Terça-feira, 11 de setembro de 2001. Era uma manhã comum de trabalho na redação da Casa Publicadora Brasileira. A rotina seguia seu curso: textos para revisar, matérias para escrever, decisões editoriais. Até que alguém gritou da sala de reuniões: “Venham ver isso aqui!” Quando entrei na sala, o relógio marcava nove horas e a TV estava ligada. A imagem que vi parecia a de um desses filmes apocalípticos hollywoodianos, mas o logotipo da emissora norte-americana CNN deixava claro que não se tratava de ficção. Uma das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York estava pegando fogo! Assentei-me numa das cadeiras e fiquei sabendo, instantes depois, que um avião da American Airlines (voo 11) havia atingido o arranha-céu fazia poucos minutos. Nem os repórteres (muito menos nós, que estávamos ali naquela sala a mais de oito mil quilômetros de distância) sabiam exatamente o que estava acontecendo. Teria sido um terrível acidente? Às 9h03, com os olhos ainda grudados na tela da TV, tivemos certeza de que aquilo não se tratava de acidente: outro avião, agora da United Airlines (voo 175), acabava de atingir a torre sul. Em duas horas, tudo o que sobrou dos dois edifícios foi uma montanha de entulho e muita poeira. Meus colegas e eu emudecemos. As imagens eram dramáticas e as informações, escassas. Pairava no ar a sensação de que aquele dia mudaria os rumos da história em nosso planeta. E mudou.
Conforme ficamos sabendo depois, os atentados de 11 de setembro de 2001 foram, na verdade, uma série de ataques-suicidas coordenados pela organização terrorista Al Qaida. Na manhã daquela terça-feira, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais. Além dos dois que foram lançados contra as torres gêmeas, um atingiu o Pentágono, nos arredores de Washington, e o quarto deveria atingir a Casa Branca ou o Capitólio, não tivessem os passageiros se insurgido e tentado retomar o controle da aeronave, que acabou caindo num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia. O total de mortos nos ataques foi de quase três mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores.
Confiando no “auxílio alienígena”
A resposta dos Estados Unidos não demorou muito e ficou conhecida como Guerra ao Terror. O país invadiu o Afeganistão para derrubar o Talibã, que abrigou os terroristas da Al Qaeda, e declarou guerra ao Iraque de Saddam Hussein, com a acusação falsa de que ali havia armas de destruição em massa. Essa ação militar imprópria (para dizer o mínimo) diluiu muito da simpatia mundial com a tragédia americana. Além disso, milhares de vidas e bilhões de dólares foram perdidos na empreitada – mesmo assim, o mundo aceitou tudo. O foco da nação mais poderosa do planeta se tornou a guerra contra o terrorismo e houve descuido em outras áreas, como a econômica. Resultado: o mundo entrou numa época de turbulência econômica sem precedentes e que já dura uma década.
Para o analista de sistemas Marco Dourado, de Curitiba, o crescimento da economia desde o pós-guerra incentivou o consumismo e, a partir dos anos 1980, emergiu uma geração de jovens moralmente insensíveis, agressivos e ávidos, obcecados por fazer fortuna a qualquer preço, preferencialmente antes de atingir os 30 anos de idade – os yuppies. A compulsão pelo ganho fabuloso e imediato encontrou sua melhor expressão no mercado de ações das empresas de novas tecnologias, as chamadas pontocom. “A farra durou até o fim do milênio, quando o estouro dessa bolha ameaçou lançar o mundo em gravíssima recessão. A solução, se é que pode ser assim chamada, foi baixar paulatinamente os juros dos papéis da dívida norte-americana para patamares impensáveis. Isso gerou outra bolha de especulação devido ao crédito fácil, sobretudo no mercado imobiliário. Esse crédito acabou sendo diluído cavilosamente para dentro de diversos setores da economia. Pessoas que estavam pagando hipotecas viáveis dentro de suas expectativas financeiras e profissionais refinanciavam suas dívidas passando a comprar imóveis duas e até três vezes mais caros que o valor da hipoteca inicial. A situação perdurou até 2008, quando essa nova bolha estourou”, avalia e relembra Dourado.
A “solução” do governo Obama? Aumentar o endividamento americano para além da ionosfera. “Como não existe dinheiro no planeta para desmontar essa bolha, os aficionados por ETs creem que apenas auxílio alienígena possa reverter o quadro”, brinca Dourado (embora saiba que o assunto é muito sério, conforme demonstra o gráfico comparativopublicado no site da revista Veja).
Medo e alienação
O que se espera para os Estados Unidos é o mesmo que aconteceu com o Japão: lenta decadência causada por endividamento, inflação e queda do PIB. “Os efeitos políticos e sociais desse cenário tendem a ser devastadores”, prevê Dourado. “Isso vai complicar em muito a política externa. Quando o pragmatismo desbanca a diplomacia, vale a lei do mais forte sem paliativos, sem concessões. Quando um peixe grande abaixa o padrão, os demais seguem na cola. Tendemos à década de 1930, substituindo o conflito ideológico pela agenda ambiental. Não faltarão atores laterais querendo se aproveitar para aumentar sua influência. O Vaticano já desponta nesse sentido. Alguns fatores agravantes (ex.: desastres naturais), se combinados, certamente acelerarão o quadro”, conclui.
O professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas Maurício Santoro também relaciona os atuais problemas econômicos com o 11/9: “Para evitar uma desaceleração econômica, naquela época o governo dos Estados Unidos reduziu os juros e estimulou o consumo da população. Com baixas taxas de retorno, a população começou a consumir e a procurar opções mais rentáveis de investimentos, como a Bolsa de Valores. Muitos compraram casas com financiamento a juros baixos, pegaram empréstimos colocando imóveis como garantia e foram investir em ações e consumir mais, alimentando o descontrole sobre as finanças pessoais e o sistema financeiro como um todo. Construíram um castelo de cartas que ruiu com a crise financeira de 2008.”
Mas os maus ventos não sopraram apenas contra a economia.
Em seu artigo “O fim da democracia norte-americana”, o jornalista e professor universitário Ruben Dargã Holdorf mostra que a mídia norte-americana mudou seus valores e que as práticas vigentes enfraquecem cada vez mais o perfil histórico dos Estados Unidos como nação defensora das liberdades de imprensa, expressão e consciência. Holdorf menciona pesquisa segundo a qual apenas 47% das pessoas leem algum jornal nos Estados Unidos. Além disso, “um americano médio investe somente 99 horas anuais na leitura de livros, enquanto torra 1.460 horas em frente a um televisor; e ridículos 11% são os leitores de jornal diário, cujos quadrinhos e classificados de carros usados se demonstram os prediletos”. Nesse cenário de medo e alienação, fica bem mais fácil para uma elite ditar os rumos da política.
“Tortura contra suspeitos de terrorismo”
Holdorf lembra que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos garante que “o Congresso não fará nenhuma lei... que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa”. Mas, para ele, “algo de anormal” ocorre nos bastidores da mídia norte-americana, e isso vem enfraquecendo um sólido fundamento de mais de 200 anos. “A rivalidade entre o governo e a imprensa se iniciou logo após os atentados de 11/9, quando a conselheira nacional de Segurança, Condoleezza Rice, solicitou à imprensa nacional evitar qualquer notícia prejudicial à ordem no país. Os chefes de redação Ron Gutting e Dan Guthrie, dos jornais City Sun e Daily Courier, respectivamente, ousaram cumprir a Primeira Emenda e criticar o presidente. Amargaram a demissão. Configurava-se aí o princípio da derrocada da Primeira Emenda e o primeiro abalo contra a democracia”, lembra o jornalista.
Para Holdorf, outro fator que atenta contra a diversidade de pensamento é o monopólio da informação. “Quando as comunicações se aglutinam sob o comando e orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação. Os Estados Unidos têm hoje apenas seis grandes empresas de comunicação. E já foram cerca de mil. O número de cidades norte-americanas com pelo menos dois jornais concorrentes é de reduzidos 34 locais”, contabiliza.
Em seu artigo, Holdorf cita estudiosos segundo os quais a morte da democracia na América começa a partir do momento em que os Estados Unidos justificaram ataques militares e invasões a países suspeitos de terrorismo [em seu artigo “Um messias judaico-americano”, o jornalista e doutor em teologia Vanderlei Dorneles sustenta que, provavelmente, a motivação maior dessa guerra e da própria política imperialista norte-americana seja algo que foi tratado apenas superficialmente pelos meios de comunicação no Brasil – uma “utopia” religiosa, entesourada na crença evangélica americana] Após destronarem a democracia, surgiu um Estado fascista e teocrático. E quase ninguém parece se importar, pois talvez não se dê conta de onde isso pode terminar.
Segundo matéria publicada na revista Superinteressante de setembro, para combater o terrorismo (ou com essa justificativa), “os Estados Unidos tomaram medidas radicais. O governo passou a grampear secretamente e-mails e telefonemas da população. Criou cadeias à margem da lei (como a de Guantánamo, que não obedece às regras jurídicas do país) e usou tortura contra suspeitos de terrorismo – que podem ser presos por tempo indeterminado, mesmo sem provas ou sequer uma acusação concreta. Por tudo isso, há quem diga que os Estados Unidos se tornaram um Estado policial”.
“Combatentes inimigos ilegais”
A crescente apatia política do povo norte-americano está abrindo as portas para as ações da Nova Direita, maior movimento religioso dos Estados Unidos, simpatizante do Partido Republicano e que defende a união do Estado com a Igreja. Inclusive, a pré-candidata republicana Michele Bachmannchegou a afirmar que o terremoto e o furacão Irene (que atingiram estados americanos em agosto deste ano) teriam sido provocados por Deus para chamar atenção sobre os problemas da nação. Estariam esses políticos sugerindo o retorno à fé como solução para esses problemas? Mas o retorno a que tipo de fé?
Holdorf aponta a consequência dessa mistura entre política e religião: “Se a condição laica de Estado ruir, com certeza a liberdade de imprensa será a próxima vítima desse poder autoritário” e, “caso essa configuração continue tomando forma, a previsão quanto aos destinos do planeta nas próximas décadas não é nem um pouco otimista. Ao contrário do que se projeta, a ruína da imprensa vai desencadear uma série de fatos que podem conduzir as principais democracias do Ocidente a sua derrocada e ao retrocesso a uma nova `Idade Média´.”
Na opinião do teólogo e blogueiro Sérgio Santeli, de São Paulo, algumas liberdades civis foram atropeladas depois do 11/9. Com a aprovação da Lei Patriótica (Patriot Act), o governo americano passou a ter o direito de investigar qualquer cidadão norte-americano ou estrangeiro que resida nos Estados Unidos, sem necessidade de ordem judicial – basta desconfiarem que alguém esteja ajudando os terroristas. “Quem garante que os `inimigos políticos´ (ou religiosos) do governo não serão colocados no mesmo barco?”, pergunta Santeli.
Ele lembra que, em 2006, foi aprovado também o Ato das Comissões Militares, que dá ao presidente norte-americano autoridade para instituir tribunais militares à parte do sistema judicial, com o propósito de julgar “combatentes inimigos ilegais”. Detalhe: qualquer cidadão americano pode então ser considerado “combatente inimigo ilegal”.
Como gostam “Bauer” e “Batman”
Para o criador do blog Minuto Profético, o 11/9 antecipou a chegada do quadro profético de Apocalipse 13:15-17, segundo o qual os “combatentes inimigos ilegais” do governo norte-americano não poderão comprar nem vender se não tiverem o sinal da besta [em janeiro de 2001, na revista Sinais dos Tempos, o teólogo e jornalista Marcos De Benedicto explicou: “Apocalipse 13 descreve dois poderes, os quais seu autor chama de ‘bestas’ ou ‘monstros’, que vão dominar o cenário mundial no fim dos tempos e perseguir as minorias que discordarem de sua política global. O primeiro desses poderes seria o Vaticano (que tomou o lugar da antiga Roma), e o segundo os Estados Unidos (a nova Roma). Um poder é religioso-político e o outro político-religioso. Como o Vaticano tem influência moral, mas não poder militar, os Estados Unidos emprestariam sua autoridade para a cúpula da Santa Sé levar seus planos adiante”. “O evento também mostrou claramente que, diante de uma tragédia de grandes proporções, as pessoas abrem mão de sua liberdade em troca da promessa de segurança”, avalia o teólogo. “A pergunta é: Não poderia também a lei dominical ser imposta em outro futuro cenário de uma tragédia de grandes proporções, quando a segurança mais uma vez fosse trocada pela liberdade?” Ensaios para essa leijá estão sendo feitos na Europa...
