sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Campanha europeia em defesa do descanso dominical e da família



Fazer do Domingo “O dia de descanso na Europa”, é este o objectivo de uma campanha de recolha de assinaturas, que está a decorrer através da Internet.

Trata-se de uma iniciativa que vem no seguimento da aprovação do Tratado de Lisboa, em Dezembro último. Recorde-se que, entre outras matérias, aquele Tratado consagrou o “direito de petição” como um dos direitos fundamentais dos cidadãos europeus.

De acordo com um comunicado da Liga Operária Católica – Movimento dos Trabalhadores Cristãos, esta campanha conta com o apoio de alguns deputados do parlamento europeu e de diversas organizações, entre as quais a Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia e o Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores.

A petição surge numa altura em que, apesar da legislação europeia prever o Domingo como o dia de descanso, essa regulamentação não é aplicada em muitos países.

O trabalho ao domingo é cada vez mais uma realidade, o que abre a discussão quanto à falta de protecção dos interesses das famílias, sobretudo das crianças.

Entre os diversos pontos que sustentam a apresentação desta petição, os autores da iniciativa defendem, por exemplo, que “as crianças precisam de um dia para a família” e que “a consagração do Domingo como o dia de descanso é um dos pilares essenciais do Modelo Social Europeu e da sua herança religiosa e cultural”.

Para poder apresentar esta proposta no Parlamento Europeu, será necessário recolher, no mínimo, 1 milhão de assinaturas. A iniciativa está aberta a todos os cidadãos e às organizações europeias que queiram participar, através do site www.free-sunday.eu.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: O texto é auto-explicativo e os dias antecipados pela profecia parecem estar cada vez mais próximos. Organizações de trabalhadores, bem como lideranças religiosas e políticas se alinhando no tema, além de legislações "adormecidas" que se pretende a plena vigência.

Nada que o Senhor não tenha informado através de Sua serva, a Profetiza.

Feliz Sábado.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"The Word"


Com The Word o estudo da palavra de Deus é facilitado ao máximo. O software foi desenvolvido e é atualizado constantemente pelo nosso irmão em Cristo, o grego Costas Stergiou. A interface é amigável e pode ser totalmente adaptada ao nosso idioma através de um add-on encontrado no mesmo site. Distribuição livre.

É possível estudar a palavra de Deus a partir de várias versões da Bíblia, incluindo as originais e as não originais com adicionais morfológicos grego e hebraico, notas de Strong, dicionários e poderosíssimas enciclopédias de domínio público, (a maioria) e pagas (algumas), comentários parciais e totais da Bíblia, como John Gill, Matthew Henry, Barclay, entre outros, mapas, artigos, books diversos, etc.


Nota DDP: O site respectivo pode ser diretamente acessado: "The Word". Vários módulos em português para ampliação da ferramenta podem ser acessados em "The Word Brasil".

"Mundo Bíblico"


MUNDO BÍBLICO é a mais completa enciclopédia temática em língua portuguesa sobre os personagens, locais e eventos do mundo bíblico. Através dela, poderá conhecer ou aprofundar os seus conhecimentos do texto sagrado e simultaneamente consultar informações adicionais que lhe permitirão uma melhor compreensão de cada episódio. Milhares de artigos, centenas de imagens e dezenas de vídeos estão disponíveis e associados ao texto, para uma consulta mais fácil e intuitiva.

O MUNDO BÍBLICO é inteiramente GRATUITO e não tem qualquer objectivo comercial. O único intuito dos seus autores foi o de facilitar a todos o acesso a uma ferramenta de estudo dos textos bíblicos e a uma enciclopédia de apoio ao mesmo.


Nota DDP: O site respectivo está fora do ar, o que impede atualizações. Acessar o programa pela "Enciclopédia" na hipótese de eventual travamento.

México enfrenta pior ciclo de chuvas da história do país

O México enfrenta o maior ciclo de chuvas de que se tem registro na história do país, afirmou ontem o presidente Felipe Calderón. Ele também alertou que a previsão de chuva continua para os próximos meses. Até aqui, centenas de milhares de pessoas foram atingidas pelas águas nos Estados do sul do México.

Calderón visitou o Estado de Tabasco, um dos mais afetados pelas inundações e também um dos mais pobres do país. "O que choveu em julho e agosto é mais de três vezes e meia a média de chuvas para esses meses", comparou o presidente. Calderón disse que nos últimos anos houve registros extremos, que ocorrem sobretudo pelas mudanças climáticas.

Autoridades mexicanas estimam que cerca de 800 mil pessoas estão ameaçadas pela cheia do rio Grijalva, o segundo mais caudaloso do país. O governo anunciou que realizará dragagens em rios que passam por Villahermosa, capital de Tabasco, para reduzir o risco de inundações. Já há 125 mil pessoas em Tabasco com suas casas inundadas ou isoladas pelas águas.

Em Veracruz, pelo menos duas pessoas morreram arrastadas pelas águas do rio Papaloapán. Há também rodovias estaduais intransitáveis, além de 32 mil casas debaixo d'água e 300 escolas de 28 municípios do sul de Veracruz sem aulas.

Em Guerrero, havia cerca de 300 pessoas em moradias improvisadas, em locais como estádios ou igrejas. Ainda não há dados precisos sobre outros Estados afetados, como Chiapas e Oaxaca.

Fonte - Yahoo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FAO prevê conflitos por falta de alimentos

Naturamente concentrados nas eleiçãos não atentamos para mais nada, mas a Organização de Alimentação e Agricultura (FAO) prevê uma grande instabilidade na oferta e preços de alimentos. Abdolreza Abbassian, economista da organização, afirma que a combinação de psicologia e expectativa pode provocar choques em muitos países. Em Moçambique já morreu gente pelo aumento de 30% no preço do pão devido ao preço do trigo resultante das quebras de safras da Rússia e outras nações produtoras, consequentes de secas e efeitos sobre oferta e preços.

A FAO afirma que em agosto passado foi acentuado os aumentos nos preços de alimentos. Há muita gente que lembra o que aconteceu há anos. A falta. O desespero. Estamos, o que é normal, tão concentrados nas eleições que não prestamos atenção a tal fato. Mas no próximo dia 24 haverá reunião dos especialistas mundiais na questão de grãos para discutir a oferta. Vão examinar a instabilidade climática e efeitos sobre colheitas. Quais as perspectivas? O que pode ser feito?

A Rússia sofreu de seca, mas outros grandes produtores de grãos como Canadá e Alemanha, de excesso de chuvas e enchentes. A FAO afirma que as colheitas na Argentina e talvez na Austrália tendem a sofrer de secas. O clima não corresponde ao tradicional. Faz o que quer. Os pobres do mundo tendem a sofrer de preços mais altos do pão.

Abassian diz que em geral os preços de alimentos estão no momento inferiores a 2008. Naquele ano, é bom lembrar, em certos países o preço do arroz, seu alimento básico, triplicou provocando até queda de governos. A coragem provocada pela fome é mais forte do que qualquer lei. Em agosto a Rússia previu a perda de um quinto de sua colheita o que bastou para dobrar o preço do trigo. A região do Mar Negro-Ucrania, Kasakstan e Rússia, garantia 30% da oferta mundial que sofre a quebra. Em defesa do consumidor russo o governo de Moscou suspendeu as licenças de exportação até 2011. A FAO diz que americanos, Europeus e Australianos poderão cobrir a diferença. Mas existe o efeito psicológico das más noticias da Rússia que faz com que se espere falta.

