terça-feira, 17 de julho de 2007

O fanatismo religioso de George Bush

Altamiro Borges - 08.03.2007

"Bush acha que Deus fala com ele...
Ele se julga em missão divina...
Reiterou que sua missão é ditada do alto, a pretexto de que ‘a liberdade é uma dádiva do todo-poderoso’...
Essencialmente, o que ele disse foi ter sido ‘convocado’ para esse papel...
George W. Bush foi colocado na Casa Branca por Deus".
Bob Woodward, no livro Plan of attack, com base em declarações do próprio presidente-maníaco.

Na sua "guerra infinita" contra o "eixo do mal", o presidente George W. Bush tenta estigmatizar todas as demais culturas e religiões do mundo. Apresenta-as como se fossem coisas "demoníacas" de "fanáticos". Um dos mentores desta onda conservadora, Samuel Huntington, inclusive escreveu um livro defendendo que o maior problema do planeta na atualidade é o "choque de civilizações". Esta teoria insana substituiu o célebre e desastroso conceito sobre o "fim da história", do descartado Francis Fukuyama. É nela que o fundamentalista George W. Bush se baseia para justificar as suas agressões terroristas no planeta.

Escrito em 1993, o livro de cabeceira dos republicanos afirma que o mundo vive uma fase de transição e que a maior ameaça ao "ocidente" viria da chamada "conexão islâmica-confuciana", incluindo os países árabes e a perigosa China. Diante deste cenário apocalíptico, Huntington sugere que o "mundo ocidental" deve usar meios militares para desestabilizar as "civilizações hostis" e preservar a sua hegemonia. "Um mundo sem o primado americano terá mais violência e desordem, menos democracia e crescimento, do que um mundo no qual os EUA continuem a ter mais influência do que qualquer outro país na formação dos negócios globais". Os atentados de 11 de setembro seriam a prova cabal do acerto desta "teoria".
"Enviado de Deus na Terra"

Por detrás desta "teoria insana" se escondem muitos tiranos maníacos. A mídia hegemônica, que costuma fazer grosseiras caricaturas do islamismo e de outros credos, não enfatiza que o próprio George W. Bush é um ativo partidário da intolerância e do fanatismo religioso. Ele jura que é um "enviado de Deus na terra" - ou, como escreveu um colunista do Washington Post, "é o próprio aiatolá da América". Na sessão conjunta do Congresso de setembro de 2001, quando decretou sua "guerra infinita", o atual presidente dos EUA esbravejou: "Ou você está conosco, ou está com os terroristas. De hoje em diante, qualquer nação que continuar a acolher ou apoiar o terrorismo será encarada pelos EUA como regime hostil".

Foi nesta ocasião que Bush pregou a "cruzada contra o terrorismo", numa versão cristã da Jihad, a guerra santa dos mulçumanos. Poucos dias depois, o pastor Jerry Falwell, um de seus "conselheiros espirituais", aproveitou o clima de histeria decorrente dos atentados de 11 de setembro para afirmar que "Maomé é terrorista". Já o reverendo Pat Robertson disse que aquele ataque fora "um castigo de Deus por causa da legalização ABORTO e da ação das feministas e gays". E a jornalista Ann Coulter, entusiasta da "guerra santa", escreveu: "Devíamos invadir o país deles, matar os líderes deles e convertê-los ao cristianismo".
O "renascimento em Cristo"

De há muito que a família Bush explora a religiosidade dos estadunidenses para escamotear seus negócios ilícitos e justificar sua política ultraconservadora. Segundo vários dos seus biógrafos, após uma longa fase de "beberrão a arruaceiro", o atual presidente difundiu amplamente a imagem do "renascido em Cristo" - horn again Christian -, o que rende muitos votos no segmento mais atrasado do eleitorado. (sic) Ele inclusive passou a fazer pregações em igrejas e nos shows evangélicos de televisão, nos quais satanizava as demais religiões e dizia que relia a Bíblia a cada dois anos. O reverendo Tony Evans, seu confidente em Dallas quando ele era governador do Texas, relata que Bush "sentia que Deus falava com ele". Ele mesmo dizia que rezava várias vezes ao dia "para ser, tanto quanto possível, um bom mensageiro da vontade de Deus".

Bush gostava de relatar que o seu "renascimento em Cristo" se dera com a ajuda do pastor midiático Billy Grahan, cultuado como o "estadista evangélico da América". Grahan é um antigo conselheiro espiritual da família Bush, tendo passado várias férias na residência de praia em Kenneebunkport, no extremo oeste dos EUA. O reverendo inclusive teria uma ligação afetiva com baby-Bush devido à semelhança do seu problema com o do seu filho, Franklin Grahan, que aos 22 anos voltou a se dedicar à religião após longa fase de vícios e internações. Segundo relato do próprio Grahan foi numa conversa com o atual presidente, durante uma caminhada na praia de Kennebunkport, em 1986, que baby-Bush se reconverteu à religião.
"Livrar-se do último demônio"

"Quando a gente está sem Deus nesta vida, amarga terrível solidão... Há uma coisa que gostaria que você fizesse ao voltar ao Texas. Deus ama você, George. Deus está interessado em você. Para voltar a dedicar a vida a Jesus Cristo e se tornar um homem novo, você terá de se livrar daquele último demônio. George, dê isso a ele. Deus vai assumir a carga e você será libertado", orientou o pastor. Segundo relato do próprio Bush, ele só teria se libertado dos seus "demônios" durante uma festa com os amigos texanos de Midland para comemorar o seu 40º aniversário. Após aquela longa folia, ele jurou que nunca mais iria beber.

Bush garante a sua vida mudou radicalmente depois que ele ouviu os "conselhos espirituais" do reverendo Grahan. Antes de "excomungar seus demônios", afastando-se do alcoolismo e de outros vícios, ele havia fracassado na vida política (foi derrotado numa eleição para deputado em 1978) e no mundo dos negócios (suas três empresas do ramo de petróleo faliram entre 1976 e 1983). Após a "reconversão", ele se tornou governador do Texas, em 1993 (reeleito em 1977), e presidente dos EUA, em 2000. Daí ele afirmar, com uma convicção hipócrita e oportunista, que é um predestinado, um "enviado de Deus na terra".

O falso moralismo dos theocons
Na eleição de 2000, George Bush teve apoio ativo dos pastores ultraconservadores, como Pat Robertson, Jerry Falwell e do midiático Billy Grahan. Os seus cabos eleitorais foram os fanáticos das organizações religiosas de extrema direita dos EUA, como a Maioria Moral e a Coalizão Cristã, secretariada por Ralph Reed. Este só não pode participar mais ativamente da campanha eleitoral porque foi revelada sua atuação ilegal e criminosa de lobista da Microsoft e da corrupta Enron. Para colegas evangélicos, o "pastor" Reed jurava que "Deus escolheu Bush porque sabia de suas qualidades de líder vigoroso e resoluto".

A agressividade dos tele-evangelistas contra as "civilizações hostis", as liberdades democráticas, o ABORTO e o homossexualismo acabou rendendo votos entre o eleitorado mais conservador e chauvinista dos EUA. Além disso, ela foi apimentada pelo falso moralismo destas seitas. Isto apesar de denúncias contra muitos "pastores". Um deles, Jim Baker, dono de império de hotéis, escandalizou o país ao admitir que mantinha relações extra-conjugais e ao ser preso por desvio de dólares dos fiéis. Já Jimmy Swaggart, cuja pregação alcançava mais de 100 países, incluindo o Brasil, caiu em desgraça ao se descoberto em prostíbulos. Ele chorou, pediu desculpas e, pouco depois, voltou à ativa, tornando-se ativo apoiador de George W. Bush.
Já Pat Robertson, criador da Coalizão Cristã, detém postos de comando no Partido Republicano e possui milionários negócios, como a exploração de minas de ouro na Libéria e uma influente rede de televisão - Cristian Broadcasting Network (CBN). Seu programa diário na TV é famoso pelas agressivas campanhas contra o ABORTO e o casamento gay, pela obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas e pela defesa dos "valores da família". No ano passado, causou celeuma no país ao pregar o assassinato do presidente Fidel Castro. A Coalizão diz possuir um milhão de adeptos e se vangloria de ter já elegido vários deputados, senadores e governadores. Ela tem um luxuosa sede em Washington que serve para sua lobista.

