Maio 20, 2009
by Jéssica Macêdo
Na manhã de hoje foi realizada reunião com a presidência do Inep ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeria) para acréscimo de mais um dia na aplicação da prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), no caso o sábado.
Atentando para as religiões que guardam o sétimo dia da semana, com apoio do Deputado Federal Charles Lucena do PTB e de membros da igreja Adventista, Pastor Edson Rosa e o advogado Dr. Luigi, está sendo criada – provavelmente de hoje (20) para amanhã – uma portaria que concede às pessoas que preservam o sábado o direito de fazer a prova após o horário geral.
Os candidatos que seguem religiões que guardam o sábado vão para o local da prova no mesmo horário que os demais, entretanto, ficam em uma sala reservada até que o dia termine – entre 18 e ou 19hrs. Quando o dia terminar, esses candidatos dão início à prova com a mesma quantidade de tempo que os outros tiveram para realizá-la.
Com destaque, os adventistas estão muito satisfeitos com a decisão tomada pelo Inep. A portaria vai especificar todos os pontos necessários para que essa formatação para aplicação de provas do Enem entre em prática.
Participaram da reunião:
Deputado Federal Charles Lucena do PTB de Pernambuco
Gabinete: 458 Tel: (61)3215-5458
Entrevistas: (61)8538-4876 – Jéssica Macêdo (Assessora de Imprensa)
jessica.mmacedo@gmail.com
Presidente do Inep Reynaldo Fernandes
Fone (61) 3799-3805
presidencia@inep.gov.br
Chefe de Gabinete do Inep João Marcos Martins
Fone (61) 2022-3606
joao.martins@inep.gov.br
Diretor Jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia Luigi Mateus Braga
Fone (61)3701-1818
luigi.braga@dsa.org.br
Pastor da Comunicação e Liberdade Religiosa Edson Rosa
Fone (61) 8175-6995
edson.rosa@dsa.org.br
Fonte - Blog Deputado Charles Lucena
terça-feira, 23 de junho de 2009
Atenção ao Inscrever-se no ENEM
Os alunos Adventistas que farão as provas do ENEM 2009, que acontecerão no Sábado 03 de outubro e no domingo 04, deverão prestar atenção ao preencher a ficha de inscrição.
Considerando que na Ficha de Inscrição existe espaço para “Portadores de Necessidades Especiais” e “Outros” e não aparece lugar específico para identificar a condição religiosa, os alunos adventistas, de acordo com Luigi Mateus Braga, advogado da Divisão Sul Americana, deverão “mencionar nos dois campos (necessidades especiais e outros)”, conforme figura abaixo.
O INEP prometeu para esta semana uma orientação sobre a forma correta de identificação dos adventistas. Vale lembrar que a inscrição do ENEM deve ser feita até o dia 17 de julho no site http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009
Qualquer novidade, você poderá acompanhar neste blog, ou ainda pelos sites da União Este Brasileira ou Divisão Sul Americana.
Fonte - Perto Está
Fonte - Perto Está
O tempo de Deus
(por Marcio)"Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" (II Pedro 3:8)
Blaise Pascal, filósofo religioso, físico e matemático do século XVII, que influenciou homens importantes do cristianismo moderno, como Charles e John Wesley, disse certa vez acerca dos mistérios da existência: "Quando considero a brevidade da minha vida, engolida pela eternidade antes e depois, o pequeno espaço que preencho e que sou capaz de enxergar, tragado na imensidão infinita de espaços sobre os quais sou ignorante, e que não me conhecem, fico assustado e atônito por estar aqui... Quem me colocou aqui? Por ordem e instrução de quem este tempo e lugar me foram alocados?
Muitas são as idéias que brotam deste texto, mas meditando sobre algumas destas palavras escritas já há tanto tempo, lembrei do sermão do pastor Acílio A. Filho. Se não me engano, falava deste mesmo assunto, e no decorrer do "partir do pão", fez a seguinte pergunta para a congregação: "Se eu traçasse neste quadro branco uma linha simbolizando o tempo, e nesta linha desenhasse uma pingo, que simbolizasse o homem, onde estaria Deus?
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Comentário ao livro 'Could It Really Happen?'

Nas últimas semanas, fiz a leitura atenta do livro ‘Could It Really Happen?’ (uma análise Adventista de Apocalipse 13 à luz da história e dos acontecimentos atuais) de Marvin Moore.
São 287 páginas do mais puro e honesto desvendar do recente e atual estado do mundo (particularmente ocidental e católico), tendo por base a interpretação adventista para a profecia relatada em Apocalipse 13, quiçá a mais estrondosa revelação histórica de todo este livro da Bíblia.
A perspetiva adventista é a base do livro e, claro, na análise ao conteúdo. Por isso, Moore começa por contextualizar o cenário profético adventista, destacando desde logo o Sábado como sinal identificativo e marcante entre o nosso povo. No entanto, ele não teme referir que mesmo assim, muitas das suas conclusões adventistas poderão ser adjetivadas como… ‘loucas’; se assim for, o simples fato de se cumprirem apenas darão mais força à nossa interpretação e, acima de tudo, à veracidade da Bíblia.
A história, não apenas recente, da Igreja Católica ocupa um lugar de destaque, para percebermos quais as motivações, estratégias, meios, apoios e mesmo dificuldades que a Igreja do Vaticano teve ao longo dos séculos na persecução do seu desígnio de governação mundial (não apenas religiosa, mas também política).
Moore explora essa mesma história em perfeito paralelo com o que João escreve sobre a besta que sobe do mar, e o relato de Daniel 7 acerca da ponta pequena. Como é que o papado era o verdadeiro rei das nações da Europa; como ele punha e depunha monarcas; como estes se prostravam em humilde veneração ao bispo de Roma, sem o qual nenhum poder era exercido no velho continente europeu; como o Vaticano exerceu a sua autoridade religiosa acima das Escrituras, alterando-as a seu belo prazer e conveniência.
No conhecido e impressionante relato da queda (não total) do Papa em 1798, Moore não se limita aos fatos normalmente assumidos, mas pormenoriza as razões profundas – muitas vezes de bastidores – que levaram a que este poder sofresse uma ferida, que não de morte.
Pessoalmente, fiquei ainda mais estupefato ao ler como o papado foi ressurgindo após a queda e, progressivamente, recuperando o poder que outrora deteve – processo este ainda em curso.
A exemplo disso, estão os fatos que atestam como a Igreja Católica desempenhou um papel preponderante na chegada ao poder de figuras como Adolf Hitler (sabia que ele não o teria conseguido sem esse apoio católico?), ou do acordo com Benito Mussolini, resolvendo décadas de atritos entre as duas partes – neste caso, o Papa da época, Pio XI, apoiou o ditador italiano de extrema-direita mesmo contra o próprio partido católico, porque via em Mussolini um forte aliado para derrubar o socialismo e comunismo, em crescimento no leste europeu (ou seja, uma clara dimensão política do Vaticano).
Em tempos mais recentes, foi indiscutível a aliança de João Paulo II com o ex-presidente americano Ronald Reagan, instrumentalizando juntos os sindicatos polacos para derrubarem o comunismo na Polónia – o que, diga-se, representou um enorme sucesso para o Vaticano. Pois bem, Moore não perde a oportunidade de relacionar estes acontecimentos com o biblicamente anunciado recuperar da influência papal.
Lembra-se, caro leitor, do longo exercício papal de João Paulo II, e até mesmo das suas cerimónias fúnebres? Saiba que este livro explica muito bem como é que a profecia ‘e toda a terra se maravilhou diante dela’ se aplica na perfeição ao que sucedeu durante esse período.
Moore usa dois capítulos para abordar o assunto do Concílio Vaticano II. Tremendamente importante, pois é revelador das intenções da Igreja Católica, tendo em vista o recuperar do seu domínio global. Moore desmonta parágrafos e linhas menos claros neste documento para denunciar o real pensamento das mentes no Vaticano. E, provavelmente, já estará a imaginar, uma união entre igreja e estado está claramente implícito nessas mesmas declarações, sem esquecer a proposta renovada para uma suprema autoridade papal, acima de religiões e políticas. Liberdade de consciência e governos democraticamente eleitos são outros direitos ameaçados pela ideologia católica romana, e explicados nesta obra.