A FAO diz que não é simples mudar efeitos de expectativas. Aí entram os efeitos da crise financeira. Os investidores estão aplicando e armazenando grãos em lugar de moeda ou papéis. Estão especulando. O povo vai pagar.

Não é só. O professor Pinstrupo-Andersen, especialista em agricultura da Universidade Americana de Cornell, prevê que sofreremos grandes flutuações climáticas e por consequência da oferta de alimentos. “Vamos ter de conviver com flutuações nos preços”, afirma.

Fonte - Último Segundo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Profecia para hoje - 2


A revista "Profecia para Hoje" tem por objetivo chamar a atenção das pessoas para o que acontece no mundo atual. As profecias estão se cumprindo. Jesus está voltando. Estamos vivendo no fim do tempo do fim. São 4 revistas diferentes, cada uma abordando a questão sob uma perspectiva.

Fonte

Nota DDP: Divulgue. Foram disponibilizados links diretos para veiculação nas redes sociais Twitter, Orkut e Facebook.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Compras dominicais ligadas com menor felicidade

Pesquisadores da DePaul University em Chicago e Ben-Gurion University de Negev em Israel fizeram estudos sobre a presença nos serviços de culto e os níveis de felicidade entre americanos que vivem nos estados que revogaram as chamadas "blue laws", que exigiam o fechamento do comércio aos domingos.

Os resultados se demonstraram relevantes entre mulheres brancas, indicando um declínio de 17% nas possibilidades destas serem felizes. Os resultados finais ainda não foram publicados.

"As pessoas sabem que existe uma correlação entre religiosidade e felicidade, mas não há provas concludentes que exista um nexo causal", disse William Sander, professor de economia na DePaul. "Nosso estudo tende a fornecer mais evidências conclusivas de que a religiosidade entre as mulheres afeta a felicidade."

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que a revogação das "blue laws" indicavam um maior compartamento de risco por parte dos adolescentes.

Fonte - NYTimes

Animais vêem extinção em massa se aproximar

Corais, mamíferos e espécies tropicais podem ser extintos em futuro próximo, segundo cientistas que estudam o que ocorreram com estes animais no passado para prever seu futuro. As informações são da Discovery News.

Um fator que complica a previsão dos cientistas é que nenhuma extinção em massa ocorrida previamente na Terra foi causada por apenas uma espécie. Em período de mais de 500 milhões de anos, apenas três extinções deste gênero ocorreram e nenhuma foi tão devastadora como a que está para acontecer por culpa dos humanos.

Pesquisadores do Departamento de Ciências biológicas da Universidade Macquarie, nos Estados Unidos, pesquisaram dados de mais de 100 mil fósseis coletados por todo o mundo, para chegar à maior extinção em massa já ocorrida na Terra, no período Permiano-Triássico, há 250 milhões de anos.

Nesta época, um dos mais importantes grupos de animais eram os corais, que quase foram extintos no período. Há pouquíssimos fósseis de corais datando desta época. Portanto, entende-se que eles recuperaram sua diversidade com o passar dos anos. Mamíferos de grande porte e plantas tropicais também podem sumir em futuro próximo, graças à ação humana.

Fonte - Terra

Rússia proíbe exportação de cereais e provoca temor de crise alimentar

A decisão do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, de estender a proibição da exportação de cereais até depois da colheita do próximo ano (novembro de 2011) provocou o temor de uma nova crise alimentar mundial.

A Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) da ONU convocou na sexta-feira uma reunião, que se realizará em Roma no próximo dia 24, para tentar controlar os preços dos alimentos básicos. "Nas últimas semanas o preço do trigo no mercado global experimentou um súbito aumento diante do temor de que haja escassez", disse um porta-voz da FAO, ao anunciar que o objetivo da reunião é que os países exportadores e os importadores busquem "soluções construtivas" para a tensão que vivem os mercados.

Moçambique, um dos países mais pobres do mundo, foi o primeiro a sofrer uma explosão de violência devido à carestia dos alimentos básicos. As tropas patrulham desde quarta-feira as ruas de Maputo e ontem novamente enfrentaram com gás lacrimogêneo e balas de borracha uma multidão que havia sido convocada por SMS para protestar contra o aumento de 30% no preço do pão. Duas pessoas ficaram gravemente feridas. Somam-se às sete vítimas fatais de quarta-feira - incluindo duas crianças - e outros 250 feridos.

O governo realizou na sexta uma sessão de emergência, depois da qual afirmou que o aumento do preço do pão é "irreversível". O Executivo pediu calma aos 23 milhões de habitantes, dois terços dos quais vivem com menos de 1 euro por pessoa/dia. Além disso, exigiu que se abstenham de participar de atos de protesto, de vandalismo ou saques, e acrescentou que investigará de onde provêm os SMS com os quais os manifestantes foram convocados.

Esses são os protestos mais violentos que sacodem Moçambique desde 2008, quando houve quatro mortos em manifestações contra a inflação nos preços dos alimentos básicos.

A Rússia, quarto exportador de trigo, proibiu em 15 de agosto passado e até 31 de dezembro as vendas ao exterior para conter a pressão inflacionária interna. A colheita deste ano foi desastrosa, devido a uma seca inusitada, situação que em alguns lugares foi agravada pela onda de incêndios florestais que atingiu o país. Agora os prognósticos para a colheita deste ano são de 60 milhões de toneladas - o consumo interno é de no mínimo 70 milhões -, contra os 90 milhões que se pensava colher. No ano passado a colheita foi de 97 milhões, dos quais a Rússia exportou um quarto, apesar de estar longe dos 108 milhões de toneladas colhidas em 2008.

O cereal que já começou a escassear na Rússia é o trigo sarraceno, que desapareceu da maioria das lojas e cujo preço triplicou. É um produto básico sobretudo para as camadas mais humildes da população russa. A seca atingiu duramente a região do Volga, que produz 40% dessa planta. Por isso os especialistas calculam que sua colheita este ano será de apenas 400 mil toneladas, contra um consumo de 700 mil.

No melhor dos casos, a proibição de exportar será suspensa em julho-agosto de 2011, quando se tiver um panorama mais ou menos claro da futura colheita e dos volumes que poderão ser destinados ao estrangeiro, indicou Arkadi Zlochevski, presidente da União Cerealista. O déficit afeta de todo modo os cereais destinados à ração animal, com o que se teme que os preços da carne também subam. A isto soma-se o aumento da demanda por produtos de carne na China e na Índia, o que propicia a inflação. Desde o início de julho, o preço do trigo no mercado internacional aumentou 47%, o do milho 26% e o do arroz 15%. As autoridades russas tentam tranquilizar a população afirmando que não haverá escassez de alimentos, ao mesmo tempo que ameaçam punir os que elevarem os preços de maneira injustificada.

Fonte - Bol

Nota DDP: Veja também "Crescem as preocupações quanto ao suprimento mundial de alimentos".

sábado, 4 de setembro de 2010

Terremoto provoca grandes danos materiais na Nova Zelândia

CHRISTCHURCH, Nova Zelândia — Um violento terremoto de 7,0 graus de magnitude provocou danos materiais neste sábado em Christchurch, a segunda maior cidade da Nova Zelândia, e as autoridades, que decretaram estado de emergência, afirmaram que foi uma "grande sorte" o sismo não ter resultado em mortes.

