A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) espionou mais de 60 milhões de ligações telefônicas na Espanha entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, publicou nesta segunda-feira (28) o jornal "El Mundo", que cita parte dos documentos vazados pelo ex-analista Edward Snowden.
O documento da NSA, intitulado "Spain last 30 days" ("Espanha nos últimos 30 dias", em tradução livre), detalha o fluxo de chamadas, embora não seu conteúdo, mas sim os telefones conectados, o local onde se encontravam e a duração das chamadas, segundo a informação assinada pelo blogueiro americano Gleen Greenwald.
A NSA teve acesso, além disso, à informação pessoal dos usuários rastreando internet, e-mail e redes sociais como Facebook e Twitter.
A informação foi divulgada coincidindo com o fato de que o governo convocou o embaixador dos Estados Unidos em Madri, James Costos, para pedir a ele explicações sobre a suposta espionagem dos EUA, após se saber que a NSA espionou 35 líderes mundiais.
O secretário de Estado para a União Europeia, Íñigo Méndez de Vigo, vai receber o embaixador dos EUA, junto com o diretor-geral para a América do Norte, Ásia e Pacífico, Ernesto de Zulueta, já que o ministro espanhol de Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo, está na Polônia de visita oficial.
Fonte - UOL
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Papa afirma que católicos e evangélicos devem pedir perdão mutuamente
O papa Francisco recebeu esta semana a visita oficial ao Vaticano de uma delegação da Federação Luterana Mundial, além de membros da Comissão luterano-católico para a Unidade. “O ecumenismo espiritual constitui a alma do nosso caminho em direção da plena comunhão, e nos permite provar já agora qualquer fruto, ainda que imperfeito”, declarou o pontífice.
“Católicos e luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas diante de Deus, e invocar o dom da unidade. As dificuldades não faltam e não faltarão e serão necessários, paciência, diálogo, e compreensão recíproca”, enfatizou.
Foi publicado recentemente um texto da Comissão luterano-católica para a unidade, chamado “Do conflito à comunhão. A interpretação luterano-católica da Reforma em 2017”. Dentro de quatro anos, ocorrerão as comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante, movimento que dividiu a Igreja. No Brasil os protestantes são mais comumente chamados de evangélicos.
Em 31 de outubro de 1517, o então frei alemão Martinho Lutero publicou suas 95 teses pedindo mudanças na Igreja Católica. Entre suas críticas, Lutero negava a infabilidade papal e sua autoridade de possuir as chaves do céu. Em 1520, referiu-se pela primeira vez ao Papa como “anticristo”. Ele e seus aliados foram excomungados pelo papa Leão X, através da bula papal Decet romanum pontificem, em 3 de janeiro de 1521.
O atual papa afirma que “Na medida em que nos aproximamos com humildade de espírito ao Nosso Senhor Jesus Cristo, estamos certos de nos aproximarmos também entre nós e na medida que invocaremos do Senhor o dom da unidade, podemos estar certos de que Ele nos tomará pela mão e Ele será o nosso guia. É preciso deixar-se tomar pelas mãos do Senhor Jesus”.
“Como pessoas que foram encontradas por Cristo, somos chamados a auxiliar os pobres e vulneráveis. A mensagem de reconciliação que nos foi confiada se transforma em esperança para um mundo fragmentado e ansiando por paz com justiça “, afirmou o presidente da Federação Luterana Mundial, Munib A. Younan durante o encontro. “Para ele, ao abordarem conjuntamente uma história comum, que inclui elementos de dor, a promessa de cura aparecerá no horizonte”.
Em seu discurso, Francisco asseverou: “Sabemos que a unidade não é primariamente fruto do nosso esforço, mas da ação do Espírito Santo ao qual é necessário abrir os nossos corações com confiança para que nos conduza pelas estradas da reconciliação e da comunhão”.
Fonte - Gospel Prime
“Católicos e luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas diante de Deus, e invocar o dom da unidade. As dificuldades não faltam e não faltarão e serão necessários, paciência, diálogo, e compreensão recíproca”, enfatizou.
Foi publicado recentemente um texto da Comissão luterano-católica para a unidade, chamado “Do conflito à comunhão. A interpretação luterano-católica da Reforma em 2017”. Dentro de quatro anos, ocorrerão as comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante, movimento que dividiu a Igreja. No Brasil os protestantes são mais comumente chamados de evangélicos.
Em 31 de outubro de 1517, o então frei alemão Martinho Lutero publicou suas 95 teses pedindo mudanças na Igreja Católica. Entre suas críticas, Lutero negava a infabilidade papal e sua autoridade de possuir as chaves do céu. Em 1520, referiu-se pela primeira vez ao Papa como “anticristo”. Ele e seus aliados foram excomungados pelo papa Leão X, através da bula papal Decet romanum pontificem, em 3 de janeiro de 1521.
O atual papa afirma que “Na medida em que nos aproximamos com humildade de espírito ao Nosso Senhor Jesus Cristo, estamos certos de nos aproximarmos também entre nós e na medida que invocaremos do Senhor o dom da unidade, podemos estar certos de que Ele nos tomará pela mão e Ele será o nosso guia. É preciso deixar-se tomar pelas mãos do Senhor Jesus”.
“Como pessoas que foram encontradas por Cristo, somos chamados a auxiliar os pobres e vulneráveis. A mensagem de reconciliação que nos foi confiada se transforma em esperança para um mundo fragmentado e ansiando por paz com justiça “, afirmou o presidente da Federação Luterana Mundial, Munib A. Younan durante o encontro. “Para ele, ao abordarem conjuntamente uma história comum, que inclui elementos de dor, a promessa de cura aparecerá no horizonte”.
Em seu discurso, Francisco asseverou: “Sabemos que a unidade não é primariamente fruto do nosso esforço, mas da ação do Espírito Santo ao qual é necessário abrir os nossos corações com confiança para que nos conduza pelas estradas da reconciliação e da comunhão”.
Fonte - Gospel Prime
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Forte terremoto atinge o Japão e gera pequeno tsunami na costa nordeste
Um forte terremoto atingiu a costa do Japão nesta sexta-feira (2h10 de sábado no Japão), e um alerta de um pequeno tsunami foi emitido para as prefeituras (Estados) de Iwate, Fuksuhima, Ibaraki e parte de Chiba. Por volta de uma hora depois, ondas entre 20 e 50 cm, em média, foram observadas em partes da costa nordeste do país. Em seguida, as autoridades retiraram o alerta.
A magnitude do tremor, no entanto, ainda não pode ser afirmada com exatidão, já que cada serviço meteorológico ou geológico informa um número diferente. Enquanto a Agência Meteorológica do Japão aponta que o tremor foi de 7,1 graus - depois de ter informado incialmente que se tratava de 6,8 -, o Serviço Geológico dos Estados Unidos afirma que o tremor teve magnitude de 7,6.
O governo japonês não emitiu ordem de evacuação, mas orientou as pessoas a não se aproximarem da costa da região de Fukushima. Apenas os trabalhadores da usina nuclear de Fukushima foram retirados dos seus locais de trabalho e levados a um ponto seguro.
O epicentro do tremor foi a 475 km de Tóquio e a cerca de 370 km da ilha de Honshu. Esperava-se que ondas de até 1 metro chegasse à costa nordeste do país. Por volta das 3h (horário local) foram registradas ondas de 30 cm ao longo do litoral da prefeitura de Miyagi. Elas foram observadas na cidade de Ishinomaki, onde, em 2011, ondas de 10 metros arrasaram a cidade.
Outros pontos da costa de Miyagi registraram ondas de 20 a 55 cm.
Em 11 de março de 2011, outro terremoto, de magnitude 8,9, atingiu a costa japonesa causando um tsunami com ondas de até 30 metros de altura. A usina nuclear de Fukushima foi parcialmente destruída e quase 19 mil pessoas morreram.
Tufão Francisco
Antes do terremoto atingir a costa nordeste do Japão, a companhia operadora da usina nuclear de Fukushima informou que estava tomando medidas especiais para evitar incidentes diante da previsão de fortes chuvas trazidas pela aproximação do tufão Francisco. Segundo a agência meteorológica japonesa, o 27º tufão do ano na Ásia deve passar neste sábado ao sul do arquipélago e provocar fortes chuvas em grande parte do país.
Fonte - Terra
A magnitude do tremor, no entanto, ainda não pode ser afirmada com exatidão, já que cada serviço meteorológico ou geológico informa um número diferente. Enquanto a Agência Meteorológica do Japão aponta que o tremor foi de 7,1 graus - depois de ter informado incialmente que se tratava de 6,8 -, o Serviço Geológico dos Estados Unidos afirma que o tremor teve magnitude de 7,6.
O governo japonês não emitiu ordem de evacuação, mas orientou as pessoas a não se aproximarem da costa da região de Fukushima. Apenas os trabalhadores da usina nuclear de Fukushima foram retirados dos seus locais de trabalho e levados a um ponto seguro.
O epicentro do tremor foi a 475 km de Tóquio e a cerca de 370 km da ilha de Honshu. Esperava-se que ondas de até 1 metro chegasse à costa nordeste do país. Por volta das 3h (horário local) foram registradas ondas de 30 cm ao longo do litoral da prefeitura de Miyagi. Elas foram observadas na cidade de Ishinomaki, onde, em 2011, ondas de 10 metros arrasaram a cidade.
Outros pontos da costa de Miyagi registraram ondas de 20 a 55 cm.
Em 11 de março de 2011, outro terremoto, de magnitude 8,9, atingiu a costa japonesa causando um tsunami com ondas de até 30 metros de altura. A usina nuclear de Fukushima foi parcialmente destruída e quase 19 mil pessoas morreram.
Tufão Francisco
Antes do terremoto atingir a costa nordeste do Japão, a companhia operadora da usina nuclear de Fukushima informou que estava tomando medidas especiais para evitar incidentes diante da previsão de fortes chuvas trazidas pela aproximação do tufão Francisco. Segundo a agência meteorológica japonesa, o 27º tufão do ano na Ásia deve passar neste sábado ao sul do arquipélago e provocar fortes chuvas em grande parte do país.
Fonte - Terra
Tremores de terra racham casas e assustam moradores no RN
Dois tremores de terra em um intervalo de quatro minutos racharam casas e assustaram a população na manhã desta sexta-feira (25) no Rio Grande do Norte. Aulas também fora suspensas na cidade onde houve o epicentro.
Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), os tremores de 3,7 e 3,3 na escala Richter ocorreram no município de Pedra Preta (a 115 km de Natal), mas devido a intensidade maior que o normal foi sentido em outros pontos do Estados, como na capital potiguar.
Assustada com a repercussão na cidade, a prefeitura de Pedra Preta decidiu cancelou as aulas.
"As aulas foram suspensas porque foram dois tremores fortes, e o pessoal ficou preocupado. Foi uma medida preventiva", informou o controlador adjunto da prefeitura, Thiago Peixoto.
Segundo ele, algumas casas racharam com os tremores desta manhã; "Fomos até algumas casas, e tiramos fotos. Todo mundo aqui na prefeitura já está em alerta. O prefeito está viajando, mas informou que já começou a tomar providências", disse Peixoto.
Sentido em Natal
A intensidade do tremor fez população de Natal sentir a terra tremer. Muitos moradores relataram um susto com o barulho provocado pelo tremor.
Segundo o Laboratório de Sismologia, os tremores ocorreram às 8h09 e 8h12 e atingiram 3,7 e 3,3 na escala Richter, respetivamente.
...
Atividade
Esse não foi o primeiro tremor na região este mês. Na quarta-feira (23), por volta das 21h30, um outro tremor foi sentido pela população de Pedra Preta. A magnitude chegou a 3 graus na escala Richter.
No dia 11, outros três tremores de leve intensidade também foram registrados na cidade.
Segundo o Laboratório de Sismologia, a atividade sísmica em Pedra Preta vem ocorrendo desde dezembro de 2010, em duas áreas distintas do município. O motivo da atividade no local seriam duas falha sismogênica na região.
Fonte - UOL
Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), os tremores de 3,7 e 3,3 na escala Richter ocorreram no município de Pedra Preta (a 115 km de Natal), mas devido a intensidade maior que o normal foi sentido em outros pontos do Estados, como na capital potiguar.
Assustada com a repercussão na cidade, a prefeitura de Pedra Preta decidiu cancelou as aulas.
"As aulas foram suspensas porque foram dois tremores fortes, e o pessoal ficou preocupado. Foi uma medida preventiva", informou o controlador adjunto da prefeitura, Thiago Peixoto.
Segundo ele, algumas casas racharam com os tremores desta manhã; "Fomos até algumas casas, e tiramos fotos. Todo mundo aqui na prefeitura já está em alerta. O prefeito está viajando, mas informou que já começou a tomar providências", disse Peixoto.
Sentido em Natal
A intensidade do tremor fez população de Natal sentir a terra tremer. Muitos moradores relataram um susto com o barulho provocado pelo tremor.
Segundo o Laboratório de Sismologia, os tremores ocorreram às 8h09 e 8h12 e atingiram 3,7 e 3,3 na escala Richter, respetivamente.
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Atividade
Esse não foi o primeiro tremor na região este mês. Na quarta-feira (23), por volta das 21h30, um outro tremor foi sentido pela população de Pedra Preta. A magnitude chegou a 3 graus na escala Richter.
No dia 11, outros três tremores de leve intensidade também foram registrados na cidade.
Segundo o Laboratório de Sismologia, a atividade sísmica em Pedra Preta vem ocorrendo desde dezembro de 2010, em duas áreas distintas do município. O motivo da atividade no local seriam duas falha sismogênica na região.
Fonte - UOL
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Mais de um terço dos cristãos da Síria foram mortos ou fugiram
Mais de um terço dos cristãos da Síria não estão mais no país desde o início da guerra civil, afirma o maior líder católico sírio, Gregório III Laham. Em uma entrevista à BBC, ele disse acreditar que mais de 450 mil cristãos estão refugiados ou mortos.
No entanto, afirmou que a comunidade cristã da Síria irá sobreviver. Segundo Laham, os cristãos devem testemunhar uma nova forma de vida e novos valores ao mundo árabe durante a atual crise. “A nossa missão é tentar mudar a visão do mundo árabe”.
Até 2012, a guerra tinha um tom político-militar e a minoria cristã desfrutava da proteção do Exército, sob orientação do governo. Com a entrada de grupos fundamentalistas como a Al-Qaeda e Levante, o conflito na Síria testemunhou um aumento exponencial da violência contra os cristãos, acusados de serem aliados do governo atual.
Obviamente, o número exato de cristãos mortos na Síria por muçulmanos é impossível de saber, mas está na casa dos milhares. Um porta-voz da Portas Abertas, missão que apoia cristãos perseguidos por causa da fé, acredita que muitos ainda sairão em busca de refúgio nos países vizinhos. “Os incidentes de perseguição hoje em dia são aparentemente implacáveis. Quase todos os dias, igrejas são queimadas, cristãos são pressionados a se converter ao islamismo, há violência contra suas casas, seus filhos são raptados ou estuprados e existe discriminação nas escolas e locais de trabalho. A lista de problemas na região é ainda maior”, disse o líder cristão.
