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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Vaticanista ressalta "revolução verde" e humana do Papa Bento XVI

ROMA, 21 Dez. 09 / 04:35 am (ACI).- O vaticanista italiano Sandro Magister ressaltou os esforços do Papa Bento XVI por proteger o meio ambiente, promovendo e defendendo primeiro ao ser humano, em sua mensagem para a Jornada Mundial da Paz que se celebra no próximo 1 de janeiro de 2010. Para o Santo Padre, explica o perito, "a ecologia do homem é anterior à ecologia da natureza".

Em sua coluna de opinião, Magister explica que a conhecida revista americana de geopolítica "Foreign Policy" reconheceu o Pontífice como um dos "100 maiores pensadores globais" de 2009 por haver "colocado à Igreja de maneira inesperada à cabeça na defesa do ambiente e na denúncia dos perigos da mudança climática".

O vaticanista recorda que a "revolução verde" o Papa Bento XVI se encontra condensada na mensagem para a Jornada Mundial da Paz dado a conhecer enquanto se realizava a Cúpula de Copenhague, na Dinamarca, onde "os representantes de todos os Estados estavam reunidos para uma debatida e infrutífera conferência mundial sobre o clima".

"Ao centro da mensagem –explica– há uma imagem bíblica: a do jardim da criação, que Deus confia ao homem e a mulher para que o cuidem e o cultivem. A natureza não tem pois nenhuma primazia sobre o homem, nem este é uma parte mais da natureza. À sua vez, tampouco o homem pode adotar o direito de depredar a natureza em vez de cuidá-la".

Seguidamente Magister ressalta que um conceito essencial da mensagem do Bento XVI é que "entre a ecologia da natureza e a ecologia do homem existe identidade do destino. O cuidado da criação deve ser um com o cuidado da ‘inviolabilidade da vida humana em cada uma de suas fases e em qualquer condição’".

"Tudo se sustenta: cuidado da natureza, respeito da dignidade do homem e paz entre os povos. Onde se desata o ódio e a violência, também a natureza geme. Uma paisagem devastada e uma cidade inabitável são o produto de uma humanidade que tornou sua própria alma um deserto", acrescenta.

Fonte - ACI Digital

Nota DDP: De ser observado o reconhecimento do vanguardismo da igreja romana na questão ambiental, o que, por sí só, já é uma admissão implícita da relevância desta neste aspecto. Também não se pode deixar de observar a insistência de levar o tema em paralelo com a criação, o que automaticamente traça um paralelo com o ciclo semanal de trabalho e descanso. Por fim, é também perceptível a ênfase que se tem dado ao "fracasso" de Copenhagen, o que é interessante no sentido de levar o tema de forma ainda mais aprofundada para opinião pública, que certamente acabará "pedindo" a tomada de medidas, dado o temor excessivo que se tem instaurado no imaginário popular.

Veja também "ONU pede que todos países assinem acordo climático" e "UE qualifica COP-15 de 'desastre' e 'grande fracasso'".


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vaticano pede acordo em Copenhagen

O Vaticano deixou votos de que as nações desenvolvidas e os países emergentes se “encontrem” na Cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas, em vez de se “confrontarem”.

Apresentando a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2010, centrada na actual crise ecológica, o Cardeal Renato Martino, prefeito emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz (CPJP), pediu uma “maior generosidade por parte dos países ricos, para que ajudem os outros a ser mais ecológicos”.

Na sua mensagem, o Papa afirma que é “importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica actual, a responsabilidade histórica dos países industrializados” e que “os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes, não estão dispensados da sua própria responsabilidade para com a criação”.

O novo secretário do CPJP, D. Mario Toso propôs uma “autoridade mundial” que esteja acima de cada uma das partes presentes na Cimeira de Copenhaga e que, “com o envolvimento da sociedade civil, possa fazer valer as decisões tomadas durante a Cimeira e controlar se os fundos colocados à disposição são bem utilizados e não desviados para outros fins”.

Em conferência de imprensa, o Cardeal Martino lembrou os cidadãos do Norte do Brasil que foram obrigados a emigrar por causa da seca, sublinhando que “a água é um bem inegociável”.

Este responsável repetiu ainda a posição da Santa Sé em relação ao uso da energia nuclear para fins pacíficos, considerando-a um “recurso maravilhoso”, apesar das dificuldades que ainda coloca.

Na apresentação da mensagem papal, o presidente cessante do CPJP evocou a figura de São Francisco de Assis, do qual se celebrará, em 2010, o 30.º aniversário da proclamação como padroeiro dos ecologistas.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Veja também "Aquecimento global, responsabilidade de todos".


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A aliança entre o homem e a terra ou entre as nações e a igreja?

Os olhos do mundo se voltam para Copenhagen, com seus chefes-de-estado e ambientalistas em movimento. Não parece, até o momento que alguma decisão ou acordo climático sairá dali. Não que isso seja decisivo – diversos setores da mídia questionam até mesmo a existência de um aquecimento global, ou, pelo menos, a responsabilidade humana no processo. Em todo caso, cobranças sobre os estadistas permanecem. Uma delas parte justamente do mais influente líder religioso – o papa Bento XVI.

Segundo o Portal Terra, o sumo-pontífice aponta suas intenções para países industrializados e emergentes. A humanidade teria de experimentar "uma profunda renovação cultural, redescobrir os valores que constituem as bases para construir um mundo melhor" para superar a crise ambiental.

