terça-feira, 28 de outubro de 2008

Crise mundial pode prejudicar a democracia

A expansão da democracia estagnou-se e a recessão derivada da crise financeira mundial pode fazê-la retroceder em alguns países, segundo a divisão de análise da revista inglesa The Economist.

O Economist Intelligence Unit Democracy Index 2008 (Índice de Democracia da Divisão de Análise da Economist) analisa os diferentes regimes políticos do mundo. Segundo o índice, 30 Estados gozam de democracia plena; 50, entre os quais o Brasil, têm democracias defeituosas; 36 contam com um regime híbrido e 51 com um Governo plenamente autoritário...

Além disso, o relatório alerta que a crise do capitalismo nos países com maiores liberdades civis poderia fazer os países emergentes enxergarem "o modelo chinês de capitalismo autoritário" como uma alternativa atraente. [Leia mais: Portal G1]

Fonte - Minuto Profético

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O ecumenismo, as seitas e o ecomenismo

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Na linha do que foi sendo defendido nos trabalhos da assembleia sinodal, as propostas abordam o tema do ecumenismo e, em seguida, defendem a importância do diálogo com os judeus a partir das escrituras judaicas, que “os cristãos denominam Antigo Testamento” e com os muçulmanos, centrado no elemento comum do “único Deus”.

Neste último caso, o Sínodo “insiste na importância do respeito pela vida, dos direitos do homem e da mulher, bem como na distinção entre a ordem sócio-política e a ordem religiosa na promoção da justiça e da paz no mundo”.

O texto lembra a importância da “reciprocidade, da liberdade de consciência e de religião”.

É recomendada a peregrinação e, se possível, o estudo da Sagrada Escritura na Terra Santa, “nos passos de São Paulo”. “Os peregrinos e os estudantes poderão, através desta experiência, perceber melhor o ambiente físico e geográfico das Escrituras e particularmente a relação entre os dois testamentos”, indicam os Bispos.

Estes pedem que o Papa avalie a oportunidade de oferecer um documento sobre “o mistério da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, também à luz do ano dedicado a São Paulo”.

Os padres sinodais desejam também “um diálogo entre Bíblia e cultura, sobretudo diante das diversas buscas de sentido presentes no nosso tempo, de forma a encontrar nela a resposta definitiva aos seus anseios”.

Na última parte do documento manifesta-se uma “profunda preocupação em relação ao crescimento e mutação do fenómeno das seitas”.

As propostas não esquecem a importância da ecologia: “A redescoberta da Palavra de Deus, em todas as suas dimensões, leva-nos a denunciar toda as acções do homem contemporâneo que não respeitam a natureza como criação”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Um pouco ainda no contexto do post anterior, interessante notar como os temas se fundem e se interrelacionam.

Ao mesmo tempo em que se tergiversa sobre a questão dos direitos fundamentais do homem e o domingo, se costuram estes mesmos direitos à questão ecológica, ao ecumenismo e ao combate às seitas. Não há qualquer dúvida que todos estes temas poderão ser alcançados pela mesma lente.

Quando o domingo for instituído como regra de conduta para uma universalidade de pessoas, a oposição dos adeptos da seitas poderá ser interpretada como crimes contra a humanidade, uma vez que estes poderão ser vistos como violadores de direitos humanos, inimigos da natureza e opositores da paz entre as nações.

Os direitos humanos e o domingo

Papa diz que obedecer Palavra de Deus desenvolve liberdade

25.10.2008 - A obediência à Palavra de Deus não é um ataque à liberdade individual, "mas desenvolve todas as possibilidades de nossa liberdade", disse hoje o papa Bento XVI aos 253 bispos que participaram do Sínodo e aos quais ofereceu um almoço de despedida.
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Bento XVI disse se sentir "um pouco preocupado", já que achava que estava violando "o direito humano de alguns ao repouso noturno e também ao descanso de domingo, que são direitos realmente fundamentais".
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Fonte - Terra

Santa Sé pede que se evite «interpretações relativistas» dos direitos humanos

PARIS, sexta-feira, 24 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- A Santa Sé pediu à comunidade internacional que evite interpretações relativistas dos direitos humanos ou interpretações segundo interesses partidaristas.
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«Não temos que ceder à tentação de interpretações relativistas dos direitos humanos ou a uma aplicação parcial e desigual, segundo o capricho de quem tem de aplicá-los», explicou o representante papal.
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Para o representante vaticano, uma atitude assim «significaria satisfazer exigências particulares, descuidando as exigências legítimas da pessoa humana, para quem estes direitos foram reconhecidos».
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Os direitos humanos se revelaram como um meio eficaz para preservar a paz no mundo, e sua promoção é uma arma eficaz para superar as desigualdades entre os países e grupos sociais.
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Estes direitos, declarou, são «expressão da lei natural, que está inscrita no coração do homem e que está presente nas diferentes culturas e civilizações».
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Fonte - Zenit

Nota DDP: O primeiro artigo se refere à "preocupação" do líder romano sobre o trabalho das pessoas envolvidas no sínodo encerrado na última semana. A segunda guarda vínculo com a questão da liberdade religiosa.

