segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
CARDEAL MARADIAGA: SEITAS SÃO VERDADEIRAS AMEAÇAS PARA A IGREJA
"Este não é apenas um problema religioso, mas também econômico e político" _ disse o cardeal, argumentando: "Originariamente, as seitas eram denominações religiosas importadas de outros países, como os Estados Unidos. Hoje, tornaram-se um produto autóctone. Não são mais seitas, são comércio" _ acrescentou o Cardeal Maradiaga, citando como exemplo os grupos que nascem, a cada dia, na América Central.
"Algumas seitas, definidas "evangélicas" têm a pretensão de chegar ao poder, e assim, os políticos vão buscar seu voto. Mas na América Latina, "evangélico" é um conceito que engloba tudo: o que é realmente evangélico, e também o que não é!" (CM)
Fonte - Radio Vaticano
Atos 24:14
Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
"Quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. Aproximando-se o tempo indicado no decreto, o povo conspirará para desarraigar a odiada seita. Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação." (O Grande Conflito - Ellen G. White - Pág. 635)
Bento XVI: Ecumenismo «espiritual», tarefa que todos podem realizar
1) - Perante milhares de fiéis e peregrinos na Praça de São Pedro, no Vaticano, e milhões de pessoas que acompanham a transmissão do Angelus dominical através dos meios de comunicação, o Santo Padre afirmou a importância da oração no itinerário ecumênico, um tema que também considera prioritário em seu pontificado.
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2) - "A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos nos recorda assim que o ecumenismo é uma experiência dialógica profunda, um escutar-se e falar-se, um conhecer-se melhor; é uma tarefa que todos podem realizar, especialmente no relativo ao ecumenismo espiritual, baseado na oração e em compartilhar o que é possível por agora entre os cristãos." (BXVI)
Fonte - Zenit (1 - 2)
Nota DDP:
Interessante como os temas domingo e ecumenismo se revezam na pauta deste pontificado de forma reiterada. Fico pensando neste "por agora" lançado de forma sorrateira no discurso, qual o próximo passo?
Mais sobre oecumenismo, aqui.
Mudanças Climáticas
Segundo a pesquisa publicada no artigo científico Geophysical Research Letters, durante esse período a Floresta Amazônica poderá passar por cerca de 13 anos de extrema seca. Outros lugares que poderão sofrer o mesmo dano são as regiões da Bacia do Congo.
O estudo mostrou ainda que o norte do Canadá será fortemente atingido e que o Ártico poderá ficar sem gelo nos verões até 2100. Isso pode ser uma grande ameaça às comunidades indígenas, que sobrevivem da caça de animais como morsas e focas. Porém, Algumas partes do mundo, como os Estados Unidos, a Europa Central, a Austrália e o Centro da Ásia e Índia, poderão escapar ilesas desses impactos.
Fonte - Elnet
Outras no tema, começam aqui.
Tempestade castiga a Europa
Viviane Chaves
Na Grã-Bretanha, os temporais – com chuvas e ventos de até 159 km/h – atingiram vários pontos do país e mataram nove pessoas. Já na Alemanha, a tempestade provocou a morte de sete pessoas. A violência das chuvas e ventos também causaram danos e mortes na França, Polônia, República Tcheca e Holanda.
As péssimas condições do tempo dificultaram o transporte na Europa. Os aeroportos de Heathrow, o maior europeu, Frankfurt, Viena, Munique e Amsterdã registraram centenas de cancelamentos de vôos. O transporte por balsas também foi prejudicado. Travessias na Grã-Bretanha, Irlanda, Bélgica e Finlândia foram canceladas.
Segundo meteorologistas londrinos, as ventanias que passaram pela Grã-Bretanha foram as piores registradas desde janeiro de 1990. Na Alemanha, especialistas disseram que a tempestade foi a pior dos últimos cinco anos, com ventos chegando a 190 km/h.
As equipes de resgate da Europa estão de prontidão para atender qualquer chamada de emergência.
Fonte - Elnet
Outras notícias no tema, aqui.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
O Renascimento da Religião
Em meio às difíceis mudanças mundiais, as pessoas estão voltando à velha religião. Em nome de Deus, terroristas matam e mutilam alegremente; nos Estados Unidos, a direita cristã tem forte influência no governo. Neste crescente mundo temente a Deus, apenas a Europa Ocidental parece o último baluarte de secularismo - ou os fiéis daqui também estão retornando?
Roma, abril de 2005. Pessoas se espremem na Praça de São Pedro. O papa João Paulo 2º faleceu e as multidões coloridas, incluindo alunas cabulando aula e surfistas com cabelos trançados - mais parecendo um público de concerto de rock do que freqüentadores de igreja - seguiram para o Vaticano para prestar suas últimas homenagens.
A enxurrada de visitantes pouco diminuiu um ano depois, mas a atração agora é o novo Santo Padre. Os alemães, em particular, vão para ver "seu" papa, Bento 16, com cerca de 50 mil buscando uma audiência durante seus primeiros seis meses como líder da Igreja Católica Romana.
Será que são sinais de um renascimento religioso na Europa notoriamente secular - especialmente entre os jovens? Ou as multidões na Santa Sé são compostas mais de curiosos do que verdadeiros fiéis - um produto da mesma badalação da mídia que alimenta nossa fixação por ícones do futebol, divas da música pop e astros de Hollywood?
Ninguém sabe ao certo, mas uma coisa está clara. As igrejas podem estar mais vazias do que nunca, mas em um planeta que parece estar rodopiando fora de controle, mais e mais pessoas estão refletindo sobre o significado da vida - mesmo no Velho Mundo. No rastro deste redespertar, rudes caricaturas dinamarquesas de Maomé, comentários do papa na Alemanha e uma igualmente controversa montagem de "Idomeneo" de Mozart, em Berlim, levantaram nos últimos meses a questão sobre quanta religião e os valores que ela reflete nós precisamos.
O triunfo da modernidade?
O ressurgimento da religião é um dos fenômenos mais dramáticos e notáveis de nosso tempo e assume alguns aspectos perturbadores. Os terroristas detonam bombas em nome de Alá. A Casa Branca é ocupada por um presidente que se considera um cristão renascido, prega em público, busca orientação divina em assuntos políticos e envolve suas políticas em uma roupagem religiosa.
Na aurora do século 21, a religião está caminhando pelo palco mundial como um ator poderoso, mas volátil, atuando em uma variedade de papéis que mudam constantemente - um desdobramento que era inconcebível para a maioria dos ocidentais há uma geração. Naquela época, o triunfo da modernidade deveria ser acompanhado da morte inexorável da religião ao redor do mundo.
Mas tal noção estava absolutamente errada. Na verdade, em continentes como a África e a Ásia, onde a religião está ganhando influência, este nunca foi o caso.
Fora uns poucos grandes eventos na mídia, o equilíbrio na Alemanha tem pendido até o momento para a modernidade, a ponto da religião parecer ter perdido suas amarras. "Não está mais distante o dia em que as fundações religiosas de nossa civilização serão tão alienígenas para a maioria dos alemães quanto às do antigo Egito e dos astecas", profetizou Klaus Harpprecht, do jornal alemão "Die Zeit".
E não há como contestar: com exceção da católica Polônia, o número de fiéis nas igrejas tradicionais cristãs tem caído drasticamente na Europa, assim como a consciência da herança cristã do continente. As alegações de que a religião está ruindo são apenas parcialmente verdadeiras. O argumento não vale para a maioria dos 15 milhões de muçulmanos na Europa. Na verdade, o Islã cresceu nos últimos anos. "A observância religiosa aumentou entre os muçulmanos desde o 11 de Setembro", disse Ali Kizilkaya, presidente do Conselho Islâmico Alemão. A freqüência nas orações de sexta-feira no país subiu quase 50% nos primeiros cinco anos do milênio, segundo a Arquivos Islâmicos da Alemanha.
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Afluxo de novos fiéis
Por motivos demográficos e culturais semelhantes, a proporção global de hindus também cresceu, só que mais lentamente - de 12,5% em 1970 para 13,3% em 2002. Desde os anos 60, correntes fundamentalistas cada vez mais agressivas despontaram no hinduísmo, dirigindo seu veneno acima de tudo contra a minoria muçulmana na Índia.
Apesar da expansão destas outras religiões mundiais, o cristianismo continua tendo o maior número de seguidores no mundo. Pouco menos de um terço da população mundial pertence à Igreja Católica ou outra denominação cristã. Mas o poder popular do cristianismo varia de continente a continente. Apesar do número de cristãos declarados na Europa estar encolhendo constantemente, as fileiras de novos convertidos na África estão explodindo. Em 1900, havia cerca de 10 milhões de cristãos na África; hoje se estima que o número seja de 390 milhões, quase metade de toda a população do continente.
Este avanço da África se deve principalmente aos missionários cristãos. Os protestantes pentecostais, que dão uma ênfase maior ao redespertar religioso e à experiência religiosa extática -como falar línguas desconhecidas- do que na teologia, provaram ser particularmente bem-sucedidos. Na Coréia do Sul e na América Latina, os protestantes pentecostais tomaram muitos milhões de fiéis da Igreja Católica, especialmente no Brasil.
