segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os sinais cósmicos mencionados em Mateus 24:29 ainda estão para se cumprir?

O texto bíblico declara que a segunda vinda de Cristo seria precedida por um grande terremoto, bem como por sinais cósmicos no Sol, na Lua e nas estrelas (ver Jl 2:31; Mt 24:29; Mc 13:24, 25; Lc 21:25; Ap 6:12, 13). Os adventistas creem que estes sinais se cumpriram respectivamente com o terremoto de Lisboa, no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento do Sol e a Lua em cor de sangue, em 19 de maio de 1780; e a queda das estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833. Mas pelos menos três argumentos básicos têm sido usados contra tais identificações.

Um dos argumentos é que esses acontecimentos não passariam de fenômenos naturais, reincidentes e explicáveis cientificamente, que não poderiam ser considerados cumprimentos proféticos. Devemos reconhecer, no entanto, que esses fenômenos são “sinais” (Lc 21:25) mais importantes pelo seu significado do que pela sua própria natureza. Além disso, em várias outras ocasiões Deus usou meios naturais com propósitos espirituais. Por exemplo, o dilúvio envolveu água e uma arca (Gn 6-8); e entre as pragas do Egito haviam rãs, piolhos, moscas, pestes, úlceras, saraiva, gafanhotos e trevas (Êx 7-12). De modo semelhante, os sinais cósmicos, mesmo podendo ser explicados cientificamente, apontavam para importantes realidades espirituais.

Outro argumento usado contra as identificações acima mencionadas é que elas já estão demasiadamente distantes da segunda vinda de Cristo para ainda ser consideradas sinais desse evento. Mas Cristo deixou claro que esses sinais deveriam ocorrer “logo em seguida à tribulação daqueles dias” (Mt 24:29), ou seja, próximo ao término dos 1.260 anos de supremacia papal (Dn 7:25). Apocalipse 6:12-14 esclarece que a sequência terremoto>sol>lua>estrelas ocorreria no contexto da abertura do sexto selo, e não do sétimo selo, que é a segunda vinda de Cristo. William H. Shea, em seu artigo “A marcha dos sinais”, Ministério, maio-junho de 1999, p. 12-13, identifica a seguinte sequência profética: (1) o grande terremoto de 1755; (2) o dia escuro de 1780; (3) o juízo sobre a besta em 1798; (4) a queda das estrelas em 1833; e (5) o início do juízo investigativo pré-advento em 1844. Assim como o grande terremoto e o dia escuro precederam o juízo sobre a besta, a queda das estrelas antecedeu o início do juízo investigativo.

Um terceiro argumento contra tais identificações é que o terremoto de Lisboa em 1755 não foi o mais intenso abalo sísmico já registrado. Independentemente de sua intensidade, o terremoto de Lisboa foi o mais significativo, em temos proféticos. Como prenúncio do término dos 1.260 anos de supremacia papal, o terremoto ocorreu em um domingo, Dia de Todos os Santos, quando os devotos católicos estavam reunidos em suas igrejas, e nenhum dos supostos santos os conseguiu proteger. Otto Friedrich, em sua obra O fim do mundo (Rio de Janeiro: Record, 2000), p. 227-271, afirma que alguns padres e freiras anteviram em sonhos e visões que Lisboa seria destruída.

A posição tradicional adventista é confirmada em Nisto Cremos: as 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), p. 417-419; e Tratado de Teología Adventista del Séptimo Día (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2009), p. 1015-1017. Ellen G. White, em O Grande Conflito, p. 636-637, reconhece que, por ocasião da segunda vinda de Cristo, “o Sol aparecerá resplandecendo” à meia-noite e um “grande terremoto” abalará a Terra (Ap 16:18). Mas na mesma obra (p. 304-308, 333-334), a Sra. White assegura que os sinais cósmicos mencionados especificamente pelo profeta Joel (Jl 2:31), por Cristo (Mt 24:29; Mc 13:24, 25; Lc 21:25) e pelo apóstolo João (Ap 6:12, 13) se cumpriram respectivamente em 1755, 1780 e 1833. Portanto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia aceita os eventos ocorridos nessas datas como sendo os sinais preditos em Mateus 24:29.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista do Ancião (outubro – dezembro de 2010).

Fonte - Sétimo Dia

domingo, 15 de janeiro de 2012

"Como folhas de outono..." #27

Jovem Pastor, natural de Recife/PE, filho de Pastor, formou-se em Teologia em 2007 no Unasp/EC e, inclusive já foi apresentador do Programa Código Aberto da TV Novo Tempo.

Também Jornalista e Compositor, o Pr. Delmar Reis iniciou seu ministério na Igreja Central de Campinas e encontra-se atualmente à frente do Distrito de Matão/SP.

Nesta programação, realizada na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Moema/SP, dirige as meditações dentro do tema "Cartas para Deus".

01) - 11/07/23 - Um simples pedido
02) - 11/07/24 - Lições de uma festa
03) - 11/07/25 - Encontro secreto
04) - 11/07/26 - Quando a esperança acaba
05) - 11/07/27 - O menos favorecido
06) - 11/07/28 - Onde mora o perigo
07) - 11/07/29 - Enquanto ele não vem
08) - 11/07/30 - Ele orou por você

Espero que seja útil aos irmãos. Não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor.

Soli Deo Gloria

Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

Outras programações:
Séries "Como folhas de outono..."

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Segurança interna dos EUA vigia Twitter e redes sociais

Documento diz que objetivo é analisar e se preparar para acontecimentos importantes

O Departamento de Segurança Interna (DSI) dos Estados Unidos monitora rotineiramente dezenas de sites populares, entre os quais Facebook, Twitter, Hulu, WikiLeaks e sites de notícias e fofocas como o Huffington Post e o Drudge Report, de acordo com um documento do governo norte-americano.

Uma "revisão de normas de privacidade" divulgada pelo DSI em novembro informa que, pelo menos desde junho de 2010, seu centro de operações nacionais vem operando uma "capacidade de mídia/redes sociais", que envolve monitoração regular de "fóruns online abertos ao público, blogs, sites públicos e listas de discussão abertas".

O propósito da monitoração, de acordo com o documento do governo, é "recolher informações usadas para formar um quadro de situação e estabelecer um panorama operacional comum".

O documento acrescenta, usando terminologia mais clara, que essa monitoração ajudou o DSI e as diversas agências a ele subordinadas, entre as quais o Serviço Secreto e a Agência Federal de Administração de Emergências, a administrar a reação do governo a eventos como o terremoto de 2010 no Haiti e suas consequências, e controles de segurança e fronteira relacionados à Olimpíada de Inverno de 2010, em Vancouver.

Um funcionário do DSI que conhece bem o programa de monitoração afirma que sua intenção é apenas a de permitir que o pessoal do centro de comando acompanhe as diversas mídias da era da internet para que esteja ciente de acontecimentos em curso aos quais o departamento ou suas agências podem ter de responder.

O documento que delineia o programa de monitoração informa que todos os sites monitorados pelo centro de comando são "abertos ao público e... todo o uso de dados publicados via sites de mídia social se destina apenas a oferecer um conhecimento de situação mais preciso, um panorama operacional mais completo, e informação mais oportuna às autoridades decisórias".

O funcionário disse que, sob as regras do programa, o departamento não mantém normas permanentes do tráfego monitorado. Mas os documentos que revelam os contornos do programa afirmam que o centro de operação "reterá dados por não mais de cinco anos".

