenas para a maioria dos alemães quanto às do antigo Egito e dos astecas", profetizou Klaus Harpprecht, do jornal alemão "Die Zeit".
E não há como contestar: com exceção da católica Polônia, o número de fiéis nas igrejas tradicionais cristãs tem caído drasticamente na Europa, assim como a consciência da herança cristã do continente. As alegações de que a religião está ruindo são apenas parcialmente verdadeiras. O argumento não vale para a maioria dos 15 milhões de muçulmanos na Europa. Na verdade, o Islã cresceu nos últimos anos. "A observância religiosa aumentou entre os muçulmanos desde o 11 de Setembro", disse Ali Kizilkaya, presidente do Conselho Islâmico Alemão. A freqüência nas orações de sexta-feira no país subiu quase 50% nos primeiros cinco anos do milênio, segundo a Arquivos Islâmicos da Alemanha.
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Afluxo de novos fiéis
Por motivos demográficos e culturais semelhantes, a proporção global de hindus também cresceu, só que mais lentamente - de 12,5% em 1970 para 13,3% em 2002. Desde os anos 60, correntes fundamentalistas cada vez mais agressivas despontaram no hinduísmo, dirigindo seu veneno acima de tudo contra a minoria muçulmana na Índia.
Apesar da expansão destas outras religiões mundiais, o cristianismo continua tendo o maior número de seguidores no mundo. Pouco menos de um terço da população mundial pertence à Igreja Católica ou outra denominação cristã. Mas o poder popular do cristianismo varia de continente a continente. Apesar do número de cristãos declarados na Europa estar encolhendo constantemente, as fileiras de novos convertidos na África estão explodindo. Em 1900, havia cerca de 10 milhões de cristãos na África; hoje se estima que o número seja de 390 milhões, quase metade de toda a população do continente.
Este avanço da África se deve principalmente aos missionários cristãos. Os protestantes pentecostais, que dão uma ênfase maior ao redespertar religioso e à experiência religiosa extática -como falar línguas desconhecidas- do que na teologia, provaram ser particularmente bem-sucedidos. Na Coréia do Sul e na América Latina, os protestantes pentecostais tomaram muitos milhões de fiéis da Igreja Católica, especialmente no Brasil.
Na Rússia e outras partes da antiga União Soviética, o "revival" religioso provocou um enorme afluxo de novos fiéis à Igreja Ortodoxa. Após o colapso do comunismo -que prometia um "paraíso na terra"- as religiões mais tradicionais recuperaram seu apelo, em sintonia com a tendência global. "Especialistas concordam que o grande aumento dos movimentos fundamentalistas islâmicos nas últimas décadas foi em grande parte alimentado por pessoas que esperavam que o comunismo traria justiça e igualdade", segundo Peter Antes, um estudioso alemão de religião.
Mas outros estudiosos discordam. A volta da fé tem menos a ver com esperanças desiludidas de uma sociedade melhor e mais com perguntas não respondidas sobre o significado da existência humana: "A noção de que a religião morreria provou ser uma ilusão. A religião, como uma resposta às origens transcendentais da existência humana, é um elemento central de toda cultura", escreveram acadêmicos na Igreja Luterana alemã em um recente relatório.
Mesmo na civilização Ocidental, com seu foco na razão e no iluminismo, há sinais de que a fé em Deus e o conhecimento terreno são eminentemente compatíveis:
*Muitos cientistas, incluindo importantes físicos internacionais como Hanspeter Dürr e Wolfgang Weidlich se declararam crentes.
*Em seu recente livro, "The Language of God" (a linguagem de Deus), o geneticista americano Francis Collins cita pesquisas que mostram que 40% dos cientistas americanos acreditam em Deus. Collins rejeita os ensinamentos pseudocientíficos de fanáticos cristãos como "intelligent design" (planejamento inteligente) ou "criacionismo". Como o papa Bento 16, ele insiste que a teoria da evolução de Darwin não é incompatível com a fé cristã.
*Desde o nascimento dos Estados Unidos, a religião tem exercido uma poderosa influência formativa no país mais avançado científica e tecnologicamente do mundo.
O termo "fundamentalismo" foi cunhado há cerca de 100 anos para descrever um ramo do protestantismo americano - muito antes de ser aplicado a outras religiões. Durante os últimos 30 anos, o fundamentalismo da direita cristã tem atraído segmentos de tamanho considerável da população americana.
Mas a pergunta permanece: por que a religião está declinando em grande parte da Europa Ocidental -aparentemente confirmando a tese de que a religião está nas últimas- enquanto está ascendendo na principal nação Ocidental, os Estados Unidos?
A religião sofreu um sério revés na Alemanha e na França, os maiores países da Europa Ocidental. Na Alemanha, as duas maiores igrejas -que recebem dinheiro do Estado arrecado de impostos sobre seus fiéis- apresentaram uma queda de mais de 5,5 milhões de inscrições desde 1990; os números de novos fiéis são ainda menores.
A queda resultante de receita da Igreja levou a reduções no número de clérigos e reduções nas atividades de caridade das igrejas. Algumas igrejas estão sendo fechadas; outras só conseguem financiar obras de reforma urgentes colocando propagandas em suas fachadas. Possivelmente o símbolo mais comovente desta erosão da fé, este espetáculo é considerado de mau gosto até mesmo para pessoas que têm pouco interesse na religião.