Este mês foi lançado em Londres um novo relatório elaborado por agências cristãs, indicando que a perseguição aos cristãos está piorando em todo o globo. Os piores problemas, de acordo com esse relatório, atualmente estão na Coreia do Norte e na Eritreia.
“A principal conclusão do relatório é que, em dois terços dos países onde a perseguição aos cristãos é mais grave, os problemas tornam-se cada vez piores”, disse John Pontifex, um dos autores do relatório. ”Na verdade, a própria sobrevivência da Igreja em algumas regiões, em especial no Oriente Médio, está correndo sério risco.”
O relatório sugere ainda que a chamada Primavera Árabe se transformou em um “Inverno cristão”, pois em meio às convulsões políticas, os que mais sofreram foram os membros das minorias cristãs nestes países.
Fonte - Gospel Prime
No entanto, afirmou que a comunidade cristã da Síria irá sobreviver. Segundo Laham, os cristãos devem testemunhar uma nova forma de vida e novos valores ao mundo árabe durante a atual crise. “A nossa missão é tentar mudar a visão do mundo árabe”.
Até 2012, a guerra tinha um tom político-militar e a minoria cristã desfrutava da proteção do Exército, sob orientação do governo. Com a entrada de grupos fundamentalistas como a Al-Qaeda e Levante, o conflito na Síria testemunhou um aumento exponencial da violência contra os cristãos, acusados de serem aliados do governo atual.
Obviamente, o número exato de cristãos mortos na Síria por muçulmanos é impossível de saber, mas está na casa dos milhares. Um porta-voz da Portas Abertas, missão que apoia cristãos perseguidos por causa da fé, acredita que muitos ainda sairão em busca de refúgio nos países vizinhos. “Os incidentes de perseguição hoje em dia são aparentemente implacáveis. Quase todos os dias, igrejas são queimadas, cristãos são pressionados a se converter ao islamismo, há violência contra suas casas, seus filhos são raptados ou estuprados e existe discriminação nas escolas e locais de trabalho. A lista de problemas na região é ainda maior”, disse o líder cristão.
Este mês foi lançado em Londres um novo relatório elaborado por agências cristãs, indicando que a perseguição aos cristãos está piorando em todo o globo. Os piores problemas, de acordo com esse relatório, atualmente estão na Coreia do Norte e na Eritreia.
“A principal conclusão do relatório é que, em dois terços dos países onde a perseguição aos cristãos é mais grave, os problemas tornam-se cada vez piores”, disse John Pontifex, um dos autores do relatório. ”Na verdade, a própria sobrevivência da Igreja em algumas regiões, em especial no Oriente Médio, está correndo sério risco.”
O relatório sugere ainda que a chamada Primavera Árabe se transformou em um “Inverno cristão”, pois em meio às convulsões políticas, os que mais sofreram foram os membros das minorias cristãs nestes países.
Fonte - Gospel Prime
terça-feira, 22 de outubro de 2013
EUA não vão deixar de espionar, vão tentar evitar outro ‘Snowden’
As revelações de que os EUA espionaram países aliados e empresas estrangeiras, incluindo conversas da presidente Dilma Rousseff, geraram uma crise diplomática e uma série de críticas contra os estadunidenses. Porém, para o jornalista colombiano Hernando Calvo Ospina, autor do livro "A CIA e terrorismo de Estado", os vazamentos feitos por Edward Snowden, mostrando o volume e o alcance da espionagem norte-americana, não são nenhuma novidade.
"Acho positivo que tenha se criado um rechaço público, mas me surpreendi com a surpresa causada pela revelação. Essa prática não era secreta e nem é algo novo". E ele alerta que a atividade vai continuar. “Obama não disse, e nunca dirá, que a espionagem será encerrada. Simplesmente, eles vão se esforçar para não que não ocorram mais vazamentos e outros ‘Snowden’”.
Em seu livro, Ospina traça um histórico detalhado de como foi forjado o perfil de atuação do serviço de inteligência e espionagem, desde a atuação na Nicarágua, passando pelas seguidas tentativas de desestabilização do regime cubano e intervenções no Chile, Vietnã e Angola. Ele explica que o processo de interferência em uma nação estrangeira, realizado pela CIA, funciona como uma “grande artimanha diplomática, econômica e propagandista”.
Atualmente vivendo na França, Ospina é colaborador do Le Monde Diplomatique, autor de várias obras sobre o narcotráfico e de grupos de resistência na América Latina. Em 2009, foi proibido de entrar no espaço aéreo norte-americano, porque se nome constava na “no fly list”, documento criado na época do governo Bush com os nomes de pessoas que representavam perigo para os EUA. O seu vôo, que ia para o México, teve a rota desviada.
OM: Como você viu o caso “Snowden”? É possível medir, hoje, o nível de vigilância da CIA?
Hernando Calvo Ospina: Eu fico feliz que essas revelações tenham criado certa recusa pública, mas me surpreendi com a surpresa causada pela revelação. Isso não era um segredo, nem algo novo. Por exemplo, não faz muitos anos que Brasil e França foram espionados pelas agências de seguranças estadunidenses durante a negociação de um grande contrato comercial. Suas empresas procuraram saber os detalhes dos pré-acordos, mas também reconheceram que as francesas estavam distribuindo dinheiro por de baixo da mesa para que fossem selecionadas. Alguns anos atrás, a segurança francesa teve que reconhecer que o helicóptero do presidente Chirac tenha microfones, e que suas conversas eram escutadas em uma poderosa embaixada aliada.
No final dos anos setenta houve a denúncia de que os Estados Unidos tinham uma imensa rede de espionagem mundial, denominada Echelon, para interceptar e analisar as comunicações eletrônicas. De Echelon também participam a Grã Bretanha, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, ainda que os Estados Unidos decidam o que compartilhar com seus sócios. É uma rede de espionagem bastante aperfeiçoada. Embora a União Europeia tenha investigado e protestado, nada mudou. Pelo contrário, as revelações de Snowden, que talvez tenham incomodado as nações aliadas de Washington, principalmente europeias, revelam que essa espionagem não teve limites. E que a espionagem econômica está entre o prioritário. Agora, essa mesma espionagem eletrônica não é tão efetiva na chamada “guerra ao terrorismo”. A própria CIA teve que reconhecê-lo ante ao Senado faz poucas semanas.
OM: A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse em um discurso na ONU que a ação viola os direitos humanos e liberdades civis. Obama respondeu que vai estudar novas formas de conseguir informações. Como você vê este evento? Considere-se que os EUA deixariam de espionar outros países? Existe a possibilidade de uma mudança?
Obama nunca disse, e nem dirá, que a espionagem vai parar. Ele vai cuidar para que não ocorram mais vazamentos de informações ou outro ‘Snowden’. Mas, qualquer dia desses, vão surgir outros para nos contar o que já imaginamos ou sabíamos. E, por alguns dias, a mídia vai se dizer consternada, enquanto alguns governos, cumprindo um formalismo, vão protestar novamente, começando pelos europeus. É que, até agora, não há nada a fazer, porque Washington tem o poder de agir como quiser e quando for conveniente aos seus interesses, para eles é tudo o que importa. O respeito à soberania de outras nações só é interessante quando produz lucros para eles.
OM: Como se define o término do “terrorismo de estado”? Qual é a diferença do terrorismo praticado pela CIA do terror produzido pelos chamados “países inimigos”?
Quando as instituições de uma nação funcionam em conjunto, incluída a Justiça, para reprimir ao ''inimigo interno'', ou seja, a oposição política, ele é o terrorismo de Estado. Normalmente são as ditaduras que o praticam, mas existem estados considerados como democráticos que podem ser piores, como é o caso do colombiano. Também existe o terrorismo ''oficial'' quando um estado se crê com o direito de assassinar inocentes em outras nações, seja em operações chamadas de ''seletivas'', seja por meio de invasões denominadas ''humanitárias''.
Estados Unidos, Israel, França e Grã Bretanha as têm feito muito regularmente. Em um caso e outro quase sempre se faz pouco do pretexto de salvar e impor a democracia. Certamente muitas ações realizadas e promovidas pela CIA estadunidense, o Mossad israelense e outros serviços de repressão estatais têm produzido mais mortes e terror entre a população civil inocente que muitas ditaduras e organizações denominadas terroristas.
OM: Foi difícil reunir todas as provas e documentos para o seu livro? É a informação seria suficiente para condenar os ex-membros e até mesmo os Estados Unidos?
A CIA e outras 15 agências de segurança norte-americanas não são apenas uma ameaça para a soberania de outras nações, mas um perigo para a paz mundial e para o futuro do planeta. E eles o são assim porque respondem aos interesses de uma regra proposta para pegar todos os recursos estratégicos do mundo. Eles fazem parte de um exército de conquista que chantageia, subjuga, mata e aterroriza.
As informações sobre a CIA estão aí, na internet, em livros, em muitos documentos preparados pelos seus próprios especialistas. Só procurar, investigar um pouco. Eles sentem com tanto poder que não se importa de mostrar muito do que eles têm feito.
Agora, o meu livro contém apenas uma gota de informação. Ainda assim, há base para iniciar o julgamento de todos os que eu menciono, começando com os presidentes dos Estados Unidos. Porque, como eu disse, a partir de Eisenhower, todos os presidentes do país têm sido verdadeiros criminosos e terroristas, com a particularidade de ir à missa antes de requisitar tropas matar pessoas inocentes e saques. Sob o pretexto de salvar a democracia, a sociedade ocidental e o cristianismo.
OM: Dos exemplos de interferências e abusos feitos pela CIA, quais mais lhe causaram surpresa ou o deixou mais chocado? Por quê?
O que eu tenho conhecido da CIA e outras agências de segurança tem me irritado como um ser humano. Mas o que me surpreende é que, quando elas iniciam suas campanhas de intoxicação da mídia, abrindo o caminho para derrubar o governo ou realizar outras atividades criminosas, muitos intelectuais e líderes políticos de esquerda acabam acreditando nessas informações. Então, muito poucos deles percebem que, quando fazem discursos grandiloquentes sobre a manipulação da mídia, como quando o New York Times, O Globo, do Brasil, ou El País, da Espanha, começam a reproduzir com campanhas vindas do Pentágono ou a CIA, eles começam repeti-los ou duvidar de suas próprias análises.
Então, para mim, os resultados mais dramáticos da CIA e outras agências secretas de repressão não é espionagem ou ação militar: é a capacidade de manipular a realidade. Para manipular e fazer-nos crer que estamos errados e nós que somos os maus.
"Acho positivo que tenha se criado um rechaço público, mas me surpreendi com a surpresa causada pela revelação. Essa prática não era secreta e nem é algo novo". E ele alerta que a atividade vai continuar. “Obama não disse, e nunca dirá, que a espionagem será encerrada. Simplesmente, eles vão se esforçar para não que não ocorram mais vazamentos e outros ‘Snowden’”.
Em seu livro, Ospina traça um histórico detalhado de como foi forjado o perfil de atuação do serviço de inteligência e espionagem, desde a atuação na Nicarágua, passando pelas seguidas tentativas de desestabilização do regime cubano e intervenções no Chile, Vietnã e Angola. Ele explica que o processo de interferência em uma nação estrangeira, realizado pela CIA, funciona como uma “grande artimanha diplomática, econômica e propagandista”.
Atualmente vivendo na França, Ospina é colaborador do Le Monde Diplomatique, autor de várias obras sobre o narcotráfico e de grupos de resistência na América Latina. Em 2009, foi proibido de entrar no espaço aéreo norte-americano, porque se nome constava na “no fly list”, documento criado na época do governo Bush com os nomes de pessoas que representavam perigo para os EUA. O seu vôo, que ia para o México, teve a rota desviada.
OM: Como você viu o caso “Snowden”? É possível medir, hoje, o nível de vigilância da CIA?
Hernando Calvo Ospina: Eu fico feliz que essas revelações tenham criado certa recusa pública, mas me surpreendi com a surpresa causada pela revelação. Isso não era um segredo, nem algo novo. Por exemplo, não faz muitos anos que Brasil e França foram espionados pelas agências de seguranças estadunidenses durante a negociação de um grande contrato comercial. Suas empresas procuraram saber os detalhes dos pré-acordos, mas também reconheceram que as francesas estavam distribuindo dinheiro por de baixo da mesa para que fossem selecionadas. Alguns anos atrás, a segurança francesa teve que reconhecer que o helicóptero do presidente Chirac tenha microfones, e que suas conversas eram escutadas em uma poderosa embaixada aliada.
No final dos anos setenta houve a denúncia de que os Estados Unidos tinham uma imensa rede de espionagem mundial, denominada Echelon, para interceptar e analisar as comunicações eletrônicas. De Echelon também participam a Grã Bretanha, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, ainda que os Estados Unidos decidam o que compartilhar com seus sócios. É uma rede de espionagem bastante aperfeiçoada. Embora a União Europeia tenha investigado e protestado, nada mudou. Pelo contrário, as revelações de Snowden, que talvez tenham incomodado as nações aliadas de Washington, principalmente europeias, revelam que essa espionagem não teve limites. E que a espionagem econômica está entre o prioritário. Agora, essa mesma espionagem eletrônica não é tão efetiva na chamada “guerra ao terrorismo”. A própria CIA teve que reconhecê-lo ante ao Senado faz poucas semanas.
OM: A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse em um discurso na ONU que a ação viola os direitos humanos e liberdades civis. Obama respondeu que vai estudar novas formas de conseguir informações. Como você vê este evento? Considere-se que os EUA deixariam de espionar outros países? Existe a possibilidade de uma mudança?
Obama nunca disse, e nem dirá, que a espionagem vai parar. Ele vai cuidar para que não ocorram mais vazamentos de informações ou outro ‘Snowden’. Mas, qualquer dia desses, vão surgir outros para nos contar o que já imaginamos ou sabíamos. E, por alguns dias, a mídia vai se dizer consternada, enquanto alguns governos, cumprindo um formalismo, vão protestar novamente, começando pelos europeus. É que, até agora, não há nada a fazer, porque Washington tem o poder de agir como quiser e quando for conveniente aos seus interesses, para eles é tudo o que importa. O respeito à soberania de outras nações só é interessante quando produz lucros para eles.
OM: Como se define o término do “terrorismo de estado”? Qual é a diferença do terrorismo praticado pela CIA do terror produzido pelos chamados “países inimigos”?
Quando as instituições de uma nação funcionam em conjunto, incluída a Justiça, para reprimir ao ''inimigo interno'', ou seja, a oposição política, ele é o terrorismo de Estado. Normalmente são as ditaduras que o praticam, mas existem estados considerados como democráticos que podem ser piores, como é o caso do colombiano. Também existe o terrorismo ''oficial'' quando um estado se crê com o direito de assassinar inocentes em outras nações, seja em operações chamadas de ''seletivas'', seja por meio de invasões denominadas ''humanitárias''.
