segunda-feira, 16 de abril de 2007
Liberdade religiosa sob ameaça na ONU
Por trás desta resolução está a proteção aos indivíduos que se sentirem religiosamente ofendidos – não importando a intenção nem as conseqüências das opiniões expressas – ao indicar que o Estado deve proteger a religião da difamação, calúnia e blasfêmia.
No âmago desta resolução está o esforço empreendido pela Organização da Conferência Islâmica (OIC), no sentido de impor leis universais anti-blasfêmia – ofensa que é punida com morte em muitos países – ao asfixiar a abertura da discussão sobre o credo religioso.
Esse é um problema que vem se desenvolvendo especialmente nos países que estão se utilizando das leis anti-blasfêmia para punir religiões minoritárias, quando estas questionam os credos das religiões oficiais ou professadas pela maioria do povo. Algumas religiões não estão mais restritas a países islâmicos, agora elas estão sendo chamadas de sociedades democráticas. E os indivíduos que vêm do Oriente Médio para fugir da perseguição foram novamente expostos ao perigo.
Atento à resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU está o pastor Daniel Scott, a primeira pessoa a ser julgada com base nas leis anti-blasfêmia do Paquistão. Espantosamente, há 20 anos ele deixou a Austrália depois de ser acusado de intolerância religiosa por uma mensagem proferida sobre as diferenças entre o cristianismo e o islamismo. Ao equacionar a expressão das diferenças religiosas com intolerância religiosa, os mentores dessa resolução revelam sua própria intolerância sob diferentes pontos de vista.
Certamente não foi coincidência que os principais proponentes desta resolução sejam justamente os países que têm um histórico de intolerância religiosa. Por exemplo, o Paquistão, que foi um dos autores da proposta ao lado da OIC, é um dos países do mundo com as leis anti-blasfêmia mais severas e que insistentemente as executa sobre minorias religiosas, como no caso do pastor Scott.
Além disso, semanas antes da comissão colocar em pauta a resolução proposta pela OIC de combate à difamação religiosa, eclodiram convenientemente ações violentas por conta das caricaturas do profeta Maomé – cinco meses depois que as charges foram publicadas pela primeira vez na imprensa dinamarquesa.
Legitimação da intolerância
Cuidadosamente mascarado como um movimento para evitar a intolerância religiosa, essa resolução aprovada pela ONU na verdade legitima a intolerância em qualquer país contra os credos em minoria. No Sri Lanka, os budistas se opõem aos cristãos; na Índia, os hindus se opõem aos muçulmanos e cristãos; em Bangladesh os muçulmanos se opõem aos hindus e ahmadis, e no Egito os muçulmanos se opõem aos bahais e cristãos.
Na intervenção antes da reunião do Conselho, Heather Cayless, durante a comemoração da campanha, declarou: “Em uma sociedade diversa qualquer crença pessoal sobre algum ponto de vista pode ser considerada ofensiva. A formulação vaga dessa resolução permite a todos os sectários, de crenças majoritárias ou minoritárias, a trocarem acusações sobre intolerância religiosa”.
Um exemplo recente foi o julgamento da corte egípcia no mês passado. Um muçulmano estudante de direito foi condenado a três anos de prisão por ter insultado o Islã. Nesse caso, o governo justificou a decisão da corte baseado na liberdade de expressão que pode ser limitada pela proteção contra a difamação religiosa. A lei no Egito só protege as três religiões consideradas divinas e em dezembro de 2006 a mais alta corte do país decidiu que os bahai não são muçulmanos e que, portanto, não estão protegidos pela lei contra a difamação.
O histórico da resolução do combate à difamação religiosa aprovada pela ONU está criando um novo direito universal, o direito de não ser ofendido. Do mesmo modo que os direitos protegem os fiéis também estão contra eles. Além disso, o critério objetivo para avaliar a difamação está agora sendo substituído por considerações de sentimentos e emoções dos ouvintes, independentemente do intento ou efeito.
No fim das contas, essas ameaças à liberdade de expressão e culto incluem o direito de expressar pontos de vista críticos e a hostilidade de uns contra os outros. A perseguição da verdade religiosa precisa de interpretação crítica dos textos e doutrina. As leis anti-blasfêmia e difamação sufocam essa liberdade.
Não é a primeira vez na história que os países tentam defender seus credos religiosos uns contra os outros, mas as lições da inquisição e o julgamento das bruxas de Salem deveriam apontar o risco de manejar as leis. Como declarou expressamente o relatório especial sobre liberdade religiosa do Conselho da ONU publicado anteriormente, “é necessário bom senso para atribuir responsabilidades, porque medidas extremas só contribuem para o aumento do extremismo”.
Esta resolução aprovada pela ONU põe em xeque uma ameaça sobre os direitos fundamentais dos indivíduos – sejam ou não muçulmanos – que é o de manifestar e garantir a sobrevivência de outros credos religiosos sob o medo da perseguição. É imperativo que a comunidade internacional se levante para se opor à confirmação das leis anti-blasfêmia pela ONU e expor seus efeitos práticos: justificações legais com o objetivo de minar a liberdade religiosa e a liberdade de expressão, além da institucionalização da intolerância contra as religiões minoritárias.
A verdade sobre a intolerância religiosa só pode ser protegida nas sociedades que respeitam os direitos fundamentais de liberdade de expressão e culto, sem limitar o diálogo entre opiniões religiosas divergentes e os indivíduos que buscam a verdade.
Fonte - Missão Portas Abertas
Nota DDP:
Fico imaginando o que uma resolução como esta pode fazer a um segmento religioso, minoritário, que tem uma visão extremamente particular acerca da interpretação dos Capítulos 13 e 14 de Apocalipse. Enfim, nós já sabemos onde isso vai dar, Maranata!
Comentários do Pr. Santeli no Blog do Michelson Borges:
"De agora em diante, temas religiosos estarão nos jornais diariamente, principalmente temas polêmicos, alguns com procedência, outros aparentemente absurdos, apenas para manter o tema "religião" na ordem do dia (e não causar espanto na opinião pública quando a Lei Dominical entrar em debate), e provocar reações as mais diversas de uma religião contra a outra.
Veja por exemplo: http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/fdg/200704161545277484/200704161545277484.html
Uma das maneiras dar visibilidade a assuntos religiosos polêmicos, é transportá-los para "referendos", "plebicitos", "consultas populares".
Quem viver verá!
A grande crise final neste mundo será em torno da liberdade religiosa e da guarda do sábado, único sinal verdadeiro entre Deus e o seu povo (Ezequiel 20:20; Êxodo 31:17). E o mundo já está sendo condicionado para isso.
"O último grande conflito será breve, mas terrível". Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 419.
"Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra". Salmo 121: 1 e 2. (Os criacionistas têm Alguém em quem confiar!)
Gelo no Ártico pode desaparecer antes de 2060
Segundo sua opinião, os relatórios do Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês) da ONU são "muito conservadores". De acordo com as pesquisas realizadas pela equipe de Chapin na Universidade do Alasca, a neve derrete cada vez mais cedo no Ártico, o que acelera a mudança climática na região, que registrou nos últimos anos as temperaturas mais elevadas em 400 anos.
Seus dados revelam que a neve no Ártico derreteu dois dias e meio mais cedo por década em média nos últimos 45 anos. No Alasca, nesse mesmo período (de 1961 até agora) ocorreu um aquecimento do solo nos meses de verão de 2°C, que originou também um aquecimento do ar, cuja temperatura se elevou em 2,7°C, alcançando as médias mais altas nos últimos 75 anos.
Segundo Chapin, a maior duração da temporada sem neve permitiu a extensão rumo ao norte do Alasca da floresta boreal (árvores e arbustos), que, progressivamente, está preenchendo regiões anteriormente ocupadas pela tundra. Segundo suas estimativas, se for mantido o atual ritmo de expansão das florestas, o aquecimento da atmosfera no Ártico poderia se multiplicar entre 2 e 7 vezes nas próximas décadas.
Chapin disse que a antecipação do derretimento da neve do Ártico terá grandes impactos nas comunidades humanas e nas espécies animais e vegetais que habitam o Pólo Norte.
(Terra)
Fonte - Blog Michelson Borges
Banho de sol pode ser o melhor método de evitar resfriados
Tradicionalmente os médicos aconselham o uso da vitamina C no primeiro sintoma de um resfriado, mas, segundo o estudo, a vitamina equivocada pode estar sendo utilizada.
A vitamina D foi descrita como "a vitamina milagre" pelos cientistas, depois que as pesquisas dos últimos anos descobriram que uma dose diária pode reduzir em 50% o risco de câncer de mama e de cólon.
Os cientistas demonstraram que a vitamina D possui um papel vital para problemas de coração, diabetes e problemas ósseos, entre outras doenças, segundo o jornal. EFE
(Yahoo Notícias)
Nota: Ellen White incluiu a exposição ao Sol em horários apropriados como um dos oito "remédios naturais". E escreveu isso há mais de cem anos.
