quinta-feira, 25 de junho de 2009

Papa receberá Obama e outros líderes do G8

Vaticano, 24 Jun. 09 / 12:43 pm (ACI/Europa Press).- O Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, confirmou hoje a "disponibilidade" do Papa Bento XVI para receber o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "na tarde do dia 10 de julho", conforme a declaração da Europa Press.

O Pe. Lombardi confirmou assim as informações divulgadas esta manhã pela Catholic News Service, a agência de imprensa da Conferência Episcopal americana, que precisou que o encontro terá lugar às 4:00 p.m.

A entrevista, que ainda está por ser confirmada oficialmente pela Casa Branca, terá lugar ao término da reunião anual dos países do G-8, que se celebrará na cidade de L'Aquila (centro da Itália) entre os próximos 8 e 10 de julho.

Segundo o protocolo vaticano, não é habitual que o Papa receba chefes de Estado ou de Governo pela tarde. Entretanto, nesta ocasião, o Pontífice se mostrou disponível para responder às necessidades do Presidente norte-americano, que tem previsto iniciar uma visita oficial a Ghana (África) ao término do G-8.

Entre os temas que poderiam abordar na reunião se destacam os principais conflitos internacionais, com especial atenção à situação no Oriente Médio e Irã, a crise econômica e as problemáticas relacionadas com a bioética, tais como o aborto ou a investigação com células embrionárias, aspectos sobre os quais a Administração Obama e o Vaticano mantêm posições opostas.

Fonte - ACI Digital

Nestes dias, intensifica-se o trabalho das duas chancelarias a fim de que o primeiro encontro entre Bento XVI e Obama não seja somente um evento midiático. “Serão discutidas várias questões importantes, como a confiança de ambos na dignidade de todas as pessoas” – adiantou Robert Gibbs, anunciando que Obama estará acompanhado pela primeira-dama, Michelle.

Fonte - Radio Vaticano


Um dia antes, a 9 de Julho, será recebido pelo Papa o primeiro-ministro do Canadá Stephen Harper. Nessa mesma data tem lugar um encontro com o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd.

Segundo o Pe. Federico Lombardi, Bento XVI recebe ainda no dia 7 de Julho o primeiro-ministro japonês Taro Aso, o primeiro católico a ocupar o cargo na história deste país. Será também o primeiro encontro entre um Papa e um líder japonês desde 1999, quando Keizo Obuchi foi recebido por João Paulo II.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: O papa estará "disponível" em protocolo "não habitual". Não deixa de ter um duplo aspecto de concessão e necessidade. O que me causa espécie nestas visitas ao Vaticano, é a contrapartida buscada pelos líderes políticos que por lá passam, uma vez que nada de comercial, em tese, haveria ali para ser tratado de interesse dos países que representam. Assim, sobram duas possibilidades, supremacia espiritual ou troca de favores de cunho político, além da mera cortesia, é claro, mas esta já deixou os interesses da raça humana faz um bom tempo.

Ver ainda "Bispos escrevem ao G8", de onde destacamos:

“Proteger os pobres e o planeta – continuam – não são ideais contrastantes entre si, mas sim prioridades morais para todas as pessoas deste mundo”. “O G-8 – concluem os bispos – se realiza em meio às trevas de uma crise econômica global, mas suas decisões podem iluminar de esperança o mundo em que vivemos”.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ban Ki-moon convoca líderes mundiais para cimeira climática em Nova Iorque

O secretário-geral das Nações Unidas convocou ontem todos os líderes mundiais para uma cimeira climática a realizar a 22 de Setembro na cidade de Nova Iorque. Ban Ki-moon está insatisfeito com a prestação dos chefes do Governo nas negociações para um sucessor do Protocolo de Quioto e lembra que o mundo tem menos de dez anos para deter o aumento das emissões poluentes.

Ainda há muitas vozes dissonantes na mesa das negociações e muito trabalho a fazer para o futuro plano climático global. Ontem à tarde, Ban Ki-moon participou numa conferência de imprensa ao lado do presidente da câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, para “apelar à acção urgente dos líderes mundiais e de cada cidadão para as alterações climáticas”.

“As alterações climáticas são o maior desafio para esta e para as futuras gerações”, disse, lembrando que “as emissões estão a aumentar e o relógio não pára”. “Segundo os maiores cientistas do mundo, temos menos de dez anos para deter o aumento das emissões de gases com efeito de estufa, se quisermos evitar as suas consequências catastróficas para as pessoas e planeta”.

Ban Ki-moon referiu-se à cimeira de 22 de Setembro, a realizar na sede da ONU, como um acontecimento “sem precedentes”. “Estou a contar com a participação de todos, desde os países mais poluentes àqueles que mais sofrem com os efeitos climáticos”.

O objectivo é conseguir o ‘momentum’ político necessário para conseguir um acordo em Copenhaga.

Este ano “temos uma oportunidade única para alterar o curso das economias no sentido de um desenvolvimento sustentável e empregos verdes”. Em Dezembro, os governos reúnem-se em Copenhaga para negociar o sucessor de Quioto, que expira em 2012. “Se quisermos ‘assinar um acordo’ [‘seal a deal’] em Copenhaga, precisamos ser arrojados, ambiciosos e visionários. Por isso precisamos de todo o apoio e comprometimento dos líderes mundiais ao mais alto nível”, comentou na conferência de imprensa. Mas até agora, lamentou, “a resposta dos governos mundiais tem sido insuficiente”.

Para ajudar, as Nações Unidas lançaram a campanha “Seal the Deal!” para galvanizar o apoio público às negociações políticas. Através desta campanha, a ONU encoraja os cidadãos a assinarem uma petição mundial online que será apresentada aos líderes mundiais, “lembrando-lhes que devem negociar um acordo justo, equilibrado e eficaz em Copenhaga”, segundo o site da iniciativa. Até ao momento, a petição já tem 2870 assinaturas.

Fonte - Público

Nota DDP:
Existem outros poderes interessados nas "cimeiras" da ONU neste tema (Cimeira das Nações Unidas começa hoje). O interessante da notícia é a chamada para que o povo peça "providências".