Embora existam muitas teorias conspiratórias relacionadas ao 11/9, algumas parecem ter um fundo de verdade. Para Santeli, o atentado teria sido um evento “falsa bandeira” com o propósito de criar leis para subtrair liberdades civis dos americanos e criar um pretexto para atacar países não alinhados com Washington. “O status quo é mantido pela submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; uma causa requer um inimigo. O que mudou depois do 11/9 foi a definição de inimigo. Antes eram os comunistas, agora são os `terroristas´ e os `combatentes inimigos ilegais´. Ao mudar o inimigo, muda-se a causa pela qual lutar, mas a submissão ainda permanece e o status quo continua”, conclui Santeli.
Como a arte imita a vida e dela se alimenta, não faltam exemplos de produções cinematográficas e televisivas que, de certa forma, reproduzem a sombra que paira sobre nossa cabeça. Dois exemplos entre muitos: em O Cavaleiro das Trevas, o personagem Batman vai a Hong Kong atrás de um criminoso, captura o bandido e o leva de volta a Gotham (Nova York?) sem dar satisfação a ninguém. Jack Bauer, da série de TV 24 Horas, é um agente do governo que não se submete a leis internacionais ou a acordos bilaterais entre países. Ele faz o que julga ser necessário para “fazer justiça”.
Para o blogueiro português Filipe Reis, em lugar de o ataque ao território americano em 2001 abalar a grande nação norte-americana, tornou-a, na verdade, mais dominadora, seja de forma visível (agora, os americanos invadem qualquer nação sem ser objeto de grandes críticas, pelo menos no Ocidente) ou camuflada (diversas leis e projetos de lei têm sido elaborados para condicionar liberdades). “É engraçado verificar que aqui na Europa, em meio a países profundamente afetados pela crise, os governantes parecem mais concentrados nos esforços para manter a união que supostamente existe entre as nações e se esquecem um pouco dos Estados Unidos”, diz Filipe. É assim que “Bauer” e “Batman” gostam...
Fundamentalistas islâmicos
Além da atuação externa da superpotência do norte, deve-se considerar também o que vem acontecendo internamente por lá – ao lado do que já vimos sobre o controle da mídia e o descontrole da economia. Segundo matéria publicada no Último Segundo, do portal iG, “nas últimas semanas, menções negativas ao islamismo foram feitas por Newt Gingrich, Michele Bachmann, Herman Cain e Mitt Romney, os quatro principais concorrentes à nomeação republicana para a disputa contra o atual presidente dos Estados Unidos, o democrata Obama. Cain, por exemplo, disse publicamente que jamais consideraria contratar um muçulmano como parte da sua equipe. Dias depois, foi elogiado e defendido por Gingrich, que comparou os muçulmanos aos nazistas”.
Segundo Sherman Jackson, professor de estudos islâmicos da Universidade de Michigan, citado na matéria, a atual crise econômica americana dá combustível aos movimentos conservadores nos Estados Unidos, que tendem a criticar e oprimir as minorias, incluindo os muçulmanos. De 2010 para cá, pelo menos dois estados norte-americanos, Oklahoma e Tennessee, aprovaram medidas constitucionais para banir o uso das regras islâmicas nos tribunais americanos.
É bom lembrar, também, que, antes de 11/9, ateus militantes como Dawkins, Hitchens e Harris quase não tinham espaço na mídia. Mark Juergensmeyer, em seu livro Terror in the Mind of God, defende a ideia de que a religião naturalmente induz à violência. Livros com esse tipo de conteúdo e ações da militância neoateísta eram raros antes de 2001. Mas, de lá para cá, esse tipo de discurso se tornou comum e surge justamente nesse mar revoltoso contra as religiões (não apenas o Islã).
A atitude e os métodos da Al Qaida são deploráveis, não resta dúvida. Mas, quando analisamos a teologia e as ideologias de seus aderentes, algumas coisas chamam a atenção: (1) existe aversão ao materialismo e ao secularismo da cultura ocidental, (2) a condenação da sensualidade e da imoralidade, (3) um sentimento contrário ao Vaticano e aos Estados Unidos, e (4) o temor de uma possível união entre esses dois poderes. Se nos lembrarmos de que muçulmanos não comercializam bebidas alcoólicas, vestem-se com modéstia e não comem carne de porco, certamente um grupo de cristãos virá à mente e será mais fácil antever a oposição que se levantará contra ele – à primeira vista, ele se parece muito com um inimigo em comum para boa parte do mundo ocidental (os fundamentalistas islâmicos), embora nada tenha que ver com seus métodos e propósitos.
O cordeiro e o dragão
Em matéria especial sobre os dez anos do 11 de setembro, a revista Veja do dia 7 de setembro abre assim o texto: “Momentos históricos decisivos ocorrem por uma combinação de fatores – mudanças demográficas, decisões políticas e econômicas e desastres naturais, por exemplo podem confluir para que uma sociedade siga por um novo rumo.” Isso me faz lembrar as palavras de Ellen White, no livro Eventos Finais: “As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. [...] Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (p. 9).
Veja também dá sua definição de “fundamentalismo”: “Assim como outras formas de radicalismo religioso, ele [o fundamentalismo] exige que se viva sob uma interpretação literal e, portanto, originalmente ‘pura’ dos textos sagrados.” Se nos lembrarmos de que, em 2001, um mês antes dos atentados do dia 11 de setembro, a revista Galileu chamou os criacionistas de “fundamentalistas” e que, em 8 de fevereiro de 2006, a revista Veja afirmou que a “tese” bíblica de que Deus criou todos os seres vivos é “treva”, poderemos concluir que a definição geral de “fundamentalismo” abarca outros grupos religiosos, especialmente aqueles que aceitam a literalidade do relato de Gênesis, a semana literal da criação e a observância do sábado bíblico como memorial dessa criação literal. Diferentemente dos radicais islâmicos, esses cristãos são um grupo pacífico. Mas alguém está interessado em conhecer a diferença?
Então, ponha no liquidificar a crise econômica, a apatia política dos norte-americanos, o cerceamento das liberdades individuais, a mídia amordaçada, o fortalecimento de grupos que torcem pela funesta união entre Igreja e Estado e a aversão pelas minorias consideradas “fundamentalistas”, e tente imaginar no que vai dar essa receita...
Na opinião da escritora especialista em temas religiosos Karen Armstrong, expressa no primeiro capítulo de seu livro Em Nome de Deus, “fundamentalistas cristãos rejeitam as descobertas da biologia e da física sobre as origens da vida e afirmam que o livro do Gênesis é cientificamente exato em todos os detalhes”. Não é mais ou menos isso o que os criacionistas defendem? Não é mais ou menos nisso que creem os guardadores do sábado, mais especificamente [“Como os americanos considerarão alguma denominação religiosa que, sediada em Washington, afirma que os Estados Unidos são a segunda besta do Apocalipse? Esse conceito não é bastante parecido com a ideia que os islâmicos mantêm acerca de Tio Sam? O livro O Grande Conflito, de Ellen White, afirma claramente a identidade dos Estados Unidos com a segunda besta do Apocalipse, na página 584. Esse livro revela, apoiado nas palavras do apóstolo Paulo, em 2 Tessalonicenses 2, que o próprio Satanás imitará a vinda de Cristo, e receberá o culto dos seres humanos. Ele se manifestará com certa medida de glória e procurará recomendar seu reino a todos os seres humanos (ver O Grande Conflito, p. 593, 629). Diz ainda que, `quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. [...] Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação´ (ibid, p. 635). Essas predições indicam que a intolerância da `besta´ chegará ao ponto de pretender silenciar mesmo aqueles que manifestam reprovação e discordância só por sua voz” (Vanderlei Dorneles, artigo citado)]?
O mundo está mudando rapidamente e logo, como nunca antes visto neste planeta, o cordeiro falará como dragão.
Fonte - Observatório da Imprensa
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Vaticano diz que viagem do Papa vai reforçar diálogo ecuménico
Cidade do Vaticano, 20 set 2011 (Ecclesia) – O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (CPPUC), organismo da Santa Sé, afirmou que a próxima viagem de Bento XVI à Alemanha, entre quinta-feira e domingo, vai ter um acento ecuménico.
Em declarações à Rádio Vaticano, o cardeal Kurt Koch realça o encontro previsto para o antigo convento agostiniano de Erfurt, 237 quilómetros a sul de Berlim, no centro da Alemanha, no antigo convento dos Agostinhos, ordem religiosa à qual pertencia Martinho Lutero (1483-1546) antes de romper com Roma e lançar a reforma protestante.
“A viagem à Alemanha tem um acento ecuménico justamente porque levará o Santo Padre também à cidade de Erfurt, onde Lutero viveu como monge agostiniano e onde o Santo Padre encontrará os representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã e participará de uma celebração litúrgica ecuménica”, precisa o responsável da Santa Sé.
Nesta cerimónia vai ser lido um salmo da Bíblia, na tradução de Lutero.
“Ali rezaremos em conjunto, escutaremos a Palavra de Deus, pensaremos e falaremos em conjunto. Não esperamos nenhum evento sensacional: de facto, a verdadeira grandeza do evento consiste nisso mesmo, que nesse lugar possamos pensar em conjunto, escutar a Palavra de Deus e rezar; assim, estaremos intimamente próximos e manifestar-se-á um verdadeiro ecumenismo”, disse o Papa numa mensagem ao povo alemão, transmitida no sábado à noite pela televisão pública germânica ARD.
O cardeal Koch quis ressaltar que “as relações com a Igreja Luterana são boas”, destacando o caminho percorrido desde a assinatura, em 1999, de uma declaração conjunta sobre a doutrina da justificação.
“Como está escrito naquela declaração, creio que é chegado o momento de enfrentar as questões eclesiológicas: qual é a essência da Igreja, a natureza da Igreja? Creio que esses são os pontos sobre os quais agora se deve conduzir o diálogo”, precisa o presidente do CPPUC.
A terceira visita do Papa a solo germânico, depois das de 2005 (Jornada Mundial da Juventude em Colónia) e 2006 (visita à Baviera, região onde nasceu), conta com passagens por Berlim, Erfurt, Etzelsbach e Friburgo, tendo como lema ‘Onde há Deus, há futuro’ (Wo Gott ist, da ist Zukunft), e inclui encontros com a comunidade judaica e muçulmana.
Na sua habitual mensagem dos sábados, a chanceler alemã Angela Merkel destacou a dimensão ecuménica desta viagem de Bento XVI à Alemanha.
“É importante reafirmar nos tempos atuais a unidade dos cristãos, já que a secularização avança”, disse Merkel, filha de um pastor luterano que cresceu no leste comunista do país.
Esta vai ser a primeira viagem ao atual Papa à Alemanha com estatuto de visita de Estado, pelo que os primeiros momentos da agenda de Bento XVI em solo germânico são dedicados a encontros com responsáveis políticos.
Bento XVI será recebido pelo presidente federal, Christian Wulff, e por Angela Merkel em Berlim, na quinta-feira, onde também discursará perante o parlamento alemão.
O programa inclui seis voos, 12 discursos, três homilias, duas saudações e mais de 2750 quilómetros percorridos em 84 horas e meia.
Fonte - Ecclesia
Em declarações à Rádio Vaticano, o cardeal Kurt Koch realça o encontro previsto para o antigo convento agostiniano de Erfurt, 237 quilómetros a sul de Berlim, no centro da Alemanha, no antigo convento dos Agostinhos, ordem religiosa à qual pertencia Martinho Lutero (1483-1546) antes de romper com Roma e lançar a reforma protestante.
“A viagem à Alemanha tem um acento ecuménico justamente porque levará o Santo Padre também à cidade de Erfurt, onde Lutero viveu como monge agostiniano e onde o Santo Padre encontrará os representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã e participará de uma celebração litúrgica ecuménica”, precisa o responsável da Santa Sé.
Nesta cerimónia vai ser lido um salmo da Bíblia, na tradução de Lutero.
“Ali rezaremos em conjunto, escutaremos a Palavra de Deus, pensaremos e falaremos em conjunto. Não esperamos nenhum evento sensacional: de facto, a verdadeira grandeza do evento consiste nisso mesmo, que nesse lugar possamos pensar em conjunto, escutar a Palavra de Deus e rezar; assim, estaremos intimamente próximos e manifestar-se-á um verdadeiro ecumenismo”, disse o Papa numa mensagem ao povo alemão, transmitida no sábado à noite pela televisão pública germânica ARD.
O cardeal Koch quis ressaltar que “as relações com a Igreja Luterana são boas”, destacando o caminho percorrido desde a assinatura, em 1999, de uma declaração conjunta sobre a doutrina da justificação.
“Como está escrito naquela declaração, creio que é chegado o momento de enfrentar as questões eclesiológicas: qual é a essência da Igreja, a natureza da Igreja? Creio que esses são os pontos sobre os quais agora se deve conduzir o diálogo”, precisa o presidente do CPPUC.
