segunda-feira, 19 de maio de 2008

O respeito às garantias e liberdades individuais e o combate ao terrorismo


Rodrigo Carneiro Gomes

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Segundo Magalhães (2007), o Patriot Act II prevê que um cidadão norte-americano pode ser expulso dos Estados Unidos, se tiver a intenção de se desfazer da sua nacionalidade, o que ocorre, por exemplo, quando um cidadão norte americano se torna membro de organização terrorista, podendo assim decidir um magistrado. O ato patriota prevê também o abandono dos procedimentos judiciais em atividades de segurança nacional, permitindo detenções secretas.

É muito importante que as nações se auxiliem, mutuamente, na investigação criminal e nas ações penais que tratem de financiamento e apoio a atos terroristas, inclusive na cooperação para o fornecimento de provas, mas, no conflito entre direitos de individuais e a segurança nacional, não pode haver generalizada mitigação do direito individual, sob pena de ruírem os pilares do Estado democrático de Direito e nos tornarmos o espelho de nossos próprios detratores. Não se pode olvidar, pois, que os controles legais repressivos devem respeitar o núcleo essencial dos direitos fundamentais e usados com parcimônia para não haver um retrocesso do processo democrático.

Fonte - Paraná Online

domingo, 18 de maio de 2008

Papa pede que católicos lutem contra relativismo e laicismo

Cidade do Vaticano, 17 mai (EFE) - O papa Bento XVI incentivou os católicos a "enfrentar os desafios do mundo", como "o materialismo, o relativismo e o laicismo", durante a missa que oficiou na cidade de Savona, primeira etapa de uma viagem de dois dias à província de Ligúria, no norte da Itália.

Enquanto Bento XVI pedia aos católicos para combater o laicismo, em Gênova ocorria uma manifestação em favor de um Estado laico na Itália.

O pontífice começou sua viagem a Ligúria, que terminará amanhã em Gênova, com uma visita em Savona aos apartamentos onde Pio VII foi confinado durante três anos por Napoleão.

Depois, o papa oficiou uma missa, na qual elogiou o exemplo de "serena firmeza" dado por Pio VII, que conseguiu fazer chegar as mensagens necessárias para evitar a nomeação de bispos por Napoleão, escondendo-as em cestos de verdura.

"Essa página obscura da história da Europa" ensina "a coragem para enfrentar os desafios do mundo: materialismo, relativismo e laicismo; sem ceder jamais aos compromissos e dispostos a sofrer na própria carne as conseqüências para permanecer fiéis ao Senhor e à sua Igreja", disse.

O pontífice também lembrou aos católicos as "raízes cristãs do domingo" e encorajou os jovens a "seguir Cristo", o que "comporta sempre a coragem de ir contra a corrente".

Fonte - Úlitmo Segundo

Nota DDP:
Bento XVI abriu outro campo de batalha para o domingo: O laicismo.

Bento XVI lembra papel central e insubstituível da família

O Papa recebeu esta Sexta-feira no Vaticano duas centenas de participantes num Fórum de Associações Familiares europeias, tendo como tema “A aliança pela família na Europa: o associacionismo protagonista”. Bento XVI recordou a coincidência de se celebrar este ano o quadragésimo aniversário da Encíclica “Humanae vitae” e o vigésimo quinto da Carta dos Direitos da Família, apresentada pela Santa Sé em Outubro de 1983.

Dois documentos da Igreja “unidos na sua inspiração”, observou o Papa: “Se a Humanae Vitae, corajosamente e em contracorrente com a cultura dominante, recorda com firmeza a qualidade de amor dos esposos, não manipulado pelo egoísmo e aberto à vida, a Carta dos Direitos da Família põe em evidência os direitos inalienáveis que permitem à família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, ser o berço natural da vida humana”.

Citando João Paulo II (“o Papa da família”), Bento XVI sublinhou que “o futuro da humanidade passa pela família”, até porque “a verdade do matrimónio e da família radica-se na verdade do homem”.

“A revelação bíblica é antes de mais uma história de amor, a história da aliança de Deus com os homens. É por isso que a história de amor entre um homem e uma mulher na aliança do matrimónio foi assumida por Deus como símbolo da história da salvação. É precisamente por isso que a união de vida e de amor, baseada no matrimónio entre um homem e a mulher – que constitui a família – representa um bem insubstituível para toda a sociedade, a não confundir nem equiparar a outros tipos de união”, acrescentou.