De acordo com os cálculos iniciais, os danos são calculados em dois bilhões de dólares neozelandeses (US$ 1,44 bilhão). Prédios desabaram, algumas pontes ficaram comprometidas, o fornecimento de energia elétrica foi cortado e as tubulações de água e gás também foram afetadas.

Os moradores, aterrorizados, correram para as ruas e encontraram avenidas repletas de vidros quebrados e escombros. Apesar da magnitude dos destroços, apenas duas pessoas ficaram gravemente feridas nesta cidade de 340.000 habitantes.

O terremoto aconteceu no meio da madrugada, quando poucas pessoas estavam nas ruas. Os imóveis desabados atingiram os automóveis estacionados e deixaram as avenidas bloqueadas.

As autoridades declararam estado de emergência na cidade e advertiram aos habitantes que não se aproximem dos edifícios danificados, pois temem novos desabamentos em consequência dos tremores secundários em Christchurch.

O prefeito declarou estar "horrorizado pela quantidade de danos", que com o amanhecer foram considerados muito piores do que o previsto inicialmente.

"Nós decidimos declarar estado de emergência na cidade. Isso torna mais fácil retirar pessoas dos edifícios, caso seja necessário, e fechar ruas", disse Parker a uma emissora de rádio.

"Não deve existir uma casa, não deve haver uma família em nossa cidade que não tenha sofrido danos pessoais ou em sua propriedade", completou o prefeito.

O terremoto aconteceu às 4H35, a uma profundidade de cinco quilômetros e 45 km ao oeste de Christchurch, segundo o Centro Geológico dos Estados Unidos (US Geological Survey).

Michele Hider, porta-voz do Hospital de Christchurch, afirmou que dois homens com idade por volta de 50 anos sofreram ferimentos graves e estão internados.

A polícia isolou o centro da cidade para evitar saques. Um dos comandantes da força, Mike Coleman, pediu aos moradores que permaneçam em suas casas.

O tremor deste sábado foi o mais forte registrado na Nova Zelândia desde o terremoto de 1931 na Baía de Hawke, que matou 256 pessoas.

A Nova Zelândia fica no "anel de fogo" do Pacífico, no limite das placas tectônicas da Austrália e do Pacífico. O país registra quase 15.000 tremores anuais, a maioria de pouca magnitude.

Fonte - AFP

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Comentário ao livro 'Hidden Heresy?'

'Hidden Heresy? - Is Spiritualism Invading Adventist Churches Today?' (Heresia Escondida? - Está o Espiritualismo a Invadir as Igrejas Adventistas Hoje?) é o título de um livro de Thomas Mostert, ex-presidente da Conferência da União do Pacífico, editado pela Pacific Press, e que acabo de ler.

Usando imensos textos do Espírito de Profecia, o Pr. Mostert denuncia os reais conteúdos por detrás dos movimentos das mega e giga-igrejas, que mais se aproximam de um espiritualismo alarmante do que de um evangelho bíblico real, e que têm, tragicamente, influenciado líderes e igrejas Adventistas nos últimos anos.

Já em 'O Grande Conflito', Ellen White alertava para o fato de, ao nos aproximarmos do fim, o espiritualismo se revestir de um disfarce cristão, velando algumas caraterísticas evidentemente objetáveis. Ainda assim, tem-se tornado difícil detetar e apontar esses erros; a subtileza e aparente benefício que as suas doutrinas parecem promover são muitas vezes a venda que tapa a visão para um quadro maior, mais profundo de entendimento.

Por muito esquisita que a ideia possa parecer, a verdade é que, e isso é bem demonstrado no livro, teorias e métodos que nos são estranhos têm encontrado acolhimento em algumas das nossas igrejas, sendo mesmo absorvidos e postos em prática por alguns líderes e membros.

O Pr. Mostert faz um pequeno historial de como nas últimas décadas estes conceitos têm explosivamente passado de mera moda para um conceito de nova religião, nova sensibilidade sobre o que constitui a verdadeira experiência bíblica. Hoje, é indiscutível o seu imapcto social e religioso; não fosse por outra razão, são centenas de milhares as pessoas que frequentam os seus serviços.

Apreciei particularmente um pormenor do livro: o autor não deixa a cargo do leitor a tarefa de procurar onde estão esses movimentos; ele mesmo os identifica, nomeando-os sem margem para dúvida.

É o caso de Rick Warren, e da sua igreja de Saddleback, onde mais de 22.000 pessoas assistem semanalmente aos cultos. Warren publicou alguns livros entre os quais se contam os famosos 'The Purpose Driven Life' (Uma Vida com Propósito) e 'The Purpose Driven Church' (Uma Igreja com Propósito). O primeiro, vendeu mais de 22 milhões de cópias!

No entanto, Warren advoga algumas teorias que, tendo servido de mote e formação para alguns Adventistas, incorrem em graves falhas, de acordo com o Pr. Mostert.

Um exemplo é o afrouxamento da pregação das particulares doutrinas que nos distinguem dos restantes cristãos (protestantes incluídos). Tal qual Warren sugere, assumem uma abordagem de não confrontação e não denúncia de matérias divergentes e potencialmente motivadoras de irreparável divisão. Dito de outra forma, comete-se o erro de ir ao encontro do que as pessoas querem e as satisfaz e não ao encontro da sua crucial necessidade.

Bill Hybells, da comunidade de Willow Creek é outro. Centenas de pastores Adventistas assistiram às suas formações ao longo dos últimos 30 anos. Na declaração de fé deste grupo, estabelece-se nitidamente uma das anteriores ideias de Rick Warren: 'tentamos não ser dogmáticos em assuntos sobre os quais os crentes fundamentados na Bíblia têm visões diferentes'. Sugestivo...

À luz deste princípio, podemos perguntar: onde caberá aqui a pregação sobre o Sábado ou o julgamento pré-advento? Sobre as condições específicas da segunda vinda de Jesus e do milénio? Tristemente, não há espaço para isso...

Por último, destaco a Crystal Cathedral de Robert Schuller. Veja e analise por si estas afirmações extraídas pelo Pr. Mostert de um livro escrito por Schuller, 'Self Esteem: The New Reformation' (Auto-estima: a Nova Reforma):
a) 'Uma pessoa está no inferno quando perde a sua auto-estima';
b) '... a teologia clássica erra na sua insistência em que a teologia seja centrada em Deus e não no homem';
c) 'Nascer de novo significa que devemos mudar de uma auto-imagem negativa para positiva, de inferioridade para auto-estima, do medo para o amor, da dúvida par a verdade'.

Não precisaria de comentar, mas deixo a pergunta: onde estão Deus e um Salvador no meio disto tudo? Pois é; não estão...

O autor segue usando, na maior parte do tempo, escritos do Espírito de Profecia para demonstrar quais os reais e tremendos perigos em misturar verdade com mentira (e lembro que para o efeito, a ausência propositada de verdade é, de per si, uma mentira). Nalguns casos, essa mescla é evidentemente paradoxal e contraditória; noutros, nem tanto, e há que estar bem fundamentado e atento para discernir o erro.

