sexta-feira, 20 de agosto de 2010

As Revelações do Santuário


Fonte - Stina.com

Jovens apresentam Carta Magna de Valores na ONU

NOVA YORK, quinta-feira, 19 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – No dia 13 de agosto, foi celebrado o Parlamento Universal da Juventude (World Youth Parliament), na sede das Nações Unidas em Nova York. 300 jovens de todo o mundo apresentaram uma Carta Magna de Valores para uma Nova Civilização, fruto do trabalho de muitos jovens durante vários anos.

Este fórum mundial foi criado nos anos 1980 por Fernando Rielo, também fundador do Instituto Id – Missionárias e Missionários Identes e Juventude Idente –, e este ano foi convocado pela Fundação Fernando Rielo, a Universidade St. John’s (Nova York) e a Universidade Técnica Particular de Loja (Equador).

Participaram jovens de 20 países da América do Norte e do Sul, Europa, África e Ásia.

Na sessão solene foi lida a mensagem do presidente da Juventude Idente Internacional e também do Instituto Id de Missionárias e Missionários Identes, Jesús Fernández Hernández, em que se recordou que justamente nas ONU, há 30 anos, o fundador do Parlamento, Fernando Rielo, sonhou com um parlamento universal.

Em sua mensagem, Fernández convidou os jovens a quebrarem as barreiras entre as pessoas e os países por meio do amor e da amizade. Ele destacou o propósito da Carta Magna de colocar como modelo de valores Cristo, que acolhe todos os valores sem exclusão.

Por sua vez, o cardeal Edward Egan, arcebispo emérito de Nova York, elogiou a ideia dos jovens de redigir uma Carta Magna de Valores, para que seja um referencial da sociedade atual, assim como a Carta Magna realizada em 1215 na Inglaterra, que constituiu um importante avanço no mundo jurídico anglo-saxão.

Ele elogiou o fato de que a Carta aprovada pelos jovens toque todos os grandes temas da humanidade e em especial os direitos à vida e à liberdade, baseando-se na espiritualidade da pessoa.

A Carta Magna de Valores é fruto do trabalho local e nacional de milhares de jovens, de 20 países. Foi aprovada por votação pelos jovens parlamentares nos dias 11 e 12 na Universidade St. John’s, em Nova York.

A 13 de agosto, na ONU, aconteceu a leitura da Carta Magna. Trata-se de um documento de dez pontos, em que os jovens descrevem a sociedade que buscam construir neste terceiro milênio para superar os conflitos, os múltiplos atentados contra a vida humana, a fome, a desigualdade e o desemprego, o problema ambiental, entre outros.

Para isso, o documento propõe princípios, acordados entre a grande diversidade de jovens, e os compromissos a se viver nos distintos âmbitos da convivência humana: relações interpessoais, família, política, economia, meio ambiente, educação e redes de comunicação.

O Parlamento Universal da Juventude busca difundir esta carta em todas as instâncias políticas, sociais e religiosas, para que possa ser um documento de referência para as constituições políticas dos diferentes Estados.

O World Youth Parliament, criado em 1991, tem por objetivo que todos os jovens, sem distinção alguma, pesquises e analisem temas que os preocupam e que suas conclusões e propostas sejam ouvidas em âmbito mundial por todas as instâncias políticas, sociais e religiosas.

O desafio é ouvir a voz dos jovens e que, superando preconceitos ideológicos e barreiras culturais, promovam a unidade e a paz dos povos.

Fonte - Zenit

Nota DDP: A leitura do documento chama a atenção em relação ao fator tempo. Tempo para desenvolver a vida espiritual e tempo para ser dedicado à família sem interferência profissional ou que possa prejudicar os relacionamentos. Tendo em vista que os princípios debatidos convergem no sentido de serem observados como "referência para as constituições políticas dos diferentes Estados", percebe-se o quanto a questão de um tempo de descanso reconhecido e legislado é a intenção final deste tipo de causa. Mas... qual seria o tempo a ser eleito para estes fins?

O documento completo em inglês e espanhol pode ser lido aqui.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quão próxima da morte está a América?

Está a acabar o tempo para os Estados Unidos colocarem os seus défices orçamental e comercial sob controle. Apesar da urgência da situação, o ano de 2010 tem sido desperdiçado em alardes acerca de uma recuperação não existente. Ainda recentemente, em 2 de Agosto, o secretário do Tesouro Timothy F. Geithner assinou uma coluna no New York Times intitulada "Bem vindo à recuperação".

Como John Williams (shadowstats.com) deixou claro em muitas ocasiões, foi criada uma aparência de recuperação pela super-contagem do emprego e a sub-contagem da inflação. Advertências de Williams, de Gerald Celente e de mim próprio não foram ouvidas, mas as nossas advertências recentemente tiveram ecos entre Laurence Kotlikoff e David Stockman, da Universidade de Boston, que criticaram o Partido Republicano por se tornar grande gastador como os democratas.

É encorajador ver um bocado de percepção de que, desta vez, Washington não pode tirar a economia para fora da recessão. Os défices já são demasiado grandes para o dólar sobreviver como divisa de reserva e o gasto deficitário não pode por outra vez os americanos a trabalharem em empregos que foram deslocalizados para o exterior.

Contudo, as soluções apresentadas por aqueles que agora começam a reconhecer que há um problema são desencorajadoras. Kotlifoff pensa que a solução são cortes maciços na Segurança Social e no Medicare ou aumentos maciços de impostos ou hiper-inflação para destruir as dívidas maciças.

Talvez falte imaginação aos economistas, ou talvez não queiram ficar isolados da Wall Street e dos subsídios corporativos, mas a Segurança Social e o Medicare são insuficientes aos níveis actuais, especialmente considerando a erosão das pensões privadas pelas bolhas do dot.com, dos derivativos e do imobiliário. Cortes na Segurança Social e no Medicare, pelo qual as pessoas pagaram 15% dos seus rendimentos durante toda a sua vida, resultariam em fome e mortes por doenças curáveis.

Aumentos de impostos fariam ainda menos sentido. É amplamente reconhecido que a maioria das famílias não pode sobreviver com um só emprego. Mas marido e esposa trabalham e muitas vezes um dos dois tem dois empregos a fim de conseguirem sustentar-se. Elevar impostos torna mais difícil sustentarem-se – portanto mais arrestos, mais selos alimentares, mais desabrigados. Que espécie de economista ou pessoa humana pensa que isto é uma solução?

