segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Epidemias ameaçam milhões de vítimas de enchentes na Ásia


Milhares de pessoas estão adoecendo em todo o sul da Ásia, vítimas de infecções e doenças generalizadas, em conseqüência das enchentes que atingiram a Índia, Bangladesh e Nepal.
As chuvas de verão, conhecidas como monções, inundaram enormes áreas destes países, criando lagos de águas paradas onde as doenças se multiplicam.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) milhões de crianças estão ameaçadas por um grande número de doenças pois as chuvas deixaram muitas famílias isoladas pelas enchentes, necessitando com urgência de água potável, alimentos e abrigo.
"Se não conseguirmos fazer com que a ajuda chegue a quem precisa, corremos o risco de ver vilarejos inteiros serem atingidos por uma séria crise de saúde pública nos próximos dias. Muitas das áreas afetadas são de comunidades pobres que sofrem com a falta de saneamento e higiene durante o ano todo", afirmou Marzio Babille, chefe de Saúde do Unicef na Índia.
"Água parada deixada pelas enchentes é ponto de proliferação de doenças doenças transmitidas em níveis potencialmente epidêmicos, como diarréia, infecções de pele, leptospirose e dengue. As crianças, que são 40% da população da Ásia, são particularmente vulneráveis", acrescentou.
Cerca de 30 milhões de pessoas foram afetadas pelas enchentes na Índia, Bangladesh e Nepal.
Mais de 400 pessoas já morreram.
O governo da Índia divulgou uma estimativa inicial dos prejuízos causados pela chuva que fica em torno de US$ 320 milhões, mas o número final deve ser maior.

Duelo climático


Novo modelo de previsão do clima aponta que condições naturais equilibrarão efeitos do aquecimento global, mas, a partir de 2009, a ação humana fará com que sejam registradas temperaturas recordes
Agência FAPESP – Primeiro, a boa notícia: fenômenos naturais contribuirão para equilibrar, nos próximos anos, a influência do aquecimento global promovido pelo homem. A má notícia é que, a partir de 2009, o clima se elevará ainda mais, com pelo menos metade dos oito anos seguintes registrando temperaturas ainda maiores do que o recorde de 1998.
As conclusões são de um estudo feito por pesquisadores britânicos, cujos resultados estão publicados na edição de 10 de agosto da Science. Até agora, como a revista destaca em comentário, pesquisadores preocupados com os efeitos dos gases estufa no clima do planeta têm levado em conta apenas variáveis externas, como a ação humana. O novo estudo é o primeiro a incluir também condições naturais.
“Projeções anteriores de mudança do clima consideraram forças externas de fontes naturais e antropogênicas, mas não tentaram estimar a variabilidade natural gerada internamente”, descreveram os pesquisadores do Centro Hadley para Pesquisa e Previsão Climática, em Exeter, liderados por Doug Smith.
Em vez de apenas usar fatores como radiação solar, aerossóis atmosféricos ou gases estufa, que são afetados por mudanças externas ao sistema climático, os pesquisadores empregaram dados atuais e precisos dos oceanos e da atmosfera, e não apenas a partir de uma leitura global, mas regional.
O motivo é que fenômenos naturais, como o El Niño ou variações na circulação oceânica, segundo os autores, “podem causar mudanças de curto prazo, especialmente em regiões específicas, que são bastante diferentes do aquecimento esperado para o próximo século como resultado de atividades humanas”.
Antes de fazer a previsão para os próximos dez anos, o Sistema de Previsão Climática Decadário (DePreSys), desenvolvido pelos pesquisadores, foi aplicado no período de 1982 a 2001. Os resultados se mostraram de 20% a 36% mais acurados do que em outros modelos.
Segundo a Science, o estudo é importante, uma vez que previsões climáticas para as próximas décadas poderão ajudar governos a direcionar o foco para quando e onde as mudanças mais severas poderão ocorrer. “Ou eles poderão reconhecer quando a iminente ameaça de aquecimento global será disfarçado – temporariamente – pela variabilidade natural.”
O artigo Improved surface temperature prediction for the coming decade from a global climate model, de Doug Smith e outros, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.sciencemag.org/. (Envolverde/Agência Fapesp)

Bangladesh em baixo da água


O caos provocado pelas tempestades e enchentes na região da Índia está fora de controle. Até esta sexta-feira, as chuvas de monções haviam provocado a morte de 2 mil pessoas.

Devido às fortes chuvas, o distrito de Sirajganj pode desaparecer, submerso nas águas do rio Brahmaputra, que tem 12 km de largura.

Até o meio desta semana, 40% de Bangladesh -- um delta fluvial do tamanho da Inglaterra com 150 milhões de habitantes -- estava abaixo de água. As enchentes também causaram destruição e desordem no norte da Índia, no Nepal e no Paquistão.

China vai adotar carteira de identidade com chip eletrônico

A tecnologia está sendo usada para monitorar as pessoas, como os cidadãos de Hong Kong, que vão para a cidade de Shenzhen.

Pelo menos 20 mil câmeras de observação da polícia estão sendo instaladas ao longo das ruas do sul da China e serão guiadas através de um sofisticado programa de computador, fabricado por uma empresa de financiamento americano. O objetivo desse programa é reconhecer automaticamente o rosto dos suspeitos da polícia e detectar atividades irregulares.

