domingo, 24 de maio de 2015

Mediterrâneo e Ásia expõem drama dos que não podem ficar nem têm para onde fugir

Casos de refugiados em alto mar sucedem-se em meio a miséria, intolerância e violência

O drama já se tornou recorrente em meio a misérias, intolerâncias e violências: uma embarcação precária, com centenas de refugiados, entra em confronto internamente por serem pessoas de diferentes etnias, ou externamente por terem o acolhimento rejeitado no destino que procuram. Também há casos de naufrágio, de gente abandonada por traficantes de seres humanos que se aproveitam do seu desespero.

Na terça-feira, cem pessoas morreram em confrontos entre rohingyas de Mianmar e migrantes de Bangladesh, armados com machados, facas e barras de metal, em um barco à deriva na costa da Indonésia. A briga se iniciou quando a água e a comida acabaram. Rohingyas e bengaleses trocaram acusações sobre quem provocou os confrontos. Os muçulmanos rohingya, de Mianmar, são uma minoria que foge de perseguições. Os migrantes de Bangladesh tentam se livrar da pobreza. Aos milhares, chegam à costa de países como Indonésia, Malásia e Tailândia, por vezes abandonados no mar pelos traficantes. Como diz o clichê, é o roto contra o esfarrapado.

Na quarta-feira, pescadores socorreram 400 imigrantes na costa da província indonésia de Aceh. As vítimas foram levadas para Simpang Tigan, no leste de Aceh. Nesse caso, sobressai pelo menos um sinal de boa vontade em meio à selvageria: a população local forneceu água e comida para os resgatados, enquanto médicos tratavam dos doentes. Mas, conforme relatos dos sobreviventes, eles foram abandonados pela tripulação até a chegada de autoridades, e estas, então, empurraram o barco de volta ao mar.

— Os refugiados sabem que a probabilidade de morrer no mar é enorme, que haverá grande sofrimento físico e moral durante a viagem e que, se tudo der certo, a acolhida no país de destino será num primeiro momento precária, mais tarde hostil. Como gastam tudo o que têm para pagar a travessia, chegam completamente vulneráveis. E é bom lembrar que nem sempre eles foram pobres, muitos deles têm boa formação e viviam dignamente até que algo os empurrasse para fora de sua casa — contextualiza Deisy Ventura, especialista em temas internacionais e professora da Universidade de São Paulo (USP).

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) tem cobrado, de governos do sudeste asiático, o resgate das pessoas vulneráveis. O porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, diz:

— Estimamos que 4 mil pessoas de Mianmar e Bangladesh estejam no mar, com suprimentos acabando. Isso inclui 2 mil homens, mulheres e crianças encalhadas em pelo menos cinco barcos perto de Mianmar e Bangladesh há mais de 40 dias. Relatos sugerem que o número pode ser maior.

Na Malásia, refugiados contaram a funcionários do Acnur que foram sequestrados ou atraídos por falsas promessas de contrabandistas que fazem a travessia. Os imigrantes disseram saber de casos de outros passageiros que morreram no mar por doenças, por fome ou por terem sido espancados pela tripulação.

Em Mianmar, centenas de pessoas abandonaram a travessia e voltaram ao Estado de Rakhine após cada uma pagar entre US$ 182 e US$ 273 a contrabandistas. Relatos de fome, desidratação e violência a bordo corroboram os de pessoas que desembarcaram na Tailândia, Malásia e Indonésia. Nas últimas duas semanas, 1.396 pessoas chegaram à Indonésia, 1.107 à Malásia e 106 ao sul da Tailândia.

O Acnur estima que haja 50,6 milhões de refugiados, deslocados, apátridas, requisitantes de refúgio e asilo e vulneráveis. Em relação ao ano passado, houve aumento de 1,3 milhão, o que escancara uma crise.

— As maiores causas do refúgio são os conflitos armados, a perseguição étnica ou religiosa e as catástrofes naturais. Grande parte dos conflitos e dos regimes que perseguem é parcialmente apoiada, financiada ou até causada por países do Ocidente. O refugiado não é aquele que deseja sair, é aquele que não pode ficar. E o mesmo Ocidente que agrava as causas e o volume do refúgio é quem agora age como se estivesse sendo invadido e injustamente onerado, apresentando como caridade aquilo que não é mais do que um dever — analisa Deisy.

Na América Latina, a Colômbia, que busca a paz negociando com a guerrilha para superar um confronto de 50 anos, tem 5 milhões de pessoas nessa situação, a maioria deslocadas internamente para fugir da violência – chegam a quase 4 milhões. De refugiados, são cerca de 400 mil colombianos. O Acnur, porém, vê o país como um raro caso de esperança.

— Temos a esperança de que o processo de paz na Colômbia nos permita avançar até uma solução para os refugiados e os deslocados — diz o alto comissário da ONU, Antonio Guterres.
No geral, o discurso de Guterres é pessimista:

— Enquanto a comunidade internacional fracassar na busca de soluções para os conflitos e em impedir o início de outros, continuaremos a lidar com as dramáticas consequências humanitárias.

Também há casos no Peru, no Equador, na Venezuela e, muito em especial, no Haiti, onde o Brasil é o foco principal desde 2010, em razão do terremoto devastador que ampliou o cenário de miséria.

Os haitianos entram no Brasil pelo Acre e pelo Amazonas. Depois, seguem para regiões como o Rio Grande do Sul, onde, além de Porto Alegre, recomeçam a vida em Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Encantado, Lajeado e Passo Fundo. Trabalham em frigoríficos, na construção civil e como frentistas.

Em 2011, houve, no total, 3.501 pedidos de refúgio no Brasil, feitos à Polícia Federal. Em 2013, 17.927. Até julho do ano passado, 17.903. A demanda cresce na proporção da desesperança.

Fonte - Zero Hora

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O papa em alta e o Vaticano que dá “pitaco” nos EUA

Um líder para este momento

Deu no site do Portal Comunique-se: “Conhecida por produzir e comercializar álbuns de figurinhas, como o da Copa do Mundo de 2014, a Panini apresentou ao mercado sua revista mensal com o “santo padre” em destaque - sempre. Trata-se da publicação O Meu Papa, disponível em bancas do país e na internet desde 6 de maio. Comercializado a R$ 4,90 o exemplar, o novo impresso é a versão nacional do título que já circula em 13 países, tendo como pauta divulgar as ações realizadas pelo papa Francisco. Atualmente, o veículo de comunicação está presente na Alemanha, Áustria, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Itália, Lichtenstein, Nicarágua, Panamá, Polônia, República Dominicana e Suíça. A primeira edição brasileira da revista dedicada exclusivamente ao pontífice é dividida em 64 páginas e apresenta, em reportagem de capa, a preocupação de Francisco para com as pessoas que de alguma forma convivem com o sofrimento. No estilo, a editora garante que a revista é feita com textos simples e de fácil leitura, com amplo espaço a imagens. ‘O lançamento da revista O Meu Papa no Brasil nos gera grande satisfação. A editora, que já está presente no lar dos brasileiros por meio de produtos voltados à família que atingem crianças, jovens e adultos lança agora esse título inovador sobre a vida do papa Francisco no Vaticano’, disse, no começo do mês, o diretor-presidente da Panini Brasil, José Eduardo Severo Martins. O executivo ainda afirmou que a novidade demonstra a importância que a empresa dispensa aos mais variados assuntos. ‘Com esta publicação, a Panini reforça seu posicionamento de estar sintonizada com os principais lançamentos mundiais e sua preocupação com investimentos em produtos que reforçam valores humanos universais.’”

A notícia acima é mais uma que mostra a crescente influência de Francisco em todo o mundo. Isso com certeza vai favorecer as ações dele em setembro deste ano, quando discursará em três lugares nos Estados Unidos: o Senado, a Casa Branca e a ONU, oportunidade ímpar de propor “soluções” para problemas graves como o aquecimento global (aliás, a essa altura a nova encíclica papal terá sido publicada e estudada).

Mas o Vaticano quer mais, e recentemente chegou a dar “pitaco” no gerenciamento dos EUA e da ONU e fez sugestões bem interessantes, do ponto de vista profético. Veja alguns trechos: “Conselheiro do Vaticano diz que documento fundador dos EUA não é mais aceitável.” O que sugerem, então, mudar a Declaração de Independência e, depois, a Constituição norte-americana? Hmm... “Organizações globais como a ONU devem ditar o rumo das nações e os direitos individuais devem ser sacrificados em favor do bem maior.” Já li isso em algum lugar... Eles andam dizendo com insistência que o aquecimento global é um problema de ordem moral. E problemas morais devem ser tratados moralmente, com base em leis morais, não apenas na legislação humana ou na política.

O artigo completo (em inglês) pode ser lido aqui (America Magazine é uma publicação jesuíta). Vale a pena ler também este e este artigos (ambos também em inglês).

Mais alguns trechos interessantes:

“Estamos presos numa indiferença que ironicamente tem sido aumentada pela exagerada defesa da liberdade na América em detrimento da virtude.” Exagerada defesa da liberdade?! Prestou atenção nisso? Para promover a virtude (e salvar o planeta), será necessário, então, reduzir a liberdade individual? Você já leu o livro O Grande Conflito? Isso já estava previsto há mais de um século!

