quinta-feira, 7 de maio de 2015

Uma América cristã é aceitável para maioria dos republicanos


Um adventista do sétimo dia candidato à presidência dos Estados Unidos da América

Impensável talvez para todos algum tempo atrás, previsto por aqueles que nos últimos meses tinham vindo a acompanhar o protagonista, chocante para quem foi apanhado de surpresa: temos um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia candidato à presidência dos Estados Unidos da América.

O irmão Ben Carson não é um ilustre desconhecido, quer para a igreja ou a sociedade civil. Com uma história de vida que encaixa que nem uma luva no ideal do “sonho americano”, tornou-se um dos mais destacados neurocirurgiões do mundo, famoso por chefiar, em 1987, a primeira separação de gémeos siameses unidos pela cabeça.

Em 2008, Ben foi premiado com a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior distinção civil americana, pelo então presidente George W.Bush. No ano seguinte, foi produzido um filme sobre a sua vida, tendo por base o livro “Mãos Dotadas”, um título disponível nas livrarias adventistas. Assim, na igreja, habituamo-nos a apreciar a história e o exemplo deste irmão.

Ben aposentou-se da prática médica em 2013, uma fase da vida em que, supostamente, as pessoas abrandam o ritmo e vivem a sua vida mais tranquila e discretamente – mas não foi esse o caso de Ben…

Isto porque, em fevereiro desse mesmo ano, ele teve oportunidade de discursar a escassos metros de distância do presidente Barack Obama durante o “Pequeno-almoço de Oração” (tradução literal), um evento anual que serve como um fórum para as elites políticas, sociais e económicas se reunirem e estabelecerem contactos. Nessa ocasião, e segundo vários comentadores, Ben arrasou várias das políticas de Obama, levantando uma voz crítica e direta que foi muito bem recebida pela ala conservadora.

A partir daí, todas as pesquisas e sondagens de opinião acerca dos possíveis candidatos republicanos às presidenciais americanas de 2016 passaram a incluir o nome de Ben Carson, que apareceu sempre muito bem referenciado.

Desde então, com especial destaque para os últimos meses, acompanhei de perto a evolução das futuras perspetivas políticas de Ben Carson – o estabelecimento de um comité preparatório, a montagem de uma equipa e de uma estratégia de terreno (que embora não disfarçando alguma falta de profissionalização, principalmente se compararmos com as habituais máquinas dos grandes partidos, é de admirar para um independente sem estrutura anterior), foram apenas os primeiros passos que conduziram ao anúncio de ontem: Ben é concorrente à presidência americana, procurando agora a nomeação como candidato conservador, do partido republicano.

Feito este breve contexto pessoal e histórico, cabe agora perceber a questão sob o ponto de vista que mais nos atrairá a atenção: Ben Carson é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Como tal, há imensas questões que se levantam e que nos podem atingir a todos, ainda que indiretamente. (Vou ignorar, para já, as recomendações que temos para nos afastarmos de questões de âmbito político. Talvez possamos refletir nisso mais à frente.)

Vejamos: não é novidade para ninguém que numa luta política destas, cada candidato procura, além de apresentar os seus méritos, mostrar os deméritos, as falhas do outro, tentando capitalizar para si as preferências dos votantes. Assim, não nos deve parecer descabido que qualquer opositor de Ben Carson rebusque tudo quanto lhe diz respeito, incluindo a sua fé religiosa. E aí, irá encontrar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem posições oficiais, incluindo nas suas publicações, que identificam profeticamente os Estados Unidos como sendo uma das bestas de Apocalipse, um dos futuros poderes perseguidores da liberdade de consciência, um ator fundamental na finalização da história da Terra em sentido rigorosamente oposto àquilo que 95% dos cristãos americanos entendem (refiro-me ao dispensacionalismo), apelidando-os de apóstatas. Mais: irá encontrar que os Adventistas do Sétimo Dia acreditam que são um grupo que será perseguido (não só mas também) pela mão política, civil e militar... dos Estados Unidos!

Como será que Ben irá responder a este tipo de questões (e outras paralelas que se levantarão)? O que dirá ele quanto for colocado diante deste aparente paradoxo? Será que irá firmar-se naquilo que sempre entendemos no âmbito da nossa fé e mensagem, ou será que irá comprometer-se de alguma forma, como já o terá feito quando confrontado com a questão da homossexualidade?

Depois há outras questões que podem ser menores, mas não são menos potenciadoras de discussão: se na Igreja Adventista prezamos a vida de todas as pessoas sem discriminação, como entenderemos o facto de Ben ser a favor do porte de arma? Por curiosidade, saiba que a posição dele sobre os impostos aos cidadãos tem por base o conceito do dízimo bíblico; até que ponto não será acusado de misturar estado e igreja?

Contudo, a verdade é que isto poderá abrir uma gigantesca oportunidade para a Igreja Adventista: já pensamos quanto tempo de exposição isto nos pode dar? Quantas atenções não se poderão voltar para as nossas crenças, doutrinas e mensagem? Quantas vezes poderemos, eventualmente, ter a oportunidade de testemunhar de viva voz acerca das razões da nossa fé, não apenas em privado mas também através dos meios de comunicação social? Quantos jornalistas não irão, porventura, ocorrer às nossas igrejas para nos apresentar e divulgar diante da sociedade? Se isso acontecer, podemos estar diante de uma oportunidade rara, assim saibamos aproveitá-la.

Curiosamente, o segundo nome de Ben é Solomon (Salomão); saberá ele lidar com esta exposição com a sabedoria do antigo rei de Israel? Saberemos nós também fazê-lo? Os próximos tempos darão a resposta. Pelo menos, é isso que esperamos; para já, só temos perguntas...