A partir deste mês, numa comunidade portuária e depois em Shenzhen, um cidade de 12,4 milhões de habitantes, os documentos de identificação terão chips eletrônicos para rastrear os cidadãos.

Fonte - Opinião e Notícia

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

ONU diz que número de inundações duplicou na última década

Imagem: Wordpress

Nações Unidas, 9 ago (EFE).- As Nações Unidas advertiram hoje que o número de situações de emergência causadas por enchentes como as que atingiram o Sul da Ásia duplicou na última década em todo o planeta.

"Entre 1996 e 2006, as emergências por inundações no mundo saltaram de uma média anual de 200 para cerca de 400", afirmou hoje a secretária-geral adjunta para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Margareta Wahlstrom, em uma entrevista coletiva sobre a situação atual na Índia, no Nepal e em Bangladesh.

"Estas são as coisas às quais se referem os cientistas quando lhes perguntamos o que se pode esperar para o futuro. Temos que continuar nos preparando para novos desastres, que ocorrerão cada vez mais em áreas onde antes não ocorriam", disse.

Margareta Wahlstrom destacou que, neste ano, foram registradas 70 situações de emergência causadas por enchentes. Destas, a mais grave é a que enfrenta atualmente o Sul da Ásia, com chuvas de monção mais fortes que o normal, o que já deixou pelo menos 1.500 mortos na região. "O efeito dessas inundações e das doenças que causam é um desastre que causa impactos (...) na saúde e na sobrevivência econômica de milhões de pessoas", afirmou Margareta.

Segundo ela, é necessário investir em prevenção contra esse tipo de desastre natural. Além disso, um problema, em sua opinião, é que grande parte da população continua vivendo em terrenos muito vulneráveis, como deltas de rios e áreas litorâneas.

"O desafio para países, organizações e indivíduos é mudar os padrões de conduta da população, para reduzir o impacto desses tipos de ocorrências (chuvas excessivas e enchentes), levando em conta que, nas próximas décadas, (elas) ocorrerão com mais freqüência", acrescentou.

No caso de Bangladesh, a maioria dos 26 rios que transbordaram se localiza ao redor da capital, Daca. No país, as chuvas afetaram oito milhões de pessoas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Além disso, o Unicef calcula a existência de cerca de 20 milhões de desabrigados na Índia, dos quais dois milhões não chegaram a perder suas casas, mas se viram obrigados a abandoná-las. Além disso, onze milhões correm o risco de adoecer por falta de água potável.

Margareta Wahlstrom disse que o crescente número de enchentes, que a cada ano afetam 500 milhões de pessoas, é uma manifestação a mais de uma tendência de aumento na ocorrência de fenômenos naturais extremos.

Ela citou como exemplos as recentes inundações no Sudão, em julho, e os cinco ciclones sucessivos que atingiram as Filipinas em 2006.

"Apesar de viverem em áreas vulneráveis, os desabrigados tendem a voltar a seus lares devastados, porque ali estão seus pertences, e (eles) não têm outros lugares para onde ir", afirmou a especialista.

Um elemento positivo que a secretária-geral destacou é que o investimento em sistemas de alarme e resgate conseguiu reduzir consideravelmente o número de mortes causadas por desastres naturais.

"Embora o ideal fosse o fim das mortes, pelo menos vale a pena destacar os avanços conseguidos nos países mais afetados pelos desastres naturais", disse Margareta.

Fonte - Yahoo

Glaciares das montanhas do México estão condenados-especialistas

Imagem: Wikipedia

Por Jason Lange CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Os glaciares que ficam no alto das montanhas do México e que inspiraram lendas astecas podem desaparecer em poucas décadas, e os cientistas atribuem sua extinção ao aquecimento global.

'Nossa estimativa é que as neves eternas durem mais 20 ou 30 anos', disse Hugo Delgado, glaciologista da Universidade Unam, na cidade do México, esta semana.

As duas áreas glaciais do México abrigam alguns dos poucos glaciares tropicais do mundo. Eles também existem na América do Sul, na África e em Papua Nova Guiné, mas estão derretendo rapidamente com o aumento das temperaturas.

A elevação da temperatura acelerou-se nas últimas décadas, e a maioria dos cientistas acredita que o responsável é o uso de combustíveis fósseis.

Glaciares são rios de gelo enormes, que se movem muito lentamente, que nos trópicos só podem existir no pico de montanhas muito altas. A maior parte dos glaciares tropicais, como os do México, é muito menor que seus parentes que ficam perto dos pólos.

Cientistas dizem que o derretimento dos glaciares nos trópicos pode afetar agricultores e cidades na América Latina, por diminuir a disponibilidade de água e o potencial hidrelétrico da região.

Em Iztaccihuatl, um vulcão adormecido e um dos dois picos com neve que podem ser vistos a partir da Cidade do México, os glaciares diminuíram cerca de 70 por cento desde 1960, segundo o glaciologista Christian Huggel, da Universidade de Zurique.

'Os glaciares de Iztaccihuatl estão condenados à morte', disse Huggel, que estudas glaciares tropicais no mundo todo. Os astecas criaram lenda de que a neve era o véu de uma princesa que tinha morrido de tristeza ao saber da morte do amado numa batalha. O guerreiro, porém, voltou para fazer vigília sobre o corpo dela, e os astecas diziam que ele era o vulcão Popocateptl, perto dali.

