segunda-feira, 10 de março de 2014

Terremoto de 6,9 graus atinge norte da Califórnia

Tremor aconteceu no litoral próximo a cidade de Eureka.
Por enquanto não há relatos de feridos ou danos.


Um terremoto de 6,9 graus na escala Richter atingiu nesta segunda-feira (10) a costa norte da Califórnia, Estados Unidos, a cerca de 80 quilômetros da terra firme, segundo o Serviço Geológico americano, sem que por enquanto tenham sido relatados feridos ou danos.

O tremor aconteceu no litoral próximo a cidade de Eureka, às 02h18 de Brasília.

Segundo o USGS, o terremoto foi sentido em uma ampla faixa do litoral norte, e também no interior do norte californiano.

A imprensa local não informou sobre danos ou feridos, mas algumas notícias destacavam que o tremor foi sentido até em São Francisco, 400 km ao sul de Ferndale.

O terremoto teve seu centro a apenas sete quilômetros de profundidade e por enquanto não se foi emitido nenhum alerta para tsunamis.

domingo, 9 de março de 2014

Francisco deslumbra os EUA no primeiro ano de papado

O papa Francisco deslumbrou os Estados Unidos, o quarto país com mais católicos do mundo, e sua popularidade começa a transcender o âmbito religioso às vésperas de completar o primeiro aniversário de papado no próximo dia 13 de março.

Suas intenções agradam, suas palavras convencem e suas reformas são aplaudidas: o discurso do primeiro pontífice latino-americano da história calou fundo entre os católicos americanos, mas também entre os que não são.

"É fascinante sua capacidade de envolver e atrair um amplo espectro de pessoas", comentou à Agência Efe Thomas Groome, presidente do Departamento de Educação Religiosa e Ministério Pastoral e professor de Teologia do Boston College.

Groome explicou que Francisco deu "um toque latino" ao pontificado, uma "lufada de ar fresco" e mudou o estado de ânimo da Igreja, apesar de ressaltar que sua influência não se limita a quem professa a religião.

Começando pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que visitará o Vaticano no próximo dia 27, muitos políticos citaram as ideias do papa.

Ele foi tomado como modelo por congressistas tão díspares como o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, autodeclarado mórmon; o congressista republicano Paul Ryan, católico, e o senador independente Bernard Sanders, judeu.

Uma percentagem de 85% dos católicos dos Estados Unidos tem uma visão positiva do papa e na população geral sua aprovação é de 65%, segundo uma pesquisa publicada agora em março pelo Centro de Pesquisas Pew.

A avaliação dos católicos americanos sobre Francisco já é superior à máxima que Bento XVI teve, 83% em 2008, após sua visita a Washington e Nova York, mas não chegou ainda aos níveis de João Paulo II, que superou em vários momentos os 90%.

No entanto, o estilo de Francisco, o discurso humilde e centrado na pobreza, combinado às reformas no Vaticano, ganhou adeptos em um país onde se estima que haja cerca de 77 milhões de católicos, aproximadamente um quarto da população americana.

E a admiração pelo pontífice nos Estados Unidos ainda poderia crescer mais se, como está previsto, comparecer ano que vem ao Encontro Mundial das Famílias que acontecerá na Filadélfia.
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sexta-feira, 7 de março de 2014

"Música na igreja" - Pr. Horne Silva


Nasceu em 1º de junho de 1929, no município de Bom Jardim, MG. Filho de José Pereira da Silva e de Maria Amaral da Silva.

Em 1936, mudou-se para uma cidade próxima. Nessa ocasião, seus pais se converteram ao adventismo.

Por intermédio do Pastor Boehm, foi parar num internato em Capim Roxo, MG. Lá, permaneceu por dois anos. Em 1945, foi batizado pelo Pastor Bohem.

Prosseguiu seus estudos no ITA (atual IPAE). Ao todo foram seis anos. Neste período, conheceu Ester, e acabaram se casando no dia 16 de março de 1950. Da união matrimonial nasceram três filhos: Holney, Holny e Holnyse.

Por necessidade de continuação dos estudos, foi para o CAB e em 1953 se formou em teologia.

Introduziu seu ministério no distrito cuja sede era na Igreja de Olaria, RJ. Posteriormente, foi transferido para a Igreja de Botafogo. Em seguida, assumiu o distrito de Itapujá, MG.

Em 1960, decidiu dar continuidade aos estudos nos EUA. Por três anos, trabalhou no Hospital Adventista de Washington. Nesse ínterim, estudou um pouco no Columbia Union College. Em seguida, ingressou na Andrews University. Em 1966, concluiu p Master of Divinity.

Em 1967 recebeu chamado para lecionar na Faculdade de Teologia do ENA.

Depois de alguns anos decidiu voltar à Andrews e fazer o Doutorado, integrando uma turma de 12 alunos de diferentes partes do mundo, no primeiro Doutorado da Andrews. Sendo assim, no dia 18 dezembro de 1974, foi o primeiro brasileiro a completar o Doutorado na Andrews University.

Em 1980, depois de uma estada no ITA, foi chamado para o IAE (atual UNASP-SP). Lá, contribuiu para a reorganização da Faculdade de Teologia, a implantação do Mestrado, com a vinda de vários professores da Andrews.

No momento, é Presidente da Associação dos jubilados Adventistas de São Paulo (AJASP).

