domingo, 23 de março de 2014

Testemunhos sob ataque

Em Apocalipse 12:17, Satanás é apresentado na forma de um dragão que persegue a mulher, símbolo da igreja verdadeira. O motivo da perseguição é bastante claro: porque a igreja guarda os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus. E de acordo com o próprio Apocalipse (19:10), o testemunho de Jesus é o “espírito de profecia”. Satanás perseguiu, persegue e continuará perseguindo a igreja, especialmente por causa desses dois pilares fundamentais. Ele tenta convencer as pessoas de que a lei de Deus é inadequada aos dias de hoje, que ela foi abolida, ou mesmo que a graça dispensa a lei. Mas se permanecemos firmes aos princípios da santa lei, Satanás intensifica seus ataques em outra direção: contra o testemunho de Jesus.

Quando não consegue destruir a fé na lei de Deus, o inimigo tenta com todas as forças e formas destruir a fé no espírito de profecia, nos escritos de Ellen G. White. Isso funciona mais ou menos assim: o inimigo ajuda alguns a terem uma interpretação diferente da igreja. Faz com que eles tenham certeza de que estão certos. Quando ele acha que atingiu o objetivo, faz o arremate: mostra à pessoa uma citação do espírito de profecia que diga exatamente o oposto do que ela está pensando. Nesse momento, ou a pessoa se humilha diante de Deus e estuda a Bíblia em oração, ou mantém seu posicionamento, desacreditando o espírito de profecia. Esse é um processo gradual que leva a pessoa a não querer nem mesmo ouvir alguém pregar ou falar sobre Ellen White. Cria-se uma aversão infundada.

Levar as pessoas a extremos também é uma tática amplamente utilizada por Satanás. Se há os que esposam ideias legalistas e radicais a respeito dos escritos do espírito de profecia, há também os que os ignoram por completo. Os segundos às vezes até fazem isso em função dos primeiros. Mas uma leitura cuidadosa e sem preconceitos mostra que Ellen White foi uma mulher equilibrada em tudo o que escreveu. Portanto, os que usam seus escritos de forma inadequada e sem a devida consideração para com o contexto e a época da profetisa apenas lançam sombras sobre seu ministério. Para “ajustar o foco” a respeito da vida e obra dessa mulher singular, vale a pena ler o livro Mensageira do Senhor, de Herbert E. Douglass, e mesmo o livreto Histórias de Minha Avó, de Ella M. Robinson, neta da Sra. White (ambos da CPB).

Embora saibamos que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática, e que os escritos de Ellen White são, como ela mesma diz, uma luz menor que conduz à luz maior, a negação da inspiração de tais escritos é algo muito sério. No livro Mensagens Escolhidas, volume 1, página 48, está escrito que “será ateado contra os testemunhos um ódio satânico. [...] Satanás não pode achar caminho tão fácil para introduzir seus enganos e prender almas em seus embustes se as advertências e repreensões e conselhos do espírito de profecia forem atendidos.”

No mesmo livro, à página 84, é dito que “uma coisa é certa: os adventistas do sétimo dia que tomarem sua posição sob o estandarte de Satanás, primeiramente renunciarão à sua fé nas advertências e reprovações contidas nos testemunhos do Espírito de Deus”.

É curioso notar como há pessoas que vivem à caça de ideias especulativas que invariavelmente tendem a desviar a atenção do que realmente é essencial. Encontram as mais esdrúxulas “revelações”, tanto na Bíblia quanto no Espírito de Profecia. Quanto a isso, também, a mensageira do Senhor é bem clara: “Não devem ser promovidas ideias especulativas, pois há mentes singulares que gostam de apegar-se a um ponto que outros não aceitam, e argumentar e atrair tudo para aquele único ponto, insistindo nele, ampliando-o, quando ele na verdade não é de importância vital e será entendido de maneira discordante. Duas vezes me foi mostrado que se deve conservar em segundo plano tudo o que for de natureza a levar nossos pastores a divergirem dos pontos que são agora essenciais para este tempo” (Ellen G. White, Carta 37, 1887 [Manuscript Releases, v. 15, p. 20-22]).

É de extrema importância, pois, que saibamos dar a “razão [de nossa] esperança” (1Pd 3:15), alicerçada em profundo conhecimento bíblico, pois, “ao vir a sacudidura, pela introdução de falsas teorias, esses leitores superficiais não ancorados em parte alguma, são como areia movediça” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, p. 112).

Mais ainda: não basta um conhecimento meramente racional da verdade. É preciso experiência. A verdadeira religião desce da mente para o coração e impregna toda a vida, pois está baseada numa relação de íntima comunhão com Jesus. Ellen White diz que “estão rapidamente se aproximando dias quando haverá grande perplexidade e confusão. Satanás, trajado com vestes angelicais, enganará, se possível, os próprios escolhidos. [...] Soprará todo vento de doutrina. [...] Os que confiaram no intelecto, no gênio ou talento, não permanecerão à testa das fileiras e colunas. Eles não mantiveram seu passo com a luz” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 80).

A Bíblia nos adverte a estarmos bem firmados na Rocha e a sermos cuidadosos em nossas interpretações para não perdermos a coroa da vitória (Ef 4:14; Mt 7:24, 25; 2Pd 3:15-18; Ap 3:11). Devemos, acima de tudo, reconhecer o inestimável presente que nos foi legado por Deus por meio dos escritos inspirados de Ellen White, e utilizá-los em nossa edificação e na edificação do próximo. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20).

(Vanderlei Ricken é bibliotecário do IACS, RS; Michelson Borges é jornalista, mestre em teologia e editor na Casa Publicadora Brasileira)

O pastor que rasgou o livro

[No dia 1º de março, o pastor e doutor Horne Silva apresentou no Unasp, campus São Paulo, um sermão que causou polêmica nas redes sociais porque alguém filmou apenas uma pequena parte da mensagem e a postou no Facebook. Nessa parte do sermão, o pastor Horne, para causar impacto, rasgou algumas páginas do livro Música, de Ellen White, alegando que não eram necessários aqueles conselhos, uma vez que quase ninguém parece dar-lhes atenção. Foi o suficiente para causar uma polarização. De um lado, houve quem aplaudisse a atitude corajosa do pregador; de outro, houve quem o acusasse de fanático, extremista e exagerado. Infelizmente, houve até atitudes desrespeitosas com um pastor que tem PhD em teologia e que lecionou por muitos anos para muitos pastores que hoje trabalham na obra adventista. Não se trata de “pegação no pé” dos músicos (tão importantes que são para a igreja), já que vêm sendo feitas críticas também às mensagens sem “substância teológica” que estão sendo apresentadas em muitos púlpitos. Talvez, justamente por isso, estejamos vendo uma mudança significativa em certos aspectos do louvor praticado nas igrejas adventistas. Estamos estudando o assunto ou o que mais conta é o nosso gosto? Preocupamo-nos com a preferência do Ser adorado ou levamos em conta apenas a nossa preferência? O pastor Horne não é um irresponsável. Como pregador, ele quis usar um recurso impactante para despertar a reflexão em torno de um assunto delicado. Talvez esses que o criticaram de modo agressivo fizessem o mesmo ao ver Isaías profetizando nu ou ao contemplar Moisés despedaçando as tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus - ou quem sabe eles mesmos rasgassem os livros de Ellen White, se isso não fosse visto como "politicamente incorreto". Abaixo, está o sermão completo do pastor Horne, que publico aqui a pedido. Ele me disse o seguinte: “O que fiz foi consciente e contristado porque não estamos dando a Deus a música que Ele merece.” O uso extensivo que ele faz de textos de Ellen White se deve ao fato de que o destinatário de sua mensagem é a Igreja Adventista. Leia e tire suas conclusões. [MB]

O ser humano normal, em âmbito intelectual, moral e espiritual, sabe e sente que há um Ser superior, um Criador de todas as coisas. Esse homem (sentido genérico) sente a necessidade de reverenciar e prestar um culto de adoração a Deus. No Salmo 42:2, Davi diz que sua “alma tem sede de Deus”. Todos nós cristãos participamos desse sentimento de Davi e podemos dizer com ele: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” Vamos à casa do Senhor para quê? Para prestar-Lhe culto. Mas o que é culto? Jesus, falando à mulher samaritana, disse: “Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (João 4:23, 24). Gosto disto aqui: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai.”

E, então, o que é um culto? É adoração a Deus. Ok. Está claro, mas por que vou adorar a Deus? Adoro a Deus em virtude do que Ele é. Todavia, tudo que sei a respeito de Deus foi o que Jesus disse: “Quem vê a Mim, vê o Pai” (Jo 14:9). Quer dizer que quem quer conhecer a Deus tem que ver Jesus. Mas quem é Jesus? Jesus é o Senhor, é o Deus do Antigo Testamento que Se encarnou tornando-Se homem. Que ressuscitou e hoje está nos Céus e intercede por nós, para nos salvar.

Segundo Hebreus 1:1, 2, esse Jesus é o Criador de todas as coisas; Ele é onipotente, onisciente, onipresente; Ele é o grande El Shadday, o mistério dos mistérios, o Deus de amor.