Os cientistas dizem que o aquecimento global contribuiu para que os glaciares do Popocateptl desaparecessem por volta dos anos 2000, mas admitem que as erupções vulcânicas da década anterior também influenciaram.

Fonte - Último Segundo

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A Doutrina Social Católica é discriminatória ou impraticável


Estamos vivendo no limiar de um novo mundo. Jesus Cristo, em breve, voltará a essa Terra para acabar com o mal e levar os salvos para o Céu (Jo 14:1-3). Antes disso, porém, o mundo passará por uma grande crise (Apo 13:11-17), envolvendo a batalha entre o descanso do sétimo dia (prescrito nas Escrituras) e o descanso dominical (baseado na tradição dos homens).

O cardeal católico Renato Martino, presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, apelou aos políticos do mundo inteiro para lerem o Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Talvez, o principal ponto do Compêndio para o qual o cardeal desejava chamar a atenção de todos os políticos, é o de número 286: "As autoridades públicas têm o dever de vigiar para que não se subtraia aos cidadãos, por motivos de produtividade econômica, o tempo destinado ao repouso e ao culto divino... Os cristãos devem envidar esforços, no respeito à liberdade religiosa e ao bem comum de todos, para que as leis reconheçam os domingos e os dias de festa da Igreja como feriados."

Esse tipo de apelo vindo da liderança católica tem se tornado freqüente nos últimos anos. A mudança da guarda do sábado para o descanso dominical foi ratificada pela Igreja sem a autorização das Escrituras, a partir do segundo século. "Mas, estranho como possa parecer, nenhum autor do segundo e terceiro séculos jamais citou um único texto bíblico como prova da autorização de se observar o domingo em lugar do sábado. Nem Barnabé, nem Inácio, nem Justino, nem Irineu, nem Tertuliano, nem Clemente de Roma, nem Clemente de Alexandria, nem Orígenes, nem Cipriano, nem Vitorino, nem qualquer outro autor que tenha vivido próximo ao período em que Jesus vivera, conhecia qualquer instrução a esse respeito, deixada por Jesus ou por qualquer texto bíblico." (C. Mervyn Maxwell, God Cares, vol. 1, p. 131).

Ao mesmo tempo em que o Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica procura pressionar os políticos para adotarem uma legislação civil a favor do descanso dominical, também enfatiza outros pontos que, pela universalidade de seu conteúdo, podem muito bem ser invocados pelos próprios guardadores do sábado, opção esta que, caso lhes seja negada, tornaria a Doutrina Social da Igreja Católica extremamente discriminatória:

399 "O cidadão não está obrigado em consciência a seguir as prescrições das autoridades civis se forem contrárias às exigências da ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho... Além de ser um dever moral, esta recusa é também um direito humano basilar que, precisamente porque tal, a própria lei civil deve reconhecer e proteger: ‘Quem recorre à objeção de consciência deve ser salvaguardado não apenas de sanções penais, mas ainda de qualquer dano no plano legal, disciplinar, econômico e profissional’. É um grave dever de consciência não prestar colaboração, nem mesmo formal, àquelas práticas que, embora admitidas pela legislação civil, contrastam com a lei de Deus."

421 "A dignidade da pessoa e a mesma natureza da busca de Deus exigem que todos os homens gozem de imunidade de toda coação no campo religioso. A sociedade e o Estado não devem forçar uma pessoa a agir contra a sua consciência, nem impedi-la de proceder de acordo com ela."

506 "As tentativas de eliminação de inteiros grupos nacionais, étnicos, religiosos ou lingüísticos são delitos contra Deus e contra a própria humanidade e os responsáveis de tais crimes devem ser chamados a responder diante da justiça... A Comunidade Internacional no seu conjunto tem a obrigação moral de intervir em favor destes grupos, cuja própria sobrevivência é ameaçada ou daqueles que os direitos fundamentais são maciçamente violados."

Só gostaria de saber com que cara os líderes católicos defenderiam uma Lei Dominical quase universal caso os guardadores do sábado invocassem esses mesmos conceitos defendidos pela Doutrina Social Católica! É só esperar para ver...

"Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal." (Is 56:2).

Impressão digital vai substituir o cartão de crédito no Japão

Imagem: Fujitsu

Os japoneses estão dispostos a jogar fora seus cartões de crédito, carteiras e senhas: em breve poderão fazer suas compras com uma simples impressão digital, graças à próspera tecnologia biométrica.

A partir de setembro, cerca de 200 funcionários do grupo japonês Hitachi vão colocar à prova um novo sistema em que já não são mais necessários os cartões de crédito, cédulas ou cheques. O novo método conta com a colaboração de várias lojas e da financeira JCB.

No caixa, os funcionários vão especificar que desejam pagar através de sua conta JCB e, com isso, devem passar o dedo sobre um leitor que captará a imagem do sistema vascular através de um raio luminoso direto.

Segundo a Hitachi, como a estrutura dos vasos capilares do dedo é única e não se modifica com o tempo, é impossível reproduzi-la artificialmente.

Os dados biométricos do comprador, transmitidos por via informática, serão comparados no ato com o registro da JCB e as referências bancárias do cliente. Assim como uma compra normal paga com cartão de crédito, o valor será automaticamente descontado ao final do mês da conta corrente.

No caso de a impressão digital não corresponder aos dados da entidade, a transação não poderá ser feita.

"É rápido, prático e seguro", resume Hitachi.