As eventuais medidas a serem tomadas, por este ponto de vista, por mais esdrúxulas que possam parecer, serão de todo legítimas...

[Colaboração - Filipe Reis]

Bono: "Para nós a música é sempre uma oração"

Falta menos de uma semana para começar a turnê "360" em Barcelona do aclamado U2. Na frente do grandioso espetáculo que os levará por cenários de todo o mundo está o vocalista, Bono, que em uma recente entrevista para a televisão catalã assegurou que foi inspirado na arquitetura do mestre Gaudi na criação do palco de sua nova turnê. "Gaudi fazia lugares onde as pessoas podiam rezar. Para nós a música é uma oração. Às vezes é para Deus, às vezes é para Seu amor, mas é sempre uma oração", afirma Bono, que nunca teve problemas em reconhecer-se crente.
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"Nós sempre tentamos fazer alguma coisa que não se fez antes, algo único", diz o cantor irlandês enquanto contempla a rotação da enorme estrutura com que pretende, apesar de tudo, "criar intimidade.
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Fonte - Info Católica

Nota DDP:
Cabe mais uma vez a releitura das inferências trazidas à meditação no post "A igreja, a modernidade e o fim".

Muito sugestiva a propaganda de um show de "pop rock" secular em um sítio cristão, muito mais ao se considerar a vertente religiosa de tal espaço e as intenções que identificam os agentes.

Que fique bem claro: Ir ao show do U2 é participar de um grande evento ecumênico, uma vez que realizado em um local feito para que "pessoas possam rezar", com músicas que "são uma pregação" e, de forma a "criar intimidade".

Outra boa inferência a ser considerada no contexto, é o símbolo da nova "tour", encontrado no sítio da banda. Mais uma vez relembro da palestra do Spencer sobre a função do U2 no processo de ecumenismo através da música.

Seria impossível se imaginar que o símbolo ao lado parece fazer referência ao da contra cultura hippie e das revoluções sociais por ela sugeridas e hoje muito bem implementadas? Quais as possibilidades por trás de todo este quadro?

Que cada um tire as suas próprias conclusões. Veja também "Será Bono o Messias".

Santificação: Quem efetua a obra?

santificação

Teorias errôneas sobre a santificação, procedentes da negligência ou rejeição da lei divina, ocupam lugar preeminente nos movimentos religiosos de nossa época. Essas teorias não somente são falsas no que respeita à doutrina, mas também perigosas nos resultados práticos; e o fato de que estejam tão geralmente alcançando aceitação, torna duplamente essencial que todos tenham clara compreensão do que as Escrituras ensinam a tal respeito.

A verdadeira santificação é doutrina bíblica.

O apóstolo Paulo, em carta à igreja de Tessalônica, declara: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.” I Tess. 4:3. E roga: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo.” I Tess. 5:23. A Bíblia ensina claramente o que é a santificação, e como deve ser alcançada. O Salvador orou pelos discípulos: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.” João 17:17. E Paulo ensina que os crentes devem ser santificados pelo Espírito Santo. (Rom. 15:16.) Qual é a obra do Espírito Santo? Disse Jesus aos discípulos: “Quando vier aquele Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade.” João 16:13. E o salmista declara: “Tua lei é a verdade.” Sal. 119:142. Pela Palavra e Espírito de Deus se revelam aos homens os grandes princípios de justiça incorporados em Sua lei. E desde que a lei de Deus é santa, justa e boa, e imagem da perfeição divina, segue-se que o caráter formado pela obediência àquela lei será santo. Cristo é um exemplo perfeito de semelhante caráter. Diz Ele: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai.” João 15:10. “Eu faço sempre o que Lhe agrada.” João 8:29. Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caracteres em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica.

Esta obra unicamente pode ser efetuada pela fé em Cristo, pelo poder do Espírito de Deus habitando em nós. Paulo adverte os crentes: “Operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é O que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade.” Filip. 2:12 e 13. O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas sustentará luta constante contra ele. Aqui é que o auxílio de Cristo é necessário. A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” I Cor. 15:57.

As Escrituras claramente revelam que a obra da santificação é progressiva. Quando na conversão o pecador acha paz com Deus mediante o sangue expiatório, apenas iniciou a vida cristã. Deve agora aperfeiçoar-se; crescer até “à medida da estatura completa de Cristo”. Efés. 4:13. …

Não Há Lugar Para Arrogância

Os que experimentam a santificação bíblica manifestarão um espírito de humildade. Como Moisés, depois de contemplarem a augusta e majestosa santidade, vêem a sua própria indignidade contrastando com a pureza e excelsa perfeição do Ser infinito.

O profeta Daniel é um exemplo da verdadeira santificação. Seus longos anos foram cheios de nobre serviço a Seu Mestre. Foi um homem “mui desejado” do Céu. Dan. 10:11. Todavia, ao invés de ter a pretensão de ser puro e santo, este honrado profeta, quando pleiteava perante Deus em prol de seu povo, identificou-se com os que positivamente eram pecadores em Israel: “Não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias. … Pecamos; procedemos impiamente.” Dan. 9:18 e 15. Declara ele: “Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo.” Dan. 9:20.

Quando Jó ouviu, do redemoinho, a voz do Senhor, exclamou: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” Jó 42:6. Foi quando Isaías viu a glória do Senhor e ouviu os querubins a clamar - “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos” – que exclamou: “Ai de mim, que vou perecendo!” Isa. 6:3 e 5. Arrebatado ao terceiro Céu, Paulo ouviu coisas que não era possível ao homem proferir, e fala de si mesmo como “o mínimo de todos os santos.” Efés. 3:8. (II Cor. 12:2-4.) Foi o amado João, que se reclinou ao peito de Jesus, e Lhe contemplou a glória, que caiu como morto aos pés de um anjo. (Apoc. 1:17.)

Não pode haver exaltação própria, orgulhosa pretensão à liberdade do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Sentem eles que foi seu pecado o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e este pensamento os levará à humilhação própria. Os que mais perto vivem de Jesus, mais claramente discernem a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido.

Santificação Falsa – Basta “Crer Tão-somente”?