Destaco que Moore baseia-se em citações de fontes católicas para chegar a estas conclusões, que assim são devida e indiscutivelmente fundamentadas.
Em relação à besta que sobre da terra, desde sempre por nós Adventistas identificada como os Estados Unidos da América, Moore elabora um raciocínio muito idêntico: recupera a história americana, analisa o seu desenvolvimento ao longo das décadas até ao presente (o livro foi publicado em 2007) e relaciona esses dados com aquilo que entre nós desde sempre foi entendido como sendo a concretização da profecia: o gradual abandono dos valores de separação de igreja e estado, com o simultâneo aumento da preponderância católica romana nas instituições americanas, até que lhe seja cedido o poder.
Para mim foi fascinante fazer esta descoberta. Estas não são as notícias que normalmente surgem na imprensa, pois o livro aborda razões de fundo, muitas vezes de bastidores. Mas Moore tem a lucidez de, mais uma vez, colocar os nomes e fatos nos devidos lugares, atribuindo ao seu raciocínio um escrutínio ao alcance de todos os que lêem a história mundial.
Como é que a América passa de um anti-catolicismo inicial quase intolerante para uma posição onde esta religião consegue ser determinante mesmo no processo de escolha do presidente da nação?! Como é que lugares chaves de governação e poder judicial estão a ser cada vez mais ocupados por católicos romanos? Este livro dá impressionantes respostas a estas questões.
Mais ainda, para mim a maior descoberta foi perceber como a direita religiosa americana, composta por evangélicos e vários outros grupos protestantes, se aproxima inequivocamente dos ideais católicos ao defender a exaltação de valores morais, logo religiosos, há muito tidos como perdidos e seriamente ameaçados pelo deturpado (em relação ao original) estilo de vida americano. Sem nos darmos conta, são movimentos que visam cercar a liberdade de consciência, por imporem um determinado estilo de religiosidade, ainda que os seus propósitos possam ser os melhores.
Voltando à direita religiosa (curiosamente, um dos nomes mencionados nestes movimentos é o de um autor de novelas bíblicas que sugerem… o arrebatamento secreto!), o anelo final desta fação é, imagine-se, a eliminação da separação entre igreja e estado, defendendo os seus proponentes que isso nunca esteve consagrado na constituição americana e suas emendas. Logo, liberdade religiosa seriamente ameaçada… na nação onde desde sempre foi mais consagrada!
Onde é que estas duas histórias (Vaticano e EUA) se intercetam? Juntamente na interpretação Adventista de que os EUA cederão o poder ao Vaticano e toda a Terra terá de lhe prestar vassalagem. É o que Moore detalhadamente explora na última parte do livro. E, como seria de esperar, ele não tem qualquer temor em apontar a observância do Sábado ou do primeiro dia da semana como o ponto fulcral da crise final, na qual todo o mundo estará envolvido.
Finalmente, todas as peças parecem encaixar na perfeição e clamam até nós como que incentivando a nossa fé a confiar cada vez mais nas profecias da Bíblia e na Igreja Adventista do Sétimo Dia, como povo escolhido por Deus para proclamar a Sua última mensagem de advertência.
Tentei não pormenorizar demasiado para não roubar o fascínio na leitura deste volume. Concluirei da mesma forma como Moore foi sugerindo no final de todas as conclusões do livro, e serviu de título para esta excelente obra: ‘poderá realmente acontecer?’ Eu já tenho a minha resposta. Não tarde em procurar a sua!
Fonte - O Tempo Final
Fonte - O Tempo Final
Respeitar a dignidade humana ajudará a superar a crise, que não é só econômica, mas moral
Da adesão à mensagem da Igreja, "decorre uma concepção da pessoa que nos convida a olhar para todos, especialmente os mais necessitados, e não viver para nós mesmos", acrescentou monsenhor Osoro.
Em vez disso, "pisar a dignidade dos indivíduos traz necessariamente crise, que se manifesta, entre outras coisas, em termos econômicos". Além disso, "não cobrir ou ocultar as múltiplas dimensões que o homem é por natureza, em última instância, afeta toda a sociedade."
Desse modo, “a principal preocupação da Igreja” na crise “não é de índole política ou econômica, mas o que se oferece desde a Doutrina Social da Igreja”, salientou o prelado, que recordou que “a missão própria da igreja é religiosa. " No entanto, esta dimensão religiosa é uma forma de vida que afeta tudo, político, social ou econômica ", acrescentou.
...
Fonte - Camineo.Info
Em vez disso, "pisar a dignidade dos indivíduos traz necessariamente crise, que se manifesta, entre outras coisas, em termos econômicos". Além disso, "não cobrir ou ocultar as múltiplas dimensões que o homem é por natureza, em última instância, afeta toda a sociedade."
Desse modo, “a principal preocupação da Igreja” na crise “não é de índole política ou econômica, mas o que se oferece desde a Doutrina Social da Igreja”, salientou o prelado, que recordou que “a missão própria da igreja é religiosa. " No entanto, esta dimensão religiosa é uma forma de vida que afeta tudo, político, social ou econômica ", acrescentou.
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Fonte - Camineo.Info
O plano para o governo socialista mundial
Enquanto a insignificante lamúria da ONU sobre o programa de armas nucleares da Coréia do Norte chegou às manchetes, a ONU está avançando com uma conferência mundial para criar a base para o governo mundial financiado por impostos do mundo inteiro. O líder comunista da Assembléia Geral da ONU está liderando a campanha, mas ele está recebendo apoio crucial dos economistas "progressistas" que assessoram o governo de Obama e o Partido Democrata.A Conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e Seu Impacto no Desenvolvimento, anteriormente planejada para 1 a 3 de junho, agora ocorrerá nos dias 24 a 26.
O presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel D'Escoto, é o líder da ONU nessas questões de "governo mundial". Falamos sobre seu papel nas Nações Unidas numa coluna de outubro passado. Agora, até mesmo o jornal The New York Times está prestando atenção ao que esse esquisito está tramando. D'Escoto, disse o Times, crê que a saída da crise financeira internacional "tem de ser fortalecida com todos os tipos de novas instituições, autoridades e assessoria mundial", inclusive o Fundo de Estímulo Global, o Ministério de Bens Públicos Global, o Ministério dos Impostos Globais, a Comissão de Segurança de Produtos Financeiros Globais, o Ministério de Controle Financeiro Global, o Ministério de Competição Global, o Conselho Global de Assessores Financeiros e Econômicos, o Conselho de Coordenação Econômica Global e o Conselho Monetário Mundial.
D'Escoto é o ex-ministro das relações exteriores do governo sandinista comunista da Nicarágua. Além disso, ele é padre católico da Ordem Maryknoll. Ele defende a teologia da libertação, de linha marxista, e ganhou o Prêmio da Paz Lênin da antiga União Soviética. D'Escoto também afirma ter um mestrado em ciências pela Faculdade de Jornalismo da Universidade de Colúmbia.
O Times entrevistou Paul Oquist, o chefe de assessoria de D'Escoto para essa conferência, que estava sentado numa cadeira logo abaixo dos retratos de Fidel Castro de Cuba, Hugo Chavez da Venezuela e Daniel Ortega da Nicarágua, entre outros.
O problema é que o Times, em sua história, "Na ONU, um Plano de Recuperação Sandinista", não mencionou até o 13º parágrafo que a lista oficial da ONU de "especialistas" por trás do plano inclui um economista americano, Joseph E. Stiglitz, um professor ganhador de Prêmio Nobel da Universidade de Colúmbia, que apoiou e contribuiu para a campanha presidencial de Obama e que assessora os parlamentares do Partido Democrático em políticas econômicas.
Stiglitz, que defende a nacionalização dos bancos americanos, é também membro da Comissão Socialista Internacional de Questões Financeiras Globais e seu nome aparece numa lista separada de 15 "assessores especiais" de D'Escoto obtida da ONU pela Inner City Press. Outro nome na lista - Noam Chomsky - faz parte da diretoria de um grupo desmembrado do Partido Comunista, os Comitês de Acordo para a Democracia e Socialismo.
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A notícia do Times sobre a conferência econômica global disse que os críticos de D'Escoto, que são "muitos", afirmam que algumas das propostas dele - como "impor um imposto internacional em todas as transações financeiras ou substituir o dólar como a moeda da reserva internacional" - "está muito além do papel da ONU". Mas nenhum desses críticos foi identificado como sendo do governo de Obama ou da missão diplomática americana na ONU. Alguns dos críticos pareciam ser embaixadores de países estrangeiros que estavam revoltados de não terem conseguido participação mais direta na formulação do documento da conferência.