A terceira visita do Papa a solo germânico, depois das de 2005 (Jornada Mundial da Juventude em Colónia) e 2006 (visita à Baviera, região onde nasceu), conta com passagens por Berlim, Erfurt, Etzelsbach e Friburgo, tendo como lema ‘Onde há Deus, há futuro’ (Wo Gott ist, da ist Zukunft), e inclui encontros com a comunidade judaica e muçulmana.
Na sua habitual mensagem dos sábados, a chanceler alemã Angela Merkel destacou a dimensão ecuménica desta viagem de Bento XVI à Alemanha.
“É importante reafirmar nos tempos atuais a unidade dos cristãos, já que a secularização avança”, disse Merkel, filha de um pastor luterano que cresceu no leste comunista do país.
Esta vai ser a primeira viagem ao atual Papa à Alemanha com estatuto de visita de Estado, pelo que os primeiros momentos da agenda de Bento XVI em solo germânico são dedicados a encontros com responsáveis políticos.
Bento XVI será recebido pelo presidente federal, Christian Wulff, e por Angela Merkel em Berlim, na quinta-feira, onde também discursará perante o parlamento alemão.
O programa inclui seis voos, 12 discursos, três homilias, duas saudações e mais de 2750 quilómetros percorridos em 84 horas e meia.
Fonte - Ecclesia
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Ministro polaco fala em risco de guerra na Europa em caso de ruptura da UE
O ministro das Finanças da Polónia, Jan Vincent-Rostowski, apontou hoje o risco de uma "guerra" a médio ou longo prazo na Europa se a crise do euro levar à ruptura da União Europeia (UE)."Se a zona euro se desmoronar, a UE não estará em condições de sobreviver, com todas as consequências dramáticas que se possa imaginar", declarou perante o Parlamento Europeu em Estrasburgo o ministro da Polónia, país que assegura actualmente a presidência rotativa da UE.
O ministro afirmou que encontrou um conhecido num aeroporto e ao falar da actual crise, este manifestou-lhe o receio de "uma guerra nos próximos dez anos".
Interrogado sobre estas declarações pouco depois numa conferência de imprensa, o ministro indicou que quis apenas sublinhar "a gravidade da situação" para que os responsáveis políticos "tomem consciência da dimensão da crise na zona euro", que pode conduzir a "situações inimagináveis".
"Se a zona euro desaparecer, se isso acontecer, há a ameaça de a UE poder não sobreviver a essa situação", o que "num horizonte de vários anos" pode levar "a um grande perigo", apontou.
"A grande realização da Europa é a política de paz, mas esta não é eterna. Se não forem tomadas as decisões certas, a História pode voltar-se contra nós no mau sentido", frisou.
Fonte - Jornal de Negócios
França proíbe orações nas ruas
PARIS - Entrou em vigor nesta sexta-feira, 16, uma lei francesa que proíbe que se reze nas ruas. Assim, milhares de fieis muçulmanos no norte de Paris foram levados a improvisar um local de oração em um quartel de bombeiros desativado. A medida desagradou à minoria islâmica que habita o país.
A proibição das rezas nas ruas colocou em evidência os problemas da França para assimilar sua comunidade muçulmana, de 5 milhões de pessoas, que não tem espaço para rezar. E segue-se a uma polêmica já antiga, alimentada pela líder de extrema-direita Marine Le Pen, sobre os muçulmanos serem forçados a estenderem suas colchas nas ruas das grandes cidades.
O ministro do Interior francês, Claude Gueant, direcionou os muçulmanos em Paris a espaços provisórios enquanto se constrói um novo espaço gigante e advertiu que, caso necessário, será usada a força à medida que a polícia encerra sua tolerância com relação às orações nas ruas.
Sete meses antes da eleição presidencial, a proibição é considerada por algumas pessoas como uma tentativa de ganhar simpatizantes da extrema-direita para o campo da centro-direita do presidente Nicolas Sarkozy.
Na instalação improvisada, o xeque Mohammed Salah Hamza supervisionou as orações dos muçulmanos que foram de vários pontos da cidade. Os religiosos entravam, estiravam suas colchas no chão pelo espaço, semelhante a um hangar. "É o começo de uma solução," disse Hamza à Reuters antes de iniciar o serviço. "Os fieis estão muito satisfeitos de estar aqui. O local, que abriga 2 mil pessoas, está cheio."
Os fieis também estavam contentes. "Isso será melhor que a rua Mryha," disse um homem, referindo-se a uma rua de Paris conhecida por abrigar orações nas ruas. "Aparentemente, isso chocava as pessoas."
Le Pen descrevera o fenômeno de orar nas ruas e calçadas como uma "invasão." "Foi Marine Le Pen que começou tudo isso," disse uma mulher que disse se chamar Assya enquanto se dirigia para o espaço nas redondezas de Paris. "Agora o governo proibiu as orações nas ruas e nos enviou aqui para que possam angariar votos para o (partido da) Frente Nacional (de extrem-direita) - isso é tudo."
Fonte - Estadão
Nota DDP: Interessante perceber-se que há um claro tolhimento da liberdade religiosa, a correspondente criação de uma espécie clausura da manifestação correlata e, mesmo assim o grupo atingido tem visto o fenômeno como uma vantagem.
Outras questões deverão ser levantadas e outros direitos atingidos, especialmente no que se refere ao dia de guarda.
A proibição das rezas nas ruas colocou em evidência os problemas da França para assimilar sua comunidade muçulmana, de 5 milhões de pessoas, que não tem espaço para rezar. E segue-se a uma polêmica já antiga, alimentada pela líder de extrema-direita Marine Le Pen, sobre os muçulmanos serem forçados a estenderem suas colchas nas ruas das grandes cidades.
O ministro do Interior francês, Claude Gueant, direcionou os muçulmanos em Paris a espaços provisórios enquanto se constrói um novo espaço gigante e advertiu que, caso necessário, será usada a força à medida que a polícia encerra sua tolerância com relação às orações nas ruas.
Sete meses antes da eleição presidencial, a proibição é considerada por algumas pessoas como uma tentativa de ganhar simpatizantes da extrema-direita para o campo da centro-direita do presidente Nicolas Sarkozy.
Na instalação improvisada, o xeque Mohammed Salah Hamza supervisionou as orações dos muçulmanos que foram de vários pontos da cidade. Os religiosos entravam, estiravam suas colchas no chão pelo espaço, semelhante a um hangar. "É o começo de uma solução," disse Hamza à Reuters antes de iniciar o serviço. "Os fieis estão muito satisfeitos de estar aqui. O local, que abriga 2 mil pessoas, está cheio."
Os fieis também estavam contentes. "Isso será melhor que a rua Mryha," disse um homem, referindo-se a uma rua de Paris conhecida por abrigar orações nas ruas. "Aparentemente, isso chocava as pessoas."
Le Pen descrevera o fenômeno de orar nas ruas e calçadas como uma "invasão." "Foi Marine Le Pen que começou tudo isso," disse uma mulher que disse se chamar Assya enquanto se dirigia para o espaço nas redondezas de Paris. "Agora o governo proibiu as orações nas ruas e nos enviou aqui para que possam angariar votos para o (partido da) Frente Nacional (de extrem-direita) - isso é tudo."
Fonte - Estadão
Nota DDP: Interessante perceber-se que há um claro tolhimento da liberdade religiosa, a correspondente criação de uma espécie clausura da manifestação correlata e, mesmo assim o grupo atingido tem visto o fenômeno como uma vantagem.
Outras questões deverão ser levantadas e outros direitos atingidos, especialmente no que se refere ao dia de guarda.
Elevação do mar pode varrer do mapa praias da Califórnia
A elevação do nível do mar em consequência das mudanças climáticas pode fazer desaparecer algumas das praias mais conhecidas da Califórnia até o final do século, junto com centenas de milhões de dólares em propriedades, segundo um novo estudo.
"Se as praias desaparecerem, encolherem e erodirem, teremos menos turismo", disse Phillip King, professor-associado de economia da Universidade Estadual de San Francisco. "Tivemos o melhor conhecimento científico disponível, e é possível que os custos (estimados) ainda sejam baixos demais."
Economistas da universidade passaram dois anos projetando prejuízos econômicos da mudança climática no Ocean Beach de San Francisco e nas comunidades de Carpinteria, Malibu, Venice e Torrey Pines State Reserve, perto de San Diego.
Baseados em previsões que dizem que o nível do mar vai subir entre um e dois metros até o ano 2100, os pesquisadores conceberam modelos prevendo que propriedades, infraestrutura, habitat selvagem e espaço aberto seriam inundados ou erodidos, assim como o valor dessas perdas.
...
Fonte - Último Segundo
"Se as praias desaparecerem, encolherem e erodirem, teremos menos turismo", disse Phillip King, professor-associado de economia da Universidade Estadual de San Francisco. "Tivemos o melhor conhecimento científico disponível, e é possível que os custos (estimados) ainda sejam baixos demais."
Economistas da universidade passaram dois anos projetando prejuízos econômicos da mudança climática no Ocean Beach de San Francisco e nas comunidades de Carpinteria, Malibu, Venice e Torrey Pines State Reserve, perto de San Diego.
Baseados em previsões que dizem que o nível do mar vai subir entre um e dois metros até o ano 2100, os pesquisadores conceberam modelos prevendo que propriedades, infraestrutura, habitat selvagem e espaço aberto seriam inundados ou erodidos, assim como o valor dessas perdas.
...
Fonte - Último Segundo
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Fome atinge 6 milhões de norte-coreanos
A crescente crise alimentar na Coreia do Norte ameaça deixar 6 milhões de pessoas sem comida suficiente no país onde um terço das crianças abaixo dos cinco anos já sofre de desnutrição, afirmou nesta quinta-feira a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO).
A redução da ajuda internacional, um inverno rigoroso que atingiu as plantações e a queda da quantidade de alimentos que o país comprou do exterior deixaram a Coreia do Norte com escassez crônica de comida, disse a FAO.
"Mais de 6 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar urgente", diz um comunicado da organização.
Em declarações feitas em Bangcoc, Tailândia, no retorno de sua visita ao país, feita após convite das autoridades de Pyongyang, o diretor regional para Ásia e Pacifico da FAO, Hiroyuki Konuma, afirmou que há um déficit de cerca de um milhão de toneladas de comida no país.
A ajuda humanitária para a Coreia do Norte "diminuiu dez vezes" nos últimos dez anos, disse a agência da ONU, acrescentando que o país "é um dos que sofre mais com a falta de recursos para emergências humanitárias no mundo".
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, que lançou uma operação de emergência na Coreia do Norte em abril deste ano, fez um apelo para a arrecadação de 300 mil toneladas de alimentos básicos neste ano, mas recebeu pouco mais de 10% dessa quantidade.
O porta-voz do PMQ, Marcus Prior, disse que mesmo antes do início deste "ano difícil", um terço das crianças abaixo dos cinco anos sofria de desnutrição.
A Coreia do Norte diminuiu drasticamente a distribuição de comida nos últimos meses e algumas pessoas têm de comer grama para sobreviver, revelou recentemente uma das mais experientes trabalhadoras humanitárias no país.
As porções de alimentos foram reduzidas para 150 gramas diárias por pessoa em algumas partes do país com a queda de doações estrangeiras, disse em junho Katharina Zellweger, chefe do escritório de apoio do governo suíço em Pyongyang.
A situação piorou mais ainda com o aumento dos preços internacionais dos alimentos que tornaram as importações mais caras, afirmou Zellweger.
Fonte - Estado
A redução da ajuda internacional, um inverno rigoroso que atingiu as plantações e a queda da quantidade de alimentos que o país comprou do exterior deixaram a Coreia do Norte com escassez crônica de comida, disse a FAO.
"Mais de 6 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar urgente", diz um comunicado da organização.
Em declarações feitas em Bangcoc, Tailândia, no retorno de sua visita ao país, feita após convite das autoridades de Pyongyang, o diretor regional para Ásia e Pacifico da FAO, Hiroyuki Konuma, afirmou que há um déficit de cerca de um milhão de toneladas de comida no país.
A ajuda humanitária para a Coreia do Norte "diminuiu dez vezes" nos últimos dez anos, disse a agência da ONU, acrescentando que o país "é um dos que sofre mais com a falta de recursos para emergências humanitárias no mundo".
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, que lançou uma operação de emergência na Coreia do Norte em abril deste ano, fez um apelo para a arrecadação de 300 mil toneladas de alimentos básicos neste ano, mas recebeu pouco mais de 10% dessa quantidade.
O porta-voz do PMQ, Marcus Prior, disse que mesmo antes do início deste "ano difícil", um terço das crianças abaixo dos cinco anos sofria de desnutrição.
