Pelo menos 43% dos católicos franceses esperam que o Papa Bento XVI renuncie, ou se aposente, contra 54% que não desejam que isso aconteça (3% não se pronunciaram), de acordo com uma pesquisa Ifop que será publicada no domingo, no 'Journal du Dimanche'.
A proporção de católicos franceses que desejam a saída de Bento XVI chega a 47% entre os não-praticantes, mas cai para 31% entre os católicos praticantes.
Interrogados sobre se a Igreja Católica deve 'modificar seu discurso e suas posições para levar em conta as mudanças que se apresentaram na sociedade e nos costumes', uma ampla maioria dos católicos franceses estima que 'sim', sobretudo, no que diz respeito aos métodos anticoncepcionais.
Segundo a pesquisa, 85% desejam que a Igreja modifique sua posição sobre a contracepção (75% entre os católicos praticantes); 83% esperam que faça o mesmo sobre o aborto; 77%, sobre o casamento entre divorciados; e 69%, sobre a homossexualidade.
Por último, 49% dos católicos franceses consideram que o Sumo Pontífice não defende 'muito bem' os valores do catolicismo (22%, 'bem'; 28%, 'nem bem, nem mal'; e 1% não se pronunciou).
Fonte - Cosmo
Nota DDP: Interessante como o índice de rejeição a BXVI tem sido explorado pela mídia ultimamente. Algo parecido aconteceu com a mudança de líder nos EUA, como já afirmei aqui. Estaria sendo preparado um papa popular o bastante para se identificar com a liderança de um mundo em crise?
segunda-feira, 23 de março de 2009
“...não se ligarão...”
A crise global alcançou em questão de dias diversas regiões do mundo. A Europa é uma dessas regiões em que ela impactou com mais vigor. Os índices de desemprego por lá são alarmantes, e não param de crescer.
E a Europa, conseguirá por meio de seus governos gerenciar a crise para que a possa superar? Essa é a questão mais delicada.
Enquanto os Estados Unidos são um único país, com um único governo central, bastante coeso, com um único congresso, a Europa é um conjunto de países, cada um com seu governo e respectivo congresso, além do governo central e seu congresso.
Antes da crise parecia fácil administrar a economia do Euro, os aportes de dinheiro e os financiamentos. Mas agora, que está na hora de injetar dinheiro no mercado, salvar bancos, garantir liquidez, forçar empréstimos bancários, a política monetária da Europa não está sendo suficientemente coesa e forte. A Europa está dando respostas brandas e insuficientes contra a crise. Nos Estados Unidos as respostas estão sendo bem mais fortes.
E o que significa isso? Segundo o famoso economista Paul Krugman, a Europa poderá sofrer uma crise mais aguda que na América. Ela está menos unida contra a situação.
Novamente está valendo o versículo de Daniel 2:41 a 44, a Europa não se liga mais, e agora, por essa razão, pelos visto, ela vai sofrer sérias conseqüências econômicas e sociais.
O poder do mundo está sendo transferido para a América do Norte, de onde partirão as grandes decisões no cumprimento final das profecias antes da volta de JESUS CRISTO.
Fonte - Cristo Voltará
Nota DDP: Outros detalhes em "O que acontece com a Europa?".
E a Europa, conseguirá por meio de seus governos gerenciar a crise para que a possa superar? Essa é a questão mais delicada.
Enquanto os Estados Unidos são um único país, com um único governo central, bastante coeso, com um único congresso, a Europa é um conjunto de países, cada um com seu governo e respectivo congresso, além do governo central e seu congresso.
Antes da crise parecia fácil administrar a economia do Euro, os aportes de dinheiro e os financiamentos. Mas agora, que está na hora de injetar dinheiro no mercado, salvar bancos, garantir liquidez, forçar empréstimos bancários, a política monetária da Europa não está sendo suficientemente coesa e forte. A Europa está dando respostas brandas e insuficientes contra a crise. Nos Estados Unidos as respostas estão sendo bem mais fortes.
E o que significa isso? Segundo o famoso economista Paul Krugman, a Europa poderá sofrer uma crise mais aguda que na América. Ela está menos unida contra a situação.
Novamente está valendo o versículo de Daniel 2:41 a 44, a Europa não se liga mais, e agora, por essa razão, pelos visto, ela vai sofrer sérias conseqüências econômicas e sociais.
O poder do mundo está sendo transferido para a América do Norte, de onde partirão as grandes decisões no cumprimento final das profecias antes da volta de JESUS CRISTO.
Fonte - Cristo Voltará
Nota DDP: Outros detalhes em "O que acontece com a Europa?".
sexta-feira, 20 de março de 2009
Expectativa de vida de obesos pode ser reduzida em 10 anos
Pessoas que sofrem de obesidade grave podem ter sua vida encurtada entre oito e dez anos. Trata-se de um efeito comparável com o do cigarro.
Segundo pesquisa da Unidade de Estudos Clínicos da Universidade de Oxford, publicada na internet pela revista médica "The Lancet", o índice de massa corporal (IMC) -relação entre o peso e a altura- superior ao ideal de 22,5-25 kg/m2 conduz a um aumento da mortalidade, com um risco superior, logicamente, aos mais obesos.
A pesquisa foi realizada com base em dados de quase 900 mil adultos da Europa Ocidental e América do Norte, com uma média de idade de 46 anos e um índice de massa corporal (IMC) médio de 25.
Fonte - Opinião e Notícia
Nota DDP: Idéias complementares começando por "A feitiçaria de Babilónia ".
Segundo pesquisa da Unidade de Estudos Clínicos da Universidade de Oxford, publicada na internet pela revista médica "The Lancet", o índice de massa corporal (IMC) -relação entre o peso e a altura- superior ao ideal de 22,5-25 kg/m2 conduz a um aumento da mortalidade, com um risco superior, logicamente, aos mais obesos.
A pesquisa foi realizada com base em dados de quase 900 mil adultos da Europa Ocidental e América do Norte, com uma média de idade de 46 anos e um índice de massa corporal (IMC) médio de 25.
Fonte - Opinião e Notícia
Nota DDP: Idéias complementares começando por "A feitiçaria de Babilónia ".
Países que correm risco de sofrer turbulências políticas e sociais

A crise econômica mundial já está causando um grave impacto social em muitos países, principalmente o rápido aumento do desemprego.
O impacto político pode levar mais tempo para ser sentido: até agora apenas dois governos eleitos, na Islândia e na Letônia, tombaram após protestos populares. No entanto, à medida que a crise se agravar poderá haver outros casos -- e possivelmente menos pacíficos.
De acordo com um relatório da Economist Intelligence Unit, neste ano e no próximo 95 países correm um alto de risco de ficar vulneráveis a instabilidades políticas e sociais em decorrência da crise econômica. Em 2007, eram 35. As nações mais vulneráveis, como o Zimbábue, sofrem com um governo ruim e uma economia em queda-livre.
Fonte - Opinião e Notícia
João Paulo II será beatificado em 2 de abril de 2010
ROMA, 18 Mar. 09 / 03:01 pm (ACI).- O Papa João Paulo II poderia ser beatificado em 2 de abril de 2010, cinco anos exatos depois de sua morte, conforme informou o jornal polonês Dziennik, que assegurou que a Congregação para as Causas dos Santos da Santa Sé já teria tomado a decisão.
A princípios este mês, o Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, assegurou que o processo de beatificação do Papa Woytila estava a ponto de terminar e que o mesmo Bento XVI desejava fechar o processo "o antes possível" porque é "o que o mundo está pedindo".
O processo de beatificação do João Paulo II se iniciou em 28 de junho de 2005, dois meses depois do falecimento do Pontífice e graças à dispensa concedida por seu sucessor, Bento XVI, para que a causa pudesse começar sem necessidade de esperar aos cinco anos de rigor que devem transcorrer entre o falecimento de uma pessoa e o começo de sua causa.
Fonte - ACI
Nota DDP: Todo ano, por ocasião do "aniversário" da morte de JPII surgem questões ligadas à beatificação do papa falecido, bem como sobre "manifestações" do futuro "santo".
Algo a se acompanhar.
1) - Novas declarações acerca de JPII
2) - O terceiro aniversário da morte do Papa JPII
3) - O papa andarilho
4) - Milhares no Vaticano para recordar João Paulo II
5) - Vaticano diz que "não se perderá tempo" para beatificar João Paulo II
6) - Ainda o "sinal" de JPII
A princípios este mês, o Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, assegurou que o processo de beatificação do Papa Woytila estava a ponto de terminar e que o mesmo Bento XVI desejava fechar o processo "o antes possível" porque é "o que o mundo está pedindo".
O processo de beatificação do João Paulo II se iniciou em 28 de junho de 2005, dois meses depois do falecimento do Pontífice e graças à dispensa concedida por seu sucessor, Bento XVI, para que a causa pudesse começar sem necessidade de esperar aos cinco anos de rigor que devem transcorrer entre o falecimento de uma pessoa e o começo de sua causa.
Fonte - ACI
Nota DDP: Todo ano, por ocasião do "aniversário" da morte de JPII surgem questões ligadas à beatificação do papa falecido, bem como sobre "manifestações" do futuro "santo".
Algo a se acompanhar.
1) - Novas declarações acerca de JPII
2) - O terceiro aniversário da morte do Papa JPII
3) - O papa andarilho
4) - Milhares no Vaticano para recordar João Paulo II
5) - Vaticano diz que "não se perderá tempo" para beatificar João Paulo II
6) - Ainda o "sinal" de JPII
Comerciários votam pelo fechamento de lojas aos domingos
A maioria dos 1.076 comerciários que votaram no plebiscito para decidir sobre o funcionamento das lojas aos domingos optaram pela folga dominical. No local trabalham aproximadamente duas mil pessoas e 655 votaram pela folga. A consulta foi realizada nesta quinta-feira (19) no pátio do Shopping Vitória.
Mas a briga entre patrões e empregados parece esquentar ainda mais. O Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas) recomenda os comerciantes a abrirem as lojas. "Acho que deveriam abrir, trabalhar e depois discutir na Justiça sobre o Acordo de Natal. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite o trabalho aos domingos. Os lojistas podem estar cientes que nós entraríamos ao lado deles", afirma o presidente da entidade, Jadyr Primo.
Diante da negativa da maioria dos trabalhadores que compareceram ao pleito em manter a jornada de trabalho estendida até o domingo e da recomendação para que os comerciantes abram as lojas, a Justiça poderá ter que bater o martelo sobre o assunto.
O presidente do Sindicomerciários, Jakson Andrade, afirma que o primeiro passo será notificar a decisão dos trabalhadores a todas as lojas situadas no Shopping Vitória, além do Sindicato dos Lojistas (Sindilojistas).
"Se os lojistas insistirem em explorar a mão-de-obra dos empregados vamos entrar com uma ação judicial contra as lojas cobrando o acordo assinado no final do ano passado. Se os empresários insistirem em abrir as lojas mesmo com a ação tramitando na Justiça, vamos convocar uma grande manifestação no shopping".
Acordo
Apesar dos trabalhadores terem tomado uma atitude unilateral, destaca Jadyr Primo, ele relata que os empresários não foram procurados antes do plebiscito para tentarem chegar a um acordo. "É importante salientar que estamos abertos a fazer um acordo com o sindicato dos trabalhadores. Estamos abertos a uma negociação razoável", enfatiza Primo.
O empresário esclarece que o trabalho aos domingos tem remuneração diferenciada, portanto os trabalhadores não têm prejuízos. "Eles ganham mais quando trabalham nesse dia. Há ainda a folga em um outro dia da semana. Tudo como está previsto em lei".
Primo salienta a necessidade de realização de uma assembleia com os lojistas para conversar sobre a possibilidade de um novo acordo com os funcionários.
O plebiscito será realizado no shopping Norte-Sul, em Jardim Camburi, na próxima semana e, segundo o presidente do Sindicomerciários, Jakson Andrade, as lojas desse centro ainda podem abrir no próximo domingo, mas, dependendo do resultado do pleito, também terão que dispensar os funcionários do trabalho dominical.
Fonte - Gazeta Online
Nota DDP: Há de ser entendido que não existe possibilidade de se alastrar uma cultura de descanso nos domingos por via coercitiva do estado, antes de ocorrer um amplo debate sobre este tema nas esferas inferiores. É o que se percebe com as questões pontuais que pipocam em vários locais do mundo, que esta sendo preparado para uma discussão mais ampla, como ocorrerá no futuro, partindo dos EUA.