A santificação que ora adquire preeminência no mundo religioso, traz consigo o espírito de exaltação própria e o desrespeito pela lei de Deus, que a estigmatizam como estranha a religião da Escritura Sagrada. Seus defensores ensinam que a santificação é obra instantânea, pela qual, mediante a fé apenas, alcançam perfeita santidade. “Crede tão-somente,” dizem, “e a bênção será vossa.” Nenhum outro esforço, por parte do que recebe, se pressupõe necessário. Ao mesmo tempo negam a autoridade da lei de Deus, insistindo em que estão livres da obrigação de guardar os mandamentos. Mas é possível aos homens ser santos, de acordo com a vontade e caráter de Deus, sem ficar em harmonia com os princípios que são a expressão de Sua natureza e vontade, e que mostram o que Lhe é agradável?

O desejo de uma religião fácil, que não exija esforço, renúncia, nem ruptura com as loucuras do mundo, tem tornado popular a doutrina da fé, e da fé somente; mas que diz a Palavra de Deus? Declara o apóstolo Tiago: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada. Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.” Tia. 2:14, 20-22 e 24.

O testemunho da Palavra de Deus é contra esta perigosa doutrina da fé sem as obras. Não é fé pretender o favor do Céu sem cumprir as condições necessárias para que a graça seja concedida: é presunção; pois que a fé genuína se fundamenta nas promessas e disposições das Escrituras.

Ninguém se engane com a crença de que pode tornar-se santo enquanto voluntariamente transgride um dos mandamentos de Deus. Um pecado cometido deliberadamente faz silenciar a voz testemunhadora do Espírito e separa a pessoa de Deus. … Conquanto João em suas epístolas trate tão amplamente do amor, não hesita, todavia, em revelar o verdadeiro caráter dessa classe de pessoas que pretende ser santificada ao mesmo tempo em que vive a transgredir a lei de Deus. “Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua Palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado.” I João 2:4 e 5. Esta é a pedra de toque de toda profissão de fé. Não podemos atribuir santidade a qualquer pessoa sem julgá-la pela medida da única norma divina de santidade, no Céu e na Terra. …

E a alegação de estarem sem pecado é em si mesma evidência de que aquele que a alimenta longe está de ser santo. É porque não tem nenhuma concepção verdadeira da infinita pureza e santidade de Deus, ou do que devem ser os que se hão de harmonizar com Seu caráter; é porque não apreendeu o verdadeiro conceito da pureza e suprema beleza moral de Jesus, bem como da malignidade e horror do pecado, que o homem pode considerar-se santo. Quanto maior a distância entre ele e Cristo, e quanto mais impróprias forem suas concepções do caráter e requisitos divinos, tanto mais justo parecerá a seus próprios olhos.

Santificação – Entrega Total

A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. Paulo orou pelos tessalonicenses para que todo o seu espírito, e alma, e corpo fossem “plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Tess. 5:23. Outra vez escreve ele aos crentes: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.” Rom. 12:1. No tempo do antigo Israel, toda oferta trazida como sacrifício a Deus era cuidadosamente examinada. Se se descobria qualquer defeito no animal apresentado, era rejeitado; pois Deus ordenara que a oferta fosse “sem mancha”. Assim se ordena aos cristãos que apresentem o corpo “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. A fim de fazerem isto, todas as faculdades devem ser conservadas na melhor condição possível. Todo uso ou costume que enfraqueça a força física ou mental, inabilita o homem para o serviço de seu Criador.

E agradar-Se-á Deus com qualquer coisa que seja menos do que o melhor que podemos oferecer? Disse Cristo: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração.” Mat. 22:37. Os que amam a Deus de todo o coração, desejarão prestar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda faculdade do ser em harmonia com as leis que os tornarão aptos a fazer a Sua vontade. …

Vida Transformada

O mundo está entregue à satisfação de si mesmo. “A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (I João 2:16), dominam as massas populares. Os seguidores de Cristo, porém, possuem uma vocação mais elevada. …

Aos que satisfazem as condições: “Saí do meio deles, e apartai-vos, … e não toqueis nada imundo”, a promessa de Deus é: “Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.” II Cor. 6:17 e 18. É privilégio e dever de todo cristão ter uma experiência rica e abundante nas coisas de Deus. … Os brilhantes raios do Sol da Justiça resplandecem nos servos de Deus, e devem estes refletir os seus raios. Assim como as estrelas nos falam de uma grande luz no céu, com cuja glória refulgem, assim também os cristãos devem tornar manifesto que há no trono do Universo um Deus, cujo caráter é digno de louvor e imitação. As graças de Seu Espírito, a pureza e santidade de Seu caráter, manifestar-se-ão em Suas testemunhas. … O Grande Conflito, pág. 476.

Não Mais Condenado

Posto que a vida do cristão deva ser caracterizada pela humildade, não deve assinalar-se pela tristeza e depreciação de si mesmo. É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Não é da vontade de nosso Pai celestial que sempre estejamos sob condenação e trevas. O andar cabisbaixo e com o coração cheio de preocupações não constitui prova de verdadeira humildade. Podemos ir a Jesus e ser purificados, permanecendo diante da lei sem opróbrio e remorsos. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1.

Por meio de Jesus os decaídos filhos de Adão se tornam “filhos de Deus”.Assim O que santifica como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não Se envergonha de lhes chamar irmãos.” Heb. 2:11. A vida cristã deve ser de fé, vitória e alegria em Deus. “Todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” I João 5:4. Com acerto disse Neemias, servo de Deus: “A alegria do Senhor é a vossa força.” Nee. 8:10. E Paulo diz: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.” Filip. 4:4. “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” I Tess. 5:16-18. São estes os frutos da conversão e santificação bíblica.

Ellen G.White em “Reavivamento e Seus Resultados” páginas 14 à 20.


[Extraído do Blog Sétimo Dia]

Como a recessão global atual segue o mesmo caminho da Grande Depressão

Brotos verdes estão surgindo. Ou é o que nos dizem. Mas antes de concluir que a recessão acabará em breve, nós precisamos perguntar o que a história nos diz. Ela é um dos guias que temos para nosso presente apuro. Felizmente, nós temos dados. Infelizmente, a história que contam é uma infeliz.