Contudo, além de ser franco demais sobre os planos detalhados para novas instituições globais e o governo mundial que estão sendo esquematizados, pareceria que as metas de D'Escoto e as do governo de Obama correspondem perfeitamente. Talvez seja porque eles tenham os mesmos "especialistas" econômicos e a mesma filosofia marxista.
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Fonte - Mídia sem Máscara
Nota DDP: Neste quadro, avançam questões aparentemente desconexas, mas que demonstram como a questão da liberdade se restringe rapidamente, às vezes até por motivos justificáveis que, no entanto, apontam para um maior controle do estado sobre o cidadão comum.
Como exemplos recentes destas possibilidades, podem se observar a questão do tabaco e da objeção de consciência em relação ao aborto nos EUA, ou até mesmo do diploma de jornalismo no Brasil, que denotam uma completa desconstrução primeiro da possibilidade de escolha e, em segundo lugar dos "órgãos de controle" externos ao mundo político.
Em sentido contrário, a ingerência, até mesmo no meio religioso torna-se cada dia mais incidiosa. Enfim, como postado recentemente neste espaço, o que antes era defendido apenas pelos "teóricos da conspiração", parece ser cada vez mais factível.
Burca não é bem-vinda na França
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, criticou nesta segunda-feira o uso da burca - traje usado por mulheres muçulmanas que cobre todo o corpo e só deixa os olhos à mostra - e afirmou que não há lugar para esse tipo de vestimenta na França.
Em um discurso histórico, durante uma sessão especial do Parlamento em Versalhes, Sarkozy disse que o uso da burca "reduz a mulher à servidão e ameaça a sua dignidade".
Segundo Sarkozy, a burca "não é um sinal de religião, mas de subserviência" e não é "bem-vinda" na França.
O líder francês ainda demonstrou apoio à criação de uma comissão parlamentar para analisar a proibição do uso da burca em lugares públicos no país.
"Não podemos aceitar que tenhamos em nosso país mulheres presas atrás de redes, eliminadas da vida social, desprovidas de identidade", afirmou.
Apesar das declarações, Sarkozy afirmou que a França "não deve lutar uma batalhar errada" e defendeu que a religião muçulmana seja respeitada assim como todas as outras no país.
Há cerca de 5 milhões de muçulmanos na França. Em 2004, o governo proibiu o uso do véu islâmico e de outros símbolos religiosos em escolas públicas.
De acordo com a correspondente da BBC em Paris, Emma Jane Kirby, um grupo multipartidário de legisladores franceses pretende agora analisar se a opção de usar a burca é uma decisão voluntária ou se as mulheres estariam sendo forçadas a cobrir o corpo.
Kirby afirma ainda que o grupo já pediu um inquérito especial para analisar se o uso da burca não estaria ameaçando os valores seculares na França.
O discurso de Sarkozy, possível graças a uma emenda constitucional aprovada no ano passado, foi o primeiro de um presidente francês ao Parlamento desde o século 19.
Fonte: BBC Brasil
NOTA Minuto Profético: É preocupante o fato do presidente francês usar seu primeiro discurso no Parlamento para atacar um símbolo religioso. A liberdade religiosa está em jogo...
Nota DDP: Em tese a França é o berço da separação religião-estado. Em tese.
Como já recentemente explorado, Sarkozy é um contraponto explícito neste quadro. A França encontra-se em processo de expulsão dos cientologistas daquele país, o que não mereceria nota, não fossem os perigosos antecedentes que podem ser abertos:
Ao contrário de Portugal, onde a lei não prevê a extinção de nenhuma religião nem sequer inclui o conceito pejorativo de seita, em França existe um Observatório de Seitas e uma lista de religiões consideradas "perigosas", na qual se inclui a Igreja da Cientologia, as Testemunhas de Jeová, os Hare Krishna, entre outros.
Este tipo de lista pode ser aumentada com facilidade, especialmente se considerando um certo ramo religioso que não atende ao discurso ecumênico que tem se propagado com velocidade, tendo como base o discurso do "bem comum"...
Em um discurso histórico, durante uma sessão especial do Parlamento em Versalhes, Sarkozy disse que o uso da burca "reduz a mulher à servidão e ameaça a sua dignidade".
Segundo Sarkozy, a burca "não é um sinal de religião, mas de subserviência" e não é "bem-vinda" na França.
O líder francês ainda demonstrou apoio à criação de uma comissão parlamentar para analisar a proibição do uso da burca em lugares públicos no país.
"Não podemos aceitar que tenhamos em nosso país mulheres presas atrás de redes, eliminadas da vida social, desprovidas de identidade", afirmou.
Apesar das declarações, Sarkozy afirmou que a França "não deve lutar uma batalhar errada" e defendeu que a religião muçulmana seja respeitada assim como todas as outras no país.
Há cerca de 5 milhões de muçulmanos na França. Em 2004, o governo proibiu o uso do véu islâmico e de outros símbolos religiosos em escolas públicas.
De acordo com a correspondente da BBC em Paris, Emma Jane Kirby, um grupo multipartidário de legisladores franceses pretende agora analisar se a opção de usar a burca é uma decisão voluntária ou se as mulheres estariam sendo forçadas a cobrir o corpo.
Kirby afirma ainda que o grupo já pediu um inquérito especial para analisar se o uso da burca não estaria ameaçando os valores seculares na França.
O discurso de Sarkozy, possível graças a uma emenda constitucional aprovada no ano passado, foi o primeiro de um presidente francês ao Parlamento desde o século 19.
Fonte: BBC Brasil
NOTA Minuto Profético: É preocupante o fato do presidente francês usar seu primeiro discurso no Parlamento para atacar um símbolo religioso. A liberdade religiosa está em jogo...
Nota DDP: Em tese a França é o berço da separação religião-estado. Em tese.
Como já recentemente explorado, Sarkozy é um contraponto explícito neste quadro. A França encontra-se em processo de expulsão dos cientologistas daquele país, o que não mereceria nota, não fossem os perigosos antecedentes que podem ser abertos:
Ao contrário de Portugal, onde a lei não prevê a extinção de nenhuma religião nem sequer inclui o conceito pejorativo de seita, em França existe um Observatório de Seitas e uma lista de religiões consideradas "perigosas", na qual se inclui a Igreja da Cientologia, as Testemunhas de Jeová, os Hare Krishna, entre outros.
Este tipo de lista pode ser aumentada com facilidade, especialmente se considerando um certo ramo religioso que não atende ao discurso ecumênico que tem se propagado com velocidade, tendo como base o discurso do "bem comum"...
Novos contatos vaticanos
Como de costume, de vez em quando fazemos um repasse nos contatos mais interessantes que tem mantido Bento XVI nos últimos meses, em concreto, desde Fevereiro de 2009 até hoje.
O primeiro contato interesante foi em 19 de Fevereiro com o Primeiro Ministro britânico, Gordon Brown.
O seguinte foi em 12 de Março, quando Bento XVI recebeu o Rabino principal de Haiffa, Rabbi Shear Yashuv Cohen.
14 de Março de 2009, o presidente de Malta, Eddie Fenech Adami visita a Bento XVI.
18 de Março de 2009, Bento XVI visita Camarões e se entrevista com seu presidente, Paul Biya.
20 de Março de 2009, Bento visita Angola, e se encontra com o presidente Jose Eduardo dos Santos.
27 de Março de 2009. Bento XVI recebe o Presidente de Chipre, Demetris Christofias quem o saúda com uma reverência.
27 de Abril de 2009, o Príncipe Carlos de Inglaterra e Camila, sua esposa, visitam a Bento XVI.
Mesmo dia, 27 de Abril. Bento XVI recebe o presidente Bielorruso Alexander Lukashenko.
30 de Abril de 2009. Bento XVI recebe o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.
7 de Maio de 2009, o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, beija o anel papal.
8 de Maio de 2009. O Rei Abdullah II da Jordânia recebe a Bento XVI.
9 de Maio de 2009. Bento XVI se encontra com o Patriarca Melkita griego Gregorio III Laham.
11 de Maio de 2009. Bento XVI se encontra com Shimon Peres, presidente de Israel.