Ah, mas nós tributaremos os ricos. A idiotice habitual. Os ricos já têm bastante stock de dinheiro. Eles simplesmente cessarão de ganhar mais.

Vamos ser realistas. Eis o que é provável que o governo faça. Uma vez que os idiotas de Washington percebam que o dólar está em risco e que não podem mais financiar as suas guerras contraindo empréstimos no estrangeiro, o governo ou lançará um imposto sobre pensões privadas com a argumentação de que as pensões acumularam impostos adiados, ou o governo exigirá aos administradores de fundos de pensões que comprem dívida do Tesouro com as nossas pensões. Isto dará ao governo um pouco mais de tempo enquanto as contas de pensão são carregadas com papéis sem valor.

O último défice orçamental de Bush (2008) estava entre os US$400 e US$500 mil milhões, o que equivale à dimensão dos excedentes comerciais chinês, japonês e da OPEP com os EUA. Tradicionalmente, estes excedentes comerciais têm sido reciclados para os EUA e financiam o défice do orçamento federal. Em 2009 e 2010 o défice federal saltou para US$1.400 mil milhões, um aumento total um milhão de milhões (trillion) de dólares. Não há excedentes comerciais suficientes para financiar um défice desta magnitude. De onde vem o dinheiro?

A resposta vem de indivíduos a fugirem do mercado de acções para os "seguros" Títulos do Tesouro e também do salvamento dos banksters [1] , não tanto com o dinheiro do TARP como a permuta do Federal Reserve de reservas bancárias por papel financeiro questionável tais como derivativos subprime. Os bancos utilizaram o seu excesso de reservas para comprar dívida do Tesouro.

Estas manobras de financiamento são truques que se fazem uma só vez. Uma vez que as pessoas fugiram das acções, aquele movimento para os Títulos do Tesouro está acabado. A oposição ao salvamento dos banksters provavelmente impediu um outro. Assim, de onde virá o dinheiro da próxima vez?

O Tesouro foi capaz de descarregar um bocado de dívida graças à "crise grega", a qual os banksters de Nova York e os hedge funds multiplicaram na "euro crise". A imprensa financeira serviu como um braço financeiro do US Treasury ao criar pânico acerca da dívida europeia e do euro. Bancos centrais e indivíduos que se haviam refugiado do dólar com os euros foram levados ao pânico com os seus euros e correram outra vez para os dólares com a compra de dívida do US Treasury.

Este movimento dos euros para os dólares enfraqueceu a divisa de reserva alternativa ao dólar, para o declínio do dólar e financiou o maciço défice do orçamento dos EUA um pouco mais.

Possivelmente o jogo pode ser reencenado com a dívida espanhola, a dívida irlandesa e a de qualquer outro infeliz país varrido para isso pela imprudente expansão da União Europeia.

Mas quando não houver mais quaisquer países que possam ser desestabilizados pelos banksters de investimento da Wall Street e dos hedge funds, o que então financia o défice do orçamento dos EUA?

O único financiador remanescente é o Federal Reserve. Quando títulos do Tesouro trazidos a leilão não se vendem, o Federal Reserve deve comprá-los. O Federal Reserve compra os títulos criando novas exigências de depósitos, ou conferindo contas, para o Tesouro. Como o Tesouro gasta o dinheiro apurado das vendas de nova dívida, a oferta monetária dos EUA expande-se no montante da compra do Federal Reserve de dívida do Tesouro.

Será que bens e serviços se expandem na mesma proporção? As importações aumentarão quando empregos estado-unidenses foram deslocalizados e dados a estrangeiros, piorando portanto o défice comercial. Quando o Federal Reserve compra as novas emissões de dívida do Tesouro, a oferta monetária aumentará mais do que a oferta de bens e serviços produzidos internamente. Os preços provavelmente ascenderão.

Quão alto eles ascenderão? Quanto mais dinheiro for criado a fim de que o governo possa pagar as suas contas, mais provavelmente o resultado será a hiper-inflação.

A economia não se recuperou. No fim do ano será óbvio que a economia em colapso significa um défice orçamental para financiar maior do que os US$1,4 milhões de milhões. Será de US$2 milhões de milhões? Será mais alto?

Seja qual for a dimensão, o resto do mundo verá que o dólar está a ser impresso em tais quantidades que não pode servir como divisa de reserva. Naquele ponto o despejo maciço de dólares virá quando bancos centrais estrangeiros tentarem descarregar uma divisa sem valor.

O colapso do dólar empurrará para cima os preços das importações e dos bens deslocalizados dos quais os americanos estão dependentes. Os compradores do Wal-Mart pensarão que entraram por engano no Neiman Marcus. [2]

Os preços internos também explodirão quando uma oferta monetária crescente expulsa a oferta de bens e serviços ainda feita na América por americanos.

O dólar como divisa de reserva não pode sobreviver à conflagração. Quando o dólar se for os EUA não poderão financiar o seu défice comercial. Portanto, as importações cairão drasticamente, acrescentando-se assim à inflação interna e, como os EUA são dependente de energia importada, haverá rupturas nos transportes que provocarão rupturas no trabalho e nas entregas aos armazéns.

O pânico estará na ordem do dia.

Será que as propriedades agrícolas serão atacadas? Será que os aprisionados em cidades recorrerão a tumultos e saqueio?

Será este o provável futuro que o "nosso" governo e as "nossas patrióticas" corporações criaram para nós?

Para tomar uma frase emprestada de Lenine: "O que fazer?"

Eis o que pode ser feito. As guerras, as quais não beneficiam ninguém excepto o complexo militar-segurança e a expansão territorial de Israel, podem ser imediatamente finalizadas. Isto reduziria o défice do orçamento dos EUA em centenas de milhares de milhões de dólares por ano. Mais centenas de milhares de milhões de dólares podiam ser poupados cortando o resto do orçamento militar, o qual na sua actual dimensão excede os orçamentos somados de todas as potências militares sérias sobre a terra.

O gasto militar dos EUA reflecte o insustentável, inatingível e enlouquecido objectivo neoconservador do Império estado-unidense e da hegemonia mundial. Quem louco em Washington pensa que a China vai financiar a hegemonia dos EUA sobre a China?