Perante o inegável aumento das crises matrimoniais e familiares, com tantas famílias que se debatem com condições de preocupante precariedade, surge espontâneo “um pedido de ajuda que interpela os responsáveis das administrações públicas, das comunidades eclesiais e das diferentes agências educativas”, fez notar Bento XVI.

É urgente “unir forças para sustentar, por todos os meios, as famílias, do ponto de vista social e económico, jurídico e espiritual”, concluiu.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP:
Não se perca de vista, também neste aspecto, que o Papa BXVI já apresentou sua solução para questão da família, o domingo: "Papa analisa situação internacional e defende a família tradicional", "Família, agência de paz" e "Paz internacional depende da família e de uma lei comum".

Bento XVI pede colaboração entre católicos e budistas

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 16 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI alentou esta sexta-feira a colaboração entre católicos e budistas, ao receber em audiência a Conferência Episcopal da Tailândia.

Ao analisar a situação deste país de 66 milhões de habitantes, em sua maioria budistas e 1% católico, o Papa assegurou o «grande respeito» e a «estima» que a Igreja sente em particular pelos mosteiros budistas, pela «contribuição que oferecem à vida social e cultural do povo tailandês».

A convivência de comunidades religiosas diferentes, observou no discurso que dirigiu em inglês aos prelados tailandeses, ao concluírem sua quinquenal visita «ad limina apostolorum» ao Papa e à Cúria Romana, «tem lugar com o pano de fundo da globalização», cujas forças manifestam «como a humanidade está em equilíbrio entre dois polos».

Por um lado, constatou, dá-se «a crescente multiplicidade de laços econômicos e culturais que em geral valorizam o sentido de solidariedade global e de responsabilidade compartilhada pelo bem-estar da humanidade»; por outro, vêem-se sinais «inquietantes de uma fragmentação e de um certo individualismo no qual prevalece o secularismo, deixando o transcendente e o sagrado à margem e eclipsando a verdadeira fonte da harmonia e unidade no universo».

Segundo o bispo de Roma, os aspectos negativos deste fenômeno cultural mostram «a importância da cooperação inter-religiosa».

«Exigem um esforço comum para apoiar a alma espiritual e moral de vosso povo», disse aos bispos, acrescentando que os católicos podem promover junto dos budistas «uma compreensão recíproca da transmissão das tradições às gerações futuras, à articulação de valores éticos perceptíveis pela razão, reverência pelo transcendente, pela oração e contemplação».

Estas práticas e disposições, observou, «servem ao bem-estar comum da sociedade e alimentam a essência de todo ser humano».

Fonte - Zenit

Autoridade e obediência

Passou-me desapercebida a chamada supra na missa levada a cabo pelo Papa BXVI no domingo em qu esteve nos EUA. Vale registrar:

"Ante uma multidão de aproximadasmente 60.000 pessoas no Yankee Stadium, o Papa Bento XVI terminou sua primeira visita aos EUA no domingo como líder da Igreja Católica Romana com a lembrança para os crentes que "obediência" à autoridade da igreja, mesmo em um país que preza a liberdade individual, é o fundamento dos seus direitos religiosos."

Foi assim que ele colocou as obrigações com a igreja que ele chamou de "única igreja colocada sobre a terra por Deus"

Fonte - NYTimes

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A família é o eixo da sociedade, e a Eucaristia o centro da família


VATICANO, 15 Mai. 08 / 07:00 pm (ACI).- Ao receber aos participantes na sessão plenária do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Emigrantes e Itinerantes, que nestes dias refletiram sobre o tema: "A família emigrante e itinerante", o Papa Bento XVI destacou a necessidade de acolher com caridade aos emigrantes, mas usou a oportunidade para abordar o tema da importância do matrimônio e a família.

Depois de reafirmar que "a solicitude da Igreja pela família emigrante não diminui o interesse pastoral por aquela itinerante", o Santo Padre sublinhou que "a família é a célula originária da sociedade, que não se pode destruir, senão que se deve defender com valentia e paciência. Representa a comunidade em que alguém se forma da infância para adorar e amar a Deus, aprendendo a fazer bom uso da liberdade na verdade".

Referindo-se posteriormente ao "vínculo profundo" entre os Sacramentos da Eucaristia e do Matrimônio, dado que "a liturgia prevê que este último se celebre no centro da celebração eucarística", o Papa assinalou que os maridos "devem inspirar seu comportamento segundo o exemplo de Cristo, que amou à Igreja, e se entregou a si mesmo por ela".

"Este supremo gesto de amor se repete em cada celebração eucarística. Por isso, de maneira conveniente, a pastoral familiar terá em consideração este sacramento como referência de fundamental importância", adicionou o Papa.

