quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Começou encontro Ecumênico Internacional

Nesta quarta-feira (09-09-2009), em Bose, no Piemonte, Itália, teve início a XVII edição do Simpósio Ecumênico Internacional de Espiritualidade Ortodoxa. Participam representantes da Igreja Católica, do patriarcado de Moscou e de outras Igrejas Ortodoxas e Orientais e ainda delegados da Comunhão Anglicana e do Conselho Ecuménico de Igrejas.

Foram enviadas mensagens ao encontro. Bento XVII “fez votos para que o encontro “suscite uma consciência renovada do valor da luta espiritual como consequência do amor a Cristo e um compromisso generoso a uma formação ascética das novas gerações”.” O patriarca de Constantinopla Bartolomeu I disse que “esses encontros “são o testemunho eloquente da contribuição única do monaquismo para as relações ecuménicas entre as diversas confissões cristãs”.” Kirill, patriarca de Moscou e de todas as Rússias disse que a luta espiritual é “um tema fundamental, do qual dificilmente se pode exagerar a importância, na medida em que toca a própria essência da vida de quem quiser seguir Cristo radicalmente”. O Cardeal Walter Kasper do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, deseja que o encontro contribua para “um ulterior crescimento no recíproco conhecimento com vista a um maior testemunho comum de Cristo no mundo”.

O Ecumenismo é a união necessária para o mundo formar um poder global pela santificação do domingo. Quanto mais as igrejas avançam no Ecumenismo, mas próximos estamos da imposição da santificação do domingo por meio de força legal.

Fonte - Cristo Voltará

Nota DDP: Ver também "Quem é o Conselho Mundial das Igrejas – CMI?" (Ecclesia) e "Semana de oração pela unidade dos cristãos em 2010" (Vaticano).


Bento XVI pede ética na economia

No dia 09 desse mês, o papa Bento XVI incentivou os líderes políticos globais, bem como os empresários, a um retorno à ética na economia, pois isto “pode reavivar a esperança em meio à crise atual.” “Segundo o papa, é necessário seguir o exemplo de São Pedro Damião "para encontrar o silêncio dentro de nós para falar com Deus", buscar um lugar onde "Deus fale conosco; na oração e na meditação se aprende o caminho de Deus e da vida".” O papa ultimamente vem sendo convidado a dar conselhos aos políticos do mundo sobre como devem conduzir os negócios para mais facilmente se enriquecerem.

Qual o objetivo destas palavras? Elas estão no contexto da Globalização por meio da Nova Ordem Mundial, que poucos sabem o seu significado. Globalização é o nome que se dá para a realização de intensos negócios internacionais, viabilizados pelo acentuado desenvolvimento tecnológico que permite a produção de uma infinidade de bens e serviços a serem negociados. O mundo, ao longo de sua história, nunca esteve em situação tão propícia para realizar tantos negócios como se pretende pela Globalização.

Mas por outro lado, o mundo também nunca esteve tão próximo de um precipício social e natural, que pode levar ao caos total, e estamos muito próximos dele. Por esse precipício entendemos o conjunto dos grandes problemas que arrastam a humanidade a uma situação dramática sem saída. Dentre outros, os principais problemas são: terrorismo, tráfico de armas, de drogas e de pessoas, criminalidade, corrupção, intolerância, imoralidade, degeneração dos recursos naturais e suas respectivas catástrofes. Para uma ação de reação a essas tendências, o mundo pensa em uma Nova Ordem Mundial, pois se nada for feito, a Globalização se torna inviável e a sociedade humana se auto-destrói.

Contraditoriamente, por uma lado nunca o mundo esteve em situação tão favorável para os negócios, mas também, por outro lado, nunca esteve tão próximo de um colapso universal. Para evitar o colapso é que se pensa na Nova Ordem Mundial que garanta a reversão das atuais tendências catastróficas.

Como deverá ser essa Nova Ordem Mundial e qual o seu objetivo? A Nova Ordem Mundial será encabeçada pela união de todas as formas de adoração, buscando, por meio da santificação do domingo, das famílias reunidas nesse dia, se realize a reeducação dos cidadãos do planeta para que se tornem pessoas de bem. Isso está sendo coordenado pela Igreja Católica, por meio de seu papa. Tem o apoio de muitas grandes autoridades políticas do mundo, bem como da ONU. Pois as palavras acima citadas em relação a ética na economia estão nesse contexto.

Esse discurso está em perfeita sintonia com a Nova Ordem Mundial, em que, pela liderança da Igreja Católica, apoiada pelo poder político-militar dos Estados Unidos e pelo poder das maravilhas do espiritismo, buscará unir todas as forças do mundo inteiro para salvar a Globalização dos negócios, e possibilitar aos poderosos de se enriquecerem ainda mais. Para entender o sentido profético da notícia citada, leia, pela ordem, os seguintes versos bíblicos:

Apoc. 16:12 a 16 (sobre a união das forças de satanás para atacar o povo de DEUS, isto é o secamento do Rio Eufrates, tempo em que se torna real a Nova Ordem Mundial);
Apoc. 17:12 a 14 (sobre a intenção desse movimento de união, lutar contra o povo de DEUS porque dizem ser o responsável pelo fracasso da Globalização dos negócios);
Apoc. 17:16 (sobre o que o povo do mundo fará contra os seus pastores quando DEUS revelar que o sábado é o verdadeiro dia de guarda, revelação que ocorrerá no momento em que intentam cumprir o decreto de morte, entre a sexta e sétima pragas);
Apoc. 18:5 a 19 (onde se descreve em detalhes o que acontecerá durante a sétima praga, note como choram os reis e os mercadores da Terra em remorso porque estão vendo a destruição da Nova Ordem Mundial e da Globalização por meio da devastação da Babilônia, percebem então que eles não tem mais futuro).

É preciso atentar que os versos estão entremeados por declarações que acontecem antes da sétima praga, como o de Apoc. 18:4, esse clamor ocorre um pouco antes do fechamento da porta da graça.

Se prestar atenção aos textos bíblicos acima, verá algo importante. A Nova Ordem Mundial, que a Bíblia chama “um só pensamento” (a tal ponto estão eles unidos em torno de seus interesses pelo poder do dinheiro), o de oferecer à besta (a 2ª) o poder e a autoridade que possuem (Apoc. 17:13), visando guerrear contra o povo de DEUS (Apoc. 17:14) que na aparência é para salvar o mundo de suas tendências degenerativas, mas na verdade é para levar o mundo a adorar a satanás por meio da santificação do domingo (profetizado em Apoc. 13:16-17). A questão da adoração, se a DEUS se a satanás, o mundo saberá distinguir claramente pela pregação em forma de Alto Clamor que o povo de DEUS anunciará antes do fechamento da porta da graça, mas muitos não aceitarão, preferindo o assim chamado deus do dinheiro da Globalização. Porém, ao final da sexta praga, quando DEUS mostrar os Dez Mandamentos, as pessoas do mundo todo verão que se deixaram enganar pelos falsos pastores de Babilônia, por isso se revoltarão contra esses pastores, e os devastarão (isso quer dizer, devastarão babilônia) (ver Apoc. 17:16; 18:6 a 8; 10; 16 e 18-19), ao mesmo tempo em que ela já está recebendo de DEUS o seu juízo (Apoc. 18:8) as sete pragas.