[Colaboração: Marcos Correia e Silva]
Mas a briga entre patrões e empregados parece esquentar ainda mais. O Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas) recomenda os comerciantes a abrirem as lojas. "Acho que deveriam abrir, trabalhar e depois discutir na Justiça sobre o Acordo de Natal. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite o trabalho aos domingos. Os lojistas podem estar cientes que nós entraríamos ao lado deles", afirma o presidente da entidade, Jadyr Primo.
Diante da negativa da maioria dos trabalhadores que compareceram ao pleito em manter a jornada de trabalho estendida até o domingo e da recomendação para que os comerciantes abram as lojas, a Justiça poderá ter que bater o martelo sobre o assunto.
O presidente do Sindicomerciários, Jakson Andrade, afirma que o primeiro passo será notificar a decisão dos trabalhadores a todas as lojas situadas no Shopping Vitória, além do Sindicato dos Lojistas (Sindilojistas).
"Se os lojistas insistirem em explorar a mão-de-obra dos empregados vamos entrar com uma ação judicial contra as lojas cobrando o acordo assinado no final do ano passado. Se os empresários insistirem em abrir as lojas mesmo com a ação tramitando na Justiça, vamos convocar uma grande manifestação no shopping".
Acordo
Apesar dos trabalhadores terem tomado uma atitude unilateral, destaca Jadyr Primo, ele relata que os empresários não foram procurados antes do plebiscito para tentarem chegar a um acordo. "É importante salientar que estamos abertos a fazer um acordo com o sindicato dos trabalhadores. Estamos abertos a uma negociação razoável", enfatiza Primo.
O empresário esclarece que o trabalho aos domingos tem remuneração diferenciada, portanto os trabalhadores não têm prejuízos. "Eles ganham mais quando trabalham nesse dia. Há ainda a folga em um outro dia da semana. Tudo como está previsto em lei".
Primo salienta a necessidade de realização de uma assembleia com os lojistas para conversar sobre a possibilidade de um novo acordo com os funcionários.
O plebiscito será realizado no shopping Norte-Sul, em Jardim Camburi, na próxima semana e, segundo o presidente do Sindicomerciários, Jakson Andrade, as lojas desse centro ainda podem abrir no próximo domingo, mas, dependendo do resultado do pleito, também terão que dispensar os funcionários do trabalho dominical.
Fonte - Gazeta Online
Nota DDP: Há de ser entendido que não existe possibilidade de se alastrar uma cultura de descanso nos domingos por via coercitiva do estado, antes de ocorrer um amplo debate sobre este tema nas esferas inferiores. É o que se percebe com as questões pontuais que pipocam em vários locais do mundo, que esta sendo preparado para uma discussão mais ampla, como ocorrerá no futuro, partindo dos EUA.
[Colaboração: Marcos Correia e Silva]
Tony Blair diz: religião é fundamental na política
O ex-chanceler britânico, que mudou da Igreja Anglicana para a Igreja Católica, disse há pouco que os dirigentes políticos devem ter Deus em conta “se desejarem comprometer-se de forma adequada com o moderno”. Notícia da revista semanal britânica “New Statesman”. Disse que “a fé religiosa e a forma como se desenvolve poderão ter para o século XXI o mesmo significado que a ideologia política teve para o século XX”, e “no compreender o poder da religião significa não compreender o mundo moderno”.
No mês passado, diante do presidente Barack Obama, Blair afirmou que a fé deve ser restabelecida “no seu devido lugar, como guia do nosso mundo e do seu futuro”. Atualmente ele a leciona “Fé e Globalização” na universidade norte-americana de Yale. De político poderoso passou a ser um religioso convencido do poder da religião na política global.
Tony Blair é um homem influente para o governo de Barack Obama. Ele foi convidado pelo novo presidente americano para visitá-lo antes mesmo de outros presidentes em exercício, de nações importantes para os Estados Unidos. E ele é também um dos grandes homens do mundo engajado pelo diálogo inter-religioso, visando salvar o planeta de seus enormes problemas globais. Esse é um dos poderosos movimentos pela imposição do domingo como dia santo em lugar do sábado.
Fonte - Cristo Voltará
No mês passado, diante do presidente Barack Obama, Blair afirmou que a fé deve ser restabelecida “no seu devido lugar, como guia do nosso mundo e do seu futuro”. Atualmente ele a leciona “Fé e Globalização” na universidade norte-americana de Yale. De político poderoso passou a ser um religioso convencido do poder da religião na política global.
Tony Blair é um homem influente para o governo de Barack Obama. Ele foi convidado pelo novo presidente americano para visitá-lo antes mesmo de outros presidentes em exercício, de nações importantes para os Estados Unidos. E ele é também um dos grandes homens do mundo engajado pelo diálogo inter-religioso, visando salvar o planeta de seus enormes problemas globais. Esse é um dos poderosos movimentos pela imposição do domingo como dia santo em lugar do sábado.
Fonte - Cristo Voltará
Presidente do Mercosul abre Mesa de Diálogo inter-religioso
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, ex-sacerdote católico, na qualidade de Presidente temporário do Mercosul por seis meses, inaugurou a Mesa de Diálogo inter-religioso, que terá sequência em outros países da região, nos próximos meses. “A riqueza do Mercosul não é somente comercial. A riqueza é cultural, geográfica e sobretudo humana. Digna de reconhecimento, escutá-la é, para mim, como governante, um dever e uma necessidade”, ele disse. Serão realizadas seis mesas e o resultados delas será apresentado na Cúpula dos Presidentes, no dia 4 de julho, em Assunção.O temas das seis mesas, segundo Juan Gattinoni, secretário regional do Conselho Latino-Americano de Igrejas-regional Rio da Prata versarão sobre: Diálogo com trabalhadores; diálogo sobre energia; diálogo com jovens ; diálogo com expressões de religiosidade; diálogo com a sociedade e diálogo com os parlamentares do Mercosul.
Presenças especiais foram os teólogos “Leonardo Boff e Frei Betto, do Brasil, e do vice-ministro de Culto do Paraguai, Hugo Britez, proveram insumos para a reflexão da Mesa de Diálogo. Participaram da Mesa representantes das Igreja Católica, Associação de Igrejas Evangélicas, Associação de Pastores Evangélicos, Igreja Anglicana, diferentes Igrejas Evangélicas e da tradição protestantes, judeus, muçulmanos, comunidades indígenas, Fé Bahai, Hana Yoga, Dia Mundial de Oração e organismos ecumênicos. A convocação e coordenação da Mesa esteve a cargo do CLAI-La Plata, com o apoio do Centro Regional Ecumênico de Assessoria e Serviço (CREAS), que sistematizou os debates e conclusões.”
O diálogo inter-religioso está obtendo forte apoio de políticos, especialmente, de mandatários ou ex-mandatários nacionais, como de Portugal, Grã Bretanha, Alemanha, Estados Unidos, Arábia Saudita, e agora do Paraguai na América Latina. Além dos países, a ONU também já aderiu pela promoção do diálogo inter-religioso. A Igreja Católica está conseguindo restabelecer a sua importância junto ao poder político do mundo.
“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja?” (O Grande Conflito, 580). “Removam-se as restrições ora impostas pelos governos seculares, reintegre-se Roma ao poderio anterior, e de pronto ressurgirá a tirania e perseguição” (O Grande Conflito, 564)
Fonte - Cristo Voltará
Presenças especiais foram os teólogos “Leonardo Boff e Frei Betto, do Brasil, e do vice-ministro de Culto do Paraguai, Hugo Britez, proveram insumos para a reflexão da Mesa de Diálogo. Participaram da Mesa representantes das Igreja Católica, Associação de Igrejas Evangélicas, Associação de Pastores Evangélicos, Igreja Anglicana, diferentes Igrejas Evangélicas e da tradição protestantes, judeus, muçulmanos, comunidades indígenas, Fé Bahai, Hana Yoga, Dia Mundial de Oração e organismos ecumênicos. A convocação e coordenação da Mesa esteve a cargo do CLAI-La Plata, com o apoio do Centro Regional Ecumênico de Assessoria e Serviço (CREAS), que sistematizou os debates e conclusões.”
O diálogo inter-religioso está obtendo forte apoio de políticos, especialmente, de mandatários ou ex-mandatários nacionais, como de Portugal, Grã Bretanha, Alemanha, Estados Unidos, Arábia Saudita, e agora do Paraguai na América Latina. Além dos países, a ONU também já aderiu pela promoção do diálogo inter-religioso. A Igreja Católica está conseguindo restabelecer a sua importância junto ao poder político do mundo.
“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja?” (O Grande Conflito, 580). “Removam-se as restrições ora impostas pelos governos seculares, reintegre-se Roma ao poderio anterior, e de pronto ressurgirá a tirania e perseguição” (O Grande Conflito, 564)
Fonte - Cristo Voltará
quinta-feira, 19 de março de 2009
Mandamentos, convite à libertação
SALVADOR, quarta-feira, 18 de março de 2009 (ZENIT.org).- «O Decálogo é o convite de Deus ao homem para libertar-se da escravidão do pecado e do mal, para conduzir a uma existência límpida e limpa no seu amor», afirma o arcebispo primaz do Brasil.
O cardeal Geraldo Agnelo, arcebispo de Salvador, explica que «o Decálogo vem a ser para o homem a proposta dos valores verdadeiros, que enriquecem, que levam à maturidade, à plenitude de vida».
O arcebispo faz esse comentário em artigo enviado a Zenit ontem. O texto está no âmbito das leituras da liturgia de domingo passado, com a proclamação dos Dez Mandamentos de Deus no livro do Êxodo.
«Decálogo quer dizer dez palavras, dez enunciados. Constituem o fundamento da Aliança», afirma.
«Recordamos as tábuas da lei: os três primeiros enunciados, escritos sobre a primeira tábua, dizem respeito à conduta que o homem deve ter para com Deus: “Não terás outro Deus fora de mim”; “Não tomarás o nome de Deus em vão”; “Recorda-te de santificar as festas” (os dias de preceito).»
«Os sete outros enunciados propõem as condições para a convivência social, de irmãos entre irmãos: “Honrar o pai e a mãe”; “Não matar”; “Não cometer atos impuros”; “Não roubar”; “Não dar falso testemunho”; “Não desejar a mulher dos outros”; “Não desejar as coisas dos outros”», afirma.
Segundo o arcebispo, pode-se refletir «ao infinito» sobre os dez mandamentos. «Eles constituem um empenho moral vinculante especialmente depois que Jesus Cristo revelou quem é Deus para nós, e quem somos nós para Deus e quem somos nós, uns para os outros: um Pai, filhos, irmãos».
«Os dez mandamentos não são nem imposição de um Deus tirano, nem simples resultado de um esforço de vontade, mas a consequência da nova vida que Deus nos deu, na morte e ressurreição de Jesus Cristo», afirma Dom Geraldo Agnelo.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Não perder o post "A catequese dominical" que explica a referência à "liturgia do domingo passado" constante do artigo. Recomento também a leitura do comentário do Minuto Profético sobre este tema.
Agora, não posso me omitir a analisar a citação "os três primeiros enunciados, escritos sobre a primeira tábua". Onde mesmo consta da Bíblia esta tábua com "três enunciados"?
O cardeal Geraldo Agnelo, arcebispo de Salvador, explica que «o Decálogo vem a ser para o homem a proposta dos valores verdadeiros, que enriquecem, que levam à maturidade, à plenitude de vida».
O arcebispo faz esse comentário em artigo enviado a Zenit ontem. O texto está no âmbito das leituras da liturgia de domingo passado, com a proclamação dos Dez Mandamentos de Deus no livro do Êxodo.
«Decálogo quer dizer dez palavras, dez enunciados. Constituem o fundamento da Aliança», afirma.
«Recordamos as tábuas da lei: os três primeiros enunciados, escritos sobre a primeira tábua, dizem respeito à conduta que o homem deve ter para com Deus: “Não terás outro Deus fora de mim”; “Não tomarás o nome de Deus em vão”; “Recorda-te de santificar as festas” (os dias de preceito).»