O esquema de monitoração envolve também uma lista de cinco páginas, que consta como anexo do documento de revisão, sobre sites que o centro de comando do DSI planeja monitorar.

Fonte - R7

Nota DDP: Ler a presente notícia em conexão com o artigo "Os EUA a caminho de um estado totalitário e militar".

Relógio do Apocalipse é ajustado em 1 min e chega a 23h55

O Relógio do Apocalipse aproximou-se mais da meia-noite. Cientistas atômicos que atualizam seus ponteiros sempre que consideram que os riscos de uma catástrofe nuclear ou climática têm um impacto sobre o tempo de vida de nosso planeta o ajustaram para cinco minutos para a meia-noite. Em 2010, a previsão era mais otimista, e o relógio marcava seis minutos para a meia-noite.

Esta última atualização pessimista foi anunciada nesta terça-feira, em Washington, pelo Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), uma publicação organizada pelos maiores nomes do mundo da ciência atômica, incluindo o mais prestigiado físico da atualidade, o britânico Stephen Hawking.

Os cientistas baseiam a decisão de atrasar ou adiantar o Relógio do Apocalipse nas atuais situações políticas e climáticas globais. "A situação mundial piorou devido aos perigos de proliferação nuclear e mudança climática", afirmou Lawrence Krauss, astrofísico e cosmotólogo que é vice-presidente do BAS.

"A comunidade global não fez progresso algum para melhorar a situação e isso vai nos colocar em um caminho muito difícil. Podemos ter chegado a uma situação sem saída com respeito aos esforços para evitar catástrofe resultantes de mudanças na atmosfera terrestre", disse Allison Macfarlane, presidente da BAC.
...
O Relógio do Apocalipse foi criado poucos anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, em 1947, como um método de alertar o mundo quanto à vulnerabilidade do planeta. Desde que foi criado, o relógio tem variado entre dois a 17 minutos na sua previsão do apocalipse. Os ponteiros do relógio apontaram para o prognóstico mais desesperador em 1953, indicando apenas dois minutos para a temível meia-noite. O motivo disso foi que, no ano anterior, os Estados Unidos testaram a Bomba H, uma bomba de hidrogênio capaz de exterminar a raça humana. Nove meses depois, os soviéticos repetiram o experimento.

Com o fim da Guerra Fria e a queda do império soviético, o Relógio do Apocalipse começou a apresentar previsões mais otimistas. A melhor delas, até agora, foi em 1991, quando os ponteiros marcavam 17 minutos para o fim do mundo. O motivo disso foi que, naquele ano, os EUA e a União Soviética assinaram o Tratado para a Redução de Armas Estratégicas.

Fonte - Terra

Catástrofes em 2011: novo recorde

Estudo que acaba de ser divulgado pela Munich Re, uma das maiores companhias de seguro do mundo, mostra que a economia mundial perdeu US$ 380 bilhões em 2011 com desastres naturais. A perda é recorde. Noventa por cento das 820 catástrofes registradas estavam relacionadas com o clima. Autores do estudo, os economistas Fabian Barthel e Eric Neumayer, da London School of Economics, dizem que os prejuízos verificados em 2011 dobraram em relação a 2010. Para os ingleses, as mudanças climáticas explicam grande parte das catástrofes que marcaram planeta no ano passado. No levantamento, dizem que cerca de dois terços das perdas estão relacionadas a terremotos que atingiram Nova Zelândia e Japão nos dois primeiros meses de 2011. Os eventos provocaram a morte de 27 mil pessoas, segundo o estudo.

De acordo com previsões sobre o clima da London School, que contam com apoio dos economistas, eventos extremos devem ser mais frequentes nas próximas décadas. Boa parte deles deve atingir países em desenvolvimento na linha do equador.

(Terra)

Nota Michelson Borges: Quem vem acompanhando esse tipo de notícia deve ter percebido que nos últimos anos esses recordes de prejuízos em tragédias “naturais” vêm sendo superados ano a ano. É uma constatação triste que, no entanto, aponta para a proximidade da solução final de tudo isto: a volta de Jesus.[MB]

Leia também: “Sinais do fim: todos de uma vez” e "Há propósito nas catástrofes?"

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Os EUA a caminho de um estado totalitário e militar

O Presidente Barack Obama ofereceu ao povo norte-americano no dia 31 de Dezembro um presente envenenado para 2012: a promulgação da chamada Lei da Autorização da Defesa Nacional. O discurso que pronunciou para justificar o seu gesto foi um modelo de hipocrisia.

O Presidente declarou discordar de alguns parágrafos da lei. Sendo assim, poderia tê-la vetado, ou devolvido o texto com sugestões suas. Mas não o fez.

No dia 24 de Janeiro, o Senado vai votar um projeto, o SOPA, que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA. De acordo com o texto em debate, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção da Justiça de Washington.

A iniciativa foi já definida por alguns profissionais de mídia como um terremoto político.

O pânico que provocou foi tamanho que a Netcoalition.com, aliança que agrupa gigantes digitais como Facebook, Twitter, Google, e Yahoo, AOL e Amazon admite um “apagão colectivo” durante horas se o Congresso aprovar o projeto.

A lei, teoricamente motivada pela necessidade de combater a pirataria digital, será de aplicação mundial. Por outras palavras, se uma Web europeia, asiática ou africana publicar algo que as autoridades norte-americanas considerem “perigoso” pode ser bloqueada nos EUA por decisão da Justiça de Obama.

Governo militar em traje civil?

Despojada da retórica que a envolve, a Lei da Autorização da Segurança Nacional, ora vigente, revoga na prática a Constituição bicentenária do país.

Afirma Obama que a “ameaça da Al Qaeda à Segurança da Pátria” justificou a iniciativa que elimina liberdades fundamentais. A partir de agora, qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com “o terrorismo” pode ser preso por tempo ilimitado. E eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.

Comentando a decisão gravíssima do Presidente, Michel Chossudovsky lembra que ela traz à memória o decreto de Hitler para “a Protecção do Povo e do Estado” assinado pelo marechal Hindemburgo em 1933 após o incêndio do Reichstag.

A escalada de leis reacionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande República.

O discurso em que Obama justificou há dias o Orçamento de Defesa veio confirmar o crescente protagonismo do Pentágono – agora dirigido por Panetta, o ex diretor da CIA – na definição da estratégia de dominação planetária dos EUA. Ao esclarecer que a prioridade é agora a Ásia, o Presidente afirmou enfaticamente que os EUA são e serão a primeira potência militar do mundo. Relembrou o óbvio. O Orçamento de Defesa norte-americano supera a soma dos dez maiores que se seguem.

A degradação do regime tem-se acentuado de ano para ano. A fascistização das Forças Armadas nas guerras imperiais é hoje inocultável.

Observadores internacionais respeitados, alguns norte-americanos, comentando essa evolução, definem os EUA neste início do terceiro milênio como “ditadura democrática”.

Chossudovsky vai mais longe, enuncia uma evidência dolorosa ao escrever que nos EUA se acentua a tendência para “um Estado totalitário militar com traje civil”.

Desmontar-lhe a fachada é uma exigência para quantos identificam no imperialismo uma ameaça à própria continuidade da vida. Tarefa difícil, mas indispensável.