Se o leitor prestar atenção aos noticiários, perceberá que as autoridades globais já estão se expressando no contexto da “Paz e Segurança” necessária para a Globalização. Isso implica em unir todas as igrejas do mundo como uma força para garantir essa paz, e garantir as condições aos negócios globais intensos pelo enriquecimento dos poderosos, que desejam se fazer ainda mais poderosos. Mas por trás da Globalização está, disfarçada, a adoração a satanás por meio da santificação do domingo, forçada por leis nacionais a partir dos Estados Unidos da América.

Notícias assim nos dizem que estamos nos aproximando do dia da vinda de CRISTO. (G1)

Fonte - Cristo Voltará


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mundo sofrerá nova crise financeira

Em entrevista à BBC, o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Alan Greenspan afirmou que o mundo sofrerá outra crise financeira.

“A crise acontecerá novamente, mas será diferente”, disse Greenspan ao programa Love of Money, da emissora BBC Two.

Segundo ele, a nova crise viria como uma reação a um longo período de prosperidade.

De acordo com Greenspan, apesar de levar tempo e de se tratar de um processo difícil, a economia global eventualmente irá “superar” a crise.
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Fonte - BBC

Nota DDP: Ao que parece um novo ciclo de crise parece ser inevitável. O que varia nas previsões, desde as mais otimistas como esta do Greenspan, até as mais pessimistas como por exemplo de Roubini e Krugman, é o tempo e a intensidade do que virá.


Medo da natureza

Mais uma vez o tempo, a chuva e o granizo assustam as pessoas. Era segunda-feira à noite e o céu escureceu em minha cidade. Relâmpagos e trovões se sucediam rapidamente. Nuvens negras, pesadas e ameaçadoras passavam como que carregadas de canhões poderosos, buscando algo para destruir. Em minha cidade nada aconteceu, mas fiquei pensando, em algum lugar esse poder todo vai descarregar sua fúria.

O que está havendo com a natureza? Ela não faz mais aquilo para o qual foi planejada. A chuva era para regar a terra produzir, mas cada vez mais frequentemente ela vem para destruir. E acompanhada de ventos e granizo, onde passa, pouco sobra. É uma questão de minutos, e muitos perdem tudo o que economizaram ao longo da vida. Quando não há vítimas fatais, resta o medo das nuvens.

Na Argentina, na província de Missiones, tornado levou um rastro de destruição total. Em Buenos Aires, o prefeito Orlando Walfart disse: “Nunca vimos nada assim antes!”. O tornado matou 10 pessoas e deixou outras 18 em estado grave. “Segundo Walfart, no meio do tornado, os fortes ventos arrancaram um bebê dos braços de sua mãe. As testemunhas indicaram que o tornado carregou animais, além de derrubar árvores e postes de luz. "Uma catástrofe" foi a definição do ministro da Saúde, Juan Manzur, que viajou para San Pedro, para coordenar pessoalmente os trabalhos de assistência à população da arrasada cidade. Manzur sustentou que a faixa de destruição do tornado oscilou entre 100 e 200 metros de largura.”

Em Santa Catarina, no Vale do Itajaí no final do ano passado também ainda não haviam visto algo assim, morros desmoronando sobre as residências e matando 135 pessoas e resultando em prejuízos estimados em R$300 milhões. Estive por lá duas vezes após a catástrofe, e relataram como se sentiam em meio ao poder da fúria da natureza. Todos sentiam medo do que uma nuvem acima de suas cabeças poderia fazer, trazendo água, ventos e raios.

Em São Paulo na manhã de terça-feira (08/09/2009) choveu 70% da quantidade do mês, a maior precipitação desse mês desde 1943, quando começaram a medir a quantidade de chuva que cai.

No oeste catarinense a população também passou por momentos de pânico. Casas arremessadas a mais de 50 metros. Autoridades não descartam que as rajadas de vento tenham chegado aos 200 km/h.

Devemos nos acostumar a convier com o medo da natureza. Ela está aos poucos deixando suas funções de nos prover, e com freqüência cada vez maior, destrói em minutos o que os seres humanos construíram durante anos. (Estado)

“É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo” (Profetas e Reis, p 277).

Fonte - Cristo Voltará


Representantes de todas as religiões visitam Auschwitz

CRACÓVIA, terça-feira, 8 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Representantes religiosos de todo o mundo foram nesta manhã ao antigo campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, dentro dos atos conclusivos do Simpósio "Homens e Religiões".
Este simpósio, convocado pelo cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia e promovido pela Comunidade de Sant'Egidio, quis reunir personalidades de todos os credos "no espírito da Ásia".

Assim explicou nesta terça-feira o atual presidente da Comunidade, Marco Impagliazzo, em declarações à Rádio Vaticano, destacando que esta peregrinação a Auschwitz "nos reafirma a convicção de que a única via para evitar estas tragédias é o diálogo".

Nesta breve mas comovente cerimônia dois sobreviventes do campo de extermínio deram seu testemunho, um rabino e uma mulher austríaca de origem cigana. Depositaram-se mais de vinte coroas de flores em recordação às vítimas, por parte de cada grupo religioso.

O encontro terminou nesta noite, na praça do mercado de Cracóvia, com a mensagem "Chamado à paz 2009", precedido por encontros de oração de cada grupo religioso em todos os rincões da cidade polonesa.

Durante os três dias que durou o congresso, no qual participaram cristãos de todas as confissões, muçulmanos, hindus, budistas e outras religiões minoritárias, falou-se da paz, do desenvolvimento dos povos, da crise econômica e do diálogo inter-religioso, mas sobretudo sobre a herança da segunda Guerra Mundial e sobre o legado do papa João Paulo II.
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Fonte - Zenit


Papa adverte sobre autossecularização de comunidades eclesiais

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 8 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI advertiu ontem bispos brasileiros sobre a “autossecularização de muitas comunidades eclesiais”, um fenômeno que é fruto da interpretação equivocada do conceito de “abertura ao mundo” difundido após o Concílio Vaticano II.

O Papa falou aos bispos dos Regionais Oeste 1 e 2 (Mato Grosso do Sul e Mato Grosso) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, no contexto da visita “ad limina apostolorum”.

Segundo o Papa, “nos decênios sucessivos ao Concílio Vaticano II, alguns interpretaram a abertura ao mundo não como uma exigência do ardor missionário do Coração de Cristo”.

Mas a interpretaram “como uma passagem à secularização, vislumbrando nesta alguns valores de grande densidade cristã como igualdade, liberdade, solidariedade, mostrando-se disponíveis a fazer concessões e descobrir campos de cooperação”.