"A cruzada sanguinária" de Bush

Na verdade, toda esta encenação religiosa serve aos propósitos dos republicanos ultraconservadores. De há muito que o Partido Republicano sofre enorme influência da direita religiosa dos EUA, dos chamados theocons. Nela militam não apenas reverendos fascistas, como Pat Robertson e Jerry Falwell, mas vários advogados com notável dedicação às campanhas moralistas. O grupo teve muito poder nos dois mandatos de Ronald Reagan, sendo baluarte da luta contra o comunismo, e também no governo de Bush-pai. Mas depois caiu no descrédito, sendo responsabilizado pelas duas derrotas consecutivas dos republicanos. Na gestão de Bill Clinton, os theocons lideraram a campanha moralista pelo impeachment do presidente.

Com a vitória de baby-Bush e, principalmente, após os atentados de 11 de setembro de 2001, este grupo retornou com toda força ao poder e hoje ocupa postos-chaves em várias áreas do governo, especialmente no Departamento de Justiça. O atual presidente usou, de forma oportunista, de toda a carga religiosa e das contribuições dos theocons para decretar sua "guerra santa ao terrorismo" e para proclamar o "choque de civilizações" como forma de justificar as criminosas ocupações do Afeganistão e, depois, do Iraque. Ele se postou como "mensageiro de Deus" nesta "cruzada" sanguinária. A direita religiosa também conseguiu emplacar a sua política contra as liberdades civis, o direito ao ABORTO e o homossexualismo nos EUA.

Fonte - Adital

Nota DDP:
Quer saber onde os chamados "theocons" têm apostado muitas de suas fichas? Eles fazem parte da "Ten Commandments Comission", que pretende reabilitar a validade dos Dez Mandamentos na América. Curiosamente, o Presidente Bush deu ao Papa Bento XVI, por oportunidade de sua visita ao Vaticano, um cajado com os Mandamentos inscritos, um sinal?

Relatório sobre espionagem denuncia "maior clima de ameaça" contra os EUA

Washington, 17 jul (EFE).- Os Estados Unidos sofrem com um "maior clima de ameaça" terrorista, segundo um novo relatório dos serviços secretos dos Estados Unidos que será divulgado parcialmente hoje e que detalha um total de 80 descobertas.

Segundo a rede de televisão "CNN", o relatório - que a Casa Branca divulgará hoje oficialmente - apresenta uma análise das ameaças "persistentes e em evolução" que os EUA podem enfrentar nos próximos três anos, e que vão desde Al Qaeda até o grupo radical islâmico libanês Hisbolá.

O documento desclassificado, conhecido como "Relatório Nacional de Inteligência" e compilado pelos 16 órgãos de espionagem americanos, considera a Al Qaeda a ameaça mais perigosa, e adverte que está rede poderia querer usar seus contatos no Iraque para cometer atentados em território americano.

Em particular, destaca o texto, esta rede terrorista "provavelmente buscará usar os contatos e capacidades da Al Qaeda no Iraque, seu filiado mais visível e poderoso, e o único que se sabe que expressou o desejo de atacar nossa pátria".

A relação com este filiado também permitiu à Al Qaeda conseguir mais simpatias, fundos e militantes entre os sunitas, dizem os órgãos de espionagem no relatório.

Esta organização conseguiu recuperar parte da capacidade perdida após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e conta agora com um refúgio nas áreas tribais do oeste do Paquistão, segundo o relatório.

Além disso, a Al Qaeda continua sua busca por armas de destruição em massa e "não duvidaria em usá-las" caso chegasse a obtê-las.

Entre os aspectos positivos que destacam, estas entidades consideram que as medidas de segurança adotadas desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA prejudicaram a capacidade da Al Qaeda de atacar o país, e persuadiram os grupos terroristas de que um atentado contra os Estados Unidos atualmente é muito mais difícil do que antes.

No entanto, a cooperação internacional que permitiu este clima "pode se desvanecer à medida em que o 11-9 fica para trás e se tornam mais distantes as percepções de uma ameaça".

Fonte - UOL

Bento XVI: volta ao passado

O papa Bento XVI acaba de surpreender o mundo cristão com as decisões de liberar o latim às celebrações litúrgicas e proclamar a Igreja de Roma como a única verdadeira Igreja de Cristo.

Todos somos tributários de nossas raízes culturais. Não se pode avaliar um texto fora de seu contexto. Isso vale para as pessoas. Joseph Ratzinger, agora papa, é um alemão embebido do pessimismo intelectual de Hannah Arendt e Karl Popper, filósofos antiutopistas. Os dois foram militantes de esquerda, ela na Alemanha, ele na Áustria. Os dois, ao renegarem as idéias revolucionárias, caíram no erro de identificar utopia e totalitarismo. Assim, fecharam-se ao futuro, para a alegria de quem insiste em outro grave equívoco, o de identificar democracia e capitalismo.

Quando o ser humano abandona a imaginação criadora, o futuro se lhe acena como ameaça. O novo atemoriza. Então, ele se abriga na nostalgia, como se no passado residisse o melhor dos mundos. É o retorno ao Éden bíblico, ao "paraíso perdido" de Milton, à segurança do útero materno diagnosticada por Freud.

Para acentuar o elitismo de uma Igreja refém de Constantino no mundo latino, a nobreza clerical adotou como idioma uma língua em decadência, o grego. Desabado o Império Romano e desagregada a unidade européia, a Igreja conservou outro idioma em desuso, o latim. Assim, os sagrados mistérios eram tratados numa linguagem inacessível à plebe. No século XVI, em Pernambuco, Branca Dias foi acusada pela Inquisição de um grave delito: possuir a Bíblia em português. Nem a constatação de que era analfabeta a salvou do castigo. O vernáculo era tido como profano.

Não será o latim que atrairá à Igreja Católica os pobres que preferem os pastores capazes de se expressar em sua linguagem. Jesus não falava grego ou latim. Falava aramaico e entendia hebraico. Aprecio o latim no canto litúrgico, como o gregoriano. Mas quantos fiéis entendem a missa em latim? Receio que prefiram a celebração como mera experiência estética, resquício de uma Igreja exilada em seu passado, de costas para o futuro.

Será a Igreja de Roma a única verdadeira Igreja de Cristo? Por que Roma suprimiu do Credo a profissão de que nós, católicos, cremos na "Igreja católica, apostólica, romana", como rezei na infância? Agora, reza-se apenas "Creio na Santa Igreja Católica", o que implica seu caráter universal e apostólico, mas não romano.

Dificulta ainda mais o ecumenismo essa afirmação de que o reconhecimento do bispo de Roma, o papa, como cabeça de todas as Igrejas, é condição para que as comunidades eclesiais cristãs se unam. O Concílio Vaticano II insiste na renovação e conversão de todas as Igrejas, inclusive a de Roma, como requisito para o resgate da unidade perdida, primeiro com o cisma entre Oriente e Ocidente, em 1054, depois com a Reforma de Lutero, no século XVI. O Concílio recomenda à Igreja de Roma reconhecer os elementos de verdade presentes nas demais Igrejas. Prestar atenção no que une, não no que separa.

Eis o que diz o catecismo oficial da Igreja Católica, assinado pelo cardeal Ratzinger em 1998: "Muitos elementos de santificação e de verdade existem fora dos limites visíveis da Igreja Católica: a palavra escrita de Deus, a vida da graça, a fé, a esperança, a caridade, outros dons interiores do Espírito Santo e outros elementos visíveis. O Espírito de Cristo serve-se dessas Igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação, cuja força vem da plenitude de graça e de verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Todos esses dons provêm de Cristo e levam a Ele e chamam, por eles mesmos, para a unidade católica" (819).

Jesus jamais condicionou o mérito de seu amor à adesão de sua palavra. Fez o bem sem olhar a quem. Não exigiu que, primeiro, a mulher fenícia, o servo do centurião romano ou a viúva de Naim acreditasse em sua pregação para, em seguida, merecer a cura. Nem disse a um deles "a minha fé o salvou", e sim "a sua fé o salvou".

A unidade dos cristãos jamais será alcançada pela íngreme via da autoridade, e sim da caridade, da tolerância, da nossa humildade em reconhecer os próprios erros e ser capaz de ressaltar o que há de positivo, de evangélico, nas demais Igrejas e denominações religiosas.

