Roma, 28 out (RV) - A Caritas Europa, a Cidse (rede de 16 agências católicas para o desenvolvimento) e a Aprodev (que reúne vinte organizações europeias ligadas ao Conselho Mundial das Igrejas), escreveram ontem uma carta aos chefes de Estado da União Européia denunciando o fracasso da recente cúpula dos ministros da fazenda sobre mudanças climáticas.
Na carta, lançam um apelo conjunto para um compromisso mais ‘sério’ neste campo, principalmente em vista da cimeira de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro. Os líderes europeus se reúnem em Conselho amanhã e depois de amanhã, e a esperança é que colham a oportunidade perdida por seus ministros.
As três redes de inspiração cristã pedem ao Conselho Europeu que ofereça mais do que os 35 bilhões de euros prometidos ao ano para financiar a difusão de emissões reduzidas de carbono nos países em desenvolvimento e a adaptação ao impacto das mudanças climáticas.
“As negociações da ONU sobre o clima – afirmou Marius Wanders, secretário geral da Caritas Europa – precisam de uma liderança mais firme da União Européia e do seu compromisso com o financiamento”.
Entretanto, em Portugal, foi lançada a campanha “Vamos criar um clima para a justiça”, da CIDSE CIDSE, (plataforma de ONGs católicas para o desenvolvimento, sediada em Bruxelas) e Caritas Internationalis.
A campanha sugere a promoção nas comunidades católicas de momentos de reflexão e oração, alertando os párocos para a iniciativa de 13 de dezembro, quando os sinos de todo o mundo vão tocar às 15 horas, recordando os líderes mundiais presentes na Cimeira de Copenhague para a necessidade de um acordo justo e ambicioso.
Fonte - Radio Vaticano
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Espiritismo e Ecologia
Livro do jornalista André Trigueiro identifica os muitos pontos em comum que existem entre o Espiritismo e a Ecologia. “Se a ciência ecológica oferece um amplo espectro de observação, interligando sistemas que variam do micro ao macrocosmo, o Espiritismo desdobra esse olhar na direção do plano invisível, alargando enormemente o campo de investigação”, revela o autor. Segundo Trigueiro, “são tantas as afinidades, que certas obras espíritas poderiam perfeitamente embasar alguns postulados ecológicos”.
De forma clara e objetiva, o livro instiga o leitor a perceber que as múltiplas crises que experimentamos na atualidade (econômica, ambiental, social, ética) demandam uma nova percepção da realidade e um nível de comprometimento maior com a vida em suas mais diversas manifestações. O livro, o primeiro editado pela FEB inteiramente em papel reciclado, ainda traz um minidicionário ambiental com 140 verbetes extremamente úteis para consultas e estudos.
...
Fonte - Envolverde
Nota DDP: O discurso sobre as soluções para as crises tem se uniformizado.
De forma clara e objetiva, o livro instiga o leitor a perceber que as múltiplas crises que experimentamos na atualidade (econômica, ambiental, social, ética) demandam uma nova percepção da realidade e um nível de comprometimento maior com a vida em suas mais diversas manifestações. O livro, o primeiro editado pela FEB inteiramente em papel reciclado, ainda traz um minidicionário ambiental com 140 verbetes extremamente úteis para consultas e estudos.
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Fonte - Envolverde
Nota DDP: O discurso sobre as soluções para as crises tem se uniformizado.
Papa pede maior atenção ao Evangelho em missa dominical
Cidade do Vaticano, 28 out (EFE).- O papa Bento XVI estimulou hoje os fiéis a dar maior atenção ao Evangelho na missa dominical e a reservar um tempo diário à meditação da Bíblia.
Diante de 20 mil pessoas que assistiram na Praça de São Pedro à audiência pública, o Pontífice fez o pedido nesta quarta-feira, cuja catequese dedicou à teologia escolástica e à monástica nos séculos XII e XIII.
Após ressaltar figuras como Santo Tomás e São Boaventura, o Bispo de Roma disse que a teologia é meditação, prece, canto de alegria e empurra a uma sincera conversão.
"Os representantes da teologia monástica convidam a nutrirmos com a Palavra de Deus, escutando com maior atenção as leituras e o Evangelho nas missas dominicais", ressaltou o papa.
Bento XVI acrescentou que é "importante reservar um tempo diariamente à meditação da Bíblia, para que a palavra de Deus ilumine nosso caminho sobre a terra".
O papa assegurou que a teologia escolástica deixa "o indivíduo pronto a responder qualquer pergunta sobre a esperança".
Adotada nas escolas na Idade Média, o papa manifestou que esses centros buscavam apresentar a harmonia e a unidade da Revelação cristã, mediante o método escolástico, "onde predomina a confiança na razão para a compreensão das verdades de fé".
"A fé e a razão são como duas asas com as quais o espírito humano se eleva em direção à contemplação da verdade. A fé está aberta ao esforço de compreensão de parte da razão e esta reconhece que a fé não a mortifica, mas a empurra rumo a horizontes mais amplos e elevados", destacou o papa, que voltou a defender a razão para chegar a Deus.
Fonte - G1
Diante de 20 mil pessoas que assistiram na Praça de São Pedro à audiência pública, o Pontífice fez o pedido nesta quarta-feira, cuja catequese dedicou à teologia escolástica e à monástica nos séculos XII e XIII.
Após ressaltar figuras como Santo Tomás e São Boaventura, o Bispo de Roma disse que a teologia é meditação, prece, canto de alegria e empurra a uma sincera conversão.
"Os representantes da teologia monástica convidam a nutrirmos com a Palavra de Deus, escutando com maior atenção as leituras e o Evangelho nas missas dominicais", ressaltou o papa.
Bento XVI acrescentou que é "importante reservar um tempo diariamente à meditação da Bíblia, para que a palavra de Deus ilumine nosso caminho sobre a terra".
O papa assegurou que a teologia escolástica deixa "o indivíduo pronto a responder qualquer pergunta sobre a esperança".
Adotada nas escolas na Idade Média, o papa manifestou que esses centros buscavam apresentar a harmonia e a unidade da Revelação cristã, mediante o método escolástico, "onde predomina a confiança na razão para a compreensão das verdades de fé".
"A fé e a razão são como duas asas com as quais o espírito humano se eleva em direção à contemplação da verdade. A fé está aberta ao esforço de compreensão de parte da razão e esta reconhece que a fé não a mortifica, mas a empurra rumo a horizontes mais amplos e elevados", destacou o papa, que voltou a defender a razão para chegar a Deus.
Fonte - G1
Especialista recomenda vegetarianismo contra efeito estufa
O mundo deveria se tornar vegetariano para combater com sucesso a mudança climática, já que o efeito estufa do gás metano liberado por vacas e porcos é 23 vezes mais potente que o do dióxido de carbono, segundo uma das maiores autoridades britânicas no assunto.
Em declarações ao jornal The Times, lorde Stern, autor de um relatório sobre a economia da mudança climática encomendado pelo governo do Reino Unido, disse que a pecuária destinada ao consumo de carne representa "um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa".
Segundo números da ONU, a produção de carne é responsável por pelo menos 18% das emissões globais de CO2 no planeta. Para esta liberação, contribuem tanto a destruição de florestas para a pecuária extensiva como a produção de ração para animais.
A ONU também já disse que, caso a tendência atual se mantenha, o consumo mundial de carne poderá dobrar até 2050. Com base nessas informações, Stern propõe que a cúpula sobre mudança climática de Copenhague (Dinamarca), marcada para dezembro, sobretaxe o preço da carne e de outros alimentos que, durante seu processo de produção, são responsáveis pela liberação de uma quantidade significativa de gases estufa.
