quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A Doutrina Social Católica é discriminatória ou impraticável


Estamos vivendo no limiar de um novo mundo. Jesus Cristo, em breve, voltará a essa Terra para acabar com o mal e levar os salvos para o Céu (Jo 14:1-3). Antes disso, porém, o mundo passará por uma grande crise (Apo 13:11-17), envolvendo a batalha entre o descanso do sétimo dia (prescrito nas Escrituras) e o descanso dominical (baseado na tradição dos homens).

O cardeal católico Renato Martino, presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, apelou aos políticos do mundo inteiro para lerem o Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Talvez, o principal ponto do Compêndio para o qual o cardeal desejava chamar a atenção de todos os políticos, é o de número 286: "As autoridades públicas têm o dever de vigiar para que não se subtraia aos cidadãos, por motivos de produtividade econômica, o tempo destinado ao repouso e ao culto divino... Os cristãos devem envidar esforços, no respeito à liberdade religiosa e ao bem comum de todos, para que as leis reconheçam os domingos e os dias de festa da Igreja como feriados."

Esse tipo de apelo vindo da liderança católica tem se tornado freqüente nos últimos anos. A mudança da guarda do sábado para o descanso dominical foi ratificada pela Igreja sem a autorização das Escrituras, a partir do segundo século. "Mas, estranho como possa parecer, nenhum autor do segundo e terceiro séculos jamais citou um único texto bíblico como prova da autorização de se observar o domingo em lugar do sábado. Nem Barnabé, nem Inácio, nem Justino, nem Irineu, nem Tertuliano, nem Clemente de Roma, nem Clemente de Alexandria, nem Orígenes, nem Cipriano, nem Vitorino, nem qualquer outro autor que tenha vivido próximo ao período em que Jesus vivera, conhecia qualquer instrução a esse respeito, deixada por Jesus ou por qualquer texto bíblico." (C. Mervyn Maxwell, God Cares, vol. 1, p. 131).

Ao mesmo tempo em que o Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica procura pressionar os políticos para adotarem uma legislação civil a favor do descanso dominical, também enfatiza outros pontos que, pela universalidade de seu conteúdo, podem muito bem ser invocados pelos próprios guardadores do sábado, opção esta que, caso lhes seja negada, tornaria a Doutrina Social da Igreja Católica extremamente discriminatória:

399 "O cidadão não está obrigado em consciência a seguir as prescrições das autoridades civis se forem contrárias às exigências da ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho... Além de ser um dever moral, esta recusa é também um direito humano basilar que, precisamente porque tal, a própria lei civil deve reconhecer e proteger: ‘Quem recorre à objeção de consciência deve ser salvaguardado não apenas de sanções penais, mas ainda de qualquer dano no plano legal, disciplinar, econômico e profissional’. É um grave dever de consciência não prestar colaboração, nem mesmo formal, àquelas práticas que, embora admitidas pela legislação civil, contrastam com a lei de Deus."

421 "A dignidade da pessoa e a mesma natureza da busca de Deus exigem que todos os homens gozem de imunidade de toda coação no campo religioso. A sociedade e o Estado não devem forçar uma pessoa a agir contra a sua consciência, nem impedi-la de proceder de acordo com ela."

506 "As tentativas de eliminação de inteiros grupos nacionais, étnicos, religiosos ou lingüísticos são delitos contra Deus e contra a própria humanidade e os responsáveis de tais crimes devem ser chamados a responder diante da justiça... A Comunidade Internacional no seu conjunto tem a obrigação moral de intervir em favor destes grupos, cuja própria sobrevivência é ameaçada ou daqueles que os direitos fundamentais são maciçamente violados."

Só gostaria de saber com que cara os líderes católicos defenderiam uma Lei Dominical quase universal caso os guardadores do sábado invocassem esses mesmos conceitos defendidos pela Doutrina Social Católica! É só esperar para ver...

"Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal." (Is 56:2).

Impressão digital vai substituir o cartão de crédito no Japão

Imagem: Fujitsu

Os japoneses estão dispostos a jogar fora seus cartões de crédito, carteiras e senhas: em breve poderão fazer suas compras com uma simples impressão digital, graças à próspera tecnologia biométrica.

A partir de setembro, cerca de 200 funcionários do grupo japonês Hitachi vão colocar à prova um novo sistema em que já não são mais necessários os cartões de crédito, cédulas ou cheques. O novo método conta com a colaboração de várias lojas e da financeira JCB.

No caixa, os funcionários vão especificar que desejam pagar através de sua conta JCB e, com isso, devem passar o dedo sobre um leitor que captará a imagem do sistema vascular através de um raio luminoso direto.

Segundo a Hitachi, como a estrutura dos vasos capilares do dedo é única e não se modifica com o tempo, é impossível reproduzi-la artificialmente.

Os dados biométricos do comprador, transmitidos por via informática, serão comparados no ato com o registro da JCB e as referências bancárias do cliente. Assim como uma compra normal paga com cartão de crédito, o valor será automaticamente descontado ao final do mês da conta corrente.

No caso de a impressão digital não corresponder aos dados da entidade, a transação não poderá ser feita.

"É rápido, prático e seguro", resume Hitachi.

A experiência feita com os funcionários da Hitachi, a primeira do tipo no Japão, tem como objetivo elaborar um modelo técnico e econômico viável antes do lançamento comercial do sistema nos próximos meses.