A experiência feita com os funcionários da Hitachi, a primeira do tipo no Japão, tem como objetivo elaborar um modelo técnico e econômico viável antes do lançamento comercial do sistema nos próximos meses.

A biometria já é um sistema muito utilizado no Japão, em particular nas empresas e hospitais que usam a tecnologia para controlar o acesso e as conexões em rede dos seus funcionários.
Muitos bancos japoneses já começaram a usar instrumentos biométricos para identificar seus clientes que realizam operações de pagamentos ou transferências de dinheiro nos caixas automáticos.

"O uso crescente de meios de pagamento imateriais obriga aos organismos financeiros a reforçarem seus sistemas de segurança, recorrendo a técnicas de identificação de características humanas infalsificáveis", explica Hitachi.

Os bancos japoneses optaram pelo reconhecimento do sistema vascular do dedo sugerido pela Hitachi e pelo das veias das mãos proposta pela Fujitsu. Ambos os métodos são procedimentos seguros e sem contato direto, o que garante a higiene e supõe uma economia nos custos de manutenção.

O mesmo caminho seguiu, por exemplo, o restaurante "Hanamaru Udon", de Tóquio. O estabelecimento oferece desconto aos seus clientes habituais se eles concordarem em registrar seus dados biométricos. Com isso, a cobrança direta das refeições se faz pela conta bancária.
Assim, a impressão digital, a imagem das veias ou da íris se somam aos caixas eletrônicos, aos celulares e demais tecnologias, cujos usos cada vez mais comuns no Japão, não requerem contato direto do comprador com os meios tradicionais de pagamento.

Fonte - Último Segundo

Apocalipse 13:17 para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.

Momento decisivo para o tratado do clima

Imagem: Forbes Online

Por Fernanda Müller, do CarbonoBrasil

Os últimos meses de 2007 prometem ser cruciais para o futuro das ações globais em relação às mudanças climáticas. Três encontros de alto nível, do final de setembro até dezembro, poderão ser determinantes para um futuro tratado global, sucessor do Protocolo de Kyoto.

Primeiramente, um encontro de líderes convocado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deve ser realizado de 23 a 24 de setembro em Nova York. Três dias depois, um encontro entre os principais líderes de países poluidores foi anunciado pelo presidente norte-americano, George W. Bush, em Washington. Qualquer progresso em direção a um consenso mundial pode culminar em negociações mais detalhadas durante o encontro climático anual da ONU em dezembro, em Bali, Indonésia.

A ONU e alguns líderes disseram que os princípios de um futuro tratado internacional para suceder Kyoto devem ser considerados até o final deste ano, de outra forma não haveria tempo necessário para concordar detalhes e assegurar a ratificação do tratado para entrar em vigor em janeiro de 2013.

Tudo indica que o momento é favorável para a finalização de um novo acordo. Na semana passada, representantes de 100 países participaram da primeira seção da Assembléia Geral das Nações Unidas dedicada às mudanças climáticas. Ficou claro que as preocupações em relação aos impactos do aquecimento global nas próximas décadas cresceu significativamente desde o lançamento do quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima no início do ano. Mas ainda existe um certo descrédito quanto a possibilidade de um acordo mundial antes do final do mandato do Presidente Bush, em 2009.

Ban Ki-moon convocou o encontro para tentar quebrar o impasse dos últimos três anos sobre o novo tratado climático, por um lado a situação Estados Unidos e Austrália, e por outro a China, Índia e demais países em desenvolvimento, em relação aos compromisso de redução das emissões de gases do efeito estufa para as próximas décadas. Ele quer que o encontro trace o caminho para um progresso real durante o acordo de Bali.

A administração Bush se recusa a assumir metas, principalmente sem um comprometimento similar por parte dos países em desenvolvimento. China e Índia, cujas emissões estão rapidamente se equiparando as norte-americanas, alegam que os Estados Unidos e os outros países ricos devem tomar os primeiros passos.

O Presidente Bush convocou a sua própria conferência de grandes emissores, incluindo China, Índia e a União Européia. “Neste encontro procuramos um acordo sobre o processo pelo qual as principais economias, até o final de 2008, concordariam em relação a um quadro pós-2012 que poderia incluir uma meta global a longo prazo, metas e estratégias definidas nacionalmente para médio prazo, e abordagens setoriais para a melhoria da segurança energética e redução das emissões de gases do efeito estufa,” declara a carta de Bush.

Em junho, durante o encontro do G8, ele concordou em trabalhar em conjunto com a ONU para um tratado pós-2012, mas recusou a proposta para uma meta global de 50% para a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2050.

A Reuters relatou que o chefe da convenção de mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer, deu as boas vindas ao encontro convocado por Bush e disse que está interessado nos resultados.

Alguns observadores temem que Bush pressionará por medidas de promoção ao desenvolvimento de tecnologias limpas para a redução das emissões como alternativa ao estabelecimento de uma meta concreta. O Pew Center on Global Climate Change alegou que qualquer tentativa da administração Bush de continuar a pressionar uma abordagem voluntária para a redução das emissões tornará o encontro uma perda de tempo.

Traduzido do: Carbon Positive (Envolverde/Carbono Brasil)

Fonte - Envolverde

Depois da inundação, refugiados na Ásia ameaçados por epidemias


O sul asiático foi atingido pelas piores chuvas de monções das últimas décadas. O nível da água das inundações está abaixando, mas a Unicef e ONGs temem um surto de epidemias.