O especialista britânico, que é vegetariano, prevê ainda que o hábito das pessoas em relação ao consumo de certos gêneros alimentícios mudará até que comer carne se tornará algo inaceitável. "Acho que é importante as pessoas refletirem sobre suas ações, e isto também tem a ver com o que se come", diz lorde Stern, ex-economista do Banco Mundial e atual professor da London School of Economics.
Ainda segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria participar pessoalmente da cúpula de Copenhague, já que a liderança americana é extremamente necessária para alcance de um acordo significativo. "Minha mensagem ao presidente Obama seria a seguinte: Vá a Copenhague, participe com um espírito de colaboração e leve essa mensagem ao povo americano", declarou o cientista ao The Times.
Fonte - Terra
Em declarações ao jornal The Times, lorde Stern, autor de um relatório sobre a economia da mudança climática encomendado pelo governo do Reino Unido, disse que a pecuária destinada ao consumo de carne representa "um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa".
Segundo números da ONU, a produção de carne é responsável por pelo menos 18% das emissões globais de CO2 no planeta. Para esta liberação, contribuem tanto a destruição de florestas para a pecuária extensiva como a produção de ração para animais.
A ONU também já disse que, caso a tendência atual se mantenha, o consumo mundial de carne poderá dobrar até 2050. Com base nessas informações, Stern propõe que a cúpula sobre mudança climática de Copenhague (Dinamarca), marcada para dezembro, sobretaxe o preço da carne e de outros alimentos que, durante seu processo de produção, são responsáveis pela liberação de uma quantidade significativa de gases estufa.
O especialista britânico, que é vegetariano, prevê ainda que o hábito das pessoas em relação ao consumo de certos gêneros alimentícios mudará até que comer carne se tornará algo inaceitável. "Acho que é importante as pessoas refletirem sobre suas ações, e isto também tem a ver com o que se come", diz lorde Stern, ex-economista do Banco Mundial e atual professor da London School of Economics.
Ainda segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria participar pessoalmente da cúpula de Copenhague, já que a liderança americana é extremamente necessária para alcance de um acordo significativo. "Minha mensagem ao presidente Obama seria a seguinte: Vá a Copenhague, participe com um espírito de colaboração e leve essa mensagem ao povo americano", declarou o cientista ao The Times.
Fonte - Terra
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Papa convida grupo de banqueiros a estudar “Caritas in veritate”
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 23 de outubro de 2009 (ZENIT.org) .- Bento XVI enviou palavras de estímulo a um grupo de líderes do setor financeiro em Londres, que participaram de um seminário privado para estudar a encíclica Caritas in veritate.
O seminário, realizado no dia 21 de outubro no Banco Schroders, foi organizado pelo arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols. O tema era "Liderança no setor financeiro, um desafio moral e espiritual".
Uma mensagem assinada pelo secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, afirma que o Santo Padre "está agradecido ao saber que figuras importantes no mundo das finanças estão respondendo ao desafio de explorar caminhos para construir relações sociais autenticamente humanas de amizade, solidariedade e reciprocidade dentro das atividades econômicas".
O pontífice também expressou seu apoio a todos os que "promovem o desenvolvimento humano integral, que se baseia em uma visão transcendente da pessoa".
Entre os participantes do seminário, havia presidentes e diretores executivos de vários bancos de grupos de investimento.
Fonte - Zenit
O seminário, realizado no dia 21 de outubro no Banco Schroders, foi organizado pelo arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols. O tema era "Liderança no setor financeiro, um desafio moral e espiritual".
Uma mensagem assinada pelo secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, afirma que o Santo Padre "está agradecido ao saber que figuras importantes no mundo das finanças estão respondendo ao desafio de explorar caminhos para construir relações sociais autenticamente humanas de amizade, solidariedade e reciprocidade dentro das atividades econômicas".
O pontífice também expressou seu apoio a todos os que "promovem o desenvolvimento humano integral, que se baseia em uma visão transcendente da pessoa".
Entre os participantes do seminário, havia presidentes e diretores executivos de vários bancos de grupos de investimento.
Fonte - Zenit
Mais uma vez o prêmio
...
Segundo o desejo de Alfred Nobel, o prémio recompensa «a personalidade que [durante o ano precedente] mais ou melhor contribuiu para a aproximação dos povos, a supressão ou redução dos exércitos permanentes, a aproximação e divulgação dos avanços pela paz». No espírito do fundador, tratava-se de manter uma acção militante e não de atribuir um diploma de boas intenções a um chefe de estado. Tendo os laureados por vezes escarnecido do direito internacional depois de terem recebido o prémio, o Comité Nobel decidiu, há quatro anos, não voltar a recompensar um acto particular mas honrar apenas personalidades que tenham consagrado a sua vida à paz. Deste modo, Barack Obama teria sido o mais meritório dos militantes da paz em 2008 e não teria cometido nenhum atentado ao direito internacional em 2009. Sem mencionar os detidos em Guantánamo e em Bagram, nem os afegãos e os iraquianos confrontados com uma ocupação estrangeira, que pensarão disto os hondurenhos esmagados por uma ditadura militar ou os paquistaneses cujo país se tornou o novo alvo do Império?
...
No seu comunicado oficial, o Comité declara, não por graça: "é muito raro que uma pessoa, na instância Obama, tenha conseguido captar a atenção de todos e dar-lhes esperança num mundo melhor. A sua diplomacia baseia-se no conceito de acordo com o qual aqueles que governam o mundo devem fazê-lo guiados por um conjunto de valores e de comportamentos partilhados pela maioria dos habitantes do planeta. Durante 108 anos, o Comité do Prémio Nobel procurou estimular este estilo de política internacional de que Obama é o principal porta-voz".
Por seu turno, o feliz laureado declarou: "Aceito a decisão do Comité Nobel com surpresa e profunda humildade. (…) Aceitarei esta recompensa como um apelo à acção, um apelo lançado a todos os países para que enfrentem os desafios comuns do século XXI". Deste modo, este homem "humilde" crê encarnar "todos os países". Aqui está algo que não augura nada de pacífico.
Fonte - Resistir
FAQ
Segundo o desejo de Alfred Nobel, o prémio recompensa «a personalidade que [durante o ano precedente] mais ou melhor contribuiu para a aproximação dos povos, a supressão ou redução dos exércitos permanentes, a aproximação e divulgação dos avanços pela paz». No espírito do fundador, tratava-se de manter uma acção militante e não de atribuir um diploma de boas intenções a um chefe de estado. Tendo os laureados por vezes escarnecido do direito internacional depois de terem recebido o prémio, o Comité Nobel decidiu, há quatro anos, não voltar a recompensar um acto particular mas honrar apenas personalidades que tenham consagrado a sua vida à paz. Deste modo, Barack Obama teria sido o mais meritório dos militantes da paz em 2008 e não teria cometido nenhum atentado ao direito internacional em 2009. Sem mencionar os detidos em Guantánamo e em Bagram, nem os afegãos e os iraquianos confrontados com uma ocupação estrangeira, que pensarão disto os hondurenhos esmagados por uma ditadura militar ou os paquistaneses cujo país se tornou o novo alvo do Império?
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No seu comunicado oficial, o Comité declara, não por graça: "é muito raro que uma pessoa, na instância Obama, tenha conseguido captar a atenção de todos e dar-lhes esperança num mundo melhor. A sua diplomacia baseia-se no conceito de acordo com o qual aqueles que governam o mundo devem fazê-lo guiados por um conjunto de valores e de comportamentos partilhados pela maioria dos habitantes do planeta. Durante 108 anos, o Comité do Prémio Nobel procurou estimular este estilo de política internacional de que Obama é o principal porta-voz".
Por seu turno, o feliz laureado declarou: "Aceito a decisão do Comité Nobel com surpresa e profunda humildade. (…) Aceitarei esta recompensa como um apelo à acção, um apelo lançado a todos os países para que enfrentem os desafios comuns do século XXI". Deste modo, este homem "humilde" crê encarnar "todos os países". Aqui está algo que não augura nada de pacífico.