A Coreia do Norte diminuiu drasticamente a distribuição de comida nos últimos meses e algumas pessoas têm de comer grama para sobreviver, revelou recentemente uma das mais experientes trabalhadoras humanitárias no país.
As porções de alimentos foram reduzidas para 150 gramas diárias por pessoa em algumas partes do país com a queda de doações estrangeiras, disse em junho Katharina Zellweger, chefe do escritório de apoio do governo suíço em Pyongyang.
A situação piorou mais ainda com o aumento dos preços internacionais dos alimentos que tornaram as importações mais caras, afirmou Zellweger.
Fonte - Estado
Novo chip para BlackBerry agirá como documento de identidade
A RIM (Research in Motion), fabricante do BlackBerry, planeja abrir as portas ao uso por seus clientes de uma tecnologia criada uma década atrás e que transforma celulares em aparelhos de pagamento.
Todo o setor, da Nokia ao Google, responsável pelo sistema operacional Android, pretende incluir a tecnologia NFC (near field communication) em futuros aparelhos, para tentar substituir o dinheiro em espécie e os cartões de crédito e débito na maioria dos pagamentos, de cafés a ingressos de espetáculos e passagens em meios de transporte.
Os chips NFC permitem troca de dados sem fio em distância de uns poucos centímetros, o que significa que celulares poderiam ser usados para pagar por produtos, armazenar passagens em formato eletrônico, baixar música e trocar fotos e cartões de visitas.
Mas a implementação do NFC para pagamentos vem sendo bloqueada pelos interesses contraditórios de bancos, comerciantes, fabricantes de aparelhos e até mesmo operadoras de telefonia móvel, todos interessados em ficar com uma fatia desse bolo.
"É um ecossistema muito dinâmico, há muita gente envolvida e muita coisa precisa acontecer antes que surja massa crítica", disse Andrew Bocking, vice-presidente de software para celulares da RIM.
Enquanto isso, a RIM aproveitará o papel de seus aparelhos como escolha preferencial nas repartições governamentais a fim de permitir que eles se tornem documentos de identidade para acesso a esses locais.
Os funcionários muitas vezes precisam usar seus crachás como cartões de identificação para entrar em um edifício ou acionar um elevador. Há boa probabilidade de que o cartão e o leitor utilizados sejam produtos da HID Global, parte da Assa Abloy.
A RIM e a HID Global anunciaram nesta quinta-feira (15) uma parceria que permitirá a usuários dos novos RIM Bold e Curve o uso desses aparelhos como cartões de acesso aos seus locais de trabalho ou outras áreas de acesso restrito.
"É uma novidade no setor e um marco importante para nós, porque permite que um aparelho móvel armazene dados de identidade para acesso lógico e físico", disse Denis Hebert, presidente-executivo da HID Global.
Fonte - Folha
Todo o setor, da Nokia ao Google, responsável pelo sistema operacional Android, pretende incluir a tecnologia NFC (near field communication) em futuros aparelhos, para tentar substituir o dinheiro em espécie e os cartões de crédito e débito na maioria dos pagamentos, de cafés a ingressos de espetáculos e passagens em meios de transporte.
Os chips NFC permitem troca de dados sem fio em distância de uns poucos centímetros, o que significa que celulares poderiam ser usados para pagar por produtos, armazenar passagens em formato eletrônico, baixar música e trocar fotos e cartões de visitas.
Mas a implementação do NFC para pagamentos vem sendo bloqueada pelos interesses contraditórios de bancos, comerciantes, fabricantes de aparelhos e até mesmo operadoras de telefonia móvel, todos interessados em ficar com uma fatia desse bolo.
"É um ecossistema muito dinâmico, há muita gente envolvida e muita coisa precisa acontecer antes que surja massa crítica", disse Andrew Bocking, vice-presidente de software para celulares da RIM.
Enquanto isso, a RIM aproveitará o papel de seus aparelhos como escolha preferencial nas repartições governamentais a fim de permitir que eles se tornem documentos de identidade para acesso a esses locais.
Os funcionários muitas vezes precisam usar seus crachás como cartões de identificação para entrar em um edifício ou acionar um elevador. Há boa probabilidade de que o cartão e o leitor utilizados sejam produtos da HID Global, parte da Assa Abloy.
A RIM e a HID Global anunciaram nesta quinta-feira (15) uma parceria que permitirá a usuários dos novos RIM Bold e Curve o uso desses aparelhos como cartões de acesso aos seus locais de trabalho ou outras áreas de acesso restrito.
"É uma novidade no setor e um marco importante para nós, porque permite que um aparelho móvel armazene dados de identidade para acesso lógico e físico", disse Denis Hebert, presidente-executivo da HID Global.
Fonte - Folha
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Terremotos: Cuba, Japão e Nova Zelândia
De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 6.0 graus de magnitude foi registrado abaixo da ilha de Cuba, as 05h43, pelo horário brasileiro (15/09/2011). O forte tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 19.57N e 78.02W, aproximadamente a 169 km do oeste-sudoeste de Bayamo, em Cuba e 122 km ao norte de Montego Bay, na Jamaica.
Ainda não há informações sobre vítimas, mas devido a forte magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu, este tremor tem potencial significativo de destruição e pode causar sérios danos em construções e até vítimas fatais caso tenha ocorrido próximo a locais populosos.
Um terremoto de 6.0 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 15 mil toneladas de TNT.
Mais tremores
Quarenta e três minutos antes do tremor em Cuba, outro terremoto de 6.2 graus atingiu a costa leste de Honshu, no Japão. Sete minutos antes desse evento, outro tremor de 6.0 graus foi registrado na costa da Nova Zelêndia. Ambos os tremores também foram localizados a 10 km de profundidade.
Fonte - Apolo11
Ainda não há informações sobre vítimas, mas devido a forte magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu, este tremor tem potencial significativo de destruição e pode causar sérios danos em construções e até vítimas fatais caso tenha ocorrido próximo a locais populosos.
Um terremoto de 6.0 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 15 mil toneladas de TNT.
Mais tremores
Quarenta e três minutos antes do tremor em Cuba, outro terremoto de 6.2 graus atingiu a costa leste de Honshu, no Japão. Sete minutos antes desse evento, outro tremor de 6.0 graus foi registrado na costa da Nova Zelêndia. Ambos os tremores também foram localizados a 10 km de profundidade.
Fonte - Apolo11
"Doutrina Social da Igreja tornou-se mais atual do que nunca"
"O presidente do Tribunal de Contas disse hoje que a Doutrina Social da Igreja se tornou “mais atual do que nunca”, falando no 27º Encontro da Pastoral Social, a realizar-se em Fátima, até quinta-feira.Na sua intervenção, subordinada ao tema «Política, responsabilidade, participação, desenvolvimento», Guilherme d´Oliveira Martins frisou também que na sociedade contemporânea “assiste-se muito à indiferença” e apelou a uma “maior proximidade entre as pessoas”.
A sociedade “não pode limitar-se a uma lógica assistencialista” e deve encontrar mecanismos “ligados às políticas públicas que garantam uma melhor justiça distributiva”, realçou o conferencista.
Durante três dias, várias centenas de participantes refletem sobre «Desenvolvimento local, caridade global», uma iniciativa promovida pela Comissão Episcopal da Pastoral Social da Igreja Católica em Portugal.
O agravamento das desigualdades é notório e esta situação “obriga a que haja necessidade de conceber políticas públicas orientadas para a justiça distributiva, mas, simultaneamente, garantir que haja uma participação efetiva dos cidadãos através da subsidiariedade e da solidariedade voluntária”, disse Oliveira Martins.
Neste mundo de incertezas, a igreja tem responsabilidades sociais “que tem assumido” e a última encíclica de Bento XVI apela de “forma muito forte a que a crise financeira atual seja superada, não através do fundamentalismo do mercado, mas através de mecanismo efetivos de justiça e cidadania”, acrescentou.
“Não basta ter bonitos discursos quando eles não correspondem à prática e à vida”, pediu Guilherme d´Oliveira Martins, antes de concluir: “Não podemos voltar aos erros de uma economia da ilusão e do imediato”."
Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: esta posição de tão elevada figura do estado português vem reforçar a ideia que venho mantendo há algum tempo: tendo em vista a constante degradação da imagem, reputação e credibilidade dos habituais governantes, uma nova proposta de governação se levantará, assumindo-se como a justa solução social, económica e de valores: a Igreja romana.
Regulamentação do evangelismo
Há alguns anos orgãos religiosos internacionais como o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso (PCID), o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e, a convite do CMI, a Aliança Evangélica Mundial (WEA), vem trabalhando sobre a elaboração de um documento global para regulamentar a pregação da Palavra de DEUS, ou como frequentemente se diz, o proselitismo. O evangelismo vem sendo tratado como “roubo de fiéis” entre as igrejas. Pois ele foi aprovado em julho de 2011. O documento, cujo nome é: “Testemunho Cristão em um Multi-Religioso Mundial: Recomendações para a conduta” pretende “servir como um conjunto de recomendações para a conduta de testemunho cristão ao redor do mundo”, mas, tem em seu íntimo, outros objetivos sutis. É um código de conduta, o que, em si, seria bom, se não fossem outras intenções. Quais são essas intenções? Cercear a pregação livre de partes do texto bíblico que confrontem com a santificação do domingo, com o esclarecimento de quem é babilônia, entre outros pontos. O seu texto foi muito bem escrito, de modo que, ao leitor superficial, nada disso transpareça. Faremos uma ligeira análise de partes do texto. O original completo pode ser encontrado em: http://www.oikoumene.org/fileadmin/files/wcc-main/2011pdfs/ChristianWitness_recommendations.pdf
Segundo a publicação, “o objetivo deste documento é encorajar as igrejas, ... para refletir sobre suas práticas atuais e usar as recomendações contidas neste documento para adequar, se for o caso, suas próprias diretrizes para o seu estemunho e missão ante as diferentes religiões e entre aqueles que não professam qualquer religião particular.” Pode-se ver que apela para a possível necessidade de mudanças nas igrejas que não se comportem segundo o objetivo ecumênico. Não reproduziremos o documento por inteiro, apenas alguas partes, chamando a atenção ao que pode estar nas entrelinhas.
Na parte da “base para o testemunho cristão” um item diz assim: “Se os cristãos se envolverem em métodos inadequados de missão, recorrendo a meios enganosos e coercitivos, eles traem o evangelho e podem causar sofrimento para os outros.” Essa afirmação é subjetiva. O que pode ser entendido por “métodos inadequados” e “meios coercitivos” não fica claro. Pode ser, por exemplo, ensinar quem é e o que faz a mulher embriagada de Apoc. 17. Ou a interpretação de Apoc. 13, ou de Dan. 2, e assim por diante. Ou simplesmente distribuir o livreto “A grande esperança”.
Nos princípios do documento, destaca-se algo como “a exploração de situações de pobreza e necessidade não tem lugar na divulgação cristã. Os cristãos devem denunciar tais práticas, e se abster de todas as formas de sedução, incluindo incentivos financeiros e recompensas em seus atos evengelísticos.” Do mesmo modo, é bem vago e subjetivo. Pode incluir, por exemplo, o trabalho de assistência social mas como meio de atrair pessoas a assistirem a algum evangelismo, ou mesmo, o oferecimento de sopas ou cestas básicas, com o mesmo objetivo. O documento pede que haja denúncia quando isso ocorrer. Pede também que haja “respeito pleno da dignidade humana e garantia de que a vulnerabilidade das pessoas em suas necessidades não se torne motivo de exploração.” Como sempre, parece bonito, mas pode servir para incentivo a reações fanáticas por parte das massas, como foi no passado da Inquisição. Observa-se que a busca da paz e segurança é o pano de fundo, contudo, às custas da pregação das puras doutrinas bíblicas. Esse documento se torna numa base para futuras perseguições contra quem não se adequar, ou que insistir em pregar o evengelho de CRISTO, como Este ensinou aos apóstolos.
Seguindo nos princípios do documento, o item seis diz que “os cristãos são chamados a rejeitar todas as formas de violência, mesmo psicológica ou social, incluindo o abuso de poder em seu testemunho.” O que quer dizer esse trecho? Muitas aplicações são possíveis, desde atos terroristas num extremo, passando por pressão psicológica, e no outro extremo, um simples apelo ao batismo, ou até mesmo, um apelo de final de pregação. Sendo subjetivo, serve para fundamentar perseguição em ampla gama de situações. No item oito, “os cristãos são chamados a empenharem-se a trabalhar com todas as pessoas no respeito mútuo, promovendo a justiça, a paz e ao bem comum. A cooperação inter-religiosa é uma dimensão essencial de tal compromisso.” Ou seja, os cristãos devem envolver-se pela união das igrejas e dos rituais. Ou mais diretamente, conforme encíclicas católicas, como a “Ut Unun Sint” todos os cristãos das demais igrejas devem retornar ao acolhimento da Igreja Católica. Também está alinhado com a encíclica “Diálogo e anúncio” onde o papa João Paulo II afirma que a Igreja Católica é a única verdadeira, que só ela tem o direito à ensinamentos religiosos, e que haverá unidade somente quando todos os cristãos retornarem sob o poder papal.