[P.S.: a irmã Sonya Carson, mãe de Ben, para muitos a verdadeira heroína da história do filho, está atualmente nos últimos momentos da sua vida. O seu estado de saúde agravou-se nas últimas semanas e é possível que em breve o Senhor a faça descansar. Oremos para Deus lhe conceda momentos de tranquilidade.] (Via O Tempo Final)

Ben Carson e a mídia sobre o adventismo

Papa alerta para leis que interpretam mal a tolerância na UE

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu nesta manhã de quinta-feira (07/05), membros do Comitê Conjunto da Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, (CCEE). No início de seu discurso, Francisco agradeceu as palavras a ele dirigidas pelo Cardeal Péter Erdö e pelo Reverendo Christopher Hill. Francisco afirmou que hoje as Igrejas e as Comunidades eclesiais na Europa enfrentam novos e decisivos desafios, aos quais podem responder de modo eficaz somente falando a uma só voz.

Tolerância

“Penso, por exemplo, no desafio apresentado pelas legislações que, em nome de um princípio de tolerância mal interpretado, acabam por impedir aos cidadãos de exprimir livremente e praticar de modo pacífico e legítimo a suas convicções religiosas”.

Além do mais, diante do comportamento com o qual a Europa parece enfrentar a dramática e frequentemente trágica migração de milhares de pessoas em fuga de guerras, perseguições e miséria, as Igrejas e as Comunidades eclesiais da Europa têm o dever de colaborar na promoção da solidariedade e da acolhida. Os cristãos – finalizou Francisco – são chamados a interceder com a oração e a atuar ativamente para levar o diálogo e paz aos conflitos em andamento.

Atividades do Comitê

O Comitê tem como finalidade acompanhar o caminho ecumênico na Europa, onde muitas das divisões que ainda hoje existem entre cristãos tiveram início. Por muito tempo os cristãos deste continente – recordou o Papa – combateram entre si. Hoje, graças a Deus, a situação é muito diferente. O movimento ecumênico permitiu às Igrejas e Comunidades eclesiais na Europa dar grandes passos no caminho da reconciliação e da paz.

O Pontífice citou as recentes Assembleias Ecumênicas e a Charta Oecumenica, redigida em Estrasburgo em 2001, que são fatores de fecunda colaboração entre a Conferência das Igrejas Europeias e o Conselho das Conferências Episcopais Europeias. E afirmou:

Unidade

“Estas iniciativas são motivo de grande esperança para a superação das divisões, mesmo conscientes de quanto seja ainda longa a estrada em direção à plena e visível comunhão entre todos aqueles que creem em Cristo”. Na realidade, porém – acrescentou o Papa – o caminho, com todas as suas fadigas, é já parte integrante do processo de reconciliação e de comunhão que o Senhor nos pede e nos faz realizar, desde que seja vivido na caridade e na verdade.

O Papa Francisco recordou o Decreto conciliar sobre o ecumenismo Unitatis redintegratio o qual afirma que a divisão entre os cristãos “prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas”. Isso fica evidente, por exemplo, quando as Igrejas e as Comunidades eclesiais na Europa apresentam visões diferentes sobre importantes questões antropológicas ou éticas. O Santo Padre fez votos então de “que não faltem e sejam frutuosas as ocasiões de reflexão comum, à luz da Sagrada Escritura e da partilhada tradição”.

Fonte - Radio Vaticana

2015: ECOmenismo, o papa e Ben Carson


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Francisco cada vez mais amado nos Estados Unidos

Cidade do Vaticano (RV) - Dois anos depois de eleito, o Papa Francisco continua subindo em popularidade nos Estados Unidos. É o que aponta uma pesquisa recém-publicada, realizada pelo Pew Reasearch Center – instituto especializado em pesquisas relacionadas à religião.

Mais de nove em cada dez estadunidenses têm uma opinião positiva do Papa e destes, 60% têm parecer ‘muito positivo’.

O elemento mais curioso, e relativamente novo, é a receptividade do atual Pontífice entre os não católicos. 70% da amostra de população adulta global entrevistada gosta do Papa e esta empatia tem crescido, já que subiu 13% desde a sua eleição, em março de 2013.

A pesquisa foi feita entre 18 e 22 de fevereiro deste ano, por telefone, junto a 1504 adultos. Segundo o Centro Pew, “a popularidade de Francisco tem uma base ampla”: entre os católicos ele é muito admirado; entre os protestantes, por 60%, e também entre agnósticos e ateus, 2 terços dos quais o veem favoravelmente.

No mundo católico, as diferenças relativas a gênero, idade e orientação política são poucas e Francisco se revela estimado igualmente por homens, mulheres, brancos, negros, hispânicos, republicanos e democratas.

Os autores da sondagem lembram que as entrevistas foram efetuadas em inglês e espanhol; e o sistema utilizado, com celulares e telefones fixos, é uma técnica interativa que combina idade, gênero, raça, origem e local de nascimento, segundo os parâmetros empregados no Relatório 2013 sobre a comunidade estadunidense.

Como anunciado, o Papa Francisco visitará Filadelfia, Nova York e Washington em setembro próximo.

Fonte - Radio Vaticano

Número recorde de 38 milhões de deslocados internos no mundo

A violência e as guerras forçaram 38 milhões de pessoas a um deslocamento dentro de seus próprios países - seis milhões delas na Colômbia -, o que equivale às populações de Nova York, Londres e Pequim reunidas, segundo o relatório de uma ONG.

Apenas no ano de 2014 foram registrados 11 milhões de deslocados, o que significa 30.000 pessoas por dia, segundo o relatório do Centro de Vigilância de Deslocados Internos (IDMC), uma ONG norueguesa.

"Estes são os piores números de deslocamentos forçados em uma geração, o que evidencia nosso fracasso absoluto para proteger civis inocentes” disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados (NRC).