Fonte - Resistir
FAQ
Papa diz que interpretação da Bíblia é função da igreja
CIDADE DO VATICANO, 26 OUT (ANSA) - O papa Bento XVI afirmou hoje que cabe à Igreja interpretar "autenticamente" a Bíblia.
"À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo", defendeu o Pontífice, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes do Pontifício Instituto Bíblico em comemoração aos cem anos da fundação da entidade.
Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro "lacrado".
"Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre", disse o Papa. De acordo com o Pontífice, "por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura".
"Sendo a Escritura uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história, consequentemente, ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação", explicou Bento XVI.
Em certa ocasião, o Papa relembrou que o aumento do interesse pela Bíblica no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à Constituição Dogmática Dei Verbum Sobre a Revelação Divina.
Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.
Fonte - ANSA
"À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo", defendeu o Pontífice, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes do Pontifício Instituto Bíblico em comemoração aos cem anos da fundação da entidade.
Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro "lacrado".
"Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre", disse o Papa. De acordo com o Pontífice, "por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura".
"Sendo a Escritura uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história, consequentemente, ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação", explicou Bento XVI.
Em certa ocasião, o Papa relembrou que o aumento do interesse pela Bíblica no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à Constituição Dogmática Dei Verbum Sobre a Revelação Divina.
Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.
Fonte - ANSA
Pelos caminhos de Newman e Blair
Apesar do que ainda afirmam os cronistas e boa parte do bando católico, o cisma de Henrique 8º não foi uma questão de divórcio - para se casar com Ana Bolena - nem um movimento popular, como na Alemanha protestante. Exceto pela doutrina, os reis da Inglaterra foram os chefes efetivos da igreja muito antes que se afirmasse essa posição com um estatuto parlamentar. O princípio foi definido mais tarde como "cuius regio, eius religio" (a religião do rei é a religião do reino), não para retornar ao tribalismo, mas para pôr ordem nos desastres das guerras de religião.
A ruptura anglicana definitiva ocorreu "por um complicado imbróglio de disputas e rancores pessoais, ciúmes, rivalidades de jurisdição, brigas provinciais e simples má intenção" (Paul Johnson). Também contribuíram os desmandos econômicos de muitos clérigos avalizados por Roma, que arruinavam seus fiéis até para enterrar os parentes. A decisão do Parlamento em 1534, promovida por Henrique 8º, concedeu que o rei (e, subordinado a ele, o arcebispo de Canterbury) era sem discussão a cabeça da Igreja da Inglaterra, com todo o poder.
Henrique 8º não pretendia outra coisa senão se livrar do papa ou dobrá-lo, como naquele momento fazia o imperador Carlos 5º da Alemanha (e 1º da Espanha), que tinha o pontífice preso. Londres rompeu com Roma, mas não com a fé católica. Isto é, inaugurou um cisma sem querer implantar a heresia. A Igreja Anglicana nunca se fez protestante em sua vida ou em sua constituição segundo o modelo alemão.
Mas nada é simples quando se trata de religiões. Depois dos anos da sangrenta reação católica de Mary Tudor, que custou a morte na fogueira do próprio arcebispo Crammer, Elizabeth 1ª promoveu um catolicismo reformado, a meio caminho entre os extremos de Roma - e a terrível Inquisição pelo meio - e os exageros de Calvino em Genebra. A suspensão do celibato clerical obrigatório, de que tanto se falou, foi então apenas uma atração manipulada eficazmente pelos reformadores para consumo de muitos sacerdotes (na maioria jovens).
E agora? A aproximação das duas igrejas, romana e anglicana, vem de muito longe. Mas não é ecumenismo no sentido conciliar do termo, senão uma absorção a toda regra, uma volta à casa do pai pela parte de baixo. Roma nunca vai ceder a primogenitura do sumo pontífice, nem a centralidade do Vaticano. Tampouco em sua oposição à ordenação de mulheres (pelo menos por enquanto) ou à entrada de homossexuais no altar sagrado. Isso provoca na prática a subsistência "ad eternum" da Igreja Anglicana como tal, com seu chefe civil (hoje uma rainha) e um arcebispo que a pastoreia.
Há tempo que a Santa Sé renunciou à reunião das igrejas chamadas separadas segundo o pensamento conciliar de João 23 em 1962. Ocorreu quando o cardeal Ratzinger, hoje papa Bento 16, apresentou à assinatura de João Paulo 2º a proclamação de que não há doutrina e igreja verdadeiras além das romanas, nem outro caminho para a salvação das almas (declaração Dominus Iesus, de 2000). Vê-se agora com essa política de assimilação, acolhendo os conversos anglicanos com cautelas e prelaturas, mas humilhando seu cabeça.
A sangria de fiéis do anglicanismo para a igreja romana vem de longe. Quando Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico, foi em 2007 visitar Bento 16 para divulgar sua conversão ao catolicismo, o líder trabalhista, anglicano de nascimento, levava em sua carteira três retratos do cardeal Newman, o grande convertido. Foi seu presente para Bento 16 porque, como declarou Blair, o mais célebre pregador inglês era o "pensador preferido" do atual papa.
A conversão de John Henry Newman (nascido em Londres em 1821 e morto em Birmingham em 1891) foi um acontecimento mundial na época. Seus escritos e sermões como pastor anglicano não antecipavam sua decisão. Antes havia liderado o Movimento de Oxford, com o empenho de restituir à Igreja Anglicana o direito de se considerar parte da Igreja universal, como a católica e as ortodoxas, sem "romanizá-la", mas devolvendo-a à tradição dos grandes padres e teólogos cristãos. Convertido em 1845, o papa Leão 13 fez Newman cardeal em 1879 e Bento 16 já prepara sua beatificação. Será o primeiro santo católico do Reino Unido procedente do anglicanismo. Um verdadeiro símbolo.
Fonte - UOL
A ruptura anglicana definitiva ocorreu "por um complicado imbróglio de disputas e rancores pessoais, ciúmes, rivalidades de jurisdição, brigas provinciais e simples má intenção" (Paul Johnson). Também contribuíram os desmandos econômicos de muitos clérigos avalizados por Roma, que arruinavam seus fiéis até para enterrar os parentes. A decisão do Parlamento em 1534, promovida por Henrique 8º, concedeu que o rei (e, subordinado a ele, o arcebispo de Canterbury) era sem discussão a cabeça da Igreja da Inglaterra, com todo o poder.
Henrique 8º não pretendia outra coisa senão se livrar do papa ou dobrá-lo, como naquele momento fazia o imperador Carlos 5º da Alemanha (e 1º da Espanha), que tinha o pontífice preso. Londres rompeu com Roma, mas não com a fé católica. Isto é, inaugurou um cisma sem querer implantar a heresia. A Igreja Anglicana nunca se fez protestante em sua vida ou em sua constituição segundo o modelo alemão.
Mas nada é simples quando se trata de religiões. Depois dos anos da sangrenta reação católica de Mary Tudor, que custou a morte na fogueira do próprio arcebispo Crammer, Elizabeth 1ª promoveu um catolicismo reformado, a meio caminho entre os extremos de Roma - e a terrível Inquisição pelo meio - e os exageros de Calvino em Genebra. A suspensão do celibato clerical obrigatório, de que tanto se falou, foi então apenas uma atração manipulada eficazmente pelos reformadores para consumo de muitos sacerdotes (na maioria jovens).
E agora? A aproximação das duas igrejas, romana e anglicana, vem de muito longe. Mas não é ecumenismo no sentido conciliar do termo, senão uma absorção a toda regra, uma volta à casa do pai pela parte de baixo. Roma nunca vai ceder a primogenitura do sumo pontífice, nem a centralidade do Vaticano. Tampouco em sua oposição à ordenação de mulheres (pelo menos por enquanto) ou à entrada de homossexuais no altar sagrado. Isso provoca na prática a subsistência "ad eternum" da Igreja Anglicana como tal, com seu chefe civil (hoje uma rainha) e um arcebispo que a pastoreia.