Alguns observadores acreditam que a religião não está diminuindo; ela está se transformando e se tornando mais individualista e menos eclesiástica. O historiador francês Paul Veyne, por exemplo, fala de uma transição "de uma religião como um prato fixo a uma religião à la carte, onde todos escolhem o deus ou seita que gostam mais".
Roland Biewald, professor de teologia da Universidade Técnica de Dresden, argumenta que a secularização de fato explica as igrejas vazias na Alemanha, mas nota que a "religiosidade extra-eclesiástica" está crescendo ao mesmo tempo. Ele acrescenta que, por reconhecimento das próprias pessoas, quase três quartos das pessoas que deixaram a igreja o fizeram para evitar pagar o imposto da igreja, com menos de uma em cinco citando motivos religiosos. Simultaneamente, argumenta Biewald, o aumento da ansiedade em relação ao futuro está levando a um anseio renovado por salvação: "Esta fé percebida é independente das religiões convencionais".
Mas o que é "fé percebida"? O conceito soa incomumente vago - e um pouco como assoviar no escuro. Os resultados de uma recente pesquisa TNS-Infratest para a "Der Spiegel" também foram inconclusivos. Apesar de 64% dos entrevistados terem respondido de forma afirmativa a pergunta "Você acredita em um deus?" (em comparação com 50% em 1992), apenas 42% disseram acreditar em vida após a morte, com 50% dizendo que não.
Ressurgimento religioso como resposta ao mundo atual
Dos dois terços de alemães que não deram as costas formalmente às Igrejas Católica e Protestante, a maioria é indiferente à vida religiosa e apenas freqüenta a missa no Natal, quando freqüentam. A especialista britânica em religião, Grace Davis, argumenta que tal indiferença é típica da Europa Ocidental.
Uma religião que está perdendo força não pode ser mais considerada um paradigma social viável. A Europa, o berço do Iluminismo e da revolução industrial, há muito tempo se acostumou a ver seu próprio desenvolvimento como um modelo para o restante do mundo.
Já no século 19, os revolucionários socialistas e os liberais burgueses estavam unidos na sua convicção de que uma sociedade civil automaticamente levaria à secularização. Por secularização eles queriam dizer não apenas a separação constitucional da Igreja e do Estado, mas a extinção da religião a longo prazo.
Entre importantes socialistas, esta expectativa se baseava na premissa de que a fé não era nada mais que uma forma primitiva de conhecimento. O economista alemão do século 19, Max Weber, resumindo isto de forma sucinta, disse que o mundo foi "desencantado" pela ciência e tecnologia. Para ele, qualquer coisa que desafiava a razão na era pré-moderna, e, portanto, fomentava idéias místicas e religiosas, automaticamente se tornaria explicável com o tempo e com os avanços da ciência e a aplicação das leis naturais. O poder dos deuses e padres gradualmente seria tomado por instituições seculares. Segundo esta teoria, este processo de transformação global culminaria inevitavelmente no desaparecimento de toda a religião na Terra.
Afinal, a Revolução Francesa - que promoveu a ascensão da classe média na Europa - foi direcionada contra a aliança antidemocrática entre a Igreja e o Estado. Além disso, a rejeição inicial pelas igrejas cristãs da evolução darwinista, além de sua desconfiança do Estado moderno, secular, alimentaram a ira dos racionalistas. Enquanto o protestantismo alemão abraçou o iluminismo e o modernismo no século 19, a Igreja Católica se manteve firme até o século seguinte, até que as reformas do Conselho Vaticano Segundo (1962-1965). Atualmente, o casamento entre razão e fé é central para o pensamento do teólogo alemão Joseph Ratzinger, mais conhecido como papa Bento 16.
Europa como a exceção
Mas foi há menos de 40 anos que a Santa Sé finalmente aboliu o "Juramento Contra o Modernismo" de 1910, que todos os padres católicos e professores de teologia eram obrigados a prestar. A separação da Igreja e do Estado só se tornou a norma nos países europeus durante o século 20.
Em 1968, Peter Berger, um especialista em religião de renome internacional, ousou fazer esta previsão no "The New York Times": "No século 21, os fiéis religiosos serão provavelmente encontrados apenas em pequenas seitas, unidos na resistência a uma cultura secular mundial".
Hoje, as profecias apocalípticas perderam seu apelo, assim como a velha teoria da secularização, sendo substituídas por um novo slogan: "o reencantamento do mundo". Olhando para trás, Berger vê sua antiga posição como um grande erro - e agora fala com menos convicção sobre a "dessecularização do mundo". A forma especial de secularização que apareceu na Europa, ele agora argumenta, não é de forma alguma um modelo para o restante do mundo. É sim uma exceção. O restante do mundo permanece tão religioso como antes - em alguns lugares mais do que nunca. Segundo Berger, isto vale não apenas para as três religiões monoteístas, mas também para o hinduísmo, budismo e xintoísmo.
Os movimentos islâmicos ao redor do mundo e a "nova direita cristã" nos Estados Unidos são os exemplos mais chamativos do renascimento da religião. E não é coincidência que tenham surgido e se disseminado simultaneamente durante os últimos 30 anos.