O único meio de os EUA terem outra vez uma economia é trazerem de volta os empregos deslocalizados. A perda destes empregos empobreceu americanos enquanto produzia ganhos super-avantajados para a Wall Street, accionistas e executivos corporativos. Estes empregos podem ser trazidos para a casa a que pertencem tributando corporações de acordo com o lugar onde é acrescentado valor ao seu produto. Se o valor aos seus bens e serviços fosse acrescentado na China, as corporações teriam uma taxa fiscal elevada. Se o valor aos seus bens e serviços fosse acrescentado nos EUA, as corporações teriam uma taxa fiscal baixa.

Esta mudança na tributação corporativa compensaria o trabalho barato estrangeiro que tem sugado empregos para fora da América e reconstruiria as escadas da mobilidade ascendente que fizeram da América a sociedade da oportunidade.

Se as guerras não forem travadas imediatamente e os empregos trazidos de volta para a América, os EUA estão relegados ao caixote de lixo da história.

Obviamente, as corporações e a Wall Street utilizariam o seu poder financeiro e as contribuições de campanha para bloquear qualquer legislação que reduzisse rendimentos e bónus a curto prazo ao trazer empregos de volta para americanos. Os americanos não têm maiores inimigos do que a Wall Street, as corporações e os seus prostitutos no Congresso e na Casa Branca.

Os neocons aliados com Israel, os quais controlam ambos os partidos e grande parte dos media, viciados no ecstasy [3] do Império.

Os Estados Unidos e o bem-estar dos seus 300 milhões de habitantes não podem ser restaurados a menos que os neocons, a Wall Street, as corporações e os seus escravos servis no Congresso e na Casa Branca possam ser derrotados.

Sem uma revolução, os americanos serão história.

Paul Craig Roberts
Foi editor do Wall Street Journal e secretário assistente do Tesouro dos EUA.

[1] Banksters: A palavra vem de banqueiros+gangsters
[2] Wal-Mart e Neiman Marcus: cadeias de lojas para pobres e menos pobres, respectivamente.
[3] Esctasy: Estupefaciente, methylenedioxymethamphetamine (MDMA). Foi utilizado pela primeira vez em tratamentos psicoterapeuticos experimentais. Em 1985 foi tornado ilegal nos EUA.

Fonte - Global Research

Tradução -Resistir.info

FAQ

Nota DDP: Procurando separar o eventual viés político da análise e, considerando-se as possibilidades no tema, especialmente a de perda do "status" de domínio americano no cenário mundial, além do papel profético da atual maior potência do planeta (ainda causa espanto a afirmativa de que o orçamento militar americano é maior que a soma de todas as demais potências mundiais neste segmento), a primeira pergunta que fica seria: até quando? E no caso de a análise se viabilizar no plano fático, a profecia não haveria de se cumprir antes da "morte" da América? Caso realmente venha a se consumar a queda, haveria uma nova e futura subida ao poder? O tempo dirá.

Calor pode ter matado milhares em Moscou

Alguns milhares de moscovitas teriam morrido em julho em consequência da onda de calor sem precedentes que atingiu a região e essa cifra poderia aumentar no mês de agosto, disseram cientistas russos nesta terça-feira.

Moscou, uma metrópole de mais de 10 milhões de habitantes, está sendo afetada por um calor intenso desde o final de junho, com temperaturas chegando a quase 40 graus Celsius durante o dia.

A crise causou a redução de um terço da plantação de grãos da Rússia, cortando em bilhões o crescimento anual do país este ano e matando ao menos 54 pessoas nos incêndios florestais. O calor arrefeceu nesta terça-feira.

Citando um relatório do cartório de registro civil de Moscou, Boris Revich, pesquisador de demografia e ecologia na Academia de Ciências da Rússia, disse que em julho morreram 5.840 pessoas a mais em Moscou do que no mesmo mês do ano passado.

Revich disse acreditar que a grande maioria dessas mortes foi causada pela violenta onda de calor.

"Essa situação era absolutamente fácil de prever", afirmou ele em entrevista à imprensa. "A única coisa pela qual eu me culpo... é que a minha estimativa (de mortes) era muito baixa no início da onda de calor."

"Mas nós nunca tivemos experiência em estimar um calor tão monstruoso, simplesmente porque nunca tivemos um calor assim."

Um total de 27.724 incêndios, inclusive 1.133 de queimadas de turfeiras, foi detectado na Rússia desde julho, disse a jornalistas o chefe de departamento do Ministério de Emergências, Yuri Brazhnikov.

Ele declarou que os incêndios afetaram um total de 134 vilarejos e cidades, e destruíram mais de 2 mil casas. Cerca de 1.100 pessoas foram deslocadas para abrigos temporários.

"Os países europeus já acumularam uma vasta experiência em como agir no calor", disse Revich. "Lamentavelmente, estamos começando agora a caminhar em direção a um plano nacional."

Fonte - Estado

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Inundações reavivam debate sobre mudança climática

Karachi, Paquistão, 18/8/2010 – “Se isto não é a ira de Deus, o que é?”, perguntou o taxista paquistanês Bakht Zada, de 40 anos, com relação às inundações que acabaram com todos os seus bens. No diálogo com a IPS, da cidade de Madyan, em Khyber Pakhtunkhwa (ex-província da Fronteira Nordeste), Bakht culpou as forças sobrenaturais pelas piores inundações no país em 80 anos, mas os especialistas em meio ambiente debatem se estas estão vinculadas a um fenômeno muito mais terreno, a mudança climática.

As inundações, que começaram no dia 12 de julho com chuvas excepcionalmente fortes, já afetaram cerca de 20 milhões de paquistaneses, segundo o governo, e mataram 1.600, além de causar danos a enormes áreas de terras agrícolas, base da economia. O governo, as agências humanitárias internacionais e organizações beneméritas locais continuam enfrentando o desastre, que primeiro atingiu a região nordeste deste país asiático e agora afeta as províncias de Punjab, no leste, e Sindh, no sul.

A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou US$ 459 milhões para enfrentar esta situação, mas consegui compromissos de apenas 27% dessa quantia. Neste contexto, os especialistas tentam compreender instâncias recentes de eventos climáticos extremos. Na China, as inundações também mataram mais de 1.100 pessoas, enquanto uma onda de calor, com seca e incêndios, açoita a Rússia. Todos estes sinais parecem consistentes com o aquecimento global devido ao acúmulo na atmosfera de enormes quantidades de gases-estufa, como o dióxido de carbono.