Há tempo que a Santa Sé renunciou à reunião das igrejas chamadas separadas segundo o pensamento conciliar de João 23 em 1962. Ocorreu quando o cardeal Ratzinger, hoje papa Bento 16, apresentou à assinatura de João Paulo 2º a proclamação de que não há doutrina e igreja verdadeiras além das romanas, nem outro caminho para a salvação das almas (declaração Dominus Iesus, de 2000). Vê-se agora com essa política de assimilação, acolhendo os conversos anglicanos com cautelas e prelaturas, mas humilhando seu cabeça.
A sangria de fiéis do anglicanismo para a igreja romana vem de longe. Quando Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico, foi em 2007 visitar Bento 16 para divulgar sua conversão ao catolicismo, o líder trabalhista, anglicano de nascimento, levava em sua carteira três retratos do cardeal Newman, o grande convertido. Foi seu presente para Bento 16 porque, como declarou Blair, o mais célebre pregador inglês era o "pensador preferido" do atual papa.
A conversão de John Henry Newman (nascido em Londres em 1821 e morto em Birmingham em 1891) foi um acontecimento mundial na época. Seus escritos e sermões como pastor anglicano não antecipavam sua decisão. Antes havia liderado o Movimento de Oxford, com o empenho de restituir à Igreja Anglicana o direito de se considerar parte da Igreja universal, como a católica e as ortodoxas, sem "romanizá-la", mas devolvendo-a à tradição dos grandes padres e teólogos cristãos. Convertido em 1845, o papa Leão 13 fez Newman cardeal em 1879 e Bento 16 já prepara sua beatificação. Será o primeiro santo católico do Reino Unido procedente do anglicanismo. Um verdadeiro símbolo.
Fonte - UOL
Ceticismo sobre aquecimento global aumenta entre população dos EUA
Os cidadãos norte-americanos acreditam cada vez menos que o aquecimento global seja um problema grave e que existam provas concretas que o fenômeno está ocorrendo, revelou uma pesquisa nesta sexta-feira (23).
Realizada pelo Centro de Pesquisas Pew, o trabalho indicou também que, para grande parte dos norte-americanos, o tema da mudança climática não deveria ser uma prioridade para o governo --mesmo quando a maioria não se opõe à aplicação de normas às emissões de gases poluentes.
A pesquisa mostra que apenas 35% consideram que o aquecimento global e a mudança climática é um problema sério, 9% menos que em abril do ano passado.
Já 57% acreditam que existem provas sólidas que a temperatura do planeta aumentou nas últimas décadas. Na mesma enquete do ano passado, 71% dos consultados assinalaram estar convencidos de que o fenômeno estaria ocorrendo.
A enquete revelou que 36% manifestaram acreditar que o aumento das temperaturas seja resultado da atividade humana, 9% menos que no ano passado.
No entanto, apesar do ceticismo que revela a enquete, o Centro Pew indicou que 50% estariam de acordo que se aplicasse uma política para limitar as emissões poluentes, enquanto 39% estariam contra uma medida desse tipo.
A pesquisa ouviu 1.500 norte-americanos adultos entre 30 de setembro e o 4 de outubro desse ano.
Fonte - Folha
Realizada pelo Centro de Pesquisas Pew, o trabalho indicou também que, para grande parte dos norte-americanos, o tema da mudança climática não deveria ser uma prioridade para o governo --mesmo quando a maioria não se opõe à aplicação de normas às emissões de gases poluentes.
A pesquisa mostra que apenas 35% consideram que o aquecimento global e a mudança climática é um problema sério, 9% menos que em abril do ano passado.
Já 57% acreditam que existem provas sólidas que a temperatura do planeta aumentou nas últimas décadas. Na mesma enquete do ano passado, 71% dos consultados assinalaram estar convencidos de que o fenômeno estaria ocorrendo.
A enquete revelou que 36% manifestaram acreditar que o aumento das temperaturas seja resultado da atividade humana, 9% menos que no ano passado.
No entanto, apesar do ceticismo que revela a enquete, o Centro Pew indicou que 50% estariam de acordo que se aplicasse uma política para limitar as emissões poluentes, enquanto 39% estariam contra uma medida desse tipo.
A pesquisa ouviu 1.500 norte-americanos adultos entre 30 de setembro e o 4 de outubro desse ano.
Fonte - Folha
Obama declara emergência nos EUA por gripe suína
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou neste sábado um estado de emergência nacional por causa da ameaça da gripe suína.
A declaração do estado de emergência aumenta a capacidade dos hospitais, médicos e postos de saúde de atender ao aumento da demanda por tratamento em um eventual novo pico de infecções pelo vírus H1N1.
Os Estados Unidos é o país com o maior número de infecções e mortes pelo vírus da gripe suína desde o início da pandemia, em abril.
Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, teme-se uma nova onda da doença.
Na semana passada, as autoridades americanas disseram que os casos de novas infecções pelo vírus H1N1 já haviam sido detectados em 46 Estados do país.
Mais de mil pessoas já morreram nos Estados Unidos em decorrência de complicações da gripe suína, entre elas cerca de cem crianças.
Segundo a Casa Branca, a declaração de emergência pelo presidente é semelhante às declaradas antes da chegada de furacões.
Ela permite que as autoridades não precisem seguir algumas exigências burocráticas federais para permitir uma maior rapidez no estabelecimento de planos de emergência.
Na semana passada, autoridades americanas advertiram que pode haver um atraso na entrega de doses da vacina contra a gripe suína.
Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), disse que apenas de 28 milhões a 30 milhões de doses estarão disponíveis até o fim de outubro, bem abaixo da estimativa inicial de 40 milhões de doses.
Schuchat disse que a atividade do vírus H1N1 está disseminada no país, com o número de internações e de morte em ascensão.
Fonte - G1
A declaração do estado de emergência aumenta a capacidade dos hospitais, médicos e postos de saúde de atender ao aumento da demanda por tratamento em um eventual novo pico de infecções pelo vírus H1N1.
Os Estados Unidos é o país com o maior número de infecções e mortes pelo vírus da gripe suína desde o início da pandemia, em abril.
Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, teme-se uma nova onda da doença.
Na semana passada, as autoridades americanas disseram que os casos de novas infecções pelo vírus H1N1 já haviam sido detectados em 46 Estados do país.
Mais de mil pessoas já morreram nos Estados Unidos em decorrência de complicações da gripe suína, entre elas cerca de cem crianças.
Segundo a Casa Branca, a declaração de emergência pelo presidente é semelhante às declaradas antes da chegada de furacões.
Ela permite que as autoridades não precisem seguir algumas exigências burocráticas federais para permitir uma maior rapidez no estabelecimento de planos de emergência.
Na semana passada, autoridades americanas advertiram que pode haver um atraso na entrega de doses da vacina contra a gripe suína.
Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), disse que apenas de 28 milhões a 30 milhões de doses estarão disponíveis até o fim de outubro, bem abaixo da estimativa inicial de 40 milhões de doses.
Schuchat disse que a atividade do vírus H1N1 está disseminada no país, com o número de internações e de morte em ascensão.
Fonte - G1
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Cristãos devem testemunhar a salvaguarda da criação
MEMPHIS, quinta-feira, 22 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Os cristãos devem oferecer ao mundo um testemunho crível da responsabilidade para a salvaguarda da criação.
Assim afirma a mensagem que o Papa bento XVI enviou ontem ao patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, por ocasião do 8º simpósio "Religião, ciência e ambiente", que trata sobre "Estabelecer o equilíbrio: o grande rio Mississipi".
...
