quarta-feira, 9 de junho de 2010

O fim do Euro e declínio financeiro da Europa

Pierre Charasse, na Agência Carta Maior

Na massa de informações que circula sobre a crise do euro, não é fácil detectar os fenômenos de fundo que se estão produzindo. Por isso, é importante adotar alguma distância, situar essa crise no curso dos acontecimentos dos últimos 20 anos, depois da queda da União Soviética, e projetar uma perspectiva geopolítica de médio a longo prazo. A crise grega confirmou, como se fosse necessário, que a Europa como união política não existe mais.

Nas últimas semanas, a União Européia (UE) revelou ao resto do mundo sua extrema debilidade. O euro não resistiu às ofensivas de todo tipo que sofreu nos últimos meses, apesar de ser a moeda de uma das regiões mais ricas e industrializadas do mundo.

A primeira grande crise financeira mundial da era da globalização evidenciou que a moeda européia não podia aguentar as turbulências do mercado e os ataques especulativos, exatamente porque não tinha um respaldo político sólido e coerente. Os ideólogos ultraliberais que inventaram a moeda européia decidiram aplicar com rigor o princípio do laisser-faire, proibindo aos governos de intervirem nas políticas do Banco Central Europeu (BCE).

Os governos da zona do euro se auto-mutilaram, quando aceitaram o dogma da independência do BCE, renunciando a qualquer possibilidade de submeter as políticas financeiras a condições políticas. Depois de muitas discussões, apresentaram como um grande avanço a decisão de constituir um fundo de resgate de 440 bilhões de euros. E nenhum governo, vendo o desastre social que os planos de ajustes impostos pelo BCE e pelo FMI, quis opor políticas concorrentes à doxa ultraliberal.

O que o público europeu não vê em geral é que, com a intervenção do FMI, os Estados Unidos agora têm direito de intervir na economia européia. Todas as decisões do FMI requerem necessariamente a aprovação do governo estadunidense, se é que não vêm inspiradas diretamente por esse país. Na reforma dos direitos de voto no FMI, anunciada na última Cúpula do G20, os EUA conserva intacta a minoria de controle com 16% dos votos. Pediu-se a UE que reduzisse sua parte para que a cota de países emergentes aumentasse. O presidente Obama exerce plenamente o poder que lhe dá a nova arquitetura financeira internacional, chamada governança mundial, e exige da Grécia e de outros países europeus que baixem os salários de seus funcionários, que reformem o regime de aposentadorias e que diminuam o gasto público em geral. E os europeus obedecem.

Com a crise financeira européia, está se dando um passo a mais no avassalamento da Europa. Com o Tratado de Lisboa, a Europa entregou sua defesa à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN): acabou-se o velho sonho de uma defesa européia independente. E agora, com uma política financeira controlada pelo FMI, a UE renunciou a um pilar essencial de sua independência. Sem a defesa e a moeda, não lhe resta nada para afirmar sua independência dentro do bloco ocidental e frente ao resto do mundo.

Neste contexto, parece lógico que o euro tenda a se aproximar da paridade com o dólar. Fala-se, nos círculos financeiros, de uma possível dolarização da zona do euro. Tecnicamente convém aos países industrializados da Europa, para recuperarem sua competitividade econômica, castigada na última década por um euro forte. Politicamente convém aos Estados Unidos eliminar uma moeda rival do dólar frente a China e a outros países emergentes. Os novos membros da União Européia vêem com muito bons olhos a dolarização da Europa, que seria para eles uma garantia suplementar com que contar, um guarda-chuva estadunidense, como para sua defesa frente a Rússia, seu inimigo de sempre.

O diretor do FMI, Dominique Strauss Khan refere-se com frequência à necessidade de uma moeda mundial, consequência lógica da globalização econômica e financeira. Em Zurique, em 12 de maio, ele fez um chamado a favor da criação de um banco central mundial, com uma moeda mundial. Na França, o Secretário de Estado para a Europa, Pierre Lellouche, militante atlantista incansável, anunciou triunfalmente que no plano monetário se chegou a um mecanismo de solidariedade automática idêntico ao que prevê o artigo 5 do Tratado da OTAN. Com isso, dá-se o último toque à construção de um espaço europeu subsidiário do território estadunidense para formar um bloco perfeitamente homogêneo sob a liderança de Washington. Desde a sua eleição, o presidente Barack Obama pede a seus aliados que cerrem filas para enfrentar as novas ameaças mundiais.

Outro efeito da crise, os planos de ajuste estrutural impostos como remédio, terão como consequência a curto prazo a tatcherização da Europa continental, ou seja, o fim do modelo social europeu. A Grã Bretanha, aliado incondicional dos Estados Unidos, não membro da zona do euro com a libra esterlina, será o grande vencedor dessa crise, com a imposição de seu modelo econômico e financeiro a toda a Europa, e com o fortalecimento da City como praça financeira impermeável a todos os intentos de regulação que se sugere para prevenir novas catástrofes financeiras mundiais.

Com a dolarização da Europa vai se fechar um capítulo da história moderna aberto com a derrubada do campo socialista. Para a corrente atlantista européia, atualmente majoritária, a desaparição da Europa como ator político e financeiro autônomo é o preço a pagar para que o Ocidente continue controlando o mundo frente aos países emergentes.

(*) Diplomata de carreira, ex-embaixador, trabalhou no Ministério de Relações Exteriores da França, entre 1972-2009. Ocupou vários cargos nas Embaixadas da República Francesa em Moscou, na Guatemala, em Havana e no México. Foi conselheiro técnico no gabinete de Claude Cheysson, Ministro de Assuntos Exteriores, e de Pierre Joxe, Ministro do Interior entre 1984 e 1986. Foi Cônsul Geral em Nápoles e em Barcelona, embaixador no Uruguai, no Paquistão e no Peru, e embaixador itinerante encarregado da cooperação internacional contra o crime organizado e a corrupção, entre 2000 e 2003, assim como chefe da delegação francesa na Conferência das Nações Unidas sobre o comércio ilícito de armas leves e de pequeno calibre (Nova York, 200-2001), Secretário Geral da Conferência Ministerial “As Rotas da droga da Ásia Central a Europa” (abril de 2003) e Ministro Plenipotenciario desde 1998. Aposentou-se em agosto agosto de 2009.

Fonte - Carta Maior

Nota Realidade em Foco:
Muito interessante este artigo publicado por um homem que conhece bem a política europeia. A lógica de Pierre Charasse é fundamentada em uma profecia bíblica. Acreditem ou não os céticos, o livro bíblico de Daniel, no capítulo 2, apresenta um esclarecimento profético que tem total relação com esta dificuldade da Europa em se tornar coesa sob o ponto de vista político, financeiro e ideológico.