BIBLIOGRAFIA: SARLI, Tercio, Minha Vida de Pastor, Certeza Editorial, Campinas SP. 2011.


Nota DDP: Sem querer se utilizar do "argumento da autoridade" compare os serviços do Pr. Horne à obra do Senhor nesta terra com o de algumas pessoas que resolveram criticá-lo...

"Francisco o implacável"


terça-feira, 4 de março de 2014

A geração de adventistas mais despreparada da história


Os ateus estão mais inteligentes? Não necessariamente. Os cristãos, em geral, ignoram o que creem? Completamente! E os adventistas em relação aos demais cristãos? São como gorilas do fim da fila, seguem o macho alfa.

Olhe para a cultura em geral: as pessoas fazem perguntas, há uma demanda espiritual, uma admissão à possibilidade de que as velhas respostas da tradição pudessem estar certas. E tradições não faltam, montando barraquinhas na feira-pública da contemporaneidade. Entretanto, nós adventistas não estamos preparados para nos mostrar nesse espaço. Talvez haja demasiada incerteza do produto que temos em mãos e de suas garantias. E, afinal, as barracas vizinhas gritam suas ofertas com tanta convicção!...

Como entender o drama? Um exemplo útil: os professores ufanistas acham bom os adolescentes lerem qualquer lixo, porque, oras, o importante é que leiam. Uma hora passaram de Rick Riordan para Machado de Assis. É tão ingênuo como achar que não há problemas em consumir batata frita, porque uma hora, por comê-las, alguém logo passará a se preocupar com uma alimentação realmente nutritiva! Esse tipo de otimismo que se agarra esperançoso no “menos-mal” acompanha os adventistas.

Achamos fantástico ver igrejas lotadas por programas de evangelismo dinâmicos. O importante é ver decisões sendo tomadas. Mudança de vida? Deixe para depois! Pelo menos, a pessoa entregou o coração a Jesus – como se o batismo fosse o passo que levasse a uma posterior renúncia de práticas mundanas. Não é. O batismo é, em si, uma declaração radical de renúncia: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo”, assinalou Ellen G. White. [1]

Todavia, estamos felizes! Gente com dificuldade de responder desafios intelectuais, de suportar tensões familiares e ser fiel? Menos-mal! Promovemos grandes eventos e a assistência corresponde em massa, sucesso! Porém, as dificuldades com respeito à vivência da fé confirmam a falta de embasamento de pessoas sinceras, falha no processo de discipulado (palavra ressurreta entre nós, mas que ainda precisa ser mais bem estudada). Quando se veem confrontados em sua fé, muitos sucumbem. Ensinaram-lhe que Jesus ama e salva (eterna e maravilhosa verdade); só esqueceram de instruir a raciocinar com base bíblica (a condição necessária para se manter na verdade). Salvação está condicionada à contínua tensão em lutar contra a tentação e obedecer a Deus. [2]

O adventista de décadas atrás levava certa vantagem: alguém lhe fazia decorar uma série de textos bíblicos e ele os repetia com toda convicção, sem perceber que muitos poderiam estar fora de contexto. Já os adventistas da geração atual, mencionam o que creem, sem saber por que creem exatamente – e ainda estranham quando ouvem o restante da história que ninguém lhes contou, aquelas verdades mais inconvenientes que deixaram de ser ditas nos púlpitos para não lembrar o pecador que ele é ... pecador!

Assim, heresias e ceticismo crescem como capim no terreno baldio que é a intelectualidade adventista. A mensagem mediada pelas pregações populares que chega confortável ao coração fica por aquela área mesmo, sem se dar ao trabalho de subir ao cérebro (ironicamente, quando a Bíblia fala de coração, refere-se ao centro da vontade, à mente como um todo, razão e emoção).

Quando o povo for instruído a amar a Bíblia e a gastar horas estudando-a, com a mesma paixão com que vai assistir programações que não passam de pura oba-oba gospel, aí as respostas vão surgir. Quando estudar a Bíblia deixar de ser um plano de escritório para ser algo transmitido olho a olho, o Espírito do Senhor falará ao remanescente.

O mais estranho? Deus nunca deixou de se interessar, com amor vívido e constante, por esse povo medíocre que estamos nos tornando! Mesmo quando nos falta o senso de autocrítica – e reagimos com frases de Facebook "não devemos julgar"; "cada um tem a sua opinião" –, Deus trabalha para nos despertar para as coisas essenciais, as quais estavam há muito sepultadas em glamorosos álbuns de fotos dos avós.

Acima de tudo isso, a Verdade imperará. Mas um alerta: somente para aqueles que a buscarem com esforço e coragem, amando o Senhor de “todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22:37). Agora, é com você.

Fonte - Questão de Confiança

[1] A citação completa diz: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei. Obedeceram ao preceito que diz: ‘Saí do meio deles, apartai-vos... e não toqueis nada imundo.’ Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: ‘E Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.’ 2 Coríntios 6:17, 18.’” Ellen G. White, Testemunhos Selectos, vol. 2, 389. Também aparece em Idem, Evangelismo, 307.

[2] “Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.” Idem, Conselho sobre Regime Alimentar, 23.

"Estamos à beira de um desastre"

O novo primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, declarou neste domingo (2) que o país está "à beira de um desastre" após a "declaração de guerra" feita pela Rússia --numa referência à intervenção militar dos russos na região autônoma da Crimeia.