Na mensagem, lida pelo arcebispo de Nova Orleans, o Papa - segundo informa a Rádio Vaticano - recorda que "os cristãos estão chamados a unir-se para oferecer ao mundo um testemunho crível da responsabilidade para a salvaguarda da criação e a colaborar de qualquer forma possível para garantir que nossa terra possa conservar intacto o que Deus lhe deu: grandeza, beleza, generosidade".
"A solução das crises ecológicas da nossa época - acrescentou o pontífice - requer necessariamente uma transformação profunda por parte dos nossos contemporâneos."
Por isso, o pontífice se disse "plenamente de acordo" com o patriarca Bartolomeu sobre o fato de que "os problemas urgentes que têm a ver com o cuidado e a proteção do ambiente", tocando importantes questões políticas, econômicas, técnicas e científicas, são, contudo, "essencialmente de natureza ética".
Citando a encíclica Caritas in veritate, o Santo Padre recordou que a natureza "é uma verdadeira prioridade para todos" e, como fundamento da nossa vida, deve ser usada responsavelmente e com respeito.
...
Em efeito, advertiu Bartolomeu I, segundo informou a agência SIR, "chegamos a um momento crucial da nossa história. Ampliamos nosso domínio sobre a natureza, até o ponto de que os limites absolutos para a nossa sobrevivência foram alcançados".
"Somente a sabedoria pode nos fazer entender que a criação é um todo independente e indiviso", concluiu. Por isso, também "a menor intervenção humana, inclusive a mais singela mudança na ordem natural causada pela ação humana, pode ter efeitos devastadores no planeta, a longo prazo".
Fonte - Zenit
Nota DDP: Veja também "Estudo mostra impacto de um mundo 4°C mais quente", "Benção ecumênica no Mississipi" e "Papa renova apelos ecológicos".
Assim afirma a mensagem que o Papa bento XVI enviou ontem ao patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, por ocasião do 8º simpósio "Religião, ciência e ambiente", que trata sobre "Estabelecer o equilíbrio: o grande rio Mississipi".
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Na mensagem, lida pelo arcebispo de Nova Orleans, o Papa - segundo informa a Rádio Vaticano - recorda que "os cristãos estão chamados a unir-se para oferecer ao mundo um testemunho crível da responsabilidade para a salvaguarda da criação e a colaborar de qualquer forma possível para garantir que nossa terra possa conservar intacto o que Deus lhe deu: grandeza, beleza, generosidade".
"A solução das crises ecológicas da nossa época - acrescentou o pontífice - requer necessariamente uma transformação profunda por parte dos nossos contemporâneos."
Por isso, o pontífice se disse "plenamente de acordo" com o patriarca Bartolomeu sobre o fato de que "os problemas urgentes que têm a ver com o cuidado e a proteção do ambiente", tocando importantes questões políticas, econômicas, técnicas e científicas, são, contudo, "essencialmente de natureza ética".
Citando a encíclica Caritas in veritate, o Santo Padre recordou que a natureza "é uma verdadeira prioridade para todos" e, como fundamento da nossa vida, deve ser usada responsavelmente e com respeito.
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Em efeito, advertiu Bartolomeu I, segundo informou a agência SIR, "chegamos a um momento crucial da nossa história. Ampliamos nosso domínio sobre a natureza, até o ponto de que os limites absolutos para a nossa sobrevivência foram alcançados".
"Somente a sabedoria pode nos fazer entender que a criação é um todo independente e indiviso", concluiu. Por isso, também "a menor intervenção humana, inclusive a mais singela mudança na ordem natural causada pela ação humana, pode ter efeitos devastadores no planeta, a longo prazo".
Fonte - Zenit
Nota DDP: Veja também "Estudo mostra impacto de um mundo 4°C mais quente", "Benção ecumênica no Mississipi" e "Papa renova apelos ecológicos".
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Abertura do Vaticano para os anglicanos surpreende o mundo religioso
LONDRES — A decisão do Vaticano em permitir que os anglicanos possam se converter ao catolicismo e conservar as próprias tradições divide as opiniões entre os que consideram uma atitude cínica por parte da Santa Sé e os que apontam uma oferta genuína para ajudar as pessoas que relutam em aceitar modernismos como mulheres ordenadas bispos.
De qualquer maneira, a decisão da Igreja Católica causou surpresa no mundo religioso.
Na terça-feira, o Papa Bento XVI anunciou uma nova estrutura que torna mais fácil para os anglicanos, inclusive os sacerdotes casados, voltar para o seio da Igreja Católica, respeitando certas tradições.
O novo decreto papal, anunciado pelo cardeal americano William Joseph Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, permitirá a ordenação de sacerdotes católicos entre os antigos membros do clero anglicano, inclusive os casados, mas a ordenação de bispos anglicanos casados será vetada.
O clero surgido do decreto terá uma liturgia especial.
O cisma anglicano ocorreu em 1534, quando a Igreja da Inglaterra se desligou da Igreja Católica Romana por decisão de Henrique VIII, após a rejeição do Papa Clemente VII a um pedido de anulação do casamento do rei inglês com Catarina de Aragão.
Em 2003, a Igreja Episcopal - nome da Igreja Anglicana nos Estados Unidos - ordenou bispo um homossexual, iniciando a divisão de uma comunidade religiosa que reúne 77 milhões de fieis em todo o mundo.
A divisão se ampliou com a benção do casamento homossexual e com a ordenação de mulheres ao episcopado.
A nova medida, que unifica parte dos movimentos ultraconservadores, foi classificada pelos vaticanistas como uma das "mais ousadas" já tomadas pelo papa alemão, conhecido por suas posições conservadoras.
O arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, o líder espiritual anglicano, comentou que a decisão vaticana não implica "um ato de proselitismo ou agressão", e admitiu que soube do iminente decreto apostólico há algumas semanas.
Williams enfatizou, além disso, que é um sério erro achar que os recentes acontecimentos seriam uma resposta aos problemas internos da comunidade anglicana.
Outros discordam. O vaticanista Vittorio Messori afirma que a Igreja anglicana "foi incapaz de resistir à ideologia hegemônica de correção política, que vai contra a Bíblia", como afirmou ao jornal italiano Il Sole 24 Ore.
"A Igreja anglicana está se fragmentando, mas mesmo que meio milhão de pessoas a abandonem, isso não vai afetar a tendência, que é irreversível", ressaltou.
No entanto, o anúncio papal foi descrito como "um desenvolvimento potencialmente explosivo nas relações anglicana-católicas desde a Reforma", afirma o jornal The Times desta quarta-feira.
"Bispos desesperados convidaram Roma a estacionar seu tanques no gramado do Arcebispado", afirma a matéria.
A decisão de Bento XVI foi anunciada, além disso, poucos dias antes de uma reunião crucial com dirigentes do movimento ultraconservador católico lefebvrista, com os quais o Papa tenta há anos a reconciliação depois do cisma de 1988, apesar de alguns de seus líderes questionarem o Holocausto nazista.
"Com esta estrutura jurídica se abre o caminho para a integração de outros grupos, como os lefebvristas e vários movimentos protestantes e ortodoxos", explicou o vaticanista do jornal La Repubblica, Marco Politi.
"Todos os passos que o Vaticano está tomando estão dirigidos para a tradição", enfatizou, por sua parte, Sandro Magister, vaticanista da revista L'Espresso.
Fonte - AFP
De qualquer maneira, a decisão da Igreja Católica causou surpresa no mundo religioso.
Na terça-feira, o Papa Bento XVI anunciou uma nova estrutura que torna mais fácil para os anglicanos, inclusive os sacerdotes casados, voltar para o seio da Igreja Católica, respeitando certas tradições.
O novo decreto papal, anunciado pelo cardeal americano William Joseph Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, permitirá a ordenação de sacerdotes católicos entre os antigos membros do clero anglicano, inclusive os casados, mas a ordenação de bispos anglicanos casados será vetada.