Mas ambas revelam uma verdade que ainda é comunicada nas entrelinhas. A guarda do domingo é um direito humano fundamental, que não permite ser relativizado, pois se relaciona com a paz no mundo e é expressão da lei natural, comum à toda cultura e civilização.

A eleição americana

O candidato do medo

Chamado de “Messias” pelo líder radical muçulmano Louis Farrakhan e de “Meu Jesus” pela editora-chefe de um jornal universitário, Barack Hussein Obama informa: “Contrariamente ao que diz a opinião popular, não nasci numa manjedoura.” Já pensaram se ele não avisasse?
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Fonte - Olavo de Carvalho

Cientistas esperam impacientes o fim da obscurantista era Bush

Depois de oito anos de administração Bush, durante os quais a ciência esteve submetida à influência obscurantista da ideologia religiosa, os meios científicos vêem a chegada de um novo presidente quase como uma bênção divina, seja ele Barack Obama ou John McCain.
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Fonte - BOL

Nota DDP: Não é a primeira vez que se vê esta associação do nome de Obama com a figura de um messias. Interessante acompanhar esta vertente que se tem observado no quadro político americano, uma vez que não é necessário pensar muito para se vislumbrar os desdobramentos dessa ideologia em volta de um "salvador da pátria".

O colapso do socialismo real na Europa Oriental não acabou todas as esperanças (socialistas) e aqui e ali elas existem, aguardando silenciosamente uma nova forma.
(JOSEPH Cardeal RATZINGER - Truth and Tolerance, 2003)
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“Obama é mudança (…) Preparem-se para uma nova América (…) Nós o ajudamos a começar sua carreira e sempre estivemos a postos para ajudá-lo a avançar. Ele significa nossa luta por justiça não apenas para os negros, mas também para os que foram enganados (…) Hoje, muitos americanos querem mudanças e sabem que só Obama pode realizá-las. Os jovens americanos estão especialmente determinados a assegurar a vitória de Obama (…). Perdemos a confiança em nosso Presidente (como se Jackson alguma vez tivesse apoiado Bush!), no Congresso, em nosso sistema bancário, em Wall Street e em nosso sistema legar para proteger nossas liberdades individuais. Não vejo como recuperar a confiança nessas instituições sem uma mudança radical”.
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“A mudança que Obama promete não está limitada ao que fazemos na América. É uma mudança na maneira com que a América olha o mundo e seu lugar nele (…). A América precisa curar as feridas que causou em outras nações.” (Rev. Jesse Jackson)

Fonte - Mídia Sem Máscara

A pergunta que fica é: Só a América tem feridas para serem curadas? As observações de Ratzinger e Jackson se contradizem, ou se complementam em interesses?

Leia também: ""The One""

Crise já afeta o mercado de trabalho


Milhares de trabalhadores norte-americanos estão perdendo seus empregos à medida que a crise financeira vem afetando a demanda por mercadorias e serviços nos EUA.

As demissões chegaram com força. Só nas últimas duas semanas, inúmeras empresas anunciaram a intenção de cortar postos de trabalho. São elas: Merck, Yahoo!, General Electric, Xerox, Pratt & Whitney, Goldman Sachs, Whirlpool, Bank of America, Alcoa, Coca-Cola, as fabricantes de carro de Detroit e quase todas as companhias aéreas.

É provável que a taxa de desemprego nos EUA aumente -- atualmente é de 6,1% -- , e talvez se trate de um aumento significativo. Nigel Gault, da consultoria Global Insight, acredita que a taxa de desemprego será de 8% a 8,5% até o final de 2009. Caso esta previsão se concretize, será a maior taxa de desemprego nos EUA desde o início dos anos 1980.

Fonte - Opinião e Notícia

O declínio do império americano


“Os Estados Unidos são uma potência hegemônica em declínio.” Essa frase não foi dita ontem por um analista econômico. Quem a disse foi um dos mais respeitados cientistas sociais, Immanuel Wallerstein, no livro O Declínio do Poder Americano (Contraponto, 2004). Ele continua: “Poucas pessoas acreditam nessa afirmação. Os únicos que acreditam são os ‘falcões’ dos Estados Unidos, que defendem políticas para inverter o declínio.”

Observador atento dos processos econômicos e culturais, Wallerstein já remava contra a opinião dominante de que os Estados Unidos navegavam sem medo por águas turbulentas. O poder nas mãos americanas ainda é grande, mas já é bem menor do que há cinqüenta anos. Os Estados Unidos cresceram vitaminados pelo monopólio comercial, pela pujança financeira e pela legitimação ideológica após duas grandes guerras (1914-18 e 1939-45), mas nos últimos anos sua economia enfrenta forte competição, sua agenda política é contestada até por antigos aliados e sua superioridade militar tem sido abalada por sucessivas derrotas (Vietnã, Somália) e por críticas ao intervencionismo (Nicarágua, Iraque).