Fonte - Blog Michelson Borges
Rússia ameaça nova guerra fria
Embora o Kremlin não tenha se pronunciado oficialmente sobre seus planos, especialistas acham que a resposta deve incluir aprimoramento do arsenal nuclear, um maior número de mísseis móveis e envio da frota de submarinos nucleares ao Pólo Norte, onde é quase impossível detectá-los.
O anúncio de que os EUA pretendiam instalar baterias antiaéreas na Polônia e uma base de radar na República Checa como parte desse escudo antimísseis veio em janeiro. Os americanos então alegaram que ele serviria para proteger a região de eventuais ataques do Irã e da Coréia do Norte.
Na ocasião o chanceler Serguei Lavrov declarou que as instalações seriam capazes de interceptar mísseis lançados a partir da Rússia, e destacou que, se a preocupação fosse com o Irã ou a Coréia do Norte, as bases deveriam ser então instaladas em outros locais.
(Opinião e Notícia)
Fonte - Blog Michelson Borges
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Ban Ki Moon convidaria o Papa a dar discurso ante a ONU
Os Pontífices João Paulo II e Paulo VI se dirigiram às Nações Unidas com históricas mensagens. Segundo a imprensa italiana, o Santo Padre poderia continuar este moderna tradição em que seria, além disso, sua primeira visita aos Estados Unidos.
Il Messagero destacou que o Pontífice e Ban Ki Moon possivelmente conversarão sobre os desastres naturais, a fome, as guerras e o terrorismo.
"Fontes diplomáticas asseguram que na audiência papal, o Secretário da ONU certamente convidará Bento XVI a falar em sua sede de Nova Iorque", sustenta o jornal e adiciona que desta hipótese se falou muito nos últimos meses mas não há nada programado.
Fonte - ACI
Apocalipse 13:3-4
Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; se adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Ondas de calor, enchentes e extinções aguardam a Europa
Associated Press
GENEBRA - Multidões de golfinhos do Mediterrâneo poderão morrer com a elevação da temperatura do mar. No norte, focas terão dificuldade em encontrar geleiras para se reproduzir. Verões abafados colocarão a vida dos rebanhos britânicos em risco, e reduzirão o rendimento das lavouras ao longo da costa do Atlântico. Milhões de pessoas em regiões costeiras poderão ver suas casas engolidas pelo oceano. Ondas de calor brutais serão lugar-comum.
Esta é a perspectiva para a Europa delineada no segundo relatório internacional de cientistas sobre o aquecimento global. Membros do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC) divulgaram um resumo de suas conclusões na sexta-feira, 6, e publicaram o capítulo específico sobre a Europa nesta quarta-feira, 11.
"Pelo menos um verão de cada dois será tão quente quanto o de 2003... até o fim do século", disse Martin Beniston, da Universidade de Genebra, que participou da elaboração do relatório. Ele se referia à onda de calor que causou dezenas de milhares de mortes e prejuízos da ordem de US$ 15 milhões (R$ 30 milhões) à agricultura européia.
Regiões com tendência a sofrer ondas de calor são as partes ocidentais da França, Alemanha e Suíça, bem como áreas da Inglaterra e do sul da Europa, disse Beniston a jornalistas.
As mortes causadas diretamente pelo calor provavelmente aumentarão, mas a mudança climática oferecerá diversos outros riscos à saúde: mais microbactérias alterando a qualidade da água, mais poluição no ar, mais alergias e risco maior de câncer de pele.
Segundo o relatório, mais de metade das espécies vegetais do continente estarão em perigo ou à beira da extinção até 2080, por conta das temperaturas em elevação.
Até 2100, a necessidade de aquecimento artificial na Finlândia cairá de 20% a 30%, e cerca de 40% na Suíça. Mas cientistas estimam que, na Espanha e na Itália, o consumo de eletricidade com refrigeração aumentará 50%.
El 60% del Parlamento Europeo, compuesto por Masones
He encontrado más datos y afirmaciones interesantes en esta entrevista, (ver artículo original) como los siguientes:
"... los masones están presentes en casi todos los organismos internacionales decisorios y en las multinacionales de poder económico y político."
"... en el mundo anglosajón y en los países nórdicos, en Turquía, etc., no es que aspiren a tener el poder, es que son el poder."
"El gobierno de Tony Blair ha impulsado un movimiento que reclama la obligación de los masones a declarar su pertenencia a la masonería, sobre todo si son funcionarios del Estado, especialmente en la judicatura y en la policía. Es encomiable la respuesta de más de 1.400 jueces ingleses que han declarado voluntariamente su afiliación a la masonería. Evidentemente son muchos más."
"A pesar de la incompatibilidad objetiva entre la masonería y el catolicismo los católicos pueden dialogar con los masones en varios planos, no en el que la Santa Sede, consciente de los riesgos, se ha reservado como competencia exclusiva suya: «No le compete a las autoridades eclesiásticas locales pronunciarse sobre la naturaleza de la asociaciones masónicas con un juicio que implique la derogación de cuanto ha sido establecido arriba» (Declaración sobre las asociaciones masónicas, 26.XI. 1983; AAS 76, 1984, página 100).
[…] Pero, hasta en este terreno, el diálogo con la masonería encuentra serias dificultades, pues el laicismo masónico, abierta o solapadamente, pretende arrinconar lo específicamente religioso, lo que no sea común a todas las religiones y éticas, encerrándolo como en «arresto domiciliario» en el foro de la conciencia individual y dentro de los templos."
"¿Es la masonería un substituto de la religión? La masonería, en sintonía con uno de sus productos: New Age o Nueva Era, prefiere usar «espiritualidad», término de resonancias más subjetivistas, en vez de «religión».
Los masones, sobre todo si se dicen cristianos, niegan que la masonería sea religión. Si lo afirmaran, reconocerían su pertenencia a dos religiones: la católica y la masónica.
Pero, de hecho, al menos para muchos, especialmente para los masones agnósticos, deístas, es un substituto de la religión. Más aún, la masonería es llamada «religión» e incluso «la religión» en escritos masónicos y de los masones."
"El método masónico, [forma para alcanzar sus objetivos] íntimamente unido al laicismo, refleja el relativismo historicista y conduce al relativismo socio-cultural promoviéndolo... Precisamente el método masónico es uno de los motivos por el cual la masonería es incompatible con la doctrina cristiana."
"Alain Gérard, uno de los dirigentes del Gran Oriente de Francia, reconoce que «la masonería es solamente un método». Según él, un masón puede tener «opiniones», o sea, creencias propias de una religión determinada, pero el método masónico le obliga a «poner en cuestión» sus opiniones y a aceptar la posibilidad de que sean declaradas falsas si son superadas en una síntesis de razones más sólidas y con el apoyo de la mayoría."
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Me llama poderosamente la atención el descubrir que la famosa "Nueva Era" o "New Age" conocida como corriente espiritual, es un producto de la Masonería (aquí hay materia para investigar y meditar). Por cierto, otro asunto que me llama la atención es que se acuse a la masonería de "relativista" desde una institución que aunque sí que es dogmática, no ha escatimado relativismos para "evangelizar" a lo largo de la historia. Por ejemplo, que la adoración de imágenes es una práctica relativamente tardía, aunque va abiertamente contra el segundo mandamiento (ver tema de adoración de imágenes en la Biblia), así como el bautismo de niños, o asperjar para bautizar (cuando fue por inmersión hasta avanzado el s. XI, ver más datos sobre el bautismo).
Otros datos de interés. En Buscabiografías hay una sección dedicada a Masones Ilustres. Entre los que vemos:
14 presidentes de USA (entre ellos George Washington), además de Winston Churchil, Ghandi, Giussepe Garibaldi, Neil Armstrong, Walt Disney, Salvador Allende, José Cortés De Madariaga, Rubén Darío, Dickens, Conan Doyle, Alexandre Dumas, Goethe, Víctor Hugo, Mark Twain, Oscar Wilde, Antonio Machado, Ortega y Gasset, Voltaire, J. Jacques Rousseau, Vicente Blasco Ibañez, Espronceda, Nietzche, Fleming, Freud, Joseph I. Guillotin (adivina qué inventó), D. Santiago Ramón y Cajal, Mario Moreno "Cantinflas", Louis Armstrong, Beethoven, Haydn, Franz Listz, Mendelssohn, Mozart, Paganini, Sibelius, Nat "King" Cole, Clark Gable, Peter Sellers, Benjamín Franklin, Roosevelt, etc.
Quiero romper una lanza en favor de los Testigos de Jehová. Se suele acusar a Russell de tener orígenes masónicos, recurriendo a que la famosa pirámide conmemorativa está cerca de un centro masónico, así como a la cruz coronada, y el famoso discurso de Russell en 1913. Si se visita este enlace se podrán ver ilustraciones aclaratorias. En fin, que no estemos de acuerdo en puntos doctrinales, no justifica acusaciones infundadas o manipuladas.