De acordo com o responsável pela Unicef na Índia, Marzio Babille, algumas vilas inteiras estarão à beira de uma crise sanitária, caso não sejam socorridas nos próximos dias.

A maioria das regiões atingidas está em áreas de comunidades pobres, que sofrem com precárias condições de higiene.

Mudança climática pode provocar fome em países pobres, diz FAO


As secas e inundações provocadas pelas mudanças climáticas devem reduzir a produção de alimentos e aumentar a fome nos países em desenvolvimento, disse na terça-feira a FAO, órgão da ONU para alimentação e agricultura.

Mesmo pequenas elevações das temperaturas já podem provocar um declínio das safras e aumentar o risco de fome nas baixas latitudes, especialmente em áreas tropicais com estações secas, disse Jacques Diouf, diretor-geral da FAO.

"A agricultura alimentada pelas chuvas em áreas marginais de regiões semi-áridas e sub-úmidas estão majoritariamente sob risco", disse Diouf em declaração divulgada após uma conferência na Índia.

"A Índia pode perder 125 milhões de toneladas de produção de cereais alimentada pelas chuvas -- o equivalente a 18 por cento da sua produção total", disse ele.

A mudança climática já atingiu áreas florestais e suas populações, na forma de incêndios, pestes florestais e doenças, segundo a FAO.

Fonte: Reuters

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Aqui estou meu Senhor, envia-me a mim


Isaías 6:8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.

Senhor, eu quero fazer a diferença em Tua missão...
Senhor usa-me, de uma maneira pela qual nunca fui usado antes...
Senhor usa-me, para influenciar uma criança, um adolescente, um jovem com Teu amor...
Senhor usa-me, para solucionar o problema de alguém que está aqui do meu lado...
Senhor usa-me, para aliviar a dor daquele que sofre...
Senhor usa-me, como resposta à oração de um filho Teu...
Senhor usa-me, para saciar a fome de uma filha Tua...
Senhor usa-me, para encorajar alguém que está em desespero...
Senhor usa-me, para trazer companhia aqueles que se sentem sozinhos...
Senhor usa-me, como instrumento de paz em meio à discórdia...
Senhor usa-me, para levar meus amigos para mais perto de Ti...
Senhor usa-me, usa-me, para ter uma família centrada na Tua presença...
Senhor usa-me, para ser um exemplo de companheirismo contigo...
Senhor usa-me, usa-me, para que eu sinta, que eu sinta, na minha vida o desejo de levar pessoas que pensam que são indignas, sem valor, para que elas compreendam o Teu amor por elas...
Senhor usa-me, para tocar alguma vida sem direção, em Teu nome...
Senhor usa-me, usa-me, para trazer alegria à vida de alguém que só consegue ver desistência e dor...
Usa-me Senhor, usa-me...
Usa-me, para quem sabe através dessa comunidade, mais uma pessoa possa aceitá-Lo como Senhor e Salvador...
Senhor usa-me, usa-me de acordo com a Tua vontade...
Senhor usa-me... usa-me Senhor...

Se você fizer essa prece com sinceridade, algo irá acontecer... Você nunca mais será o mesmo...
(Pr. Kléber Gonçalves)


terça-feira, 7 de agosto de 2007

Encontro sobre clima convocado por Bush alimenta dúvidas

Ter, 07 Ago, 12h20
Por Deborah Zabarenko

WASHINGTON (Reuters) - Uma cúpula sobre clima convocada pelos Estados Unidos para setembro já levanta dúvidas sobre a possibilidade de alguma medida ser tomada antes de o presidente norte-americano, George W. Bush, concluir o mandato dele, no próximo ano.

Um grande ponto de interrogação paira sobre saber o que substituirá o Protocolo de Kyoto quando esse acordo, que limita a emissão de gases do efeito estufa, deixar de vigorar, em 2012.

Os EUA nunca participaram do pacto de Kyoto, cujos custos econômicos, segundo Bush, tornavam-no "falho em sua essência".

Mas o presidente norte-americano passou, recentemente, a dar declarações sobre a necessidade de uma nova estratégia mundial para conter as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento da Terra.

Em maio, Bush anunciou planos de concluir a elaboração dessa estratégia até o final de 2008, mas especialistas logo notaram a proximidade entre a data e o final do mandato dele.
Na sexta-feira, o governo dos EUA convocou os maiores emissores de gases do efeito estufa para um encontro como parte de uma estratégia capaz de envolver os países em desenvolvimento nos esforços para cortar a emissão de poluentes. A reunião deve acontecer nos dias 27 e 28 de setembro, em Washington.

Mas, mesmo antes desse anúncio, os participantes da primeira sessão plena da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as mudanças climáticas, na semana passada, questionaram o papel desempenhado pelos EUA no debate.
"A constante desculpa oferecida pelos EUA para não participar do regime mundial de combate às mudanças climáticas, culpando a Índia e a China, não é apenas infeliz, mas muito distante da verdade", afirmou Sunita Narain, diretora do Centro para a Ciência e o Meio Ambiente da Índia.

GRANDES POLUIDORES

A China e a Índia, países em franca expansão, não possuem atualmente limites de emissão a serem observados.

