quarta-feira, 14 de abril de 2010

Terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter deixa centenas de mortos na China

Pelo menos 400 pessoas morreram e oito mil ficaram feridas em decorrência do terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter que atingiu nesta quarta-feira (14) a província ocidental chinesa de Qinghai (noroeste do país), informou a agência estatal de notícias Xinhua.

O abalo aconteceu às 7h49 no horário local (20h49 de terça-feira em Brasília).De acordo com a Agência Sismológica Chinesa, outras pessoas podem estar presas sob os escombros. A entidade informa que o epicentro do tremor aconteceu no distrito de Yushu, na Província autônoma tibetana de mesmo nome.

Cerca de 700 soldados participam das buscas por pessoas soterradas e mais mil serão enviados ao local para ajudar nas buscas, afirmou um porta-voz da secretaria de emergência da província de Qinghai. Segundo o porta-voz, as autoridades ainda avaliam o tamanho real da tragédia e temem que o número de vítimas possa ser muito maior em virtude do horário dos abalos. "Era muito cedo e as pessoas ainda estavam em suas casas", disse ele.

“Muitos estudantes ficaram presos sob os escombros de uma escola vocacional derrubada", disse à Xinhua o assessor da Prefeitura Tibetana Autônoma de Yushu. "Há feridos por toda a parte. Faltam barracas, equipamentos médicos, remédios e médicos", afirmou.

"Nossa unidade resgatou mais de 900 pessoas dos escombros", informou Yan Junfu, um oficial do exército em Yushu. De acordo com ele, o primeiro grupo de resgate enviado pelo governo da província de Qinghai conta com o apoio de 25 médicos e 65 bombeiros.

A agência estatal de notícias Xinhua informa que os condados de Yushu e Jiegu foram os mais atingidos pelos tremores desta manhã. Moradores locais contam que viram diversas casas e templos desabando. A agência diz que 85% das residências de Jiegu desabaram, obrigando o governo central do país a deslocar equipes de resgate de várias partes para atender as vítimas.

Os relatos da Agência Sismológica Chinesa afirmam que o sistema de telecomunicações da província entraram em colapso e as estradas que fazem a ligação com o aeroporto local foram gravemente prejudicadas.

Localização

A província de Qinghai faz fronteira com o Tibete e é habitada principalmente por tibetanos, mongóis, hui (muçulmanos) e chineses da etnia majoritária han, e foi uma das zonas afetadas pelo terremoto de maio de 2008 que sacudiu o norte da vizinha província de Sichuan, deixando cerca de 90 mil mortos e desaparecidos. Na ocasião, cinco milhões de pessoas perderam suas casas no tremor.

O oeste da China, com grandes cadeias montanhosas como o Himalaia, é zona de frequente de terremotos, embora muitos deles aconteçam em áreas pouco povoadas ou desabitadas.

O principal tremor desta quarta foi sucedido por vários outros abalos: um de 5,3 e 5,1 graus da escala internacional de Richter.

Fonte - UOL


terça-feira, 13 de abril de 2010

Ano de catástrofes ou esperança?

Acabo de chegar do Chile, depois de visitar várias das cidades afetadas pelo terremoto e tsunami, na região sul do país. Voltei com a impressão de um país preparado para se refazer da crise e um grupo de membros e líderes que perderam muita coisa, mas não a esperança.

Pessoas que têm um sorriso no rosto, palavras positivas e muita confiança de que vamos sair mais fortes de toda essa crise.

Fiquei muito impressionado ao visitar a família da irmã Yolanda, tesoureira da igreja central de Constitución. Encontrei os quatro membros da família no local em que estava sua casa, antes do tsunami.

Hoje, resta apenas uma pequena parte e uma montanha de entulhos. Na frente estava o carro da família com um grande adesivo no vidro traseiro apresentando a imagem do Impacto Esperança 2008, com a volta de Jesus e a mensagem “Viva com Esperança”. Aquelas palavras eram o que os habitantes da cidade precisavam ouvir e recordar, e nelas confiar. Ela me contou do momento, logo após o terremoto, em que fugiram apenas com a roupa do corpo para a parte alta da cidade, e dali acompanharam o momento em que as ondas gigantes tragaram um pedaço da cidade.

Em uma pequena ilha próxima, cerca de duzentas pessoas aproveitavam o fim de semana. Depois do terremoto, também sabiam do risco da chegada de um tsunami. Infelizmente, não conseguiram sair para se refugiar em uma região mais alta. Ao conversar com a irmã Yolanda, percebi sua emoção ao contar que, do lugar alto em que estavam, podiam ouvir os gritos desesperados das pessoas da ilha e seus sinais de luz com as lanternas, pedindo socorro, mas ninguém conseguia oferecer ajuda. Tão logo as ondas gigantes chegaram, o barulho e as luzes desapareceram.

Foi muito difícil para todos acompanhar uma situação como aquela. São cenas que nos relembram diferentes momentos bíblicos e proféticos que para alguns parecem impossíveis. Nossa igreja também sofreu as consequências da tragédia. As sedes da Associação Sul e da Missão Central foram condenadas e desocupadas.

Três escolas foram bastante danificadas e dez igrejas, destruídas. A maior delas, a igreja central da cidade de Concepción (dois milhões de habitantes), tinha lugar para 700 membros e o pouco que sobrou terá de ser demolido. Mais de setenta igrejas tiveram sérios danos estruturais e cerca de 700 casas de adventistas também foram afetadas. Lamentavelmente, quatro de nossos membros faleceram.

Ao descrever toda essa situação, quero lhe dar a oportunidade de ajudar nossos irmãos no Chile e orar por eles. Quero que você veja como Deus renova as forças de Seus filhos em meio à dor e ao sofrimento.

Além disso, quero que você tire outras lições importantes:

1. Vale a pena ser uma família mundial. Não somos igrejas independentes espalhadas pelo mundo.

Somos uma igreja mundial. Uma organização que avança unida e se apoia em um momento assim.

Em poucos dias, todas as uniões e instituições da Divisão Sul-Americana, além da própria Divisão, Associação Geral e outras Divisões mundiais, enviaram recursos para a reconstrução da igreja no país. Se você também quiser ajudar, não deixe de visitar o portal adventista na internet (www.portaladventista.org).

2. Precisamos reconhecer o tempo em que estamos vivendo. Esse tem sido denominado o ano das calamidades. Precisamos entender a agitação de nosso planeta, observar como os ventos estão sendo soltos (Ap 7) e o que o inimigo está fazendo com este mundo (Ap 12:12). É tempo de levantar a cabeça, pois a redenção está próxima (Lc 21:28).