“Assistiu-se assim –prosseguiu o Papa– a intervenções de alguns responsáveis eclesiais em debates éticos, correspondendo às expectativas da opinião pública, mas deixou-se de falar de certas verdades fundamentais da fé, como do pecado, da graça, da vida teologal e dos novíssimos.”
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“Assim esses jovens aprenderão a ser sensíveis ao encontro com o Senhor, na participação diária da Eucaristia, amando o silêncio e a oração, procurando, em primeiro lugar, a glória de Deus e a salvação das almas.”
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Fonte - Zenit

Nota DDP: Em outras palavras: as comunidades eclesiais (igrejas da reforma) se afastaram dos mandamentos e devem reencontrá-los na eucaristia (missa dominical?).


terça-feira, 8 de setembro de 2009

ONU sugere moeda global no lugar do dólar para evitar crises

A reforma do sistema monetário e financeiro, com uma moeda internacional emitida por um banco central mundial, é a receita que oferece o órgão das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) com objetivo de evitar que se repita uma crise como a atual.

O secretário-geral da organização, Supachai Panitchpakdi, afirmou que "o predomínio do dólar como principal meio de pagamento internacional teve um papel importante na formação de desequilíbrios mundiais que desembocaram na crise financeira".

Por isso, a Unctad defende um sistema de taxas de câmbio aceito internacionalmente e baseado no princípio de porcentagens reais, constantes e sustentáveis para todos os países. Com isso se conseguiria colocar um freio à especulação, porque o principal fator desencadeante da especulação cambial é o diferencial de inflação e de taxas de juros.

Assim se evitariam as crises monetárias, porque desapareceria o principal incentivo para especular com moedas de países altamente inflacionários, e se poderiam prevenir desequilíbrios mundiais fundamentais e de longa duração, evitando que os países em desenvolvimento sejam apanhados pela dívida.

Também se poderia evitar a condicionalidade procíclica em caso de crise e se reduziria a necessidade de manter reservas internacionais. "A crise atual se deve ao predomínio das finanças sobre os setores produtivos da economia que geram a autêntica riqueza, o que foi possível graças à euforia suscitada pela eficiência do livre mercado", assinala a Unctad em seu relatório de 2009.

Como destacou Panitchpakdi, "nos Estados Unidos, a parte do Produto Interno Bruto (PIB) que corresponde ao setor financeiro aumentou de 5% para 8% entre 1983 e 2007, enquanto sua parte no total de lucros empresariais passou de 7,5% para 40%".

- As autoridades econômicas deveriam ter receado de um setor que aspira o tempo todo a lucros de dois dígitos em uma economia que cresce a um ritmo muito menor - acrescentou.

O relatório da organização diz que um sistema baseado em uma moeda nacional sempre dependerá das decisões de política monetária que adotam os bancos centrais que emitem essas moedas e que se adotam em função das necessidades e preferências da política nacional, e não em resposta às necessidades do sistema de pagamentos internacionais e da economia mundial.

E critica também que este sistema, em momentos de desequilíbrio da conta corrente, impõe toda a carga do ajuste aos países deficitários. "O Fundo Monetário Internacional (FMI) reforçou esse viés deflacionário ao impor políticas restritivas aos países deficitários como parte de suas condições para conceder empréstimos, em vez de exigir políticas mais expansivas aos países com excedentes", afirma o estudo.

Fonte - JBOnline


Líderes religiosos contra a corrupção

Roma, 08 set (RV) – A Caritas Internacional se uniu a outras organizações e líderes religiosos para pedir uma ação global contra a corrupção.

Em carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, mais de 50 líderes religiosos e instituições confessionais afirmam que a corrupção é a maior causa da pobreza em países em desenvolvimento e o maior obstáculo para superá-la. E defendem que países ricos e pobres, juntos, têm a responsabilidade de combatê-la.

Em 2003, a Assembléia Geral das Nações Unidas aderiu à Convenção da ONU Contra a Corrupção (UNCAC). Trata-se do primeiro tratado internacional para combater a prática em todo o mundo.

Esta semana, a Convenção está sendo revisada em Viena, na Áustria, para apresentá-la no vértice de Doha, em novembro próximo.

Por isso, os líderes religiosos pedem que os delegados em Viena trabalhem para que a Convenção se torne efetivamente uma arma contra a corrupção. Na carta, o grupo escreve: "Corrupção é o coração da experiência que as pessoas fazem da pobreza. Para as comunidades pobres, a prática corrupta constitui uma barreira instransponível para uma educação de qualidade, para o direito à saúde e uma qualidade de vida digna. A corrupção rouba oportunidades e esperança".

Além da Caritas Internacional, entre os signatários estão o arcebispo de Maputo, em Moçambique, Dom Francisco Chimoio, o secretário-geral do Conselho Africano de Líderes Religiosos, Dr. Mustafa Ali, e o Rabino Jonathan Wittenberg.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Veja também "Igrejas cristãs unidas nos EUA".


Clima esquenta para 'inimigos do clima'

Faltam 90 dias para o início da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Copenhague, na Dinamarca. As negociações preparatórias, até onde se sabe, estão empacadas. Os Estados Unidos de Barack Obama - a grande esperança de liderança - ainda não deram o esperado empurrão que faria o processo pegar no tranco.

Com tudo isso, há alguns sinais de que as negociações podem deslanchar nessa reta final. Curiosamente, esses indícios não vêm dos governos envolvidos nas negociações (com algumas raras exceções, como o Japão, que anunciou uma reviravolta na sua postura histórica), mas de empresas e sociedade civil.
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Aqui em Londres, na semana passada, empresas e personalidades britânicas (entre elas todo o primeiro escalão do governo) aderiram à campanha 10:10, idealizada pela cineasta Franny Armstrong, do documentário ativista The Age of stupid (que tem estreia mundial nos dias 27.

A ideia do 10:10 é reduzir 10% as próprias emissões até 2010 - isso, até o ano que vem! Entre as empresas que aderiram estão as gigantes de energia British Gas e EDF, a consultoria Logica, o clube de futebol Tottenham Hotspurs, entre mais de 450 outras.

Um parêntesis: que as mudanças climáticas assustam, ninguém duvida. Cientistas, como Rajendra Pachauri (foto), presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), não se cansam de repetir que a mensagem da comunidade científica é clara: é preciso agir já.

Mas que ninguém duvide também que toda essa mobilização também tem um forte componente marketeiro. Basta você pensar na quantidade de anúncios que saíram recentemente ressaltando credenciais 'verdes'.

Organizações ambientalistas em todo o mundo devem concentrar os seus esforços para aumentar essa pressão sobre os representantes que se reunirão em Copenhague, entre 7 e 18 de dezembro.

As dificuldades para um acordo são enormes, mas por outro lado, se o clima ficar tão hostil aos que forem vistos "inimigos do clima", será que governantes - pelo menos aqueles que dependem dos nossos votos - podem ser dar ao luxo de saírem de mãos abanando?

Fonte - BBC

Nota DDP: E certamente as coisas esquentarão muito mais para os "inimigos do clima".

A sugestão do "10:10" se aproxima bem de uma proposta para que se poupe em nome do clima um dia em sete (domingo?), uma vez que assim seriam 4/5 dias em 30 (mês), ou aproximadamente 48 dias em 365 (ano), o que ficaria próximo dos 10% sugeridos.