Claro que o Vaticano vê uma oportunidade com este diálogo internacional: influenciar os governos do mundo e assumir a liderança não apenas em questões ambientais. Que seja essa a motivação entende-se da seguinte declaração do papa: “A crise ecológica é uma oportunidade histórica para mudar o modelo de desenvolvimento global seguindo uma direção mais respeitosa com a criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade.”

A caridade na verdade é a base da revolução social pretendida pelo papa na encíclica Caritas in Veritate. Os últimos discursos de Bento XVI aludem direta ou indiretamente ao documento, como se tratasse de uma campanha de marketing religioso. Neste contexto, quando Ratzinger propõe uma “aliança entre o ser humano e o meio ambiente” está jogando a isca para a transformação da sociedade dentro de um novo perfil de desenvolvimento global, apoiado no modelo de sua própria encíclica!

[Colaboração - Blog Questão de Confiança]

Nota DDP: Veja também "Bento XVI alerta para crise ecológica" e "Papa adverte que abuso do meio ambiente é igual ao terrorismo".


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Copenhagen e a igreja romana

Papa apela a estilos de vida responsáveis

"Nesta perspectiva, para garantir pleno sucesso à conferência, convido todas as pessoas de boa vontade a respeitarem as leis de Deus sobre a Natureza e a redescobrirem a dimensão moral da vida humana" (Renascença)

Papa fala para líderes mundiais em Copenhagen

VATICANO - O Papa Bento XVI falou aos líderes mundiais reunidos para a reunião de Copenhagen (que discutirá as mudanças climáticas) que cuidar da criação de Deus requer a adoção de um estilo de vida sóbrio e responsável. (Estadão)

Papa pede acordo entre os países durante reunião do clima

O papa também pediu o respeito às leis da natureza para garantir o êxito da reunião sobre mudança climática que começa nesta segunda (7), em Copenhague. (Globo)

Papa deixa apelos para a Cimeira de Copenhaga

Segundo Bento XVI, para garantir o pleno sucesso da Conferência, “todas as pessoas de boa vontade” devem “respeitar as leis colocadas por Deus na natureza e a redescobrir a dimensão moral da vida humana”.(Ecclesia)

Papa faz apelo a paíse que irão a Copenhagen

Desde que assumiu o pontificado, em 2005, Bento XVI fez da preservação ao meio ambiente uma de suas principais bandeiras. (ANSA)


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Qual caminho será proposto em Copenhagen?

Diminuir emissões é essencial, diz revista

Desde que o tratado de Kyoto foi assinado, muito mudou. O prazo do tratado termina agora em 2012. As emissões de CO2 aumentaram em 30% desde sua assinatura. Se a conferência de Copenhague não seja bem sucedida, o tratado de Kyoto pode ser anulado em dois anos, dificultando ações contra a mudança climática.

Caso a concentração de carbono continue a aumentar no ritmo atual, estima-se que a temperatura do planeta Terra tem 50% de chance de aumentar em até 5°C. Alguns cientistas acreditam que o problema se resolverá sozinho, outros, que o aquecimento é irreversível. Os dois lados podem estar certos, mas de acordo com a Economist, é necessário agir para reduzir as emissões, como forma de garantia.

A revista considera que o aquecimento global é um problema político, o maior já enfrentado. Para mudar as economias de padrões de alta emissão de carbono, será necessária uma mudança nos padrões de investimento. Em Copenhague a discussão será entre dois lados: dinheiro e emissões. (Opinião e Notícia)

Cientista da Nasa quer fracasso de Copenhague

James Hansen, cientista da Nasa, afirmou que seria melhor para o mundo se a reunião sobre mudanças climáticas da ONU fracassasse. Ele avalia que possíveis acordos serão tão falhos que, para outras gerações, as discussões teriam de ser retomadas do início.

O cientista aponta ser melhor reavaliar a situação, já que toda a abordagem é um equívoco. “Se for uma coisa como Kyoto, aí serão gastos anos tentando determinar exatamente o que significa.”

Para Hansen, o possível acordo não deve abrir margem a concessões. “Não temos um líder que seja capaz de captar isso e dizer o que é realmente necessário.” (Opinião e Notícia)

Nota DDP: Veja também "A mãe de todas as fraudes". O tempo dirá o que é, o que não é, e o que isso eventualmente significará.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Delegação vaticana em Copenhagen

CIDADE DO VATICANO, 3 DEZ (ANSA) - A Cidade do Vaticano participará da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 15), que ocorrerá entre os próximos dias 7 e 18, na cidade dinamarquesa de Copenhague.

Segundo anunciou hoje a Santa Sé, a delegação será liderada pelo observador vaticano permanente na Organização das Nações Unidas (ONU), arcebispo Celestino Migliore.

Farão parte do grupo Hugo Cabrera Aramayo, Paolo Conversi, Luke Swanepoe, Markus Wandinger e Mariano Cardiello.

Esta mesma delegação acompanhará a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Kyoto (COP- MOP 5), que será realizada paralelamente à COP 15.

O principal objetivo da COP 15 é fazer com que a comunidade internacional chegue a um consenso sobre medidas concretas de combate ao aquecimento global.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, confirmou na última terça-feira sua participação no evento.