Na Rússia e outras partes da antiga União Soviética, o "revival" religioso provocou um enorme afluxo de novos fiéis à Igreja Ortodoxa. Após o colapso do comunismo -que prometia um "paraíso na terra"- as religiões mais tradicionais recuperaram seu apelo, em sintonia com a tendência global. "Especialistas concordam que o grande aumento dos movimentos fundamentalistas islâmicos nas últimas décadas foi em grande parte alimentado por pessoas que esperavam que o comunismo traria justiça e igualdade", segundo Peter Antes, um estudioso alemão de religião.
Mas outros estudiosos discordam. A volta da fé tem menos a ver com esperanças desiludidas de uma sociedade melhor e mais com perguntas não respondidas sobre o significado da existência humana: "A noção de que a religião morreria provou ser uma ilusão. A religião, como uma resposta às origens transcendentais da existência humana, é um elemento central de toda cultura", escreveram acadêmicos na Igreja Luterana alemã em um recente relatório.
Mesmo na civilização Ocidental, com seu foco na razão e no iluminismo, há sinais de que a fé em Deus e o conhecimento terreno são eminentemente compatíveis:
*Muitos cientistas, incluindo importantes físicos internacionais como Hanspeter Dürr e Wolfgang Weidlich se declararam crentes.
*Em seu recente livro, "The Language of God" (a linguagem de Deus), o geneticista americano Francis Collins cita pesquisas que mostram que 40% dos cientistas americanos acreditam em Deus. Collins rejeita os ensinamentos pseudocientíficos de fanáticos cristãos como "intelligent design" (planejamento inteligente) ou "criacionismo". Como o papa Bento 16, ele insiste que a teoria da evolução de Darwin não é incompatível com a fé cristã.
*Desde o nascimento dos Estados Unidos, a religião tem exercido uma poderosa influência formativa no país mais avançado científica e tecnologicamente do mundo.
O termo "fundamentalismo" foi cunhado há cerca de 100 anos para descrever um ramo do protestantismo americano - muito antes de ser aplicado a outras religiões. Durante os últimos 30 anos, o fundamentalismo da direita cristã tem atraído segmentos de tamanho considerável da população americana.
Mas a pergunta permanece: por que a religião está declinando em grande parte da Europa Ocidental -aparentemente confirmando a tese de que a religião está nas últimas- enquanto está ascendendo na principal nação Ocidental, os Estados Unidos?
A religião sofreu um sério revés na Alemanha e na França, os maiores países da Europa Ocidental. Na Alemanha, as duas maiores igrejas -que recebem dinheiro do Estado arrecado de impostos sobre seus fiéis- apresentaram uma queda de mais de 5,5 milhões de inscrições desde 1990; os números de novos fiéis são ainda menores.
A queda resultante de receita da Igreja levou a reduções no número de clérigos e reduções nas atividades de caridade das igrejas. Algumas igrejas estão sendo fechadas; outras só conseguem financiar obras de reforma urgentes colocando propagandas em suas fachadas. Possivelmente o símbolo mais comovente desta erosão da fé, este espetáculo é considerado de mau gosto até mesmo para pessoas que têm pouco interesse na religião.
Alguns observadores acreditam que a religião não está diminuindo; ela está se transformando e se tornando mais individualista e menos eclesiástica. O historiador francês Paul Veyne, por exemplo, fala de uma transição "de uma religião como um prato fixo a uma religião à la carte, onde todos escolhem o deus ou seita que gostam mais".
Roland Biewald, professor de teologia da Universidade Técnica de Dresden, argumenta que a secularização de fato explica as igrejas vazias na Alemanha, mas nota que a "religiosidade extra-eclesiástica" está crescendo ao mesmo tempo. Ele acrescenta que, por reconhecimento das próprias pessoas, quase três quartos das pessoas que deixaram a igreja o fizeram para evitar pagar o imposto da igreja, com menos de uma em cinco citando motivos religiosos. Simultaneamente, argumenta Biewald, o aumento da ansiedade em relação ao futuro está levando a um anseio renovado por salvação: "Esta fé percebida é independente das religiões convencionais".
Mas o que é "fé percebida"? O conceito soa incomumente vago - e um pouco como assoviar no escuro. Os resultados de uma recente pesquisa TNS-Infratest para a "Der Spiegel" também foram inconclusivos. Apesar de 64% dos entrevistados terem respondido de forma afirmativa a pergunta "Você acredita em um deus?" (em comparação com 50% em 1992), apenas 42% disseram acreditar em vida após a morte, com 50% dizendo que não.
Ressurgimento religioso como resposta ao mundo atual
Dos dois terços de alemães que não deram as costas formalmente às Igrejas Católica e Protestante, a maioria é indiferente à vida religiosa e apenas freqüenta a missa no Natal, quando freqüentam. A especialista britânica em religião, Grace Davis, argumenta que tal indiferença é típica da Europa Ocidental.
Uma religião que está perdendo força não pode ser mais considerada um paradigma social viável. A Europa, o berço do Iluminismo e da revolução industrial, há muito tempo se acostumou a ver seu próprio desenvolvimento como um modelo para o restante do mundo.
Já no século 19, os revolucionários socialistas e os liberais burgueses estavam unidos na sua convicção de que uma sociedade civil automaticamente levaria à secularização. Por secularização eles queriam dizer não apenas a separação constitucional da Igreja e do Estado, mas a extinção da religião a longo prazo.
Entre importantes socialistas, esta expectativa se baseava na premissa de que a fé não era nada mais que uma forma primitiva de conhecimento. O economista alemão do século 19, Max Weber, resumindo isto de forma sucinta, disse que o mundo foi "desencantado" pela ciência e tecnologia. Para ele, qualquer coisa que desafiava a razão na era pré-moderna, e, portanto, fomentava idéias místicas e religiosas, automaticamente se tornaria explicável com o tempo e com os avanços da ciência e a aplicação das leis naturais. O poder dos deuses e padres gradualmente seria tomado por instituições seculares. Segundo esta teoria, este processo de transformação global culminaria inevitavelmente no desaparecimento de toda a religião na Terra.
Afinal, a Revolução Francesa - que promoveu a ascensão da classe média na Europa - foi direcionada contra a aliança antidemocrática entre a Igreja e o Estado. Além disso, a rejeição inicial pelas igrejas cristãs da evolução darwinista, além de sua desconfiança do Estado moderno, secular, alimentaram a ira dos racionalistas. Enquanto o protestantismo alemão abraçou o iluminismo e o modernismo no século 19, a Igreja Católica se manteve firme até o século seguinte, até que as reformas do Conselho Vaticano Segundo (1962-1965). Atualmente, o casamento entre razão e fé é central para o pensamento do teólogo alemão Joseph Ratzinger, mais conhecido como papa Bento 16.
Europa como a exceção
Mas foi há menos de 40 anos que a Santa Sé finalmente aboliu o "Juramento Contra o Modernismo" de 1910, que todos os padres católicos e professores de teologia eram obrigados a prestar. A separação da Igreja e do Estado só se tornou a norma nos países europeus durante o século 20.
Em 1968, Peter Berger, um especialista em religião de renome internacional, ousou fazer esta previsão no "The New York Times": "No século 21, os fiéis religiosos serão provavelmente encontrados apenas em pequenas seitas, unidos na resistência a uma cultura secular mundial".
Hoje, as profecias apocalípticas perderam seu apelo, assim como a velha teoria da secularização, sendo substituídas por um novo slogan: "o reencantamento do mundo". Olhando para trás, Berger vê sua antiga posição como um grande erro - e agora fala com menos convicção sobre a "dessecularização do mundo". A forma especial de secularização que apareceu na Europa, ele agora argumenta, não é de forma alguma um modelo para o restante do mundo. É sim uma exceção. O restante do mundo permanece tão religioso como antes - em alguns lugares mais do que nunca. Segundo Berger, isto vale não apenas para as três religiões monoteístas, mas também para o hinduísmo, budismo e xintoísmo.
Os movimentos islâmicos ao redor do mundo e a "nova direita cristã" nos Estados Unidos são os exemplos mais chamativos do renascimento da religião. E não é coincidência que tenham surgido e se disseminado simultaneamente durante os últimos 30 anos.
O fundamentalismo religioso pode parecer sinistro e desconcertante para muitos observadores modernos, mas é apenas um retorno aos tempos pré-modernos. A globalização está despedaçando e minando o mundo como o conhecemos, deixando as pessoas em um estado permanente de ansiedade. Este sentimento tem servido para energizar movimentos que prometem restaurar valores confiáveis e seguros. Desta forma, a globalização e o fundamentalismo andam de mãos dadas. Em seu notável livro "The Return of Religion" (o retorno da religião), o sociólogo Martin Riesebrodt, da
Universidade de Chicago, define o fundamentalismo como uma forma moderna de resistência a aspectos da modernidade. O romantismo, como uma contra-reação ao racionalismo do Iluminismo, teve uma influência semelhante na forma como nosso mundo se desenvolveu.