Outra falha, que já mencionei atrás e quero reforçar, é focar a mensagem, a pregação, naquilo que o ouvinte gosta, lhe é aprazível e não perturba demasiado a sua confortável vida. Tudo aquilo que seja enfrentar o que está errado, mal, e deve ser removido, não ser sequer tratado. De certa forma, cada pessoa se torna a sua própria medida aferidora do que é certo eu errado; as reclamações e exigências da vontade de Deus e Sua santa lei são atiradas para fora de cena.

O livro termina da mesma forma em que se desenrola: mencionando pelo nome quem está a dirigir este engano e a sua estratégia: Satanás. Aliás, o penúltimo capítulo da obra tem como título 'O Plano de Satanás para a Igreja Remanescente' - leia-se, O Plano de Satanás para a Igreja Adventista.

No fundo, muitas das doutrinas sugeridas por estas super comunidades, encontram correspondência nos movimentos de Nova Era, onde o homem se torna o centro de si mesmo, e do mundo. Deus, como já disse, é um elemento ao qual não se dá importância, ainda que se Lhe invoque o nome...

Mais uma vez com forte recurso a textos da inspiração profética, é desmascarado o mentor deste tipo de influência sobre a nossa igreja. E reparo que muito deste esforço satânico gira em volta de uma forma, uma aparência que não tem conteúdo.

Se ama esta igreja e deseja contribuir para mantê-la firme no rumo certo que Deus determinou e não precisa de ajustes que não venham da Sua mão, esta é uma leitura essencial. Até porque, fica a certeza que este engano se intensificará nos tempos mais próximos.
 

A Igreja de Glenn Beck dos últimos dias

Sábado de manhã, Washington era uma cidade sonâmbula, como se tivesse repentinamente saído para férias. A menos que se fizesse parte do quilómetro e meio de gente que estava a tentar acordar a América, entre um Lincoln de mármore e um obelisco. Glenn Beck, anfitrião de um dos programas televisivos mais populares da conservadora Fox News, fez o chamamento e a América descontente e, sobretudo, zangada com o Governo do país em geral e a Administração Obama em particular, respondeu em massa.

Foi o mais inclassificável comício, se é que isto é um comício: uma combinação de missa campal, festival de patriotismo, revival histórico e show de televisão ao vivo. Outra singularidade: foi um não-comício com a assembleia certa para um comício - conservadores em geral e militantes do Tea Party (movimento que exige menos impostos e que se fortaleceu na luta contra a reforma da saúde de Obama) em particular. Beck apelou para que ninguém trouxesse cartazes, porque não se tratava de um evento político, mas Beck não disse nada sobre T-shirts: "Recessão: quando o seu vizinho perde o emprego. Depressão: quando você perde o emprego. Retoma: quando Obama perder o seu emprego."

Beck sobe ao palco montado em frente do Lincoln Memorial às 10h12, quando muitos tentam ainda encontrar um lugar entre a multidão compacta. Não ajuda que o centro seja ocupado por uma imensa piscina rectangular - fica bem nas fotos, mas neste momento parece apenas imenso espaço inútil. Deus abençoe os ecrãs gigantes, mas é preciso atravessar as árvores e uma barreira humana que veio preparada para um piquenique no parque - cadeiras desdobráveis, geladeiras, coberturas para a relva.

Hello America!

Beck tem os braços abertos.

Está a acontecer uma coisa que ultrapassa a imaginação. Está a acontecer uma coisa que ultrapassa o homem. Hoje a América começa a voltar-se de novo para Deus.

A multidão rejubila.

Beck, que se converteu à Igreja Mórmon em 1999, não explica em que momento a América virou as costas a Deus, nem as causas, talvez porque, como ele diz, prefere "concentrar-se nas coisas boas da América" e não nas "cicatrizes".

Peggy, que viajou 13 horas desde Louisville, Kentucky, para ouvir Beck, diz: "Acho que ele é um tipo brilhante que tem a coragem de dizer coisas que muita gente vai usar para deitá-lo abaixo. A defesa de Cristo não parece ser algo popular no nosso país neste momento. Existe tanta pressão política e sensibilidade em relação a tudo que nos tentam dizer que estatisticamente não somos uma nação cristã, esse tipo de coisas. Mas somos. Está no nosso dinheiro. "In God we trust" [Confiamos em Deus]."

Beck olha para a multidão, extasiado. O tamanho da assembleia é uma vitória pessoal. Refere-se mais do que uma vez às estimativas dos media: 300 mil pessoas, 500 mil pessoas. "E se isso vem dos media, sabe Deus quantos serão." Será que o que vê é o alcance da sua influência? O espelho da sua popularidade? Será que acredita mesmo que foram enviados por Deus, como diz, ou são o produto da intensa autopromoção que tem feito com os seus programas?

Glenn Beck começa a ficar bíblico. Fala de Moisés - "um tipo com um cajado que falou com uma sarça ardente" - e do seu povo eleito e, num salto temporal que tem a subtileza de um cilindro, passa directamente para a fundação da América. O outro povo eleito.

Mas há mais quatro pessoas no palco, uns degraus acima: uma rapariga vestida como a Pocahontas, um índio, um homem com uma kipa e um homem de fato. Beck apresenta-os: descendentes directos dos nativos americanos que foram ter com os primeiros imigrantes aos portos quando estes chegaram. Um rabi. E um pastor descendente dos que chegaram no Mayflower. A versão museológica da diversidade americana. No cenário do seu programa diário na Fox News, Beck tem uma prateleira com objectos que vai retirando ocasionalmente para reforçar o seu discurso. Por exemplo, se estiver a falar de porcelana chinesa, ele mostra um prato de porcelana. É o que estas quatro pessoas estão aqui a fazer. São os objectos.

Não têm tanto orgulho em ser americanos?

Sarah Palin guincha. Depois uma pessoa habitua-se. Histeria. A multidão, obviamente, adora-a.

Pediram-me que viesse aqui falar hoje, não como política, mas como mãe de um soldado.

A última palavra é gritada.

E eu estou orgulhosa dessa distinção. Sabem, podem dizer o que quiserem sobre mim, mas eu gerei um combatente veterano e não me podem tirar isso.

Enquanto discursa, produz estalidos no céu da boca nas pausas. Trrrsssch.

Encontramo-nos hoje aqui, numa encruzilhada simbólica da história da nossa nação. Trrrsssch. E à nossa volta temos monumentos que celebram aqueles que nos têm mantido ao longo dos anos, em palavras ou feitos. Trrrsssch.

A História segundo Beck

Beck apresenta a próxima convidada, "uma mulher que corre risco por estar aqui hoje, por dizer aquilo em que acredita". Alveda King, sobrinha de Martin Luther King. Beck marcou o comício no dia do 47.º aniversário do discurso I have a dream, o que indignou organizações dos direitos civis dos negros, que o acusaram de profanar o legado de King. Desde então, Beck conjurou aproximações a King e à marcha anti-segregação racial de 1963. Anteontem, houve inúmeras referências a King como "um dos gigantes" americanos, e uma parada de diversidade étnica e religiosa em palco para uma assistência quase exclusivamente branca. E Beck referiu que estava hospedado no mesmo hotel de Washington onde King acabou de escrever o seu discurso.