«Os sete outros enunciados propõem as condições para a convivência social, de irmãos entre irmãos: “Honrar o pai e a mãe”; “Não matar”; “Não cometer atos impuros”; “Não roubar”; “Não dar falso testemunho”; “Não desejar a mulher dos outros”; “Não desejar as coisas dos outros”», afirma.
Segundo o arcebispo, pode-se refletir «ao infinito» sobre os dez mandamentos. «Eles constituem um empenho moral vinculante especialmente depois que Jesus Cristo revelou quem é Deus para nós, e quem somos nós para Deus e quem somos nós, uns para os outros: um Pai, filhos, irmãos».
«Os dez mandamentos não são nem imposição de um Deus tirano, nem simples resultado de um esforço de vontade, mas a consequência da nova vida que Deus nos deu, na morte e ressurreição de Jesus Cristo», afirma Dom Geraldo Agnelo.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Não perder o post "A catequese dominical" que explica a referência à "liturgia do domingo passado" constante do artigo. Recomento também a leitura do comentário do Minuto Profético sobre este tema.
Agora, não posso me omitir a analisar a citação "os três primeiros enunciados, escritos sobre a primeira tábua". Onde mesmo consta da Bíblia esta tábua com "três enunciados"?
Encontro do presidente do episcopado norte-americano com Obama
WASHINGTON, quarta-feira, 18 de março de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal Francis George, OMI, arcebispo de Chicago e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, teve um encontro nesta terça-feira à tarde com o presidente Barack Obama no Salão Oval da Casa Branca.
No encontro privado, que durou cerca de 30 minutos, «o presidente e o cardeal George falaram de uma ampla gama de questões, inclusive importantes oportunidades para o governo e a Igreja Católica de seguir sua longa relação para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes da nação», acrescenta a nota.
Uma declaração da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos explica que, ao final do encontro, o purpurado «expressou sua gratidão pelo encontro e sua esperança de que promova um fecundo diálogo a favor do bem comum».
...
Fonte - Zenit
Nota DDP: A cooperação havida entre EUA/Vaticano no governo anterior parece começar a se estender neste também, na "sua longa relação". Sobre a questão do bem comum, importante a leitura da visão papal deste tema em "O bem comum global perante a escassez de recursos".
No encontro privado, que durou cerca de 30 minutos, «o presidente e o cardeal George falaram de uma ampla gama de questões, inclusive importantes oportunidades para o governo e a Igreja Católica de seguir sua longa relação para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes da nação», acrescenta a nota.
Uma declaração da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos explica que, ao final do encontro, o purpurado «expressou sua gratidão pelo encontro e sua esperança de que promova um fecundo diálogo a favor do bem comum».
...
Fonte - Zenit
Nota DDP: A cooperação havida entre EUA/Vaticano no governo anterior parece começar a se estender neste também, na "sua longa relação". Sobre a questão do bem comum, importante a leitura da visão papal deste tema em "O bem comum global perante a escassez de recursos".
Muçulmanos e protestantes dão boas-vindas ao Papa
Uma representação de muçulmanos e protestantes dos Camarões deu ontem as boas-vindas ao Papa no aeroporto internacional Nsimalen, de Yaoundé.
“No Alcorão, o profeta Maomé recomenda-nos acolher bem os estrangeiros, pois com muita frequência vêm com a paz. Portanto, para nós, a vinda do Papa é uma bênção”, declarou o grão-imã de Yaoundé, o xeque Ibrahim Moussa.
Este responsável fez um pedido aos fiéis muçulmanos para que “respeitem a religião dos demais e se unam para acolher este grande homem”.
Segundo a imprensa local, o líder islâmico assegurou que “consideramos o Papa como um grão-imã”, em referência à figura encarregada de presidir a oração muçulmana.
“Rezamos para que sua estadia decorra bem e regresse à sua casa em paz”, disse aos jornalistas.
No próximo dia 19, de manhã, a agenda do Papa inclui um encontro com os representantes da Comunidade Muçulmana de Camarões (quase 4 milhões de fiéis, 22% da população), o único do género no programa da visita.
Também as comunidades protestantes deram as boas-vindas ao Papa. “A vinda do Santo Padre ao nosso país é uma graça que não pode deixar um cristão indiferente”, sublinhou o reverendo Jean Emile Ngué, secretário-geral do Conselho das Igrejas protestantes dos Camarões, que considera que a vinda do Papa ao país é “um acontecimento de elevado alcance espiritual”.
Fonte - Ecclesia
Nota DDP: "Grão-imã", "santo padre", as deferências vão crescendo.
“No Alcorão, o profeta Maomé recomenda-nos acolher bem os estrangeiros, pois com muita frequência vêm com a paz. Portanto, para nós, a vinda do Papa é uma bênção”, declarou o grão-imã de Yaoundé, o xeque Ibrahim Moussa.
Este responsável fez um pedido aos fiéis muçulmanos para que “respeitem a religião dos demais e se unam para acolher este grande homem”.
Segundo a imprensa local, o líder islâmico assegurou que “consideramos o Papa como um grão-imã”, em referência à figura encarregada de presidir a oração muçulmana.
“Rezamos para que sua estadia decorra bem e regresse à sua casa em paz”, disse aos jornalistas.
No próximo dia 19, de manhã, a agenda do Papa inclui um encontro com os representantes da Comunidade Muçulmana de Camarões (quase 4 milhões de fiéis, 22% da população), o único do género no programa da visita.
Também as comunidades protestantes deram as boas-vindas ao Papa. “A vinda do Santo Padre ao nosso país é uma graça que não pode deixar um cristão indiferente”, sublinhou o reverendo Jean Emile Ngué, secretário-geral do Conselho das Igrejas protestantes dos Camarões, que considera que a vinda do Papa ao país é “um acontecimento de elevado alcance espiritual”.
Fonte - Ecclesia
Nota DDP: "Grão-imã", "santo padre", as deferências vão crescendo.
Mundo enfrentará graves problemas a partir de 2030
O principal assessor científico do governo britânico prevê que a escassez de água, alimentos e energia vai desencadear tumultos, conflitos internacionais e migrações em massa, uma vez que as pessoas irão fugir das regiões mais afetadas.
O professor John Beddington acredita que estas turbulências começarão em 2030. De acordo com o cientista, o crescimento da população e o sucesso no combate à pobreza nos países em desenvolvimento vão desencadear uma grande demanda por alimentos, água e energia ao longo das próximas duas décadas. Beddington ressalta que os governos precisam alcançar novos progressos no combate às alterações climáticas.
O cientista considera que, se esta situação não for controlada, o mundo enfrentará uma grande "tempestade". Ele ressalta ainda que as reservas alimentares mundiais estão muito baixas, e que em 2030 será preciso produzir 50% a mais de alimentos, 50% a mais de energia e 30% a mais de água potável.
Fonte - Opinião e Notícia
Nota DDP: Separando o joio do trigo nos eventuais excessos, os cientistas começam a pregar que o fim chegou.
O professor John Beddington acredita que estas turbulências começarão em 2030. De acordo com o cientista, o crescimento da população e o sucesso no combate à pobreza nos países em desenvolvimento vão desencadear uma grande demanda por alimentos, água e energia ao longo das próximas duas décadas. Beddington ressalta que os governos precisam alcançar novos progressos no combate às alterações climáticas.
O cientista considera que, se esta situação não for controlada, o mundo enfrentará uma grande "tempestade". Ele ressalta ainda que as reservas alimentares mundiais estão muito baixas, e que em 2030 será preciso produzir 50% a mais de alimentos, 50% a mais de energia e 30% a mais de água potável.
Fonte - Opinião e Notícia
Nota DDP: Separando o joio do trigo nos eventuais excessos, os cientistas começam a pregar que o fim chegou.
Matando a Constituição
Nota da Redação - Alan Keyes e John Haskins publicaram este artigo em 20 de janeiro, mas a importância de suas palavras permanece inalterada e se revelará de maneira cada vez mais clara no decorrer do tempo.
Sobe agora aos palcos da história mundial um homem bastante consciente, ao que tudo indica, de que a Lei Suprema dos Estados Unidos o impede de ser presidente do país.
Afinal, que outro motivo levaria alguém a contratar advogados e gastar milhões de dólares somente para não ter de apresentar uma certidão de nascimento que custa 12,50 dólares e que provaria sua elegibilidade, nos termos da Constituição? Em meio aos cantos ritmados de uma mídia delirante e servil, o esplendor da posse substituirá a simples prova de que os Estados Unidos contarão com um presidente legitimamente constituído.
Se Obama não é legalmente elegível, os Estados Unidos não terão um presidente. Um usurpador exercerá um poder que poucos homens tiveram no passado, ainda que destituído de um mandado constitucional. Por mais que seja adorado pela mídia ou pelos grupos raciais, e independentemente do apoio público, Obama será um tirano, no sentido original da palavra (do grego tyrannos, alguém que exerce um poder que não lhe cabe de direito). Quando enviar jovens soldados para morrer, a mera sugestão de usurpação dos poderes presidenciais constituirá um insulto ao sacrifício deles e uma afronta à Constituição pela qual dão tudo de si. Mesmo que pronuncie o juramento solene com a mão sobre a Bíblia de Lincoln, ele o estará traindo e, em vez de cumprir os ditames da Constituição, em vez de protegê-la e defendê-la, estará subvertendo seus princípios.
As elites insistem em que devemos fingir que nos convencemos depois da apresentação na internet do “certificado” do hospital, no qual faltam, porém, as informações requeridas pela Constituição. Com base nisso nos deixaremos levar pela fé cega e arriscaremos as conseqüências de uma usurpação inconstitucional da presidência?
“Ponha sua fé nos homens, mas amarre-os com as correntes da constituição”, advertiu-nos Thomas Jefferson. Júlio César alçou-se ao poder sobre as paixões dos homens e assassinou uma república. Napoleão fez o mesmo. Hitler também, com forte apoio da elite secularizada e educada. Mas as elites, agora, aprovam quando Obama desdenha a Constituição, da mesma forma que fizeram quando Mitt Romney atirou ao lixo a Constituição que jurara cumprir. Vêem a Lei Suprema dos Estados Unidos como letra morta, “viva e respirando”, claro, o que em seu linguajar significa morta e enterrada.
Do mesmo modo que as elites educadas e sofisticadas de Weimar, na Alemanha, as elites de hoje anseiam por viver sob o que será, acreditam, uma ditadura benevolente. Uma ditadura, contudo, distinta: suave, agradável, em harmonia com o sempre cambiante consenso da classe falante. Assim foi sempre na história humana, até que a Declaração de Independência fez nascer as constituições federal e estadual, agora nada mais do que platitudes arcaicas para moldar jovens inocentes, nas aulas de história, como sujeitos dóceis de uma tirania burocrática.
Não seria difícil esclarecer a questão da elegibilidade de Obama para ser presidente. A Constituição criou todo um setor do governo com o fim de solucionar controvérsias constitucionais. Os magistrados, porém, reuniram várias “regras” ao longo dos anos, que utilizam como pretexto para violar a constituição e como desculpa quando deixam de cumpri-la. Essas mesmas regras lhes servem agora para afirmar que os americanos não possuem capacidade jurídica para solicitar às cortes um julgamento de valor exigido por nossa Lei Suprema. Desconhecem processos que solicitam apenas que os juízes respeitem seus juramentos e obedeçam à Constituição. Será que os juramentos solenes perderam todo sentido?
Seja por incompetência, covardia ou cinismo calculado, o desconhecimento de processos válidos constitui uma subversão voluntária da Constituição, resultado inevitável de uma educação legal que substitui a autoridade das leis e constituições por decretos judiciais.
“Liberdade” para violar seu próprio juramento?
Um artigo na Michigan Law Review adianta o palavreado legal empregado para obscurecer um tema muito simples e que se resume no seguinte: as leis enunciadas na Constituição a tornam inaplicável. Mas que tipo de anti-lógica permite que uma Constituição torne a si mesma inaplicável?
Não há dúvida de que os juramentos solenes de obediência à Lei Suprema dos Estados Unidos perderam todo sentido. “Lavamos nossas mãos”, proclamam os magistrados. Os políticos, acrescentam, se encontram agora submetidos ao sistema da honra.
