domingo, 6 de julho de 2014
Reino Unido admite espionar cidadãos na internet
Diretor do Escritório de Segurança e Contraterrorismo defende que os britânicos não deveriam ficar muito preocupados em ter suas comunicações interceptadasA Privacy International, ONG britânica que luta pelo direito à privacidade no Reino Unido, abriu em maio uma reclamação formal junto ao Tribunal de Poderes Investigativos (IPT). A ONG queria que o tribunal, que investiga a conduta de órgãos públicos no país, averiguasse se uma das agências de espionagem britânicas, o GCHQ, estava violando a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que garante o direito à privacidade e liberdade de expressão. A reclamação veio depois das revelações feitas por Edward Snowden.
Na terça-feira 17, o diretor do Escritório de Segurança e Contraterrorismo, Charles Farr, admitiu que o governo britânico havia espionado e continua espionando usuários domésticos que utilizam o Facebook, o Twitter e o Google sem mandados judiciais, porque essas empresas têm suas sedes fora do Reino Unido. A declaração de Farr marca a primeira vez que o governo faz qualquer comentário sobre o raciocínio utilizado para justificar a interceptação em massa das comunicações dos seus cidadãos.
Farr sustenta que mandados individuais não são suficientes para conter uma ameaça contra a segurança nacional por parte de “militantes terroristas islâmicos”, principalmente porque conseguir identificar cada um deles levaria muito tempo. “Qualquer governo que só permitisse a interceptação em relação a pessoas ou lugares específicos não facilitaria a coleta de níveis adequados de inteligência e não atingiria os níveis de inteligência necessários para a proteção da segurança nacional”, disse Farr em declaração publicada pela ONG Privacy International em seu site.
Além disso, Farr defende que os britânicos não deveriam ficar muito preocupados em ter suas comunicações interceptadas. Segundo ele, só uma fração delas são lidas ou analisadas e, mesmo que um analista dos serviços de inteligência abrisse qualquer comunicação ilegalmente, ele acredita que seu conteúdo seja rapidamente esquecido pelo agente infrator.
Eric King, diretor da ONG, respondeu que o raciocínio de Farr não é admissível para o público britânico, que “não aceitaria uma desculpa tão deficiente para a perda das suas liberdades civis”.
Fonte - Carta Capital
Papa defende fim do trabalho aos domingos
Medida é benéfica para todos, fiéis ou não, argumenta o pontífice
O Papa Francisco lamentou o abandondo da tradicional prática cristã de não trabalhar aos domingos, dizendo que isso tem um impacto negativo na família e nas amizades.
O pontífice viajou no sábado (5) pawra Molise, uma região rural no coração do sul da Itália onde o desemprego alto é crônico. Ao dizer que os pobres precisam de trabalho para poder ter dignidade, Francisco sustentou que a abertura de lojas e outros negócios aos domingos como uma forma de criar vagas de trabalho, entretanto, não é benéfica para a sociedade.
Francisco disse que a prioridade deveria ser "não econômica, mas humana", e que o foco tem de ser colocado nas relações familiares e de amizade, e não nas comerciais.
"Talvez seja hora de nos perguntarmos se trabalhar aos domingos é liberdade verdadeira", afirmou.
O Papa argumentou ainda que passar os domingos com a família e os amigos é um "código ético" tanto para fiéis como para os que não creem.
Francisco, 77 anos, parecia recuperado de uma série de doenças que o levou a cancelar diversos compromissos recentemente. Ele viajou a Molise de helicóptero para um dia repleto de atividades, incluindo um almoço com pobres e uma visita a uma prisão.
O pontífice demonstrava estar cheio de energia e sorria ao cumprimentar o público. O Vaticano descreveu os problemas de saúde como "moderados" e não deu mais detalhes.
Numa fala de improviso, o Papa encorajou os pais a passarem mais tempo com seus filhos.
"Desperdicem tempo com as crianças", afirmou, acrescentando que gostaria de perguntar aos pais se eles "brincam com seus filhos".
Fonte - iG
Nota Michelson Borges: No que diz respeito ao argumento, o papa Francisco está coberto de razão. As famílias, de fato, precisam de tempo para cultivar relacionamentos mais profundos. Os trabalhadores, certamente, têm direito a um dia de descanso. Parar um dia na semana para priorizar o descanso e os relacionamentos, sem dúvida, é a proposta ideal para solucionar muitas injustiças sociais. O problema está no dia proposto. Biblicamente falando (confira aqui), o sábado sempre foi – é e será – o memorial da criação e sinal de autoridade do Criador (Ezequiel 20:20). É o verdadeiro dia da família e de descanso, estabelecido pelo próprio Deus. Séculos atrás, o papado mudou o dia de descanso do sábado para o domingo e alegou que fez isso pelo suposto poder conferido por Deus ao pontífice de Roma. Assim, se o sábado é o selo/sinal/memorial da autoridade do Criador, o domingo é o sinal da autoridade papal, humana. A lei de Deus – os dez mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio Criador do Universo (Êxodo 20) – é eterna e imutável como o próprio Legislador que a deu à humanidade (Mateus 5:17, 18). A principal justificativa dada para a mudança do dia de guarda tem sido a ressurreição de Cristo no domingo. Ocorre que não há uma passagem sequer – nem uma! – dizendo que Jesus teria mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, quer antes, quer depois da ressurreição – tanto é que Seus seguidores, incluindo a mãe dEle, Maria, os discípulos e o apóstolo Paulo, continuaram guardando o sábado após a morte e a ascensão do Mestre (confira). A “justificativa” para o descanso dominical, agora, é mais sutil e adaptada a esta época secularizada. Além do argumento ECOmênico de salvar o planeta (o papa Bento sugeriu que o domingo fosse usado como um dia de “baixo carbono”), há também essa pregação de Francisco em favor dos trabalhadores, da família e da liberdade. Quem, em são juízo, poderá argumentar contra essa proposta maravilhosa? E a minoria que insistir na santificação do sábado (por ser fiel à Palavra de Deus), será vista como “inimiga da sociedade”, teimosa, radical, fundamentalista, etc. Apoio à proposta papal já existe por parte do Parlamento Europeu (confira) e em algumas cidades, como em Santa Maria, RS, por exemplo (confira). Portanto, está mais fácil do que nunca a imposição de um dia de descanso que terá aceitação universal.
O pontífice viajou no sábado (5) pawra Molise, uma região rural no coração do sul da Itália onde o desemprego alto é crônico. Ao dizer que os pobres precisam de trabalho para poder ter dignidade, Francisco sustentou que a abertura de lojas e outros negócios aos domingos como uma forma de criar vagas de trabalho, entretanto, não é benéfica para a sociedade.
Francisco disse que a prioridade deveria ser "não econômica, mas humana", e que o foco tem de ser colocado nas relações familiares e de amizade, e não nas comerciais.
"Talvez seja hora de nos perguntarmos se trabalhar aos domingos é liberdade verdadeira", afirmou.
O Papa argumentou ainda que passar os domingos com a família e os amigos é um "código ético" tanto para fiéis como para os que não creem.
Francisco, 77 anos, parecia recuperado de uma série de doenças que o levou a cancelar diversos compromissos recentemente. Ele viajou a Molise de helicóptero para um dia repleto de atividades, incluindo um almoço com pobres e uma visita a uma prisão.
O pontífice demonstrava estar cheio de energia e sorria ao cumprimentar o público. O Vaticano descreveu os problemas de saúde como "moderados" e não deu mais detalhes.
Numa fala de improviso, o Papa encorajou os pais a passarem mais tempo com seus filhos.
"Desperdicem tempo com as crianças", afirmou, acrescentando que gostaria de perguntar aos pais se eles "brincam com seus filhos".
Fonte - iG
Nota Michelson Borges: No que diz respeito ao argumento, o papa Francisco está coberto de razão. As famílias, de fato, precisam de tempo para cultivar relacionamentos mais profundos. Os trabalhadores, certamente, têm direito a um dia de descanso. Parar um dia na semana para priorizar o descanso e os relacionamentos, sem dúvida, é a proposta ideal para solucionar muitas injustiças sociais. O problema está no dia proposto. Biblicamente falando (confira aqui), o sábado sempre foi – é e será – o memorial da criação e sinal de autoridade do Criador (Ezequiel 20:20). É o verdadeiro dia da família e de descanso, estabelecido pelo próprio Deus. Séculos atrás, o papado mudou o dia de descanso do sábado para o domingo e alegou que fez isso pelo suposto poder conferido por Deus ao pontífice de Roma. Assim, se o sábado é o selo/sinal/memorial da autoridade do Criador, o domingo é o sinal da autoridade papal, humana. A lei de Deus – os dez mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio Criador do Universo (Êxodo 20) – é eterna e imutável como o próprio Legislador que a deu à humanidade (Mateus 5:17, 18). A principal justificativa dada para a mudança do dia de guarda tem sido a ressurreição de Cristo no domingo. Ocorre que não há uma passagem sequer – nem uma! – dizendo que Jesus teria mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, quer antes, quer depois da ressurreição – tanto é que Seus seguidores, incluindo a mãe dEle, Maria, os discípulos e o apóstolo Paulo, continuaram guardando o sábado após a morte e a ascensão do Mestre (confira). A “justificativa” para o descanso dominical, agora, é mais sutil e adaptada a esta época secularizada. Além do argumento ECOmênico de salvar o planeta (o papa Bento sugeriu que o domingo fosse usado como um dia de “baixo carbono”), há também essa pregação de Francisco em favor dos trabalhadores, da família e da liberdade. Quem, em são juízo, poderá argumentar contra essa proposta maravilhosa? E a minoria que insistir na santificação do sábado (por ser fiel à Palavra de Deus), será vista como “inimiga da sociedade”, teimosa, radical, fundamentalista, etc. Apoio à proposta papal já existe por parte do Parlamento Europeu (confira) e em algumas cidades, como em Santa Maria, RS, por exemplo (confira). Portanto, está mais fácil do que nunca a imposição de um dia de descanso que terá aceitação universal.
sábado, 5 de julho de 2014
Compre agora o seu adventismo pasteurizado, está em promoção - Parte 1
As igrejas cristãs são todas, sem exceção, parte da Babilônia mística (Ap 18). Os pioneiros adventistas esposavam essa convicção controversa. Ao surgir o movimento adventista sabatista, os conceitos mileritas serviram como ponto de partida. E os mileritas criam que a rejeição do anúncio do retorno de Jesus tornava a cristandade parte de Babilônia (Ap 14:8). Os adventistas sabatistas mantiveram a ideia, mesmo quando, alguns anos após o desapontamento, a principal corrente de ex-mileritas projetava o cumprimento dos três anjos (Ap 14) para o passado ou futuro.Resumo da ópera: o adventismo já nasceu em um contexto polêmico. Por alguns anos, os pioneiros creram que o convite da graça se estendia não a todos, porém somente aos mileritas (a teoria da porta fechada). Por esse motivo, os sabatistas dirigiam sua pregação aos mileritas somente.