Ou não?


História da adoração – A rainha do Céu

Capítulo 15

Maria, a mãe de JESUS, foi uma santa mulher. Humilde, fiel a DEUS, pelo ESPÍRITO SANTO tornou-se a mãe de JESUS. Desde o século V a veneração de Maria vem sendo exaltada pela Igreja Católica, e hoje ela é adorada até mais que JESUS. Seu título é Rainha dos Céus ou Rainha do Universo. Mas essa história começa bem antes da nossa era, vem da antiga Babilônia fundada por Ninrod.

Semiramis, rainha da antiga Babilônia e outros reinos, casou-se com Ninrod, que algumas fontes afirmam ser também seu filho. Ela engravidou teve um filho que chamou Tamuz, que nasceu depois de Ninrod ter morrido. Ela decidiu manter o poder de Ninrod, poderoso caçador, que se fez o primeiro imperador após o dilúvio. Para esse fim infundiu que Ninrod se tornou o deus sol, pois era por todos considerado caçador, rei e portanto um grande herói. Inventou a estória de que a morte de Ninrod ocorreu para a salvação da humanidade, e que ele retornaria na forma de uma criança e salvador. Essa criança seria a semente da mulher destinada a esmagar a cabeça da serpente. É de se lembrar que, desde a entrada do pecado no mundo, esperavam o nascimento do Salvador prometido ao primeiro casal.

Quando nasceu o filho dela com Ninrod, ela lhe deu o nome de Tamuz, que foi deificado como salvador da humanidade. Mas com o tempo, a mãe de Tamuz foi ainda mais venerada, pois o milagre da reencarnação do poderoso Ninrod foi a ela atribuído. Ela ao que parece era vista como virgem sendo “o nascimento do filho foi declarado miraculoso e, portanto, a mãe foi chamada de Virgem Mãe” recebendo entre outros, o título de Rainha dos Céus. Tamuz foi apresentado a todos como a reencarnação de Ninrod.

A veneração a Semiramis e Tamuz se espalhou para diversos países do mundo da época, tendo-se as famílias espalhado pela confusão das línguas. Em muitos lugares do mundo os povos adoravam uma mãe com seu filho nos braços, bem antes do nascimento de JESUS. Os nomes da mãe e de seu filho mudavam de acordo com as línguas surgidas naqueles dias, tais como: Ashtarot e Baal na Fenícia; Ishtar ou Inanna  na Assíria; Isis e Osiris no Egito; Afrodite e Eros na Grécia; Vênus ou Fortuna e Cupido ou Júpiter em Roma. Mas em outros povos também havia esse conceito religioso místico, como entre os chineses, os antigos germanos, os escandinavos, os etruscos, os druidas e na Índia. Foram erigidos monumentos em homenagem a deusa-mãe Semíramis com seu filho Tamuz nos braços. Entre os israelitas um dos títulos a deusa mãe era Astarote ou Astarte e rainha dos céus que até eles adoravam (cf. Jer. 7:18; 44:17-19 e 25 e Ezeq. 8:14).

No cristianismo católico, a Rainha Mãe veio a ser Maria, mãe de JESUS, esse em lugar de Tamuz. Foi no tempo de Constantino que começaram a ver Maria como deusa, mas ainda não era adorada. Tal como na antiga Babilônia, Maria, também venerada como Rainha dos Céus, passou a ser adorada mais intensamente que o próprio JESUS. Ela é adorada como a mãe de JESUS, como foi Semiramis na antiguidade. Hislop explica que “A Nossa Senhora de Roma... é simplesmente a Nossa Senhora da Babilônia. A Rainha dos Céus na primeira Babilônia é a mesma Rainha dos Céus na última Babilônia, a atual."

Baseado em parte no livro: The Two Babylons (As Duas Babilônias), de Alexander Hislop, 1917.

Fonte - Cristo Voltará


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Bento XVI apela mais uma vez às religiões mundiais pela paz

Bento XVI deixou este Domingo, em Viterbo, um apelo às religiões de todo o mundo, para que contribuam para construir a paz.

O Papa falava no final da Missa a que presidiu na cidade italiana, referindo-se ao Congresso "Homens e religiões", em Cracóvia, que assinala os 70 anos do início da II Guerra Mundial. A iniciativa junta numerosas personalidades e representantes de várias religiões, convidados pela arquidiocese de Cracóvia e pela Comunidade de Santo Egídio, para reflectirem e rezarem a favor da paz.

Bento XVI disse que “não podemos deixar de recordar os dramáticos factos que deram início a um dos mais terríveis conflitos da história, que causaram dezenas de milhões de mortos e tantos sofrimentos provocaram ao amado povo polaco; um conflito que viu a tragédia do Holocausto e o extermínio de outras fileiras de inocentes”.

“Que a memória destes acontecimentos nos leve a rezar pelas vítimas e por aqueles que continuam feridos no corpo e no coração. Seja também, para todos, uma advertência a não repetir tais barbáries e a intensificar esforços para construir no nosso tempo, ainda assinalado por conflitos e confrontos, uma paz duradoura, transmitindo às novas gerações uma cultura e um estilo de vida caracterizados pelo amor, pela solidariedade e pela estima do outro”, acrescentou.

Neste contexto, disse o Papa, é especialmente importante o contributo que podem e devem dar as Religiões: “Nesta perspectiva, é particularmente importante o contributo que as Religiões podem e devem dar para promover o perdão e a reconciliação contra a violência, o racismo, o totalitarismo e o extremismo que deturpam a imagem do Cristo no homem, cancelam o horizonte de Deus e, em consequência, conduzem ao desprezo do próprio homem”.

“Que o Senhor nos ajude a construir a paz, partindo do amor e da compreensão recíproca”, concliu.

Chegado a Viterbo, de helicóptero, proveniente de Castel Gandolfo, o Papa presidiu, numa esplanada, à Eucaristia dominical. Comentando as leituras do dia, Bento XVI observou que “o deserto – na sua linguagem simbólica – pode evocar acontecimentos dramáticos, situações difíceis e a solidão que tantas vezes assinala a nossa vida”. Mas "o deserto mais profundo é o coração humano, quando perde a capacidade de escutar, de falar, de comunicar com Deus e com os outros. A pessoa torna-se cega, incapaz de ver a realidade; fecham-se os ouvidos para não escutar o grito de quem implora ajuda; o coração endurece-se na indiferença e no egoísmo”.

Para o Papa “tudo está destinado a mudar. A ‘terra árida’ será irrigada por uma nova linfa divina. E quando vem, aos de coração abatido de qualquer época, o Senhor diz com autoridade: Coragem, não temais!”

Bento XVI referiu-se ao episódio evangélico em que Jesus cura, em terra pagã, um surdo-mudo, começando por o acolher e “ocupando-se dele antes de mais com a linguagem dos gestos, mais imediatos do que as palavras”.