Bom, já que eu sei o que é Deus e quem Ele é, como posso prestar honra a esse Deus? Como posso homenagear esse Deus? Prestando-Lhe um culto. O problema é que nossa geração está perdendo o senso do que é Deus e da Sua presença. Hoje, a criatura quer assumir o papel do Criador. Estão dizendo que “deus está dentro de você mesmo”. “Adore você mesmo.” Nossa geração está, literalmente, rejeitando a Deus. É por isso que vemos em nossos cultos a prática de uma adoração que busca o prazer para os adoradores, fazendo do culto um espetáculo, um show para agradar às pessoas.

Ivan Espíndola de Ávila, pastor evangélico ex-presidente da Sociedade Bíblica do Brasil, diz: “O púlpito esvaziou-se, e os pastores, que não têm mais mensagem que falem ao coração do rebanho, gostam de dizer que não são mais pregadores e, sim, comunicadores. A tribuna sagrada foi substituída pela plataforma, em que se apresentam conjuntos musicais estridentes, alheios à noção do sagrado. Os cultos têm aspecto de shows, e a mensagem foi sorrateiramente eliminada. Há sobra de ruído e carência de verdadeira comunhão.”

Em 1984, publiquei um livro de 389 páginas intitulado Culto e Adoração. Já faz 30 anos desde sua publicação – e o culto mudou, mas não foi para melhor. Poderíamos gastar muito tempo analisando as diferentes partes do culto, mas não temos tempo para isso. Quero falar sobre um aspecto do culto que está se tornando a parte principal da adoração: a música. Sutilmente, o tipo de música que usamos na igreja está mudando e afetando a liturgia. Os ouvintes não têm paciência e preparo para ouvir um sermão expositivo ou doutrinário, uma boa pregação. Eles querem mensagens leves, com forte apelo emocional. O pregador é mais um narrador, um comunicador falando numa entonação e linguagem melosa.

Como Igreja Adventista temos uma orientação para a música apropriada para o culto? Temos. Ótimo, problema resolvido. Não, não está resolvido, porque não seguimos a orientação que temos. Veja o que diz o Manual da Igreja, p. 151: “Toda melodia que partilhe da natureza do jazz, rock ou formas híbridas relacionadas, ou toda linguagem que expresse sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas.”

Veja aqui o que diz a Lição da Escola Sabatina do 3º trimestre de 2011, p. 73: “É difícil dizer a diferença entre o que está sendo tocado na igreja e o que está sendo tocado como música secular (porque, francamente, não há diferença).”

Será que não sabemos discernir que o sagrado vem de cima e o profano vem de baixo? Que essa “música gospel” é um engodo do diabo? Será que Igreja Adventista tem uma clara e segura orientação de Deus?

No livro Música, de Ellen G. White [que não contem tudo o que ela fala sobre o assunto], o então diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White, Alberto Ronald Timm, diz o seguinte: “São orientações de Deus, extraídas dos escritos de Ellen G. White por seu neto Arthur White, a pedido da Associação Geral” (p. 7). Vejamos algumas dessas orientações de Deus:

“Não é o cantar forte que é necessário, mas a entonação clara, a pronúncia correta e a expressão vocal distinta” (p. 24). “Pode-se fazer grande aperfeiçoamento no cantar. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a música dos pássaros – suave e melodioso. Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos completamente inadequados ao culto na casa do Senhor. As notas prolongadas e os floreios, comuns nas óperas, não agradam aos anjos” (p. 25, 26).

“Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada, suavizada e dominada” (p. 30).

“Quão impróprias essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício” (p. 32).

“Vi que todos devem cantar com o espírito e também com entendimento (1Co 14:15.) Deus não Se agrada de barulho e desarmonia... E quanto mais perto puder chegar o povo de Deus do canto correto, harmonioso, tanto mais será Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos impressionados favoravelmente” (p. 32, 33).

“...e quando chegam a uma nota alta, fica impossível de ouvir qualquer palavra da congregação em seu canto, nem ouvir outra coisa, a não ser grunhidos parecidos com os que são emitidos por deficientes mentais” (p. 36, 37).

“Eles gritavam e cantavam suas canções até que se tornavam realmente histéricos” (p. 37).

“A verdade para este tempo não necessita disso para conseguir a conversão de pessoas. Uma balbúrdia de barulho fere os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção” (p 39).

“Por essas coisas os incrédulos são levados a pensar que os adventistas do sétimo dia são um bando de fanáticos” (p. 42).

“Canções frívolas e partituras de músicas populares de sucesso parecem estar de acordo com seu gosto” (p. 48).

“A movimentação física no cantar é de pouco proveito. Tudo que de algum modo está ligado ao culto religioso deve ser elevado, solene e impressivo” (p. 64, 66).

“Notas ásperas e gesticulações exageradas não são exibidas entre os componentes do coro angelical. O cântico deles não irrita os ouvidos. É suave e melodioso, e ocorre sem esse grande esforço que tenho testemunhado. Não é algo forçado, que requer muito esforço físico” (p. 67).

Convido os meus ouvintes a que, se possível, leiam o contexto e vejam os princípios que Ellen G. White traz para a igreja. Agora, e a Bíblia? Não fala nada? Não precisa falar muito para incluir tudo que é certo e errado quanto à música. Vamos ler Amós 5:23, que diz: “Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras.” A Bíblia na Linguagem de Hoje é mais clara: “Parem com o barulho das suas canções religiosas; não quero mais ouvir a música de harpas.” E a Bíblia Viva é ainda mais enfática: “Acabem com esse barulho das suas canções; eles são um barulho que incomoda Meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais belas que sejam.”

Ao profeta Ezequiel Deus disse: “Ao Meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (Ez 44:23). Espere! Vamos com calma. Estamos vivendo numa nova era. Temos que levar em consideração a cultura. Cultura? Consideremos o seguinte:

1. Que tal se disséssemos aos europeus que no Brasil adoramos a Deus ao som de samba, frevo, forró, pagode ou axé? Esses são ritmos mais relacionados com a cultura brasileira. E não o rock, o blues, o jazz, swing da música gospel.

2. O que você vai fazer com a Bíblia? Ela está cheia de cultura, e cultura milenar. E ainda oriental. E os livros da senhora Ellen G. White, escritos há mais de cem anos? O Deus que eu adoro e o Deus que a Igreja Adventista adora é um Deus que está além da cultura; Ele não muda. “Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb 13:8).

O problema é que a igreja quer se tornar como o mundo, com a desculpa de trazer os que estão fora, no mundo. Mas com isso ela está se “mundanizando”, secularizando.

Kenneth Wood foi professor, escritor e diretor do Centro White por 28 anos. Ele diz categoricamente: “A igreja nunca presta um serviço ao pecador comprometendo-se com o mundo. É melhor que os não regenerados permaneçam fora da igreja até que se submetam aos princípios da igreja, do que ela [a igreja] se tornar semelhante ao mundo, alistando como membros aqueles que desejam trazer suas normas, seus costumes e gostos.”

O pastor Ted Wilson, presidente mundial da Igreja Adventista, falando para a América do Sul, disse que “o avanço do mundanismo em muitas de nossas igrejas é alarmante”. É claro que é alarmante. No entanto, devemos ter equilíbrio. Equilíbrio em quê? Equilíbrio entre o sacro e o secular? Entre o santo e o profano? Existe equilíbrio entre o “assim diz o Senhor” e o coração enganoso do homem? “Que comunhão pode ter a luz com as trevas”? (2Co 6:14). Equilíbrio entre nossas convicções pessoais e a orientação divina? Salvação não é questão de equilíbrio, mas de fé e santificação. O que devemos fazer?

Tenho conhecimento e vivência para mostrar o problema e dar a solução. Mas prefiro que Ellen White nos diga o que devemos fazer, numa citação que não está no seu livro Música. Depois de escrever um capítulo inteiro sobre diversos aspectos da música, ela termina dizendo que “há uma obra a fazer: remover o lixo [rubbish] que se tem trazido para dentro da igreja” (Evangelismo, p 512). Precisa ser mais claro? Quem vai fazer isso? Eu tenho a resposta. Mas quero deixar para um homem de Deus responder, na pergunta que o pastor Kenneth Wood faz: “Tornar-se-á a música do mundo música da igreja? A resposta cabe aos responsáveis pela liderança da igreja nestes tempos solenes, e aos que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela (Ez 9:4).”

Ó, Senhor! Tenha misericórdia de nós. Perdoa a nossa maneira indevida de Te adorarmos. Ajuda-nos a aprendermos a Te adorar na beleza da Tua santidade. Que o nosso culto e a nossa música sejam para Tua honra e glória. Amém!


Nota DDP: Veja o vídeo em "Música na igreja - Pr. Horne Silva".

sábado, 22 de março de 2014

Leis contra blasfêmia aumentam no mundo

Segundo organização, tendência a recorrer às leis anti-blasfêmia levará à violação da liberdade religiosa

É cada vez mais frequente que os governos instaurem leis contra a blasfêmia, revelou um informe americano, acrescentando que o Paquistão continua sendo, de longe, o país onde acontecem mais detenções por motivos religiosos. Para a Comissão americana sobre a Liberdade Religiosa Internacional, "essa tendência a recorrer cada vez mais às leis anti-blasfêmia levará a um aumento das violações das liberdades de religião e de expressão", afirmou Knox Thames, um dos responsáveis da comissão.