“O papa Francisco irá aos Estados Unidos e às Nações Unidas, em Nova York, por ocasião do 70º aniversário das Nações Unidas, e num momento em que 193 governos do mundo estarão decididos a dar um passo em solidariedade para com um mundo melhor. No dia 25 de setembro, o papa Francisco vai falar com os líderes mundiais – muito provavelmente o maior número de chefes de Estado e de governo na história – em que esses líderes deliberam para adotar novas metas de desenvolvimento sustentável para a próxima geração. Essas metas serão um novo compromisso mundial para construir um mundo que tem por objetivo harmonizar a busca da prosperidade econômica com os compromissos para a inclusão social e sustentabilidade ambiental.”

“A mensagem do papa Francisco ajudará a prover uma linguagem universal de virtude e felicidade para que os objetivos sejam adotados pelos estados membros da ONU.” Qual será essa “linguagem universal de virtude”?

Setembro vem aí...

Fonte - Criacionismo

China é a nova Grécia? 3ª Guerra Mundial à vista? Gurus estão "apocalípticos"



quinta-feira, 21 de maio de 2015

Papa: pedir a graça da unidade e recusar a divisão

Quinta-feira, 21 de maio: na homilia da Missa em Santa Marta o Papa Francisco afirmou que os cristãos de hoje são chamados a pedir a graça da unidade e a lutar para que entre eles não se insinue o “espírito de divisão, de guerra e de ciúmes”.

O Santo Padre imergiu nas leituras do dia e na densidade das palavras que Cristo pronunciou e confiou aos Apóstolos antes de se entregar à Paixão. Jesus manifesta “a grande oração” para que a Igreja seja unida, que os cristãos “sejam uma só coisa”, como Jesus o é com o seu Pai. Mas Cristo manifesta também “a grande tentação” para que não cedam ao outro “pai”, ao da “mentira” e da “divisão”. Verdadeiras chagas que o Senhor sofreu como preço da unidade:

“Talvez nós não estejamos suficientemente atentos a estas palavras: Jesus rezou por mim! Isso é precisamente a fonte de confiança: Ele reza por mim, rezou por mim... Eu imagino – mas é só uma figura – como está Jesus diante do Pai, no Céu. É assim: reza por nós, reza por mim. E o que vê o Pai? As chagas, o preço. O preço que pagou por nós. Jesus rezou por mim com as suas chagas, com o seu coração ferido e continuará a fazê-lo.”

“Devemos ser um, uma só coisa, como Jesus e o Pai são uma só coisa. Este é precisamente o desafio de todos nós cristãos: não dar lugar à divisão entre nós, não deixar que o espírito de divisão, o pai da mentira entre em nós. Procurar sempre a unidade. Cada um é como é, mas procura viver em unidade. Jesus perdoou-te? Perdoa todos. Jesus reza para que nós sejamos um, uma só coisa. E a Igreja tem grande necessidade desta oração de unidade”.

Na conclusão da sua homilia o Papa Francisco afirmou que devemos dar espaço ao Espírito Santo para que nos transforme numa só coisa, para que nos dê a unidade.

Fonte - Radio Vaticano

Nota O Tempo Final: O Papa Francisco voltou hoje a reforçar o apelo à unidade entre os cristãos, declarando luta àqueles que tiverem um "espírito de divisão, de guerra e de ciúmes". Indiretamente, disse também que os que não se unem cedem perante Satanás.

Isso seria um excelente propósito se tal unidade fosse em torno e baseada em princípios bíblicos. O problema é que não será...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A Convergência Final - Steve Wohlberg


terça-feira, 19 de maio de 2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Veja tudo que o Google sabe sobre você

Você sabe (ou deveria saber) que o Google monitora praticamente todos os seus passos na internet. O que nem todo mundo sabe é que é possível saber o que a empresa guarda sobre você e o quanto ela sabe ou deduziu sobre o seu perfil online, com base no seu comportamento.

Abaixo estão alguns links que permitirão ter um entendimento maior sobre o que o Google pensa sobre você:

O que o Google pensa sobre você

O Google usa as informações que tem sobre o usuário para oferecer anúncios direcionados para o seu perfil. Para isso, ele o encaixa em diferentes categorias de gostos. Você pode descobrir em quais categorias você se encaixa no link abaixo.

http://www.google.com/settings/ads/

Basta rolar a página até encontrar a opção de Interesses. Clicando em Editar, você consegue descobrir quais são as categorias em que você se encaixa. Mas fica o aviso: muitas delas estarão erradas.

Seu histórico de localização

Uma das coisas mais assustadoras que o Google faz é manter um registro detalhado de sua localização. Isso acontece quando você tem um smartphone e permite que a empresa tenha acesso a este tipo de informação para melhorar serviços como o Google Now. Ou seja: isso é opcional.

Mas isso não torna a ferramenta menos assustadora. Você pode ver as informações que a empresa tem sobre sua localização no link abaixo.

https://maps.google.com/locationhistory

Na lateral, você tem a opção de Excluir todo o histórico, se você preferir que o Google não guarde estas informações sobre você.

Tudo o que você já pesquisou

Para desespero de muitos, o Google também registra tudo o que você pesquisa com dados detalhados sobre quais sites você mais acessou a partir das buscas realizadas no site abaixo:

https://www.google.com/history/

Também é interessante observar que se você tem o hábito de realizar pesquisas por voz, seja pelo desktop, seja pelo celular, você também tem seu histórico de buscas guardado, com direito a uma gravação da sua voz fazendo a pesquisa. Você pode conferir aqui:

https://history.google.com/history/audio?hl=pt-BR

Seu histórico no YouTube

Para recomendar novos vídeos, o YouTube guarda informações sobre o que você procura e o que você de fato assiste no serviço. Para conferir seu histórico de busca, você pode acessar o link abaixo:

https://www.youtube.com/feed/history/search_history

Se você quiser ver tudo o que você já assistiu no serviço, o link está logo a seguir:

https://www.youtube.com/feed/history

Fonte - Olhar Digital

domingo, 17 de maio de 2015

Plataforma de gelo da Antártica irá se desintegrar completamente até 2020

Parte que sobrou da ‘Larsen B’ está em processo rápido de derretimento

RIO— Um estudo divulgado pela NASA na quinta-feira revelou que a última parte intacta de uma das enormes plataformas de gelo da Antártica irá derreter completamente até 2020, aumentando o nível do mar. O pedaço remanescente da plataforma “Larsen B”, que ruiu parcialmente em 2002, de acordo com o órgão, está em processo rápido de desintegração.

A Nasa mediu a superfície de 10 mil anos e constatou que restam apenas 1600 quilômetros quadrados, o que corresponde à metade do estado de Rhode Island, nos Estados Unidos.

A Antártica tem dezenas de plataformas de gelo – placas maciças e flutuantes de gelo alimentadas por geleiras pairando sobre o mar na borda da linha costeira do continente. A maior tem aproximadamente o tamanho da França. A Larsen B está localizada na Península Antártica, que se estende em direção ao extremo sul da América do Sul e é uma das duas principais áreas do continente onde os cientistas documentaram o encolhimento dessas formações de gelo.

"Esse estudo das geleiras da Península Antártica fornece indícios sobre a forma como as plataformas de gelo mais ao sul, que possuem muito mais terra gelada, vão reagir a um clima mais quente", disse Eric Rignot, coautor da pesquisa e glaciologista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Estado da Califórnia.

Quase 200 países concordaram em negociar um pacto da ONU no final de 2015 para combater as mudanças climáticas no mundo, que a maioria dos cientistas prevê que elevarão o nível dos mares e trarão mais enchentes, secas e ondas de calor. O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climáticas, da ONU, citou uma probabilidade de pelo menos 95% de que a aceleração do aquecimento do planeta tenha sido desencadeada por atividades humanas.

O estudo sobre a plataforma de gelo, publicado online na revista Earth and Planetary Science Letters, se baseou em levantamentos aéreos e dados de radar.

Fonte - O Globo

Cidade iraquiana ameaçada pelo Estado Islâmico 'está à beira do colapso'

Autoridades locais na cidade iraquiana de Ramadi advertiram neste domingo que a cidade está à beira de cair frente ao avanço do auto-proclamado 'Estado Islâmico'.

Um funcionário da província de Anbar, onde fica Ramadi, disse à BBC que pelo menos 500 pessoas morreram nos últimos dois dias em combates na cidade, incluindo civis. A BBC não pode confirmar o número de forma independente.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, ordenou que as forças de segurança mantenham suas posições na cidade, após relatos de que parte das tropas iraquianas se retirou do local.

Neste fim de semana, membros da milícia extremista tomaram posições usando carros-bomba e ataques suicida, e se entrincheiraram em vastas áreas da cidade, que fica a 100 km de Bagdá.

Os reforços militares enviados pelo governo iraquiano não estão sendo suficientes para retardar o 'EI', segundo fontes locais.

Na sexta-feira, os extremistas lançaram uma grande ofensiva e tomaram vários bairros residenciais no centro da cidade. Eles levantaram bandeiras negras sobre edifícios no principal complexo do governo.

Porém, foram obrigados a abandonar as instalações em meio a ataques aéreos conduzidos pela força aérea iraquiana e aviões de guerra da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

O vice-chefe do conselho da província de Anbar, Faleh al-Issawi, disse à BBC que entre os 500 mortos nos últimos dois dias estão civis mortos em fogo cruzado e policiais sumariamente executados por militantes de EI.