A propalada conduta de excelência norte-americana nos campos do investimento em pesquisas acadêmicas, da liberdade de expressão e da eficiência produtiva tem sido sistematicamente contraposta pelo abandono da educação básica, pelo cerceamento do pensamento crítico e pela lucratividade exacerbada das megacorporações. Não é como se o rei agora estivesse nu, mas já se visualiza seus trapos de imundície e seus farrapos de lobo que estavam por baixo de seu traje de cordeiro a rigor.

O abalo no coração do sistema financeiro mundial, resultante do entupimento das artérias do mercado imobiliário e da ganância especulativa nas bolsas de valores, não é visto como crise passageira pelas análises mais sérias. Noam Chomsky, autor de O Império Americano, diz que “estamos caminhando em direção a uma grande depressão”; o economista John Williamson afirma que “a recessão nos EUA é inevitável”, e ainda que “estamos vendo as conseqüências do modo como os Estados Unidos vêm se comportando há anos”. Recém-premiado com o Nobel, o guru da economia Paul Krugman prevê que estamos “a um passo do derretimento econômico global”. Mais? O historiador Harold James, no jornal Financial Times, garante que “a crise americana não tem precedentes históricos”.

A crise recessiva de proporções mundiais estaria criando condições para o aparecimento de uma nova frente hegemônica? Seria a China? Os analistas se dividem, mas nem tanto. Enquanto alguns acreditam numa hegemonia oriental com a China na dianteira, outros consideram as muitas fraquezas chinesas. Ainda em 1999, Callum Henderson publicava o polêmico, revelando os mitos e a realidade do modelo “asiático”. O alto grau de endividamento doméstico e o irrestrito subsídio oficial a boa parte das empresas no vermelho também levaram o especialista Peter Cohan a afirmar que a China pode estar vivendo à beira da explosão de seu sistema.

Somem-se as perdas causadas pelo desastre ecológico advindas da industrialização veloz e o recente esfriamento do crescimento econômico e entende-se porque alguns analistas não enxergam a China como a próxima primeira-potência. Vale considerar sua falta de legitimidade moral diante de outros países, que geralmente é conquistada por meio da exportação do estilo de vida – mas a China importa a cultura ocidental seja pelo modelo musical ou pela penetração do cristianismo e da corrente ideológica. Segundo Robert Solow, premio Nobel de economia do MIT, “a China por não ser democrática, consegue manter uma enorme população rural em situação de extrema pobreza, salários baixos e uma disciplinada força de trabalho”.

O historiador Boris Fausto diz que os olhos do mundo ainda se dirigem esperançosamente para os Estados Unidos, na expectativa de que a crise mundial, e por tabela o declínio americano, sejam revertidos. Noam Chomsky ainda vê os Estados Unidos, e o clube das nações dominantes (o G7), como os principais engenheiros da reforma do sistema, em que o capitalismo de Estado exercerá maior “regulação e controle sobre instituições financeiras”.

Ainda se dirá que não é a primeira vez que se põe a hegemonia americana em xeque e que a conjuntura religiosa é normal. Porém, durante a crise de 1873 e na depressão de 1929, o Vaticano desempenhava um papel mundialmente pouco relevante; durante os colapsos financeiros dos anos 1970 e 1980, já ocorria uma notável conjunção entre Estado e religião (observado nas viagens papais e nas nações islâmicas), mas a polarização ideológica capitalismo/comunismo mal permitia os acordos econômicos mundiais. Atualmente, a iminente recessão econômica global requer ações coordenadas globais, levando os países a compromissos que exigem uma ética igualitária nas relações comerciais e diplomáticas.

Cada vez mais o cenário profético de declínio moral e financeiro e de busca de entendimento mundial se observa por meio dos abalos nos sistemas políticos e econômicos e no estabelecimento de paradigmas globais como a ecologia e a ética. Deus não deixou suas criaturas sem uma guia clarividente através da história. Sua Palavra revela-se o nosso norte. A interpretação dos Seus profetas, nossa confirmação de que o planeta se dirige para os eventos finais.

“Não olhemos para trás com ódio, nem para frente com temor; mas, ao redor, com atenção” (J. Thurber).

(Joêzer Mendonça, editor do blog Nota na Pauta)

Leia também: "O fim da democracia norte-americana: a imprensa leva a culpa"

Fonte - Michelson Borges

Europa quer convencer Estados Unidos a fundar nova ordem financeira internacional

A dimensão da crise financeira actual é quanto baste para os líderes europeus pedirem uma nova ordem financeira mundial. É com esta ideia que Nicolas Sarkozy, presidente em exercício da União Europeia, e Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, se reúnem hoje com o Presidente norte-americano em Camp David, no estado de Maryland.