Fonte - ANSA


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A resposta da Igreja às mudanças climáticas

A Conferência de Copenhaga sobre as mudanças climáticas irá tomar decisões importantes que vão influenciar muitos aspectos da nossa vida presente e futura. O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e a KEK (Conferência das Igrejas Europeias), juntamente com várias outras comunidades, a título individual, escreveram uma carta conjunta, na qual assinalam que os desafios de Copenhaga “não têm apenas a ver com as vertentes técnicas das mudanças climáticas: ética, cultura, fé e religião são elementos substantivos”.

A mudança de estilos de vida, apontam, deve ser tida em conta se a questão das mudanças climáticas quiser ser efectivamente abordada, assegurando um desenvolvimento humano integral.

“Sabemos que apenas com uma ecologia humana real - que tome em conta os direitos e também as responsabilidades que temos uns com os outros e com as gerações futuras – se poderá prever um melhor cuidado do ambiente”, indicam os secretários do CCEE e da KEK.

As Igrejas cristãs da Europa acreditam que a UE tem de aumentar esforços para reconhecer a responsabilidade mútua dos Estados-membros no combate a estas alterações.

A esta luz, a carta deixa as seguintes indicações:

Encorajamos as Igrejas e os cristãos na Europa a tomar acções apropriadas para abordar o desafio das mudanças climáticas, nas próximas semanas. Encorajamo-los a abordar os seus respectivos governos, convidando-os, com corajosa generosidade, a tomar acções fortes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O impacto da crise económica não deve ser uma desculpa para evitar acção efectiva na protecção do ambiente.
...
Fonte - Ecclesia

Nota DDP: A pressão deve aumentar nos próximos dias e logicamente haverá de indicar desdobramentos nos próximos meses. Copenhagen ao que indica pode ser o começo de mudanças significativas neste contexto. A igreja tem tomado a frente da mobilização das lideranças religiosas:

"Os ensinamentos do Papa surgem em lugar de destaque..." (BXVI e o sentido ecológico do domingo)

Quanto tempo até que estes "ensinamentos" sejam aceitos pela coletividade religiosa e política?

[Colaboração - Blog Resta uma Esperança]


Cientistas manipulam dados para provar aquecimento

Documentos vazados revelaram fraudes no cálculo do aquecimento global. Já conhecido no mundo como “Climategate”, em referência ao caso Watergate, o vazamento mostra que cientistas diretamente ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) estavam manipulando índices para provar que o planeta passa por um processo de aquecimento sem precedentes.

O cientista Philip Jones, um dos apontados durante o Climategate, é responsável por criar o mais importante de quatro índices que orientam políticas climáticas de nações e da ONU. Os emails vazados mostram como os cientistas que trabalham com Jones não liberavam dados importantes de suas pesquisas e fabricavam motivos para mantê-los em segredo.

Os cientistas ligados a Jones também tentavam abalar a credibilidade de qualquer pesquisador que fosse contra os resultados apresentados. Entre os pesquisadores envolvidos no Climategate, estão responsáveis por outros índices que orientam a ONU e o braço-direito do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore. (Original em The Telegraph - "Mudança climática: este é o pior escândalo científico da nossa geração")

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Obviamente nenhum destes termos têm sido divulgados, mormente diante da cimeira de Copenhagen que se aproxima, mas as notícias em sentido contrário, continuam se repetindo: "Fome, doenças e seca: consequências temíveis do aquecimento global"

Quem estará com a razão e onde esse estado de coisas está a nos levar?

[Colaboração - Blog Resta uma Esperança]


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Igrejas pedem acordo ambicioso em Copenhagen

"Enquanto Igrejas, pedimos um acordo ambicioso, justo e vinculante na próxima Conferência Mundial sobre o Clima de Copenhagen." Este é o pedido do Conselho Mundial de Igrejas. Em comunicado, a instituição anuncia, a partir de domingo, consultas entre 80 membros de Igrejas de 40 países e altos expoentes da ONU, no âmbito da Semana de Ação na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A África e o Pacífico são as duas regiões do globo escolhidas para ilustrar as consequências tangíveis da mudança climática.

"No Chifre da África e na região dos Grandes Lagos, este fenômeno tem proporções imponentes, já que as alterações meteorológicas atingem em primeiro lugar populações vulneráveis e pequenos agricultores, colocando em risco a segurança alimentar" – destaca Guillermo Kerber, responsável pelo programa ambiental do Conselho Mundial de Igrejas.

"Enquanto a contagem regressiva para a justiça climática já iniciou, reiteramos aos dirigentes mundiais a necessidade de elaborar com urgência políticas globais para inverter as dramáticas conseqüências sobre os pobres e sobre a Criação" – acrescentou Kerber, faltando poucas semanas para o vértice na capital sueca, que tem início em 7 de dezembro.

Fonte: Rádio Vaticano

NOTA Minuto Profético: Esse tema está servindo de cimento para consolidar a união religiosa em torno do Vaticano. A ligação com a futura Lei Dominical é mais que clara...


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Reunião ECOmênica

O Vitae Civilis, em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, organiza na próxima quarta-feira, 28 de outubro, um encontro com lideranças das principais correntes religiosas do Brasil com o objetivo de debater as questões climáticas que serão objeto de estudo da Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas em dezembro, em Copenhagen. O objetivo do encontro é redigir um documento comum a ser encaminhado ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, conclamando-o a participar da Conferência da ONU e a assumir uma postura mais contundente pela preservação do ambiente.