“Podemos ver neste sinal o ardente desejo de Jesus de vencer no homem a solidão e incomunicabilidade criadas pelo egoísmo, para dar rosto a uma nova humanidade, a humanidade da escuta e da palavra, do diálogo, da comunicação, da comunhão com Deus. Uma humanidade boa, como boa é toda a criação de Deus: uma humanidade sem discriminações, sem exclusões – como adverte o apóstolo Tiago na sua Carta – de tal modo que o mundo seja verdadeiramente e para todos campo de genuína fraternidade, na abertura, no amor pelo Pai comum que nos criou e nos fez seus filhos e filhas", prosseguiu.

Exemplos vivos desta “humanidade boa” e de “verdadeira fraternidade” são os santos, sublinhou o Papa, evocando diversas figuras bem conhecidos dos viterbeses. Depois de sublinhar a importância do testemunho cristão dos leigos, “nos diversos âmbitos da sociedade, nas múltiplas situações da existência humana”, Bento XVI exortou os fiéis a um empenho concreto em favor do desenvolvimento humano integral de todos e cada um. (Ecclesia)
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Nota Realidade em Foco: É interessante mais esse passo do Vaticano em direção à paz mundial através da união das religiões. Pena que é incoerente com a própria filosofia vaticanista. Em primeiro lugar, o próprio Vaticano é o primeiro que não deve repetir barbáries como a Inquisição da Era Medieval quando milhares foram mortos por serem inimigos da "fé católica". Além disso, é importante que se frise que essa unidade das religiões é em torno da filosofia ditada pelo Vaticano. Ou seja, as demais religiões devem se harmonizar com o modo de agir do Vaticano e assim atuar juntas. Algo que remete aos tempos medievais quando o papado reinava supremo como única religião oficial e norteadora dos princípios morais para a humanidade. A Bíblia deixa claro, no entanto, em textos como Efésios 1:20-21 que, acima de todos os poderes humanos, está Jesus Cristo e Seus ensinamentos e não crenças divergentes dos princípios fielmente deixados pelo Mestre aos primeiros apóstolos. No texto que cito, é possível ler que "que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus, acima de todo principado e potestade, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro".

Sinais dos tempos

Esposição de motivos: Abaixo transcrevo um comentário muito lúcido deixado neste espaço e que demonstra que o Senhor tem chamado a atenção do Seu povo para o tempo solene em que vivemos e os acontecimentos que se descortinam no horizonte desta terra. Faço questão de assim fazer, afim de que não somente as ovelhas de outros apriscos que eventualmente por aqui passem considerem os argumentos lançados, mas também para que o povo do advento que está dormecido acorde para perceber que ao que tudo indica o tempo está acabando. Ei-lo:

"Caritas in Veritate" é uma evidência documental de que o cenário global está "quase" pronto para o surgimento do Anticristo (líder mundial). Os evangélicos em geral "esqueceram que Jesus vai voltar"...

Não sou adventista... Me considero "evangélico"... Não concordo com muitas posições adventistas... Entretanto, louvo ao nosso Senhor Jesus pelos adventistas... É um povo zeloso e vigilante das Escrituras... A teoria dos sete reis por eles desenvolvida tem resistido ao tempo e se tornado cada vez mais forte e convincente...

Assim que tomei conhecimento de "Caritas in Veritate", meu espírito estremeceu... Transmiti a informação à diversos amigos evangélicos e não evangélicos... Pouquíssimos entenderam a seriedade do documento...

Tony Blair como defensor dos ideais católicos reconfirma, a já confirmada há muito tempo, influencia do Vaticano sobre o destino do mundo...

"Caritas in Veritate" é uma "sacudida" do Senhor Jesus nos crentes que estão desatentos... É um clamor à vigilância! Parece que Jesus está falando: "Não estão vendo? Olha o documento! Não é especulação! O anticristo está próximo! O arrebatamento da igreja está próximo! Acordem!"

Peço aos irmãos para que oremos fervorosamente para que a mídia evangélica de grande massa acorde! Para que esta mídia evangélica de grande massa pare de mercantilizar a fé e pregar felicidade na terra! Para que esta mídia anuncie fervorosamente a volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!!

Jorge Amado Florentino da Silva Júnior


Outras nuances interssantes sobre as considerações de "Caritas in veritate" podem ser lidas em "Papa pede criação de 'autoridade mundial'" e "É chegado o tempo de tomar posição pela verdade".

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Caritas internacional na conferência da ONU sobre o clima

Nova York, 04 set (RV) - Realiza-se em Nova York, no próximo dia 22, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

O encontro contará com a participação de uma delegação formada por membros da organização de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Econômico (CIDSE) e da Caritas Internacional, que formam uma grande aliança humanitária e dão uma grande ajuda em prol do desenvolvimento e na luta contra a pobreza em 200 países do mundo.

Esses organismos católicos escreveram um comunicado no qual exortam os líderes mundiais a dar prioridade à questão climática. "Pedimos a todos os governantes para que pensem nas populações mais pobres do mundo. Serve uma linha de ação corajosa a fim de defender-los dos impactos devastadores das mudanças climáticas" – afirmam eles.

O cardeal-arcebispo de Edimburgo, Keith Michael Patrick O’ Brien, reforçou o conteúdo do comunicado afirmando que os "países ricos têm o dever moral de reduzir as emissões de gás que danificam o meio ambiente e devem ajudar os países em via de desenvolvimento, pois são eles os que mais sofrem as conseqüências das mudanças climáticas".

Um estudo realizado pela Maplecroft, órgão de pesquisa inglês, em 166 países do mundo revela que a África e o sul da Ásia são as áreas do planeta mais ameaçadas pelas mudanças climáticas, enquanto os principais responsáveis pela poluição estão protegidos das conseqüências da mudança de clima.

Fonte - Radio Vaticano


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ban Ki-moon diz que Ártico poderia descongelar até 2030

Genebra, 3 set (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu hoje que "o Ártico está aquecendo mais rápido do que qualquer outro lugar na Terra" e "poderia ficar sem gelo até 2030".

Após visitar nos últimos dias a base internacional de Ny Alesund (Noruega), onde observou diretamente o impacto da mudança climática sobre o Ártico, o responsável da ONU chegou a Genebra para participar da Conferência Mundial sobre o Clima.

Em discurso diante de mais de mil participantes deste fórum, Ban pediu aos Governos para conseguir na conferência internacional sobre mudança climática, prevista para dezembro em Copenhague, um acordo que permita "profundos cortes nas emissões" de gases poluentes.

Reconheceu, nesse sentido, que essas negociações ocorrem com atraso: "só restam 15 dias, 15 dias para resolver alguns dos assuntos mais complexos".

O secretário-geral da ONU revelou que os cenários mais distantes que tinham sido colocados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) - uma das instâncias científicas de maior credibilidade na matéria - estão "ocorrendo agora".

Explicou que o Ártico, "em vez de refletir o calor, está absorvendo, enquanto o gelo diminui. Isso acelera o aquecimento global".

A consequência é que um gás que está preso no subsolo e no leito do mar desse polo do planeta está sendo liberado para a atmosfera, com o perigo que isso representa, por ser "um gás de efeito estufa 20 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono".