A biometria já é um sistema muito utilizado no Japão, em particular nas empresas e hospitais que usam a tecnologia para controlar o acesso e as conexões em rede dos seus funcionários.
Muitos bancos japoneses já começaram a usar instrumentos biométricos para identificar seus clientes que realizam operações de pagamentos ou transferências de dinheiro nos caixas automáticos.

"O uso crescente de meios de pagamento imateriais obriga aos organismos financeiros a reforçarem seus sistemas de segurança, recorrendo a técnicas de identificação de características humanas infalsificáveis", explica Hitachi.

Os bancos japoneses optaram pelo reconhecimento do sistema vascular do dedo sugerido pela Hitachi e pelo das veias das mãos proposta pela Fujitsu. Ambos os métodos são procedimentos seguros e sem contato direto, o que garante a higiene e supõe uma economia nos custos de manutenção.

O mesmo caminho seguiu, por exemplo, o restaurante "Hanamaru Udon", de Tóquio. O estabelecimento oferece desconto aos seus clientes habituais se eles concordarem em registrar seus dados biométricos. Com isso, a cobrança direta das refeições se faz pela conta bancária.
Assim, a impressão digital, a imagem das veias ou da íris se somam aos caixas eletrônicos, aos celulares e demais tecnologias, cujos usos cada vez mais comuns no Japão, não requerem contato direto do comprador com os meios tradicionais de pagamento.

Fonte - Último Segundo

Apocalipse 13:17 para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.

Momento decisivo para o tratado do clima

Imagem: Forbes Online

Por Fernanda Müller, do CarbonoBrasil

Os últimos meses de 2007 prometem ser cruciais para o futuro das ações globais em relação às mudanças climáticas. Três encontros de alto nível, do final de setembro até dezembro, poderão ser determinantes para um futuro tratado global, sucessor do Protocolo de Kyoto.

Primeiramente, um encontro de líderes convocado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deve ser realizado de 23 a 24 de setembro em Nova York. Três dias depois, um encontro entre os principais líderes de países poluidores foi anunciado pelo presidente norte-americano, George W. Bush, em Washington. Qualquer progresso em direção a um consenso mundial pode culminar em negociações mais detalhadas durante o encontro climático anual da ONU em dezembro, em Bali, Indonésia.

A ONU e alguns líderes disseram que os princípios de um futuro tratado internacional para suceder Kyoto devem ser considerados até o final deste ano, de outra forma não haveria tempo necessário para concordar detalhes e assegurar a ratificação do tratado para entrar em vigor em janeiro de 2013.

Tudo indica que o momento é favorável para a finalização de um novo acordo. Na semana passada, representantes de 100 países participaram da primeira seção da Assembléia Geral das Nações Unidas dedicada às mudanças climáticas. Ficou claro que as preocupações em relação aos impactos do aquecimento global nas próximas décadas cresceu significativamente desde o lançamento do quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima no início do ano. Mas ainda existe um certo descrédito quanto a possibilidade de um acordo mundial antes do final do mandato do Presidente Bush, em 2009.

Ban Ki-moon convocou o encontro para tentar quebrar o impasse dos últimos três anos sobre o novo tratado climático, por um lado a situação Estados Unidos e Austrália, e por outro a China, Índia e demais países em desenvolvimento, em relação aos compromisso de redução das emissões de gases do efeito estufa para as próximas décadas. Ele quer que o encontro trace o caminho para um progresso real durante o acordo de Bali.

A administração Bush se recusa a assumir metas, principalmente sem um comprometimento similar por parte dos países em desenvolvimento. China e Índia, cujas emissões estão rapidamente se equiparando as norte-americanas, alegam que os Estados Unidos e os outros países ricos devem tomar os primeiros passos.

O Presidente Bush convocou a sua própria conferência de grandes emissores, incluindo China, Índia e a União Européia. “Neste encontro procuramos um acordo sobre o processo pelo qual as principais economias, até o final de 2008, concordariam em relação a um quadro pós-2012 que poderia incluir uma meta global a longo prazo, metas e estratégias definidas nacionalmente para médio prazo, e abordagens setoriais para a melhoria da segurança energética e redução das emissões de gases do efeito estufa,” declara a carta de Bush.

Em junho, durante o encontro do G8, ele concordou em trabalhar em conjunto com a ONU para um tratado pós-2012, mas recusou a proposta para uma meta global de 50% para a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2050.

A Reuters relatou que o chefe da convenção de mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer, deu as boas vindas ao encontro convocado por Bush e disse que está interessado nos resultados.

Alguns observadores temem que Bush pressionará por medidas de promoção ao desenvolvimento de tecnologias limpas para a redução das emissões como alternativa ao estabelecimento de uma meta concreta. O Pew Center on Global Climate Change alegou que qualquer tentativa da administração Bush de continuar a pressionar uma abordagem voluntária para a redução das emissões tornará o encontro uma perda de tempo.

Traduzido do: Carbon Positive (Envolverde/Carbono Brasil)

Fonte - Envolverde

Depois da inundação, refugiados na Ásia ameaçados por epidemias


O sul asiático foi atingido pelas piores chuvas de monções das últimas décadas. O nível da água das inundações está abaixando, mas a Unicef e ONGs temem um surto de epidemias.

De acordo com o responsável pela Unicef na Índia, Marzio Babille, algumas vilas inteiras estarão à beira de uma crise sanitária, caso não sejam socorridas nos próximos dias.

A maioria das regiões atingidas está em áreas de comunidades pobres, que sofrem com precárias condições de higiene.