3. Cada sinal é uma oportunidade. Os versos 6, 8 e 13 de Mateus 24 indicam que as catástrofes, incluindo os terremotos, não são sinais iminentes da volta de Cristo. O próprio Cristo, no verso 14, destaca que o fim virá com a forte pregação do evangelho.

O surgimento e a intensidade dos sinais negativos deverão servir para facilitar a pregação do evangelho. Eles não são o fim, mas facilitam o cumprimento do sinal iminente do fim (Mt 24:14).

Daí a pergunta: Quantos outros sinais ainda precisam acontecer, quantas oportunidades mais ainda precisamos ter para pregar o evangelho a todo o mundo, para que Cristo volte à Terra?

Erton Köhler – é presidente da Divisão Sul-Americana.

Fonte - Advir


O próximo será o "big one"?

Há mais de um século, a população da costa oeste da América do Norte convive com uma tensão constante. De uma forma ou de outra, todos esperam pelo “Big One”, o temido terremoto que, segundo consenso de especialistas, tem 70% de chance de acontecer nos próximos 30 anos e pode fazer com que parte do litoral desmorone no Oceano Pacífico. O tremor de 7.2 graus de magnitude na Escala Richter que atingiu a província de Mexicali, no México, no domingo 4, foi o mais recente aviso de que o pior pode estar próximo. O abalo, que matou quatro pessoas, feriu 223 e causou uma ruptura de 80 quilômetros de largura no plano da falha San Andreas (confira quadro na página seguinte), elevou o alerta das cidades localizadas em sua extensão ao nível máximo. Isso porque o Estado americano da Califórnia e a cidade de São Francisco em especial – localizada no crítico segmento sudeste da falha – convivem com a iminência de um acontecimento que pode chegar sem aviso. “Pode-se dizer que a falha está grávida de nove meses”, alerta Thomas Jordan, do Centro Sismológico da Califórnia do Sul.

Somado às recentes tragédias no Haiti e no Chile, o tremor do dia 4 deixa de fato a sensação de que uma grande hecatombe está prestes a acontecer. O Centro de Investigação Científica e de Educação Superior de Enseada, no México, classificou como “sem precedentes” o terremoto na região. Ele foi sentido, inclusive, nos municípios americanos de Calexico, San Diego e Los Angeles. A brasileira Elaine Wanderley, 30 anos, mora desde 2005 em San Diego e relatou à ISTOÉ que o evento causou grande comoção na cidade, antes tranquila. “Foram os 90 segundos mais longos da minha vida”, diz Elaine. “A sensação é muito estranha.Os quadros da parede ficaram tortos, vasos e copos balançaram sobre a mesa. Foi chocante”, completa.

Apesar de não ter acusado o tremor, São Francisco vive sob constante ameaça de terremotos. John Chappel, designer de 39 anos e morador da cidade, conta que as pessoas estão assustadas diante da quantidade de eventos do tipo que ocorrem mundo afora. “Com tanto terremoto acontecendo por aí, fica difícil não pensar que o Big One está se aproximando”, diz. “O medo é de que se repita a tragédia de 1906, mas com proporções ainda maiores”, conclui. O evento ao qual John se refere é o terremoto ocorrido em 17 de abril daquele ano. Com 8.0 graus de magnitude, o fenômeno destruiu a cidade, tomada pelas chamas logo depois. O jornalista Jack London foi testemunha ocular da tragédia e escreveu um impressionante e agora clássico relato sobre ela. “Todas as engenhocas e salvaguardas humanas foram desmanteladas por 30 segundos de contorção da crosta terrestre”, escreveu London. “São Francisco desapareceu. Não ficou nada além da lembrança.” O terremoto causou três mil mortes e prejuízos da ordem de US$ 500 milhões.
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Fonte - Isto É


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ecumenismo: Unindo as Igrejas

Por Clifford Goldstein

Em uma fervorosa oração e em agonia na cruz, Jesus pediu ao Pai a unidade entre os membros da igreja a ser fundada após sua morte. “Eu não rogo somente por estes,” Ele disse, “mas também por aqueles que hão de crer em mim pela sua palavra, para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles também estejam em nós”(João 17:20-21 NVI).

Apesar da oração fervorosa, mesmo o olhar mais superficial sobre a história revela que dentre os adjetivos usados para descrever a igreja, “unidos” não seria um deles. Embora, pelo menos ainda não estejam matando uns aos outros, como foi frequentemente o caso no passado, os cristãos estão longe de ser o corpo unificado pelo qual Jesus orou. A lista das centenas de denominações, testemunha quão fragmentada a igreja cristã permanece quase dois mil anos depois da oração de Jesus.

Ao longo das últimas décadas, porém, algumas tendências poderosas surgiram no cristianismo buscando reverter essas fraturas para fazer com que a oração de Jesus pela unidade torne-se real. Conhecido como “movimento ecumênico”, essas tentativas vieram de vários quadrantes e já se reuniu com diferentes níveis de sucesso. Talvez de todos os movimentos em direção à unidade, nenhum foi mais dramático, e surpreendente, que o que está acontecendo entre os católicos romanos e protestantes determinados, incluindo luteranos. Católicos e luteranos assinaram algumas declarações bastante surpreendentes da unidade professada, algo que mesmo 30 anos atrás teria sido considerado quase impossível.

O que está a fazer uma dessas tendências? Se nem todos os cristãos estão avidamente envolvidos neste impulso para a unidade, para ajudar a cumprir a oração do seu próprio Senhor? Poderiam esses movimentos, especialmente entre católicos e protestantes, na verdade, ser a resposta à oração de Cristo? Ou, pelo contrário, algo mais poderia estar acontecendo que devem fazer os cristãos um pouco desconfiados? Como devemos ver estes eventos?

Os Primeiros Dias

É difícil para as pessoas de hoje compreender a animosidade que envenenava as relações entre católicos e protestantes, desde o início da Reforma, no início de 1500. O vitríolo e retórica dos protestantes contra os católicos, e vice-versa, era o tipo de conversa que as pessoas hoje esperam entre as nações em guerra, e não entre os cristãos professos.

A conversa, porém, não era nada em contraste com a violência, como na execução de Dr. John Hooper, na Inglaterra (1555), que foi queimado na fogueira. O Livro dos Mártires de Fox descreveu seu últimos momentos no fogo: “Mas quando tinha a boca escurecida e sua língua estava tão inchada que não podia falar, catacumba se moveram seus lábios até ficarem encolhidos sobre as gengivas, e se batia no peito com suas mãos até que um de seus braços se desprendeu, e depois continuou batendo com a outra,mas enquanto saia gordura, sangue e água dos extremos dos dedos; finalmente, ao renovar-se o fogo, desapareceram suas energias, e sua mão ficou fixa após bater na corrente sobre seu peito. Depois, inclinando-se para a frente, entregou seu espírito. (pág. 215). Esta atrocidade foi feita, lembrem-se, por cristãos professos para outros cristãos professos.