O objectivo da reunião na residência presidencial americana é fixar as regras do jogo de uma nova ordem financeira internacional, através de uma cimeira como a de Bretton Woods, em Julho de 1944.Sarkozy diz-se optimista quando à realização de um tal encontro antes do final deste ano. Para o Presidente francês, essa cimeira deverá reunir os países do G8 (os mais industrializados), do G5 (os “emergentes”) e “um país árabe”.

A Casa Branca não coloca muitas esperanças neste encontro de Camp David e salienta que Bush recebe Sarkozy e Barroso porque estes estão de passagem, no caminho de regresso entre o Canadá e a Europa, disse ontem a porta-voz de Bush, Dana Perino. “Não acredito que se reescreva Bretton Woods amanhã em Camp David”.

Bush não se mostra muito entusiasmado com uma reforma do sistema americano que, de qualquer forma, vai ser da responsabilidade do seu sucessor, em Janeiro de 2009. Já os europeus propõem uma forma de supervisão mundial dos mercados. O Presidente americano disse hoje que acredita “firmemente na liberdade dos mercados” e alertou para os efeitos perversos que poderão ter novas regulamentações sobre a actividade económica.Sarkozy lembrou ontem a necessidade de retirar lições desta crise e alertou para o risco de a considerar um mero “parêntesis” depois do qual tudo ficará como dantes. Por isso defendeu a emergência de um “mundo novo”. “Ou bem que o regulamos, organizamos e moralizamos – e então sairá desta crise um progresso para a humanidade – ou não conseguiremos e ficará cada um por si. Este mundo poderá ser bem pior do que aquele que conhecemos hoje”, disse ontem na Assembleia Nacional do Quebeque.

A reunião em Camp David surge depois de uma semana de altos e baixos nos mercados bolsistas, totalmente “maníaco-depressivos”, segundo as palavras do Prémio Nobel da Economia deste ano, Paul Krugman.

Fonte Última Hora

Nota: Assim começará a Nova Ordem Mundial. Brevemente seremos proibidos de comprar e vender. O livre comércio e o capitalismo está chegando ao fim. A democracia está sofrendo ataques como nunca antes. Disse Ellen White: "Eles estão agindo como cegos. Não vêem que se um governo protestante abandona os princípios que deles fizeram uma nação livre e independente, e, pela legislação, introduz na Constituição princípios que propaguem a falsidade e ilusão papal, eles estão se lançando nos horrores romanos da Idade Média". Review and Herald Extra, 11 de dezembro de 1888. Esses princípios estão correndo sérios ricos e então virá o FIM!

Fonte - Resta Uma Esperança

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

OMS alerta para aumento de suicídios durante crise


Para autoridades da Organização Mundial de Saúde (OMS), a crise financeira global trouxe uma nova preocupação: o aumento da ocorrência de suicídios, como se junto da desvalorização da bolsa, se intensificasse a depreciação do valor da vida.
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"São conseqüências da crise, que multiplicarão os suicídios e os transtornos mentais", anuncia alarmada Margaret Chan, diretora da OMS.

Para esta entidade, o suicídio é um indicador de um problema de saúde pública e traz à tona riscos psico-sociais tão graves como os que põem em perigo a integridade física das pessoas, portanto, deve-se deixar de considerar o suicídio como tabu ou como exclusivamente efeito de uma crise.
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Ao lado dos especialistas que tratam de conjurar os demônios soltos da recessão e das quebras em cadeia, as autoridades da saúde pública têm acendido a luz vermelha pelo que pode acontecer com todas essas pessoas que desfrutavam dos outros em paraísos de consumo em que foram convertidos os países desenvolvidos e de altas classes.

Acostumados com as delícias que os créditos generosos colocavam ao alcance de suas mãos, as fáceis hipotecas e o dinheiro, hoje elas não conseguem resolver o conflito emocional que traz a venda do iate e a impossibilidade de reavê-lo; ou a substituição do carro de luxo por um mais modesto, ou a necessidade de abandonar o faustoso apartamento. Instalados em um modo de vida confortável que eles presumiam imutável e seguro, nunca elaboraram um plano B que lhes serviria de alternativa.

Em 1929, pela falta desse plano, algumas das vítimas da quebra geral optaram por saltar das janelas, como os indígenas que partiam em massa para os abismos ou se enforcavam diante da quebra que significava para eles o domínio do invasor espanhol; ou como os romanos que expunham no senado suas razões para deixar a vida, como o argumento para obter licença de suicídio.

Diante desta quebra do valor da vida - que não tem ações em Bolsa, mas que explica o que ali se joga - a OMS e todos os que velam pela saúde humana enfrentam a necessidade de um plano B, que seja uma alternativa ao desespero dos novos pobres: pôr ao seu alcance motivações para viver que não sejam o dinheiro; valores de sobrevivência em meio à crise, ou simplesmente, um pouco de esperança.

Fonte - Terra

Nota DDP: Deixo que a Bíblia fale por si mesma...