Por outro lado, isso não significa que ele se isolaram em uma espécie de bolha teológica. Os adventistas não ignoravam completamente autores e teologias cristãs; eles faziam teologia em constante diálogo com tais fontes, em muitos casos, usando uma abordagem polêmica (termo usado quando um corrente cristã reivindica suas doutrinas reagindo contra uma ou mais correntes). A teologia do nascente movimento adventista era sólida e solidamente inserida na tradição do século XIX, ou seja, pertencia a uma bem arraigada tradição protestante.
Os hinos cantados por eles consistiam em coletâneas de hinos evangélicos populares, com acréscimos de hinos mileritas, muitos dos quais soariam atualmente como parte de um culto das igrejas pentecostais. Aliás, houve muito empenho, especialmente por parte do casal White, para conter manifestações fanáticas nas primeiras décadas do adventismo. Demoraria até se estabelecer um conceito de adoração mais ou menos homogêneo, embora persistisse a reminiscência de manifestações carismáticas (como na década de 1960, 1980 e a partir do meio da década de 1990). Isso não significou total desprezo por hinos tradicionais cristãos, quando eles não divergissem da fé adventista.
Porém, em suas linhas mestras, o clima do adventismo das décadas iniciais pode ser descrito com a palavra desconstrução: às vezes é preciso destruir as paredes para reformar uma casa. Logo, doutrinas como a trindade, por exemplo, sofriam questionamento de autores adventistas, especialmente devido à compreensão tradicional equivocada do assunto. De fato, os adventistas chegaram a crer na trindade fazendo um caminho inverso, que os levou aos fundamentos bíblicos, a partir dos quais atingiram nova compreensão sobre o assunto. Eles não eram bisonhos como os anti-trinitarianos atuais, os quais alegam não poderem crer na doutrina por não haver a palavra “trindade” em si nas Escrituras; ignoram que teologia de fato não leva em conta somente as palavras, mas as ideias contidas. A chave utilizada pelos adventistas sabatistas para crer ou rejeitar algo, ou chegar a uma compreensão diferente sobre determinado tema era a investigação bíblica.
Nem tudo são flores, porém. O que aconteceu para o adventismo hoje possuir uma acentuada dessemelhança em relação à perspectiva de seus pioneiros? Certamente, as mudanças não vieram de uma vez, nem foram causadas por um fator isolado. Talvez seja mais apropriado apresentar uma série de causas para as mutações dos genes do adventismo, sem que isso implique chegar a uma conclusão dramática de que tudo esteja irremediavelmente perdido. Afinal, se Deus suscitou essa obra, é certo que Ele continua à frente dela.
Alguns fatores, como a negligencia em áreas teológicas em detrimento do cumprimento da missão (até hoje não temos uma eclesiologia adventista bem definida, por exemplo), além da busca por parte de ministros e obreiros por formação teológica em nível de pós-graduação em seminários evangélicos contribuíram para que se abandonasse a ênfase em doutrinas distintivas. O processo se tornou mais evidente a partir da década de 1950. Naquele contexto, o adventismo se esforçava para ser aceito no seio do evangelicalismo, o que se percebe com o lançamento do livro Question on Doctrines (QD).
Fruto do diálogo entre representantes do movimento adventista e líderes evangélicos, o trabalho procurava conciliar as doutrinas adventistas com a tradicional versão norte-americana do cristianismo. A contribuição positiva de QD foi quebrar o preconceito em relação ao adventismo, fazendo com que ele perdesse a pecha de seita, além de esclarecer as doutrinas adventistas em face de equívocos e distorções. A contribuição negativa se deu com uma significativa mudança de ênfase nos aspectos distintivos da mensagem adventista, levando quase à conclusão que ele não pretendia nada de revolucionário ou novo, mas que, no fundo, era mais uma igreja protestante norte-americana, com uma ou outra doutrina sui generis.
Nas décadas seguintes, o adventismo se aproximou ainda mais dos círculos evangélicos, acarretando a crise sobre justificação pela fé, envolvendo Robert Brinsmead, Desmond Ford e outros. Finalmente, as implicações desta crise inicial geraram outra ainda mais severa, quando Ford atacou a doutrina da purificação do santuário celestial. Claramente, alguns círculos adventistas desenvolveram tamanha afinidade com o pensamento evangélico que uma revisão doutrinária parecia iminente. Embora a denominação se fortalecesse com a publicação de importantes obras reivindicando a posição adventista em assuntos como santuário celestial e interpretação profética (publicados por uma comissão especial, cuja sigla em inglês é DARCOM), dissensões e divisão de pensamento se agravaram entre os adventistas.
Entre os motivos que acirraram os novos conflitos no seio do adventismo, podemos mencionar:
• Crescimento evangelístico desacompanhado de discipulado bíblico: os adventistas nasceram com uma missão. Organizaram-se em função de sua identidade, estabelecida a partir de um chamado profético (Ap 14:6-12). Entretanto, ao assimilar influências evangélicas, o evangelismo adventista foi deixando a compreensão profética para adotar uma versão popular de existencialismo cristão (até quando trata das profecias!). Essa pregação existencialista propõe uma visão reduzida da salvação, excluindo o estilo de vida, fator que sempre marcou a compreensão adventista. Aliado a isso, a falta de instrução bíblica acometeu o adventismo. Mesmo a produção de livros e revistas denominais (que na América do Sul é rigorosamente selecionada e apresenta uma qualidade superior em relação a outras realidades) passa longe de atingir um povo que não foi instruído a pensar biblicamente. Resultado: a denominação cresce exponencialmente em número de membros, todavia possui cada vez menos pessoas comprometidas com a missão e com os valores do estilo de vida adventista, o qual permanece questionado e relativizado;
• Falta de posicionamento claro em questões referentes à identidade adventista: professores adventistas de teologia com acentuadas tendências liberais continuam lecionando em seminários adventistas de referência, quer na Europa, quer nos EUA. Eles gozam de total liberdade, influenciando jovens ministros e, por meio deles, congregações ao redor do mundo. Livros de tendência progressista são publicados por editoras adventistas e embora representam apenas a opinião de seus autores, ganham aura de legitimidade, como se possuíssem um selo de aprovação denominacional (não à toa, vivencia-se hoje uma crise editorial nas editoras adventistas da América do Norte). Assim, o adventismo tem se multifacetado, se dividindo e se tornado lento no cumprimento da missão profética para a qual foi levantado;
• A aculturação em face do mundo contemporâneo: o desafio de evangelizar os centros urbanos, nos quais a esmagadora maioria da população mundial se concentra, vem levando pensadores e líderes adventistas a adotar métodos que aproximem o estilo de culto a padrões similares ao da cultura popular contemporânea. Além disso, a influência da quase onipresente mídia social molda os padrões de pensamento dos adventistas dentro de uma perspectiva secular, a qual não é combatida por modelos racionais bíblicos (Rm 12:1-2).
Diante deste quadro, ainda que brevemente esboçado, pode-se perceber os prementes desafios com os quais o adventismo se depara. O movimento que nasceu em meados do século XIX com tantas características peculiares, atravessa seu terceiro século de existência repleto de embates internos e bastante influenciado pela cultura ao redor, quer religiosa, quer secular. O que poderia resgatar dentro do adventismo seus propósitos originais? Obviamente o assunto preocupa líderes e pensadores do movimento. Cada adventista sério se preocupa com a diluição do movimento. O que fazer?
Fonte - Questão de Confiança
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Brasil vive risco de epidemia de Chicungunya, com 17 casos confirmados
Doença que vem da África tem sintomas parecidos com os da dengue, com dores mais fores pelo corpoRIO - A doença é parecida com a dengue, mas muito mais dolorosa. Trata-se da febre Chicungunya, originária da África, responsável por severas dores nas articulações que podem perdurar até por anos após a fase aguda da infecção. Dezessete casos já foram registrados no Brasil — aparentemente todos de pessoas que contraíram a enfermidade no exterior —, e especialistas acreditam que a deflagração de uma nova epidemia é inevitável. O vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos responsáveis pela propagação da dengue.
A febre foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique. A doença se espalhou por várias regiões da África e da Ásia, e, atualmente, há surtos cíclicos em aproximadamente 40 países, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em dezembro passado, no entanto, a infecção foi registrada pela primeira vez nas Américas e vem se disseminando com muita rapidez: já foi reportada em 30 nações da região. No empobrecido e castigado Haiti, onde o Brasil mantém um contingente de militares, a epidemia está completamente fora de controle.
— O risco (de epidemia no Brasil) é iminente — garante o infectologista Stefan Cunha Ujvari, autor do livro “Pandemias” (Ed. Contexto). — A qualquer momento vai começar uma epidemia, não há mais como evitar: a doença é transmitida pelo aedes e segue a mesma rota da dengue. Basta um mosquito picar um doente aqui que vai passar adiante.
Dos 17 casos registrados no Brasil, 15 envolvem militares e missionários brasileiros que regressaram de missão no Haiti. Os outros dois são de brasileiros que estiveram na República Dominicana a turismo. “Outros dois casos estão em investigação, também de pessoas vindas desses mesmos países. Todos os pacientes apresentaram um quadro leve, estável e de evolução clínica favorável”, informou o Ministério da Saúde ontem, em comunicado.
...
Fonte - O Globo
Epidemia de ebola na África já é a pior da história
Mais de 460 pessoas já morreram desde março em Guiné, Serra Leoa e Libéria; Organização Mundial da Saúde já ligou o alerta máximo
São Paulo - A África vive, nesse momento, a sua pior epidemia de ebola da história.
Desde março, mais de 460 pessoas já morreram em Serra Leoa, Guiné e Libéria.
O surto mais mortal, até então, tinha sido em 1976, no Zaire, quando o vírus acabara de ser descoberto. 280 pessoas morreram naquele ano.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os números exatos são: 467 vítimas e 759 infectados. Mas os óbitos aumentam rapidamente e são atualizados todos os dias.
Há infectados em cerca de 60 cidades dos três países com casos confirmados.
Segundo a Unicef, a epidemia começou no interior da Guiné em fevereiro desse ano, nas comunidades de Macenta, Gueckedou e Kissidougou.
Depois, chegou à capital, Conakry - onde vivem dois milhões de pessoas.
O governo da Libéria, país vizinho, disse que seis pessoas que cruzaram a fronteira estavam infectadas e morreram em março, dando início ao surto no país.
A ebola provoca hemorragias internas e externas, vômitos e diarreia.
O ser humano é contaminado quando entra em contato com fluídos corporais, sangue ou tecidos de outras pessoas infectadas ou quando entra em contato com animais portadores do vírus.
Reunião de emergência
Ministros da saúde de onze países africanos estão reunidos para tentar combater o surto. Há risco de a epidemia entrar na Costa do Marfim, Senegal, Mali, Guiné-Bissau, Gana e Uganda.