Mas Narain afirmou que as emissões realizadas pelos países industrializados ao longo das décadas passadas mais do que compensavam pelas emissões cada vez maiores dos dois países asiáticos.

Como exemplo, Narain afirmou que a emissão anual de carbono per capita da China soma 3,5 toneladas. Nos EUA, essa cifra é de 20 toneladas. O dióxido de carbono integra a lista de gases capazes de prender o calor dentro da atmosfera terrestre, aquecendo o planeta.

O governo Bush passou de uma postura na qual questionava a contribuição das atividades humanas às mudanças climáticas para uma postura na qual aceita trabalhar com outros países a fim de fixar metas globais.

Os EUA, no entanto, rejeitam a imposição de limites compulsórios de emissão e querem a adoção voluntária de metas.

O encontro a ser realizado em Washington deve acontecer na mesma semana em que líderes do mundo todo se reúnem na ONU para participar, entre outros eventos, de uma sessão de um dia voltada para as mudanças climáticas (no dia 24 de setembro).

A lista dos participantes da conferência de Washington inclui Brasil, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão, China, Canadá, Índia, Coréia do Sul, México, Rússia, Austrália, Indonésia e África do Sul.

No convite, Bush diz que os EUA trabalharão com esses países na criação de um "novo regime global" capaz de permitir a assinatura, até 2009, de um acordo dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

A afirmativa da Casa Branca de que o encontro de setembro servirá de largada para um processo previsto para concluir-se em 2008 "pode dar a impressão, a outros países, de que o governo (norte-americano) está tentando gastar tempo", afirmou Annie Petsonk, do grupo Enviromental Defense.


Nota DDP:
Acompanhe o desenrolar dos fatos, comece aqui.

Planeta registra em 2007 recorde de condições climáticas extremas

Uma longa lista de países do planeta registrou desde o início do ano um número recorde das condições climáticas extremas que provocaram inundações, ondas de calor, tormentas e frio intenso, informou nesta terça-feira a agência da ONU sobre o clima.

As observações preliminares também indicaram que a temperatura global na superfície terrestre entre janeiro e abril passados alcançou um nível histórico, segundo comunicado da Organização Mundial Meteorológica (OMM).

A OMN afirmou que os termômetros poderiam ter aumentado 1,89 grau com relação a média de janeiro e 1,37 grau para abril.

Na Europa, calcula-se que as temperaturas de abril tenham superado em quatro graus, afirmou Omar Baddur, cientista da OMM.

As condições climáticas confirmaram as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que alertou para um aumento nos fenômenos extremos.

"O início de 2007 foi muito ativo em termos de acontecimentos climáticos extremos", declarou Baddur, que citou como exemplo as monções de intensidade excepcional e as grandes inundações que se registraram no sul da Ásia nestas últimas semanas e que afetaram a 30 milhões de pessoas.

Outros eventos incluem a atual onda de calor no sudeste da Europa, as fortes chuvas que caíram sobre o sul da China em junho e o ciclone tropical Gonu, o primeiro no mar da Arábia que atingiu o Irã e o Omã no início deste mesmo mês, causando 50 mortes.

O nível das águas baixa, mas milhões de pessoas passam fome na Ásia

PATNA, Índia, 7 Ago 2007 (AFP) - O balanço de mortos nas graves inundações no sul do continente asiático é de quase 1.900 pessoas nesta terça-feira, mas, apesar das águas dos rios estarem baixando, a população atingida ainda sofre com os problemas sanitários e, principalmente, a falta de comida.

As equipes de socorro se esforçam por fazer chegar mantimentos a cerca de 28 milhões de pessoas desabrigadas na Índia, Bangladesh e Nepal por causa das piores inundações provocadas pelas chuvas de monção das últimas décadas. Algumas áreas ainda estão isoladas por causa do nível das águas.

Em Bihar, o estado mais atingido da Índia, 12 milhões de pessoas perderam suas casas.

Uma barca com passageiros em excesso afundou na segunda-feira no estado, causando a morte de 65 pessoas, em uma das muitas embarcações utilizadas para levar para terra firme os habitantes que se refugiaram nos tetos das casas.

O ministério do Interior indiano assinalou que 1.258 pessoas morreram por causa das chuvas entre junho e 1º de agosto, mas inúmeras mortes foram registradas nos últimos dias, elevando o total para mais de 1.500 mortos.

Em Bangladesh, o governo interino, apoiado por militares, pediu aos partidos políticos, aos cidadãos ricos e a outros países que ajudem a levar alimentos aos nove milhões de vítimas das inundações.

O balanço das chuvas em Bangladesh, um país propício a inundações, era de 282 mortos, mais da metade nos últimos dez dias.

Bangladesh é cortado por 230 rios que todos os anos inundam pelo menos 20% do território. Neste ano, aproximadamente 40% do país estão sob as águas.

No Nepal, pelo menos 94 pessoas morreram nos deslizamentos de terra causados pelas chuvas, segundo a Agência das Nações Unidas para a Coordenação de Questões Humanitárias.

Há mais de 330.000 desabrigados, principalmente nas planícies do sul, na fronteira com Bihar.

Aquecimento global ameaça geleiras no Peru

Não são apenas as geleiras dos Pólos Norte e Sul que estão sendo afetadas pelo aquecimento global.

No Peru, que tem 70% das geleiras tropicais do mundo, as geleiras estão desaparecendo em um ritmo alarmante.