Fonte - Blog Cuenta Atrás
terça-feira, 10 de abril de 2007
A era dos refugiados do clima?
A imagem pintada pelo Conselho Intergovernamental de Mudança Climática é de nações destruídas e milhões de imigrantes desesperados fugindo do desastre climático. Entretanto, especialistas discordam se a visão tenebrosa se tornará realidade.
Certa vez, o clima que se aquecia levou os romanos para o Norte da Europa - inclusive o Norte da Alemanha e até mesmo o Reino Unido. Centenas de anos depois, o clima esfriou e levou tribos germânicas da Escandinávia para o Sul. Os vikings se estabeleceram na Groenlândia depois que esta se aqueceu, somente para deixá-la quando congelou novamente.
Em suma, o clima há muito tempo provoca a migração em massa. E o Conselho Intergovernamental de Mudança Climática da ONU (Cimc) adverte que pode haver mais a caminho. A segunda metade de seu extenso relatório sobre o aquecimento global, divulgado na sexta-feira (06/4), adverte que desastres relacionados ao clima podem provocar um êxodo mundial de proporções bíblicas. De fato, de acordo com a Cruz Vermelha Internacional, 25 milhões de pessoas já começaram a sair de lugares destruídos por problemas ambientais - mais do que o atual número de refugiados de guerras em torno do globo.
Nações industriais ricas, depois de décadas jogando mais gases de efeito estufa na atmosfera que os países pobres, podem ajustar-se às mudanças se investirem o suficiente. No entanto, as partes mais pobres da América Central, Ásia e África sofrerão duramente com enchentes e secas. Esta sabedoria convencional na controvérsia do clima abriu um debate de direitos humanos: agora não são só a globalização, os mercados fechados ou as conseqüências do colonialismo roubam as oportunidades dos pobres - também os gases de efeito estufa. Será que as próximas décadas verão milhares de "refugiados do clima" fluindo para o Norte, das planícies alagadas e desertos da África ou da América Latina?
Cenários de filme de terror"
A questão ainda está em aberto para os cientistas. Os especialistas não conseguem concordar se haverá refugiados do clima. O ecologista Norman Myers, de Oxford, acredita que sim e diz que o número pode chegar até a 200 milhões em 50 anos. "Essas pessoas não vêem alternativa a pedir asilo em outra parte, por mais que a tentativa (de chegar lá) seja perigosa", diz ele.
Seu colega Stephen Castles, do Instituto de Migração Internacional de Oxford, contradiz esses cenários de filme de horror. "Myers e outros simplesmente entendem as previsões do clima pelo valor de face e vêem quantas pessoas moram nas áreas que serão alagadas", diz o autor de "The Age of Migration" (a era da migração), agora livro texto padrão. Este método, diz Castles, provoca um exagero das estimativas de refugiados.
Ele diz que é mais correto estudar quantas pessoas de fato respondem em áreas de desastre ambiental, guerra ou pobreza ampla. "O que vemos é outra coisa - a imigração geralmente não é a principal estratégia". Quando as condições de vida ficam insuportáveis, as pessoas tendem a se mudar dentro de seus países - raramente cruzam fronteiras nacionais.
Especialistas em imigração em países como Bangladesh, em geral, concordam. Junto com ilhas baixas como as Maldivas, Bangladesh é um indicador inicial das profecias de mudança de clima. Seus mares, no entanto, não subirão todos ao mesmo tempo. Partes do país podem ser protegidas por diques; outras partes talvez tenham que ser abandonadas, mas as pessoas podem ser reassentadas. "Apenas poucos de fato fugirão para a Índia", diz Castles.
A questão crucial é como os governos reagem aos desastres. Depois do terremoto de 1995 em Kobe, no Japão, a maior parte dos 300.000 moradores desabrigados voltou meses depois. Quando o vulcão Pinatubo entrou em erupção nas Filipinas, porém, levou anos para a volta em larga escala. A capacidade de resposta de uma nação não é apenas uma questão de dinheiro, como provou a reação deficiente do governo americano ao furacão Katrina em 2005. "Tinha mais a ver com o poder de decisão e de organização e com o combate à corrupção e à má administração" dentro do governo, diz Castles. Previsões exageradamente dramáticas de migração em massa, diz ele, servem principalmente para agravar a xenofobia: "Neste momento, uma onda de refugiados já está batendo nas praias da UE", salienta.
Reforma agrária contra o apocalipse?
Thomas Faist, sociólogo da Universidade de Bielefeld, também resiste ao discurso radical que seus colegas começaram a usar. "Não quero negar o problema", diz o professor. "Mas não podemos perder de vista o fato de que há outras razões muito mais decisivas para as pessoas deixarem suas casas".
Enchentes e desertificação estão acontecendo hoje; ao mesmo tempo, as pessoas estão passando fome e tentando fugir. Mas Faist argumenta que as principais razões para partir são o conflito étnico ou econômico, assim como má administração política. Ele diz que a mudança de clima é apenas um fator agravante. Quem quiser deter uma corrente de imigrantes tem que abordar sua causa subjacente, e ele duvida que o clima possa ser citado como causa para todos os conflitos que afligem todas as partes pobres do mundo.
Faist portanto acredita que os fundos de emergência para países mais afetados por mudança climática serão inúteis. "O que eles precisam de nós é de ajuda tecnológica, sementes resistentes à seca, e apoio político para ajudar os governos a regirem", diz ele. "A mudança climática não deve ser explorada como uma causa, de forma a aliviar as nações em desenvolvimento de suas próprias responsabilidades."
A diferença entre a boa e má administração política pode ser vista na Turquia. Na parte ocidental, onde a reforma agrária vem acontecendo há décadas, o setor agrícola floresceu; as pessoas se sustentam e exportam seus produtos. Na Turquia Oriental, onde a maior parte das terras aráveis ainda pertence à meia dúzia de latifundiários, a produtividade é baixa, a pobreza é alta, e muitas pessoas estão partindo para as cidades.
"A Turquia Ocidental", diz Faist, "está em melhor forma para lidar com a mudança climática".
Tradução: Deborah Weinberg
O mundo em 2037
Walter Oppenheimer
Em Londres
Dentro de 30 anos o mundo poderá ver o renascimento do marxismo, a transformação do Irã em uma democracia cheia de vitalidade, o surgimento da China como potência econômica e militar, o aumento das tensões entre a China e o mundo muçulmano, um nível de terrorismo parecido com o atual, mas com atentados cada vez mais espetaculares, o aumento das migrações mundiais, a implantação de chips nos cérebros humanos ou a existência de armas terríveis a partir do desenvolvimento da bomba de nêutrons e o uso de máquinas não pilotadas pelo homem.
Esses são alguns cenários possíveis, embora não uma previsão, elaborados pelo Centro de Desenvolvimento, Conceitos e Doutrina do Ministério da Defesa (DCDC na sigla em inglês) do Reino Unido. É o terceiro relatório de perspectivas para 30 anos vistas pelo órgão desde 2001. Embora seja um informe oficial, não representa a posição do governo britânico, mas um documento de análise para preparar a tomada de decisões, sobretudo em termos de defesa.
O relatório estima que continuarão as mudanças provocadas pela globalização econômica. Os EUA seguirão sendo o poderio econômico e militar predominante e guardião do sistema de regras internacionais, mas haverá uma "transição possivelmente desequilibrada de um mundo unipolar para um mundo progressivamente multipolar".
A China e em menor medida a Índia constituirão parte desse sistema de pólos múltiplos. A economia chinesa vai superar a japonesa até 2020 e pesará mais que a dos EUA até 2040. "A futura direção política da China será crucial não só para sua própria expansão econômica, prosperidade e estabilidade, como para a do mundo inteiro", adverte o texto. No entanto, a China enfrenta desafios ambientais, sociais, políticos, financeiros e demográficos que "podem acabar provocando colapso econômico, instabilidade política, desordem social e tumulto, com repercussões regionais e globais".
Serão tempos de "extremismo político", talvez inclusive com o retorno do marxismo, devido à crescente vulnerabilidade das classes médias no mundo globalizado e à crescente diferença entre os muito ricos e os muito pobres.
Os avanços tecnológicos que fomentam o desenvolvimento das telecomunicações, com a explosão da Internet e a informação em tempo real, "provavelmente vão reduzir a integridade das funções editoriais, com pressões para publicar histórias, narrativas e opiniões em prejuízo dos fatos".
Em 2035 poderão ser implantados chips conectados diretamente ao cérebro, desenvolvendo-se a telepatia sintética, o que terá "óbvias repercussões militares e de segurança", além de implicações éticas e legais.