Mateus 7: 24-27
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

Fórum Ecuménico Jovem dá passos para «práticas comuns»

Mais do que momentos celebrativos ou encontros de boas intenções, o Fórum Ecuménico Jovem tem vindo a potenciar caminhos comuns entre as várias Igrejas cristãs.
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O caminho de comunhão “nunca dá saltos, mas deve ser de progressão”. O Pe. Tony Neves indica que “actualmente existem sinais que o ecumenismo não é meramente teórico”.

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O sacerdote espiritano destaca ainda, no encontro, a abordagem de três temas que, “no âmbito ecuménico são fundamentais” – a interculturalidade “porque a comunhão também se faz na congregação da diferença e da riqueza de sermos interculturais e interconfessionais”, a oikologia “onde será abordada a ecologia, mas numa perspectiva de casa comum” e por último a espiritualidade “onde vamos reflectir sobre de que forma construímos comunhão e solidariedade”. Esta reflexão “trará consequências práticas na nossa vida de cristãos e de Igreja em Portugal”.

“Desfeitas algumas barreiras mais de carácter psicológico”, acrescenta, “temos condições para apresentar ao mundo, como cristãos, um projecto de felicidade e de resolução de alguns problemas graves”. O Pe. Tony Neves salienta ainda que “à medida que as pessoas têm mais formação, informação e experiência vivida sobre os caminhos de encontro, isso potencia, no futuro, mais entre-ajuda e comunhão”.

Fonte - Ecclesia

O secretário da ONU

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"Vemos agora com uma clareza sem precedentes, que ninguém pode se considerar a salvo das ameaças deste século. As mudanças climáticas, a difusão de doenças e de armas mortais, e a praga do terrorismo são todos fenômenos que não conhecem fronteiras" _ recorda o secretário-geral da ONU.
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Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Só para não esquecer que em abril, por ocasião da visita do papa aos EUA, este mesmo secretário da ONU admitiu que "nos tempos de hoje enfrentamos muitos desafios e precisamos do firme apoio espiritual do papa sua santidade, de muitas maneiras, sua missão é a nossa"...

O mea culpa de Alan Greenspan

O ex-presidente do Federal Reserve disse que o mundo está vivendo um "tsunami" no mercado de crédito que só acontece uma vez a cada cem anos, e admitiu que sua ideologia do livre-mercado evitando regulações afinal se mostrou falha.
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Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Será que o mundo aguenta mais cem anos para que uma nova crise financeira possa desencadear os eventos finais? Ou será que é esta mesmo?

Scanner que mostra partes íntimas preocupa UE

Os scanners de corpo inteiro para aeroportos, que mostram as partes íntimas dos passageiros, são como uma busca virtual em pessoas despidas, disseram parlamentares da União Européia na quinta-feira, pedindo um estudo detalhado da tecnologia, antes que ela seja implementada.

Os scanners "têm um sério impacto sobre os direitos fundamentais dos cidadãos", disseram os parlamentares em uma resolução adotada por 361 votos contra 16, com 181 abstenções.

A resolução pede que a Comissão Européia, que tem o poder executivo no bloco, faça um estudo econômico, médico e humano sobre o impacto do uso dos scanners de corpo inteiro.

A Comissão propôs no mês passado que os scanners sejam acrescentados a uma lista de medidas de segurança que podem ser usadas nos aeroportos dos 27 países do bloco.

Vários países-membros da UE, incluindo a Holanda, já usam os scanners, segundo a Comissão, acrescentando que quer harmonizar as condições nas quais o equipamento possa ser operado.
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Fonte - Terra

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A discussão do domingo avança

Establecer el descanso dominical como obligatorio para los trabajadores, fundamentalmente los del comercio y servicios, es el objetivo central del proyecto del senador Juan Pablo Letelier, que comenzó a ser estudiado por la Comisión de Trabajo del Senado, que preside el senador Andrés Allamand.

En la primera sesión dedicada a la iniciativa, el ministro del Trabajo, Osvaldo Andrade, y los representantes de la Confederación de Trabajadores del Comercio y Servicios, dieron conocer su opinión sobre la propuesta parlamentaria que apunta a establecer dicho descanso como un derecho irrenunciable del trabajador.

Según explicó el representante de la agrupación de trabajadores, Leandro Cortez –quien estuvo acompañado por las dirigentes Teresa Riquelme, Margarita Moraga, Sara León y Gloria Galarce- “este proyecto apunta a consolidar el tiempo familiar, porque una de las crisis que se vive en el comercio, es que justamente no hay tiempo para la vida familiar”.

El dirigente señaló que se estima que el 40% de los trabajadores está separado o divorciado y que incluso algunos caen en la drogadicción, debido a la carga laboral a la que se ven sometidos.

“Creemos que al legislar sobre el descanso dominical, vamos a poder tener tiempo para disfrutar una vida familiar y que la familia pueda aspirar a cosas tan básicas como pasear o ir al cine. Cosas que en esta sociedad tan consumista se han perdido”, sentenció Cortez.