Mas, entre os que sustentam que considerações “prudentes” ou “discricionárias” prevalecem sobre juramentos solenes e não-discricionários, a honra se tornou um conceito fora de moda. Só resta, assim, a lei da selva, adornada por um jargão jurídico. Agora é cada um por si, os mais fortes contra os mais fracos.
O artigo da Michigan Law Review se fundamenta nas premissas ocultas e no raciocínio circular que juízes e advogados costumam utilizar nos regimes totalitários. Vejam um exemplo de situação em que os cidadãos não têm “capacidade” de demandar que a lei seja cumprida:
“Os três requisitos relativos ao Artigo 3o estão bem consolidados”.
O fato de o autor se referir de passagem ao Artigo 3o da Constituição nada mais é do que um subterfúgio. Não por outra razão ele se vê forçado a recorrer imediatamente ao que dizem os magistrados (àquilo que os advogados contemporâneos chamam pretensiosamente de “precedente jurídico”) em vez de à Constituição mesma:
“De acordo com os precedentes jurídicos existentes, nos casos que colocam em cheque a elegibilidade de candidatos presidenciais, é provável que falte ao reclamante capacidade jurídica. Com efeito, pode-se questionar se alguém teria capacidade jurídica para tanto... na Justiça federal, inicialmente, em função de prudentes limitações à capacidade jurídica... Em primeiro lugar, conforme descrito em Lujan v. Defenders of Wildlife e em outros casos ... disse a Corte. Em Allen x Wright, por exemplo, a Corte sustentou...
O vocabulário empregado e o dogma oculto não fariam sequer sentido para os que escreveram ou ratificaram a Constituição: “precedentes jurídicos existentes”; “bem consolidados”; “é provável que falte ... capacidade jurídica”; “pode-se questionar”; “prudentes limitações”; “disse a Corte”; “a Corte sustentou”. Tudo se resume à opinião de magistrados, as quais, com o passar dos anos, produziram múltiplas camadas de auto-contradição.
Quaisquer tentativas de comparar a moderna ficção do “direito” criado pelos juízes com o antigo sistema da Common Law são ineficazes ou desonestas. Aqueles que criaram nossa forma de governo não deixaram nenhuma margem para que o conceito de opiniões de magistrados pudesse ser transformado em lei. A Constituição de Massachusetts é ainda mais explícita do que a maioria: “O povo ... não pode ser regido por nenhuma outra lei a não ser aquelas que tenham sido aprovadas pelo corpo representativo constitucional” (Parte I, Artigo 10).
O termo “jurisprudência” não existia e nem poderia existir porque era uma negação da Declaração de Independência, da Constituição e dos próprios Estados Unidos enquanto país. O termo teve então que ser inventado muito mais tarde por juristas, para esconder o roubo do poder do povo. Apresentar a opinião dos juízes como a própria lei significa condenar a Constituição ao esquecimento – mesmo quando ela é o tema da controvérsia. Mas não temam. As opiniões dos juízes a respeito da Constituição são ainda melhores do que a coisa real.
Ironicamente, a incapacidade dos juízes de cumprir seus juramentos e de respeitar a Constituição acaba por destruir a argumentação que fundamenta seu papel como “guardiães da Constituição”. Como escreveu Alexander Hamilton, um dos “Founding Fathers”:
“A interpretação das leis constitui matéria própria e peculiar às cortes. A constituição é na verdade uma lei fundamental e assim deve ser considerada pelos magistrados. Cabe-lhes, pois, determinar seu significado, assim como o significado de qualquer ato particular do corpo legislativo. Em caso de diferença irreconciliável entre ambos, deve-se dar preferência ao que tenha validade e obrigação superiores; ou, em outras palavras, a Constituição deve sobrepor-se ao estatuto, a intenção do povo à intenção de seus agentes”. (Os papéis federalistas, no 78).
Hamilton tornou claros princípios vinculantes do direito e do governo norte-americanos, à época universalmente compreendidos e constantes, de modo implícito ou explícito, em nossas Constituições:
* O dever dos magistrados de defender com toda fé a intenção original da lei fundamental dos Estados Unidos jamais pode ser discricionário, porém sempre obrigatório;
* É um dever interpretar, não gerar leis;
* A jurisprudência é a jurisprudência da intenção original, caso contrário não constitui jurisprudência alguma;
* A Constituição é fundamental, o que em inglês claro significa simplesmente que, quando não se interpreta ou não se aplica honestamente, os fundamentos mesmos do governo são solapados;
* Alguns gritam que “uma eleição” não pode ser revertida, respeite ou não a Constituição. Isto é irracional e representa o caminho para a tirania.
O mero voto da maioria em favor de qualquer presidente em particular não pode jamais opor-se às normas fundamentais estabelecidas pelo povo como um todo: a Constituição devidamente ratificada, que é a Lei Suprema dos Estados Unidos. Nela se encontram as regras de acordo com as quais a simples pluralidade de eleitores pode impor legalmente à outra parte da população um presidente pelo qual esta não deseja ser governada.
O ato soberano coletivo que deu origem à Constituição determina a legitimidade de todo ato subseqüente praticado sob sua autoridade, incluindo as eleições conduzidas pelo povo. Se a Suprema Lei, que estabelece as normas e os limites das eleições e do governo, é suspensa, a legitimidade do próprio governo é posta em cheque. Se qualquer maioria passageira pode utilizar uma eleição ordinária para passar por cima da Constituição, então não existe mais Constituição, mas tão-só a tirania da maioria. Os magistrados são obrigados, pelo juramento solene de posse, a declarar ilegais os atos que violem a Constituição.
A legitimidade do governo não vem a ser um mero conceito abstrato. As leis são mais facilmente aplicadas, com menos violência e conflito, quando o governo conta com o respeito e a lealdade do povo. Sob governos despóticos, que se apóiam no medo, no culto da personalidade e na distribuição de botins, o poder constitui o instrumento pessoal dos governantes (res private). Sob governos constitucionais, o poder pertence ao povo (res publica), cuja vontade e intenção a Constituição representa. A lealdade à Constituição se impõe à fidelidade pessoal como aspecto nuclear do respeito à lei. Quando funcionários públicos mostram desprezo pela Constituição, abrem caminho para uma emprego crescente da força como instrumento da lei; e para a irrupção de conflitos civis.
Ao longo da história dos Estados Unidos, a queda de outras nações (França, Itália, Alemanha, Espanha, Índia, China, Sudão, etc.) em estado de anarquia, violência e ditadura fez recordar aos lideres conscientes na América que inculcar respeito e amor pela Constituição era questão de sobrevivência nacional. O interesse próprio iluminado tornou o Judiciário um dos principais promotores e guardiães dessa percepção essencial. Assim, elementos públicos da elite americana foram suficientemente prudentes para temer as conseqüências de um governo que seguisse padrões de legitimidade decrescente, os quais tendem a produzir ciclos históricos de repressão, violência e conflito perpétuo, como já se viu em tantas partes do mundo.
Hoje em dia, os avanços tecnológicos e a imensa expansão das empresas corporativas levaram a auto-satisfação e a arrogância das elites a cumes inimagináveis. Através da realidade virtual da mídia informativa e da manipulação econômica, elas moldam a percepção, a consciência e o comportamento, dispensando, acreditam, a necessidade prática de uma liderança moral e da educação que promove o caráter. Elas desprezam o caráter como fundamento do auto-governo e, em seu lugar, colocam a ilusão poderosa de sua infalível competência técnica e econômica. Por enquanto, ainda preservam a fachada de respeitabilidade perante o povo, mas à medida que as técnicas modernas de despotismo forem surtindo efeito, já não necessitarão da máscara processualística constitucional para ocultar o fim da era do governo baseado no consenso dos governados.
Não é à toa que, mal pôs as mãos nas alavancas do poder, Barack Obama já se sente seguro a ponto de se recusar a mostrar uma obediência pública completa aos ditames da Constituição. Afinal de contas, entre os que fazem seus juramentos solenes, a honra é algo ultrapassado. O desrespeito sem medida pela Constituição e pela autoridade do Povo soberano que a ratificou indica a iminência do abandono da própria garantia de nossa liberdade pela elite detentora do poder.
Como o cão que não latiu na história de Sherlock Holmes, a cumplicidade silenciosa das elites americanas, incluindo juízes, representantes eleitos e outros que juraram respeitar a Constituição, revela a quem ainda se encontra desperto, ou ainda não se deixou cegar pela ambição egoísta, que o brilho refulgente da liberdade vai sendo extinto pelos próprios guardiães da sua flama.
Fonte - Mídia sem Máscara
Nota DDP: Sem entrar na questão da legitimidade do mandato do presidente eleito, embora seja este o fundamento do arrazoado, a interpretação da fragilidade constitucional dos EUA no decurso do tempo é o que me chamou a atenção, tendo em vista os contornos proféticos que encerra:
"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151. (Eventos Finais - Ellen G. White - Pág. 131)
Sobe agora aos palcos da história mundial um homem bastante consciente, ao que tudo indica, de que a Lei Suprema dos Estados Unidos o impede de ser presidente do país.
Afinal, que outro motivo levaria alguém a contratar advogados e gastar milhões de dólares somente para não ter de apresentar uma certidão de nascimento que custa 12,50 dólares e que provaria sua elegibilidade, nos termos da Constituição? Em meio aos cantos ritmados de uma mídia delirante e servil, o esplendor da posse substituirá a simples prova de que os Estados Unidos contarão com um presidente legitimamente constituído.
Se Obama não é legalmente elegível, os Estados Unidos não terão um presidente. Um usurpador exercerá um poder que poucos homens tiveram no passado, ainda que destituído de um mandado constitucional. Por mais que seja adorado pela mídia ou pelos grupos raciais, e independentemente do apoio público, Obama será um tirano, no sentido original da palavra (do grego tyrannos, alguém que exerce um poder que não lhe cabe de direito). Quando enviar jovens soldados para morrer, a mera sugestão de usurpação dos poderes presidenciais constituirá um insulto ao sacrifício deles e uma afronta à Constituição pela qual dão tudo de si. Mesmo que pronuncie o juramento solene com a mão sobre a Bíblia de Lincoln, ele o estará traindo e, em vez de cumprir os ditames da Constituição, em vez de protegê-la e defendê-la, estará subvertendo seus princípios.
As elites insistem em que devemos fingir que nos convencemos depois da apresentação na internet do “certificado” do hospital, no qual faltam, porém, as informações requeridas pela Constituição. Com base nisso nos deixaremos levar pela fé cega e arriscaremos as conseqüências de uma usurpação inconstitucional da presidência?
“Ponha sua fé nos homens, mas amarre-os com as correntes da constituição”, advertiu-nos Thomas Jefferson. Júlio César alçou-se ao poder sobre as paixões dos homens e assassinou uma república. Napoleão fez o mesmo. Hitler também, com forte apoio da elite secularizada e educada. Mas as elites, agora, aprovam quando Obama desdenha a Constituição, da mesma forma que fizeram quando Mitt Romney atirou ao lixo a Constituição que jurara cumprir. Vêem a Lei Suprema dos Estados Unidos como letra morta, “viva e respirando”, claro, o que em seu linguajar significa morta e enterrada.
Do mesmo modo que as elites educadas e sofisticadas de Weimar, na Alemanha, as elites de hoje anseiam por viver sob o que será, acreditam, uma ditadura benevolente. Uma ditadura, contudo, distinta: suave, agradável, em harmonia com o sempre cambiante consenso da classe falante. Assim foi sempre na história humana, até que a Declaração de Independência fez nascer as constituições federal e estadual, agora nada mais do que platitudes arcaicas para moldar jovens inocentes, nas aulas de história, como sujeitos dóceis de uma tirania burocrática.
Não seria difícil esclarecer a questão da elegibilidade de Obama para ser presidente. A Constituição criou todo um setor do governo com o fim de solucionar controvérsias constitucionais. Os magistrados, porém, reuniram várias “regras” ao longo dos anos, que utilizam como pretexto para violar a constituição e como desculpa quando deixam de cumpri-la. Essas mesmas regras lhes servem agora para afirmar que os americanos não possuem capacidade jurídica para solicitar às cortes um julgamento de valor exigido por nossa Lei Suprema. Desconhecem processos que solicitam apenas que os juízes respeitem seus juramentos e obedeçam à Constituição. Será que os juramentos solenes perderam todo sentido?