Mudança climática pode provocar fome em países pobres, diz FAO


As secas e inundações provocadas pelas mudanças climáticas devem reduzir a produção de alimentos e aumentar a fome nos países em desenvolvimento, disse na terça-feira a FAO, órgão da ONU para alimentação e agricultura.

Mesmo pequenas elevações das temperaturas já podem provocar um declínio das safras e aumentar o risco de fome nas baixas latitudes, especialmente em áreas tropicais com estações secas, disse Jacques Diouf, diretor-geral da FAO.

"A agricultura alimentada pelas chuvas em áreas marginais de regiões semi-áridas e sub-úmidas estão majoritariamente sob risco", disse Diouf em declaração divulgada após uma conferência na Índia.

"A Índia pode perder 125 milhões de toneladas de produção de cereais alimentada pelas chuvas -- o equivalente a 18 por cento da sua produção total", disse ele.

A mudança climática já atingiu áreas florestais e suas populações, na forma de incêndios, pestes florestais e doenças, segundo a FAO.

Fonte: Reuters

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Aqui estou meu Senhor, envia-me a mim


Isaías 6:8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.

Senhor, eu quero fazer a diferença em Tua missão...
Senhor usa-me, de uma maneira pela qual nunca fui usado antes...
Senhor usa-me, para influenciar uma criança, um adolescente, um jovem com Teu amor...
Senhor usa-me, para solucionar o problema de alguém que está aqui do meu lado...
Senhor usa-me, para aliviar a dor daquele que sofre...
Senhor usa-me, como resposta à oração de um filho Teu...
Senhor usa-me, para saciar a fome de uma filha Tua...
Senhor usa-me, para encorajar alguém que está em desespero...
Senhor usa-me, para trazer companhia aqueles que se sentem sozinhos...
Senhor usa-me, como instrumento de paz em meio à discórdia...
Senhor usa-me, para levar meus amigos para mais perto de Ti...
Senhor usa-me, usa-me, para ter uma família centrada na Tua presença...
Senhor usa-me, para ser um exemplo de companheirismo contigo...
Senhor usa-me, usa-me, para que eu sinta, que eu sinta, na minha vida o desejo de levar pessoas que pensam que são indignas, sem valor, para que elas compreendam o Teu amor por elas...
Senhor usa-me, para tocar alguma vida sem direção, em Teu nome...
Senhor usa-me, usa-me, para trazer alegria à vida de alguém que só consegue ver desistência e dor...
Usa-me Senhor, usa-me...
Usa-me, para quem sabe através dessa comunidade, mais uma pessoa possa aceitá-Lo como Senhor e Salvador...
Senhor usa-me, usa-me de acordo com a Tua vontade...
Senhor usa-me... usa-me Senhor...

Se você fizer essa prece com sinceridade, algo irá acontecer... Você nunca mais será o mesmo...
(Pr. Kléber Gonçalves)


terça-feira, 7 de agosto de 2007

Encontro sobre clima convocado por Bush alimenta dúvidas

Ter, 07 Ago, 12h20
Por Deborah Zabarenko

WASHINGTON (Reuters) - Uma cúpula sobre clima convocada pelos Estados Unidos para setembro já levanta dúvidas sobre a possibilidade de alguma medida ser tomada antes de o presidente norte-americano, George W. Bush, concluir o mandato dele, no próximo ano.

Um grande ponto de interrogação paira sobre saber o que substituirá o Protocolo de Kyoto quando esse acordo, que limita a emissão de gases do efeito estufa, deixar de vigorar, em 2012.

Os EUA nunca participaram do pacto de Kyoto, cujos custos econômicos, segundo Bush, tornavam-no "falho em sua essência".

Mas o presidente norte-americano passou, recentemente, a dar declarações sobre a necessidade de uma nova estratégia mundial para conter as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento da Terra.

Em maio, Bush anunciou planos de concluir a elaboração dessa estratégia até o final de 2008, mas especialistas logo notaram a proximidade entre a data e o final do mandato dele.
Na sexta-feira, o governo dos EUA convocou os maiores emissores de gases do efeito estufa para um encontro como parte de uma estratégia capaz de envolver os países em desenvolvimento nos esforços para cortar a emissão de poluentes. A reunião deve acontecer nos dias 27 e 28 de setembro, em Washington.

Mas, mesmo antes desse anúncio, os participantes da primeira sessão plena da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as mudanças climáticas, na semana passada, questionaram o papel desempenhado pelos EUA no debate.
"A constante desculpa oferecida pelos EUA para não participar do regime mundial de combate às mudanças climáticas, culpando a Índia e a China, não é apenas infeliz, mas muito distante da verdade", afirmou Sunita Narain, diretora do Centro para a Ciência e o Meio Ambiente da Índia.

GRANDES POLUIDORES

A China e a Índia, países em franca expansão, não possuem atualmente limites de emissão a serem observados.

Mas Narain afirmou que as emissões realizadas pelos países industrializados ao longo das décadas passadas mais do que compensavam pelas emissões cada vez maiores dos dois países asiáticos.

Como exemplo, Narain afirmou que a emissão anual de carbono per capita da China soma 3,5 toneladas. Nos EUA, essa cifra é de 20 toneladas. O dióxido de carbono integra a lista de gases capazes de prender o calor dentro da atmosfera terrestre, aquecendo o planeta.

O governo Bush passou de uma postura na qual questionava a contribuição das atividades humanas às mudanças climáticas para uma postura na qual aceita trabalhar com outros países a fim de fixar metas globais.