O fundamentalismo religioso pode parecer sinistro e desconcertante para muitos observadores modernos, mas é apenas um retorno aos tempos pré-modernos. A globalização está despedaçando e minando o mundo como o conhecemos, deixando as pessoas em um estado permanente de ansiedade. Este sentimento tem servido para energizar movimentos que prometem restaurar valores confiáveis e seguros. Desta forma, a globalização e o fundamentalismo andam de mãos dadas. Em seu notável livro "The Return of Religion" (o retorno da religião), o sociólogo Martin Riesebrodt, da
Universidade de Chicago, define o fundamentalismo como uma forma moderna de resistência a aspectos da modernidade. O romantismo, como uma contra-reação ao racionalismo do Iluminismo, teve uma influência semelhante na forma como nosso mundo se desenvolveu.
Crise social profunda
Segundo Riesebrodt, as tendências fundamentalistas são movimentos de "revival" religioso que se ressentem com a sociedade atual. Eles alegam que a profunda crise social que diagnosticam só pode ser superada por um retorno aos fundamentos da respectiva tradição religiosa.
Por exemplo, a Revolução Iraniana de 1979 só teve sucesso porque o ditador do país, o xá Mohammed Reza Pahlavi, mergulhou o Irã em uma profunda crise social. O autocrata -um membro do jet set internacional- elaborou uma política seguindo linhas rigidamente seculares, citando o Ocidente como seu modelo. Nas relações exteriores, ele era um forte aliado dos Estados Unidos.
O regime entrou em colapso porque as classes média e operária culparam suas políticas por suas dificuldades econômicas e sociais. E ao se opor aos valores modernos e sociedades Ocidentais -particularmente os patrocinados pelos Estados Unidos- o aiatolá xiita Khomeini reuniu apoio em massa para suas causas fundamentalistas. Por anos, uma nova onda de fundamentalismo - o terrorismo global da Al Qaeda e de grupos de mentalidade semelhante - tem mantido o mundo sob tensão. Osama Bin Laden e seus comparsas se tornaram o que são hoje após serem armados pela CIA. Como fanáticos combatentes da liberdade, eles ganharam a reputação de defensores destemidos da fé entre muitos muçulmanos - ao expulsarem os invasores soviéticos ateístas do Afeganistão. De lá para cá, os antigo protegidos da CIA redirecionaram sua fúria e travaram uma guerra total contra os Estados Unidos e seus aliados.
Segundo um artigo do cientista político conservador Samuel Huntington, o mundo está testemunhando uma Guerra de Civilizações entre as sociedades islâmica e ocidental. O ponto de interrogação que adornava seu título - quando foi publicado pela primeira vez na revista "Foreign Affairs" em 1993 - desapareceu na versão subseqüente em livro. Apesar de na época Huntington falar sobre um confronto cultural preenchendo o vácuo de poder deixado no final da Guerra Fria, seu conceito foi seqüestrado para explicar os ataques terroristas de 2001 - para se tornar uma das idéias mais influentes de nosso tempo. Mas Huntington, o criador da hipótese "eles contra nós", se recusa a ver o 11 de Setembro em termos de choque de civilizações.
Os críticos acusam Huntington de vários erros. Ele não faz distinção entre a maioria muçulmana e a margem jihadista. Ele ignora completamente as enormes diferenças entre países muçulmanos tão distintos como Indonésia e Bósnia, Arábia Saudita e Turquia. Para Huntington, "Islã" é uma frente global unida, marchando em fileiras cerradas pelo passado, presente e futuro: "Enquanto o Islã permanecer o Islã (e permanecerá) e o Ocidente permanecer o Ocidente (o que é mais duvidoso), este conflito fundamental entre duas grandes civilizações e modos de vida continuará definindo suas relações no futuro, assim como as definiu nos último quatorze séculos".
Mas conflitos entre muçulmanos sunitas e xiitas surgem freqüentemente (as duas seitas do Islã estão atualmente envolvidas na sangrenta guerra civil no Iraque). E na guerra Irã-Iraque, dois Estados com maiorias xiitas enviaram centenas de milhares de muçulmanos para a morte. Hoje, a maioria das vítimas do terrorismo islâmico também é muçulmana.
Mas pode haver alguma verdade no cenário "eles contra nós", nas tensões que ganham manchetes entre o mundo islâmico e o secularismo ocidental. Políticos e líderes religiosos de todo mundo estão alertando contra apresentar a segunda maior religião do mundo como a antítese ao Ocidente, como seu inimigo. Uma recente carta aberta, na qual importantes figuras islâmicas mundiais aceitaram o convite do papa Bento 16 para um diálogo, pode sinalizar o início de um muito necessário intercâmbio de alto nível entre as duas religiões globais.
Para muitos europeus, o fundamentalismo cristão nos Estados Unidos é quase tão perturbador e estranho como o fanatismo islâmico.