Naturalmente, não era apenas protestantes versus católicos. Como as igrejas reformadas romperam com Roma, fragmentaram-se em várias seitas e denominações que se encontravam em conflito umas com as outras. Numa altura em que a idéia de liberdade religiosa estava ainda a séculos de distância, estas divisões se tornaram violentas, muitas vezes, como quando o reformador suíço Ulrich Zwingli, chateado com os anabatistas por instarem pela imersão total no batismo de adultos ( ao invés da regra de aspersão infantil), os levou para um lago e os afogou. Novamente isso era violência cristã, contra cristãos.

Eventualmente, os ideais de liberdade e tolerância religiosa começaram a se firmar na psique ocidental, e os cristãos aprenderam a conviver uns com os outros, apesar das clivagens teológicas. Esse fato, juntamente com o surgimento de democracias laicas, que tomaram o poder político da igreja (e, consequentemente, sua capacidade de perseguir), criou um novo ambiente no qual os cristãos se encontravam lado a lado uns com os outros, mesmo que não estivessem cumprindo exatamente as palavras de Cristo: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35, KJV).
Movimentos Ecumênicos

Sem dúvida, muitos ficaram horrorizados com essas divisões, e as tentativas bem-intencionadas pela unidade começaram. Estes primeiros esforços iniciados em 1800, com grupos como a Aliança Evangélica (1846), Associação Cristã de Moços (1844), Associação das jovens Cristãs (1884), Christian Endeavor Society (1881), bem como o Conselho Federal das Igrejas de Cristo (1908).

Este “movimento ecumênico”, como logo foi chamado, floresceu no século XX com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), fundado em 1948 com cerca de 147 igrejas de 44 países. Hoje, o “CMI é uma comunhão de igrejas, agora mais de 347 em 120 países em todos os continentes e de praticamente todas as tradições cristãs” (www.wcc-coe.org/wcc).

Talvez, a tendência mais interessante no movimento ecumênico teve lugar nos últimos 20 anos. A princípio, a maioria das tentativas de unidade estavam entre as várias denominações protestantes. Poucas delas contemplaram qualquer discussão séria com o seu inimigo tradicional, a Igreja Católica Romana, que considera os protestantes como apóstatas. Tudo o que temos agora muito mudou, e houve uma enxurrada de discussões ecumênicas e diálogo entre Roma e outros órgãos protestantes. Isto levou a uma encíclica do papa João Paulo II, Ut Unum Sint (1995), na qual ele reafirmou o compromisso da Igreja Católica Romana para o ecumenismo, afirmando que “em conjunto com todos os discípulos de Cristo, a Igreja Católica baseia-se sobre o plano de Deus e seu compromisso ecumênico de reunir todos os cristãos na unidade. “

Surpreendentemente, as declarações oficiais da unidade doutrinária, foram assinadas entre católicos e alguns líderes protestantes conservadores (aqueles historicamente mais hostis a Roma) em 1990. O que fez estas declarações é tão inesperado que eles reivindicaram um terreno comum entre católicos e protestantes sobretudo a justificação pela fé, o ensino que primeiro deu origem à Reforma Protestante quase 500 anos antes. Agora, surpreendentemente, esses grupos estão reivindicando a unidade sobre a mesma coisa que os dividiu!

De todos os movimentos em direção à unidade doutrinária entre católicos e protestantes, a mais dramática foi a “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação”, assinada em 1999 por dignitários do Vaticano e da Federação Luterana Mundial (que representa 58 milhões dos 61,5 milhões de luteranos do mundo). A declaração afirma que, apesar das “diferenças remanescentes”, católicos e luteranos possuem a mesma visão fundamental da justificação pela fé, e que “as diferenças existentes na sua explicação não são mais uma ocasião para condenações doutrinais.” E esse documento foi apenas um precursor de um novo, agora na “apostolicidade da Igreja” (entenda-se, a autoridade do papa).

Assim, ao que parece, na superfície, a oração de Jesus pela unidade, que “também eles sejam um em nós” está, finalmente, a ser cumprida.

Preocupações

Certamente todas as pessoas devem se alegrar quando animosidades antigas, que muitas vezes foram feias, violentas, são postas de lado e os inimigos se reconciliam. Ao mesmo tempo, no entanto, é preciso também ser cuidadoso.

Por quê?

A história mostra que as igrejas com poder político se provaram tão susceptíveis de perseguirem e oprimirem os dissidentes assim como os secularistas quando tiveram esse mesmo poder. Em certo sentido, a desunião da igreja ajudou a impedi-la de ganhar o tipo de força política que se revelou ruinoso em suas mãos no passado.

Mais de dois séculos atrás, James Madison escreveu: “A liberdade decorre da multiplicidade de seitas, que permeia a América e que é a melhor e a única garantia para a liberdade religiosa em qualquer sociedade. Porque onde há uma tal variedade de seitas, não pode haver uma maioria de uma qualquer seita para oprimir e perseguir as restantes” (citado em Ralph Ketcham, James Madison: A Biography, p. 166). Poderia as igrejas de hoje, uma vez que estejam unidas, acumular suficiente poder político para se tornar uma ameaça de novo?

Isso não é um medo sem razão. O livro do Apocalipse adverte sobre justamente essa ameaça: um enorme poder religioso-político que trará a perseguição e a morte para aqueles que se recusarem a “adorar a imagem da besta” (Apocalipse 13:15, KJV). Embora exista muita especulação sobre o que exatamente signifique tudo isso, o fato da “adoração” desempenhar um papel central na luta prova que este poder no fim dos tempos, é claramente uma entidade religiosa, e que as questões de fé, adoração e obediência a Deus estarão envolvidas.

De fato, alguns estudantes do Apocalipse, mais de um século atrás, previram o tipo de movimento em direção à unidade, principalmente entre protestantes e católicos, que estamos vendo hoje. Assim, eles vêem essas tendências, não como sinais da oração de Cristo pela unidade a ser respondida, mas, pelo contrário, como sinais de eventos de desdobramento final, eventos que levarão à perseguição dos fiéis de Deus antes da segunda vinda de Jesus.