"É o alerta vermelho. Não é uma ameaça, é, na verdade, uma declaração de guerra ao meu país", disse o premiê.

"Nós pedimos para que o presidente Putin retire suas forças armadas e cumpra suas obrigações internacionais, assim como os acordos bilaterais e multilaterais entre a Rússia e a Ucrânia", acrescentou.

"A Rússia não tinha qualquer razão para invadir a Ucrânia e nós acreditamos que nossos parceiros, assim como toda a comunidade internacional, apoiarão a manutenção da integralidade do território ucraniano, e farão o possível para impedir este conflito militar provocado pela Rússia", afirmou.

Um comboio de centenas de tropas russas partiu hoje em direção a capital da região da Ucrânia Crimeia, um dia depois que as forças da Rússia assumiram a península estratégica do Mar Negro sem disparar um tiro.

Também hoje, a Ucrânia informou que mobilizou soldados reservistas e ordenou que comandantes militares colocassem unidades de combate em estado de alerta contra uma intervenção militar russa na Crimeia.
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Fonte - UOL

Terremoto de magnitude 6,4 atinge costa da Nicarágua

Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a Nicarágua neste domingo, conforme relatos do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O epicentro aconteceu a 70 quilômetros de profundidade, próximo à costa do país - a cidade de Jiquilillo fica a apenas 23 quilômetros do foco do tremor. Ainda não há informações sobre dados e feridos.

O sismo foi registrado às 6h37 locais (mesmo fuso horário de Brasília) e não gerou alerta de tsunami. Manágua, a capital da Nicarágua, fica distante 160 quilômetros do epicentro do terremoto.

domingo, 2 de março de 2014

Papa Francisco: o nosso modelo de “catolicismo evangélico”

O papa Francisco é um “católico evangélico”? Primeiro, temos que definir os termos: "evangélico", em seu sentido mais simples, se refere à "boa nova", que é o significado da palavra grega “evangelos”. Os autores dos evangelhos são chamados de "evangelistas" porque registraram por escrito a “boa nova”, o “evangelho”, de Jesus Cristo. O evangelho de Marcos começa explicando: "Início da boa nova de Jesus Cristo, o Filho de Deus".

No entanto, a palavra "evangélico" também é usada, hoje, para se referir aos protestantes que defendem uma compreensão conservadora (e às vezes anticatólica) da fé cristã. Os protestantes evangélicos são conhecidos pela devoção simples a Jesus Cristo, pelo zelo na difusão do evangelho e pela alegria em comunicar a mensagem básica do cristianismo ao mundo.

O papa Francisco é um católico evangélico. Sua amizade com o bispo Tony Palmer é uma indicação de zelo evangélico do papa e do seu interesse e aceitação dos cristãos evangélicos. O bispo inglês Tony Palmer pertence à Comunhão das Igrejas Evangélicas Episcopais. Palmer e Bergoglio se tornaram amigos quando o inglês era missionário da sua igreja na Argentina. Recentemente, Tony Palmer foi convidado a se encontrar com seu velho amigo, agora papa Francisco. Palmer contou a sua história e apresentou uma mensagem do papa Francisco gravada em vídeo para um grupo de líderes pentecostais do Texas, nos EUA.

Em sua mensagem, o papa cumprimentou calorosamente os evangélicos americanos, reconhecendo o amor por Jesus Cristo, que compartilhamos, e a necessidade de compartilharmos a boa nova com o mundo. Francisco reafirmou as próprias credenciais como católico evangélico. O livro “Catolicismo Evangélico”, de George Weigel, oferece uma boa descrição desse modo de viver a fé. Simplificando: o catolicismo evangélico une as riquezas de dois mil anos de religião católica com o zelo missionário básico, a mensagem simples do evangelho e o ministério social ativo dos evangélicos.

O catolicismo evangélico é "mais cristianismo", não apenas "mero cristianismo". Ele reúne as belezas do culto católico tradicional com uma compreensão histórica da fé. Ele se enraíza na erudição bíblica animada por uma mensagem social relevante e pelo ministério ativo na comunidade.

O bispo Tony Palmer declarou, em seu discurso aos líderes evangélicos do Texas, que ele "queria tudo": ele queria afirmar a plenitude da fé católica, mas também o zelo ardente dos carismáticos, os sonoros entendimentos bíblicos dos "crentes na bíblia" e o amor dos evangélicos pelo compartilhamento do evangelho. E perguntou aos pentecostais reunidos: "Vocês não querem Jesus mais ainda? Você não querem tudo?".

Eu entendo Tony Palmer porque vivi a mesma jornada. Criado em um lar evangélico norte-americano, eu procurei a Igreja histórica e me tornei anglicano. Este passo me aproximou do catolicismo e acabei recebido na plena comunhão da Igreja católica. Ao trilhar essa estrada, eu afirmei toda a plenitude da fé na Igreja católica e todas as coisas boas das tradições evangélica e anglicana ao mesmo tempo. Eu não neguei as coisas boas da minha experiência evangélica e anglicana, mas, ao me tornar católico, afirmei mais ainda.

O catolicismo evangélico reúne três grandes correntes da vida contemporânea da Igreja: a bíblica, a carismática e a litúrgica. Elas podem ser vistas como representantes da mente, do espírito e do corpo. No catolicismo evangélico, as atividades intelectuais da teologia e da erudição bíblica são equilibradas com a fervorosa devoção e espiritualidade dos carismáticos. Estas duas dimensões são equilibradas e levadas a um nível mais profundo da experiência humana pela estabilidade da liturgia. Da mesma forma, a liturgia é aprofundada pela pregação forte, sonora e animada pela oração e pela adoração no Espírito.