"Há duas grandes áreas no mundo que estão particularmente afetadas pelas pessoas deslocadas: Oriente Médio e norte da África, de um lado, e a região subsaariana, do outro", acrescentou. No total, o IDMC analisou a situação em 60 países.

"Uma das principais razões que explicam o forte aumento no número de pessoas deslocadas", chamadas no jargão internacional de "IDP" ("Internally displaced people") é o fechamento das fronteiras, explicou Egeland à AFP, acrescentando que a comunidade internacional "não quer ou não pode fazer o que prometeu: proteger os mais vulneráveis e os inocentes".

Além disso, pela primeira vez em dez anos a Europa também foi "palco de deslocamentos forçados em massa, provocados pela guerra da Ucrânia, que levou 646.5000 pessoas a fugir de seus lares em 2014". Este número quase duplicou desde o início de 2015, alcançando 1,2 milhão de pessoas, acrescentou Egeland.

No dia 31 de dezembro de 2014, os países que contavam com o maior número de pessoas deslocadas eram Síria (7,6 milhões), Colômbia (6 milhões), Iraque (3,3 milhões), Sudão (3,1 milhões) e a República Democrática do Congo (2,56 milhões).

Os deslocados internos são pessoas que permanecem em seus países, ao contrário dos refugiados, obrigados a fugir para outros países. De acordo com estatísticas da ONU, o mundo tinha 16,7 milhões de refugiados no fim de 2013.

"Este relatório deveria servir com um grande sinal de alarme. Devemos romper esta tendência na qual homens, mulheres e crianças se encontram presos em áreas de conflito em todo o mundo", completou Egeland, citado em um comunicado do IDMC.

Cerca de 60% dos deslocados internos de 2014 estavam em apenas cinco países, os já mencionados Iraque, Sudão do Sul, Síria e República Democrática do Congo, além da Nigéria.

Pelo menos 40% da população da Síria foi obrigada a recorrer ao deslocamento, o maior índice do planeta. O país enfrenta uma violenta guerra civil desde 2011.

Deslocados internos na Colômbia

No final de 2014, havia ao menos 7 milhões de deslocados internos em todas as Américas (do Norte, Central e do Sul), em alta de 12% em relação a 2013. A Colômbia tem o recorde dos deslocados internos, com 6,04 milhões de pessoas no fim de 2014, cerca de 12% de sua população total.

El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Peru também registram deslocados internos, segundo o documento.

Na Colômbia foram registrados 137.200 novos deslocados em 2014, menos do que em 2013, a grande maioria em consequência do conflito com a guerrilha das Farc, atualmente em um processo de paz.

Mas o país também tem casos de deslocados provocados pela violência criminal, a maioria deles nos departamentos de Pacífico del Chocó, Valle del Cauca, Cauca e Nariño.

O México tem 281.400 deslocados internos, e a Guatemala pelo menos 248.500. El Salvador registra 288.900 e Honduras um total de 29.400, segundo o relatório.

"A maior causa de deslocamento em México, Guatemala, El Salvador e Honduras é a violência criminal vinculada ao tráfico de drogas e às atividades de gangues urbanas", destaca o relatório do IDMC.

Estes quatro países e a Colômbia "têm 19 das 50 cidades com o maior índice de criminalidade do mundo", segundo o documento. No México a violência criminal provocou o deslocamento de ao menos 9.000 pessoas em 2014, em 10 estados do país.

"Os traficantes de drogas e outros grupos criminosos no México são responsáveis por milhares de mortes e sequestros de civis, aterrorizando as populações locais (...)", acrescenta.

O documento afirma que o México "não reconhece oficialmente o deslocamento interno, e as respostas dadas são fragmentadas e insuficientes".

No Peru ao menos 150.000 pessoas foram obrigadas a deixar seus lares desde o sangrento conflito que atingiu o país nos anos 80 e 90, com a emergência da guerrilha Sendero Luminoso. Estes deslocados "não puderam reintegrar suas comunidades de origem devido a problemas de subsistência, de educação ou por barreiras linguísticas", indica o estudo.

Fonte - Yahoo

Painel - Música Sacra e Adoração - Parte 1


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Êxitos do diálogo ecumênico devem ser divulgados

Cidade do Vaticano (RV) – O Pontífice recebeu a senhora Antje Jackelén, Arcebispo da Igreja Luterana na Suécia, na manhã desta segunda-feira (04/05), no Vaticano.

Francisco recordou os 50 anos do Decreto sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II que, de acordo com o Papa, representa ainda hoje o ponto de referência fundamental para o compromisso ecumênico da Igreja Católica. “Com este documento evidencia-se que já não se pode prescindir do ecumenismo”, afirmou Francisco.

Ao afirmar que o Decreto expressa um profundo respeito pelos irmãos e irmãs separados aos quais, na coexistência cotidiana, às vezes arrisca-se de dar-lhes escarça consideração, o Papa fez uma convocação à união:

Católicos e Luteranos são convidados a procurar e promover a unidade nas dioceses, nas paróquias, nas comunidades no mundo inteiro”, disse Francisco, ao acrescentar: “no caminho para a plena e visível unidade na fé, na vida sacramental e no ministério eclesial ainda há muito trabalho a ser feito; mas podemos ter a certeza de que o Espírito Paráclito será sempre luz e força par ao ecumenismo espiritual e para o diálogo teológico”.

Conquistas

Francisco evidenciou que as conquistas de um consenso da comunhão fraterna alcançadas até agora não podem deixar de ser nominadas, especialmente no que diz respeito à família, matrimônio e sexualidade.

Estes êxitos “não podem ser calados ou ignorados por temor de colocar em dificuldades o consenso ecumênico já obtido. Seria uma lástima se nestas importantes questões se consolidassem novas diferenças confessionais”, advertiu o Papa.