Beck fala regularmente da História no seu programa e venera os "pais fundadores" da América. Ele ascendeu como um protector dos valores e princípios da Declaração da Independência e da Constituição americana, mas a sua ideologia, se é que se pode chamar ideologia, é um patriotismo de conservatório, que funciona por imitação, manco de uma leitura contemporânea. Ele fala desses documentos como de talismãs. Chama-lhes "as nossas escrituras americanas", o que talvez explique esta manifestação indissociavelmente religiosa e patriótica.

Lynn Collett, que veio da Carolina do Sul, segura um cartaz que diz Carolina Patriots. "É um grupo do Tea Party mas não nos consideramos Tea Party. Somos apenas um punhado de pessoas a tentar restituir a Constituição. Acho que é o mesmo que Glenn Beck está a tentar fazer." Gene Geraldo, outro membro do grupo que veio de autocarro, intervém: "A maioria do nosso Governo não acredita na Constituição." Jeff Webster, outro membro: "Penso que foi Obama que disse que a Constituição estava datada." E, olhando em volta, à procura de confirmação: "Não foi o Obama que disse?..."

Alveda King diz que "a América está quase falida". Entre outras razões, porque: a fundação procriadora do casamento está a ser ameaçada e os ventres das nossas mães tornaram-se lugares onde o sangue das nossas crianças é derramado numa guerra de ventres que ameaça o tecido da nossa sociedade.

Alveda diz que o sonho do "tio Martin" só será realizado quando "a oração for novamente permitida nas praças públicas da América e nas nossas escolas".

O último sermão

Mas Glenn Beck voltou para o último sermão - como num concerto de rock, o cabeça de cartaz fica para o fim.

Nós somos uma nação, muito francamente, que está em tão bom estado como eu, e isso não é muito positivo.
Ele desafia as pessoas na assistência para, em casa, rezarem ajoelhadas e com a porta aberta - "para os vossos filhos verem". Pede-lhes para começarem a pagar a dízima às suas igrejas.

Se fizermos estas coisas, havemos de curar a nossa nação.
O discurso dura uma hora ao sol.

A tempestade que se está a aproximar não é só uma tempestade americana. É uma tempestade humana. É uma tempestade global. E quem é que no fim corre para os salvar? São sempre os americanos. Mas ainda não estamos preparados para ser esse povo. Temos de ir para o campo de treino de Deus e reparar as nossas vidas para que possamos ajudar as pessoas no resto do mundo e guiá-las escadas abaixo, para fora do prédio, em segurança.
Moisés-Beck saiu, e ficaram só os cantores de country.

"Ele incorporou mais Deus do que eu estava à espera. Mas por mim tudo bem", diz Gary House, de Virgínia.

Jeff Webster, com o seu sotaque sulista: "Fiquei impressionado com todas as pessoas que vieram para protestar contra o Governo."

Protestar contra o Governo, numa manifestação supostamente não-política?

"Sim, eu acho que lhe pode chamar um protesto."

Christine Wytman, cara vermelha, sete horas e meia de viagem desde Ohio: "Glenn Beck conseguiu solidificar a maioria silenciosa deste país. A Administração não pára de aprovar leis que são muito mais socialistas do que o americano médio deseja." Como a reforma de sistema de saúde. "Vai custar-nos mais do que podemos pagar e vamos ter pior serviço." Christine tem um crachá que diz: "Eu era anti-Obama antes de ser cool!"

Peggy: "Aquilo que mais me surpreendeu quando aqui cheguei foi perceber que não estou sozinha quando sinto que estamos a perder o controlo do nosso país."

"Foi inspirador. Algumas das coisas trouxeram-me lágrimas aos olhos", diz Jeff Webster. "Foi muito pacífico. A única coisa que as pessoas trouxeram foi isto." Saca de uma pequena bandeira americana.

"Repare como tudo ficou limpo. Quando foi a inauguração [de Obama, em 2009], havia lixo por todo o lado."


Fonte - Público 

Nota DDP: É de se observar o que virá no pacote da "volta" da maior nação do mundo a Deus. O segmento religioso ao qual pertence o líder deste evento é partidário da guarda do domingo literalmente, nos moldes do Sábado bíblico.

Em Jerusalém ou Manhattan, a coexistência é o caminho a seguir

Numa cena climática de “Cruzada”, um dos mais erroneamente menosprezados filmes do cineasta britânico Ridley Scott, Balian de Ibelin (Orlando Bloom) faz um discurso para encorajar os moradores de Jerusalém a resistirem ao ataque das tropas muçulmanas que se aproximam dos portões da cidade. Ele afirma que a cidade abriga locais sagrados de muçulmanos, cristãos e judeus, portanto, uma vez que nenhum dos três grupos tem direito de reclamar o controle da cidade, no fundo, todos o têm. Mais tarde, quando negocia a rendição da cidade, Balian ameaça o comandante muçulmano Saladino, brilhantemente interpretado pelo ator sírio Ghassan Massoud: “Você pode tomar Jerusalém”, ele diz. “Mas antes disso, eu irei incendiar a cidade e reduzir a cinzas todos os templos sagrados, cristãos e muçulmanos. Queimarei tudo em Jerusalém que enlouquece os homens”. “Talvez fosse melhor que queimasse”, responde Saladino.

É claro que ninguém em sã consciência seria capaz de propor que alguma cidade fosse deliberadamente incendiada, especialmente uma com a importância de Jerusalém. Mas o encontro entre Balian e Saladino, que data do século XII, soa tão atual quanto as reuniões de paz entre israelenses e palestinos, anunciadas na última sexta-feira, 20. Paralelamente, em Nova York, a discussão sobre a construção da mesquita Cordoba House, a duas quadras do terreno que abrigava o World Trade Center, dividiu cristãos, judeus e muçulmanos.

Barack Obama: “Não somos mais apenas uma nação de cristãos”

Em um discurso de 2006, Barack Obama rebateu a velha máxima de que os Estados Unidos são uma nação cristã. “Não somos mais apenas uma nação de cristãos, mas também uma nação de judeus, muçulmanos, budistas, hindus e ateus”. Obama, hoje presidente do país, apoia a construção da mesquita, alegando que os direitos religiosos dos muçulmanos não podem ser negados. O mesmo argumento foi utilizado pela Liga Anti-Difamação, um grupo dedicado a combater o anti-semitismo, que apesar de reconhecer os direitos dos muçulmanos, tentou convencer os responsáveis a encontrar outra localização menos traumática. Do outro lado, a Organização Sionista da América e o Simon Wiesenthal Center se opuseram à Cordoba House.

Obama também, desta vez num discurso na Universidade do Cairo, em 2009, defendeu a criação de um Estado palestino e criticou tanto o Hamas quanto o governo israelense que expandiu as ocupações no território palestino. Num polêmico discurso, em 2005, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, cujas relações com Israel sempre foram as piores possíveis, disse que os líderes muçulmanos que aceitassem a presença do Estado de Israel estariam se curvando à derrota. É claro que Ahmadinejad – que já negou o Holocausto, e usa toda e qualquer oportunidade para criticar o que chama de “regime sionista maligno” – não faz exatamente o melhor uso das palavras. No entanto, numa tentativa de consertar uma de suas muitas declarações contra Israel, o presidente iraniano tocou num ponto essencial para a compreensão do problema no Oriente Médio: “A perseguição aos judeus aconteceu na Europa, e foi realizada por europeus. Por que os palestinos devem pagar pelos crimes de outros?”.