O relatório aponta o caso do Paquistão, país de maioria muçulmana (97%), onde uma nova e polêmica lei pune com a pena de morte qualquer ataque contra o profeta Maomé.

Para a Comissão, o Paquistão é o país do mundo onde mais se pune a blasfêmia: 14 pessoas esperam na prisão sua condenação à morte, e outras 19 foram condenadas à prisão perpétua. Até agora, nenhuma pena capital foi aplicada no país.

Outro caso alarmante, segundo a Comissão, é o do Egito, onde se multiplicam os casos de condenação por blasfêmia desde a queda de Hosni Mubarak em 2011. Baseando-se em informações de militantes locais, os casos de blasfêmia envolvem 63 pessoas, no período entre 2011 e 2012. Essas condenações afetam de forma desproporcional a minoria cristã.

O informe classifica de legislação anti-blasfêmia a condenação ao grupo Pussy Riot, cujas integrantes foram condenadas por uma atuação na catedral de Moscou. No documento aparece ainda um caso da Grécia, onde um homem foi detido em 2012 por ter zombado de um monge ortodoxo no Facebook.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Papa Francisco é líder mais influente do mundo, diz 'Fortune'

Pontífice encabeça ranking de 50 personalidades divulgado nesta quinta-feira

A revista americana Fortune colocou o papa Francisco na primeira posição na lista das 50 maiores lideranças do mundo divulgada nesta quinta-feira. Em dezembro, o pontífice já havia sido eleito a personalidade do ano pela revista Time. O novo reconhecimento vem depois de um ano de pontificado, período em que conseguiu “atrair legiões de admiradores não católicos” ao estabelecer uma nova direção na Igreja, destacou a publicação.

A lista tem ainda políticos como a chanceler alemã Angela Merkel, empresários como Jeff Bezos, da Amazon, e até celebridades como Bono, vocalista da banda U2. Confira o primeiro colocado:
A revista menciona o estilo simples do pontífice, que abriu mão do suntuoso apartamento papal, circula por Roma em um carro modesto e lavou os pés de uma prisioneira muçulmana. Lembra ainda a mudança de retórica que ele impôs a assuntos tabus (sem afetar a doutrina católica), como a homossexualidade, ao ressaltar: “Quem sou eu para julgar?”. O perfil também destaca a iniciativa de criar um grupo de cardeais para ajudá-lo a reformar a estrutura da Igreja.

Recentemente, Francisco pediu que parassem de tratá-lo como uma estrela do rock, pois sabe que suas ações até agora “refletem um novo tom e novas intenções". “Seu trabalho mais duro ainda está por vir”. Mesmo assim, o que disse até agora atraiu muita atenção. Citando uma pesquisa recente, a publicação afirma que um em quatro católicos afirma ter aumentado suas doações para a caridade e destes, 77% disseram ter feito isso influenciados pelo papa.

Papa encontra membros de outras religiões

Cidade do Vaticano (RV) - Um encontro realizado em um clima de grande simplicidade e espírito de família: assim foi definido o encontro vivido na manhã desta quarta-feira, no Vaticano por um grupo de 20 representantes de oito religiões com o Papa Francisco, representando 250 pessoas, entre cristãos, muçulmanos, hindus, hebreus, sikhs, budistas e de outras religiões, participantes do encontro “Chiara e as religiões. Juntos rumo à unidade da família humana”, em andamento desta a última terça-feira em Castel Gandolfo. O Papa Francisco expressou seu apreço pela iniciativa em recordação de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, seis anos após a sua morte e concluiu: “Importante é caminhar e nunca parar”. A todos então o pedido “rezem por mim”.

Sobre a importância deste original evento que se conclui nesta noite de quinta-feira com uma palestra pública na Pontifícia Universidade Urbaniana, a Rádio Vaticano ouviu Roberto Catalano, Diretor do Centro para o Diálogo Inter-religioso do Movimento dos Focolares:

R. - Uma das definições mais típicas da personalidade de Chiara Lubich foi a de “mulher de diálogo”. Diálogo que ela fez dentro da Igreja Católica, com os fiéis de outras comunidades eclesiais e de outras Igrejas, com as pessoas de outras religiões e com pessoas que não têm uma referência religiosa, especialmente com pessoas de outras religiões. Ela pessoalmente se encontrou com budistas, hindus, hebreus, muçulmanos, sichks e desses encontros -, além das experiências do Movimento no mundo - nasceu uma experiência de diálogo que nós chamamos de “diálogo da vida”, mas que, em seguida, se desenvolveu no diálogo de “cooperação”, no diálogo da “comunhão de experiências” e também no âmbito “acadêmico”. Sempre foram diálogos bilaterais: budista-cristãos, hindu-cristãos, hebreu-cristãos, muçulmano-cristãos. Desta vez, porém, se pensou em fazer um encontro inter-religioso: pela primeira vez, os representantes desses diálogos bilaterais se reuniram para fazer esta experiência comum de diálogo.

Aquecimento global pode causar cenário apocalíptico bem antes do que você imagina

Talvez o cidadão médio se preocupe tão pouco com medidas de preservação ambiental e de redução de uso de recursos naturais porque, apesar do conhecimento de que isso é importante, falte um impacto direto para gerar ação. É difícil se coçar pra resolver um problema se você não consegue enxergar como esse problema te afeta diretamente, por mais que isso seja de conhecimento geral, e isso tem a ver com a a nossa mente descontínua - conceito muito bem explicado nesse vídeo - que limita, de certa forma, a maneira como o ser humano vê a realidade. Mas a falta de impacto direto dos problemas ambientais na nossa vida, infelizmente, já está bem próximo do fim, ao menos de acordo com alguns cientistas.

Em uma entrevista à revista Rolling Stone, o cientista James Lovelock disse que não há mais como reverter o processo de aquecimento global e que 6 bilhões de pessoas vão morrer dentro dos próximos 100 anos vítimas de desastres naturais provocados pela mudança de temperatura e destruição dos ecossistemas. Segundo ele, a Europa vai ganhar temperaturas de deserto, Berlim será quente como Bagdá, Londres sera assolada por enchentes, e tudo isso até 2040.

Lovelock continua: dos quase 7 bilhões de pessoas na Terra hoje, só 500 milhões sobreviverão, e as migrações massivas em direção ao norte do planeta serão motivos para guerras e genocídios. Estamos, de acordo com Lovelock, caminhando rumo a um apocalipse que já não pode mais ser evitado, já que ele nega que reduzir a emissão de gás estufa a essa altura tenha qualquer impacto para evitar a desgraça: o mal já está feito.

Pois bem - a essa altura, você deve estar se perguntando se deveríamos acreditar em James Lovelock. Infelizmente, ele não é um maluco sem credibilidade. Lovelock é ninguém mais ninguém menos que o ambientalista e pesquisador que inventou o microondas e também o detector de captura de elétrons, sistema que mais tarde possibilitou a detecção do CFC e de outros gases tóxicos pra atmosfera. Ele também é o inventor da teoria de Gaia, que diz que a Terra é um organismo vivo que seu auto-regula para sobreviver, incluindo mudanças climáticas e catástrofes naturais, uma teoria que é amplamente aceita entre ambientalistas que acreditam nos efeitos catastróficos do aquecimento global.

O que dizem outros cientistas?

Lovelock admite que pode estar errado, mas diz que está se baseando em uma observação de como o mundo já está reagindo ao aquecimento global. O Weather.com publicou em novembro do ano passado uma matéria sobre um relatório do Painel de Mudanças Climáticas que deve ser liberado em março que vai na mesma linha do cenário apocalíptico previsto por Lovelock - e que, como ele, diz que já estamos no meio dessas mudanças.

"No século XXI, os impactos das mudanças climáticas vão diminuir o crescimento econômico, aumentar a pobreza, prejudicar a produção de alimentos e desencadear novos cenários de miséria, principalmente em áreas urbanas", diz o relatório que teria vazado antes da hora. O documento também fala de mortes causadas por enchentes causadas pelo aumento do nível do mar, especialmente nas grandes cidades, fome causada pela mudança de ciclo das chuvas nas nações mais pobres, fazendeiros perdendo tudo pela falta de água, problemas de infraestrutura causados por temperaturas extremas, ondas de calor perigosas e mortais aumentando de frequência e ecossistemas marinhos e terrestres sendo destruídos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Nasa prevê colapso da humanidade nas próximas décadas

Setores como clima, energia e crescimento da população provocariam o fim da civilização, assim como ocorreu com o Império Romano

RIO - Impérios como Roma e Mesopotâmia entre tantos outros, espalharam-se por territórios imensos, criaram culturas sofisticadas e instituições complexas que influenciaram cada aspecto do cotidiano de seus habitantes — até, séculos depois, e por diversas razões, sucumbirem. A civilização ocidental segue o mesmo caminho e está a um salto do abismo, segundo um estudo divulgado ontem pela Nasa. As raízes do colapso são o crescimento da população e as mudanças climáticas.

O estudo foi baseado em um modelo desenvolvido por um matemático da Universidade de Maryland. Safa Motesharrei analisou ciências ambientais e sociais e concluiu que a modernidade não vai livrar o homem do caos. Segundo ele, “o processo de ascensão-e-colapso é, na verdade, um ciclo recorrente encontrado em toda a História”.