O Pontífice prosseguiu explicando que "aquele que assiste a Missa -e se deve facilitar a celebração também para os emigrantes e itinerantes- acha na Eucaristia um forte vínculo com a própria família, com o próprio matrimônio, e se sente animado a viver sua situação em perspectiva de fé, procurando na graça divina a força necessária para obtê-lo".

O Papa concluiu destacando que "a mobilidade humana representa, no atual mundo globalizado, uma fronteira importante para a nova evangelização" e neste sentido alentou aos membros e consultores do dicastério a "seguir com renovado empenho sua tarefa pastoral".

Fonte - ACI

Nota DDP:O assunto é recorrente. Detalhes sobre o que se deve ler nas entrelinhas, aqui.

Proteger vidas ou proteger soberania dos países?


O debate acerca de soberania e intervenção existe há décadas. Alguns países -- a maioria no mundo pobre -- dizem que a soberania do Estado sempre está à frente, mesmo em emergências humanitárias. Outros são contra esta idéia.

Na prática, desde o fim da Guerra Fria a ONU vem intervindo com mais freqüência em conflitos dentro dos Estados. Algumas vezes isto acontece com o consentimento dos governos. Outras, à revelia deles. Segundo o ministro das Relações Exteriores da França, a "responsabilidade de proteger" -- um novo conceito que defende a idéia de que, em circunstâncias extremas, pode-se ignorar a soberania dos países se o motivo for salvar vidas -- poderia ser invocada no caso do ciclone em Mianmar.

Já diplomatas da China, Vietnã, África do Sul e Rússia manifestaram-se contra a idéia do ministro francês. A China, inclusive, observou de forma incisiva que esta questão não foi levantada quando a França sofreu um onda mortal de calor em 2003.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP:
De se relembrar um recente comentário colocado neste espaço por ocasião do discurso do Papa BXVI na sede das Nações Unidas, como pode ser lido em "Papa: A ONU deve intervir ":

Fora dos parâmetros já considerados no post anterior, apenas de se sublinhar as entrelinhas deste estranho pedido de intervenção supra nacional invocado pelo papa, que cheira claramente a um governo mundial.

Escapando um pouco para a discussão geopolítica, o Brasil que se prepare para uma intervenção há muito tempo anunciada: "Jornal britânico vê renúncia de Marina como ameaça ao futuro do planeta".

Mais uma vez o Senador Joseph Lieberman

Há pouco tempo transcrevi do Minuto Profético um texto sobre "Cristãos teocratas usam seu megafone para promover a Comissão dos Dez Mandamentos ". Neste se analisava a questão do reconhecimento do poder público americano o projeto de reconhecimento dos Dez Mandamentos como norma fundamental de construção do estado americano.

No mesmo post, em comentários, relembrei de uma postagem mais antiga, "O Ato de Segurança Climática da América - 2007", onde se propõe também o posicionamento político do estado americano acerca das mudanças climáticas, com a regulação através de lei de situações que vislumbrem a preservação da natureza.

Pois agora deparei-me com outro projeto, também em trâmite no Congresso americano, para que se regule por lei a liberdade do povo americano em tomar partido de discussões contrárias ao interesse do governo, limitando portanto seu direito de livre expressão. Algo como "Ato de Prevenção à radicalização violenta e terrorismo interno".

O anelo entre todos estes assuntos? Além de gravitarem claramente acerca de temas que temos discutido neste espaço, tendentes à imposição de uma lei de descanso obrigatória, calcada nos "mandamentos" de Deus, na necessidade de preservar a natureza e, protegida pela impossibilidade de contestação, temos o Senador Joseph Lieberman.

O Senador Liberman, o qual temos um perfil traçado no link sobre clima supra declinado, participa da elaboração de todos estes projetos. Mera coincidência?

Sinal dos tempos

A jornalista Leila Cordeiro publicou um texto quase escatológico no site Direto da Redação. O título acima foi o mesmo usado lá. Leia alguns trechos do artigo: “Só quando as tragédias acontecem é que o homem, sempre tão ocupado e preocupado em sobreviver ou acumular riquezas, pára pra pensar na vida e no que ela representa. Na verdade, nossa trajetória no planeta Terra começa com uma certeza e uma dúvida.

“A certeza é a de que um dia todos nós deixaremos essa vida através da morte. A dúvida é se essa morte representa uma outra vida ou simplesmente vai nos fazer desaparecer para sempre no pó da terra [se quiser saber o que a Bíblia diz sobre isso, clique aqui]. Por isso é que, no fundo, no fundo, ninguém quer pensar muito nessas coisas. E é aí que entram as religiões, a fé em algo maior conhecido por Deus. ...