Por fim, o Papa agradeceu à Igreja Luterana da Suécia por acolher tantos imigrantes sul-americanos nos tempos das ditaduras na América do Sul. Francisco também agradeceu a delicadeza da chefe da delegação em citar o pastor Anders Root. “Com ele dividi a cátedra de teologia espiritual e ele me ajudou muito na minha vida espiritual”, concluiu Francisco.

Fonte - Radio Vaticano

Brasil vive epidemia de dengue, afirma ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, confirmou nesta segunda-feira (4), na capital paulista, que o país enfrenta uma epidemia de dengue. “Nós temos 745.957 casos até 18 de abril. Sabemos que esse número aumentará. O Brasil vive situação de epidemia concentrada em nove estados, que são os que têm mais de 300 casos por 100 mil habitantes”, declarou, após participar de encontro na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) com empresas de biotecnologia. Ele destacou que apenas três estados tiveram redução dos casos de dengue neste ano em relação a 2014: Espírito Santo, Distrito Federal e Amazonas.

Chioro destacou que houve elevação em praticamente todo o país, na comparação com 2014, sobretudo, porque ele foi um ano “excepcionalmente bom” em relação à dengue. “Tivemos redução do número de casos, de ocorrências graves, dos óbitos. De certa forma, em algumas localidades, o bom ano passado fez com que se desarmasse a mobilização da sociedade e de algumas ações”, avaliou. Em relação ao mesmo período de 2014, houve aumento de 234,5%. O ministro comparou a situação deste ano também com 2013, quando no mesmo período haviam sido registradas 1,4 milhão de casos da doença. “Nós ainda temos uma redução de 48% [sobre 2013]”, disse.

São Paulo tem mais da metade dos casos do país. Dos 745,9 mil casos, 401 mil ocorreram no estado paulista, assim como as mortes (169 das 229 registradas no país). Em termos proporcionais, a pior situação é do Acre, com 1.064 casos por 100 mil habitantes, seguido por Goiás (968 por 100 mil/hab), São Paulo (911 por 100 mil/hab), Mato Grosso do Sul (462 por 100 mil/hab) e Tocantins (439 por 100 mil/hab). O ministro apontou que é fundamental olhar os estados, pois isso define o plano de contingência. “O fato de termos uma situação epidêmica nacionalmente, não muda em absolutamente nada o plano de contingência, a estratégia de controle, a gravidade”, reforçou.

O ministro explicou que a tendência é de diminuição da dengue, com a chegada do inverno. “Em alguns estados, isso já se observa. As temperaturas começam a cair e as medidas de controle estão funcionando”, apontou. Embora o frio ajude a diminuir o impacto da doença, as estatísticas ainda devem indicar crescimento. Isso ocorre porque as próximas divulgações incluirão o restante de abril e maio. Ele destaca que é preciso manter as ações de prevenção, mesmo com a diminuição dos casos. “É possível que em muitos estados se interrompa em definitivo, até o início do verão. Isso não significa que a dengue deixou de ser uma preocupação”, destacou.

Entre os fatores que explicam a situação epidêmica neste ano, além do desarme pelos bons resultados do ano passado, Chioro disse que os eventos climáticos anteciparam o início da doença. “Tivemos um adiantamento que nós não sabemos se vai ter encerramento mais rápido do que nos anos anteriores. Vamos ter que esperar as próximas semanas”, apontou. Ele destacou ainda a crise hídrica, que favoreceu a armazenagem de água, sem a devida proteção. “No Nordeste, que tem intermitência no abastecimento, conseguíamos identificar maiores criadouros nos lugares onde as pessoas armazenavam água. No Sudeste, é um fenômeno novo. A gente percebeu aumento”, disse.

O ministro disse ainda que pediu prioridade à Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos encaminhamentos relacionados à vacina contra a dengue. “Seria grande ganho para o Brasil e para mundo se chegássemos a uma vacina eficaz e segura. É a intenção do ministério, tanto que temos investimentos no Instituto Butantan, na Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], no sentido de estabelecer parcerias para produção desta vacina, mas não podemos queimar etapas”, ponderou. Apesar de apostar na vacina como medida de prevenção, ele disse que considera um equívoco alimentar esperanças na população de que se terá uma vacina já nos próximos meses.

Fonte - Terra

Terremoto atinge Papua-Nova Guiné e pode gerar tsunami

Um forte terremoto atingiu a ilha de Papua-Nova Guiné na manhã da terça-feira, levando autoridades locais a alertarem para um possível tsunami.

Segundo o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o tremor teve magnitude de 7,4, e seu epicentro foi a 130 quilômetros de distância da cidade de Kokopo, no nordeste do país, a uma profundidade de 63 quilômetros.

Já o Centro de Alerta para Tsunamis no Pacífico afirmou que é possível a ocorrência de ondas perigosas a uma distância de até 300 quilômetros do epicentro do tremor.

Não há relatos imediatos de tsunamis sendo vistos, ou qualquer tipo de destruição, disse Chris McKee, vice-diretor do observatório geofísico da capital do país, Port Moresby.

"O terremoto foi no mar e as ilhas próximas são pouco habitadas", disse.O terremoto de hoje acontece na mesma área onde dois outros tremores aconteceram na semana passada. Ambos eram mais fracos, e nenhum causou danos ou gerou tsunamis.