Os EUA, no entanto, rejeitam a imposição de limites compulsórios de emissão e querem a adoção voluntária de metas.

O encontro a ser realizado em Washington deve acontecer na mesma semana em que líderes do mundo todo se reúnem na ONU para participar, entre outros eventos, de uma sessão de um dia voltada para as mudanças climáticas (no dia 24 de setembro).

A lista dos participantes da conferência de Washington inclui Brasil, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão, China, Canadá, Índia, Coréia do Sul, México, Rússia, Austrália, Indonésia e África do Sul.

No convite, Bush diz que os EUA trabalharão com esses países na criação de um "novo regime global" capaz de permitir a assinatura, até 2009, de um acordo dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

A afirmativa da Casa Branca de que o encontro de setembro servirá de largada para um processo previsto para concluir-se em 2008 "pode dar a impressão, a outros países, de que o governo (norte-americano) está tentando gastar tempo", afirmou Annie Petsonk, do grupo Enviromental Defense.


Nota DDP:
Acompanhe o desenrolar dos fatos, comece aqui.

Planeta registra em 2007 recorde de condições climáticas extremas

Uma longa lista de países do planeta registrou desde o início do ano um número recorde das condições climáticas extremas que provocaram inundações, ondas de calor, tormentas e frio intenso, informou nesta terça-feira a agência da ONU sobre o clima.

As observações preliminares também indicaram que a temperatura global na superfície terrestre entre janeiro e abril passados alcançou um nível histórico, segundo comunicado da Organização Mundial Meteorológica (OMM).

A OMN afirmou que os termômetros poderiam ter aumentado 1,89 grau com relação a média de janeiro e 1,37 grau para abril.

Na Europa, calcula-se que as temperaturas de abril tenham superado em quatro graus, afirmou Omar Baddur, cientista da OMM.

As condições climáticas confirmaram as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que alertou para um aumento nos fenômenos extremos.

"O início de 2007 foi muito ativo em termos de acontecimentos climáticos extremos", declarou Baddur, que citou como exemplo as monções de intensidade excepcional e as grandes inundações que se registraram no sul da Ásia nestas últimas semanas e que afetaram a 30 milhões de pessoas.

Outros eventos incluem a atual onda de calor no sudeste da Europa, as fortes chuvas que caíram sobre o sul da China em junho e o ciclone tropical Gonu, o primeiro no mar da Arábia que atingiu o Irã e o Omã no início deste mesmo mês, causando 50 mortes.

O nível das águas baixa, mas milhões de pessoas passam fome na Ásia

PATNA, Índia, 7 Ago 2007 (AFP) - O balanço de mortos nas graves inundações no sul do continente asiático é de quase 1.900 pessoas nesta terça-feira, mas, apesar das águas dos rios estarem baixando, a população atingida ainda sofre com os problemas sanitários e, principalmente, a falta de comida.

As equipes de socorro se esforçam por fazer chegar mantimentos a cerca de 28 milhões de pessoas desabrigadas na Índia, Bangladesh e Nepal por causa das piores inundações provocadas pelas chuvas de monção das últimas décadas. Algumas áreas ainda estão isoladas por causa do nível das águas.

Em Bihar, o estado mais atingido da Índia, 12 milhões de pessoas perderam suas casas.

Uma barca com passageiros em excesso afundou na segunda-feira no estado, causando a morte de 65 pessoas, em uma das muitas embarcações utilizadas para levar para terra firme os habitantes que se refugiaram nos tetos das casas.

O ministério do Interior indiano assinalou que 1.258 pessoas morreram por causa das chuvas entre junho e 1º de agosto, mas inúmeras mortes foram registradas nos últimos dias, elevando o total para mais de 1.500 mortos.

Em Bangladesh, o governo interino, apoiado por militares, pediu aos partidos políticos, aos cidadãos ricos e a outros países que ajudem a levar alimentos aos nove milhões de vítimas das inundações.

O balanço das chuvas em Bangladesh, um país propício a inundações, era de 282 mortos, mais da metade nos últimos dez dias.

Bangladesh é cortado por 230 rios que todos os anos inundam pelo menos 20% do território. Neste ano, aproximadamente 40% do país estão sob as águas.

No Nepal, pelo menos 94 pessoas morreram nos deslizamentos de terra causados pelas chuvas, segundo a Agência das Nações Unidas para a Coordenação de Questões Humanitárias.

Há mais de 330.000 desabrigados, principalmente nas planícies do sul, na fronteira com Bihar.

Aquecimento global ameaça geleiras no Peru

Não são apenas as geleiras dos Pólos Norte e Sul que estão sendo afetadas pelo aquecimento global.

No Peru, que tem 70% das geleiras tropicais do mundo, as geleiras estão desaparecendo em um ritmo alarmante.

Cientistas avaliam que o país é um dos mais afetados pela mudança climática.

Os picos das montanhas, que antes eram brancos e atraíam milhares de turistas, estão cada vez mais cinzas.

Com isso, os fazendeiros sofrem com a falta de água e têm de encontrar alternativas para irrigar a plantação. (Estadão Online)

Igrejas querem código de conduta por roubo de fiéis

06.08.2007 - As igrejas cristãs em geral estão cada vez mais próximas de adotar um código de conduta comum para conquistar conversões entre si e de outras religiões, disse na segunda-feira o Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

A conversão, às vezes chamada de "furto de rebanho", causa conflitos entre religiões diferentes. Grupos militantes frequentemente são acusados de usar táticas desleais para conseguir novos integrantes.