Pode-se ver que, do modo como o documento está escrito, parece inofensivo à pregação pura da verdade bíblica, mas, a sua aplicação pode servir exatamente a interesses contrários. Essa é a sua sutiliza.
Os dois últimos princípios do documento são os seguintes: “Os cristãos devem reconhecer que a mudança de religião é um passo decisivo que deve ser acompanhado por tempo suficiente para reflexão e preparação adequados, através de um processo que garanta completa liberdade pessoal.” Esse requer que, por exemplo, um apelo ao batismo leve o devido tempo considerando o preparo da pessoa e seu amadurecimento no conhecimento da nova fé que abrace. Parece interessante, e bem importante, quanto a certos abusos que ocorrem no objetivo de completar alvos de batismo. Mas, como então ficam os batismos de crianças recém nascidas? O último diz assim: “os cristãos devem continuar a construir relações de respeito e confiança com as pessoas de religiões diferentes, de modo a facilitar o entendimento mútuo mais profundo, a reconciliação e a cooperação para o bem comum.” Esse apela a que todos se envolvam positivamente pela unidade de todos os cristãos, ou seja, que defendam o Ecumenismo.
Então vem as recomendações, ponto importante do documento. Da mesma forma, destacaremos apenas algumas dessas recomendações.
Todos cristãos devem “estudar os assuntos estabelecidos neste documento e formular diretrizes apropriadas para a sua conduta com relação testemunho cristão devidamente aplicáveis aos seus contextos. Sempre que possível este estudo deve ser feito ecumenicamente, e em consulta com representantes de outras religiões.” Ou seja, outra vez, reforçando a ação ecumênica, pois ele defende que em todas as igrejas esse documento seja estudado para tal finalidade. Isso é reforçado no segundo item das recomendaçãos, onde escreve assim: todos devem “engajar-se em contínuo diálogo inter-religioso como parte de seu compromisso cristão. Em certos contextos, onde anos de tensão e conflito têm criado suspeitas profundas e quebras de confiança entre as comunidades, o diálogo inter-religioso pode oferecer novas oportunidades para a resolução dos conflitos, restaurar a justiça, a cura das memórias, da reconciliação e construção da paz.” E uma recomendação contundente: “Os cristãos devem evitar deturpar as crenças e práticas de pessoas de diferentes religiões” e “cooperar com outras comunidades religiosas para engajarem-se em defesa das ações inter-religiosas para a justiça e o bem comum...” Vê-se claramente abertura sutil para enquadramento como não cooperadores da paz e da segurança por parte de igrejas que por ventura ensinem ou pratiquem rituais e doutrinas não aceitas pelo Ecumenismo.
Por fim, no apêndice ao documento, entre outros itens, um diz assim: "Afirmamos que, enquanto todos têm o direito para convidar pessoas de outras igrejas para a compreensão da sua fé, esse direito não deve ser exercido por meio da violação dos direitos e sensibilidades dessas religiões. A liberdade de religião ordena sobre todos nós a inegociável responsabilidade de respeitar outras religiões diferentes da nossa, e nunca para denegrir, difamar ou deturpar com o propósito de afirmar a superioridade da nossa fé." Essa parte também permite diversas interpretações. Por exemplo, o que seria “afirmar a superioridade da nossa fé”? Seria ensinar que o sábado é o verdadeiro dia de guarda? Seria ensinar a importância bíblica da obediência aos Dez Mandamentos conforme dados no Monte Sinai? Ou que essa ou aquela igreja seguem a Bíblia inteiramente como norma e base de sua fé? Eis questões que certamente se tornarão motivo de grande controvérsia sobre o que diz o texto sagrado.
Esse documento aparece no cenário mundial, momentos antes da distribuição do livro “A grande esperança”, num contexto do aumento do poder da pregação sobre a segunda vinda de CRISTO, a maoir de todas as esperanças.
“Estendendo-se a controvérsia a novos campos, e sendo a atenção do povo chamada para a lei de Deus calcada a pés, Satanás entrará em ação. O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos” (O Grande Conflito, 607).
“O chamado mundo cristão será o palco de grandes ações decisivas. Homens com autoridade promulgarão leis para controlar a consciência, segundo o exemplo do papado. Babilônia fará que todas as nações bebam do vinho da ira de sua prostituição. Toda nação será envolvida. João, o Revelador, declara o seguinte sobre esse tempo: ... "Têm estes um só pensamento." (Apoc. 18:3-7; 17:13 e 14.) Haverá um laço de união universal, uma grande harmonia, uma confederação de forças satânicas. "E oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem." Assim é manifestado o mesmo poder arbitrário e opressor contra a liberdade religiosa, contra a liberdade de adorar a Deus de acordo com os ditames da consciência, que foi manifestado pelo papado, quando no passado ele perseguiu os que ousaram recusar conformar-se aos ritos e cerimônias religiosas dos romanistas” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 392).
Fonte - Cristo Voltará
Segundo a publicação, “o objetivo deste documento é encorajar as igrejas, ... para refletir sobre suas práticas atuais e usar as recomendações contidas neste documento para adequar, se for o caso, suas próprias diretrizes para o seu estemunho e missão ante as diferentes religiões e entre aqueles que não professam qualquer religião particular.” Pode-se ver que apela para a possível necessidade de mudanças nas igrejas que não se comportem segundo o objetivo ecumênico. Não reproduziremos o documento por inteiro, apenas alguas partes, chamando a atenção ao que pode estar nas entrelinhas.
Na parte da “base para o testemunho cristão” um item diz assim: “Se os cristãos se envolverem em métodos inadequados de missão, recorrendo a meios enganosos e coercitivos, eles traem o evangelho e podem causar sofrimento para os outros.” Essa afirmação é subjetiva. O que pode ser entendido por “métodos inadequados” e “meios coercitivos” não fica claro. Pode ser, por exemplo, ensinar quem é e o que faz a mulher embriagada de Apoc. 17. Ou a interpretação de Apoc. 13, ou de Dan. 2, e assim por diante. Ou simplesmente distribuir o livreto “A grande esperança”.
Nos princípios do documento, destaca-se algo como “a exploração de situações de pobreza e necessidade não tem lugar na divulgação cristã. Os cristãos devem denunciar tais práticas, e se abster de todas as formas de sedução, incluindo incentivos financeiros e recompensas em seus atos evengelísticos.” Do mesmo modo, é bem vago e subjetivo. Pode incluir, por exemplo, o trabalho de assistência social mas como meio de atrair pessoas a assistirem a algum evangelismo, ou mesmo, o oferecimento de sopas ou cestas básicas, com o mesmo objetivo. O documento pede que haja denúncia quando isso ocorrer. Pede também que haja “respeito pleno da dignidade humana e garantia de que a vulnerabilidade das pessoas em suas necessidades não se torne motivo de exploração.” Como sempre, parece bonito, mas pode servir para incentivo a reações fanáticas por parte das massas, como foi no passado da Inquisição. Observa-se que a busca da paz e segurança é o pano de fundo, contudo, às custas da pregação das puras doutrinas bíblicas. Esse documento se torna numa base para futuras perseguições contra quem não se adequar, ou que insistir em pregar o evengelho de CRISTO, como Este ensinou aos apóstolos.
Seguindo nos princípios do documento, o item seis diz que “os cristãos são chamados a rejeitar todas as formas de violência, mesmo psicológica ou social, incluindo o abuso de poder em seu testemunho.” O que quer dizer esse trecho? Muitas aplicações são possíveis, desde atos terroristas num extremo, passando por pressão psicológica, e no outro extremo, um simples apelo ao batismo, ou até mesmo, um apelo de final de pregação. Sendo subjetivo, serve para fundamentar perseguição em ampla gama de situações. No item oito, “os cristãos são chamados a empenharem-se a trabalhar com todas as pessoas no respeito mútuo, promovendo a justiça, a paz e ao bem comum. A cooperação inter-religiosa é uma dimensão essencial de tal compromisso.” Ou seja, os cristãos devem envolver-se pela união das igrejas e dos rituais. Ou mais diretamente, conforme encíclicas católicas, como a “Ut Unun Sint” todos os cristãos das demais igrejas devem retornar ao acolhimento da Igreja Católica. Também está alinhado com a encíclica “Diálogo e anúncio” onde o papa João Paulo II afirma que a Igreja Católica é a única verdadeira, que só ela tem o direito à ensinamentos religiosos, e que haverá unidade somente quando todos os cristãos retornarem sob o poder papal.
Pode-se ver que, do modo como o documento está escrito, parece inofensivo à pregação pura da verdade bíblica, mas, a sua aplicação pode servir exatamente a interesses contrários. Essa é a sua sutiliza.
Os dois últimos princípios do documento são os seguintes: “Os cristãos devem reconhecer que a mudança de religião é um passo decisivo que deve ser acompanhado por tempo suficiente para reflexão e preparação adequados, através de um processo que garanta completa liberdade pessoal.” Esse requer que, por exemplo, um apelo ao batismo leve o devido tempo considerando o preparo da pessoa e seu amadurecimento no conhecimento da nova fé que abrace. Parece interessante, e bem importante, quanto a certos abusos que ocorrem no objetivo de completar alvos de batismo. Mas, como então ficam os batismos de crianças recém nascidas? O último diz assim: “os cristãos devem continuar a construir relações de respeito e confiança com as pessoas de religiões diferentes, de modo a facilitar o entendimento mútuo mais profundo, a reconciliação e a cooperação para o bem comum.” Esse apela a que todos se envolvam positivamente pela unidade de todos os cristãos, ou seja, que defendam o Ecumenismo.
Então vem as recomendações, ponto importante do documento. Da mesma forma, destacaremos apenas algumas dessas recomendações.
Todos cristãos devem “estudar os assuntos estabelecidos neste documento e formular diretrizes apropriadas para a sua conduta com relação testemunho cristão devidamente aplicáveis aos seus contextos. Sempre que possível este estudo deve ser feito ecumenicamente, e em consulta com representantes de outras religiões.” Ou seja, outra vez, reforçando a ação ecumênica, pois ele defende que em todas as igrejas esse documento seja estudado para tal finalidade. Isso é reforçado no segundo item das recomendaçãos, onde escreve assim: todos devem “engajar-se em contínuo diálogo inter-religioso como parte de seu compromisso cristão. Em certos contextos, onde anos de tensão e conflito têm criado suspeitas profundas e quebras de confiança entre as comunidades, o diálogo inter-religioso pode oferecer novas oportunidades para a resolução dos conflitos, restaurar a justiça, a cura das memórias, da reconciliação e construção da paz.” E uma recomendação contundente: “Os cristãos devem evitar deturpar as crenças e práticas de pessoas de diferentes religiões” e “cooperar com outras comunidades religiosas para engajarem-se em defesa das ações inter-religiosas para a justiça e o bem comum...” Vê-se claramente abertura sutil para enquadramento como não cooperadores da paz e da segurança por parte de igrejas que por ventura ensinem ou pratiquem rituais e doutrinas não aceitas pelo Ecumenismo.
Por fim, no apêndice ao documento, entre outros itens, um diz assim: "Afirmamos que, enquanto todos têm o direito para convidar pessoas de outras igrejas para a compreensão da sua fé, esse direito não deve ser exercido por meio da violação dos direitos e sensibilidades dessas religiões. A liberdade de religião ordena sobre todos nós a inegociável responsabilidade de respeitar outras religiões diferentes da nossa, e nunca para denegrir, difamar ou deturpar com o propósito de afirmar a superioridade da nossa fé." Essa parte também permite diversas interpretações. Por exemplo, o que seria “afirmar a superioridade da nossa fé”? Seria ensinar que o sábado é o verdadeiro dia de guarda? Seria ensinar a importância bíblica da obediência aos Dez Mandamentos conforme dados no Monte Sinai? Ou que essa ou aquela igreja seguem a Bíblia inteiramente como norma e base de sua fé? Eis questões que certamente se tornarão motivo de grande controvérsia sobre o que diz o texto sagrado.
Esse documento aparece no cenário mundial, momentos antes da distribuição do livro “A grande esperança”, num contexto do aumento do poder da pregação sobre a segunda vinda de CRISTO, a maoir de todas as esperanças.
“Estendendo-se a controvérsia a novos campos, e sendo a atenção do povo chamada para a lei de Deus calcada a pés, Satanás entrará em ação. O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos” (O Grande Conflito, 607).