Não há fontes alternativas para confirmar os números. Mas o grupo postou vídeos de propaganda em seus canais no YouTube exibindo o que afirmam ser tropas do governo iraquiano.

O repórter da BBC em Bagdá Ahmed Maher disse que a perda de Ramadi seria um "grande revés" para o governo iraquiano, que tenta livrar partes do seu território do domínio da milícia.

Anbar é um dos alvos da campanha militar para tentar obrigar o grupo a retroceder. A província faz fronteira com a Síria, Jordânia e a Arábia Saudita e corresponde a um terço da área do país.
'Jóia síria' resiste

Enquanto isso, militantes do EI na Síria foram forçados a retroceder após uma ofensiva de forças do governo próximo ao oásis de Palmira, a nordeste de Damasco.

A cidade, fundada 4 mil anos atrás e tombada como patrimônio da Unesco, abriga ruínas históricas e está sob ataque há quatro dias.

Pelo menos 300 pessoas foram mortas na violência desse período, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma ONG que monitora os eventos no local. Entre os mortos estariam 50 pessoas executadas pelo EI, alguns, decapitados.

Mas a milícia sofreu fortes perdas em meio aos ataques sustentados do governo sírio usando armas pesadas e artilharia.

Segundo a mídia estatal síria, grupos de ativistas e moradores, o grupo foi expulso da parte norte da cidade, que estava sob seu controle.

Tropas do Exército sírio também tomaram as encostas das montanhas, de onde podem ter uma visão vantajosa da cidade e das ruínas locais.

Porém, os militantes ainda mantêm posições ao redor de Palmira, incluindo parte de um gasoduto.

Fonte - BBC

Papa canonizou quatro religiosas, incluindo duas palestinas

Francisco apresentou novas santas como exemplo de amor por todos

Cidade do Vaticano, 17 mai 2015 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje ao rito de canonização de quatro religiosas, incluindo duas palestinas, durante uma Missa que reuniu dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

As novas santas são Maria de Jesus crucificado (1846-1878) e Maria Alfonsina Danil Ghattas (1843-1927), ambas árabes, Maria Cristina da Imaculada Conceição (Itália, 1856-1906) e Jeanne Émilie de Villeneuve (França, 1811-1854).

Francisco disse que o exemplo destas religiosas “interpela” todos a ser testemunhas de Cristo, com amor por todas as pessoas.

Perante as delegações oficiais da Itália, França, Israel, Jordânia e Palestina, bem como de mais de 2 mil peregrinos do Médio Oriente, o Papa remeteu a origem da fé cristã no testemunho “direto e estupendo da ressurreição” que os primeiros discípulos experimentaram e transmitiram.

“Cada discípulo de Cristo é chamado a tornar-se testemunha da sua ressurreição, sobretudo nos ambientes humanos onde é mais forte o esquecimento de Deus”, observou.

A Missa contou com a presença do presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, sublinhando a importância da canonização primeiras santas palestinas dos tempos modernos.

Durante a celebração foi proclamada uma oração em português pelos cristãos perseguidos: “Sustentai-os, ó Pai, na sua fadiga diária de defender o vosso nome e a sua fé e consolai-os com a vossa presença”.

A cerimónia incluiu ainda uma oração em árabe pela paz e a justiça, recordando os pobres, os refugiados e os que sofrem: “Abre-lhes, ó Pai, novas perspetivas de vida, para que não se dobrem sob o peso do sofrimento e encontrem comunidades capazes de aliviar a sua dor”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Os métodos de dominação de roma não mudam. Roma não muda. Ver também "Papa Francisco canoniza duas palestinas". Destaque:

'Este é um sinal de que podemos falar sobre três religiões (cristãos, muçulmanos e judeus) sem qualquer discriminação', disse o patriarca Latino de Jerusalém. 

sábado, 16 de maio de 2015

Cristão é preso por entregar folheto evangelístico na rua

Ele ficou dez dias preso e foi condenado a pagar um valor de 40 salários

No Uzbequistão há um crime chamado “atividade missionária ilegal”, bom pelo menos foi esse o motivo que fez com que a polícia local prendesse um cristão que distribuía folhetos evangelísticos na rua.

O caso aconteceu em março, mas só foi divulgado pelo Ministério Portas Abertas neste mês, com informações do Fórum 18. Segundo o site o homem preso foi Doniyor Akhmedov que ficou dez dias na prisão de Ahangaran.

Testemunhas alegam que é normal que os cristãos presos no Uzbesquistão sejam forçados a assinarem declarações que os acusam de quebrar a lei sobre religião do país, mas Akhmedov se recusou a assinar esses documentos.

Durante os dez dias ele ficou preso em uma pequena cela com outros 10 prisioneiros. “Eles foram espremidos e mal tinha espaço no chão para dormir”, diz a testemunha.

Akhmedov foi solto no dia 31 de março e foi convocado para comparecer no Tribunal Penal do Distrito de Ahangaran onde recebeu a punição de pagar uma multa no valor de 40 salários mínimos.

A sentença afirma que ele violou o artigo 184-2 que fala sobre a “distribuição de materiais religiosos”. Cristãos locais dizem que ele se recusou a pagar a multa defendendo que “ele só exerceu o seu direito humano fundamental”.

Novo terremoto de magnitude 5,7 atinge o Nepal neste sábado

No dia 25 de abril, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Nepal, matando mais de 8 mil pessoas

Um terremoto de magnitude 5,7 atingiu o Nepal neste sábado, a cerca de 76 km da capital Kathmandu, a uma profundidade de 10 km, informou o US Geological Survey.

No dia 25 de abril, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Nepal, matando mais de 8 mil pessoas e, desde então, tem havido uma série de tremores secundários.

No última terça-feira, um tremos de magnitude 7,3 teve o epicentro perto da cidade de Namche Bazar, nas cercanias do Monte Everest, a cerca de 85 km da capital nepalesa, Katmandu. Ele teria ocorrido a 19 km de profundidade e deixou mais de 100 mortos.

Sobre o terremoto deste sábado, ainda não há informações sobre vítimas ou demais danos à região.

Fonte - Terra

Papa Francisco diz que líder palestino é um "anjo da paz"

O papa Francisco chamou o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, de "anjo da paz" durante um encontro com o líder no Vaticano.

O elogio foi feito neste sábado, durante a tradicional troca de presentes ao fim de uma audiência oficial no Palácio Apostólico. O papa presenteou Abbas com um medalhão e explicou que este representava o anjo da paz "destruindo o espírito mau da guerra". O Pontífice declarou que considera o presente adequado, já que Abbas "é um anjo da paz".

O líder palestino foi convidado ao Vaticano para a canonização de dois santos que eram da região da Palestina, então Império Otomano. A visita também ocorre dias após o Vaticano firmar acordo bilateral com o Estado da Palestina - tornando explícito o reconhecimento do governo e da região como país independente. No encontro com o papa Francisco, Abbas presenteou o representante da Igreja Católica com relíquias dos dois novos santos.

Fonte - Yahoo

Nota DDP: Quando disserem paz e segurança...

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Papa Francisco dirá ao Congresso dos EUA que capitalismo precisa mudar

Pontífice argentino será o primeiro da História a discursar no Capitólio

CIDADE DO VATICANO — Quando o Papa Francisco fizer sua primeira visita aos Estados Unidos, em setembro, protagonizará um momento histórico. Ele será o primeiro Pontífice a discursar no Congresso americano. E, segundo seu assessor mais próximo, não será nada econômico nas palavras. O cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, um colega latino-americano nomeado pelo Papa argentino para assessorá-lo no comando da Igreja, disse em uma entrevista, em Roma, que Francisco falará “não como um inimigo do sistema ou da cultura”, mas “como um pastor que quer melhorar o mundo, especialmente para aqueles que não têm voz”.

Ao ser escolhido como líder de 1,2 bilhão de católicos, Francisco defendeu “uma Igreja pobre para os pobres”, dando um tom mais humilde para o seu papado, que começou com a decisão de morar em uma residência modesta. Ao mesmo tempo, ele estabeleceu uma agenda política ambiciosa, que inclui desde o lobby por um acordo climático global até a condenação da crescente brecha entre ricos e pobres.

Francisco apresentará aos parlamentares “a mesma forma de pensar que ele expressou” na Evangelii Gaudium, sua primeira encíclica, uma importante carta papal, em 2013, segundo Maradiaga. No documento, Francisco atacou a “idolatria pelo dinheiro” e um sistema financeiro “de exclusão e desigualdade”, acrescentando: “Uma economia assim mata”.

— As leis de livre mercado visam a produzir a maior receita possível e os menores custos possíveis. Uma mudança se faz necessária, para que o capitalismo se torne mais humano. Do contrário, as desigualdades continuarão crescendo, e elas geram violência, frustração, dor e especialmente insegurança, em todos os sentidos — disse Maradiaga, de 72 anos.

O cardeal, arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, expressou suas esperanças de que o Congresso dos EUA, dominado pelos republicanos, escute o papa “com corações abertos”.

Francisco, 78, viajará a Cuba entre 19 e 22 de setembro e depois a Washington, onde se encontrará com o presidente Barack Obama na Casa Branca, a Nova York, onde discursará na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e, finalmente, à Filadélfia. Em março, a Casa Branca dissera em um comunicado que a conversa entre Francisco e Obama incluirá os “cuidados aos marginalizados e pobres” e os “avanços das oportunidades econômicas para todos”.