Crise social profunda
Segundo Riesebrodt, as tendências fundamentalistas são movimentos de "revival" religioso que se ressentem com a sociedade atual. Eles alegam que a profunda crise social que diagnosticam só pode ser superada por um retorno aos fundamentos da respectiva tradição religiosa.
Por exemplo, a Revolução Iraniana de 1979 só teve sucesso porque o ditador do país, o xá Mohammed Reza Pahlavi, mergulhou o Irã em uma profunda crise social. O autocrata -um membro do jet set internacional- elaborou uma política seguindo linhas rigidamente seculares, citando o Ocidente como seu modelo. Nas relações exteriores, ele era um forte aliado dos Estados Unidos.
O regime entrou em colapso porque as classes média e operária culparam suas políticas por suas dificuldades econômicas e sociais. E ao se opor aos valores modernos e sociedades Ocidentais -particularmente os patrocinados pelos Estados Unidos- o aiatolá xiita Khomeini reuniu apoio em massa para suas causas fundamentalistas. Por anos, uma nova onda de fundamentalismo - o terrorismo global da Al Qaeda e de grupos de mentalidade semelhante - tem mantido o mundo sob tensão. Osama Bin Laden e seus comparsas se tornaram o que são hoje após serem armados pela CIA. Como fanáticos combatentes da liberdade, eles ganharam a reputação de defensores destemidos da fé entre muitos muçulmanos - ao expulsarem os invasores soviéticos ateístas do Afeganistão. De lá para cá, os antigo protegidos da CIA redirecionaram sua fúria e travaram uma guerra total contra os Estados Unidos e seus aliados.
Segundo um artigo do cientista político conservador Samuel Huntington, o mundo está testemunhando uma Guerra de Civilizações entre as sociedades islâmica e ocidental. O ponto de interrogação que adornava seu título - quando foi publicado pela primeira vez na revista "Foreign Affairs" em 1993 - desapareceu na versão subseqüente em livro. Apesar de na época Huntington falar sobre um confronto cultural preenchendo o vácuo de poder deixado no final da Guerra Fria, seu conceito foi seqüestrado para explicar os ataques terroristas de 2001 - para se tornar uma das idéias mais influentes de nosso tempo. Mas Huntington, o criador da hipótese "eles contra nós", se recusa a ver o 11 de Setembro em termos de choque de civilizações.
Os críticos acusam Huntington de vários erros. Ele não faz distinção entre a maioria muçulmana e a margem jihadista. Ele ignora completamente as enormes diferenças entre países muçulmanos tão distintos como Indonésia e Bósnia, Arábia Saudita e Turquia. Para Huntington, "Islã" é uma frente global unida, marchando em fileiras cerradas pelo passado, presente e futuro: "Enquanto o Islã permanecer o Islã (e permanecerá) e o Ocidente permanecer o Ocidente (o que é mais duvidoso), este conflito fundamental entre duas grandes civilizações e modos de vida continuará definindo suas relações no futuro, assim como as definiu nos último quatorze séculos".
Mas conflitos entre muçulmanos sunitas e xiitas surgem freqüentemente (as duas seitas do Islã estão atualmente envolvidas na sangrenta guerra civil no Iraque). E na guerra Irã-Iraque, dois Estados com maiorias xiitas enviaram centenas de milhares de muçulmanos para a morte. Hoje, a maioria das vítimas do terrorismo islâmico também é muçulmana.
Mas pode haver alguma verdade no cenário "eles contra nós", nas tensões que ganham manchetes entre o mundo islâmico e o secularismo ocidental. Políticos e líderes religiosos de todo mundo estão alertando contra apresentar a segunda maior religião do mundo como a antítese ao Ocidente, como seu inimigo. Uma recente carta aberta, na qual importantes figuras islâmicas mundiais aceitaram o convite do papa Bento 16 para um diálogo, pode sinalizar o início de um muito necessário intercâmbio de alto nível entre as duas religiões globais.
Para muitos europeus, o fundamentalismo cristão nos Estados Unidos é quase tão perturbador e estranho como o fanatismo islâmico.
Segundo os fundamentalistas americanos, as pessoas não se tornam cristãs renascidas pelo batismo ou educação, mas por uma intensa experiência de conversão ou um chamado encontro pessoal com Deus, que as obriga a levar vidas segundo interpretações mais ou menos rígidas da Bíblia. O presidente George W. Bush e outros membros de seu governo se consideram cristãos renascidos neste sentido, e recebem conselhos de pastores evangélicos. Este ramo do cristianismo, com sua rígida divisão de mundo em bem e mal, influencia as políticas da superpotência global há anos.
As histórias da religião na América e na Europa dificilmente poderiam ser mais diferentes. A nação de imigrantes na qual os peregrinos tiveram tamanho papel definidor prometia liberdade da interferência do Estado aos refugiados religiosos e seitas de todo canto do globo. Os Estados Unidos eram seculares desde o início no que se refere à separação rígida da Igreja e do Estado - mas nem tanto no sentido do relaxamento dos laços religiosos. Diferente da Europa pós-Reforma, as Igrejas Protestante e Católica nunca garantiram monopólios territoriais nos Estados Unidos. Isto permitiu que um grande número de seitas e suas subdivisões se desenvolvessem lada a lado dentro da sociedade.
A batalha do Armageddon
Apesar de uma minoria de cristãos literalistas ter se mobilizado contra a teoria da evolução de Darwin no início do século 20, a maioria dos americanos nunca questionou a compatibilidade entre ciência e religião. Em conseqüência, o secularismo do Estado e o pluralismo religioso puderam florescer sem serem contestados.
Telespectadores de todo mundo viram os dois exibirem compatibilidade em escala global após os ataques de 11 de Setembro: representantes de todas as religiões do mundo unidos como iguais no serviço memorial em Nova York. Mas a coexistência pacífica do secularismo e pluralismo agora está ameaçada pela dramática ascensão do fundamentalismo cristão. Em seu livro "The Last Crusade" (a última cruzada), a jornalista americana e autora Barbara Victor apresenta resultados demográficos persuasivos: cerca de 60% dos americanos dizem que a religião tem "um papel muito importante" em suas vidas - bem mais do que em qualquer outro país industrializado; 86% se dizem cristãos. Os cristãos renascidos formam o maior grupo entre os cristãos protestantes predominantes no país, e correspondiam a um entre cinco dos mais de 120 milhões de eleitores na eleição presidencial de 2004. Segundo a pesquisa citada por Victor, 58,7% dos cristãos renascidos estão convencidos de que o mundo acabará na batalha do Armageddon entre Jesus e Satã, enquanto 40,9% querem uma emenda constitucional declarando os Estados Unidos uma "nação cristã".
A autora aponta para o estímulo mútuo de fundamentalismos concorrentes. Acima de tudo, a profunda sensação de insegurança provocada por dois eventos contribuiu para uma mudança na estrutura interna dos Estados Unidos e um renascimento religioso durante os últimos 30 anos: a crise americana dos reféns em Teerã, em 1979, e os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001.
Rigidamente falando, "evangélicos" e "fundamentalistas" cristãos não são idênticos, porque a experiência de conversão é central para o primeiro grupo e o segundo é um subgrupo que enfatiza dogmas fundamentais. Mas em questões políticas e sociais, ambos costumam expressar posições fundamentalistas semelhantes.
Isto pode até mesmo colocá-los em conflito com a política conservadora do governo, como mostrado no início de 2006, em uma campanha de muitos importantes evangélicos contrários às políticas ambientais do governo Bush. As posições adotadas pelos fundamentalistas religiosos não desafiam automaticamente a razão secular - e podem servir a um propósito. O papel social da religião nos Estados Unidos vai muito além de suas atuais manifestações políticas.
"A esperança perdida da ressurreição deixou um vácuo palpável"
Ao lado do universo conservador-nacionalista dos fundamentalistas, há o movimento cristão liberal-universalista que apóia a tradição de direitos civis associada a Martin Luther King. Manifestantes de ambos os lados da divisão política -seja sobre guerra no Iraque, George W. Bush e pena de morte- podem citar suas crenças cristãs como justificativa. Assim, o risco de fanáticos políticos monopolizarem a religião nos Estados Unidos é remoto.
Assim, o declínio da fé na Europa Ocidental é uma exceção em um mundo globalizado onde formas diversas de religião detêm tamanho poder? Muitos observadores argumentam o oposto, sugerindo que o "renascimento da religião" é palpável mesmo na Alemanha. A resposta emocional à morte do papa João Paulo 2º e o entusiasmo com que seu sucessor foi recebido na Jornada Mundial da Juventude, em Colônia, são freqüentemente citados como evidência. Mas ambos podem ter menos a ver com uma onda de fervor religioso e mais com o desejo banal de fazer parte de um evento histórico.
O bispo Wolfgang Huber, presidente do Conselho da Igreja Luterana na Alemanha, também pode ter sido vítimas de uma expectativa otimista quando argumentou neste ano que "não há nenhuma área na sociedade ou nas artes" na Alemanha onde "sinais de 'revival' religioso não estejam em evidência". Para apoiar sua afirmação, Huber citou os elementos religiosos em novos livros, peças, filmes e programas de TV, e as palavras do novo presidente alemão, Horst Köhler, que fez referência à religião ("Deus proteja nosso país!") em seu primeiro discurso público. Tais evidências fracas dificilmente sustentariam as alegações de ressurgimento da religião na Alemanha.