O CMI, que tem sede em Genebra e que trabalha em cima da questão junto com o Vaticano, disse que a reunião que acontecerá em Toulouse esta semana deve levar quase à conclusão o processo de elaboração de um conjunto de regras. A data limite para a elaboração é 2009.

"Representantes evangélicos e pentecostais vão participar do diálogo pela primeira vez, e encaramos isso como um bom sinal para o sucesso do projeto", disse Juan Michel, representante do CMI.

As duas correntes, que se destacam pelo proselitismo, tiraram fiéis de outras organizações cristãs, especialmente na América Latina, na África e na Ásia. Desde que o trabalho para o acordo começou, em maio do ano passado, elas mantinham-se à distância.

Desta vez, as discussões contarão com a participação do filósofo Thomas Schirrmacher, de um grupo chamado WEA, alemão, e do bispo norte-americano Tony Richie, embora os dois estejam indo à reunião como indivíduos, e não como representantes oficiais de seus grupos.

"Sempre quisemos que o processo fosse aberto e incluísse todo mundo", disse Michel. A primeira reunião teve a participação de budistas, hinduístas, muçulmanos, judeus e iorubás, além dos cristãos. Foi emitida uma declaração dizendo que a liberdade de religião é um "direito inegociável de todo ser humano".

A reunião de Toulouse, entre 8 e 12 de agosto, reunirá cerca de 30 representantes das igrejas católica, protestante, ortodoxa e outros teólogos, disse o CMI. "A conversão é um assunto polêmico não só nas relações inter-religiosas, mas também nas relações intracristãs", disse Hans Ucko, principal autoridade do CMI para o diálogo entre as fés.

O CMI afirma que o código pode amenizar a tensão com outras fés, especialmente com líderes islâmicos que consideram apóstatas os muçulmanos que se convertem. Em alguns países, eles estão sujeitos à pena de morte.

Alguns grupos muçulmanos encaram missionários de outras religiões como "inimigos da fé verdadeira" e às vezes tomam medidas extremas contra eles. O Talibã, no Afeganistão, sequestrou 23 sul-coreanos no mês passado e matou dois deles, sob a acusação de ter ido ao país para disseminar o cristianismo num país muçulmano.


Nota DDP:
Comentário do Prof. Sikberto Marks em 01/Jun/07 já prevendo este estado de coisas:

Voltai a ela, povo Meu?
Terminou dia 31 de maio a 5ª CELAM, da Igreja Católica da América Latina. Umas das decisões foi a busca pelos fiéis que migraram para outras igrejas. Eles serão visitados em seus lares para apelos de retorno à igreja mãe. O apelo incluirá a que considerem a decisão de fidelidade por ocasião do batismo. (O batismo nessa igreja se realiza nos primeiros dias de vida, e com essa idade alguém é capaz dessa decisão? No Brasil menores d e18 anos não são nem mesmo responsáveis pelos seus atos.)

A Igreja Católica não considera essa busca como proselitismo pois está apenas tentando reaver o que lhe pertence. O proselitismo vem sendo condenado cada vez mais. A tendência é o surgimento de leis civis proibindo a evangelização, principalmente o ensino da verdade bíblica.

A decisão da Igreja Católica reflete uma tendência em direção a um debate global sobre os grandes temas bíblicos quanto a adoração. Ou será que os fiéis retornarão, submissos, sem contestar os dogmas que abandonaram?

'Spock.com', um motor de busca na internet que pretende saber tudo sobre todos

Seg, 06 Ago, 12h19

SAN FRANCISCO, EUA (AFP) - Uma empresa americana, a "Spock.com", está para lançar um motor de busca que pretende juntar os registros dos seis bilhões de seres humanos, o mais novo exemplo do interesse da internet pela informação pessoal que coloca em risco a vida privada dos cidadãos.

"O Google permite entrar com qualquer pergunta e obter resultados sob a forma de documentos web, nós fornecemos informações sobre as pessoas", explica Jay Bhatti, co-fundador da empresa.

Por trás do nome obviamente inspirado pelo personagem da série de ficção científica "Jornada nas Estrelas" se esconde uma ferramenta desenvolvida em Redwood City (Califórnia), cuja versão versão experimental já conta com os dados de mais de 100 milhões de pessoas, antes de seu lançamento previsto para meados de agosto.

"Nós indexamos os dados contidos em centenas de sites, em particular sites de relacionamento como o Linked In, MySpace, Friendster, Bebo e também os sites mais abrangentes, como a Wikipedia", acrescentou Bhatti.

Mas o Spock não é o primeiro motor de busca que explora as informações relacionadas às pessoas: o Wink e o Zoominfo contam, respectivamente, com 200.000 e 37.000 perfis.
O interesse pelos registros pessoais permitiu ao Spock reunir sete milhões de dólares para lançar o site, que por ora será gratuito e se financiará com publicidade.

Spock também se serve da comunidade de usuários para completar seu anuário. "O método de indexação automático não permite interpretar todas as informações que coletamos, mas a contribuição dos usuários supre essas carências", detalhou Jay Bhatti.

No entanto, não se substima o risco inerente a este tipo de contribuição, que pode constar de informações falsas, que prejudiquem sua credibilidade.

"Mas o perfil apresentado deve seguir um processo muito estrito, que permite assegurar que não se trata de informação falsa", assegurou.

"Além disso, temos um sistema de níveis que permite conceder alguns poderes aos usuários. Se você começa a se comportar mal no site, ou se o conteúdo colocado on-line for retirado por outros usuários, seu nível baixa e seu acesso pode ser suspenso", acrescentou.