Seja por incompetência, covardia ou cinismo calculado, o desconhecimento de processos válidos constitui uma subversão voluntária da Constituição, resultado inevitável de uma educação legal que substitui a autoridade das leis e constituições por decretos judiciais.
“Liberdade” para violar seu próprio juramento?
Um artigo na Michigan Law Review adianta o palavreado legal empregado para obscurecer um tema muito simples e que se resume no seguinte: as leis enunciadas na Constituição a tornam inaplicável. Mas que tipo de anti-lógica permite que uma Constituição torne a si mesma inaplicável?
Não há dúvida de que os juramentos solenes de obediência à Lei Suprema dos Estados Unidos perderam todo sentido. “Lavamos nossas mãos”, proclamam os magistrados. Os políticos, acrescentam, se encontram agora submetidos ao sistema da honra.
Mas, entre os que sustentam que considerações “prudentes” ou “discricionárias” prevalecem sobre juramentos solenes e não-discricionários, a honra se tornou um conceito fora de moda. Só resta, assim, a lei da selva, adornada por um jargão jurídico. Agora é cada um por si, os mais fortes contra os mais fracos.
O artigo da Michigan Law Review se fundamenta nas premissas ocultas e no raciocínio circular que juízes e advogados costumam utilizar nos regimes totalitários. Vejam um exemplo de situação em que os cidadãos não têm “capacidade” de demandar que a lei seja cumprida:
“Os três requisitos relativos ao Artigo 3o estão bem consolidados”.
O fato de o autor se referir de passagem ao Artigo 3o da Constituição nada mais é do que um subterfúgio. Não por outra razão ele se vê forçado a recorrer imediatamente ao que dizem os magistrados (àquilo que os advogados contemporâneos chamam pretensiosamente de “precedente jurídico”) em vez de à Constituição mesma:
“De acordo com os precedentes jurídicos existentes, nos casos que colocam em cheque a elegibilidade de candidatos presidenciais, é provável que falte ao reclamante capacidade jurídica. Com efeito, pode-se questionar se alguém teria capacidade jurídica para tanto... na Justiça federal, inicialmente, em função de prudentes limitações à capacidade jurídica... Em primeiro lugar, conforme descrito em Lujan v. Defenders of Wildlife e em outros casos ... disse a Corte. Em Allen x Wright, por exemplo, a Corte sustentou...
O vocabulário empregado e o dogma oculto não fariam sequer sentido para os que escreveram ou ratificaram a Constituição: “precedentes jurídicos existentes”; “bem consolidados”; “é provável que falte ... capacidade jurídica”; “pode-se questionar”; “prudentes limitações”; “disse a Corte”; “a Corte sustentou”. Tudo se resume à opinião de magistrados, as quais, com o passar dos anos, produziram múltiplas camadas de auto-contradição.
Quaisquer tentativas de comparar a moderna ficção do “direito” criado pelos juízes com o antigo sistema da Common Law são ineficazes ou desonestas. Aqueles que criaram nossa forma de governo não deixaram nenhuma margem para que o conceito de opiniões de magistrados pudesse ser transformado em lei. A Constituição de Massachusetts é ainda mais explícita do que a maioria: “O povo ... não pode ser regido por nenhuma outra lei a não ser aquelas que tenham sido aprovadas pelo corpo representativo constitucional” (Parte I, Artigo 10).
O termo “jurisprudência” não existia e nem poderia existir porque era uma negação da Declaração de Independência, da Constituição e dos próprios Estados Unidos enquanto país. O termo teve então que ser inventado muito mais tarde por juristas, para esconder o roubo do poder do povo. Apresentar a opinião dos juízes como a própria lei significa condenar a Constituição ao esquecimento – mesmo quando ela é o tema da controvérsia. Mas não temam. As opiniões dos juízes a respeito da Constituição são ainda melhores do que a coisa real.
Ironicamente, a incapacidade dos juízes de cumprir seus juramentos e de respeitar a Constituição acaba por destruir a argumentação que fundamenta seu papel como “guardiães da Constituição”. Como escreveu Alexander Hamilton, um dos “Founding Fathers”:
“A interpretação das leis constitui matéria própria e peculiar às cortes. A constituição é na verdade uma lei fundamental e assim deve ser considerada pelos magistrados. Cabe-lhes, pois, determinar seu significado, assim como o significado de qualquer ato particular do corpo legislativo. Em caso de diferença irreconciliável entre ambos, deve-se dar preferência ao que tenha validade e obrigação superiores; ou, em outras palavras, a Constituição deve sobrepor-se ao estatuto, a intenção do povo à intenção de seus agentes”. (Os papéis federalistas, no 78).
Hamilton tornou claros princípios vinculantes do direito e do governo norte-americanos, à época universalmente compreendidos e constantes, de modo implícito ou explícito, em nossas Constituições:
* O dever dos magistrados de defender com toda fé a intenção original da lei fundamental dos Estados Unidos jamais pode ser discricionário, porém sempre obrigatório;
* É um dever interpretar, não gerar leis;
* A jurisprudência é a jurisprudência da intenção original, caso contrário não constitui jurisprudência alguma;
* A Constituição é fundamental, o que em inglês claro significa simplesmente que, quando não se interpreta ou não se aplica honestamente, os fundamentos mesmos do governo são solapados;
* Alguns gritam que “uma eleição” não pode ser revertida, respeite ou não a Constituição. Isto é irracional e representa o caminho para a tirania.
O mero voto da maioria em favor de qualquer presidente em particular não pode jamais opor-se às normas fundamentais estabelecidas pelo povo como um todo: a Constituição devidamente ratificada, que é a Lei Suprema dos Estados Unidos. Nela se encontram as regras de acordo com as quais a simples pluralidade de eleitores pode impor legalmente à outra parte da população um presidente pelo qual esta não deseja ser governada.
O ato soberano coletivo que deu origem à Constituição determina a legitimidade de todo ato subseqüente praticado sob sua autoridade, incluindo as eleições conduzidas pelo povo. Se a Suprema Lei, que estabelece as normas e os limites das eleições e do governo, é suspensa, a legitimidade do próprio governo é posta em cheque. Se qualquer maioria passageira pode utilizar uma eleição ordinária para passar por cima da Constituição, então não existe mais Constituição, mas tão-só a tirania da maioria. Os magistrados são obrigados, pelo juramento solene de posse, a declarar ilegais os atos que violem a Constituição.
A legitimidade do governo não vem a ser um mero conceito abstrato. As leis são mais facilmente aplicadas, com menos violência e conflito, quando o governo conta com o respeito e a lealdade do povo. Sob governos despóticos, que se apóiam no medo, no culto da personalidade e na distribuição de botins, o poder constitui o instrumento pessoal dos governantes (res private). Sob governos constitucionais, o poder pertence ao povo (res publica), cuja vontade e intenção a Constituição representa. A lealdade à Constituição se impõe à fidelidade pessoal como aspecto nuclear do respeito à lei. Quando funcionários públicos mostram desprezo pela Constituição, abrem caminho para uma emprego crescente da força como instrumento da lei; e para a irrupção de conflitos civis.
Ao longo da história dos Estados Unidos, a queda de outras nações (França, Itália, Alemanha, Espanha, Índia, China, Sudão, etc.) em estado de anarquia, violência e ditadura fez recordar aos lideres conscientes na América que inculcar respeito e amor pela Constituição era questão de sobrevivência nacional. O interesse próprio iluminado tornou o Judiciário um dos principais promotores e guardiães dessa percepção essencial. Assim, elementos públicos da elite americana foram suficientemente prudentes para temer as conseqüências de um governo que seguisse padrões de legitimidade decrescente, os quais tendem a produzir ciclos históricos de repressão, violência e conflito perpétuo, como já se viu em tantas partes do mundo.
Hoje em dia, os avanços tecnológicos e a imensa expansão das empresas corporativas levaram a auto-satisfação e a arrogância das elites a cumes inimagináveis. Através da realidade virtual da mídia informativa e da manipulação econômica, elas moldam a percepção, a consciência e o comportamento, dispensando, acreditam, a necessidade prática de uma liderança moral e da educação que promove o caráter. Elas desprezam o caráter como fundamento do auto-governo e, em seu lugar, colocam a ilusão poderosa de sua infalível competência técnica e econômica. Por enquanto, ainda preservam a fachada de respeitabilidade perante o povo, mas à medida que as técnicas modernas de despotismo forem surtindo efeito, já não necessitarão da máscara processualística constitucional para ocultar o fim da era do governo baseado no consenso dos governados.
Não é à toa que, mal pôs as mãos nas alavancas do poder, Barack Obama já se sente seguro a ponto de se recusar a mostrar uma obediência pública completa aos ditames da Constituição. Afinal de contas, entre os que fazem seus juramentos solenes, a honra é algo ultrapassado. O desrespeito sem medida pela Constituição e pela autoridade do Povo soberano que a ratificou indica a iminência do abandono da própria garantia de nossa liberdade pela elite detentora do poder.
Como o cão que não latiu na história de Sherlock Holmes, a cumplicidade silenciosa das elites americanas, incluindo juízes, representantes eleitos e outros que juraram respeitar a Constituição, revela a quem ainda se encontra desperto, ou ainda não se deixou cegar pela ambição egoísta, que o brilho refulgente da liberdade vai sendo extinto pelos próprios guardiães da sua flama.
Fonte - Mídia sem Máscara
Nota DDP: Sem entrar na questão da legitimidade do mandato do presidente eleito, embora seja este o fundamento do arrazoado, a interpretação da fragilidade constitucional dos EUA no decurso do tempo é o que me chamou a atenção, tendo em vista os contornos proféticos que encerra:
"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151. (Eventos Finais - Ellen G. White - Pág. 131)
quarta-feira, 18 de março de 2009
EUA pressiona a UE para novos planos de estímulo
Barack Obama llamó ayer la atención a las principales economías del mundo sobre la necesidad de medidas más enérgicas, de acciones más decisivas por parte de los Gobiernos, para hacer frente a la crisis global de forma acompasada con Estados Unidos. Sin decirlo explícitamente, el presidente norteamericano expresó cierta frustración por el hecho de que otros países desarrollados, especialmente en Europa, no hayan repetido planes de estímulo de las proporciones del que recientemente fue aprobado en Washington.
"Todo lo que estamos haciendo en EE UU sería más eficaz si el resto del mundo se estuviera moviendo en la misma dirección", declaró Obama al término de una reunión con su secretario del Tesoro, Timothy Geithner, quien hoy mismo viaja a Londres para participar en una reunión preparatoria de la próxima cumbre del Grupo de los 20 (G-20), que concentra a los países más ricos del mundo y a los emergentes con mayor pujanza. La reunión se celebrará en la capital del Reino Unido el 2 de abril.
Desde ahora hasta esa fecha, la política de Estados Unidos será la de presionar a favor de una acción mundial coordinada para atajar la crisis, una acción en la línea de la ley de estímulo de cerca de 800.000 millones de dólares (625.000 millones de euros) que el presidente firmó el mes pasado y del plan de rescate de los bancos de 700.000 millones de dólares puesto en marcha el pasado otoño.
"EE UU ha tomado una ventaja significativa", manifestó Obama, "sobre una serie de pasos que son necesarios en este momento. Pero es importante que otros países se muevan en la misma dirección porque la economía globalizada nos ata a todos juntos".
Todos esos pasos hay que darlos, además, precisó el presidente "asegurándonos de que no caemos en patrones proteccionistas y de que el comercio internacional sigue siendo el modelo que los países apoyan y practican".
Las palabras de Obama confirman la preocupación de la Casa Blanca por la resistencia de parte de las principales potencias europeas y otras naciones a desarrollar medidas intervencionistas lo suficientemente ambiciosas. Estas diferencias se presentan como el principal caballo de batalla con vistas a la reunión del G-20, en la que están depositadas muchas de las esperanzas de una próxima recuperación.
Un informe del Fondo Monetario Internacional hecho público la semana pasada confirmaba que, entre las mayores economías del mundo, sólo China, Australia y España habían seguido los pasos de EE UU de dedicar el 2% de su producto interior bruto (PIB) a proyectos de estímulo económico. Los dos grandes de Europa, Alemania y Francia, se han quedado muy por detrás de esa cifra, particularmente este último, cuyo paquete de estímulo no llega al 1% del PIB.