O Diálogo Interreligioso pelo Clima reunirá lideranças das igrejas Católica, Presbiteriana Independente, das comunidades Shalom e Zen Budista do Brasil, da Congregação Israelita Paulista, da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica da América Latina e da Ramakrishna Vedanta Ashrama de São Paulo, entre outros. O encontro será mediado pelo Rabino Dr. Michael Leipziger, hoje aposentado.

Organização não governamental que completa 20 anos de atividades em 2009 e tem acompanhado as negociações internacionais sobre mudanças climáticas desde a Rio-92, o Vitae Civilis apresentará na ocasião um resumo sobre a importância da questão climática na agenda da sociedade. O IDEC, por sua vez, falará da relação entre consumo e clima.

Nota Michelson Borges: O que seria capaz de reunir num mesmo encontro com convergência de propósitos católicos, judeus, muçulmanos, evangélicos e budistas. O ECOmenismo, é claro. Clique aqui e saiba mais sobre o assunto.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Toda unanimidade é burra

O aforismo de Nélson Rodrigues tem se revelado verdadeiro nessa questão que a mídia divulga de forma massiva e dogmaticamente, sem nenhum debate, sobre o CO2 ser a principal causa do chamado aquecimento planetário. Às vésperas da conferência de Copenhague, em dezembro próximo, já se cunhou e consagrou a expressão "economia de baixo carbono". Ora, nem a própria ciência tem essa certeza da unanimidade expressa pela mídia, pois vários cientistas registram que teremos resfriamento ao invés de aquecimento.

Não pretendo escrever aqui nenhum tratado científico ou tese de doutoramento, mas um argumento fundamentado em uma série de questões lógicas que tenham premissas científicas inquestionáveis, e esse parece ser o problema, pois são raras essas unanimidades na ciência. A mídia, por simplificar a informação, juntamente com a publicidade comercial das empresas "verdes", banaliza o assunto e confunde quem deseja conhecer a fundo as causas do problema. Pesquisei dados sobre a proporção de CO2 na chamada camada de gases de efeito estufa (GEE) e na atmosfera. A conclusão a que cheguei é de que o que há de informação e desinformação na mídia e na internet é patético. Confunde-se atmosfera com camada de GEE...
...
Fonte - Observatório da Imprensa

Nota DDP: Leia também "O fim da soberania americana?". Destaque:

Na [Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas em 2009 em] Copenhagen, em dezembro próximo, daqui a algumas semanas, um tratado será assinado. Vosso presidente [Barack Obama] vai assiná-lo. A maioria dos países do terceiro mundo vai assiná-lo, pois acreditam que vão ganhar dinheiro com ele. A maior parte do regime esquerdista da União Européia vai carimbá-lo. Virtualmente não haverá ninguém que não o assinará.

Eu li esse tratado. E o que ele diz é que um governo mundial será criado. A palavra "governo" na verdade aparece como o primeiro de três objetivos da nova entidade. O segundo objetivo é a transferência de riqueza dos países ocidentais para os do terceiro mundo, para atender ao que é chamado discretamente de "dívida climática" - porque nós temos queimado CO2 e eles não; nós bagunçamos o clima e eles não. E o terceiro objetivo dessa nova entidade, desse governo, é aplicação [enforcement].
...
E o problema é o seguinte: se esse tratado for assinado, se a vossa Constituição diz que ele tem precedência sobre a Constituição[sic; quis dizer "sobre a lei interna"], e se só se pode deixar o tratado com a concordância de todos os outros membros estatais, e como os EUA são o maior pagador, não vão deixá-lo sair.

Então, obrigado, América! Tu foste o farol da liberdade para o mundo. É já um privilégio apenas pisar neste solo de liberdade enquanto ele ainda é livre. Mas nas próximas semanas, a menos que o impeçais, vosso presidente vai abrir mão de vossa liberdade, de vossa democracia, de vossa humanidade para sempre. E nem vós, nem qualquer governo futuro que elejais terá a menor condição de tomá-los de volta. É tão sério assim. Eu li o tratado. Eu vi esse negócio do governo [mundial] e da dívida climática e da aplicação [do tratado]. Eles vão fazer isso convosco, quer gostais, quer não.

Mas eu acho que é aqui, aqui na vossa grande nação, que eu tanto amo e tanto admiro - é aqui que talvez, à undécima hora, no qüinquagésimo nono segundo do qüiquagésimo nono minuto, havereis de vos erguer e de impedir vosso presidente de assinar esse tratado terrível e sem sentido. Pois não há problema algum com o clima e, mesmo que houvesse, um tratado econômico em nada o [ajudaria].



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Conferência sobre o clima

Nova Iorque, 22 set (RV) - Faltando 80 dias para a Conferência de Copenhagen, na Dinamarca, o encontro que tem início hoje em Nova Iorque tem a finalidade avançar o mais possível no processo de negociação para um novo acordo que estabeleça limites juridicamente vinculantes às emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o encontro sobre o clima é o vértice com a mais alta participação de chefes de Estado e de governo. "Nossa finalidade é mostrar a vontade política indispensável para alcançar um acordo global que seja justo, eficaz e cientificamente ambicioso".

Depois do encontro de alto nível, as negociações entre as delegações governamentais prosseguirão até quinta-feira na cidade de Pittsburgh.