Assim, todos os cristãos, sem dúvida, querem que a oração de Cristo pela unidade seja cumprida em seus dias. Seria sensato portanto, atentar também para algumas outras palavras de Cristo, enquanto eles vêem essas várias tendências ecumênicas se desdobrarem: “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mateus 10:16).

Fonte - Sétimo Dia


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Carta aberta a um teólogo que vê a música sacra como letra religiosa

As opiniões que você expressou nos últimos comentários à postagem Critérios para a Música Sacra são, no mínimo, curiosas. Elas lembram mais a exegese que os adversários tradicionais da Igreja Adventista utilizam contra nós do que a maneira de argumentar que nos é própria.

Exemplifico: Você usa uma parte de um texto de Ellen White para basear um princípio que fere todas as demais declarações da escritora; semelhantemente, há aqueles que se valem de textos como Rm 14:5 para relatizivar a guarda do sábado, sem considerar adequadamente o contexto do verso, e desprezando todas as outras referências – centenas delas! – ao sábado como dia de repouso.

Para você, quando Ellen White escreveu que “nem todas as mentes são alcançadas pelos mesmos métodos" (Testimonies 6:616) pode se entender que, qualquer método que leve alguém a Cristo, o que inclui gêneros musicais diversos, é válido. Sua interpretação condiz com o texto?

Ponderemos: se qualquer música serve, desde que se “encaixe” em um determinado contexto, e, naturalmente tenha uma letra biblicamente correta, então o que fazer com as demais declarações de Ellen White, que repreendem ou orientam as pessoas sobre o tipo de música que agrada a Deus?

Além disso, por que a declaração de Ellen White não é avaliada à luz do ela escreveu sobre métodos missionários, que, de fato, é o assunto principal do contexto (e não a música, que sequer é citada?). Vejamos esta declaração: ““Em seus esforços por alcançar o povo, os mensageiros do Senhor não devem seguir os costumes do mundo”. (Testimonies, vol. 9, p.143). Será que, ao confrontarmos as duas declarações, seria correto considerar qualquer gênero musical como adequado ao Senhor? Será que usar o pop com letra cristã ou mesmo o samba não incorreria em “seguir os costumes do mundo”?

Quanto aquilo que você menciona ser “o segundo princípio axiomático”, ou seja, o do culto racional, não é interessante que ele encontra paralelos nos escritos de Ellen White com a frase “espírito e entendimento”, também usado por Paulo (1 Co 14:15). Agora, ao contráriuo do que você afirma, Ellen White associa esse termo a orientações bem específicas (veja os slides 14,15, 37 da postagem Critérios para a Música Sacra); aquilo que você chama de “elementos periféricos” está, nos escritos de White associado ao culto racional, ao cantar com “espírito e entendimento”. Caso não fossem elementos importantes, por que ela os mencionaria? Deixarei que você explique…

Você ainda questionou sobre ser possível seguir as orientações de Ellen White, uma vez que ela não nos deixou partituras. Objeções de mesma natureza poderiam levantar nutricionista adventistas: “será possível seguir os conselhos de Ellen White se ela não montou cardápios?” E diriam os pedagogos: “como pautar nossos bases educacionais em Ellen White se ela não legou um plano de aula ou um currículo modelo?” Enfim, se todos fôssemos seguir tal raciocínio, terminaríamos perguntando: afinal, de que valem os conselhos de Ellen White, se não os podemos praticar?

Voltando à música, deixarei um músico adventista responder sua objeção por mim: “Algumas pessoas podem afirmar em tom irônico que Ellen não nos deixou partituras. Mas reflitamos: seus conselhos foram em sua maioria de cunho filosófico. Entretanto, a Música Filosófica está intimamente relacionada com a Música Notação." (Samuel Krähenbühl, Ellen G. White: Autoridade em Música?, Revista Adventista, Março de 1999, p. 11).

Deus não nos deixou esquemas prontas, coisas mastigadinhas. Há trabalho para aqueles que aceitam a Revelação. Os conselhos devem ser considerados e aplicados de forma coerente. Quando você, por exemplo trata da dissonância (Ellen White fala da música deveria não ter dissonâncias), apresenta a mesma solução que esbocei, a qual tem sido proposta pelos estudiosos dos escritos dela: obviamente, ela trata de dissonância mal resolvida. Música sem dissonância é quase como um carro sem rodas – não sai do lugar. Mas há uma forma inteligente de interpretar e colocar em prática o que ela escreveu. É você quem o afirma: “[…]Temos que fazer escolhas com nossa mente iluminada pelo Espírito.” Nisso, estamos de acordo.

Quero abordar um outro tópico: você afirma que música sacra provem da vertente secular. Em sentido restrito, aceito a declaração. Como eu já havia me expressado anteriormente: “Em partes isso tem algum cabimento, porque, quando uma determinada cultura começa a se expressar, dificilmente produz algo sacro (a não ser uma cultura permeada de forte senso religioso, seja de qual orientação for). Nesse caso, a religiosidade surge com o tempo, tomando aspectos legítimos da própria cultura para se expressar. Não vejo como ofensivo a Deus que, no caso dos brasileiros, a poética da música popular influenciem nossos letristas ou que tenhamos, enquanto adventistas brasileiros, o gosto por orquestrações (como já observou em uma entrevista o maestro Jetro, do UNASP). Há aspectos da cultura que podem ser aproveitados. Mas, como já asseverou B.B. Beach, o culto é transcultural, porque ultrapassa os valores da cultura e os transforma.”

Entretanto, amigo, essa é uma perspectiva estritamente sociológica (e de uma Sociologia Secular), que admite que a música, como qualquer outra manifestação cultural, parte do ser humano apenas. Na Bíblia, já existia música antes de haver seres humanos para comerem arroz e feijão e poluir os oceanos (Jó 38:7). E o que dizer da música sacra produzida pelos nossos primeiros pais? E o povo de Israel, seriam eles influenciados pelos seus vizinhos pagãos em sua adoração (apenas se você recorrer a algum teólogo alemão liberal, desses que explicam milagres de forma racionalista, terá uma afirmação nesse sentido)?

Finalmente, sobre Ellen White e a Bíblia: você afirma que a Bíblia deve ser prioritária, e eu concordo. O propósito de minha pequena apresentação foi destacar conceitos de Ellen White na adoração. Entretanto, o principal paradigma que utilizei parte de um verso bíblico (slides 11-13), além de suscitar a necessidade de compreender a adoração no contexto da primeira mensagem angélica (Ap. 14:7, slide 2). Além disso, já pude abordar, em outros materiais, princípios bíblicos de forma mais abrangente (sugiro a leitura de dois artigos que escrevi: A batalha cósmica pela forma e a “dupla restauração” e A música sacra dentro da cosmovisão adventista: interpretando e aplicando conceitos de Ellen White – parte 1; apesar do título, o segundo texto também recorre a textos bíblicos e trata de muitas objeções que você levantou).