O primado do amor é o único capaz de assegurar unidade de fé na diversidade de culturas. Para todo o sempre, Cristo é a cabeça da Igreja e nós, fiéis, diferentes membros de seu corpo.

Frei Betto

Fonte - Adital

Nota DDP:
A ICAR já não faz mais questão nenhuma de ocultar seus intentos. A "volta ao passado" é mesmo o objetivo a ser conquistado, com a nuance clara de "resgate da unidade perdida", as próprias pessoas a ela de alguma forma ligados já percebem isso com clareza, como no artigo supra. O articulista perde o ponto apenas quando imagina que a unidade não será alcançada pela via de autoridade ou, que tudo que está acontecendo não seja sistematicamente elaborado...

EUA serão Roma, alerta historiador

Para o jornalista e historiador Cullen Murphy, uma erosão lenta começa a corroer o Império Americano. Embora creia que muito separe os EUA de seu predecessor cujo fim sepultou a Idade Antiga, fatores de risco os aproximam: a dependência do poder militar e a obsessão por segurança -a um custo insustentável-, a terceirização de funções do governo, a arrogância. Como estancar a queda? "Estaríamos nos ajudando se parássemos de tentar projetar poder em cada canto."

"Are We Rome?", pergunta o título do livro. É uma brincadeira com o som da pergunta que os pais mais ouvem dos filhos durante as viagens, "Are we home yet?", "já chegamos em casa?, e a pergunta que historiadores, analistas e pensadores norte-americanos se fazem cada vez mais: "Nós já somos Roma?".

"Nós", no caso, é o Império Norte-Americano. Responder a essa questão e traçar paralelos entre as duas épocas são o que propõe Cullen Murphy, 55, jornalista e especialista em história medieval, no livro que acaba de lançar, cujo subtítulo é "A Queda de um Império e o Destino dos EUA". "Não, ainda não" é o que ele responde à Folha, numa troca de e-mails.

Ainda assim, acredita, há muitos e perigosos paralelos entre o país comandado por George W. Bush hoje e o império que terminou em 476, ao ver seu exército derrotado pelos soldados de Odoacro, um "bárbaro" que era cristão, conhecia os meandros de Roma e até meses antes servia no mesmo regimento que agora caía.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

Para usar o duplo sentido do título de seu livro, nós já estamos em Roma?
Não, ainda não. Há evidentemente muitas diferenças entre os EUA e o antigo Império Romano, e algumas dessas diferenças podem trazer em si sinais do futuro. Diferentemente de Roma, os EUA são um país de classe média, uma democracia e uma sociedade marcadamente igualitária. Ainda assim, há muitos e perigosos paralelos com a Roma antiga, e eles deveriam preocupar mais os americanos.

Por exemplo, a maneira com que os EUA dependem crescentemente do poder militar para atingir seus objetivos, mesmo com nossas Forças Armadas já no limite de sua capacidade. Ou a terceirização de funções governamentais para empresas privadas, o que enfraquece a capacidade do governo de agir em benefício de todos os seus cidadãos -e aumenta a habilidade dos interesses privados em agir em benefício de poucos. Por fim, a mentalidade que vê os EUA como o centro do sistema solar, com todos os outros países orbitando em torno de nós.

O que mais?
Há pessoas na direita que vêem os EUA como ainda na fase ascendente e ainda no processo de expansão de seu poder no mundo. Há, obviamente, muitos outros, não só na esquerda, que se preocupam com o fato de que a "Pax Americana", como a "Pax Romana" de muitos séculos atrás, ser uma ilusão. Ilusão essa que vai levar os EUA a trilhar um caminho perigoso e fútil, na minha visão. O processo de "declínio e queda" não vai ser súbito, mas uma erosão lenta, como foi para Roma. O que nós chamamos de "queda de Roma" não foi uma catástrofe ocorrida da noite para o dia, aquela imagem popular dos bárbaros empurrando as portas da cidade. Ao contrário, levou séculos, ocorrendo mais rapidamente em alguns lugares que em outros.

Você pode estar vivendo bem no meio dessa "queda" e não se dar conta. Para alguns, a queda se parece muito com o que vemos agora, aliás: novos povos adquirindo nova autoridade e poder econômico, alguns grupos demográficos novos se mudando para cidades, outros grupos mais antigos se tornando gradualmente marginalizados...

O sr. dedica boa parte do livro à questão da segurança, acha que o preço de manter um império é a constante vigilância. Ironicamente, isso não o levará à ruína?
O custo da segurança -ou, para ser mais preciso, o custo do que achamos ser segurança- é insustentável a longo prazo. Foi insustentável para Roma. É o mesmo dilema: seus Exércitos são muito pequenos para as metas que eles têm de (ou desejam) cumprir, mas ao mesmo tempo muito grandes para serem mantidos por muito tempo. São custosos em termos humanos e financeiros.

Não sei se esse problema tem solução, além da mais óbvia: parar de tentar projetar nosso poder em cada canto do mundo. Nós só estaríamos nos ajudando se fizéssemos isso. Se adotássemos uma política de energia inteligente, por exemplo, que levasse em conta nosso imenso poder tecnológico, poderíamos abrir mão de manter a presença maciça atual no Oriente Médio.

O número de mercenários no Iraque já quase se equivale ao de soldados. O Império Romano fazia o mesmo...
Nesse momento, há 150 mil soldados americanos no Iraque, e cerca de 100 mil mercenários. O problema de manter um Exército muito numeroso em ação é que o preço político se torna muito alto. É muito mais fácil fingir que o número de tropas oficiais está estabilizado -ou mesmo reduzido- e ao mesmo tempo contratar profissionais do setor privado para fazer o serviço. A prática não é nova, mas a proporção atual é inédita.

E não afeta apenas os militares. Há hoje 2 milhões de funcionários públicos no governo federal. Estima-se que haja mais 12 milhões -você leu certo- prestando serviços, em contratos privados, realizando todo tipo de trabalho público, mas empregados por companhias privadas. Pode ser que sejam em tese mais eficientes, menos burocráticos. Mas, com o tempo, a erosão do poder do governo é muito significativa. E, quando houver uma nova crise, o governo pode descobrir tarde demais que não tem autoridade direta para fazer o que deve ser feito. Isso aconteceu em Roma.

A comparação entre Washington e Roma é recorrente. Por que o sr. acha que historiadores a acham tão atraente?
Não vamos nem falar do fato de que Washington e Roma até se parecem fisicamente, com todo aquele mármore se erguendo do pântano. O fato é que Roma era o Estado mais rico, sofisticado e poderoso da época, o que os EUA também são hoje. Como Roma, também têm uma ideologia de superioridade -nossa nota de dólar chega mesmo a usar as palavras de Virgílio para proclamar "Novus Ordo Seclorum", uma nova ordem para os tempos.

Após a Segunda Guerra (1939-45), quando aos EUA foi confiado o papel de líder mundial num grau nunca ocorrido antes (um papel que o país desempenhou de maneira satisfatória por várias décadas, na minha opinião), as pessoas começaram a dizer "Pax Americana", em referência à "Pax Romana". Mas outra razão que leva as pessoas a fazer a comparação entre os dois impérios tem a ver com o que não são as melhores qualidades de ambos: a arrogância, o orgulho excessivo, o fato de sermos voltados para nós mesmos...

De onde a comparação entre o presidente George W. Bush e o imperador Diocleciano?
Tenho pensado nos EUA sob a ótica de Diocleciano já há algum tempo, por conta do grande investimento dos últimos anos -a começar de Ronald Reagan, na verdade- em segurança nacional e do declínio relativo de investimento em programas domésticos. A comparação não é absolutamente exata por várias razões. Ainda assim, parece claro para mim que os EUA estão se tornando o Estado que se preocupa em primeiro lugar e principalmente com a segurança nacional em termos militares -o que Diocleciano (284-305) também fez, ao se tornar imperador depois de um período de caos e declínio.

Mas o trecho ao qual você se refere, em que comparo os preparativos para uma viagem ao exterior de Bush aos do imperador, me ocorreu quando meu avião aterrissou na Irlanda e eu vi ambos os Air Force One na pista, cercados por militares, cercas de arame farpado, vigiados com caças com mísseis. Um imperador romano se deslocava pelo mundo com um pesado aparato de segurança -como Bush, levava com ele um governo inteiro em miniatura...