Fonte - O Globo

"Se Ele não for o primeiro" - Arautos do Rei

"5 Desejos de satanás para você" - Pr. Ivan Saraiva

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vaticano: Papa lembrou aparições de Fátima

Cidade do Vaticano, 13 mai 2015 (Ecclesia) - O Papa assinalou hoje no Vaticano a memória da primeira das aparições de Fátima, junto de uma imagem de Nossa Senhora, convidando os católicos a manter viva esta devoção.

“Neste dia de Nossa Senhora de Fátima, convido-vos a multiplicar os gestos diários de veneração e imitação da Mãe de Deus. Confiai-Lhe tudo o que sois, tudo o que tendes; e assim conseguireis ser um instrumento da misericórdia e ternura de Deus para os vossos familiares, vizinhos e amigos”, afirmou, durante a audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

O encontro com milhares de peregrinos começou com um momento de silêncio, quando Francisco se deslocou para junto da imagem, colocada perto da sua cadeira, para rezar e fazer um pequeno gesto de carinho.

“Agora, peço ao meu irmão português que, neste dia de Nossa Senhora de Fátima, reze em português uma Ave-Maria à Virgem, com todos em silêncio”, disse de improviso, depois de saudar os peregrinos lusófonos presentes no Vaticano.

O Papa voltou a referir-se ao 13 de maio no final da audiência, durante a tradicional saudação aos grupos de jovens, doentes e recém-casados.

“Hoje é a memória litúrgica da Beata Virgem Maria de Fátima. Caros jovens, aprendei a cultivar a devoção à Mãe de Deus com a recitação diária do Rosário; caros doentes, senti Maria presente na hora da cruz; e vós, caros esposos, rezai-lhe para que não falte nunca na vossa casa o amor e o respeito recíproco”, apelou.

Uma imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima está na Itália para uma visita de cinco meses às comunidades católicas da região, em particular às dioceses de Lácio, Campânia e Puglia.

Na agenda da passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima por solo italiano está a celebração do 13 de maio, com uma procissão entre a basílica romana de Santa Cruz de Jerusalém e a basílica papal de São João de Latrão.

Fonte - Ecclesia

Vaticano reconhece a Palestina como Estado

Acordo finalizado nesta quarta-feira trata das atividades da Santa Sé nos territórios palestinos. Governo israelense se diz 'decepcionado' com decisão

O Vaticano reconheceu oficialmente a Palestina como Estado por meio de um tratado finalizado nesta quarta-feira. O reconhecimento ocorre dias antes da visita do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a Roma para a canonização dos dois primeiros santos palestinos. O documento, que ainda deverá ser assinado, expressa o apoio do Vaticano a uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos baseada em uma fórmula de dois Estados.

O tratado diz respeito às atividades da Igreja Católica nos territórios palestinos e, apesar do caráter simbólico, é significativo para Abbas, que busca o reconhecimento internacional do Estado Palestino.

Israel reagiu imediatamente ao anúncio da conclusão do acordo. "Estamos decepcionados pela decisão tomada pela Santa Sé. Acreditamos que tal decisão não é propícia para trazer os palestinos de volta para a mesa de negociações", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Emmanuel Nahshon. "Israel vai estudar o acordo e analisar os próximos passos", acrescentou, segundo o jornal The Times of Israel. Recentemente, vários países europeus também anunciaram sua aceitação do caráter de Estado para a Palestina.

O papa Francisco já sinalizava seu apoio à mudança diplomática há algum tempo. No programa oficial da visita do pontífice à Terra Santa, no ano passado, Abbas foi apresentado como presidente do "Estado da Palestina". Também no anuário do Vaticano, o embaixador palestino para a Santa Sé é listado como representante da "Palestina (Estado)".

Fonte - Veja

Apocalipse 18 - Pr. Vanderson Domingues

terça-feira, 12 de maio de 2015

Novo terremoto no Nepal deixa mais de 50 mortos e mil feridos

Um novo terremoto atingiu o Nepal na manhã desta terça-feira, apenas duas semanas depois do tremor que matou mais de 8 mil e feriu quase 18 mil pessoas.

O mais recente tremor, de magnitude 7,3, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, teve o epicentro perto da cidade de Namche Bazar, nas cercanias do Monte Everest, a cerca de 85 km da capital nepalesa, Katmandu. Ele teria ocorrido a 19 km de profundidade.

De acordo com as autoridades nepalesas, ao menos 48 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas no país.

O tremor também foi sentido no norte da Índia e no Tibete, onde deixou, no total, outros 18 mortos.

Meia hora mais tarde, um tremor secundário de magnitude 6,3 foi detectado no distrito de Ramechap. Pelo menos outros cinco tremores também foram sentidos na região.
Profundidade

O epicentro foi mais profundo que o do tremor de 25 de abril - tremores mais "rasos" tendem a causar mais danos na superfície.

Mas os tremores voltaram a causar desabamentos e terror na população, ainda traumatizada com a tragédia de duas semanas atrás.

Em Katmandu, milhares de pessoas saíram às ruas, em pânico.

Distritos a leste da cidade parecem ter sido os mais atingidos. A polícia em Charikot, a 80 km da capital, afirmou que 20 pessoas morreram na região.

Um terremoto de 7,3, ainda que mais fraco, tem o potencial para causar estragos significativos em estruturas e provocar deslizamentos de terra e avalanches.

Já o terremoto de 25 de abril teve magnitude 7,8 (liberando uma energia mais de 5 vezes maior que o desta terça-feira), e, segundo a ONU, destruiu mais de 70 mil casas e edifícios.

Os esforços de ajuda humanitária para o primeiro terremoto ainda estão em andamento, tanto que o exército nepalês apenas nesta semana conseguiu chegar a algumas das áreas mais remotas no país - o Nepal está localizado em terreno majoritariamente montanhoso.

Na semana passada, a ONU se queixou de ter recebido apenas US$ 22 milhões dos mais de US$ 400 milhões necessários para as operações.

Mais de 2 milhões de pessoas ainda estão desabrigadas.

Fonte - BBC

Cinco milhões de sírios estão ameaçados por bombas usadas na guerra

A vida de mais de 5 milhões de sírios, incluindo 2 milhões de crianças, está ameaçada pelas bombas usadas no conflito, denuncia uma ONG em um relatório.

A Handicap International adverte que os artefatos foram amplamente utilizados em áreas densamente povoadas, em violação às normas internacionais, e que as bombas que não explodiram representam uma grave ameaça.

"No total, 5,1 milhões de pessoas - incluindo dois milhões de crianças - vivem em áreas muito afetadas pelo uso de armas explosivas, o que gera uma ameaça para suas vidas", afirma a ONG.

A explosão ou a fragmentação dos artefatos pode provocar "terríveis consequências para os civis" e causar a "morte ou provocar ferimentos graves", destacou a coordenadora regional da ONG, Anne Garella.

Quase 75% dos incidentes com explosivos aconteceram em zonas densamente povoadas, o que sugere que "os beligerantes não têm a intenção de distinguir entre civis e combatentes, o que é uma violação da lei internacional", afirma o relatório.

A Handicap International faz um apelo para as partes em conflito pelo fim do uso de explosivos nas áreas densamente povoadas e para que facilitem o acesso dos feridos à ajuda humanitária.

O conflito sírio começou em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do presidente Bashar al-Assad e se transformou depois em uma complexa guerra civil, que provocou mais de 220.000 mortes.

Fonte - Yahoo

A verdade | Impacto Esperança 2015



Assista e compartilha o trailer do novo DVD de estudos bíblicos do pastor Luís Gonçalves.

segunda-feira, 11 de maio de 2015


Nível do mar está aumentando mais rapidamente

Informações publicadas pela revista Nature Climate Change contrariam estimativas anteriores


A elavação do nível do mar em todo o mundo acelerou ao longo da última década, ao contrário do que indicavam estimativas anteriores - é o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira (11) pela revista Nature Climate Change.

Estudos precedentes baseados em dados de satélite mostraram que a alta do nível dos oceanos nos últimos dez anos tinha desacelerado com relação à década anterior.

Mas eles não incluíam possíveis imprecisões dos instrumentos utilizados, que não levavam em conta especialmente o movimento vertical da Terra para o cálculo do nível do mar.

O movimento vertical da Terra é um movimento ascendente natural da superfície terrestre, o que pode ocorrer, por exemplo, durante tremores ou acomodação de terra.

A equipe liderada pelo pesquisador Christopher Watson, da Universidade da Tasmânia (Austrália), tem trabalhado para identificar e corrigir imprecisões das medições por satélite.

Para isso, os pesquisadores combinaram as medições do movimento vertical da Terra realizadas por GPS com dados fornecidos por hora por uma rede maior de marégrafos, instalados nos oceanos do mundo.

Segundo os pesquisadores, entre 1993 e meados de 2014, o aumento global do nível do mar foi menor do que o estimado anteriormente, de 2,6-2,9 milímetros (mm) por ano, com uma margem de erro de mais ou menos 0,4 mm, e não de 3,2 mm.

Dos seis primeiros anos deste período (1993-1999), os pesquisadores revisaram a redução das estimativas de 0,9 para 1,5 mm ao ano.

No entanto, de acordo com eles, o aumento tem se acelerado desde a virada do século.