Fonte - Yahoo

2015 é o ano do ECOmenismo

Influência crescente

Quando os delegados se reunirem em dezembro em Paris para negociar um acordo internacional de combate a mudanças climáticas, Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas, espera contar com um poderoso aliado: o papa. Ban Ki-Moon estava entre políticos, cientistas e líderes de várias religiões que se reuniram em 28 de abril em uma casa do século 16, no Vaticano, para discutir os aspectos morais do aquecimento global e desenvolvimento sustentável. O encontro inédito ocorreu enquanto o papa Francisco prepara uma carta encíclica aos bispos sobre as alterações climáticas, a ser lançada neste verão boreal. A encíclica “terá um profundo impacto sobre as negociações relacionadas a mudanças climáticas”, declarou Ban Ki-Moon a jornalistas após breve audiência com o papa, destacando que o papa Francisco abordará também a Assembleia Geral da ONU, em 25 de setembro. As mudanças climáticas já estão ocorrendo, alertou Ban Ki-Moon, e o mundo está correndo contra o tempo para afastar impactos graves e irreversíveis do aquecimento - opinião compartilhada pelos cientistas que participaram do encontro.

Muitos pesquisadores na reunião ansiavam considerar as mudanças climáticas sob uma perspectiva diferente: a de líderes religiosos que falam sobre o aquecimento global e seus efeitos com autoridade moral. Esses líderes podem atingir um público enorme, avalia Partha Dasgupta, economista da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e um dos organizadores da reunião. “Como acadêmicos, podemos ter alunos de pós-graduação, mas não temos um rebanho”, pondera ele. “Os líderes religiosos têm um rebanho.”

Os participantes da reunião foram convidados a assinar uma declaração elaborada por um pequeno grupo de cientistas e pelo bispo Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, assessor do papa Francisco sobre assuntos científicos e co-patrocinador da reunião. A declaração diz que a mudança climática induzida pelo homem é “uma realidade científica”, e que a humanidade tem “o imperativo moral e religioso” de mitigá-la. Ele também argumenta que os políticos têm uma responsabilidade especial para garantir o sucesso das negociações de Paris sobre o clima e proteger os pobres e vulneráveis.

“Proteger a humanidade é proteger a criação, e para proteger a criação deve-se proteger a humanidade”, disse Metropolitan Emmanuel, bispo da igreja ortodoxa grega francesa, na reunião. Din Syamsuddin, líder espiritual muçulmano da Indonésia, afirma considerar necessário que sua religião se desloque de uma perspectiva teológica conservadora sobre o meio ambiente para uma posição mais progressiva. Segundo ele, a primeira vê a natureza como um objeto, [visão] que pode levar à sua espoliação.

O encontro também suscitou controvérsia. O Instituto Heartland, think tank liberal em Chicago, Illinois, organizou uma reunião rival em hotel fora dos muros do Vaticano. O grupo quer dissuadir Francisco “de emprestar a sua autoridade moral para a agenda politizada e não científica das Nações Unidas sobre o clima”, de acordo com o material de divulgação do encontro.

(Scientific American Brasil, via Nature, 30 de abril de 2015)

Nota Michelson Borges: Para reforçar a campanha em favor do meio ambiente, ganha repercussão o argumento de que combater o aquecimento global é, também, uma questão moral e religiosa. Alguém ainda duvida de que a bandeira ecológica tem enorme poder de “cola” capaz de unir religiosos, políticos e cientistas – um verdadeiro ECOmenismo? Assista ao vídeo abaixo para entender as possíveis implicações proféticas desse cenário.

domingo, 3 de maio de 2015

Terremotos em série intrigam público e cientistas

RIO - O forte terremoto que atingiu o Nepal no último fim de semana pode ser apenas o mais recente de uma série de grandes tremores que aflige o mundo desde dezembro de 2004 e intriga os cientistas e o público em geral. Naquele ano, um abalo de magnitude 9,1 na região das Ilhas Andaman, na costa Oeste de Sumatra, Indonésia, provocou um tsunami que deixou mais de 220 mil mortos em países em torno do Oceano Índico. Este sismo marcaria o início de uma sequência de eventos devastadores que sacudiram do Chile ao Japão, passando por China, Haiti e Itália, com um total de vítimas fatais que chegaria a mais de 600 mil, numa sucessão de tragédias que levanta suspeitas de que estes terremotos poderiam estar interligados.

Até 2004, o último terremoto com magnitude acima de 9 tinha sido registrado no Alasca cerca de 40 anos antes, ele mesmo parte de uma estranha sequência de tremores poderosos iniciada em 1950, quando um sismo de magnitude 8,6 sacudiu o Tibete. Como agora, esta série de fortes abalos no início da segunda metade do século XX pareceu estar concentrada em um período relativamente curto de tempo, de não mais de 15 anos. Segundo os cientistas, esta aparente aglomeração (clustering, no termo em inglês) de grandes terremotos globais pode não passar de uma simples coincidência — mas também pode ser indício da existência de mecanismos que fazem com que um deles precipite a ocorrência de outro mesmo a enormes distância. Mecanismos que desafiam os atuais conhecimentos sobre o funcionamento e o comportamento das placas tectônicas que formam a crosta terrestre.

— O histórico destes aparentes ciclos é suspeito, mas até agora não temos evidências de que tais mecanismos de fato existam além desta observação — diz Tom Larsen, líder de arquitetura de produtos de modelagem e previsão de catástrofes da CoreLogic EQECAT, empresa de análise de dados que presta consultoria a companhias seguradoras e de resseguros, entre outras. — Sabemos e entendemos muito bem como grandes terremotos podem ser precedidos por abalos menores e sucedidos por uma miríade de abalos secundários, os chamados aftershocks, em nível local e regional, mas em nível global ainda não temos conhecimento suficiente nem para provar nem para derrubar esta hipótese.

MOVIMENTO MACIÇO DA CROSTA

Segundo Larsen, a ideia geral desta hipótese é que, num tremor em grande escala, o movimento maciço da crosta terrestre pode transmitir energia a grandes distâncias, o suficiente para que uma falha em uma região afastada do planeta atinja seu limite e se rompa, deflagrando outro forte terremoto.