Essas três vertentes da nossa experiência cristã são vitalmente necessárias se queremos viver a plenitude da fé cristã. Nossa cabeça, nosso coração e nosso corpo precisam estar engajados com a nossa fé. Temos que pensar, sentir e agir no mundo para ser plenamente vivos em Cristo.

As três características são visíveis no ministério do papa Francisco. Sua vida está enraizada na liturgia e na oração da Igreja, mas também se fundamenta na teologia e na escritura sagrada. E essas duas dimensões são vividas em seu ministério público vibrante, que proclama um evangelho radical e vive a mensagem da boa nova do amor de Deus em um mundo às escuras e profundamente necessitado.

Fonte - Aletéia

Nota DDP: As "três dimensões" citadas no artigo lembram de "três manifestações" engajadas com "três atores" denunciados em Apocalipse 16.

sábado, 1 de março de 2014

"Vídeo papal cumpre a profecia"

Papa Francisco, Bispo Tony Palmer diz que não existem mais protestantes e que todo cristão é católico. Que podemos colocar de lado nossas diferenças e sermos um.


"O romanismo é hoje olhado pelos protestantes com muito maior favor do que anos atrás. Nos países em que o catolicismo não está na ascendência, e os romanistas adotam uma política conciliatória a fim de a conseguir, há crescente indiferença com relação às doutrinas que separam as igrejas reformadas da hierarquia papal; ganha terreno a opinião de que, em última análise, não diferimos tão grandemente em pontos vitais como se supunha, e de que pequenas concessões de nossa parte nos levarão a melhor entendimento com Roma. Houve tempo em que os protestantes davam alto valor à liberdade de consciência a tão elevado preço comprada. Ensinavam os filhos a aborrecer o papado, e sustentavam que buscar harmonia com Roma seria deslealdade para com Deus. Mas quão diferentes são os sentimentos hoje expressos!" (GC, 563)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Judeus, muçulmanos e cristãos se unem pela paz no Oriente Médio

Grupo de 45 pessoas passará pela Palestina, Israel, Jordânia e Roma mostrando que é possível viverem juntos sem guerras

Representantes argentinos das três maiores religiões monoteístas do mundo se uniram e foram até o Oriente Médio mostrar que é possível conviver pacificamente.

A delegação formada por 15 judeus, 15 muçulmanos e 15 cristãos deixou a Argentina e chegou nesta quinta-feira (19) na Palestina para mostrar o modelo de respeito e convivência pacífica entre as religiões.

O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala, recebeu a delegação e destacou a presença das três religiões em seu território. “Palestina é a terra das três religiões: cristianismo, judaísmo e islã. E, para mim, a religião é tolerância”.

Ele também citou a paz dizendo que o acordo com Israel é o destino das nações. “Somos vizinhos, temos que viver juntos um ao lado do outro em paz e harmonia”, completou Hamdala.

Em entrevista à agência EFE Claudio Epelman, diretor-executivo do ‘Congreso Judío Latinoamericano’, explicou que além da Palestina a delegação, organizada por ele, ainda passará por Israel, Jordânia e Roma. “Em vez de chamar atenção para o conflito do Oriente Médio, queremos mostrar que cristãos, muçulmanos e judeus podem viver juntos”, disse.

As reuniões com os líderes de cada estado já estão marcadas. Em Israel eles serão recebidos pelo presidente Shimon Peres, na Jordânia por um membro da dinastia hachemita, pois o Rei Abdullah II não poderá recebê-los e em Roma serão recebidos pelo próprio Papa Francisco no dia 27 deste mês.

O líder católico, que é natural da Argentina, é considerado como um grande exemplo para os líderes religiosos. Epelman chegou a dizer que Francisco teve “um papel muito significativo como arcebispo de Buenos Aires” ao criar um diálogo entre as religiões.

“O motivo da viagem não é apenas estar na terra palestina, mas também mostrar uma realidade que existe em uma parte do mundo, onde o diálogo religioso é uma construção”, disse Omar Ahmed Abboud, co-fundador e presidente do Instituto do Diálogo inter-religioso da Argentina.

Quem também faz parte dessa delegação é o rabino Sergio Bergman, deputado por Buenos Aires, que acredita na mensagem de coexistência entre as três religiões.

Fonte - Gospel Mais

Papa Francisco afirma que Deus vai concluir o milagre “de unificação das Igrejas cristãs”

Em uma mensagem gravada para uma comunidade pentecostal norte americana, o papa Francisco falou sobre a unidade dos cristãos, e afirmou sua vontade de que os cristãos ultrapassem as suas diferenças de modo a se tornar uma única comunidade religiosa.

O vídeo foi gravado de forma amadora, e foi dirigida a um encontro pentecostal nos Estados Unidos, realizado pela igreja dirigida pelo pastor Kenneth Copeland. Durante os cerca de cinco minutos da mensagem, o líder católico falou sobre sua fé de que Deus conclua bem o “processo de unificação das Igrejas cristãs”.