“O chamado mundo cristão será o palco de grandes ações decisivas. Homens com autoridade promulgarão leis para controlar a consciência, segundo o exemplo do papado. Babilônia fará que todas as nações bebam do vinho da ira de sua prostituição. Toda nação será envolvida. João, o Revelador, declara o seguinte sobre esse tempo: ... "Têm estes um só pensamento." (Apoc. 18:3-7; 17:13 e 14.) Haverá um laço de união universal, uma grande harmonia, uma confederação de forças satânicas. "E oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem." Assim é manifestado o mesmo poder arbitrário e opressor contra a liberdade religiosa, contra a liberdade de adorar a Deus de acordo com os ditames da consciência, que foi manifestado pelo papado, quando no passado ele perseguiu os que ousaram recusar conformar-se aos ritos e cerimônias religiosas dos romanistas” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 392).
Fonte - Cristo Voltará
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Para que serve a igreja?
O mundo religioso tem seu mais novo personagem: o evangélico não praticante. A informação aparece nos resultados das últimas pesquisas realizadas pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (Ceris) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela reportagem O novo retrato da fé no Brasil, publicada na edição 2180 da revista ISTOÉ, de agosto último.
Os evangélicos não praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”.
As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso.
O novo cenário faz surgir perguntas que exigem respostas urgentes: Para que serve a igreja? Qual a função da comunidade cristã na sociedade e na experiência pessoal de peregrinação espiritual?
A experiência dos cristãos no primeiro século, no dia seguinte ao Pentecostes, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos [2.42-47; 4.32-35], serve de referência para a relevância da vivência em comunidade.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a memória da pessoa e obra de nosso senhor Jesus Cristo: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Em tempos chamados pós modernos, quando as crenças são desvalorizadas e as verdades se tornam subjetivas e particulares, é importante saber não apenas em quem se crê, e os cristãos compreendem a fé como confiar em uma pessoa, Jesus Cristo, mas também saber o que se crê, e por isso os cristãos chamam de fé também um conjunto de crenças e afirmações a respeito do Deus em quem crêem–confiam. O Evangelho é uma boa notícia, e os cristãos devem saber qual é essa notícia. A igreja é a comunidade que preserva a memória de Jesus, sua pessoa e obra.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança que se fundamenta na abertura para o mistério divino: “Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos [...] com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”.
Em tempos de banalização do sagrado, as pessoas perdem a noção do que Rudolf Otto chama “mysterium tremendum”, isto é, já não têm na alma o temor que coloca o homem de joelhos diante da manifestação do divino e nem mesmo esperam que tal aconteça. A igreja é a comunidade que preserva a expectativa de que o céu se abra, de que o favor divino se derrame sobre a terra.
Enquanto o mundo vai se tornando cada vez mais frio e fechado, condenado às estreitas possibilidades da racionalidade e dos limites do poder humano, a igreja fala do milagre como possibilidade real e os cristãos se dedicam às orações.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a oferta do amor de Deus em resposta à solidão humana: “Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão [...] Todos os que criam mantinham se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade [...] Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham.
Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Em tempos de individualismo, egoísmo, segregação, e competição darwinista, a igreja é a comunidade da fraternidade, da partilha, da solidariedade e da generosidade. A igreja é a comunidade da aceitação, do perdão e da reconciliação. É na igreja que se concretiza a oração de Jesus a respeito de Deus e os homens: “que sejam um”.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter vivos os sinais do reino de Deus na história: “grandiosa graça estava sobre todos eles”. Conforme Jung Mo Sung, “a igreja é o povo de Deus a serviço do testemunho da presença do Reino de Deus”, que se completa com a afirmação de Ariovaldo Ramos: “a igreja deve viver o que prega para poder pregar o que vive”. A igreja é a comunidade em que o anúncio da presença do Reino de Deus entre os homens é seguido do convite desafio: “Vem e vê”, pois o Evangelho de Jesus Cristo não é apenas uma mensagem em que se deve crer, mas principalmente um novo tempo em que se deve viver.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança da ressurreição: “Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”. Quando o lacre romano do túmulo de Jesus foi rompido no domingo da ressurreição, a vida afirmou sua vitória sobre os agentes promotores e mantenedores da morte, sobre os processos de morte, que serão enfrentados pela esperança de que um dia a própria morte, último inimigo, cairá de joelhos diante do Senhor da vida.
A igreja é a comunidade dos que se rebelam contra a morte em todos os lugares e todas as dimensões, e contra ela lutam com todas as forças que recebem do doador da vida.
A igreja é a comunidade dos que já não vivem com medo da morte (Hebreus 2.14), dos que anunciam e vivem dimensões da vida, e dos que profetizam a ressurreição até o dia quando, aos pés do Cristo de Deus, celebrarão a vitória daquele que no Apocalipse diz: “Não tenham medo. Eu tenho as chaves da morte e do inferno”, pois “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!”. Amém.
Fonte - Ed René Kivitz
Os evangélicos não praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”.
As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso.
O novo cenário faz surgir perguntas que exigem respostas urgentes: Para que serve a igreja? Qual a função da comunidade cristã na sociedade e na experiência pessoal de peregrinação espiritual?
A experiência dos cristãos no primeiro século, no dia seguinte ao Pentecostes, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos [2.42-47; 4.32-35], serve de referência para a relevância da vivência em comunidade.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a memória da pessoa e obra de nosso senhor Jesus Cristo: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Em tempos chamados pós modernos, quando as crenças são desvalorizadas e as verdades se tornam subjetivas e particulares, é importante saber não apenas em quem se crê, e os cristãos compreendem a fé como confiar em uma pessoa, Jesus Cristo, mas também saber o que se crê, e por isso os cristãos chamam de fé também um conjunto de crenças e afirmações a respeito do Deus em quem crêem–confiam. O Evangelho é uma boa notícia, e os cristãos devem saber qual é essa notícia. A igreja é a comunidade que preserva a memória de Jesus, sua pessoa e obra.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança que se fundamenta na abertura para o mistério divino: “Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos [...] com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”.
Em tempos de banalização do sagrado, as pessoas perdem a noção do que Rudolf Otto chama “mysterium tremendum”, isto é, já não têm na alma o temor que coloca o homem de joelhos diante da manifestação do divino e nem mesmo esperam que tal aconteça. A igreja é a comunidade que preserva a expectativa de que o céu se abra, de que o favor divino se derrame sobre a terra.
Enquanto o mundo vai se tornando cada vez mais frio e fechado, condenado às estreitas possibilidades da racionalidade e dos limites do poder humano, a igreja fala do milagre como possibilidade real e os cristãos se dedicam às orações.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a oferta do amor de Deus em resposta à solidão humana: “Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão [...] Todos os que criam mantinham se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade [...] Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham.
Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Em tempos de individualismo, egoísmo, segregação, e competição darwinista, a igreja é a comunidade da fraternidade, da partilha, da solidariedade e da generosidade. A igreja é a comunidade da aceitação, do perdão e da reconciliação. É na igreja que se concretiza a oração de Jesus a respeito de Deus e os homens: “que sejam um”.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter vivos os sinais do reino de Deus na história: “grandiosa graça estava sobre todos eles”. Conforme Jung Mo Sung, “a igreja é o povo de Deus a serviço do testemunho da presença do Reino de Deus”, que se completa com a afirmação de Ariovaldo Ramos: “a igreja deve viver o que prega para poder pregar o que vive”. A igreja é a comunidade em que o anúncio da presença do Reino de Deus entre os homens é seguido do convite desafio: “Vem e vê”, pois o Evangelho de Jesus Cristo não é apenas uma mensagem em que se deve crer, mas principalmente um novo tempo em que se deve viver.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança da ressurreição: “Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”. Quando o lacre romano do túmulo de Jesus foi rompido no domingo da ressurreição, a vida afirmou sua vitória sobre os agentes promotores e mantenedores da morte, sobre os processos de morte, que serão enfrentados pela esperança de que um dia a própria morte, último inimigo, cairá de joelhos diante do Senhor da vida.
A igreja é a comunidade dos que se rebelam contra a morte em todos os lugares e todas as dimensões, e contra ela lutam com todas as forças que recebem do doador da vida.
A igreja é a comunidade dos que já não vivem com medo da morte (Hebreus 2.14), dos que anunciam e vivem dimensões da vida, e dos que profetizam a ressurreição até o dia quando, aos pés do Cristo de Deus, celebrarão a vitória daquele que no Apocalipse diz: “Não tenham medo. Eu tenho as chaves da morte e do inferno”, pois “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!”. Amém.
Fonte - Ed René Kivitz
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Chifre da África enfrenta pior crise de fome do século
Na pior crise de fome do século, no Chifre da África, 29 mil crianças podem já ter perecido. Muitas ainda morrerão. Mas além de expressões de preocupação, quais foram as reações à fome?
O mundo pode pensar que avançou desde a fome etíope de 1984-85, mas organizações beneficentes estão usando as mesmas fotos comoventes que usavam na década de 80 para angariar fundos. As câmeras de televisão são tão invasivas quanto naquela época – talvez até mais. Equipes de cinegrafistas foram expulsas de um hospital num campo de refugiados em Dadaab , no Quênia, num esforço para preservar a dignidade dos pacientes. “Sem fotos é difícil conseguir uma reação”, lamenta um funcionário do governo etíope. Ainda assim, o ciclo da mídia mudou desde os tempos pré-internet. A África em si também mudou desde então.
O apelo de celebridades, nessa crise de alimentos, está vindo dos africanos mesmos. Uma organização chamada Africans Act 4 Africa diz querer juntar estrelas africanas para angariar fundos e promover a causa etíope. A ONU diz que tem apenas US$ 1,3 bilhão dos US$ 2,4 bilhões necessários para dar assistência às 12 milhões de pessoas em situação de necessidade. Independente da ambiguidade de tais números, não há dúvida da resposta pífia dos países africanos até agora. Somente um punhado prometeu qualquer coisa.
A fome convenientemente sublinhou a visão vigente de muitos especialistas. Em preços inflacionados e alimentos roubados, ativistas anticorrupção encontram prova de que o auxílio humanitário estraga tudo em que toca. Climatologistas veem evidências de mudanças climáticas. O Oceano Índico está esquentando, argumentam, e os africanos pobres sofrerão as consequências mediante secas e chuvas voláteis.
Para o bem ou para o mal, a fome é uma plataforma útil. Debora Doane do World Development Movement, um lobby por “um comércio internacional mais justo”, aponta que o dinheiro de doadores só compra hoje metade da comida que comprava há uma década. O aumento sensível no preço de alimentos, ela argumenta, é resultado de especulação nos mercados futuros; a fome é uma oportunidade de tornar a regulação financeira mais rigorosa. Ao fim, porém, todos olham para o céu. Como um funcionário do World Food Programme observa, “ajuda humanitária não faz chover”.
Fonte - Opinião e Notícia
O mundo pode pensar que avançou desde a fome etíope de 1984-85, mas organizações beneficentes estão usando as mesmas fotos comoventes que usavam na década de 80 para angariar fundos. As câmeras de televisão são tão invasivas quanto naquela época – talvez até mais. Equipes de cinegrafistas foram expulsas de um hospital num campo de refugiados em Dadaab , no Quênia, num esforço para preservar a dignidade dos pacientes. “Sem fotos é difícil conseguir uma reação”, lamenta um funcionário do governo etíope. Ainda assim, o ciclo da mídia mudou desde os tempos pré-internet. A África em si também mudou desde então.
O apelo de celebridades, nessa crise de alimentos, está vindo dos africanos mesmos. Uma organização chamada Africans Act 4 Africa diz querer juntar estrelas africanas para angariar fundos e promover a causa etíope. A ONU diz que tem apenas US$ 1,3 bilhão dos US$ 2,4 bilhões necessários para dar assistência às 12 milhões de pessoas em situação de necessidade. Independente da ambiguidade de tais números, não há dúvida da resposta pífia dos países africanos até agora. Somente um punhado prometeu qualquer coisa.
A fome convenientemente sublinhou a visão vigente de muitos especialistas. Em preços inflacionados e alimentos roubados, ativistas anticorrupção encontram prova de que o auxílio humanitário estraga tudo em que toca. Climatologistas veem evidências de mudanças climáticas. O Oceano Índico está esquentando, argumentam, e os africanos pobres sofrerão as consequências mediante secas e chuvas voláteis.
Para o bem ou para o mal, a fome é uma plataforma útil. Debora Doane do World Development Movement, um lobby por “um comércio internacional mais justo”, aponta que o dinheiro de doadores só compra hoje metade da comida que comprava há uma década. O aumento sensível no preço de alimentos, ela argumenta, é resultado de especulação nos mercados futuros; a fome é uma oportunidade de tornar a regulação financeira mais rigorosa. Ao fim, porém, todos olham para o céu. Como um funcionário do World Food Programme observa, “ajuda humanitária não faz chover”.