As novas tecnologias vão revolucionar e baratear o mercado de armas. O desenvolvimento de armas de nêutrons, que podem matar seres humanos sem destruir as infra-estruturas, poderá facilitar as limpezas étnicas. Vão continuar as tensões entre o mundo islâmico e o Ocidente e poderão aumentar as tensões entre o Islã e a China. O Irã, por outro lado, poderá se transformar gradualmente em "uma democracia cheia de vitalidade" na medida em que sua população jovem quiser se incorporar à globalidade e à diversidade.
Todas essas probabilidades poderão ir pelos ares se ocorrerem grandes fenômenos imprevistos, como o vulcão que destruiu a civilização minoana em 1450 a.C., a peste que assolou a Europa no século 14 ou os atentados de 11 de setembro de 2001. Esse terceiro relatório de tendências estratégicas cobre o período 2007-2036 e leva em conta as tendências em cinco aspectos: recursos, mudança social, evolução política, avanço científico e tecnológico e implicações militares. O relatório parte da premissa de que a evolução mundial será condicionada por três elementos: mudança climática, globalização e desigualdades globais. Não expressa vaticínios, mas probabilidades.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Aquecimento será devastador para Terra, indica relatório
Uma conferência internacional sobre o aquecimento global aprovou hoje um relatório final advertindo que haverá devastadoras conseqüências para a Terra e para a humanidade - do aumento da fome à extinção de espécies - caso o mundo não aja imediatamente para conter a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Entre os desastres mais notáveis está o fim da floresta Amazônica e, em seu lugar, o surgimento de uma savana. Isso ocorreria devido a uma alteração nos regimes de chuva, que passariam a cair em menor volume e, com isso, devastariam entre 30% a 60% da floresta até o ano de 2080. O documento final do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) é o mais claro e abrangente testemunho científico até hoje sobre o impacto do aquecimento global, causado principalmente pela emissão pela ação do homem de gases como o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nítrico (N2O).
Os 400 cientistas e representantes governamentais examinaram por uma semana 29 mil dados coletados por cinco anos em todo o planeta e concluíram que cerca de 30% das espécies vegetais e animais correm o risco de desaparecer se a temperatura mundial tiver uma alta superior a 2ºC em relação à média das décadas de 1980 e 1990.
Áreas que hoje sofrem escassez de chuva se tornarão ainda mais secas, aumentando o risco de fome e da disseminação de doenças. O mundo enfrentará ameaças crescentes de enchentes, tempestades e erosão das regiões costeiras. "Esse é um vislumbre de um futuro apocalíptico", estimou o grupo ambientalista Greenpeace sobre o estudo. O relatório de 21 páginas pretende ser um guia para políticas de governo. Ele é um sumário das 1.500 páginas de evidências científicas da mudança climática e do impacto que ela terá sobre as pessoas e os ecossistemas mais vulneráveis da Terra.
Mais de 120 nações participaram do painel. Cada palavra foi aprovada por consenso, e qualquer modificação tinha de ter a concordância dos cientistas que elaboraram a seção do relatório. Devido à pressão de alguns países, notadamente dos Estados Unidos, China e Arábia Saudita, algumas partes do relatório foram amenizadas, como a que destacava os devastadores efeitos no meio ambiente para cada elevação de 1º C.
Um sumário será apresentado na cúpula do Grupo dos Oito países mais industrializados em junho, quando a União Européia pretende renovar apelos ao presidente George W. Bush, dos EUA, o maior emissor de gases causadores do efeito estufa, para participar dos esforços mundiais para conter o aquecimento global. Segundo o relatório, as populações pobres, incluindo as das sociedades mais prósperas, serão as mais vulneráveis às mudanças climáticas e mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água em um futuro próximo.
A principal causa será o derretimento precoce da camada de gelo de grandes cadeias de montanhas, como o Himalaia e os Andes, causado pelo aumento da temperatura na Terra. O rendimento dos cultivos agrícolas e da pecuária também será afetado, principalmente na América do Sul, África e Ásia. Isso aumentaria a fome e a ocorrência de doenças nas regiões mais pobres do mundo. Por outro lado, um aumento limitado a 1º C na temperatura global beneficiaria a agricultura da Nova Zelândia, Rússia e América do Norte.
O documento está sendo lançado em quatro partes ao longo deste ano. Na primeira parte, divulgada em fevereiro em Paris, os cientistas projetaram um aumento de até 4º C na temperatura da Terra até o fim deste século e culparam o homem pelo aquecimento global. Em maio, na Tailândia, o IPCC divulgará a terceira parte, que abordará as formas de impedir o aumento da concentração de gases nocivos ao ambiente.
Nota DDP:
Aguardemos as soluções que serão propostas...
Sobel pedirá perdão a Deus e ao Papa
Sobel foi preso nos Estados Unidos depois de roubar gravatas em lojas caras. Ele diz que "ao pedir perdão ao Papa, simultaneamente vou pedir perdão ao Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus dos profetas, o Deus do povo de Israel".
O rabino está afastado da presidência da Congregação Israelita Paulista desde a divulgação do furto na Flórida. Ele alega que fez isso sob efeito de uma mistura de medicamentos que provocaram um "lapso em sua cabeça".
(Fonte: O Globo)
Nota: Não deixa de surpreender o fato de um rabino com a projeção nacional como a dele se propor a pedir perdão ao bispo de Roma. Não bastaria pedir perdão a Deus e à comunidade que ele representa? Essa atitude de Sobel apenas engrandece ao Papa. Cada vez mais a "ferida mortal" da besta de Apocalipse 13 vai sendo curada e a Terra vai se maravilhando com isso...
Leia também "Papa interveio na libertação de marinheiros britânicos".
Fonte - Blog Michelson Borges
ONU prevê secas e falta de água para mais de 1 bilhão de pessoas
Mudanças já estão sendo notadas nos pólos da Terra, conforme destaca a edição atual de Veja
Depois de uma semana de reuniões em Bruxelas, os mais de 400 cientistas que participaram da segunda parte de um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) concluíram que mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água a partir de 2020 e que as populações mais pobres do mundo serão as mais afetadas pelo aquecimento global. A principal causa será o derretimento precoce da camada de gelo de grandes cadeias de montanhas, como o Himalaia e os Andes, causado pelo aumento da temperatura na Terra.
Elas funcionam como reservatórios, acumulando água em forma de gelo durante o inverno para liberá-la gradualmente com o derretimento no verão - um processo natural fadado a terminar, pois, segundo os cientistas, o derretimento já começou.
O relatório aponta que as montanhas Chacaltaya, na Bolívia, perderam quase toda a capa de gelo em 2004. Até o fim do século, 75% do gelo dos Alpes também pode ter desaparecido.
Com a aceleração também do derretimento do gelo polar, as regiões costeiras e baixas serão inundadas, obrigando comunidades inteiras a se deslocarem.
O relatório também prevê que, se a temperatura global subir mais de 1,5º em relação aos índices de 1990, os ecossistemas regionais mudarão ao ponto de levar à extinção de cerca de um terço das espécies de animais e plantas do planeta.
O rendimento dos cultivos agrícolas e da pecuária também serão afetados, principalmente na África e Ásia.
“Atualmente há cerca de 900 milhões de pessoas passando fome no mundo e esse número deve aumentar por causa da mudança climática”, disse Martin Perry, co-presidente do grupo de trabalho responsável pela segunda parte do relatório.
A malnutrição, por sua vez, contribuiria com o aumento da incidência de doenças nas regiões mais pobres do mundo.
“Reduzir a vulnerabilidade da população em relação a saúde e desnutrição é o mais importante que deve ser feito pelos países em desenvolvimento”, completou.
Segundo os cientistas, o cenário mundial já começou a sofrer modificações por culpa do aquecimento global e as sociedades deverão enfrentar grandes dificuldades para se adaptar a seus impactos.
Medidas para a adaptação das sociedades poderão “reduzir ou atrasar as implicações da mudança climática pelos próximos 10 ou 15 anos”, mas “não serão suficiente para fazer frente a todos os impactos esperados do aquecimento global a longo termo”, alerta o documento. ...
O documento é resultado de uma semana de debates entre 400 especialistas sobre 28 mil dados científicos copilados sobre todo o planeta. ...
(BBC Brasil)
Nota: Pegue uma Bíblia e leia Mateus capítulo 24, por exemplo. Não parece um noticiário dos dias atuais?
Leia aqui notícia relacionada.