Dois historiadores econômicos, Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e Kevin O'Rourke, do Trinity College, em Dublin, forneceram quadros que valem mais do que mil palavras.*

Em seu trabalho, os professores Eichengreen e O'Rourke estabeleceram o início da atual recessão global como sendo abril de 2008 e o da Grande Depressão como sendo junho de 1929. E quais são as conclusões deles sobre onde estamos a pouco mais de um ano de recessão? A má notícia é que esta recessão equivale plenamente à etapa inicial da Grande Depressão. A boa notícia é que o pior ainda pode ser evitado.

Primeiro, o produto industrial global acompanha o declínio do produto industrial durante a Grande Depressão de forma terrivelmente próxima. Dentro da Europa, o declínio do produto industrial da França e da Itália é pior do que a esta altura nos anos 30, enquanto o do Reino Unido e Alemanha são equivalentes.

Os declínios nos Estados Unidos e Canadá também estão próximos daqueles dos anos 30. Mas o colapso industrial do Japão está pior do que nos anos 30, apesar de uma recuperação muito recente.

Segundo, o colapso no volume do comércio mundial tem sido bem pior do que durante o primeiro ano da Grande Depressão. O declínio no comércio mundial no primeiro ano equivale ao dos primeiros dois anos da Grande Depressão. Isso não ocorreu por causa de protecionismo, mas devido ao colapso da demanda no setor manufatureiro.

Terceiro, apesar da recente recuperação, o declínio nos mercados de ações mundiais é bem maior do que no período correspondente da Grande Depressão.

Os dois autores resumem de forma clara: "Globalmente, nós estamos repetindo ou em uma situação ainda pior do que a Grande Depressão (...) Este é um evento do tamanho da Depressão".

Mas o que deu à Grande Depressão seu nome foi o declínio brutal ao longo de três anos. Desta vez o mundo está aplicando as lições extraídas daquele evento por John Maynard Keynes e Milton Friedman, dos dois economistas mais influentes do século 20. As políticas de resposta sugerem que o desastre não se repetirá.

Os professores Eichengreen e O'Rourke descrevem este contraste. Durante a Grande Depressão, a taxa de desconto média das sete principais economias nunca caiu abaixo de 3%.

Hoje, ela está próxima de zero. Até mesmo o Banco Central Europeu, o mais linha-dura dos grandes bancos centrais, reduziu sua taxa para 1%. De novo, durante a Grande Depressão, a oferta de dinheiro sofreu um colapso. Mas desta vez ela continuou crescendo.

De fato, a combinação de um forte crescimento monetário com profunda recessão coloca em dúvida a explicação monetarista para a Grande Depressão. Finalmente, a política fiscal está muito mais agressiva desta vez.

No início dos anos 30, o déficit médio dos 24 países significativos permaneceu abaixo de 4% do produto interno bruto. Hoje, os déficits serão muito maiores. Nos Estados Unidos, o déficit geral do governo deverá ser de quase 14% do PIB.

Tudo isso é consistente com as conclusões de um estudo já clássico de Carmen Reinhart, da Universidade de Maryland, e de Kenneth Rogoff, de Harvard.** As crises financeiras causam profundas crises econômicas.

O impacto de uma crise financeira global deve ser particularmente severo. Além disso, "o valor real da dívida do governo tende a explodir, aumentando em média 86% nos grandes episódios pós-Segunda Guerra Mundial".

O principal motivo não são os "resgates" aos bancos mas sim as recessões. Após o fato, o empréstimo privado descontrolado se transforma em gastos públicos e montanhas de dívidas. Os governos com crédito não aceitarão a alternativa de uma grande recessão.

A questão é se o atual estímulo sem precedente compensará o efeito do colapso financeiro e o acúmulo sem precedente de dívida do setor privado nos Estados Unidos e em outros lugares. Se o primeiro vencer, nós veremos em breve um desvio positivo do caminho da Grande Depressão. Se o segundo vencer, não veremos. O que todo mundo espera está claro. Mas o que devemos esperar?

Nós estamos vendo uma corrida entre o reparo dos balancetes privados e o reequilíbrio global da demanda, de um lado, e a sustentabilidade do estímulo, do outro.

Uma demanda robusta do setor privado só retornará assim que os balancetes dos lares altamente endividados, das empresas com acúmulos de empréstimos e setores financeiros subcapitalizados forem reparados ou quando os países com altas reservas consumirem ou investirem mais. Nada disso provavelmente será rápido.

De fato, é muito mais provável que leve anos, dado os acúmulos extraordinários de dívida da última década. Ao longo dos últimos dois trimestres, por exemplo, os lares americanos pagaram apenas 3,1% de suas dívidas.

A desalavancagem é um processo demorado. Enquanto isso, o governo federal se tornou o único tomador de empréstimo significativo. De forma semelhante, o governo chinês pode expandir rapidamente o investimento. Mas é mais difícil elevar os níveis de consumo por meio de políticas.

A grande probabilidade é de que a economia mundial precisará de políticas monetárias e ficais agressivas por muito mais tempo do que muitos acreditam. Isso deixará nervosos os autores de políticas e os investidores.

Dois riscos opostos surgem. Um é o de que o estímulo seja retirado cedo demais, como aconteceu nos anos 30 e no Japão no final dos anos 90. Então ocorrerá uma recaída na recessão, porque o setor privado ainda é incapaz de, ou não está disposto a, gastar.

O outro risco é o de que o estímulo seja retirado tarde demais. Isso levaria a uma perda da confiança na estabilidade monetária, agravada pelas preocupações em torno da sustentabilidade da dívida pública, particularmente nos Estados Unidos, os fornecedores da moeda-chave mundial.

No limite, os altos preços em dólar dos commodities e o aumento das taxas de juros de longo prazo sobre os títulos do governo podem colocar os Estados Unidos -e as economias mundiais- em uma estagflação maligna. Diferente de alguns alarmistas, eu não vejo sinais desse pânico no momento. Mas poderia acontecer.