À CNN, o especialista Peter Piot, quem descobriu o vírus nos anos 1970, se mostrou muito preocupado e considerou a situação como sendo "sem precedentes".
"É a primeira vez que há um surto como esse na África Ocidental, é a primeira vez que há mais de dois países envolvidos e é a primeira vez que o vírus atinge capitais", explicou.
A ONU já enviou mais de 150 especialistas para a região. Já os Médicos Sem Fronteiras enviaram mais de 300 profissionais.
Fonte - Exame
Desde março, mais de 460 pessoas já morreram em Serra Leoa, Guiné e Libéria.
O surto mais mortal, até então, tinha sido em 1976, no Zaire, quando o vírus acabara de ser descoberto. 280 pessoas morreram naquele ano.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os números exatos são: 467 vítimas e 759 infectados. Mas os óbitos aumentam rapidamente e são atualizados todos os dias.
Há infectados em cerca de 60 cidades dos três países com casos confirmados.
Segundo a Unicef, a epidemia começou no interior da Guiné em fevereiro desse ano, nas comunidades de Macenta, Gueckedou e Kissidougou.
Depois, chegou à capital, Conakry - onde vivem dois milhões de pessoas.
O governo da Libéria, país vizinho, disse que seis pessoas que cruzaram a fronteira estavam infectadas e morreram em março, dando início ao surto no país.
A ebola provoca hemorragias internas e externas, vômitos e diarreia.
O ser humano é contaminado quando entra em contato com fluídos corporais, sangue ou tecidos de outras pessoas infectadas ou quando entra em contato com animais portadores do vírus.
Reunião de emergência
Ministros da saúde de onze países africanos estão reunidos para tentar combater o surto. Há risco de a epidemia entrar na Costa do Marfim, Senegal, Mali, Guiné-Bissau, Gana e Uganda.
À CNN, o especialista Peter Piot, quem descobriu o vírus nos anos 1970, se mostrou muito preocupado e considerou a situação como sendo "sem precedentes".
"É a primeira vez que há um surto como esse na África Ocidental, é a primeira vez que há mais de dois países envolvidos e é a primeira vez que o vírus atinge capitais", explicou.
A ONU já enviou mais de 150 especialistas para a região. Já os Médicos Sem Fronteiras enviaram mais de 300 profissionais.
Fonte - Exame
Papa Francisco, um católico evangélico
Estamos testemunhando os frutos de um realinhamento histórico no cristianismoNo início deste ano, ocorreu no Vaticano um evento extraordinário. O bispo Tony Palmer, de uma igreja anglicana separatista, se encontrou com o papa Francisco. Eles tinham se tornado amigos quando Bergoglio ainda era arcebispo de Buenos Aires e Palmer era missionário evangélico carismático anglicano na Argentina.
Depois de eleito, Francisco telefonou para Palmer e propôs que eles se encontrassem. O papa perguntou a Tony Palmer o que ele poderia fazer para incentivar a unidade com os protestantes evangélicos. O bispo Tony pegou seu iPhone e disse a Francisco: “Por que não gravamos um vídeo de saudação para o grupo de cristãos carismáticos influentes que eu vou encontrar numa conferência no Texas na semana que vem?”.
O papa Francisco aceitou.
Depois que o vídeo com a saudação do papa foi mostrado na conferência de líderes protestantes evangélicos, o televangelista Kenneth Copeland afirmou que queria visitar o papa.
A visita já aconteceu. Rick Wiles relata que uma delegação chefiada pelo bispo Tony Palmer viajou a Roma e se encontrou com o papa Francisco, numa conversa que durou três horas. James e Betty Robison, apresentadores do programa de televisão Life Today [Vida Hoje], e Kenneth Copeland, fundador dos Ministérios Kenneth Copeland, estavam acompanhados pelo reverendo Geoff Tunnicliff, presidente da Aliança Evangélica Mundial, pelos reverendos Brian Stiller e Thomas Schirrmacher, também da Aliança Evangélica Mundial, e pelo reverendo John Arnott e sua esposa, Carol, co-fundadores dos ministérios Partners for Harvest [Parceiros na Messe], de Toronto, no Canadá.
Esse encontro é ainda mais impactante quando se sabe que, não muito tempo atrás, os evangélicos conservadores da América do Norte viam a Igreja católica como a "grande prostituta da Babilônia" e o papa como o anticristo.
Os líderes evangélicos não só ficaram impressionados com a simplicidade e com o calor receptivo do papa Francisco, como claramente manifestaram uma comunhão em Cristo que não havia no passado.
Como podemos entender esse entrosamento dos conservadores evangélicos com o papa Francisco?
O que estamos testemunhando é fruto de um realinhamento histórico no cristianismo.
Já faz algum tempo que a verdadeira divisão dentro do cristianismo não é entre católicos e protestantes. É entre os cristãos que acreditam numa religião revelada e os que acreditam numa religião relativa. A verdadeira divisão é entre os progressistas que desejam alterar a fé histórica de acordo com o espírito de cada época e aqueles que acreditam que o espírito de cada época é que deve ser desafiado pela verdade eterna e imutável do Evangelho cristão.
Aqueles que acreditam numa forma relativa, progressista e modernista do cristianismo descartam o elemento miraculoso da religião, acreditam que a Igreja e as Escrituras são apenas acidentes históricos criados pelo homem e acham que a Igreja deve se adaptar completamente às necessidades da sociedade moderna. Os progressistas veem a Igreja como um agente de mudança social e pensam que a principal tarefa dos cristãos é ser ativistas políticos.
Do lado oposto, estão aqueles que acreditam que o Evangelho de Jesus Cristo é revelado por Deus para a salvação das almas e para a transformação do mundo. Estes cristãos históricos acreditam que as Escrituras são inspiradas por Deus e que o Evangelho não pode ser alterado pela cultura de época alguma. Eles podem ser chamados de “cristãos clássicos”, porque acreditam na “antiga história” de uma humanidade pecadora e de um Deus misericordioso que entregou o próprio Filho pela salvação do mundo.
Cristãos progressistas e clássicos existem em todas as confissões e em todas as estruturas eclesiais. Há católicos clássicos e progressistas e há protestantes clássicos e progressistas. O recente encontro entre o papa Francisco e esses líderes evangélicos revela que os cristãos clássicos de uma confissão têm mais em comum com os cristãos clássicos de outra confissão do que com os progressistas da própria confissão.
O surpreendente do papado é que as palavras e os atos dos papas não apenas são firmemente enraizados no passado, mas, muitas vezes, são proféticos, voltados para o futuro. É o caso das palavras e atos de São João Paulo II e de Bento XVI, por exemplo.
E acontece o mesmo com o papa Francisco. Seu encontro com os líderes evangélicos indica um novo alinhamento dentro do cristianismo global. Enquanto os cristãos progressistas se fundem cada vez mais com o “espírito do tempo”, a divisão entre eles e os cristãos clássicos se mostra cada vez mais aguda. Em paralelo, os cristãos de todas as confissões clássicas começam a se unir e a cooperar entre si. Os cristãos clássicos da ortodoxia oriental, do catolicismo romano, do anglicanismo clássico e do protestantismo evangélico vão encontrar cada vez mais formas de entendimento.
A comunhão cada vez mais estreita com os evangélicos se verá acelerada quando o cristianismo progressista tiver se afastado a ponto de se transformar em algo diferente do próprio cristianismo. A aproximação entre evangélicos clássicos e católicos também brotará, em contraste com as forças escuras que se levantarão em várias frentes contra Cristo e sua Igreja. A oposição ao cristianismo clássico e a latente ameaça de perseguição darão um novo e mais profundo significado ao termo "evangélico católico".
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Colômbia: católicos, judeus e muçulmanos assinaram declaração de paz
Seguindo os passos do Papa Francisco, se comprometeram a continuar construindo em conjunto caminhos de paz e reconciliação
Católicos, judeus e muçulmanos, na Colômbia, assinaram uma histórica declaração conjunta sobre a paz, nesta terça-feira, 1 de julho, nas instalações do Palácio do Arcebispo de Bogotá.
Em seu site, além dessa notícia, a Conferência Episcopal da Colômbia afirmou que estas comunidades “se comprometeram a continuar construindo conjuntamente caminhos de paz e reconciliação no nosso país”.
A reunião foi presidida pelo Cardeal Rubén Salazar Gómez, o rabino Alfredo Goldschmidt e o Sheik Ahmad Tayel.
"Infelizmente ao longo da história religiosa – afirmou o Cardeal Salazar – ficou demonstrado que houve rivalidade, embora sigamos o mesmo Deus. Por isso, o Santo Padre, o Papa Francisco, quis fazer, desde Roma, um gesto de reconciliação entre dois inimigos que, hoje em dia, parecem irreconciliáveis, Israel e Palestina. Imitando esse gesto, a comunidade uniu-se em um momento de oração para pedir pela paz de todo o mundo, mas de modo especial, pela paz na Colômbia”.
Por sua parte, o rabino Alfredo Goldschmidt, representante da comunidade judaica, acredita que a oração pela paz seja uma oportunidade para fechar essa porta de ódio e de violência, referindo-se especificamente ao conflito interno que vive o país. "Dói-nos muito que um grupo de pessoas perturbem e não permitam que um país possa viver em tranquilidade como sociedade, o que acontece na Colômbia, acontece no Oriente Médio e em muitos países do mundo”, disse Goldschmidt.
Esta iniciativa tem sido possível graças ao exemplo dado pelo Papa Francisco, que no dia 8 de junho reuniu-se com os presidentes de Israel, Shimon Peres, e o presidente palestino, Mahmoud Abás.
Durante este encontro histórico houve momentos de oração, canto e entrega de placas comemorativas. Finalmente, terminou com a assinatura e proclamação da declaração inter-religiosa, da parte das três comunidades.
Durante esta reunião também esteve presente o vice-presidente da República, Argelino Garzón. A autoridade destacou esse fato como um sinal que motiva os colombianos, o Estado e os grupos à margem da lei para fortalecerem mais o que nos une do que o que nos separa.
Em seu site, além dessa notícia, a Conferência Episcopal da Colômbia afirmou que estas comunidades “se comprometeram a continuar construindo conjuntamente caminhos de paz e reconciliação no nosso país”.
A reunião foi presidida pelo Cardeal Rubén Salazar Gómez, o rabino Alfredo Goldschmidt e o Sheik Ahmad Tayel.
"Infelizmente ao longo da história religiosa – afirmou o Cardeal Salazar – ficou demonstrado que houve rivalidade, embora sigamos o mesmo Deus. Por isso, o Santo Padre, o Papa Francisco, quis fazer, desde Roma, um gesto de reconciliação entre dois inimigos que, hoje em dia, parecem irreconciliáveis, Israel e Palestina. Imitando esse gesto, a comunidade uniu-se em um momento de oração para pedir pela paz de todo o mundo, mas de modo especial, pela paz na Colômbia”.