Por su parte el senador Allamand explicó que le solicitó formalmente al Ministro Andrade que el Ejecutivo considerara un proyecto que presentó junto a otros senadores de la Alianza y que apunta a aumentar las remuneraciones de quienes trabajen los días domingos.

“Hay dos propuestas arriba de la mesa. Una es la del senador Letelier que está destinada fundamentalmente al comercio, en orden a que no haya trabajo los días domingos, lo que significaría cerrar todos los mall el día domingo. Y está la que presentamos el año pasado, para aumentar la remuneración de quienes trabajen el día domingo”, explicó el parlamentario.

Agregó que el secretario de Estado se comprometió a evaluar la iniciativa, pues la idea es “abrir un debate sobre el trabajo dominical sobre la base de estas dos proposiciones: la que restringe al máximo el trabajo dominical y la que aumenta las remuneraciones para quienes trabajan los domingos”.

No obstante, cabe recordar que el proyecto en estudio fue originado en una moción del senador Letelier que apunta a que el descanso dominical sea transforme en una regla general para los trabajadores y no en la excepción, como sucede en la mayoría de los casos de quienes se desempeñan en el área de comercio y servicios.

“Creemos que es importante volver a establecer la obligatoriedad del descanso semanal, salvo sólo los casos que establezca la ley y aquellas en que se presten servicios que cubran necesidades básicas para la comunidad”, explicó el senador Letelier.

Esto, precisó, porque el día domingo es un día descanso para gran parte de la sociedad, que puede ser dedicado o utilizado en actividades de carácter familiar, esparcimiento y descanso.

Fonte: Senado da República do Chile

NOTA Blog Criacionista: Quer seja para "salvar" a natureza do aquecimento global ou a família da desagregação, uma coisa é certa: o caminho para a imposição do descanso dominical no mundo está cada vez mais fácil. Enquanto isso, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Brasil reluta em aprovar uma lei que beneficia os guardadores do sábado. Dias piores virão - para o segundo grupo.

NOTA Minuto Profético: Sou totalmente favorável a que o trabalhador tenha um dia de descanso, porém totalmente contra que esse dia seja determinado pelo Estado a todos os cidadãos pois isso viola o princípio de separação entre Igreja/Estado e de liberdade religiosa (para os guardadores do sábado). A Igreja Católica, perseguidora na Idade Média, já saiu em defesa do projeto sem sequer tocar no assunto de liberdade religiosa, o que só faz quando lhe agrada.

Saiba mais: "Abertura do comércio aos domingos" (Leia aqui).

Choque e pavor

Nada de novo debaixo do sol. O Estado enfermeiro continua a cumprir a sua função ao serviço do grande capital. Seja nos Estados Unidos, na Europa ou no México, o Estado enfermeiro aplica a disciplina do mercado e receita mais miséria e fome à ralé e às classes trabalhadoras, enquanto subvenciona os plutocratas através de planos neokeynesianos agressivos e nacionalizações-privatizações.
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Mais uma vez, perante a mentirosa alternativa proposta por George W. Bush, de impor "o maior resgate da história dos Estados Unidos ou o mundo se desmoronará", triunfaram a cobiça, a avareza, o lucro e o saqueio de pequenos grupos cleptocráticos. Ganhou o canibalismo corporativo que se vale da mão visível do Estado enfermeiro e da informação privilegiada para acumular riquezas escandalosas.

Foi um crime calculado. Orquestrado antecipadamente. Montado e cenarizado com base na doutrina do choque. Construído sobre ficções e mentiras. Sob pressão, geraram uma crise. Fabricaram um caos económico-financeiro, uma sensação de estar à beira do abismo. Mediante técnicas de submetimento "globais" geraram um sentido de urgência. A seguir aplicaram a terapia de "choque e pavor" para amaciar sem anestesia sociedades inteiras ou submetê-las a políticas económicas mais draconianas. Como na invasão do Iraque ou na "guerra" de Felipe Calderón contra Los Zetas , o narcoterror e os lança granadas.
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Fonte - Resistir

Nota DDP: Retirando a lente anti-capitalista do artigo, bem como reiterando um pouco de tudo que já foi aqui colocado, faço ressalva ao que foi chamado de "informação privilegiada". Para tanto, outro artigo "A crise segundo o Vaticano", dentre outras coisas, esclarece que já no ano passado, os "visionários" economistas de roma, muito antes do restante do mundo, se anteciparam e converteram suas reservas, dentre outras coisas, em ouro, interessante não?

Cardeal Kasper destaca papel da Bíblia no ecumenismo

O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos, Cardeal Walter Kasper, defende que a Bíblia é “a base do diálogo ecuménico” e o seu instrumento principal, “seja no aspecto doutrinal, seja no espiritual e pastoral”.