De acordo com o papa Francisco, as divisões entre os cristãos são fruto de um legado de pecado que é comum a todos e recorre à história de José, filho de Jacó, que foi vendido pelos seus irmãos como escravo, e acabou trabalhando para o Faraó, no Egito.

- Eles tinham dinheiro, mas não podiam comer o dinheiro. Foram ao Egito comprar comida, mas encontraram mais que comida, encontraram o irmão. Nós também temos dinheiro, o dinheiro da cultura, o dinheiro da nossa história, tantas riquezas culturais, riquezas religiosas, e temos diversas tradições. Mas temos de nos encontrar como irmãos. Temos de chorar juntos, como fez José. Estas lágrimas unir-nos-ão, as lágrimas do amor – afirmou o papa.

Citando o famoso autor italiano, Manzoni, o papa afirmou que a obra de unidade das igrejas cristãs está nas mãos do Senhor e que aos cristãos resta colaborar e confiar.

- Nunca vi Deus iniciar um milagre que não concluísse bem – afirmou.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ucrânia: Da batalha à guerra de Kiev

Regressaram os confrontos à Praça da Independência, em Kiev, na Ucrânia. Os radicais tentaram tomar o controlo da situação e obrigaram as forças antimotim, que cercavam esta histórica praça, a recuarem.

Um grupo de opositores, usando armas artesanais e escudos improvisados, carregou sobre a polícia e recuperou o controlo do local. O Kiev Post diz que há entre 15 a 50 polícias capturados pelos opositores do regime.

O número de mortos continua a subir. Um fotógrafo da Reuters afirma ter visto 15 civis mortos, esta manhã. A agência francesa, France Press, forneceu um balanço de 25 vítimas mortais, mas o jornal ucraniano, Kiyv Post, referiu já pelo menos 35 mortos.

Uma fonte da presidência dizia ao final da manhã que várias dezenas de pessoas tinham já sido mortas, entre as quais numerosos polícias, sem avançar números.

Esta discrepância de informações dá uma ideia do caos e da situação dramática que se vive na capital ucraniana e pode ser o reflexo daquilo que muito se tem temido: o ponto de viragem em que a batalha de Kiev se esteja a transformar em guerra civil.

A diplomacia tenta um último esforço para evitar o pior. A delegação dos três ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia conseguiu, apesar de tudo, encontrar-se com o presidente Viktor Ianukovich e com os líderes da oposição.

O fim dos encontros é aguardado com grande espetativa mas com otimismo moderado.

Fonte - Euronews

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Trabalho aos domingos

O repouso aos domingos é um preceito de direito divino

São Paulo, 14 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Edson Sampel | 224 visitas

De uns tempos para cá, é comum a abertura do comércio aos domingos nas grandes cidades do país. Na verdade, cada município legisla sobre este tema, podendo ou não autorizar o funcionamento das lojas.

Em São Paulo, boa parte do comércio abre aos domingos. Este procedimento já vem sendo observado há alguns anos, ininterruptamente. Principalmente os shopping centers ficam abarrotados nesses dias. A coisa piora quando se está próximo de uma data comemorativa, como Natal, dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados etc.

O bem-aventurado João Paulo II e o papa emérito, Bento XVI, alertaram os católicos a propósito da necessidade de guardar o domingo. Na memorável encíclica Dies Domini, João Paulo II afirma que o domingo (palavra que quer dizer “dia do Senhor”) deve ser dedicado ao culto a Deus, através da participação na missa e também em atividades caritativas, como, por exemplo, visitar um doente, uma família necessitada. Além disso, explica o sumo pontífice, o domingo tem de ser reservado ao legítimo repouso e à recuperação das forças vitais. A doutrina de João Paulo II decerto se baseia no terceiro mandamento do Decálogo: guardar domingos e festas. Bento XVI ratificou este ensinamento, enfocando rapidamente o problema na exortação apostólica Sacramentum Caritatis, na qual assevera a urgência de se resgatar o verdadeiro sentido do domingo para o cristão-católico.

O argumento de que o desemprego exige o trabalho aos domingos é deveras falacioso. Não creio que haja mais postos de trabalho em razão dessa conduta. São os mesmos empregados da semana que se revezam aos domingos.

A guarda do domingo, que consiste principalmente em não trabalhar nesse dia, é um dever de direito divino, e não simplesmente canônico ou humano. “É particularmente urgente no nosso tempo lembrar que o dia do Senhor é também o dia de repouso do trabalho”, ensina Bento XVI ( Sacramentum Caritatis, n.º74).

O domingo é o primeiro dia da semana. Viver intensa e cristãmente o preceito dominical é encarar o resto da semana “segundo o domingo”, para usar uma expressão de santo Inácio de Antioquia (iuxta dominicam viventes), ou seja, os outros dias não serão mais fardo pesado, fastio, mas se transformarão em dádivas divinas, incentivo para a prática do evangelho e nosso coração estará preenchido de alegria imensa.

Fonte - Zenit

Degelo do Ártico abre caminho a perigosa migração microbiana

Cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos

O acelerado degelo do Ártico, em consequência do aquecimento global, abre caminho a inéditos movimentos migratórios de agentes patogênicos, que representam um risco para os mamíferos marinhos e, potencialmente também, para os seres humanos, alertaram os cientistas.