Todavia, volto a enunciar a questão que você ainda não quis ou não soube responder: “Se eu fosse empreender um estudo cúltico a partir dos Salmos, ou mesmo de qualquer outro livro bíblico, você acha que encontraria padrões diferentes, em essência, que chegassem a contradizer o Espírito de Profecia? Se a sua resposta for positiva, então Ellen White não pode ser inspirada! Se a sua resposta for negativa, então você terá de concordar que estudar o assunto explorando o Espírito de Profecia ou a Bíblia chega ao mesmo resultado e há critérios para a adoração! Qual a sua resposta?”

Aliás, esse é um dos pontos de tensão mais sensíveis para os adventistas contemporâneos: acatar aspectos da Revelação que tratam do entretenimento ou que ferem gostos pessoais. Tudo bem crer na inspiração de Ellen White, desde que eu continue indo ao MacDonalds. Posso aceitar que ela não respirava quando estava em visão, desde que não deixe de frequentar o cinema. Até gosto do Caminho a Cristo, mas quero continuar ouvindo Jeremy Camp ou Jars of Clay.

Será que essa recusa que assistimos em nossa denominação em aceitar os aspectos normativos da mensagem do profeta não é uma sutil forma de descredenciá-lo? Quando escolho o que me agrada na mensagem profética, não estou deixando de atender à vontade de um Deus tão amoroso, que foi capaz de providenciar orientações seguras para a minha vida?

Enfim, espero que você reflita nesse assunto. Não quero que você pense que me considero totalmente alinhado com a Revelação, porque ainda estou aprendendo muita coisa e quero continuar disposto a aprender. Eu o considero um irmão em Cristo e, apesar de divergirmos em nossas perspectivas, sei que podemos aprender um com o outro, até atingirmos a plenitude de Cristo, naquele Lar onde a adoração será perfeita.

Fraternalmente,

Douglas Reis.

Fonte - Questão de Confiança


Confirmados 95 mortos no Rio de Janeiro

Governador do Estado brasileiro pondera decretar calamidade pública e apela às pessoas que vivem em zonas de risco para abandonarem as suas casas. Folha Online diz que é "o pior temporal da história".

O Corpo de Bombeiros informou que o número de mortos na sequência da chuva intensa que atinge o Estado do Rio de Janeiro desde o início da tarde de ontem, segunda-feira, subiu para 95.

Entre as vítimas, há um bebé de cinco meses que morreu soterrado por um deslizamento de terras, na Tijuca, no norte da cidade, provocado pelo mau tempo.

Só na cidade do Rio de Janeiro, morreram 26 pessoas. Segundo os bombeiros, as mortes aconteceram nos morros do Borel, Turano e dos Macacos, no Andaraí, também na zona norte, Santa Teresa, na região central, Petrópolis, na região da serra e Niterói, na região metropolitana.

O portal de notícias da rede Globo, o G1, diz também que houve mortes em Niterói, Região Metropolitana, nos bairros de Engenhoca, Cubango e São Francisco e no bairro Novo México da mesma cidade.

Um deslizamento de terra no morro do Borel, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, provocou a morte a três pessoas, entre as quais um bebé de cinco meses.

No total, as chuvas intensas já fizeram, pelo menos, 14 desabamentos e 60 inundações em diversos bairros da cidade, de acordo com a imprensa local brasileira. A chuva começou a cair, ontem, segunda-feira, pelas 17 horas locais (21 horas em Portugal continental) e prolongou-se durante a madrugada de hoje.

O rio Maracaná transbordou provocando um verdadeiro caos no trânsito. Muitos dos condutores foram obrigados a abandonar os carros e a procurar abrigo num local seguro. Os bombeiros usaram barcos salva-vidas para resgatar pessoas que ficaram presas com a subida do Rio Maracaná.

Houve ainda muita gente ficou impedida de regressar a casa, já que a Avenida Brasil, a principal ligação do centro com as zonas norte e oeste do Rio, ficou inundada em alguns pontos.

As autoridades estão a avaliar os estragos provocados pelo mau tempo e pelas fortes rajadas de ventos, que chegaram aos 70 quilómetros/hora. À população foi pedido que evitem grandes deslocações, devido ao risco de ficarem presas em engarrafamentos. As aulas foram suspensas em todo o município.

O aeroporto Santos Dumont chegou a ser fechado, mas a circulação aérea começa já a voltar à normalidade.

Para já, a Prefeitura mantém alerta e pede à população para não sair de casa, apesar de o nível de intensidade das chuvas começar a diminuir.

Entretanto, várias linhas de metropolitano registaram recordes de afluência, num total de 632 mil passageiros.

Só em 12 horas choveu mais do dobro do que o esperado num mês inteiro, no Rio de Janeiro.

Fonte - Jornal de Notícias

Nota DDP: Veja também "Retrato de um país despreparado para adversidades climáticas". A pergunta é: "Quem está?"


terça-feira, 6 de abril de 2010

Terremoto de magnitude 7,8 atinge Indonésia

WASHINGTON (Reuters) - Um forte terremoto de magnitude 7,8 atingiu a ilha indonésia de Sumatra, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos nesta terça-feira. Um alerta de tsunami local foi emitido para a Indonésia, segundo o Centro de Alertas para Tsunamis no Pacífico.

"Não existe o risco de um tsunami destruidor e abrangente, baseado em dados históricos de terremoto e tsunami", informou o centro.

Mas acrescentou que "há a possibilidade de um tsunami local que pode afetar os litorais" de regiões a 100 quilômetros do epicentro do sismo.

Foram registrados ao menos três tremores secundários na Indonésia, causando pânico e cortes no fornecimento de energia em algumas áreas da província de Aceh, em Sumatra, informaram a agência de meteorologia e uma testemunha da Reuters.

O tremor teve epicentro a 204 quilômetros oeste-noroeste de Sibolga, na Indonésia, e profundidade de 46 quilômetros, disse o Serviço, que havia informado inicialmente magnitude de 7,6.

Em dezembro de 2004, um terremoto de magnitude 9,15 atingiu a costa da província de Aceh, em Sumatra, causando um tsunami no Oceano Índico que matou cerca de 226 mil pessoas na Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia e em outros nove países.

Fonte - Último Segundo


Um ponto sem volta?