11 de Maio de 2009, o Papa é recebido pelo Rabbí Shear Yashuv Cohen.
11 de Maio de 2009, Bento XVI visita a mesquita de Al-Aqsa na esplanada do templo de Jerusalém.
13 de Maio de 2009, Bento XVI visita o presidente de Palestina Mahmoud Abbas.
14 de Maio de 2009, Benjamin Netanyahu, primeiro ministro Israelense, recebe a Bento XVI.
15 de Maio de 2009. Bento XVI visita o Patriarca Ortodoxo Teophilus III no patriarcado de Jerusalém.
15 de Maio de 2009. Bento XVI junto aos líderes religiosos de todas as denominações presentes na Galiléia.
18 de Maio de 2009. Bento XVI recebe o presidente da Polônia, Lech Kaczynski.
22 de Maio de 2009. Bento XVI mantém um encontro com o presidente da Bulgária Georgi Parvanov.
22 de Maio de 2009. Bento XVI recebe o presidente da República da Macedônia Gjeorge Ivanov, junto com o Arcebispo Stephan de Ohrid e Macedônia.
30 de Maio de 2009. O presidente Checo Vaclav Klaus visita a Bento XVI no Vaticano.
1 Junho de 2009. Bento XVI recebe a visita do presidente da Ucrânia Victor Yushchenko.
Para concluir, ainda que o Papa não estivesse presente, cabe mencionar a ordenação episcopal para o secretário das igrejas orientais, em Roma, 14 de Junho.
Como se pode verificar na imagen, ambos ritos, o oriental e o ocidental convivem lado a lado e em mútuo reconhecimento.
Fonte - Cuenta Atras
Nota DDP: Uma observação em duas: Quando sai do Vaticano, logicamente o pontífice está em campanha aos interesses que defende, que acaba camuflando um pouco sua ascendência sobre o quadro político mundial, poderiam dizer alguns. Agora, quando recebe os principais líderes mundiais, esta ascedência se sobressai de forma absolutamente clara, uma vez que o que tem o pequeno estado romano a oferecer, senão contrapartida política aos líderes que por lá passam?
O primeiro contato interesante foi em 19 de Fevereiro com o Primeiro Ministro britânico, Gordon Brown.
O seguinte foi em 12 de Março, quando Bento XVI recebeu o Rabino principal de Haiffa, Rabbi Shear Yashuv Cohen.
14 de Março de 2009, o presidente de Malta, Eddie Fenech Adami visita a Bento XVI.
18 de Março de 2009, Bento XVI visita Camarões e se entrevista com seu presidente, Paul Biya.
20 de Março de 2009, Bento visita Angola, e se encontra com o presidente Jose Eduardo dos Santos.
27 de Março de 2009. Bento XVI recebe o Presidente de Chipre, Demetris Christofias quem o saúda com uma reverência.
27 de Abril de 2009, o Príncipe Carlos de Inglaterra e Camila, sua esposa, visitam a Bento XVI.
Mesmo dia, 27 de Abril. Bento XVI recebe o presidente Bielorruso Alexander Lukashenko.
30 de Abril de 2009. Bento XVI recebe o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.
7 de Maio de 2009, o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, beija o anel papal.
8 de Maio de 2009. O Rei Abdullah II da Jordânia recebe a Bento XVI.
9 de Maio de 2009. Bento XVI se encontra com o Patriarca Melkita griego Gregorio III Laham.
11 de Maio de 2009. Bento XVI se encontra com Shimon Peres, presidente de Israel.
11 de Maio de 2009, o Papa é recebido pelo Rabbí Shear Yashuv Cohen.
11 de Maio de 2009, Bento XVI visita a mesquita de Al-Aqsa na esplanada do templo de Jerusalém.
13 de Maio de 2009, Bento XVI visita o presidente de Palestina Mahmoud Abbas.
14 de Maio de 2009, Benjamin Netanyahu, primeiro ministro Israelense, recebe a Bento XVI.
15 de Maio de 2009. Bento XVI visita o Patriarca Ortodoxo Teophilus III no patriarcado de Jerusalém.
15 de Maio de 2009. Bento XVI junto aos líderes religiosos de todas as denominações presentes na Galiléia.
18 de Maio de 2009. Bento XVI recebe o presidente da Polônia, Lech Kaczynski.
22 de Maio de 2009. Bento XVI mantém um encontro com o presidente da Bulgária Georgi Parvanov.
22 de Maio de 2009. Bento XVI recebe o presidente da República da Macedônia Gjeorge Ivanov, junto com o Arcebispo Stephan de Ohrid e Macedônia.
30 de Maio de 2009. O presidente Checo Vaclav Klaus visita a Bento XVI no Vaticano.
1 Junho de 2009. Bento XVI recebe a visita do presidente da Ucrânia Victor Yushchenko.
Para concluir, ainda que o Papa não estivesse presente, cabe mencionar a ordenação episcopal para o secretário das igrejas orientais, em Roma, 14 de Junho.
Como se pode verificar na imagen, ambos ritos, o oriental e o ocidental convivem lado a lado e em mútuo reconhecimento.Fonte - Cuenta Atras
Nota DDP: Uma observação em duas: Quando sai do Vaticano, logicamente o pontífice está em campanha aos interesses que defende, que acaba camuflando um pouco sua ascendência sobre o quadro político mundial, poderiam dizer alguns. Agora, quando recebe os principais líderes mundiais, esta ascedência se sobressai de forma absolutamente clara, uma vez que o que tem o pequeno estado romano a oferecer, senão contrapartida política aos líderes que por lá passam?
Terremotos sacodem imediações da cidade italiana de L'Aquila
Roma, 23 jun (EFE).- Sete terremotos sacudiram esta noite sem deixar vítimas as imediações de L'Aquila, a cidade italiana que ficou devastada no dia 6 de abril por um tremor que matou mais de 300 pessoas e deixou dezenas de milhares sem casa.
O primeiro deles, com uma magnitude de 4,5 graus na escala Richter, foi registrado às 22h58 locais (17h58 de Brasília) nas cercanias de L'Aquila, a capital da região de Abruzzos, e foi o tremor mais forte desde a réplica de 13 de abril, que teve uma magnitude de 4,9 graus.
Depois deste terremoto, durante a madrugada houve réplicas entre 2 e 4 graus.
O terremoto de 6 de abril teve uma magnitude de 5,8 graus na escala Richter e um enorme potencial de devastação.
Fonte - UOL
O primeiro deles, com uma magnitude de 4,5 graus na escala Richter, foi registrado às 22h58 locais (17h58 de Brasília) nas cercanias de L'Aquila, a capital da região de Abruzzos, e foi o tremor mais forte desde a réplica de 13 de abril, que teve uma magnitude de 4,9 graus.
Depois deste terremoto, durante a madrugada houve réplicas entre 2 e 4 graus.
O terremoto de 6 de abril teve uma magnitude de 5,8 graus na escala Richter e um enorme potencial de devastação.
Fonte - UOL
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Obama preparado para eventual teste de míssil norte-coreano
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar “completamente preparado” para a eventualidade de um novo ensaio de um míssil norte-coreano, enquanto Pyongyang voltou a ameaçar Washington, lembrando que é “uma orgulhosa potência militar”.O acentuar da tensão verbal acontece quando um navio norte-americano, o “USS John S. McCain”, vigia o cargueiro norte-coreano “Kang Nam 1”, que poderá transportar mísseis ou uma carga relacionada com o programa de mísseis de Pyongyang.
O navio norte-coreano, que se dirige para a Birmânia, poderá ser imobilizado e inspeccionado em alto mar, ao abrigo da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que agravou as sanções contra o regime de Kim Jong-il, na sequência do ensaio nuclear de 25 de Maio.
Numa entrevista à televisão americana CBS, que será divulgada hoje, Barack Obama disse que “a administração e os militares estão completamente preparados para quaisquer contingências”.
Interrogado sobre se essa declaração era um aviso de que os EUA estariam prontos para reagir militarmente a um novo ensaio de um míssil, o Presidente norte-americano disse que não.
“Não quero especular sobre cenários hipotéticos”, disse, sublinhando que está pronto para garantir a segurança da população norte-americana.
Um novo teste com um míssil Taepondong-2, potencialmente capaz de atingir os estados norte-americanos do Alasca ou do Hawai, tem sido avançado como uma das respostas possíveis de Pyongyang ao endurecimento de sanções decidido pelo Conselho de Segurança da ONU.