— O conceito básico por trás disso é que a liberação da energia em uma área aumenta a pressão em outra, mesmo que muito distante, mas isso teria que se dar de uma maneira que não sabemos ou vai de encontro ao que conhecemos sobre o comportamento da Terra — conta. — Assim, a observação destes aparentes ciclos de grandes terremotos não é ilógica ou irracional, mas o fato é que precisamos de mais informação e estudos para fazer qualquer ligação direta entre eles.

Já Robert Yeats, professor da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, e especialista em geologia de terremotos e placas tectônicas, é mais cético. Segundo ele, os atuais modelos sobre o comportamento da Terra e previsão da probabilidade da ocorrência de terremotos em nível regional não contemplam qualquer tipo de influência de grandes abalos a grandes distâncias.

— Temos evidências da ocorrência de aglomerações de terremotos em nível regional, mas nada global — afirma.

Ainda assim, Yeats reconhece que os atuais modelos para previsão de terremotos estão longe de serem precisos e admite a possibilidade, mesmo que remota, de grandes sismos deflagrarem outros em regiões distantes do planeta.

— Obviamente, ao olhar para trás e vermos que há 40 anos não tínhamos uma sucessão de terremotos fortes como essa, isso se destaca — considera o cientista. — A Terra é um sistema extremamente complexo e nosso conhecimento sobre o que acontece com ela é muito incompleto. Não sabemos se a sequência de grandes terremotos que estamos vendo é uma coincidência ou se há algum real mecanismo por trás disso. A verdade é que tudo é uma grande especulação e não podemos dizer ou prever, com base nisso, a possibilidade de termos outro grande terremoto num prazo relativamente curto, nem quando nem onde.

Apesar disso, Yeats conta que a mais recente série chamou a atenção das autoridades do Oregon, que o convocaram (e outros especialistas) para discutir a necessidade de medidas de prevenção de uma possível catástrofe provocada por eventual forte abalo na região tectonicamente ativa de Cascadia, no Noroeste dos EUA.

Fonte - O Globo

sábado, 2 de maio de 2015

Chip na mão, boatos e a Bíblia

Boato é algo muito antigo, só que com a vida plena online o alcance e a dimensão dos boatos aumentaram de maneira impressionante. Nem toda a informação que se propaga, inclusive sobre assuntos religiosos, é real. Tudo é passível de checagem.

E um alerta: cristãos que se dizem conhecedores da Bíblia precisam aprender a diferenciar boatos de fatos. Devem desenvolver o hábito de investigar mais, pesquisar detalhes de certos assuntos antes de compartilhar determinados conteúdos ou mesmo fazer comentários. Um princípio básico do conhecimento é checar se determinados dados são verdadeiros ou não.

Mas por que digo isso? Porque, entre tantas informações desencontradas que circulam nos meios virtuais, há uma que fala a respeito de uma lei, no Brasil, que obrigaria as pessoas a implantar chips sob a pele e que ali estarão todos os dados de registro dos cidadãos. Já surgiu esse boato referente à implantação em outros países. Mas a informação, até o presente momento, não é confirmada por nenhum site, portal ou blog conceituado e de credibilidade que se conhece, portanto é boato (mentira).

O que existe no Brasil, de fato, é um projeto sem conclusão prevista para implementação de um Registro de Identidade Civil (RIC) que supostamente reunirá todas as informações de um cidadão (número de RG, CPF, CNH, etc) de forma eletrônica. E isso poderia ser por meio de um chip colocado em um documento. Tal Registro poderia ser emitido pela Justiça Eleitoral, mas não há nada concretizado ainda. E estou falando do que a própria presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou em entrevista concedida em março deste ano acerca do assunto. Nada aponta para um chip colocado sob a pele! Pelo menos não em relação ao Registro.

Marca da besta?

Muitos cristãos têm se perguntado, nos meios virtuais, se esse suposto chip e o projeto de integração do registro civil seria a tal marca da besta mencionada no Apocalipse.

O assunto requer mais tempo de leitura e estudo comparativo inclusive com o livro de Daniel, mas de maneira rápida – para se entender a marca da besta – é fundamental se compreender quem é a besta e que tipo de marca se faz alusão no livro da revelação divina.

Há, no Apocalipse, a indicação de duas bestas. A besta que sobe do mar é, fundamentalmente, um poder político-religioso que atua para desqualificar os ensinos bíblicos por meio de contrafação e não para confirmá-los. Segundo explica o pastor Arilton de Oliveira, apresentador do programa Bíblia Fácil da TV Novo Tempo, essa besta “representa Roma em suas duas fases, imperial e papal”. Mas há a besta que sobe da terra (identificada como os Estados Unidos por conta das características ali descritas) e que tem total relação com a primeira besta, ou poder, conforme o capítulo 13 do Apocalipse.

Em uma análise dos versículos desse capítulo, Arilton comenta o papel de cada um dos poderes no panorama profético ainda não concretizado ou cumprido. Em um vídeo resumido produzido para a web, ele esclarece que a imagem que a segunda besta (EUA) fará da primeira (Roma papal ou Vaticano) “sem dúvida será para honrar alguma criação da primeira besta”. E detalha mais o que significa essa imagem. “Quando olhamos para a história nós percebemos que o sistema papal trocou a santidade do quarto mandamento, do sábado, para o primeiro dia da semana. O que os Estados Unidos farão justamente será levar os habitantes da terra a passar a santificar o primeiro dia da semana. A isso chamamos na profecia de o decreto dominical”. Resumindo: a questão aqui colocada é a de poderes tentando impor a observância de um dia de descanso e adoração não bíblico (é a tal imagem). Isso ocorre em oposição a um grupo (que deduz-se ser bem menor) que defende a guarda do sábado tal como a ensinada e contextualizada desde o livro de Gênesis até o Apocalipse, passando pelos profetas maiores, menores, evangelhos e cartas de Paulo.