Diz o relato bíblico que o imperador babilônico Nabucodonosor sonhou com uma poderosa estátua cujas partes tinham um significado que ele não sabia. Chamado para a elucidação, o assessor especial Daniel, um hebreu temente a Deus, recebeu a explicação através de Deus. A estátua, que tinha uma cabeça de ouro, ilustrava a sequência dos grandes impérios desde aquela época até o fim dos tempos. Os pés da estátua eram feitos, em parte, de barro e de ferro. Levando em conta que o ouro era o próprio Império Babilônico, com a sequência descrita em Daniel capítulo 2, é possível entender que os pés simbolizavam o antigo Império Romano dividido após os ataques bárbaros. Os versículos 41 e 42 deste capítulo registram que o fato de os pés serem feitos com um pouco de ferro e um pouco de barro mostra que a Europa pós-Império Romano tentaria se fortalecer através de casamentos entre os reis e rainhas, mas nunca mais se ligariam. Ou seja, a profecia declara que não haverá mais uma Europa coesa desta maneira como foi sob o comando romano até 476 d.C.

Mais informações sobre isso, sugiro ler os capítulos 2 e 3 do livro de Daniel e o livro "Uma nova era segundo as profecias de Daniel", de autoria de C. Mervin Maxwell (www.cpb.com.br).

Nota DDP: Importante se notar ainda no artigo, o reposicionamento dos EUA como liderança mundial, mesmo em um cenário de crise, o que também reafirma a precisão da profecia bíblica para estes dias em que vivemos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Eucaristia, elemento unificador da Igreja, afirma Papa

NICÓSIA, domingo, 6 de junho de 2010 (ZENIT.org). - Celebrando nesta manhã de domingo a Missa no Palácio de Esportes Eleftheria de Nicósia, capital de Chipre, Bento XVI destacou a importância da Eucaristia, lembrando que aqueles que "se nutrem do corpo e do sangue de Cristo na Eucaristia são reunidos pelo Espírito Santo num só corpo para formar o único povo santo de Deus".
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Refletindo sobre [estes] diferentes aspectos, indicou, "chegamos a uma compreensão mais profunda do mistério da comunhão que liga todos aqueles que pertencem à Igreja": "Todos aqueles que se nutrem do corpo e do sangue de Cristo na Eucaristia são reunidos pelo Espírito Santo num só corpo para formar o único povo santo de Deus".
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"Derrubar as barreiras entre nós e nossos vizinhos é a primeira condição para adentrar na vida divina à qual somos chamados."

Assim, do mesmo modo que nas antigas comunidades cristãs, somos chamados a "superar nossas diferenças, a levar a paz e a reconciliação onde houver conflitos, a oferecer ao mundo uma mensagem de esperança. Somos chamados a estender nossa atenção aos necessitados, dividindo generosamente nossos bens terrenos com aqueles menos afortunados do que nós. E somos chamados a proclamar incessantemente a morte e ressurreição do Senhor, até que Ele venha".
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Após a homilia de Bento XVI, tomou também a palavra o arcebispo Nikola Eterović, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, que lembrou a importância da reunião de outubro, ocasião em que rezará pela promoção de "um novo dinamismo pastoral" nas Igrejas do Oriente Médio, como também para que estas Igrejas possam estar "cada vez mais empenhadas na evangelização e na promoção humana", em colaboração com as outras duas grandes religiões monoteístas, o judaísmo e o islamismo.

Fonte - Zenit

Nota DDP: Antes de mais nada, como inúmeras vezes já debatido e demonstrado neste espaço, onde se lê eucaristia, há de ser observada a inserção natural da questão do descanso dominical. Veja também "Bento XVI assegura que diálogo inter-religioso é necessário para paz".

Hungria assusta mercado financeiro

As bolsas europeias operam em queda nesta segunda-feira, 7, refletindo a preocupação do mercado com a dívida da Hungria e com a baixa geração de empregos nos Estados Unidos.

O ministro da Economia húngaro, Gyorgy Matolcsy, declarou que o governo vai reduzir seu déficit orçamentário visando reverter o dano causado à sua credibilidade. A meta é reduzir as despesas para 3,8% do PIB neste ano. Ele afirmou, no entanto, que não há necessidade de criar um plano de austeridade.

A baixa geração de emprego nos Estados Unidos também afetou o mercado. Na última sexta-feira, 4, o governo norte-americano informou que foram criadas 431 mil novas vagas no país, enquanto alguns economistas previam uma leitura de 500 mil postos abertos.

Euro atinge menor valor em quatro anos

O clima de insegurança também afetou o euro, que alcançou a sua cotação mais baixa nos últimos quatro anos nesta segunda. Nas negociações pela manhã, a moeda chegou a ser cotada a menos de US$ 1,19 em Tóquio, o valor mais baixo desde março de 2006.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Veja também "Alemanha anuncia pacote com maiores cortes no orçamento desde a 2ª Guerra". A CBN dava conta também em noticiário veiculado ontem, que a população inglesa deve se preparar para período de mudança negativa em sua economia.

Domingo é dia de descanso

Cidade do Panamá, 07 jun (RV) - O Arcebispo da capital panamenha, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, se disse contrário à intenção do Governo de eliminar o domingo como dia de descanso obrigatório para favorecer os empresários.

Ao celebrar o encontro eucarístico no país, o Arcebispo alertou que “está em jogo a dignidade do homem e da mulher. Na história, sempre foi necessária a alternância entre trabalho e descanso; e hoje, isso é ainda mais urgente pois a ciência e a tecnologia ampliaram extremamente o poder que o homem exerce por meio de seu trabalho”.

Por sua vez, os principais sindicatos do país estão preparando uma estratégia para se opor ao projeto do Governo de realizar mudanças na legislação trabalhista. Eles afirmam que isso é necessário para ajudar as empresas, sujeitas à abertura dos mercados e à globalização.

Dom Ulloa Mendieta defende que ”a Igreja Católica não é um sujeito político, mas sim um sujeito social e sua missão exige que não perca sua independência nem autoridade moral para advogar a favor dos necessitados: nossa tarefa é formar consciências, defender a justiça, a verdade e educar na dignidade individual e política” - disse.

“Como pastor, estou cada vez mais convencido de que este país merece que sua população goze de serviços de saúde, educação e alimentação de Primeiro Mundo; que ofereça empregos decentes para homens e mulheres, e isto é possível com políticas de Estado com uma visão de desenvolvimento humano sustentável” - acrescentou ainda.

Fonte - Radio Vaticano

Os sindicatos serão um dos instrumentos que trarão sobre a Terra um tempo de angústia tal como nunca houve desde o princípio do mundo. ...
Bem depressa se aproxima o tempo em que o poder controlador dos sindicatos será muito opressivo. (Eventos Finais - EGW - p. 116/117)

domingo, 6 de junho de 2010

Indivíduos e Estados sem verdade moral objectiva tornam o mundo «um lugar perigoso para viver»

O Papa lembrou este Sábado que “as experiências trágicas do século XX” evidenciaram a falta de humanidade que derivou da “supressão da verdade e da dignidade humana”.