O clero surgido do decreto terá uma liturgia especial.
O cisma anglicano ocorreu em 1534, quando a Igreja da Inglaterra se desligou da Igreja Católica Romana por decisão de Henrique VIII, após a rejeição do Papa Clemente VII a um pedido de anulação do casamento do rei inglês com Catarina de Aragão.
Em 2003, a Igreja Episcopal - nome da Igreja Anglicana nos Estados Unidos - ordenou bispo um homossexual, iniciando a divisão de uma comunidade religiosa que reúne 77 milhões de fieis em todo o mundo.
A divisão se ampliou com a benção do casamento homossexual e com a ordenação de mulheres ao episcopado.
A nova medida, que unifica parte dos movimentos ultraconservadores, foi classificada pelos vaticanistas como uma das "mais ousadas" já tomadas pelo papa alemão, conhecido por suas posições conservadoras.
O arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, o líder espiritual anglicano, comentou que a decisão vaticana não implica "um ato de proselitismo ou agressão", e admitiu que soube do iminente decreto apostólico há algumas semanas.
Williams enfatizou, além disso, que é um sério erro achar que os recentes acontecimentos seriam uma resposta aos problemas internos da comunidade anglicana.
Outros discordam. O vaticanista Vittorio Messori afirma que a Igreja anglicana "foi incapaz de resistir à ideologia hegemônica de correção política, que vai contra a Bíblia", como afirmou ao jornal italiano Il Sole 24 Ore.
"A Igreja anglicana está se fragmentando, mas mesmo que meio milhão de pessoas a abandonem, isso não vai afetar a tendência, que é irreversível", ressaltou.
No entanto, o anúncio papal foi descrito como "um desenvolvimento potencialmente explosivo nas relações anglicana-católicas desde a Reforma", afirma o jornal The Times desta quarta-feira.
"Bispos desesperados convidaram Roma a estacionar seu tanques no gramado do Arcebispado", afirma a matéria.
A decisão de Bento XVI foi anunciada, além disso, poucos dias antes de uma reunião crucial com dirigentes do movimento ultraconservador católico lefebvrista, com os quais o Papa tenta há anos a reconciliação depois do cisma de 1988, apesar de alguns de seus líderes questionarem o Holocausto nazista.
"Com esta estrutura jurídica se abre o caminho para a integração de outros grupos, como os lefebvristas e vários movimentos protestantes e ortodoxos", explicou o vaticanista do jornal La Repubblica, Marco Politi.
"Todos os passos que o Vaticano está tomando estão dirigidos para a tradição", enfatizou, por sua parte, Sandro Magister, vaticanista da revista L'Espresso.
Fonte - AFP
Ortodoxos búlgaros relançam unidade com católicos
ROMA, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- "Devemos encontrar a unidade o quanto antes possível e celebrar finalmente juntos, as pessoas não entendem nossas divisões e nossas discussões".
Assim afirmou o bispo ortodoxo búlgaro Tichon ao Papa, ao término da Audiência de hoje, afirmando que "não economizará esforços" para contribuir a reconstruir "logo a comunhão entre católicos e ortodoxos".
Segundo publica o jornal L'Osservatore Romano, para Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, "é certamente importante o diálogo teológico que está sendo levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar o quanto antes o modo de celebrar juntos".
"Um católico não se converterá em ortodoxo e vice-versa, mas devemos aproximar-nos juntos do altar". Tichon disse ao pontífice que "esta aspiração é um sentimento surgido dos trabalhos da assembleia" de sua diocese, celebrada em Roma, na qual tomaram parte todos os sacerdotes e dois delegados de cada paróquia ortodoxa búlgara.
"Viemos até o Papa - destacou - para expressar-lhe nosso desejo de unidade e também porque ele é o bispo de Roma, a cidade que acolheu nossa assembleia".
Fonte - Zenit
Assim afirmou o bispo ortodoxo búlgaro Tichon ao Papa, ao término da Audiência de hoje, afirmando que "não economizará esforços" para contribuir a reconstruir "logo a comunhão entre católicos e ortodoxos".
Segundo publica o jornal L'Osservatore Romano, para Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, "é certamente importante o diálogo teológico que está sendo levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar o quanto antes o modo de celebrar juntos".
"Um católico não se converterá em ortodoxo e vice-versa, mas devemos aproximar-nos juntos do altar". Tichon disse ao pontífice que "esta aspiração é um sentimento surgido dos trabalhos da assembleia" de sua diocese, celebrada em Roma, na qual tomaram parte todos os sacerdotes e dois delegados de cada paróquia ortodoxa búlgara.
"Viemos até o Papa - destacou - para expressar-lhe nosso desejo de unidade e também porque ele é o bispo de Roma, a cidade que acolheu nossa assembleia".
Fonte - Zenit
Colaboração entre o Vaticano e os EUA
ROMA, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Uma conferência que reuniu em Roma líderes mundiais na luta contra a Aids destacou a urgente necessidade de aumentar a prevenção da transmissão desta enfermidade de mãe para filho.
Também conseguiu unir a Igreja e a administração Obama em uma colaboração, potencialmente muito eficaz e frutífera, para salvar vidas de milhões de crianças.
A conferência, de três dias, estava co-organizada por Cáritas Internacional – uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja – e a embaixada dos Estados Unidos na Santa Sé.
...
O embaixador dos Estados Unidos na Santa Sé, Miguel H. Díaz, acolheu com beneplácito o que ele considera um verdadeiro potencial para a colaboração entre a administração Obama e a Igreja neste tema. “Esse é um exemplo concreto de ir juntos, para centrar-se no cuidado das crianças, e por isso estamos nos centrando na prevenção e no tratamento das crianças e das mães por uma causa comum”, disse a ZENIT.
...
O embaixador Díaz chegou a dizer que se uma vida se salva como resultado deste encontro, a colaboração entre o governo dos Estados Unidos e a Igreja nesta questão “já teria feito a diferença”.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Veja também "Igreja e governo apresentam pareceria inédita".
Também conseguiu unir a Igreja e a administração Obama em uma colaboração, potencialmente muito eficaz e frutífera, para salvar vidas de milhões de crianças.
A conferência, de três dias, estava co-organizada por Cáritas Internacional – uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja – e a embaixada dos Estados Unidos na Santa Sé.
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O embaixador dos Estados Unidos na Santa Sé, Miguel H. Díaz, acolheu com beneplácito o que ele considera um verdadeiro potencial para a colaboração entre a administração Obama e a Igreja neste tema. “Esse é um exemplo concreto de ir juntos, para centrar-se no cuidado das crianças, e por isso estamos nos centrando na prevenção e no tratamento das crianças e das mães por uma causa comum”, disse a ZENIT.
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O embaixador Díaz chegou a dizer que se uma vida se salva como resultado deste encontro, a colaboração entre o governo dos Estados Unidos e a Igreja nesta questão “já teria feito a diferença”.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Veja também "Igreja e governo apresentam pareceria inédita".
Encontro de religiões em busca de paz
Brasília, 21 out (RV) - Concluiu-se ontem em Brasília um encontro que reuniu judeus, muçulmanos, cristãos, hindus, budistas, representantes de religiões africanas e indígenas, promovido pela ONG Amisrael para discutir pontos convergentes entre as crenças e definir estratégias para a paz.
Nos dias do encontro, que começou dia 18, os participantes conheceram e identificaram as afinidades de suas religiões sobre temas como família, ciência, comunicação, identidades e globalização. Será produzido e divulgado um documento final.
Entre os líderes que tomaram parte da reunião estavam o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom José Alberto Moura; o Xeique Armando Saleh, da Mesquita Brasil de São Paulo, o representante do Budismo Tibetano na América do Sul, Lama Rinchen, o Grão Rabino Yona Metzger e o embaixador de Israel Giora Becher.