"Com as mudanças climáticas, percebemos que existe uma possibilidade sem precedentes de que os agentes patogênicos migrem para novos ambientes e causem doenças", disse Michael Grigg, parasitólogo do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

"O gelo é uma enorme barreira ecológica para os patógenos, que ao aumentar as temperaturas no Ártico conseguem sobreviver e acessar novos anfitriões vulneráveis que não desenvolveram imunidade contra estes micróbios e parasitas por não ter ficado expostos anteriormente", disse nesta quinta-feira, durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), celebrada em Chicago entre 13 e 17 de fevereiro.

Uma nova cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu recentemente, causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos ameaçados no Ártico, como leões marinhos, morsas, ursos polares e ursos pardos no Alasca e até no sul da província canadense da Columbia Britânica.

Outro parasita que está comumente nos gatos, chamado "Toxoplasma gondii", foi encontrado em baleias brancas (belugas) em águas do Ártico, algo nunca visto, disse o cientista.

A descoberta, há alguns anos, provocou um alerta sanitário nas populações de esquimós que tradicionalmente comem a carne destas baleias, acrescentou.

"Trata-se de um novo patógeno endêmico no Ártico que matou 406 focas cinzas em bom estado físico no Atlântico Norte em 2012", disse Grigg, indicando que este parasita é inofensivo para os humanos.

Este é o primeiro exemplo de um parasita que migra do norte para o sul, segundo o especialista, que fez uma comparação com a peste negra na Europa da Idade Média, que matou um terço da população que nunca tinha estado exposta ao patógeno.

A toxoplasmose, a infecção causada pelo "Toxoplasma gondii" é a principal causa de cegueira infecciosa em humanos e pode ser fatal para o feto, assim como para as pessoas e animais com um sistema imunológico debilitado.

Este parasita é transmitida principalmente pelo consumo de carne mal cozida ou de água que esteve em contato com solos contaminados com fezes de gato.

"Os mamíferos marinhos podem ser bons sentinelas do ecossistema no Ártico", afirmou Sue Moore, bióloga oceanógrafa da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), na conferência da AAAS.

"Estes animais emitem sinais do que está acontecendo e temos que melhorar a nossa interpretação", disse, destacando que o Ártico perdeu cerca de 75% de seu gelo permanente nos últimos anos.

"Sabemos muito pouco sobre a capacidade das plantas, animais e humanos para responder ao ritmo incrivelmente rápido do aquecimento global", disse Christopher Field, professor de biologia da Universidade de Stanford (Califórnia, oeste).

Segundo o especialista, a velocidade desse ritmo é incomensurável com relação à da maior mudança climática precedente, o esfriamento do planeta registrado há mais de 50 milhões de anos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O papa da moda

Francisco é o equivalente a um artista que lança um sopro de vida nova em uma empresa que está ruindo, diz colunista do 'NYT'

O Papa João Paulo II foi muitas vezes chamado de uma estrela do rock, mas é o Papa Francisco que acaba de sair na capa da Rolling Stone, como se ele fosse Jagger, Springsteen ou Spears. Para Frank Bruni, articulista do New York Times, o papa está mais “in” do que nunca, e a Igreja, voltando a ter espaço, principalmente entre as gerações mais jovens.

Recentemente, o papa ganhou de presente uma motocicleta Harley Davidson, que ele nunca dirigiu, mas autografou e vendeu em um leilão em Paris por US$ 327 mil (ela foi avaliada entre US$ 16 mil e US$ 22 mil). O dinheiro foi doado a uma instituição de caridade em Roma. Francisco também ganhou uma estátua de si mesmo em tamanho natural toda feita de chocolate. Aparentemente, o comando da Igreja passou das mãos do “Rottweiler de Deus”, como Bento XVI era conhecido, à sua sobremesa.

Bruni diz que de todas as coisas que pensou que poderiam voltar à moda, o papado nunca esteve presente. O colunista cobriu o Vaticano entre 2002 a 2004, e estava convencido de que a morte de João Paulo II era também a morte da instituição, pelo menos nos EUA e boa parte da Europa.

Mas mesmo nos recintos mais ateus do mundo ocidental parece existir empenho em dar ao novo papa o benefício da dúvida. A ONU emitiu na semana passada um relatório sobre a Igreja Católica e sacerdotes envolvidos em acusações de abuso sexual e, em nenhum momento, a cobertura jornalística colocou Francisco na berlinda. Parece haver uma noção implícita de que a confusão é anterior e tem pouco a ver com ele, o que é ridículo: ele tem sido parte da Igreja por um longo tempo, e se ele estivesse lutando pela reforma e transparência todos esses anos, nunca teria subido até o topo.

Francisco não é um renegado. Mas ele é o equivalente a um artista ou a um estrategista político que habilmente lança um sopro de vida nova em uma empresa que está ruindo. O papa está fazendo uma reforma, pedindo menos investimentos em calçados festivos e mais na lavagem dos pés de outras pessoas. Ele não está dizendo para os sacerdotes deixarem de ser padres, mas para não serem tão ríspidos e rígidos.

Ele entende que o tom supera o conteúdo. Os críticos afirmam que a Igreja não mudou seu ensinamento sobre a homossexualidade, a ordenação de mulheres, o celibato ou outra mudança significativa desde que Francisco assumiu o papado. Verdade. Mas o que as pessoas precisam perceber é a diferença entre um sorriso e um dar de ombros. Francisco não vai pedir para a Igreja abrir mão de seus dogmas, mas para respeitar outros, e isso é de extrema importância – e ineditismo. Um papa que diz “quem sou eu para julgar?”, quando tem todo esse poder na mão não se encontra todos os dias.