Fonte - Radio Vaticano


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Aumento do número de catástrofes naturais exige maior prevenção

Tufões, deslizamento de terra, enchentes e incêndios florestais: assuntos que se tornaram corriqueiros nas manchetes de jornais. Mas teria a incidência com que ocorrem realmente aumentado ou seria apenas uma impressão causada pelo aprimoramento das tecnologias de comunicação?

Segundo uma pesquisa feita recentemente na Alemanha, dois terços da população do país temem o aumento do número de catástrofes naturais devido às mudanças climáticas.

A cada ano, 250 milhões de pessoas são afetadas por desastres naturais. Desde 1992, a comunidade internacional já gastou mais de 2,7 bilhões de dólares em ações para mitigar os efeitos de furacões, enchentes e secas.

Evidências concretas

“Quando se observa o número de desastres naturais nos últimos dez anos, não há dúvidas de que os prejuízos aumentaram”, avalia Walter Amma, presidente do Global Risk Forum, de Davos, uma organização que avalia os riscos a que uma sociedade está exposta. “Não se pode nem se deve argumentar que esses eventos são registrados hoje de forma mais precisa e mais rápida do que há 20 anos. A tendência é claramente de aumento.”

Para o Comitê Alemão de Prevenção de Catástrofes (DKKV), as mudanças climáticas têm aumentado a frequência e o impacto de catástrofes naturais. “É preciso lidar com as mudanças climáticas no âmbito regional, especialmente em relação aos eventos mais raros e de grande proporção. Pois as alterações provocadas variam de região para região no que diz respeito a fenômenos extremos”, explica Gerd Tetzlaff, meteorologista da Universidade de Leipizig e presidente do conselho científico do DKKV.

Em alguns países europeus, por exemplo,o aumento das temperaturas tem provocado ondas de calor e, consequentemente, aumentado o risco de incêndios florestais. A mudança climática não é a única responsável pelos desastres, mas cria as condições necessárias a eles.

Em algumas regiões do mundo, os eventos climáticos se tornaram mais extremos do que no passado. “No Caribe, furacões extremos são hoje mais frequentes. Previsões indicam que esse quadro irá persistir, embora ainda seja preciso avaliar a medida exata desse aumento”, pondera Tetzlaff.
...
Há algumas semanas, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou que o aumento da seca, das enchentes e de outras catástrofes naturais depende dos resultados que serão alcançados na Conferência Mundial do Clima de Copenhagen, que acontece no final do ano.

O principal objetivo da conferência será a diminuição da emissão de gases causadores do efeito estufa, mas, para os especialistas do DKKV e do Global Risk Forum, a adaptação às mudanças climáticas e a prevenção de catástrofes naturais são igualmente importantes.

Fonte - DW-World

Nota DDP: Falando a mesma língua? ""A degradação do meio ambiente e as catástrofes naturais fazem-nos lembrar da urgência de respeitar a natureza" (BXVI - Ontem)


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um papa ecológico

O Vaticano e o próprio Papa têm tido várias intervenções em favor de uma "economia verde" e do respeito pelo meio ambiente, traduzidas em palavras e gestos práticos. A reciclagem, por exemplo, é já uma realidade implantada no Vaticano: um ano após o início da recolha diferenciada de lixo no pequeno Estado, 42% dos contentores para os resíduos são destinados a materiais recicláveis.

Esta realidade confirma o crescimento da preocupação ecológica no Vaticano, particularmente visível no complexo fotovoltaico que foi instalado em 2008 no tecto da sala Paulo VI: dos quase 5 mil metros quadrados de superfície da cobertura, cerca de 2 mil foram substituídos por painéis solares, enquanto que o restante é utilizado como tela para aumentar a quantidade de energia captada.

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2008, Bento XVI defendia que "a família precisa duma casa, dum ambiente à sua medida onde tecer as próprias relações. No caso da família humana, esta casa é a terra, o ambiente que Deus criador nos deu para que o habitássemos com criati-vidade e responsabilidade".

"Devemos cuidar do ambiente: este foi confiado ao homem, para que o guarde e cultive com liberdade responsável, tendo sempre como critério orientador o bem de todos", apontou então.
...
"A destruição do ambiente, um uso impróprio ou egoísta do mesmo e a apropriação violenta dos recursos da terra geram lacerações, conflitos e guerras, precisamente porque são fruto de um conceito desumano de desenvolvimento. Com efeito, um desenvolvimento que se limitasse ao aspecto técnico-económico, descurando a dimensão moral-religiosa, não seria um desenvolvimento humano integral e terminaria, ao ser unilateral, por incentivar as capacidades destruidoras do homem", avisa o Papa.
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Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Importante retomar a leitura da real dimensão, no contexto e nas perspectivas que temos vivido neste tema, especialmente no que concerne à pressão que se está fazendo por um acordo amplo dezembro próximo em Copenhagen, além do caráter político que se pretende conferir à última encíclica em processo de publicação, da manifestação papal para que se dê "mais atenção à dimensão ecológica do domingo".

Para um "papa ecológico", que estabeleceu como prioridades de seu pontificado o compromisso ecumênico e a centralidade do "Dia do Senhor", nada mais óbvio que correlacionar estes temas e apresentá-los à apreciação do braço secular para a correlata, e esperada, implementação.

Atualização 06/07/09: "Papa alerta para a necessidade de proteger o meio ambiente".