Fonte: Folha de São Paulo, 16 de julho de 2007

Fonte - Blog Minuto Profético

Prioridade do domingo é a ênfase da Igreja Católica na América Latina

Uma das características da grande missão que se quer desenvolver na América Latina a partir da Conferência de Aparecida é despertar nos fiéis a consciência da importância fundamental que o domingo tem para os cristãos e, nesse sentido, a centralidade da Eucaristia.

Foi o que explicou a Zenit nesta segunda-feira Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), durante coletiva de imprensa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Apesar de ainda não ter formatado o projeto da grande missão que a Igreja Católica desenvolverá nos próximos anos no continente - uma das propostas da Conferência de Aparecida -, o documento final da grande reunião eclesial celebrada em maio traz diretrizes que já permitem visualizar algumas prioridades pastorais dos bispos.

Uma delas, elogiada por Bento XVI na carta que dirigiu ao Celam autorizando a publicação do Documento de Aparecida, dia 10 de julho, é justamente a prioridade à Eucaristia e à santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais. ...

O presidente do Celam comentou ainda sobre a importância fundamental do domingo, "um dia especial para o cristão". "É o dia que substituiu o sábado judaico. O domingo é o primeiro dia da semana, o termo significa Dia do Senhor. E para nós, Dia do Senhor é o dia do Ressuscitado, é o dia da ressurreição de Cristo", destacou.

Segundo o arcebispo, a partir da ressurreição, os cristãos sempre se reuniram aos domingos. "Sempre se reuniram para celebrar o memorial da morte e da ressurreição de Cristo e também para celebrar a Palavra de Deus." "É o dia em que os cristãos continuam se reunindo para se alimentar da Palavra, para se alimentar do Corpo de Cristo e, ao mesmo tempo, se encontrar como família de Deus, dar testemunho público e social da sua fé", disse. ...

Para além da importância de se congregar, o arcebispo destacou a atitude conseguinte dos cristãos, ou seja, o fato de se dispersarem entre o mundo para dar seu testemunho. ... "Nesse sentido é de importância fundamental o domingo" - enfatiza. "Nós não podemos viver nossa fé isoladamente. O cristão tem de se reunir, tem de se congregar, porque pelo batismo ele é feito membro de uma comunidade, de uma Igreja, de uma família." [Os itálicos foram acrescentados.]

Nota: "Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência" (O Grande Conflito, p. 588).

Quer saber qual o verdadeiro dia de guarda, segundo a Bíblia? Leia aqui e aqui.

Fonte - Blog Michelson Borges

Presidente do CELAM afirma que a guarda do domingo é prioridade

Uma das características da grande missão que se quer desenvolver na América Latina a partir da Conferência de Aparecida é despertar nos fiéis a consciência da importância fundamental que o domingo tem para os cristãos e, nesse sentido, a centralidade da Eucaristia.

Foi o que explicou a Zenit esta segunda-feira Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (Brasil) e presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), durante coletiva de imprensa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Apesar de ainda não ter formatado o projeto da grande missão que a Igreja Católica desenvolverá nos próximos anos no continente --uma das propostas da Conferência de Aparecida--, o documento final da grande reunião eclesial celebrada em maio traz diretrizes que já permitem visualizar algumas prioridades pastorais dos bispos.

Uma delas, elogiada por Bento XVI na carta que dirigiu ao CELAM autorizando a publicação do Documento de Aparecida, dia 10 de julho, é justamente a prioridade da Eucaristia e a santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais.

«A Eucaristia como fonte da missão, na medida em que nós estamos unidos a Cristo pela Eucaristia, e assim temos mais força para testemunhá-lo perante o mundo de hoje», afirmou Dom Damasceno.

O presidente do CELAM comentou ainda sobre a importância fundamental do domingo, «um dia especial para o cristão». «É o dia que substituiu o sábado judaico. O domingo é o primeiro dia da semana, o termo significa Dia do Senhor. E para nós, Dia do Senhor é o dia do Ressuscitado, é o dia da ressurreição de Cristo», destacou.

Segundo o arcebispo, a partir da ressurreição, os cristãos sempre se reuniram aos domingos. «Sempre se reuniram para celebrar o memorial da morte e da ressurreição de Cristo e também para celebrar a Palavra de Deus.»

«É o dia em que os cristãos continuam se reunindo para se alimentar da Palavra, para se alimentar do Corpo de Cristo e, ao mesmo tempo, se encontrar como família de Deus, dar testemunho público e social da sua fé», disse.De acordo com Dom Damasceno, essa característica dos cristãos era tão forte nos inícios da Igreja que eles eram conhecidos pelos pagãos como «aqueles que se reúnem».

«Os cristãos são aqueles que se reúnem. Os pagãos não se reuniam. Os templos pagãos não são lugares de reunião. É o lugar da morada da divindade, mas não é o lugar para o povo se reunir.»

«O templo como lugar de reunião é próprio dos cristãos --explica. Por isso a palavra Igreja, que quer dizer assembléia, do grego ekklesía, significando reunião, comunidade.»

Segundo o presidente do CELAM, «Deus quer congregar, quer reunir as pessoas». E Ele as reúne «em torno do altar onde nós celebramos o mistério da morte e ressurreição de Cristo, e celebramos também a Palavra de Deus».

Para além da importância de se congregar, o arcebispo destacou a atitude conseguinte dos cristãos, ou seja, o fato de se dispersarem entre o mundo para dar seu testemunho.

«Há esse duplo movimento. Esta sístole e esta diástole, como do coração. O cristão se reúne sempre e se dispersa sempre, para poder levar o fermento, a luz, o sal à sociedade.»

«Nesse sentido é de importância fundamental o domingo --enfatiza. Nós não podemos viver nossa fé isoladamente. O cristão tem de se reunir, tem de se congregar, porque pelo batismo ele é feito membro de uma comunidade, de uma Igreja, de uma família.»

Fonte: Zenit (Colaboração: Fernando Machado)

NOTA: É inegável que a sociedade está sendo devidamente preparada para a imposição da Lei Dominical.

Fonte - Blog Minuto Profético

"Em tempo, onde está na Bíblia o fundamento da eucaristia e da santificação do domingo? Está chegando a hora do debate global sobre esse assunto. Cada lado que prove, pela Palavra que o próprio CRISTO usou, e que validou por Sua boca, o que é doutrina cristã e o que é dogma pagão. Para aqueles que crêem conforme a Bíblia, será fácil provar essa grande mentira global.

Assim, então, os fiéis sinceros sairão de babilônia, conforme Apoc. 18:4.

Atenção, o dia da volta se aproxima. Mas antes disso, temos um gigantesco trabalho para o qual será necessária muita fé e preparo anterior, trabalhando."

Fonte - Cristo Voltará

Nota DDP:
Interessante que além da ênfase no domingo como dia especial que "substitui o sábado judaico" (não esquecer que o próprio Cristo disse que o Sábado foi feito por causa do homem, não havendo nenhuma referência aos judeus portanto, que não existiam como povo à época da criação), existe ainda este relevo na comunhão dos cristãos, que aponta para o ecumenismo. Ou seja, o domingo entra como ponto de identidade aos cristãos, sejam eles de que segmento institucional forem.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Mudanças climáticas nos Andes

As geleiras dos Andes estão derretendo rapidamente. Isso pode ser um problema para o Peru e a Bolívia.

Durante séculos o derretimento anual das geleiras alimentou rios na região. Mas agora elas estão derretendo mais depressa, e tendem a desaparecer, o que pode causar sérios problemas de falta de água.

O Peru tem o maior parque de geleiras do mundo tropical. A área delas diminuiu mais de 20% nos últimos 40 anos.

Economist - Climate change in the Andes --When ice turns to water

Fonte - Opinião e Notícia

Ferida mortal curada

"'Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta'. Apoc. 13:3. A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: 'A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta'. Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (II Tess. 2:8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: 'Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida'. Apoc. 13:8. Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma... A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou" (O Grande Conflito, p. 579, 580).

OS FATOS:

1) Desde a assinatura do Tratado de Latrão, em 1929, quando a Santa Sé passou a ser reconhecida como um estado independente, 176 países já estabeleceram relações diplomáticas com a Sé papal.