Segundo os fundamentalistas americanos, as pessoas não se tornam cristãs renascidas pelo batismo ou educação, mas por uma intensa experiência de conversão ou um chamado encontro pessoal com Deus, que as obriga a levar vidas segundo interpretações mais ou menos rígidas da Bíblia. O presidente George W. Bush e outros membros de seu governo se consideram cristãos renascidos neste sentido, e recebem conselhos de pastores evangélicos. Este ramo do cristianismo, com sua rígida divisão de mundo em bem e mal, influencia as políticas da superpotência global há anos.
As histórias da religião na América e na Europa dificilmente poderiam ser mais diferentes. A nação de imigrantes na qual os peregrinos tiveram tamanho papel definidor prometia liberdade da interferência do Estado aos refugiados religiosos e seitas de todo canto do globo. Os Estados Unidos eram seculares desde o início no que se refere à separação rígida da Igreja e do Estado - mas nem tanto no sentido do relaxamento dos laços religiosos. Diferente da Europa pós-Reforma, as Igrejas Protestante e Católica nunca garantiram monopólios territoriais nos Estados Unidos. Isto permitiu que um grande número de seitas e suas subdivisões se desenvolvessem lada a lado dentro da sociedade.
A batalha do Armageddon
Apesar de uma minoria de cristãos literalistas ter se mobilizado contra a teoria da evolução de Darwin no início do século 20, a maioria dos americanos nunca questionou a compatibilidade entre ciência e religião. Em conseqüência, o secularismo do Estado e o pluralismo religioso puderam florescer sem serem contestados.
Telespectadores de todo mundo viram os dois exibirem compatibilidade em escala global após os ataques de 11 de Setembro: representantes de todas as religiões do mundo unidos como iguais no serviço memorial em Nova York. Mas a coexistência pacífica do secularismo e pluralismo agora está ameaçada pela dramática ascensão do fundamentalismo cristão. Em seu livro "The Last Crusade" (a última cruzada), a jornalista americana e autora Barbara Victor apresenta resultados demográficos persuasivos: cerca de 60% dos americanos dizem que a religião tem "um papel muito importante" em suas vidas - bem mais do que em qualquer outro país industrializado; 86% se dizem cristãos. Os cristãos renascidos formam o maior grupo entre os cristãos protestantes predominantes no país, e correspondiam a um entre cinco dos mais de 120 milhões de eleitores na eleição presidencial de 2004. Segundo a pesquisa citada por Victor, 58,7% dos cristãos renascidos estão convencidos de que o mundo acabará na batalha do Armageddon entre Jesus e Satã, enquanto 40,9% querem uma emenda constitucional declarando os Estados Unidos uma "nação cristã".
A autora aponta para o estímulo mútuo de fundamentalismos concorrentes. Acima de tudo, a profunda sensação de insegurança provocada por dois eventos contribuiu para uma mudança na estrutura interna dos Estados Unidos e um renascimento religioso durante os últimos 30 anos: a crise americana dos reféns em Teerã, em 1979, e os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001.
Rigidamente falando, "evangélicos" e "fundamentalistas" cristãos não são idênticos, porque a experiência de conversão é central para o primeiro grupo e o segundo é um subgrupo que enfatiza dogmas fundamentais. Mas em questões políticas e sociais, ambos costumam expressar posições fundamentalistas semelhantes.
Isto pode até mesmo colocá-los em conflito com a política conservadora do governo, como mostrado no início de 2006, em uma campanha de muitos importantes evangélicos contrários às políticas ambientais do governo Bush. As posições adotadas pelos fundamentalistas religiosos não desafiam automaticamente a razão secular - e podem servir a um propósito. O papel social da religião nos Estados Unidos vai muito além de suas atuais manifestações políticas.
"A esperança perdida da ressurreição deixou um vácuo palpável"
Ao lado do universo conservador-nacionalista dos fundamentalistas, há o movimento cristão liberal-universalista que apóia a tradição de direitos civis associada a Martin Luther King. Manifestantes de ambos os lados da divisão política -seja sobre guerra no Iraque, George W. Bush e pena de morte- podem citar suas crenças cristãs como justificativa. Assim, o risco de fanáticos políticos monopolizarem a religião nos Estados Unidos é remoto.
Assim, o declínio da fé na Europa Ocidental é uma exceção em um mundo globalizado onde formas diversas de religião detêm tamanho poder? Muitos observadores argumentam o oposto, sugerindo que o "renascimento da religião" é palpável mesmo na Alemanha. A resposta emocional à morte do papa João Paulo 2º e o entusiasmo com que seu sucessor foi recebido na Jornada Mundial da Juventude, em Colônia, são freqüentemente citados como evidência. Mas ambos podem ter menos a ver com uma onda de fervor religioso e mais com o desejo banal de fazer parte de um evento histórico.
O bispo Wolfgang Huber, presidente do Conselho da Igreja Luterana na Alemanha, também pode ter sido vítimas de uma expectativa otimista quando argumentou neste ano que "não há nenhuma área na sociedade ou nas artes" na Alemanha onde "sinais de 'revival' religioso não estejam em evidência". Para apoiar sua afirmação, Huber citou os elementos religiosos em novos livros, peças, filmes e programas de TV, e as palavras do novo presidente alemão, Horst Köhler, que fez referência à religião ("Deus proteja nosso país!") em seu primeiro discurso público. Tais evidências fracas dificilmente sustentariam as alegações de ressurgimento da religião na Alemanha.