Evidência de lealdade

E a marca, o que tem a ver com imagem e bestas? Segundo o Comentário Bíblico Adventista, produzido a partir de muito estudo teológico e análise histórica e de contexto, “os eruditos adventistas entendem que esta não é uma marca literal; em vez disso, consiste em um sinal de aliança que identifica o portador como alguém leal ao poder representado pela besta. A controvérsia nessa época girará em torno a lei de Deus, sobretudo, do quarto mandamento. Logo, a observância do domingo será o sinal, mas isso só ocorrerá quando o poder da besta for reavivado e a observância do domingo no lugar do sábado se tornar lei…quando tudo estiver claro diante das pessoas e, mesmo assim, escolherem seguir a instituição da besta, observando-a e desobedecendo ao sábado de Deus, elas mostrarão sua fidelidade ao poder da besta e receberão sua marca”.

O tema, como eu já frisei, exige estudo mais prolongado e consistente. Mas duas coisas podem ficar bem claras: necessidade de profundo apego à Bíblia e à oração como instrumentos seguros para compreensão equilibrada das profecias e grande atenção a boatos que não fortalecem a fé, e sim, criam alarmismos, falsa sensação de espiritualidade e catastrofismo barato.

Precisamos realmente ter a Bíblia como alicerce firme para nossa crença cristã e não só como mera fonte de informação.

Fonte - Adventistas.org

Bactéria resistente já é ameaça global, diz OMS

Genebra - A resistência a antibióticos se transformou em uma "ameaça global" e doenças que eram curadas com relativa facilidade até há pouco tempo podem voltar a matar cerca de 10 milhões de pessoas até 2050.

O alerta faz parte de um plano que será apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste mês, na esperança de combater a resistência.

Os dados apontam para um cenário alarmante: pelo menos sete bactérias diferentes responsáveis por doenças como pneumonia, diarreia ou infecções sanguíneas começam a ganhar resistência.

Pelo menos dois produtos usados até hoje já não funcionam em metade da população, entre eles o antibiótico contra infecções urinárias causadas pela bactéria E. Coli.

Em 2013, a OMS calcula que 480 mil novos casos de tuberculose foram detectados por conta da resistência aos remédios, em mais de cem países. No caso da malária, a entidade considera a resistência como uma "preocupação urgente de saúde pública", diante do impacto em regiões inteiras.

Para a OMS, antibióticos se transformaram no pilar do desenvolvimento da medicina no século 20. Mas chegou o momento de agir para não perder o que o mundo atingiu. Numa era "pós-antibiótico", a realidade é que muitos morreriam de doenças que já foram controladas.

Para a indústria farmacêutica mundial, o crescimento da resistência microbiana pode ter repercussões até no PIB mundial, com uma queda entre 2% a 3,5%.

Na Federação Internacional das Indústrias Farmacêuticas, que reúne as maiores multinacionais do setor, as doenças causadas por bactérias, cada vez mais resistentes aos antibióticos disponíveis no mercado, aparecem como prioridade. Mas o grupo insiste para a necessidade de novos investimentos em medicamentos.

A OMS, em seu relatório publicado nesta semana sobre o mesmo assunto, também alerta para a falta de novos medicamentos. Segundo ela, nenhuma nova classe principal de antibióticos foi desenvolvida desde 1987. E não há resposta imediata.

Além da demora para desenvolver um novo medicamento - cerca de 10 a 20 anos-, a indústria farmacêutica vê seu retorno financeiro restrito a um prazo considerado extremamente longo, o que desestimula o investimento.

Planos nacionais

Por isso, a OMS insiste que apenas desenvolver novos remédios não será suficiente. A entidade vai recomendar que planos nacionais sejam desenvolvidos sobretudo em países emergentes. Mas a Federação das Indústrias Farmacêuticas diz que não há tecnologia nesses países.

Já para Fernando Bellisimo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o problema é mais uma questão de hábitos.

"No Brasil, existe o costume de acreditar que o médico mais eficiente é aquele que prescreve remédios. Infelizmente, pessoas continuam acreditando que antibióticos combatem doenças virais (o que não é verdade)", disse.

Bellissimo defende foco na prevenção e no combate à proliferação das bactérias resistentes. "É preciso maior atenção à higiene dentro dos hospitais."

Fonte - Exame

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Papa: ecumenismo não é opcional, o sangue dos mártires une-nos

Nesta quinta-feira, dia 30 de abril o Papa Francisco recebeu a Comissão internacional anglicano-católica reunida em Roma para uma sessão de trabalho. O Santo Padre sublinhou que o ecumenismo não é um empenho opcional na vida das Igrejas e as divergências não são inevitáveis. O Papa reconhece que depois de cinquenta anos existe quem quereria ter avançado mais na unidade. A solução é confiar no Espírito Santo – observou o Santo Padre.

Na sua alocução o Papa Francisco afirmou ainda o testemunho dos novos mártires, cristãos perseguidos e pertencentes a diferentes tradições cristãs, é mais forte do que qualquer divisão. “O sangue destes mártires nutrirá uma nova era de empenho ecuménico, uma nova apaixonada vontade de cumprir o testamento do Senhor: que todos sejam uma coisa só” – afirmou o Papa que concluiu o seu discurso invocando o Espírito Santo para que sejamos capazes de responder aos sinais dos tempos que chamam os cristãos à unidade e testemunho comum.

Fonte - Radio Vaticano

Contenções de Ellen. G. White às incursões carismáticas no adventismo


 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Terremoto de 6,8 graus sacode Papua-Nova Guiné

Por enquanto não há informações sobre vítimas ou ocorrência de tsunami

Um terremoto de magnitude 6,8 graus, segundo dados preliminares, sacudiu nesta quinta-feira a ilha de Nova Bretanha Oriental, no nordeste de Papua-Nova Guiné, sem que se tenha declarado alerta de tsunami ou informações sobre vítimas.