Mas também não há evidência convincente para apoiar o contrário, a posição tradicionalmente secularista que "nós ocidentais já habitamos em um mundo pós-religioso" - uma conclusão a qual chegou o filósofo alemão Herbert Schnädelbach no jornal alemão "Die Zeit" no início deste ano.
Mas deve haver uma forma diferente de olhar para isto. Poucas semanas após 11 de Setembro, Jürgen Habermas, o mais famoso pensador liberal da Alemanha e principal defensor da razão no cenário internacional, aproveitou a oportunidade para falar sobre secularismo e religião quando aceitou o Book Retailers Peace Prize alemão. Ele descreveu a tensão entre os poderes gêmeos como um profundo conflito "entre as forças produtivas liberadas pelo capitalismo" e as "forças estabilizadoras da religião e da Igreja".
Ambos os lados do debate cometeram o mesmo erro de ver a secularização como "uma espécie de jogo de soma zero", segundo Habermas, no qual "um lado só pode vencer às custas do outro". Na verdade, foi sintomático de nossa sociedade "pós-secular", continuou, que as comunidades religiosas pudessem florescer "em um ambiente progressivamente secularizado".
Esta observação não é tão original quanto o termo "pós-secular" parece sugerir. Por muitos séculos, as religiões existiram em ambientes cada vez mais seculares. É Habermas e sua nova linha de pensamento que são "pós-seculares", não as sociedades em si.
Habermas aderiu à religião? Não, ele agora vê sua morte com certo arrependimento: "Quando pecado se tornou culpa e a violação dos mandamentos de Deus uma violação das leis humanas, a humanidade perdeu algo... A esperança perdida da ressurreição deixou um vácuo palpável".
Afinidades surpreendentes entre razão e religião também vieram à tona entre Habermas, o filósofo da razão, e o cardeal Joseph Ratzinger, no debate entre eles, no Diálogo de Munique de 2004. O atual papa Bento 16 reconheceu que a religião precisava ser colocada sob a "tutela da razão" sempre que ajudasse a legitimar o terrorismo. O secular Habermas, por outro lado, enfatizou a força social e moral das comunidades religiosas como locais onde algo ainda pode ser preservado, mesmo que tenha "se perdido em outras partes: uma sensibilidade em relação a vidas desperdiçadas, patologias sociais e estratégias de vida fracassadas".
Haberman pede por um jogo de soma positiva, onde os mundos religioso e secular aprendem um com o outro a beneficiar a humanidade. Na época incerta da globalização, esta reconciliação pode ser a única esperança de coexistência pacífica. Uma coisa é certa: por mais estranhos parceiros que sejam, fé, razão e dúvida terão que tolerar uns aos outros ainda por muito tempo.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Fonte - UOL
Apocalipse 13:3 - Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;
Apocalipse 13:11.
Vi ainda outra besta [poder] emergir da terra [local antes pouco povoado]; possuía dois chifres, parecendo cordeiro [de início, era mansa, pregava a liberdade...], mas falava como dragão [mudança para o autoritarismo, a prepotência, o domínio pela força].
"Quando nossa nação renunciar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 318.
"O povo dos Estados Unidos tem sido um povo favorecido, mas quando eles restringirem a liberdade religiosa, renunciarem ao protestantismo e apoiarem o papado, a medida de sua culpa estará cheia, e nos livros do Céu será escrito: "apostasia nacional"." Review and Herald, 2 de maio de 1893.
"As perseguições dos protestantes pelo romanismo, por cujo intermédio a religião de Jesus Cristo quase foi aniquilada, serão mais que igualadas quando o protestantismo e o papado se unirem." Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 387.
(Eventos Finais - Ellen G. White - Págs.128, 131 e 147)
Nota DDP:
Os dois aores principais do palco final da profecia já se encontram perto do ápice de seus papéis, como claramente se depreende da leitura do artigo supra transcrito, onde se percebe a influência do poder eclesiástico e político de ambos no mundo atual, sendo que os laços que os unem há muito já se encontram caracterizados, motivo pelo qual podemos esperar que o fim do enredo se aproxima...
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Mudança climática adianta 'relógio do fim do mundo'
Segundo os especialistas do Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, sigla em inglês), as ameaças trazidas pelo aquecimento global agora representam um risco significativo o suficiente para se adicionarem à ameaça de guerra nuclear, perigo que motivou o BAS a criar o relógio 60 anos atrás, logo depois que os Estados Unidos jogaram bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
Imóvel desde 2003, o relógio, instalado na cidade americana de Chicago, foi adiantado para 23h55. Nunca, desde o final da Guerra Fria, o relógio esteve tão próximo da meia-noite, hora que representa a extinção da humanidade.
A última mudança do relógio aconteceu quando os Estados Unidos se retiraram do Tratado de Mísseis Antibalísticos, em 2002, em meio a ameaças de compra de armas nucleares por terroristas.
Riscos
O relógio foi criado em 1947, nos escritórios da BAS, uma revista científica sobre o assunto, depois de uma campanha a favor do desarmamento. Na sua apresentação, o relógio marcava sete minutos para a meia-noite e de lá para cá, foram feitas 18 alterações.
Originalmente, o relógio só levava em conta as ameaças nucleares, mas mudou os critérios, incluindo as ameaças ambientais. “Quando nos perguntamos sobre quais tecnologias além do armamento nuclear significavam um risco de devastação da humanidade, rapidamente pensamos na emissão de carbono”, afirmou Kenneth Benedict, diretor-executivo da BAS.
Segundo o grupo, a crescente corrida nuclear levou a humanidade para perto de uma "Segunda Era Nuclear", além dos riscos causados pelo aquecimento global.
O anúncio foi feito em eventos simultâneos da revista em Londres e Washington, contando com observações do astrônomo Martin Rees e do físico Stephen Hawking.
“O impacto coletivo da humanidade na biosfera não tem precedentes”, disse Rees. “Essas ameaças ambientais – ameaças sem inimigos – devem ter o devido papel na política internacional de hoje, assim como durante a Guerra Fria”.
Uma série de fatores e eventos levou o BAS a declarar que “o mundo não enfrenta escolhas tão perigosas” desde o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.
Os fatores e eventos em questão são as ambições nucleares do Irã, a detonação de um artefato nuclear pela Coréia do Norte e a presença de 26 mil armas atômicas de Estados Unidos e Rússia, além da incapacidade da comunidade internacional de impedir o tráfico de material nuclear como urânio e plutônio enriquecidos.
Além do aquecimento global, o BAS também levou em considerações ameaças de outra natureza que tinham menor peso, como as vindas de tecnologias como biologia sintética e modificação genética.Fonte - BBC
Ainda sobre o "relógio", aqui.
Aquecimento global faz seus primeiros refugiados
De acordo com uma reportagem da CNN, o arquipélago, isolado no Pacífico sul, deve desaparecer por completo nos próximos anos. Uma das ilhas já foi divida em dois, tranformando em pântanos lugares que antes eram secos. Os que ainda se arriscam a permanecer no local enfrentam doenças trazidas pelas mudanças no ambiente.
Os nativos, que vivem da mesma forma há séculos, já não conseguem retirar seu sustento do mar. Em uma tentativa de proteger as praias, eles construíram barreiras de conchas gigantes na areia, mas as águas continuam subindo. Algumas famílias já foram transferidas para um campo de refugiados em Bougainville, cerca de 100 quilômetros ao sul.
Fonte - Terra
São tantas referências que está ficando difícil de linká-las, comece aqui.
ONU 'deve assumir liderança na questão climática'
O secretário-executivo da Agência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, Yvo de Boer, afirmou nesta terça-feira que o fracasso dos líderes mundiais em chegar a um acordo sobre o aquecimento global obriga a ONU a assumir a liderança na questão.
De Boer quer realizar um encontro de cúpula de líderes mundiais para discutir o que vai acontecer quando o Protocolo de Kyoto expirar, em 2012.
Apesar do aumento contínuo do nível do mar, não há acordo sobre como lidar com a ameaça de longo termo representada pelo aquecimento global, diz De Boer.
Na verdade, diz ele, o processo está cada vez mais emperrado.
Necessidades diferentes
Segundo o secretário, é vital para o mundo chegar a um acordo sobre como as emissões de carbono deverão ser controladas depois de 2012.
Ele afirma que há muitos países diferentes com muitas necessidades diferentes.
As nações em desenvolvimento, diz De Boer, querem fazer crescer as suas economias e não pretendem tomar nenhuma medida que possa torná-las menos competitivas.
Enquanto isso, os Estados Unidos e a Austrália se recusaram até mesmo a aderir ao protocolo.
De Boer acredita que apenas a ONU poderá reunir todos esses grupos antagônicos.
"Acho muito importante trazer a questão da mudança climática de volta para o processo da ONU", afirmou.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que atacar o problema da mudança climática é uma de suas prioridades.