“A queda do Império Romano, e também (entre outros) dos impérios Han, Máuria e Gupta, assim como tantos impérios mesopotâmios, são testemunhos do fato de que civilizações baseadas em uma cultura avançada, sofisticada, complexa e criativa também podem ser frágeis e inconstantes”, escreveu em seu estudo, financiado pelo Goddard Space Flight Center, da Nasa.

Motesharrei lista os ingredientes para o fim do mundo. O colapso pode vir da falta de controle de aspectos básicos que regem uma civilização, como a população, o clima, o estado das culturas agrícolas e a disponibilidade de água e energia. O Observatório da Nasa já constatou diversas vezes a multiplicação de eventos climáticos extremos, como o frio intenso do último inverno na América do Norte e o calor que, nos últimos meses, afligiu a Austrália e a América do Sul. Seus estragos paralisam setores vitais para o funcionamento da sociedade.

A economia também desempenha um papel importante. Quanto maior for a diferença entre ricos e pobres, maiores as chances de um desastre. Segundo a pesquisa, a desigualdade entre as classes sociais pauta o fim de impérios há mais de cinco mil anos.

Com o desenvolvimento tecnológico, agricultura e indústria registraram um aumento de produtividade nos últimos 200 anos. Ao mesmo tempo, porém, contribuíram para que a demanda crescesse de um modo quase incessante. Hoje, se todos adotassem o estilo de vida dos americanos, seriam necessários cinco planetas para atender as necessidades da população. Por isso, segundo Motesharrei e sua equipe, “achamos difícil evitar o colapso”.

A pesquisa da Nasa, no entanto, ressalta que o fim da civilização ainda pode ser evitado, desde que ela passe por grandes modificações. As principais são controlar a taxa de crescimento populacional e diminuir a dependência por recursos naturais — além disso, estes bens deveriam ser distribuídos de um modo mais igualitário.

No documento, a agência lida mais com análises teóricas. Outros estudos mostram como crises no clima ou em setores como o energético podem criar uma convulsão social.
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Fonte - O Globo

Fenômeno: Pastores Protestantes Retornam à Igreja Católica

O que aconteceria se um protestante sério, sedento pela verdade fosse estudar as raízes da Igreja Católica e sua origem na era apostólica e nos primeiros séculos? Nos Estados Unidos, berço do protestantismo moderno, um fenômeno está acontecendo, segundo Janina Quintal, em artigo escrito ao Universo Católico, uma série de renomados pastores e estudiosos do mundo protestante retornaram ou vieram ao seio da Igreja Católica.

A vinda dos pastores à Igreja de Cristo arrebata considerável número de outros fieis evangélicos, outrora anti-católicos. Eles professam seu testemunho em revistas, livros e na internet. Segundo Janaina Quintal os convertidos foram “surpreendidos com a Verdade” ao estudarem os escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo.

Com o pontificado de Francisco a distância entre Igreja Católica e igrejas evangélicas tem diminuído. Durante a Jornada Mundial da Juventude o pontífice rezou com um pastor e fieis da Assembleia de Deus um Pai-Nosso quando visitava a comunidade de Manguinhos. Foi o líder protestante que quis esperar o papa em frente ao seu templo.

Foi da JMJ que uma história comovente despontou. A conversão de Eduardo da Silva à fé católica aconteceu 135 dias após ter emocionado o mundo quando apareceu segurando um cartaz de acolhimento ao Papa Francisco durante a Missa de Envio da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho. Dizia a peça : “SANTO PADRE, SOU EVANGÉLICO MÁS EU TE AMO!! ORE POR MIM E PELO BRASIL! TUS ÉS PEDRO…”

Recentemente o Papa Francisco gravou uma mensagem para lideranças protestantes que se reuniriam nos Estado Unidos. Como fruto desta aproximação o pastor Ulf Ekmanda igreja protestante mais influente da Suécia anunciou durante uma conferência dominical em seu templo que se convertera à fé católica.

A articulista Janaina brinda lista o perfil de alguns pastores que abraçaram a comunhão com o papa. O ANCORADOURO reproduz o texto da articulista e acrescenta alguns grifos considerados importantes.

1. Scott Hann. ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante.

Era um anti-católico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor.

2. Paul Thigpen. ex- editor e escritor de várias revistas protestantes.

Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica.

3. Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia

Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts.

Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”.

Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele.

4. Steve Wood. ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida.

Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts.

Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!… E eu fiz isto”.

5. Bop Sungenis. ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica.

Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”.

Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos.

6. Duglas Bogart. Ex-missionário evangélico na Guatemala.

Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia. Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico.

7. David B. Currie. Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”.

Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor. David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”.

O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo.

8. Alan Stephen Hopes. ex- Pastor e Bispo Anglicano nomeado por João Paulo II.

Pastor Anglicano convertido ao Catolicismo. Foi nomeado bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II. Nasceu em Oxford, em 1944. Foi recebido na Igreja Católica em 04 de Dezembro de 1995.

Depois de dois anos como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, de Kensington, foi nomeado Padre da Paróquia de Nosso Redentor, em Chelsea, tornando-se depois, em 2001, vigário geral da arquidiocese.

Monsenhor Hopes é um dos pastores Anglicanos que abandonaram a Igreja da Inglaterra depois que a ordenação sacerdotal de mulheres foi aprovada naquela igreja.

Todos eles são agora verdadeiros Católicos e 100% Cristãos. Eles acharam a abundância da vida Cristã na única Igreja fundada por Cristo.

Estudo da NASA culpa desigualdade social por potencial colapso da civilização

Pesquisadores alertam que má repartição de riquezas é um dos motivos para extermínio da população das próximas décadas

Um estudo feito pelo centro de pesquisas espaciais da NASA, o Goddard Space Flight, explica que as civilizações tais como conhecemos hoje poderiam desaparecer nas próximas décadas em virtude da má gestão de recursos naturais e de uma má repartição das riquezas, isto é, do alto índice de desigualdade econômica mundial.

Publicado no jornal científico norte-americano Elsevier Ecological Economics, o artigo evidencia uma série de fatores que contribuem para o extermínio da civilização, como a falta de água e de energia por exemplo. Segundo os pesquisadores, há uma necessidade urgente de “reduzir as desigualdades econômicas a fim de garantir uma distribuição mais justa dos recursos, se apoiando sob fontes renováveis menos agressivas e diminuindo o crescimento populacional”.

Liderado pelo matemático Safa Motescharri, o estudo também combina dados históricos que mostram que o desaparecimento das civilizações é um fenômeno recorrente e aconteceu principalmente por causa da "cegueira das elites", que se julgaram protegidas em vez de reformar seu sistema de convivência. Os impérios Romano e da Mesopotâmia são dois "novos" exemplos que desapareceram, aponta.

Segundo a pesquisa, a estratificação econômica entre ricos e pobres desempenha um papel central no processo de colapso. "Em geral, a estratificação social de rico-pobre leva ao consumo excessivo de alguns, enquanto outros acabam sendo condenados a tentar sobreviver”, diz o artigo. Além disso, as mudanças tecnológicas não melhorariam essa situação – pelo contrário. “Elas aumentam a eficiência dos recursos, mas também o elevam o consumo excessivo”.

Nesse panorama, os cientistas preveem dois cenários possíveis para o homem do século 21: o primeiro seria a redução das populações mais pobres pela fome. Nesse caso, a destruição de nosso mundo não aconteceria por questões climáticas. Já o segundo cenário remonta a questão do consumo excessivo de recursos naturais que, a princípio, vai resultar no fim das populações pobres, mas que, com o passar dos tempos, chegará às camadas mais abastadas.

Fonte - Opera Mundi

Nota DDP: Interessantemente, um dos temas de interesse do atual pontificado romano...

terça-feira, 18 de março de 2014

Terra Santa: «Para que sejam um» é o tema da visita do Papa

Cidade do Vaticano, 18 mar 2014 (Ecclesia) – A Assembleia dos bispos católicos da Terra Santa anunciou que o lema da visita do Papa Francisco à região, entre 24 e 26 de maio, vai ter como tema ‘Para que sejam um’.

O tema foi escolhido durante uma reunião em Tiberíades, e a escolha teve em consideração o encontro com o patriarca ecuménico (Igreja Ortodoxa) de Constantinopla, Bartolomeu, e com os responsáveis das Igrejas de Jerusalém.

Na Terra Santa, o Papa vai visitar o Santo Sepulcro, o Yad Vashem, o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas, além de estar previsto que participe “num encontro ecuménico com todas as Igrejas cristãs, que contará com a presença do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, naquele lugar, há 50 anos, deu-se o histórico encontro entre Paulo VI e Atenágoras”.

Em Jerusalém, “estão previstos ainda encontros com o presidente Shimon Peres, o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu e os líderes religiosos locais”.

Em Belém, vai acontecer ainda um encontro com Abu Mazen e uma visita à Basílica e à Gruta da Natividade, disse D. Giuseppe Lazzarotto.

Na Jordânia, em Amã, primeira etapa da viagem apostólica, o Papa Francisco “vai reunir-se com o rei Abdullah e Rania, jantando depois com os refugiados da Síria”, relata a Rádio Vaticano.

A visita do Papa Francisco à Terra Santa vai assinalar o 50º aniversário do histórico encontro entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras da Igreja Ortodoxa.