“Mesmo nos nossos dias somos testemunhas de tentativas de promover pseudovalores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos”, alertou Bento XVI.

A política ao serviço do bem comum e inspirada na verdade moral foi o tema principal do discurso que Bento XVI dirigiu às autoridades civis e ao Corpo Diplomático no Palácio presidencial de Nicósia, em Chipre.

Os políticos e diplomatas são chamados a “agir de modo responsável sobre a base do conhecimento dos factos reais”, a fim de conseguirem uma “visão objectiva e integral” dos acontecimentos e alcançarem “a verdade plena de uma questão específica”.

A promoção da verdade moral na vida pública exige ainda “um esforço constante para fundar a lei positiva sobre os princípios éticos da lei natural”, perspectiva que em tempos era considerada "evidente” mas que se encontra ameaçada pela “onda de positivismo na doutrina jurídica contemporânea”.

“Indivíduos, comunidades e Estados sem o guia da verdade moral objectiva tornam-se egoístas e sem escrúpulos”, tornando o mundo “um lugar perigoso para viver”.
...
Fonte - Ecclesia

Nota DDP:
Veja também "Santa Sé pede esforço para aumentar confiança entre os Estados". Destaque:

Na opinião da Santa Sé, “a promessa do Estatuto de Roma reside em última instância em sua habilidade para refinar ainda mais o direito das nações (ius gentium) em que as normas reconhecidas universalmente são superiores às leis dos Estados e que exige prestar contas perante a comunidade global”.

sábado, 5 de junho de 2010

"Deus de Vitória"


Nota DDP: Confesso que assistindo o vídeo, o primeiro sentimento que me ocorreu foi o de pena. Pena pelas condições físicas da pequena.

Choro...

No meio do testemunho o meu objeto de pena mudou: passei a ter pena de mim, das minhas condições espirituais, porque ela vive aquilo que todo o verdadeiro cristão deveria viver, o comprometimento pleno com a obra do Senhor, que concede a verdadeira alegria de viver.

Mais choro...

Em seguida tomou-me o sentimento de vergonha por deixar que este mundo me distraia tanto, mesmo sabendo que ele está com os dias contados, mesmo sabendo qual será o seu fim e onde eu deveria estar segundo o chamado que me foi proposto. Restou vergonha pelas bolhas e atrofia que rendem meu serviço ao Senhor.

Desespero...

Mas no final outra conclusão. A de um Deus que ama tanto, mas tanto, que continua buscando Seus filhos, mesmo que eles, como eu, sejam uma vergonha para o Seu Evangelho. Louvado seja o Seu nome pela Vitória, porque ainda há...

Esperança!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Terremoto de magnitude 6,1 atinge a Costa Rica

Um terremoto de magnitude 6,1 na escala Richter atingiu a Costa Rica, às 21h26 desta segunda-feira no horário local (0h26 de terça-feira no Brasil). A uma profundidade de 29,3 Km, o tremor aconteceu a 70 Km da capital San Jose, segundo o Centro de Pesquisas Geológica dos Estados Unidos (USGS na sigla em inglês).

Segundo a BNO News, um forte tremor foi sentido em San Jose, mas não há informações sobre danos materiais ou vítimas e não foi emitido alerta de tsunami.

Fonte - Terra

Nota DDP:
Dada a proporção de terremotos notados em nossos dias, este espaço só reproduz relatos referentes a sismos acima de 6 graus na escala Richter. Outro ponto interessante se a considerar neste tema, dada a frequência com que se noticia este tipo de evento, é que muito embora especialistas indiquem que não se tenha uma alteração numérica importante em sua ocorrência, as palavras de Cristo nos fazem pensar se Ele não estava nos advertindo exatamente sobre a realidade de percebermos estes eventos como nunca antes foi possível, dada a velocidade da informação de nossos dias.

Mateus 24:7
Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

Lucas 21:11
E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.

Guatemala investiga cratera gigante em rua da capital

As autoridades guatemaltecas estão investigando a cratera gigante que se abriu no meio de um cruzamento da capital do país, Cidade da Guatemala. No início, as autoridades anunciaram que as fortes chuvas causadas pela tempestade tropical Agatha teriam causado o buraco que engoliu um prédio de três andares, mas somente um estudo mais aprofundado irá determinar o que pode ter ocorrido.

No último mês de abril, uma outra cratera de grandes proporções também se abriu na região matando três pessoas.

As autoridades da Defesa Civil da Guatemala elevaram nesta segunda para 113 o número de mortos como consequência da depressão tropical Agatha, enquanto o número de desaparecidos chega a 54. Alejandro Maldonado, diretor da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred), disse aos jornalistas que 59 pessoas sofreram ferimentos graves.

No entanto, as equipe de resgate, autoridades locais e moradores reportaram às rádios locais que encontraram corpos em meio aos escombros de casas que desabaram e soterradas por deslizamentos de terra provocados pelas chuvas. O relatório da Conred informa que 111.964 pessoas foram retiradas de suas casas, 29.245, transferidas para albergues temporários e 21.465 estão em regiões consideradas de risco.

Ainda não existem estimativas oficiais sobre a quantidade de casas destruídas, pontes e estradas colapsadas e perdas em plantações e infraestruturas. Embora as chuvas tenham parado em quase todo o país, as comunidades afetadas ainda não voltaram à normalidade, onde seus moradores se dedicam a resgatar seus entes queridos e a limpar os deslizamentos de terra.

Segundo o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh), o sistema de baixa pressão Agatha "se desorganizou", podendo causar apenas chuvas ligeiras durante a tarde e a noite.

Fonte - Terra

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Grécia é a ponta do iceberg

A popularidade do economista americano de origem turca Nouriel Roubini costuma oscilar na razão inversa da situação econômica mundial. Em momentos de euforia, o professor da Universidade de New York tende a ser visto como um chato de plantão, aquele cri-cri que busca problemas onde os outros veem soluções. Não à toa, ficou conhecido como Dr. Apocalipse. Mas, quando as crises previstas por ele se materializam, acontece o contrário. Sua fama atingiu o apogeu em 2008, durante o pânico causado pela quebra do banco americano Lehman Brothers. Roubini, que havia previsto o colapso, tornou-se uma espécie de economista popstar. Agora, em meio à crise que lançou o euro em incerteza, as palavras de Roubini, um velho crítico da união monetária europeia, voltam a ganhar peso. Para ele, a endividada Grécia é apenas a ponta do iceberg - e os problemas que abalam o país podem ser encontrados também em potências como Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Segundo ele, as finanças governamentais são um castelo de cartas prestes a desabar. Uma boa notícia: o Dr. Apocalipse alimenta um cauteloso otimismo em relação à economia brasileira. Roubini viaja ao Brasil para participar da segunda edição do EXAME Fórum, no dia 31 de maio, com o tema "Brasil - A construção da quinta maior economia do mundo". Antes de embarcar, deu a seguinte entrevista a EXAME.