Fonte- Blog Michelson Borges
ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 3
A esta altura é bom fazer dois esclarecimentos:
1. Defender este assunto não significa colocar-se contra a preservação do meio ambiente! Longe disso. Assim como já demonstramos neste blog que a “guerra contra o terrorismo” está sendo usada para limitar as liberdades civis e impor a Nova Ordem Mundial, e nem por isso significa que o cristão deve colocar-se a favor do terrorismo, assim também afirmar que o ECOmenismo é mais uma estratégia para avançar com a Nova Ordem Mundial não significa, em hipótese alguma, que o cristão deve colocar-se contra a preservação do meio ambiente. Que isso fique bem claro a todos! Até porque, ao fazer referência ao ECOmenismo quero com isso dizer: movimento ambientalista de inspiração pagã (centrado na adoração de Gaia, a “mãe Terra” ou “mãe natureza”), que visa criar um consenso mundial em torno do aquecimento global e impor medidas que restringirão as liberdades civis (até religiosas), favorecendo o estabelecimento da Nova Ordem Mundial. Portanto, isso não quer dizer que tudo que envolve a preservação do meio ambiente deve ser rejeitado. Pelo contrário, a despoluição de rios, o controle sobre o desmatamento, a economia no uso da água, e ainda outros temas legítimos ligados à preservação do meio ambiente devem ter o apoio dos cristãos. Digo mais: os cristãos devem ser os primeiros a cultivar essa consciência de preservação, colocando sempre os elementos na ordem certa – Deus, o Criador, e o homem como administrador inteligente dos recursos da natureza (e nunca um escravo ou mesmo adorador dela). Por outro lado, o fato de eu ser vegetariano (e uma das razões de o ser é justamente desestimular a matança indiscriminada dos animais criados por Deus) não faz com que aceite tudo que se ouve por aí a respeito do aquecimento global e das mudanças climáticas.
2. Outro esclarecimento importante a fazer é que o modelo de ordem social coletivista (onde o coletivo sempre é mais importante que o indivíduo) tem se espalhado como doutrina social ao redor do mundo (no passado, foi uma das colunas para erguer o nazismo e o comunismo; e no presente tem sido uma das colunas de sustentação do socialismo, e da futura Nova Ordem Mundial), fazendo com que o “consenso coletivo” seja sempre mais importante e mais desejável que a consciência individual. (Recomendo muito dois textos sobre o assunto em questão (leia aqui e aqui). Por isso, temas como este do “aquecimento global” e da “guerra contra o terrorismo” têm se transformado num verdadeiro campo de batalha, onde se encontram, de um lado, a poderosa mídia mundial (controlada pela “Comunidade Internacional”), atualmente totalmente orientada pelo coletivismo, e do outro, aqueles tantos cidadãos espalhados pelo mundo, que são orientados pela consciência individual, cujas vozes quase nunca se fazem ouvir nos próprios meios de comunicação de massa (por causa da censura deliberada). Compreendendo isso, fica fácil entender também por que os princípios e os valores divulgados atualmente pela mídia (coletivista) estão tão distantes dos valores e princípios da tradição judaico-cristã, visto ser esta orientada pela consciência individual: “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” Romanos 14:12.
Portanto, se você é daqueles que acredita sempre na “versão oficial” dos fatos (não estou dizendo com isso que a versão oficial nunca é verdadeira), e não investiga por si só em outras fontes, não analisa os fatos pesando todos os lados da questão, e prefere o mundo confortável do “isso é assim mesmo”, ou “pra que perder tempo se as autoridades no assunto já apresentaram suas conclusões”, ou ainda “esse assunto já esta resolvido”, cuidado! Você pode estar colocando até mesmo seu destino eterno nas mãos do “consenso coletivo”.
Tendo dito isso, voltamos à pergunta inicial: Quem está por trás do ECOmenismo? Quais são os seus interesses? Até que ponto as conseqüências do “consenso mundial” sobre o aquecimento global afetarão os cristãos?
Continua...
Fonte - Blog Minuto Profético
Nota DDP:
Leia as outras partes deste estudo, aqui e aqui.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Outro apelo papal a favor da guarda do domingo
Depois de apresentar uma visão geral do trabalho em tempos de globalização e falar sobre a visão cristã do trabalho, o papa Bento XVI afirmou ser necessário “tomar como ponto de referência a doutrina social, exatamente como é apresentada pelo Catecismo da Igreja Católica e sobretudo pelo Compêndio da Doutrina Social da Igreja”. E finalizou propondo uma solução: “Hoje, mais que nunca, é necessário e urgente proclamar ‘o Evangelho do trabalho’, viver como cristãos no mundo do trabalho e converter-se em apóstolos entre os trabalhadores. Mas para cumprir com esta missão é necessário permanecer unidos a Cristo com a oração e com uma intensa vida sacramental, valorizando, com este objetivo, de maneira especial o domingo, que é o dia dedicado ao Senhor [sic]”
Nóta: Embora a profecia do Apocalipse demonstre que a batalha final entre a guarda do sábado e a Lei Dominical começará nos EUA, país protestante, não devem passar despercebidas diante de nossos olhos as várias declarações provenientes do Vaticano a favor da guarda do domingo. A preparação dos fiéis católicos para defender a guarda do domingo mesmo na rotina do trabalho é mais um sinal dos tempos em que vivemos.
Vale lembrar que a mudança do sábado para o domingo como dia de guarda deu-se sem autorização bíblica, e baseada exclusivamente na autoridade da Igreja. Ao colocar a autoridade da Igreja acima da autoridade das Escrituras, a Igreja Católica lançou a base para mudar a Lei de Deus.
Assim, a luta entre a autoridade da Igreja e a autoridade da Bíblia foi a nota tônica no decorrer de toda a Idade Média. Um exemplo clássico dessa tensão aconteceu com Lutero por ocasião da Reforma Protestante. Ele afirmava que a consciência do homem deve estar subordinada apenas à Palavra de Deus (o que estava correto); seu lema era “Sola Scriptura”. Em determinada ocasião, um de seus mais ferozes opositores católicos, Johann Eck, tentou ironizá-lo dizendo: “A Escritura ensina: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda sua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus...’ Assim, a igreja mudou o sábado para o domingo por sua própria autoridade, e para isso você não tem nenhuma Escritura” (citado por C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, pág. 134, Casa Publicadora Brasileira).
A Lei de Deus é um reflexo de Seu caráter imutável, e por isso mesmo ela jamais poderia ser mudada, quer seja na essência, quer seja na forma.
“Quanto às Tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre.” Salmo 119:152
Fonte - Blog Minuto Profético
ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 2
Andresen ainda menciona que a temperatura só pode ser definida em um sistema homogêneo, e o clima não pode ser determinado por apenas uma temperatura. “São as diferenças de temperaturas que impulsionam o processo e criam as tempestades, correntes marinhas, trovões, que são as que constituem o clima", afirma. E acrescenta: "Não faz nenhum sentido falar em uma temperatura global para a Terra, porque existem elementos em todo o planeta que não podem simplesmente ser somados e divididos”.
Segundo a matéria da Folha Online, os cientistas concluíram dizendo que “existem duas formas de calcular as médias, a aritmética e a geométrica. Ambos dão resultados diferentes e ambos estão corretos. É necessário um motivo forte para escolher um em demérito do outro e, por isso, as previsões sobre desastre podem ser uma conseqüência do método usado. São necessários argumentos físicos para decidir pelo uso de um método de análise do estado da Terra, e não a tradição”.
Outro cientista que resolveu engrossar a fileira dos descontentes com o pensamento “politicamente correto” na questão do aquecimento global é o dinamarquês Bjorn Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético (disponível em português). Ele também concorda que o problema do aquecimento global está sendo exagerado no contexto mundial. Já sobre o filme “Uma Verdade Inconveniente”, de Al Gore, Lomborg foi enfático: “É muito alarmista. Pega apenas as piores previsões possíveis e conta histórias de aterrorizar.”
O fato de vários cientistas decidirem manifestar-se contra o sensacionalismo em âmbito mundial criado em torno do tema aquecimento global é uma questão que não pode passar despercebida, uma vez que personalidades influentes estão aderindo à onda do “politicamente correto” e ajudando a promover o sensacionalismo. É o caso aqui no Brasil do jornalista Alberto Dines, responsável pelo conhecido programa de TV “Observatório da Imprensa”. Em programa exibido no dia 6 de fevereiro deste ano, ao comentar sobre o relatório do IPCC, Dines sentenciou: “Este é um dos raros casos em que o sensacionalismo é benéfico” (eu pensava que o “Observatório da Imprensa” tivesse sido criado justamente para denunciar o sensacionalismo da mídia, separando o joio do trigo. O que será que aconteceu, então? Que interesses estarão por detrás dessa afirmação?).
Algo comprometedor também, que sugere interesses globais (leia-se Nova Ordem Mundial) na promoção da causa do aquecimento global, é o fato de que vários cientistas têm sido pressionados a aderir à causa “politicamente correta” ou então contentarem-se com o silêncio (a pressão acontece com o corte das verbas para pesquisa, desvalorização do trabalho pessoal ou ainda acusações que comprometam sua reputação científica). Quem estaria por detrás disso tudo? Quem estaria forjando esse “consenso mundial” sobre o aquecimento global? Será que ninguém nunca ouviu falar do pensamento: “Quando todos pensam a mesma coisa, é sinal que ninguém esta pensando”?
Continua...