Mas também não há evidência convincente para apoiar o contrário, a posição tradicionalmente secularista que "nós ocidentais já habitamos em um mundo pós-religioso" - uma conclusão a qual chegou o filósofo alemão Herbert Schnädelbach no jornal alemão "Die Zeit" no início deste ano.
Mas deve haver uma forma diferente de olhar para isto. Poucas semanas após 11 de Setembro, Jürgen Habermas, o mais famoso pensador liberal da Alemanha e principal defensor da razão no cenário internacional, aproveitou a oportunidade para falar sobre secularismo e religião quando aceitou o Book Retailers Peace Prize alemão. Ele descreveu a tensão entre os poderes gêmeos como um profundo conflito "entre as forças produtivas liberadas pelo capitalismo" e as "forças estabilizadoras da religião e da Igreja".
Ambos os lados do debate cometeram o mesmo erro de ver a secularização como "uma espécie de jogo de soma zero", segundo Habermas, no qual "um lado só pode vencer às custas do outro". Na verdade, foi sintomático de nossa sociedade "pós-secular", continuou, que as comunidades religiosas pudessem florescer "em um ambiente progressivamente secularizado".
Esta observação não é tão original quanto o termo "pós-secular" parece sugerir. Por muitos séculos, as religiões existiram em ambientes cada vez mais seculares. É Habermas e sua nova linha de pensamento que são "pós-seculares", não as sociedades em si.
Habermas aderiu à religião? Não, ele agora vê sua morte com certo arrependimento: "Quando pecado se tornou culpa e a violação dos mandamentos de Deus uma violação das leis humanas, a humanidade perdeu algo... A esperança perdida da ressurreição deixou um vácuo palpável".
Afinidades surpreendentes entre razão e religião também vieram à tona entre Habermas, o filósofo da razão, e o cardeal Joseph Ratzinger, no debate entre eles, no Diálogo de Munique de 2004. O atual papa Bento 16 reconheceu que a religião precisava ser colocada sob a "tutela da razão" sempre que ajudasse a legitimar o terrorismo. O secular Habermas, por outro lado, enfatizou a força social e moral das comunidades religiosas como locais onde algo ainda pode ser preservado, mesmo que tenha "se perdido em outras partes: uma sensibilidade em relação a vidas desperdiçadas, patologias sociais e estratégias de vida fracassadas".
Haberman pede por um jogo de soma positiva, onde os mundos religioso e secular aprendem um com o outro a beneficiar a humanidade. Na época incerta da globalização, esta reconciliação pode ser a única esperança de coexistência pacífica. Uma coisa é certa: por mais estranhos parceiros que sejam, fé, razão e dúvida terão que tolerar uns aos outros ainda por muito tempo.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Fonte - UOL
Apocalipse 13:3 - Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;
Apocalipse 13:11.
Vi ainda outra besta [poder] emergir da terra [local antes pouco povoado]; possuía dois chifres, parecendo cordeiro [de início, era mansa, pregava a liberdade...], mas falava como dragão [mudança para o autoritarismo, a prepotência, o domínio pela força].
"Quando nossa nação renunciar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 318.
"O povo dos Estados Unidos tem sido um povo favorecido, mas quando eles restringirem a liberdade religiosa, renunciarem ao protestantismo e apoiarem o papado, a medida de sua culpa estará cheia, e nos livros do Céu será escrito: "apostasia nacional"." Review and Herald, 2 de maio de 1893.
"As perseguições dos protestantes pelo romanismo, por cujo intermédio a religião de Jesus Cristo quase foi aniquilada, serão mais que igualadas quando o protestantismo e o papado se unirem." Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 387.
(Eventos Finais - Ellen G. White - Págs.128, 131 e 147)
Nota DDP:
Os dois aores principais do palco final da profecia já se encontram perto do ápice de seus papéis, como claramente se depreende da leitura do artigo supra transcrito, onde se percebe a influência do poder eclesiástico e político de ambos no mundo atual, sendo que os laços que os unem há muito já se encontram caracterizados, motivo pelo qual podemos esperar que o fim do enredo se aproxima...
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Mudança climática adianta 'relógio do fim do mundo'
Segundo os especialistas do Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, sigla em inglês), as ameaças trazidas pelo aquecimento global agora representam um risco significativo o suficiente para se adicionarem à ameaça de guerra nuclear, perigo que motivou o BAS a criar o relógio 60 anos atrás, logo depois que os Estados Unidos jogaram bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
Imóvel desde 2003, o relógio, instalado na cidade americana de Chicago, foi adiantado para 23h55. Nunca, desde o final da Guerra Fria, o relógio esteve tão próximo da meia-noite, hora que representa a extinção da humanidade.
A última mudança do relógio aconteceu quando os Estados Unidos se retiraram do Tratado de Mísseis Antibalísticos, em 2002, em meio a ameaças de compra de armas nucleares por terroristas.
Riscos
O relógio foi criado em 1947, nos escritórios da BAS, uma revista científica sobre o assunto, depois de uma campanha a favor do desarmamento. Na sua apresentação, o relógio marcava sete minutos para a meia-noite e de lá para cá, foram feitas 18 alterações.