EXAME - No dia 10 de maio, as bolsas dispararam com o anúncio do plano de resgate europeu. Logo depois, o pessimismo voltou a toda. Qual é o problema com a Europa?

Nouriel Roubini - Dinheiro não é o bastante para resolver o problema europeu. Os países do sul da Europa estão endividados demais. A solução proposta no pacote é levá-los a um longo período de cortes draconianos e recessão. Isso só vai deixá-los ainda mais longe de atingir as metas de redução da dívida. A Grécia sairá dessa temporada recessiva com uma dívida ainda maior. Os problemas são muito sérios, e resolvê- los da maneira proposta pela União Europeia me parece ser uma missão impossível, além de politicamente inviável. Por isso os mercados reagiram mal: se nem 1 trilhão de dólares resolvem um problema, é sinal de que o imbróglio é realmente muito complicado.
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EXAME - Quem olha os números do Orçamento americano percebe uma desconfortável semelhança com a Grécia. Na próxima década, estimase que os Estados Unidos terão um déficit de 9 trilhões de dólares, um recorde. A situação é sustentável?

Nouriel Roubini - A Grécia é apenas a ponta do iceberg. A situação americana não é sustentável e, pior, temos problemas semelhantes no Reino Unido, em outros países europeus e no Japão. Os países encrencados têm três opções. A primeira é dar um calote. A segunda é ligar suas gráficas e imprimir dinheiro, criando inflação. A terceira é cortar gastos, aumentar impostos e colocar a casa em ordem. O problema é que os políticos, notadamente os americanos, não parecem reconhecer o problema. Os democratas são contra cortes de gastos; os republicanos são contra qualquer aumento de impostos. E é preciso ir além, reformar a seguridade social e o Medicare (plano de saúde federal para idosos), por exemplo. Se não conseguirmos fazer isso, os Estados Unidos podem virar uma Grécia.
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Fonte - Exame

domingo, 30 de maio de 2010

"Admirável mundo do corpo humano"

Programação sobre saúde dirigida pelo Dr. Jea Myung Yoo, médico da Clínica Adventista de São Roque e conferencista da Associação Paulistana.


Para acessar as palestras individualmente clique em:
1) Menu
2) Browse on-demand library
3) Admirável mundo do corpo humano
4) Escolha o programa desejado

A mesma programação em áudio para download:

09/04/10 - Dr. Jea Myung Yoo - "Cura natural e genoma humano"
10/04/10 - Dr. Jea Myung Yoo - "Reparo dos gens e a restauração"
10/04/10 - Dr. Jea Myung Yoo - "Células tronco e a maravilhosa regeneração"
10/04/10 - Dr. Jea Myung Yoo - "Perguntas e respostas"
11/04/10 - Dr. Jea Myung Yoo - "Alimentação adequada"
11/04/10 - Dr. Jea Myung Yoo - "Perguntas e respostas 2"

Nota DDP:
Há um pequeno problema no áudio da primeira palestra. As demais estão normais.

terça-feira, 25 de maio de 2010

"Paixão cega"


Nota DDP: Vídeo de divulgação do livro "Paixão cega" do Pr. Douglas Reis, mantenedor do blog "Questão de Confiança", do qual reproduzimos muitos textos neste espaço.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Liderança para o fim do tempo do fim

É notório que já nos encontramos nos momentos finais e cruciais da história da humanidade desde ela que se envolveu com o pecado. Bem logo todos os seres humanos entrarão numa fase de decisão quanto a que grupo se ligam, se ao dirigido pelo Senhor ou se ao comandado por satanás. Nesse tempo o povo especial de DEUS, aquele que deverá realizar a obra do anúncio da vinda do Salvador, e dizer a todos que devem adorar o Criador e santificar o sábado, receberão poder extra muito intenso do ESPÍRITO SANTO. Então a obra será concluída em tempo bem curto, antes do fechamento da porta da graça. É vital que se preparem líderes para tempo que vai de hoje até aqueles dias de grande poder do alto. Aliás, todos aqueles que se sentirem chamados a participar do maior projeto de atividade de todos os tempos por parte do povo de DEUS deverão ter capacidade de liderança, além de humildade para obedecerem ao que o Senhor determinar. Esse maior projeto antecede o maior evento de todos os tempos da história da humanidade, a segunda vinda de JESUS, e o resgate de Seu povo. Para esse tempo preparamos um esquema, que pode servir a quem deseja preparar-se como líder, ou a quem deseja treinar líderes para os dias que vão de hoje até o fechamento da porta da graça.

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domingo, 23 de maio de 2010

Falta de administração da água coloca o mundo em perigo

Cerca de 60% da provisão de água potável no mundo está dividida entre Brasil, Canadá, Colômbia, Congo, Indonésia e Rússia. A China e Índia têm um terço da população do mundo e têm menos de 10% desta provisão.

Conforme a quantidade de água vai diminuindo nos aquíferos e nas geleiras, a palavra água vai ficando cada vez mais próxima de crise. E as mudanças climáticas ameaçam tornar o problema cada vez pior. Se nada for feito, fome, doenças e imigração massiva vão assolar a Terra.

Apesar de soar dramático, a mensagem no geral não está errada. A água é um bem escasso e as práticas de consumo atuais são um convite ao desastre. Um consumo equilibrado pode ser doloroso, mas é melhor do que as disputas políticas – que devem aumentar em número e intensidade.

A dificuldade começa com o número de pessoas que consomem água. Há 60 anos, a população do mundo era de 2,5 bilhões. Quando a Revolução Verde possibilitou o aumento de comida, tornou possível também o crescimento da população. Hoje, são quase 7 bilhões de pessoas e a estimativa é que, em 2050, sejam 9 bilhões.
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Fonte - Opinião e Notícia

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"A mesa está preparada"

Quarteto Athus

Quando ao passado eu voltava
Relembrando bons momentos do lar
Com os meus irmãos eu brincava
Nem sentia mesmo o tempo passar
E no lugar que eu vivia
Mil brinquedos e alegrias sem fim
E, bem ao longe, eu ouvia
Era alguém que então chamava por mim

Podia ouvir a minha mãe chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar
Aqui está o seu lugar,
Estou esperando, falta só você"
Eu quero ouvir a minha mãe chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar"

Sei de um futuro bem perto
E começo, então, a me preparar
De coração sempre aberto
Quero ver o meu Jesus regressar
E, lá na Pátria Celeste,
Com os meus irmãos ali vou brincar
Escutarei o meu Mestre
Com um novo nome a me chamar

Eu ouvirei o meu Jesus chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar
Aqui está o seu lugar,
Estou esperando, falta só você"
Eu quero ouvir o meu Jesus chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar"
"Está pronta a mesa, vem sem demorar"


Nota DDP: Homenagem aos meus irmãos (M&M&M), que Deus concedeu a alegria de caminharmos juntos rumo ao Lar Celestial. Estendo a todos que acompanham este espaço e rogo a Deus que Ele a todos nós mantenha firmes, até o fim.