“O aquecimento global causa eventos meteorológicos catastróficos. As recentes inundações são, sem dúvida, resultado da mudança climática”, insistiu Simi Kamal, geógrafa e especialista em água. “Temperaturas superiores às normais no Oceano Índico causam aumento das precipitações. No norte do Paquistão, quando correntes de ventos carregados de umidade se chocam com as montanhas e são impulsionados para altitudes mais frias, a umidade é liberada na forma de explosões de nuvens”, acrescentou Khalid Rashid, matemático e físico que estuda as mudanças nos padrões meteorológicos mundiais. “Isto é o que parece estar ocorrendo este ano”, afirmou.

Outros já se mostram cautelosos na hora de tirar conclusões categóricas sobre a ligação com a mudança climática, mas concordam que os padrões meteorológicos se alteraram, tornando-se mais extremos e imprevisíveis. “Os cientistas climáticos não podem estar seguros se as atuais inundações são um evento meteorológico extremo do atual padrão climático ou uma mudança nele”, destacou Ayub Qutub, especialista em manejo hídrico, radicado em Islamabad.

Inclusive Rajendra Kumar Pachauri, presidente do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), disse que é cientificamente incorreto vincular qualquer série particular de eventos com a mudança climática induzida pelos homens. Contudo, concordou que há evidências suficientes que mostram aumento na frequência e intensidade de inundações, secas e precipitações extremas em todo o mundo. “Inundações como as do Paquistão podem se tornar mais comuns e intensas no futuro, nesta e em outras partes do mundo”, disse à IPS.

Danish Mustafa, especialista paquistanês em temas hídricos e professor de geografia no King’s College, em Londres, reconheceu que padrões de monções “bastante incomuns” estão se tornando mais frequentes. Ejaz Ahmad, subdiretor do capítulo paquistanês do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), vinculou as mudanças meteorológicas à “mudança nos padrões de uso da terra, ao forte desmatamento no norte do Paquistão e aos conflitos”, mais do que à mudança climática. De todo modo, concordou que ultimamente houve mais eventos meteorológicos “estranhos”.

“O Paquistão experimentou um período seco em março, praticamente sem chuvas, e a produção de trigo foi seriamente prejudicada. Depois, choveu em áreas que geralmente não são afetadas pelas monções, como Gilgit-Baltistão e Broghil. E a frequência dos ciclones também aumentou”, explicou Ejaz. Em 2007, “o ciclone Yemyin atingiu o país, e este ano tivemos o Phet. No passado, sofríamos ciclones” a cada década, disse.

Simi acrescentou que o aumento das temperaturas ajuda a acelerar o derretimento de geleiras como as do Himalaia, ao norte do Paquistão, que são o terceiro maior depósito mundial de gelo e neve. “Nossa região (Ásia meridional) está entre os principais pontos da mudança climática, e especialistas internacionais prevêem inundações e secas”, destacou.

O Himalaia tem origem na bacia tibetana, e também alimenta a bacia do Rio Indo. Este, que agora transbordou devido às inundações, atravessa o Paquistão antes de desembocar no Mar Arábico. Seu trajeto é de aproximadamente 3.180 quilômetros. “O aquecimento global planetário está muito mais rápido, causando eventos climáticos extremos. Não estou segura de que isto possa ser detido agora. Nem mesmo estou certa de que podemos nos adaptar tão rapidamente”, disse Simi.

O fato de o Paquistão não estar preparado para estes acontecimentos deixou pior as consequências das inundações, acrescentou Simi. A bacia do Indo sempre foi propensa a inundar, então, “porque simplesmente nos pegam de surpresa?”, perguntou. No entanto, Maurizio Giuliano, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários em Islamabad, disse que o governo implementou alguns projetos, e que, do contrário, os efeitos teriam sido muito piores.

De todo modo, há lições a se aprender. “Precisamos que funcione o sistema telemétrico sobre o Rio Indo, que também terá de ser estendido para controlar as inundações em tempo real”, disse Danish. “A capacidade local deve ser fortalecida para estar na primeira linha de defesa na proteção e alívio em caso de inundações. O distante governo central não pode fazê-lo”, acrescentou.

Fonte - Envolverde

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Humanos esgotarão a 21 de Agosto recursos naturais do planeta para 2010

Os habitantes da Terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data passaremos a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.

O alerta foi deixado hoje, segunda-feira, pela organização não-governamental Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer cada ano.

O limite em 2010 ou "Dia do Excesso" ("Earth Overshoot Day", em inglês) será atingido no sábado 21 de Agosto, refere a organização que trabalha para promover a sustentabilidade através do uso do conceito de Pegada Ecológica, uma ferramenta de contabilidade dos recursos naturais.

"Isso significa que demoramos menos de nove meses para esgotar o nosso orçamento ecológico para este ano", salientou o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.

Em 2009, o limite dos recursos naturais foi alcançado em 25 de Setembro, mas, segundo o responsável do GFN, o desempenho deste ano não significa que o consumo em 2010 tenha aumentado.

"Este ano analisamos todos os nossos dados e percebemos que, até agora, tínhamos sobreavaliado a produtividade das florestas e das pastagens: em outras palavras, exageramos a capacidade que a Terra" tem para regenerar e absorver o nosso excesso.

A GFN também calculou os serviços e recursos que são fornecidos pela natureza e comparou-os ao consumo do seres humanos e as emissões poluentes que estes emitem.

"Na década de 1980, a nossa Pegada Ecológica era mais ou menos equivalente à dimensão da terra. Actualmente é 50% superior", alertou.

"Se você gastar o seu orçamento anual em nove meses provavelmente ficaria muito preocupado com a situação: a situação não é menos grave quando falamos das nossas reservas naturais", sustentou Mathis Wackernagel.

De acordo com o responsável da GFN, as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a desflorestação, a escassez de água e de alimentos "são todos sinais de que não podemos continuar a consumir [este tipo de recursos] a crédito".

Apesar de "dados preliminares" mostrarem que a crise económica e financeira mundial - que se intensificou em 2008 - teve um "impacto significativo no consumo", esses dados ainda não são claros, adiantou o responsável.

A título de exemplo, Wackernagel referiu o "consumo de energia que tem vindo a diminuir na Europa e nos EUA, mas não na China".

