Segundo o primeiro-ministro britânico Tony Blair, as próximas 48 horas serão “críticas” e “decisivas” nas negociações com o Irã. O premiê disse que, neste período, as portas estão abertas para um diálogo diplomático, mas se o tempo se esgotar, medidas duras serão tomadas.
Na última segunda-feira, dia 02/04, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, disse que o país busca uma solução pacífica. O problema é que o Irã exige que o governo britânico peça desculpas pela suposta invasão das águas iranianas, ocorrida na última sexta-feira, dia 23/03, como base imprescindível para a libertação dos prisioneiros.
Além disso, a nação islâmica exige garantias de que uma nova invasão jamais ocorrerá. Assim, o representante iraniano sugeriu a criação de uma delegação especial para avaliar se houve invasão ou não. Contudo, a Grã-Bretanha continua firme em sua posição. Ela afirma que não houve invasão e exige a libertação imediata de seus militares.
Esta semana foi a primeira vez que o governo de Blair não descartou, abertamente, a tomada de medidas mais duras sobre o Irã.
Fonte - Elnet