Ban também advertiu que o aumento do degelo da Groenlândia ameaça elevar o nível do mar e alterar a corrente do Golfo, que é a que leva calor à Europa.

"Estamos pisando no acelerador e estamos nos dirigindo ao abismo", alertou.

O secretário-geral da ONU disse que já se observa um aumento do nível do mar, que, até o final do século XXI, poderia subir entre 50 centímetros e dois metros, colocando em risco às populações que vivem em ilhas, em áreas litorâneas e deltas, entre outros lugares.

Ban lamentou que, apesar disso, se continue observando "inércia" na luta contra a mudança climática, o que, acrescentou, fica evidente nos "limitados progressos nas negociações" de Copenhague.

Por isso, colocou a urgência de agir em certas áreas, como o rápido financiamento internacional para que os países em mais risco se adaptem à mudança climática.

Além disso, mencionou a necessidade de que os países em desenvolvimento aceitem reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, e para isso defendeu a ideia de que estes precisam de apoio econômico e tecnológico do mundo rico.

Fonte - G1


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desenvolvimento enfrenta ameaça catastrófica

Nações Unidas, 02/09/2009 - Quando os políticos e governantes reagiram com lentidão dolorosa à crise econômica dos anos 20, o economista britânico John Maynard Keynes fez sua famosa afirmação: "Em última análise, todos nós morremos." Hoje a frase assume um sentido muito mais grave, diz a Organização das Nações Unidas, considerando os perigos combinados das crises econômica e ambiental que o mundo enfrenta. No seu "Estudo Econômico e Social Mundial 2009 - Promover o desenvolvimento, salvar o planeta", divulgado ontem, a ONU sustenta que a comunidade internacional está respondendo com a urgência necessária à devastação iminente causada pela mudança climática, descrito como o maior desafio humano das próximas décadas.

"Em um nível muito profundo, é um perigo existencial", diz o documento cuja versão em inglês tem 207 páginas, anotando estimativas segundo as quais mais de 300.000 pessoas morrem anualmente em conseqüência do aquecimento global, enquanto as vidas de 300 milhões estão em grave risco. O novo relatório coincide com dois eventos, a cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática, dia 22 deste mês em Nova York, e as negociações para um novo tratado internacional para lidar com o fenômeno, que culminarão em dezembro em Copenhague.

Ao colocar a responsabilidade especialmente nas mãos das nações industriais, o relatório afirma que a crise do clima é o resultado de um modelo de desenvolvimento desequilibrado econômico que evoluiu nos últimos dois séculos. ”Permitiu-se aos países ricos de hoje manter seus níveis de renda atual em parte por não responderem pelo dano ambiental que agora ameaça o sustento de outros", diz o relatório. As ações necessárias para mitigar as alterações climáticas incluem a redução das emissões de gases de efeito estufa, frear o desmatamento e a degradação do solo, o combater a elevação do nível do mar, prevenir secas e inundações e modificar as cidades e os prédios para torná-los menos exigentes de energia.

Para enfrentar estes desafios, de acordo com o documento, são necessários entre 0,2% e 2% do produto interno bruto mundial, entre US$ 180.000 bilhões e US$ 1,2 trilhão. Mas, na maioria das projeções, os maiores gastos não serão necessários até 2030. Rob Vos, diretor da divisão de análise e desenvolvimento de políticas do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, que divulgou o relatório, disse que "devemos começar por reconhecer o que é necessário. Perguntado sobre como alimentar o investimento no cenário de crise financeira internacional, Vos disse à IPS que "a crise deixou claro que é possível mobilizar grandes quantidades de recursos para combater os riscos sistêmicos e que só os governos estão em condições de fazer isso".

A mudança climática, prosseguiu, "é um risco sistêmico muito mais catastrófico, mas com muito menos recursos do que aqueles utilizados para combater a crise financeira podemos enfrenta-la”. A ciência explica que, mesmo com uma redução de entre 50% e 80% dos gases de efeito estufa até 2050 "Há uma boa chance de que não podermos alcançar um aumento inferior a dois graus na temperatura global, que já é considerada perigosamente alta", disse. Ao mesmo tempo, "espera-se uma crescente demanda por energia, se os países pobres ganharem seu direito ao desenvolvimento", acrescentou. Para responder aos desafios é preciso um aumento da eficiência energética e de fontes de energia limpa, renovável e de baixo teor de carbono, ressaltou.

"O que é preciso é convencer os governos de que enquanto são necessários grandes investimentos, o custo de não fazê-los será muito maior", afirmou Vos. Os países ricos têm a obrigação moral de ajudar os pobres para evitar o mesmo modelo de desenvolvimento de "contaminar primeiro e limpar depois", acrescentou. "Mas esta é apenas uma questão de justiça e de sobrevivência. Existe uma solução que pode conduzir a ganhos: investimentos em larga escala no fornecimento de energias renováveis propiciarão aos países industrializados uma grande quantidade de novos postos de trabalho e de segurança energética", disse Vos.

Os países pobres, acrescentou, podem avançar mais rapidamente na estratégia de um grande desenvolvimento com baixa liberação de carbono, o que beneficiará os países ricos também, conjurando o pior da mudança climática. Perguntado sobre como vê a criação de um fundo global para energias limpas, Vos disse à IPS que vários países estão formulando propostas para concebê-lo. México e outros países têm indicado que seria necessário um montante entre 300.000 bilhões de euros e 600.000 bilhões de euros, o equivalente a entre 0,5% e um por cento da produção mundial.

"Um grande fundo global poderia iniciar o processo. Precisamos de mudanças substanciais nas nossas economias, especialmente no abastecimento de energia, o que implica planos de investimentos de longo prazo que possam sustentar-se por décadas", disse Vos. Além disso, porque a renovável ainda é uma energia cara, "devemos criar economias de escala para reduzir custos e acelerar a adoção dessas fontes", afirmou.

Fonte - Envolverde

Nota DDP: Sobre o destaque dado à manifestação do agente ONU, importa o paralelo com manifestação encontrada na agência Zenit:

"Os países ricos têm a obrigação moral de ajudar os pobres" (Vos - ONU)

"os países ricos têm um dever moral inequívoco... de ajudar os países em vias de desenvolvimento" (cardeal britânico Keith O’Brien)

Coincidência?


Alimentação de 1,6 bilhões de asiáticos ameaçada por mudança climática

Manila, 2 set (EFE).- A segurança alimentar de cerca de 1,6 bilhões de habitantes do Sul da Ásia está ameaçada por causa das secas, as chuvas torrenciais e outros efeitos da mudança climática, advertiu hoje o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).

Em um relatório, a instituição financeira com sede em Manila, identifica o Afeganistão, Bangladesh, Índia e Nepal, como os países mais vulneráveis a essa crise alimentícia que pode suscitar o desaparecimento de campos de cultivos a consequência da mudança climática.

"A vulnerabilidade do Sul da Ásia à mudança climática tem implicações extremamente sérias para a agricultura e, portanto, também na segurança alimentar", assinala o BAD.