Para inverter esta tendência, sustenta, é preciso que "a população mundial comece a declinar", uma necessidade que já está a ser percebida entre os demógrafos e ambientalistas, também no seio das Nações Unidas.

"As pessoas pensam que isso seria terrível para a humanidade, que [o aumento da população] é de facto uma vantagem económica. Mas é uma escolha", afirmou Mathis Wackernagel.

Fonte - Jornal de Notícias

Nota DDP: Em Setembro de 2008 foi veiculado neste espaço artigo que informava naquela ocasião os parâmetros paralelos ao presente post, transcrevemos:

Em 1961 metade da Terra era suficiente para satisfazer as nossas necessidades. O primeiro ano em que a humanidade utilizou mais recursos do que os oferecidos pela biocapacidade do planeta foi 1986, mas, daquela vez o cartãozinho vermelho se ergueu no dia 31 de dezembro: o dano ainda era moderado. Em 1995 a fase do superconsumo já devorara mais de um mês de calendário: a partir de 21 de novembro a quantidade de madeira, fibras, animais e verduras devoradas ia além da capacidade dos ecossistemas de se regenerarem; a retirada começava a devorar o capital à disposição, num círculo vicioso que reduz os úteis à disposição e constringe a antecipar sempre mais o momento do débito.

Em 2005, o Earth Overshoot Day caiu no dia 2 de outubro. Neste ano já o adiantamos para o dia 23 de setembro: já consumimos quase 40 por cento a mais do que aquilo que a natureza pode oferecer sem se empobrecer. Segundo as projeções das Nações Unidas, o ano no qual – se não se tomarem providências – o vermelho vai disparar no dia primeiro de julho será 2050.


Dois anos depois, um mês a menos, sem contar que para a maioria dos habitantes deste planeta, os recursos sequer são observáveis em qualquer parte do ano. Outro aspecto interessante é sobre o controle populacional.

domingo, 15 de agosto de 2010

Últimos 12 meses são os mais quentes da história, aponta Nasa

Dados divulgados nesta semana pelo Instituto Goddard para Estudos Espaciais (GISS, na sigla em inglês), órgão ligado à agência espacial norte-americana (Nasa), apontam que o período entre janeiro e julho de 2010 teve a maior média de temperatura da história.

Caso o aumento de temperatura prossiga, é possível que este seja o ano mais quente já registrado, afirmam os especialistas do GISS. É o que denuncia o acumulado dos últimos doze meses, cujo gráfico mostra ascensão nunca detectada desde o início das mediçõe.
...
A base para o cálculo referente às anomalias de temperatura no mês de julho de 2010 reúne informações colhidas entre 1951 e 1980. Durante este período, foi estabelecida a média do sétimo mês. Neste ano, julho registrou temperatura média 0.55ºC maior que a base. O recorde para esta medição é de julho de 1998, com 0.68ºC.

Mapas de anomalias de temperaturas são úteis para a compreensão o papel do aquecimento global em eventos extremos. Segundo o GISS, o fenômeno intensifica também a precipitação, pois o aumento no nível de vapor de água varia de acordo com a temperatura.

Os dados reiteram informações fornecidas pelo Centro Nacional de Dados Climáticos, instituto ligado a agência norte-americana voltada para monitoramento das condições atmosféricas e oceânicas (NOAA).

Para o coordenador do Observatório do Clima, André Ferretti, há uma tendência clara ao aquecimento do planeta. "É urgente a necessidade de comprometimento com a redução das emissões de gases de efeito estufa", diz o especialista.

Fonte - Gazeta Online

sábado, 14 de agosto de 2010

O que é ser um Pastor




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Terremoto de 7,2 graus ocorre na região de Guam

Um terremoto de magnitude 7,2 ocorreu às 18h19 (hora de Brasília) desta sexta-feira (13) a 373 quilômetros de Guam, ilha sob domínio americano que fica na extremidade sul do arquipélago das Marianas, no Oceano Pacífico. A informação é da USGS, agência dos EUA responsável por monitoramento geológico.

No horário local, o tremor ocorreu às 7h19 da manhã de sábado. O foco do abalo foi a apenas 4 quilômetros da superfície.

O Centro de Alerta contra Tsunamis no Pacífico declarou que não há risco de "tsunamis destrutivos". Terremotos dessa magnitude podem causar muitos danos ao longo da costa, nas proximidades do epicentro. Não há informações sobre feridos.

Fonte - G1

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Como Folhas de Outono..." 20

Filho de pais adventistas, o Pr. Itaniel Silva nasceu em Assis, SP, mas foi criado desde infância no interior do Paraná. Graduou-se em Teologia em 1980, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia (SALT) – SP, e concluiu o mestrado em Teologia Pastoral também pelo SALT – SP em 2000.

Serviu o Paraná por dezoito anos, como pastor das igrejas: Central e Portão em Curitiba, Jacarezinho, Central de Londrina, Central de Maringá e Igreja do IAP. Em 1998 aceitou o chamado para São Paulo, e por quatro anos pastoreou a Igreja do Riacho Grande, grande São Paulo. Desde janeiro de 2002 serve como pastor da Igreja do UNASP – SP. É apaixonado pelo pastorado de igrejas.

É Casado com a professora Ada Ferreira Silva, com quem tem três filhos: Renato, Eduardo e Jean; uma nora e duas netinhas lindas.

Neste programa resultante de uma Semana de Oração Jovem nominada "Marcas de uma paixão", leva os ouvintes à meditação sobre a maravilhosa graça. Espero mais uma vez que seja útil aos irmãos. Ouça as mensagens com sabedoria e viva a vontade de Deus com amor.

01) - Às vezes Deus é explícito
02) - Marcas de uma paixão
03) - Glória muito estranha
04) - O Deus dos objetos vazios
05) - O Deus que sabe e fala
06) - Receber não é coisa fácil
07) - Só lembrar não basta
08) - A glória dos bonecos de pano

Incentivamos mais uma vez a que não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

Outras programações:
Séries "Como folhas de outono..." 

Cientistas dizem que monções chegaram à Europa

Os climatologistas do Instituto de biometeorologia de Florença, na Itália, disseram que a palavra “monção”, associada ao período anual de chuvas intensas na Ásia, precisa ser acrescentada ao dicionário climático europeu.

“As palavras que usamos habitualmente para descrever as chuvas excepcionais que atingem a Europa não dão a ideia real do que hoje se passa”, disseram os cientistas.