Esta manhã, o órgão oficial do Partido Comunista da Coreia do Norte, o "Rodong Sinmun", criticou o reforço militar norte-americano na região, que considerou “irresponsável”.
“Como a República Democrática da Coreia do Norte é uma orgulhosa potência nuclear, os Estados Unidos devem ter muito cuidado com quem estão a lidar”, escreveu o jornal.
Fonte - Público
É possível dar testemunho da fé na política, explica o Papa
Vaticano, 20 Jun. 09 / 11:58 am (ACI).- Ao receber este meio-dia (hora local) aos membros da Fundação Alcide De Gasperi, o Papa Bento XVI destacou o exemplo deste grande estadista italiano e ressaltou como, havendo sido formado na “escola do Evangelho”, foi capaz de traduzir em atos concretos e coerentes a fé que professava” dentro do mundo da política.Conforme informa Rádio Vaticano (RV), em seu discurso o Santo Padre evocou a este italiano que “em momentos históricos de profundas mudanças sociais na Itália e na Europa”, cheio de dificuldades, “soube prodigalizar-se eficazmente pelo bem comum”. Deste modo destacou que “formado na escola do Evangelho, Gasperi foi capaz de traduzir em atos concretos e coerentes a fé que professava. Espiritualidade e política foram duas dimensões que conviveram em sua pessoa caracterizando seu empenho social e espiritual”.
O Papa, precisa a RV, disse também que Gasperi com prudente clarividência guiou a reconstrução da Itália saída do fascismo e da Segunda guerra mundial, arriscando, valorosamente o caminho para o futuro. De fato, destacou que ele defendeu a liberdade e a democracia; relançou a imagem deste país no âmbito internacional; e promoveu o restabelecimento econômico abrindo-se à colaboração de todas as pessoas de boa vontade.
“Queridos amigos, eu gostaria de me deter ainda mais sobre esta personalidade que honrou à Igreja e a Itália, mas me limito a evidenciar sua reconhecida retidão moral, apoiada em sua indiscutida fidelidade aos valores humanos e cristãos, assim como a serena consciência moral que o guiou nas eleições da política”.
Depois de recordar que Gasperi faleceu em 19 de agosto de 1954, logo depois de ter murmurado três vezes o nome do Jesus, Bento XVI pediu rezar “pela alma deste estadista de fama internacional, que com sua ação política realizou um serviço à Igreja, à Itália e à Europa”.
Finalmente pediu ao "Senhor que a lembrança de sua experiência de governo e de seu testemunho cristão animem e estimulem aos que regem o destino da Itália e dos povos, especialmente para quantos se inspiram no Evangelho”.
Fonte - ACI Digital
Nota DDP: Política e bem comum derivados dos valores religiosos. Seria bom não tivesse por pressuposto os valores religiosos específicos da igreja romana. O discurso é recorrente e a separação entre estado e igreja vem sendo sistematicamente atacada, com base no argumento de uma "laicidade ativa". Mais do mesmo a partir de "Líderes religiosos dizem ao G8 que 'paz é possível'".
Outra nuance destas mesmas declarações:
O Santo Padre constatou que é verdade que “em alguns momentos, não faltaram dificuldades e inclusive incompreensões por parte do mundo eclesiástico, mas De Gasperi não vacilou em sua adesão à Igreja”.
“Dócil e obediente à Igreja – reconheceu o pontífice –, foi autônomo e responsável em suas opções políticas, sem usar a Igreja para fins políticos e sem ceder jamais nos compromissos com sua reta consciência.” (Zenit)
Histórico acordo ecumênico dos cristãos da Índia
Um histórico «memorando de entendimento» para reforçar o Cristianismo e promover a harmonía religiosa na Índia foi selado nos passados dias pelos três organismos mais representativos da comunidade cristã da Índia: a Conferência Episcopal católica, o Conselho Nacional das Igrejas e a Associação Evangélica da Índia, que representa as diversas denominações protestantes. Os consignatários do memorando, que sela uma aliança ecuménica dos fiéis da Índia, expressada em diversas frentes e campos, foram o Arcebispo Vincent Concessao (delegado da Igreja Católica); o Obispo K. Sahu, do Conselho Nacional das Igrejas e o bispo John Gollapalli, para os Evangélicos.O documento se entitula “Nossa jornada unidos na direção de Cristo” e afirma, em seu preâmbulo, que o espírito compartilhado é o de confiança e cooperação recíproca: “Nos comprometemos a celebrar, entrar em diálogo e atuar juntos, para glorificar o Único Deus, Pai, Filho e Espírito Santo”.
O memorando anota, entre seus objetivos, construir vínculos mais fortes entre as comunidades cristãs indianas, para assim promover a harmonía interreligiosa no país. Quer-se contrastar os prejuízos criados contra os cristãos, revelando o autêntico rosto do cristianismo na Índia, no serviço do bem comum da nação, incentivando a participação ativa das igrejas na vida social.
Uma colaboração ativa será será buscada sobre todos aqueles lugares e cenários em que as comunidades cristianas têm sido atacadas: o objetivo é obter uma maior tutela derivada de uma representação comum dos crentes em Cristo perante as instituições civis.
As Igrejas abraçam o ponto de defesa dos direitos humanos e das comunidades mais débeis, enfermas e marginalizadas, como serviço a Cristo que se faz presente nos pobres. Se destaca, deste modo, o compromisso pela defesa e promoção dos direitos dos "dalits" e dos sem casta.
O documento nota que a unidade das Igrejas cristãs na Índia, perseguida com estratégias e modalidades comuns, poderá favorecer a todos os fiéis e comunidades na nação, colocados frequentemente à prova em seu testemunho cristão.
Fonte - Info Católica
Nota DDP: De se notar que as mesmas instituições que ora se alinham na Índia, têm objetivos similares em outras partes do mundo, como por exemplo na recente reunião realizada com o intuito de influenciar o G8. O discurso do bem comum torna-se recorrente, bem como o de se utilizar a força do argumento religioso para influência no campo político.
Obviamente este quadro deve se alastrar em outros lugares.
O flagelo da esquistossomose na China
Números de 2004 indicam que há 726 mil chineses infectados. Por causa da doença, até a represa Três Gargantas vira preocupação.
Após se espalhar na água doce por meio dos caramujos, o parasita Schistosoma japonicum penetra na corrente sanguínea através da pele. A doença causa diarreia crônica, fadiga e febre. Em casos graves, a esquistossomose pode levar a inchaço estomacal, câncer de bexiga e falência do fígado, podendo ser fatal. Depois da malária, é a doença tropical de maior incidência no mundo.
Na China, há aldeias com uma taxa de 90% da população infectada. A ignorância sobre a doença e sobre a maneira correta de tratá-la permanece elevada. Algumas pessoas se recusam a tomar medicação, e a crise econômica tem obrigado muitos chineses a voltarem para o campo, aumentando a população das áreas atingidas.
Fonte - Opinião e Notícia
Após se espalhar na água doce por meio dos caramujos, o parasita Schistosoma japonicum penetra na corrente sanguínea através da pele. A doença causa diarreia crônica, fadiga e febre. Em casos graves, a esquistossomose pode levar a inchaço estomacal, câncer de bexiga e falência do fígado, podendo ser fatal. Depois da malária, é a doença tropical de maior incidência no mundo.
Na China, há aldeias com uma taxa de 90% da população infectada. A ignorância sobre a doença e sobre a maneira correta de tratá-la permanece elevada. Algumas pessoas se recusam a tomar medicação, e a crise econômica tem obrigado muitos chineses a voltarem para o campo, aumentando a população das áreas atingidas.
Fonte - Opinião e Notícia
Aumenta a tensão no Pacífico
Destroier norte-americano está seguindo um cargueiro norte-coreano suspeito de levar armas para Mianmar (antiga Birmânia).
O cargueiro Kang Nam deixou um porto próximo de Pyongyang na última quarta-feira, 17, sob a suspeita por parte do Pentágono de estar transportando material proibido. A informação foi dada pela emissora sul-coreana YTN, citando uma fonte anônima do serviço de inteligência da Coreia do Sul.