“Aparentemente, a natureza passou um bom tempo calma e os desastres naturais ficaram esquecidos. Pode ser impressão ou coincidência, mas de uns dez anos para cá tenho observado que a cada acontecimento desse tipo as conseqüências são mais graves.

“O poder de destruição desses desastres naturais está cada vez maior. Agora mesmo num curto espaço de uma semana duas tragédias devastaram a Ásia. Primeiro o ciclone, em Myanmar. Depois o terremoto na China. Estariam as previsões dos profetas sendo cumpridas?

“Cidades destruídas, milhares de pessoas mortas. Sofrimento, tristeza, desespero. ... A verdade é que o homem, que gosta de ter sempre o controle da própria vida e destino, vive amedrontado com a fatalidade de estar no lugar errado na hora da tormenta. Apega-se à fé, mas ainda tem dúvidas. Procura respostas, mas nem ousa perguntar com medo de ouvir o que não quer.”
Nota: Infelizmente, tem muita gente com medo de ouvir o que não quer: este mundo está chegando ao fim. Breve Jesus voltará e devemos nos preparar para isso. Saiba mais sobre esse grande acontecimento futuro clicando aqui e aqui.[MB]

Tempestade de areia atormenta Bagdá


Um iraquiano protege a boca e o nariz da areia que tomou Bagdá na sexta-feira (16). É normal tempestade de areia nos meses de abril e maio, mas os moradores reclamam que tem sido bem mais freqüente do que nos últimos anos, ao contrário da chuva, cada vez mais esparsa.

União Européia alerta sobre invasão de privacidade

Principal preocupação é com o poder que a ferramenta tem de mostrar permanentemente a circulação de pessoas em alguns locais públicos, o que seria uma violação das leis de privacidade da UE.

O Google Street View é uma ferramenta integrada ao Google Mapas que permite ao usuário ter uma visão panorâmica, em 360° -- e ao nível do chão -- de ruas de algumas cidades e de suas regiões metropolitanas. Foi lançado em maio de 2007 em apenas cinco cidades do EUA -- hoje já funciona em mais de 40, incluindo os subúrbios de muitas delas.

Nesta semana a União Européia alertou a Google sobre suas preocupações, uma vez que a empresa planeja expandir a área de cobertura do Street View para além do Atlântico. Alguns consideram o programa uma invasão de privacidade maciça, uma vez que as pessoas possam ser identificadas nas imagens disponibilizadas pela Google, ou mesmo que se possa ver claramente os números de placas de carros.

Fonte - Opinião e Notícia

Fome no século XXI


Hace poco hicimos un repaso de los desastres naturales en estos primeros años del siglo XXI. Hoy la revista 20Minutos ha traído a colación una desgracia que ha pasado desapercibida en los últimos años, y que a causa del cambio climático, este año se agravará.

Corea del Norte ha perdido cerca de un millón de habitantes, muertos literalmente de hambre en la década de 1990. Pero esta cifra tan espeluznante puede quedar en nimia después de conocer los datos publicados por la ONG de raíz budista "Buenos Amigos", con base en la vecina Corea del Sur.

"Este año concurren múltiples razones que agravan la habitualmente escasa oferta alimentaria de Corea del Norte: a su colapsada economía comunista se unen la desastrosa cosecha, diezmada por las inundaciones que azotaron el país el año pasado, y los precios internacionales del grano y otros cereales."

Este año, además de las consecuencias del cambio climático citadas en el párrafo anterior, se añade el encarecimiento del petróleo, y la consiguiente subida de precios de materias primas y alimentos, se prevé que en Corea del Norte puedan morir 300.000 personas en un solo año. Según la FAO se necesitarían 1,66 millones de toneladas de grano para evitar esta desgracia humanitaria.

No hace falta pensar mucho, pero es escalofriante lo rápidamente que nos acostumbramos a oír hablar de cientos de miles de muertos. Estamos hablando de muchas más muertes que en Birmania. Nos insensibilizamos de forma fría, nos volvemos distantes. Parece que en vez de informarnos sobre el mundo real, nos entretenemos con noticias de ficción-terror. Tristeza profunda... lamento triste. Es la dolorosa cuenta atrás hasta que llegue un mundo mejor.

Fonte - Cuenta Atras

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A falta de comida provoca desespero entre populações

Porto Príncipe HAITI – A fome chegou aos portões do palácio presidencial do Haiti; se disseminou pelas ruas, queimou pneus e enfrentou até mesmo os soldados e a polícia. A falta de comida derrubou o primeiro-ministro do país.