[Pesquisa - Resta uma Esperança]

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cáritas pede inclusão dos pobres nas políticas sobre alterações climáticas

Os membros da Cáritas Internacional da Europa, Ásia e África estão a participar no encontro que decorre na Alemanha, com vista a alcançar um acordo sobre as alterações climáticas e as necessidades dos pobres.

Até ao dia 12 de Junho, na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC) estão a decorrer negociações para elaborar um texto para uma nova ordem sobre as alterações climáticas.

A reunião em Bonn é um passo prévio na aprovação de uma nova ordem, que vai acontecer em Copenhaga, em Dezembro, para vai substituir o Protocolo de Quioto, a partir de 2012.

A Cáritas pede aos países ricos cumpram os compromissos existentes com financiamento a curto prazo, de maneira que os países em vias de desenvolvimento possam agir agora para adaptar-se ao clima adverso e estabelecer que fundos estarão disponíveis para um aumento a longo prazo.

Estima-se que a União europeia reserve cerca de 35 bilhões ao ano até 2020 para financiar a acção climática em países em desenvolvimento.

Os países em desenvolvimento deverão acordar a redução das emissões de gases mais de 40% até 2020, e 95% até 2050 (segundo os níveis de 1990). Mais de três quartos das reduções devem ser nacionais.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: É óbvio que a identidade terminológica possa ser apenas uma coincidência, mas que muito se espera da reunião de Copenhagen neste sentido de se estabelecer também neste campo "uma nova ordem", não há a menor dúvida.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Copenhaguen: Cúpula Empresarial de Mudanças Climáticas

Ontem, num calmo domingo em Copenhagen, na Dinamarca, sob um sol que quase não se põe nesta época do ano, mal sabiam os tranquilos ciclistas o que acontecia no centro de congressos da cidade, o famoso Bella Center. Al Gore que saiu de uma desajeitada situação de ex-vice-presidente e candidato derrotado às eleições americanas, hoje, do alto do seu prêmio Nobel, transformou-se na mais importante voz deste mundo em transformação.

Sentado ao lado de Sua Majestade Margrethe II, Rainha da Dinamarca, e do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, não poderia haver mais circunstância em um ambiente cuja austeridade é esperada. Afinal ali está reunida a fina flor da elite mundial das empresas com representantes de governos e do mundo multilateral para preparar a agenda do mundo corporativo para a COP 15 (Conferência Mundial Sobre o Clima das Nações Unidas) que irá se realizar neste mesmo espaço em dezembro.

O evento promovido pelo Copenhagen Climate Council, chamado de Cúpula Empresarial de Mudanças Climáticas, tem como objetivo preparar a agenda empresarial para dezembro. O objetivo é que ela possa contribuir para aproximar governos em divergências ainda importantes para que a COP 15 em Copenhagen surja como a Conferência que fundamentará as bases de um novo ciclo de desenvolvimento pautado pela baixa emissão de carbono.

Foi neste encontro e com este espírito que Al Gore iniciou a sua fala, logo após a abertura do Secretário Geral da ONU, que francamente, mais parecia um mestre de cerimônias. Ban Ki- moon não consegue deixar de ser anódino mesmo quando tantos interesses estão em jogo.

Gore pontuou a tripla crise - a climática, a econômica e a de segurança energética - como resultantes de uma mesma causa: a profunda dependência que a humanidade tem de energia fóssil (não disse, mas deveria, daquela parte da humanidade que tem acesso a ela...). Disse que o grande imperativo é sair da dependência de energias fósseis para as infinitas fontes de energia limpa e renovável do Sol, dos ventos e da energia geotérmica. Falou dos muitos exemplos nesta mesma direção como a da Dinamarca que já tem 25% de sua energia em base éolica ou mesmo das recentes medidas do Presidente Obama que estabeleceu metas de redução de emissões para a indústria automobilística e o cancelamento literal da construção de plantas termoelétricas movidas a carvão. Disse ainda que é indispensável que se crie valor para a mitigação de CO2, pois um gás invisível e inodoro dificilmente será reduzido sem compensação econômica.

Gore também pontuou a crescente coragem e determinação do governo Obama de transformar os Estados Unidos independente de energia fóssil até 2020. Comparou a recente fala de Obama quando das metas de redução das emissões a de Kennedy no início da década de 60 sobre colocar o homeme na Lua até o final da década. Reiterou a necessidade de ousar e sonhar para que o desafio da energia sustentável toque o imaginário das pessoas, sem o qual, não haverá o esforço necessário.

A fala de Gore foi enfática e determinada. Também aproveitou para reiterar um dos principais temas defendidos pelos EUA para dezembro, ou seja, mecanismos de mercado como parte da nova regulação de serviços ambientais. Mas o mercado que ele se refere, seria um novo mercado, eivado de valores éticos e humanos. Como? Finalizou dizendo que esta geração será julgada pelas próximas e se elas nos acusarem de não termos tomado as ações que nosso tempo nos convoca, teremos falhado lamentavelmente.

Neste aspecto tanto Ban Ki-Moon como Al Gore deram o tom: Copenhagen terá que ser o marco zero de uma nova economia e visão de desenvolvimento. Estabelecerá as bases para as regras de mercado e de regulação governamental e multilateral para os próximos 20 anos e isso tem que ser feito este ano sob pena da coesão política conseguida até aqui fragilizar-se e tornar tudo muito mais complicado. De fato, as mudanças climáticas não tem esperado em sua perigosa escalada.