Por sua parte, o rabino Alfredo Goldschmidt, representante da comunidade judaica, acredita que a oração pela paz seja uma oportunidade para fechar essa porta de ódio e de violência, referindo-se especificamente ao conflito interno que vive o país. "Dói-nos muito que um grupo de pessoas perturbem e não permitam que um país possa viver em tranquilidade como sociedade, o que acontece na Colômbia, acontece no Oriente Médio e em muitos países do mundo”, disse Goldschmidt.
Esta iniciativa tem sido possível graças ao exemplo dado pelo Papa Francisco, que no dia 8 de junho reuniu-se com os presidentes de Israel, Shimon Peres, e o presidente palestino, Mahmoud Abás.
Durante este encontro histórico houve momentos de oração, canto e entrega de placas comemorativas. Finalmente, terminou com a assinatura e proclamação da declaração inter-religiosa, da parte das três comunidades.
Durante esta reunião também esteve presente o vice-presidente da República, Argelino Garzón. A autoridade destacou esse fato como um sinal que motiva os colombianos, o Estado e os grupos à margem da lei para fortalecerem mais o que nos une do que o que nos separa.
"O protesto acabou!"
Kenneth Copeland, um dos líderes protestantes que esteve no encontro no Vaticano com o Papa Francisco, falou na sua mega-igreja acerca dessa ocasião.
Após ler um excerto do acordo assinado em 1999 entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Luterana, Copeland repetiu alegremente a frase sugerida pelo bispo Tony Palmer: "O PROTESTO ACABOU!", logo seguido de um aplauso de satisfação por parte dos membros.
"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151.
Fonte - O Tempo Final
Após ler um excerto do acordo assinado em 1999 entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Luterana, Copeland repetiu alegremente a frase sugerida pelo bispo Tony Palmer: "O PROTESTO ACABOU!", logo seguido de um aplauso de satisfação por parte dos membros.
"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151.
Fonte - O Tempo Final
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Muçulmanos invadem aldeia cristã e crucificam nove
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos vem divulgando constantemente os horrores da guerra na Síria. Tendo se iniciado há mais de três anos, já resultou em 162 mil mortos e mais de nove milhões forçados a saírem de suas casas.
No embate entre as forças do governo e os rebeldes, de duas facções islâmicas distintas, os cristãos foram pegos no fogo cruzado e são o grupo que mais sofre nessa guerra. Quando os rebeldes invadem as aldeias e cidades cristãs da Síria, geralmente punem seus moradores por não servirem a Alá e por serem aliados do governo do presidente Bashar al-Assad, que nunca perseguiu os cristãos do país.
Os guerrilheiros do exército do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS), vem chamando atenção da mídia internacional pelas demonstrações de crueldade nesta guerra. Seu objetivo declarado é criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e na Síria.
Neste final de semana, deram dois sinais claros que as coisas estão saindo de controle novamente. Após as eleições recentes, esperava-se que o ritmo da guerra diminuísse e a paz fosse negociada.
Porém, foram divulgadas imagens da ação do ISIS na província cristã de Aleppo, no norte do país. Nove homens foram crucificados em público. A acusação era de apostasia (afastar-se da verdadeira fé muçulmana). Um deles, que não teve seu nome divulgado, conseguiu sobreviver depois de ficar crucificado por oito horas. Ele contou que foram torturados após os jihadistas invadirem sua aldeia, e condenados a pagar por sua falta de fé.
Os corpos dos demais homens ficaram na praça principal da vila por três dias, como um sinal de força do ISIS. No início do mês passado, foram divulgadas imagens de cristãos sendo crucificados por soldados do ISIS na cidade de Raqqa.
Neste domingo (29), uma gravação postada na internet anunciou para o mundo que os jihadistas do ISIS estão reestabelecendo o califado. Esse regime político, desaparecido há um século, significa na prática que seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, agora é o califa, e portanto será o líder dos muçulmanos em todas as partes do mundo.
No embate entre as forças do governo e os rebeldes, de duas facções islâmicas distintas, os cristãos foram pegos no fogo cruzado e são o grupo que mais sofre nessa guerra. Quando os rebeldes invadem as aldeias e cidades cristãs da Síria, geralmente punem seus moradores por não servirem a Alá e por serem aliados do governo do presidente Bashar al-Assad, que nunca perseguiu os cristãos do país.
Os guerrilheiros do exército do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS), vem chamando atenção da mídia internacional pelas demonstrações de crueldade nesta guerra. Seu objetivo declarado é criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e na Síria.
Neste final de semana, deram dois sinais claros que as coisas estão saindo de controle novamente. Após as eleições recentes, esperava-se que o ritmo da guerra diminuísse e a paz fosse negociada.
Porém, foram divulgadas imagens da ação do ISIS na província cristã de Aleppo, no norte do país. Nove homens foram crucificados em público. A acusação era de apostasia (afastar-se da verdadeira fé muçulmana). Um deles, que não teve seu nome divulgado, conseguiu sobreviver depois de ficar crucificado por oito horas. Ele contou que foram torturados após os jihadistas invadirem sua aldeia, e condenados a pagar por sua falta de fé.
Os corpos dos demais homens ficaram na praça principal da vila por três dias, como um sinal de força do ISIS. No início do mês passado, foram divulgadas imagens de cristãos sendo crucificados por soldados do ISIS na cidade de Raqqa.
Neste domingo (29), uma gravação postada na internet anunciou para o mundo que os jihadistas do ISIS estão reestabelecendo o califado. Esse regime político, desaparecido há um século, significa na prática que seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, agora é o califa, e portanto será o líder dos muçulmanos em todas as partes do mundo.
Segundo o que essa organização terrorista, que nasceu no seio da Al-Qaeda, tem divulgado, pretendem instituir um regime fundamentalista islâmico em todo o Oriente Médio e norte da África. Isso pode ser visto como uma declaração de guerra a Israel, a quem eles prometeram aniquilar. Também pode ser encarado como uma ameaça real a todos os cristãos que vivem nessas áreas.
Fonte - Gospel Prime
Fonte - Gospel Prime
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Mensagem de Bartolomeu I a Francisco
“Conservemos no nosso coração, como um tesouro precioso, a recordação dos nossos recentes encontros em Jerusalém e em Roma, que renovaram e selaram ulteriormente nossas ligações fraternas, confirmando também o nosso desejo de continuar o caminho para a nossa plena união e comunhão, desejada pelo Senhor”. Foi o que escreveu o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, em uma carta pessoal dirigida ao Papa Francisco por ocasião da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.Na carta, o Patriarca Ecumênico evocou a viagem à Terra Santa por ocasião do 50º aniversário do abraço entre Paulo VI e Atenágoras e expressou a sua gratidão pela iniciativa de oração pela paz promovida no Vaticano, reunindo os Presidentes de Israel e Palestina, evento por ele definido como “comovente”.
Bartolomeu I, por fim, eleva a sua oração para que o Papa Francisco possa “continuar a sua preciosa liderança e serviço no mundo moderno, inspirando a todos” com as virtudes da sua personalidade e amor “para Deus e para a humanidade”.
Fonte - Catolicanet
Muçulmanos impedem culto cristão pela primeira vez em 1.600 anos
Enquanto grande parte da mídia mundial parece ignorar os ataques do grupo terrorista ISIS (sigla que no original quer dizer Estado Islâmico no Iraque e na Síria), seus integrantes continuam perseguindo cristãos, muitas vezes crucificando-os ou decepando suas cabeças.
Nascida no seio da Al Qaeda, mas atualmente operando de forma independente, eles têm controlado a região norte do Iraque, o Curdistão. O clima de terror imposto por eles conseguiu impedir pela primeira vez o culto cristão na região de Mosul em 1600 anos.
Relatórios internacionais apontam que ali vivem mais de 3.000 cristãos. Eram 35.000 em 2003. A grande maioria abandonou a região quando as milícias tomaram controle. Segundo a ONG cristã World Watch Monitor, as famílias restantes estão abrigadas em um bairro cristão. A cidade vizinha, Qaraqosh, já teve cerca de 70 mil cristãos, hoje o número é dez vezes menor.
Na quarta-feira, 25 de junho, as forças aliadas com o ISIS tentaram entrar em Qaraqosh. Várias famílias cristãs morreram por causa do bombardeio. Com isso, grande parte dos cristãos que ainda restavam foram forçados a evacuar a cidade. O premiê iraquiano, Nuri Al Maliki, confirmou que aviões do governo sírio bombardearam ISIS em outras partes do norte do Iraque.
Um membro da Alta Comissão do Iraque para os Direitos Humanos, Dr. Sallama Al Khafaji, relatou que os invasores do ISIS começaram a exigir um imposto (jizya) dos cristãos na região de Mosul. Trata-se do resgate de um costume dos tempos medievais, quando a rígida lei islâmica exigia que os pagassem uma espécie de taxa de proteção e eram proibidos de expressar publicamente sua fé.
Os que se recusam a pagar são agredidos, suas casas incendiadas e algumas vezes até mortos. Entre osobjetivos declarados do ISIS está criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e da Síria, destruir os cristãos e aniquilar Israel.
Para muitos líderes cristãos iraquianos, há um temor crescente de que os ataques da ISIS fazem com que o cristianismo corra o risco real de ser extinto no país. Pela primeira vez em 1600 anos, os cristãos estão proibidos de cultuar a Deus no norte do Iraque. O bispo de Bagdá, Saad Sirop, desabafou: “Pedimos a Deus que nos dê sabedoria para enfrentar estes problemas com coragem. Não há dúvida que estamos passando por um período muito difícil”.
Fonte - Gospel Prime
Nascida no seio da Al Qaeda, mas atualmente operando de forma independente, eles têm controlado a região norte do Iraque, o Curdistão. O clima de terror imposto por eles conseguiu impedir pela primeira vez o culto cristão na região de Mosul em 1600 anos.
Relatórios internacionais apontam que ali vivem mais de 3.000 cristãos. Eram 35.000 em 2003. A grande maioria abandonou a região quando as milícias tomaram controle. Segundo a ONG cristã World Watch Monitor, as famílias restantes estão abrigadas em um bairro cristão. A cidade vizinha, Qaraqosh, já teve cerca de 70 mil cristãos, hoje o número é dez vezes menor.
Na quarta-feira, 25 de junho, as forças aliadas com o ISIS tentaram entrar em Qaraqosh. Várias famílias cristãs morreram por causa do bombardeio. Com isso, grande parte dos cristãos que ainda restavam foram forçados a evacuar a cidade. O premiê iraquiano, Nuri Al Maliki, confirmou que aviões do governo sírio bombardearam ISIS em outras partes do norte do Iraque.
Um membro da Alta Comissão do Iraque para os Direitos Humanos, Dr. Sallama Al Khafaji, relatou que os invasores do ISIS começaram a exigir um imposto (jizya) dos cristãos na região de Mosul. Trata-se do resgate de um costume dos tempos medievais, quando a rígida lei islâmica exigia que os pagassem uma espécie de taxa de proteção e eram proibidos de expressar publicamente sua fé.