2) Após a publicação do documento final da 5ª Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe (Celam), realizada de 13 a 31 de maio em Aparecida do Norte (SP), a mídia divulgou que Bento XVI viu "com particular apreço as palavras que exortam a dar prioridade à Eucaristia e à santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais", contidas neste documento.

3) Recentemente o Vaticano divulgou um Documento no qual afirma que "fora da Igreja Católica não há salvação". Através deste Documento o Vaticano demonstra explicitamente qual é sua verdadeira intenção, ou seja, readquirir a supremacia mundial perdida no fim da Idade Média. Segundo o próprio Vaticano, só assim "poderá chegar à unidade de todos os cristãos 'em um só pastor' (João 10:16) e sanar assim essa ferida que ainda impede à Igreja Católica a realização plena de sua universalidade na história".

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sistema de detecção de dados do FBI mira muito além dos terroristas

De acordo com Departamento de Justiça americano, governo Bush usa das técnicas para investigar até informações pessoais dos cidadãos.

Por COMPUTERWORLD
12 de julho de 2007 - 13h15

O FBI está usando sistemas de data mining para rastrear qualquer potencial terrorista em território americano e mesmo indivíduos que tenham queixas contra seguro de automóveis, de acordo com o Departamento de Justiça americano (DOJ), em um relatório enviado ao Congresso nesta semana.

O documento do DOJ detalha seis iniciativas baseadas em sistemas de data mining em uso ou nos planos do departamento. "Cada uma dessas iniciativas é extremamente valiosa para os investigadores, o que permite que eles analisem e processem de forma legal as informações obtidas de forma a detectar potenciais atividades criminais e destinar os recursos adequadamente", disse um porta-voz do DOJ, em uma declaração por e-mail.

Em um comunicado, o senador democrata Patrick Leahy afirmou que o relatório tinha quatro meses de atraso e trazia mais questionamentos que respostas. O relatório "demonstra quão dramaticamente a administração Bush expandiu o uso da tecnologia da data mining, algumas vezes de forma sigilosa, para coletar e filtrar as mais sensíveis e pessoais informações dos americanos", disse.

Ao mesmo tempo, o relatório fornece "uma importante e rara radiografia das atividades do departamento de data mining", complementa o senador. Isso pdoerá dar ao Congreso uma forma de conduzir uma "vigilância significativa", disse ele.

As seis iniciativas de data mining listadas no relatório do DOJ são:

- Um programa que será proximamente lançado, chamado System to Assess Risk, designado para ajudar os analistas do FBI a centrar esforços nos indivíduos que tenham posturas suspeitas de terrorismo. De acordo com o DOJ, o programa não vai taxar ninguém de terrorista, mas a idéia é que ele ajude o FBI a economizar tempo na identificação dos suspeitos.

- Um projeto de detecção inteligente de roubo de indentidade que examina as queixas dos consumidores para criar padrões e tendências nesse tipo de crime.

- Uma iniciativa que existe desde 1999 com a qual o FBI examina as gravações públicas das transações governamentais para identificar as potencialmente fraudulentas.

Os demais três programas incluem a identificação de fraudes em vendas de fármacos na internet, fraudes em seguro de automóveis e crimes relacionados a planos de saúde.
"Em todos os casos, o cuidado adequado tem sido tomado para garantir o direito à privacidade e a proteção às liberdades civis", diz o relatório do DOJ.

"Cada iniciativa é designada para suplementar, e não substituir, os métodos de investigação tradicionais. Nenhuma ação é tomada com base somente na análise das informações dos data mining", diz o DOJ.

Segundo ele, os resultados gerados pela coleta de dados são usados somente como "referências" que são depois investigadas para determinar se existe a necessidade de uma ação posterior.

Jaikumar Vijayan-Computerworld, EUA

Fonte - ComputerWorld

Um curioso convite ao diálogo ecumênico

A declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, diz o cardeal W. Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, é um convite ao diálogo ecumênico, não um retrocesso. Diz que esse documento, divulgado ontem, quer expor com clareza a posição católica sobre o que se entende ser uma Igreja. Essa é a posição da ICAR, as outras igrejas podem ter outras posições.

Será que melhorou? Será que o diálogo assim será mais promissor? Certamente não. Profeticamente falando, as ditas outras comunidades religiosas, com esta declaração, nada mais tem a fazer senão “submeter-se” à Igrejas Católica. Ela declarou-se superiora quanto as doutrinas, declarou que as demais não são igrejas completas, e que as outras não podem salvar (embora quem salva é CRISTO).

Como serão os próximos dias? É fácil entender, as outras igrejas se submeterão, ou, definirão uma trajetória de aproximação com a Bíblia. O que não poderão continuar fazendo é tendo apenas parte da doutrina, como a ICAR afirma, e nisso ela está correta. É simples o raciocínio: ou uma Igreja tem a doutrina pagã completa, ou tem a doutrina bíblica completa. Meio termo está sendo fortemente questionado. Estão se formando dois grandes grupos de adoradores no mundo, preparo prévio para a vinda de CRISTO.

Fonte: http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=144322 - 2007-07-12

Fonte - Cristo Voltará

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O domingo, o ecumenismo, vários sinais...

Minha primeira impressão acerca do recente documento apresentado pela Igreja Católica («Respostas a algumas perguntas acerca de certos aspectos da doutrina sobre a Igreja»), que expressa de forma inequívoca que a Igreja de Cristo nela apenas subsiste, era de que o papa estava demarcando seu território e, a partir daquele momento, quem dela se aproximasse sob o manto do ecumenismo, prioridade deste pontificado, o faria muito consciente de onde estava pisando e a quem estava inequivocamente seguindo.

Mas algumas idéias novas surgem desta concepção inicial com as explicações que já começaram a aparecer por conta das tímidas críticas que pipocaram aqui e ali. Além de marcar seu território, o papa está tentanto convencer os protestantes de suas raízes católicas, o que logicamente facilitaria o diálogo ecumênico que ele insiste ser essencial para "chegar à unidade de todos os cristãos em ‘um só rebanho e um só pastor’ (Jo 10, 16), e sanear desta forma a ferida que ainda impede a Igreja Católica de realizar plenamente sua universalidade na história»"


Apocalipse 13:3
Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta,

Não se pode perder de vista ainda o caráter talvez "narcisista" que carrega a afirmação da ICAR ser a "única igreja de Cristo":

"E para ele [Fromm] o narcisismo não é um fenômeno somente individual. "O narcisismo de grupo tem importantes funções. Em primeiro lugar, incrementa a solidariedade e a coesão do grupo, e [...] Em segundo lugar, é extremamente importante como elemento que dá satisfação aos membros do grupo e em particular àqueles que tenham poucas razões para se sentirem orgulhosos e de alguma valia". Além disso, Fromm nos alerta que "o narcisismo de grupo é uma das fontes mais importantes da agressão humana, e, ainda assim, esse fato, como todas as outras formas de agressão defensiva, é uma reação a um ataque a interesses vitais". Por isso, o narcisismo de grupo é tão "popular" nos mais diversos setores da vida social, seja no campo da economia, política ou da religião."


Apocalipse 12:17
E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.

Neste contexto importante ressaltar por fim que acabou de ser aprovado o texto final do CELAM (Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe), sobre o qual o papa assim se manifestou:

Li com apreço as palavras que pedem que se dê prioridade à Eucaristia e à santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais, e que se reforce a formação cristã dos fiéis em geral e dos agentes de pastoral em particular. Assim, o Documento de Aparecida destaca a importância da eucaristia na vida da Igreja, a santificação do domingo e o empenho dos bispos, sacerdotes, religiosas e fiéis na Igreja. Trata-se de uma renovação da ação da Igreja, fazer dela uma “comunidade mais missionária.” Objetiva enfrentar a perda de fiéis e sacerdotes nas últimas décadas e a difícil situação com que a Igreja se defronta. Todos os membros da Igreja na região são "chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo

Fontes - Terra, Ecclesia e Estadão

"E, coroando com a oferta eucarística do domingo o testemunho que, todos os dias da semana, os seus filhos, empenhados no trabalho e nos vários compromissos da vida, se esforçam por oferecer com o anúncio do Evangelho e a prática da caridade, a Igreja manifesta com maior evidência ser « sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano »."