Estes motores de busca levantam alguns questionamentos entre as associações de defesa dos direitos dos cirbernautas.

"Os internautas podem se sentir atacados ao ver informações que lhe digam respeito, principalmente se não optaram em fazer parte desses sites", explica Derek Slater, da Fundação Electronic Frontier, uma associação que defende a vida particular diante das novas tecnologias.

Mas Spock, Zoominfo ou Wink não se mostram especialmente preocupadas a respeito do futuro de suas iniciativas.

"Eles têm o direito de falar livremente das informações que tiram do domínio público", segundo Slater.

Os motores de busca não podem ser responsabilizados pelo conteúdo que divulgam, segundo a lei americana.

Os internautas devem saber que, a partir de agora, seu perfil com as qualidades profissionais num site de currículos, por exemplo, pode ser acrescido a sites de armazenamento de informação pessoal.

"Quando se coloca informações sobre alguém, é de se esperar que elas sejam encontradas", adverte Slater.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Ordem executiva: Bush bloqueando propriedades

Foi editada em 01 de Agosto de 2.007 uma ordem executiva do Presidente Americano George W. Bush para bloqueio de propriedades de pessoas que eventualmente estejam a colocar em risco o processo de estabilização do Iraque.

Sobre esta questão, transcrevo um comentário levado a efeito na lista de discussão Mídia e Profecia:

"Apesar de justificada como crise localizada no Libano, Jordania e cercanias do Oriente Médio, esta Ordem Executiva atinge o povo norte-americano, principalmente os residentes em território dos EUA e sujeitos ao governo de GWBush. Esta ordem, de alegada “emergência nacional” é restritiva e está a um passo da instituição de uma ditadura naquele país que permite aos organismos policiais já por natureza arbitrários, de exercer prisões, confiscos e outras medidas restritivas a bel prazer. O próximo passo sem dúvida será a neutralização do Congresso e do Poder Judiciário, já postos de lado sumariamente pela diretiva emitida em Maio ultimo. Lembra muito os editos que prenunciaram a ascensão do nazismo sob Hitler...

Ela infringe diretamente todas as liberdades constitucionais dos americanos e coloca em risco todos os estrangeiros ali domiciliados, tenham ou não tenham algo a ver com as questões alegadas como justificativa."

O tema parece ser recorrente:
EUA de Bush seguem 10 passos para virar ditadura, diz pensadora americana
A utilização das Forças Armadas dentro dos EUA numa Emergência Nacional
Império vs Democracia
Eclipse da democracia

Ainda que as fontes possam ser discutidas do ponto de vista ideológico, as diretrizes oficiais do governo norte americano parecem demonstrar com clareza a realidade que se avizinha no horizonte, não somente para aquele país, porque é sabido que as suas pretensões de dominação não se circunscrevem aos limites de suas fronteiras...

EUA, Vaticano e o aquecimento global

Congresso americano aprova lei para reduzir o aquecimento global

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos deu um passo sem precedentes para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa e, por conseqüência, o aquecimento global, ao aprovar uma extensa lei de energia que obriga as companhias elétricas a gerar 15% da produção com energia solar e eólica.

A lei foi aprovada sábado na Câmara por 241 votos contra 172, apesar da intensa oposição das grandes companhias de petróleo e de gás e da Casa Branca, que ameaçou vetar a medida.

Surpreendentemente, 26 republicanos cruzaram as linhas partidárias e votaram a favor da iniciativa.
O projeto deverá ser conciliado com a versão que o Senado aprovou em junho, que é mais comedida e enfatiza levemente diferentes prioridades.
"Hoje a Câmara lançou a política energética dos Estados Unidos para o futuro", disse à imprensa a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

"Este planeta é uma criação de Deus; temos a responsabilidade moral de protegê-lo", acrescentou.
...


Nota DDP:
Os EUA entraram definitivamente na discussão do aquecimento global e das medidas necessárias para contê-lo. E pensa que essa afirmação final é aleatória? Veja:

"Precisamos respeitar as leis internas da criação, desta Terra. Precisamos aprender essas leis e obedecê-las se desejamos sobreviver." (Papa Bento XVI - 25/Jul/07)

Acompanhe com atenção dois artigos do Pr. Santeli em seu blog Minuto Profético, onde são abordadas duas questões diretamente ligadas a estas recentes notícias: Condicionamento da população para a Lei Dominical e O aquecimento global e o Vaticano.

Zimbábue aprova lei para monitoramento de comunicações

Por Nelson Banya

HARARE (Reuters) - O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, assinou uma lei que permite que agentes de segurança do governo monitorem linhas telefônicas, correspondência e o uso da Internet pela população do país, informa uma nota do governo publicada nesta sexta-feira.

Autoridades afirmaram que a nova lei foi criada para proteger a segurança nacional e combater o crime, mas grupos de direitos humanos temem que a legislação vá atingir a liberdade de expressão por meio de uma campanha de caça a dissidentes.

No comunicado do governo, o secretário-chefe da Presidência e Gabinete, Misheck Sibanda, disse que Mugabe concordou com o Ato de Interceptação de Comunicações, que foi aprovado em ambas as casas do Parlamento do Zimbábue em junho.

A lei dá à polícia e aos departamentos de segurança nacional poderes para ordenar a interceptação de comunicações e fornece mecanismos para a criação de um centro de monitoramento.

Provedores de correio, telecomunicações e Internet terão que assegurar que seus "sistemas são tecnicamente capazes de permitir interceptações legais em todos os momentos".