Originalmente, o relógio só levava em conta as ameaças nucleares, mas mudou os critérios, incluindo as ameaças ambientais. “Quando nos perguntamos sobre quais tecnologias além do armamento nuclear significavam um risco de devastação da humanidade, rapidamente pensamos na emissão de carbono”, afirmou Kenneth Benedict, diretor-executivo da BAS.
Segundo o grupo, a crescente corrida nuclear levou a humanidade para perto de uma "Segunda Era Nuclear", além dos riscos causados pelo aquecimento global.
O anúncio foi feito em eventos simultâneos da revista em Londres e Washington, contando com observações do astrônomo Martin Rees e do físico Stephen Hawking.
“O impacto coletivo da humanidade na biosfera não tem precedentes”, disse Rees. “Essas ameaças ambientais – ameaças sem inimigos – devem ter o devido papel na política internacional de hoje, assim como durante a Guerra Fria”.
Uma série de fatores e eventos levou o BAS a declarar que “o mundo não enfrenta escolhas tão perigosas” desde o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.
Os fatores e eventos em questão são as ambições nucleares do Irã, a detonação de um artefato nuclear pela Coréia do Norte e a presença de 26 mil armas atômicas de Estados Unidos e Rússia, além da incapacidade da comunidade internacional de impedir o tráfico de material nuclear como urânio e plutônio enriquecidos.
Além do aquecimento global, o BAS também levou em considerações ameaças de outra natureza que tinham menor peso, como as vindas de tecnologias como biologia sintética e modificação genética.Fonte - BBC
Ainda sobre o "relógio", aqui.
Aquecimento global faz seus primeiros refugiados
De acordo com uma reportagem da CNN, o arquipélago, isolado no Pacífico sul, deve desaparecer por completo nos próximos anos. Uma das ilhas já foi divida em dois, tranformando em pântanos lugares que antes eram secos. Os que ainda se arriscam a permanecer no local enfrentam doenças trazidas pelas mudanças no ambiente.
Os nativos, que vivem da mesma forma há séculos, já não conseguem retirar seu sustento do mar. Em uma tentativa de proteger as praias, eles construíram barreiras de conchas gigantes na areia, mas as águas continuam subindo. Algumas famílias já foram transferidas para um campo de refugiados em Bougainville, cerca de 100 quilômetros ao sul.
Fonte - Terra
São tantas referências que está ficando difícil de linká-las, comece aqui.
ONU 'deve assumir liderança na questão climática'
O secretário-executivo da Agência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, Yvo de Boer, afirmou nesta terça-feira que o fracasso dos líderes mundiais em chegar a um acordo sobre o aquecimento global obriga a ONU a assumir a liderança na questão.
De Boer quer realizar um encontro de cúpula de líderes mundiais para discutir o que vai acontecer quando o Protocolo de Kyoto expirar, em 2012.
Apesar do aumento contínuo do nível do mar, não há acordo sobre como lidar com a ameaça de longo termo representada pelo aquecimento global, diz De Boer.
Na verdade, diz ele, o processo está cada vez mais emperrado.
Necessidades diferentes
Segundo o secretário, é vital para o mundo chegar a um acordo sobre como as emissões de carbono deverão ser controladas depois de 2012.
Ele afirma que há muitos países diferentes com muitas necessidades diferentes.
As nações em desenvolvimento, diz De Boer, querem fazer crescer as suas economias e não pretendem tomar nenhuma medida que possa torná-las menos competitivas.
Enquanto isso, os Estados Unidos e a Austrália se recusaram até mesmo a aderir ao protocolo.
De Boer acredita que apenas a ONU poderá reunir todos esses grupos antagônicos.
"Acho muito importante trazer a questão da mudança climática de volta para o processo da ONU", afirmou.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que atacar o problema da mudança climática é uma de suas prioridades.
Em um discurso em Washington, nesta terça-feira, Ban disse que a mudança climática é uma ameaça universal às cidades costeiras nas quais vive quase metade da população mundial.
Nota DDP:Parece que a questão do clima realmente está diretamente relacionada com os eventos proféticos que claramente se desenrolam em nosso tempo, além de seguir os links que trazem notícias sobre a atuação da ONU, siga os links acerca dos efeitos das alterações climáticas, no plano das alianças entre diferentes grupos.
Mais três indonésios podem estar com gripe aviária
EFE
JACARTA - Outros três pacientes com sintomas da gripe aviária foram internados no hospital Persahabatan, em Jacarta, onde quatro pessoas morreram por causa da doença na última quinzena, informou nesta quarta-feira a agência estatal Antara.
O hospital, que deu alta a outros cinco pacientes com sintomas da doença, mantém três internados. Eles estão sendo examinados para saberem se foram infectados pelo vírus H5N1, a cepa mais mortal da gripe aviária.
Os três doentes, de 44, 17 e 16 anos, vivem em Bekasi, uma pequena cidade-satélite da capital. Agora, são seis as possíveis vítimas de gripe aviária no hospital.
O chefe da equipe de gripe aviária do hospital, Mochtar Ijsan, declarou que os doentes tiveram contato com aves em bairros onde animais morreram por causa da gripe aviária.
Este ano, quatro pessoas morreram na Indonésia por causa da gripe aviária. Já são 61 as vítimas mortais no país, que tem o maior número de mortos pela doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o H5N1 matou mais de 150 pessoas no mundo todo.