Fonte - Opinião e Notícia
domingo, 4 de setembro de 2011
FMI alerta para crise financeira mundial 'iminente'
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse neste domingo que uma nova crise financeira global é iminente. Em entrevista à revista semanal alemã Der Spiegel, Lagarde afirmou que os governos devem adaptar seus planos de contenção de gastos e considerar seriamente a adoção de medidas para estimular o crescimento, uma vez que a economia global enfrenta o risco de "uma desaceleração em espiral". Diante da atual situação econômica, "os países devem adaptar seus planos de poupança e olhar para medidas de estímulo ao crescimento", afirmou. Ela reiterou que os bancos europeus precisam de até 200 bilhões de euros em capital adicional para se protegerem da desaceleração econômica e do impacto da crise de dívida soberana, tomando por base as estimativas do FMI. Olhando especificamente para a Alemanha, Lagarde sugeriu que o governo implemente um programa de crescimento com foco na economia doméstica, para o caso de uma desaceleração global mais generalizada atingir suas exportações.
"Se a Alemanha der vigor à demanda doméstica, será bom para a economia alemã, assim como para os países vizinhos", disse. Ela acrescentou que a recuperação das finanças da Alemanha está em nível "ótimo" nas atuais circunstâncias, tendo como referência a avaliação do FMI sobre a Alemanha.
Na Europa, concretamente, Lagarde recomenda às nações mais castigadas pela crise da dívida que elevem o capital próprio de seus bancos para reforçá-los. "Em geral, vemos necessidade de que os bancos europeus sejam recapitalizados para que sejam suficientemente fortes para suportar os riscos derivados da crise da dívida e do frágil crescimento", diz.
Analistas do FMI assinalaram recentemente em relatório que ao setor financeiro europeu faltavam 200 bilhões de euros nos balanços de suas contas. "A insegura situação econômica e a crise da dívida estatal minaram a credibilidade dos bancos", acrescenta Lagarde, ex-ministra das Finanças francesa. A diretora-gerente do FMI evita posicionar-se a respeito da situação financeira concreta da Grécia e Itália, mas consideram "dignas de aplauso" as reformas estipuladas em 21 de julho em Bruxelas, entre as quais destaca a flexibilização do fundo de resgate europeu.
Sobre os Estados Unidos, Lagarde declara que sua economia sofre de "problema de confiança" e com relação à Alemanha, adverte sobre os efeitos de um possível esfriamento da demanda externa, apesar da atual saúde de suas contas públicas e seu notável crescimento econômico.
Fonte - Veja
Reforço de leis e invasão do privado: a Europa se protege do terror
Ao longo dos anos pós-11 de setembro, os principais países visados pelos extremistas na Europa modernizaram suas leis antiterrorismo, baseadas no monitoramento intensivo das pessoas. Câmeras públicas de segurança estão por todos os lados em metrópoles como Londres e Paris. Sob a permissão legal, os serviços policiais acompanham de perto os participantes de fóruns de discussão ou visitantes de sites considerados suspeitos. Por exemplo, é possível que a reportagem Terra tenha atraído a atenção dos serviços antiterrorismo franceses ao fazer pesquisas sobre o assunto para esta reportagem.
Uma vez identificada a atividade suspeita, as pessoas envolvidas têm a vida vasculhada: emails, ligações, mensagens e deslocamentos na cidade ou país são alvo de monitoramento policial constante. Um investigador francês ou britânico tem o direito de parar um trem para prender um suspeito ou pode obrigar as companhias telefônicas, bancárias e de transporte a darem detalhes sobre as atividades e movimentações de alguém que está sendo monitorado por planejamento terrorista. Além disso, a própria população é convidada a contribuir, denunciando pessoas com comportamentos estranhos, sem falar da instalação de uma nova geração de aparelhos de raio-x nos aeroportos, capazes de revelar os detalhes do corpo dos passageiros.
As autoridades atribuem a estes métodos o fato de que novos ataques de grandes proporções não terem voltado a ocorrer, e a cada ano prendem cerca de 200 pessoas sob suspeição de organizarem atentados em solo europeu. Mas, se a segurança aumentou, os abusos também aborrecem os serviços de proteção à vida privada da população.
A Anistia Internacional já advertiu o Reino Unido repetidas vezes sobre os exageros cometidos em nome da luta contra o terrorismo, do qual o maio símbolo foi a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, ocorrida em 2005. Para a organização internacional, a liberdade de a polícia fazer o que bem entende em nome da proteção contra os extremistas - inclusive o poder de despir um suspeito em público, se julgar necessário - fere os direitos dos cidadãos comuns. Na Grã-Bretanha, qualquer pessoa pode ser presa sem receber explicações. Também a Espanha já foi alvo de repreensão da AI, por exagerar nos métodos interrogatórios de presos preventivamente.
"As medidas aplicadas nos termos da lei relativa à prevenção do terrorismo no Reino Unido criaram uma justiça paralela, desigual e secreta para as pessoas suspeitas de atividades ligadas ao terrorismo", declarou a diretora do programa Europa da Anistia Internacional, Nicola Duckworth, no último 10 de agosto, quando pediu mais uma vez que o país alivie as leis de prevenção ao terrorismo.
UE sem lei comum
Na contramão, países como Alemanha, Itália e Holanda são reticentes em adotar medidas semelhantes e não ratificaram, por exemplo, a Convenção Europeia de Prevenção ao Terrorismo, formulada em 2006 no Conselho Europeu. O texto prevê regras bastante vagas sobre até onde as autoridades podem invadir a vida privada da população em nome da proteção contra o terrorismo. Também determina que as informações telefônicas e na internet trocadas pelas pessoas sejam preservadas por no mínimo seis meses e por até dois anos, o que fere as leis nacionais alemãs.
Sem consenso, a União Europeia não possui uma política comum de prevenção a ataques, embora trabalhe de forma integrada no combate ao problema, com o compartilhamento de arquivos e informações sobre grupos e pessoas suspeitas. Porém, os ataques cometidos por um extremista de direita na Noruega, em julho, reascenderam a polêmica e estes países menos rigorosos, como os nórdicos, estudam modificações legislativas para elevar a segurança.
Já França e Bélgica alargaram as formas de monitoramento de ações terroristas ao adotarem leis proibindo o uso da burca, o véu integral islâmico, e do niqab, o que deixa apenas os olhos à mostra. Por trás de argumentos de respeito à laicidade - que interdita símbolos externos de religiosidade - e de defesa dos direitos das mulheres, encontra-se também a preocupação com ataques.
"Hoje a ameaça terrorista é menor, mas está sempre presente. No entanto, a abordagem de uma 'guerra contra o terrorismo' se mostrou ineficaz e muito impopular, especialmente por causar uma estigmatização das populações muçulmanas. Seria mais correto simplesmente se falar de luta contra o crime", avalia o doutor em Direito e em Ciências Políticas francês Jean-François Daguzan, do think tank Fundação pela Pesquisa Estratégica e da Universidade Panthéon-Assas, além de consultor do Ministério da Defesa da França para as questões de terrorismo e relações estratégicas com os países mediterrâneos e do Oriente Médio.
O especialista, autor de 10 obras sobre o assunto, identifica algumas pistas que, na opinião de Daguzan, deveriam ser os focos das autoridades europeias daqui para a frente. "Na prevenção do terrorismo, acho que o trabalho de 'desradicalização' deveria ser intensificado ao invés da pura repressão. Também os esforços de cooperação transatlântica, principalmente com os países em desenvolvimento, pode acrescentar muito à segurança de todos."
Fonte - Terra
Bento XVI: Cristãos «não podem passar imagem de homens divididos»
Papa escreveu mensagem no âmbito do 12º Simpósio ecuménico dedicado este ano ao «testemunho da Igreja Católica no mundo contemporâneo»
Cidade do Vaticano, 02 set 2011 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à “união” de todos os cristãos, “católicos e ortodoxos”, de forma a combaterem os efeitos de “uma secularização capaz de empobrecer o ser humano na sua dimensão mais profunda”.
De acordo com a sala de imprensa do Vaticano, a mensagem do Papa foi transmitida ao presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, por ocasião do encerramento do 12º Simpósio Inter-cristão, que decorreu em Salónica, na Grécia.
Indo ao encontro do tema do encontro, “o testemunho da Igreja no Mundo Contemporâneo”, Bento XVI citou o Papa Paulo VI sublinhando que, enquanto “evangelizadores”, os cristãos “não podem passar a imagem de homens divididos e separados por litígios que nada edificam”.
No atual contexto social, económico e cultural, “proclamar o ministério salvífico da morte e ressurreição de Cristo” implica a participação de “pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrarem para além das tensões, graças à procura comum, sincera e desinteressada da verdade”, continuou Bento XVI.
Recordou ainda que “o conhecimento recíproco de tradições e a amizade sincera” podem “favorecer a causa da unidade dos cristãos”.
Este ano, o 12º Simpósio ecuménico foi promovido pelo Instituto Franciscano de Espiritualidade da Unersidade Pontifícia Antonianum e pelo Departamento de Teologia Ortodoxa da Universidade de Aristóteles, em Salónica.
Salientando que foi naquela cidade que São Paulo proclamou em primeiro lugar o Evangelho, o Papa pediu a todos os participantes para que “animados pelo mesmo zelo apostólico”, possam levar Cristo de forma “renovada” ao mundo contemporâneo.
Fonte - Ecclesia
Cidade do Vaticano, 02 set 2011 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à “união” de todos os cristãos, “católicos e ortodoxos”, de forma a combaterem os efeitos de “uma secularização capaz de empobrecer o ser humano na sua dimensão mais profunda”.
De acordo com a sala de imprensa do Vaticano, a mensagem do Papa foi transmitida ao presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, por ocasião do encerramento do 12º Simpósio Inter-cristão, que decorreu em Salónica, na Grécia.
Indo ao encontro do tema do encontro, “o testemunho da Igreja no Mundo Contemporâneo”, Bento XVI citou o Papa Paulo VI sublinhando que, enquanto “evangelizadores”, os cristãos “não podem passar a imagem de homens divididos e separados por litígios que nada edificam”.
No atual contexto social, económico e cultural, “proclamar o ministério salvífico da morte e ressurreição de Cristo” implica a participação de “pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrarem para além das tensões, graças à procura comum, sincera e desinteressada da verdade”, continuou Bento XVI.
Recordou ainda que “o conhecimento recíproco de tradições e a amizade sincera” podem “favorecer a causa da unidade dos cristãos”.
Este ano, o 12º Simpósio ecuménico foi promovido pelo Instituto Franciscano de Espiritualidade da Unersidade Pontifícia Antonianum e pelo Departamento de Teologia Ortodoxa da Universidade de Aristóteles, em Salónica.
Salientando que foi naquela cidade que São Paulo proclamou em primeiro lugar o Evangelho, o Papa pediu a todos os participantes para que “animados pelo mesmo zelo apostólico”, possam levar Cristo de forma “renovada” ao mundo contemporâneo.
Fonte - Ecclesia
Os quatro pilares do sistema global estão se desfazendo ao mesmo tempo
Autor: Thomas Friedman, editor do The New York Times


Segurem os seus chapéus e carteiras. Desde o fim da Guerra Fria, o sistema global vem se mantendo coeso em grande parte devido a quatro acordos críticos. Atualmente todos os quatro estão se desfazendo ao mesmo tempo e precisarão ser reconstruídos. Se e como será feita tal reconstrução – começando pelos Estados Unidos – é o que determinará em grande parte o que conterá a nossa carteira e se o nosso chapéu sairá ou não voando.
Bem, vou colocar a situação de forma bem direta: a União Europeia está se fragmentando. O mundo árabe está desmoronando. O modelo de crescimento da China está sob pressão e o modelo de capitalismo dos Estados Unidos, movido pelo crédito, sofreu um ataque cardíaco de advertência e necessita passar por uma total reavaliação.
Promover uma reforma de um só desses fatores já seria uma tarefa enorme. Mas implementar as quatro ao mesmo tempo – em um momento no qual o mundo se encontra mais interconectado do que nunca – seria algo simplesmente extraordinário. Nós nos vemos novamente “presentes na criação” - mas na criação do quê?
Comecemos pelo Oriente Médio, o poço de petróleo do mundo. Os líbios acabam de se juntar aos tunisinos, egípcios e iemenitas na derrubada dos seus ditadores, enquanto os sírios e os iranianos esperam seguir esse exemplo em breve. Com o tempo, praticamente todos os autocratas do Oriente Médio serão depostos ou obrigados a compartilhar o poder.