Quando as primeiras notícias sobre a Cordoba House surgiram, fui favorável à construção da mesquita. Achava, e ainda acho, que um templo muçulmano próximo ao local dos maiores atentados do século ajudaria a mudar a opinião dos norte-americanos sobre o Islã e fazer com que os muçulmanos não fossem vistos apenas como fanáticos terroristas que apedrejam adúlteras, enforcam homossexuais, torturam jornalistas e submetem suas meninas à mutilação genital. Quando vejo pessoas afirmando que tais práticas derivam dos ensinamentos do Alcorão, lembro-as de que há passagens bíblicas que defendem a escravidão e o apedrejamento de crianças. E que interpretações erradas de textos religiosos poderiam sugerir que a ingestão de hóstias representando o corpo de Cristo seria uma apologia ao canibalismo.

É verdade – como bem colocou Franklin Foer, editor da revista The New Republic – que os judeus no passado eram perseguidos por não terem uma terra, e agora são criticados por tê-la. Todos conhecem histórias do feroz anti-semitismo europeu que condenou os judeus a vidas sofridas nos guetos sob a constante ameaça dos pogroms. É verdade também que os palestinos são um povo árabe, maioria absoluta na região. Israel faz fronteira com o Líbano, o Egito, a Jordânia e a Síria, todos países árabes, perfeitamente capazes de abrigar a população dos territórios palestinos. Por outro lado, é verdade também que inúmeros judeus prosperaram vivendo em países nos quais eram a minoria e até hoje convivem na mais perfeita harmonia com povos de todas as religiões em diversas partes do mundo, especialmente em Manhattan. Por que então, num território sagrado para três das maiores religiões do planeta onde judeus finalmente conseguiram ser a maioria, não é possível aplicar a política da boa-vizinhança?

Mesquita nova-iorquina

Foi exatamente a necessidade de uma coexistência pacífica que mudou minha opinião sobre a mesquita nova-iorquina. É claro que os argumentos de que a região não precisava de novos templos muçulmanos, de que a construção da mesquita traria sofrimento aos parentes das vítimas dos atentados, e de que qualquer outro espaço na cidade poderia abrigar o templo são compreensíveis; assim como as dúvidas sobre a origem do dinheiro investido na construção (não faz sentido construir um templo e passar uma mensagem contra o terrorismo se o financiamento vem de países onde não há separação religiosa e política, que aplicam as terríveis leis da sharia).

A responsável por me convencer foi Pamela Geller, representante de uma organização que quer acabar com a islamização dos Estados Unidos. Não me compreendam mal: Pamela é uma fascista, que se apavora com a ideia de conviver ao lado de pessoas de turbantes e véus, uma representante da América retrógrada que luta contra a diversidade e pluralidade que se espalha por seu território. Mas em sua retórica direitista, ela perguntou: “por que não construir também uma igreja no local? Ou uma sinagoga?”. Esse é o grande X da questão.

Seja em Jerusalém ou em Manhattan, judeus e muçulmanos não vão desaparecer. Ocupações opressivas em Ramallah ou explosões em ônibus de Tel-Aviv não farão com que o grupo rival desista de seus objetivos. A história de ambos é marcada por resistência e superação, e nenhum deles será completamente subjugado, o que faria com que o conflito durasse para sempre, algo que não interessa a ninguém. A criação do Estado palestino é um ponto essencial para a pacificação da região, mas o processo exige também que ambos os lados não só renunciem à violência, mas também aprendam a não se enxergar como uma constante ameaça – e o governo israelense pode ter dado o primeiro passo ao incluir o idioma árabe nos currículos escolares.

O mesmo vale para a Cordoba House. Se a ideia da construção é dissociar os muçulmanos dos terroristas da al-Qaeda, que melhor maneira de conseguir isso do que um centro inter-religioso, funcionando de maneira harmônica e mostrando – como afirmou o colunista Lexington, da revista britânica The Economist – que nos Estados Unidos, judeus, muçulmanos e cristãos são antes de tudo, norte-americanos? Seria uma oportunidade única de reafirmar a pluralidade norte-americana criando um espaço onde as três religiões convivam lado a lado em harmonia (algo raro no mundo atual. O único exemplo que me vem à mente é o mercado popular Saara, no Rio de Janeiro).

No filme de Ridley Scott, Tiberias, o personagem de Jeremy Irons, afirma: “Prefiro viver junto aos homens a matá-los”. É claro que anos e anos de desconfiança, rancores e até mesmo ódio não desaparecerão da noite para o dia. Mas já que a solução de Balian e Saladino não é aplicável, talvez essa seja a hora de estender a mão, e tentar ouvir e entender o próximo. O mundo com certeza será bem melhor quando os filhos das três religiões abraâmicas puderem desejar “Shalom”, “Deus te abençoe” e “Salaam Aleikum” a seus irmãos.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Ao que parece o alinhamento das religiões já é reconhecida a passos largos como uma condição indispensável para a "coexistência" da "raça". Deixa portanto de ser uma questão de testemunho, para ser uma questão mais ampla e com contornos políticos.

Pradarias sofrem com maior seca dos últimos 50 anos

Durante a Depressão dos anos 1930, a seca castigou as pradarias das províncias de Alberta e Saskatchewan, no Canadá. A combinação de colheitas pouco produtivas e baixos preços de grãos fez com que muitos fazendeiros deixassem o oeste canadense. Para muitos moradores das pradarias, a história está se repetindo. As quedas nos preços de petróleo e gás natural, depois dos índices recordes de 2009, pausaram de maneira abrupta o boom energético de Alberta. Embora os preços dos grãos tenham voltado a subir, a seca gerou perdas de milhões de dólares aos fazendeiros locais.

Uma gigante área rural que se espalha por Saskatchewan e Alberta e se aproxima da Columbia Britânica, no extremo oeste do país, sofreu seu inverno mais rigoroso nos últimos 50 anos e o índice de chuvas tem estado 40% abaixo do normal. Fazendeiros têm visto seus poços secarem e suas plantações murcharem, o que os obriga a vender seu gado, ou comprar alimentos para manter seus rebanhos. As fortes chuvas entre o fim de junho e o início de julho ajudaram a colheita em alguns campos, mas a muitos deles já estão inutilizados. Cerca de 900 fazendeiros de Kindersley, uma cidade no sudoeste de Saskatoon, araram suas terras e pediram ressarcimento por meio de seguro, de acordo com Stewart Wells, presidente da União Nacional de Fazendeiros, que prevê perdas de até 30% nas plantações de trigo, cevada, colza e feno, se a seca continuar.

Para piorar, a situação atual pode se tornar a regra. David Schindler, um ecologista da Universidade de Alberta, afirma que análises nos anéis dos troncos de árvores e em antigas algas, mostram que secas eram comuns na região, e que o século XX foi particularmente úmido. As pradarias ficam ao leste das Montanhas Rochosas, direção para onde correm a maioria de seus rios. Os rios tiveram um aumento de 60% em seu volume com o derretimento das geleiras nas montanhas, mas cada vez mais água é retirada deles para as cidades, irrigações, e para o processamento de petróleo oriundo do piche. Schindler teme que a manutenção desse quadro possa transformar as pradarias em semi-desertos.