"A mesa está preparada". Vem Senhor Jesus.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Terremoto de magnitude 6,4 na escala Richter atinge norte do Peru

Redação central, 19 mai (EFE).- Um terremoto de magnitude 6,4 na escala Richter atingiu nesta terça-feira o norte do território peruano, segundo o Instituto Geofísico do Peru (IGP), mas por enquanto não há informações sobre vítimas.

O abalo aconteceu às 23h15 pelo horário local (01h15 de quarta-feira em Brasília), com epicentro a 219 quilômetros de profundidade, a 46 quilômetros a leste da localidade de Bagua Grande, na região do Amazonas.

O movimento foi sentido nas localidades de Chachapoyas, Moyobamba, Rioja, Cajamarca e até em Trujillo, a 270 quilômetros de distância, segundo a imprensa local.

Segundo as mesmas fontes, houve cortes no fornecimento elétrico e quedas de casas de tijolos de terra crua, mas por enquanto não há informações sobre vítimas.

O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS), que não emitiu alerta de tsunami, tinha informado que o sismo teve magnitude 6 na escala Richter e profundidade de 125,6 quilômetros.

Fonte - UOL

Em 3 horas, chuva ultrapassa média mensal em Florianópolis

O volume de chuva ultrapassou, em apenas 3 horas, a média mensal da capital catarinense segundo informações da Climatempo. Entre as 22h de terça-feira e 1h da madrugada desta quarta-feira foram acumulados cerca de 134,4 mm, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia; a média para todo o mês de maio é de 96,9 mm. O ciclone extratropical que se formou sobre o Sul do País tem deixado o clima instável, com grande volume de chuva e fortes ventos.

A tendência é de que o ciclone (sistema de baixa pressão) avance para o mar e a chuva diminua nesta quarta-feira. Os ventos continuam com força e a expectativa é de mar agitado com ondas grandes no litoral catarinense nesta quarta-feira.

Além da chuva forte e descargas elétricas, o vento também ganhou intensidade e o aeroporto Hercílio Luz registrou rajadas de até 72 km/h na noite da terça-feira. Por quase duas horas, o aeroporto ficou fechado para pousos e decolagens. Novas aterrissagens foram suspensas.

Entre as 19h e 21h, o fornecimento de energia elétrica no bairro do Campeche foi interrompido por três vezes. De acordo com o tenente Leandro, oficial de área do Corpo de Bombeiros, já foram registradas quedas de árvores em bairros como Santo Antônio de Lisboa, Cacupé, Ingleses e na região central de Florianópolis. Pelo menos três casas foram atingidas, mas não há informações sobre vítimas.

No final da noite de terça-feira, o centro da capital estava com as principais ruas alagadas. A Defesa Civil pediu que as pessoas evitem de deixar suas casas no início da madrugada desta quarta-feira.

Na cidade de São José, mais de cem pessoas estão desalojadas segundo informação da secretária de Ação Social de São José, Lurian Silva. Estragos também foram verificados em Palhoça, Itajaí e no Balneário Camboriú.

Na última semana, o avanço do mar e as ondas fortes consumiram toda a areia e causaram estragos em várias casas. Um ciclone extratropical deve avançar pelo Rio Grande Sul e Santa Catarina provocando vento forte nestes Estados durante a noite e madrugada. Segundo a agência meteorológica Climatempo, no início da noite as rajadas já chegavam a 102 Km/h em Santa Marta, litoral sul catarinense.

Durante a tarde choveu forte no leste de Santa Catarina. A instabilidade pode ser forte e volumosa no centro-leste e nordeste do Rio Grande do Sul e no sul e leste de Santa Catarina.

O vento intenso sobre o oceano deixa o mar agitado na costa destes Estados, com ondas entre 2 m e 3 m no litoral do Rio Grande do Sul e na costa sul de Santa Catarina.

Fonte - Terra

terça-feira, 18 de maio de 2010

Católicos e budistas unidos perante crise ecológica

O presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso (CPDIR), Cardeal Jean-Louis Tauran, enviou uma mensagem aos budistas por ocasião da "Festa do Vesakh", a sua celebração mais importante, em que são celebrados os principais acontecimentos da vida de Buda.

O documento, divulgado pelo Vaticano, aborda a crise ecológica, destacando que “os esforços das nossas duas comunidades (católica e budista) em vista do empenho no diálogo inter-religioso têm contribuído para criar uma nova consciência da importância social e espiritual das respectivas tradições religiosas neste campo”.

“Reconhecemos que temos o mesmo modo de considerar valores como o respeito pela natureza de todas as coisas, a contemplação, a humildade, a simplicidade, a compaixão e a generosidade. Estes valores contribuem para uma vida de não-violência, equilíbrio e sobriedade”, pode ler-se.

O documento recorda que, para a Igreja Católica, “a tutela do ambiente está intimamente ligada ao tema do desenvolvimento integral da pessoa humana e, da parte sua, não se compromete apenas na defesa do destino universal dos dons da terra, da água e da atmosfera, mas encoraja o homem a unir os esforços para proteger a humanidade da autodestruição”.

“Cristãos e budistas nutrem um profundo respeito pela vida humana”, assinalam os responsáveis do CPDIR.

No texto assinado pelo Cardeal Tauran assinala-se ser “crucial” encorajar “os esforços que almejam criar um sentido de responsabilidade ecológica”.

Ao mesmo tempo, a mensagem convida a reafirmar “convicções sobre a inviolabilidade da vida humana em cada fase e condição, a dignidade da pessoa e a missão única da família, na qual se aprende a amar o próximo e a respeitar a natureza”.

“Aumentando os nossos esforços para a criação de uma consciência ecológica a fim de termos uma coexistência serena e pacífica, podemos testemunhar um estilo de vida respeitoso, que não encontra o seu sentido em ter mais, mas em ser mais”, assinala o Cardeal francês aos budistas de todo o mundo.

O documento foi escrito em inglês e está disponível em chinês, japonês e coreano na página oficial da Santa Sé.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Veja também "Defesa do ambiente ligada ao desenvolvimento humano integral, recorda Santa Sé". Destaque:

"Nossa responsabilidade de proteger a natureza surge, efetivamente, do nosso respeito recíproco e procede da lei escrita no coração de cada homem e cada mulher", precisa.