Cientistas avaliam que o país é um dos mais afetados pela mudança climática.

Os picos das montanhas, que antes eram brancos e atraíam milhares de turistas, estão cada vez mais cinzas.

Com isso, os fazendeiros sofrem com a falta de água e têm de encontrar alternativas para irrigar a plantação. (Estadão Online)

Igrejas querem código de conduta por roubo de fiéis

06.08.2007 - As igrejas cristãs em geral estão cada vez mais próximas de adotar um código de conduta comum para conquistar conversões entre si e de outras religiões, disse na segunda-feira o Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

A conversão, às vezes chamada de "furto de rebanho", causa conflitos entre religiões diferentes. Grupos militantes frequentemente são acusados de usar táticas desleais para conseguir novos integrantes.

O CMI, que tem sede em Genebra e que trabalha em cima da questão junto com o Vaticano, disse que a reunião que acontecerá em Toulouse esta semana deve levar quase à conclusão o processo de elaboração de um conjunto de regras. A data limite para a elaboração é 2009.

"Representantes evangélicos e pentecostais vão participar do diálogo pela primeira vez, e encaramos isso como um bom sinal para o sucesso do projeto", disse Juan Michel, representante do CMI.

As duas correntes, que se destacam pelo proselitismo, tiraram fiéis de outras organizações cristãs, especialmente na América Latina, na África e na Ásia. Desde que o trabalho para o acordo começou, em maio do ano passado, elas mantinham-se à distância.

Desta vez, as discussões contarão com a participação do filósofo Thomas Schirrmacher, de um grupo chamado WEA, alemão, e do bispo norte-americano Tony Richie, embora os dois estejam indo à reunião como indivíduos, e não como representantes oficiais de seus grupos.

"Sempre quisemos que o processo fosse aberto e incluísse todo mundo", disse Michel. A primeira reunião teve a participação de budistas, hinduístas, muçulmanos, judeus e iorubás, além dos cristãos. Foi emitida uma declaração dizendo que a liberdade de religião é um "direito inegociável de todo ser humano".

A reunião de Toulouse, entre 8 e 12 de agosto, reunirá cerca de 30 representantes das igrejas católica, protestante, ortodoxa e outros teólogos, disse o CMI. "A conversão é um assunto polêmico não só nas relações inter-religiosas, mas também nas relações intracristãs", disse Hans Ucko, principal autoridade do CMI para o diálogo entre as fés.

O CMI afirma que o código pode amenizar a tensão com outras fés, especialmente com líderes islâmicos que consideram apóstatas os muçulmanos que se convertem. Em alguns países, eles estão sujeitos à pena de morte.

Alguns grupos muçulmanos encaram missionários de outras religiões como "inimigos da fé verdadeira" e às vezes tomam medidas extremas contra eles. O Talibã, no Afeganistão, sequestrou 23 sul-coreanos no mês passado e matou dois deles, sob a acusação de ter ido ao país para disseminar o cristianismo num país muçulmano.


Nota DDP:
Comentário do Prof. Sikberto Marks em 01/Jun/07 já prevendo este estado de coisas:

Voltai a ela, povo Meu?
Terminou dia 31 de maio a 5ª CELAM, da Igreja Católica da América Latina. Umas das decisões foi a busca pelos fiéis que migraram para outras igrejas. Eles serão visitados em seus lares para apelos de retorno à igreja mãe. O apelo incluirá a que considerem a decisão de fidelidade por ocasião do batismo. (O batismo nessa igreja se realiza nos primeiros dias de vida, e com essa idade alguém é capaz dessa decisão? No Brasil menores d e18 anos não são nem mesmo responsáveis pelos seus atos.)

A Igreja Católica não considera essa busca como proselitismo pois está apenas tentando reaver o que lhe pertence. O proselitismo vem sendo condenado cada vez mais. A tendência é o surgimento de leis civis proibindo a evangelização, principalmente o ensino da verdade bíblica.

A decisão da Igreja Católica reflete uma tendência em direção a um debate global sobre os grandes temas bíblicos quanto a adoração. Ou será que os fiéis retornarão, submissos, sem contestar os dogmas que abandonaram?

'Spock.com', um motor de busca na internet que pretende saber tudo sobre todos

Seg, 06 Ago, 12h19

SAN FRANCISCO, EUA (AFP) - Uma empresa americana, a "Spock.com", está para lançar um motor de busca que pretende juntar os registros dos seis bilhões de seres humanos, o mais novo exemplo do interesse da internet pela informação pessoal que coloca em risco a vida privada dos cidadãos.

"O Google permite entrar com qualquer pergunta e obter resultados sob a forma de documentos web, nós fornecemos informações sobre as pessoas", explica Jay Bhatti, co-fundador da empresa.

Por trás do nome obviamente inspirado pelo personagem da série de ficção científica "Jornada nas Estrelas" se esconde uma ferramenta desenvolvida em Redwood City (Califórnia), cuja versão versão experimental já conta com os dados de mais de 100 milhões de pessoas, antes de seu lançamento previsto para meados de agosto.

"Nós indexamos os dados contidos em centenas de sites, em particular sites de relacionamento como o Linked In, MySpace, Friendster, Bebo e também os sites mais abrangentes, como a Wikipedia", acrescentou Bhatti.