Apocalipse 13:16-17
E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

Como já abordado em posts anteriores, com base no parecer de um vaticanista, vide a questão dos muçulmanos, nada que saia de roma deixa de ter função e objetivo específicos e, neste caso, já se demonstram bastante explícitos.

Maranata!

Qual é o dia do Senhor?

A grande controvérsia sobre qual é mesmo o dia do Senhor está se formando. A Igreja Católica vem perdendo fiéis nessas últimas décadas. Agora resolveu reagir. E como o fará? Vai re-evangelizar seus fiéis e tentar restituir os que perdeu. Para isso está preparando o seu sacerdócio e também os leigos mais ligados à igreja. E o que argumentará? Que só ela é a igreja verdadeira. Quais as razões? Que só ela tem a sucessão de Pedro e só ela tem os princípios que JESUS ensinou. E principalmente só ela tem a eucaristia onde ocorre a transubstanciação do pão e do vinho no corpo e sangue de JESUS. A grande motivação será urgentemente ensinar o povo que a eucaristia mais a santificação do domingo é essencial para a salvação da alma. Alma? Sim, e isso mete medo nas pessoas, como na Idade Média. O povo inculto teme por sua alma que pensa ser imortal. Teme que ela se vá para sofrer eternamente no inferno.

Você que está lendo, conhece a Bíblia? Isso que acima está escrito não consta nesse livro, onde se encontram todos os ensinamentos de JESUS. Nem alma imortal, nem eucaristia, nem santificação do domingo. Não se pode mais esperar para ver, está se desencadeando um grande debate sobre qual é o verdadeiro dia a ser santificado. E a Bíblia responde conforme JESUS ensinou.

Na busca de seus fiéis para que voltem, tentando explicar que devem participar da eucaristia e da santificação do domingo, chamarão a atenção para o que consta na Bíblia. Então muitos, mesmo católicos, argumentarão ou ao menos perguntarão sobre essa discrepância entre o que a Igreja prega e o que JESUS diz na Bíblia. Parece que a grande controvérsia está para se iniciar.
Agora preste atenção no seguinte. Na tentativa de trazer de volta os fiéis que se foram para outras igrejas, pode a Igreja Católica os perder de vez, e desencadear uma polêmica internacional que fará babilônia cair ainda mais, e para sempre.

Veja o seguinte. No noticiário noturno da Bandeirantes sempre fazem uma enquete. Nessa terça-feira (10/07/07) perguntaram sobre a afirmação do papa quanto a ser a ICAR a única igreja verdadeira. De dez pessoas, oito discordaram, só duas concordaram com o papa. Essa foi uma amostra do que pode estar por vir pela frente nesse debate.

11-07-2007

Fonte - Cristo Voltará

Casa Branca convoca reunião de emergência

A Casa Branca convocou para esta quinta-feira, 12, uma reunião multidisciplinar de urgência para discutir uma potencial nova ameaça da Al-Qaeda em solo norte-americano, informou a emissora ABC News na terça-feira.

Autoridades de inteligência foram convocadas para uma reunião na sede do governo dos EUA para informar os passos que estão sendo tomados para minimizar ou conter a ameaça e o que está sendo feito para aumentar a segurança em prédios públicos, informou a emissora.

A reunião seria uma de várias que estão sendo realizadas após a obtenção de novas informações de inteligência conseguidas nos recentes ataques frustrados em Londres, disse a emissora, citando uma autoridade de alto escalão do governo norte-americano.

Essa fonte, que não teve seu nome revelado, disse que o nível de preocupação com um ataque nos EUA tem sido o maior em algum tempo.

Uma porta-voz da Casa Branca confirmou que, após os atentados frustrados na Reino Unido, o governo norte-americano tem realizado reuniões freqüentes para avaliar a situação, mas acrescentou que não há evidências de um ataque iminente.

"Autoridades do setor de contra-terrorismo têm se reunido regularmente, o que não é incomum. Estamos levando todas as ameaças a sério e trabalhando para evitar que os terroristas ataquem inocentes", disse a porta-voz da Casa Branca Emily Lawrimore por email.


NOTA: Conforme análise feita anteriormente (Leia aqui e aqui), as sociedades secretas têm se infiltrado nos centros de influência (mídia, partidos políticos, universidades, sindicatos...) dos países que dominam o cenário político e econômico mundial e têm contribuído para preparar o mundo para o aparecimento do anticristo (Satanás em forma de Cristo). O objetivo das sociedades secretas é estabelecer uma Nova Ordem Mundial onde as liberdades civis serão restritas. O luta contra o terrorismo tem sido uma arma para alcançar tal objetivo (Saiba mais: Parte 1, Parte 2, Parte 3). A mídia mundial tem contribuído para manter vivo na população mundial o clima de medo, e é bom lembrar que, em estado de pânico as pessoas são mais propensas a abrir mão de suas liberdades sem questionamentos. Quantas mais reuniões de emergências a Casa Branca vai convocar até o próximo "ataque terrorista" ninguém sabe. O que sabemos é que, se e quando isso acontecer, as liberdades civis serão o verdadeiro alvo.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

ICAR nunca muda

A Igreja católica acaba de ratificar ser a única Igreja de CRISTO. Diz que a Igreja de CRISTO subsiste na Igreja Católica. É o que ensinou ao longo dos séculos. CRISTO instituiu uma única Igreja, e esta é a a ICAR. “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos una, santa, católica e apostólica… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como sociedade, subsiste na Igreja católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”, diz um trecho do documento divulgado hoje.

As demais igrejas que ainda não estão em plena comunhão com a ICAR então não são Igreja de CRISTO – nem mesmo a que afirma, segue e ensina a Bíblia por completo. É o que se deduz da declaração. Nessas outras Igrejas encontram-se “numerosos elementos de santificação e de verdade” que, “enquanto dons próprios da Igreja de Cristo, convergem em direção à unidade católica”.

E as Igrejas orientais, como a Católica ortodoxa, as Igrejas irmãs, são chamadas Igrejas particulares ou locais, porque “embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em razão da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais permanecem unidos conosco por vínculos estreitíssimos”. As demais Igrejas, as protestantes, evangélicas e outras, nem são chamadas assim pelo Vaticano. São apenas denominadas Comunidades, meras Comunidades, embora, em geral, sejam mais fiéis à Palavra de DEUS que a chamada Igreja mãe.
Segundo o Vaticano, a ICAR é a única governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele. A universalidade própria da igreja encontra obstáculo devido a divisão dos cristãos, não pode, enquanto durar a divisão, realizar-se plenamente. “As referidas Comunidades eclesiais não conservaram a substância genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico. Não podem, portanto, segunda a doutrina católica, ser chamadas “Igrejas”, em sentido próprio.”

A Igreja que se diz fiel a CRISTO, a única verdadeira, é, no entanto a que introduziu uma fantástica quantidade de dogmas vindos do paganismo. É a que sustenta esses dogmas, e de todas as igrejas cristãs a que mais possui tais dogmas. Foi ela que mudou o sábado para o domingo e que alterou o decálogo. Seria mesmo esta a Igreja de CRISTO. Ela ensina a verdade que CRISTO ensinou? Veja abaixo alguns dos dogmas que não são bíblicos, e que subsistem na ICAR.

1.A missa diária, 394 D.C.
2.A doutrina do purgatório (Papa Gregorio), 593 D.C.
3.Orações para Virgem Maria, Rainha do Céu, 600 D.C.
4.O ato de beijar o pé do Papa começa em 709 D.C.
5.Poder temporal do Papa declarado em 750 D.C.
6. Adoração de imagens, relíquias e cruzes, 788 D.C.
7.Água benta abençoada por um padre, 850 D.C.
8.Reverência à São José, 890 D.C.
9.Canonização de santos mortos, 995 D.C.
10.Início da quaresma e da sexta-feira Santa em 998 D.C.
11.A missa declarada como sacrifício real de Cristo, 1050 D.C.
12.Celibato dos sacerdotes e das freiras, 1079 D.C.
13.O rosário introduzido por Pedro o Ermitão, 1090 D.C.
14.Início da venda de indulgências 1190 D.C.
15.Doutrina de transubstanciação adotada em 1215 D.C.
16.Confissão dos pecados aos padres, 1215 D.C.
17.Interpretação da Bíblia proibida na Itália, 1229 D.C.
18.Escapulário declarado como proteção contra perigos, 1287 D.C.
19.Declarados os Sete sacramentos , 1439 D.C.
20.Superstições da Ave Maria (Papa Sextus V), 1508 D.C.
21.Tradição estabelecida como autoridade infalível, 1545 D.C.
22.Livros apócrifos somados à Bíblia, 1546 D.C.
23.Concepção imaculada da Virgem a Maria, 1854 D.C.
24.Infalibilidade dos Papas, 1870 D.C.
25.Maria é declarada a Mãe de Deus, 1931 D.C.
26.É declarada a ascensão de Maria, 1954 D.C.