Segundo o estudo, estes quatro países do sul do Ásia e especialmente os que têm uma alta densidade de população como Índia e Bangladesh, verão reduzida de forma notável a extensão de cultivos e a água durante as próximas quatro décadas.

De continuar a atual tendência, antes 2050 a produção de arroz cairá 10%, enquanto a de trigo, 12%, e a de milho registrará uma redução de 17% , de acordo aos dados recolhidos pelo estudo.

"A escassez de comida provocará uma alta dos preços e reduzirá o consumo de calorias por parte da população de toda a região", aponta a instituição bancária.

O estudo sobre os efeitos da mudança climática na segurança alimentar no Sul da Ásia segue o apresentado em abril passado pelo BAD no qual alertava que a região que padecerá graves perdas econômicas se não freia os efeitos do aquecimento global.

Então, o BAD avisou que se continuava a atual inércia para fazer frente ao fenômeno, as perdas poderiam supor até 6% do Produto Interno Bruto (PIB) de países como as Filipinas, Indonésia, Tailândia ou Vietnã.

A segurança alimentar se verá ameaçada pela queda na produção de arroz, o aumento do nível do mar obrigará a deslocar a milhares de residentes de ilhas e zonas litorâneas, e cada vez mais pessoas serão vulneráveis a doenças como o dengue ou a malária, segundo a instituição multilateral.

O BAD aconselhou aos Governos lutar contra o aquecimento global e a atual crise econômica por meio de programas de estímulo que também levem em conta a redução de emissões poluentes e a pobreza.

O relatório do BAD cita como setores-chave a melhora dos sistemas de tratamento de água e irrigação, otimização de cultivos, economia energética, proteção de florestas e preservação dos recifes de coral para garantir as atividades de pesca.

Realizando estas e outras medidas, os países do Sudeste Asiático serão capazes de reduzir o nível de suas emissões em 40% antes de 2020.

Fonte - Último Segundo


Derretimento no Ártico pode afetar um quarto da população mundial

O nível do mar pode aumentar mais de um metro até 2100 com o derretimento do gelo do Ártico, causando a inundação de regiões costeiras e afetando potencialmente um quarto da população mundial, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização internacional para a preservação da natureza, World Wildlife Fund (WWF).

O documento sugere que o aumento do nível das águas seria quase o dobro do previsto no estudo do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) que, em 2007, estimava este número em 59 centímetros.

A WWF diz que o relatório Feedbacks do Clima do Ártico: Implicações Globais é o primeiro do tipo a incorporar o impacto do derretimento do gelo na Groenlândia e da porção ocidental da Antártida sobre o nível do mar, regiões que não foram consideradas nas projeções do IPCC.

As temperaturas do ar no Ártico aumentaram quase duas vezes em relação à média global nas últimas décadas, diz a WWF. "O que este relatório nos permite ver são as (...) amplas consequências globais deste aquecimento", disse o cientista Martin Sommerkorn, consultor para mudanças climáticas do programa da WWF para o Ártico, em entrevista divulgada pela organização no YouTube.

Motor de mudanças

O derretimento do gelo do Ártico se tornaria um motor de mudanças climáticas mais acentuadas, diz o documento da WWF.

O relatório prevê que a perda acentuada do gelo com o aquecimento do Ártico influenciaria o clima além da região. O fenômeno mudaria a temperatura e os padrões de precipitação de chuvas na Europa e na América do Norte, afetando a agricultura, florestas e recursos hídricos.

O documento explica que o solo congelado do Ártico reserva o dobro do carbono mantido na atmosfera e, que se o aquecimento da região continuar, o gelo do solo vai se derreter e liberar carbono na atmosfera na forma de dióxido de carbono e metano em níveis significativos.

A concentração de metano, um gás causador do efeito estufa especialmente poderoso, vem aumentando na atmosfera nos últimos dois anos e há sugestões de que isso se deve ao aquecimento da tundra do Ártico.

"Este relatório mostra que é urgentemente necessário controlar as emissões dos gases do efeito estufa enquanto ainda podemos", disse Sommerkorn.

"Se nós permitirmos que o Ártico fique quente demais, há dúvidas sobre se poderemos manter a cadeia de implicações desse fenômeno sob controle."

"Nós acreditamos que estas informações são críticas para se levar às pessoas diante do novo acordo sobre mudanças climáticas que será negociado em Copenhague (Dinamarca) em dezembro."

O tratado a ser negociado na capital dinamarquesa vai ser a sequência do Protocolo de Kyoto.

Fonte - Último Segundo


Forte terremoto deixa ao menos sete mortos na Indonésia

JACARTA - Um forte tremor de terra atingiu nesta quarta-feira, 2, a ilha de Java, na Indonésia, matando ao menos sete pessoas e ferindo outras 27. O terremoto, de magnitude 7 na escala Richter, provocou um alerta regional sobre o risco de tsunamis.

O abalo sísmico fez tremer edificações na região, inclusive na capital do país, Jacarta. O epicentro foi localizado 190 quilômetros a sudeste de Jacarta, que fica na ilha de Java. Segundo o US Geological Survey, agência americana que monitora os tremores de terra pelo mundo, o terremoto ocorreu às 14h55 (4h55 de Brasília) a uma profundidade de 49,5 quilômetros. Segundo relatos iniciais de Jacarta, muitas pessoas em pânico deixaram prédios e escritórios após o tremor.

Indonésia está localizada sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma zona com grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida cerca de 7 mil tremores ao ano, a maioria moderados.

Fonte - Estado


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os problemas que geraram esta crise não foram resolvidos

Em 15 de setembro de 2008, o banco de investimentos Lehman Brothers anunciou que iria declarar concordata. Como se acometida por um infarto, a economia mundial desabou. Mesmo em 1929 a queda havia sido menos brutal. Um ano passou. Em poucas palavras, os governos "fizeram o serviço". O sistema financeiro foi salvo, a queda da demanda foi amortecida pelos déficits públicos. Os bons resultados registrados no segundo trimestre (retorno a um crescimento positivo na França, na Alemanha, no Japão...) certamente continuam frágeis: o esperado crescimento do desemprego, a perda de fôlego dos efeitos do incentivo à compra de carros novos reservam más surpresas...

Entretanto, parece estar certo que a crise de 1929 não se repetirá. Boa notícia, então. Mas a má notícia é que a crise atual não tem nada a ver com a de 1929. Ela não é uma crise do século 20 extraviada para o século 21: ela é a primeira crise da globalização. E, por essa medida, nenhum dos problemas que a criaram foi solucionado.
...
Agora que a bolha do crédito estourou, os americanos deverão recomeçar a poupar, o que significa que a demanda interna não deverá voltar a crescer tão cedo nos Estados Unidos. A crise chegou a uma solução instável, mas sem oferecer alternativas. Portanto, das duas coisas, uma. Ou novas bolhas de crédito substituirão aquela que acaba de estourar (por enquanto são os déficits públicos que exercem esse papel), ou o crescimento mundial permanecerá medíocre, por falta de saídas para absorver os excedentes chineses e petroleiros. Nos dois casos, novas desilusões se preparam... 1929 foi evitada, mas o veneno que deu origem a essa crise continua a agir.