Fazendeiros reclamam que suas margens são tão pequenas, que um ano ruim pode levá-los à falência. Em julho, seu sindicato implorou ao parlamento federal que ajudasse as famílias de fazendeiros e contivesse o poder das corporações agrícolas. Talvez isso também indique um retorno do populismo à área rural.

Fonte - Opinião e Notícia

domingo, 29 de agosto de 2010

Direita radical ocupa centro de Washington

Nos seus comentários na estação de televisão Fox News, Glenn Beck costuma ser provocatório e muito crítico do Presidente Barack Obama. Nas suas intervenções, Sarah Palin é em geral pouco amável com o que aponta serem os erros da actual administração americana.

Mas ontem, em Washington, as mensagem anti-Obama foram tão suaves que nunca o nome do Presidente foi invocado.

No dia do aniversário do discurso de Martin Luther King em que o activista dos direitos civis falou do seu sonho, no mesmo local onde o reverendo discursou, os organizadores do comício para “restaurar a honra da América” usaram palavras vagas. A cerimónia foi, segundo a descrição da revista "Newsweek", “um misto de serviço religioso, tributo militar e seminário de auto-motivação”.

“Hoje é o dia em que a América regressa a Deus”, disse Glenn Beck, o popular comentador da Fox News que representa a direita ultraconservadora. O seu discurso andou depois à volta de fé, esperança e caridade. “Hoje vamo-nos concentrar nas coisas boas que a América tem, as coisas que conseguimos – e as coisas que podemos fazer amanhã.”
 
Já Sarah Palin falou de si como “mãe de um veterano de guerra” – o seu filho Track combateu no Iraque. O Exército, sentenciou, “é uma força do bem neste país, e não tem nada por que se desculpar”.

Depois Palin acabou por dar uma alfinetada a Obama: “Não devemos mudar a América na sua essência, como alguns querem”. “Temos de restaurar a América e a sua honra”, continuou, evocando o mote da manifestação.

Os oradores também mencionaram Martin Luther King (a coincidência da data, e Beck garante ter sido mesmo coincidência, com o aniversário do discurso do sonho de King, valeu fortes críticas aos organizadores). “Vocês são americanos”, exclamou Palin. “Vocês têm a mesma coluna vertebral de aço e a mesma coragem moral de Washington e Lincoln e Martin Luther King.”

Uma sobrinha de Martin Luther King, a activista anti-aborto Aveda King, também se dirigiu à multidão predominantemente branca. “Eu tenho um sonho de que a América vai rezar e Deus nos vai perdoar pelos nossos pecados.”
 
O comício “apolítico” teve lugar a nove semanas das eleições – numa altura em que alguns dos candidatos do Tea Party (o movimento que quer menos impostos que começou a fortalecer-se contra a reforma da saúde de Obama) ameaçam destronar nas primárias republicanos considerados demasiado centristas. Mas acabou por ser tão vago que poderia agradar a quase qualquer pessoa, diz a "Newsweek". Havia bandeiras americanas, gritos de “EUA! EUA!” Poderia agradar a qualquer pessoa, sim, mas qualquer pessoa que não tivesse o subtexto. Que, como explicou o sociólogo Charles Gallagher ao jornal "Christian Science Monitor", era um certo sentimento de muitos brancos americanos, que pensam ser a nova minoria, “um grupo que deve reclamar os seus próprios direitos”. Um desencanto comum em alturas de crise económica.

Uma participante numa outra manifestação comemorando o discurso de King que ocorreu perto, um pouco mais tarde, comentava ao Washington Post o que achava serem os motivos do comício de Beck: “Se não tivessem eleito um Presidente negro, acha que estavam a fazer isto hoje?”

As pessoas que assistiram ao discurso de Beck e convidados (os números variavam entre 500 mil e um milhão) iam indicando aos media as mais variadas razões para estarem ali (e muitas vieram de muito, muito longe): por fé, por serem fãs de Glenn Beck, por discordarem do rumo da América, por estarem contra as políticas de Barack Obama. Um casal explicava: “Estamos tristes com a percepção de que Obama está a pedir desculpa por tudo o que já fizemos”, disse o casal Adams, que veio de avião do Colorado.

Não havia quase placards com slogans políticos, como Glenn tinha pedido. Mas havia mensagens em T-shirts: “Recessão: quando o teu vizinho perde o trabalho. Depressão: quando perdes o teu trabalho. Recuperação: quando Obama perde o seu trabalho”. Ou ainda: “Consigo ver Novembro da minha casa”. Novembro é o mês das intercalares.

Fonte: Público

Nota O Tempo Final: publico esta notícia para memória futura. Mas se quiser, desde já, refletir sobre o seu conteúdo, sugiro que comece com esta expressão: “hoje é o dia em que a América regressa a Deus”...

Reconciliação e convivência pacífica são a base para uma cultura do diálogo entre cristãos e muçulmanos

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 27-08-2010, Gaudium Press) Por ocasião do fim do período do Ramadã, tempo de jejum e considerado sagrado para os muçulmanos, o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, Cardeal Jean-Lous Tauran, divulgou uma mensagem em que aborda a relação entre cristãos e muçulmanos, publicada nesta sexta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé em quatro línguas: francês, inglês, italiano e árabe.

"Abrir os nossos corações ao perdão recíproco e à reconciliação para uma convivência pacífica e frutuosa" é o convite do Cardeal Jean-Louis Tauran em uma mensagem dirigida aos muçulmanos pelo fim do Ramadã. O tema da mensagem deste ano - "Cristãos e Muçulmanos: juntos para vencer a violência entre fiéis de religiões diversas" - é "infelizmente de grande atualidade, pelo menos em algumas regiões do mundo", afirma o cardeal presidente, recordando que a violência inter-religiosa é gerada principalmente pela "manipulação da religião para fins políticos" e pela "discriminação com base na etnia ou na identidade religiosa; as divisões e as tensões sociais".

"A ignorância, a pobreza, o subdesenvolvimento, a injustiça". O Cardeal Tauran enumera as fontes diretas e indiretas da violência entre as comunidades religiosas e dentro delas. O purpurado em sua mensagem pede ainda às autoridades civis que "ofereçam contribuição para remediar" a violência, "assegurando uma verdadeira justiça para parar os autores e os promotores da violência".

O purpurado sublinha no texto a necessidade de "uma cultura do diálogo" que garanta uma pacífica convivência entre cristãos e muçulmanos. Para o cardeal, essa cultura significa "respeitar a dignidade e os direitos de todo ser humano, sem nenhuma distinção", necessidade de leis justas, formação para o respeito, "para o diálogo e à fraternidade nos vários espaços educativos: a casa, a escola, nas igrejas e nas mesquitas" para "promover a paz e a harmonia entre as várias comunidades religiosas". É importante assegurar a educação dos jovens nas religiões "de maneira objetiva".

A mensagem do presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso pelo fim do Ramadã é feita todos os anos em diversas línguas.