Em um discurso em Washington, nesta terça-feira, Ban disse que a mudança climática é uma ameaça universal às cidades costeiras nas quais vive quase metade da população mundial.
Nota DDP:Parece que a questão do clima realmente está diretamente relacionada com os eventos proféticos que claramente se desenrolam em nosso tempo, além de seguir os links que trazem notícias sobre a atuação da ONU, siga os links acerca dos efeitos das alterações climáticas, no plano das alianças entre diferentes grupos.
Mais três indonésios podem estar com gripe aviária
EFE
JACARTA - Outros três pacientes com sintomas da gripe aviária foram internados no hospital Persahabatan, em Jacarta, onde quatro pessoas morreram por causa da doença na última quinzena, informou nesta quarta-feira a agência estatal Antara.
O hospital, que deu alta a outros cinco pacientes com sintomas da doença, mantém três internados. Eles estão sendo examinados para saberem se foram infectados pelo vírus H5N1, a cepa mais mortal da gripe aviária.
Os três doentes, de 44, 17 e 16 anos, vivem em Bekasi, uma pequena cidade-satélite da capital. Agora, são seis as possíveis vítimas de gripe aviária no hospital.
O chefe da equipe de gripe aviária do hospital, Mochtar Ijsan, declarou que os doentes tiveram contato com aves em bairros onde animais morreram por causa da gripe aviária.
Este ano, quatro pessoas morreram na Indonésia por causa da gripe aviária. Já são 61 as vítimas mortais no país, que tem o maior número de mortos pela doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o H5N1 matou mais de 150 pessoas no mundo todo.
Mais sobre a gripe aviária, comece aqui.
ONU: Ki-moon pede «apoio» a Bush para enfrentar desafios
Recordando que ONU e EUA partilham objectivos de paz, segurança, liberdade e democracia, Ban Ki-moon afirmou necessitar da «participação e apoio» dos Estados Unidos em todas as actividades da ONU.
«O Médio Oriente é fonte de grande preocupação», defendeu o novo secretário-geral da ONU perante os jornalistas, depois de um encontro com Bush na Casa Branca.
«Especialmente no que diz respeito ao Iraque, a comunidade internacional deveria ter toda a disponibilidade para ajudar o Governo iraquiano e as pessoas a recuperar a paz e a estabilidade e da devastação económica», acrescentou Ki-moon.
Quanto a George W. Bush, disse, sobre Ban Ki-moon, que «admiro a forma como tem realizado o seu anterior trabalho e estou confiante em como irá fazer um grande trabalho agora».
Recorde-se que desde 2005 que os Estados Unidos têm vindo a pedir reformas que tornem a ONU mais eficiente e flexível para lidar com crises mundiais, uma tentativa reformista que tem sido criticada por muitos países em desenvolvimento, que receiam perder influência nos programas da ONU e postos de trabalho.
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17.01.07 - 09:15Fonte - Millenium
Mais sobre a autação da ONU no quadro profético, comece aqui.
EUA: Tempestades de gelo responsáveis por 36 mortes
Bátegas de chuva gelada, granizo e neve desde sexta-feira causaram pelo menos 15 mortos em Oklahoma, oito no Missuri, cinco no Iowa, três no Texas e quatro em Nova Iorque e um no Maine. A tempestade deixou também centenas de milhar de pessoas sem electricidade no Missuri e Oklahoma.
O presidente George W. Bush declarou hoje o estado de emergência no Oklahoma e ordenou uma ajuda federal para apoiar os esforços das colectividades locais nas zonas assoladas desde sexta-feira pelas fortes tempestades de neve e inundações, indica o comunicado da Casa Branca.
A decisão presidencial autoriza o Departamento da Segurança Interna e a agência federal para as situações de Emergência a coordenar as medidas necessárias para socorrer as populações locais, precisa o comunicado.
Uma vaga de frio recorde atingia também a Califórnia enquanto o Nordeste do país gozava de uma temperatura clemente para Janeiro.
No Oklahoma, a maioria das vítimas morreu nas auto-estradas transformadas em pistas de gelo que provocaram mais de 200 acidentes, segundo as autoridades locais.
Cerca de 220 pessoas foram tratadas em hospitais a diversos ferimentos causados pelo mau tempo.
De acordo com os serviços de meteorologia, a situação deverá melhorar a partir de hoje no centro Norte e Sul do país, enquanto a frente fria deverá deslocar-se para Leste, com a previsível descida das temperaturas terça-feira de manhã.
A decisão do presidente Bush de declarar o estado de emergência em Oklahoma responde a um apelo do governador do Estado, Brad Henry.
As linhas de electricidade ficaram cortadas em numerosos locais pela queda de árvores cobertas de gelo e cerca de 112.338 lares ficaram sem energia eléctrica. A circulação tornou-se impraticável em várias das estradas principais.
O mau tempo deverá continuar até à noite (hora local) e levou à anulação de centenas de voos. Os cinemas, igrejas e lojas da principal cidade do Estado, Oklahoma City, continuavam encerrados.
Mais a Sul, no Texas, o governador pediu este fim-de-semana a ajuda da Guarda Nacional depois das inundações causadas pelas trombas de água.
Cerca de 65 centímetros de neve caíram em várias regiões do Colorado, enquanto o gelo cobria zonas do Illinois (Norte), Kansas (centro) e Missuri.
Na Califórnia, a temperatura em Los Angeles desceu domingo para níveis nunca vistos em meados de Janeiro, com 2,2 graus centígrados no centro da cidade, segundo a agência meteorológica nacional (NWS).
O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger decretou sexta-feira o estado de emergência devido à vaga de frio que se abate há dois dias na região e as autoridades abriram centros aquecidos para albergar os sem-abrigo.
Diário Digital / Lusa
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15.01.07 - 22:33Sobre a natureza em fúria, comece por aqui.
Relógio do Juízo Final vai ser adiantado alguns minutos
O relógio simbólico, que é gerido desde 1947 pelos directores do Boletim dos Cientistas Atómicos para alertar para os perigos da proliferação nuclear, será adiantado às 14:00 de hoje em cerimónias simultâneas em Washington e Londres.
As ambições nucleares do Irão e da Coreia do Norte, a escalada do terrorismo, a proliferação de materiais nucleares em várias partes do mundo, o estado de «pronto a disparar» de 2 mil das 25 mil armas atómicas detidas pelos Estados Unidos e pela Rússia são os motivos que levaram ao adiantamento do relógio.
Segundo os cientistas, o acerto da hora também assinala a entrada na «segunda era nuclear, marcada por graves ameaças».
Acertado em 1947 para as 23:53 (sete minutos antes da meia-noite), os ponteiros do relógio foram mexidos 17 vezes em resposta a acontecimentos mundiais.
A última mudança aconteceu em 2002 quando o relógio foi adiantado dois minutos na sequência da saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Anti-Balísticos e depois de ter sido revelado que organizações terroristas procuravam obter armas nucleares e biológicas.
Actualmente, o relógio está novamente nos sete minutos para a meia-noite, a posição mais perigosa desde o fim da Guerra Fria (1990), quando os ponteiros foram posicionados nos 10 minutos para a meia-noite.
Fundado em 1945 por cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica, o Boletim de Cientistas Atómicos conta 17 prémios Nobel entre os seus directores e patrocinadores.
Diário Digital / Lusa
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17.01.07 - 10:36Fonte - Millenium
Mateus 24:6
E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
"Estamos na iminência de importantes e solenes acontecimentos. Cumprem-se as profecias. Uma estranha e acidentada história está sendo registrada nos livros do Céu. Tudo em nosso mundo se mostra em estado de agitação. Há guerras e rumores de guerras. As nações estão iradas, e é chegado o tempo dos mortos para serem julgados. Os acontecimentos se sucedem, alternando-se e apressando o dia de Deus, que está muito próximo. Só nos resta, por assim dizer, um pequeno instante. Mas conquanto nação se esteja levantando contra nação e reino contra reino, não se desencadeou ainda um conflito geral. Os quatro ventos sobre os quatro cantos da Terra ainda estão sendo retidos até que os servos de Deus estejam assinalados na testa. Então as potências do mundo hão de mobilizar suas forças para a última grande batalha." (Testemunhos Seletos - Vol. 2 - Ellen G. White - Pág. 369)
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Cientistas e evangélicos deixam divergências e trabalham em favor do planeta
Alguns importantes cientistas e líderes evangélicos dos Estados Unidos concordaram em deixar as divergências de lado e trabalhar juntos contra o aquecimento global. Os representantes se reuniram na Georgia e concluíram que uma ação urgente é necessária. Detalhes do acordo serão divulgados ainda nesta quarta-feira, 17/01.
O vice-presidente de relações com o governo da Associação Nacional de Evangélicos, Rich Cizik, também esteve presente na reunião. A associação representa 45.000 igrejas. “Tenha Deus criado a Terra em um milissegundo ou tenha o planeta evoluído ao longo de bilhões de anos, a questão em que concordamos é que ele precisa de cuidados hoje”, disse.