Estados Unidos, Israel, França e Grã Bretanha as têm feito muito regularmente. Em um caso e outro quase sempre se faz pouco do pretexto de salvar e impor a democracia. Certamente muitas ações realizadas e promovidas pela CIA estadunidense, o Mossad israelense e outros serviços de repressão estatais têm produzido mais mortes e terror entre a população civil inocente que muitas ditaduras e organizações denominadas terroristas.
OM: Foi difícil reunir todas as provas e documentos para o seu livro? É a informação seria suficiente para condenar os ex-membros e até mesmo os Estados Unidos?
A CIA e outras 15 agências de segurança norte-americanas não são apenas uma ameaça para a soberania de outras nações, mas um perigo para a paz mundial e para o futuro do planeta. E eles o são assim porque respondem aos interesses de uma regra proposta para pegar todos os recursos estratégicos do mundo. Eles fazem parte de um exército de conquista que chantageia, subjuga, mata e aterroriza.
As informações sobre a CIA estão aí, na internet, em livros, em muitos documentos preparados pelos seus próprios especialistas. Só procurar, investigar um pouco. Eles sentem com tanto poder que não se importa de mostrar muito do que eles têm feito.
Agora, o meu livro contém apenas uma gota de informação. Ainda assim, há base para iniciar o julgamento de todos os que eu menciono, começando com os presidentes dos Estados Unidos. Porque, como eu disse, a partir de Eisenhower, todos os presidentes do país têm sido verdadeiros criminosos e terroristas, com a particularidade de ir à missa antes de requisitar tropas matar pessoas inocentes e saques. Sob o pretexto de salvar a democracia, a sociedade ocidental e o cristianismo.
OM: Dos exemplos de interferências e abusos feitos pela CIA, quais mais lhe causaram surpresa ou o deixou mais chocado? Por quê?
O que eu tenho conhecido da CIA e outras agências de segurança tem me irritado como um ser humano. Mas o que me surpreende é que, quando elas iniciam suas campanhas de intoxicação da mídia, abrindo o caminho para derrubar o governo ou realizar outras atividades criminosas, muitos intelectuais e líderes políticos de esquerda acabam acreditando nessas informações. Então, muito poucos deles percebem que, quando fazem discursos grandiloquentes sobre a manipulação da mídia, como quando o New York Times, O Globo, do Brasil, ou El País, da Espanha, começam a reproduzir com campanhas vindas do Pentágono ou a CIA, eles começam repeti-los ou duvidar de suas próprias análises.
Então, para mim, os resultados mais dramáticos da CIA e outras agências secretas de repressão não é espionagem ou ação militar: é a capacidade de manipular a realidade. Para manipular e fazer-nos crer que estamos errados e nós que somos os maus.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Greenspan teme que haverá nova crise da dívida nos EUA
O ex-diretor do Federal Reserve (o banco central americano) Alan Greenspan disse que é "perfeitamente concebível" que os Estados Unidos voltem a ter em breve uma crise política com repercussões econômicas como a da semana passada, sobre o teto do endividamento do governo.
Greenspan foi o homem forte da política monetária americana entre 1987 e 2006, durante gestões democratas e republicanas.
Apesar de dizer que simpatiza com alguns dos objetivos do movimento Tea Party, uma facção do Partido Republicano que defende políticas mais liberais na economia, Greenspan criticou duramente as táticas do movimento na negociação do teto da dívida.
Em entrevista à BBC, ele disse que a atuação do Tea Party é "antidemocrática".
Na semana passada, a falta de um entendimento político entre democratas e republicanos quase levou o governo dos Estados Unidos a uma moratória da sua dívida pública – que poderia ter consequências graves na economia do país.
A legislação americana estabelece um limite para o endividamento do governo. A administração estava prestes a passar deste limite, e necessitava alterar a lei para permitir mais empréstimos e evitar o calote.
No entanto, essa lei só pode ser alterada pelo Congresso. Os oposicionistas do partido Republicano – fortemente influenciados pelo Tea Party – condicionavam mudanças na lei a um recuo do presidente democrata, Barack Obama, na sua reforma no setor de Saúde.
Obama não recuou. Os republicanos só desistiram dessa tática no último dia, e finalmente votaram a favor da mudança da lei.
"Isso não faz o menor sentido. Na verdade, eu concordo com uma boa parte do que o Tea Party tenta fazer, mas discordo completamente com suas táticas. Eu nunca vi nada disso, com toda a minha experiência em Washington ou até mesmo antes", diz Greenspan.
"Eu não sei para onde vamos agora. É perfeitamente concebível que daqui a três ou seis meses estejamos exatamente onde estávamos antes. E isso é inadmissível. Não se pode administrar uma sociedade assim."
Greenspan disse ser contra a legislação que impõe um limite à dívida do governo.
"Eu não entendo exatamente porque nós insistimos em ter um limite de endividamento, neste país e em outros países. Temos fundos que nos dizem quanto será nosso gasto. Tempos códigos fiscais que nos diz quanto arrecadaremos. Com um pouco de aritmética é possível tentar descobrir qual será o impacto na dívida", diz.
"Minha visão é: se você quer reduzir impostos, primeiro corte seus gastos. Se você quer reduzir o deficit [das contas públicas], controles os gastos antes."
Críticas à sua gestão
Na entrevista à BBC, Greenspan também falou sobre a economia europeia e a China e sobre as críticas à sua gestão. O economista de 87 anos hoje administra sua própria consultoria e está lançando um livro,The Map and the Territory (O Mapa e o Território), no qual analisa o porquê de as previsões econômicas serem tão falhas.
Ele defende sua gestão do Federal Reserve da crítica de que sua flexibilização das regras de crédito e baixo nível de regulação contribuíram substancialmente para a grande crise deflagrada em 2008.
"Uma coisa que me choca é que não foram só os modelos altamente sofisticados do Federal Reserve que fracassaram em antever [a crise de] 15 de setembro de 2008, mas também os do FMI, do (banco) J.P. Morgan, que previam crescimento econômico americano três dias antes de a crise ser deflagrada, com aumento nas previsões ao longo de 2009 e 2010."
Ele diz que existe uma diferença entre prever quando uma bolha econômica vai ocorrer e quando ela pode estourar.
Greenspan nega que não tenha sido claro o suficiente quanto aos perigos de um colapso dos mercados financeiros. Ele diz que suas palavras sempre precisaram ser medidas cuidadosamente.
"Eu ficava muito preocupado sobre o impacto que elas teriam", diz.
Sobre a China, ele disse que as taxas de crescimento podem começar a cair se o país não melhorar no quesito da inovação tecnológica.
"Um recente estudo da Reuters lista as cem empresas mais inovadoras. Quarenta são americanas e nenhuma é chinesa", diz.
"A produtividade chinesa é a maior do mundo, mas eles fazem isso tomando tecnologia estrangeira emprestada, com empreendimentos conjuntos ou por outros meios."
"O que eles vão acabar descobrindo – eu acho que antes que seja tarde demais – é que a não ser que eles melhorem no quesito inovação, seu crescimento vai desacelerar."
Europa
Sobre a economia europeia, ele disse que a crise na zona do euro deve continuar até que haja uma "consolidação política".
"A cultura da Grécia não é a mesma cultura da Alemanha, e fundir ambas em uma unidade é algo extremamente difícil", disse Greenspan.
"A única forma de fazer isso é através de uma união política, como (a que ocorreu) entre as Alemanhas Oriental e Ocidental, e nem isso está funcionando exatamente como deveria."
Greenspan se mostrou otimista com as tentativas do governo britânico de reanimar a sua economia.
"O que a Grã-Bretanha fez com seu programa de austeridade funcionou muito melhor do que eu imaginava", disse Greenspan.
"Até onde posso julgar, a economia está se desenvolvendo bastante em linha com o que o governo de coalizão esperava."
Fonte - BBC
Greenspan foi o homem forte da política monetária americana entre 1987 e 2006, durante gestões democratas e republicanas.
Apesar de dizer que simpatiza com alguns dos objetivos do movimento Tea Party, uma facção do Partido Republicano que defende políticas mais liberais na economia, Greenspan criticou duramente as táticas do movimento na negociação do teto da dívida.
Em entrevista à BBC, ele disse que a atuação do Tea Party é "antidemocrática".
Na semana passada, a falta de um entendimento político entre democratas e republicanos quase levou o governo dos Estados Unidos a uma moratória da sua dívida pública – que poderia ter consequências graves na economia do país.
A legislação americana estabelece um limite para o endividamento do governo. A administração estava prestes a passar deste limite, e necessitava alterar a lei para permitir mais empréstimos e evitar o calote.
No entanto, essa lei só pode ser alterada pelo Congresso. Os oposicionistas do partido Republicano – fortemente influenciados pelo Tea Party – condicionavam mudanças na lei a um recuo do presidente democrata, Barack Obama, na sua reforma no setor de Saúde.
Obama não recuou. Os republicanos só desistiram dessa tática no último dia, e finalmente votaram a favor da mudança da lei.
"Isso não faz o menor sentido. Na verdade, eu concordo com uma boa parte do que o Tea Party tenta fazer, mas discordo completamente com suas táticas. Eu nunca vi nada disso, com toda a minha experiência em Washington ou até mesmo antes", diz Greenspan.
"Eu não sei para onde vamos agora. É perfeitamente concebível que daqui a três ou seis meses estejamos exatamente onde estávamos antes. E isso é inadmissível. Não se pode administrar uma sociedade assim."
Greenspan disse ser contra a legislação que impõe um limite à dívida do governo.
"Eu não entendo exatamente porque nós insistimos em ter um limite de endividamento, neste país e em outros países. Temos fundos que nos dizem quanto será nosso gasto. Tempos códigos fiscais que nos diz quanto arrecadaremos. Com um pouco de aritmética é possível tentar descobrir qual será o impacto na dívida", diz.
"Minha visão é: se você quer reduzir impostos, primeiro corte seus gastos. Se você quer reduzir o deficit [das contas públicas], controles os gastos antes."
Críticas à sua gestão
Na entrevista à BBC, Greenspan também falou sobre a economia europeia e a China e sobre as críticas à sua gestão. O economista de 87 anos hoje administra sua própria consultoria e está lançando um livro,The Map and the Territory (O Mapa e o Território), no qual analisa o porquê de as previsões econômicas serem tão falhas.
Ele defende sua gestão do Federal Reserve da crítica de que sua flexibilização das regras de crédito e baixo nível de regulação contribuíram substancialmente para a grande crise deflagrada em 2008.
"Uma coisa que me choca é que não foram só os modelos altamente sofisticados do Federal Reserve que fracassaram em antever [a crise de] 15 de setembro de 2008, mas também os do FMI, do (banco) J.P. Morgan, que previam crescimento econômico americano três dias antes de a crise ser deflagrada, com aumento nas previsões ao longo de 2009 e 2010."
Ele diz que existe uma diferença entre prever quando uma bolha econômica vai ocorrer e quando ela pode estourar.
Greenspan nega que não tenha sido claro o suficiente quanto aos perigos de um colapso dos mercados financeiros. Ele diz que suas palavras sempre precisaram ser medidas cuidadosamente.
"Eu ficava muito preocupado sobre o impacto que elas teriam", diz.
Sobre a China, ele disse que as taxas de crescimento podem começar a cair se o país não melhorar no quesito da inovação tecnológica.
"Um recente estudo da Reuters lista as cem empresas mais inovadoras. Quarenta são americanas e nenhuma é chinesa", diz.
"A produtividade chinesa é a maior do mundo, mas eles fazem isso tomando tecnologia estrangeira emprestada, com empreendimentos conjuntos ou por outros meios."
"O que eles vão acabar descobrindo – eu acho que antes que seja tarde demais – é que a não ser que eles melhorem no quesito inovação, seu crescimento vai desacelerar."
Europa
Sobre a economia europeia, ele disse que a crise na zona do euro deve continuar até que haja uma "consolidação política".
"A cultura da Grécia não é a mesma cultura da Alemanha, e fundir ambas em uma unidade é algo extremamente difícil", disse Greenspan.
"A única forma de fazer isso é através de uma união política, como (a que ocorreu) entre as Alemanhas Oriental e Ocidental, e nem isso está funcionando exatamente como deveria."
Greenspan se mostrou otimista com as tentativas do governo britânico de reanimar a sua economia.
"O que a Grã-Bretanha fez com seu programa de austeridade funcionou muito melhor do que eu imaginava", disse Greenspan.
"Até onde posso julgar, a economia está se desenvolvendo bastante em linha com o que o governo de coalizão esperava."
Fonte - BBC
Católicos e luteranos, rumo à meta da unidade
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu na manhã desta segunda-feira, 21, uma delegação da Federação Mundial Luterana e os membros da Comissão Luterano-Católica para a Unidade. Dentro de poucos dias, em 31 de outubro, decorre o 14º aniversário da ratificação, em Augusburg, da Declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação.
A Declaração foi assinada em 1999 pelo então Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.
“Em 2004, cinco anos depois da Declaração, apertamos as mãos e mesmo não tendo alcançado a meta final, não nos afastaremos mais uns dos outros”, disse o cardeal.
Em junho passado, veio à luz o documento “Do Conflito à Comunhão”, que ilustra o último trabalho conjunto, realizado em Genebra. “Está surgindo a consciência de que a luta do século XVI entre luteranos e católicos já acabou e que as razões para a condenação recíproca caíram no esquecimento. É preciso reler a história de outro modo”, afirma o documento.
Para o atual Presidente do PC para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, “a divisão da Igreja não deve ser comemorada, mas hoje se pode ver o que foi feito de positivo e continuar a procurar os caminhos para um futuro de comunhão”.
A Igreja Católica é a Igreja cristã com o maior número de fiéis (cerca 1,2 bilhões, quase a metade de todos os cristãos), enquanto a Federação Luterana conta 75 milhões de fiéis.
A próxima Assembleia geral do Conselho Mundial de Igrejas será em Busan, na Coreia do Sul, de 30 de outubro a 8 de novembro. Para o evento, no último dia 9 de outubro partiu de Berlim o “Trem pela Paz e a Reconciliação da Coreia”, iniciativa que quer levar à atenção mundial a questão da divisão do país asiático. O comboio deve chegar a Busan para o início dos trabalhos da Assembleia.
Fonte - Radio Vaticano
A Declaração foi assinada em 1999 pelo então Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.
“Em 2004, cinco anos depois da Declaração, apertamos as mãos e mesmo não tendo alcançado a meta final, não nos afastaremos mais uns dos outros”, disse o cardeal.