A fome no Haiti, aquele familiar vazio na barriga que tantos sentem por aqui, atingiu nos últimos dias índices cruéis, na medida em que o preço dos alimentos pelo mundo disparava, batendo um recorde de até 45% desde o final de 2006. Isso fez com que mantimentos básicos do país, como feijão, arroz e milho, se transformassem agora em raros tesouros entre a população.

Cada uma das crianças da Saint Louis Meriska comeu duas únicas colheres de arroz recentemente, e depois passaram todo o dia sem qualquer alimento. O pai, também faminto e muito abatido, disse em tom de desespero: “eles olham para mim e dizem ‘papai, estou com fome’, e tenho que desviar o olhar. É humilhante e faz com que você fique revoltado”.

Essa revolta é evidente por todo o mundo. A crise dos alimentos não é apenas sentida entre os pobres, mas também corrói as rendas da classe média e de trabalhadores, espalhando níveis de descontentamento e colocando novas pressões em governos frágeis.

No Cairo, Egito, o exército agora assa vários pães por dia, à medida que o preço dos alimentos ameaça desencadear uma onda de revoltas e protestos contra um governo controlador. Em Burkina Faso e outras partes da África subsaariana, as chamadas “rotas dos alimentos” são agora mais comuns que nunca. Na relativamente próspera Malásia, o governo de coalizão quase foi expulso por eleitores, preocupados com a alta dos preços de alimentos e combustível.

“É a pior crise deste tipo dos últimos 30 anos”, disse Jeffrey D. Sachs, economista e conselheiro especial do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. “É um grande problema e obviamente afeta vários governos. Muitos destes que estão com a corda no pescoço. Eu penso que há ainda mais distúrbios políticos por vir”.

Mas especialistas dizem que há poucas soluções rápidas para uma crise relacionada a tantos fatores, que vão de uma intensa demanda por comida, especialmente em economias emergentes como a China, até o aumento do preço do petróleo e os vários alimentos que são utilizados na produção de biocombustíveis.

Na Ásia, governos estabelecem agora medidas para limitar o armazenamento de arroz, após alguns comerciantes entraram em pânico com a subida dos preços e compraram tudo ao seu alcance.

Mesmo na Tailândia, que produz 10 milhões de toneladas a mais de arroz do que consome e é a maior exportadora mundial, supermercados estabeleceram limites de compras aos compradores do produto.

Há um grande nervosismo e uma forte confusão sobre como produzir melhor as políticas e de quão prejudicial será o impacto no final das contas, particularmente com os governos já lutando pela manutenção de seus subsídios à produção de alimentos.

Fonte - Último Segundo

Pequim tem primeira morte relacionada à virose mortal

PEQUIM - A capital da China registrou a primeira morte decorrente de uma doença viral, conhecida como doença da Mão, Pé e Boca, e as autoridades tentam impedir o avanço da virose a apenas três meses do início dos Jogos Olímpicos na cidade.

A porta-voz da Agência de Saúde de Pequim, Deng Xiaohong, disse que um bebê de 13 meses do distrito de Changping, no norte da cidade, morreu a caminho do hospital no domingo. A Província de Hubei, ao sul de Pequim, também confirmou a morte de uma criança vítima da doença, elevando o total nacional de mortos a 42.

A funcionária do departamento de saúde disse que a criança de Pequim teve um exame com resultado positivo para o enterovírus 71 (EV71), um vírus que causou a maioria das mortes provocadas pela doença da Mão, Pé e Boca, que começou semanas atrás na província de Anhui, no leste da China . Deng disse também que outra criança morreu em decorrência da doença em um hospital de Pequim, mas o caso seria registrado como decorrente da província vizinha de Hebei, onde a criança contraiu a doença.

A doença da Mão, Pé e Boca é comum entre crianças na China, com um grande número de casos registrados, mas a atual epidemia causada pelo vírus EV71, que pode causar uma forma mais grave da doença, é caracterizada por febre alta, meningite e paralisia.

Não há vacina ou agente antiviral existente para tratar ou prevenir o EV71. O entenoviris se espalha principalmente através do contato com bolhas e fezes de pessoas contaminadas.

Mais de 27.500 casos foram notificados na China até a última sexta-feira, de acordo com a agência de notícias Xinhua. O número de casos na província de Anhui começou a diminuir. Outras mortes foram registradas em Guangdong, Hainan e Guangxi.