Críticos afirmam que a lei é uma tentativa do governo de acompanhar a oposição em um momento em que tensões políticas aumentam e Mugabe enfrenta crescente oposição de poderes ocidentais.

Zimbábue está sofrendo uma grave crise econômica, marcada pela mais alta taxa de inflação do mundo, nível de 80 por cento de desemprego e persistente escassez de comida, combustível e moedas estrangeiras.

O país sul-africano, já considerado como um celeiro regional, não pode se alimentar sozinho e enfrenta escassez de produtos básicos depois que o governo ordenou um congelamento de preços em junho que esvaziou supermercados.

Mugabe -- dirigente do Zimbábue desde a independência do país da Inglaterra em 1980 -- nega que medidas polêmicas como o confisco de fazendas de brancos para entrega à população negra tenha arruinado a economia e culpa sanções ocidentais pela turbulência econômica.

Fonte - Bol

domingo, 5 de agosto de 2007

Congresso dos EUA aprova escuta de estrangeiros

O Congresso dos Estados Unidos aprovou na noite deste sábado uma lei que permitirá ao governo realizar escutas nas comunicações de estrangeiros suspeitos de ligação com o terrorismo. A Câmara dos Deputados aprovou a lei por 227 votos a 183, com a maioria democrata dividida sobre o tema. Quando a nova lei entrar em vigor, o governo poderá interceptar, sem necessidade de autorização judicial, as comunicações entre estrangeiros que passarem por equipamentos nos Estados Unidos, desde que “informações de inteligência do exterior” esteja envolvida.

O presidente George W. Bush disse que a medida era necessária para combater ameaças terroristas. “O Diretor de Inteligência Nacional, Mike McConnell, me assegurou que esta lei dá a ele o que ele necessita para continuar a proteger o país e, portanto, eu a promulgarei assim que chegar à minha mesa”, disse Bush.

Mas muitos deputados democratas expressaram fortes reservas sobre a lei, dizendo que ela infringe direitos constitucionais. “Esta lei dará ao secretário de Justiça a capacidade de realizar escutas contra qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer tempo, sem uma revisão judicial, sem medidas de controle”, disse a deputada democrata Zoe Lofgren durante o debate antes da votação.

“Acredito que esta medida sem autorização e sem precedentes simplesmente acabaria com a 4ª Emenda (da Constituição, que proíbe buscas e apreensões sem mandado judicial)”, disse ela.


Nota: Aos poucos, as liberdades individuais vão sendo corroídas. Por enquanto os terroristas são o alvo, mas deles para qualquer cidadão "suspeito" será um "pulinho". Se você quiser saber mais sobre essa postura arrogante da nação mais poderosa do mundo, leia o intrigante livro O Grande Conflito, escrito numa época em que os EUA não eram sequer a sombra do que são hoje.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Seu chefe está lhe espiando.

E-mail, instant messaging, sites e até ligações pelo celular: tudo pode ser rastreado pela companhia em que você trabalha.

Por COMPUTERWORLD
02 de agosto de 2007 - 07h05

Do momento em que você pisa no escritório até aquele em que deixa as dependências da companhia, seu chefe ou seus serviçais podem estar lhe espionando.O Computerworld já havia notado que sistemas de vigilância e câmeras estão se tornando mais comuns no ambiente de trabalho (leia a reportagem no original em inglês: Big Brother is watching you...and he's a computer ). Mas o que estamos falando neste momento é o rastreamento mais insidioso de seus passos digitais na medida em que você utiliza seu computador no dia-a-dia profissional.

Quando você começa a pensar em todas as maneiras pelas quais você pode ser digitalmente monitorado, isso pode fazer até a pessoa menos paranóica parar e ficar atenta.

Até agora, muitos de nós já sabemos que o histórico de nossa navegação na internet fica armazenado em nossos PCs, o que é muito útil quando queremos vigiar uma esposa ou marido infiel ou um adolescente indisciplinado, mas não é tão útil quando estamos visitando, como vamos dizer, sites de 'entretenimento' durante o trabalho.

É fato que esse histórico pode ser facilmente apagado se alguém conhece o comando certo. Mas quando você está conectado a uma rede corporativa, essa informação pode facilmente ser gravada por uma série de produtos típicos nos dias atuais.

Existe, inclusive, um deles, chamado Locate, da eTelemetry, que vai correlacionar seu endereço IP, login na rede, localização da máquina e outros dados, tornando ainda mais fácil rastreá-lo quando você fizer algo que não deveria.

O mesmo é verdade sobre o quão fácil é ler boa parte de suas mensagens no correio eletrônico e conversas em sistemas de mensagens instantâneas. Existem produtos da Symantec e de outros fornecedores que podem ser usados para auditar essas conversas e gravar tudo o que seja transmitido sobre a rede da companhia.

Como a maior parte dessas conversas acontece em formato de texto corrido, elas são muito fáceis de serem gravadas com essas ferramentas. Uma exceção está relacionada com mensagens criptografadas, e vamos chegar nelas quando falarmos das medidas defensivas.

Enquanto isso, continua a valer aquele velho conselho: "não coloque nada em um e-mail que você não escreveria em um cartão postal". O e-mail é público e fácil de rastrear.

E se você tem um celular corporativo na empresa, existem chances de que alguém no departamento de telecomunicações esteja acompanhando a lista de chamadas na sua fatura mensal e acompanhando suas conversas também.