As informações ligadas a esta viagem podem ser encontradas na página da internet oficial da viagem do Papa à Terra Santa.

NSA grava todas as ligações feitas em país não revelado

A pedido de autoridades norte-americanas, o jornal Washington Post informou que não iria identificar o país que foi alvo das escutas em massa

Washington - A Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos tem gravado todos os telefonemas de um determinado país estrangeiro e depois pode ouvir as conversações durante um período de até um mês após a gravação, reportou o jornal Washington Post nesta terça-feira.

A pedido de autoridades norte-americanas, o Post informou que não iria identificar o país que foi alvo das escutas em massa ou outros países onde o governo norte-americano pensava usar o mesmo programa.

A revelação vem do mais recente de uma série de documentos confidenciais que o ex-analista de sistemas da NSA, Edward Snowden, vazou para certas organizações de mídia no ano passado.

A maioria desses documentos descrevia que os EUA coletavam quantidades enormes de dados e texto.

Esse programa seria diferente por gravar telefonemas. O programa em questão data de 2009 e se chama Mystic, de acordo com documentos obtidos pelo Post. Ele era usado para interceptar conversações em um país específico, mas a NSA pretendia usá-lo em outros países, de acordo com a reportagem.

O programa grava todas as conversações telefônicas realizadas em um país e arquiva bilhões delas por 30 dias. A operação só entrou totalmente em vigor em 2011.

Um dos gerentes seniores do programa disse ao Post que o Mystic era comparável a uma máquina do tempo, o que significa que vozes em qualquer ligação feita no país poderiam ser ouvidas novamente sem exigir que a NSA identificasse uma pessoa antes de as conversas serem coletadas. A operação varria inclusive ligações de norte-americanos para ou do país.

Grupos de defesa das liberdades civis temem que esse programa e outros como ele irão ser usados em outros países e que eventualmente a NSA armazenará os dados por mais tempo do que agora e passará a usá-los para outros fins.

A Casa Branca não comentou o programa descrito pelo jornal. Mas a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional Caitlin Hayden afirmou que a informação buscada pelos órgãos de inteligência dos EUA está, em muitos casos, escondida no "grande e complexo sistema" de comunicações globais.

"Os EUA precisam consequentemente coletar sinais de inteligência em massa em certas circunstâncias para identificar essas ameaças", afirmou Caitlin, em nota.

Ela disse que a diretiva presidencial que autoriza esse tipo de coleta "deixa claro que os sinais de inteligência coletados em massa somente podem ser usados para atender a requisitos de segurança específicos."

segunda-feira, 17 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

Papa Francisco convidado para o Congresso dos EUA

WASHINGTON (Reuters) - EUA Câmara, John Boehner na quinta-feira convidou o papa Francis para tratar de uma sessão conjunta do Congresso - um evento sem precedentes - durante uma visita esperada para os Estados Unidos no próximo ano.

Republicanos e democratas no Capitólio têm rapidamente procurou invocar devoção do pontífice popular para os pobres.

Francisco, que na quinta-feira marcou o primeiro aniversário da sua eleição como líder do mundo 1,2 bilhão de católicos, é amplamente esperado para viajar para a Filadélfia, em setembro de 2015, para participar do Encontro Mundial das Famílias.

Prefeitos de várias outras cidades dos Estados Unidos tê-lo convidado a visitar e Boehner mudou-se para garantir um lugar no itinerário do papa, em uma carta ao enviadas para o pontífice na quinta-feira.

"É com reverência e admiração que eu convidei Papa Francis, como chefe de Estado da Santa Sé e o primeiro papa a oriundos das Américas, para tratar de uma reunião conjunta do Congresso dos Estados Unidos", disse Boehner em comunicado.

Enquanto o Papa João Paulo II visitou Washington em 1979 eo Papa Bento XVI visitou a capital dos EUA em 2008, o escritório do historiador do Senado dos EUA disse que não tem registro de um pontífice sempre abordando Congresso.

"O Papa Francis inspirou milhões de americanos com sua forma pastoral e liderança servidora, desafiando todas as pessoas a levar uma vida de misericórdia, perdão, solidariedade e serviço humilde", acrescentou Boehner, o mais alto escalão EUA eleito funcionário que é católica.

Mas o republicano de Ohio, também aproveitou a ocasião para reiterar 'pontos de vista que o aumento de gastos e programas de bem-estar do governo não são o caminho para atender americanos republicanos responsabilidade de cuidar dos pobres e os mais vulneráveis.

Ele disse que os americanos "adotaram lembrete Papa Francisco que não podemos cumprir a nossa responsabilidade para com os pobres, com uma mentalidade de bem-estar com base em cálculos de negócios. Podemos encontrá-lo apenas com a caridade pessoal em um lado, e de som, políticas de inclusão, de outro. "
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(Reportagem de David Lawder; edição por Sandra Maler, David Storey e G Crosse)

Fonte - Euronews (Google Tradutor)

quarta-feira, 12 de março de 2014

Pastor do CMI visita papa Francisco e elogia busca pela unidade cristã


O encontro foi promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, da Igreja Católica

O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Olav Fykse, se encontrou com o papa Francisco na última sexta-feira (7) no Vaticano.

No encontro, Tveit parabenizou o líder da Igreja Católica pelo trabalho em prol da justiça e da paz e aproveitou o momento para comentar o pedido do papa para que os cristãos orem pela Síria.

“Creio que Deus está abrindo, nesses tempos, novos caminhos para a unidade e novas formas para que o mundo veja a nossa comunhão em Cristo, especialmente na maneira em que servimos juntos ao mundo”, disse o pastor ao papa.

O papa tem se mostrado aberto para receber representantes de outras religiões, tanto que este encontro com o secretário-geral do CMI faz parte do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

A viajem do papa a Jerusalém seguirá este objetivo de promover a paz entre as religiões, outro assunto discutido e elogiado nessa reunião entre Tveit e Francisco. “Sabemos que a religião e a fé têm um papel importante no conflito na que deveria ser uma cidade de paz. Cremos que só uma paz com justiça numa cidade compartilhada por três religiões, e Israel e Palestina como Estados independentes, poderão colocar fim à ocupação e à violência nesta região”, opinou o pastor.

Para quem não conhece, o CMI reúne 345 igrejas protestantes, entre elas ortodoxas, anglicanas e evangélicas. Os participantes desse Conselho representam cerca de 110 países.

Fonte - Gospel Prime

Importante pastor anuncia que se converteu ao catolicismo e abandona igreja com mais de 3 mil membros

Enquanto ao redor do mundo o catolicismo perde fiéis para igrejas evangélicas das mais diversas vertentes, o pastor sueco Ulf Ekman decidiu tomar o caminho inverso e anunciou sua conversão ao catolicismo.

Ekman é o fundador da Igreja Palavra da Vida, uma importante denominação protestante na Suécia. Nos últimos 30 anos, o pastor se manteve à frente da igreja, enviando missionários para dezenas de países.

O agora ex-dirigente protestante também fundou a maior escola bíblica e construiu o maior templo evangélico da Escandinávia, além de manter um projeto de mídia que conta com emissoras de televisão nos cinco continentes. Ainda em sua trajetória como líder protestante, Ekman publicou livros em 60 idiomas.

A denominação que ele liderava conta com mais de 3 mil membros, doze pastores auxiliares e mais de mil alunos registrados em sua escola. De acordo com o site Renascença, Ulf Ekman era visto como “pastor de pastores”, por conta de sua grande influência sobre os demais líderes protestantes do país.

“Vimos a lógica de ter uma estrutura sólida de sacerdócio, que mantém a fé da Igreja e a passa de uma geração para a seguinte e uma força moral e ética consistente que que se atreve a enfrentar a opinião pública”, escreveu Ulf Ekman ao anunciar sua conversão ao catolicismo.

No comunicado, publicado no site de seu ministério, Ekman afirma que ele e sua esposa encontraram na Igreja Católica “um grande amor por Jesus e uma teologia sã, fundada na Bíblia em dogma clássico [...] e uma simpatia para com os pobres e fracos”.

Segundo Ulf Ekman, o ponto decisivo para sua opção de abandonar o protestantismo e tornar-se católico foi um encontro com representantes de movimentos carismáticos católicos, que ele definiu como de “estilo de celebração próximos ao dos protestantes, mas que se encontram em comunhão com Roma”.

Na conclusão, Ekman e sua esposa dizem que a decisão refere-se unicamente a eles, e frisa que “nem faria sentido” tentarem converter toda a denominação que eles lideraram por 30 anos à Igreja Católica.

Análise do vídeo do papa sobre ecumenismo - Pr. Ranieri Sales

Documento único total

Já imaginou ter certidão de nascimento, carteiras de identidade, de motorista e de trabalho, passaporte e até a chave do carro em um só documento? É exatamente o que quer uma empresa alemã de tecnologia: reunir todas as informações dos usuários em um único cartão e colocar fim na agonia de quem é mais esquecido.

A dona da ideia, presente na Feira Internacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (Cebit), que se realiza até sexta-feira em Hannover, na Alemanha, tem credenciais suficientes para sustentar que o projeto, apesar de ambicioso, pode ser posto em prática. A Bundesdruckerei, conhecida na Europa pelo potencial de inovação, foi quem implantou os passaportes eletrônicos na Alemanha, nove anos atrás. Tecnologia semelhante só começou a ser usada nos documentos emitidos no Brasil em 2010.