Fonte - O Globo

China afirma que balanço de mortos em terremoto pode chegar a 50.000

PEQUIM, 15 Mai 2008 (AFP) - O balanço de mortos no terremoto de segunda-feira na China pode chegar a 50.000, segundo o governo, citado pela imprensa oficial.

"O número de mortos é calculados em 50.000", informou a televisão estatal, que menciona os últimos dados divulgados publicados pelo Centro Nacional de Resgate do governo.

O balanço oficial anterior, divulgado na quarta-feira, registrava 15.000 mortos e 27.000 desaparecidos.

Esta é a primeira vez que o governo chinês faz uma estimativa sobre o número de mortos.

Ao que parece, a cifra de 50.000 inclui boa parte das milhares de pessoas soterradas sob os escombros, que a cada hora que passa tem menos possibilidades de sobrevivência.

No entanto, as equipes de resgate retiraram nesta quinta-feira uma menina de 11 anos que estava soterrada há 68 horas nos escombros de uma escola de Yingxiu, epicentro do terremoto de segunda-feira que devastou o sudoeste da China.

Quase 70 pais estavam esperando ao redor dos escombros da escola primária nesta cidade da província de Sichuan, quando as equipes de resgate ouviram a voz da menina.

"É maravilhoso, está viva", disse uma testemunha ao ver a criança.

O terremoto de 7,9 graus na escala Richter arrasou a região montanhosa de Sichuan e destruiu várias cidades.

Este foi o pior terremoto desde o de Tangshan, na região de Pequim, em 1976, que provocou 242.000 mortes.

Fonte - BOL

Novo ciclone pode estar se formando em Mianmar, adverte a ONU

A ONU advertiu nesta quarta-feira (14) que um novo ciclone pode estar se formando sobre Mianmar, onde dois milhões de pessoas continuam à espera de alimentos e água potável após a passagem do Nargis.

O centro de vigilância do Departamento de Defesa dos Estados Unidos - Joint Typhoon Warning Centre (JTWC) - informou da possibilidade de que outra tempestade violenta afete o país, afirmou Amanda Pitt, porta-voz do setor da ONU responsável pela ajuda de emergência.

"Existem atualmente chuvas torrenciais e um ciclone pode estar se formando", declarou Pitt em Bangcoc.

O JTWC, com sede no Havaí, informou que uma tempestade tropical estava se formando perto da maior cidade de Mianmar, Yangun.

"O potencial para o desenvolvimento de um ciclone tropical significativo nas próximas 24 horas é elevado", afirmou o centro.

Quase 62.000 pessoas morreram ou estão desaparecidas em conseqüência da passagem do ciclone Nargis pelo sul de Mianmar nos dias 2 e 3 de maio. Os trabalhadores humanitários se esforçam para chegar ao local e distribuir alimentos, água potável e abrigo aos sobreviventes.

De acordo com Pitt, as próximas chuvas provocodas pelas monções dificultarão as tarefas de socorro.

"É terrível e representa uma preocupação adicional", afirmou. (Fonte: Yahoo!)

Fonte - Ambiente Brasil

"Papa é o primeiro embaixador Vaticanono mundo"

Roma, 14 mai (RV) - O papa "é o primeiro embaixador vaticano no mundo": foi o que disse o secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti.

Segundo ele, a "vocação" da Santa Sé à diplomacia vem de tempos longínquos e hoje é mantida viva precisamente por aquele que pode ser considerado o primeiro verdadeiro "agente diplomático": o papa, que, "com a sua palavra, as suas viagens e os seus apelos, é o primeiro embaixador vaticano no mundo".

Dom Mamberti inaugurou ontem na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, a segunda edição do curso sobre a diplomacia da Santa Sé, desta vez dedicado aos diplomatas africanos, organizado pela Universidade Gregoriana e pelo Instituto Internacional Jacques Maritain.

O curso deste ano está obtendo o sucesso da primeira edição, realizada no ano passado, da qual tomaram parte embaixadores do Mediterrâneo e do Oriente Médio.

"O sucesso da ação diplomática pontifícia é testemunhado pela atenção com a qual cada vez mais pessoas no mundo vêem o papa como ator de paz, sobretudo quando eleva sua voz para recordar as exigências do bem comum, o respeito da pessoa humana e dos direitos civis", observou Dom Mamberti.
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Fonte - Radio Vaticano

Que mês é este?

Este mês de maio de 2008 está difícil para a humanidade. Ocorreu o ciclone em Mianmar. Estimam a morte de mais de 34 mil pessoas, e outras 27 mil desaparecidas. Imagine aquelas pessoas que vivem lá, ainda sob um regime revolucionário cruel! Como suportam tragédia de tais dimensões? E eles são pobres, já vivem sofrendo, e agora acontecendo isso tudo!!!