Segundo os autores do estudo, esta "aceleração é maior do que a observada, mas está de acordo com a aceleração causada pelo derretimento das calotas polares na Groenlândia e no Atlântico ocidental durante este período, assim como as previsões do IPCC".

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o nível global do mar subiu 19 cm entre 1901 e 2010, uma média de 1,7 mm por ano.

O IPCC prevê um aumento do nível do mar de 26 a 82 cm até 2100 em comparação com o final do século XX.

Reflexo de Cristo

Conheça a personalidade e a trajetória espiritual do autor do Apocalipse

O maior livro profético da Bíblia, o Apocalipse, é declarado ser uma “revelação de Jesus Cristo” dada por Deus para benefício da igreja (Ap 1:1). Essas palavras comportam dois sentidos fundamentais: um subjetivo, que aponta Jesus como o autor da revelação, e outro objetivo, que faz dele o tema da revelação. Isso significa que a revelação é feita por Jesus e é acerca dele. O mesmo texto faz referência ao instrumento humano usado por Jesus para que a revelação se efetivasse: “seu servo João”. Quem foi ele?

Bem, o Novo Testamento se refere a pelo menos quatro pessoas que tiveram esse nome: (1) João Batista, que morreu antes da crucifixão de Jesus; (2) um parente do sumo sacerdote Anás e inimigo do evangelho (At 4:6); (3) João Marcos (At 12:12), autor do segundo evangelho; e (4) o apóstolo João, o discípulo amado e autor do quarto evangelho. As evidências apontam para o apóstolo João como o escritor do Apocalipse. A tradição primitiva assim o reconhece, e todos os escritores cristãos até o 3º século confirmam esse fato. Também acredita-se que João tenha passado seus últimos anos em Éfeso.

Entretanto, há os que alegam a existência de outro influente João na igreja na Ásia, ao fim do 1º século, que teria escrito o Apocalipse. Eles têm por base o seguinte testemunho de Papias, bispo de Hierápolis, registrado por Eusébio de Cesareia: “Eu inquiria acerca das palavras dos presbíteros o que André, ou Pedro, ou Filipe, ou Tomé, ou Tiago, ou João, ou Mateus, ou qualquer outro dos discípulos do Senhor, disseram, e o que Aristion e o presbítero João, os discípulos do Senhor, dizem” (História Eclesiástica, III, 39.3, 4). Aparentemente, dois cristãos de destaque chamados João são referidos no texto: o apóstolo e um presbítero. Supõe-se que o primeiro teria escrito o evangelho, e o segundo, o Apocalipse.

Todavia, uma das formas de entender a declaração de Papias é ver nela a presença de dois grupos de pessoas com o nome João em cada grupo, mas com a instância de haver apenas uma pessoa com esse nome, mencionada duas vezes. Os líderes de ambos os grupos são chamados de discípulos do Senhor. Os do primeiro grupo disseram, isto é, tinham vivido antes de Papias e anunciado as palavras de Jesus; os do segundo grupo dizem, isto é, viviam no tempo de Papias. Se, como se acredita, o apóstolo João alcançou o fim do 1º século, então Papias, que nasceu por volta de 70, foi seu contemporâneo e pode tê-lo ouvido de viva voz. Nesse caso, o apóstolo é tanto o primeiro João citado como o segundo, com a diferença de que, do corpo apostólico, ele era o único sobrevivente.

Outros pensam que João não poderia ter escrito o livro do Apocalipse no fim do 1º século por ter sido morto muito antes pelos judeus, a exemplo do que aconteceu com seu irmão Tiago (At 12:1, 2), o que teria cumprido a previsão de Jesus a respeito deles (Mc 10:38, 39). Mas tal previsão não significa que João tivesse morrido ao mesmo tempo que seu irmão. Vários anos depois do martírio de Tiago, ele é mencionado por Paulo como sendo um dos baluartes da igreja (Gl 2:9). Se ele também tivesse enfrentado o martírio, o que é improvável, teria sido bem mais tarde, pois o próprio Apocalipse dá a entender que, ao ser escrito, os judeus ainda perseguiam os cristãos.

A verdade é que não foi requerido que João fosse martirizado para que as palavras de Jesus se cumprissem. O Salvador poderia perfeitamente estar se referindo à senda de sofrimento que os dois teriam pela frente, em contraposição ao pedido por grandeza feito por eles. Há ainda a se considerar as palavras de Jesus em João 21:22: “quero que ele permaneça até que eu venha”. Elas podem, em contraste com o tipo de morte que Pedro enfrentaria (v. 19), significar que João não enfrentaria o martírio.

Dionísio, bispo de Alexandria falecido em 265, também afirmou que o autor do Apocalipse não poderia ter sido o apóstolo João, escritor do quarto evangelho, em vista da diferença de linguagem entre uma obra e outra. Muitas palavras empregadas com frequência por João no evangelho são raras ou mesmo omitidas no Apocalipse. O uso de sinônimos igualmente reforça essa posição.

No entanto, devemos lembrar que a natureza do assunto pode ter levado o escritor a empregar termos diferentes no Apocalipse diante da necessidade de repetir ou combinar as afirmações dos antigos profetas, considerando que os quadros do Antigo Testamento são predominantes no livro. As condições adversas sob as quais o Apocalipse foi produzido devem ser igualmente levadas em conta. O escritor era prisioneiro na colônia penal da ilha de Patmos, palco das visões que proveram o conteúdo do livro. Além disso, segundo a tradição, para a composição do evangelho, João teria contado com a assistência de um secretário.

MUDANÇA

Assim, a hipótese mais plausível aponta para o apóstolo João como o autor do Apocalipse. E quem foi ele? Um ardoroso seguidor de Jesus desde a juventude. Alguém cujo exemplo demonstra como a graça de Deus pode transformar a vida daquele que a ela se submete. Ele passou para a história do cristianismo como o “apóstolo do amor”.

A exemplo de outras personalidades da igreja primitiva, os dados biográficos de João aparecem esparsamente no Novo Testamento. Mateus o menciona apenas quatro vezes, Marcos dez e Lucas sete. O quarto evangelho, de autoria dele, menciona-o como o discípulo amado e como um dos filhos de Zebedeu.

João era o mais jovem dos discípulos de Jesus. Talvez não fosse muito estimado pelos demais, em vista de seu ambicioso desejo de ocupar o primeiro lugar no reino. De fato, a cobiça, o amor à posição e à supremacia e a avidez por promoção pessoal (Mt 10:35-37, 41) eram graves defeitos no caráter dele, e não eram os únicos. Jesus denominou João e seu irmão Tiago de “filhos do trovão”. Eram geniosos, impetuosos, cheios de ressentimento e propensos à vingança (Lc 9:49-54).

Por trás desses graves defeitos, porém, Jesus discerniu em João um ardente, sincero e amante coração. Embora muitas vezes repreendido pelo Mestre, ele se apegava mais firmemente a Jesus, até que sua alma se amalgamou à dele. Era o “discípulo que Jesus amava”, não porque Jesus não amasse os demais, mas porque João se deixou dominar por esse amor, a ponto de ter a vida totalmente transformada. Em seu coração a chama da lealdade e devoção ardente o tornou um dos mais destacados apóstolos na igreja cristã. Entre Jesus e ele desenvolveu-se uma profunda amizade, mais intensa que em relação aos demais discípulos.

João bebeu tanto da Fonte que alguns estudiosos e comentaristas de seu evangelho creem que sua linguagem e estilo correspondem à linguagem e ao estilo de Jesus. Embora isso não seja provável, é indiscutível que João nos apresenta um quadro profundamente original e distintamente autêntico de Jesus. Ele percebeu que Cristo se encarnou para ser a perfeita revelação de Deus, em vista do íntimo e pleno conhecimento que tinha do Pai.

Esse fato despertou no apóstolo o anseio de obter um conhecimento tão íntimo quanto possível do Salvador e de se tornar uma autêntica testemunha dele. João conseguiu alcançar esse ideal por meio de sua vida apostolar e de seus escritos. Então, no último livro da Bíblia, ele nos oferece uma revelação final e surpreendente de Jesus. De fato, ninguém foi capacitado a exaltar melhor a Cristo do que o apóstolo João.

A exemplo de Pedro e Tiago, cedo João se tornou íntimo discípulo de Jesus. Ele testemunhou a transfiguração (Mt 17:1) e, mais de perto, a agonia do Getsêmani (Mt 26:37). Esteve “aconchegado” a Jesus na ceia e reclinou a cabeça em seu peito (Jo 13:23-25). Do Getsêmani, seguiu o Mestre à sala do sumo sacerdote, de quem era conhecido, e então ao Calvário. Os episódios ali descritos (19:18-35) são tão reais que só uma testemunha ocular poderia assim narrá-los.

Na manhã da ressurreição, João correu na companhia de Pedro para ver o sepulcro vazio (20:3-8). Em companhia dos demais, viu o Salvador ressurreto, inclusive logo após voltarem à pescaria (21:7, 8). Nessa ocasião, depois do diálogo de Jesus com Pedro, concluído com a pergunta deste quanto ao destino de João, Jesus fez uma declaração que levou os discípulos a imaginar que João permaneceria vivo até a segunda vinda (v. 23).