No ano passado a economia mundial entrou em recessão. As políticas de resposta foram imensas. Mas aqueles que estão certos de que estamos no início de uma robusta recuperação liderada pelo setor privado quase certamente estão iludidos. A corrida para a recuperação plena provavelmente será longa, difícil e incerta.

*"Um Conto de Duas Depressões", junho de 2009, www.voxeu.org

** "O Pós Crises Financeiras", estudo 14656, www.nber.org

Fonte - UOL

Nota DDP: Outras nuances passíveis de serem verificadas:

- Crise sistémica global: O choque acumulado das três "ondas monstruosas" do Verão de 2009
- ''Parou de piorar. Mas a crise não acabou''

[Colaboração - Marcos Correia]

Alemanha alerta para risco de mutação da gripe suína

A agência federal da Alemanha para doenças infecciosas revelou nesta terça-feira, 23, que há indícios de que o vírus H1N1 já começou a sofrer mutações.

Segundo o Instituto Robert Koch, o novo vírus poderá espalhar-se nos próximos meses em uma forma mais agressiva. Especialistas estão preocupados com a maneira como a gripe suína vem se espalhando na Austrália e na América do Sul.

No início do mês, a Organização Mundial de Saúde elevou o surto de gripe suína ao status de pandemia. Até agora, foram confirmados 52 mil casos da doença em todo o mundo, com mais de 230 mortes. A maioria dos casos foi registrada nos EUA e no México.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Outros links interessantes neste tema:

- Argentina confirma mais sete mortes causadas por gripe suína
- Suspeita de contaminação de nova gripe faz cidade gaúcha decretar emergência
- Ministério confirma mais 94 casos de gripe suína no país; são 334 ao todo

terça-feira, 23 de junho de 2009

Kofi Annan pede "mensagem forte" no acordo pós-Quioto

por Lusa

O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan pediu hoje na conferência ambiental do Fórum Humanitário Mundial uma "mensagem forte e clara" sobre a necessidade de reverter as alterações climáticas, "a maior preocupação ambiental e humana" dos tempos actuais.

Annan, que preside ao Fórum Humanitário Mundial, disse querer apelar à responsabilidade dos líderes mundiais que se vão reunir em Copenhaga em Dezembro deste ano para negociar um acordo pós-Quioto, assinado em 1997 e que expira em 2012.

"Como demonstram numerosos relatórios recentes, as alterações climáticas afectam todos os continentes e estão a acelerar-se a um ritmo mais rápido do que se pensava", disse Annan.

Um desses relatórios, divulgado pelo próprio Fórum Humanitário em finais de Maio, concluía que 300.000 pessoas morrem anualmente em consequência das alterações climáticas e que 300 milhões de pessoas estão expostas a essas consequências.

Kofi Annan sublinhou na sua intervenção "a injustiça" de os países e as populações mais pobres serem os que mais sofrem as consequências das alterações climáticas quando são "precisamente os que menos fizeram para as causar".

Segundo o relatório do Fórum, os 50 países menos desenvolvidos do mundo emitem menos de um por cento de todos os gases com efeito de estufa.

"Mas são esses países que sofrem a maior parte da destruição que as alterações climáticas já provocaram e vão continuar a provocar", disse.

Por isso, defendeu, "as economias desenvolvidas, que são as principais responsáveis pelas emissões passadas e presentes, devem tomar a dianteira" na luta contra esta ameaça.

"O princípio de 'quem contamina paga' deve ser posto em prática aos níveis local, nacional e internacional para ajudar a financiar as medidas de atenuação e adaptação", disse.
A conferência a decorrer em Genebra é a segunda edição do Fórum Humanitário Mundial e reúne cerca de 400 especialistas." (Diário de Notícias)

Fonte - Blog A Grande Controvérsia

Novidade no Enem agora é para todos

Maio 20, 2009
by Jéssica Macêdo


Na manhã de hoje foi realizada reunião com a presidência do Inep ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeria) para acréscimo de mais um dia na aplicação da prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), no caso o sábado.

Atentando para as religiões que guardam o sétimo dia da semana, com apoio do Deputado Federal Charles Lucena do PTB e de membros da igreja Adventista, Pastor Edson Rosa e o advogado Dr. Luigi, está sendo criada – provavelmente de hoje (20) para amanhã – uma portaria que concede às pessoas que preservam o sábado o direito de fazer a prova após o horário geral.

Os candidatos que seguem religiões que guardam o sábado vão para o local da prova no mesmo horário que os demais, entretanto, ficam em uma sala reservada até que o dia termine – entre 18 e ou 19hrs. Quando o dia terminar, esses candidatos dão início à prova com a mesma quantidade de tempo que os outros tiveram para realizá-la.

Com destaque, os adventistas estão muito satisfeitos com a decisão tomada pelo Inep. A portaria vai especificar todos os pontos necessários para que essa formatação para aplicação de provas do Enem entre em prática.

Participaram da reunião:

Deputado Federal Charles Lucena do PTB de Pernambuco
Gabinete: 458 Tel: (61)3215-5458
Entrevistas: (61)8538-4876 – Jéssica Macêdo (Assessora de Imprensa)
jessica.mmacedo@gmail.com

Presidente do Inep Reynaldo Fernandes
Fone (61) 3799-3805
presidencia@inep.gov.br

Chefe de Gabinete do Inep João Marcos Martins
Fone (61) 2022-3606
joao.martins@inep.gov.br

Diretor Jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia Luigi Mateus Braga
Fone (61)3701-1818
luigi.braga@dsa.org.br

Pastor da Comunicação e Liberdade Religiosa Edson Rosa
Fone (61) 8175-6995
edson.rosa@dsa.org.br

Fonte - Blog Deputado Charles Lucena

Atenção ao Inscrever-se no ENEM

Os alunos Adventistas que farão as provas do ENEM 2009, que acontecerão no Sábado 03 de outubro e no domingo 04, deverão prestar atenção ao preencher a ficha de inscrição.
Considerando que na Ficha de Inscrição existe espaço para “Portadores de Necessidades Especiais” e “Outros” e não aparece lugar específico para identificar a condição religiosa, os alunos adventistas, de acordo com Luigi Mateus Braga, advogado da Divisão Sul Americana, deverão “mencionar nos dois campos (necessidades especiais e outros)”, conforme figura abaixo.