Significativamente, as leis fascistizantes comentadas neste artigo passaram quase despercebidas em Portugal. Os analistas de serviço da burguesia e a imprensa dita “de referência” ignoraram o tema, numa demonstração da vassalagem neocolonial da escória humana que oprime e humilha Portugal.

Fonte - Correio do Brasil

BXVI diz que crise econômica nasceu no individualismo

CIDADE DO VATICANO, 12 JAN (ANSA) - O papa Bento XVI afirmou hoje que a crise econômica e financeira surgiu de uma "crise ética" e do "individualismo".

Em um encontro com autoridades da capital italiana e da região do Lácio, como o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, Bento XVI afirmou que a crise econômica "tem suas raízes mais profundas em uma crise ética e no individualismo".

Mas, segundo ele, esses momentos de desequilíbrio nos mercados podem ser uma ocasião para "verificar se os valores colocados como fundamentais geraram uma sociedade mais justa, igualitária e social, ou se é preciso uma profunda reflexão para recuperar valores que são base de uma verdadeira renovação da sociedade".

O Pontífice também destacou que as instituições "devem ser exemplos no respeito das leis", levando em conta inclusive "a lei que Deus escreveu no coração do homem".

"Encorajo-os a defender a família fundada no matrimônio como essencial célula da sociedade e fazer todo esforço para que sejam garantidas as condições necessárias aos núcleos familiares", acrescentou o Papa.

Fonte - ANSA

Países sem representação no Vaticano "perdem" muito na diplomacia

O ex-embaixador da Austrália ante a Santa Sé, Tim Fischer, explicou que os países que não têm um embaixador residente no Vaticano "perdem" muito no campo da diplomacia.

Em recentes declarações ao grupo ACI, Fischer considerou que "é muito mais fácil fazer o trabalho estando em Roma".

"O Vaticano não é um lugar fechado. É preciso saber onde procurar, a quais conferências ir, quais contatos ter. Se (um representante diplomático) voar apenas quatro vezes ao ano desde o Dublin ou Haia ou Genebra, então se torna muito complicado fazer (o trabalho diplomático) de maneira compreensiva e profissional", destacou.

Os comentários do embaixador foram feitos dois meses depois que a Irlanda tenha decidido fechar sua embaixada ante a Santa Sé, alegando que o fazia por razões econômicas. O novo embaixador irlandês ante o Vaticano viverá em Dublin, capital da Irlanda.

A Santa Sé mantém atualmente relações diplomáticas com 179 países. A metade deles têm uma embaixada permanente em Roma. O embaixador Fischer disse ademais ao grupo ACI que estar tão perto do Vaticano permite aos governos fazer parte de uma rede incomparável de diplomatas.

Para o embaixador, o Vaticano "é a organização mais antiga do mundo e possui uma rede enorme. De fato quando ocorreu a guerra dos Bálcãs, a melhor informação sobre o que realmente acontecia não a possuía a CIA nem a KGB; mas estava aqui mesmo em Roma, na Santa Sé".

Para o diplomata, embora cada país tem a potestade de decidir como dirige as relações com outros estados, "a opinião geral" dos representantes em Roma sobre a decisão da Irlanda é que foi "uma questão política antes que orçamentária".

Como católico, afirma que seu tempo em Roma foi de "enriquecimento pessoal assim como profissional" e assinala que "foi um enorme prazer conhecer algumas pessoas maravilhosas, começando com o Santo Padre, o Papa Bento XVI".
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Fonte - ACI

O que se pode esperar da economia mundial para 2012?

Desde 2008 o mundo está atento ao que se passa com a economia. Aliás, antes disso ocorriam problemas, mas agora a situação está diferente. Há fatos novos, sem precedentes na história da humanidade. Há uma multidão de pessoas endividadas em todos os lugares do mundo. Outros estão se endividando. Esse endividamento, estupidamente, tornou-se até necessário, para que não pare o consumo, e a indústria e o comércio continuem operando, e mantenham os empregos, e continuem pagando impostos. Mas, quando por um efeito ‘manada’ muitos consumidores, por diversas razões, reduzirem seus gastos, como então vai ser? Note, a base para que a economia continue funcionando é o endividamento! É uma base frágil. Aliás, fuja das dívidas, senão aquelas bem calculadas e bem vantajosas.

Há países ricos super endividados, principalmente na Europa. Para falar a verdade, os dirigentes europeus estão tentando a todo custo manter viva a sua moeda comum, o Euro, que passa por grave crise de sustentabilidade e credibilidade. Talvez em 2012 a Grécia se desligue do Euro para ter poder sobre a política econômica, e tentar sair da crise. Os cidadãos gregos estão perplexos, gritando pelas ruas, clamando por menos arrocho em suas rendas. E podemos esperar que a situação no velho continente piore em 2012. Isso parece certo.

Dava para imaginar, há 5 anos, que cidadãos de países ricos tivessem que sair pelas ruas gritando por bom senso pelos governos? Essa sempre tem sido a realidade dos países pobres. Agora chegou a vez dos ricos.

Dava para imaginar, há 5 anos, que pessoas dos países ricos viessem pedir emprego no Brasil? O que acontecia era o contrário. O mundo está perdendo a direção, entrando numa vala de incertezas. Se os ricos estão em crise, bem logo os pobres estarão em situação bem pior.

Em 2011 o mundo perdeu, empobreceu, 6 trilhões de dólares, equivalente ao que a China produz num ano. Isso ocorreu por desvalorização de títulos de empresas, dos bancos e dos governos. Sinal de incerteza e desconfiança. Futuro negro, se não ocorrerem mudanças radicais na tendência. Há crescente medo e desconfiança nos governos e nas políticas econômicas.

O que poderá acontecer se a China continuar desacelerando suas atividades econômicas e os consumidores de todo o planeta, que, gastando, mantém a economia em funcionamento, reduzirem o consumo? Fácil antecipar: as dívidas das nações aumentarão ainda mais, pois arrecadarão menos impostos e ocorrerá a paralela redução da capacidade de pagamento por parte de todos. Ou seja, aumenta o potencial de calotes soberanos e de quebradeira entre as empresas, bem como consumidores falidos. Estamos falando de uma depressão global, que vem se formando, ainda sem prazo para se estabelecer. Aliás, em economia, previsões com data são quase como prever a data da volta de JESUS, nunca se acerta. Mas, também como a volta de JESUS, as previsões em economia ocorrem e pega as pessoas e as empresas sem o necessário preparo.

Esse é um cenário bem típico da última crise.

Como será o ano de 2012?

É bom estar espiritualmente preparado. Ele não será o último ano da humanidade, isso é evidente para quem conhece profecias, mas certamente trará algumas novidades que surpreenderão a muitos. Quem sabe, o início visível da grande controvérsia.

Fonte - Cristo Voltará

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

10 Dias de Oração - Dia 3 - Arrependimento sincero


Saiba mais em "Reavivamento e Reforma".

Próxima Conferência da Aliança Européia para o Domingo será na Alemanha

A quarta Conferência da Aliança Européia para o Domingo tem como tema "Domingo - o nosso direito" (convite anexo) e será realizada no dia 15/02/2012 em Fulda, na Alemanha.

Mal começou e o ano de 2012 promete, pelo menos no que diz respeito ao movimento de tornar a guarda do domingo obrigatória em toda a Europa.