O diretor do Centro de Saúde e Ambiente Global da Escola de Medicina de Harvard, Eric Chivian, também concorda com a medida. “Cientistas e evangélicos descobriram que partilham de uma preocupação profunda e um senso de urgência quanto às ameaças à vida na Terra e que devemos falar com uma só voz para protegê-la”, explicou.
Nos Estados Unidos, cientistas e evangélicos estavam tendo dificuldades em se unir por causa das diferentes crenças: a teoria da evolução e da criação, respectivamente.
O pastor Joel Hunter, que deixou a liderança da Coalizão Cristã da América porque a organização se recusou a incluir questões ambientais e sociais na sua agenda, o biólogo Edward O. Wilson e o cientista da Nasa James Hansen – um dos principais no alerta das conseqüências do efeito estufa – são algumas das personalidades mais esperadas para o lançamento formal da iniciativa.
Fonte - Elnet
Nota DDP:
Antes de tomar conhecimento desta notícia, por força de uma nova manifestação romana acerca da necessidade de santificação do domingo, havia escrito um comentário no Blog do Michelson Borges nos seguintes termos:
"Interessante como a Sra. White correlaciona a questão do domingo como tradição humana, com calamidades naturais, duas realidades que começamos a viver intesamente em nossos dias..."
No mesmo comentário, citava ainda um texto da Sra. White que, dentre outras coisas, faz a seguinte afirmação:
"Homens em posições de responsabilidade não só desatenderão e desprezarão o sábado eles mesmos, mas da tribuna sagrada instarão com o povo para que guardem o primeiro dia da semana, alegando a tradição e o costume em favor dessa instituição de feitura humana. Apontarão para as calamidades em terra e mar - as tempestades, as inundações, os terremotos, a destruição pelo fogo - como juízos indicadores do desprazer de Deus por não ser santificado o domingo."
Deste quadro profético delineado no parágrafo supra, falta apenas o cumprimento da parte final, qual seja, a necessidade de santificação do domingo, porque o Sábado bíblico já é há muito desatendido e desprezado, contra ele se prega nas mais diversas tribunas "sagradas", mesmo lugar onde se defende o domingo derivado da tradição e do costume, sem contar que as calamidades naturais, como pode facilmente se verificar neste blog pelas reiteradas notícias que a estas se relacionam, fazem parte da nossa realidade diária...
Sobre a questão ambiental, também roma já se manifestou sobre a necessidade de que sejam tomadas medidas para a preservação da natureza, o que me faz lembrar outro texto da Sra. White, a ser considerado neste contexto:
"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança os Estados Unidos forem induzidos a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." (Testemunhos Seletos - Vol. 2 - Pág. 151)
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
O Domingo deve ser centro da vida do cristão
“O domingo tem tal força na nossa vida, que nunca devemos deixar de assistir na Santa Missa e na Eucaristia dominical, porque nos salva na Cruz, alimenta-nos na Eucaristia e nos ressuscita”, disse o Cardeal. “Não podemos viver sem celebrar os mistérios da Eucaristia Dominical”, adicionou.
O Cardeal ressaltou logo “a grandeza e sabedoria de nossa fé católica”, que fez do domingo, instituído por Jesus Cristo como o dia central da semana. Por isso, “convido a todos a que volte a nascer essa esperança e essa alegria de ir ao templo”.
Diante da presença das diversas comunidades emigrantes de língua quéchua em Lima, que assistiram com as imagens de suas respectivas advocações regionais, o Cardeal Cipriani sublinhou a importância de manter viva a fé mediante a preservação das tradições religiosas.
“Muitas vezes se vão perdendo esses costumes que recebemos de nossos pais e avós, de rezar, de ir ao templo, de nos aproximar da Confissão, de rezar o Rosário, e de oferecer esse sacrifício por aquela devoção a Maria e a Jesus; e aos poucos, vão colocando outros aspectos que já não são da fé católica”, advertiu o Arcebispo de Lima.
“Cuidem de suas tradições, e não deixem que o afã de dinheiro os leve a outros costumes que não são coisas boas e que ofendem a Deus”, concluiu.
Fonte - ACI
Colossenses 2:8
Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;
"É acerca da lei de Deus que virá o último e grande conflito entre Cristo e Seus anjos e Satanás e os seus, e será decisivo para todo o mundo. ... Homens em posições de responsabilidade não só desatenderão e desprezarão o sábado eles mesmos, mas da tribuna sagrada instarão com o povo para que guardem o primeiro dia da semana, alegando a tradição e o costume em favor dessa instituição de feitura humana. Apontarão para as calamidades em terra e mar - as tempestades, as inundações, os terremotos, a destruição pelo fogo - como juízos indicadores do desprazer de Deus por não ser santificado o domingo. Essas calamidades aumentarão mais e mais, uma catástrofe seguirá de perto a outra; e os que quebrantam a lei de Deus apontarão para os poucos que observam o sábado do quarto mandamento como aqueles que trazem sobre o mundo a ira. Esta falsidade é estratégia de Satanás para apanhar os incautos. Southern Watchman, 28 de junho de 1904." (Serviço Cristão - Ellen G. White - Pág. 155)
Ainda sobre o domingo, aqui.
As crianças e o além
E os pais precisam aprender a lidar com a situação.
Por Camilo Vannuchi e Celina Côrtes
Diana embalava o filho em frente a uma parede repleta de fotos na casa de sua mãe, em Brasília. Uma delas, envelhecida pelo tempo, chamou a atenção do pequeno Roberto, então com pouco mais de um ano. O garoto apontou a jovem que aparecia no retrato: “Vovó.” A mãe achou estranho. “Sim, esta era a minha avó, sua bisa”, explicou. E perguntou como ele adivinhara, já que ninguém havia mostrado aquela imagem ao menino. Roberto apenas tocou o colo da moça no retrato. “Dodói”, disse. Na foto, nenhum machucado aparente. O assombro tomou conta da sala quando Liana se recordou que a avó, já idosa, faleceu em decorrência de um câncer de mama. “Meu filho sabia daquilo sem que ninguém tivesse lhe contado”, resume o pai, Ricardo Movits. Ninguém deste mundo, é bom ressaltar.
Antes de tachar a história do menino Roberto de mentira, fantasia ou maluquice, vale lembrar que Chico Xavier, o maior médium brasileiro, teve sua primeira experiência mediúnica aos cinco anos, quando sua mãe faleceu e, em espírito, passou a visitá-lo. Roberto, hoje com quatro anos, também diz receber a visita de parentes falecidos. E de modo assíduo. Contou que a avó freqüenta sua casa para lhe ensinar coisas sobre a vida e a morte. “Ela disse que as pessoas que morrem viram anjinhos e depois voltam a ser bebês”, afirma. Em outra ocasião, Roberto surpreendeu o pai ao comentar que o avô havia morrido porque fumava demais. “Entrou muita fumaça no peito dele”, completou. Essas supostas habilidades do menino poderiam ser explicadas por meio da mediunidade. Estudada por religiosos, psiquiatras e até neurologistas, a mediunidade é a capacidade de ver e ouvir espíritos ou realizar fenômenos paranormais – como incorporação e clarividência – por intermédio de agentes externos. Ou seja, de entidades espirituais que utilizam o corpo do médium como veículo para se manifestar.
Relatos desse tipo são cada vez mais comuns. Mesmo nos consultórios. A psicologia e a medicina, no entanto, buscam outras formas de justificar esses fenômenos. Se a criança parece possuída por uma entidade sobrenatural, por exemplo, é feito diagnóstico de transtorno de personalidade ou estado de transe e possessão, cujo tratamento alia psicoterapia e medicamentos. A comunicação com amigos invisíveis aos olhos dos pais costuma ser encarada como mera fantasia. “Há momentos em que a ilusão predomina e a criança transforma em real o que é apenas o seu desejo inconsciente”, considera a psicanalista Ana Maria Sigal, coordenadora do grupo de trabalho em psicanálise com crianças do Instituto Sedes Sapientiae. “Ao brincar com um amigo imaginário, ela nega a solidão e cria um espaço no qual é dona e senhora. Já falar com parentes falecidos é uma forma de negar uma realidade dolorosa e se sentir onipotente, capaz de reverter a morte”, acrescenta Ana Maria.
A interpretação é a mesma da maioria dos pediatras. Presidente do Instituto da Família, que estuda as relações familiares, o médico Leonardo Posternak afirma que esse tipo de fantasia permite à garotada chamar atenção. Segundo ele, as crianças percebem se os pais demonstram admiração por seu suposto dom. Ou se aproveitam do carinho especial recebido quando os pais desconfiam que o filho tem algum distúrbio psíquico. Mas e quando surgem fatos capazes de assombrar os mais céticos, como o pequeno subitamente falar outra língua? “É importante que sejamos humildes para admitir que muita coisa ainda escapa à medicina cartesiana. Em vez de dizer aos pais que o filho não tem nada ou que os sintomas vão passar, seria mais honesto dizer que a medicina vigente não é capaz de diagnosticar o que se passa com ele”, afirma Posternak. O presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Pediatria Infantil, César de Moraes, lembra que o estado de transe e possessão, embora citado no Código Internacional de Doenças, ainda não foi esclarecido. “Pode resultar de alguma desordem física ou mental ou, de fato, ser obra do sobrenatural”, sugere.