El presidente norteamericano dijo ayer que había hablado recientemente sobre esos problemas y las perspectivas de la cumbre de Londres con el primer ministro británico, Gordon Brown, y con el jefe del Gobierno japonés, Taro Aso, con los que, según comentó Obama, había coincidido en "una visión optimista sobre las perspectivas del encuentro".
Obama recalcó que los dos objetivos principales que busca Estados Unidos en esa cumbre son los de "una acción concertada en el mundo entero para resucitar la economía" y un consenso sobre un paquete de medidas reguladoras que deben ser aplicadas por cada país, con el fin de evitar la repetición de catástrofes como la que actualmente afecta al sistema financiero.
El presidente mencionó el primero de esos objetivos como imprescindible para que sus propias iniciativas aplicadas a la economía norteamericana puedan tener éxito. "Podemos hacer un buen trabajo aquí", dijo, "podemos poner en marcha todas las medidas que creamos, pero si continúa el deterioro de la economía internacional, vamos a fracasar".
Nunca se había referido Obama en términos tan dramáticos a la conexión entre la crisis económica norteamericana y la que sufren otros países. Eso pone una presión añadida sobre la cumbre del G-20 y sobre el trabajo previo que debe de llevar a cabo el secretario del Tesoro. "Ésta va a ser una reunión crucial en un momento, obviamente, decisivo para la economía", declaró el presidente.
Timothy Geithner añadió que, desde hace dos años, están circulando entre diferentes países afectados por la crisis una serie de ideas sobre la mejor forma de combatirla. Pero advirtió que ahora "el tiempo de las palabras ha terminado" y que es preciso "unirse y empezar a actuar".
"Tenemos que unir al mundo para poner en acción un programa muy extenso y sostenido de apoyo a la recuperación y el crecimiento. Y tenemos que unirnos para alcanzar un nuevo consenso global sobre cómo fortalecer el sistema financiero mundial de tal manera que una crisis así no vuelva a ocurrir nunca más", propuso el secretario del Tesoro.
Para Geithner esto es, al mismo tiempo, una batalla personal. Después de un turbulento proceso de confirmación por el impago de algunos impuestos, y de un inicio de gestión muy criticado por la incertidumbre de sus acciones respecto a la intervención en los bancos, el secretario del Tesoro está muy necesitado de un éxito para revitalizar su papel.
[Las presiones de Obama y su equipo económico provocaron reacciones en la Comisión Europea y en varios países de la UE, que no parecen dispuestos a preparar nuevos planes anticrisis pese a la insistencia de Estados Unidos. El presidente del Eurogrupo -que engloba a los 16 ministros de Finanzas de la zona euro-, el luxemburgués Jean-Claude Juncker, aseguró ayer que los miembros de la Unión "no están dispuestos a ir más allá de los paquetes de medidas que ya han sacado adelante". El ministro alemán de Finanzas, Peer Steinbrueck, aseguró que en estos momentos no se debate "ninguna medida adicional". Frente a las cifras ofrecidas por EE UU, la UE sostiene que los planes de estímulo de los Veintisiete suman 400.000 millones de euros para 2009 y 2010, el 3,3% del PIB europeo.]
Fonte - El País
Nota DDP: O terrorismo vai se espalhando de um tema para o outro... A política do medo parece ser a mais efetiva nestes tempos.
Tradução Google
"Todo lo que estamos haciendo en EE UU sería más eficaz si el resto del mundo se estuviera moviendo en la misma dirección", declaró Obama al término de una reunión con su secretario del Tesoro, Timothy Geithner, quien hoy mismo viaja a Londres para participar en una reunión preparatoria de la próxima cumbre del Grupo de los 20 (G-20), que concentra a los países más ricos del mundo y a los emergentes con mayor pujanza. La reunión se celebrará en la capital del Reino Unido el 2 de abril.
Desde ahora hasta esa fecha, la política de Estados Unidos será la de presionar a favor de una acción mundial coordinada para atajar la crisis, una acción en la línea de la ley de estímulo de cerca de 800.000 millones de dólares (625.000 millones de euros) que el presidente firmó el mes pasado y del plan de rescate de los bancos de 700.000 millones de dólares puesto en marcha el pasado otoño.
"EE UU ha tomado una ventaja significativa", manifestó Obama, "sobre una serie de pasos que son necesarios en este momento. Pero es importante que otros países se muevan en la misma dirección porque la economía globalizada nos ata a todos juntos".
Todos esos pasos hay que darlos, además, precisó el presidente "asegurándonos de que no caemos en patrones proteccionistas y de que el comercio internacional sigue siendo el modelo que los países apoyan y practican".
Las palabras de Obama confirman la preocupación de la Casa Blanca por la resistencia de parte de las principales potencias europeas y otras naciones a desarrollar medidas intervencionistas lo suficientemente ambiciosas. Estas diferencias se presentan como el principal caballo de batalla con vistas a la reunión del G-20, en la que están depositadas muchas de las esperanzas de una próxima recuperación.
Un informe del Fondo Monetario Internacional hecho público la semana pasada confirmaba que, entre las mayores economías del mundo, sólo China, Australia y España habían seguido los pasos de EE UU de dedicar el 2% de su producto interior bruto (PIB) a proyectos de estímulo económico. Los dos grandes de Europa, Alemania y Francia, se han quedado muy por detrás de esa cifra, particularmente este último, cuyo paquete de estímulo no llega al 1% del PIB.
El presidente norteamericano dijo ayer que había hablado recientemente sobre esos problemas y las perspectivas de la cumbre de Londres con el primer ministro británico, Gordon Brown, y con el jefe del Gobierno japonés, Taro Aso, con los que, según comentó Obama, había coincidido en "una visión optimista sobre las perspectivas del encuentro".
Obama recalcó que los dos objetivos principales que busca Estados Unidos en esa cumbre son los de "una acción concertada en el mundo entero para resucitar la economía" y un consenso sobre un paquete de medidas reguladoras que deben ser aplicadas por cada país, con el fin de evitar la repetición de catástrofes como la que actualmente afecta al sistema financiero.
El presidente mencionó el primero de esos objetivos como imprescindible para que sus propias iniciativas aplicadas a la economía norteamericana puedan tener éxito. "Podemos hacer un buen trabajo aquí", dijo, "podemos poner en marcha todas las medidas que creamos, pero si continúa el deterioro de la economía internacional, vamos a fracasar".
Nunca se había referido Obama en términos tan dramáticos a la conexión entre la crisis económica norteamericana y la que sufren otros países. Eso pone una presión añadida sobre la cumbre del G-20 y sobre el trabajo previo que debe de llevar a cabo el secretario del Tesoro. "Ésta va a ser una reunión crucial en un momento, obviamente, decisivo para la economía", declaró el presidente.
Timothy Geithner añadió que, desde hace dos años, están circulando entre diferentes países afectados por la crisis una serie de ideas sobre la mejor forma de combatirla. Pero advirtió que ahora "el tiempo de las palabras ha terminado" y que es preciso "unirse y empezar a actuar".
"Tenemos que unir al mundo para poner en acción un programa muy extenso y sostenido de apoyo a la recuperación y el crecimiento. Y tenemos que unirnos para alcanzar un nuevo consenso global sobre cómo fortalecer el sistema financiero mundial de tal manera que una crisis así no vuelva a ocurrir nunca más", propuso el secretario del Tesoro.
Para Geithner esto es, al mismo tiempo, una batalla personal. Después de un turbulento proceso de confirmación por el impago de algunos impuestos, y de un inicio de gestión muy criticado por la incertidumbre de sus acciones respecto a la intervención en los bancos, el secretario del Tesoro está muy necesitado de un éxito para revitalizar su papel.
[Las presiones de Obama y su equipo económico provocaron reacciones en la Comisión Europea y en varios países de la UE, que no parecen dispuestos a preparar nuevos planes anticrisis pese a la insistencia de Estados Unidos. El presidente del Eurogrupo -que engloba a los 16 ministros de Finanzas de la zona euro-, el luxemburgués Jean-Claude Juncker, aseguró ayer que los miembros de la Unión "no están dispuestos a ir más allá de los paquetes de medidas que ya han sacado adelante". El ministro alemán de Finanzas, Peer Steinbrueck, aseguró que en estos momentos no se debate "ninguna medida adicional". Frente a las cifras ofrecidas por EE UU, la UE sostiene que los planes de estímulo de los Veintisiete suman 400.000 millones de euros para 2009 y 2010, el 3,3% del PIB europeo.]
Fonte - El País
Nota DDP: O terrorismo vai se espalhando de um tema para o outro... A política do medo parece ser a mais efetiva nestes tempos.
Tradução Google
O bem comum global perante a escassez de recursos
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 17 de março de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a declaração final do Simpósio CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano)-Misereor, celebrado em Roma nos dias 6 e 7 de março. A declaração é intitulada "O bem comum global perante a escassez de recursos".
...
No contexto atual da mudança climática, da crise financeira internacional e da limitação dos bens naturais, julgamos necessário ter um espaço de reflexão como organizações da Igreja para dar uma contribuição à sociedade a partir da fé. Preocupa-nos a velocidade das mudanças e a lentidão dos processos sociais frente a elas. Evidenciam-se vítimas e ameaças para as pessoas que lutam pela dignidade dos filhos e filhas de Deus.
...
Temos de tomar consciência de que a mudança climática; a crise de energia; a crise financeira; a escassez de alimentos; a diminuição dos recursos naturais, etc, são desafios tão globais que precisam ser assumidos por todos e, de modo especial, por aqueles países cuja responsabilidade é maior na geração das causas que ameaçam a vida humana e a integridade da criação.
...
O momento de agir é agora ou será demasiado tarde para todos. Urgem respostas imediatas, e não seguir a prática de adotar medidas isoladas e desarticuladas que só visam manter ou restaurar o sistema atual.
...
A Igreja é interpelada pelas dramáticas tendências da realidade. A partir da Doutrina Social da Igreja podemos formular exigências éticas que devem ser observadas ao buscar soluções, promover umateologia da criação e uma teologia da responsabilidade. É a hora de uma nova atitude da Igreja dentro da sua própria Missão, convocada à tarefa de buscar caminhos para uma nova ordem global, em colaboração com outros grupos e organizações. Os pobres e excluídos devem ser, também, sujeitos e atores de uma nova ordem política, econômica, social e ecológica. No exercício da solidariedade e subsidiariedade com autêntica voz profética, se impõe uma mudança nos estilos de vida e nos modos de produção.
...
É necessário procurar empenhar-se para que os crimes ecológicos sejam punidos, com sansão penal nos tribunais de direitos humanos. Não deve haver impunidade para quem provoca a depredação, a contaminação irreversível e a morte de comunidades humanas.
É necessário levar em conta as propostas resultantes das análises de organizações internacionais especializadas como IPCC, IAASTD, IPSRM.
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Fonte - Zenit
Nota DDP: É roma aderindo definitivamente ao ECOmenismo e o ecoterrorismo daí derivado. Os outros temas vêm no pacote.
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No contexto atual da mudança climática, da crise financeira internacional e da limitação dos bens naturais, julgamos necessário ter um espaço de reflexão como organizações da Igreja para dar uma contribuição à sociedade a partir da fé. Preocupa-nos a velocidade das mudanças e a lentidão dos processos sociais frente a elas. Evidenciam-se vítimas e ameaças para as pessoas que lutam pela dignidade dos filhos e filhas de Deus.
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Temos de tomar consciência de que a mudança climática; a crise de energia; a crise financeira; a escassez de alimentos; a diminuição dos recursos naturais, etc, são desafios tão globais que precisam ser assumidos por todos e, de modo especial, por aqueles países cuja responsabilidade é maior na geração das causas que ameaçam a vida humana e a integridade da criação.
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O momento de agir é agora ou será demasiado tarde para todos. Urgem respostas imediatas, e não seguir a prática de adotar medidas isoladas e desarticuladas que só visam manter ou restaurar o sistema atual.
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A Igreja é interpelada pelas dramáticas tendências da realidade. A partir da Doutrina Social da Igreja podemos formular exigências éticas que devem ser observadas ao buscar soluções, promover umateologia da criação e uma teologia da responsabilidade. É a hora de uma nova atitude da Igreja dentro da sua própria Missão, convocada à tarefa de buscar caminhos para uma nova ordem global, em colaboração com outros grupos e organizações. Os pobres e excluídos devem ser, também, sujeitos e atores de uma nova ordem política, econômica, social e ecológica. No exercício da solidariedade e subsidiariedade com autêntica voz profética, se impõe uma mudança nos estilos de vida e nos modos de produção.