E na China, um terremoto bastante forte, que por hora já somou a morte de mais de 13 mil pessoas. Porém, o número pode aumentar muito, infelizmente. Lá onde foi o epicentro do terremoto, também é uma região pobre. Mais sofrimento e muita dor. Gente sem esperança de futuro.

E na Índia, para variar, uma série de atentados a bomba praticamente simultâneos em vários pontos da cidade turística de Jaipur, deixou pelo menos 80 mortos e 200 feridos nesta terça-feira, dia 13.

O mês de maio está sendo de mortes trágicas. O mundo está assustado. E o mês ainda está recém chegando a metade. Será que o restante dele será diferente? Vamos aguardar. Espera-se que sim.

Uma coisa é certa: está na hora de JESUS voltar. Aqui está muito sofrido, para milhões de pessoas.

Sikberto R. Marks
2008-05-14

Fonte - Cristo Voltará

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Nas crises morais, Igreja é mestra e sobretudo mãe, explica Papa

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 13 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Nos momentos de crise moral, a Igreja não é só mestra, mas também e antes de tudo mãe, explica Bento XVI.

O Papa fez sua observação ao analisar no sábado passado a difícil situação que a Hungria está atravessando ao receber seus bispos por ocasião da qüinqüenal visita "ad limina apostolorum".

Infelizmente, o longo período do regime comunista marcou profundamente a população húngara e ainda se notam as conseqüências: em particular, constata-se em muitos uma certa dificuldade para confiar nos demais, típica de quem viveu durante muito tempo em um clima de suspeita», constatou o Papa.

O sentido de insegurança se acentuou também por causa da difícil conjuntura econômica, que um consumismo desconsiderado não ajuda a melhorar, continuou dizendo.

As pessoas, declarou, inclusive os católicos, ressentem em geral essa ‘fraqueza’ de pensamento e de vontade que é sumamente comum em nossos dias.

Como conseqüência, disse, hoje é difícil conseguir um sério aprofundamento teológico e espiritual, pois com freqüência falta a preparação intelectual, por um lado, e por outro, a referência objetiva às verdades da fé.

Neste contexto, assegurou, a Igreja tem de ser certamente mestra, mas mostrando-se sempre e antes de tudo mãe, por favorecer o crescimento da recíproca confiança e da promoção da esperança.

Com este espírito, o Papa alentou os bispos a apoiar as famílias, assim como a educação dos jovens.

Fonte: Zenit

Nota Ainda resta uma esperança: Precisamos urgentemente abrir nossos olhos diante de tanta informação que tem sido divulgado no cenário mundial. Não podemos continuar vivendo neste mundo como se nada estivesse acontecendo. Declaração como esta do Papa Bento XVI é bem clara quando ele considera a Igreja Católica como Mãe para resolver os conflitos morais, e por que não dizer também que é Mãe quando chegar a hora de tomar uma decisão contra o Aquecimento Global, diante de tantos desastres naturais como o que aconteceram este mês (Maio/2008). Apocalipse 17:5.

Relatório da Montanha de Ferro

"Em 1963, uma comissão de alto nível - integrada por quinze eminentes pesquisadores, selecionados por seu alto saber e ilibada reputação - começou a reunir-se no local denominado Montanha de Ferro, perto de Nova York, por convocação provável do governo americano, para analisar, realística e objetivamente, as conseqüências que advirão para a humanidade se, e quando, for adotado universalmente um sistema permanente de paz.

"Após três anos e meio de estudos profundos e de sérias investigações sócio-científicas, o grupo deu por encerrados os trabalhos e emitiu unânime e sigiloso parecer, segundo o qual a paz definitiva, além de provavelmente inatingível, não seria útil à sociedade humana, cuja estabilidade - pelo menos no estágio atual - não pode prescindir da guerra.

"A Paz Indesejável (Original: Report from Iron Mountain, 1969) é o surpreendente e chocante relatório da comissão da Montanha de Ferro tornando ostensivo - sem qualquer corte - pela indiscrição de um de seus membros. Foi acrescido de material introdutivo explicativo, preparado pelo jornalista do The New Yorker, Leonard C. Lewin..." (Apresentação do livro)

"Leonard C. Lewin apresenta o livro como um verdadeiro furo. Uma vez, em agosto de 1963, um cientista social o procurou para lhe passar as conclusões do estudo feito por uma comissão da mais alta importância, convocada por Washington, para determnar, realística e precisamente, a natureza dos problemas que os Estados Unidos teriam de enfrentar se, e quando, o mundo atingir uma condição de paz permanente.