Segundo eles, chuvas torrenciais como as que devastaram a Europa Central recentemente vêm sendo causadas pelo aquecimento do planeta, que faz subir a temperatura e aumenta a dimensão das massas de ar quente provenientes do Saara.

Chuvas na Europa Central, calor na Rússia

Essas massas se encontram com correntes frias e úmidas que vêm do Atlântico, levando a taxas de precipitação duas vezes maiores do que o normal.

Quando se deslocam para o leste, essas massas de ar quente não encontram obstáculos e provocam ondas de calor e incêndios, como ora se vê na Rússia.

Os climatologistas esperam que as catástrofes atuais sirvam de pressão sobre os participantes da COP16, a Conferência de Cancun sobre alterações climáticas, marcada para dezembro.

Fonte - Opinião e Notícia


Nota DDP: Sempre de ser ressalvada a dualidade clara existente em se entendem que realmente as alterações climáticas são visíveis mesmo ao observador leigo, sem perder de vista a possível manobra de uso político de tal realidade sob a bandeira de que medidas humanas as criaram e podem contê-las.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Breve chegará o dia...

Ao longo das últimas semanas, talvez muitos tenham sido surpreendidos com a ocorrência de algumas sérias tragédias naturais.

Desde as inundações no Paquistão (com centenas de mortos e cerca de 13 milhões de pessoas afetadas) e na Europa Central, aos graves incêndios na Rússia (além das temperaturas na ordem dos 40ºC, quando a normal para esta época do ano seria... 24ºC!), passando pelo deslizamento de terras no noroeste da China também devido a chuvas fortes, são os esforços do homem tantas vezes insuficientes para combater as vagas que o atingem.

Os governantes viajam para as zonas atingidas, prometem reforço de meios para combater as carências humanitárias que logo surgem e demonstram o seu interesse em ajudar as populações. Nós acreditamos nas suas intenções; só não acreditamos que o irão conseguir fazer... Isto porque, já vimos este filme várias vezes...

Espantosamente, de cada vez que ele nos é apresentado, caímos constantemente no erro de diagnosticar sempre os mesmos problemas (alterações climáticas, descuido humano, falta de prevenção, etc..) e sugerir sempre as mesmas soluções (mais consciência ambiental, mais meios materiais de combate aos flagelos, etc..). Isto leva a que a verdadeira razão de fundo seja sucessivamente ignorada, colocada de lado...

E essa verdadeira razão é esta: 'porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora' (Romanos 8:23). E sugiro que o principal motivo que leva os homens a preferirem esquecer este dado, é a cruel sentença que a Bíblia profere contra aqueles que insistem em seguir esta conduta: 'e iraram-se as nações, e veio a Tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, Teus servos, e aos santos, e aos que temem o Teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra' (Apocalipse 11:18).

É impressionante como tudo quanto a Bíblia anuncia é desclassificado como sendo apenas histórias de uma antigo livro com ensinamentos morais que não mais têm vigor ou validade. Ainda há dias assistia na televisão a um programa de quase duas horas sobre a vida de Jesus nesta terra; o conteúdo resume-se da seguinte maneira: o relato bíblico regista a história de Jesus de uma forma - mas as evidências científicas mostram, por outro lado, que....

E assim acontece com estes fenómenos naturais que assolam um pouco por todo o lado; enquanto a Bíblia claramente informa que o comportamento deste mundo está a chegar ao limite da paciência divina, os homens escolhem insistir nas suas teorias de inteletualidade inflacionada, cujos resultados estão claramente à vista: pouco ou nada podem fazer, e tudo parece cada vez pior.

No entanto, repare que esta não é uma má notícia; bem pelo contrário! Todos estas dados apontam claramente que se aproxima rapidamente o dia no qual Jesus virá para reclamar como Seus aqueles que O amaram mais do que a este mundo, e procuraram Nele as soluções, preferindo-O às falhadas teorias humanas.

Pois que venha esse dia rápido! Muito rápido!

Fonte - O Tempo Final

Nota DDP: Veja também "2010, o ano das catástrofes naturais" e "Catástrofes naturaus refoeçam alerta sobre mudança climática".

A fuga do rock

(adaptado do texto de Brian Neumann)

"Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros. Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz" (Efésios 5:6-8)
Minha peregrinação espiritual do rock para a Rocha dos Séculos é uma história dolorosa de vício, autodestruição e redenção.

Meus pais eram missionários adventistas do sétimo dia. Portanto, pareceria quase um absurdo que seu filho mais moço, criado no coração da África, mergulhasse no mundo do rock.

Todavia, isso aconteceu. Não súbita, mas gradualmente. Teve início quando, em companhia de alguns amigos, passei a ouvir certas músicas. Um cântico levou a outro e finalmente meus talentos naturais para a música e a arte foram canalizados para o sonho irreal e psicodélico do rock. Acabei sendo fisgado. O poder, as vestes, a fama e a presença mundial da revolução do rock cativaram-me. Logo me vi separado do mundo espiritual e da fé de meus pais. Uma nova era, uma nova cultura, tinham-se apoderado de minha vida, como ocorrera com a vida de tantos outros.

Logo passei para um estado permanente de rebelião. Nas palavras de um pop star do rock, David Crosby, “imaginei que a única coisa a fazer era roubar seus meninos... Ao dizer isso, não estou falando de seqüestrar, mas de mudar o sistema de valores, que os remove muito efetivamente do mundo de seus pais”.

O rock afastou-me efetivamente do mundo de meus pais. Enquanto ainda adolescente, fugi do internato e de casa, fui preso por uso de drogas e prática de roubo, além de envolver-me em lutas corporais com colegas e professores.

Meu sonho era aprender a tocar violão, coisa que fiz a toda pressa a fim de conquistar o “mundo deslumbrante de sexo, drogas, moda e rock’n’roll”. Eu sabia que o rock era exatamente isso. O próprio empresário dos Rolling Stones havia dito inequivocamente: “Rock é sexo. Você precisa impressionar os adolescentes com isso!”

O rock e a cultura popular apregoavam ao meu subconsciente que não havia nada de errado com sexo pré-conjugal. O resultado tornou-se evidente em 1980, um ano após terminar o ginásio. Tornei-me, então, pai de uma criança.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Terremoto no Pacífico Sul gera alerta de tsunami

Um alerta de tsunami foi emitido nesta terça-feira (10) após um terremoto de magnitude 7,5 graus atingir águas ao sul de Vanuatu, no Pacífico Sul. Não há dados sobre vítimas ou danos materiais.