A ilusão de Willow Creek com a "justiça social"

Venho pensando... bem, venho lendo e pensando. Venho lendo a obra mais recente de Erwin Lutzer, "When A Nation Forgets God: Seven Lessons We Must Learn From Nazi Germany" (Quando uma Nação se Esquece de Deus: Sete Lições que Temos de Aprender com a Alemanha Nazista). Publicado pela Editora Moody, o pastor da Igreja de Moody analisa como a igreja na Alemanha caiu sob a influência de Adolf Hitler. Eis a má notícia: "De longe a maioria das igrejas luteranas ficou do lado de Hitler e suas reformas espetaculares". A boa notícia: "Mas uma minoria, sob a liderança de Bonhoeffer e Niemoller, escolheu se afastar da igreja estabelecida para formar a 'Igreja Confessante'".

Acho preocupante que o governo de Obama esteja tentando usar as igrejas, inclusive as igrejas evangélicas, para seus próprios propósitos políticos.

A edição de 3 de maio de 2010 da revista The Weekly Standard traz um artigo escrito por Meghan Clyne intitulado "The Green Shepherd", descrevendo como a Secretaria de Parcerias de Religião e Vizinhança da Casa Branca está buscando inscrever igrejas cristãs ingênuas em seus esforços para controlar o clima - sob a fachada de lutar contra a pobreza e a injustiça.

Um dos "Pastores Verdes" escolhido pelo governo de Obama para enganar os evangélicos é nada menos do que o Rev. Jim Wallis!

O subtítulo do artigo de Clyne resume a meta política fundamental do governo: "A Casa Branca quer que as igrejas avancem a agenda estatal de mudança climática". Ela aponta para o fato de que embora Wallis tenha escrito em dezembro de 2006 que os "republicanos desavergonhadamente tenham politizado a iniciativa de parceria com as religiões", o próprio Wallis é agora "membro do conselho de parcerias religiosas de Obama e tem também se encontrado com parlamentares do Partido Democrático para ajudá-los a elaborar suas políticas em termos moralmente mais atraentes". Esses democratas treinados por Wallis por sua vez farão "grandes avanços no meio de eleitores cristãos". Parece semelhante a Hitler fazendo avanço no meio dos luteranos da época dele?

Eis um Jim Wallis, da entidade esquerdista radical Estudantes em prol de uma Sociedade Democrática e defensor de Fidel Castro e de um partido que apóia a propagação de revoluções comunistas em toda a América Central, andando entre os evangélicos e enganando-os. Wallis tem sido radical desde que se formou da Universidade Estadual de Michigan. (Se estiver interessado em mais comentários sobre Wallis e a revista dele Sojourners, veja o artigo "Barack Obama's 'Red' Spiritual Advisor" no site do Summit Ministries.)

A capacidade de Wallis de enganar chega a alturas elevadas nos círculos evangélicos. Por exemplo, um artigo postado no blog Sojourners intitulado "Além da Clareza: Vivendo uma Vida de Compaixão e Justiça", escrito pela esposa do Pr. Bill Hybels, da Igreja Willow Creek, diz o seguinte: "A batalha contra a injustiça é uma guerra dura e feia. Embora eu esteja orgulhosa de que a Willow Creek tenha entrado nessa guerra, a verdade é que só começamos a lutar... Aguardo o dia em que como igreja seremos conhecidos por sermos a igreja mais verde do planeta, não só porque gozamos a beleza da criação de Deus, mas também porque sabemos que a mudança climática é uma questão de justiça". Em sua lista de livros para leitura, ela sugeriu Jim Wallis e sua revista Sojourners.

Essa ideia de que uma mudança climática é uma questão de justiça/injustiça está 100 por cento em harmonia com o Conselho Consultivo de Parcerias para Religiões e Fé, que "prevê a 'parceria' entre governo e instituições religiosas como meio de propagar os avisos ambientais do governo, em vez de só um modo de ajudar as igrejas a alimentar os famintos e vestir os pobres". Não é de admirar que Clyne tenha finalizado seu artigo comentando: "Talvez seja simplesmente lógico que os ativistas do aquecimento global recorram a argumentos religiosos em busca de ajuda já que os argumentos científicos a favor de sua posição estão se desmoronando".

Mas permita-me ser curto e grosso e sugerir que a sra. Hybels ficaria mais bem informada se lesse os livros "Life at the Bottom" de Theodore Dalrymple, "Equality, the Third World, and Economic Delusion" de Peter Bauer e "Intellectuals and Society" de Thomas Sowell.

Aliás, se ela lesse a obra de Sowell, ela descobriria pelo menos um segredo para tirar os pobres da pobreza, que podemos presumir é o desejo dela para alcançar a "justiça social", já que ela nunca expressa com nitidez o que ela quer dizer com esse termo. Sowell escreve: "Sob as novas políticas econômicas que começaram na década de 1990, dezenas de milhões de pessoas na Índia saíram do nível de pobreza nesse país. Na China, sob políticas semelhantes iniciadas antes, um milhão de pessoas por mês está saindo da pobreza".

Infelizmente a esquerda radical não recebe com alegria tais notícias, pois essas políticas econômicas são capitalistas e daí politicamente incorretas. Sowell cita o escritor francês Raymond Aron que admite que os intelectuais querem ver prosperidade somente "por meio de intervenção estatal" e do "código revolucionário" e daí sentem rancor contra tais vitórias capitalistas. O lema deles parece ser melhor sermos pobres sob o socialismo do que prósperos sob o capitalismo!

Aliás, um colega conferencista me contou sobre sua recente viagem a Cuba, onde a "justiça social" reina de forma suprema. Todo o mundo em Cuba trabalha para o governo e recebe 15 dólares por mês (os médicos recebem 18) que mal dá para comprar arroz e feijão e um pouco de óleo de cozinha. Os 500 pastores que ele treinou durante uma semana disseram que Cuba hoje é uma ilha prisão e ninguém pode escapar. As pessoas estão passando fome, muito embora seus mares estejam cheios de peixes, mas barcos pesqueiros são proibidos porque seriam usados para escapar do paraíso. Os cubanos querem fugir para os EUA, que o governo cubano acusa de "malignos".

Essa é a Cuba que o Rev. Jim Wallis e sua turma de Sojourners usam como exemplo de "justiça social". Pergunta: É desse jeito que Hybels entende "justiça social"? Por que ela não faz uma viagem missionária de curto prazo para resgatar algumas daquelas 500 esposas daqueles 500 pregadores que estavam implorando socorro para escapar de sua prisão de pobreza e desesperança?

De acordo com Olavo de Carvalho, aproximadamente uma dúzia de países latino-americanos estão atualmente sendo governados por partidos comunistas ou pró-comunismo. Será que os evangélicos estão tão ignorantes ou desinformados do que as políticas da tão chamada "justiça social" envolvem que eles estão dispostos a sacrificar os pobres por uma ideia que não funcionou em quase 5.000 anos de história registrada?

Olha, eu ainda estou pensando! O que penso é que a sra. Hybels e seu marido precisam ler o livro "Quando uma nação se esquece de Deus" de Erwin Lutzer e então comparecer a uma sessão de duas semanas de Summit neste verão!