Os que se recusam a pagar são agredidos, suas casas incendiadas e algumas vezes até mortos. Entre osobjetivos declarados do ISIS está criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e da Síria, destruir os cristãos e aniquilar Israel.
Para muitos líderes cristãos iraquianos, há um temor crescente de que os ataques da ISIS fazem com que o cristianismo corra o risco real de ser extinto no país. Pela primeira vez em 1600 anos, os cristãos estão proibidos de cultuar a Deus no norte do Iraque. O bispo de Bagdá, Saad Sirop, desabafou: “Pedimos a Deus que nos dê sabedoria para enfrentar estes problemas com coragem. Não há dúvida que estamos passando por um período muito difícil”.
Fonte - Gospel Prime
terça-feira, 17 de junho de 2014
O Papa na abertura do Congresso Diocesano de Roma: sonho uma Igreja mãe que sabe abraçar e acolher os seus filhos
Falando em grande parte de modo espontâneo, ou seja, sem texto, Francisco disse que em numerosas cartas que recebe todos os dias – contou – leio relatos "de muitos homens e mulheres que se sentem desorientados porque a vida é muitas vezes cansativa e não se consegue encontrar o seu sentido e valor, por demais corrida, e imagino quanto é confusa a jornada de um pai e de uma mãe que se levantam cedo, acompanham os filhos à escola e depois vão trabalhar muitas vezes em lugares repletos de conflitos".
O Papa Bergoglio contou que quando era Arcebispo de Buenos Aires e conseguia falar com mais frequência com os jovens, deu-se conta de que eles sofrem de orfandade, "nossas crianças e jovens sofrem de orfandade – reiterou –, creio que o mesmo aconteça em Roma. Os jovens são órfãos de um caminho seguro para percorrer, de um mestre, de ideais que aqueçam o coração, de esperanças que sustentem a faina quotidiana. São órfãos, mas conservam o desejo de tudo isso", frisou.
"Essa é a sociedade dos órfãos, sem memória de família porque, por exemplo, os avós são levados para casas de repouso, sem afecto de hoje, ou um afecto muito veloz, pai e mãe estão cansados e vão dormir e eles ficam cansados, órfãos de gratuidade, daquela gratuidade do pai e da mãe que sabem perder tempo brincando com os filhos. Precisamos do sentido da gratuidade nas famílias e nas paróquias.
O Papa Francisco disse ainda que "a Igreja deve tornar-se mãe, não uma ONG bem organizada". "Se a Igreja não é mãe, não é fecunda e se torna solteirona" – disse. A sua identidade é evangelizar, ou seja, fazer filhos". "A fecundidade é a graça que devemos pedir ao Espírito Santo. Não é ir buscar proselitismo". A Igreja "não cresce por proselitismo, mas por atracção materna, por testemunho que gera filhos", reiterou.
Hoje a "mãe Igreja envelheceu um pouco, não digamos que é avó, mas devemos rejuvenescê-la, não levá-la ao médico que faz maquiagem. A Igreja torna-se jovem quando é capaz de fazer filhos".
Fonte - News.VA
Nota DDP: O papel da Igreja ao reverso de ser "mãe", é ser formada pelos filhos, não dela, mas do Senhor. A igreja que pretende ser mãe, tendo suas filhas, é aquela descrita no Apocalipse.
Líderes convocam cristãos para “segundo Pentecostes” em 2015
Encontro em Jerusalém pedirá por avivamento de uma nova geraçãoO mundo está pronto para um segundo Pentecostes? Essa é a expectativa de um movimento global chamado Empowered 21. Seus organizadores estiveram reunidos em Jerusalém, onde o primeiro Pentecostes ocorreu.
Dezenas de líderes cristãos viajaram de todo o mundo até Israel para adorar, orar e fazer planos conjuntos para o que eles esperam que ocorra a partir do ano que vem. “É incrível ver como muitos líderes maravilhosos que Deus tem levantado com o objetivo de ver cada pessoa tendo um encontro real com o Espírito Santo até o ano de 2033. É impressionante”, afirmou Bill Johnson, da Bethel Church.
Billy Wilson, presidente da Oral Roberts University e diretor da E-21, falou sobre o movimento global. “Nossa grande visão é maior do que todos nós. Veio de Habacuque 2:14, mostrando que o conhecimento da glória do Senhor cobrirá a terra como as águas cobrem o mar”, esclareceu.
O primeiro Pentecostes, segundo o livro de Atos ocorreu no Monte Sião em Jerusalém, cerca de 2000 anos atrás. O objetivo agora é que os cristãos de todo o mundo orem por um “novo Pentecostes” para ocorrer a partir de 24 de maio de 2015.
“Estamos convidando os crentes de todo o mundo a celebrar o poder do Espírito Santo, e serem cheios do Espírito no século 21, clamando que uma nova geração possa experimentar mais de Deus”, afirmou Wilson. Um dos objetivos do movimento é o avivamento de uma nova geração, que poderá liderar a Igreja global nos próximos anos.
Os líderes do projeto são todos pertencentes a movimentos pentecostais e explicam que a “chave” para o sucesso da empreitada será a união de propósitos. A profetiza Cindy Jacobs disse que tem sonhado com esse momento e afirma “a vida dessas pessoas nunca mais será a mesma”.
Fonte - Gospel Prime
Nota DDP: Curiosamente a data de início é um... domingo.
domingo, 15 de junho de 2014
Os adventistas preferem especialistas em crescimento de igreja
O apologeta é o sujeito de óculos espessos e mal humor ainda mais espesso! Ele vê ameaça em qualquer transeunte. Você não gostaria de passar um natal em família tendo um tio apologeta, o qual, indubitavelmente, falaria das origens pagãs da festa, ao invés de se preocupar com o recheio do peru.Entrementes, todos gostam do carisma de um especialista em crescimento de igreja. Defesa racional da fé cristã? Ora, isto é um ranço de outro período. A tendência das pessoas é seguir as emoções; desse modo, vamos usar o evangelismo da amizade. E quando a pessoa estiver com dúvidas, daremos a ela um livro de auto-ajuda cristã que não lhe dirá nada com nada, mas a motivará!
Há três tipos de especialistas em crescimento de igreja: os que já estudaram no Fuller; os que estudaram em outro lugar, mas leram os grandes nomes do Fuller; e aqueles que se apoiam nas conclusões dos dois primeiros. O Fuller, como se sabe, é um seminário teológico que hoje segue a versão mais descolada do pentecostalismo. Na proposta pragmática do Fuller, crescimento de igreja e renovação litúrgica são como ovo e farinha do bolo: um existe para dar liga com o outro.
Não importa como ou por quais métodos – desde que a igreja cresça, "faze o que tu queres pois é tudo da lei", cantariam os membros da igreja do evangelho alternativo. Curioso é constatar a rota deste pensamento evangélico e ecumênico até chegar nos adventistas.
Como se sabe, os adventistas se especializaram ao longo de décadas em batizar – não apenas pessoas, mas programas de outros movimentos cristãos. Afinal, para quê ser cabeça quando tornar-se a cauda tem certo charme?
O verdadeiro crescimento espiritual é viabilizado pelo estudo da Bíblia, alicerce da experiência cristã de permanecer obedientemente na videira (Jo 15:7, 10, 14). Discípulos maduros apresentam um caráter transformado, fruto da vida renovada (2 Co 5:17). Como resultado, temos uma responsabilidade com relação às pessoas a nossa volta (2 Co 5:18-20).
Carecemos avaliar as oportunidades para um testemunho consciente, sem arrogância ou constrangimento. Testemunhar não significa aderir a um programa maciço. Antes, está relacionado a defender sua fé levando cativo todo pensamento a Cristo (2 Co 10:4-5), com mansidão e temor (1 Pe 3:15), justamente o sentido inicial de ser um apologeta! Bons programas podem criar condições para os crentes reconhecerem a importância de se engajarem neste processo ou adquirirem as ferramentas para servirem como missionários em suas comunidades.
Infelizmente, há diversas iniciativas que procuram reproduzir programas desenvolvidos por outras denominações cristãs. Quando isso é feito de forma acrítica, estamos usando um vestido impregnado do perfume de sua antiga dona. Não é de admirar que muitos adventistas pensem como evangélicos!
Alguns dentre nós querem que a igreja se solte de suas amarras históricas e se modernize. Creem que, para ganhar o mundo, devem pensar e agir como o mundo. Soa como o homem que pede à esposa maior liberdade – e isso não termina bem, por melhores que sejam as intenções.
A fé que possuímos deve ser hasteada como um legado Celeste (Jd 3), do qual jamais seremos dignos de levar. Somente pelo bem do próximo e por misericórdia a nós recebemos tamanha responsabilidade! Como poderíamos trocar as orientações de um Deus onisciente pelas ideias de homens limitados? Se encher igrejas fosse o alvo estabelecido por Deus isso não seria algo impossível; mas sendo a missão pregar o verdadeiro evangelho e convidar outros a aceitarem a mesma salvação imerecida que experimentamos, isso requer um poder sobrenatural. Alcançar a todos, utilizando os métodos legitimados pelas Escrituras: eis o nosso desafio!
É melhor deixar Fuller com seus planos. Deus reserva mais para Seus filhos.
Fonte - Questão de Confiança
Líderes religiosos pedem paz e união na Copa no Brasil
As cartas falam sobre justiça e paz entre os povos e comentam a importância do futebol para prover essas atitudesLíderes religiosos de diversas partes do mundo enviaram mensagens para o governo brasileiro saudando pela Copa do Mundo, desejando que o evento ocorra tudo bem, com paz e ensinamentos sobre tolerância.
No dia de abertura do evento esportivo, 12 de junho, a Presidência da República divulgou as cartas de saudação vindas de entidades como a Aliança Evangélica Mundial, sediada em Nova York, a Casa Universal de Justiça, de Israel, a Igreja Ortodoxa de Constantinopla e outras.
A Aliança Evangélica Mundial falou que a Copa do Mundo “é uma oportunidade para que os povos de todo o mundo se encontrem, reconhecendo suas diferenças, e, ao mesmo tempo, celebrando a multiplicidade da criação de Deus”. Na carta a entidade ainda pede que o evento “seja marcado pela alegria, pela paz e pela boa vontade”.
A Casa Universal de Justiça falou no texto que são poucos os eventos que incluem “povos de várias etnias, religiões e culturas” e apoiou a atitude do governo brasileiro em repudiar o racismo e todas as formas de discriminação.
“O esporte em equipe tem o poder de inculcar os valores humanos da cooperação e da responsabilidade e de nos fazer aceitar êxitos e fracassos com dignidade. Acima de tudo, oferece a oportunidade de promover a boa vontade entre as nações”, disse o texto assinado por rabinos israelenses.