Existe a possibilidade de abordagem, em um caso que pode mostrar até que ponto os EUA e seus aliados estão dispostos a ir para fazer valer as sanções da ONU. A Coreia do Norte avisou que irá considerar uma eventual interceptação do cargueiro como um “ato de guerra”.
Fonte - Opinião e Notícia
O cargueiro Kang Nam deixou um porto próximo de Pyongyang na última quarta-feira, 17, sob a suspeita por parte do Pentágono de estar transportando material proibido. A informação foi dada pela emissora sul-coreana YTN, citando uma fonte anônima do serviço de inteligência da Coreia do Sul.
Existe a possibilidade de abordagem, em um caso que pode mostrar até que ponto os EUA e seus aliados estão dispostos a ir para fazer valer as sanções da ONU. A Coreia do Norte avisou que irá considerar uma eventual interceptação do cargueiro como um “ato de guerra”.
Fonte - Opinião e Notícia
sexta-feira, 19 de junho de 2009
A Música na Escatologia de Ellen G. White
IntroduçãoA música não figura entre os eventos escatológicos. No entanto, EGW chama a atenção e nos alerta quanto ao papel que a música desempenhará nos acontecimentos finais da história dessa terra.
Na igreja, a música está intimamente ligada ao culto. É o veículo pelo qual se expressa o sentimento na adoração. Canta-se para louvar a Deus como Criador e Redentor. Para fortalecer a fé, para comunicar esperança ao cansado e oprimido. Em certo sentido, na cultura ocidental, é o elemento que dá beleza e significado ao culto. “É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia.”¹
Adoração
A essência das três mensagens angélicas de Apocalipse 14 é a adoração a Deus versus adoração à besta e à sua imagem. A primeira justifica a razão pela qual Deus deve ser adorado. Ele é o criador. A segunda mostra que a confederação maligna cognominada de Babilônia, faliu. Em outras palavras, porque adorá-la? Mas se alguém insiste em fazê-lo, a última mensagem declara que será responsável direto pela decisão tomada. “Também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.” (Ap. 14:10-11) Portanto, não adore a besta nem sua imagem. É insensatez.
Lúcifer desejou ser igual a Deus. Cobiçou as honras e as glórias devidas somente ao Criador (Is. 14:13-14). Sua concupiscência o leva a ser expulso do céu acompanhado da terça parte dos anjos que aderiram suas idéias (Ap. 12:3-4 e 7-9). Estabelece nessa terra seu quartel general estabelecendo aqui um sistema de culto e adoração a si mesmo. “...Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Ap. 12:12). No monte da tentação revelou sua sede por adoração, oferecendo a Jesus os reinos desse mundo em troca da adoração (Mt.4:9).
Pelos séculos, o grande conflito cósmico criado por Lúcifer contra Deus tem como centro: Quem será adorado? Quem será reconhecido?
Este poder antagônico não suporta pessoas que se atrevem a adorar a Deus. Faz o que pode para destruir a beleza e a santidade do verdadeiro culto. Infiltra-se. Influencia pessoas receptivas. Atrapalha. Desvirtua como pode transformando em maldição aquilo que seria uma bênção. Sobretudo na música, pela relevância que ocupa na forma como se adora no mundo ocidental. “Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.”²
O Adventismo do Sétimo Dia
Do movimento religioso do século XIX na América do Norte, conhecido como milerismo, surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia.³ Esta igreja, em sua história, tem-se caracterizado como um movimento de restauração de verdades da Palavra de Deus e como tal, tem sido uma pedra no sapato do diabo. Em contrapartida, ele tem declarado uma guerra aberta e sem tréguas a este remanescente da mulher que (1) guarda os mandamentos de Deus e (2) tem o testemunho de Jesus (Ap. 12:17; 14:12; 19:10).
A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem duas armas poderosíssimas no grande conflito contra o mal. (1) O espírito de Submissão a Deus na obediência aos Seus mandamentos e (2) a orientação profética através da qual Deus a conduz evitando distorções e alertando quanto às armadilhas e minas ao longo do caminho.
Este bom espírito a tem preservado ao longo de sua história, de muitas heresias e tendências destruidoras. Não sem lutas ou perdas, mas a confiança na palavra profética das Escrituras Sagradas e de Ellen G. White tem sido um guardião.4
Doutrina da Carne Santa
Em 1898 surgiu na Associação de Indiana, nos Estados Unidos, um movimento herético conhecido como doutrina da carne santa. Foi desenvolvido e divulgado pela liderança da Igreja. S.S. Davis e R.S. Donnell respectivamente evangelista e presidente do campo. 5
A doutrina principal do movimento era a crença de que Jesus ao passar pela experiência do Getsêmani, havia obtido carne santa como a que Adão possuía antes da queda.6 Declaravam então, que cada pessoa que segue o Salvador precisa obter a mesma natureza física como preparo para a transladação.7 Uma vez obtida carne santa, a pessoa não mais pecaria, não passaria pela morte sendo transladada viva para os céus à semelhança de Enoc e Elias. 8
Esta heresia afetou diretamente o estilo de adoração desenvolvida por este grupo, pois ali, buscavam a experiência desejada. Faziam longas orações, tinham música instrumental muito alta com abundante uso de instrumentos de percussão, excitação e sermões histéricos.9
A experiência de obter a carne santa precisava ser demonstrada fisicamente¹º e o estilo de adoração ajudava-os na obtenção do êxtase desejado. As massas então eram manipuladas em suas emoções levando as pessoas a um estado de delírio. Em transe, muitas caiam no chão, ao que eram levadas à plataforma. Ali, eram rodeadas por um grupo de pessoas gritando glória a Deus enquanto outros oravam e cantavam histericamente. Quando recobravam a consciência dizia-se-lhes terem passado pela experiência do jardim tendo agora uma carne santa. ¹¹
Testemunhas oculares na Campal de Muncie
Os adeptos do movimento da doutrina da carne santa organizaram uma grande Campal de 13 a 23 de Setembro de 1900 em Muncie, Indiana.
A Associação da Igreja Adventista do Sétimo Dia enviou dois pastores como visitas a essas reuniões. Foram os pastores S.N. Haskell e A.J. Breed que Arthur White declara não terem sido bem recebidos. “As pessoas foram alertadas de que esses dois irmãos não haviam passado por essa experiência e que por isso, não se deviam deixar influenciar por eles.” ¹²
Haskeel relatou o que vira e sentira naquelas reuniões em duas cartas escritas à Ellen White. Ambas datadas de 25 de Setembro de 1900, dois dias após o término da Campal. Na primeira se atém a descrever o que ali vira em termos de demonstração física e estilo de adoração. Esta carta foi enviada a Sra. White, em mãos de seu filho Edson, quando viajou para a costa ocidental do país para recebê-la vindo da Austrália.¹³ Na segunda carta, Haskeel analisa questões teológicas do movimento, sobretudo a forma como consideravam a natureza de Jesus. Esta é enviada a Ellen White pelo correio, endereçada à sua residência em Elmshaven, em Santa Helena, Califórnia, onde fixou residência até sua morte em 1915.
Na primeira carta, que Ellen White recebe das mãos do filho, tão logo chegue aos Estados Unidos, Haskeel declara nunca ter visto nada semelhante. Fala de um forte poder que dominava as pessoas naquelas reuniões. Descreve a intensidade dos êxtases com as pessoas gritando a ponto de perderem os sentidos. As músicas eram excessivamente altas e ruidosas. As pessoas não conseguirem ouvir umas às outras. Tinham instrumentos musicais variados destacando os de percussão como um tambor surdo, pandeiros e outros tipos de tambores. Percebia que as pessoas eram manipuladas pela música ao frenesi.14
Em 10 de outubro de 1900, Ellen White responde a primeira carta de Haskeel.15 A maior parte de seu conteúdo está no livro Mensagens Escolhidas volume dois às páginas 36 a 39.16
A mensagem que aparece nessa carta é incisiva e direta. Parece ter sido esse o estilo de Ellen White quando trata de enfrentar heresias que ameaçam o povo de Deus. As descrições de Haskeel não a tomam de surpresa. “Em Janeiro último”, declara por três vezes, quando ainda estava na Austrália, “foi-me apresentado”... “o Senhor mostrou-me”...”me foram apresentadas...”17
Analisando a forma como escreve a Haskeel, percebe-se claramente uma linguagem escatológica. No contexto dessa carta, vê-se um profeta exercendo seu papel de revelador do futuro. Não que tenha a pretensão de fazê-lo, mas na autoridade da revelação recebida. Daí a relevância do conteúdo revelado.