O serviço geológico dos Estados Unidos, que registra a atividade sísmica no mundo todo, localizou o epicentro a 60 quilômetros de profundidade e a 131 quilômetros de Kokopo, capital de Nova Bretanha Oriental. A ilha de Nova Guiné, cuja metade ocidental pertence à Indonésia, fica sobre o Anel de Fogo do Pacífico, uma região de grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida ao ano por cerca de 7.000 tremores, a maioria moderados.

Um tremor de 7 graus aconteceu em 1998 no mar de Bismarck, no leste de Papua-Nova Guiné, e originou uma onda gigante que arrasou dezenas de aldeias e matou mais de 2,2 mil pessoas.

Fonte - Terra

Trabalhadores de shoppings querem lojas fechadas aos domingos

Trabalhadores querem que as lojas dos shoppings em todo Espírito Santo fechem as portas aos domingos a partir de novembro deste ano, da mesma forma como feito no caso dos supermercados.

O Sindicato dos Empregados no Comércio (Sindicomerciários) vai negociar com os empresários do setor para viabilizar a proposta. Se a proibição for incluída, no acordo trabalhista deste ano, somente os cinemas e a praças de alimentação vão funcionar aos domingos.

De acordo com o presidente do Sindicomerciários, Jackson Andrade Silva, esta é uma reivindicação dos trabalhadores e de alguns empresários. O interesse dos patrões seria em evitar prejuízos, já que as vendas nos estabelecimentos estão abaixo do esperado, afirma o sindicalista.

“Os trabalhadores pedem isso cotidianamente. Não compensa, é cansativo e há excesso de jornada de trabalho. Lojistas de pequeno e médio porte também querem, porque eles não suportam as escalas e o custo não vale a pena por a venda ser menor”, afirmou à Rádio CBN Vitória.

Datas especiais

O presidente do Sindicomerciários acrescentou que se a proibição for aprovada, haverá algumas exceções, como por exemplo, na semana que antecede o Natal. Para o vigilante Nakle Kallas Júnior as lojas dos shoppings deveriam permanecer abertas aos domingos.

Nakle conta que para evitar o excesso de trabalho, os lojistas deveriam criar uma escala que contemplasse folgas aos domingos para os funcionários. Como vigilante, ele diz que também trabalha aos domingos durante o mês.

“Isso é um absurdo. Esse Estado é muito atrasado, fecha tudo no domingo e não podemos sair para passear com a família. Se for assim que feche tudo então, geral”, reclamou.

O presidente do Sindicomerciários destacou que se a proibição for incluída no acordo coletivo dos trabalhadores, o Espírito Santo será o único estado do Brasil onde os empregados do comércio não poderão trabalhar aos domingos.

Fonte - Gazeta Online

Ciência, igreja e Estado se unem para salvar a Terra

Todos unidos pela paz 

As preocupações e orações dos líderes religiosos em todo o mundo estão em sintonia com os alertas dos cientistas: a mudança climática global é real e pode comprometer a justiça social e a paz. Esses dois magistérios, que geralmente não se bicam, afirmaram nesta terça-feira, durante um seminário no Vaticano, que a conferência do clima de Paris é provavelmente a última oportunidade de frear o aumento de temperatura da Terra. O evento, aberto pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi organizado por um conjunto de instituições religiosas, como a Pontifícia Academia de Ciências e a Pontifícia Academia das Ciências Sociais, teve participação de acadêmicos, políticos e líderes religiosos.

A “Declaração de Líderes Religiosos, líderes políticos, líderes empresariais, cientistas e profissionais de desenvolvimento” mostrou especial preocupação com comunidades mais pobres e mais vulneráveis ao aumento da frequência de secas, tempestades extremas, ondas de calor e elevação do nível do mar. O documento reforça a necessidade de um acordo ambicioso em Paris.

“O mundo tem ao seu alcance tecnologia, meios financeiros e know-how para mitigar a mudança climática e ao mesmo tempo acabar com a pobreza extrema, por meio da aplicação de soluções de desenvolvimento sustentável, incluindo a adoção de sistemas de energia de baixo carbono apoiados pelas tecnologias da informação e da comunicação”, diz um trecho da declaração.

Os signatários pedem, ainda, que os países desenvolvidos auxiliem e financiem os países pobres e mais vulneráveis e sugerem “a mudança do financiamento público de gastos militares para investimentos urgentes para desenvolvimento sustentável”.

Em seu discurso, Ban pediu aos líderes religiosos que ajudem a aumentar a consciência sobre o clima. “Ciência e religião não estão em desacordo sobre mudanças climáticas. Na verdade, estão totalmente alinhados”, afirmou. “A erradicação da pobreza extrema e a proteção do meio ambiente são valores que estão em plena consonância com os ensinamentos das grandes religiões [...]. Somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza em nosso tempo de vida, e a última geração para combater a mudança climática antes que seja tarde demais.”

O secretário-geral da ONU reuniu-se durante cerca de meia hora com o papa Francisco, que afirmou que sua encíclica sobre mudança climática já está em tradução e deve ser publicada em junho. “Ela irá transmitir ao mundo que proteger o nosso ambiente é um imperativo moral urgente e um dever sagrado para todas as pessoas de fé e as pessoas de consciência”, disse Ban.

A teóloga Teresa Berger, da Universidade Yale, nos EUA, disse ao jornal The Guardian que a encíclica papal deverá trazer uma visão teológica que considera a exploração sem limites da Terra “um pecado”.

(Observatório do Clima)

Leia também: "Vaticano e ONU querem governo mundial"
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