"As conclusões do relatório da comissão foram tão chocantes, que a própria comissão resolveu não as publicar. Em síntese, o relatório legitima a guerra... Este livro foi considerado pela maioria dos críticos, uma obra tão interessante, mas tão fictícia...

"E há ainda um depoimento impressionante. Trata-se do que disse a professora de sociologia da Universidade Estadual da Pensilvânia, Jessie Bernard: 'Antes de comentar este relatório, gostaria de corrigir um rumor errôneo. Na página 21, o autor declara que não havia mulheres na comissão. Acontece que fui membro do Grupo. Mas minhas contribuições eram tão contrárias ao tom das discussões... que, por consenso, me pareceu melhor pular fora'". (Nota do tradutor Luiz Orlando Carneiro).

Partes do relatório:
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"A possibilidade da guerra fornece o senso de necessidade externa, sem o qual nenhum governo pode permanecer longamente no poder... A organização de uma sociedade para a possibilidade da guerra é seu principal estabilizador político" (p. 69).

"Em geral, o sistema de guerra dá a motivação básica para a organização social primária. Desta forma, ele reflete no nível social os incentivos do comportamento individual humano. O mais importante deles, para propósitos sociais, é o argumento psicológico individual para submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; uma causa requer um inimigo" (p. 73).

"Um substitutivo viável para a guerra como sistema social não pode ser uma mera charada simbólica. Ele deve envolver um risco real de destruição pessoal real, numa escala compatível com a envergadura e a complexidade dos modernos sistemas sociais. Credibilidade é a chave... a menos que forneça uma ameaça crível de vida e morte, não satisfará a função socialmente organizadora da guerra. A existência de uma ameaça externa aceita é, assim, essencial à coesão social, bem como à aceitação da autoridade política" (p. 76).

"A guerra é a principal força motivadora do desenvolvimento da ciência, em qualquer nível, desde o abstratamente conceitual ao estritamente tecnológico... Todas as descobertas importantes sobre o mundo natural foram inspiradas por necessidades militares, reais ou imaginárias, de suas épocas... Começando com o desenvolvimento do ferro e do aço, passando pelas descobertas das leis do movimento e da termodinâmica, à era da partícula atômica, do polímero sintético, e da cápsula espacial, nenhum progresso científico importante deixou de ser, pelo menos indiretamente, iniciado com uma exigência implícita de armamento" (p. 82).

"O projeto espacial mais ambicioso e fora da realidade não pode, por si só, gerar uma ameaça externa crível. Argumenta-se, fervorosamente, que uma tal ameaça poderia se constituir na última e melhor esperança de paz, unindo a humanidade contra o perigo de destruição por criaturas de outros planetas, ou do espaço sideral. Foram propostas experiências para testar a credibilidade de uma ameaça de invasão extraterrena; é possível que alguns dos mais inexplicáveis incidentes com discos voadores, nos últimos anos, sejam de fato experiências primárias desse tipo" (p. 95).

"Um substitutivo político efetivo da guerra exigiria inimigos substitutivos... Pode ser, por exemplo, que a brutal poluição do meio-ambiente possa eventualmente substituir a possibilidade de destruição em massa, através de armas nucleares, como a principal ameaça aparente à sobrevivência das espécies" (p. 96). [Minuto Profético: Será que qualquer semelhança com o "aquecimento global" é mera coincidência?]

"Um substitutivo de qualidade e magnitude críveis, deve ser encontrado, se uma transição para a paz é possível sem desintegração social. É mais provável, a nosso ver, que uma ameça tenha de ser inventada ao invés de ser criada a partir de condições desconhecidas" (p. 96, 97).

"É inteiramente possível que o desenvolvimento de uma forma sofisticada de escravidão possa ser um pré-requisito absoluto para o controle social, num mundo de paz" (p. 99).

NOTA: É impossível terminar a leitura deste relatório e não se lembrar dos dias de Noé: "Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gn 6:5). "Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem" (Mt 24:37). O tipo de "paz" que o mundo vai tentar construir em lugar do sistema de "guerra" será sem a presença e os ensinamentos do Príncipe da paz - Jesus Cristo. Por isso que a profecia adverte: "Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição" (1Ts 5:3). As notícias atuais ("Aquecimento global", "Ovnis", "terrorismo") refletem as recomendações deste relatório na prática, e demonstram que a Volta de Cristo está mais perto do que nunca... Quem viver verá!! "Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos" (Rm 13:11).

Fonte - Minuto Profético
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