Fonte - Mídia Sem Máscara

Nota DDP: Tendo em mente e, principalmente filtrando o viés político do artigo, mas não perdendo a questão de fundo, é impossível não se observar as possibilidades que se avizinham com a questão "ECOmênica". Aliada ao padrão de prevalência estatal em relação ao particular e, assessorado pelas religiões (vide próximo post), parece montar um quadro bem factível sobre o cumprimento profético esperado. Veja também "Evo Morales e Papa tratam de assuntos ECOmênicos".

O futuro da Europa em tempo de caos

Vivemos numa época em que o caos se impõe como o estado normal de quase todas coisas. As previsões dos especialistas, desde a economia à estratégia, são desmentidas com enorme frequência, a instabilidade é uma constante e as incertezas circundantes causam perturbação e angústia ao cidadão comum.

A percepção de um mundo em que os desequilíbrios preponderam é de tal ordem que um sociólogo escreveu recentemente um ensaio que poderíamos traduzir livremente por "O Caos como Evidência Quotidiana" (Wallerstein). Tal estado caótico tornou-se mais visível após a crise financeira e económica de 2008, com todo o seu cortejo de consequências negativas, desde inoperância de instituições e a falência de empresas aparentemente sólidas até ao alastramento do desemprego no plano mundial.

Entre todos esses sinais de crise permanente avulta a incapacidade de muitos governos nacionais para lidarem, de forma isolada, com fenómenos que lhes escapam e se situam cada vez mais na dependência de instâncias supranacionais ou de grandes grupos empresariais e financeiros.

A narrativa do "fim da história", surgida após a queda do Muro de Berlim e da União Soviética, não sobreviveu à transição para o século XXI. nem à visão que lhe estava associada dos Estados Unidos como "hiperpotência". Ainda o novo século mal começara e os atentados de 11 de Setembro em Nova Iorque, não só destruíam a ideia de inviolabilidade do território americano, mas também chamavam a atenção para o surgimento de novas organizações que, sem se identificarem com Estados nacionais, conseguiram, com recurso a métodos terroristas, pôr em causa o sistema de segurança interna dos Estados Unidos.

O novo século inicia-se com o debate sobre o islamismo radical, em torno das guerras do Afeganistão e do Iraque, enquanto a questão do Médio Oriente se continua a agravar, sem que se vislumbrem vias eficazes para a negociação e a paz. Mas a questão islâmica não pode ser circunscrita às correntes fundamentalistas e às organizações terroristas, como deixou claro, o Presidente Obama no seu notável discurso do Cairo, em que o Estado americano se distancia das teorias sobre a "guerra das civilizações" ou as crenças religiosas como chave para a interpretação de todos os conflitos contemporâneos, invocando a semelhança entre princípios de defesa da paz consagrados no Corão, no Talmut ou na Bíblia.

A questão do fundamentalismo não esgota as problemáticas geoestratégicas do nosso tempo. O século XXI está a ser também marcado pela emergência de novos países como a China, a India e o Brasil que, estando longe de possuir o potencial militar dos Estados Unidos, possuem condições de crescimento, económico, tecnológico e demográficas que forçam os estrategistas políticos a considerá-los enquanto actores de uma nova repartição de poderes no mundo.

Que lugar para a Europa neste mundo caótico em que os Estados Unidos olham cada vez mais para o Pacífico, mesmo que não desvalorizem a "relação atlântica"? Com a Inglaterra sempre "eurocéptica" e a Alemanha cada vez mais centrada em si própria e nas suas zonas de influência tradicionais, a construção europeia não voltou a reencontrar o ritmo do período anterior à queda da URSS e ao alargamento.

Os anos doirados de Jacques Delors pertencem a outra era. A possibilidade de transformar o poder económico da União Europeia em força política autónoma esbarra nas estruturas dos Estados nacionais. As múltiplas hesitações na ajuda financeira à Grécia, de mau presságio para países em situação económica e financeira difícil, como o nosso, mostram que, nos cenários a médio prazo, já será bom que a União Europeia mantenha os adquiridos institucionais, sem alterar a sua geografia (através da eventual saída de estados membros) e assegurando a permanência da zona euro.

Fonte - Jornal de Notícias

Nota Cristo Voltará: Disse Daniel (cap. 2:41 a 44), por inspiração profética do DEUS todo poderoso, que conhece o futuro tanto quanto o passado, que aquele Império Romano (correspondente em sua maior parte a Europa atual), se fragmentaria em dez e que não mais se reunificaria. Hoje vemos uma Europa em vias de reunificação, e a profecia questionada por alguns, ou até muitos. A Europa está, como dissemos, em vias de reunificação, mas nunca consegue completar o projeto. É o bloco, no mundo, mais adiantado nesse objetivo, e no entanto, nunca se reunifica. A realidade dos fatos proclama em alta voz que a profecia está firme a se cumprir. Na análise profética desse mês de maio, entendemos por oportuno, deixar que pessoa independente fale por si. Abaixo (acima) está um artigo de Mário Mesquita, que ocupa altos cargos no governo brasileiro na área econômica, como o de Diretor de Política Econômica do Banco Central. Ele escreveu um artigo postado no jornal eletrônico português “Jornal de Notícias”, exatamente sobre o cumprimento da profecia de Daniel. Ele o fez sem saber dessa profecia, o que é impressionante. Sua análise se estende para além da Europa. É uma região do mundo frágil, que aos poucos perde poder político e econômico, que não consegue se unir, cujos países são, alguns fortes, outros fracos, que a cada pouco está em crise interna. É a expressão do autor do artigo, e da Bíblia também. A quem tem alguma sabedoria, e esse autor tem muita, está ficando óbvia a formação de uma crise sem precedentes sobre o mundo. Sim, o cenário é óbvio, ele fala por si!

Fica cada vez mais definitivo que o palco de ações desses últimos dias é os Estados Unidos da América. E há outros poderes emergentes no mundo, mas a Europa, que já dominou o mundo, perde importância. Agora com a crise na Grécia, pode-se mais uma vez constatar como ela está fragilizada. Se bem que a última crise vem dos Estados Unidos, e será uma crise econômica, política e religiosa, estando esses ingredientes todos juntos, saiba-se que será de fato a última crise, a Europa, que já dominou a questão religiosa no mundo, pouca influência exerce. O curioso é o seguinte, o poder que vai comandar a ida do mundo para a crise final está na Europa, precisamente, na cidade de Roma, cujo Coliseu, símbolo da perseguição contra os cristãos pelo Império Romano, esses dias viu ruir uma parte dele. Se o Coliseu já foi símbolo de perseguição, hoje ele pode servir de símbolo da queda de Babilônia impulsionada pelo poder do Império Romano. E a fragilidade da economia americana, embora a potência de suas armas, serve de alerta de que, se não fosse pelo poder de DEUS, o mundo já estaria no caos. Sim, é sobre caos que o autor do artigo a seguir fala. Leia-o, e veja se não tem traços proféticos, escritos, por nada mais que um economista. Eis que a última crise é uma perplexidade global que ocorrerá fortemente no campo econômico, embora em todos os campos da humanidade. Até o decreto dominical é um boicote econômico sobre indivíduos. O cenário, no mundo, está se formando, e a última crise está sendo ensaiada.