No vácuo deixado pela medicina, avançam cada vez mais as explicações alternativas que conciliam ciência e transcendência. Se uma criança descreve e dá nome a um amigo imaginário e a família descobre, ao investigar, que a descrição corresponde à de uma pessoa de verdade, que habitou a casa no passado, a linha entre ficção e realidade desaparece. É o que assegura Reginaldo Hiraoka, coordenador do curso de parapsicologia das Faculdades Integradas “Espírita”, a única do gênero no Brasil, em Curitiba. “O mesmo ocorre quando crianças afirmam se lembrar de vidas passadas e citam episódios verídicos sem jamais terem ouvido algo a respeito”, acrescenta. Para estudiosos da parapsicologia, há uma alta freqüência de relatos sobrenaturais na infância devido ao fato de a mediunidade, inata a todas as pessoas, ainda não ter sido reprimida nessa fase. “Crianças com menos de sete anos não vêem nada de anormal nessas experiências”, afirma a psicóloga infantil Athena A. Drewes, consultora da Parapsychology Foundation, com sede em Nova York. “Elas as aceitam até que outras pessoas comecem a reagir negativamente a seus relatos. O bloqueio ocorre ao entrarem na escola e descobrirem que nem todos vivem as mesmas experiências.”
Mas nem sempre a convivência com o sobrenatural é tranqüila. Às vezes, os amiguinhos imaginários são substituídos por monstros que atrapalham o sono dos pequenos e os tornam arredios, agressivos ou profundamente tímidos. Como no filme Sexto sentido, de Night Shyamalan, crianças se dizem assombradas por imagens de espíritos que vagam com ferimentos ou fraturas expostas, exatamente como estavam quando morreram. Segundo a doutrina espírita, isso acontece quando os espíritos desencarnados não conseguem se desprender do plano físico, seja por não terem se dado conta da morte, seja por não a aceitarem. Também é possível que um espírito persiga uma criança por ter sido ligado a ela em uma vida pregressa. “Imagine se seu bebê foi uma pessoa má na encarnação anterior e prejudicou alguém que, agora, se sente no direito de atrapalhar seu caminho”, cogita a autora do livro Mediunidade em crianças, Agnes Henriques Leal. Conforme a tese espírita, é possível que esse filho sofra horrores com a influência de seres assustadores.
Nessas horas, de acordo com o espiritismo, a criança deve ser encaminhada a tratamento com passes para dispersar energias negativas. Os espíritas podem ainda trazer a entidade a uma reunião no centro – por intermédio de um médium – para tentar demovê-la da perseguição. Leituras diárias do Evangelho também ajudariam. “Se os pais não participarem do processo de cura, nada será atingido. Para tanto, deverão conhecer a doutrina e se dispor a estabelecer, no lar, um clima vibratório de harmonia e paz”, ensina o médium paraense Nazareno Tourinho, autor de Experiências mediúnicas com crianças e adolescentes. Ele ressalta, no entanto, que nenhum auxílio científico deve ser desprezado. “Primeiro, deve-se procurar um profissional de saúde. Se o resultado não for satisfatório, resta buscar ajuda de espíritas competentes”, orienta.
Outra opção é consultar um especialista que seja ao mesmo tempo médico e religioso. Há muitos psiquiatras adeptos do espiritismo que atendem crianças e adultos atormentados por fenômenos inexplicáveis. Um deles é Sérgio Felipe de Oliveira, diretor da Associação Médico-Espírita de São Paulo e autor da tese de que a mediunidade nada mais é do que uma atividade sensorial – como a visão e o olfato – capaz de captar estímulos do mundo extrafísico. O órgão responsável pela mediunidade, diz Oliveira, é a glândula pineal, localizada no cérebro, que controla também o ritmo de crescimento e, na adolescência, avisa a hora de dar início à liberação dos hormônios sexuais. Descrita por Descartes como a sede da alma em 1641, a pineal tem sido pesquisada há séculos, e, desde a década de 1980, é comprovada sua capacidade de converter ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos. Para confirmar sua tese, Oliveira realizou diversos exames neurológicos (como tomografia e eletroencefalograma) em pacientes em transe. “Verificamos a atividade na pineal durante esses momentos. Ela é uma espécie de antena que capta estímulos da alma de outras pessoas, vivas ou mortas, como se fosse um olho sensível à energia eletromagnética”, diz.
Mesmo que não veja ou ouça espíritos desencarnados, é a mediunidade que faz com que uma criança seja capaz de sentir se um ambiente está carregado e a faz chorar quando um estranho com energias ruins a pega no colo. Em sua clínica, Oliveira não descarta o uso de medicamentos, mas não tem dúvida dos benefícios da atividade espiritual, prescrita por ele como terapia complementar. Oliveira diz que, antes de se afirmar que uma criança está sob influência de um espírito, é preciso descartar as hipóteses de fantasia e de distúrbios psíquicos. A primeira etapa é entrevistar o paciente em busca de elementos que não poderiam ser ditos por ele. “É difícil diagnosticar como fantasiosa uma criança de três anos que se põe a analisar quadros de Botticelli ou a conversar em francês sem nunca ter estudado o idioma”, exemplifica. Finalmente, exames neurológicos são feitos para se verificar se a atividade no cérebro é equivalente à registrada em convulsões ou surtos de epilepsia. Normalmente, a reação é outra.
Médicos adeptos do espiritismo afirmam que a infância é o período em que a ação da glândula pineal está no auge, embora a criança não tenha o arcabouço intelectual necessário para interpretar os estímulos de forma consciente. Com o desenvolvimento completo do cérebro, a mediunidade seria sublimada na maioria das pessoas. Ou voltaria ainda mais forte naqueles que aprenderam a exercitá-la. No Livro dos médiuns, Allan Kardec, codificador da doutrina, avisa que a mediunidade não deve ser estimulada em crianças, o que pode ser perigoso, já que os organismos delicados das crianças sofreriam grandes abalos. “É de se desejar que uma criança dotada de faculdade mediúnica não a exercite, senão sob a vigilância de pessoas experientes”, escreveu. Por esse motivo, em geral os pais são orientados a não incentivar os filhos a exercê-la. “Muitas crianças sentem dor porque o corpo não está preparado para receber esse impacto”, diz a psicóloga Inês Ignácio, do Centro Espírita Francisco de Assis, no Rio de Janeiro.
Em outras religiões espiritualistas, como candomblé e umbanda, a presença de crianças nos rituais costuma ser permitida. Muitos templos oferecem acompanhamento adulto para a iniciação. “É preciso freqüentar o centro como se fosse uma escola”, alerta Aguinaldo Cravo, adepto do candomblé e babalorixá na Casa de Caridade Cabana de Oxossi, no Rio de Janeiro. Crianças também exercem sua religiosidade nas giras de umbanda do Templo Cacique Pai Pena Branca, em São Paulo. “Algumas já têm um canal de vidência elevado, enquanto outras só vêem vultos e precisam desenvolver seu dom”, diz a ialorixá Mãe Norma de Iansã, que oferece aos domingos um curso de mediunidade aberto às novas gerações. Delas surgirá, quem sabe, um novo Chico Xavier.
Fonte - Isto É
Isa. 8:19 e 20
Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares, e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes - não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.
"Satanás tem há muito estado a preparar-se para um esforço final a fim de enganar o mundo. O fundamento de sua obra foi posto na declaração feita a Eva no Éden: "Certamente não morrereis." "No dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." Gên. 3:4 e 5. Pouco a pouco ele tem preparado o caminho para a sua obra-mestra de engano: o desenvolvimento do espiritismo. Até agora não logrou realizar completamente seus desígnios; mas estes serão atingidos no fim dos últimos tempos." (O Grande Conflito - Ellen G. White - Pág. 561)
Primeiros passos para reabrir o debate sobre a Constituição européia
em Bruxelas
O debate previsto sobre o futuro da Constituição européia começa a dar seus primeiros passos entre a discrição desejada pela Alemanha, encarregada por consenso de elaborar uma estratégia de reativação do projeto, e propostas de impacto como as que acaba de levantar o alemão Günter Verheugen, vice-presidente da Comissão Européia. Verheugen propôs que, ao contrário do previsto no fracassado Tratado Constitucional, na futura comissão estejam sempre presentes os grandes países da união.
"Precisamos de uma comissão eficaz, pequena e altamente competente", afirmou Verheugen em entrevista na última quarta-feira à televisão alemã. É um pedido que reflete o clamor diante da inoperância do sistema atual, que concede um comissário a cada país. Com a entrada da Bulgária e da Romênia no último dia 1º, a comissão passou a ter 27 comissários, com o romeno encarregado de Multilingüismo (categoria que antes era integrada em um pacote com Educação, Formação e Cultura) e a búlgara passando a se ocupar da Proteção ao Consumidor (antes ligada à Saúde).