Fonte - Opinião e Notícia

Os EUA devem controlar a internet?

Após os vazamentos de Edward Snowden, Comissão Europeia lança plano para globalizar várias funções da internet atualmente controladas pelo governo dos EUA

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, está aumentando a pressão para reduzir a influência dos EUA sobre a Internet após a descoberta de que o governo americano monitora o tráfego de informações na rede secretamente.

A Comissão irá propor nesta quarta-feira, 12, a adoção de “medidas concretas e factíveis” para globalizar algumas funções essenciais da internet, incluindo a atribuição dos chamados nomes de domínio de nível superior, como “.com” ou “.org “, que permanecem contratualmente ligados ao governo dos EUA, de acordo com um projeto de lei obtido pelo Wall Street Journal.

O órgão europeu deve propor também uma agenda para a internacionalização plena da ICANN, a Corporação da Internet para Nomes e Números, que supervisiona aspectos-chave da infraestrutura da internet, para garantir que todo o tráfego virtual seja direcionado para seu legítimo destinatário, diz a proposta.

“Atividades de vigilância e inteligência de larga escala … levaram a uma perda de confiança na Internet e seu atual sistema de governança”, afirma o documento.

A proposta europeia posiciona o bloco como um mediador importante nas próximas negociações sobre as normas técnicas que regem a internet, preenchendo uma lacuna entre os EUA e países como Rússia e China, que têm pressionado por mais controle de governos sobre a Web.

A proposta também alinha o bloco europeu com o Brasil, que adotou um tom particularmente estridente sobre a governança da internet após reportagens alegando que os EUA espionaram a presidente Dilma Rousseff terem enervado autoridades e cidadãos brasileiros. O Brasil pediu na ONU mais controle internacional sobre a internet e vai hospedar uma conferência importante sobre o futuro da rede em abril.

Fonte - Opinião e Notícia

Com Francisco, para promover diálogo e paz contra as violências e extremismos

O embaixador iraniano junto da Santa Sé, no aniversário da Revolução do 79, recorda a necessidade de uma "diplomacia religiosa" e deseja um encontro entre o Papa e o presidente Hassan Rouhani
Roma, 11 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Federico Cenci | 110 visitas

Hoje, no dia do 35 º aniversário da Revolução que levou o Irã a transformar-se de uma monarquia na República Islâmica, o embaixador iraniano junto da Santa Sé, Mohammad Taher Rabbani, encontrou-se com a imprensa italiana para discutir as relações com o Vaticano e outras questões de instante atualidade.

Na breve apresentação do seu país, o embaixador lembrou que durante estes 35 anos o povo iraniano têm demonstrado grande maturidade democrática constantemente indo às urnas: "caso único em todo o Golfo Pérsico". Último testemunho a este respeito foram as eleições presidenciais, que em maio passado levaram ao governo Hassan Rouhani. O rumo tomado pelo novo líder está na linha de um desenvolvimento das relações diplomáticas com os países estrangeiros. Especialmente, com a Santa Sé, o objetivo que se propõe é o de "trabalhar nos campos de interesse comum". Um deles é a resolução da crise da Síria. A este respeito, o embaixador confirmou que a Santa Sé é “um ótimo interlocutor para o Irã”.

"Grande atenção", disse o embaixador, "o povo e os intelectuais iranianos estão tendo com relação ao Papa Francisco, por causa da sensibilidade mostrada pelo Santo Padre pelos indigentes e pelo seu forte sentido de justiça”. Por isso no Irã se alimenta uma grande confiança com relação ao Papa Francisco, “uma personalidade cheia de moralidade e modéstia”, o definiu o embaixador Rabbani. Papa Bergoglio “procura no seu caminho e no seu magistério dar justiça e combater a discriminação entre os povos, substituindo a liberdade e o bem-estar pelo autoritarismo; a paz ,o desenvolvimento e o progresso à guerra e ao derramamento de sangue; a tolerância à violência. Tudo isso em nome do bem-estar do mundo e no respeito pela dignidade humana".

"Em cerca de um ano da minha missão junto da Santa Sé - continuou -, tendo tido a oportunidade de conhecer de perto o Papa Francisco, posso dizer que ele representa um precioso patrimônio de conhecimento e de ciência religiosa no mundo contemporâneo”. O embaixador afirmou portanto que cotidianamente reza pelo Papa Francisco, “para que Deus lhe conceda saúde e longa vida”. O seu desejo, além do mais, é que “em um circunstância favorável se possa programar um encontro entre o Santo Padre o presidente iraniano Hassan Rouhani”.

Além disso, no quadro de uma assim chamada "diplomacia religiosa", o Irã de Rouhani tem todo o interesse de reforçar ainda mais as relações com a Santa Sé. Os dois Estados, explicou o embaixador, “podem planejar um programa mundial contra a violência e o extremismo, a fim de fazer prevalecer o diálogo e a paz”. A “diplomacia religiosa”, esclareceu em seguida, “se inspira nos ensinamentos das religiões monoteístas para ter sempre aberto o canal da esperança”. O mundo contemporâneo, que, na opinião do embaixador está passando por "condições muito críticas”, tem necessidade deste tipo de diplomacia. O embaixador recordou que uma demonstração prática deste modus operandi a nível diplomático “houve no passado mês de novembro, quando se chegou ao acordo entre o Irã e os Países do grupo 5+1”. Em um arco mais longo, com a boa vontade", outros resultados nesse sentido poderão ocorrer, graças ao apoio divino”.