Sabemos que o decreto dominical profetizado será promulgado primeiramente nos EUA, no entanto as bases para esta lei espúria que será aceita por todo o mundo podem ser vistas em vários locais, principalmente nos países do leste europeu. Percebemos que o movimento está ganhando força e agora acontecerá na Alemanha, principal economia da Zona do Euro.

O movimento dominical está agora abrindo caminho nas trevas. Os líderes encobrem a verdadeira questão, e muitos que se unem ao movimento não percebem para onde propende a tendência oculta. Eles estão agindo como cegos. Não vêem que se um governo protestante abandona os princípios que deles fizeram uma nação livre e independente, e, pela legislação, introduz na Constituição princípios que propaguem a falsidade e ilusão papal, eles estão se lançando nos horrores romanos da Idade MédiaReview and Herald Extra, 11 de dezembro de 1888.

Muitos há, mesmo entre os que se empenham neste movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que seguirão a essa ação. Não vêem que golpeiam diretamente a liberdade religiosa. Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. ... Os que se empenham em conseguir uma emenda à Constituição, para obter uma lei que imponha a observância do domingo, mal compreendem qual vai ser o resultado. Uma crise está iminente. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 318 e 352. 

Devemos, mais do que nunca, anunciar o breve retorno de Jesus e o preparo necessário para estarmos de pé no Grande Dia do Todo Poderoso. O livro A Grande Esperança deve ser espalhado como folhas de outono e cada sincero adventista deve resplandecer a gloriosa luz do Senhor, amém!

Fonte - Evidências Proféticas

Obama assina lei que legaliza detenção indefinida

O presidente Obama assinou, no Havaí, onde passa os feriados de fim de ano, a National Defense Authorization Act (NDAA) [Lei de Autorização da Defesa Nacional]. Com a sanção do presidente, os militares norte-americanos aproximam-se ainda mais de poder prender e manter presos quaisquer cidadãos por tempo indefinido, dentro e fora dos EUA. Como se sabe, a Casa Branca havia ameaçado vetar uma versão anterior dessa lei, mas mudou de ideia logo depois de o Congresso ter aprovado a versão agora sancionada. Embora o presidente Obama tenha distribuído uma declaração, em que diz que tem “sérias reservas” sobre o conteúdo da nova lei, a declaração só se aplica ao seu governo, e de modo algum afetará o modo como a lei será interpretada por outros governos que venham depois deste.

Durante o governo Bush, o mesmo princípio que agora está próximo de ser convertido em lei nos EUA, para prender e manter sob custódia militar quaisquer cidadãos, sem processo e sem qualquer acusação formalizada, foi usado até para prender cidadãos norte-americanos em território dos EUA. Muitos, no Congresso, dizem hoje que a nova Lei de Prisão Indefinida pode ser usada para a mesma finalidade.

A Associação Norte-Americana de Direitos Civis (ACLU) entende que qualquer tipo de prisão militar, de cidadãos norte-americanos ou quaisquer outros, é inconstitucional e ilegal nos EUA, mesmo depois de aprovada a Lei de Prisão Indefinida. Além disso, a autoridade que a nova lei dá a militares norte-americanos viola a legislação internacional, porque não se limita a autorizar a prisão de combatentes capturados em contexto de guerra, como exigem as leis internacionais.

Desaponta-nos muito que o presidente Obama tenha assinado essa lei, em momento que seu governo já enfrenta processos em vários pontos do mundo, por prisões ilegais. Felizmente, os EUA são governados por três poderes, e a palavra final sobre a extensão do poder de prender cidadãos caberá à Suprema Corte. Mas o Congresso e o Presidente também têm o dever de desfazer a confusão que criaram, para impedir que todos os cidadãos, nos EUA e em todo o mundo, passem a viver sob o medo de que o atual ou qualquer futuro presidente dos EUA dê mau uso ao poder que a Lei de Detenção Indefinida lhes outorgue.

A Associação Norte-Americana de Direitos Civis (ACLU) combaterá em todo o mundo a Lei de Detenção Indefinida, por todos os meios e em todos os fronts, nos tribunais, no Congresso e internacionalmente.

(American Civil Liberties Union)

Nota do blog Realidade em Foco: A manobra governamental norte-americana no sentido de aprovar uma lei marcial é justificada, como sempre, dentro de um conceito geral de combate ao terrorismo mundial. Ou seja, em nome do direito de o governo combater terroristas, inclusive em seu próprio território, aprova-se lei que efetivamente pode levar a algumas situações bem claras:

(1) Os critérios para definição de quem efetivamente é um suspeito de terrorismo são bastante amplos e questionáveis, portanto, é praticamente certo que excessos e erros serão cometidos nesse processo de julgamento informal.

(2) É instalada uma cultura de oficialização do cerceamento das liberdades individuais na medida em que todo cidadão passa a conviver com o medo de ser fiscalizado, autuado e até responsabilizado criminalmente, caso se enquadre no que o governo entenda que é terrorismo.

(3) Consequentemente, esse tipo de lei abre espaço para que toda e qualquer manifestação futura, ideológica, filosófica ou religiosa, que contrarie os interesses do governo e dos poderes que mandam no planeta, seja combatida dentro dos rigores da lei. Ou seja, expressar-se acerca de conceitos que não sejam exatamente aqueles defendidos pelo governo pode se tornar algo extremamente perigoso e digno de punição.

Em resumo, vejo com péssimos olhos iniciativas como essa, embora entenda que, segundo a Bíblia Sagrada, as liberdades individuais tão propagadas no passado pelos EUA (antigo berço da democracia e do respeito aos direitos humanos, inclusive os religiosos) começam a perder força em nome de um ódio a tudo que está embaixo de um enorme guarda-chuva chamado “terrorismo”.

Assista ao programa "Especial 11 de Setembro" e leia esta análise detalhada do assunto.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

10 Dias de Oração - Dia 1 - Derramamento do Espírito Santo


Saiba mais em "Reavivamento e Reforma".

Estados Unidos e Irã mantêm rota de confronto

Após EUA determinarem novas sanções, Irã divulga ter produzido pela primeira vez uma barra de combustível nuclear e afirma que concluiu teste com míssil de fabricação própria no Estreito de Ormuz.

O tom entre os Estados Unidos e o Irã voltou a subir a neste domingo (1º/01), marcado por declarações e anúncios de ambos os lados, sinalizando que o clima de tensão entre os dois países deverá continuar nos próximos dias.

Neste domingo, a agência nuclear iraniana anunciou que seus cientistas pela primeira vez produziram um tubo de combustível atômico, um feito do qual o Ocidente duvidada que fossem capazes. O Irã foi obrigado a produzir esses bastões de urânio porque as sanções internacionais impediram a sua compra nos mercados externos, disse a agência.

O anúncio marca mais um passo nos esforços iranianos de dominar o ciclo de produção de combustível nuclear, desde a exploração do urânio até o seu enriquecimento, e ocorre apesar das ameaças de sanções de países europeus e dos Estados Unidos.

Estes querem que o Irã abandone seu programa nuclear, temendo que o objetivo secreto seja a obtenção de armas atômicas. Os iranianos, porém, afirmam que o programa tem fins exclusivamente pacíficos, como a produção de energia e o tratamento de câncer.
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Fonte - DW-World

OMS está 'profundamente preocupada' com mutação da gripe aviária

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta duro nesta sexta-feira a cientistas que conseguiram criar uma forma altamente patogênica do vírus mortal H5N1 da gripe aviária, dizendo que o trabalho deles pode ter riscos significativos e deve ser rigidamente controlado.