Numa intervenção escrita divulgada na página oficial do Sínodo dos Bispos, a decorrer no Vaticano, o membro da Cúria Romana destaca que “apesar de todas as tristes divisões na história da Igreja, a palavra de Deus, testemunhada sobretudo na Sagrada Escritura, permaneceu como a herança comum”.

Nenhuma outra coisa une as Igrejas e as comunidades cristãs como a Bíblia faz”, prossegue.

O Cardeal Kasper apela à leitura orante da Bíblia, a Lectio Divina, que considera ser “o adequado método ecuménico”, quando feita em comum.

“Esse diálogo, nas décadas passadas, deu muitos frutos positivos”, referiu, assegurando que “devemos estar gratos por tudo o que o Espírito de Deus fez por uma reaproximação dos cristãos”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Discurso extremamente apropriado como chamariz para grupos cristãos que dizem professar o princípio sola scriptura. Embora seja extremamente incongruente com o outro lado da moeda romana... a tradição... Mas quem aceita um lado recebe o outro.

George Soros, o novo arauto da economia verde?




Em tempos de crise financeira global, até o megainvestidor e megaespeculador George Soros ficou verde. É o que mostra o vídeo acima, em inglês, de uma entrevista de Soros ao jornalista americano Bill Moyers.

O húngaro naturalizado americano Soros está promovendo seu mais recente livro "The New Paradigm for Financial Markets: The Credit Crisis of 2008 and What It Means", que será lançado no Brasil nas próximas semanas. No livro, já defende "novos paradigmas" para a retomada da economia global. "Os negócios verdes podem ser o novo motor da economia mundial", diz Soros, na entrevista.

Ao ser questionado sobre o que é preciso fazer para combater a atual crise financeira, Soros disse que, além de lidar com o rombo das hipotecas e recapitalizar os bancos, é preciso investir em soluções para o aquecimento global. Como reduzir o consumo, diminuir a dependência do petróleo e apostar em uma matriz energética mais limpa.
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Fonte - Estadão

Nota DDP: Reforço de peso para a causa verde. Conexão explícita com a crise econômica, além dos problemas que em tesa a questão encerra. O debate certamente aumentará também neste campo.

Líderes mundiais se reunirão após eleições nos EUA


Washington sediará uma cúpula de emergência em novembro para tentar uma resposta conjunta à crise financeira mundial. A Casa Branca, no entanto, reconheceu que não é provável que saiam respostas concretas desta primeira reunião. O Brasil está convocado.

A cúpula, agendada para o dia 15 de novembro, discutirá as causas da desaceleração, as respostas globais à atual situação e os princípios que deverão nortear quaisquer reformas que sejam levadas a cabo pelos países.

Participarão da reunião os líderes do G-7 e de países como Brasil, China e Índia. A cúpula terá ainda a participação do presidente eleito dos EUA -- o processo eleitoral norte-americano termina no dia 4 de novembro.

Fonte - Opinião e Notícia

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Leis devem garantir dignidade humana, segundo Santa Sé

NOVA YORK, terça-feira, 21 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O império da lei se converteu em um instrumento fundamental de equilíbrio mundial para evitar o predomínio do uso da força, mas será insuficiente se não for capaz de proteger a dignidade da pessoa humana. Assim afirmou o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore, em uma intervenção, em 14 de outubro passado, n 6ª comissão das Nações Unidas, cujo conteúdo foi divulgado ontem no Vaticano.

Dom Migliore admitiu que o império da lei «cresceu em importância como um pilar vital» para o desenvolvimento e a paz mundial, pois é o «instrumento indispensável» para proteger a dignidade humana.

Contudo, advertiu, «no presente contexto cultural, em que a lei se percebe mais como o respeito a procedimentos formais ao invés de em termos substantivos, o império da lei poderia ser insuficiente por si só para defender a dignidade da pessoa humana».

Os direitos das pessoas, afirmou Dom Migliore, «não são simplesmente uma coleção de normas legais, mas representam, acima de tudo, valores fundamentais», que devem ser «apoiados pela sociedade, se não quiserem correr o risco de desaparecer dos textos legais».

A dignidade da pessoa humana, explicou, «deve ser salvaguardada na cultura, na mentalidade pública e na conduta da sociedade, como uma condição prévia e visando a ser protegida pela lei».

Contudo, Dom Migliore explicou que, ainda que a lei não seja suficiente por si mesma, continua sendo esse «instrumento indispensável» previsto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que designa aos Estados «a tarefa de permitir e facilitar a realização dos fins transcendentais aos quais as pessoas estão destinadas».

A lei é um componente vital que permite aos Estados proteger suas populações «do genocídio, dos crimes de guerra, da limpeza étnica e dos crimes contra a humanidade», explicou o prelado, e inclusive permite à comunidade internacional intervir quando um Estado não pode ou não quer exercer esta responsabilidade.

Contudo, sublinhou que esta capacidade de intervir não deve ser entendida só no plano militar por parte do Conselho de Segurança, mas também como cooperação. «A construção de estruturas legais nacionais ajudarão os Estados a advertir a realização de atrocidades, estabelecendo mecanismos para promover a justiça e a paz», explicou.