Fonte - Blog Minuto Profético
ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 1
Todas essas “verdades” que têm sido propagadas nos quatro cantos do planeta escondem no seu interior uma outra verdade, essa sim, inconveniente para a elite ocultista que controla as sociedades secretas ao redor do mundo, e por isso mesmo, jamais será reconhecida como “versão oficial dos fatos”. Você quer saber qual é essa verdade? Então continue a leitura e tire suas próprias conclusões só após terminar todas as partes deste texto... (Só serão aceitos comentários depois que todas as partes forem postadas.)
No dia 2 de fevereiro deste ano, foi divulgado o relatório (a primeira de quatro partes) do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU. De acordo com esse relatório, "concentrações de dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso aumentaram notavelmente como resultado das atividades humanas desde 1750, e agora excedem, em muito, os valores (anteriores)". Por isso, no fim do relatório, os cientistas ”concluíram que há 90% de chance de o aquecimento global observado nos últimos 50 anos ter sido causado pela atividade humana”.
Observe as datas mencionadas acima: “resultado das atividades humanas desde 1750”, “aquecimento global observado nos últimos 50 anos”. A partir dessas informações “oficiais”, pode-se já colocar um grande ponto de interrogação nas intenções por detrás dessa “verdade” do aquecimento global. Isso porque apenas trinta anos atrás as manchetes dos jornais anunciavam exatamente o contrário: “A Terra caminha para nova era glacial”, “Os invernos serão cada vez mais frios”. Por que o relatório do IPCC procura provar o aquecimento global nos “últimos 50 anos” sendo que cerca de 30 anos atrás a preocupação era o esfriamento global? Por que essa histeria em torno do aquecimento global, então? Será que antes de produzir o relatório do IPCC os cientistas não leram o Estadão? Ou há algo a mais nessa história?
Para a causa do aquecimento global provocado por mudanças climáticas, a mídia mundial (leia-se Hollywood) já elegeu seu garoto propaganda. Trata-se do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, quem, inclusive, ganhou o Oscar neste ano, na categoria “documentário”. O vídeo “Uma Verdade Inconveniente” foi premiado por tratar exatamente do aquecimento global e as possíveis soluções para o problema. Ao receber o prêmio, Al Gore fez o seguinte apelo: "Meus compatriotas americanos, povo de todo o mundo, temos que resolver a crise ambiental. Não é uma questão política. É uma questão moral." Ainda na opinião do próprio Al Gore, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, agora, tornou-se “verde” e “ecológica”.
Seria tentador acreditar em tudo o que Al Gore afirma não fosse uma dúvida pertinente: será que ele próprio acredita naquilo que suas palavras afirmam? Reza o bom senso que, quando alguém acredita em uma causa, as ações dessa pessoa devem caminhar na mesma direção. O que nem sempre é verdade no caso de Al Gore.
A esta altura você deve estar se perguntando se existe mais alguém que discorda da versão oficial sobre o aquecimento global. Com certeza. E são pessoas com credenciais científicas. É o caso dos reconhecidos cientistas britânicos Paul Hardaker e Chris Collier. Recentemente, eles “criticaram o exagero com o qual alguns de seus colegas tratam os riscos da alteração do clima, sem bases científicas”. Hardaker ainda “advertiu contra descrever a mudança climática como fazem os filmes de Hollywood, que só contribuem para confundir a opinião pública”.
Continua...
Fonte - Blog Minuto Profético
Carne aumenta risco de câncer de mama
Ainda segundo o estudo, as mulheres que comiam carne processada, como bacon, salsichas e presunto, têm 64% mais risco de desenvolver o câncer de mama do que aquelas que evitam esses pratos.
"A carne vermelha é rica em gordura saturada, e esse tipo de gordura influencia na quantidade de colesterol produzida pelo organismo. O colesterol é um precursor do estrogênio, substância que está associada a um maior risco de câncer de mama", explicou Janet Cade, chefe da equipe que realizou a pesquisa.
Segundo a médica, cozinhar a carne em altas temperaturas também pode acelerar a formação de componentes cancerígenos. "Meu conselho para mulheres que consomem grandes quantidades de carne vermelha e processada diariamente é para que elas reavaliem sua dieta", disse.
Cade afirmou ainda que mulheres mais jovens, que ainda não entraram na menopausa e que comem carne vermelha, também apresentaram mais chances de sofrer da doença, mas os resultados não foram significantes estatisticamente.
O mesmo estudo mostrou que mulheres mais jovens que consomem grande quantidades de fibras cortaram pela metade o risco de desenvolver o câncer de mama. ...
Henry Scowcroft, do Cancer Research UK, disse que as mulheres deveriam tentar manter um peso saudável, fazer exercícios físicos e evitar porções regulares de alimentos gordurosos, como a carne vermelha.
(BBC Brasil)
Nota: Ellen White já fazia esta advertência no século 19: "Segundo a luz que Deus me deu, a predominância do câncer e dos tumores é em grande parte devida ao uso abundante de carne de animais mortos" (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 388). "Cânceres, tumores, e toda enfermidade inflamatória, são em grande medida causados pela ingestão de carne" (Medicina e Salvação, pág. 278).
Fonte - Blog Michelson Borges
Câmeras com alto-falantes vão censurar condutas inadequadas no Reino Unido
Apenas câmeras localizadas em pontos estratégicos serão alteradas, para que as autoridades possam "repreender" aqueles que demonstrarem um mau comportamento.
A iniciativa, testada inicialmente na cidade de Middlesbrough (nordeste da Inglaterra), onde o sistema de segurança já opera, afetará mais de 4 milhões de câmeras de vigilância espalhadas pelo país, informou nesta quarta-feira (4) o ministro do Interior, John Reid.
Na cidade inglesa onde já há câmeras com alto-falantes, funcionários da Prefeitura não hesitam em censurar os cidadãos que não mostram um bom comportamento.
Mas não serão só funcionários públicos que poderão repreender quem jogar um papel no chão ou quem não recolher os dejetos de seu cachorro. As crianças também poderão soltar a voz.
Segundo Reid, serão realizados concursos em escolas para escolher crianças que poderão usar os alto-falantes.
A inovação terá um custo total de £ 500.000.
"Os moradores estão fartos da sujeira das ruas e dos comportamentos pouco cívicos. Além disso, querem lembrar ao povo o que é e o que não é um comportamento cívico", disse o ministro.
No entanto, alguns britânicos já se queixaram da iniciativa, que, segundo críticas de grupos de defesa das liberdades civis, mostra como o "'Big Brother' adquiriu ares de loucura".
O estado de controle e vigilância permanente vivido no Reino Unido se traduz em 4,2 milhões de câmeras de segurança, as quais são sete vezes menos efetivas para a redução da criminalidade que um lugar melhor iluminado, reconheceu o próprio Ministério do Interior britânico num relatório oficial.
A única exceção, segundo o documento, são os estacionamentos de carros, onde o índice de crimes caiu 41% desde que as câmaras de segurança foram instaladas.
Fonte - G1
quarta-feira, 4 de abril de 2007
O exército americano estuda as repercussões geoestratégicas do aquecimento climático
Hervé Kempf
Enviado especial a Chapel Hill (Estados Unidos)
Enquanto o Grupo internacional de especialistas dedicado à evolução do clima (Giec) está reunido até 6 de abril em Bruxelas para dar os retoques finais no seu relatório sobre as conseqüências do aquecimento climático, este fenômeno deixou de ser um assunto da alçada exclusiva dos cientistas: ele interessa também aos militares, e principalmente aos militares americanos. De fato, o aquecimento do planeta está se tornando uma componente essencial da segurança dos Estados Unidos e deverá ter efeitos da maior importância sobre a evolução da geoestratégia nas próximas décadas.
"Nós deveremos passar progressivamente da guerra contra o terrorismo para o novo conceito de segurança sustentável", resume John Ackerman, da Air Command and Staff College (Escola de Comando da Força Aérea e do Estado-maior), da US Air Force. Ele apresentou esta análise durante um colóquio organizado nos dias 30 e 31 de março pelo Triangle Institute for Security Studies (Instituto Triangle para Estudos sobre Segurança - Tiss), em Chapel Hill (Carolina do Norte), com o objetivo de explorar os novos desafios estratégicos decorrentes da mudança climática.
A primeira constatação diz respeito à necessidade de se levar em conta novos fatores de desestabilização: secas que atingem um número crescente de países, epidemias ou disseminações de doenças tropicais (malária, cólera, esquistossomose), crises da água, eventos meteorológicos extremos. Esses fenômenos deverão se multiplicar e motivar intervenções militares, principalmente em casos de crises humanitárias. Vários participantes também sublinharam que é preciso prever, ao menos a título de hipótese, a ocorrência de mudanças abruptas do clima.