Algumas operadoras de celular podem fornecer dados de chamadas quase em tempo real através de seus websites, de forma que os espiões nem precisam esperar a fatura impressa chegar na companhia.

Caso a corporação tenha emitido um cartão de identificação eletrônica que lhe permite acessar as dependências da empresa, suas entradas e provavelmente saídas estão sendo armazenadas em algum lugar para a posteridade. E finalmente existem câmeras de segurança que captam sua imagem em fitas de vídeo.
...

David Strom-Computerworld, EUA


Nota DDP:
Esta matéria é um bom exemplo de como o tráfego de informação nos sufoca com uma precisão absurda, porque aqui se fala em ambiente de trabalho, mas transportado para as demais relações, demonstra como podemos ser controlados hoje com extrema facilidade.

Enchentes na Ásia deixam 20 milhões desabrigados

Enchentes na Índia, em Bangladesh e no Nepal já deixaram mais de 20 milhões de pessoas desabrigadas.

As fortes enchentes em vários países da Ásia também já mataram ao menos 150 pessoas, e não há perspectivas de que a situação vá melhorar nos próximos dias, já que a previsão é de ainda mais tempestades.

Como as chuvas continuam a atingir a região, especialmente o sul da Ásia, equipes de resgate estão tendo dificuldades em fornecer comida, água e outros bens essenciais para as vítimas.

Temporadas de enchentes são comuns nesta época do ano para a região, mas as chuvas deste ano provocaram algumas das piores ocorrências em duas décadas em partes da Índia, do Nepal e de Bangladesh.

Fonte - BBC

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Clérigo muçulmano acusa Papa de atacar todas as religiões, menos o judaísmo

Cairo, 1 ago (EFE).- O influente clérigo muçulmano Youssef al-Qardawi condenou a recente advertência do secretário particular do Papa contra a islamização da Europa e acusou Bento XVI de atacar todas as religiões, com exceção do judaísmo.

Em entrevista ao jornal "Al-Masri Al-Yum", Qardawi, também dirigente da União Mundial de Ulemás, assegurou que as declarações do secretário do Vaticano, Georg Gänswein, sobre a ameaça da islamização da Europa "destrói o diálogo entre o Islã e o Ocidente".

"O Vaticano tem procurado ultimamente atacar todas as religiões.

O Papa Bento XVI atacou especialmente o Islã. Também atacou os protestantes e ortodoxos, mas nunca mencionou, nem mencionará, os judeus", afirmou.

O clérigo - que há anos se exilou no Catar, mas atualmente está no Cairo -, insistiu em que "alguém em seu cargo não deveria ocupar todo o tempo insultando os demais".

Qardawi se referia às opiniões expressadas em setembro pelo Pontífice em Regensburg, quando pronunciou um discurso sobre razão e fé que diversos setores da comunidade muçulmana consideraram um insulto ao Islã e ao profeta Maomé.

Segundo o clérigo, a União Mundial de Ulemás divulgou um comunicado oficial no qual suspende o diálogo com o Vaticano "até que Bento XVI mude a postura de insultos ao Islã e ao profeta Maomé, mas nada mudou".

Quanto à islamização da Europa, Qardawi assegurou que o Islã é divulgado "de maneira normal e sem a força da espada, porque é uma religião que rejeita a violência".

O clérigo muçulmano também pediu que os diferentes religiosos se unam para enfrentar o "ateísmo, que rejeita a crença em Deus", e pôr fim à "consagração nas igrejas de casamento entre pessoas do mesmo sexo", acrescentou o jornal.


Nota DDP:

Interessantíssimo este episódio. O Secretário do Papa abertamente condenou o Islão pela violência e, das poucas manifestações que se percebeu no episódio, esta fecha o raciocínio pregando a união das religiões. A massa já está anestesiada, os fatos recentes demonstram que mesmo a incursão em temas difíceis denotam o respeito crescente pelo posicionamento do Vaticano.

EUA acessaram e-mails sem autorização, diz jornal

A intervenção, sem autorização judicial, em ligações e e-mails dentro dos Estados Unidos foi apenas uma de várias atividades autorizadas pela administração Bush, segundo a edição de hoje do jornal The Washington Post.

De acordo com o jornal, o diretor de Inteligência Nacional, Mike McConnell, informou ao Congresso que depois dos ataques terroristas nos Estados Unidos, em setembro de 2001, o presidente George W. Bush autorizou "diversas atividades de inteligência".

Entre elas o programa pelo qual a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) interferiu em ligações e e-mails de supostos contatos terroristas, dentro dos Estados Unidos, sem as devidas autorizações judiciais.

O programa está sendo investigado pelo Congresso - o que levou à declaração de McConnell -, mas "é o único aspecto das atividades da NSA que pode ser discutido em público, porque é a única das atividades cuja existência foi reconhecida oficialmente", afirmou o funcionário.

A Administração Bush pediu ao Congresso que permita a interceptação, sem a ordem judicial requerida pela lei, de qualquer ligação ou e-mail internacional entre uma pessoa, alvo de vigilância fora do país, e qualquer pessoa dentro dos Estados Unidos.

A imprensa americana divulgou recentemente detalhes de outras atividades empreendidas com o pretexto da "luta contra o terrorismo", incluindo a participação das empresas de telecomunicações na entrega dos registros telefônicos de milhões de pessoas aos serviços de inteligência. No entanto, a Administração Bush não reconheceu a realização de algumas dessas atividades.

Fonte - Terra

Nota DDP:
Na prática, a privacidade já não existe e, a liberdade, está por um fio.
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