O aviso foi emitido pelo Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, que afirma que a leitura do nível do mar indica que foi gerado um maremoto e uma primeira onda de 23 centímetros, que já chegou à capital, Port-Vila.

Por precaução, autoridades de Vanuatu aconselharam as pessoas a se deslocarem para terras mais altas. “Pedimos para que as pessoas rumem para as montanhas. Trata-se de precaução”, disse o sargento Risa Fret.

O terremoto aconteceu às 16h23 locais (2h23 em Brasília), a 39 km ao noroeste de Port-Vila, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O epicentro foi registrado a 35 km de profundidade.

Vanuatu não está no “Anel de Fogo do Pacífico”, mas habitualmente tem atividade sísmica, pois fica perto de vulcões submarinos. Há um mês, outro tremor, de magnitude 7,2, obrigou a declarar um alerta de tsunami que acabou sendo cancelado pelas autoridades.

Fonte - G1

Nota DDP: Veja também "Número de mortos por deslizamentos de terra na China sobe para 700" e "Terremoto de magnitude 6,2 na escala Richter atinge o Japão".

Nesse quadro, o Vaticano volta à carga com o pedido de adoção de medidas de caráter mundial para "conter" os efeitos do clima, como noticiado pela ANSA.

Mudanças climáticas aparentes e utilização desse quadro como instrumento político para criação de leis. Embora os críticos de plantão possam se opor, o mote é uma excelente via para imposição de limitação das liberdades individuais.

sábado, 7 de agosto de 2010

Piores enchentes da história do Paquistão afetam 12 milhões de pessoas

As piores enchentes da história do Paquistão já afetaram pelo menos 12 milhões de pessoas, e o número pode ser ainda maior, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pela agência do governo paquistanês responsável pelas operações de auxílio às vítimas.

O general Nadeem Ahmed, da Autoridade de Gerenciamento de Disastres Nacionais (NDMA, na sigla em inglês), disse que foram computadas as vítimas de apenas duas províncias afetadas, Khyber Pakhtunkhwa e Punjab, e que os números referentes à provincia de Sindh ainda não estão disponíveis.

"Na minha opinião, quando os cálculos forem terminados, este será considerado o maior desastre na história do Paquistão", disse Ahmed, acrescentando ainda que cerca de 650 mil casas foram destruídas.

As autoridades paquistanesas calculam que meio milhão de pessoas foram evacuadas de 11 distritos da província Sindh.

Mais chuva

As águas encobriram vilas inteiras na última semana e, de acordo com a ONU, deixaram pelo menos 1,6 mil mortos. As monções continuam avançando do noroeste para o sul e o centro do país.

Autoridades paquistanesas dizem que as necessidades mais urgentes dos desabrigados são barracas, lonas, alimentos e remédios.

O Banco Mundial criou um fundo de ajuda a pedido do Paquistão com promessas iniciais de recursos em um montante equivalente a R$ 140 milhões.

A temporada de cheias ainda está na metade e a previsão é de mais chuvas.

O presidente paquistanês, Ali Zardari, vem sendo duramente criticado por ter mantido uma viagem à Grã-Bretanha e não ter visitados as regiões afetadas.
...
Fonte - BBC

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Carta aberta

É importante salientar, que todos os posts veiculados neste espaço - que não se arroga e nunca se arrogará ser o "dono da verdade" - tratam de considerar as possibilidades derivadas dos fatos que nos rodeiam. Assim fazemos de forma não dogmática, eis que as nuances particulares do cumprimento profético só poderão ser efetivamente delineadas quando se consumarem, o que no entanto não nos outorga um estado letárgico, livre da observação vigilante do que ocorre a nossa volta, que cremos faz parte de um embate absolutamente diário.

As nuances próprias e estritas da Revelação podem ser estudadas com profundidade nos inúmeros estudos bíblicos e proféticos, em forma de texto, áudio e vídeo aqui disponibilizados, extraídos dos mais diversos setores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que em certa medida (por ser tratar de uma iniciativa pessoal) pauta todo o nosso proceder, como esclarecido no link "FAQ".

Não se pode perder de vista também que os assuntos aqui trazidos em sua massacrante maioria são retirados da mídia secular convencional. Neste sentido inclusive o título escolhido: "Diário da Profecia". Antes de tudo porque como explicado em nossa exposição de motivos constante do link "Contato", a idéia nasceu apenas de forma a implementar um arquivo pessoal de fatos que pudessem se alinhar com um quadro profético maior, mas que pela graça de Deus e somente dEle - que tem o poder de transformar iniciativas defeituosas como este espaço - talvez um dia, em algum lugar, possa ter ajudado ou venha a ajudar alguém a encontrar a Verdade, que é uma pessoa, chamada Jesus Cristo.

Se assim for, já terá valido a pena.

Ministro mostra nova carteira de identidade com chip

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, mostrou hoje em Brasília o modelo da nova carteira de identidade com chip e cartão magnético que será adotado a partir de janeiro de 2011. A apresentação foi durante a posse dos membros do Comitê Gestor do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil (SINRIC). O órgão é responsável pelo funcionamento e gestão do sistema que vai implementar um único número de identificação para os cidadãos brasileiros.

O Registro de Identificação Civil (RIC) é um cartão que reunirá as informações pessoais, como o número do CPF e o título de eleitor, armazenadas em um chip e que irá substituir gradualmente as cédulas de identidade.

Na solenidade, Barreto comentou que a cédula de identidade tem ainda hoje o mesmo modelo desde o início do século passado. “A tecnologia deu um salto extraordinário no Brasil e no mundo, pois naquela época não tínhamos uma série de recursos que hoje existem e permitem uma segurança necessária, principalmente quando tratamos do documento mais comum ao exercício da cidadania, que é a cédula de identidade”.

Com o novo sistema, afirmou o ministro, o documento será mais seguro e vai facilitar as relações sociais. “É um projeto de inclusão que integrará todas as regiões do País.”

Fonte - Último Segundo

Nota DDP: Vejá também "A nova investida para uma moeda global".