O velho modelo não tem como se sustentar. Tal modelo baseava-se em reis e ditadores militares que se apossavam das receitas oriundas do petróleo, entrincheirando-se no poder – protegidos por exércitos e serviços de segurança bem financiados – e comprando segmentos chaves das suas populações. A tampa que escondia essas práticas foi arrancada explosivamente por uma rebelião da juventude árabe que atualmente pode ver como todos os demais estão vivendo e que não aceita mais prontamente ser deixada para trás, não receber educação, ficar desempregada, ser humilhada e viver em estado de impotência.
Mas embora esse velho sistema do Oriente Médio – baseado em um punho de ferro e na manipulação de petrodólares para manter coesas sociedades multiétnicas e multirreligiosas – tenha se fragmentado, levará algum tempo para que essas sociedades redijam os seus próprios contratos sociais para determinar como elas viverão sem que haja um punho de ferro controlando-as a partir de cima. Esperem o melhor, mas preparem-se para tudo.
Mais ao norte, a União Europeia e da zona do euro constituíam-se em uma boa ideia, que poderia ser exposta da seguinte forma: teremos a partir de agora uma união monetária e uma moeda comum, mas deixemos que cada um administre a sua própria política fiscal, contanto que eles prometam trabalhar e poupar como os alemães.
Ah, mas isso era muito bom para ser verdade. Grandes programas de welfare (Estado de bem-estar social) em alguns países europeus, sem contar com as rendas oriundas da produção local para financiá-los, acabaram levando a uma montanha de dívida – dívida que são, em sua maioria, propriedade de bancos europeus – e, a seguir, a uma revolta dos credores.
Os produtores e poupadores do norte da Europa estão agora costurando um novo acordo com os gastadores – os chamados PIIGS: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha. É improvável que os alemães simplesmente pulem fora da União Europeia, já que uma grande parcela das suas exportações se destina a esses países que gastam demais e que não são competitivos. Em vez disso, os europeus do norte estão tentando impor aos PIIGS uma disciplina mais rígida e baseada em regras.
Mas que quantidade de medidas austeras esses países seriam capazes de absorver, especialmente se houver mais estresse social devido a recessões profundas? Não serão apenas os londrinos que sairão às ruas. De uma maneira ou outra, a União Europeia ficará menor ou mais rígida, mas nesse processo ela poderá passar por uma transição caótica e traumática que ainda não foi contabilizada em termos de mercado.
Seguindo para o leste, a China tem se baseado em um modelo construído sobre uma moeda deliberadamente desvalorizada e em um crescimento liderado pela exportação, com baixo consumo doméstico e alto nível de poupança. Isso permitiu ao Partido Comunista chinês sustentar um acordo único com o seu povo: nós lhes daremos empregos e melhores padrões de vida, e vocês nos darão o poder.
Mas agora esse acordo está ameaçado. O desemprego persistente nos mercados norte-americanos e europeus da China está fazendo com que o modelo de Pequim, baseado em uma moeda desvalorizada, no baixo consumo e no alto índice de exportação, se torne menos sustentável para o mundo.
A China também precisa enriquecer antes que envelheça. Ela precisará sofrer uma mudança de uma situação em que os dois genitores poupam para um filho, para outra em que um filho pagará pela aposentadoria dos dois genitores. Para fazer isso, o país precisará fazer uma transição de uma economia baseada na montagem, na cópia e na manufatura para outra baseada no conhecimento, nos serviços e na inovação. Isso exigirá maior liberdade e mais Estado de direito, e já é possível presenciar uma demanda crescente por isso. Alguma parte terá que ceder na China.
Quanto aos Estados Unidos, nas últimas décadas nós prosperamos com uma economia guiada pelo consumo e pelo crédito, por meio da qual nós sustentamos uma classe média com a utilização de mais esteróides (crédito fácil, hipotecas subprime e construção civil) e menos criação de músculos (educação, criação de qualificação profissional e inovação). Isso nos lançou em um enorme buraco, e, agora, a única forma de sairmos dele é por meio de políticas novas e híbridas que misturem cortes de gastos, aumento de impostos, reforma cambial e investimentos em infraestrutura, educação, pesquisa e produção.
Mas essa mistura não se constitui na agenda de nenhum dos dois partidos. Existem as seguintes possibilidades: ou os nossos dois partidos encontram uma maneira de colaborar em uma postura de centro em relação a essas novas políticas híbridas, ou um terceiro partido emergirá – ou então a nossa atual situação de estagnação e sofrimento só piorará.
Em um momento no qual o mundo experimenta tantas mudanças drásticas ao mesmo tempo – em uma situação que já é caracterizada por um alto nível de desemprego e por economias fracas –, a necessidade de que os Estados Unidos, o mais importante de todos os pilares, sejam sólidos como uma rocha é maior do que nunca. Se não nos organizarmos – algo que exigirá uma ação coletiva que normalmente está reservada para períodos de guerra –, nós não estaremos apenas prolongando uma crise norte-americana, mas também alimentando uma crise global.
Fonte: UOL (colaboração: Cléo de Castro)
Nota O Tempo Final: Mundo árabe sendo alterado? Europa desunida? EUA assumindo papel de mais importante pilar mundial? Oh, como cada vez aprecio mais a mensagem Adventista...
E, já agora, um pormenor a propósito deste artigo que coloquei há dias: reparou como Friedman também aponta o regime iraniano (juntamente com o sírio) como o próximo a seguir o exemplo do Egito e da Líbia? E que todos os outros regimes autocratas cairão?!... Revelador, sem dúvida!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Terremoto na Argentina provoca tremores no Paraná
Um terremoto com epicentro no norte da Argentina provocou tremores no interior do Paraná, na manhã desta sexta-feira, em pelo menos duas cidades das regiões oeste e norte do Estado.
As ocorrências foram sentidas por volta das 11h, segundo o Corpo de Bombeiros de Maringá (no norte do Paraná) e de Cascavel (região oeste).
Em Maringá, um prédio comercial no centro da cidade chegou a ser desocupado, por iniciativa dos funcionários, após os tremores. Os moradores relataram ter visto mesas e pequenos objetos se mexendo.
Pouco depois, porém, a Defesa Civil e os bombeiros informaram que não havia danos na estrutura, e o edifício foi ocupado novamente.
Segundo o Corpo de Bombeiros, nove chamados foram registrados na cidade por causa do terremoto. Não houve danos materiais.
Em Cascavel, os tremores foram de menor intensidade, segundo os bombeiros. Os moradores disseram apenas que tiveram sensações de tontura e labirintite. Também não houve danos materiais.
Segundo o Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília), o epicentro do terremoto foi na província de Santiago del Estero, no norte da Argentina, a 600 km de profundidade. O abalo ocorreu por volta das 10h50 e atingiu 6,4 na escala Richter.
Fonte - Folha
Nota DDP: Veja também "Terremoto de 7,1 na escala Richter atinge o Alasca".
As ocorrências foram sentidas por volta das 11h, segundo o Corpo de Bombeiros de Maringá (no norte do Paraná) e de Cascavel (região oeste).
Em Maringá, um prédio comercial no centro da cidade chegou a ser desocupado, por iniciativa dos funcionários, após os tremores. Os moradores relataram ter visto mesas e pequenos objetos se mexendo.
Pouco depois, porém, a Defesa Civil e os bombeiros informaram que não havia danos na estrutura, e o edifício foi ocupado novamente.
Segundo o Corpo de Bombeiros, nove chamados foram registrados na cidade por causa do terremoto. Não houve danos materiais.
Em Cascavel, os tremores foram de menor intensidade, segundo os bombeiros. Os moradores disseram apenas que tiveram sensações de tontura e labirintite. Também não houve danos materiais.
Segundo o Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília), o epicentro do terremoto foi na província de Santiago del Estero, no norte da Argentina, a 600 km de profundidade. O abalo ocorreu por volta das 10h50 e atingiu 6,4 na escala Richter.
Fonte - Folha
Nota DDP: Veja também "Terremoto de 7,1 na escala Richter atinge o Alasca".
"O Princípio do Fim"
O Pr. Rafael Rossi nasceu em São Paulo no ano de 1979. Casado com a Profa. Ellen Nara de Souza Rossi, tem duas filhas: Giovana e Mariana. Formado em Teologia no UNASP-EC em 2000, pós-graduado em Aconselhamento pela UNISA em 2004 e em 2010 concluiu o Mestrado em Teologia Pastoral. Iniciou o seu ministério na Associação Paulistana em 2001 como instrutor bíblico na equipe de evangelismo. Em 2003 e 2004 foi pastor do distrito de Vila Assunção em Santo André. Em 2005 e 2006 pastor da igreja do Jardim América – Jacareí. No ano de 2007 foi nomeado evangelista e diretor do Ministério da Saúde da Associação Paulista do Vale, função que ocupou até agosto de 2009 quando foi nomeado evangelista da União Central Brasileira.Nesta série de palestras o Pr. Rossi explora os temas abaixo enumerados, que podem ser acessados em formato de áudio para download e vídeo, no tema "O Princípio do Fim":
01) - 110401 Desvendando o Traidor (Vídeo)
02) - 110402 Desvendando o Plano (Vídeo)
03) - 110403 Desvendando a Data (Vídeo)
04) - 110408 Desvendando a Morte (Vídeo)
05) - 110409 Desvendando as 7 Pragas (Vídeo)
06) - 110410 Desvendando o Juízo Final (Vídeo)
Outras séries de Estudos Proféticos podem ser acessados aqui.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Risco de quebra nos EUA é maior do que antes da crise
O risco de quebra do sistema financeiro dos EUA ainda é maior do que antes da crise iniciada com a falência do banco Lehman Brothers, em 2008, advertiu Robert Engle, que ganhou o Nobel de Economia em 2003 por cálculos que permitem prever o retorno de investimentos.
"A alavancagem não foi reduzida nem para os níveis anteriores à crise", disse, referindo-se à relação entre o dinheiro que está emprestado e o capital dos bancos (quanto maior essa relação, mais risco).
Em palestra na EPGE (Escola de Pós-Graduação em Economia) da FGV do Rio, Engle apresentou as equações desenvolvidas por sua equipe na Escola Stern de Negócios da Universidade de Nova York para medir o risco sistêmico de instituições financeiras.
As tabelas que podem ser consultadas no site http://vlab.stern.nyu.edu incluem um ranking de risco encabeçado pelos bancos Bank of America, Citibank e JP Morgan. Se houvesse outra crise bancária hoje, disse Engle, só o Citibank precisaria de US$ 200 bilhões do governo americano.
O Nobel insistiu na necessidade de regulação do mercado financeiro para evitar novas crises, e lamentou o atraso na implementação da Lei Dodd-Frank, aprovada pelo Congresso americano para aumentar a vigilância sobre os bancos.
"Faltam cerca de 500 regras que têm que ser escritas pelas agências regulatórias. Todos estão trabalhando muito duro, mas são regras complicadas e há muito lobby acontecendo."
Para o economista, o cenário político vem impedindo o governo dos EUA de adotar qualquer política forte para superar os efeitos na economia real da quebra bancária de 2007 e 2008. "Há uma parte do Partido Republicano que acha que, quanto pior a economia estiver, melhor será seu desempenho nas próximas eleições. Isso é uma receita para não haver acordo."
...
Fonte - Folha
"A alavancagem não foi reduzida nem para os níveis anteriores à crise", disse, referindo-se à relação entre o dinheiro que está emprestado e o capital dos bancos (quanto maior essa relação, mais risco).
Em palestra na EPGE (Escola de Pós-Graduação em Economia) da FGV do Rio, Engle apresentou as equações desenvolvidas por sua equipe na Escola Stern de Negócios da Universidade de Nova York para medir o risco sistêmico de instituições financeiras.
As tabelas que podem ser consultadas no site http://vlab.stern.nyu.edu incluem um ranking de risco encabeçado pelos bancos Bank of America, Citibank e JP Morgan. Se houvesse outra crise bancária hoje, disse Engle, só o Citibank precisaria de US$ 200 bilhões do governo americano.
O Nobel insistiu na necessidade de regulação do mercado financeiro para evitar novas crises, e lamentou o atraso na implementação da Lei Dodd-Frank, aprovada pelo Congresso americano para aumentar a vigilância sobre os bancos.
"Faltam cerca de 500 regras que têm que ser escritas pelas agências regulatórias. Todos estão trabalhando muito duro, mas são regras complicadas e há muito lobby acontecendo."
Para o economista, o cenário político vem impedindo o governo dos EUA de adotar qualquer política forte para superar os efeitos na economia real da quebra bancária de 2007 e 2008. "Há uma parte do Partido Republicano que acha que, quanto pior a economia estiver, melhor será seu desempenho nas próximas eleições. Isso é uma receita para não haver acordo."
...
Fonte - Folha
Assinar:
Postagens (Atom)