Mais precisamente, foi abordada a maneira com que o aquecimento poderia provocar mudanças regionais. A crescente raridade da água no subcontinente indiano poderia comprometer a sua estabilidade - uma vez que a Índia tentaria garantir para si os recursos hídricos controlados ou utilizados pelos seus vizinhos. O mesmo poderia acontecer na Ásia Central ou no Oriente Médio. A abertura do oceano Ártico, uma vez liberado da banquisa, cria uma nova rota marítima, e, portanto, um valioso alvo estratégico capaz de suscitar disputas pelo seu controle.
A África, que detém muitas reservas petrolíferas, também será atingida pela mudança climática. Ora, conforme constata Robin Dorff, do grupo de reflexão Creative Associates, esses fenômenos estão ocorrendo no momento em que "o principal problema estratégico dos Estados Unidos no início do século 21 é a inoperância e a falta de legitimidade e de governança de muitos Estados".
Além do mais, os Estados Unidos deverão fazer frente a migrações maciças. De fato, conforme sublinhou Nazli Choucri, do Massachusetts Institute of Technology, "a mudança climática imporá uma carga desproporcional aos pobres, e reforçará as clivagens sociais e a marginalização".
Perigo comum
Nem tudo nesse panorama é sombrio, uma vez que a mudança climática poderia apaziguar certas tensões, incentivando uma cooperação frente ao perigo comum: "A meta de fazer da Índia e da China nações amigas em vez de ameaças dependerá daquilo que nós faremos em relação à energia e ao meio-ambiente", comentou um general que não quis que o seu nome fosse divulgado.
Como poderiam as forças armadas americanas se preparar frente a esses desafios? No curto prazo, elas devem estudar três mudanças, resumiu Thomas Morehouse, do Institute for Defense Analysis (Instituto de análises para assuntos de defesa): "Se preparar para muito mais operações humanitárias e de manutenção da paz; adaptar as infra-estruturas costeiras; elaborar uma estrutura energética mais eficiente". Este último ponto não é anedótico: o exército americano é oprincipal consumidor mundial de energia, a qual lhe custa cerca de US$ 11 bilhões (R$ 22,4 bilhões) por ano. Isso constitui um obstáculo no quadro das suas operações: "No campo de batalha, o peso em toneladas transportadas é constituído pelo combustível na proporção de 70%".
As metas em jogo são tão importantes que é preciso imaginar um novo quadro estratégico. É o que proporá dentro dos próximos dias um relatório do Center for Naval Analysis (Centro de análises navais), uma instituição independente fundada em 1942 em margem do Exército e animada por oficiais aposentados: "A mudança climática é uma realidade, e o país assim como o exército precisam se preparar para as suas conseqüências", explica um dos seus autores, que prefere ficar no anonimato. Isso não estaria em contradição com a política atual da administração Bush? "O exército não está a serviço de uma administração em particular", responde ele, "E sim a serviço do país".
Tradução: Jean-Yves de Neufville
Blair diz que as negociações com o Irã serão críticas nos próximos dois dias
Na última segunda-feira, dia 02/04, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, disse que o país busca uma solução pacífica. O problema é que o Irã exige que o governo britânico peça desculpas pela suposta invasão das águas iranianas, ocorrida na última sexta-feira, dia 23/03, como base imprescindível para a libertação dos prisioneiros.
Além disso, a nação islâmica exige garantias de que uma nova invasão jamais ocorrerá. Assim, o representante iraniano sugeriu a criação de uma delegação especial para avaliar se houve invasão ou não. Contudo, a Grã-Bretanha continua firme em sua posição. Ela afirma que não houve invasão e exige a libertação imediata de seus militares.
Esta semana foi a primeira vez que o governo de Blair não descartou, abertamente, a tomada de medidas mais duras sobre o Irã.
Fonte - Elnet
ONU anuncia o preparo de uma nova pesquisa sobre o aquecimento global
Um relatório final deve ficar pronto na próxima sexta-feira, dia 06/04. O encontro com a participação de 285 representantes de 124 países, mais os 50 cientistas que são responsáveis pelo relatório, além de várias organizações não-governamentais.
As análises atuais fazem referência dos efeitos da mudança climática sobre os recursos hídricos, agricultura, saúde, habitat e economia. De acordo com o representante da WWF, Martin Hiller, este encontro é crucial para as próximas décadas.
Segundo informações preliminares, em apenas 25 anos, muitos países pobres irão quebrar por falta de água potável e eliminação da safra agrícola; cidades costeiras sofrerão com inundações e várias ilhas irão sumir com a elevação do nível dos mares.
Fonte - Elnet
OMS pede que países se preparem para enfrentar outra pandemia de gripe
Segundo Chan, certamente a próxima pandemia de gripe acontecerá, mas ainda não se sabe quando. A diretora-geral da OMS fez as declarações durante um fórum sobre a necessidade de melhorar a segurança mundial de saúde.
Uma das preocupações é com a disseminação do vírus H5N1 – responsável pela gripe aviária. O vírus foi encontrado na Europa, África e no Oriente Médio. “Não podemos deixar nossa guarda baixa. Meu conselho para todos os Estados membros é: mantenham a vigilância para se preparar para a pandemia. O que sabemos é que os países preparados sofrerão menos danos”, afirmou.
Desde o fim de 2003, o vírus H5N1 matou mais de 170 pessoas no mundo e fez com que milhões de aves fossem sacrificadas. A maioria dos casos foi registrada na Indonésia.
Fonte - Elnet
terça-feira, 3 de abril de 2007
ONU prepara alerta sobre aumento de fome e doenças
O documento abordará as conseqüências que as mudanças climáticas terão nos próximos anos sobre o ecossistema, a economia e a saúde dos seres humanos, e até que ponto as medidas tomadas pelo homem podem reduzir esse impacto.
Cientistas de todo o mundo estão reunidos esta semana em Bruxelas para aprovar o texto final, elaborado com base na análise de 28 mil dados proporcionados por 75 estudos realizados pela equipe do IPCC.
Também serão avaliadas 1,5 mil propostas governamentais que têm como objetivo mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Referência
O estudo do IPCC está dividido em quatro partes e deve ser concluído em meados de novembro. Espera-se que as previsões apresentadas pelos cientistas da ONU sirvam de referência para um novo compromisso ambiental mundial, sucessor do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
A segunda parte do relatório deve concluir que a elevação da temperatura global poderá mudar o rendimento das produções agrícolas e aumentar a fome e a ocorrência de doenças principalmente nas regiões mais pobres do mundo.
Também deve afirmar que, com o aumento do nível do mar, as regiões costeiras e baixas serão inundadas, obrigando comunidades inteiras a se deslocarem, e que as mudanças no ecossistema levarão à extinção de várias espécies de animais e plantas.
Divulgada em fevereiro em Paris, a primeira parte do estudo prevê um aumento de até 4º C na temperatura da Terra até o fim deste século e culpa o homem pelo aquecimento global.
Fonte - BBC
segunda-feira, 2 de abril de 2007
O pecado, o pecador e o pregador
Se você está rindo, é porque não sabe das últimas notícias. (Bertolt Brecht)
Perdoa-se o pecador. Mas jamais o pregador. (José Roberto Batochio)
O leitor que deu com os jornais na semana passada, e o jornalista que teve o cuidado de coletar comentários esparsos, no dia-a-dia das redações, sobre a prisão do rabino Henry Sobel, deparou-se com um clima de desbunde generalizado. Era bulir com o assunto e surfava, nem o menor esforço, nas ondas do pior do anti-semitismo e no melhor do humor judaico. Parecia aquilo que os antigos chamavam de "alívio grego" – ao que tudo indica tenha sido tirado de um axioma de Aristóteles. A saber: sorte é quando a flecha atinge quem está do nosso lado. Hienas de redação, sicofantas da net, esganiçavam seus risos torpes: o rabino que, tantas vezes esplenético, vendia moral, tinha tido o seu dote e dia de imoralista. E em grande estilo: no veraneio predileto dos Kennedy, Palm Beach, e com gravatas de nomes sonoros e preços sugerindo singulares coleções de zeros.
Um e-mail que rodou a net, na sexta-feira (30/3), ensaiava as manchetes engraçadinhas que alguns veículos dariam sobre a prisão. Referia o seguinte:
** Folha de S.Paulo: "Hoje, pela primeira vez na história, o rabino Sobel não foi localizado para comentar uma matéria"
** Diário do Nordeste: "Rabino robano"
** Caras: "As gravatas eram iguais. Como Ésper, ele roubou um par de vasos"
** Islã News: "Judeu abre a mão nos EUA"
** Casseta e Planeta: "Sobel toma no rabino"
Homens-lixo, homens-exemplo
Por que tanta polêmica? Ok, dirão, não é todo o dia que uma "otoridade" brazuca tem seu dia de Wynona Ryder. Não é todo dia que uma "otoridade" brazuca consta daquilo que, na imprensa dos EUA, é derrisoriamente chamado de mugshots, que são as fichas fotográficas feitas pelos policiais nos flagrantes. Aliás, jornalistas dos EUA fizeram uma página exclusivamente dedicada às autoridades mugshoted.