Análise das Expressões Escatológicas da Carta
“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça.”(36)
Aqui está a escatologia. “Antes da terminação da graça” declara, vai acontecer algo semelhante ao que aconteceu em Indiana. Àquilo que Haskeel vira e que lhe descrevera.
Mas o que especificamente ocorrerá. Ela responde: “Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” (36) Reavivamento esperado no tempo do fim.
1) - Haverá muitas coisas estranhas...
2) - Haverá gritos com tambores, música e dança...
3) - Os sentidos dos seres racionais ficarão confundidos...
4) - Não será possível confiar nas pessoas quanto a decisões retas...
5) - Chamarão isso e operação do Espírito Santo...
A mim me parece que a confusão dos sentidos é resultado do êxtase criado pelos tambores, pela música e pela dança. Pessoas envolvidas nesse processo perdem o discernimento quanto a decisões retas.
Kurt Pahlen declara que “A música age sobre o indivíduo e a massa; encontra-se não somente na história das revoluções senão também nas psicoses de guerra. A música é, nas mãos dos homens, um feitiço; o seu efeito se estende desde o despertar dos mais nobres sentimentos até o desencadeamento dos mais baixos instintos, desde a concentração devotada até a perda da consciência que parece embriaguez, desde a veneração religiosa até a mais brutal sensualidade.” 18
Orientações Proféticas
O papel do profeta não é meramente mostrar o futuro revelado, mas orientar para que quando o futuro se torne presente, os filhos de Deus, sensíveis à voz da profecia, possam saber como agir e que decisões tomar. É exatamente isso que Ellen White faz na carta a Haskeel.
O êxtase criado pelo estilo de música seria chamado de operação do Espírito Santo. Ellen White é insisiva: “O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás...” (36) “O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.” (37)
O que as pessoas confusas e sem discernimento chamam de obra do Espírito Santo é em realidade operação satânica com fins e propósitos bem definidos: “... para (1) encobrir seus engenhosos métodos para (2) anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo.” (36) Por inferência pode-se ainda deduzir de que tem o objetivo de (3) desonrar a Deus. Uma vez que se a música fosse “devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus.” (37) Para (4) anular o efeito que a música bem dirigida faria sobre as pessoas.
Declara que “É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais.” (36)
Ellen White foi uma defensora do uso da música no culto do Senhor. Inclusive com instrumentos musicais.19 Mas quando se trata do mau uso da música é melhor adorar a Deus sem música do que usar este tipo de música usada na Campal de Indiana pelos adeptos da doutrina da carne santa e que ocorreria outra vez antes da terminação da graça.
Para executar esta declaração necessita-se discernimento espiritual. Uma mente confusa, desconectada com as coisas do céu não consegue saber quando e o que usar.
Algumas pessoas preferem ter qualquer tipo de música no culto do que não ter música nenhuma. Segundo Ellen White porque é melhor não ter certos tipos de música no culto? Porque “a verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.” (36)
Sistematizando as razões
1) - “A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas.” Não é assim que muitos pensam. Justificam o uso de qualquer tipo de música importando que tenha letra religiosa com fins missionários. A clareza do texto me leva a crer que nossa obra não necessita dessa metodologia de marketing adotado pelas igrejas que não tem a luz que como adventistas do sétimo dia temos. No livro evangelismo encontra-se a idéia de que “quanto mais perto o povo de Deus se puder aproximar do canto correto, harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente impressionados.”²º
2) - “Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção.” A música barulhenta e ruidosa é uma perversão. Ao afetar os sentidos das pessoas acaba sendo uma maldição quando se executada corretamente seria uma bênção. Por isso é melhor ter o culto do Senhor sem música, do que com música desse tipo.
3) - “As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.” O alarido e o barulho são elementos próprios do reino do mau e quando a música da igreja tem essas características, eles se misturam criando uma situação interpretada por alguns como operação do Espírito Santo.
Eis o perigo para o qual Deus nos adverte. As músicas ruidosas, barulhentas, semelhantes às que usavam os seguidores da doutrina da carne santa, cria um reavivamento falsificado entendido por muitos como obra do Espírito Santo. Quem interpretaria algo ruim como obra do Espírito Santo? Haskeel declarara que nas reuniões da campal de Indiana, havia um grande poder. As pessoas achavam que era de Deus, mas estavam enganadas. Era obra de Satanás. Tal como lá, igualmente antes do término da graça, as pessoas serão enganadas em sua percepção entendendo que o êxtase gerado pela música seja interpretado como trabalho do Espírito Santo.
Outra declaração pela qual dever-se-ia fugir dessa coisa que se manifestará no fim seria: “Ao findar a reunião campal, o bem que devia haver sido feito e poderia havê-lo sido pela apresentação da verdade sagrada, não se realiza. Os que participam do suposto reavivamento recebem impressões que os levam ao sabor do vento. Não podem dizer o que sabiam anteriormente quanto aos princípios bíblicos.” (37) Tudo o que se consegue em tal êxtase, se perde rapidamente. As impressões são passageiras. As pessoas não sabem dizer o que conhecem acerca dos princípios da Bíblia.
“Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto.”(37) Isso é, não devem ser promovidos, incentivados. Logo após a decepção de 22 de outubro de 1844, Ellen White declara que ocorreram as mesmas manifestações. As pessoas excitadas, no entanto, eram trabalhadas por um poder que pensavam ser de Deus.(37)
A revelação é clara: Este tipo de música será introduzida entre nós. Em nossas reuniões campais, (37) acompanhando “teorias e métodos errôneos.” (37) Heresias como em Indiana.
“Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida.” [satan will make music a snare by the way in which it is conducted].
“Maneira” tem que ver com forma, com estilo, e “por que” com propósito. Isso pode ser visto nos movimentos carismáticos modernos. Da igreja católica às igrejas neopentecostais. No Brasil, o movimento católico de renovação carismática conduz mega-missas com música para todos os tipos, gostos e preferências.
Ao usar a expressão “por que é dirigida”, estaria Ellen White pensando em interesses comerciais? Em seguidores de Jesus que fazem música para agradar seus consumidores? Ela não usou a expressão “como” mas “por que”.
Assembléia da Associação Geral da IASD de 1901
Na quarta feira, dia 17 de abril de 1901, no final da seção da Associação Geral, Ellen White deu um testemunho aos ministros presentes. A quase totalidade de suas declarações acha-se no livro Mensagens Escolhidas, volume 2 nas páginas 31 a 36.
Em suas palavras, deixa clara a falácia da doutrina da carne santa. “O ensino dado com relação ao que é denominado "carne santa" é um erro.” (32)
Explica o verdadeiro significado da perfeição cristã por meio de Cristo. Coloca a Bíblia como única fonte de verdade e então trata do estilo do culto adotado pelo movimento. “Fui instruída pelo Senhor de que esse movimento de Indiana é do mesmo caráter que os movimentos que apareceram nos anos passados. Tem havido em vossas reuniões religiosas exercícios semelhantes aos que testemunhei nos movimentos anteriores.” (33-34) Ela se referia a situações paralelas vividas após a decepção de 22 de outubro de 1844. “Tinham manifestações semelhantes às que há entre vós, e confundiam a própria mente e a dos outros com suas maravilhosas suposições... Fui a suas reuniões. Havia exaltação, com ruído e confusão. Não se podia distinguir uma coisa da outra. Alguns pareciam estar em visão, e caíam por terra. Outros pulavam, dançavam e gritavam.” (34)
“A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. Nada existe nessas demonstrações que convença o mundo de que possuímos a verdade. Mero ruído e gritos não são sinal de santificação, ou da descida do Espírito Santo. Vossas desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. Quanto menos houver de tais demonstrações, tanto melhor para os atores e para o povo em geral.” (35)
Nesse depoimento, em nenhum momento fala diretamente da música como o fizera na carta escrita a Haskeel. Mas implicitamente ela está lá, quando descreve o tipo de culto e excitação que tinham.
Assembléia da Associação de Indiana
Logo após a Assembléia da Associação Geral, de 3 a 5 de Maio de 1901, realizou-se em Indianápolis, Indiana, a Assembléia da Associação de Indiana com o objetivo de eleger os novos oficiais. Ali estava o foco a heresia da carne santa.