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É necessário procurar empenhar-se para que os crimes ecológicos sejam punidos, com sansão penal nos tribunais de direitos humanos. Não deve haver impunidade para quem provoca a depredação, a contaminação irreversível e a morte de comunidades humanas.
É necessário levar em conta as propostas resultantes das análises de organizações internacionais especializadas como IPCC, IAASTD, IPSRM.
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Fonte - Zenit
Nota DDP: É roma aderindo definitivamente ao ECOmenismo e o ecoterrorismo daí derivado. Os outros temas vêm no pacote.
Os EUA e o "Dia de São Patricio"

No dia 17 de março, salvo conveniências da ICAR que acabam por relativizar suas próprias regras, é um dia considerado santo e, em homenagem a São Patrício. Um feriado nacional na Irlanda que, no entanto, está também situado no calendário católico universal, sendo observado em sua dimensão religiosa ou simplesmente secular em outras partes do globo. (Wikipedia)
Patrick foi responsável pela conversão de reis, suas famílias e até seus reinos. (Catholic Online)
A curiosidade fica por conta do posicionamento do novo Presidente americano, Barack Obama. Como já postado neste espaço, seu discurso se situa de forma muito definida em relação à separação estado/igreja, como visto em "Saiba o que Obama pensa sobre religião".
Ocorre que todas estas festividades envolvidas nos contexto ora tratados, além do óbvio fundo religioso, têm um contorno a ser salientado: O uso da cor verde. É que ultrapassando-se a questão que cerca a cor oficial relacionada ao beneficiário da lembrança, temos que o mesmo é reconhecido pelo uso de um trevo de três folhas e, por muitas vezes na história irlandesa, a cor verde é vista como sinal de nacionalismo ou, de lealdade à fé Católica Romana.
Seria o posicionamento de Obama, ao vestir uma bela gravata neste tom, ou permitir fossem tingidas as águas da fonte da Casa Branca, sem contar sua falta de reserva como Chefe de Estado, dito laico, na participação de um evento eminentemente católico, um sinal desta lealdade?
De se salientar que, jamais, em toda a história americana, contou-se com alguma manifestação do governo nestes termos. (Terra)
Estaria Saint Patrick ainda convertendo reis e seus reinos?
Fotos: G1[Colaboração - Éder]
A catequese dominical
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3. A Palavra de Deus hoje convida-nos a recordar os 10 mandamentos, através da passagem do Livro do Êxodo. E nós vamos considerar especialmente os 3 primeiros mandamentos voltados para a recomendação de amar a deus sobre todas as coisas. De facto, o primeiro manda-nos amar a Deus sobre todas as coisas; o segundo manda-nos não invocar o Santo nome de Deus em vão e o 3º manda-nos santificar o dia do Senhor.
3.1. Estes 3 mandamentos, que constituem o primeiro dos 2 em que se resume o decálogo, colocam a relação com Deus no centro da nossa vida pessoal e comunitária e lembram não só às pessoas mas à própria sociedade que Deus e a relação com ele são muito importantes na organização da vida tanto dos indivíduos, como das comunidades.
...
3.5. Manda-nos o 3º mandamento santificar o Dia do Senhor, que para a tradição do Antigo Testamento era o Sábado e para os cristãos é o Domingo.
O domingo, termo que em si mesmo quer dizer dia do Senhor, de facto adquiriu importante centralidade na vida cristã pessoal e comunitária.
Santificar o Domingo, primeiro dia da Semana, é para nós em primeiro lugar, participar na assembleia da comunidade e Eucaristia dominical; mas é também dedicar mais tempo à escuta meditada da Palavra de Deus, à acção apostólica e à prática da caridade. Para além disso, o domingo tem uma componente social da maior importância, enquanto dia de descanso semanal. Na nossa tradição ocidental, desde os tempos do Imperador Constantino, que assim acontece.
E, na realidade, esta componente humana e social do domingo é importante para a vida das pessoas em geral, que assim têm possibilidade de dar à Família o tempo e as atenções que lhe não podem dar durante os dias de semana; ou simplesmente organizar para seu bem pessoal e dos outros os tempos livres que ele representa. O domingo é, assim, uma instituição de raízes cristãs que passou a marcar o ritmo semanal da vida da sociedade e como tal há-de ser defendido pelas próprias leis civis como um valor de maior importância para a qualidade de vida das pessoas.
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Fonte - Ecclesia
Nota DDP: "Há de ser defendido pelas próprias leis civis". No further questions, your honor!
3. A Palavra de Deus hoje convida-nos a recordar os 10 mandamentos, através da passagem do Livro do Êxodo. E nós vamos considerar especialmente os 3 primeiros mandamentos voltados para a recomendação de amar a deus sobre todas as coisas. De facto, o primeiro manda-nos amar a Deus sobre todas as coisas; o segundo manda-nos não invocar o Santo nome de Deus em vão e o 3º manda-nos santificar o dia do Senhor.
3.1. Estes 3 mandamentos, que constituem o primeiro dos 2 em que se resume o decálogo, colocam a relação com Deus no centro da nossa vida pessoal e comunitária e lembram não só às pessoas mas à própria sociedade que Deus e a relação com ele são muito importantes na organização da vida tanto dos indivíduos, como das comunidades.
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3.5. Manda-nos o 3º mandamento santificar o Dia do Senhor, que para a tradição do Antigo Testamento era o Sábado e para os cristãos é o Domingo.
O domingo, termo que em si mesmo quer dizer dia do Senhor, de facto adquiriu importante centralidade na vida cristã pessoal e comunitária.
Santificar o Domingo, primeiro dia da Semana, é para nós em primeiro lugar, participar na assembleia da comunidade e Eucaristia dominical; mas é também dedicar mais tempo à escuta meditada da Palavra de Deus, à acção apostólica e à prática da caridade. Para além disso, o domingo tem uma componente social da maior importância, enquanto dia de descanso semanal. Na nossa tradição ocidental, desde os tempos do Imperador Constantino, que assim acontece.
E, na realidade, esta componente humana e social do domingo é importante para a vida das pessoas em geral, que assim têm possibilidade de dar à Família o tempo e as atenções que lhe não podem dar durante os dias de semana; ou simplesmente organizar para seu bem pessoal e dos outros os tempos livres que ele representa. O domingo é, assim, uma instituição de raízes cristãs que passou a marcar o ritmo semanal da vida da sociedade e como tal há-de ser defendido pelas próprias leis civis como um valor de maior importância para a qualidade de vida das pessoas.
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Fonte - Ecclesia
Nota DDP: "Há de ser defendido pelas próprias leis civis". No further questions, your honor!
Papa leva doutrina social à África em plena crise financeira
YAOUNDÉ, terça-feira, 17 de março de 2009 (ZENIT.org).- Em plena crise financeira, que corre o risco de tirar a África de programas de desenvolvimento, Bento XVI explicou nesta terça-feira aos jornalistas que com sua viagem pretende promover a doutrina social, em particular a solidariedade.
O Papa respondeu a seis perguntas dos jornalistas, durante pouco mais de vinte minutos, a bordo do Boeing 777 da companhia Alitalia que o levou de Roma a Yaoundé, para começar sua 11ª viagem apostólica internacional, a primeira ao continente africano.
Em particular, abordou o impacto da crise econômica nos países pobres e a importância da ética para a ordem econômica mundial, tema que desenvolverá na próxima encíclica, que precisamente por causa da conjuntura mundial foi atrasada.
Desencadeou-se a tempestade, explicou, e portanto se reviram algumas partes à luz dos novos acontecimentos para procurar oferecer respostas mais pertinentes à realidade.
«Espero que a encíclica possa ser também um elemento, uma força para superar esta crise», confessou.
A causa da recessão é sobretudo de caráter ético, afirmou, pois «onde falta a ética, a moral, não se dão relações corretas», explicou.
Por este motivo, assegurou durante sua viagem a Camarões e Angola, falará de Deus e dos grandes valores da vida cristã, oferecendo uma contribuição à análise e a compreensão da crise econômica.
...
O Papa falou também das seitas religiosas, fenômeno difundido na África, recordando que o anúncio cristão é um anúncio sereno, pois propõe um Deus próximo do ser humano e cria uma grande rede de solidariedade.
De fato, constatou, as próprias religiões tradicionais estão se abrindo à mensagem evangélica, pois começam a ver que o Deus dos católicos não é um Deus distante.
O Papa confirmou sua confiança no diálogo inter-religioso e, falando das relações com os muçulmanos, assegurou que está crescendo o respeito recíproco na responsabilidade ética comum.
Fonte - Zenit
Nota DDP: As crises sempre proporcionam as melhores oportunidades, diriam os empreendedores, inclusive para os objetivos religiosos, onde campeiam a largos passos a efetivação do ecumenismo e, com a consumação desta realidade, a viabilização para a lei dominical. São os valores católicos que o papa tem pregado desde que subiu ao poder. É cada vez mais questão de tempo, dada a possibilidade de visualizar estas realidades de forma bastante facilitada em nossos dias, uma vez que este desenlace parece cada vez mais próximo.
O Papa respondeu a seis perguntas dos jornalistas, durante pouco mais de vinte minutos, a bordo do Boeing 777 da companhia Alitalia que o levou de Roma a Yaoundé, para começar sua 11ª viagem apostólica internacional, a primeira ao continente africano.
Em particular, abordou o impacto da crise econômica nos países pobres e a importância da ética para a ordem econômica mundial, tema que desenvolverá na próxima encíclica, que precisamente por causa da conjuntura mundial foi atrasada.
Desencadeou-se a tempestade, explicou, e portanto se reviram algumas partes à luz dos novos acontecimentos para procurar oferecer respostas mais pertinentes à realidade.
«Espero que a encíclica possa ser também um elemento, uma força para superar esta crise», confessou.
A causa da recessão é sobretudo de caráter ético, afirmou, pois «onde falta a ética, a moral, não se dão relações corretas», explicou.
Por este motivo, assegurou durante sua viagem a Camarões e Angola, falará de Deus e dos grandes valores da vida cristã, oferecendo uma contribuição à análise e a compreensão da crise econômica.
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O Papa falou também das seitas religiosas, fenômeno difundido na África, recordando que o anúncio cristão é um anúncio sereno, pois propõe um Deus próximo do ser humano e cria uma grande rede de solidariedade.
De fato, constatou, as próprias religiões tradicionais estão se abrindo à mensagem evangélica, pois começam a ver que o Deus dos católicos não é um Deus distante.
O Papa confirmou sua confiança no diálogo inter-religioso e, falando das relações com os muçulmanos, assegurou que está crescendo o respeito recíproco na responsabilidade ética comum.
Fonte - Zenit
Nota DDP: As crises sempre proporcionam as melhores oportunidades, diriam os empreendedores, inclusive para os objetivos religiosos, onde campeiam a largos passos a efetivação do ecumenismo e, com a consumação desta realidade, a viabilização para a lei dominical. São os valores católicos que o papa tem pregado desde que subiu ao poder. É cada vez mais questão de tempo, dada a possibilidade de visualizar estas realidades de forma bastante facilitada em nossos dias, uma vez que este desenlace parece cada vez mais próximo.
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EUA entram na maior depressão de sua história

Previsor de grande influência faz alerta a população para fazerem reservas de dinheiro e comprarem ouro.
O influente pesquisador e analista Gerald Calente, que ficou ainda mais conhecido após suas acertadas previsões da catástrofe econômica afirma que o colapso do sistema financeiro é o sinal do início da “maior de todas as depressões”.
Em recente boletim, Calente vai contra a corrente de analistas e políticos que falsamente previram o inicio de uma recuperação do sistema, ao contrário dos analistas convencionais na qual afirmam que “a partir do segundo quarto de 2009 ou 2010 ou 2011 não existirá mais volta”.
“ O sistema financeiro global, construído por suplementos intermináveis de dinheiro barato, especulação desenfreada, fraude, ganância e desilusão está seriamente doente e não será curado por meio de pacotes de estímulo e ajudas e empréstimos de governos”, escreve Celente.