A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse estar "profundamente preocupada com as consequências negativas potenciais" do trabalho de duas equipes de pesquisa da gripe, que este mês disseram ter encontrado modos de fazer do H5N1 uma forma transmissível capaz de provocar pandemias letais entre os seres humanos.

O trabalho das equipes, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, já provocou um pedido de censura inédito de assessores de segurança norte-americanos, que temem que a publicação de detalhes do estudo possa dar a agressores potenciais o know-how de como fazer uma arma biológica para fins terroristas.

O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança dos Estados Unidos pediu a dois periódicos que querem publicar o trabalho que disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, um pedido contestado pelos editores das revistas e por muitos cientistas.

Em sua primeira declaração sobre a polêmica, a OMS afirmou: "Embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus... têm riscos".

O H5N1 é extremamente mortal em pessoas que estão diretamente expostas ao vírus de aves infectadas. Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreram.

Mas até agora o vírus não sofreu uma mutação natural para uma forma que pode passar facilmente de pessoa a pessoa, embora muitos cientistas temam que esse tipo de mutação deva acontecer em algum ponto e será uma grande ameaça à saúde se ocorrer.

Pesquisadores da gripe no mundo trabalham há vários anos para tentar descobrir que mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar mais facilmente de pessoa a pessoa, ao mesmo tempo mantendo suas propriedades fatais.

O Instituto Nacional de Saúde dos EUA financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural.

Mas a OMS disse que tal pesquisa deveria ser feita "apenas depois que tiverem sido identificadas todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes" e "houver a certeza que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estão em vigor".

Fonte - Estadão

Os novos adventistas: pós modernos, carismáticos e ecumênicos

Como pastor, tenho percebido uma diluição dos valores adventistas entre os que fazem parte dessa denominação, sejam membros regulares ou líderes. Em parte, a assimilação de valores da pós-modernidade tem enfraquecido conceitos caros à denominação, como, por exemplo, a afirmação de que temos uma verdade a ser dada ao mundo. Já conversei pessoalmente com muitos adventistas que acreditam que deveríamos ser mais “humildes” e reconhecer que “não somos melhores do que os outros”. Segundo eles, se continuarmos nos intitulando “os donos da verdade” afastaremos as pessoas. Nossa missão seria conduzir a Cristo, não à nossa denominação, porque as doutrinas não são importantes e, sim, o relacionamento com a pessoa de Cristo.

Por trás dessas afirmações, encontramos sérios problemas. Afinal, se as doutrinas não importam, por que sustentá-las? O crer em Cristo, não é em si mesmo uma doutrina (um ensinamento)? Seria essa a única doutrina que teríamos o direito de compartilhar com as pessoas? Partindo do pressuposto de que todos têm o direito a ter suas crenças particulares, nosso respeito pela opinião e crenças alheias não deveria nos impedir de querer “forçar” as pessoas a crerem como nós? E, se isso for assim mesmo, como concluiremos a “grande comissão” (Mt 28:18-20), a ordem de Jesus para pregarmos a todas as pessoas, de todos os lugares e culturas?

Assim, me parece que alguns estão confundindo genuína humildade com relativismo, a ideia de que todas as crenças não representam a verdade última, somente opiniões equivalentes, uma vez que seriam todas culturalmente condicionadas. Será que o adventismo está fadado a ser isso – uma opinião qualquer de um determinado grupo religioso que está feliz em manter uma política de não interferência em relação a outros grupos sociais, assumidamente religiosos ou não?

Esse pensamento não se restringe a muitos adventistas que encontrei; trata-se de algo de amplitude maior. O pós-modernismo é uma forma de pensar e viver de toda a sociedade ocidental (e influencia até mesmo culturas orientais que adotam comportamentos ocidentais). Por isso, não causa surpresa que muitos cristãos tenham escrito, palestrado e feito conferências sobre o assunto, especialmente nos últimos, diríamos, vinte anos. Os adventistas, por seu turno, não estão alheios aos desafios da pós-modernidade. Teólogos e pensadores do movimento vêm dedicando atenção ao tema. Quero destacar dois escritos recentes que expressam preocupação com a influência pós-moderna sobre a igreja.

O conhecido historiador e pensador adventista George Knight escreveu recentemente o provocativo A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo.[1] Knight discute o conceito de relevância, que permeou o protestantismo liberal na década de 1960. “O que provaram, no entanto, foi que o atalho para a irrelevância é a mera relevância”, afirma o autor. Ele conclui: “Afinal, quem precisa obter mais daquilo que pode ser encontrado na cultura dominante?”.

O ponto não é que os cristãos (e os adventistas em particular) não devam ser relevantes para a sociedade na qual estejam inseridos. O livro se prontifica a esclarecer que, na tentativa de alcançar os demais com sua mensagem, muitas denominações se preocuparam tanto em se aculturar que acabaram assimilando valores do pensamento da sociedade, sendo absorvidas pela cultura dominante. “O cristianismo saudável deve, por necessidade, estar acima da cultura dominante e se apegar às verdades que a cultura julga detestáveis.” Como exemplo de que o cristianismo seja contracultural (nesse aspecto) Knight cita o sermão do monte, cujo sistema de valores “difere radicalmente daquele adotado pelo mundo e pela maioria das igrejas.”

Aos adventistas que ignoram as lições do protestantismo liberal, Knight adverte contra a insistente busca pela relevância nos seguintes termos: “Desperdiçamos tempo demais tentando tornar Deus um cavalheiro do século XXI ao apresentá-lo como um grande intelectual adventista ou um bondoso médico do hospital adventista.” Ao invés disso, deveríamos nos lembrar que temos uma mensagem profética a transmitir. “O Apocalipse de João é o julgamento da mentalidade pós-moderna, que evita qualquer certeza a respeito da verdade religiosa e procura em seu lugar uma espiritualidade nebulosa.”[2]

Mais recentemente, o teólogo adventista Fernando Carnale escreveu o bombástico artigo The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind [O eclipse da Escritura e a protestantização da mente adventista].[3] Carnale afirma ter detectado “profundas divisões teológicas presentemente operando na igreja adventista que não desaparecerão pela inércia ou pronunciamento administrativo. Assim, sua existência secularizará a mente das gerações mais jovens transformando o adventismo em uma denominação evangélica pós-moderna.” Ele escreve que o processo se acha ligado à forma como se busca fazer evangelismo. Com o intuito de atrair os jovens, “o ministério evangélico e o louvor tem se tornado pós-moderno, ecumênico, progressivamente independente da Escritura e mais próximo da Igreja Católica Romana.” Infelizmente, os adventistas têm adotado e reproduzido as mesmas práticas evangelísticas. Quais serão as consequências?

"As 'consequências não intencionais' desse curso de ação estão transformando o adventismo em uma genérica denominação secular e não bíblica. A emergência de uma nova geração de adventismo carismático ecumênico está em curso. Embora use as Escrituras funcionalmente, como um meio para receber o Espírito, esta geração não pensará ou agirá biblicamente." [4]

Diante desse quadro, é válido que se amplie a discussão sobre pós-modernidade. É bem verdade que o termo se ache divulgado, mas isso acaba contribuindo mais para confusões sobre seu real sentido. Com frequência, pós-moderno é um termo aplicado às artes (plásticas, em geral), justamente o contexto de onde se originou a expressão. Alguns aplicam pós-moderno a um estilo de se vestir ou se comportar. Enquanto tais entendimentos superficiais da pós-modernidade vigorarem, ficará difícil compreender com clareza os desafios que se interpõem entre o adventismo e sua missão.