Embora já se tenha veiculado neste espaço notícia anterior sobre o mesmo tema, oportuno o post para algumas considerações pertinentes, muito embora estas já se tenham configurado em manifestações anteriores deste blogger.

Em primeiro lugar, qualquer tipo de notícia envolvendo demonstrações de que a tecnologia cada vez mais se coloca à disposição de um controle massivo e invasivo do cidadão comum não tem a intenção de afirmar, como alguns segmentos religiosos entendem, que esta seria marca da besta. Aliás não há uma só linha neste espaço que justifique tal anacrônico entendimento ou maliciosa afirmação.

Em segundo lugar e por óbvia constatação, é evidente que este fator, mais do que necessário, é imprescindível para que se admita a caracterização de um quadro onde se observará o tolhimento das liberdades individuais, especialmente daqueles que não se alinharem com medidas que comprometam a fidelidade dos filhos de Deus.

Por derradeiro, a consumação do quadro profético esperado e antecipado pela Revelação, não se configurará em um ambiente macro do dia para noite, surgido do nada, mas de um constante encadeamento de fatos tendentes a propriciar os contornos necessários para sua integral consumação.

Não por outro motivo, os atores do conflito derradeiro que estarão a perseguir o povo de Deus nos últimos dias se caracterizam como um poder político e outro religioso. Estes obviamente deverão se utilizar deste tipo de instrumentos, tais como tecnologia, informação, questões de afetamento global para implementarem as medidas necessárias aos seus objetivos.

Este raciocínio, em essência, serve para qualquer outra tema abordado neste blog.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Profecia para hoje


A revista "Profecia para Hoje" tem por objetivo chamar a atenção das pessoas para o que acontece no mundo atual. As profecias estão se cumprindo. Jesus está voltando. Estamos vivendo no fim do tempo do fim. São 4 revistas diferentes, cada uma abordando a questão sob uma perspectiva.

Fonte

Nota DDP: Divulgue. Foram disponibilizados links diretos para veiculação nas redes sociais Twitter, Orkut e Facebook. Para acessar a revista de número 1, clique aqui.

China quer melhorar relações com o Vaticano

ROMA - A China quer "melhorar" as relações com a Santa Sé e está convencida de que a Igreja Católica continuará a se desenvolver no país asiático "de modo saudável e estável", declarou o embaixador chinês na Itália, Ding Wei.

Em entrevista a uma revista local, o diplomata falou dos bons vínculos bilaterais entre Pequim e Roma, e dos laços mantidos com o "pequeno Estado", a "Cidade do Vaticano, sede do governo da Igreja Católica".

"Estamos animados de boa vontade e desejosos de melhorar o relacionamento com a Santa Sé", assegurou Ding Wei, enfatizando que, na China, "a liberdade religiosa está sancionada na Constituição".

O embaixador comentou que a católica, "como todas as grandes religiões, teve seu papel na evolução do nosso mundo" e ressaltou que "a difusão do catolicismo tem muitos séculos de história".

Segundo ele, é preciso reconhecer "que nos últimos 50, 60 anos" a instituição "gozou no nosso país de um bom desenvolvimento".

"Nós, chineses, estamos radicados no princípio, que reafirmamos, de amar a pátria, amar a Igreja e gerir de modo independente os assuntos religiosos", continuou Ding.

Os fieis católicos no país oriental, assinalou o diplomata, são hoje cerca de seis milhões de pessoas -- em uma população de cerca de 1,4 bilhão de habitantes -- e "em muitas cidades, incluindo as principais, como Pequim, Xangai, Tianjin, há vários chineses católicos".

A China não reconhece a autoridade do Papa desde 1951, ano em que bispos designados pelo governo de Mao Tse-tung foram excomungados. Os dois Estados não possuem relações diplomáticas.

Fonte - DCI

Nota Cristo Voltará: A China comunista, cada vez mais capitalista, vem percebendo a importância da liderança do papa no mundo desenvolvido. Os países do G8 (Grupo dos oito países mais industrializados, mas a China não faz parte), por exemplo, não se reúnem mais em seus encontros anuais sem que antes as igrejas unidas, sob o comando da Igreja Católica se reúnam e definam diretrizes para as decisões desses países. Acontece que o mundo, para continuar na Globalização, precisa resolver seus grandes problemas, como a violência, e entenderam que só as igrejas, unidas podem ajudar. Ou as igrejas reeducam as pessoas do mundo, ou ele não tem futuro. Parece que a China já está entendendo isso, e quer melhorar suas relações com o papa. Vamos acompanhar para ver o desenrolar dos fatos.

A língua

Tg 3:6 "Ora, a língua é fogo: é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro e põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesmo em chamas pelo inferno".

Fervorosos esforços devem ser empenhados em cada igreja, a fim de suprimir o espírito de calúnia e crítica, que é o que maior dano causa à igreja. A dureza e o hábito de criticar as faltas de outros devem ser reprovados como obra do diabo. Cumpre fomentar e robustecer nos crentes o amor e a confiança mútua. Oxalá que, movido pelo temor de Deus e amor dos irmãos, cada qual feche os ouvidos aos mexericos e acusações, apontando ao delator os ensinos da Palavra de Deus. Seja ele admoestado a obedecer às Escrituras, levando sua queixa diretamente às pessoas que supõe em falta. Esta maneira de agir, generalizada na igreja, daria em resultado uma plenitude de luz e bênção, fechando a porta a um dilúvio de males. Deus seria assim glorificado e muitas almas salvas. (Testemunhos Seletos, V2, 252)

Ninguém engane sua própria alma nesta questão. Se abrigardes o orgulho, o amor-próprio, o desejo de supremacia, vanglória, ambição egoísta, murmuração, amargura, maledicência, mentira, engano e calúnia, não tendes Cristo em vosso coração, e as evidências demonstram que tendes a mente e o caráter de Satanás, e não o de Jesus Cristo, que era manso e humilde de coração. Deveis ter um caráter cristão que subsista. Podeis ter boas intenções, bons impulsos, podeis falar compreensivelmente a verdade, mas não estais habilitados para o reino dos Céus. Vosso caráter tem em si um material desprezível, que destrói o valor do ouro. Não alcançastes a norma. Não tendes em vós o cunho divino. Os fogos da fornalha consumir-vos-iam, porque sois ouro inútil, falso. (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 441)

Sl 101:5 "Ao que às ocultas calunia o próximo, a esse destruirei;".
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