Segundo afirmado por Thomas Sowell, economista, comentarista econômico e social americano, a aprovação do novo sistema de saúde nos EUA indica que foi atingido um ponto decisivo de desmantelamento dos valores e instituições da América.

Neste sentido o articulista indica uma série de fatores que subsidiam suas conclusões, no entanto, para efeito do interesse deste espaço, destacamos algumas que nos parecem pertinentes ao papel dos EUA na profecia:

"A forma corrupta pela qual essa extensa e pesada legislação foi empurrada através do Congresso, sem a consideração de nenhum dos comitês de audiência pública ou de longos debates que marcaram os ritos da maioria das mais importantes legislações anteriores aprovadas, definiu um modelo de procedimento para pressionar e aprovar outras leis tão ou mais abrangentes, em completo desafio aquilo que o público quer."
...
"A maneira virulenta e corrupta pela qual este projeto foi forçado no Congresso, numa votação partidária, e em desafio à opinião pública, provê um modelo de como outras mudanças “históricas” poderão ser impostas por Obama, Pelosi e Reid."

Ele se preocupa ainda com o que ocorreria em um eventual segundo mandato do atual Presidente americano, "durante o qual ele indicaria um número suficiente de juízes para a Suprema Corte que lhe garantiriam a aprovação automática de mais expansão do seu poder."

O ponto sem volta que dá nome ao artigo são as eleições de meio de mandato deste ano, onde o articulista entende que se definirão os processos de forma a não mais haver possibilidade de se reverte o processo de domínio que o mesmo denuncia em seu artigo ora considerado.

Fonte - Jewish World Review


domingo, 4 de abril de 2010

Tremor de 7,2 graus atinge México e é sentido em Los Angeles

Um terremoto de magnitude 7,2 abalou neste domingo a região da cidade de Mexicali, no Estado mexicano da Baixa Califórnia, próximo à fronteira com a Califórnia, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor foi sentido nas cidades americanas de Los Angeles e San Diego.

As primeiras informações davam conta de um terremoto de 6,9 graus, dado que foi atualizado pelo USGS. Não há informações sobre danos ou feridos até o momento, mas a polícia e os bombeiros de San Diego receberam diversos chamados. Em Los Angeles, autoridades inspecionaram prédios.

Segundo o canal de TV KABC, de Los Angeles, vários arranha-céus da cidade foram sacudidos com força e o corpo de bombeiros local respondeu a vários chamados para tirar pessoas presas em elevadores. Não há informações sobre feridos, danos ou cortes de energia na cidade.

"Nós sentimos a terra tremer por cerca de 30 segundos", disse o oficial da polícia de San Diego Scott Ybarrondo à CNN. "Aqui, os quadros não chegaram a cair das paredes. Mas nós recebemos informações de que em vários outros lugares da cidade o tremor arrancou quadros das paredes".

Segundo o Serviço Sismológico Nacional (SSN) mexicano, não houve informes de danos no país. "Até o momento não recebemos nenhum chamado avisando sobre danos. Tivemos pessoas que sentiram o sismo na Baixa Califórnia e no Estado de Sonora", disse Adriana González, pesquisadora do SSN.

Segundo informações do USGS, o terremoto, que ocorreu às 19h40 de Brasília (15h40 local), teve o epicentro a 26 km sul-sudoeste de Guadalupe Victoria, em Baixa Califórnia, e a 64 km a sudoeste de San Luis, no Estado americano do Arizona. A profundidade do abalo foi registrado a 32,3 km.

Tremores secundários

De acordo com informações da CNN, dois tremores secundários foram sentidos na Califórnia. O primeiro, de 5,1 graus na escala Richter, abalou a região próxima a Imperial. O segundo, de 4,1 sacudiu o norte do Estado cerca de 9 minutos após o tremor principal, registrado do México.

Fonte - Terra


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Papa pode sair fortalecido de escândalos

As denúncias de abusos sexuais cometidos por sacerdotes provocaram um forte abalo no pontificado de Bento 16, mas o papa está confrontando o problema e poderá sair fortalecido do episódio, na opinião de vaticanistas ouvidos pela BBC Brasil.

“Esse é o grande terremoto do pontificado de Bento 16, embora o papa seja muito claro e determinado no combate à pedofilia”, afirmou o vaticanista Marco Politi.

Segundo ele, a decisão de Bento 16, que está fazendo cinco anos de papado no dia 19 de abril, de adotar a regra da tolerância zero com os padres que cometem abusos está sendo aplicada nos países atingidos pelos escândalos e mudou o jeito de enfrentar o problema nos Estados Unidos.

“O resultado histórico será positivo para Bento 16”, disse outro vaticanista, Luigi Accattoli, que vê o papa como um religioso que sempre foi severo em relação ao comportamento moral do clero e um líder que promove uma ação transparente para combater a pedofilia na igreja e a colaboração com os tribunais civis.

Na opinião de Accattoli, muitos atribuíram ao papa a responsabilidade por abusos cometidos por padres por acreditarem que o então cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé Joseph Ratzinger teria contribuído para ocultar os casos para defender a imagem da Igreja Católica.

Mas, segundo Accatoli, essa atribuição seria injusta, porque "o segredo era mantido graças a regras que já existiam e não tinham sido aprovadas por Ratzinger, porque ele não era um legislador".

Já na avaliação do vaticanista Andrea Tornielli o escândalo esta assumindo dimensões imprevisíveis e "é impossível prever onde isso vai levar”.

Segundo Tornielli, a divulgação quase diária de casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes, deixou marcas profundas na imagem da igreja.

Fonte - BBC


quarta-feira, 31 de março de 2010

A falta de critérios para a música sacra


Fonte - Questão de Confiança

Nota DDP: A propósito das considerações sempre oportunas do Pr. Douglas Reis, gostaria de relatar, sem qualquer juízo de valor, algumas realidades que observei viajando para uma das grandes capitais brasileiras, onde existe uma retransmissora de rádio adventista:
- Propaganda de livrarias evangélicas inseridas em nossa programação;
- Propaganda de loja de roupas, até onde entendi de propriedade de pastores evangélicos, para os ouvintes ficarem na 'moda';
- Propaganda de 'show' liderado por expoente da música evangélica, com participação de vários músicos adventistas;
- Não tenho como precisar em números, mas ao que me parece a participação de músicas evangélicas na programação é bem expressiva.