[1]George Knight, A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo: estamos apagando nossa relevância? (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010).
[2]Idém, p. 20, 27.
[3]Fernando Carnale, The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind: Parte 1: The assumed compatibility with evangelical theology and ministerial practices, JATS, 21/1-2 (2010): 133-165.
[4]Idem, p. 133-135.


Fonte - Questão de Confiança

Estará o Euro condenado à morte?

Autor: Pastor Paulo Cordeiro

Faz hoje precisamente 10 anos que a moeda única europeia entrava em circulação – a 1 de janeiro de 2002 – em 12 dos 15 países que, na época, formavam o espaço económico e político da UE (União Europeia). Se bem que, oficialmente, esse início já tivesse ocorrido três anos antes – a 1 de janeiro de 1999 – em 11 dos 12 países (com exceção da Grécia, que só entrou na Euro Zona em 2001), só dez anos atrás os europeus desses 12 países puderam ver e tocar nas notas e moedas que então passaram literalmente a circular nesses países da chamada Euro Zona.

Atualmente existem 17 países (dos 27 países que compõem a UE) que têm o euro (€ ou EUR) como sua moeda “nacional”. Alguns países pequenos que não praticam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e até o Vaticano. Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. Também no Kosovo, o euro passou a circular mesmo antes da sua declaração de independência.

Há quase 20 anos, mais precisamente a 7 de fevereiro de 1992, na cidade holandesa de Maastricht, era assinado o Tratado que ficou conhecido pelo nome dessa cidade, mas também como o Tratado da União Europeia. Iria entrar em vigor a 1 de novembro de 1993 e, entre outras coisas, iria mudar o nome de Comunidade Económica Europeia (C.E.E.) em União Europeia (U.E.), Mas, de longe, aquilo que mais chamou a atenção desse Tratado, foi o facto de ter criado um calendário bem preciso para a entrada em funcionamento de uma moeda única europeia antes do final da década, do século e do milénio.

Quase vinte anos depois de ter sido “concebido” e dez anos depois de ter sido “dado à luz”, eis que o euro passa hoje por uma difícil crise que, muitos esperam, possa ser sintomática do seu breve “falecimento”. Será que em breve assistiremos à “morte” e ao “funeral” do euro?

Não é meu propósito, neste artigo, entrar em detalhes de caráter técnico, que têm a ver com as condições económicas e financeiras da atualidade. Deixo essa análise para os respetivos peritos dessa área. O meu objetivo é poder olhar para o euro, sob uma perspetiva bíblico-profética, caso tal leitura seja possível. E eu creio que ela é possível!

20 anos atrás, lembro-me de ter ouvido algumas vozes vaticinarem que o projeto de uma moeda única na Europa nunca se iria concretizar, alegando que a profecia de Daniel 2 “não permitiria” tal cenário! Os que se mostravam céticos relativamente à entrada em circulação de uma moeda única europeia e ao aprofundamento político da Europa, tiravam as suas convicções da leitura da profecia de Daniel 2, e particularmente do versículo 43: “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.” (negrito acrescentado).

Hoje alguns afirmam que o euro foi apenas um “acidente de percurso” e que, muito em breve, se assistirá ao desmoronar do euro, assim como do projeto político-económico da UE. Deixem-me dizer-vos claramente, e já à partida, que nunca partilhei e continuo a não partilhar dessa interpretação “profética”. Mencionarei, de seguida, as razões pelas quais não partilho desse ponto de vista.

A Profecia de Daniel 2

Antes de mais nada, permitam-me colocar as seguintes questões para vossa consideração e reflexão: estará esta profecia milenar a falhar, neste período crucial da História, precisamente antes da segunda vinda de Cristo, depois de se ter mostrado verdadeira durante séculos? Será que teremos de rever a nossa interpretação tradicional da profecia de Daniel 2? Ou será apenas que alguns, no passado, não conseguiram simplesmente explorar toda a riqueza da profecia de Daniel 2 à luz de outras profecias bíblicas?

Deixem-me relembrar-vos aquilo que certamente todos vós já sabeis a respeito da profecia de Daniel 2: trata-se de uma profecia que cobre um período enorme de tempo, nada mais, nada menos, do que um período aproximado (por excesso) de 2500 anos. Por esta mesma razão, facilmente se compreende que a profecia não entra em detalhes minuciosos sobre qualquer período específico de tempo que faça parte integrante do período global de tempo a que ela se refere.

Com isto pretendo apenas dizer que a profecia de Daniel 2 é como uma lente “grande angular”, que permite ter uma visão sintética da História nas suas grandes linhas, que são perfeitamente suficientes para se visualizar um “fio condutor” da História extremamente compreensível.

Contudo, Daniel 2 não esgota todos os detalhes proféticos! Se assim não fosse, não seriam necessárias outras profecias (nomeadamente as profecias dos capítulos 7, 8, 9 e 11 do próprio livro de Daniel), que nada mais fazem do que ampliar a “matriz básica” fornecida por Daniel 2! A cena do julgamento no céu, em Daniel 7:9-14 (com a correspondente explicação nos versículos 22, 26 e 27), a purificação do santuário, em Daniel 8:13-14 e 26, em conexão íntima com o julgamento no céu, a profecia das 70 semanas em Daniel 9:24-27 e a especificidade do conflito norte-sul em Daniel 11:5-45, são dados proféticos preciosíssimos que simplesmente não aparecem mencionados em Daniel 2!

Contudo, não é menos verdade que estes dados proféticos que acabei de referir não seriam seguramente tão bem compreendidos, pelo menos sob o ponto de vista cronológico, se não fosse a tal “matriz básica” que nos é fornecida por Daniel 2!

Resumindo: Daniel 2 é uma profecia extremamente importante, visto nos dar uma imagem do quadro geral de acontecimentos. Contudo, por ser tão sintética não poderia ser, obviamente, muito analítica! Daniel 2 dá-nos uma visão global do tempo – desde os dias de Daniel (“depois disto” – Daniel 2:29) até aos “últimos dias” (Daniel 2:28) – mas não nos dá uma compreensão pormenorizada de nenhum tempo específico, nomeadamente do tempo do fim. Para ficarmos com uma noção mais precisa dos acontecimentos do tempo do fim, a profecia de Daniel 2 é pura e simplesmente insuficiente(1)!

Este tem sido, a meu ver, o erro que, talvez de forma ingénua, se tem comummente cometido! E este erro seria simplesmente irrelevante se não fosse responsável por lançar dúvidas sérias na mente de muitos estudantes da profecia bíblica, por verem a incoerência entre o que “está profetizado” e a realidade que está diante dos nossos olhos!

Uma união global nos últimos dias

Tal como acima referi, assim como os outros capítulos proféticos do livro de Daniel lançam luz adicional sobre a profecia específica de Daniel 2, assim o livro de Apocalipse (livro do mesmo género literário do livro de Daniel) lança luz adicional não só sobre a profecia específica de Daniel 2 mas igualmente, e em particular, sobre os acontecimentos do tempo do fim.