Pesquisadora metodista diz que o movimento gospel está mudando o modo de ser evangélico

Em entrevista a Revista Cristianismo Hoje, Pesquisadora metodista diz que o movimento gospel está mudando o modo de ser evangélico.

Desde que o movimento pentecostal brasileiro tornou-se fenômeno de massa, no último quarto do século 20, especialistas das mais diversas áreas têm se debruçado sobre a Igreja Evangélica com lupas de pesquisador. O espantoso crescimento do segmento, que pulou de um traço estatístico para a posição de segundo maior grupo religioso do país, tem sido discutido e explicado de muitas maneiras – quase todas, diga-se de passagem, incompletas ou mesmo parciais. Por isso, trabalhos como o da professora Magali do Nascimento Cunha ganham relevância. Jornalista, doutora em Ciências de Comunicação e mestre em Memória Social e Documento, ela é docente em diversos cursos da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista da Universidade Metodista de São Paulo e atua ainda como palestrante e conferencista. Mas observa o cenário evangélico nacional com ainda mais conhecimento de causa, já que é membro da Igreja Metodista do Brasil e do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

Ninguém pense, contudo, que Magali faz algum tipo de concessão ao corporativismo. Ao contrário – a pesquisadora não poupa as críticas que julga necessárias à Igreja contemporânea. No seu mais recente livro, A explosão gospel – Um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil (Mauad Editora), Magali constrói uma tese segundo a qual esse movimento chamado gospel fundamenta-se não apenas na lógica do mercado, mas também numa série de novos comportamentos e maneiras de enxergar e praticar o Evangelho. “Vivemos o surgimento de uma cultura religiosa nova”, afirma a professora. Segundo ela, a explosão gospel criou tantas demandas que afetou até mesmo a teologia cristã deste século 21. Entender este multifacetado universo de fé e todos os seus desdobramentos talvez seja tarefa para gerações. Mas nesta entrevista, Magali Cunha aponta alguns caminhos.

CRISTIANISMO HOJE – Como a senhora define a cultura gospel?

MAGALI DO NASCIMENTO CUNHA – Vivemos o surgimento de uma cultura religiosa nova, um jeito de ser diferente daquele construído pelos evangélicos brasileiros ao longo de sua história. Novos elementos foram adicionados como resposta ao tempo presente, que é fortemente marcado pelas culturas da mídia e do mercado, e pelo crescimento de novos movimentos evangélicos, principalmente o pentecostalismo. O movimento musical chamado gospel resultou deste processo sócio-religioso e abriu caminho para outras expressões. Isso quer dizer que testemunhamos uma ampliação, sem precedentes, do mercado religioso e de formas religiosas mercadológicas. Há também uma relativização da negação do mundo, tão cara aos evangélicos brasileiros – o corpo é valorizado, assim como a diversão. Com isso, temos uma nova cultura experimentada, um novo modo de ser evangélico: privilégio à expressão musical, envolvimento no mercado e espaço para o lazer e o entretenimento.

O termo “gospel” não é abrangente demais para abrigar tantos elementos e manifestações?

Na verdade, podemos dizer que as diferenças que existem entre os grupos evangélicos estão bastante “sufocadas” por essa forma cultural. Uso o termo “gospel” para definir esse modo de vida porque ele emerge do fenômeno que ganhou corpo nos anos 90 – o movimento musical que detonou um processo e configurou algo muito maior. Surgiu uma forma cultural, um modo de vida gospel. Ele não é uma expressão organizada, delimitada; mas resulta do cruzamento de discursos, atitudes e comportamentos entre si e com a realidade sociopolítica e histórica.

Mas existem traços comuns entre todas essas manifestações?

Há, principalmente, três elementos. Em primeiro lugar, a busca de modernidade e inserção dos evangélicos na lógica social da tecnologia, da mídia, do mercado e da política. Numa segunda perspectiva, tivemos as transformações na forma de cultuar e na ética de costumes de um significativo número de igrejas. Veja que atualmente não é mais possível identificar o que é um culto batista, ou um culto metodista, ou um culto presbiteriano. Identificamos, em nossas pesquisas, uma só forma de cultuar com as mesmas características. E, em terceiro lugar, um discurso comum que privilegia temas como “vitória” e “poder”, com ênfase no aqui e agora, bem diferente da tradição evangélica, cuja pregação privilegiava temas como o céu e a segunda vinda de Cristo como compensação pelos sofrimentos do presente. Essa produção de cultura alcançou uma amplitude que perpassa, senão todas, a grande maioria das igrejas e denominações evangélicas brasileiras.

O louvor tem importância cada vez maior nos cultos. Por que as igrejas têm dado tanto valor à música?

Quem é Deus e quem é Jesus na maioria das canções? A maior parte das composições traz imagens da teofania monárquica do Antigo Testamento. Assim, Deus e Jesus são intensamente relacionados a imagens de reinado, majestade, glória, domínio e poder. Nesta linha, ganha novo sentido a figura dos levitas, que passam a ser destacados e traduzidos na contemporaneidade como “os ministros de louvor”, terminologia assumida nas igrejas. Disso resulta também o estabelecimento de uma hierarquia de ministérios. Há maior destaque aos levitas, e isso pode ser observado no lugar que ocupam no culto. Quem toca e canta é considerado ministro; já quem realiza outras atividades de serviço raramente é apresentado e destacado dessa maneira.

Essa nova cultura gospel tem espaço para a ética cristã?

Vivemos hoje uma forte crise de ética cristã quando privilegiamos um modo de ser baseado no “eu” e na experiência. Isso é totalmente incompatível com o Evangelho. E a coisa se agrava quando aprendemos que ser cristão é consumir bens e serviços religiosos e divertir-se não como mera assimilação da cultura do mercado, mas como expressão religiosa. Quer dizer, a cultura gospel permitiu aos evangélicos brasileiros a inserção de elementos profanos na forma de viver sua fé e de relacionar-se com o sagrado.
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Fonte: Cristianismo Hoje (Destaques de nossa lavra)

Nota Cristo Voltará: Essa pesquisadora impressiona no que revela nessa entrevista e que tem descoberto em suas pesquisas. Em síntese, pelo que ela diz, julgando a nossa missão dada por JESUS CRISTO, fica evidente que devemos nos manter distantes do gospel. Ellen G. White bem que profetizou que tal movimento iria se inserir com sua música em nosso meio, e que isso seria chamado de operação do ESPÍRITO SANTO, mas que é produto do inimigo. É ler, e cada um refletir sobre se deseja a vontade de DEUS, ou a vontade do mercado e seus produtos e os desejos do “aqui e agora”.


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