O Cardel Newman, um das autoridades mais respeitadas da Igreja Católica, escreveu na página 359 do seu livro entitulado "O Desenvolvimento da Religião Cristã" o seguinte : " Templos, incense, velas, oferecimentos de votos, água benta, feriados, estações de devoção, procissões, a benção de campos, vestuário sacerdotal, padres, monges e freiras, imagens [...] etc. [...], é tudo de origem pagã ".

“... Roma jacta-se de que nunca muda. Os princípios de Gregório VII e Inocêncio III ainda são os princípios da Igreja Católica Romana. ...Roma está visando a restabelecer o seu poder, para recuperar a supremacia perdida.” (O Grande Conflito, 581)


Nova Iorque quer instalar câmeras de vídeo nas ruas

De acordo com o NYT, a cidade planeja instalar mais de 100 câmeras até 2008, como parte de um sistema de vigilância.O projeto é instalar câmeras ligadas a milhares de outras, públicas e privadas, que seriam conectadas ao sistema de monitoramento de trânsito de Manhattan.

A Iniciativa de Segurança é baseada no plano instalado em Londres, com uma rede de câmeras para detectar, rastrear e coibir terroristas.O orçamento estimado para a construção da rede de câmeras é de US$ 90 milhões.

Fonte - Opinião e Notícia

terça-feira, 10 de julho de 2007

Opinião: Orwell manda lembranças

Em nome do combate ao terrorismo, ministro alemão do Interior defende fim da premissa de que o cidadão é inocente até que se prove o contrário. Marcel Fürstenau comenta.

Espera-se que o ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble, nunca venha a ser bem-sucedido em sua empreitada sem limites de proteger o país contra o terrorismo e outros perigos. Já nos tempos do governo social-democrata-verde, o antecessor de Schäuble, Otto Schilly, havia tomado as devidas providências para que vários direitos e liberdades do cidadão fossem cerceados.

Empresas de telecomunicação, por exemplo, passaram a ser obrigadas a liberar dados em relação às ligações e hábitos de uso de seus clientes, caso o serviço secreto peça. Já o sigilo bancário foi de fato abolido, desde que o Departamento Federal de Proteção à Constituição e o Serviço Federal de Informações passaram a ter acesso às contas bancárias de quem quiserem. Também o correio é obrigado a fornecer informações e companhias aéreas são forçadas a entregar dados de passageiros. E estes são apenas alguns poucos exemplos, entre muitos.

Apesar de Schäuble já ter feito uso de tantas possibilidades de usurpação dos direitos individuais, ele quer mais ainda. E pinta a situação mais negra do que é. Algo que vem fazendo desde que assumiu o ministério do Interior em fins de 2005.

No ano passado, Schäuble quis até mesmo permitir a ação das Forças Armadas dentro do país, partindo da possibilidade de que poderiam ocorrer atentados durante a Copa do Mundo. O que teria acarretado uma mudança na constituição federal.

Por sorte, ele não conseguiu alcançar seu objetivo. Ainda não, pois continua insistindo. A partir do princípio de que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", o linha-dura democrata-cristão tenta vencer pelo cansaço o parceiro social-democrata da coalizão de governo.
Infelizmente, com sucesso crescente. Tanto que os social-democratas, hoje, já podem muito bem imaginar que, em caso de um atentado terrorista na Alemanha, soldados do Exército marchem pelas ruas do país. Quem se deixa levar por este tipo de pensamento mostra que já caiu no conto de Schäuble e teria que, em conseqüência disso, assumir sua retórica do pânico de um "caso de quase defesa" do território nacional.

Este momento peculiar, na lógica do ministro alemão do Interior, se instaura quando houver uma ordem para disparar em aviões seqüestrados com passageiros. Uma legislação com este teor, proposta pelo antigo governo social-democrata verde, foi, graças a Deus, revidada pelas mais altas instâncias da Justiça alemã.

O cerne da justificativa foi claro: a lei iria contra o direito fundamental à vida e contra a dignidade humana. Mas mesmo diante deste veredicto claro, Schäuble continua sonhando com a segurança absoluta. De forma compulsiva, ele se atém à sua visão da luta contra o mal.

A oposição política pode fazer pouco devido à falta de maioria no Parlamento. Os apelos dos que se colocam em defesa da proteção de dados também terminam sem efeito. Logo, o ministro do Interior só pode ser impedido de agir pelos social-democratas. Estes, por sua vez, ladram, mas não mordem.

Ao dizer que um ministro que dissemina a histeria se transforma, ele próprio, em um risco para a segurança do país, o parlamentar Klaus-Uwe Benneter colocou lenha na fogueira da coalizão de governo. Mas o problema é que, apesar dos ataques verbais, o Partido Social Democrata (SPD), como parceiro minoritário da coalizão, pode muito bem imaginar, por exemplo, que o levantamento dos dados relativos a pedágio nas rodovias do país, que até hoje só eram usados para a cobrança de taxas, poderão ser utilizados no combate à criminalidade.

Da mesma forma, o SPD é condescendente no que diz respeito ao acesso às fotos armazenadas nos registros de moradia de cada cidadão [obrigatório na Alemanha]. Originariamente, esses dados deveriam servir somente para punição dos que desrespeitam os limites de velocidade nas estradas do país.

O quadro geral é devastador: passo a passo, o ministro do Interior Schäuble parece estar no melhor caminho rumo à organização de uma vigilância em grande estilo. E se, além disso, ele ainda conseguir fazer com que, no combate ao terrorismo, seja suspenso o princípio da "inocência até que se prove o contrário", então aí poderá ser proclamado o fim da Alemanha como estado de direito.

Fonte - DW-World

Planos de vigilância online desencadeiam polêmica

Ministro do Interior sugere permissão ao Estado para espionar computadores pessoais. A proposta, criticada por várias facções, chegou a ser taxada de "delírio de vigilância". Acompanhe a reação da imprensa alemã.

"O fato de o computador ter se tornado o objeto mais sagrado do homem moderno faz com que o axioma 'quem não deve, não teme' passe a não funcionar mais. A resistência ao rastreamento online de dados é sensivelmente maior do que àquela existente, até agora, em relação às leis de segurança. O PC hoje, mais do que o telefone e talvez até mais do que o quarto de dormir, é a essência da vida privada, na qual o Estado não deve se intrometer. Em arquivos de computador há diários e cartas de amor. Em suma, o computador é a porta de entrada para a intimidade das pessoas."

(Süddeutsche Zeitung)

"Em tempos de terrorismo, basta a mera promessa de um ganho marginal de segurança para que sejam suspensas as garantias reais e existentes de proteção à esfera privada – sem que isso desencadeie qualquer protesto numa população, que, por puro comodismo, diariamente perfura, ela própria, a proteção dos seus dados: através do comércio online, dos sistemas de cartão de crédito e de outros tipos de organizações. [...] Inconcebível continua sendo, porém, o fato de o Estado poder espionar os computadores por detrás das portas, enquanto uma batida policial só pode ser feita de posse de um mandado judicial."

(Die Zeit)

"A busca por terroristas é correta, mas, no momento, qualquer vaga ameaça é utilizada para tirar propostas prontas da gaveta. Isso quando não se tenta fazer com que essas propostas sejam disfarçadamente aprovadas. [...] Não é necessário ser nenhum Osama bin Laden para se sentir extremamente desconfortável perante um Estado vigilante como este. Um Estado que, no futuro, vai poder controlar, fácil e despercebidamente, quem esteve onde e quando."