Fonte - UOL


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Google e o fim da privacidade

O monitoramento de nossos atos na Internet, gostemos ou não, sempre ocorreu. Aliás, o monitoramento — lactu sensu, a espionagem — sempre existiu em termos planetários, eis que de interesse de governos e corporações.

Nos anos 90 do século passado, no borbulhar libertário da Internet, os ciberativistas se arvoravam contra o monitoramento realizado por meio de um programa chamado Echelon, o qual evoluiu para Carnivore que, por sua vez, evoluiu para não sei mais o que.

Porém, quando um programa muito mais eficiente e sofisticado de monitoramento surgiu, as vozes protestantes e panfletárias da Web perderam seu timbre e se deixaram seduzir pelo novo paradigma informático de buscas, a par deste programa superar todos os programas intrusivos desenvolvidos pelo governo américo-nortista e seus aliados. Refiro-me ao megaprograma chamado Google — uma variação da palavra gugol (lê-se “gugól”).

A homepage do Google, a mais valiosa da Web, é a mais minimalista de todas.

Na homepage do mais respeitado oráculo da deusa Internet é aguardado que sejam consignadas as suas dúvidas na pequena caixa de entrada de dados que se encontra centralizada. Assim, escreva, iguale-se a seus sequazes — isto é, quase todos os internautas — e deixe-se ser por ele seduzida (e deduzida) ou seduzido (e deduzido).

Em dirimindo nossas dúvidas — mas sempre atendendo a seu critério de seleção —, o Google descobre os segredos que temos, com quem nos correspondemos, que sites visitamos (e que frequentamos), do que gostamos, o que gastamos.

Isso porque o Google administra o maior banco de dados jamais concebido na História da Humanidade. Este vidente bítico sabe muito mais sobre nós próprios do que nós imaginamos. É o verdadeiro Big Brother de Orwell. Pede para abrirmos mão de nossa privacidade, de nossas informações e, principalmente (para o Google), de eventuais direitos autorais — sem futuro direito a carta de alforria. O mesmo ocorre em seu tentáculo representado pelo YouTube.

Com seu sistema de mapas online (o Google maps), o mais utilizado procurador da Internet desmistifica a crença jurídica de que o direito à privacidade depende dos cuidados de quem a deseja. Afinal, como nos protegermos dos satélites a serviço desta internética Hydra?

Como pontuei em provocação dirigida ao Ministério Público do estado de São Paulo, mostrar fotogramas de todos os rincões do planeta não é uma vitória tecnológica a ser aplaudida — a par de ser uma vitória tecnológica. Isto é uma afronta à nossa privacidade.

Tal intrusão é um acinte a um direito fundamental garantido por tratados internacionais, pela Constituição Federal, pelo Código Civil e pelo Código de Defesa do Consumidor. Mas essas velhas proteções não valem mais. Tudo aquilo que muros, por vontade de quem os ergue, tentam ocultar, passa a ser devassado e jogado na cova da propriedade comum, ou melhor, do fuxico comum, graças a estes fotogramas aéreos.

Tirar fotos de uma casa, a partir da rua, e disponibilizá-las? Não há como se vislumbrar quaisquer problemas, eis que as ruas são coisa pública. Mas... Sacar fotos aéreas e disponibilizá-las na Web para fofoqueiras de plantão — ou mexeriqueiros ad hoc — é outra coisa e completamente diferente. Com muros é possível as casas serem protegidas para não serem vistas por quem passa pela rua, como já o disse. Entrementes, o que fazer com quem passa por cima das casas?

Enfim, existem limitações para nossa vigilância física.

Na Comunidade Européia, nos Estados Unidos da América nortista e no Canadá, a questão aqui discutida desperta, presentemente, incisivas discussões.

Há um caso em que um paparazzo foi condenado a indenizar a filha da princesa do Mônaco, Caroline, por tê-la fotografado do alto de uma árvore do lado oposto do muro que protegia sua casa. Alexandra, então com cinco anos, filha da princesa Caroline e do príncipe Ernst de Hannover, no final de 2004 recebeu a maior indenização já paga a um menor: US$ 94 mil.

O Código de Conduta da Comissão de Reclamações contra a Imprensa do Reino Unido também é incisivo quanto ao respeito à privacidade, tanto que dispõe que “intrusões e perguntas que invadam a vida privada de um indivíduo sem o seu consentimento, inclusive o uso de máquinas fotográficas de longo alcance para tirar fotos das pessoas em propriedade privada sem sua autorização geralmente não são aceitas e a publicação só pode ser justificada quando for de interesse público”.

A União Europeia, por sua vez, discute as ações intrusivas do Google e do Yahoo!.

Nos EUAN, em março de 2008, “atendendo” a um pedido do Pentágono, o Google retirou de seu serviço as imagens online que dizem respeito a áreas militares, por se tratar de questão de segurança nacional.

Neste rincão supra-Equatorial, cidadãos, cônscios de suas prerrogativas constitucionais e infra-constitucionais, começam a processar o Google por invasão de privacidade. No entanto a política bushiana parece ter influenciado o Judiciário a desrespeitar a privacidade.

No Canadá o mesmo acontece.

O Google nos “dá” o direito de compartilharmos suas “maquininhas” fuxiqueiras para invadirmos a privacidade dos que nos são próximos. Mas em troca ele deseja ter acesso a nossos segredos mais íntimos — e os daqueles que nos são próximos.

Entre as últimas atrocidades perpetradas pelo Google se encontra o Google Latitude.

Seus lacaios, “aqueles que nada têm a esconder”, vociferarão: “mas quem não quiser utilizar este serviço não utiliza e ponto”. Só que a questão não é tão bisonha assim e certamente antes de eu concluir estas mal traçadas linhas, algum precoce (ou nem tanto) garoto já terá descoberto como habilitar o celular de um terceiro e, com o mecanismo disponibilizado pelo Google, monitorá-lo. Presentão para a indústria do sequestro.

Os sistemas informáticos estão mais espertos, não tenho dúvidas, do mesmo modo que aqueles que desafiam estes sistemas estão mais expertos. Por sua vez, os ciberativistas me parecem descafeinados e anoréxicos.

A grande ameaça, a real ameaça à sua privacidade — tenha em mente —, maior que o sistema institucional violador de direitos civis do governo da América supra Equatorial, é o Google.

É inconteste que este perigo guarda charm e conquista as massas com a máxima: “Tudo que aqui é oferecido é grátis!” — como se existisse um almoço que não fosse pago por alguém.

Advogadas e advogados e procuradoras e procuradores e juízas e juízes e todos os profissionais do Direito: é hora de unirmos nossas forças e pensarmos em formas objetivas de frear a devassa de nossa privacidade porque, ao contrário dos Estados Unidos da América nortista e da Comunidade Europeia, nós, no Brasil, temos uma Constituição e Códigos para obstar tal prática.

Fonte - Conjur


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