Ellen White estava presente e falou aos delegados declarando que nenhum ponto dessa doutrina (carne santa) pode ser chamado de verdade. Não há uma linha no tecido inteiro.²¹
Falso Reavivamento antes do Verdadeiro
Os Adventistas do Sétimo Dia aguardam com ansiedade a capacitação do Espírito Santo ao que chamam de Chuva Serôdia quando então, a igreja será habilitada a concluir a obra de Deus na terra.
Ellen White anteviu falsos reavivamentos antes do verdadeiro. “Vi que Deus tem filhos honestos entre os Adventistas Nominais e as igrejas caídas, e antes que as pragas sejam derramadas, pastores e povo serão chamados a sair dessas igrejas e alegremente receberão a verdade. Satanás sabe disso, e antes que o alto clamor da terceira mensagem angélica seja ouvido, ele suscitará um despertamento nessas corporações religiosas, a fim de que os que rejeitaram a verdade pensem que Deus está com eles. Ele espera enganar os honestos e levá-los a pensar que Deus ainda está trabalhando pelas igrejas. Mas a luz brilhará, e todos os honestos deixarão as igrejas caídas, e tomarão posição ao lado dos remanescentes.”²²
Observem que este texto se encaixa na declaração de que antes da terminação da graça, haveria gritos com tambores, música e dança. Isso geraria, pelo efeito da música e o êxtase criado por esse método, um falso reavivamento nas corporações religiosas com a intenção de enganar.
Conclusão
A música cria o clima propício ao emocionalismo, ao falso reavivamento. Ele tem este poder ilusório. A forma como se canta. O uso de instrumentos de percussão com seu efeito hipnótico onde predomina a repetição própria dos cultos espiritualistas do paganismo. As dissonâncias e o excesso de amplificação. Tem criado um êxtase e uma falsa segurança que Cristo não prometeu.
O mundo religioso atual tem-se envolvido no carismatismo espiritualista. Do catolicismo à religiões orientais. Cada qual com suas formas e nuances peculiares tendo no entanto, o mesmo espírito a orientá-los. O espírito do mau. Satanás, o grande enganador. “Vi a rapidez com que este engano se propagava. Foi-me mostrado um comboio, avançando com a velocidade do relâmpago. O anjo ordenou-me olhar cuidadosamente. Fixei os olhos nesse trem. Parecia que o mundo inteiro ia embarcado nele. Mostrou-me então o chefe do trem, uma pessoa formosa e imponente, para quem todos os passageiros olhavam e a quem reverenciavam. Fiquei perplexa e perguntei a meu anjo assistente quem era. Disse ele: 'É Satanás. Ele é o chefe na forma de um anjo de luz. Ele leva cativo o mundo. Eles se entregaram à operação do erro a fim de crerem na mentira e serem condenados. O seu mais elevado agente abaixo dele, pela sua categoria, é o maquinista, e outros de seus agentes estão empregados em diferentes cargos conforme deles necessita, e todos vão indo para a perdição, com a velocidade do relâmpago'.”²³
A música será um elemento unificador de culto à besta e à sua imagem. Todos têm crenças distintas com duas comuns. O estado do homem na morte e a observância do falso sábado. A união através dos elementos comuns no qual com o mesmo estilo de música, pode-se adorar juntos. A música certamente será um laço. Uma tremenda armadilha.
“Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem.”(38)
Estas palavras fazem parte exatamente do contexto no qual declara que Satanás fará da música um laço pela maneira como é dirigida.
“Por entre as sombras cada vez mais profundas da última e grande crise da Terra, a luz de Deus resplandecerá com maior brilho, e o canto de confiança e esperança ouvir-se-á nos mais claros e sublimes acordes.” (Ed. 166)
Pr. Jorge Mário de Oliveira
Departamental de Escola Sabatina
Associação Paulistana
__________________Departamental de Escola Sabatina
Associação Paulistana
¹ Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 3: 335.
² Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 37.
³ Ver George R. Knight, A Brief History of Seventh-Day Adventists (Hagerstown, MD: Review and Herald, 1999), 13-27 e do mesmo autor, A Search For Identity The Develoment of Seventh-day Adventist Beliefs (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2000), 29-37.
4 Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 194-209.
5 Arthur L. White, Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1981), 5: 100-107.
6 Como ASD cremos de que Jesus tinha a natureza física dos homens de seus dias, portanto uma natureza física enfraquecida pelos séculos de degradação pecaminosa, porém, uma natureza moral igual à de Adão antes da queda. O que implica que embora tivesse a natureza humana com todas as suas implicações não tinha propensões tem tendências para o pecado. Ver: Nisto Cremos, 27 Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1989), 57-86; Douglass, 199. O que este movimento da doutrina da carne santa dizia era de que através da experiência do Getsêmani, Jesus adquiriu carne santa isto é, uma natureza humana semelhante à de Adão antes da queda.
7 Ver nota dos editores na introdução do capítulo “A Doutrina da Carne Santa”. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 31.
8 Arthur L. White.
9 Ibid.
¹º Como no pentecostalismo de hoje. Os que recebem o que chamam de dons de línguas precisam demonstrar fisicamente que foram batizados pelo espírito santo. Ver Guy P. Duffied e Nathaniel M. Van Cleave, Fundamentos da Teologia Pentecostal (São Paulo, SP: Editora Publicadora Quadrangular “George Russell Faulkner”, 1991), 2:80-85.
¹¹ Arthur L. White.
¹² Ibid., 101.
¹³ Ibid., 101-102. Ellen G. White retornava da Austrália depois de haver estado lá por 9 anos de 1891 a 1900. Ver C. Mervyn Maxwell, História do Adventismo (Santo André, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1982), 212.
14 Ibid.
15 A que recebera das mãos de seu filho Edson quando desembarcara nos Estados Unidos vindo da Austrália onde permanecera por 9 anos, de 1891-1900.
16 Em português: Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 36-39.
17 Ibid., 36 § 3; 37 § 3 e 5.
18 Kurt Pahlen, História Universal da Música (São Paulo: Edições Melhoramentos). Citado por Martin Claret, O Poder da Música (São Paulo: Editora Martin Claret), 11.
19 Ellen G. White, Evangelismo (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 505.
²º Ibid., 508. Neste mesmo livro à página 137 há um princípio para o evangelismo que poderia muito bem ser aplicado ao uso da música na igreja e sobretudo no evangelismo. “Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador e corrupto à alta norma da lei de Deus.”
²¹ Ver Doc. # 190 – G.A. Roberts, O Fanatismo Santo de propriedade de E.G. White....
²² Ellen G. White, Primeiros Escritos (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1991) 261.
²³ Primeiros Escritos, 263.
Nota DDP: Ver também:
Alguns querem modernizar nossa mensagem e nosso estilo de vida
Pr. Erton Koeler (Presidente da DSA)
O Hinário Adventista é para jovem
Pr. Otimar Gonçalves (Ministerial Jovem DSA)
Quem Cumprirá a Profecia?
Pr. Élbio Menezes (Presidente da Associação Sul Catarinense)
"Como folhas de outono... " 13
“Uma benção de Deus”, foi a frase mais comentada por várias pessoas que estavam no programa. Diante desta percepção, embora seja recente e de ampla divulgação, tem lugar no projeto "Como folhas de outono..." desenvolvido neste espaço.
O Pastor Ivan Saraiva é natural de Curitiba. Acredita que Deus pode transformar o maior dos pecadores, inclusive e principalmente ele. Crê que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a religião que mais se aproxima da igreja cristã primitiva e por isso é pastor nesta igreja. É evangelista do Sistema Adventista de Comunicação, e tem uma pensamento lapidar que retirou de uma de suas muitas leituras: "Meu maior objetivo é ir para o céu e levar o maior número de pessoas comigo".
Que seja este também o nosso objetivo.
01) - Esperança para viver I
02) - Esperança para viver II
03) - Esperança para viver II
04) - Esperança para viver IV
05) - Esperança para viver V
06) - Esperança para viver VI
07) - Esperança para viver VII
08) - Esperança para viver VIII
Espero que seja útil aos irmãos. Não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor. Feliz Sábado.
Soli Deo Gloria
"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)
FAQ
Outras programações:
- Com o Pr. Ivan Saraiva, aqui.
- Séries "Como folhas de outono..."
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