Apesar do bom início, as lideranças empresariais presentes não pareciam estar a altura do debate. Limitaram-se a expressar concordância com o imperativo da economia verde, mas não conseguiam dizer qual era a agenda do mundo dos negócios. O debate dos CEOs foi sofrível. Considerando-os parte da poderosa elite mundial que será determinante para a mudança, é preocupante.

* Ricardo Young é presidente do Instituto Ethos e está em Copenhagen e participa da reunião que definirá a agenda de discussões da COP 15 (Conferência Mundial Sobre o Clima das Nações Unidas)

Fonte: Época Negócios

"Para salvar o futuro, temos tudo de que precisamos, exceto a vontade política. Temos de fazer neste ano, não no próximo", repetiu [Al Gore]. Último Segundo

NOTA Minuto Profético: Não acredito que os EUA vão alterar sua dependência dos combustíveis fósseis da noite para o dia, até porque isso envolve interesses geoestratégicos (leia-se, desculpa para invadir e dominar o Oriente Médio e a Ásia Central). No fundo, essa questão tem mesmo a ver com a limitação das liberdades civis patrocinada pela elite globalista. No olho do furacão, vai mesmo pipocar a Lei Dominical como "fórmula mágica" para resolver os problemas do mundo: algo que os ocultistas e os guardadores do domingo vão aplaudir de pé... O fim se aproxima...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Europa, as crises e o domingo

Sob a alcunha de "Solidariedade - O desafio para a Europa", de 500 a 600 católicos de todo continente se encontrarão entre 8 e 11 de Outubro de 2.009 para discutirem os "Dias Sociais Católicos para a Europa", alinhados com os interesses da COMECE (Comissão das Conferências dos Bispos da Comunidade Europeia).

Parte-se da premissa que quase todos os entes europeus estão agora ligados pela União Europeia, seja porque o seu país é já um estado membro ou porque gostaria de se tornar um estado membro. Inspirado pela fé cristã, e em particular pelo ensino social da Igreja Católica, o encontro vai focalizar-se no aspecto social da natureza humana e na nossa vida partilhada em sociedade na Europa.

A primeira justificativa desta iniciativa se estabelece por conta da alegação que "hoje, oitenta anos após a quebra de o Wall Street em 1929, o mundo mais uma vez se encontra em meio a uma grave crise económica e financeira, que traz consigo o potencial de perigosas consequências sociais e políticas, incluindo a tentação de voltar ao nacionalismo e protecionismo."

Nesta linha os 26 membros, representantes de 19 países elaboraram seu manifesto dizendo que "a forma de sair desta crise e a chave para a paz residem na combinação de valores pessoais e políticos, encapsulados no termo 'solidariedade' ". O texto define como solidariedade como algo indivisível, sem qualquer exclusão ou exceção. Eis os termos:

"Ela [solidariedade] inclui todos os seres humanos, daqueles que ainda não são nascidos até aqueles que estão no final da sua vida. Inclui nossos contemporâneos e as gerações vindouras. Inclui residentes e dos migrantes. Inclui todos os países, sejam eles grandes ou pequenos."

E continua:

"Esta solidariedade deve transcender fronteiras da UE, porque 'seres humanos são cada vez mais dependente de um outro e seus destinos tão interligados'; também deveria transcender o tempo presente, dado o fato de que 'o nosso modo de vida constitui uma ameaça como nunca antes aos fundamentos naturais de existência para as gerações futuras."

Ainda de se salientar mais uma vez, que não faltou a alegação no sentido de que "nossas sociedades os mais fracos sejam protegidos e que a família como o alicerce fundamental da sociedade, construída na união entre um homem e uma mulher seja defendida e apoiada."

Logicamente o encontro terá uma dimensão ecumênica através dos seus participantes e conferencistas convidados. Serão proeminentes figuras da vida pública na Europa, incluindo as instituições europeias, além de distintos membros da hierarquia católica, todos contatados para participar do evento.

Impossível não se relembrar de manifestação recente da mesma COMECE acerca da institucionalização do domingo como dia oficial de descanso no âmbito da União Européia, como proposto ao Parlamento e que ainda não se tem notícia dos trâmites finais, o que deverá se dar até 07 de maio próximo. ("Bispos da UE deixam apelos para as Europeias")

Ainda a COMECE tomou diretiva no sentido de "Incentivar os Chefes de Estado e Governos a desempenharem um papel de liderança na luta contra as alterações climáticas" em 09/Mar/09, alegando em síntese que a questão ambiental é um desafio político e moral de toda a humanidade, direcionando-se para a reunião de Copenhagen em Dezembro próximo. O mote estabelece-se também na questão da solidariedade e, na assertiva de se aproveitar este momento como sendo uma oportunidade para um "ambicioso" acordo climático global, que não pode ser desperdiçada.

Ainda em exposição de diretrizes para as eleições européias em Junho próximo, a orientação católica para seus membros fixa dentre outros pontos, em uma Declaração, que os cristão que votarão neste certame devem esperar do Parlamento Europeu que se faça "avançar os direitos sociais dos trabalhadores oferecendo-lhes condições de trabalho que respeitem a sua saúde, segurança e dignidade." O que nos faz lembrar de forma plena A Doutrina Social da Igreja e suas correlações com o domingo, segundo a pregação romana.