Em junho passado, veio à luz o documento “Do Conflito à Comunhão”, que ilustra o último trabalho conjunto, realizado em Genebra. “Está surgindo a consciência de que a luta do século XVI entre luteranos e católicos já acabou e que as razões para a condenação recíproca caíram no esquecimento. É preciso reler a história de outro modo”, afirma o documento.
Para o atual Presidente do PC para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, “a divisão da Igreja não deve ser comemorada, mas hoje se pode ver o que foi feito de positivo e continuar a procurar os caminhos para um futuro de comunhão”.
A Igreja Católica é a Igreja cristã com o maior número de fiéis (cerca 1,2 bilhões, quase a metade de todos os cristãos), enquanto a Federação Luterana conta 75 milhões de fiéis.
A próxima Assembleia geral do Conselho Mundial de Igrejas será em Busan, na Coreia do Sul, de 30 de outubro a 8 de novembro. Para o evento, no último dia 9 de outubro partiu de Berlim o “Trem pela Paz e a Reconciliação da Coreia”, iniciativa que quer levar à atenção mundial a questão da divisão do país asiático. O comboio deve chegar a Busan para o início dos trabalhos da Assembleia.
Fonte - Radio Vaticano
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Tufão Wipha causa vazamento de elementos radioativos em Fukushima
A operadora da central nuclear de Fukushima informou na madrugada desta quinta-feira (17) que recolheu água radioativa de um canal que conduz ao mar, em um incidente provocado, provavelmente, pelas fortes chuvas do tufão Wipha.
Níveis de entre 1.400 e 2.300 becquerels/litro de radiação beta (provocada especialmente por estrôncio 90) foram descobertos na água deste canal que liga uma zona do lado da morro onde estão instalados depósitos de água radioativa ao oceano Pacífico.
O nível de 1.400 becquerels/litro foi detectado a cerca de 150 metros do mar, e os índices mais elevados, de 2.000 e 2.300 becquerels/litro, em dois pontos mais acima.
"Pensamos que devido ao tufão, a chuva arrastou com ela terra contaminada para o canal", o que elevou a radioatividade, explicou a Tokyo Electric Power (Tepco), que opera o complexo.
"Vamos proceder com a limpeza", destacou a companhia, que irá verificar os eventuais efeitos no mar da água radioativa acumulada devido ao acidente nuclear ocorrido em 2011.
Níveis de entre 1.400 e 2.300 becquerels/litro de radiação beta (provocada especialmente por estrôncio 90) foram descobertos na água deste canal que liga uma zona do lado da morro onde estão instalados depósitos de água radioativa ao oceano Pacífico.
O nível de 1.400 becquerels/litro foi detectado a cerca de 150 metros do mar, e os índices mais elevados, de 2.000 e 2.300 becquerels/litro, em dois pontos mais acima.
"Pensamos que devido ao tufão, a chuva arrastou com ela terra contaminada para o canal", o que elevou a radioatividade, explicou a Tokyo Electric Power (Tepco), que opera o complexo.
"Vamos proceder com a limpeza", destacou a companhia, que irá verificar os eventuais efeitos no mar da água radioativa acumulada devido ao acidente nuclear ocorrido em 2011.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
11 cristãos são mortos a cada hora por causa de sua fé
Os senadores norte-americanos Rand Paul e Ted Cruz têm feito duras cobranças ao presidente Obama. A principal delas para que ele se pronuncie sobre o que acreditam ser “guerra global contra os cristãos”.
Rand Paul é direto: “Dezenas de milhões de muçulmanos radicais estão travando uma guerra mundial contra o cristianismo” e os EUA, considerados a maior nação cristã do mundo, precisam intervir. Em seguida citou diante da imprensa uma lista de recentes ataques contra cristãos na Síria, Egito, Paquistão, Guiné, Tanzânia, Quênia, Indonésia e Líbia, entre outros.
Seu desejo é que Obama faça exigências de maior liberdade religiosa especialmente em países que recebem fundos dos americanos, como o Paquistão, onde um muçulmano pode ser punido com a morte caso se converta. Encerrou dizendo “não se engane, nós ajudamos a estabelecer esses novos regimes islâmicos”, uma menção clara à situação no Afeganistão e Iraque, onde os EUA durante anos municiou os extremistas que hoje combate. Para ele, a situação é ainda mais séria na Síria, onde o exército americano arma os rebeldes aliados da Al-Qaeda. “O dinheiro dos nossos impostos nunca deve ser usado para sustentar uma guerra contra os cristãos”, encerrou.
Ele tem o apoio integral de Ted Cruz, que é filho de um pastor. Ambos são fortes pré-candidatos a presidente nas próximas eleições. No mesmo encontro, durante o Values Voter Summit dia 11 de outubro em Washington, Cruz discursou contra a politica externa de Obama e de suas medidas que cerceiam a liberdade do culto dos cristãos dentro de seu próprio país.
No início deste mês, o jornalista John Allen Jr. lançou seu livro mais recente, “The Global War on Christians” [A Guerra Global Contra os Cristãos]. A maior parte de suas colocações são no mesmo tom das declarações dos senadores.
Allen decidiu detalhar o que chama de “onda de violência global” que fez dos cristãos hoje em dia o grupo mais perseguido por causa da religião.
“A defesa dos cristãos perseguidos deveria ser a prioridade mundial número um na cauda dos direitos humanos”, defende Allen. Para ele, a imprensa mundial tem evitado noticiar muita coisa por causa de “outros interesses”.
O jornalista afirma que, segundo suas pesquisas, durante a primeira década do século 21, mais de 100 mil cristãos foram assassinados por ano. Ou seja, são 11 pessoas martirizadas por hora. Segundo grupos não religiosos que lutam pelos direitos humanos, cerca de 80% das violações à liberdade religiosa hoje em dia são contra os cristãos.
Allen insiste que é preciso “acabar com o silêncio a respeito da perseguição anticristã”. Para ele, essa situação existe em todos os continentes, ainda que em intensidade diferente. Deixa claro ainda que os conflitos não ocorrem apenas entre cristãos e muçulmanos, radicais hindus também matam na Índia e no sul da Ásia a justificativa de alguns massacres é meramente politica.
Em seu livro, ele ressalta a existência da perseguição que envolve violência e assassinatos, cujo exemplo mais extremo são os campos de concentração da Coreia do Norte. Porém, não esquece de mostrar como existe um movimento secular no Ocidente que se opõe a todo tipo de manifestação do pensamento cristão, em especial por sua luta contra o aborto e o casamento gay.
Fonte - Gospel Prime
Rand Paul é direto: “Dezenas de milhões de muçulmanos radicais estão travando uma guerra mundial contra o cristianismo” e os EUA, considerados a maior nação cristã do mundo, precisam intervir. Em seguida citou diante da imprensa uma lista de recentes ataques contra cristãos na Síria, Egito, Paquistão, Guiné, Tanzânia, Quênia, Indonésia e Líbia, entre outros.
Seu desejo é que Obama faça exigências de maior liberdade religiosa especialmente em países que recebem fundos dos americanos, como o Paquistão, onde um muçulmano pode ser punido com a morte caso se converta. Encerrou dizendo “não se engane, nós ajudamos a estabelecer esses novos regimes islâmicos”, uma menção clara à situação no Afeganistão e Iraque, onde os EUA durante anos municiou os extremistas que hoje combate. Para ele, a situação é ainda mais séria na Síria, onde o exército americano arma os rebeldes aliados da Al-Qaeda. “O dinheiro dos nossos impostos nunca deve ser usado para sustentar uma guerra contra os cristãos”, encerrou.
Ele tem o apoio integral de Ted Cruz, que é filho de um pastor. Ambos são fortes pré-candidatos a presidente nas próximas eleições. No mesmo encontro, durante o Values Voter Summit dia 11 de outubro em Washington, Cruz discursou contra a politica externa de Obama e de suas medidas que cerceiam a liberdade do culto dos cristãos dentro de seu próprio país.
No início deste mês, o jornalista John Allen Jr. lançou seu livro mais recente, “The Global War on Christians” [A Guerra Global Contra os Cristãos]. A maior parte de suas colocações são no mesmo tom das declarações dos senadores.
Allen decidiu detalhar o que chama de “onda de violência global” que fez dos cristãos hoje em dia o grupo mais perseguido por causa da religião.
“A defesa dos cristãos perseguidos deveria ser a prioridade mundial número um na cauda dos direitos humanos”, defende Allen. Para ele, a imprensa mundial tem evitado noticiar muita coisa por causa de “outros interesses”.
O jornalista afirma que, segundo suas pesquisas, durante a primeira década do século 21, mais de 100 mil cristãos foram assassinados por ano. Ou seja, são 11 pessoas martirizadas por hora. Segundo grupos não religiosos que lutam pelos direitos humanos, cerca de 80% das violações à liberdade religiosa hoje em dia são contra os cristãos.
Allen insiste que é preciso “acabar com o silêncio a respeito da perseguição anticristã”. Para ele, essa situação existe em todos os continentes, ainda que em intensidade diferente. Deixa claro ainda que os conflitos não ocorrem apenas entre cristãos e muçulmanos, radicais hindus também matam na Índia e no sul da Ásia a justificativa de alguns massacres é meramente politica.
Em seu livro, ele ressalta a existência da perseguição que envolve violência e assassinatos, cujo exemplo mais extremo são os campos de concentração da Coreia do Norte. Porém, não esquece de mostrar como existe um movimento secular no Ocidente que se opõe a todo tipo de manifestação do pensamento cristão, em especial por sua luta contra o aborto e o casamento gay.
Fonte - Gospel Prime
China confirma novo caso de contaminação por gripe aviária H7N9
A China confirmou um novo caso da cepa letal H7N9 da gripe aviária, informou nesta quarta-feira (16) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um homem de 35 anos, de Shaoxing, na província de Zhejiang, leste da China, foi hospitalizado por causa do vírus e está em estado crítico, disse a OMS, entidade com sede em Genebra. A região de Zhejiang tem o número mais elevado de infecções de H7N9 na China.
Já são 45 mortes em decorrência da gripe H7N9, que era desconhecida em seres humanos até os primeiros casos serem detectados no começo deste ano. A OMS disse que até agora foi informada de um total de 136 casos de H7N9 confirmados por exames de laboratório, incluindo 45 óbitos.
Segundo um comunicado da entidade, atualmente três pacientes estão hospitalizados e 88 tiveram alta, e não há nenhuma evidência até o momento de transmissão sustentada entre seres humanos.
Embora tenham ocorrido poucos casos de infecção por H7N9 durante os meses de verão no Hemisfério Norte, após uma irrupção em abril, especialistas em gripe alertam que a ameaça representada pelo vírus ainda persiste.
Fonte - G1
Um homem de 35 anos, de Shaoxing, na província de Zhejiang, leste da China, foi hospitalizado por causa do vírus e está em estado crítico, disse a OMS, entidade com sede em Genebra. A região de Zhejiang tem o número mais elevado de infecções de H7N9 na China.
Já são 45 mortes em decorrência da gripe H7N9, que era desconhecida em seres humanos até os primeiros casos serem detectados no começo deste ano. A OMS disse que até agora foi informada de um total de 136 casos de H7N9 confirmados por exames de laboratório, incluindo 45 óbitos.
Segundo um comunicado da entidade, atualmente três pacientes estão hospitalizados e 88 tiveram alta, e não há nenhuma evidência até o momento de transmissão sustentada entre seres humanos.
Embora tenham ocorrido poucos casos de infecção por H7N9 durante os meses de verão no Hemisfério Norte, após uma irrupção em abril, especialistas em gripe alertam que a ameaça representada pelo vírus ainda persiste.
Fonte - G1
Dia Mundial da Alimentação alerta que 2 bilhões sofrem de desnutrição
Os "sistemas alimentares sustentáveis para a segurança alimentar e a nutrição" são o tema central do Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta quarta-feira (16) e promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Apesar dos progressos realizados, atualmente 842 milhões de pessoas no mundo sofrem de desnutrição crônica.
"Os modelos insustentáveis de desenvolvimento estão degradando o meio ambiente, ameaçando os ecossistemas e a biodiversidade que serão necessários para o nosso abastecimento futuro de alimentos", afirma a FAO em um comunicado.
Embora os esforços dos Estados e das agências da ONU tenham permitido reduzir drasticamente o número de pessoas que têm fome (mais de um bilhão em 2009), o número de pessoas com desnutrição - que sofrem de uma ou mais deficiências em micronutrientes (vitaminas e outros) - alcança os 2 bilhões.
A desnutrição afeta 26% das crianças que apresentam um atraso de crescimento e 1,4 bilhão de pessoas com sobrepeso, de acordo com a FAO.
Para o Programa Mundial de Alimentos (PMA), que fornece ajuda de emergência a 80 países, é essencial aumentar rapidamente o número de mães e crianças que recebem produtos nutricionais especializados.
"Se a comunidade internacional investir 1,2 milhão de dólares por ano durante cinco anos para reduzir as deficiências de micronutrientes, a diminuição da mortalidade infantil e o impacto positivo nos ganhos futuros podem chegar a 15,3 bilhões de dólares", indica o PMA, citando especialistas.
Outro problema, ressalta a FAO, é o desperdício de alimentos. Mais de um bilhão de toneladas de alimentos, equivalentes a um terço da produção mundial, são desperdiçadas todos os anos no valor de 750 bilhões de dólares.
"Com um quarto desta quantidade, seria possível alimentar as 842 milhões de pessoas que têm fome no mundo", afirmou Robert van Otterdijk, especialista da FAO.
Fonte - UOL
Apesar dos progressos realizados, atualmente 842 milhões de pessoas no mundo sofrem de desnutrição crônica.
"Os modelos insustentáveis de desenvolvimento estão degradando o meio ambiente, ameaçando os ecossistemas e a biodiversidade que serão necessários para o nosso abastecimento futuro de alimentos", afirma a FAO em um comunicado.
Embora os esforços dos Estados e das agências da ONU tenham permitido reduzir drasticamente o número de pessoas que têm fome (mais de um bilhão em 2009), o número de pessoas com desnutrição - que sofrem de uma ou mais deficiências em micronutrientes (vitaminas e outros) - alcança os 2 bilhões.
A desnutrição afeta 26% das crianças que apresentam um atraso de crescimento e 1,4 bilhão de pessoas com sobrepeso, de acordo com a FAO.
Para o Programa Mundial de Alimentos (PMA), que fornece ajuda de emergência a 80 países, é essencial aumentar rapidamente o número de mães e crianças que recebem produtos nutricionais especializados.
"Se a comunidade internacional investir 1,2 milhão de dólares por ano durante cinco anos para reduzir as deficiências de micronutrientes, a diminuição da mortalidade infantil e o impacto positivo nos ganhos futuros podem chegar a 15,3 bilhões de dólares", indica o PMA, citando especialistas.
Outro problema, ressalta a FAO, é o desperdício de alimentos. Mais de um bilhão de toneladas de alimentos, equivalentes a um terço da produção mundial, são desperdiçadas todos os anos no valor de 750 bilhões de dólares.