O patriarca ecumênico Bartolomeu, da Igreja Ortodoxa, também enviou uma carta para o Brasil dizendo que “o esporte e a competição modernos têm a capacidade de se sobrepor à discriminação racial e cultural, bem como a diferenças econômicas e políticas, ao mesmo tempo em que contribuem para a estabilidade social e a paz global”.
Até mesmo representantes do candomblé fizeram cartas para Brasília declarando que todos os povos se unam para rogar “às suas divindades para que abençoem plenamente este momento de encontro entre as nações”.
O Conselho Mundial de Igrejas, com sede em Genebra, na Suíça, também entrou em contato com Brasília. A carta o Conselho falou sobre amor, justiça e paz. “Esperamos que este amor se manifeste em vários aspectos que envolvem este evento global e que, ao seu final, a Copa do Mundo também seja lembrada como um momento histórico na busca dos povos por justiça e paz.”
Outro grupo religioso que enviou mensagens sobre a Copa do Mundo para o Brasil foi o movimento budista Soka Gakkai Internacional que destacou a mistura étnica do país acreditando que aliada à cultura do futebol essa mistura é uma “poderosa e infalível força para a criação de uma cultura de paz”.
Fonte - Gospel Prime
sábado, 14 de junho de 2014
Especialista prevê "grande batalha" no leste ucraniano
Separatistas do leste ucraniano abateram avião militar em Lugansk, matando seus 49 ocupantes. Para Kyryl Savin, diretor do escritório da Fundação Heinrich Böll em Kiev, conflito já é uma guerra, da qual Rússia faz parte.Depois do ataque a um avião militar ucraniano que matou 49 soldados, o presidente Petro Poroshenko prometeu neste sábado (14/06), em Kiev, dar "uma resposta adequada" aos separatistas pró-russos que derrubaram a aeronave de transporte militar na madrugada deste sábado.
"Os que estão envolvidos neste ato cínico de terrorismo em tão grande escala serão certamente punidos. A Ucrânia precisa de paz. Mas os terroristas vão receber uma resposta adequada", disse Poroshenko em comunicado.
Ainda na sexta-feira, o Departamento de Estado americano acusou a Rússia de fornecer tanques e armamento pesado aos separatistas na Ucrânia. A porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, afirmou que nos últimos três dias entraram na Ucrânia, através da localidade de Snizhne, vários tanques e outros veículos com capacidade bélica.
Em entrevista à Deutsche Welle, Kyryl Savin, diretor do escritório da Fundação Heinrich Böll em Kiev, disse que as armas russas já estão presentes há bastante tempo em território ucraniano e que, agora, negociações de paz são praticamente impossíveis. "Acredito que agora os militares irão, de fato, agir de forma ainda mais dura contra os separatistas. Pois o ódio da população é grande", disse Savin, acrescendo que "a próxima coisa que vamos ver é uma grande batalha pela cidade de Lugansk."
ONU alerta para mais de 50 mil crianças em risco de vida no Sudão do Sul
Mais de 50 mil crianças podem morrer em breve de fome ou doenças no Sudão do Sul, devastado por seis meses de guerra civil. O alerta foi dado este sábado pela ONU, que reclama mil milhões de dólares para ajudar a população"Os objetivos imediatos da operação humanitária são o de salvar vidas e evitar a fome", diz um comunicado das Nações Unidas divulgado este sábado.
Acrescenta o comunicado que "muitas comunidades não podem mais cultivar ou cuidar dos animais e o risco de fome é elevado" e que em algumas regiões do país, "de difícil acesso, há pessoas a morrer de fome".
O conflito já fez milhares, ou mesmo dezenas de milhares de mortos (ainda não foi feito um balanço preciso), e mais de 1,5 milhões de pessoas tiveram de deixar as suas casas.
"As consequências podem ser terríveis: 50 mil crianças podem morrer este ano se não receberem assistência", disse o responsável pelas operações humanitárias da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer, quando anunciava um plano de ajuda a 3,8 milhões de pessoas "atingidas pela fome, violência e doenças".
O Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e o chefe dos rebeldes, Riek Machar, comprometeram-se esta semana a formar um governo de transição num prazo de 60 dias, mas os especialistas duvidam da vontade dos dois em terminar com o conflito.
Dois anteriores acordos de cessar-fogo não duraram mais do que algumas horas. Os combates e as fugas da população já afetaram a vida de milhões de pessoas, disse o responsável.
Segundo Toby Lanzer, os doadores já contribuíram com 740 milhões de dólares (547 milhões de euros) em ajuda humanitária, mas são necessários mais mil milhões (739 milhões de euros) para cobrir as necessidades.
Fonte - Jornal de Notícias
quinta-feira, 12 de junho de 2014
50 anos do Concílio: reforçar o diálogo com o mundo e incrementar o ecumenismo
Dom Orlando destaca o diálogo com o mundo e o ecumenismo como desafios pastorais de primeira grandeza propostos pelo Vaticano II, reconhecendo, contudo, tratar-se exatamente dos pontos talvez hoje mais fracos na atual situação da Igreja: diálogo com o mundo, inculturação, diálogo da fé e da ciência. O arcebispo de Londrina diz ter a impressão de que ao longo destes 50 anos do Concílio a Igreja se voltou mais para a Lumen gentium do que para a Gaudium et spes, enfatizando que o diálogo com o mundo só pode fazer um grande bem à Igreja.
Dom Orlando retoma o tema do ecumenismo qual ponto decisivo para João XXIII, impulsionado por João Paulo II e levado adiante por Bento XVI, mas diz ser o irmãozinho pobre, o ponto fraco sobre o qual se deve avançar muito mais. Por outro lado, fala dos avanços enormes no campo dos meios de comunicação na Igreja, reconhecendo neste âmbito um dos pontos mais altos desenvolvidos a partir do Vaticano II.
Católicos e muçulmanos vão apoiar retirada de vídeos de intolerância
Organizações religiosas vão entrar com pedido na Justiça para participarem como amicus curiae no processo que pede a retirada da internet de vídeos com mensagens de intolerância aos cultos afro-brasileiros. O anúncio foi feito ontem (11) depois de reunião da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro. No encontro, a Igreja Católica e a Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro anunciaram apoio à causa dos praticantes das religiões de matriz africana.A atuação como amicus curiae vai permitir que sejam ouvidos no processo como terceiros, em benefício do interesse do julgamento. No dia 10, o Ministério da Justiça anunciou um grupo de trabalho para debater ações de enfrentamento à discriminação e à violência contra praticantes de religiões de matriz africana, depois de reunião entre o ministro José Eduardo Cardozo e líderes do candomblé e da umbanda, que foram a Brasília pedir garantias para a liberdade de culto.
O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, disse que, ao decidir participar do processo, a igreja reafirma a defesa da liberdade de expressão e de comunicação em um país laico e “que, portanto, deve respeitar todas as religiões”. “Estaremos junto na necessidade de se fazer respeitar todos os segmentos, seja afro, judeu, cristão ou muçulmanos”, frisou dom Orani.
Da Sociedade Beneficente Mulçumana, o líder Samy Armed Isbelle afirmou que o preconceito persegue várias religiões. “Temos na realidade, hoje, um ataque ao que é sagrado, à religiosidade das pessoas. Na internet, vamos encontrar centenas de vídeos atacando o Islã. Então, nos unimos em defesa do sagrado, na defesa da prática de todas as religiões”, acrescentou.
Na ocasião, o interlocutor da Ccir, o babalorixá Ivanir dos Santos, completou que há diferenças entre a liberdade de expressão e a “disseminação do ódio”. Na análise dele, a manutenção dos vídeos estimula atos de preconceito contra quem pratica religiões afro.
As adesões chegam depois que o primeiro juiz do caso, Eugênio Rosa de Araújo, negou a retirada dos vídeos da internet por considerar que as religiões afro-brasileiras “não contêm os traços necessários de religião”, como um texto-base, a exemplo de livro sagrado, uma estrutura hierárquica e um Deus a ser venerado. Depois, o juiz se retratou, mas manteve o conteúdo questionado no ar. Religiosos condenaram a decisão.
Segundo Ivanir, esse tipo de decisão é um incentivo ao ataque às religiões. “Uma menina foi discriminada uma semana depois daquele episódio. Quando ela disse que era candomblecista, a professora de religião disse que não era religião e era ilegal”, contou o babalorixá.
Ainda ontem, o interlocutor da Ccir também prestou queixa de ameaça de morte às 17h, na sede da Polícia Civil. O babalorixá recebeu uma mensagem com ameaça via celular. Segundo ele, esta é a segunda vez que recebe intimidações com esse tom. A outra aconteceu há três anos.
Fonte - Conic
Nota DDP: Atenção aos movimentos, porque certamente será taxada de intolerante a perspectiva de pregação do Apocalipse que denuncia babilônia e chama os fiéis a saírem dela. Ninguém é a favor de qualquer tipo de violência, de qualquer tipo, inclusive a verbal, mas a liberdade de expressão será tolhida como consequência do tema em foco.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Papa se reúne com líder mórmon e pastor em busca de “união”
Reunião gerou polêmica e muitas críticas
Na semana passada, ocorreu no Vaticano um encontro que teve grande repercussão no âmbito teológico. Embora pouco noticiado pela grande mídia, Francisco buscou mais uma vez aproximar-se de líderes evangélicos americanos.
Uma comitiva de 15 líderes políticos e religiosos foi chamada pelo pontífice, com destaque para o senador Mike Lee do Estado de Utah, que também é líder da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) e Joel Osteen, pastor da Lakewood Church, maior igreja evangélica dos EUA.
Segundo o material divulgado, Francisco convidou-os para discutir a questão: “Podemos encontrar um terreno comum, a fim de avançar na vida e ministério de Jesus, para que mais pessoas possam experimentar a alegria da fé cristã?”.
O encontro ecumênico foi celebrado por Osteen, que é autor de vários livros e comanda um programa de TV que alcança milhões de expectadores no mundo todo. Ao comentar sobre o evento o pastor comemorou em rede nacional de televisão: “Eu aprecio o fato de este papa ter deixado a Igreja mais inclusiva. Não tentando fazê-la menor, mas sim tentando ampliá-la e receber a todos. Isso tem todo o meu apoio… Eles respeitam as pessoas, todas as pessoas, e querem ver a unidade”.
No início do ano, o papa Francisco gravou um vídeo para uma comunidade pentecostal dos Estados Unidos falando da união dos cristãos dizendo que Deus irá fazer um milagre para unir católicos e protestantes. “Nunca vi Deus iniciar um milagre que não concluísse bem e Ele vai concluir este milagre da unidade”, disse ele no vídeo.
O encontro de Osteen e um líder mórmon e as subsequentes conversas sobre “unidade” geraram diferentes reações entre líderes e teólogos evangélicos. Enquanto muitos acreditam que esse tipo de encontro e aproximação deveriam ser celebrados, vários deles protestaram.