Mais sobre a gripe aviária, comece aqui.
ONU: Ki-moon pede «apoio» a Bush para enfrentar desafios
Recordando que ONU e EUA partilham objectivos de paz, segurança, liberdade e democracia, Ban Ki-moon afirmou necessitar da «participação e apoio» dos Estados Unidos em todas as actividades da ONU.
«O Médio Oriente é fonte de grande preocupação», defendeu o novo secretário-geral da ONU perante os jornalistas, depois de um encontro com Bush na Casa Branca.
«Especialmente no que diz respeito ao Iraque, a comunidade internacional deveria ter toda a disponibilidade para ajudar o Governo iraquiano e as pessoas a recuperar a paz e a estabilidade e da devastação económica», acrescentou Ki-moon.
Quanto a George W. Bush, disse, sobre Ban Ki-moon, que «admiro a forma como tem realizado o seu anterior trabalho e estou confiante em como irá fazer um grande trabalho agora».
Recorde-se que desde 2005 que os Estados Unidos têm vindo a pedir reformas que tornem a ONU mais eficiente e flexível para lidar com crises mundiais, uma tentativa reformista que tem sido criticada por muitos países em desenvolvimento, que receiam perder influência nos programas da ONU e postos de trabalho.
Informação da responsabilidade de Diário Digital © Copyright 2007
17.01.07 - 09:15Fonte - Millenium
Mais sobre a autação da ONU no quadro profético, comece aqui.
EUA: Tempestades de gelo responsáveis por 36 mortes
Bátegas de chuva gelada, granizo e neve desde sexta-feira causaram pelo menos 15 mortos em Oklahoma, oito no Missuri, cinco no Iowa, três no Texas e quatro em Nova Iorque e um no Maine. A tempestade deixou também centenas de milhar de pessoas sem electricidade no Missuri e Oklahoma.
O presidente George W. Bush declarou hoje o estado de emergência no Oklahoma e ordenou uma ajuda federal para apoiar os esforços das colectividades locais nas zonas assoladas desde sexta-feira pelas fortes tempestades de neve e inundações, indica o comunicado da Casa Branca.
A decisão presidencial autoriza o Departamento da Segurança Interna e a agência federal para as situações de Emergência a coordenar as medidas necessárias para socorrer as populações locais, precisa o comunicado.
Uma vaga de frio recorde atingia também a Califórnia enquanto o Nordeste do país gozava de uma temperatura clemente para Janeiro.
No Oklahoma, a maioria das vítimas morreu nas auto-estradas transformadas em pistas de gelo que provocaram mais de 200 acidentes, segundo as autoridades locais.
Cerca de 220 pessoas foram tratadas em hospitais a diversos ferimentos causados pelo mau tempo.
De acordo com os serviços de meteorologia, a situação deverá melhorar a partir de hoje no centro Norte e Sul do país, enquanto a frente fria deverá deslocar-se para Leste, com a previsível descida das temperaturas terça-feira de manhã.
A decisão do presidente Bush de declarar o estado de emergência em Oklahoma responde a um apelo do governador do Estado, Brad Henry.
As linhas de electricidade ficaram cortadas em numerosos locais pela queda de árvores cobertas de gelo e cerca de 112.338 lares ficaram sem energia eléctrica. A circulação tornou-se impraticável em várias das estradas principais.
O mau tempo deverá continuar até à noite (hora local) e levou à anulação de centenas de voos. Os cinemas, igrejas e lojas da principal cidade do Estado, Oklahoma City, continuavam encerrados.
Mais a Sul, no Texas, o governador pediu este fim-de-semana a ajuda da Guarda Nacional depois das inundações causadas pelas trombas de água.
Cerca de 65 centímetros de neve caíram em várias regiões do Colorado, enquanto o gelo cobria zonas do Illinois (Norte), Kansas (centro) e Missuri.
Na Califórnia, a temperatura em Los Angeles desceu domingo para níveis nunca vistos em meados de Janeiro, com 2,2 graus centígrados no centro da cidade, segundo a agência meteorológica nacional (NWS).
O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger decretou sexta-feira o estado de emergência devido à vaga de frio que se abate há dois dias na região e as autoridades abriram centros aquecidos para albergar os sem-abrigo.
Diário Digital / Lusa
Informação da responsabilidade de Diário Digital © Copyright 2007
15.01.07 - 22:33Sobre a natureza em fúria, comece por aqui.
Relógio do Juízo Final vai ser adiantado alguns minutos
O relógio simbólico, que é gerido desde 1947 pelos directores do Boletim dos Cientistas Atómicos para alertar para os perigos da proliferação nuclear, será adiantado às 14:00 de hoje em cerimónias simultâneas em Washington e Londres.
As ambições nucleares do Irão e da Coreia do Norte, a escalada do terrorismo, a proliferação de materiais nucleares em várias partes do mundo, o estado de «pronto a disparar» de 2 mil das 25 mil armas atómicas detidas pelos Estados Unidos e pela Rússia são os motivos que levaram ao adiantamento do relógio.
Segundo os cientistas, o acerto da hora também assinala a entrada na «segunda era nuclear, marcada por graves ameaças».