"Com um quarto desta quantidade, seria possível alimentar as 842 milhões de pessoas que têm fome no mundo", afirmou Robert van Otterdijk, especialista da FAO.
Fonte - UOL
terça-feira, 15 de outubro de 2013
NSA coleta milhões de listas de contatos eletrônicos
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) coleta dezenas de milhões de listas de contatos digitais de cidadãos a partir de e-mails ou mensagens eletrônicas, revela o jornal "The Washington Post", que cita documentos revelados pelo ex-analista de inteligência Edward Snowden.
Em apenas um dia de 2012, a NSA interceptou 444.743 listas de contatos de e-mails do Yahoo!, 82.857 do Facebook, 33.697 do Gmail, e 22.881 de outros provedores da Internet, revela o jornal, baseado em documentos vazados da NSA.
Segundo dois altos funcionários da Inteligência americana, estas cifras correspondem a uma coleta anual de 250 milhões de listas de contatos de e-mails, envolvendo dezenas de milhões de pessoas.
Estas listas contêm mais informação que os metadatos telefônicos, já que nos e-mails das pessoas investigadas figuram números de telefone, endereços físicos, informações econômicas ou pessoais e até as primeiras linhas da mensagem.
A agência intercepta estes dados a partir de pontos de acesso situados "um pouco em todas partes", mas não nos Estados Unidos, o que permite à NSA driblar a proibição de interceptar comunicações de cidadãos americanos no território dos EUA, assinalaram os funcionários.
Fonte - G1
Em apenas um dia de 2012, a NSA interceptou 444.743 listas de contatos de e-mails do Yahoo!, 82.857 do Facebook, 33.697 do Gmail, e 22.881 de outros provedores da Internet, revela o jornal, baseado em documentos vazados da NSA.
Segundo dois altos funcionários da Inteligência americana, estas cifras correspondem a uma coleta anual de 250 milhões de listas de contatos de e-mails, envolvendo dezenas de milhões de pessoas.
Estas listas contêm mais informação que os metadatos telefônicos, já que nos e-mails das pessoas investigadas figuram números de telefone, endereços físicos, informações econômicas ou pessoais e até as primeiras linhas da mensagem.
A agência intercepta estes dados a partir de pontos de acesso situados "um pouco em todas partes", mas não nos Estados Unidos, o que permite à NSA driblar a proibição de interceptar comunicações de cidadãos americanos no território dos EUA, assinalaram os funcionários.
Fonte - G1
Terremoto em região turística das Filipinas deixa dezenas de mortos
Um terremoto de magnitude 7,1 e de cerca de um minuto de duração atingiu uma região turística das Filipinas nesta segunda-feira (14), deixando dezenas de mortos e feridos e provocando destruição.
Pelo menos 93 pessoas morreram.
A Agência Nacional de Catástrofes Naturais anunciou um balanço de 15 mortos na cidade de Cebu, a segunda maior do país, 77 na ilha de Bohol e uma vítima fatal na ilha de Siquijor.
O tremor ocorreu às 8h12 locais (21h12 de segunda-feira em Brasília).
O epicentro foi localizado pelo serviço geológico americano, o USGS, a 5 quilômetros da cidade de Balilihan, no sul do arquipélago.
O número de vítimas, no entanto, não é definitivo e pode aumentar.
Não houve alerta de tsunami para a região, mas a Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia fez um alerta de precaução para possíveis ondas grandes no litoral do país.
Autoridades informaram que vários edifícios e casas sofreram danos.
...
Fonte - Globo.com
Pelo menos 93 pessoas morreram.
A Agência Nacional de Catástrofes Naturais anunciou um balanço de 15 mortos na cidade de Cebu, a segunda maior do país, 77 na ilha de Bohol e uma vítima fatal na ilha de Siquijor.
O tremor ocorreu às 8h12 locais (21h12 de segunda-feira em Brasília).
O epicentro foi localizado pelo serviço geológico americano, o USGS, a 5 quilômetros da cidade de Balilihan, no sul do arquipélago.
O número de vítimas, no entanto, não é definitivo e pode aumentar.
Não houve alerta de tsunami para a região, mas a Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia fez um alerta de precaução para possíveis ondas grandes no litoral do país.
Autoridades informaram que vários edifícios e casas sofreram danos.
...
Fonte - Globo.com
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
"Eu verei" - Rafaela Pinho
Eu escuto um rumor espalhado entre as nações, quem ouvirá?
Um chamado pra mudar, o tempo é de despertar, quem responderá?
Uma voz clamou um dia, e preparou o caminho para Ele andar
E agora eu me levanto pra clamar e anunciar que Sua justiça virá
Chegará o momento em que verei, revestido em glória
Quem mudou a história, e prometeu que tudo novo se fará
Ele é vida eterna, o princípio e o fim
Em cada tempo, em cada ação, o momento é de escolher a quem servir
E se Deus está em mim, não há como não amar ao outro
Nisto é revelado o verdadeiro evangelho que Ele veio ensinar
E sem medo do futuro eu aguardo o dia em Ele virá
Eu verei
domingo, 13 de outubro de 2013
“Papa tem enorme impacto em questões mundiais”
A afirmação acima foi proferida por Martin Schultz, presidente do Parlamento Europeu, no recente encontro com o Papa Francisco, que foi convidado pelo líder para discursar no Parlamento Europeu.
Reproduzo de seguida um excerto na notíciapublicada na Rádio Vaticano, tomando a liberdade de destacar, a negrito, algumas partes para nossa reflexão mais atenta.
“O Papa Francisco recebeu na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz,. Durante o encontro Schulz convidou o Papa ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. Entrevistado pelo colega Fabio Colagrande da RV, Schultz concentrou-se nos primeiros sete meses do pontificado do Papa Francisco:
Penso que não sou o único na Europa, a ficar profundamente impressionado por estes primeiros sete meses… É um Papa com grande abertura mental, fortemente convencido da abertura e creio também convencido da necessidade de um diálogo direto entre ele mesmo e os crentes, mas mesmo os não-crentes, as pessoas em geral. Esta manhã, ouvi um comentário perspicaz de um embaixador junto da Santa Sé, que me disse: Este é um Papa que fala uma linguagem semelhante àquela usada no Twitter: é capaz de passar mensagens que podem ser recolhidas também por pessoas comuns. Bem, esta é a grande novidade. E, sim, estou muito impressionado com isso. (…)
Por que convidou o Papa Francisco para intervir numa sessão plenária do Parlamento Europeu?
Hoje é o 25° aniversário do discurso de João Paulo II no Parlamento Europeu, aos 11 de outubro de 1988. E também é o 61° aniversário da abertura do Concílio Vaticano II. Vivemos numa época de mudanças. 1988 realmente foi um ano de uma mudança epocal: era um ano antes da queda da “Cortina de Ferro” … Hoje, vivemos num mundo globalizado no qual a União Europeia deveria desempenhar um papel de estímulo na obtenção de uma maior justiça, maior cooperação; deveria ser um instrumento para a criação de um mundo mais justo e equitativo. E o lugar onde se discute de tudo isto é o Parlamento Europeu. E a Santa Sé é uma realidade, o Papa uma pessoa, que têm um enorme impacto no debate mundial sobre as mudanças que precisamos. Por isso, um homem com um tal impacto e uma tal importância, deve tomar a palavra exatamente naquele contexto em que se discute do papel da Europa no mundo. Esta é a razão pela qual tentei convencê-lo a falar ao Parlamento Europeu.”
Penso que restam cada vez menos dúvidas de que os líderes na Europa vêm o Vaticano, e em especial o Papa Francisco, como um importante fator de mudança da sociedade atual.
Logo veremos que palavras Francisco irá dirigir especialmente à Europa.
Fonte - O Tempo Final
Reproduzo de seguida um excerto na notíciapublicada na Rádio Vaticano, tomando a liberdade de destacar, a negrito, algumas partes para nossa reflexão mais atenta.
“O Papa Francisco recebeu na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz,. Durante o encontro Schulz convidou o Papa ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. Entrevistado pelo colega Fabio Colagrande da RV, Schultz concentrou-se nos primeiros sete meses do pontificado do Papa Francisco:
Penso que não sou o único na Europa, a ficar profundamente impressionado por estes primeiros sete meses… É um Papa com grande abertura mental, fortemente convencido da abertura e creio também convencido da necessidade de um diálogo direto entre ele mesmo e os crentes, mas mesmo os não-crentes, as pessoas em geral. Esta manhã, ouvi um comentário perspicaz de um embaixador junto da Santa Sé, que me disse: Este é um Papa que fala uma linguagem semelhante àquela usada no Twitter: é capaz de passar mensagens que podem ser recolhidas também por pessoas comuns. Bem, esta é a grande novidade. E, sim, estou muito impressionado com isso. (…)
Por que convidou o Papa Francisco para intervir numa sessão plenária do Parlamento Europeu?
Hoje é o 25° aniversário do discurso de João Paulo II no Parlamento Europeu, aos 11 de outubro de 1988. E também é o 61° aniversário da abertura do Concílio Vaticano II. Vivemos numa época de mudanças. 1988 realmente foi um ano de uma mudança epocal: era um ano antes da queda da “Cortina de Ferro” … Hoje, vivemos num mundo globalizado no qual a União Europeia deveria desempenhar um papel de estímulo na obtenção de uma maior justiça, maior cooperação; deveria ser um instrumento para a criação de um mundo mais justo e equitativo. E o lugar onde se discute de tudo isto é o Parlamento Europeu. E a Santa Sé é uma realidade, o Papa uma pessoa, que têm um enorme impacto no debate mundial sobre as mudanças que precisamos. Por isso, um homem com um tal impacto e uma tal importância, deve tomar a palavra exatamente naquele contexto em que se discute do papel da Europa no mundo. Esta é a razão pela qual tentei convencê-lo a falar ao Parlamento Europeu.”
Penso que restam cada vez menos dúvidas de que os líderes na Europa vêm o Vaticano, e em especial o Papa Francisco, como um importante fator de mudança da sociedade atual.
Logo veremos que palavras Francisco irá dirigir especialmente à Europa.
Fonte - O Tempo Final
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
O ECOmenismo mais vivo do que nunca
O Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC) divulgou nesta sexta-feira (27/09) um relatório ainda mais pessimista que seu último, de 2007. Nele, o grupo de especialistas apontados pela ONU não só reforçou as conclusões de que o aquecimento global é uma realidade causada primariamente – senão exclusivamente – pelo ser humano, como deixou claro que a situação pode piorar significativamente se não forem feitos esforços para controlar as emissões.
De acordo com o IPCC, o homem tem 95% de responsabilidade sobre as mudanças climáticas – o relatório de 2007 falava em 90%. A razão dos números é a produção de CO2 em larga escala, que provocam o efeito estufa. As emissões têm crescido continuadamente e chegaram a um novo pico, como apontou em março deste ano a agência do governo americano para o assunto (NOAA).
O nível dos oceanos, segundo o estudo, vai continuar a subir e mais rápido do que se imaginava. Serão provavelmente 26 centímetros e, na pior das hipóteses, 82 centímetros. Em 2007, o discurso era de um crescimento de entre 18 e 59 centímetros.
"As causas do aumento do nível do mar são mais bem compreendidas agora do que eram há seis anos", esclarece o pesquisador Stephan Ramstorf, do Instituto de Pesquisas Climáticas de Potsdam. "Medições mostram que as duas grandes massas continentais congeladas, Groelândia e Antártida, estão perdendo gelo."
[...]
Fonte: Deutsche Welle
De acordo com o IPCC, o homem tem 95% de responsabilidade sobre as mudanças climáticas – o relatório de 2007 falava em 90%. A razão dos números é a produção de CO2 em larga escala, que provocam o efeito estufa. As emissões têm crescido continuadamente e chegaram a um novo pico, como apontou em março deste ano a agência do governo americano para o assunto (NOAA).
O nível dos oceanos, segundo o estudo, vai continuar a subir e mais rápido do que se imaginava. Serão provavelmente 26 centímetros e, na pior das hipóteses, 82 centímetros. Em 2007, o discurso era de um crescimento de entre 18 e 59 centímetros.
"As causas do aumento do nível do mar são mais bem compreendidas agora do que eram há seis anos", esclarece o pesquisador Stephan Ramstorf, do Instituto de Pesquisas Climáticas de Potsdam. "Medições mostram que as duas grandes massas continentais congeladas, Groelândia e Antártida, estão perdendo gelo."
[...]
Fonte: Deutsche Welle
NOTA Minuto Profético: A crise final deste mundo cujo tema principal será a adoração está sendo preparada por três outras crises forjadas pela elite ocultista mundial: a crise moral, a econômica e a ambiental. Quando estas crises atingirem o ápice simultaneamente, a profecia de Ap 13:15-17 se cumprirá...
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Papa será convidado a falar no Parlamento Europeu
A notícia foi divulgada pelo jornal alemão Die Tagespot, citando um porta-voz de Schulz. O periódico destacou que, oficialmente, continua valendo o convite feito em 2007 pelo ex-Presidente do Parlamento Europeu Hans-Gert Poettering ao então Papa Bento XVI.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Os católicos dos EUA apoiam a mudança de prioridades defendida por Francisco
O presidente dos EUA, Barack Obama, cristão protestante, também falou da figura de Francisco, reconhecendo que este o “impressionou enormemente”A maioria dos católicos nos Estados Unidos compartilha o desejo do Papa, de que a Igreja deixe o interesse excessivo em questões sociais como o casamento gay, a contracepção e o aborto, que têm polarizado a atenção, de acordo com o Papa, em últimos anos. A pesquisa divulgada sexta-feira pela universidade prestigiosa de Quinnipiac concluiu que 68% dos entrevistados acreditam que os interesses da comunidade católica deve se concentrar em questões menos polêmicas.
"Os católicos dos EUA gostaram de ouvir que o Papa Francisco quer que a Igreja pare de falar sobre questões como o casamento gay ou o aborto", disse Maurice Carroll, diretor do instituto de pesquisas da Universidade de Quinnipiac. Há poucos dias, o Papa lamentou na publicação jesuíta Civiltà Cattolica, que a Igreja tenha se obcecado por assuntos de nenhum interesse para a comunidade católica e alertou para a necessidade de encontrar "um novo equilíbrio" entre as missões espirituais e políticas da Igreja, tornando-se "mais acolhedora e solidária para todos" para evitar que sua base moral "desmorone como um castelo de cartas." "Nós não podemos insistir somente em questões polêmicas como o aborto, casamento gay e contracepção. Não há necessidade de falar sobre isso o tempo todo", disse Francisco.