Em 2013, a empresa também passou a produzir chips para licenças de motorista na Alemanha. E até o final do ano deve implantar pelo menos 90 portões de embarque eletrônicos nos aeroportos de Frankfurt, Berlim, Hamburgo, Munique e Düsseldorf. São equipamentos que verificam a autenticidade e a validade dos passaportes de forma automática.

Além de reunir todas as informações hoje espalhadas em diversos documentos, o cartão também pagaria contas e funcionaria como chave de automóvel. O motor só daria arranque ao receber sinal do chip inserido dentro da identidade do dono do carro – ou de alguma pessoa previamente autorizada pelo proprietário.

A vantagem, no entanto, é muito mais proteger os dados das pessoas e tornar seguras as transações na rede do que facilitar a vida dos mais avoados, garante o presidente da empresa, Ulrich Hamann.

– O novo cartão é muito mais do que apenas um documento de identidade. Ele oferece ao mundo online uma resposta segura e confiável para as pessoas – diz Hamann.

Questionado se não seria mais arriscado deixar todas as informações de uma pessoa em um só lugar, Hamann garante ter todos recursos de segurança necessários para manter os dados a salvo.

O plano, admite o empresário, é bastante ousado. Mas a empresa alemã já faz isso em média escala, oferecendo serviços personalizados para companhias privadas.

Caberá ao governo gerenciar o credenciamento e dar a cada pessoa a identidade plena, uma espécie de passaporte. Em um terminal de autoatendimento, o cidadão pode preencher os dados pessoais para que o documento seja produzido.

A identidade dispensa uso de chave ou crachá para entrar no local de trabalho. Basta segurar o cartão em frente ao leitor digital, que o objeto identificará quem está autorizado a entrar, ou não.

Passageiros não precisarão mais enfrentar fila para embarcar. Basta uma confirmação com a própria identidade e o sistema indica o portão de embarque correto.

Vai ser possível transferir todas as informações do cartão de identidade para o smartphone. Um aplicativo irá armazenar os dados de forma temporária.

O motor do carro só vai dar arranque ao receber sinal da identidade do dono do carro – ou de alguém diretamente habilitado pelo proprietário. No caso de aluguel do veículo, basta conectar o smartphone e um aplicativo fará a identificação.

Quando for se hospedar em um hotel, nada de ficar preenchendo formulários. O recepcionista terá acesso a todos os dados por meio da identidade.

O cartão de identidade também funcionará como forma de pagamento, dispensando uso de cédulas ou cartão de crédito em locais como supermercados.

O documento será personalizado. Cada usuário poderá escolher inclusive a cor para o seu cartão.

Fonte: Zero Hora

NOTA Minuto Profético: Sem dúvida pode facilitar muito a vida das pessoas. Por outro lado, também ficará mais fácil o governo controlar a vida de todos, o que profeticamente sabemos que acontecerá...

terça-feira, 11 de março de 2014

"Hippies ou cristãos?"

Jovens, paz e amor, liberdade total e pregação autêntica daquilo que se crê. Muitos acham que isso é o cristianismo. Estão confundindo os movimentos: o nome dessa ideologia é movimento hippie. Cantar que “todos precisam de amor” é a musiquinha grudenta dosBeatles, que alguns incorporam para o não menos grudento estilo worship dos cultos renovados.

A miopia pós-moderna nos faz cegos à ira santificada de Jesus. Para aqueles que, com um non-sense adolescente, afirmam que deveríamos pregar o evangelho sem criticar os outros, minha sugestão: leiam Mateus 23. Jesus não fez um discurso florido sobre amor e ação social. Ele criticou os líderes religiosos por suas perspectivas equivocadas (Mt 23:13-31). Quem conhecer o mínimo possível o que dizem os evangelhos, verá que não foi um caso isolado.

Jesus vivia em disputa com fariseus, saduceus, herodianos e todo tipo de gente portadora de uma mensagem distorcida. Todos se lembram dos fariseus, os rígidos conservadores. Pouca gente se recorda dos saduceus, liberais acomodados com a cultura greco-romana. Não restam dúvidas que hoje há muitos fariseus adventistas, mas os saduceus continuam no poder (como, aliás, já detinham na época de Jesus).

Os opositores da mensagem do Céu recebiam epítetos duros. João Batista os chamou de “raça de víboras” (Mt 3:7; cf.: Mt 23:33). Vê-se que o profeta não fora afetado pela epidemia do “paz e amor”. Quem lê as cartas de Paulo, sabe que ele não economizava nas palavras duras (1 Co 3:31-3; 4:19-20; 5:1-5; Gl 1:6-7, 9; 2:14; 3:1). O apóstolo Pedro também escreveu contra falsos mestres, de tendência libertina – liberais e mundanos (2 Pe 2:2-3, 12-14, 17-22). Se vivessem no mundo contemporâneo, João Batista, Jesus, Paulo e Pedro teriam seus sermões filmados por aparelhos móveis e compartilhados nas redes sociais. Os vídeos receberiam enxurradas de críticas daqueles que acham que deveríamos viver o evangelho sem criticar os outros!

Infelizmente, nossa cultura fez lavagem cerebral coletiva, removendo o senso crítico e colocando um sentimento róseo que aceita tudo o que o outro diz, sob a premissa de que o pior erro seria criticar qualquer erro! Obviamente, muita gente ainda não conseguiu entender que viver o evangelho se traduz por assimilá-lo em sua plenitude, o que envolve uma postura crítica diante dos erros populares. Assim andaram os profetas do passado, repreendendo o povo, apontando seus pecados, denunciando suas atitudes.

Pense em João Batista: qual era a relação dele com a família de Herodes? Aquilo não era “da conta dele”. Provavelmente, se tivesse se calado, viveria mais. Se João fosse o tipo de cristão com cérebro flácido, diria que era preciso aceitar e amar Herodes, sem dizer uma palavra, porque só o amor convence. Felizmente, o Batista preferiu sentenças condenatórias, porque constituía a vontade divina (Lc 3:19).

Hoje, quando um pregador age simbolicamente, rasgando orientações que não seguimos, isso nos incomoda, porque parece agressivo e ninguém aceita ser reprendido, porque nos achamos adultos e livres, “donos do próprio nariz”. Desdenhamos dessa coragem denunciatória, porque apontar os erros recebe o rótulo de coisa demoníaca. Falta fazer a diferença: o diabo nos acusa para desanimar e nos levar a crer que estamos perdidos em tantos e tão grandes pecados. Deus, por meio de mensageiros cheios de senso de dever, nos repreende como um pai, buscando a salvação de cada filho (1 Co 4:14; Hb 12:5-10). Salvação depende de arrependimento, não da sensação de bem estar quando o culto nos entretém com situações cômicas e músicas emotivas.

No fundo, queremos aceitar o evangelho desde que ele não nos incomode ou nos faça agir de um modo que nosso vizinho pense em contatar algum manicômio. Não desejamos a pecha de lunáticos e estranhos. Queremos o evangelho da calmaria, do “Jesus ama e salva, ponto final”. Para descontentamento geral, o Mestre disse que veio trazer espada e não paz. Em meio à controvérsia universal entre Jesus e Seu inimigo, conflitos são inevitáveis: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3:12; cf.: 1 Pe 2:12, 16, 19-20; 3:14-15; 4:12-13). O difícil é deixar o sofá da sala para suportar perseguição…

segunda-feira, 10 de março de 2014

"A NSA está colocando fogo no futuro da Internet"

Edward Snowden, o ex-analista da CIA que ficou conhecido por revelar o escândalo massivo de espionagem do governo americano, fez nesta segunda-feira, 10, sua primeira aparição pública ao vivo para o público dos Estados Unidos, via Google Hangouts. A apresentação aconteceu durante o SXSW, que acontece em Austin.

Durante o evento, Snowden voltou a ressaltar a importância do respeito aos direitos da privacidade na internet. Para isso, ele defende que não apenas os governos deixem de espionar, mas que haja um investimento maior de empresas e desenvolvedores em criptografia.

Nos últimos meses, muitas informações apontavam para um rumor de que o governo americano, por meio da NSA (Agência Nacional de Segurança), seria capaz de quebrar a maioria dos tipos de criptografia existentes. Snowden, no entanto, não crê que isso esteja acontecendo de fato.

Para reafirmar sua posição sobre encriptação, ele diz que até agora o governo dos Estados Unidos não sabem quais documentos sigilosos foram vazados para jornalistas. "Eles não sabem o que foi repassado porque criptografia funciona. Precisamos pensar nela não como uma arte das trevas, mas como uma proteção contra as artes das trevas", afirmou ele.

Ele rejeita a ideia de que a NSA possua um sistema superpoderoso, capaz de quebrar qualquer tipo de criptografia. Na verdade, o que ele acha mais perigoso e mais próximo da realidade, é que o governo americano simplesmente rouba as chaves de encriptação.

"Eu acho que a criptografia irá se manter, a menos que tenhamos saltos massivos no entendimento de matemática e física", afirmou ele.