Falando sobre a situação dos cristãos na República Islâmica do Irã, o embaixador disse que "com base nos artigos 12 e 13 da Constituição iraniana, todas as minorias religiosas têm certos direitos; a liberdade de culto nos edifícios religiosos, a liberdade de associação, a possibilidade de ser julgados de acordo com as suas normas religiosas”. O embaixador lembrou que no Irã há cinco arcebispos e que os cristãos têm dois representantes (um da Igreja caldéia e outro da comunidade Armênia) dentro do Parlamento iraniano.

Por fim, o embaixador explicou que neste momento no Irã está se construindo a Carta de cidadania, “que Rouhani falou em campanha eleitoral, na qual se consagram de modo claro os direitos de todas as minorias”.

Eventos Finais #1

VI então o terceiro anjo. (Apoc. 14:9-11.) Disse meu anjo acompanhante: "Terrível é sua obra. Tremenda sua missão. Ele é o anjo que deve separar o trigo do joio, e selar, ou atar, o trigo para o celeiro celestial. Essas coisas devem absorver toda a mente, a atenção toda."
Primeiros Escritos, pág. 118 - EF, 14

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"Eventos Finais" - Pr. Samuel Ramos

Papa Francisco retoma controle da Igreja em todas as frentes

Um ano depois da renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco abriu várias frentes para reformar a Igreja, imprimiu ao papado um novo estilo, mais próximo, e segue de perto o que ocorre no mundo.

A imagem do Vaticano se deteriorou muito pelos escândalos de pedofilia e por diversas polêmicas, mas isso está mudando graças à popularidade do Papa argentino, inclusive entre os que não são fiéis.

No dia 13 de março, o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, foi eleito com dois objetivos claros: reformar as estruturas da Igreja, sobretudo o governo central - a chamada Cúria romana -, e impulsionar o caráter missionário em uma época de forte secularização.

Francisco dá prioridade ao segundo ponto. "Para ele, o que realmente importa é que o Evangelho seja levado a cada pessoa, independentemente de sua situação concreta: o que se chama misericórdia, abertura incondicional", explica à AFP o padre Antonio Spadaro, diretor da revista jesuíta Civilta Cattolica.

A revolução levada adiante por ele é, sobretudo, de gestos. Lavando os pés de presos muçulmanos, beijando pessoas com deficiência física, afirmando que não é ninguém para julgar os homossexuais, o Papa comoveu a opinião pública. E também voltou suas críticas aos clérigos "carreiristas" ou "mundanos".

Telefona, escreve, usa o Twitter

Francisco não permanece passivo diante dos acontecimentos no mundo. Diante de uma inundação, um drama familiar ou uma catástrofe, telefona, quando não escreve ou tuíta. O Papa, com sua espontaneidade, é um grande comunicador, e foi designado "homem do ano" por várias revistas.

Faz isso sem se esquecer de seu objetivo mais importante: reformar a Igreja. Em um primeiro momento mostrou-se prudente e não fez grandes mudanças no organograma de seu antecessor. Mas quando se sentiu mais seguro começaram a chegar as nomeações e as destituições com a intenção de afastar os responsáveis por intrigas e os corruptos.

Em sua residência de Santa Marta realiza reuniões, nomeia comissões para refletir sobre a reforma do banco ou da administração vaticana e ordena auditorias. E, sobretudo, designou um "G8", um conselho consultivo de oito cardeais dos cinco continentes para assessorá-lo durante vários anos.

Francisco é um "general" jesuíta, determinado, exigente, às vezes com pouco tato. A Cúria, outrora todo-poderosa, algumas vezes se sente maltratada. É possível sentir no ar um certo desconforto.

Decide sozinho. Sua primeira eleição de novos cardeais foi muito pessoal, com preferência por "homens terrenos", às vezes desconhecidos, em detrimento dos príncipes da Cúria.

Uma de suas metas para a Igreja do futuro é a aplicação dos princípios de colegialidade, que se baseia na consulta regular dos bispos, e da subsidiariedade, que faz com que não seja necessário que tudo chegue a Roma.

Mas manteve intacta a doutrina nos temas quentes, como o aborto, a eutanásia, o casamento entre homossexuais ou as mudanças bioéticas. Este Papa, que não pode ser classificado de progressista ou de conservador, também se opõe à ordenação de mulheres.

Para Francisco, a família é o ponto central de sua ação e por isso convocou um consistório para fevereiro e dois sínodos. Parece consciente da necessidade de fornecer respostas a realidades concretas dos cristãos, como os divorciados, as mães solteiras e os homossexuais.

Seu compromisso em nível social e humanitário é impressionante. Seu lema é "uma Igreja pobre e para os pobres" e, em nome dela, trava uma guerra contra o gasto excessivo de dinheiro, o tráfico e a exploração. Denuncia a "cultura do desperdício" que marginaliza os imigrantes clandestinos, os idosos e os mais frágeis.

Também não fica calado quando se trata de política externa. "Seu discurso contra uma intervenção estrangeira na Síria significou o retorno" da Santa Sé ao cenário internacional, afirmou à AFP um embaixador da Ásia.

Fonte - UOL
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