Este império da lei entendido como cooperação, poderia ajudar, na atual crise econômica, «a promover um desenvolvimento econômico limpo e estável».

«Nos países em vias de desenvolvimento, o império da lei pode ajudar o crescimento econômico e social como nos países desenvolvidos, através de regulamentos justos que asseguram a estabilidade econômica e a imparcialidade», concluiu.

Fonte - Zenit

Nota DDP: Acostume-se. A tendência é ouvir daqui para frente a pregação de maior e maior regulamentação. Mais e mais intervenção estatal. Ou Orwell tinha fontes extremamente seguras do que estaria pela frente, ou tinha seguramente uma visão de mundo muito à frente de seu tempo (Ou cravaria nas duas). O discurso é claramente partidário do endurecimento das leis. Sobre quais devem pousar este recrudescimento, ainda não se falou de forma específica, mas bastaria dar uma olhadela na doutrina social da ICAR.

Intervenção na economia é agravante ou solução?


O professor de economia e conselheiro da campanha de John McCain, Paul Rubin, diz que Barack Obama é "muito mais perigoso" para a liberdade econômica do que Franklin Roosevelt.

Rubin, em artigo publicado no Wall Street Journal sob o título "Prepare-se para o novo New Deal", diz que o aumento sem precedentes do papel do governo na economia na seqüência do "crash" de 1929 provavelmente prolongou a Grande Depressão.

O professor critica a postura de Obama de atribuir a culpa da crise atual à desregulamentação e diz que o candidato democrata, uma vez eleito, provavelmente vai aumentar radicalmente a interferência governamental na economia.

Segundo Rubin, esta eleição pode sim mudar profundamente os EUA. "O sistema político -- diz ele -- pode em breve colocar nossa economia no caminho da catástrofe".

Fonte - Opinião e Notícia
Nota DDP: Afastando-se do sentimento partidário inerente à manifestação e, tendo em foco apenas o post anterior, exatamente sobre a intervenção estatal, os fatos nos fazem crer que este é um caminho bastante provável dos EUA em futuro próximo, como aliás já considerado em inúmeras postagens muito anteriores à plena caracterização da crise americana, de que o império está no fim e, assim como visto em outros grandes domínios mundiais, a ditadura é sempre uma opção a ser considerada, especialmente em um país com papel profético definido.

Crise expõe perigo de fortalecimento da direita, diz Hobsbawm

O britânico Eric Hobsbawm, considerado um dos historiadores mais influentes do século 20, disse à BBC nesta terça-feira que o maior perigo da atual crise financeira mundial é o fortalecimento da direita.

“A esquerda está virtualmente ausente. Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita”, disse Hobsbawn, em entrevista à Rádio 4.

O historiador marxista comparou o atual momento “ao dramático colapso da União Soviética” e ao fim de “uma era específica”.

“Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente.”

Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente, “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.

Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Muitos consideram o que está acontecendo como uma volta ao estadismo e até do socialismo. O senhor concorda?

Bem, certamente estamos vivendo a crise mais grave do capitalismo desde a década de 30. Lembro-me de um título recente do Financial Times que dizia: O capitalismo em convulsão. Há muito tempo não lia um título como esse no FT.

Agora, acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de uma certa ideologia “teológica” do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram.

Porque como Marx, Engels e Schumpter previram, a globalização - que está implícita no capitalismo -, não apenas destrói uma herança de tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.

E o que está acontecendo agora está sendo reconhecido como o fim de uma era específica. Sem dúvida, a partir de agora falaremos mais de (John Maynard) Keynes e menos de (Milton) Friedman e (Friedrich) Hayek.

Todos concordam que, de uma forma ou de outra, o Estado terá um papel maior na economia daqui por diante.

Qualquer que seja o papel que os governos venham a assumir, será um empreendimento público de ação e iniciativa, que será algo que orientará, organizará e dirigirá também a economia privada. Será muito mais uma economia mista do que tem sido até agora.
....
O senhor viu esses riscos se tornarem realidade: estava na Alemanha quando Adolf Hitler chegou ao poder. O senhor acredita que algo parecido poderia acontecer como conseqüência dos problemas atuais?

Nos anos 30, o claro efeito político da Grande Depressão a curto prazo foi o fortalecimento da direita. A esquerda não foi forte até a chegada da guerra. Então, eu acredito que este é o principal perigo.

Depois da guerra, a esquerda esteve presente em várias partes da Europa, inclusive na Inglaterra, com o Partido Trabalhista, mas hoje isso já não acontece.

A esquerda está virtualmente ausente, Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita.
...
Fonte - BBC

[Colaboração - Fernando Machado]

Nota DDP: Nenhum argumento religioso, somente filosófico. A tendência de um crescimento da ingerência do estado na vida do particular é cada vez mais premente, bem como os efeitos colaterais desta nova ordem...
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