Mas Sobel foi vítima de um dos piores axiomas instalados pela prelazia midiática: aquele a rezar o missal de que o homem é igual a sua obra. O pessoal que estuda estética marxista sabe bem o que isso significa. No marxismo sério, não o groucho-marxismo brazuca, de academia, alguém já chamou a isso de "o mal do Nobel".
A saber: para o Prêmio Nobel de Literatura, por exemplo, homem tem se ser igual à sua obra. José Saramago, o marxista parlapatão e escritor genial, parece, aos olhos do Nobel, um construto humano em que a atividade de "comuna" casa bem com sua obra libertária. Só leva Nobel aquele cuja "militância de vida" se casa com a "militância de obra". O mal do Nobel solapa aquilo pelo qual tanto Karl Marx lutou: a obra se aliena do autor. Homens-lixo podem fazer obras geniais. Homens-exemplo podem ser autores de obras pré-coerentes.
Homem não se mistura com obra do homem. Ou por outra, como disse Nietzsche em Ecce Homo: uma coisa sou eu, outra são os meus escritos.
"O realismo venceu"
Vejamos. Jorge Luis Borges, escritor genial, de obra libertária: apoiava a ditadura argentina. Não levou o Nobel porque certa feita disse que "a única contribuição da África para a civilização foi a escravidão e os ritmos lascivos".
Arthur Schopenhauer: emprestou sua luneta para que um fiscal prussiano acertasse na mente um revolucionário (fez isso enquanto escrevia sua obra O mundo como vontade e representação, de resto a predileta de Freud e Einstein).
Vejamos o próprio Einstein, gênio, militante político pacifista, capaz de negar carta de recomendação a judeus perseguidos (fato inédito a constar de livro, em fase de gestação, do uspiano Gildo Magalhães, que lhe conseguiu as cartas ainda inéditas). Tudo isso para dizer: a obra do homem não se mistura com o homem de carne e osso.
Karl Max foi o primeiro a demonstrar isso naqueles documentos chamados "Cartas à Madame Harkness". Tais missivas constituem o mais reluzente relicário da estética marxista. Madame Harckness escreve a Marx. Pergunta se ele não gostava das peças de Lassalle, advogado e militante comunista. Marx respondeu que não lhe engole as peças de teatro, a que chama de "libelos". Diz à madame que prefere Balzac, sabidamente um conservador, mas cujas obras são libertárias. "O realismo venceu sobre Balzac", diz Marx.
Nada a ver
Ou seja: homem é uma cousa. Obra do homem é outra cousa. A obra se aliena do autor. Bons cristãos podem escrever obras medíocres. Sacripantas, pústulas e calcetas, condenados porventura por terem matado pai e mãe para poder ir beber no bar dos órfãos, podem eventualmente escrever obras geniais.
Mas a ética da mídia é a pobre ética do Prêmio Nobel: o homem tem de ser igual à sua obra. Ou você é uma cousa, ou você é outra cousa. Eis toda a ética do Vaticano e de Bento 16, chamada non tertio datur, vulgo "não reconheço a terceira via". Ou você é "do bem", ou você é "do mal". Não foi para menos que em abril de 2005 Bento 16 fez um discurso em que condenava "o excesso de relativismo reinante no mundo".
Henry Sobel não foi crucificado porque, como se diz em redações, "homem público deve ser responsável por todos e todos os seus atos". Foi crucificado porque, na ética do reportariado capenga e dos editores bipolares, tudo pressupõe, como num inquérito policial, o estatuto da autoria: ou culpado por tudo, ou inocente por tudo. Non tertio datur.
A obra de Sobel nesses 30 anos não tem nada a ver com o atrabiliário e colérico ladravaz que querem-no pintado. Sua obra fica. Vão-se as gravatas.
Mas quem esperaria outra cousa? Perdoa-se o pecador. Mas jamais o pregador.
Fonte - Observatório da Imprensa
Nota DDP:
Confesso que o tom jornalístico dado ao fato chocou-me, principalmente como se desconsidera inteiramente o humano quando se tem a intenção de ridicularizar uma conduta. Minha solidariedade ao Rabino, porque ele é somente um ser humano, sujeito ao pecado, como todos nós.
Romanos 7:19
Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.
I Coríntios 10:12
Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.
Relatório sobre clima detalha 'caminho da extinção'
» Temperatura aumentará até 4ºC em 2100
» Confira o primeiro relatório do IPCC
Entretanto, o número de espécies que serão extintas aumenta junto com o crescimento das temperaturas, assim como o número de pessoas que ficarão sem comida ou que podem enfrentar racionamento de água, ou enchentes, segundo projeções do relatório obtidas pela agência Associated Press Alguns cientistas estão chamando a projeção de "Caminho para a Extinção".
O documento é o segundo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU). O primeiro, publicado em fevereiro, culpa a ação do homem pelo aquecimento global e prevê um cenário de catástrofe ambiental, se medidas urgentes não forem adotadas. O documento diz que, até o fim deste século, a temperatura da Terra pode subir de 1,8ºC, na melhor das hipóteses, até 4ºC.
Na segunda-feira, os mais de 2 mil cientistas que formam o IPCC iniciarão encontro de cinco dias em Bruxelas, para finalizar o relatório sobre os efeitos do aquecimento global e como ações podem ter algum efeito para frear o processo.
O relatório afirma que o aquecimento global já degradou as condições para muitas espécies, especialmente em áreas costeiras e para pessoas pobres. Com mais de 90% de segurança, os cientistas afirmam no rascunho do documento que "a mudança climática causada pelo homem nas últimas três décadas tem uma influência discernível em muitos sistemas físicos e biológicos".
Entretanto, a partir da década de 90, à medida que aumentam as temperaturas globais, as projeções ficam muito piores. Com o aumento de 1ºC, de 400 milhões a 1,7 bilhões de pessoas podem não ter água, crescem doenças infeccionas e alergias a pólen e alguns anfíbios podem ser extintos.
Fonte - Terra
A morte do Sol
Por Luciana Sgarbi
Quando olhamos para o céu temos a impressão de que as estrelas são eternas. Apesar da exuberância e da grandiosidade que possuem, elas são, no entanto, tão frágeis quanto o menor dos microrganismos terrestres. Não, não são somente os poetas que cantam, são os astrônomos que cientificamente constatam: as estrelas nascem, vivem e morrem. Assim, todos os dias bilhões de astros se desenvolvem nos confins do universo, bilhões deles desaparecem, mas nenhum é tão observado quanto aquele que rege toda e qualquer forma de vida na Via Láctea – ou seja, rege também a nossa e sem ele morremos. Trata-se do Sol. Na semana passada, imagens capturadas pela sonda Hinode e pelo telescópio Hubble, da Agência Espacial Americana (Nasa), deixaram os cientistas atônitos. Motivo: a atmosfera solar é ainda mais turbulenta do que se imaginava. São explosões gigantescas de puro fogo que criam ventos solares, causando danos na comunicação via satélite com a Terra. Mais: a cada segundo, o Sol emana parte do seu calor e com isso chega cada vez mais próximo do seu resfriamento. Grave: aproxima-se do seu fim. Com as novas pesquisas, os cientistas já sentenciaram: o futuro será sombrio. O astro rei morrerá. O diretor de heliofísica da Nasa, Dick Fischer, comandou recentemente o lançamento da sonda Hinode (“nascer do sol” em japonês) para vigiar de perto todas as reações dessa estrela de fogo. Com lentes de alta potência que se valem de infravermelho, a Hinode foi capaz de trazer imagens incríveis. “Elas abrem uma nova era de estudos dos processos solares que afetam a Terra e todo o Sistema Solar. O Sol está em fúria”, disse Fischer. O que ele e sua equipe observaram foram imagens que revelam o campo magnético com explosões de fogo que têm a potência da bomba atômica que arrasou Hiroshima. Tal comportamento revela que o calor do núcleo do Sol está sendo emanado, o que caracteriza o fim de uma estrela. A preocupação aumentou com a observação de outro material, dessa vez através do telescópio Hubble. As suas lentes mostraram para os astrofísicos o que eles jamais imaginariam presenciar: a morte de uma estrela semelhante ao Sol. O Hubble fotografou a imagem da nebulosa NGC 2440 morrendo, uma agonia cósmica composta por uma explosão multicolorida. A estrela, que está a uma distância de cerca de quatro mil anos-luz da Terra, espalhou camadas de gás que se tornam brilhantes diante de sua luz ultravioleta. “Pela primeira vez temos a idéia de como será o fim do Sol. Ele morrerá dentro de cinco bilhões de anos e, na contagem de tempo no campo da astrofísica, isso significa que o Sol já começou a agonizar”, diz Fischer.
Fonte - Revista Isto É