O pastor Mark Herridge de uma igreja pentecostal do Texas, mesmo Estado de Osteen, foi incisivo: “Qualquer ministério protestante que ligar-se ao papa e ao catolicismo estará traindo o sacrifício de milhões de cristãos fieis que morreram por defender sua fé”.
Segundo o site Christian News são sinais de que algo “grande e perigoso” pode estar acontecendo no mundo religioso, pois os mórmons historicamente nunca foram reconhecidos como cristãos pelo Vaticano. Lembrou ainda de esforços recentes do papa em se aproximar dos ortodoxos e tentar apagar diferenças que duram séculos.
O senador Lee disse apenas que os mórmons já tem buscado a aproximação com outros grupos cristãos nos Estados Unidos e que ele e o papa falaram sobre como “somente a fé em Jesus poderá manter as famílias unidas”.
Na semana passada, ocorreu no Vaticano um encontro que teve grande repercussão no âmbito teológico. Embora pouco noticiado pela grande mídia, Francisco buscou mais uma vez aproximar-se de líderes evangélicos americanos.
Uma comitiva de 15 líderes políticos e religiosos foi chamada pelo pontífice, com destaque para o senador Mike Lee do Estado de Utah, que também é líder da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) e Joel Osteen, pastor da Lakewood Church, maior igreja evangélica dos EUA.
Segundo o material divulgado, Francisco convidou-os para discutir a questão: “Podemos encontrar um terreno comum, a fim de avançar na vida e ministério de Jesus, para que mais pessoas possam experimentar a alegria da fé cristã?”.
O encontro ecumênico foi celebrado por Osteen, que é autor de vários livros e comanda um programa de TV que alcança milhões de expectadores no mundo todo. Ao comentar sobre o evento o pastor comemorou em rede nacional de televisão: “Eu aprecio o fato de este papa ter deixado a Igreja mais inclusiva. Não tentando fazê-la menor, mas sim tentando ampliá-la e receber a todos. Isso tem todo o meu apoio… Eles respeitam as pessoas, todas as pessoas, e querem ver a unidade”.
No início do ano, o papa Francisco gravou um vídeo para uma comunidade pentecostal dos Estados Unidos falando da união dos cristãos dizendo que Deus irá fazer um milagre para unir católicos e protestantes. “Nunca vi Deus iniciar um milagre que não concluísse bem e Ele vai concluir este milagre da unidade”, disse ele no vídeo.
O encontro de Osteen e um líder mórmon e as subsequentes conversas sobre “unidade” geraram diferentes reações entre líderes e teólogos evangélicos. Enquanto muitos acreditam que esse tipo de encontro e aproximação deveriam ser celebrados, vários deles protestaram.
O pastor Mark Herridge de uma igreja pentecostal do Texas, mesmo Estado de Osteen, foi incisivo: “Qualquer ministério protestante que ligar-se ao papa e ao catolicismo estará traindo o sacrifício de milhões de cristãos fieis que morreram por defender sua fé”.
Segundo o site Christian News são sinais de que algo “grande e perigoso” pode estar acontecendo no mundo religioso, pois os mórmons historicamente nunca foram reconhecidos como cristãos pelo Vaticano. Lembrou ainda de esforços recentes do papa em se aproximar dos ortodoxos e tentar apagar diferenças que duram séculos.
O senador Lee disse apenas que os mórmons já tem buscado a aproximação com outros grupos cristãos nos Estados Unidos e que ele e o papa falaram sobre como “somente a fé em Jesus poderá manter as famílias unidas”.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Vodafone põe a nu a verdadeira extensão da vigilância governamental aos cidadãos
A Vodafone revelou publicamente a existência de conexões secretas por cabo que permitem às agências de segurança governamentais escutarem todas as conversações, efetuadas através da sua rede e das outras operadoras mundiais de telecomunicações. A Vodafone diz que essas conexões são largamente utilizadas em alguns dos 29 países onde a companhia opera, entre os quais se conta Portugal. Trata-se da primeira das operadoras de telecomunicações a admitir publicamente a existência das escutas que tinham sido trazidas a público pelo ex-agente da NSA Edward Snowden.A Vodafone diz que quebrou o silêncio sobre a vigilância governamental para resistir contra o uso cada vez maior das redes de telefonia e banda larga para espiar os cidadãos.
A companhia tornou público, esta sexta-feira, o seu primeiro relatório com revelações sobre a vigilância das agencias de segurança do Estado . O documento de 40.000 palavras constitui a mais completa análise publicada até agora sobre a forma como os governos controlam as conversações e o paradeiro dos seus cidadãos.
Segundo a Vodafone, existem cabos ligados diretamente à sua rede e às das outras operadoras de telecomunicações que permitem escutar ou gravar as conversações dos clientes, e, em certos casos, traçar a localização da pessoa em causa.
"Cenário de Pesadelo"
As revelações do gigante mundial de telecomunicações mais não fazem do que confirmar e detalhar o que já se suspeitava sobre a vigilância global dos governos aos cidadãos, após as recentes revelações feitas pelo ex-espião americano Edward Snowden.
O jornal britânico The Guardian escreve que os ativistas que fazem campanha em torno do direito à privacidade consideram estas revelações “um cenário de pesadelo” que confirma os seus piores receios sobre a extensão da vigilância.
Em alguns países é ilegal divulgar qualquer informação sobre a existência de vigilância governamental relacionada com escutas ou a interceção do conteúdo de chamadas telefónicas e mensagens de texto e até mesmo revelar se tais capacidades existem.
É este o caso na Albânia, Egito, Hungria, Índia, Malta, Qatar, Roménia, África do Sul e Turquia.
Em meia dúzia dos países onde opera a Vodafone, a própria lei obriga as operadoras de telecomunicações a instalarem conexões de acesso direto às suas redes, ou autoriza os respetivos governos a fazê-lo. A companhia, que é proprietária de várias redes de telefonia móvel e fixa, diz que não pode identificar os países em causa, porque alguns dos regimes visados poderão retaliar prendendo o seu pessoal.
Nos casos em que tal era permitido por lei, a Vodafone publicou o número de intimações legais para interceções de chamadas e metadados mas nos países onde existe acesso direto dos governos à rede, as companhias de telecomunicações não têm qualquer informação sobre a identidade e o número de clientes que são vigiados. Nestes casos, a vigilância a uma escala massiva pode ter lugar em qualquer operadora, sem que as agências governamentais tenham que justificar a intrusão às companhias envolvidas.
A "sala fechada" onde o segredo é lei
Fontes da indústria citadas pelo Guardian dizem que, em alguns casos, a conexão de acesso direto ou “tubo” é essencialmente um equipamento que existe numa sala fechada no principal centro de dados da companhia visada, ou num dos nodos locais.
O pessoal que trabalha nessa sala restrita pode ser empregado da operadora de telecomunicações mas tem autorização de segurança oficial para aceder a dados secretos e não pode , geralmente, discutir nenhum aspeto do seu trabalho com o resto da companhia . A Vodafone diz que exige a todos os seus empregados para observarem o código de conduta mas, a obrigação de segredo, significa que o pessoal nem sempre o pode fazer.
Portugal na Lista
Nos dados referentes a 2013 divulgados pela companhia, Portugal figura com 28.145 mandados oficiais de pedido de interceção de dados de comunicações da Vodafone e 13.046 mandados para interceção de metadados (hora, localização e destino das comunicações, endereços dos clientes etc). Nos dados fornecidos para Portugal não figura nenhum pedido para interceção de conteúdo, que inclui o que foi realmente dito numa mensagem ou SMS.
Em Espanha, foram 48.679 mandados para interceção de dados da Vodafone e 24,212 de conteúdo, e na Itália, os números atingem proporções assustadoras: 605.601 Mandados para interceção de dados de comunicações e 140.577 mandados para interceção de conteúdo, o que se explica pelo facto de, naquele país, a presença da Mafia exigir uma nível mais elevado de intrusão policial.
Os dados agora divulgados pela Vodafone também mostram que Malta é uma das nações mais espiadas da Europa em relação à sua população. Só a Vodafone processou no ano passado 3,773 pedidos para interceção de metadados naquele país de 420.000 habitantes.
Fonte - RTP
quinta-feira, 5 de junho de 2014
28 sinais de que o Planeta está em perigo e precisa de ajuda
Você está atento?
São Paulo – Este 5 de junho é Dia Mundial do Meio Ambiente. Para nós, urbanoides, pode parecer algo distante e vago. Há tempos, a humanidade se distanciou da natureza a ponto de se julgar um ser autossuficiente e independente do meio ambiente. Mas o ritmo das transformações pelas quais o mundo vem passando está se acelerando e seria um perigo ignorar isso.
(...)
Fonte - Exame
Berlim abrigará primeiro templo do mundo a reunir sinagoga, mesquita e igreja
Berlim vai ganhar um templo multirreligioso: a House of One (Casa de Um Só) – o primeiro edifício sacro do mundo a reunir, sob o mesmo teto, uma sinagoga, uma mesquita e uma igreja. Com início das obras programado para os primeiros meses de 2016, a construção será um teste de tolerância.Na apresentação do projeto à imprensa, nesta terça-feira (3), o rabino Tovia Ben Chorin ficou lado a lado com o pastor luterano Gregor Hohberg e o imame Kadir Sanci no futuro canteiro de obras. Num gesto simbólico, os três empilharam nas mãos três tijolos claros, o material com que será erguido o futuro templo.
"Cidade das feridas, cidade dos milagres" é como o rabino Ben Chorin define a capital alemã, local onde foi planejado o Holocausto, um dos maiores crimes contra a humanidade do século 20. Os pais do religioso fugiram em 1935 da Alemanha para a então Palestina, e ele veio de Jerusalém para Berlim há seis anos.
Público jovem como alvo
Uma união assim seria, sem dúvida, rara no Oriente Médio ou em países como a Nigéria, onde conflitos religiosos custam tantas vidas humanas – mas tampouco é corriqueira na Alemanha, onde ainda se esbarra na rejeição aos que seguem outras religiões.
Membros de outras religiões também serão convidados para os diferentes cultos na House of One. Essa demonstração de abertura visa atrair, sobretudo, os jovens, que raramente são vistos nas igrejas cristãs. Por sua vez, a comunidade judaica de Berlim, praticamente exterminada no Holocausto, cresce lentamente.
Apenas os seguidores do Islã veem aumentar a presença dos jovens fiéis na vida religiosa. Visando esse público, fora alguns versos em árabe, as preces de sexta-feira serão basicamente realizadas em alemão. Tal opção não é comum nas mesquitas, onde geralmente se celebra em turco, árabe ou bósnio. No meio tempo, fundamentalistas islâmicos mais linha dura vêm criticando na internet a participação muçulmana no projeto.