João foi, entre os apóstolos, aquele que mais viveu, tendo chegado à idade avançada. Nessa época, por instigação dos judeus, foi aprisionado por Domiciano, que ordenou que ele fosse atirado a um caldeirão de azeite fervente (Atos dos Apóstolos, p. 570). Milagrosamente preservado por Deus, foi deportado pelo imperador para a ilha de Patmos, onde recebeu as visões do Apocalipse. Domiciano reinou entre 81 e 96. Segundo a tradição, Nerva, sucessor de Domiciano, libertou João, que voltou para Éfeso, onde terminou seu ministério e seus dias.

Como um dos lances finais de seu trabalho, João combateu as tendências gnósticas que pressionavam a igreja na Ásia Menor, sob a influência dos ensinos de um herege chamado Cerinto. De fato, uma clara resistência a esses ensinos pode ser sentida em seu evangelho e nas epístolas. O Apocalipse se opõe a eles indiretamente.

João é um vívido exemplo do que a graça de Deus pode fazer por alguém que, apesar de possuidor de graves defeitos de caráter, a ela se entrega sem reservas. “Ele submeteu seu temperamento ambicioso e vingativo ao modelador poder de Cristo, e o divino amor operou nele a transformação do caráter” (Atos dos Apóstolos, p. 557). Ele se tornou semelhante a Cristo. Poderia haver experiência mais preciosa do que essa?

JOSÉ CARLOS RAMOS, doutor em Ministério, foi durante muitos anos professor de Teologia no Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)

Fonte - Revista Adventista

domingo, 10 de maio de 2015

Papa Francisco recebe no Vaticano líder cubano Raúl Castro

Encontro aconteceu no estúdio e salões adjacentes à Sala Paulo VI.
Castro deve se reunir com premiê da Itália, Matteo Renzi


A reunião entre o Papa Francisco e o presidente de Cuba, Raúl Castro, neste domingo (10) às 9h30 (horário local, 4h30 em Brasília), após a chegada do líder cubano à Cidade do Vaticano, durou 55 minutos.

Segundo a agência de notícias EFE, Raúl elogiou o Papa por sua "sabedoría e modestia", disse que lê "todos os seus discursos" e que, se continuar assim, ele mesmo "voltará à Igreja Católica". "Voltarei a rezar e regresso à Igreja, e não estou brincando"", comentou o presidente cubano em um encontro com a imprensa.

A reunião aconteceu no estúdio e salões adjacentes à Sala Paulo VI, o grande auditório onde são realizados os atos vaticanos.

Esse local é o escolhido pelo papa e pelo protocolo vaticano para realizar as reuniões mais familiares ou de caráter menos oficial.

A delegação que viajou com Castro a Roma é composta pelo vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz; pelo chanceler, Bruno Rodríguez Parrilla; e pelo ministro das Forças Armadas Revolucionárias, Leopoldo Cintra Frias.

Também se somam à audiência papal os embaixadores na Itália, Alba Soto Pimentel, e no Vaticano, Rodney López.

Depois da visita ao Vaticano, Castro deve se reunir em Roma com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi.

Fonte - G1

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Apocalipse 17 com Pr. Vanderson Domingues

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Apocalipse 17- Pr. Vanderson DominguesPróxima quarta (13/05) - 20hsIASD Juveve - www.tvjuveve.com.br
Posted by Diário da Profecia on Quinta, 7 de maio de 2015

O encontro do Papa com pastores pentecostais

Cidade do Vaticano (RV) – Na tarde de ontem, quinta-feira (07/05), o Santo Padre recebeu em audiência privada um grupo de cerca de cem pastores evangélicos pentecostais provenientes de diversas partes do mundo. O grupo era guiado pelo Pastor Giovanni Traettino, cuja comunidade “Igreja Pentecostal da Reconciliação, em Caserta, foi visitada pelo Papa Francisco em 28 de julho de 2014.

O encontro - realizado numa das salas do complexo projetado por Pierluigi Nervi para as audiências papais - foi caracterizado por uma viva cordialidade e espírito de oração pela unidade. Foram os próprios pastores que manifestaram o desejo de encontrar Francisco. O Papa estava acompanhado pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch.

A visita do Papa Francisco ao Pastor em 2014 foi considerada histórica, por ser a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.

“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos, disse Bergoglio na ocasião. Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”.

Francisco se reuniu com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de diversas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unirem na diversidade:

“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, observou.

Fonte - Radio Vaticana

Aquecimento global vai acelerar extinção de espécies em até três vezes

As mudanças climáticas podem acabar com até uma em cada seis espécies de animais e plantas do planeta, de acordo com uma nova pesquisa.

Em um estudo publicado no jornal Science, Mark Urban, ecologista da Universidade de Connecticut, também descobriu que, à medida que o planeta esquenta, no futuro, as espécies vão desaparecer em um ritmo mais acelerado.

"Temos a opção. O mundo pode decidir em que lugar dessa curva queremos que a Terra esteja no futuro", avisou ele em uma entrevista.

Apesar das conclusões aterrorizantes de Urban, outros especialistas dizem que a verdade é capaz de ser ainda pior. O número de extinções "pode ser duas a três vezes maior", avisa John J. Wiens, biólogo evolucionário da Universidade do Arizona.

O aquecimento global aumentou a temperatura média da superfície do planeta em 0,8 graus Celcius desde a Revolução Industrial. As espécies respondem a isso mudando o alcance de seu ambiente.

Em 2003, Camille Parmesan, da Universidade do Texas, e Gary Yohe, da Universidade Wesleyan, analisaram estudos de mais de 1.700 espécies de plantas e animais. Eles descobriram que, em média, seus ambientes se deslocaram seis quilômetros por década na direção dos polos do planeta.

Se as emissões do dióxido de carbono e de outros gases do efeito estufa continuarem a crescer, os pesquisadores do clima projetam que o mundo pode ficar até 4,4 graus Celcius mais quente. À medida que o clima continuar a mudar, os cientistas temem que algumas espécies não sejam capazes de encontrar habitats adequados.

Por exemplo, a pika-americana, um mamífero parecido com um ramster que vive nas montanhas do Oeste, vem fugindo para elevações mais altas nas últimas décadas. Desde os anos 90, algumas das populações de pika que viviam mais ao sul desapareceram.

Centenas de estudos publicados nas duas últimas décadas produziram uma grande quantidade de previsões quanto ao número de extinções que serão causadas pelo aquecimento global. Alguns falam em poucas e outros dizem que 50 por cento das espécies podem desaparecer.

Existem muitas razões para a grande variação. Alguns cientistas estudam as plantas da Amazônia enquanto outros focam nas borboletas do Canadá. Em alguns casos, os pesquisadores assumem apenas alguns graus de aquecimento, em outros um cenário muito mais quente. Como os cientistas raramente conseguem dizem com que rapidez uma espécie vai mudar de ambiente, eles algumas vezes fazem estimativas.

Para conseguir uma imagem mais clara, Urban decidiu revisitar todos os modelos de extinção por causa do clima já publicados. Ele deixou de fora os estudos que examinaram apenas uma espécie, como o sobre as pikas-americanas, porque poderiam inflar artificialmente o resultado de sua meta-análise. (Os cientistas muitas vezes estudam uma determinada espécie porque já suspeitam que seja vulnerável à mudança climática.)

Urban selecionou 131 estudos que examinam plantas, anfíbios, peixes, mamíferos, répteis e invertebrados em todo o planeta. Ele analisou novamente todas as informações.

No geral, descobriu que 7,9 por cento das espécies têm previsão de serem extintas por causa das mudanças climáticas. Estimativas baseadas em baixo aquecimento previram muito menos extinções do que os cenários mais quentes.

Por esse cálculo, com um aumento de dois graus Celcius na temperatura da superfície da terra, 5,2 por cento das espécies seria extinta. Com 4,2 graus Celcius, 16 por cento.

Urban descobriu que a taxa de extinção não deve crescer de maneira regular, mas poderá acelerar se as temperaturas aumentarem.

Richard Pearson, biogeógrafo da University College London, disse que a nova meta-análise é "um marco que nos avisa que sabemos o suficiente para ver que as mudanças climáticas são uma ameaça importante à biodiversidade e aos ecossistemas".

Mas afirmou que Urban está possivelmente subestimando a escala das extinções. A última geração dos modelos de extinção por causa do clima é mais precisa, afirma Pearson: infelizmente, eles também trazem estimativas mais terríveis.

Wiens também percebeu que os trópicos não foram bem representados nos estudos das extinções causadas pelo clima. Na meta-análise de Urban, 78 pesquisas tinham como foco a América do Norte e a Europa e apenas sete vinham da América do Sul. Porém, quando Urban contabilizou as informações dos estudos da América do Sul, descobriu que 23 por cento das espécies correm risco de extinção. Na América do Norte, entretanto, são apenas 5 por cento.

O que torna esse desequilíbrio mais flagrante, afirma Wiens, é o fato de que a maior parte das espécies do planeta viver em florestas tropicais, como a Amazônia. Se as pesquisas sobre as extinções causadas pelo clima levassem a diversidade dos trópicos em conta, os riscos do planeta em geral seriam muito maiores.

Urban admitiu que sua meta-análise está longe de ser definitiva. "É um resumo das melhores informações que temos por enquanto", explica ele. À medida que as previsões se tornem mais consistentes, diz Urban, permitirão que os biólogos conservacionistas descubram as espécies que mais correm risco de extinção e ajudem a planejar estratégias para salvá-las.