(Abendzeitung)

"As montanhas de dados vão crescer até alturas inimagináveis e, com o planejado acesso às fotografias de passaportes pelas autoridades, os equívocos serão a regra e não a exceção. Se os planos de Schäuble terão um efeito, este será de ordem psicológica: demonstrar o grau de preocupação do Estado com o terrorismo e seus esforços para combatê-lo. Com o fato de milhões de inocentes estarem sendo levados neste combate, Schäuble consente sem problemas."

(Main-Echo)

"Não há equilíbrio na situação. Hoje, as impressões digitais são usadas para localizar alguém a partir de suspeitas concretas. Amanhã, elas estarão à disposição, caso haja alguma suspeita. Passo a passo vamos sendo vigiados. Cada um desses passos é compreensível; a direção para onde se caminha é que não é."

(Neue Ruhr/Neue Rhein-Zeitung)

A Igreja Romana nunca mudou

"A Igreja Católica é a única a possuir todos os elementos da Igreja instituída por Jesus". "O catolicismo é o único meio pelo qual se pode alcançar a salvação espiritual com a ajuda da fé em Jesus Cristo". "Fora da Igreja Católica não há salvação".

Frases como estas divulgadas pelo Vaticano demonstram o real espírito existente por trás da aparente diplomacia globalizada da Santa Sé: de fato, lobo em pele de ovelha. Ora, que ninguém se engane pois Roma nunca mudou:

"A História testifica de seus esforços, astutos e persistentes, no sentido de insinuar-se nos negócios das nações; e, havendo conseguido pé firme, nada mais faz que favorecer seus próprios interesses, mesmo com a ruína de príncipes e povo... E, convém lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda. Os princípios de Gregório VII e Inocêncio III ainda são os princípios da Igreja Católica Romana. E tivesse ela tão-somente o poder, pô-los-ia em prática com tanto vigor agora como nos séculos passados... Ela está silenciosamente crescendo em poder. Suas doutrinas estão a exercer influência nas assembléias legislativas, nas igrejas e no coração dos homens. Está a erguer suas altaneiras e maciças estruturas, em cujos secretos recessos se repetirão as anteriores perseguições". O Grande Conflito, p. 580, 581.

Entre a teologia do catolicismo e a teologia protestante tradicional ainda existe um abismo intransponível. Sem dúvida, a diferença principal é a questão sobre a autoridade das Escrituras Sagradas. Enquanto o protestantismo coloca a autoridade das Escrituras Sagradas como norma final para a fé e a prática, o catolicismo insiste em afirmar que a autoridade das Escrituras Sagradas está subordinada à autoridade da Igreja. Daí, como se pode ver, decorrem todas as outras diferenças teológicas. A começar pela figura e a autoridade do papa (palavra em latim que significa “pai”). Se os católicos seguissem os ensinamentos de Jesus registrados nos Evangelhos, seu corretor-mór perderia o emprego: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus” (Mateus 23:9).

Quanto à autoridade do papa supostamente ser derivada da autoridade concedida a Pedro pelo próprio Cristo (Mateus 16:18 e 19), esse argumento é mais um exemplo do tipo de teologia que faz a Igreja Católica, colocando a autoridade da Igreja acima da autoridade das Escrituras Sagradas. Assim, ela é capaz de usar um texto bíblico que lhe convém, e ao mesmo tempo ignorar muitos outros textos que apontam seus erros. Ora, se o papa acredita ser o sucessor de Pedro, por que, então, ele não segue o exemplo do apóstolo em determinadas questões: (1) Pedro nunca assumiu o papel de intercessor manifestando a pretensão de perdoar os pecados (Atos 8:20-23); (2) Pedro também não aceitava homenagens de adoração (Atos 10:25 e 26).

Fonte - Blog Minuto Profético

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Vaticano definirá Igreja Católica como 'única de Cristo'

Valquiria Rey
De Roma

O Vaticano deve divulgar nesta terça-feira um documento que define a Igreja Católica como a única igreja de Cristo.

O texto da Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por promover e tutelar a doutrina da fé e a moral no mundo católico, deve esclarecer uma frase do documento Iumem Gentium ("A luz das nações", sobre a missão universal da Igreja), do Concílio Vaticano 2º, dizendo que a única Igreja de Cristo "subsiste" na Igreja Católica.

Durante o Concílio, uma reunião de bispos e cardeais realizada entre 1962 e 1965, a Igreja adotou mudanças, como a realização de missas nos idiomas modernos, e afirmou o respeito aos não-católicos.

Andrea Tornielli, vaticanista do jornal Il Giornale, afirma que o documento desta terça-feira também deve confirmar a declaração Dominus Iesus, aprovada pelo papa João Paulo 2º em 2000, segundo a qual apenas a Igreja Católica dispõe de todos os meios de salvação.

A declaração causou, na época, protestos das igrejas protestantes, classificadas como simples "comunidades eclesiásticas".

Segundo Tornielli, o emprego do verbo "subsiste" no texto do Concílio Vaticano 2º gerou diversas interpretações nos últimos anos, apesar de a Dominus Iesus ressaltar que o Concilio Vaticano 2º queria dizer "existe realmente".

"O objetivo da nova declaração é combater o que o papa Bento 16 considera como 'relativismo eclesiológico', segundo o qual todas as igrejas que dizem fazer parte do cristianismo têm o mesmo nível de verdade ou que cada uma delas não têm mais que uma parte desta verdade", diz o vaticanista.

Judeus

A divulgação do documento ocorrerá poucos dias depois de o papa Bento 16 ter assinado decreto que dá mais liberdade para os sacerdotes celebrarem missas em latim, uma concessão aos tradicionalistas.

Em uma carta aos bispos de todo o mundo, no último sábado, o pontífice rejeitou as críticas de que sua atitude poderia dividir os católicos.

No entanto, o documento gerou mal-estar e, segundo especialistas, poderá ameaçar também o diálogo entre cristãos e judeus.

O problema é que a antiga liturgia, conhecida como missa Tridentina, inclui passagens nas quais se diz que os judeus vivem "na cegueira" e "na escuridão" e pedem que "o Senhor, nosso Deus, retire o véu dos corações deles a fim de que possam também reconhecer nosso Senhor Jesus Cristo".

Vincenzo Pace, especialista em Sociologia da Religião, afirma que os dois documentos do Vaticano, o desta terça-feira e o sobre a missa em latim, estão interligados.

Os documentos pretendem defender, de acordo com Pace, a fortaleza da Igreja Católica e, ao mesmo tempo, afastar as modificações feitas pelo Concílio Vaticano 2º.

"Os novos documentos do Vaticano são coerentes. Seguem o pensamento do papa Bento 16, sempre muito dedicado à doutrina, ao princípio da autoridade e à idéia de que fora da Igreja não há salvação", diz Pace.

"Os tradicionalistas e fundamentalistas católicos eram contrários não apenas ao enfraquecimento das missas em latim, mas à abertura interecumêmica e à ausência da superioridade da Igreja Católica sobre as outras religiões."

Fonte - UOL

Acadêmicos defendem a guarda do domingo e o fechamento do comércio

O Departamento de Administração da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP), publicou uma análise multidisciplinar sobre o "complexo problema da abertura do comércio aos domingos e feriados". A análise abordou as dimensões políticas, econômicas, sociais, culturais e religiosas.

O que chama a atenção nessa análise são os argumentos usados para a dimensão religiosa do problema, incluindo a explícita defesa da guarda do domingo como uma forte razão para o Estado legislar a favor do fechamento do comércio aos domingos. A dimensão religiosa da análise tomou como base o Catecismo da Igreja Católica (CIC) e a Carta Apostólica DIES DOMINI, do papa João Paulo II (1998). O texto até cita a Lei Dominical de Constantino (321 d. C.) como exemplo, afirmando inclusive que o domingo era considerado o "dia do sol" (silencia, porém, sobre as implicações pagãs desse argumento).

Embora o fechamento do comércio aos domingos não implica por esse mesmo ato no surgimento da Lei Dominical, a Igreja Católica está aproveitando o momento para levar para o debate público a questão da guarda do domingo, preparando a sociedade para o surgimento da futura Lei Dominical. A guarda do domingo é um sinal de supremacia da Igreja Católica, e os protestantes norte-americanos demonstrarão sua submissão a Roma em vez de à Palavra de Deus quando ocorrer a união com o poder civil para estabelecerem a Lei Dominical.

"Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua Lei está sendo violada". Salmo 119:126.

Fonte - Blog Minuto Profético
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