Renovar sem confundir
O projeto de arquitetura sacra na capital é iniciativa da Comunidade Judaica de Berlim, do Seminário Abraham Geiger, do islâmico Fórum de Diálogo Intercultural e da Congregação Luterana das Igrejas de São Pedro e Santa Maria. Orçado em 43 milhões de euros, a intenção é que seja inteiramente financiado por crowdfunding (patrocínio público). No site da House of One, em sete idiomas, qualquer pessoa poderá contribuir, comprando um tijolo.
Seu futuro endereço é a Praça Petriplatz, no centro histórico da cidade: um terreno baldio na antiga Alemanha Oriental, usado como estacionamento até algum tempo atrás. Porém, há 700 anos, cristãos têm celebrado aqui os seus cultos – primeiro numa igreja gótica, depois numa neobarroca e, então, numa em estilo neogótico.
Essa última igreja foi seriamente danificada durante a Segunda Guerra Mundial e demolida durante os anos do regime comunista da República Democrática Alemã (RDA). O novo templo ecumênico será erguido exatamente sobre os fundamentos dessa última casa de oração.
"Nós não queríamos simplesmente construir uma igreja", explica o pastor Hohberg. "A cidade se transformou. Gente de todas as confissões vive aqui e quer um lugar onde possa se congregar." Por isso, as três religiões monoteístas vão projetar, construir e habitar juntas a nova casa.
"Mas não estamos à procura de uma nova religião e não queremos confundir nossas identidades", acrescenta o imame Sanci. Por sua vez, o rabino liberal Ben Chorin almeja um lugar para aprender sobre religião sem missionarismo, para discuti-la criticamente. Ele lembra que "a fala é mais lenta do que as armas".
O "Um" da diversidade
Espaços multirreligiosos – ou ecumênicos – existem em outros lugares, como em aeroportos ou na Organização das Nações Unidas (ONU). Em Berna, capital da Suíça, está sendo construído um centro com esse caráter. Mas a iniciativa berlinense é diferente: trata-se de um edifício sacro interreligioso.
O escritório de arquitetura Kuehn Malvezzi, de Berlim, foi quem venceu a concorrência internacional. Seu projeto pretende se destacar majestosamente na paisagem urbana, com uma torre de 32 metros de altura pairando sobre um cubo e uma cúpula central.
Cada uma das três religiões vai dispor de dependências próprias para seu culto, com dois andares – como de praxe nas mesquitas e sinagogas – ou apenas um – no caso da igreja. "Nós voltamos bem atrás na história e constatamos que as formas originais dos locais de culto para cristãos, judeus e muçulmanos não diferem tanto assim entre si", revela o arquiteto Winfried Kühn.
Ainda assim, o projeto foi várias vezes adaptado às necessidades das diferentes religiões. Sinagogas e mesquitas precisam estar direcionadas para o leste, e a sinagoga precisa de espaço na parte superior para as cabanas do Sucot, a Festa dos Tabernáculos.
Graças às frestas de inspiração oriental na alvenaria, o edifício todo será banhado de luz. O espaço mais amplo será a nave abobadada central, um local de encontro e diálogo para fiéis e ateus.
Uma questão, porém, permanece em aberto e sujeita a diálogo: "Quem é o 'One', o Deus único?". A resposta do rabino Ben Chorin é bem direta e singela: "É alguém que criou a diversidade. Senão seria muito chato."
Nova técnica pode criar filhos de três pais dentro de 2 anos
Chamado de substituição mitocondrial, novo procedimento oferece esperança para famílias afetadas por distúrbio em pequena estrutura presente nas célulasSão Paulo - Um filho, três pais. A situação hoje biologicamente impossível pode se tornar realidade em breve graças a uma nova técnica que está sendo desenvolvida na Inglaterra.
Chamado de substituição mitocondrial, o procedimento foi tema de um artigo publicado nesta semana pela HFEA (sigla em inglês para Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana).
Basicamente, o que a nova técnica faz é permitir que mitocôndrias de uma segunda mulher sejam aproveitadas em processos de fertilização in-vitro.
Isso evita a transmissão de doenças hereditárias causadas por problemas nesta estrutura celular. Ainda em fase de testes, o procedimento deve chegar ao mercado dentro de dois anos.
"Terapias de substituição mitocondrial oferecem uma grande esperança para famílias afetadas por distúrbios mitocondriais", afirmou Peter Braude, professor de obstetrícia e ginecologia do King's College de Londres.
Na prática, o procedimento realizado pelos cientistas é o seguinte: primeiro, eles extraem o DNAdo óvulo da mãe.
Então, este material genético é injetado em outro óvulo - que previamente já teve seu DNA retirado, mas mantém suas mitocôndrias.
Neste último óvulo, os espermatozóides são introduzidos e acontece a fecundação - que dá origem a um embrião com DNA formado a partir do material genético de um homem e uma mulher e mitocôndrias fornecidas por outra mulher. Ou seja, três pais.
(...)
Fonte - Exame
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Quase 800 esqueletos de bebês são encontrados ao lado de convento na Irlanda
A história negra da Igreja Católica irlandesa voltou às manchetes nesta quarta-feira com a descoberta de quase 800 esqueletos de crianças ao lado de um antigo convento católico de Tuam, que abrigou entre 1925 e 1961 jovens mães solteiras."Alguém havia mencionado a existência de um cemitério para recém-nascidos, mas o que encontrei é muito mais que isso", declarou a historiadora Catherine Corless, que fez a descoberta.
Ao investigar os arquivos de um antigo convento de Tuam (oeste da Irlanda), hoje convertido em urbanização, a historiadora descobriu que 796 crianças, de recém-nascidas a 8 anos, foram enterradas sem caixão nem lápide em uma antiga fossa séptica convertida em fossa comum.
Estes recém-nascidos provavelmente foram enterrados em segredo por freiras do Convento Santa Maria, administrado por freiras do Bom Socorro.
William Joseph Dolan, parente de uma criança que esteve nesta instituição, entrou com uma ação para entender o que ocorreu na época.
A fossa comum foi descoberta em 1975 pelos vizinhos, que até agora acreditavam que os ossos eram de vítimas da Grande fome irlandesa do século XIX, na qual centenas de milhares de pessoas morreram.
O convento foi derrubado há anos para a construção de casas, mas a área onde a fossa comum estava foi cuidada pelos vizinhos.
'St. Mary' era um dos muitos lares para mães e filhos que existiam na Irlanda no século XX.
Milhares de mulheres solteiras grávidas, chamadas na época de "perdidas", foram enviadas para dar à luz nestes lares.
As mulheres viviam no ostracismo da sociedade irlandesa, e frequentemente eram obrigadas a dar seus filhos para a adoção.
Os problemas de doenças e desnutrição nestes centros estão documentados há muito tempo. Um relatório oficial de 1944 sobre uma visita ao convento Santa Maria de Tuam descrevia as crianças como "fracas, de barriga saliente e esqueléticas".
Os registros do convento descobertos recentemente confirmam que as 796 crianças morreram de fome ou de doenças infecciosas, como sarampo ou tuberculose.
A doutrina conservadora católica da época negava a estas crianças o batismo e, consequentemente, o enterro em campos santos.
Após a divulgação da origem dos corpos, foi formado um comitê para arrecadar dinheiro e erguer um monumento com os nomes e idades das 796 crianças.
O arcebispo de Tuam, Michael Neary, disse que se reunirá com as superiores da ordem do Bom Socorro para ajudar com a tarefa.
Por sua vez, o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, se mostrou partidário de investigar os lares irlandeses para mães solteiras.
"Se não for aberta uma investigação oficial sobre as inquietações a serem resolvidas sobre os centros para mães e filhos, seria importante realizar um projeto de história social para ter uma ideia exata do papel dos centros na história do nosso país", afirmou Martin.
Um secretário de Estado de Educação, Ciaran Cannon, pediu a abertura de uma investigação. O Conselho de ministros abordará o tema em sua próxima reunião.
Esta descoberta lembra outro escândalo, que também envolve mães solteiras na Irlanda.
Entre 1922 e 1996, mais de 10.000 jovens trabalharam praticamente como escravas em lavanderias exploradas comercialmente por religiosas católicas em conventos na Irlanda.
As internas, conhecidas como as "Magdalene Sisters", eram jovens grávidas fora do matrimônio ou que haviam tido um comportamento considerado imoral.
Em 2002, um filme franco-britânico baseado neste caso e intitulado "The Magdalene Sisters" ("Em Nome de Deus", no Brasil) recebeu no Festival de Veneza o Leão de Ouro, o prêmio máximo.
Fonte - Yahoo
terça-feira, 3 de junho de 2014
Eleitores votarão com impressão digital a partir de 2018
FAPESP anunciou financiamento de projeto; hoje, apenas 15% dos eleitores tem biometria cadastrada pelo TSESÃO PAULO – O sistema de identificação biométrica desenvolvido para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitirá que todos os eleitores do país sejam identificados com a impressão digital na hora de votar na urna eletrônica a partir de 2018, informou nesta terça-feira através de seu site a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que financia o projeto.
A empresa Griaule, especializada em biometria e escolhida entre várias outras do setor, assinará um contrato de R$82 milhões para fornecer, por dois anos, para fornecer por sistemas de verificação de impressão digital em larga escala e o tratamento do banco de dados do órgão.
A implantação do sistema de reconhecimento de autenticação de impressões digitais, que ocorrerá em dois períodos, começará com o processamento dos 23 milhões de registros biométricos de eleitores já armazenados pelo TSE e deverá ser finalizada antes das eleições de outubro deste ano.
Em uma segunda fase, o programa garantirá que as 52,8 milhões de impressões que o TSE pretende armazenar até as eleições de 2016 não estão duplicadas nem constituam fraude, segundo a Fapesp.
Para este trabalho, o contrato de prestação de serviços prevê implantação de um supercomputador como servidor com quase 1.500 núcleos de processamento, que possibilitará a comparação de mais de três milhões de digitais por segundo.
“Para ter uma ideia da complexidade da tarefa, é importante ressaltar que são coletadas as digitais dos dez dedos de cada pessoa. Assim, o software de reconhecimento terá de processar um volume de dados da ordem de quintilhões”, explicou Felipe Bergo, pesquisador da empresa.
Embora as eleições já sejam informatizadas desde 2010 com a utilização das urnas eletrônicas em todas as seções eleitorais, o TSE possui apenas 15% de impressões digitais registradas dos 142,4 milhões de eleitores.
A tecnologia de identificação perante a urna eletrônica com impressão digital já foi testada nas eleições presidenciais de 2010 em 60 cidades por 1,2 milhões dos 135,8 milhões de eleitores que previamente tinham ido aos colégios eleitorais para escanear seus digitais.
“O serviço que iremos prestar ao TSE é a garantia de unicidade dos eleitores brasileiros. Ou seja, iremos certificar que nenhuma pessoa consiga se cadastrar duas vezes como eleitor, impedindo que ela vote mais de uma vez durante a eleição”, detalha Rodrigo Souza, gerente de produtos da Griaule.
Fonte - Estadão
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