Fonte - Radio Vaticano
Nota DDP: Veja também "Livro apresenta frutos do diálogo ecumênico". Destaque:
O purpurado ressaltou ainda que para os nossos parceiros ecumênicos, por vezes, os nossos documentos são difíceis de digerir", observou ele, reiterando que "ninguém pode afirmar que estamos atravessando um "inverno ecumênico":
"Pelo contrário, estamos na alta estação, em pleno verão, e com esse livro já recolhemos os primeiros riquíssimos frutos: realmente uma boa colheita e – esperamos – um impulso e um forte estímulo para a continuação dos diálogos."
Nos dias do encontro, que começou dia 18, os participantes conheceram e identificaram as afinidades de suas religiões sobre temas como família, ciência, comunicação, identidades e globalização. Será produzido e divulgado um documento final.
Entre os líderes que tomaram parte da reunião estavam o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom José Alberto Moura; o Xeique Armando Saleh, da Mesquita Brasil de São Paulo, o representante do Budismo Tibetano na América do Sul, Lama Rinchen, o Grão Rabino Yona Metzger e o embaixador de Israel Giora Becher.
Fonte - Radio Vaticano
Nota DDP: Veja também "Livro apresenta frutos do diálogo ecumênico". Destaque:
O purpurado ressaltou ainda que para os nossos parceiros ecumênicos, por vezes, os nossos documentos são difíceis de digerir", observou ele, reiterando que "ninguém pode afirmar que estamos atravessando um "inverno ecumênico":
"Pelo contrário, estamos na alta estação, em pleno verão, e com esse livro já recolhemos os primeiros riquíssimos frutos: realmente uma boa colheita e – esperamos – um impulso e um forte estímulo para a continuação dos diálogos."
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O conflito final e a Igreja de Laodicéia
Programação realizada na IASD de Dallas, no período de 28 de Março a 04 de Abril de 2.009, dirigida pelo Pr. Dílson Bezerra, que é missionário na África e explana com propriedade acerca das atuais características da Igreja, os elementos que devem se descortinar no horizonte adventista nestes últimos dias desta terra, bem como sobre a preparação individual que deve se alinhar a este quadro. Os materiais estão disponíveis para download em áudio e vídeo, bem como para acesso online nestas mídias.01) - 28/03/09 - A última batalha (Áudio)(Vídeo)
02) - 29/03/09 - A justiça de Cristo (Áudio)(Vídeo)
03) - 30/03/09 - A mensagem do primeiro anjo (Áudio)(Vídeo)
04) - 31/03/09 - A mensagem do segundo anjo (Áudio)(Vídeo)
05) - 01/04/09 - A mensagem do terceiro anjo (Áudio)(Vídeo)
06) - 02/04/09 - O alto clamor (Áudio)(Vídeo)
07) - 03/04/09 - A justiça de Cristo (2) (Áudio)(Vídeo)
08) - 04/04/09 - A vitória final (Áudio)(Vídeo)
Fonte - IASD Dallas
O sínodo e suas proposições
Cidade do Vaticano, 20 out (RV) - Encaminha-se para a sua conclusão a II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano com o tema "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. "Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5, 13.14).
Esta manhã, durante a 17ª Congregação geral, foi apresentado o elenco único das Proposições finais. O documento, ainda provisório, receberá as emendas necessárias e será votado pela Assembléia.
...
Entrando no específico, os Padres sinodais refletem sobre o diálogo ecumênico e inter-religioso, em particular com o Islã. A exemplo do Dia mundial de oração pela paz, realizado em Assis em 1986, o esboço de Proposições pede o respeito pela liberdade de culto e convida a não politizar a religião nem torná-la objeto étnico.
Os Padres sinodais reafirmam que a liberdade religiosa é um direito fundamental que deve ser protegido e reconhecido; pedem que as igrejas e propriedades eclesiásticas confiscadas sejam restituídas e que se diga "não" ao fundamentalismo.
Também a relação com as Religiões Tradicionais Africanas é colocada como central, não devendo tais religiões ser rejeitadas a priori, mas estudadas em comparação com a teologia. Ao mesmo tempo, o Sínodo recomenda que a Igreja seja capaz de enfrentar o exoterismo e as práticas ocultas.
...
Ademais, os Padres sinodais dedicam espaço para a grande página da Doutrina Social da Igreja, que deve ser estudada e difundida em todos os níveis. Dá-se espaço também para a tutela do ambiente, no momento em que a África registra uma desertificação sem precedentes, fazendo votos de um tratado internacional sobre o tráfico de armas e a defesa dos direitos dos migrantes, que não devem ser criminalizados.
...
Fonte - Radio Vaticano
Esta manhã, durante a 17ª Congregação geral, foi apresentado o elenco único das Proposições finais. O documento, ainda provisório, receberá as emendas necessárias e será votado pela Assembléia.
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Entrando no específico, os Padres sinodais refletem sobre o diálogo ecumênico e inter-religioso, em particular com o Islã. A exemplo do Dia mundial de oração pela paz, realizado em Assis em 1986, o esboço de Proposições pede o respeito pela liberdade de culto e convida a não politizar a religião nem torná-la objeto étnico.
Os Padres sinodais reafirmam que a liberdade religiosa é um direito fundamental que deve ser protegido e reconhecido; pedem que as igrejas e propriedades eclesiásticas confiscadas sejam restituídas e que se diga "não" ao fundamentalismo.
Também a relação com as Religiões Tradicionais Africanas é colocada como central, não devendo tais religiões ser rejeitadas a priori, mas estudadas em comparação com a teologia. Ao mesmo tempo, o Sínodo recomenda que a Igreja seja capaz de enfrentar o exoterismo e as práticas ocultas.
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Ademais, os Padres sinodais dedicam espaço para a grande página da Doutrina Social da Igreja, que deve ser estudada e difundida em todos os níveis. Dá-se espaço também para a tutela do ambiente, no momento em que a África registra uma desertificação sem precedentes, fazendo votos de um tratado internacional sobre o tráfico de armas e a defesa dos direitos dos migrantes, que não devem ser criminalizados.
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Fonte - Radio Vaticano
“Palavras do papa sobre a Europa, providenciais”
ESTRASBURGO, terça-feira, 20 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- As palavras de Bento XVI de ontem sobre a responsabilidade dos europeus na recuperação de suas raízes são “providenciais”, em um “período turbulento e de aparente ocaso do projeto chamado Europa Unida”.
Foi o que afirmou hoje Mario Mauro, representante da presidência da OSCE para a Luta contra o Racismo, a Xenofobia e a Discriminação.
O europarlamentar italiano, que é também presidente dos Deputados do Popolo della Libertà no Parlamento europeu, se referiu ao discurso do Papa de ontem, ao receber o novo embaixador das Comissões Europeias na Santa Sé, Yves Gazzo.
“As palavras de ontem do Papa voltam a chamar providencialmente a responsabilidade de todos os europeus, de todos os cidadãos e de todos os políticos a buscar na unidade e na busca comum da verdade esse golpe decisivo para voltar a construir algo importante para si e para as futuras gerações”, afirmou.
“Se a Europa não é capaz de uma memória histórica que lhe permita manter viva sua tradição cultural e religiosa, não poderá pretender levantar o vôo”, afirmou Mauro.
“O progresso e a civilização nascem da unidade, a Europa foi grande só no momento em que transmitia esses valores constitutivos que lhe provinham da fé cristã, fazendo-os ser patrimônio de cultura e identidade dos povos”.
Por isto, acrescentou, “o ensinamento do Papa não é afirmação de um pensamento teológico com respeito ao outro, mas é o único caminho para poder ganhar um desafio decisivo para o relançamento da Europa como potência mundial”.