É o que tinha a relatar, que cada forme seu juízo sobre estas questões, inclusive sobre como isso há de refletir no ambiente adventista, uma vez que, isso não me furto a dizer, é absolutamente óbvio que se tem um preço a pagar com esse tipo de abertura.


terça-feira, 30 de março de 2010

Uma bancarrota moral

O Vaticano parece cada dia mais arrasado pela crise da pederastia clerical. A reportagem exclusiva publicada na quinta-feira (25) pelo jornal "The New York Times" sobre o falecido sacerdote Lawrence Murphy, que abusou durante anos de cerca de 200 meninos surdos em Wisconsin (EUA) e nunca foi denunciado ou expulso da Igreja, interpela diretamente o papa e seu número 2, o secretário de Estado, Tarcisio Bertone.

Os documentos publicados parecem provar que os dois altos funcionários do Vaticano tentaram encobrir o caso quando dirigiam a Congregação para a Doutrina da Fé. Em 1996, o então prefeito Joseph Ratzinger deixou sem resposta duas cartas sobre o assunto enviadas pelo arcebispo de Milwaukee. Nela se contavam os abusos cometidos por Murphy, que trabalhou como educador de meninos surdos entre 1950 e 1974.

Oito meses depois de Ratzinger ter recebido as cartas, seu secretário Bertone ordenou aos bispos que começassem um julgamento canônico secreto que poderia ter levado à expulsão de Murphy. Mas pouco depois suspendeu a ordem. Escreveu a Ratzinger pedido que o deixasse morrer em paz. A Congregação para a Doutrina da Fé, dirigida por Ratzinger entre 1981 e 2005, tem desde 2001 a competência exclusiva sobre os abusos.
...
Fonte - BOL

Nota DDP: Veja também "Papa Bento XVI não vai renunciar".


Terremoto assusta moradores em Santa Catarina

Moradores de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, se assustaram com um tremor de terra na madrugada desta segunda-feira (29). Algumas casas sofreram rachaduras devido ao episódio, mas nenhuma das moradias teve a estrutura abalada, segundo informações preliminares da Defesa Civil estadual.

O alcance do tremor ainda está sendo avaliado pela Defesa Civil, que faz também um levantamento sobre os estragos causados pelas chuvas neste final de semana. Desde sexta-feira, o mau tempo afetou 20 municípios. Cinco cidades decretaram situação de emergência: Antônio Carlos, Biguaçu, Tijucas, Luiz Alves e Palhoça.

Até o momento, as chuvas deixaram 1.273 desalojados e 141 desabrigados em todo o Estado. A maioria das pessoas que tiveram que deixar suas casas são de São José, Gaspar, Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça e Antônio Carlos. (Agência Estado)

Fonte - JCOnline



sexta-feira, 26 de março de 2010

Santa Sé perante a ONU: Proteger liberdade religiosa é defender os Direitos Humanos

VATICANO, 26 Mar. 10 / 05:39 am (ACI).- O Observador Permanente da Santa Sé ante a ONU em Genebra, Arcebispo Silvano Tomasi, em sua intervenção na 13ª sessão do conselho de Direitos humanos sobre racismo, xenofobia e qualquer forma de intolerância, explicou que proteger a liberdade religiosa dos direitos humanos constitui uma parte fundamental na promoção dos direitos humanos.

Em sua intervenção desta semana, o Prelado se referiu às constantes situações que ridicularizam a religião, suas personalidades e símbolos, assim como a generalizada percepção negativa da Igreja no âmbito público danificam a paz coexistente e ferem os sentimentos de muitos segmentos da família humana”.

Seguidamente indicou que o amparo da liberdade religiosa é parte dos Direitos humanos já que “os valores religiosos ajudam a orientar as pessoas ao que é certo e real”, Dom Tomasi comentou que “como os sistemas religiosos são tão distintos e em alguns casos contraditórios, o respeito deverá nasce de uma fundação universal que é a pessoa humana”.

Por isso, seguiu o Prelado, “a legislação pertinente para o amparo religioso deverá estar orientada a obter o bem comum apoiada em valores, regras e princípios da natureza humana e que não esteja refletida em uma religião específica.

O Arcebispo continuou afirmando que “o estado não pode fazer o papel de árbitro em um conflito religioso, decidindo por sobre doutrinas religiosas: seria a negação da liberdade religiosa”.

O prelado assegurou que “um bom caminho para a paz coexistencial é a melhor atitude entre as religiões e culturas; isto pode obter-se mediante um melhorado diálogo entre as diferentes crenças, a sincera promoção do direito à liberdade religiosa em todos seus aspectos, e a franca e aberta discussão entre os representantes dos distintos sistemas religiosos”.

Para concluir, Dom Tomasi chamou a todos os membros da ONU a transformarem os desafortunados incidentes de intolerância religiosa, em uma oportunidade para um novo compromisso ao diálogo e reafirmar o direito e valor de pertencer a uma comunidade de fé.

Fonte - ACI Digital

Nota DDP: A posição portanto é de que exista um discurso mínimo comum entre as religiôes, de forma que uma não atente ao posicionamento das outras, sob as penas da lei. Tente enquadrar isso na missão adventista de proclamar as mensagens angélicas e fica muito fácil de perceber que os que assim se posicionarem serão acusados de atentarem contra os direitos humanos.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Obama é o anticristo

Cresce o ódio contra Barack Obama e tudo piorou com a aprovação da reforma do sistema de saúde. Chamam-lhe tudo: "socialista, Hitler, terrorista e até de anticristo.

A América republicana (40% do eleitorado) não perdoa ao Presidente americano a aprovação da reforma do sistema de saúde, no passado domingo.

Segundo uma sondagem da "Harris Interactive", que inquiriu 2230 eleitores republicanos, 57% acredita que "Obama é muçulmano", 45% tem a certeza que ele "não nasceu nos EUA", e que por isso não tem direito a ocupar o cargo de Presidente, perto de 40% diz que as suas práticas "comparam-se às de Adolf Hitler" e 24% tem a certeza de que ele é o "anticristo".

O estudo demonstra, também, que educação é o único meio para acabar com o extremismo. Os inquiridos sem grau universitário revelaram-se bem mais radicais nas suas opiniões.

A sondagem, que será publicada na íntegra amanhã, revela ainda que muitos republicanos classificam o líder americano de racista, antipatriota, desejoso de uma vitória terrorista sobre os EUA e capaz de entregar a soberania americana a uma espécie de governo mundial.

Fonte - Expresso

Nota DDP: Importa considerar o contexto veiculado na notícia em paralelo ao entendimento profético esquadrinhado pela profecia bíblica e não tomar o mesmo, notadamente o título, em sentido literal.


quarta-feira, 24 de março de 2010

Bispos e sindicatos querem descanso dominical

Uma conferência para relançar o debate sobre a protecção do Domingo decorre hoje no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Uma iniciativa que é apoiada por sindicatos europeus, organizações da sociedade civil e pela Comissão das Conferencias Episcopais da União Europeia, (COMECE) que defende um dia de repouso semanal comum a toda a sociedade, para que as famílias possam conviver e reunir-se.