Por fim, ele voltou a atacar as práticas da NSA, afirmando que eles estão "colocando fogo no futuro da Internet", e as pessoas que assistiam as transmissões são "os bombeiros". "Precisamos de sua ajuda para corrigir isso".

Ele também reafirmou que não se arrepende do que fez, mesmo depois de ser praticamente expulso do seu país. "Independente do que acontecer comigo. Isso é algo a que nós temos direito. Eu jurei apoiar e defender a Constituição (dos Estados Unidos) e eu a vi sendo violada em escala massiva", disse, sem mostrar nenhum arrependimento com sua situação.

Terremoto de 6,9 graus atinge norte da Califórnia

Tremor aconteceu no litoral próximo a cidade de Eureka.
Por enquanto não há relatos de feridos ou danos.


Um terremoto de 6,9 graus na escala Richter atingiu nesta segunda-feira (10) a costa norte da Califórnia, Estados Unidos, a cerca de 80 quilômetros da terra firme, segundo o Serviço Geológico americano, sem que por enquanto tenham sido relatados feridos ou danos.

O tremor aconteceu no litoral próximo a cidade de Eureka, às 02h18 de Brasília.

Segundo o USGS, o terremoto foi sentido em uma ampla faixa do litoral norte, e também no interior do norte californiano.

A imprensa local não informou sobre danos ou feridos, mas algumas notícias destacavam que o tremor foi sentido até em São Francisco, 400 km ao sul de Ferndale.

O terremoto teve seu centro a apenas sete quilômetros de profundidade e por enquanto não se foi emitido nenhum alerta para tsunamis.

domingo, 9 de março de 2014

Francisco deslumbra os EUA no primeiro ano de papado

O papa Francisco deslumbrou os Estados Unidos, o quarto país com mais católicos do mundo, e sua popularidade começa a transcender o âmbito religioso às vésperas de completar o primeiro aniversário de papado no próximo dia 13 de março.

Suas intenções agradam, suas palavras convencem e suas reformas são aplaudidas: o discurso do primeiro pontífice latino-americano da história calou fundo entre os católicos americanos, mas também entre os que não são.

"É fascinante sua capacidade de envolver e atrair um amplo espectro de pessoas", comentou à Agência Efe Thomas Groome, presidente do Departamento de Educação Religiosa e Ministério Pastoral e professor de Teologia do Boston College.

Groome explicou que Francisco deu "um toque latino" ao pontificado, uma "lufada de ar fresco" e mudou o estado de ânimo da Igreja, apesar de ressaltar que sua influência não se limita a quem professa a religião.

Começando pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que visitará o Vaticano no próximo dia 27, muitos políticos citaram as ideias do papa.

Ele foi tomado como modelo por congressistas tão díspares como o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, autodeclarado mórmon; o congressista republicano Paul Ryan, católico, e o senador independente Bernard Sanders, judeu.

Uma percentagem de 85% dos católicos dos Estados Unidos tem uma visão positiva do papa e na população geral sua aprovação é de 65%, segundo uma pesquisa publicada agora em março pelo Centro de Pesquisas Pew.

A avaliação dos católicos americanos sobre Francisco já é superior à máxima que Bento XVI teve, 83% em 2008, após sua visita a Washington e Nova York, mas não chegou ainda aos níveis de João Paulo II, que superou em vários momentos os 90%.

No entanto, o estilo de Francisco, o discurso humilde e centrado na pobreza, combinado às reformas no Vaticano, ganhou adeptos em um país onde se estima que haja cerca de 77 milhões de católicos, aproximadamente um quarto da população americana.

E a admiração pelo pontífice nos Estados Unidos ainda poderia crescer mais se, como está previsto, comparecer ano que vem ao Encontro Mundial das Famílias que acontecerá na Filadélfia.
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sexta-feira, 7 de março de 2014

"Música na igreja" - Pr. Horne Silva


Nasceu em 1º de junho de 1929, no município de Bom Jardim, MG. Filho de José Pereira da Silva e de Maria Amaral da Silva.

Em 1936, mudou-se para uma cidade próxima. Nessa ocasião, seus pais se converteram ao adventismo.

Por intermédio do Pastor Boehm, foi parar num internato em Capim Roxo, MG. Lá, permaneceu por dois anos. Em 1945, foi batizado pelo Pastor Bohem.

Prosseguiu seus estudos no ITA (atual IPAE). Ao todo foram seis anos. Neste período, conheceu Ester, e acabaram se casando no dia 16 de março de 1950. Da união matrimonial nasceram três filhos: Holney, Holny e Holnyse.

Por necessidade de continuação dos estudos, foi para o CAB e em 1953 se formou em teologia.

Introduziu seu ministério no distrito cuja sede era na Igreja de Olaria, RJ. Posteriormente, foi transferido para a Igreja de Botafogo. Em seguida, assumiu o distrito de Itapujá, MG.

Em 1960, decidiu dar continuidade aos estudos nos EUA. Por três anos, trabalhou no Hospital Adventista de Washington. Nesse ínterim, estudou um pouco no Columbia Union College. Em seguida, ingressou na Andrews University. Em 1966, concluiu p Master of Divinity.

Em 1967 recebeu chamado para lecionar na Faculdade de Teologia do ENA.

Depois de alguns anos decidiu voltar à Andrews e fazer o Doutorado, integrando uma turma de 12 alunos de diferentes partes do mundo, no primeiro Doutorado da Andrews. Sendo assim, no dia 18 dezembro de 1974, foi o primeiro brasileiro a completar o Doutorado na Andrews University.

Em 1980, depois de uma estada no ITA, foi chamado para o IAE (atual UNASP-SP). Lá, contribuiu para a reorganização da Faculdade de Teologia, a implantação do Mestrado, com a vinda de vários professores da Andrews.

No momento, é Presidente da Associação dos jubilados Adventistas de São Paulo (AJASP).

BIBLIOGRAFIA: SARLI, Tercio, Minha Vida de Pastor, Certeza Editorial, Campinas SP. 2011.


Nota DDP: Sem querer se utilizar do "argumento da autoridade" compare os serviços do Pr. Horne à obra do Senhor nesta terra com o de algumas pessoas que resolveram criticá-lo...

"Francisco o implacável"


terça-feira, 4 de março de 2014

A geração de adventistas mais despreparada da história


Os ateus estão mais inteligentes? Não necessariamente. Os cristãos, em geral, ignoram o que creem? Completamente! E os adventistas em relação aos demais cristãos? São como gorilas do fim da fila, seguem o macho alfa.

Olhe para a cultura em geral: as pessoas fazem perguntas, há uma demanda espiritual, uma admissão à possibilidade de que as velhas respostas da tradição pudessem estar certas. E tradições não faltam, montando barraquinhas na feira-pública da contemporaneidade. Entretanto, nós adventistas não estamos preparados para nos mostrar nesse espaço. Talvez haja demasiada incerteza do produto que temos em mãos e de suas garantias. E, afinal, as barracas vizinhas gritam suas ofertas com tanta convicção!...

Como entender o drama? Um exemplo útil: os professores ufanistas acham bom os adolescentes lerem qualquer lixo, porque, oras, o importante é que leiam. Uma hora passaram de Rick Riordan para Machado de Assis. É tão ingênuo como achar que não há problemas em consumir batata frita, porque uma hora, por comê-las, alguém logo passará a se preocupar com uma alimentação realmente nutritiva! Esse tipo de otimismo que se agarra esperançoso no “menos-mal” acompanha os adventistas.

Achamos fantástico ver igrejas lotadas por programas de evangelismo dinâmicos. O importante é ver decisões sendo tomadas. Mudança de vida? Deixe para depois! Pelo menos, a pessoa entregou o coração a Jesus – como se o batismo fosse o passo que levasse a uma posterior renúncia de práticas mundanas. Não é. O batismo é, em si, uma declaração radical de renúncia: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo”, assinalou Ellen G. White. [1]

Todavia, estamos felizes! Gente com dificuldade de responder desafios intelectuais, de suportar tensões familiares e ser fiel? Menos-mal! Promovemos grandes eventos e a assistência corresponde em massa, sucesso! Porém, as dificuldades com respeito à vivência da fé confirmam a falta de embasamento de pessoas sinceras, falha no processo de discipulado (palavra ressurreta entre nós, mas que ainda precisa ser mais bem estudada). Quando se veem confrontados em sua fé, muitos sucumbem. Ensinaram-lhe que Jesus ama e salva (eterna e maravilhosa verdade); só esqueceram de instruir a raciocinar com base bíblica (a condição necessária para se manter na verdade). Salvação está condicionada à contínua tensão em lutar contra a tentação e obedecer a Deus. [2]

O adventista de décadas atrás levava certa vantagem: alguém lhe fazia decorar uma série de textos bíblicos e ele os repetia com toda convicção, sem perceber que muitos poderiam estar fora de contexto. Já os adventistas da geração atual, mencionam o que creem, sem saber por que creem exatamente – e ainda estranham quando ouvem o restante da história que ninguém lhes contou, aquelas verdades mais inconvenientes que deixaram de ser ditas nos púlpitos para não lembrar o pecador que ele é ... pecador!

Assim, heresias e ceticismo crescem como capim no terreno baldio que é a intelectualidade adventista. A mensagem mediada pelas pregações populares que chega confortável ao coração fica por aquela área mesmo, sem se dar ao trabalho de subir ao cérebro (ironicamente, quando a Bíblia fala de coração, refere-se ao centro da vontade, à mente como um todo, razão e emoção).