Ora, é justamente no livro de Apocalipse que encontramos uma outra profecia específica que alarga consideravelmente, e de forma correta, a nossa compreensão de Daniel 2 e dos acontecimentos do tempo do fim. Trata-se da profecia que está contida em Apocalipse 16:13-14. Passo a transcrever o seu conteúdo: “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demónios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-poderoso” (negrito e sublinhado acrescentados).

Leram bem? O que é que “espíritos de demónios” farão nos últimos dias (esta passagem aparece no contexto do derramamento das 7 últimas pragas!)? Dirigir-se-ão “aos reis do mundo inteiro” (isto é, aos líderes máximos de todas as nações)! Com que objetivo? “Com o fim de ajuntá-los”!

Este “mundo inteiro” aqui referido, certamente que inclui a Europa, ou não acham que assim seja? Se há continente que não deixará seguramente de estar “na mira” dos demónios, esse continente é seguramente a velha Europa “cristã”, onde está sediado o grande poder – o Vaticano – que dominará o mundo nos últimos dias!

Então, segundo esta profecia do livro de Apocalipse, haverá ou não uma tendência crescentepara a unificação das nações entre si? Importa igualmente referir que a ação desses “espíritos de demónios” mencionados, que conduz os “reis do mundo inteiro” a uma união global, não acontecerá de um dia para o outro, mas será um processo gradual que atingirá o seu clímax no tempo de “Armagedom”(2).

Como reconciliar as duas profecias?

A profecia de Apocalipse 16:13-14, se bem que lance imensa luz sobre os acontecimentos do tempo do fim, não invalida, contudo, nenhum aspeto da profecia de Daniel 2!

Parece contraditório o que acabo de referir? Não, não é!

Daniel 2 afirma, e devemos acreditar nisso, que “certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação” (v. 45). Portanto, se os “reinos” que existirão imediatamente antes que “o Deus do céu [suscite] um reino que não será jamais destruído” (v. 44) “não se ligarão um ao outro” (v. 43), então podemos ter a certeza que assim será!

Por outras palavras, esses “reinos” não estarão na verdade ligados na sua essência, ou seja, não haverá uma unidade real e genuína a uni-los, MAS estarão estrategicamente ligados entre si, movidos (talvez alguns deles inconscientemente) pelos tais “espíritos de demónios” que os ajuntarão(3) com o único objetivo de eles poderem apresentar uma frente unida contra o povo de Deus!

A crise final pela qual Jesus passou oferece-nos um exemplo perfeito do que acontecerá ao povo de Deus durante a crise final da História deste mundo! Também Jesus enfrentou, Ele próprio, a coligação de forças que nunca estariam coligadas entre si, não fosse a necessidade de Satanás apresentar uma frente unida contra Jesus: “Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-O com desprezo, e, escarnecendo d’Ele, fê-lo vestir de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos. Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.” (Lucas 23:11-12). Também fariseus e saduceus se coligaram contra Jesus (ver Mateus 16:1), mas isso não significava que se encontravam realmente ligados entre si pois, anos mais tarde, já os encontramos de novo em conflito uns contra os outros (ver Atos 23:6-8).

Conclusão

Penso que agora já devem ter visualizado o quadro completo! Teremos, no tempo do fim, uma Europa coligada, mas não verdadeiramente unida entre si! E esta é a realidade que todos nós podemos observar atualmente!

Reparem que a profecia de Apocalipse 16:13-14 não afirma que os “espíritos de demónios” “se dirigem” aos povos do mundo inteiro, mas antes aos seus líderes, “aos reis do mundo inteiro”, porque conseguindo um consentimento entre os líderes, os liderados acabam por seguir, mesmo por vezes contrariados, “a reboque” daqueles!

A construção da União Europeia está sendo feita, desde o início, não a partir das bases, dos povos, mas sim a partir das cúpulas institucionais político-administrativas(4)! Isto dá-nos a certeza de quem é que está verdadeiramente a trabalhar nos bastidores! Por detrás dos múltiplos acordos que se têm conseguido, e que fazem os políticos europeus parecerem grandes promotores da unidade europeia e da paz, estão – eu sei que não é politicamente correto afirmar isto, mas é a verdade! – “espíritos de demónios” trabalhando afincadamente para unir estrategicamente todo o mundo, a fim de não deixar, humanamente falando, num futuro próximo, nenhuma possibilidade de escape para aqueles que pretenderem permanecer leais aos “mandamentos de Deus e à fé de Jesus” (Apocalipse 14:12).

(1) A profecia de Daniel 2 pode ser corretamente comparada a um mapa-múndi, ou planisfério, que nos permite ter uma visão global do planeta. Contudo, se bem que tal visão nos permita ficar a conhecer, com rigor, a disposição dos países entre si (no caso de um mapa-múndi político), não nos permite conhecer detalhes muito significativos de cada país. Se quisermos viajar num determinado país, não é seguramente com um mapa-múndi que estaremos bem servidos, mas sim com o correspondente mapa desse país específico!

(2) O Armagedom (ver Apocalipse 16:16), ao contrário do que afirmam a esmagadora maioria dos cristãos evangélicos de hoje (que subscrevem a chamada visão dispensacionalista da História) e afirmaram alguns pensadores adventistas, no passado, não é uma guerra literal que irá ocorrer algures num local do Médio Oriente. Trata-se, isso sim, da última manifestação do Grande Conflito, em que todos os poderes da Terra coligados entre si intentarão lançar um derradeiro e decisivo ataque contra o Povo de Deus!

(3) Talvez se pudesse fazer um estudo etimológico aprofundado destas duas palavras usadas em Daniel 2:43 e Apocalipse 16:14, mas creio que facilmente se intui que “ligar” e “ajuntar” pode não significar necessariamente a mesma coisa! Duas coisas podem estar “juntas” (como o caso do ferro e da argila nos pés da estátua de Daniel 2) sem contudo estarem “ligadas” entre si. Outro exemplo, que é, aliás, referido no próprio texto bíblico de Daniel 2:43: duas pessoas podem estar “juntas” em casamento sem contudo se encontrarem verdadeiramente “ligadas” entre si! Da mesma maneira os “reinos” deste mundo no tempo do fim estarão “congregados” ou “juntos”, mas não necessariamente “ligados”!

(4) Quantas vozes críticas não se têm levantado, dentro dos países que compõem a UE, contra essa mesma UE? Ainda recentemente, quando o primeiro-ministro britânico “vetou” uma decisão vital tomada por outros países da UE, ele foi veementemente criticado por todos os líderes europeus, e até – imaginem! – pelo seu próprio vice-primeiro ministro, pertencente a um partido de coligação do atual Governo britânico. Contudo, segundo sondagens feitas junto da opinião pública britânica, mais de 60% dos britânicos estavam de acordo com a posição assumida pelo seu primeiro-ministro. Não mostra isto claramente que os povos em si estão separados do projeto europeu, mas que este é apoiado pela esmagadora maioria dos seus líderes políticos?

Fonte - O Tempo Final

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

‘Esse negócio vai acabar mal. Só não sabemos quando e onde’

Para Luís Stuhlberger, desfecho da crise europeia causará grande perda de riqueza no mundo

SÃO PAULO - O semblante tranquilo engana. Luís Stuhlberger, considerado um dos melhores gestores de recursos do Brasil, está preocupado com o desfecho da crise global. "Esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedentes, não há previsibilidade", afirma, em entrevista exclusiva ao Estado.