Os cientistas que estão construindo esses novos modelos podem recolher informações não apenas das espécies vivas, mas também das que já foram extintas.

Na edição da semana passada de Science, um time internacional de pesquisadores relatou uma nova informação sobre as extinções nos oceanos dos últimos 23 milhões de anos.

Eles descobriram que alguns grupos, como os mamíferos marinhos, tinham mais chances de ser extintos do que outros, como os moluscos. A biologia pode colocar algumas espécies mais em risco ainda: elas se reproduzem pouco, por exemplo, ou vivem em um ambiente limitado.

Pearson diz que os modelos de extinção por causa do clima precisarão levar novos fatores em conta. "O que acontece com outras espécies em um ecossistema quando uma espécie é extinta?", pergunta ele. Seus parceiros naquele habitat podem correr o risco de extinção também.

Urban descobriu várias maneiras de melhorar os modelos de extinção causada pelo clima. Por exemplo, eles podem levar em conta as cidades, fazendas e outras barreiras que os humanos constroem no caminho das espécies que estão procurando novos habitats.

Dados os resultados consumados das pesquisas até agora, diz Urban, esses novos modelos de previsão não chegarão tão cedo. "Precisamos melhorar esse jogo", afirma ele.

Fonte - UOL

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Uma América cristã é aceitável para maioria dos republicanos


Um adventista do sétimo dia candidato à presidência dos Estados Unidos da América

Impensável talvez para todos algum tempo atrás, previsto por aqueles que nos últimos meses tinham vindo a acompanhar o protagonista, chocante para quem foi apanhado de surpresa: temos um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia candidato à presidência dos Estados Unidos da América.

O irmão Ben Carson não é um ilustre desconhecido, quer para a igreja ou a sociedade civil. Com uma história de vida que encaixa que nem uma luva no ideal do “sonho americano”, tornou-se um dos mais destacados neurocirurgiões do mundo, famoso por chefiar, em 1987, a primeira separação de gémeos siameses unidos pela cabeça.

Em 2008, Ben foi premiado com a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior distinção civil americana, pelo então presidente George W.Bush. No ano seguinte, foi produzido um filme sobre a sua vida, tendo por base o livro “Mãos Dotadas”, um título disponível nas livrarias adventistas. Assim, na igreja, habituamo-nos a apreciar a história e o exemplo deste irmão.

Ben aposentou-se da prática médica em 2013, uma fase da vida em que, supostamente, as pessoas abrandam o ritmo e vivem a sua vida mais tranquila e discretamente – mas não foi esse o caso de Ben…

Isto porque, em fevereiro desse mesmo ano, ele teve oportunidade de discursar a escassos metros de distância do presidente Barack Obama durante o “Pequeno-almoço de Oração” (tradução literal), um evento anual que serve como um fórum para as elites políticas, sociais e económicas se reunirem e estabelecerem contactos. Nessa ocasião, e segundo vários comentadores, Ben arrasou várias das políticas de Obama, levantando uma voz crítica e direta que foi muito bem recebida pela ala conservadora.

A partir daí, todas as pesquisas e sondagens de opinião acerca dos possíveis candidatos republicanos às presidenciais americanas de 2016 passaram a incluir o nome de Ben Carson, que apareceu sempre muito bem referenciado.

Desde então, com especial destaque para os últimos meses, acompanhei de perto a evolução das futuras perspetivas políticas de Ben Carson – o estabelecimento de um comité preparatório, a montagem de uma equipa e de uma estratégia de terreno (que embora não disfarçando alguma falta de profissionalização, principalmente se compararmos com as habituais máquinas dos grandes partidos, é de admirar para um independente sem estrutura anterior), foram apenas os primeiros passos que conduziram ao anúncio de ontem: Ben é concorrente à presidência americana, procurando agora a nomeação como candidato conservador, do partido republicano.

Feito este breve contexto pessoal e histórico, cabe agora perceber a questão sob o ponto de vista que mais nos atrairá a atenção: Ben Carson é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Como tal, há imensas questões que se levantam e que nos podem atingir a todos, ainda que indiretamente. (Vou ignorar, para já, as recomendações que temos para nos afastarmos de questões de âmbito político. Talvez possamos refletir nisso mais à frente.)

Vejamos: não é novidade para ninguém que numa luta política destas, cada candidato procura, além de apresentar os seus méritos, mostrar os deméritos, as falhas do outro, tentando capitalizar para si as preferências dos votantes. Assim, não nos deve parecer descabido que qualquer opositor de Ben Carson rebusque tudo quanto lhe diz respeito, incluindo a sua fé religiosa. E aí, irá encontrar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem posições oficiais, incluindo nas suas publicações, que identificam profeticamente os Estados Unidos como sendo uma das bestas de Apocalipse, um dos futuros poderes perseguidores da liberdade de consciência, um ator fundamental na finalização da história da Terra em sentido rigorosamente oposto àquilo que 95% dos cristãos americanos entendem (refiro-me ao dispensacionalismo), apelidando-os de apóstatas. Mais: irá encontrar que os Adventistas do Sétimo Dia acreditam que são um grupo que será perseguido (não só mas também) pela mão política, civil e militar... dos Estados Unidos!

Como será que Ben irá responder a este tipo de questões (e outras paralelas que se levantarão)? O que dirá ele quanto for colocado diante deste aparente paradoxo? Será que irá firmar-se naquilo que sempre entendemos no âmbito da nossa fé e mensagem, ou será que irá comprometer-se de alguma forma, como já o terá feito quando confrontado com a questão da homossexualidade?

Depois há outras questões que podem ser menores, mas não são menos potenciadoras de discussão: se na Igreja Adventista prezamos a vida de todas as pessoas sem discriminação, como entenderemos o facto de Ben ser a favor do porte de arma? Por curiosidade, saiba que a posição dele sobre os impostos aos cidadãos tem por base o conceito do dízimo bíblico; até que ponto não será acusado de misturar estado e igreja?

Contudo, a verdade é que isto poderá abrir uma gigantesca oportunidade para a Igreja Adventista: já pensamos quanto tempo de exposição isto nos pode dar? Quantas atenções não se poderão voltar para as nossas crenças, doutrinas e mensagem? Quantas vezes poderemos, eventualmente, ter a oportunidade de testemunhar de viva voz acerca das razões da nossa fé, não apenas em privado mas também através dos meios de comunicação social? Quantos jornalistas não irão, porventura, ocorrer às nossas igrejas para nos apresentar e divulgar diante da sociedade? Se isso acontecer, podemos estar diante de uma oportunidade rara, assim saibamos aproveitá-la.

Curiosamente, o segundo nome de Ben é Solomon (Salomão); saberá ele lidar com esta exposição com a sabedoria do antigo rei de Israel? Saberemos nós também fazê-lo? Os próximos tempos darão a resposta. Pelo menos, é isso que esperamos; para já, só temos perguntas...

[P.S.: a irmã Sonya Carson, mãe de Ben, para muitos a verdadeira heroína da história do filho, está atualmente nos últimos momentos da sua vida. O seu estado de saúde agravou-se nas últimas semanas e é possível que em breve o Senhor a faça descansar. Oremos para Deus lhe conceda momentos de tranquilidade.] (Via O Tempo Final)

Ben Carson e a mídia sobre o adventismo

Papa alerta para leis que interpretam mal a tolerância na UE

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu nesta manhã de quinta-feira (07/05), membros do Comitê Conjunto da Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, (CCEE). No início de seu discurso, Francisco agradeceu as palavras a ele dirigidas pelo Cardeal Péter Erdö e pelo Reverendo Christopher Hill. Francisco afirmou que hoje as Igrejas e as Comunidades eclesiais na Europa enfrentam novos e decisivos desafios, aos quais podem responder de modo eficaz somente falando a uma só voz.

Tolerância

“Penso, por exemplo, no desafio apresentado pelas legislações que, em nome de um princípio de tolerância mal interpretado, acabam por impedir aos cidadãos de exprimir livremente e praticar de modo pacífico e legítimo a suas convicções religiosas”.

Além do mais, diante do comportamento com o qual a Europa parece enfrentar a dramática e frequentemente trágica migração de milhares de pessoas em fuga de guerras, perseguições e miséria, as Igrejas e as Comunidades eclesiais da Europa têm o dever de colaborar na promoção da solidariedade e da acolhida. Os cristãos – finalizou Francisco – são chamados a interceder com a oração e a atuar ativamente para levar o diálogo e paz aos conflitos em andamento.

Atividades do Comitê

O Comitê tem como finalidade acompanhar o caminho ecumênico na Europa, onde muitas das divisões que ainda hoje existem entre cristãos tiveram início. Por muito tempo os cristãos deste continente – recordou o Papa – combateram entre si. Hoje, graças a Deus, a situação é muito diferente. O movimento ecumênico permitiu às Igrejas e Comunidades eclesiais na Europa dar grandes passos no caminho da reconciliação e da paz.

O Pontífice citou as recentes Assembleias Ecumênicas e a Charta Oecumenica, redigida em Estrasburgo em 2001, que são fatores de fecunda colaboração entre a Conferência das Igrejas Europeias e o Conselho das Conferências Episcopais Europeias. E afirmou:

Unidade

“Estas iniciativas são motivo de grande esperança para a superação das divisões, mesmo conscientes de quanto seja ainda longa a estrada em direção à plena e visível comunhão entre todos aqueles que creem em Cristo”. Na realidade, porém – acrescentou o Papa – o caminho, com todas as suas fadigas, é já parte integrante do processo de reconciliação e de comunhão que o Senhor nos pede e nos faz realizar, desde que seja vivido na caridade e na verdade.