Mas o Spock não é o primeiro motor de busca que explora as informações relacionadas às pessoas: o Wink e o Zoominfo contam, respectivamente, com 200.000 e 37.000 perfis.
O interesse pelos registros pessoais permitiu ao Spock reunir sete milhões de dólares para lançar o site, que por ora será gratuito e se financiará com publicidade.

Spock também se serve da comunidade de usuários para completar seu anuário. "O método de indexação automático não permite interpretar todas as informações que coletamos, mas a contribuição dos usuários supre essas carências", detalhou Jay Bhatti.

No entanto, não se substima o risco inerente a este tipo de contribuição, que pode constar de informações falsas, que prejudiquem sua credibilidade.

"Mas o perfil apresentado deve seguir um processo muito estrito, que permite assegurar que não se trata de informação falsa", assegurou.

"Além disso, temos um sistema de níveis que permite conceder alguns poderes aos usuários. Se você começa a se comportar mal no site, ou se o conteúdo colocado on-line for retirado por outros usuários, seu nível baixa e seu acesso pode ser suspenso", acrescentou.

Estes motores de busca levantam alguns questionamentos entre as associações de defesa dos direitos dos cirbernautas.

"Os internautas podem se sentir atacados ao ver informações que lhe digam respeito, principalmente se não optaram em fazer parte desses sites", explica Derek Slater, da Fundação Electronic Frontier, uma associação que defende a vida particular diante das novas tecnologias.

Mas Spock, Zoominfo ou Wink não se mostram especialmente preocupadas a respeito do futuro de suas iniciativas.

"Eles têm o direito de falar livremente das informações que tiram do domínio público", segundo Slater.

Os motores de busca não podem ser responsabilizados pelo conteúdo que divulgam, segundo a lei americana.

Os internautas devem saber que, a partir de agora, seu perfil com as qualidades profissionais num site de currículos, por exemplo, pode ser acrescido a sites de armazenamento de informação pessoal.

"Quando se coloca informações sobre alguém, é de se esperar que elas sejam encontradas", adverte Slater.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Ordem executiva: Bush bloqueando propriedades

Foi editada em 01 de Agosto de 2.007 uma ordem executiva do Presidente Americano George W. Bush para bloqueio de propriedades de pessoas que eventualmente estejam a colocar em risco o processo de estabilização do Iraque.

Sobre esta questão, transcrevo um comentário levado a efeito na lista de discussão Mídia e Profecia:

"Apesar de justificada como crise localizada no Libano, Jordania e cercanias do Oriente Médio, esta Ordem Executiva atinge o povo norte-americano, principalmente os residentes em território dos EUA e sujeitos ao governo de GWBush. Esta ordem, de alegada “emergência nacional” é restritiva e está a um passo da instituição de uma ditadura naquele país que permite aos organismos policiais já por natureza arbitrários, de exercer prisões, confiscos e outras medidas restritivas a bel prazer. O próximo passo sem dúvida será a neutralização do Congresso e do Poder Judiciário, já postos de lado sumariamente pela diretiva emitida em Maio ultimo. Lembra muito os editos que prenunciaram a ascensão do nazismo sob Hitler...

Ela infringe diretamente todas as liberdades constitucionais dos americanos e coloca em risco todos os estrangeiros ali domiciliados, tenham ou não tenham algo a ver com as questões alegadas como justificativa."

O tema parece ser recorrente:
EUA de Bush seguem 10 passos para virar ditadura, diz pensadora americana
A utilização das Forças Armadas dentro dos EUA numa Emergência Nacional
Império vs Democracia
Eclipse da democracia

Ainda que as fontes possam ser discutidas do ponto de vista ideológico, as diretrizes oficiais do governo norte americano parecem demonstrar com clareza a realidade que se avizinha no horizonte, não somente para aquele país, porque é sabido que as suas pretensões de dominação não se circunscrevem aos limites de suas fronteiras...

EUA, Vaticano e o aquecimento global

Congresso americano aprova lei para reduzir o aquecimento global

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos deu um passo sem precedentes para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa e, por conseqüência, o aquecimento global, ao aprovar uma extensa lei de energia que obriga as companhias elétricas a gerar 15% da produção com energia solar e eólica.

A lei foi aprovada sábado na Câmara por 241 votos contra 172, apesar da intensa oposição das grandes companhias de petróleo e de gás e da Casa Branca, que ameaçou vetar a medida.

Surpreendentemente, 26 republicanos cruzaram as linhas partidárias e votaram a favor da iniciativa.
O projeto deverá ser conciliado com a versão que o Senado aprovou em junho, que é mais comedida e enfatiza levemente diferentes prioridades.
"Hoje a Câmara lançou a política energética dos Estados Unidos para o futuro", disse à imprensa a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

"Este planeta é uma criação de Deus; temos a responsabilidade moral de protegê-lo", acrescentou.
...


Nota DDP:
Os EUA entraram definitivamente na discussão do aquecimento global e das medidas necessárias para contê-lo. E pensa que essa afirmação final é aleatória? Veja:

"Precisamos respeitar as leis internas da criação, desta Terra. Precisamos aprender essas leis e obedecê-las se desejamos sobreviver." (Papa Bento XVI - 25/Jul/07)

Acompanhe com atenção dois artigos do Pr. Santeli em seu blog Minuto Profético, onde são abordadas duas questões diretamente ligadas a estas recentes notícias: Condicionamento da população para a Lei Dominical e O aquecimento global e o Vaticano.

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