O fracassado projeto constitucional previa que, diante do inviável regime atual, o número de comissários deveria ficar reduzido a dois terços do número de países da união: 18 comissários para os atuais 27 membros. A Constituição também indicava que, em virtude do princípio democrático, os comissariados seriam cobertos por turnos entre os países, o que sempre deixaria um terço de fora. Verheugen atacou esse acordo e agora propõe que na comissão estejam sempre presentes os grandes países e que a rotatividade seja aplicada somente aos médios e pequenos. "Um país pequeno se beneficiaria mais tendo um subcomissário em uma área importante do que um comissário numa área marginal."
A idéia de Verheugen foi criticada pela polonesa Danuta Hubner, responsável por política regional, que qualificou de inaceitável o estabelecimento de duas categorias de Estados em função do tamanho.
Diante do próximo debate sobre a Constituição, a comissão afirma que não se deve tocar no núcleo do que foi pactuado, em particular a distribuição de poder. Uma porta-voz do Executivo comunitário tentou ontem atenuar a discrepância ao indicar que a de Verheugen é uma "opinião pessoal", à frente do "crescente debate: haverá muitas outras nas próximas semanas e meses".
A proposta de Verheugen vai na linha de outras realizadas para racionalizar o sistema de tomada de decisões nas instituições comunitárias. Já em setembro Nicolas Sarkozy sugeriu, entre outras idéias, a criação de um diretório europeu. "Creio na necessidade de preparar informalmente entre vários países os grandes encontros europeus", disse o previsível candidato conservador à presidência da França.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Fonte - Mídia Global
Daniel 2:41-43
Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
"A profecia de Daniel suportou e suportará a prova do tempo. Algumas potências mundiais foram débeis, outras fortes. O nacionalismo continuou com vigor. As tentativas de converter num império único e grande as diversas nações que surgiram do quarto império terminaram no fracasso. Certas seções se uniram transitoriamente, mas a união não resultou nem pacífica nem permanente.
Teve também muitas alianças políticas entre as nações. Estadistas de ampla visão por diversos médios trataram de realizar uma federação de nações que se desempenhasse eficazmente, mas todas essas tentativas se frustraram.
A profecia não declara especificamente que não poderia ter uma união transitória de vários elementos, por meio da força das armas ou de uma dominação política. No entanto, afirma que se se tentasse ou se conseguisse formar tal união, as nações que a integrassem não se fusionariam organicamente, e continuariam seus receios mútuos e hostis. Uma federação formada sobre tal fundamento está condenada à ruína. O sucesso passageiro de algum ditador ou de alguma nação não deve assinalar-se como o fracasso da profecia de Daniel. Ao fim Satanás poderá formar uma união transitória de todas as nações (Apoc. 17: 12-18; cf. Apoc. 16: 14; CS 682), mas a confederação será efêmera, e em pouco tempo os elementos que formem essa união se voltarão um contra o outro (CS 714; PE 290)." (Comentário Bíblico Adventista)
AMBIENTALISTAS ALERTAM PARA DESASTRE DO EFEITO ESTUFA
Íntegra do texto da segunda reportagem da série "O caos no clima".
Esta semana, finalmente, alguns líderes mundiais resolveram agir. A União européia anunciou que pretende cortar em 20% suas emissões de gás carbônico até o ano de 2020.
O português José Manuel Barroso, que preside a Comissão Européia neste momento, chamou a decisão de "uma revolução pós-industrial". É a decisão mais radical e importante tomada por governos para tentar conter o avanço do aquecimento global. Com o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, os paises industrializados tinham se comprometido a cortar essas emissões em 5% até 2012.
A meta dos europeus é audaciosa. Mesmo assim foi criticada. Ambientalistas dizem que uma redução nas emissões menor do que 30% não basta. Mas a Europa diz que só muda seu objetivo dos atuais 20% para 30% se for acompanhada pelo resto do mundo. Um recado com alvo certo: os Estados Unidos, que sequer assinaram o Protocolo de Kyoto. Os 27 países europeus pretendem reduzir a emissão de CO2 em 20% usando mais energia de fontes renováveis, como a solar, a do vento e, provavelmente, até a controversa energia nuclear.
Ao ser liberado na atmosfera, o gás carbônico forma uma espécie de manta em torno da terra. Essa manta absorve a energia do Sol e impede que o calor escape de volta para o espaço. É o chamado efeito estufa. Se esse fenômeno não existisse, a temperatura global seria de –19ºC. Ou seja, o efeito estufa não é necessariamente ruim. O problema é o mesmo que faz a diferença entre remédio e veneno: a dosagem.
Para impedir que essa manta protetora fique muito grossa e a terra esquente demais - ou seja, que o remédio vire veneno - a natureza deu uma função de equilíbrio às plantas: o papel delas é quebrar as moléculas de gás carbônico, liberando oxigênio e guardando o carbono. Mas esse equilíbrio milenar foi destruído. Acabou porque os homens descobriram onde estava guardado todo esse carbono.
Durante bilhões de anos, as grandes florestas retiraram tanto gás carbônico da atmosfera que amenizaram o efeito estufa e mantiveram o planeta fresquinho. Quando as árvores morrem, vão para debaixo da terra e levam com elas aquele carbono que absorveram. As árvores mortas se acumulam em milhares de camadas, abaixo da superfície terrestre.
Em uma mina de carvão, na China, pode-se descer até 500 metros. As camadas representam dezenas de milhões de anos. No fundo, o que foi madeira e folhas hoje é carvão e argila.
O professor Bob Spicer explica que essas folhas viram a luz do dia 50 milhões de anos atrás, quando estavam nas árvores. Nessa época, tinham um efeito refrescante sobre o clima, porque retiravam gás carbônico do ar.
Hoje, todo esse carbono está sendo levado de volta à superfície com o carvão que é queimado nas usinas para fornecer eletricidade e calor a milhões de pessoas. Agora, sob a forma de carvão, as plantas de antigamente liberam o carbono que armazenaram e acabam tendo um efeito oposto ao que tinham em vida: aquecem a atmosfera.
Assim como o carvão, gasolina e óleo diesel também são combustíveis fósseis. Quando esses combustíveis são queimados, o carbono se recombina com o oxigênio e volta à atmosfera como CO2, gás carbônico. O CO2 sobe e vai engrossar a "manta" do efeito estufa. E o que preocupa mais é justamente o quanto e em que velocidade essa camada de gás carbônico está aumentando. Por isso, a tentativa agora de reduzir sua emissão.
Mas como provar que o gás carbônico é realmente o responsável pelo aquecimento global? Como saber se os níveis atuais de gás carbônico estão muito mais altos do que eram alguns milhares de anos atrás? A resposta está no gelo.
Blocos de gelo são repletos de pequenas bolhas, que contêm ar da época em que o gelo foi formado. Todo ano, a neve cai, e vai se acumulando e se compactando; formando camadas. Como alguns pedaços de gelo analisados pelos cientistas foram extraídos de até três quilômetros de profundidade, são amostras com a idade de milhares de anos.
Com essas fatias de gelo, é possível recontar o que aconteceu no passado da terra. E as conclusões são importantíssimas: já se sabe, por exemplo, que a concentração de CO2 na atmosfera hoje é maior do que em qualquer outro momento dos últimos 600 mil anos. E quanto mais recente, pior. Antes da era industrial, a concentração de dióxido de carbono era de cerca de 280 partes por milhão. Hoje, é de 380.
A conclusão é óbvia: foi a atividade humana que levou a essa concentração inédita de gás carbônico na atmosfera. Resultado? Hoje, as conseqüências do aquecimento global podem ser observadas até em lugares que sempre absorveram quantidades gigantescas de CO2, como a Amazônia, a nossa Amazônia, tida por muito tempo como o pulmão do mundo.
A impressionante diversidade de animais e plantas da Floresta Amazônica não existe em lugar algum do mundo. E essa abundância tem duas razões para só acontecer aqui: calor e umidade. O calor vem do sol fortíssimo nessa área do globo próxima à Linha do Equador. A umidade vem das chuvas, das tempestades cotidianas, comuns na região amazônica.
Por isso, um pesquisador afirma que a principal ameaça à Amazônia não é o desmatamento, mas a seca. Ele diz que quando tem seca, mesmo com aumento leve da temperatura, até 30% das árvores da floresta podem ser afetadas. Em 2005, a Amazônia sofreu sua pior seca em 60 anos. A seca foi relacionada a um aumento anormal da temperatura das águas do Oceano Atlântico que alteraram o padrão de chuvas sobre a floresta. O cientista Dan Nepstad explica que essa seca foi muito preocupante porque o tipo de aquecimento do oceano que a provocou é exatamente o que se prevê que aconteça num cenário de aquecimento global.
Interessante reportagem, exceto pelo cálculo dos anos de existência do planeta (algo discutível), mas que serve de alerta sobre a situação ambiental mundial. O estudo científico deixa claro que caminhamos para um desastre global provocando pelo superaquecimento do planeta. A Bíblia, no entanto, diz que, antes disso acontecer, a redenção espiritual haverá de ocorrer por meio da volta de Jesus Cristo. O sábio conselho de Cristo, diante desses fatos, está no evangelho de Mateus 24:33-35: "igualmente vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão".
Fonte - Blog Realidade em Foco
Dada a recorrência do tema, siga os links, aqui.