As palavras do Papa Bergoglio também foram bem recebidas pelo bispo de Nova York e presidente da Conferência dos Bispos dos EUA, cardeal Timothy Dolan. "Ele conseguiu atrair a atenção de todo o mundo", disse ele no domingo, em sua homilia na Catedral de São Patrício em Nova York. No entanto, Dolan não acredita que as declarações do Papa apontam para uma mudança de doutrina. "O que estamos dizendo é que devemos pensar de forma mais eficaz. Porque, se a Igreja está sempre censurando ou admoestando atitude, isso só pode ser contraproducente. "
Com 78,2 milhões fiéis, de acordo com dados da Universidade de Georgetown, a religião católica é aquela com o maior número de seguidores nos EUA, que depois da Itália é o segundo país do mundo em número de sacerdotes. A maioria dos católicos no país, 89%, segundo a pesquisa Quinnipiac, tem uma visão "muito favorável" ao novo papa, que contrasta com a avaliação negativa com a qual disparou seu predecessor, Bento XVI, onde 63% criticaram sua atitude para com a pedofilia , de acordo com um estudo do Centro Pew, publicado no auge de seu pontificado.
O presidente dos EUA, Barack Obama, cristão protestante, também elogiou a figura de Francisco ao reconhecer que este o havia "muito impressionado", durante uma entrevista à CNBC na quarta-feira passada. "Parece que uma pessoa que vive de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo. Ele tem uma humildade incrível, e um impressionante senso de empatia, pelo menos para os pobres. Também é alguém tentando aceitar as pessoas, ao invés de distância, para buscar a bondade neles ao invés de condená-los", disse o presidente.
Muitas das decisões que Obama tomou no passado recente, como a sua defesa do casamento gay e da exigência imposta e empresas e instituições em subsidiar seus empregados nos métodos contraceptivos, têm gerado forte oposição de grupos religiosos, com a Igreja Católica para a cabeça, que denunciou em juízo parte da reforma da saúde do presidente imposta em hospitais e escolas católicas que permitem que seus funcionários tenham acesso a métodos anticoncepcionais, incluindo a pílula do dia seguinte. Essa parte da lei de saúde de Obama levantou polêmica entre a comunidade católica dos EUA. Os bispos católicos têm defendido uma campanha que caracteriza o presidente Obama como a maior ameaça à liberdade religiosa.
Apesar desta atitude da hierarquia eclesiástica dos EUA, a própria base de fiéis parece favorecer atitudes mais tolerantes em relação a estas questões sociais polêmicas que o papa Bergoglio, prefere distância. De acordo com a pesquisa da Universidade Quinnipiac, 60% dos católicos são a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, em comparação com 56% dos entrevistados que não professam essa religião. Ainda 52% dos católicos pensam que o aborto deve ser legal em algumas situaçõess, em comparação com 53% da população não católica que assim também se posiciona.
Fonte - El País
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
"O tempo do fim e o Armagedom"
Semana de REAVIVAMENTO E REFORMA
De 02 a 09 Novembro de 2013
IASD JUVEVÊ
Curitiba - PR, Rua: Artur Loyola, 70
TEMA GERAL:
“O TEMPO DO FIM E O ARMAGEDOM”
Pr. Dilson Bezerra, St. Antonio - TEXAS, EUA
SÁBADO: O Tempo do Fim e a Igreja de Laodicéia
DOMINGO: O Tempo do Fim e a Justificação Pela Fé
SEGUNDA: O Tempo do Fim e a Sacudidura
TERÇA: O Tempo do Fim e o Selamento
QUARTA O Tempo do Fim e o Alto Clamor
QUINTA: O Tempo do Fim e a Perseguição
SEXTA: O Tempo do Fim e a Angustia de Jacó
SÁBADO: O Tempo do Fim e o Armagedom
Preparem-se... Agendem... Não percam...
Aos amigos de Curitiba, são convidados para nos darem o prazer de vossas presenças. Para os amigos de outros locais deste planeta, acompanhe pelo www.tvjuveve.com.br
Nossa sugestão: IMPERDÍVEL!
A Lição da Escola Sabatina - Provérbios
Esta área do blog concentra os links disponíveis e mais acessados para o estudo semanal da Lição da Escola Sabatina, o que é feito de forma a incentivar os que não têm o costume de estudá-la, a passarem a fazê-lo e, aos que já fizeram disso um hábito, continuar com esta excelente opção.
Os temas que temos estudado nos últimos trimestres demonstram de forma muito clara como Deus continua na condução de Seu povo e, especialmente, como é necessário estarmos atento às Suas mensagens.
"Os servos de Cristo não devem preparar determinado discurso para apresentá-lo quando forem levados a juízo por causa de sua fé. Devem preparar-se dia a dia, entesourando no coração as preciosas verdades da Palavra de Deus, alimentando-se dos ensinos de Cristo e fortalecendo sua fé pela oração; então, quando levados a juízo, o Espírito Santo lhes trará à lembrança as verdades que hão de alcançar o coração dos que as ouvirem. Qual relâmpago, trar-lhes-á Deus à memória, justo quando for necessário, o conhecimento obtido mediante diligente exame da Palavra divina." Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 41.
Israel alerta o mundo que “as profecias bíblicas estão se cumprindo em nossos dias”
“Embora pesquisas de opinião indiquem que menos da metade da população de Israel acredite nas profecias bíblicas, a questão religiosa sempre foi determinante para o Estado judeu. Quando Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, falou na Assembleia Geral das Nações Unidas, dia 1º de Outubro, os meios de comunicação deram ênfase apenas aos primeiros dois terços de seu discurso.Netanyahu falou por cerca de meia hora. Grande parte do que foi dito reflete o temos de Israel de um ataque do Irã a qualquer momento. Essa foi a tônica de mais da maior parte de suas colocações. O restante foram considerações sobre um antigo tema: a Palestina. O que surpreendeu a muitos foi os minutos finais do discurso.
Em suma, o primeiro-ministro acredita que o Irã não é confiável e seu recente discurso conciliador esconde uma estratégia armamentista. Nesse momento, é a maior ameaça à paz no mundo. Se as outras nações não desejam enfrenta-lo com uma postura rígida, Israel está pronto para se defender sozinho. Sobre o novo presidente iraniano, Hassan Rohani, foi direto: “Ele é um lobo que acha que pode colocar lã em cima dos olhos da comunidade internacional”. Lembrou ainda que Rouhani, quando foi chefe do Supremo Conselho Nacional de Segurança do Irã, entre 1989 e 2003, deu o aval do governo a atentados terroristas que dizimaram centenas.
Ao longo de seu discurso, Netanyahu apelou para os relatos do Velho Testamento sobre Ciro, o rei da Pérsia [atual Irã] que cerca de 2.500 anos atrás encerrou o exílio dos judeus na Babilônia. Ele também possibilitou o retorno dos israelitas à sua Terra e a reconstrução do Templo de Jerusalém. Para ele, a amizade secular entre os dois povos foi rompida em 1979, quando ocorreu a Revolução Islâmica no Irã, liderada pelo aiatolá Khomeini. Desde então, o governo religioso muçulmano iraniano se aliou aos maiores inimigos de Israel, as nações árabes.
Mais recentemente, aproveitou-se do desenvolvimento de seu programa nuclear e passou a fazer constantes ameaças a Israel. Embora os iranianos neguem, é de conhecimento da ONU que existem centrífugas para o enriquecimento de urânio e uma usina de água pesada que ainda este ano deixará o pais em condições de ter bombas nucleares. Ao mesmo tempo, o Irã agora pede que Israel se desmilitarize e interrompa seus próprios programas armamentistas.
A comparação imediata do primeiro-ministro israelense é com a Coreia do Norte, que manteve um discurso de cooperação até o momento em que realizou testes nucleares e passou a ameaçar a Coreia do Sul e os EUA.
Em outras ocasiões o Irã por acusou Israel de não assinar a Convenção de Armas Químicas nem a Convenção de Armas Biológicas, ou qualquer outro tratado da ONU sobre o armamento nuclear, Isso inclui o Tratado de Não Proliferação, do qual o Irã é signatário.
Porém, Netanyahu alerta que o Irã, ao lado da Rússia, são os grandes apoiadores da guerra na Síria, onde foram usadas armas químicas. A partir daí, falou sobre sua intenção de ter paz com os palestinos desde que haja “reconhecimento mútuo, no qual um Estado palestino desmilitarizado reconhece o Estado judeu de Israel”. Asseverou ainda que Israel é “uma nação próspera com capacidade de se defender”.
Ao encerrar, usou um tom inesperado. “As profecias bíblicas estão se cumprindo em nossos dias. No nosso tempo vemos serem realizadas as profecias bíblicas. Como o profeta Amós [9:14-15] disse, eles reconstruirão as cidades assoladas, e nelas habitarão. Plantarão vinhas e beberão o seu vinho. Cultivarão pomares e comerão os seus frutos. Serão plantados na sua terra para nunca mais serem arrancados da sua terra [que lhes dei, diz o Senhor].
Após repetir os versos no original em hebraico, emendou “Senhoras e senhores, o povo de Israel voltou para casa para nunca mais dela ser arrancado”.
Para muitos teólogos, o cenário que se desenha hoje, comparado ao texto de Ezequiel 38-39, aponta para o que a Bíblia descreve como a Guerra de Gogue e Magogue. Haverá grandes nações do mundo unidas na batalha contra Israel:
1 – a federação de dez reinos, que constitui um grande Império Mundial;
2 – a federação do Norte, (Rússia e seus aliados);
3 – os reis do Leste, povos além do Eufrates (Irã);
4 – o rei do Sul, poder ou coligação de poderes do Norte da África (Egito).
Embora a hostilidade dos quatro primeiros seja de uns contra os outros e contra Israel (Zc 12.2,3; 14.2), é particularmente contra o Deus de Israel que eles lutam.”Fonte: Gospel Prime
Nota O Tempo Final: todo este enunciado que o Primeiro-ministro israelita elaborou é apenas e só o resultado de um gravíssimo erro de interpretação da profecia bíblica, pelo qual milhões de (ditos) protestantes estão enganados: ler o Israel do fim dos tempos literalmente e não com o seu significado simbólico, espiritual.
Mais em detalhe: esta teoria chamada de futurista ou dispensacionalista, criada pelos jesuítas há séculos e lentamente embrenhada e aceite nas fileiras protestantes, aponta para um conflito final entre o Israel literal (o país que hoje tem este mesmo nome) e as nações inimigas que se lhe opõem (normalmente tidas como aquelas que rodeiam Israel geograficamente).
Ora, uma leitura atenta desta interpretação permite concluir facilmente que o papel do papado romano como um dos agentes principais das últimas cenas da história, nomeadamente como anticristo, está simplesmente apagado, esquecido, retirado!
Por aqui se percebe o equívoco PROPOSITADO que inspirou o jesuitismo nesta falsa proposta de interpretação da profecia bíblica. Contudo, os protestantes aceitam-na largamente; o líder da nação judaica também; e, Roma será mesmo a primeira interessada neste discurso.
Conclusão: tempos críticos se aproximam em que é preciso os VERDADEIROS PROTESTANTES erguerem a voz como nunca em defesa da verdade bíblica.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Barack Obama impressionado com Papa Francisco
“Numa entrevista ao canal financeiro CNBC, Barack Obama disse que a avaliação que faz não se deve a “nenhum assunto em particular“, mas lhe parece que o Papa “é alguém que segue os ensinamentos de Cristo, alguém de muita humildade, sentido de empatia com os pobres“.“Creio, primeiro que tudo e sobretudo isso, pensa em acolher as pessoas e nao a recusá-las, procura o que é bom para as pessoas, em vez de as condenar“, afirmou Obama.
O Presidente norte-americano defendeu ainda que os seis meses de pontificado de Francisco estão caracterizados pelo espirito do “amor e da unidade, que se manifesta não só no que diz, mas também no que faz“.
Desde a sua eleição em março que o Papa Francisco tem feito declarações a favor de uma maior aproximação da igreja católica aos pobres e desfavorecidos, ao mesmo tempo que adotou uma postura mais tolerante face à homossexualidade e ao papel da mulher.”
Fonte: Diário de Notícias
Nota O Tempo Final: não há dúvida que as palavras de Obama surgem no contexto de um grave conflito político nos EUA, a propósito do debate sobre a reforma de saúde que o presidente americano quer implementar.
Mas, seja porque razão for – e há e haverão muitas – o papado é olhado com cada vez mais simpatia nos EUA, incluindo pela sua principal figura. Algo que não é de agora e cuja tendência é aumentar até ao abraço final e comprometedor.
“Os protestantes lançarão toda a sua influência e poder ao lado do papado” (Ellen White, Eventos Finais, p. 128).
Nota O Tempo Final: não há dúvida que as palavras de Obama surgem no contexto de um grave conflito político nos EUA, a propósito do debate sobre a reforma de saúde que o presidente americano quer implementar.
Mas, seja porque razão for – e há e haverão muitas – o papado é olhado com cada vez mais simpatia nos EUA, incluindo pela sua principal figura. Algo que não é de agora e cuja tendência é aumentar até ao abraço final e comprometedor.
“Os protestantes lançarão toda a sua influência e poder ao lado do papado” (Ellen White, Eventos Finais, p. 128).
Mais munição para o ECOmenismo
A versão mais pessimista entre os quatro cenários considerados possíveis para o aquecimento global com mudanças climáticas, preparados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPPC), órgão das Nações Unidas (ONU), prevê que a temperatura média da Terra pode elevar-se em quase 5º C (4,8º C) até 2100. É uma situação catastrófica e inédita na história da civilização, ainda que a maior parte das pessoas possa não se dar conta disso levando em conta a variação térmica de um único dia, que pode iniciar-se, digamos, com 16º C e atingir 36º C ou mais, antes de voltar a cair. A diferença, aqui, está na expressão “temperatura média”, o que significa dizer que as temperaturas diárias globais serão significativamente elevadas e nos levam, a cada dia, para uma situação de completa insustentabilidade em escala planetária.De um ponto de vista local, o pior cenário sugere que poderá haver tanto aquecimento insuportável quanto frio intenso, resultados de alterações no regime de ventos e correntes marinhas e, em muitos casos, custará a vida de pessoas e animais, sem incluir impactos agrícolas, com o comprometimento de safras. [...]
Em julho deste ano, Kerry Emmanuel, do Massachusetts Institute of Technology (referências da edição de novembro da Scientific American Brasil, neste momento em fase de edição), atualizou modelos computacionais utilizados pelo IPCC com dados mais precisos sobre ciclones. Com isso demonstra que, ainda durante a vigência do relatório que começou a ser divulgado, tempestades poderosas, e por isso mesmo destruidoras, devem aumentar não apenas em intensidade, mas também em frequência em todo o mundo.
O que, em síntese, um quadro como este sugere? Que o IPCC deve alterar imediatamente sua forma de produzir e liberar dados, de forma que a opinião pública internacional, melhor e mais rapidamente informada, pressione seus governos a adotar políticas restritivas às emissões de gases de efeito estufa. De imediato, essa é a única alternativa ao alcance das mãos da sociedade humana. E o resultado desse esforço deve convergir para a próxima conferência das partes, que reúne 195 países, marcada para 2015, em Paris, numa tentativa de limitar o aquecimento a 2º C.