Stuhlberger conquistou sua reputação principalmente por causa do trabalho à frente dos fundos da família Verde, destaque de rentabilidade na empresa criada e administrada por ele, a Hedging-Griffo (desde 2006, Credit Suisse Hedging-Griffo, após a venda de metade do capital para o banco suíço). Neste ano, o fundo rendeu pouco acima do CDI, taxa de juros de referência no mercado financeiro. "Num ano em que a bolsa cai tudo isso (mais de 15%), a gente está no CDI. Acho que meu papel está ok. Nossos clientes estão felizes."

A análise de Stuhlberger sobre o Brasil é dividida em duas partes. No curto prazo, afirma, tudo vai bem. "Mas há sinais de que algo está errado. Imóvel está caro, nosso Big Mac é o mais caro do mundo, nosso Corolla é o mais caro do mundo, a nossa arte está ficando a mais cara do mundo", exemplifica. "Nada disso surpreende a presidente Dilma (Rousseff). O duro é, dentro desse sistema político que vivemos, consertar."

Frases:

Vai acabar mal

"Você tem de pensar em gestão de recursos sabendo que esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedente, não há previsibilidade. Algo de riqueza terá de ser destruído para preservar o resto. Não há ganhadores. Há quem perde menos. Aqui não se trata de escolher entre o ótimo e o bom, mas entre o ruim e o péssimo. Eu fico pensando o tempo inteiro, porque isso é colapso de modelo. É o colapso de um negócio que deve US$ 3 trilhões ou US$ 4 trilhões e o sistema não tem como pagar. Além de tudo, o sistema, mesmo não pagando, não tem como continuar assim. Então, o que será da humanidade?"

Nave espacial ou Titanic

"90% do dinheiro do mundo que sobra está com menos de 1% das pessoas. Um bilhão de pessoas têm até R$ 200 mil no banco. Essas pessoas têm seus recursos protegidos pelo governo. Mas quem tem muito dinheiro vai perder. A questão é que esse processo não necessariamente ocorrerá amanhã nem vai ser rápido. Poucas vezes na minha vida me vi tão extremamente em dúvida. Não quer dizer que estou inativo. Mas, às vezes, acho que estou no comando da nave espacial que vai para o sol, às vezes acho que estou no comando do Titanic. Fico extremamente angustiado pela dificuldade natural desse processo, pois nunca vimos isso."

Fonte - Estadão

Reavivamento e reforma


Imagine milhões de pessoas em todo mundo orando juntas pelo derramamento do Espírito Santo. Esse é o objetivo de uma campanha de oração lançada pela Igreja Adventista em todo mundo que, em 10 dias, reunirá pessoas de vários países para orarem juntas.

Na internet, a campanha está sendo promovida pelo site reavivamentoereforma.com e pela página facebook.com/ igrejaadventistadosetimodia. A Rádio e TV Novo Tempo também estarão incentivando diariamente as pessoas a orar e passarem mais tempo com Deus estudando a Bíblia.

Quem acessa a internet poderá assistir e fazer download de vídeos abordando o tema do dia.

Para cada dia haverá um motivo especial de oração:

04/01 – Intercessão pelo derramamento do Espírito Santo – Hebreus 10:22
05/01 – Entrega pessoal – Tiago 1:6
06/01 – Arrependimento sincero – Daniel 9:4-6
07/01 – Confissão – I João 1:9
08/01 – Amor pelos perdidos – João 17:20 e 21
09/01 – Exame pessoal – problemas com familiares ou membros da igreja – Salmos 51
10/01 – Ajuda financeira para a obra de Deus – Filipenses 2:5-9
11/01 – Obediência – maturidade em Cristo – Romanos 12:1 e 2
12/01 – Ação de graças – cura dos doentes – Filipenses 4:4-6
13/01 – Testemunho apaixonado – missão para o mundo – Romanos 1:16 e 17

Veja algumas dicas:

  • --- Peça a Deus para preparar o seu coração para essa experiência de 10 dias de oração.
  • --- Forme um grupo de oração. Convide uma ou mais pessoas para acompanhá-lo, ou peça ao pastor de sua igreja para divulgar essa atividade para toda a igreja.
  • --- Escolha um horário conveniente para que as pessoas que você convidou possam participar com você.
  • --- Separem uma hora por dia para orar, se possível.
  • --- Comecem e terminem o momento de oração em grupo com louvores e agradecimentos.
  • --- Façam orações de frases curtas para que cada pessoa possa orar mais de uma vez e para permitir ao Espírito Santo impressioná-lo como orar.
  • --- Passem mais tempo efetivamente orando em grupo do que apresentando pedidos de oração.
  • --- Separe tempo pessoal, particular com Deus, além do tempo de oração em grupo.
  • --- Pense em adotar algum tipo de jejum, como o de TV, música secular, filmes, Internet, ou sobremesas.
  • --- Use o tempo extra para orar e ler a Bíblia.
  • --- Peça a Deus para Se revelar a você.
  • --- Peça ao pastor de sua igreja para promover os 10 dias de oração na igreja local através de testemunhos de como Deus operou como resultado das orações em grupo.
  • --- Nos cultos de Sábado durante os 10 dias dêem um destaque especial a oração.
  • --- Peça a Deus para mostrar-lhe cinco pessoas por quem orar durante os 10 dias.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para papa Bento 16, crise financeira é problema "ético"

O papa Bento 16 afirmou nesta quinta-feira que a crise financeira europeia "se baseia na crise ética" e ressaltou a necessidade de uma "força motivadora" para aceitar as medidas de austeridade.

"No fim do ano, a Europa se encontra em uma crise econômica e financeira que, em última análise, baseia-se na crise ética que ameaça o Velho Continente", disse o Pontífice durante uma audiência com a Cúria Romana por ocasião do Natal.

Segundo Bento 16, falta uma "força motivadora, capaz de induzir os indivíduos e grandes grupos sociais a renúncias e sacrifícios". Ele também definiu como "indiscutíveis" a "solidariedade, o compromisso com os outros e a responsabilidade com os pobres e sofredores".

"Desta crise, emergem perguntas muito fundamentais: onde está a luz que pode iluminar o nosso conhecimento não só de ideias gerais, mas de imperativos concretos? Onde está a força que levanta a nossa vontade?", questionou o Papa.

Na mesma audiência, Bento 16 também relembrou algumas viagens e missões apostólicas realizadas neste ano, entre elas a ida à África, a qual definiu como "encorajadora".

De acordo com ele, a viagem ao Benin foi "um grande encorajamento", porque não "se percebe nenhum sinal de cansaço da fé, tão difundido entre nós. Nada daquele tédio de ser cristão, sempre percebido por nós", disse.

"Com todos os problemas, sofrimentos e penas que são próprios da África, experimenta-se, todavia, a alegria de ser cristão", afirmou.

Fonte - Folha

Nota DDP: "Crise ética", "medidas de austeridade", "induzir os indivíduos", "onde está a luz" e "imperativos concretos". Junte tudo isso e leia nas entrelinhas: Para solução do caos social que vivemos são necessárias medidas coercitivas que controlem os particulares, sendo que estas medidas vêm da luz provida pela igreja (ICAR), com seus conceitos concretos (mandamentos) sobre moralidade.

Em algum momento no futuro esse discurso sairá do campo religioso e será abraçado pelo político.

[Colaboração - Cléo Castro]
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