Enfim, parece não haver muita dúvida que a crise econômica e crise ambiental, bem como as questões periféricas que também são levantadas nestes quadros, estão a apontar, segundo o embate de temas encampandos pela COMECE, para um único fim: através do ecumenismo e da "solidariedade", a institucionalização do domingo.

Quem ficar de fora será acusado de crimes contra os direitos humanos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Salvar o planeta, é agora ou agora.

Este é o primeiro ano do resto de nossas vidas. Com a reunião da ONU sobre clima em Copenhagen no horizonte, o mundo está diante de seu maior desafio: estabilizar as emissões globais de CO2 em 2015 e construir uma economia de carbono zero até 2050. O ritmo acelerado das mudanças climáticas não nos deixa muitas opções: para salvar o planeta, é agora ou agora.

Fonte - Greenpeace

Nota DDP: A pressãopor medidas devem se acelerar daqui para frente, especialmente face ao novo posicionamento do governo americano.

Através do site do Greenpeace, chega-se ainda a um documento chamado "Green New Deal", onde se mistura ecologia e crise financeira, dando-se grande ênfase à criação de "empregos verdes", o que inicialmente se verifica em relação a atividades ligadas à produção de energia limpa, mas que pode facilmente apontar ao esperado "domingo verde".

É interessante notar a afirmação de que a partir de Agosto/08 o mundo tem apenas 100 meses para resolver o problema da atividade climática sob pena da mesma se tornar incontrolável, não é preciso pensar muito para se perceber que os prazos estão diminuindo. Não é preciso também deixar de constatar a interferência das Nações Unidas em todo o processo.

[Pesquisa - Resta uma Esperança]

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ministro britânico defende campanha para combater aquecimento global

O ministro do Meio Ambiente britânico, Ed Miliband, defende a criação de uma campanha global no estilo da "Make Poverty History" -- Transformar a Pobreza em História, que aconteceu em 2005 --, a fim de pressionar líderes políticos a chegarem a um acordo sobre a luta contra as alterações climáticas.

Miliband ressaltou que é preciso uma mobilização popular para exigir o controle das emissões de gases de efeito estufa, mas negou que estaria tentando transferir a responsabilidade de combater o aquecimento global dos políticos para a população.

Nesta semana, ministros do Meio Ambiente chegam em Poznan, na Polônia, para a conferência da ONU sobre mudanças climáticas. O encontro, que começou no dia 1º de dezembro, tem como objetivo firmar um compromisso que substitua o Protocolo de Kyoto. O novo acordo será concluído em Copenhagen, na Dinamarca, em 2009.

Fonte - Opinião e Notícia

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Luta contra mudança climática ganha ar dramático

Com o fim do governo George W. Bush, sai de cena o último dos "questionadores" do aquecimento global. E os países desenvolvidos já parecem adotar um tom uníssono, no sentido de que a discussão sobre a mudança climática já atingiu uma segunda fase. Em vez de discutir se isso realmente está acontecendo, e com que magnitude, o foco das discussões passa a ser -- o que vamos fazer para evitar que a coisa fique realmente muito feia.

Desde o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para Mudança Climática, da ONU), no ano passado, um novo e inabalável consenso surgiu acerca do aquecimento global: um aumento de até dois graus Celsius na média das temperaturas em escala mundial deve acontecer até o fim do século, não importando o que façamos agora para impedi-lo.
...
A batalha agora, no que diz respeito à contenção do aquecimento global, se centra em evitar a chamada "mudança climática perigosa". Os cientistas definem atualmente essa fronteira num aumento de temperatura global acima de 2 graus Celsius. Para eles, é o que será preciso para levar a um derretimento inevitável do gelo preso no solo da Groenlândia. A caminho do mar, essa montanha de água faria subir o nível dos oceanos em vários metros ao longo dos próximos milhares de anos. Mas em menos tempo que isso a mudança já seria mais perceptível, a ponto de causar estragos em muitos países.
...
Para evitar a tal mudança climática perigosa, será preciso reduzir drasticamente as emissões de carbono nos próximos 30 anos. E, na verdade, a ciência sugere que essa redução terá de ser muito aguda nos próximos dez.
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Um acordo global para o pós-Kyoto deve sair -- ou naufragar -- até o final do ano que vem, em reunião da ONU em Copenhagen, na Dinamarca. Noves fora a diplomacia, cada país precisa trabalhar internamente suas metas para migrar para a economia "descarbonizada" do futuro, sob risco de se ver cada vez mais isolado no cenário internacional.

Embora ninguém fale em embargos econômicos no momento (até para não assustar), está claro que ferramentas como impostos e taxas começam a surgir no jargão do combate ao aquecimento global e serão usadas se a necessidade aparecer. Mudar é preciso.
...
É o que resta, depois que tanto tempo foi perdido em cortinas de fumaça e contra-argumentos aos cientistas que alertavam sobre as mudanças que a ação humana estava causando em seu próprio planeta. A essa altura do campeonato, o aquecimento global está aí. Já acontece e veio para ficar. E pode ficar ainda pior, se não agirmos, globalmente e rápido.

Fonte - G1

Nota DDP: Outras ferramentas surgirão, aliadas a outra discussões, como crise econômica e aspectos sociais do trabalho. O dia de descanso universal vem aí, com ar dramático, claro.

[Pesquisa - Resta uma Esperança]
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