A previsão mais positiva que Celente faz é que a Dow Jones não chegaria à zero, uma reação inesperada a queda recorde da Dow que atingiu níveis recordes abaixo de 7000 como em 1997.
Celente nos alerta que os primeiros sinais de real caos estão começando a aparecer, revoltas que exigirão dos governos a tomarem “medidas draconianas para prevenir o colapso econômico total e pânico público”.
“Falências massivas de bancos, corridas aos bancos, e férias nos bancos certamente irão acontecer. Fácil acesso ao dinheiro não será mais assegurado, escreve Celente.
Precisaremos, no mínimo, possuirmos uma reserva na mão para emergências, prevê Celente”.
Celente cita o ouro como um dos poucos investimentos que continuarão rentáveis, eventualmente atingindo a $ 2000oz.
As previsões assustadoras de Celente foram inicialmente ridicularizadas pela mídia, mas assim que a crise se agravou, sua credibilidade chegou ao ápice.
Celente, acertadamente previu a Crise monetária na Ásia, o colapso hipotecário e a massiva desvalorização do dólar nos EUA, disse a UPI em Novembro de 2007, que o ano seguinte seria conhecido como “ O Pânico de 2008” acrescentando também que gigantes estavam cavando suas mortes, como exatamente testemunhamos com a falência dos Lehman Brothers, Bear Stearns e outros.
Paul Joseph Watson
Fonte: Prison Planet
Tradução: Blog Juízo Final
FAQ
Nota DDP: Neste contexto: "Os EUA terão revolução e rebeliões por comida e por causa de imposto até 2012". Ver também: "A crise financeira mundial".
O influente pesquisador e analista Gerald Calente, que ficou ainda mais conhecido após suas acertadas previsões da catástrofe econômica afirma que o colapso do sistema financeiro é o sinal do início da “maior de todas as depressões”.
Em recente boletim, Calente vai contra a corrente de analistas e políticos que falsamente previram o inicio de uma recuperação do sistema, ao contrário dos analistas convencionais na qual afirmam que “a partir do segundo quarto de 2009 ou 2010 ou 2011 não existirá mais volta”.
“ O sistema financeiro global, construído por suplementos intermináveis de dinheiro barato, especulação desenfreada, fraude, ganância e desilusão está seriamente doente e não será curado por meio de pacotes de estímulo e ajudas e empréstimos de governos”, escreve Celente.
A previsão mais positiva que Celente faz é que a Dow Jones não chegaria à zero, uma reação inesperada a queda recorde da Dow que atingiu níveis recordes abaixo de 7000 como em 1997.
Celente nos alerta que os primeiros sinais de real caos estão começando a aparecer, revoltas que exigirão dos governos a tomarem “medidas draconianas para prevenir o colapso econômico total e pânico público”.
“Falências massivas de bancos, corridas aos bancos, e férias nos bancos certamente irão acontecer. Fácil acesso ao dinheiro não será mais assegurado, escreve Celente.
Precisaremos, no mínimo, possuirmos uma reserva na mão para emergências, prevê Celente”.
Celente cita o ouro como um dos poucos investimentos que continuarão rentáveis, eventualmente atingindo a $ 2000oz.
As previsões assustadoras de Celente foram inicialmente ridicularizadas pela mídia, mas assim que a crise se agravou, sua credibilidade chegou ao ápice.
Celente, acertadamente previu a Crise monetária na Ásia, o colapso hipotecário e a massiva desvalorização do dólar nos EUA, disse a UPI em Novembro de 2007, que o ano seguinte seria conhecido como “ O Pânico de 2008” acrescentando também que gigantes estavam cavando suas mortes, como exatamente testemunhamos com a falência dos Lehman Brothers, Bear Stearns e outros.
Paul Joseph Watson
Fonte: Prison Planet
Tradução: Blog Juízo Final
FAQ
Nota DDP: Neste contexto: "Os EUA terão revolução e rebeliões por comida e por causa de imposto até 2012". Ver também: "A crise financeira mundial".
'O pior da crise ainda não chegou'
Diplomata que participou ativamente da renegociação da dívida externa num momento em que as reservas brasileiras mal chegavam a US$ 4 bilhões; executivo que dirigiu por dois anos a Vale do Rio Doce; laureado tradutor de J.D. Salinger e de Vladimir Nabokov para o português, o embaixador Jório Dauster não é um catastrofista.
Trabalha com a análise de possibilidades lógicas exercitada em 36 anos de carreira e, a partir desta bagagem, diz, sem hesitações, que o pior da crise mundial ainda não chegou.
– É grande o risco de que estejamos apenas entrando no túnel, e longe de ver luz na extremidade oposta – vaticina Dauster.
O embaixador teme, ainda, que estejam crescendo os ingredientes de uma receita para um desastre em escala mundial, com o estouro de fundos de hedge que ainda conseguem adiar o desenlace com venda de ativos desvalorizados.
Sobretudo, receia que a incapacidade de pagamento em moeda forte leve o Leste Europeu a uma situação de colapso econômico, seguido de convulsões sociais.
Tudo podendo levar ao buraco bancos de outros países europeus, numa situação assemelhada ao bíblico choro e ranger de dentes.
...
A pergunta que se coloca é quem vai bancar os Estados Unidos para que saiam do buraco que eles próprios cavaram? Por enquanto, estão rodando furiosamente a maior máquina de impressão do planeta porque, com a taxa de juros perto de zero, a política monetária já deu o que tinha de dar. Em termos de política fiscal, a redução de impostos é bem-vinda, mas, nas condições atuais, o consumidor está tão apavorado e endividado que esta parte do pacote do Obama vai ter pouco impacto no consumo. As pessoas vão tratar de entesourar esses recursos ou pagar dívidas de um cartão que está queimando em suas mãos.
Diante disso, todo mundo concorda que só resta jogar o máximo de dinheiro no mercado. Mas os EUA podem fazer isto porque rodam aquela impressora gigantesca e surge dólar em papel-moeda ou, o que é mais importante, em títulos do Tesouro. E aí não é mais só a China, mas todo o mundo, apavorado, com aversão ao risco, porque sente os efeitos desse tsunami, ainda acha que o porto seguro é um ativo garantido pelo governo americano. Mas isto não dura indefinidamente. Tanto que o próprio Obama tratou de adiantar seu orçamento lá para diante, a fim de mostrar que reconhece como será difícil impedir que o dólar se transforme em confete quando os Estados Unidos saírem desse buraco daqui a dois ou três anos.
...
A solução para a crise só virá dos Estados Unidos, pois ali está o epicentro do terremoto. Não há país ou região que, no futuro previsível, possa substituí-los no papel de locomotiva econômica mundial. Mas, a meu juízo, estamos vivendo ainda os primórdios de uma recessão que ainda pode se transformar em depressão.
...
Por tudo isso, lamento dizer, é grande o risco de que estejamos apenas entrando no túnel, muito longe de ver alguma luz na extremidade oposta. Além das centenas de trilhões de dólares que já foram despejados no sistema financeiro exclusivamente para impedir sua implosão, muitas das medidas tomadas até agora por Obama, embora válidas, tomarão bastante tempo para gerar efeitos significativos em termos de emprego e de renda. A redução de impostos em favor da classe média dificilmente servirá para ressuscitar os antigos hábitos de consumo, pois seus beneficiários tenderão a pagar dívidas cada vez mais custosas ou a economizar. Como não adianta pintar as unhas de um paciente que está na UTI perdendo sangue, o que se espera é uma solução definitiva para o sistema bancário, sem a qual o fluido vital da economia não voltará a circular e o paciente cairá num coma profundo.
Ameaça europeia
A situação é gravíssima no Leste Europeu, onde a incapacidade de pagar dívidas contraídas em moeda forte trará para o buraco os bancos da Áustria e de outros países europeus. Caso isso ocorra, se complicará em muito a situação de todo o continente europeu. Nem na União Europeia existe suficiente vontade política para tomar as decisões drásticas que a hora requer – o que me parece uma boa receita para o desastre. O colapso econômico de um país como a Ucrânia, seguido de prováveis convulsões sociais, pode gerar atritos políticos com a Rússia, ela também às voltas com dificuldades devido à queda do preço do petróleo e ao derretimento de suas reservas cambiais.
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Fonte - JBOnline
Nota DDP: Sugiro a leitura integral do artigo. Muito elucidativo.
Trabalha com a análise de possibilidades lógicas exercitada em 36 anos de carreira e, a partir desta bagagem, diz, sem hesitações, que o pior da crise mundial ainda não chegou.
– É grande o risco de que estejamos apenas entrando no túnel, e longe de ver luz na extremidade oposta – vaticina Dauster.
O embaixador teme, ainda, que estejam crescendo os ingredientes de uma receita para um desastre em escala mundial, com o estouro de fundos de hedge que ainda conseguem adiar o desenlace com venda de ativos desvalorizados.
Sobretudo, receia que a incapacidade de pagamento em moeda forte leve o Leste Europeu a uma situação de colapso econômico, seguido de convulsões sociais.
Tudo podendo levar ao buraco bancos de outros países europeus, numa situação assemelhada ao bíblico choro e ranger de dentes.
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A pergunta que se coloca é quem vai bancar os Estados Unidos para que saiam do buraco que eles próprios cavaram? Por enquanto, estão rodando furiosamente a maior máquina de impressão do planeta porque, com a taxa de juros perto de zero, a política monetária já deu o que tinha de dar. Em termos de política fiscal, a redução de impostos é bem-vinda, mas, nas condições atuais, o consumidor está tão apavorado e endividado que esta parte do pacote do Obama vai ter pouco impacto no consumo. As pessoas vão tratar de entesourar esses recursos ou pagar dívidas de um cartão que está queimando em suas mãos.
Diante disso, todo mundo concorda que só resta jogar o máximo de dinheiro no mercado. Mas os EUA podem fazer isto porque rodam aquela impressora gigantesca e surge dólar em papel-moeda ou, o que é mais importante, em títulos do Tesouro. E aí não é mais só a China, mas todo o mundo, apavorado, com aversão ao risco, porque sente os efeitos desse tsunami, ainda acha que o porto seguro é um ativo garantido pelo governo americano. Mas isto não dura indefinidamente. Tanto que o próprio Obama tratou de adiantar seu orçamento lá para diante, a fim de mostrar que reconhece como será difícil impedir que o dólar se transforme em confete quando os Estados Unidos saírem desse buraco daqui a dois ou três anos.
...
A solução para a crise só virá dos Estados Unidos, pois ali está o epicentro do terremoto. Não há país ou região que, no futuro previsível, possa substituí-los no papel de locomotiva econômica mundial. Mas, a meu juízo, estamos vivendo ainda os primórdios de uma recessão que ainda pode se transformar em depressão.
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Por tudo isso, lamento dizer, é grande o risco de que estejamos apenas entrando no túnel, muito longe de ver alguma luz na extremidade oposta. Além das centenas de trilhões de dólares que já foram despejados no sistema financeiro exclusivamente para impedir sua implosão, muitas das medidas tomadas até agora por Obama, embora válidas, tomarão bastante tempo para gerar efeitos significativos em termos de emprego e de renda. A redução de impostos em favor da classe média dificilmente servirá para ressuscitar os antigos hábitos de consumo, pois seus beneficiários tenderão a pagar dívidas cada vez mais custosas ou a economizar. Como não adianta pintar as unhas de um paciente que está na UTI perdendo sangue, o que se espera é uma solução definitiva para o sistema bancário, sem a qual o fluido vital da economia não voltará a circular e o paciente cairá num coma profundo.
Ameaça europeia
A situação é gravíssima no Leste Europeu, onde a incapacidade de pagar dívidas contraídas em moeda forte trará para o buraco os bancos da Áustria e de outros países europeus. Caso isso ocorra, se complicará em muito a situação de todo o continente europeu. Nem na União Europeia existe suficiente vontade política para tomar as decisões drásticas que a hora requer – o que me parece uma boa receita para o desastre. O colapso econômico de um país como a Ucrânia, seguido de prováveis convulsões sociais, pode gerar atritos políticos com a Rússia, ela também às voltas com dificuldades devido à queda do preço do petróleo e ao derretimento de suas reservas cambiais.
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Fonte - JBOnline
Nota DDP: Sugiro a leitura integral do artigo. Muito elucidativo.
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