A mídia deve sensibilizar para cumprir o papel que lhe é devido, avaliando com um mínimo de lucidez conteúdos relevantes e separando-os do que simplesmente é destituído de importância, num processo amplo de equipar comunidades nacionais para uma tarefa que até recentemente parecia impensável, por semelhar cenário da pura ficção: inibir o descontrole climático da Terra, nossa morada cósmica.
As vozes cínicas de sempre, comprometidas com a memória e não com a inteligência, pautadas pelo ego e não pela ética (e estética), certamente esboçarão sorrisos irônicos típicos de comportamento acovardado. Dirão que não está devidamente demonstrado que o aquecimento global com mudanças climáticas é devido a ações antrópicas (deflagrado por humanos).
Argumentarão, como têm feito nos últimos tempos, que mudanças naturais, entre elas devido à variação da radiação solar, alterações orbitais de longos períodos da Terra e mesmo a travessia de nuvens galácticas mais densas, de gás e poeira, no deslocamento do Sistema Solar em direção à constelação do Hércules (ápex solar), justificam essas alterações.
O clima, de fato, é extremamente dinâmico e temperaturas globais médias mais elevadas foram registradas, por exemplo, durante o longo reinado dos dinossauros, algo entre [supostos] 200 milhões e 65 milhões de anos atrás [e aqui o aquecimentismo e o evolucionismo dão-se as mãos]. Ocorre que essas mudanças foram lentas, com tempo para que as espécies se adaptassem (ainda que a extinção seja igualmente dinâmica), o que não ocorre neste momento.
E, de certa forma, o mais importante. Esse passado remoto não incluiu uma civilização como a atual. Os humanos sabem das ocorrências passadas por marcas deixadas por esses processos naturais em rochas e gelos polares, mas não estavam lá para presenciar essas cenas. Agora, passamos de sete bilhões de pessoas na Terra, o que significa dizer que temos, de um ponto de vista de ciência e ética, um compromisso que não havia no passado remoto.
O relatório do IPCC fala em 95% (contra 90% anteriormente) de certeza de o aquecimento global atual – disparado após a deflagração da Revolução Industrial, que lançou mão da energia contida em combustíveis fósseis em vez de músculos humanos e animais para produzir trabalho e, portanto, riqueza – ser de origem antrópica. Os 5% restantes para completar 100%, na verdade, são uma margem de manobra para evitar críticas metodológicas de um pensamento predominantemente conservador quanto à interpretação da natureza antrópica do aquecimento.
Mas, e se essa pequena margem, os 5%, ainda puderem ser a interpretação correta do fenômeno (aquecimento natural)? As iniciativas preservacionistas, sugeridas pela versão antrópica, seriam, comparativamente falando, negativas em que? Em praticamente nada. Daí a conveniência de serem adotadas o mais breve possível. [Ou seja, causado ou não pelo ser humano, o aquecimento deve ser “freado” a todo custo. Mudança sutil de argumento...]
Individualmente, é mais inteligente nos prepararmos para riscos maiores e, se eles não se revelarem tão desastrosos, tanto melhor. E isso também é válido para o coletivo, neste caso o conjunto da sociedade humana. Assim, estaremos, como se pode dizer coloquialmente, “no lucro” e não no prejuízo, como sugerem recomendações que vão das fábulas de Esopo a uma diversidade de mitologias de todos os povos. [...]
Em relação ao conteúdo divulgado pelo IPCC, agora, e o que deve ocorrer até outubro de 2014, é necessária uma reação nova e inédita da comunidade internacional via governos nacionais – o que não é nada trivial, deve-se reconhecer. [...] Na essência, questões como aquecimento global com mudanças climáticas por liberação de gases de efeito estufa dizem respeito a uma transformação paradigmática nos padrões de energia utilizados por uma civilização como a nossa, que se prepara para espalhar-se por seu sistema solar de origem, supondo que não sejamos os únicos no Universo. [...]
Mudanças climáticas vão ameaçar desde o voo de aviões, com aumento de turbulência, à produtividade agropecuária nos campos, passando pela queda na oferta de alimentos dos mares, acidificados e com a vida comprometida. Além, como parece já ficar evidente, do aumento de desastres naturais. Os preciosos estoques de águas deverão sofrer desvios ou se tornarão ainda mais escassos em determinadas regiões, com perturbação do ciclo hidrológico, a maneira como a água circula na Terra, acumulando-se em nuvens e precipitando como chuva ou neve, para abastecer fontes de lagos e rios que correm para o mar.
Num cenário assim, as previsões do IPCC, embora pareçam pura ficção, na realidade advertem de forma dramática que nossos netos não herdarão a Terra.
(Ulisses Capozzoli, Observatório da Imprensa)
Nota Criacionismo: Em seu texto (releia os trechos grifados), Capozzoli, que é editor da revista Scientific American Brasil, dá o tom alarmista de que os ECOmenistas tanto precisam (clique aqui para ler mais sobre o ECOmenismo). As novas previsões do IPCC, sem dúvida, vão dar novo “gás” à campanha de “salvamento da Terra”, caso contrário, “nossos netos não herdarão a Terra”. Não se trata aqui de ser “negacionista”, como acusam alguns. Não tenho por que, necessariamente, duvidar de que esteja havendo um aquecimento global. Ele até pode ser a mola propulsora dos desastres previstos na Bíblia e que antecederiam a volta de Jesus. Já que os aquecimentistas fizeram algumas concessões (ou seja, mesmo que o aquecimento não seja causado pelo homem, vale a pena implementar medidas para a redução dos gases), faço também a minha: mesmo que o aquecimento global seja em grande medida causado pelo ser humano, o que mais me preocupa é o clima de medo que se quer alimentar e as decisões drásticas que podem ser tomadas num clima assim. O 11 de Setembro serviu de exemplo: em ambientes de terror, as pessoas desistem até de suas liberdades. Não podemos nos esquecer de que uma das medidas para ajudar nesse esforço de “salvar a Terra” foi sugerida pela Igreja Católica e apoiada por governos e até mesmo por ateus: reservar o domingo para ser um dia de baixa emissão de carbono (existe até um projeto para isso apoiado pelo The Guardian). Mesmo que os guardadores do sábado tenham suas motivações ecológicas e se unam aos esforços pela preservação do meio ambiente (na verdade, eles até têm mais motivos para isso, pois se veem como administradores da criação de Deus), a recusa em trabalhar aos sábados (já que o domingo será o dia escolhido para o descanso) poderá ser vista com maus olhos por um mundo que estará lutando pela sobrevivência de todos.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Papa Francisco afirma que “Deus não é católico” e se prepara para fazer uma reforma histórica na Igreja Católica
Em uma entrevista exclusiva concedida ao ateu Eugenio Scalfari, do jornal italiano La Reppublica, o Papa Francisco voltou a falar de suas crenças e causou polêmica com suas novas afirmações.Enquanto conversavam sobre perguntas comuns como “quem somos?”, “para onde vamos?” e “de onde viemos?”, Francisco afirmou crer “em Deus. Não em um Deus católico, pois não há Deus católico, só há um Deus. Creio em Jesus Cristo e em sua encarnação. Jesus é meu professor e meu pastor, mas a Deus, o Pai, Abba, é a luz e o Criador”, disse ele.
O Papa ainda criticou severamente a cúria romana, que são os principais e mais influentes cardiais do Vaticano, classificando-a como “a lepra do papado”. Francisco falou que “vai mudar esta visão do Vaticano centrado em si enquanto negligencia o mundo à sua volta”, essa deve ser a maior reforma interna das últimas décadas. Recentemente o papa Francisco recebeu um relatório de 500 páginas elaborado por uma comissão de oito cardeais com estudos e ideias oferecidas por teólogos e leigos de todos os continentes para mudar na Igreja Católica. O relatório foi pedido pelo próprio Papa.
No Vaticano, especula-se que essa seja uma reforma similar à vivida nos anos 1960, quando a Igreja realizou o Concílio Vaticano II, estudado e elaborado pelo papa João XXIII.
Apelidado de G8, o grupo de cardeais que auxiliam o papa Francisco se reunirão com ele entre esta terça-feira, 01 de outubro, e a próxima quinta, 03 de outubro, para explicar o conteúdo do extenso relatório.
Entre os itens abordados estão a sugestão de ordenação de homens casados para a celebração da eucaristia em comunidades que não possuem padres; a maior participação da mulher na igreja e liturgia; abertura de diálogo com outras religiões; ecumenismo; entre outros.
“A reaproximação com os ortodoxos está mais que madura para se chegar à unidade dos cristãos”, afirmou dom Demétrio, bispo de Jales, no interior de São Paulo, ao jornal O Estado de S. Paulo.
Dom Demétrio teve acesso a informações sobre o teor do relatório através do cardeal hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, que é coordenador da comissão apelidada de G-8. Segundo o bispo, houve grandes passos na discussão teológica no que diz respeito à aproximação com os cristãos ortodoxos, e também em relação aos protestantes, em especial os luteranos e anglicanos.
A ideia de renovação da Igreja Católica é uma constante nos discursos do papa Francisco, que no tempo em que era cardeal na Argentina, era conhecido pela proximidade com os evangélicos locais e a favor de uma aproximação entre as diferentes correntes cristãs.
Fonte - Gospel Mais
Nota DDP: Depois de um pontificado tido como extremamente 'duro', é de ser observada a amplitude do discurso do novo papa e, mas do que isso, das reações de apreço da massa não católica. A profecia explica com absoluta clareza onde isso termina.
Veja também:
"Papa afirma que não crentes serão salvos se seguirem a consciência"
"Igreja não pode interferir espiritualmente na vida dos gays"
"Umberto Eco define Francisco como 'o papa da globalização'"
Nota DDP: Depois de um pontificado tido como extremamente 'duro', é de ser observada a amplitude do discurso do novo papa e, mas do que isso, das reações de apreço da massa não católica. A profecia explica com absoluta clareza onde isso termina.
Veja também:
"Papa afirma que não crentes serão salvos se seguirem a consciência"
"Igreja não pode interferir espiritualmente na vida dos gays"
"Umberto Eco define Francisco como 'o papa da globalização'"
“Papa é o único líder mundial a dizer o que deve ser dito”
A frase acima foi proferida por Manuel Alegre, um histórico do Partido Socialista português, também conhecido por ser poeta, daí que não lhe possamos imaginar alguma dificuldade com as palavras. Disse-o, referindo-se às falhas que a esquerda política vem acumulando um pouco por toda a Europa.Para o caso, não interessa muito a leitura política destas palavras; antes, o que se nota é que de cada vez mais quadrantes se ouvem vozes de apoio à postura que o Papa tem mantido, normalmente elogiada por todos os que a ele se referem, mesmo os que, pensaríamos nós, em último lugar o fariam (já em abril, Mário Soares, um agnóstico, ex-presidente da República portuguesa, tinha vincado bem quem são as suas referências a nível de liderança mundial).
Isso também acontece porque o discurso social de Francisco vai de encontro às mais básicas necessidades de milhares de pessoas que hoje em dia sofrem com as perturbações económicas, principalmente no velho continente. Mais do que isso, o líder romano tenta pregar pelo exemplo de humildade e simplicidade que o tem caraterizado (a propósito: se ele é elogiado por isso, o que se deverá dizer dos seus antecessores…?).
Lembro-me dos primeiros meses da presidência de Obama, já há quatro anos: tudo se voltou para ele como a nova esperança do mundo. Mas, depois de passar o período de encantamento e a lua-de-mel, logo caíamos no mundo verdadeiro, lugar onde uma coisa são os desejos outra é a realidade.
Contudo, com Francisco nota-se exatamente o contrário: quanto mais tempo passa, mais adeptos vai granjeando e mais simpatia vai acolhendo. Após meio ano de mandato, o Papa ainda está em crescendo, capitalizando créditos em todo os setores e pessoas, nomeadamente as de mais relevo a nível internacional, politica e religiosamente.
Estamos portanto, num aumento de expetativa que poderá bem terminar numa maravilha geral. A ver vamos…
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Oceano Ártico terá verão sem gelo em 2050, diz relatório da ONU
Quando o biólogo sueco Tom Arnbom desembarcou neste verão na costa do mar de Laptev, na Rússia, para coletar DNA de morsas, notou que os enormes mamíferos tinham um medo incomum de ursos-polares, animal que normalmente não os ataca.
Após alguns dias no local, o cientista percebeu que, sem terem gelo marinho como base de caça, os ursos não alcançavam focas e outras presas prediletas. A alternativa era tentar abocanhar filhotes de morsa, com alto risco de serem pegos pelos adultos.
Esse é um dos impactos que o declínio do gelo marinho no Ártico provocou nos últimos anos. O aumento do ritmo de degelo na região é um dos principais pontos a serem revistos no próximo relatório do IPCC (painel do clima da ONU, formado por milhares de cientistas).
Amanhã, a primeira parte do texto, dedicada à física do clima, será divulgada.
"É muito provável que a cobertura de gelo marinho no Ártico continue a encolher e afinar", afirma o texto preliminar do documento. "Sob o cenário RCP8.5 [hipótese mais pessimista do relatório], um oceano Ártico quase sem gelo provavelmente será visto antes do meio do século."
O painel informa que é possível dizer com "alta confiabilidade" que o Ártico vai se aquecer mais rápido que outras regiões e revê para pior o seu prognóstico. Há menos de uma década, porém, o maior relatório sobre o tema, o "Arctic Climate Impact Assessment", estimava que o temido "setembro sem gelo" só viria no fim do século.
O gelo marinho ajuda a refletir radiação solar. Com o degelo e mais área de águas escuras para absorver calor, a escassez de superfície branca vai retroalimentar a mudança climática, diz o IPCC.
A MARCHA DAS MORSAS
Arnbom, hoje um pesquisador a serviço da ONG ambientalista WWF, trabalhou por muitos anos na região para o governo da Suécia, país que tem 15% de seu território no círculo ártico.
"O que eu vi no Ártico 40 anos atrás não existe mais. É impressionante ver quão rápido se foi. Estava lá todos os anos. Alguns eram mais frios que outros, e a população de animais variava, mas em 2007 me dei conta de que os impactos eram bem visíveis."
Naquele ano, todo o gelo em alto mar derreteu na região de Laptev, e morsas que costumavam se espalhar em pedaços de gelo marinho migraram para uma única praia, formando uma concentração de mais de 50 mil indivíduos.
Após alguns dias no local, o cientista percebeu que, sem terem gelo marinho como base de caça, os ursos não alcançavam focas e outras presas prediletas. A alternativa era tentar abocanhar filhotes de morsa, com alto risco de serem pegos pelos adultos.
Esse é um dos impactos que o declínio do gelo marinho no Ártico provocou nos últimos anos. O aumento do ritmo de degelo na região é um dos principais pontos a serem revistos no próximo relatório do IPCC (painel do clima da ONU, formado por milhares de cientistas).