Fonte - Arautos

Comentário Cristo Voltará: Desde que Bento XVI assumiu ocorrem encontros entre cristãos e muçulmanos. Há líderes muçulmanos inclinados a unidade com os cristãos, especialmente os católicos. São aqueles que tem grande interesse pela Globalização da economia mundial, que aumenta as possibilidades de negócios e muito dinheiro. Por sua vez, a Igreja Católica tem interesses nos muçulmanos pelo grande número de seus fiéis, e por ser uma das igrejas que mais crescem no mundo. Na verdade, o que está unindo o mundo não é bem a fé, mas os interesses econômicos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bispos em peregrinação ecológica

De 1 a 5 de Setembro, bispos e delegados de todas as conferências episcopais da Europa vão realizar uma “peregrinação verde” ao coração do continente, atravessando Hungria, Eslováquia e Áustria.

A iniciativa está a ser promovida pelo Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE). O padre Duarte da Cunha, secretário-geral da organização, considera em comunicado enviado à Agência ECCLESIA que “esta é a melhor forma de se conseguir atingir os objectivos da Igreja”.

Objectivos que passam por responder “à crise ecológica e moral” que o mundo atravessa hoje em dia, caracterizado pelo “uso irracional e irresponsável dos dons da Criação”.

O sacerdote português recorda, a este respeito, as palavras de Bento XVI, quando declarou que “para se ter uma preocupação efectiva acerca da ecologia do planeta, não se pode excluir matérias como a ecologia humana, a conversão espiritual e a mudança de estilos de vida”.

Para além de debater “aspectos científicos, políticos e éticos”, acrescenta o padre Duarte da Cunha, é importante ligar a ecologia “à parte espiritual, teológica e antropológica, que são desprovidas de objectivos políticos e económicos”.

...
Fonte - Ecclesia

Nota DDP: As conexões nestes temas se demonstram cada vez mais latentes. Quais são os "objetivos da igreja", considerando-se o que a escatologia bíblica antecipa sobre sua atuação nos eventos finais? Quais são os "estilos de vida" que busca a igreja sejam mudados? O que tem a oferecer o posicionamento teológico da igreja para contribuir com a ecologia?

Os objetivos da igreja, como antecipados por BXVI quando sua subida ao poder, são essencialmente o ecumenismo e o estabelecimento do domingo como dia de desacanso. Os estilos de vida que necessitam ser mudados são os que se alinhem a tais objetivos e, o que a igreja tem a oferecer é sua influência política no âmbito mundial para conseguir o que deseja. Seriam estas as respostas imediatas? O tempo dirá, mas os fatos parecem tornar esta realidade cada vez mais factível.

Veja também "Igreja européia faz 'peregrinação verde'".

Big Brother

Em “1984″, George Orwell diz que a nova aristocracia que tomaria o poder seria composta, na sua maioria, de burocratas, cientistas, técnicos, organizadores sindicais, peritos em publicidade, sociólogos, professores, jornalistas e políticos profissionais. Esta gente, cuja origem estava na classe média assalariada e nos escalões superiores da classe operária, fora moldada pelo mundo do governo centralizado, onde a liberdade individual precisa ser combatida.

Como o próprio autor diz sobre esta nova classe, “comparada com os seus antecessores, era menos avarenta, menos tentada pelo luxo, mais faminta de poder puro e, acima de tudo, mais consciente do que fazia e mais decidida a esmagar a oposição”. A oligarquia procura o poder pelo poder, sem interesse real no bem-estar alheio. Não é a ditadura um meio para a “revolução”, mas sim a revolução um meio para se chegar à ditadura!

Parece que o Brasil lulopetista se aproxima cada vez mais desta triste realidade. Com a economia em crescimento por conta de fatores externos e do crédito insustentável, o povo hipnotizado pelo carisma do presidente e anestesiado pelo aumento da renda e do consumo, os grandes empresários comprados pelos bilhões do BNDES, a classe média feliz com o câmbio valorizado facilitando viagens para Miami, e os mais pobres dependendo das esmolas estatais, eis que a maioria simplesmente ignora os abusos cada vez maiores da máquina estatal.

Os sindicalistas petistas se apoderaram do Estado, a Receita Federal virou um braço de espionagem de um partido, mas quase ninguém liga. Afinal de contas, a Casas Bahia vende uma TV (teletela?) novinha de LCD em até 24 vezes, “sem juros”! Enquanto isso, o Big Brother vai transformando todos em reféns do governo.

Nota DDP: Sempre afastando o eventual viés político do comentário, nele encontramos uma constatação: a invasão do estado na vida do particular, por mecanismos cada vez mais elaborados e sem que haja qualquer tipo de oposição, aliás, muito pelo contrário, eis que muitos enxergam apenas as "vantagens" do sistema, sem pensar nos "efeitos colaterais" de seu caráter invasivo. Enfim, nada mais do que esperado, a criação de um quadro que possibilite a opressão dos que não se alinharem com a maioria.

A Santa Sé na Rússia para reforçar diálogo ecumênico

Vale d'Aosta, 26 jul (RV) – O Secretário de Estado vaticano, Card. Tarcisio Bertone, anunciou ontem sua viagem, no início de 2011, à Rússia. O anúncio foi feito depois da missa dominical celebrada em Introd, no Vale d'Aosta, onde o Cardeal está transcorrendo um período de repouso.

Em declaração a jornalistas, o purpurado afirmou se tratar "de uma viagem para reforçar os elos com a comunidade católica, mas também uma ocasião para prosseguir o diálogo com as autoridades civis e com o Patriarcado de Moscou, que abriram de modo completo e eficaz as relações com a Santa Sé. O desejo é trabalhar juntos para que a Europa, como dizia João Paulo II, possa respirar com plenos pulmões".

Sempre sobre o ecumenismo, o Card. Bertone destacou a importância da viagem apostólica de Bento XVI à Grã-Bretanha, de 16 a 19 de setembro: "Esperemos que produza frutos do ponto de vista ecumênico, na ótica de reforçar a comunidade dos fiéis no Reino Unido".

O Secretário de Estado, salesiano, se encontra na casa da Congregação na localidade de Les Combes, a mesma que no passado hospedou João Paulo II e Bento XVI. Ele regressa ao Vaticano na quarta-feira.

Fonte - Radio Vaticano


Comentário Cristo Voltará: o diálogo inter-religioso, que tem por objetivo unir as religiões, igrejas, seitas e cultos de todo o mundo, com Bento XVI assumiu, desde logo, uma estratégia diferente. O diálogo avança com políticos, os que dirigem as nações. E está cada vez mais intenso. Políticos importantes, não só católicos, como protestante e até muçulmanos estão entusiasmados com a possibilidade de conquistar a “paz e segurança” no mundo por esse meio. Os políticos e os empresários cada vez mais se convencem das vantagens econômicas da união das igrejas. Para entender qual será o futuro disso, leia Apocalipse 18:9 a 19, que retrata parte do cenário da sétima praga.

Nós não estamos longe do fim dos tempos de pecado. É preparar-se para ver JESUS voltando, e quem puder ver, estará salvo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

18 países, cobrindo 19% do planeta, têm recordes de calor em 2010

Há neste momento 18 países sofrendo com calor recorde. Seu território, somado, cobre 19% da área da Terra. É a maior porção da superfície do planeta enfrentando extremos de temperatura em um único ano já registrada.

O meteorologista americano Jeff Masters postou a avaliação em seu blog.

O período de janeiro a julho de 2010 é o mais quente da história, sendo que maio, junho e julho concentram as maiores altas, segundo o National Climatic Data Center, dos EUA.

Fonte - Ambiente Brasil
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