Quando o povo for instruído a amar a Bíblia e a gastar horas estudando-a, com a mesma paixão com que vai assistir programações que não passam de pura oba-oba gospel, aí as respostas vão surgir. Quando estudar a Bíblia deixar de ser um plano de escritório para ser algo transmitido olho a olho, o Espírito do Senhor falará ao remanescente.

O mais estranho? Deus nunca deixou de se interessar, com amor vívido e constante, por esse povo medíocre que estamos nos tornando! Mesmo quando nos falta o senso de autocrítica – e reagimos com frases de Facebook "não devemos julgar"; "cada um tem a sua opinião" –, Deus trabalha para nos despertar para as coisas essenciais, as quais estavam há muito sepultadas em glamorosos álbuns de fotos dos avós.

Acima de tudo isso, a Verdade imperará. Mas um alerta: somente para aqueles que a buscarem com esforço e coragem, amando o Senhor de “todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22:37). Agora, é com você.

Fonte - Questão de Confiança

[1] A citação completa diz: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei. Obedeceram ao preceito que diz: ‘Saí do meio deles, apartai-vos... e não toqueis nada imundo.’ Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: ‘E Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.’ 2 Coríntios 6:17, 18.’” Ellen G. White, Testemunhos Selectos, vol. 2, 389. Também aparece em Idem, Evangelismo, 307.

[2] “Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.” Idem, Conselho sobre Regime Alimentar, 23.

"Estamos à beira de um desastre"

O novo primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, declarou neste domingo (2) que o país está "à beira de um desastre" após a "declaração de guerra" feita pela Rússia --numa referência à intervenção militar dos russos na região autônoma da Crimeia.

"É o alerta vermelho. Não é uma ameaça, é, na verdade, uma declaração de guerra ao meu país", disse o premiê.

"Nós pedimos para que o presidente Putin retire suas forças armadas e cumpra suas obrigações internacionais, assim como os acordos bilaterais e multilaterais entre a Rússia e a Ucrânia", acrescentou.

"A Rússia não tinha qualquer razão para invadir a Ucrânia e nós acreditamos que nossos parceiros, assim como toda a comunidade internacional, apoiarão a manutenção da integralidade do território ucraniano, e farão o possível para impedir este conflito militar provocado pela Rússia", afirmou.

Um comboio de centenas de tropas russas partiu hoje em direção a capital da região da Ucrânia Crimeia, um dia depois que as forças da Rússia assumiram a península estratégica do Mar Negro sem disparar um tiro.

Também hoje, a Ucrânia informou que mobilizou soldados reservistas e ordenou que comandantes militares colocassem unidades de combate em estado de alerta contra uma intervenção militar russa na Crimeia.
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Fonte - UOL

Terremoto de magnitude 6,4 atinge costa da Nicarágua

Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a Nicarágua neste domingo, conforme relatos do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O epicentro aconteceu a 70 quilômetros de profundidade, próximo à costa do país - a cidade de Jiquilillo fica a apenas 23 quilômetros do foco do tremor. Ainda não há informações sobre dados e feridos.

O sismo foi registrado às 6h37 locais (mesmo fuso horário de Brasília) e não gerou alerta de tsunami. Manágua, a capital da Nicarágua, fica distante 160 quilômetros do epicentro do terremoto.

domingo, 2 de março de 2014

Papa Francisco: o nosso modelo de “catolicismo evangélico”

O papa Francisco é um “católico evangélico”? Primeiro, temos que definir os termos: "evangélico", em seu sentido mais simples, se refere à "boa nova", que é o significado da palavra grega “evangelos”. Os autores dos evangelhos são chamados de "evangelistas" porque registraram por escrito a “boa nova”, o “evangelho”, de Jesus Cristo. O evangelho de Marcos começa explicando: "Início da boa nova de Jesus Cristo, o Filho de Deus".

No entanto, a palavra "evangélico" também é usada, hoje, para se referir aos protestantes que defendem uma compreensão conservadora (e às vezes anticatólica) da fé cristã. Os protestantes evangélicos são conhecidos pela devoção simples a Jesus Cristo, pelo zelo na difusão do evangelho e pela alegria em comunicar a mensagem básica do cristianismo ao mundo.

O papa Francisco é um católico evangélico. Sua amizade com o bispo Tony Palmer é uma indicação de zelo evangélico do papa e do seu interesse e aceitação dos cristãos evangélicos. O bispo inglês Tony Palmer pertence à Comunhão das Igrejas Evangélicas Episcopais. Palmer e Bergoglio se tornaram amigos quando o inglês era missionário da sua igreja na Argentina. Recentemente, Tony Palmer foi convidado a se encontrar com seu velho amigo, agora papa Francisco. Palmer contou a sua história e apresentou uma mensagem do papa Francisco gravada em vídeo para um grupo de líderes pentecostais do Texas, nos EUA.

Em sua mensagem, o papa cumprimentou calorosamente os evangélicos americanos, reconhecendo o amor por Jesus Cristo, que compartilhamos, e a necessidade de compartilharmos a boa nova com o mundo. Francisco reafirmou as próprias credenciais como católico evangélico. O livro “Catolicismo Evangélico”, de George Weigel, oferece uma boa descrição desse modo de viver a fé. Simplificando: o catolicismo evangélico une as riquezas de dois mil anos de religião católica com o zelo missionário básico, a mensagem simples do evangelho e o ministério social ativo dos evangélicos.

O catolicismo evangélico é "mais cristianismo", não apenas "mero cristianismo". Ele reúne as belezas do culto católico tradicional com uma compreensão histórica da fé. Ele se enraíza na erudição bíblica animada por uma mensagem social relevante e pelo ministério ativo na comunidade.

O bispo Tony Palmer declarou, em seu discurso aos líderes evangélicos do Texas, que ele "queria tudo": ele queria afirmar a plenitude da fé católica, mas também o zelo ardente dos carismáticos, os sonoros entendimentos bíblicos dos "crentes na bíblia" e o amor dos evangélicos pelo compartilhamento do evangelho. E perguntou aos pentecostais reunidos: "Vocês não querem Jesus mais ainda? Você não querem tudo?".

Eu entendo Tony Palmer porque vivi a mesma jornada. Criado em um lar evangélico norte-americano, eu procurei a Igreja histórica e me tornei anglicano. Este passo me aproximou do catolicismo e acabei recebido na plena comunhão da Igreja católica. Ao trilhar essa estrada, eu afirmei toda a plenitude da fé na Igreja católica e todas as coisas boas das tradições evangélica e anglicana ao mesmo tempo. Eu não neguei as coisas boas da minha experiência evangélica e anglicana, mas, ao me tornar católico, afirmei mais ainda.

O catolicismo evangélico reúne três grandes correntes da vida contemporânea da Igreja: a bíblica, a carismática e a litúrgica. Elas podem ser vistas como representantes da mente, do espírito e do corpo. No catolicismo evangélico, as atividades intelectuais da teologia e da erudição bíblica são equilibradas com a fervorosa devoção e espiritualidade dos carismáticos. Estas duas dimensões são equilibradas e levadas a um nível mais profundo da experiência humana pela estabilidade da liturgia. Da mesma forma, a liturgia é aprofundada pela pregação forte, sonora e animada pela oração e pela adoração no Espírito.

Essas três vertentes da nossa experiência cristã são vitalmente necessárias se queremos viver a plenitude da fé cristã. Nossa cabeça, nosso coração e nosso corpo precisam estar engajados com a nossa fé. Temos que pensar, sentir e agir no mundo para ser plenamente vivos em Cristo.

As três características são visíveis no ministério do papa Francisco. Sua vida está enraizada na liturgia e na oração da Igreja, mas também se fundamenta na teologia e na escritura sagrada. E essas duas dimensões são vividas em seu ministério público vibrante, que proclama um evangelho radical e vive a mensagem da boa nova do amor de Deus em um mundo às escuras e profundamente necessitado.

Fonte - Aletéia

Nota DDP: As "três dimensões" citadas no artigo lembram de "três manifestações" engajadas com "três atores" denunciados em Apocalipse 16.

sábado, 1 de março de 2014

"Vídeo papal cumpre a profecia"

Papa Francisco, Bispo Tony Palmer diz que não existem mais protestantes e que todo cristão é católico. Que podemos colocar de lado nossas diferenças e sermos um.


"O romanismo é hoje olhado pelos protestantes com muito maior favor do que anos atrás. Nos países em que o catolicismo não está na ascendência, e os romanistas adotam uma política conciliatória a fim de a conseguir, há crescente indiferença com relação às doutrinas que separam as igrejas reformadas da hierarquia papal; ganha terreno a opinião de que, em última análise, não diferimos tão grandemente em pontos vitais como se supunha, e de que pequenas concessões de nossa parte nos levarão a melhor entendimento com Roma. Houve tempo em que os protestantes davam alto valor à liberdade de consciência a tão elevado preço comprada. Ensinavam os filhos a aborrecer o papado, e sustentavam que buscar harmonia com Roma seria deslealdade para com Deus. Mas quão diferentes são os sentimentos hoje expressos!" (GC, 563)
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