Amanhã, a primeira parte do texto, dedicada à física do clima, será divulgada.
"É muito provável que a cobertura de gelo marinho no Ártico continue a encolher e afinar", afirma o texto preliminar do documento. "Sob o cenário RCP8.5 [hipótese mais pessimista do relatório], um oceano Ártico quase sem gelo provavelmente será visto antes do meio do século."
O painel informa que é possível dizer com "alta confiabilidade" que o Ártico vai se aquecer mais rápido que outras regiões e revê para pior o seu prognóstico. Há menos de uma década, porém, o maior relatório sobre o tema, o "Arctic Climate Impact Assessment", estimava que o temido "setembro sem gelo" só viria no fim do século.
O gelo marinho ajuda a refletir radiação solar. Com o degelo e mais área de águas escuras para absorver calor, a escassez de superfície branca vai retroalimentar a mudança climática, diz o IPCC.
A MARCHA DAS MORSAS
Arnbom, hoje um pesquisador a serviço da ONG ambientalista WWF, trabalhou por muitos anos na região para o governo da Suécia, país que tem 15% de seu território no círculo ártico.
"O que eu vi no Ártico 40 anos atrás não existe mais. É impressionante ver quão rápido se foi. Estava lá todos os anos. Alguns eram mais frios que outros, e a população de animais variava, mas em 2007 me dei conta de que os impactos eram bem visíveis."
Naquele ano, todo o gelo em alto mar derreteu na região de Laptev, e morsas que costumavam se espalhar em pedaços de gelo marinho migraram para uma única praia, formando uma concentração de mais de 50 mil indivíduos.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Ilha emerge a 200 metros da costa após terremoto no Paquistão
Uma ilha de aproximadamente 214 metros de extensão e 16 metros de altura emergiu no litoral do extremo sudoeste do Paquistão após o terremoto de 7,7 graus que sacudiu essa região do país nessa terça-feira (24) e causou a morte de centenas de pessoas, informou nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte oficial.
Segundo Tufail Baloch, vice-diretor administrativo de Gwadar - a cidade mais próxima -, a ilha emergida a cerca de 200 metros da costa foi visitada hoje em uma primeira missão de exploração. Uma equipe de especialistas de Islamabad também já foi encaminhada à região para analisar a nova ilha.
"A percorremos toda sua área e me pareceu estável", declarou Baloch, um dos envolvidos nesta primeira missão de exploração. De acordo com o vice-diretor administrativo de Gwadar, a equipe técnica que virá da capital ficará encarregada de um estudo mais técnico.
O funcionário também explicou que os antigos habitantes da região afirmam que uma ilha semelhante também emergiu próxima à costa depois de um terremoto registrado na região em 1935.
"Aquela ilha desapareceu dez anos depois de repente e de maneira misteriosa e, por isso, as autoridades não descartam algo similar", apontou.
De acordo com o último boletim emitido, o número de vítimas do terremoto que ontem sacudiu o sudoeste paquistanês já ultrapassa 250, além dos mais de 400 feridos.
Mesmo sendo provisória, essa apuração do número de vítimas já transformou o terremoto de ontem, de 7,7 graus na escala Richter, em um dos mais mortíferos da década no Paquistão, país que registra movimentos telúricos com certa frequência.
Fonte - UOL
Segundo Tufail Baloch, vice-diretor administrativo de Gwadar - a cidade mais próxima -, a ilha emergida a cerca de 200 metros da costa foi visitada hoje em uma primeira missão de exploração. Uma equipe de especialistas de Islamabad também já foi encaminhada à região para analisar a nova ilha.
"A percorremos toda sua área e me pareceu estável", declarou Baloch, um dos envolvidos nesta primeira missão de exploração. De acordo com o vice-diretor administrativo de Gwadar, a equipe técnica que virá da capital ficará encarregada de um estudo mais técnico.
O funcionário também explicou que os antigos habitantes da região afirmam que uma ilha semelhante também emergiu próxima à costa depois de um terremoto registrado na região em 1935.
"Aquela ilha desapareceu dez anos depois de repente e de maneira misteriosa e, por isso, as autoridades não descartam algo similar", apontou.
De acordo com o último boletim emitido, o número de vítimas do terremoto que ontem sacudiu o sudoeste paquistanês já ultrapassa 250, além dos mais de 400 feridos.
Mesmo sendo provisória, essa apuração do número de vítimas já transformou o terremoto de ontem, de 7,7 graus na escala Richter, em um dos mais mortíferos da década no Paquistão, país que registra movimentos telúricos com certa frequência.
Fonte - UOL
Israel pode substituir todo dinheiro do país por transações com chip
Duas semanas atrás, o governo de Israel anunciou a criação de uma comissão que irá estudar formas de eliminar o dinheiro circulando no país. Segundo foi anunciado, seria a melhor maneira de impedir os cidadãos de sonegar impostos. O comitê será presidido por Harel Locker, diretor do Escritório do Primeiro-Ministro.O dinheiro de papel seria substituído por transações eletrônicas, feitas com cartões de chip. Com as novas tecnologias, os bancos podem controlar quanto as pessoas tem em suas contas e quanto podem retirar. As empresas de cartão atuais registram quanto as pessoas gastam mas o governo não tem controle.
Os membros do grupo de estudo incluem a Polícia Federal de Israel, a Autoridade Tributária, a Autoridade Governamental de Lavagem de Dinheiro e Terror, o Banco Federal de Israel e funcionários da Procuradoria do Estado, entre outros.
O consenso é que o dinheiro como é atualmente usado permite que as pessoas usem subterfúgios para fugir dos impostos. Não há como rastrear muitas das transações feitas em cash e utilizando “laranjas”. Em uma economia sem dinheiro, todos os registros são eletrônicos, e os impostos seriam cobrados em tempo real. Para a economia do país é uma questão muito mais confiável, já que taxas administrativas sobre as transações eletrônicas são comuns em Israel.
Funcionários no gabinete do primeiro-ministro justificam: “em todo o mundo, sabe-se que o dinheiro é um elemento-chave da economia ilegal e da lavagem de dinheiro. Ele permite a existência de uma grande diferença entre os rendimentos relatados e real… Ao eliminar o dinheiro vivo, será possível ampliar a base de tributação e prevenir a lavagem de dinheiro”.
O comitê não estabeleceu um prazo para a decisão final, mas o tamanho do país pode colaborar para que seja rapidamente implantado. Cédulas e moedas representam menos de 10% da economia dos países da zona do Euro e de 7% nos EUA, segundo o Banco de Compensações Internacionais, organização que reúne os bancos centrais do mundo.
Ano passado, a Suécia anunciou que estava criando um sistema de economia totalmente digital, baseado em chips especiais para smartphones. Eles seriam acessados pelas impressões digitais, como o que já está presente na nova geração de iPhones.
Oscar Swartz, fundador do maior provedor de Internet da Suécia, diz que um dos problemas é justamente deixar um “rastro” das transações. “A pessoa deve ser capaz de gastar seu dinheiro sem ser rastreado o tempo todo”, diz ele, levantando a questão da privacidade.
Mas esse exatamente é um dos argumentos dos governos para abdicar do papel-moeda, a capacidade de identificar de onde o dinheiro está saindo e para onde vai.
A Inglaterra já tem um sistema em fase de testes, que funciona tanto em lojas quanto para pagamento de ônibus. Na Ásia, o sistema “payWave” já é popular e acabou com o tempo de espera para pagamento em lanchonetes, postos de gasolina e cinemas, por exemplo. Basta passar com seu cartão com chip perto do caixa eletrônico e clicar um botão concordando com o desconto do valor em sua conta.
A dificuldade, por enquanto, é unificar pagamentos via internet, cartões de crédito e dinheiro vivo. Uma unificação do sistema parece ser o único caminho, mas a questão central é quem controlará a emissão desse dinheiro virtual, elemento básico da economia de um país.
Os especialistas em profecias há muito indicam que o cumprimento de Apocalipse 13:16 viria pela substituição do dinheiro por algum sistema eletrônico e biométrico, entendido assim: “A todos, os pequenos e os grandes e os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte (testa), para que ninguém possa comprar ou vender, se não aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Passagem do tufão Usagi pelo sul da China deixa ao menos 25 mortos
O Usagi, classificado como um tufão severo, com ventos sustentados de 175 km/h e rajadas de até 212 km/h, deixou nesse domingo a ilha de Hong Kong, na costa da província de Guangdong, totalmente isolada. O transporte entre a cidade e o continente foi interrompido, e mais de 370 voos foram cancelados no aeroporto internacional de Hong Kong.
O tufão Usagi, a tempestade mais forte a atingir o Pacífico Ocidental neste ano, já causou estragos nas Filipinas e em Taiwan. O Centro Nacional Meteorológico da China emitiu o alerta mais elevado, provocando a remoção de mais de 80 mil pessoas de áreas ameaçadas para postos de segurança. As autoridades destacaram pelo menos 50 mil trabalhadores para atuar no enfrentamento ao desastre, segundo Xinhua.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Tornado no interior de SP teve ventos acima de 100 km/h, registra radar
O tornado que deixou dois mortos, mais de 60 feridos e destruiu boa parte das casas de Taquarituba, cidade a 328 km da capital paulista, passou dos 100 quilômetros por hora (km/h) no último domingo (22), mostram dados preliminares da rede do IPMet (Instituto de Pesquisas Meteorológicas) operado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Bauru.
Os ventos atingiram cerca de 110 km/h por volta das 14h, logo após uma forte tempestade atingir o Estado, com velocidades e cargas contrárias, o que favorece uma 'torção" do vento, uma das principais características desse fenômeno. O prefeito Miderson Janello Milléo decretou estado de calamidade pública nesta segunda-feira (23), depois que metade da cidade ficou sem luz e sem telefone.
Segundo Vagner Anabor, professor de meteorologia da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria-RS), além dos registros fotográficos da clássica nuvem em formato de funil, que ajudam a confirmar a ocorrência do evento, a velocidade registrada está próxima da primeira escala de intensidade dos tornados, a F1, que abrange ventos de 117 km/h a 180 km/h – na categoria F5, a mais intensa, os ventos variam entre 420 km/h e 511 km/h.
O professor explica que os tornados têm mais chances de ocorrer nos Estados do Sul do país - chegando, inclusive, aos municípios paulistas que estão próximos à divisa do Paraná, como é o caso de Taquarituba -, no Paraguai e no Norte da Argentina.
"A climatologia indica que a região [do Cone Sul] apresenta entre oito a dez dias favoráveis para a ocorrência desses eventos. Para comparação, a região central dos Estados Unidos, o 'corredor dos tornados', apresenta registros climatológicos para ocorrência de mais de 14 dias por ano."
Já o meteorologista Fábio Rocha, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), explicou que o fenômeno foi isolado em Taquarituba e que será investigado pelo órgão - segundo informações do Corpo de Bombeiros de Avaré, cerca de 60 quilômetros de Taquarituba, o tornado durou apenas cinco minutos no centro da cidade.
Ele explicou que o tornado foi provocado pelo encontro de uma frente fria vinda do Sul do país com uma massa de ar quente que cobria o Estado de São Paulo – o que resultou apenas em chuva e ventanias na maioria da região.
O tornado pode variar de alguns minutos até uma hora e estende-se, horizontalmente, por algumas dezenas de metros a um quilômetro. Ele se forma, geralmente, após uma tempestade, quando uma corrente de ar frio sai de uma nuvem em direção ao solo. Quando a atmosfera está muito seca, a rajada ganha velocidade e gira bastante, sofrendo uma "torção". É aí que, "serpenteando" pelo chão, o funil de vento suga o que encontra pela frente e espalha para fora do seu caminho os destroços.
Muitas vezes, explica Anabor, o caso extremo de vendaval, chamado de microburst(microexplosão, em inglês), é confundido com os tornados, devido à magnitude de seus danos. "Mas ele apresenta características peculiares: não possui nuvem funil nem ventos rotantes [como foi presenciado em Taquarituba]. Seu dano é característico e pontual, pois espalha os destroços direcionalmente com a rajada de vento, que chega até 180km/h."
Os ventos atingiram cerca de 110 km/h por volta das 14h, logo após uma forte tempestade atingir o Estado, com velocidades e cargas contrárias, o que favorece uma 'torção" do vento, uma das principais características desse fenômeno. O prefeito Miderson Janello Milléo decretou estado de calamidade pública nesta segunda-feira (23), depois que metade da cidade ficou sem luz e sem telefone.
Segundo Vagner Anabor, professor de meteorologia da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria-RS), além dos registros fotográficos da clássica nuvem em formato de funil, que ajudam a confirmar a ocorrência do evento, a velocidade registrada está próxima da primeira escala de intensidade dos tornados, a F1, que abrange ventos de 117 km/h a 180 km/h – na categoria F5, a mais intensa, os ventos variam entre 420 km/h e 511 km/h.
O professor explica que os tornados têm mais chances de ocorrer nos Estados do Sul do país - chegando, inclusive, aos municípios paulistas que estão próximos à divisa do Paraná, como é o caso de Taquarituba -, no Paraguai e no Norte da Argentina.
"A climatologia indica que a região [do Cone Sul] apresenta entre oito a dez dias favoráveis para a ocorrência desses eventos. Para comparação, a região central dos Estados Unidos, o 'corredor dos tornados', apresenta registros climatológicos para ocorrência de mais de 14 dias por ano."
Já o meteorologista Fábio Rocha, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), explicou que o fenômeno foi isolado em Taquarituba e que será investigado pelo órgão - segundo informações do Corpo de Bombeiros de Avaré, cerca de 60 quilômetros de Taquarituba, o tornado durou apenas cinco minutos no centro da cidade.
Ele explicou que o tornado foi provocado pelo encontro de uma frente fria vinda do Sul do país com uma massa de ar quente que cobria o Estado de São Paulo – o que resultou apenas em chuva e ventanias na maioria da região.
O tornado pode variar de alguns minutos até uma hora e estende-se, horizontalmente, por algumas dezenas de metros a um quilômetro. Ele se forma, geralmente, após uma tempestade, quando uma corrente de ar frio sai de uma nuvem em direção ao solo. Quando a atmosfera está muito seca, a rajada ganha velocidade e gira bastante, sofrendo uma "torção". É aí que, "serpenteando" pelo chão, o funil de vento suga o que encontra pela frente e espalha para fora do seu caminho os destroços.
Muitas vezes, explica Anabor, o caso extremo de vendaval, chamado de microburst(microexplosão, em inglês), é confundido com os tornados, devido à magnitude de seus danos. "Mas ele apresenta características peculiares: não possui nuvem funil nem ventos rotantes [como foi presenciado em Taquarituba]. Seu dano é característico e pontual, pois espalha os destroços direcionalmente com a rajada de vento, que chega até 180km/h."
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