Clique na imagem para ampliar

O INEP prometeu para esta semana uma orientação sobre a forma correta de identificação dos adventistas. Vale lembrar que a inscrição do ENEM deve ser feita até o dia 17 de julho no site http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009

Qualquer novidade, você poderá acompanhar neste blog, ou ainda pelos sites da União Este Brasileira ou Divisão Sul Americana.

Fonte - Perto Está

O tempo de Deus

(por Marcio)

"Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" (II Pedro 3:8)

Blaise Pascal, filósofo religioso, físico e matemático do século XVII, que influenciou homens importantes do cristianismo moderno, como Charles e John Wesley, disse certa vez acerca dos mistérios da existência: "Quando considero a brevidade da minha vida, engolida pela eternidade antes e depois, o pequeno espaço que preencho e que sou capaz de enxergar, tragado na imensidão infinita de espaços sobre os quais sou ignorante, e que não me conhecem, fico assustado e atônito por estar aqui... Quem me colocou aqui? Por ordem e instrução de quem este tempo e lugar me foram alocados?

Muitas são as idéias que brotam deste texto, mas meditando sobre algumas destas palavras escritas já há tanto tempo, lembrei do sermão do pastor Acílio A. Filho. Se não me engano, falava deste mesmo assunto, e no decorrer do "partir do pão", fez a seguinte pergunta para a congregação: "Se eu traçasse neste quadro branco uma linha simbolizando o tempo, e nesta linha desenhasse uma pingo, que simbolizasse o homem, onde estaria Deus?

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Comentário ao livro 'Could It Really Happen?'

Nas últimas semanas, fiz a leitura atenta do livro ‘Could It Really Happen?’ (uma análise Adventista de Apocalipse 13 à luz da história e dos acontecimentos atuais) de Marvin Moore.

São 287 páginas do mais puro e honesto desvendar do recente e atual estado do mundo (particularmente ocidental e católico), tendo por base a interpretação adventista para a profecia relatada em Apocalipse 13, quiçá a mais estrondosa revelação histórica de todo este livro da Bíblia.

A perspetiva adventista é a base do livro e, claro, na análise ao conteúdo. Por isso, Moore começa por contextualizar o cenário profético adventista, destacando desde logo o Sábado como sinal identificativo e marcante entre o nosso povo. No entanto, ele não teme referir que mesmo assim, muitas das suas conclusões adventistas poderão ser adjetivadas como… ‘loucas’; se assim for, o simples fato de se cumprirem apenas darão mais força à nossa interpretação e, acima de tudo, à veracidade da Bíblia.

A história, não apenas recente, da Igreja Católica ocupa um lugar de destaque, para percebermos quais as motivações, estratégias, meios, apoios e mesmo dificuldades que a Igreja do Vaticano teve ao longo dos séculos na persecução do seu desígnio de governação mundial (não apenas religiosa, mas também política).

Moore explora essa mesma história em perfeito paralelo com o que João escreve sobre a besta que sobe do mar, e o relato de Daniel 7 acerca da ponta pequena. Como é que o papado era o verdadeiro rei das nações da Europa; como ele punha e depunha monarcas; como estes se prostravam em humilde veneração ao bispo de Roma, sem o qual nenhum poder era exercido no velho continente europeu; como o Vaticano exerceu a sua autoridade religiosa acima das Escrituras, alterando-as a seu belo prazer e conveniência.

No conhecido e impressionante relato da queda (não total) do Papa em 1798, Moore não se limita aos fatos normalmente assumidos, mas pormenoriza as razões profundas – muitas vezes de bastidores – que levaram a que este poder sofresse uma ferida, que não de morte.

Pessoalmente, fiquei ainda mais estupefato ao ler como o papado foi ressurgindo após a queda e, progressivamente, recuperando o poder que outrora deteve – processo este ainda em curso.

A exemplo disso, estão os fatos que atestam como a Igreja Católica desempenhou um papel preponderante na chegada ao poder de figuras como Adolf Hitler (sabia que ele não o teria conseguido sem esse apoio católico?), ou do acordo com Benito Mussolini, resolvendo décadas de atritos entre as duas partes – neste caso, o Papa da época, Pio XI, apoiou o ditador italiano de extrema-direita mesmo contra o próprio partido católico, porque via em Mussolini um forte aliado para derrubar o socialismo e comunismo, em crescimento no leste europeu (ou seja, uma clara dimensão política do Vaticano).

Em tempos mais recentes, foi indiscutível a aliança de João Paulo II com o ex-presidente americano Ronald Reagan, instrumentalizando juntos os sindicatos polacos para derrubarem o comunismo na Polónia – o que, diga-se, representou um enorme sucesso para o Vaticano. Pois bem, Moore não perde a oportunidade de relacionar estes acontecimentos com o biblicamente anunciado recuperar da influência papal.

Lembra-se, caro leitor, do longo exercício papal de João Paulo II, e até mesmo das suas cerimónias fúnebres? Saiba que este livro explica muito bem como é que a profecia ‘e toda a terra se maravilhou diante dela’ se aplica na perfeição ao que sucedeu durante esse período.

Moore usa dois capítulos para abordar o assunto do Concílio Vaticano II. Tremendamente importante, pois é revelador das intenções da Igreja Católica, tendo em vista o recuperar do seu domínio global. Moore desmonta parágrafos e linhas menos claros neste documento para denunciar o real pensamento das mentes no Vaticano. E, provavelmente, já estará a imaginar, uma união entre igreja e estado está claramente implícito nessas mesmas declarações, sem esquecer a proposta renovada para uma suprema autoridade papal, acima de religiões e políticas. Liberdade de consciência e governos democraticamente eleitos são outros direitos ameaçados pela ideologia católica romana, e explicados nesta obra.

Destaco que Moore baseia-se em citações de fontes católicas para chegar a estas conclusões, que assim são devida e indiscutivelmente fundamentadas.