Para este organismo, o Domingo é um elemento precioso, que convém reabilitar como pilar do modelo social europeu.

Entretanto, a Comissão Europeia deverá apresentar proximamente um novo projecto de directiva referente ao tempo de trabalho. Na sua versão original de 1993, o documento referia que o Domingo seria, em princípio, o dia de repouso semanal.

Um dia que, para o Bispo Coadjutor de Vila Real, D. Amândio Tomás, deveria ser dedicado à família e nunca ao trabalho

“Creio que o Domingo é um pilar do tecido social da Europa. É muito conveniente para as pessoas terem um dia em que as famílias se encontrem, se entre ajudem, dialoguem, se entreguem a actividades lúdicas, por exemplo. A sociedade precisa de um tempo comum para os diferentes membros da família se encontrarem. Se um dos pais trabalha ao Domingo, é evidente que não se encontram, o que dá lugar a autênticos dramas”, acredita o Bispo.

Fonte - Renascença


terça-feira, 23 de março de 2010

Avanços ecumênicos


Fonte - Questão de Confiança


segunda-feira, 22 de março de 2010

"A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo"

"Hoje, porém, cada vez mais esses escarnecedores encontram-se dentro do adventismo. Parece que estão cansados de esperar a 'breve' volta de Jesus.
...
O cenário bíblico para o mundo não apresenta um futuro calmo e tranquilo, mas prefigura a crise e um descontinuísmo radical em um curto espaço de tempo como prenúncio da crise final.
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Que crise poderia ser essa? Pergunte-me durante o milênio e então poderei dar mais informações. Por enquanto, o que posso dizer é que, embora os adventistas quase não toquem mais no assunto, as manchetes que tomam conta das capas de revistas ressoam como trombetas a um volume cada vez mais apocalíptico.
...
Como não sou profeta, não sei muito sobre o futuro. Mas posso perceber que a multidão de fatos atuais pode sacudir o planeta Terra e criar uma crise político-social mundial.
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Sem dúvida, sei que ler esse tipo de conteúdo está um pouco fora de moda no adventismo, que está se acomodando a uma existência terrestre confortável. Mas faça a experiência e provavelmente descobrirá porque é adventista.
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Diante de certa crise, as coisas podem mudar 'em uma hora'" (A visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo - George R. Knight - CPB - p. 82/86)

FAQ


domingo, 21 de março de 2010

Com Obama, extrema direita ganha novo impulso

Especialistas temem que novo surto radical leve a tragédias como o atentado de Oklahoma, em 1995, que matou 168 pessoas

Os EUA vivem uma proliferação de grupos extremistas, levando especialistas a temer uma repetição do atentado de Oklahoma. O número de grupos contra o governo, chamados de "patrióticos", passou de 149 em 2008 para 512 no final de 2009, segundo estimativa do instituto Southern Poverty Law. Os principais motivos são a crise econômica e o fato de o país ter eleito um presidente negro, diz Heidi Beirich, diretora do instituto.

Para Heidi, está havendo uma assustadora repetição dos anos 90, quando se multiplicaram os grupos radicais durante o governo Bill Clinton, como reação às políticas adotadas pelos democratas. A radicalização culminou no atentado de Oklahoma, quando o extremista branco Timothy McVeigh destruiu um edifício do governo, matando 168 pessoas. Foi o segundo maior atentado nos EUA, só atrás do 11 de Setembro.

Alguns dos integrantes de grupos terroristas domésticos dos anos 90 estão voltando à ativa agora. "Estamos muito preocupados com uma repetição do atentado de Oklahoma", disse Heidi.

Incitadores. Esses grupos se opõem a tudo o que veem como intervenção do governo. Alimentam-se de teorias conspiratórias (como os "birthers", que acreditam que Obama nasceu no Quênia e por isso não pode ser presidente) e estão revoltados "com tudo isso que está aí" : pacotes de estímulo, déficit crescente, reforma do sistema de saúde, resgate de Wall Street, e os atuais líderes políticos. Eles têm sido encorajados até pela grande imprensa e por políticos tradicionais. Glenn Beck, apresentador da Fox, frequentemente exorta americanos a fazerem alguma coisa contra a ampliação do papel do governo. Michele Bachman, deputada republicana de Minnesota, disse que queria "as pessoas de Minnesota armadas e perigosas" para lutar contra as propostas de legislação para reduzir o aquecimento global.

"Estamos bem no meio de uma das maiores rebeliões populistas de direita da história dos EUA", escreveu Chip Berlet, analista que estuda a direita americana.

Fonte - Estadão


Lição da Escola Sabatina

Estamos chegando ao final de mais um trimestre de estudo da Palavra de Deus através deste maravilhoso programa chamado "Lição da Escola Sabatina". Nesta semana, para o fechamento do tema "O Fruto do Espírito", o estudo estará focado em "A essência do caráter cristão". Incentivamos aos frequentadores deste espaço que renovem seu compromisso diligente de conhecer a Deus através de Sua Revelação, avaliando o último assunto deste trimestre e já se preparando para o próximo, que terá como título "Saúde e Cura".

Acrescentamos por fim que na Seção de Comentários da Lição, foi adicionado um link para o blog do irmão Gilberto Theiss, como mais uma fonte de aprofundamento de estudo. 

A essência do caráter cristão
Lição 1312010


Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jz 17–19

VERSO PARA MEMORIZAR: “A ele quis Deus dar a conhecer entre os gentios a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória” (Colossenses 1:27, NVI).

Leituras para esta semana: Mt 6:33; Jo 15:8; Rm 3:20-26; 14:17; 1Tm 6:11; 1Jo 2:15

Quando Moisés pediu que Deus lhe mostrasse Sua glória, o Senhor lhe revelou que Seu caráter é compassivo, misericordioso, paciente e cheio de amor e de fidelidade (Êx 34:6, NVI). O mesmo se dá quando “todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a Sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito” (2Co 3:18, NVI).

“Pela crença em Cristo, a humanidade caída que Ele redimiu pode alcançar aquela fé que atua por amor e purifica de toda contaminação. Aparecem os atributos semelhantes aos de Cristo: porque pela contemplação de Cristo os homens se transformam na própria imagem de glória em glória, de grau em grau. O bom fruto é produzido. O caráter é moldado à semelhança divina, e a integridade, justiça e verdadeira benevolência são manifestadas. ...” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 54).

Continua . . .


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