O Papa Francisco recordou o Decreto conciliar sobre o ecumenismo Unitatis redintegratio o qual afirma que a divisão entre os cristãos “prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas”. Isso fica evidente, por exemplo, quando as Igrejas e as Comunidades eclesiais na Europa apresentam visões diferentes sobre importantes questões antropológicas ou éticas. O Santo Padre fez votos então de “que não faltem e sejam frutuosas as ocasiões de reflexão comum, à luz da Sagrada Escritura e da partilhada tradição”.

Fonte - Radio Vaticana

2015: ECOmenismo, o papa e Ben Carson


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Francisco cada vez mais amado nos Estados Unidos

Cidade do Vaticano (RV) - Dois anos depois de eleito, o Papa Francisco continua subindo em popularidade nos Estados Unidos. É o que aponta uma pesquisa recém-publicada, realizada pelo Pew Reasearch Center – instituto especializado em pesquisas relacionadas à religião.

Mais de nove em cada dez estadunidenses têm uma opinião positiva do Papa e destes, 60% têm parecer ‘muito positivo’.

O elemento mais curioso, e relativamente novo, é a receptividade do atual Pontífice entre os não católicos. 70% da amostra de população adulta global entrevistada gosta do Papa e esta empatia tem crescido, já que subiu 13% desde a sua eleição, em março de 2013.

A pesquisa foi feita entre 18 e 22 de fevereiro deste ano, por telefone, junto a 1504 adultos. Segundo o Centro Pew, “a popularidade de Francisco tem uma base ampla”: entre os católicos ele é muito admirado; entre os protestantes, por 60%, e também entre agnósticos e ateus, 2 terços dos quais o veem favoravelmente.

No mundo católico, as diferenças relativas a gênero, idade e orientação política são poucas e Francisco se revela estimado igualmente por homens, mulheres, brancos, negros, hispânicos, republicanos e democratas.

Os autores da sondagem lembram que as entrevistas foram efetuadas em inglês e espanhol; e o sistema utilizado, com celulares e telefones fixos, é uma técnica interativa que combina idade, gênero, raça, origem e local de nascimento, segundo os parâmetros empregados no Relatório 2013 sobre a comunidade estadunidense.

Como anunciado, o Papa Francisco visitará Filadelfia, Nova York e Washington em setembro próximo.

Fonte - Radio Vaticano

Número recorde de 38 milhões de deslocados internos no mundo

A violência e as guerras forçaram 38 milhões de pessoas a um deslocamento dentro de seus próprios países - seis milhões delas na Colômbia -, o que equivale às populações de Nova York, Londres e Pequim reunidas, segundo o relatório de uma ONG.

Apenas no ano de 2014 foram registrados 11 milhões de deslocados, o que significa 30.000 pessoas por dia, segundo o relatório do Centro de Vigilância de Deslocados Internos (IDMC), uma ONG norueguesa.

"Estes são os piores números de deslocamentos forçados em uma geração, o que evidencia nosso fracasso absoluto para proteger civis inocentes” disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados (NRC).

"Há duas grandes áreas no mundo que estão particularmente afetadas pelas pessoas deslocadas: Oriente Médio e norte da África, de um lado, e a região subsaariana, do outro", acrescentou. No total, o IDMC analisou a situação em 60 países.

"Uma das principais razões que explicam o forte aumento no número de pessoas deslocadas", chamadas no jargão internacional de "IDP" ("Internally displaced people") é o fechamento das fronteiras, explicou Egeland à AFP, acrescentando que a comunidade internacional "não quer ou não pode fazer o que prometeu: proteger os mais vulneráveis e os inocentes".

Além disso, pela primeira vez em dez anos a Europa também foi "palco de deslocamentos forçados em massa, provocados pela guerra da Ucrânia, que levou 646.5000 pessoas a fugir de seus lares em 2014". Este número quase duplicou desde o início de 2015, alcançando 1,2 milhão de pessoas, acrescentou Egeland.

No dia 31 de dezembro de 2014, os países que contavam com o maior número de pessoas deslocadas eram Síria (7,6 milhões), Colômbia (6 milhões), Iraque (3,3 milhões), Sudão (3,1 milhões) e a República Democrática do Congo (2,56 milhões).

Os deslocados internos são pessoas que permanecem em seus países, ao contrário dos refugiados, obrigados a fugir para outros países. De acordo com estatísticas da ONU, o mundo tinha 16,7 milhões de refugiados no fim de 2013.

"Este relatório deveria servir com um grande sinal de alarme. Devemos romper esta tendência na qual homens, mulheres e crianças se encontram presos em áreas de conflito em todo o mundo", completou Egeland, citado em um comunicado do IDMC.

Cerca de 60% dos deslocados internos de 2014 estavam em apenas cinco países, os já mencionados Iraque, Sudão do Sul, Síria e República Democrática do Congo, além da Nigéria.

Pelo menos 40% da população da Síria foi obrigada a recorrer ao deslocamento, o maior índice do planeta. O país enfrenta uma violenta guerra civil desde 2011.

Deslocados internos na Colômbia

No final de 2014, havia ao menos 7 milhões de deslocados internos em todas as Américas (do Norte, Central e do Sul), em alta de 12% em relação a 2013. A Colômbia tem o recorde dos deslocados internos, com 6,04 milhões de pessoas no fim de 2014, cerca de 12% de sua população total.

El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Peru também registram deslocados internos, segundo o documento.

Na Colômbia foram registrados 137.200 novos deslocados em 2014, menos do que em 2013, a grande maioria em consequência do conflito com a guerrilha das Farc, atualmente em um processo de paz.

Mas o país também tem casos de deslocados provocados pela violência criminal, a maioria deles nos departamentos de Pacífico del Chocó, Valle del Cauca, Cauca e Nariño.

O México tem 281.400 deslocados internos, e a Guatemala pelo menos 248.500. El Salvador registra 288.900 e Honduras um total de 29.400, segundo o relatório.

"A maior causa de deslocamento em México, Guatemala, El Salvador e Honduras é a violência criminal vinculada ao tráfico de drogas e às atividades de gangues urbanas", destaca o relatório do IDMC.

Estes quatro países e a Colômbia "têm 19 das 50 cidades com o maior índice de criminalidade do mundo", segundo o documento. No México a violência criminal provocou o deslocamento de ao menos 9.000 pessoas em 2014, em 10 estados do país.

"Os traficantes de drogas e outros grupos criminosos no México são responsáveis por milhares de mortes e sequestros de civis, aterrorizando as populações locais (...)", acrescenta.

O documento afirma que o México "não reconhece oficialmente o deslocamento interno, e as respostas dadas são fragmentadas e insuficientes".

No Peru ao menos 150.000 pessoas foram obrigadas a deixar seus lares desde o sangrento conflito que atingiu o país nos anos 80 e 90, com a emergência da guerrilha Sendero Luminoso. Estes deslocados "não puderam reintegrar suas comunidades de origem devido a problemas de subsistência, de educação ou por barreiras linguísticas", indica o estudo.

Fonte - Yahoo

Painel - Música Sacra e Adoração - Parte 1


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Êxitos do diálogo ecumênico devem ser divulgados

Cidade do Vaticano (RV) – O Pontífice recebeu a senhora Antje Jackelén, Arcebispo da Igreja Luterana na Suécia, na manhã desta segunda-feira (04/05), no Vaticano.

Francisco recordou os 50 anos do Decreto sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II que, de acordo com o Papa, representa ainda hoje o ponto de referência fundamental para o compromisso ecumênico da Igreja Católica. “Com este documento evidencia-se que já não se pode prescindir do ecumenismo”, afirmou Francisco.

Ao afirmar que o Decreto expressa um profundo respeito pelos irmãos e irmãs separados aos quais, na coexistência cotidiana, às vezes arrisca-se de dar-lhes escarça consideração, o Papa fez uma convocação à união:

Católicos e Luteranos são convidados a procurar e promover a unidade nas dioceses, nas paróquias, nas comunidades no mundo inteiro”, disse Francisco, ao acrescentar: “no caminho para a plena e visível unidade na fé, na vida sacramental e no ministério eclesial ainda há muito trabalho a ser feito; mas podemos ter a certeza de que o Espírito Paráclito será sempre luz e força par ao ecumenismo espiritual e para o diálogo teológico”.

Conquistas

Francisco evidenciou que as conquistas de um consenso da comunhão fraterna alcançadas até agora não podem deixar de ser nominadas, especialmente no que diz respeito à família, matrimônio e sexualidade.

Estes êxitos “não podem ser calados ou ignorados por temor de colocar em dificuldades o consenso ecumênico já obtido. Seria uma lástima se nestas importantes questões se consolidassem novas diferenças confessionais”, advertiu o Papa.

Por fim, o Papa agradeceu à Igreja Luterana da Suécia por acolher tantos imigrantes sul-americanos nos tempos das ditaduras na América do Sul. Francisco também agradeceu a delicadeza da chefe da delegação em citar o pastor Anders Root. “Com ele dividi a cátedra de teologia espiritual e ele me ajudou muito na minha vida espiritual”, concluiu Francisco.

Fonte - Radio Vaticano
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