Em relação à besta que sobre da terra, desde sempre por nós Adventistas identificada como os Estados Unidos da América, Moore elabora um raciocínio muito idêntico: recupera a história americana, analisa o seu desenvolvimento ao longo das décadas até ao presente (o livro foi publicado em 2007) e relaciona esses dados com aquilo que entre nós desde sempre foi entendido como sendo a concretização da profecia: o gradual abandono dos valores de separação de igreja e estado, com o simultâneo aumento da preponderância católica romana nas instituições americanas, até que lhe seja cedido o poder.

Para mim foi fascinante fazer esta descoberta. Estas não são as notícias que normalmente surgem na imprensa, pois o livro aborda razões de fundo, muitas vezes de bastidores. Mas Moore tem a lucidez de, mais uma vez, colocar os nomes e fatos nos devidos lugares, atribuindo ao seu raciocínio um escrutínio ao alcance de todos os que lêem a história mundial.

Como é que a América passa de um anti-catolicismo inicial quase intolerante para uma posição onde esta religião consegue ser determinante mesmo no processo de escolha do presidente da nação?! Como é que lugares chaves de governação e poder judicial estão a ser cada vez mais ocupados por católicos romanos? Este livro dá impressionantes respostas a estas questões.

Mais ainda, para mim a maior descoberta foi perceber como a direita religiosa americana, composta por evangélicos e vários outros grupos protestantes, se aproxima inequivocamente dos ideais católicos ao defender a exaltação de valores morais, logo religiosos, há muito tidos como perdidos e seriamente ameaçados pelo deturpado (em relação ao original) estilo de vida americano. Sem nos darmos conta, são movimentos que visam cercar a liberdade de consciência, por imporem um determinado estilo de religiosidade, ainda que os seus propósitos possam ser os melhores.

Voltando à direita religiosa (curiosamente, um dos nomes mencionados nestes movimentos é o de um autor de novelas bíblicas que sugerem… o arrebatamento secreto!), o anelo final desta fação é, imagine-se, a eliminação da separação entre igreja e estado, defendendo os seus proponentes que isso nunca esteve consagrado na constituição americana e suas emendas. Logo, liberdade religiosa seriamente ameaçada… na nação onde desde sempre foi mais consagrada!

Onde é que estas duas histórias (Vaticano e EUA) se intercetam? Juntamente na interpretação Adventista de que os EUA cederão o poder ao Vaticano e toda a Terra terá de lhe prestar vassalagem. É o que Moore detalhadamente explora na última parte do livro. E, como seria de esperar, ele não tem qualquer temor em apontar a observância do Sábado ou do primeiro dia da semana como o ponto fulcral da crise final, na qual todo o mundo estará envolvido.

Finalmente, todas as peças parecem encaixar na perfeição e clamam até nós como que incentivando a nossa fé a confiar cada vez mais nas profecias da Bíblia e na Igreja Adventista do Sétimo Dia, como povo escolhido por Deus para proclamar a Sua última mensagem de advertência.

Tentei não pormenorizar demasiado para não roubar o fascínio na leitura deste volume. Concluirei da mesma forma como Moore foi sugerindo no final de todas as conclusões do livro, e serviu de título para esta excelente obra: ‘poderá realmente acontecer?’ Eu já tenho a minha resposta. Não tarde em procurar a sua!

Fonte - O Tempo Final

Respeitar a dignidade humana ajudará a superar a crise, que não é só econômica, mas moral

Da adesão à mensagem da Igreja, "decorre uma concepção da pessoa que nos convida a olhar para todos, especialmente os mais necessitados, e não viver para nós mesmos", acrescentou monsenhor Osoro.

Em vez disso, "pisar a dignidade dos indivíduos traz necessariamente crise, que se manifesta, entre outras coisas, em termos econômicos". Além disso, "não cobrir ou ocultar as múltiplas dimensões que o homem é por natureza, em última instância, afeta toda a sociedade."

Desse modo, “a principal preocupação da Igreja” na crise “não é de índole política ou econômica, mas o que se oferece desde a Doutrina Social da Igreja”, salientou o prelado, que recordou que “a missão própria da igreja é religiosa. " No entanto, esta dimensão religiosa é uma forma de vida que afeta tudo, político, social ou econômica ", acrescentou.
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Fonte - Camineo.Info

O plano para o governo socialista mundial

Enquanto a insignificante lamúria da ONU sobre o programa de armas nucleares da Coréia do Norte chegou às manchetes, a ONU está avançando com uma conferência mundial para criar a base para o governo mundial financiado por impostos do mundo inteiro. O líder comunista da Assembléia Geral da ONU está liderando a campanha, mas ele está recebendo apoio crucial dos economistas "progressistas" que assessoram o governo de Obama e o Partido Democrata.

A Conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e Seu Impacto no Desenvolvimento, anteriormente planejada para 1 a 3 de junho, agora ocorrerá nos dias 24 a 26.

O presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel D'Escoto, é o líder da ONU nessas questões de "governo mundial". Falamos sobre seu papel nas Nações Unidas numa coluna de outubro passado. Agora, até mesmo o jornal The New York Times está prestando atenção ao que esse esquisito está tramando. D'Escoto, disse o Times, crê que a saída da crise financeira internacional "tem de ser fortalecida com todos os tipos de novas instituições, autoridades e assessoria mundial", inclusive o Fundo de Estímulo Global, o Ministério de Bens Públicos Global, o Ministério dos Impostos Globais, a Comissão de Segurança de Produtos Financeiros Globais, o Ministério de Controle Financeiro Global, o Ministério de Competição Global, o Conselho Global de Assessores Financeiros e Econômicos, o Conselho de Coordenação Econômica Global e o Conselho Monetário Mundial.

D'Escoto é o ex-ministro das relações exteriores do governo sandinista comunista da Nicarágua. Além disso, ele é padre católico da Ordem Maryknoll. Ele defende a teologia da libertação, de linha marxista, e ganhou o Prêmio da Paz Lênin da antiga União Soviética. D'Escoto também afirma ter um mestrado em ciências pela Faculdade de Jornalismo da Universidade de Colúmbia.

O Times entrevistou Paul Oquist, o chefe de assessoria de D'Escoto para essa conferência, que estava sentado numa cadeira logo abaixo dos retratos de Fidel Castro de Cuba, Hugo Chavez da Venezuela e Daniel Ortega da Nicarágua, entre outros.