Acertado em 1947 para as 23:53 (sete minutos antes da meia-noite), os ponteiros do relógio foram mexidos 17 vezes em resposta a acontecimentos mundiais.
A última mudança aconteceu em 2002 quando o relógio foi adiantado dois minutos na sequência da saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Anti-Balísticos e depois de ter sido revelado que organizações terroristas procuravam obter armas nucleares e biológicas.
Actualmente, o relógio está novamente nos sete minutos para a meia-noite, a posição mais perigosa desde o fim da Guerra Fria (1990), quando os ponteiros foram posicionados nos 10 minutos para a meia-noite.
Fundado em 1945 por cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica, o Boletim de Cientistas Atómicos conta 17 prémios Nobel entre os seus directores e patrocinadores.
Diário Digital / Lusa
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17.01.07 - 10:36Fonte - Millenium
Mateus 24:6
E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
"Estamos na iminência de importantes e solenes acontecimentos. Cumprem-se as profecias. Uma estranha e acidentada história está sendo registrada nos livros do Céu. Tudo em nosso mundo se mostra em estado de agitação. Há guerras e rumores de guerras. As nações estão iradas, e é chegado o tempo dos mortos para serem julgados. Os acontecimentos se sucedem, alternando-se e apressando o dia de Deus, que está muito próximo. Só nos resta, por assim dizer, um pequeno instante. Mas conquanto nação se esteja levantando contra nação e reino contra reino, não se desencadeou ainda um conflito geral. Os quatro ventos sobre os quatro cantos da Terra ainda estão sendo retidos até que os servos de Deus estejam assinalados na testa. Então as potências do mundo hão de mobilizar suas forças para a última grande batalha." (Testemunhos Seletos - Vol. 2 - Ellen G. White - Pág. 369)
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Cientistas e evangélicos deixam divergências e trabalham em favor do planeta
Alguns importantes cientistas e líderes evangélicos dos Estados Unidos concordaram em deixar as divergências de lado e trabalhar juntos contra o aquecimento global. Os representantes se reuniram na Georgia e concluíram que uma ação urgente é necessária. Detalhes do acordo serão divulgados ainda nesta quarta-feira, 17/01.
O vice-presidente de relações com o governo da Associação Nacional de Evangélicos, Rich Cizik, também esteve presente na reunião. A associação representa 45.000 igrejas. “Tenha Deus criado a Terra em um milissegundo ou tenha o planeta evoluído ao longo de bilhões de anos, a questão em que concordamos é que ele precisa de cuidados hoje”, disse.
O diretor do Centro de Saúde e Ambiente Global da Escola de Medicina de Harvard, Eric Chivian, também concorda com a medida. “Cientistas e evangélicos descobriram que partilham de uma preocupação profunda e um senso de urgência quanto às ameaças à vida na Terra e que devemos falar com uma só voz para protegê-la”, explicou.
Nos Estados Unidos, cientistas e evangélicos estavam tendo dificuldades em se unir por causa das diferentes crenças: a teoria da evolução e da criação, respectivamente.
O pastor Joel Hunter, que deixou a liderança da Coalizão Cristã da América porque a organização se recusou a incluir questões ambientais e sociais na sua agenda, o biólogo Edward O. Wilson e o cientista da Nasa James Hansen – um dos principais no alerta das conseqüências do efeito estufa – são algumas das personalidades mais esperadas para o lançamento formal da iniciativa.
Fonte - Elnet
Nota DDP:
Antes de tomar conhecimento desta notícia, por força de uma nova manifestação romana acerca da necessidade de santificação do domingo, havia escrito um comentário no Blog do Michelson Borges nos seguintes termos:
"Interessante como a Sra. White correlaciona a questão do domingo como tradição humana, com calamidades naturais, duas realidades que começamos a viver intesamente em nossos dias..."
No mesmo comentário, citava ainda um texto da Sra. White que, dentre outras coisas, faz a seguinte afirmação:
"Homens em posições de responsabilidade não só desatenderão e desprezarão o sábado eles mesmos, mas da tribuna sagrada instarão com o povo para que guardem o primeiro dia da semana, alegando a tradição e o costume em favor dessa instituição de feitura humana. Apontarão para as calamidades em terra e mar - as tempestades, as inundações, os terremotos, a destruição pelo fogo - como juízos indicadores do desprazer de Deus por não ser santificado o domingo."
Deste quadro profético delineado no parágrafo supra, falta apenas o cumprimento da parte final, qual seja, a necessidade de santificação do domingo, porque o Sábado bíblico já é há muito desatendido e desprezado, contra ele se prega nas mais diversas tribunas "sagradas", mesmo lugar onde se defende o domingo derivado da tradição e do costume, sem contar que as calamidades naturais, como pode facilmente se verificar neste blog pelas reiteradas notícias que a estas se relacionam, fazem parte da nossa realidade diária...
Sobre a questão ambiental, também roma já se manifestou sobre a necessidade de que sejam tomadas medidas para a preservação da natureza, o que me faz lembrar outro texto da Sra. White, a ser considerado neste contexto:
"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança os Estados Unidos forem induzidos a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." (Testemunhos Seletos - Vol. 2 - Pág. 151)