Mario Mauro se referia assim às palavras do Papa de ontem, ao receber o novo chefe da delegação da Comissão das Comunidades Europeias na Santa Sé, o embaixador Yves Gazzo.
O Papa afirmava a importância de que a Europa reconheça as raízes cristãs de seus valores e de sua civilização, pois do contrário estes “correm o risco de ser instrumentalizados por indivíduos e grupos de pressão desejosos de fazer valer interesses particulares em detrimento do bem comum”.
“Estes valores são o fruto de uma longa e tortuosa história na qual, ninguém pode negar, o cristianismo teve um papel de primeiro plano”, afirmava o Papa.
“É importante que a Europa não permita que seu modelo de civilização desmorone, pedaço a pedaço. Seu impulso original não deve ser sufocado pelo individualismo ou o totalitarismo”, acrescentava.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Veja também "Europa cristã está longe de ter desaparecido".
Foi o que afirmou hoje Mario Mauro, representante da presidência da OSCE para a Luta contra o Racismo, a Xenofobia e a Discriminação.
O europarlamentar italiano, que é também presidente dos Deputados do Popolo della Libertà no Parlamento europeu, se referiu ao discurso do Papa de ontem, ao receber o novo embaixador das Comissões Europeias na Santa Sé, Yves Gazzo.
“As palavras de ontem do Papa voltam a chamar providencialmente a responsabilidade de todos os europeus, de todos os cidadãos e de todos os políticos a buscar na unidade e na busca comum da verdade esse golpe decisivo para voltar a construir algo importante para si e para as futuras gerações”, afirmou.
“Se a Europa não é capaz de uma memória histórica que lhe permita manter viva sua tradição cultural e religiosa, não poderá pretender levantar o vôo”, afirmou Mauro.
“O progresso e a civilização nascem da unidade, a Europa foi grande só no momento em que transmitia esses valores constitutivos que lhe provinham da fé cristã, fazendo-os ser patrimônio de cultura e identidade dos povos”.
Por isto, acrescentou, “o ensinamento do Papa não é afirmação de um pensamento teológico com respeito ao outro, mas é o único caminho para poder ganhar um desafio decisivo para o relançamento da Europa como potência mundial”.
Mario Mauro se referia assim às palavras do Papa de ontem, ao receber o novo chefe da delegação da Comissão das Comunidades Europeias na Santa Sé, o embaixador Yves Gazzo.
O Papa afirmava a importância de que a Europa reconheça as raízes cristãs de seus valores e de sua civilização, pois do contrário estes “correm o risco de ser instrumentalizados por indivíduos e grupos de pressão desejosos de fazer valer interesses particulares em detrimento do bem comum”.
“Estes valores são o fruto de uma longa e tortuosa história na qual, ninguém pode negar, o cristianismo teve um papel de primeiro plano”, afirmava o Papa.
“É importante que a Europa não permita que seu modelo de civilização desmorone, pedaço a pedaço. Seu impulso original não deve ser sufocado pelo individualismo ou o totalitarismo”, acrescentava.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Veja também "Europa cristã está longe de ter desaparecido".
Terremotos relacionados com o câmbio climático
Até agora era uma suspeita, mas a NASA acaba de relacionar o aumento dos terremotos com o câmbio climático (Fonte: Aeronoticias): "O desaparecimento dos glaciares do Alasca provacariam terremotos nesta zona, segundo a Nasa os terremostos ocorrem com mais frequência na medida que os glaciais derretem e desaparecem".Segundo este estudo, ao diminuir o peso que estas sobre as placas tectônicas pelo derretimento do gelo, estas se podem mover com mais facilidade, o que provocaria um aumento em seu movimento e, portanto, da fricção com as outras placas, provocando novos e mais frequentes terremotos.
"O peso de um glacial sobreposto a estas áreas ativas de terremotos pode ajudar a manter as coisas estáveis. Mas, como os glaciais derretem e a carga sobre a placa diminiu, há uma maior probalidade de que ocorra um terremoto ao liberar a tensão que havia. Os investigores crêem que o terremoto de 1979 no Alasca meridional, chamado de São Elias, foi promovido pela perda dos glaciais na área."
Fonte - Cuenta Atras
Nota DDP: Veja também "União Europeia não chega a acordo sobre fundo climático".
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ciclo de Palestras sobre Liberdade Religiosa
Data/Horário: 22 de outubro (quinta-feira) – 8h às 18h
Abertura: DR. LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO (Presidente da OAB SP)
Presidente de Mesa: DR. HÉDIO SILVA JÚNIOR (Advogado e Presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB SP)
Palestras
PROSELITISMO RELIGIOSO – DIREITOS E LIMITES
Expositora: MARIA CLÁUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (Graduada em Direito e em Relações Internacionais; Mestre em Direito e Estado pela USP; Professora de Direito Constitucional e Assessora Chefe da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral)
**********************************
ASPECTOS JURÍDICOS DA RELAÇÃO RELIGIÃO E ESTADO
Expositor: DR. ROBERTO ARRIADA LOREA (Doutor em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Juiz de Direito no Rio Grande do Sul; Membro da Red Iberoamericana por las Liberdades Laicas; Membro do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução; Professor na Escola Superior da Magistratura; Membro do Conselho Curador do Fundo Brasil de Direitos Humanos)
**********************************
REPARAÇÃO DE DANO NOS CASOS DE ABUSO DO MINISTÉRIO RELIGIOSO
Expositora: MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR (Jornalista, colabora atualmente com o Valor Econômico; Autora do livro Feridos em nome de Deus)
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OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA
Expositor: DEPUTADO CAMPOS MACHADO (Deputado Estadual; Advogado Criminalista formado pela USP; Autor da Lei Estadual nº 12.142/05, sobre dias de guarda religiosa, referência nacional sobre legislação e liberdade religiosa)
**********************************
Local: Club Homs (Av. Paulista, 735 - Capital - SP)
Inscrições/Informações: Mediante a doação de uma lata ou pacote de leite integral em pó – 400g, no ato da inscrição. (Praça da Sé, 385 - Térreo – Atendimento ou pelos telefones (11)3291-8190/8191 site: www.oabsp.org.br)
Abertura: DR. LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO (Presidente da OAB SP)
Presidente de Mesa: DR. HÉDIO SILVA JÚNIOR (Advogado e Presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB SP)
Palestras
PROSELITISMO RELIGIOSO – DIREITOS E LIMITES
Expositora: MARIA CLÁUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (Graduada em Direito e em Relações Internacionais; Mestre em Direito e Estado pela USP; Professora de Direito Constitucional e Assessora Chefe da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral)
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ASPECTOS JURÍDICOS DA RELAÇÃO RELIGIÃO E ESTADO
Expositor: DR. ROBERTO ARRIADA LOREA (Doutor em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Juiz de Direito no Rio Grande do Sul; Membro da Red Iberoamericana por las Liberdades Laicas; Membro do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução; Professor na Escola Superior da Magistratura; Membro do Conselho Curador do Fundo Brasil de Direitos Humanos)
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REPARAÇÃO DE DANO NOS CASOS DE ABUSO DO MINISTÉRIO RELIGIOSO
Expositora: MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR (Jornalista, colabora atualmente com o Valor Econômico; Autora do livro Feridos em nome de Deus)
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OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA
Expositor: DEPUTADO CAMPOS MACHADO (Deputado Estadual; Advogado Criminalista formado pela USP; Autor da Lei Estadual nº 12.142/05, sobre dias de guarda religiosa, referência nacional sobre legislação e liberdade religiosa)
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Local: Club Homs (Av. Paulista, 735 - Capital - SP)
Inscrições/Informações: Mediante a doação de uma lata ou pacote de leite integral em pó – 400g, no ato da inscrição. (Praça da Sé, 385 - Térreo – Atendimento ou pelos telefones (11)3291-8190/8191 site: www.oabsp.org.br)
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