O problema é que o Times, em sua história, "Na ONU, um Plano de Recuperação Sandinista", não mencionou até o 13º parágrafo que a lista oficial da ONU de "especialistas" por trás do plano inclui um economista americano, Joseph E. Stiglitz, um professor ganhador de Prêmio Nobel da Universidade de Colúmbia, que apoiou e contribuiu para a campanha presidencial de Obama e que assessora os parlamentares do Partido Democrático em políticas econômicas.

Stiglitz, que defende a nacionalização dos bancos americanos, é também membro da Comissão Socialista Internacional de Questões Financeiras Globais e seu nome aparece numa lista separada de 15 "assessores especiais" de D'Escoto obtida da ONU pela Inner City Press. Outro nome na lista - Noam Chomsky - faz parte da diretoria de um grupo desmembrado do Partido Comunista, os Comitês de Acordo para a Democracia e Socialismo.
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A notícia do Times sobre a conferência econômica global disse que os críticos de D'Escoto, que são "muitos", afirmam que algumas das propostas dele - como "impor um imposto internacional em todas as transações financeiras ou substituir o dólar como a moeda da reserva internacional" - "está muito além do papel da ONU". Mas nenhum desses críticos foi identificado como sendo do governo de Obama ou da missão diplomática americana na ONU. Alguns dos críticos pareciam ser embaixadores de países estrangeiros que estavam revoltados de não terem conseguido participação mais direta na formulação do documento da conferência.

Contudo, além de ser franco demais sobre os planos detalhados para novas instituições globais e o governo mundial que estão sendo esquematizados, pareceria que as metas de D'Escoto e as do governo de Obama correspondem perfeitamente. Talvez seja porque eles tenham os mesmos "especialistas" econômicos e a mesma filosofia marxista.
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Fonte - Mídia sem Máscara

Nota DDP: Neste quadro, avançam questões aparentemente desconexas, mas que demonstram como a questão da liberdade se restringe rapidamente, às vezes até por motivos justificáveis que, no entanto, apontam para um maior controle do estado sobre o cidadão comum.

Como exemplos recentes destas possibilidades, podem se observar a questão do tabaco e da objeção de consciência em relação ao aborto nos EUA, ou até mesmo do diploma de jornalismo no Brasil, que denotam uma completa desconstrução primeiro da possibilidade de escolha e, em segundo lugar dos "órgãos de controle" externos ao mundo político.

Em sentido contrário, a ingerência, até mesmo no meio religioso torna-se cada dia mais incidiosa. Enfim, como postado recentemente neste espaço, o que antes era defendido apenas pelos "teóricos da conspiração", parece ser cada vez mais factível.

Burca não é bem-vinda na França

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, criticou nesta segunda-feira o uso da burca - traje usado por mulheres muçulmanas que cobre todo o corpo e só deixa os olhos à mostra - e afirmou que não há lugar para esse tipo de vestimenta na França.

Em um discurso histórico, durante uma sessão especial do Parlamento em Versalhes, Sarkozy disse que o uso da burca "reduz a mulher à servidão e ameaça a sua dignidade".

Segundo Sarkozy, a burca "não é um sinal de religião, mas de subserviência" e não é "bem-vinda" na França.

O líder francês ainda demonstrou apoio à criação de uma comissão parlamentar para analisar a proibição do uso da burca em lugares públicos no país.

"Não podemos aceitar que tenhamos em nosso país mulheres presas atrás de redes, eliminadas da vida social, desprovidas de identidade", afirmou.

Apesar das declarações, Sarkozy afirmou que a França "não deve lutar uma batalhar errada" e defendeu que a religião muçulmana seja respeitada assim como todas as outras no país.

Há cerca de 5 milhões de muçulmanos na França. Em 2004, o governo proibiu o uso do véu islâmico e de outros símbolos religiosos em escolas públicas.

De acordo com a correspondente da BBC em Paris, Emma Jane Kirby, um grupo multipartidário de legisladores franceses pretende agora analisar se a opção de usar a burca é uma decisão voluntária ou se as mulheres estariam sendo forçadas a cobrir o corpo.

Kirby afirma ainda que o grupo já pediu um inquérito especial para analisar se o uso da burca não estaria ameaçando os valores seculares na França.

O discurso de Sarkozy, possível graças a uma emenda constitucional aprovada no ano passado, foi o primeiro de um presidente francês ao Parlamento desde o século 19.

Fonte: BBC Brasil

NOTA Minuto Profético: É preocupante o fato do presidente francês usar seu primeiro discurso no Parlamento para atacar um símbolo religioso. A liberdade religiosa está em jogo...

Nota DDP: Em tese a França é o berço da separação religião-estado. Em tese.

Como já recentemente explorado, Sarkozy é um contraponto explícito neste quadro. A França encontra-se em processo de expulsão dos cientologistas daquele país, o que não mereceria nota, não fossem os perigosos antecedentes que podem ser abertos:

Ao contrário de Portugal, onde a lei não prevê a extinção de nenhuma religião nem sequer inclui o conceito pejorativo de seita, em França existe um Observatório de Seitas e uma lista de religiões consideradas "perigosas", na qual se inclui a Igreja da Cientologia, as Testemunhas de Jeová, os Hare Krishna, entre outros.

Este tipo de lista pode ser aumentada com facilidade, especialmente se considerando um certo ramo religioso que não atende ao discurso ecumênico que tem se propagado com velocidade, tendo como base o discurso do "bem comum"...

Novos contatos vaticanos

Como de costume, de vez em quando fazemos um repasse nos contatos mais interessantes que tem mantido Bento XVI nos últimos meses, em concreto, desde Fevereiro de 2009 até hoje.

O primeiro contato interesante foi em 19 de Fevereiro com o Primeiro Ministro britânico, Gordon Brown.
O seguinte foi em 12 de Março, quando Bento XVI recebeu o Rabino principal de Haiffa, Rabbi Shear Yashuv Cohen.
14 de Março de 2009, o presidente de Malta, Eddie Fenech Adami visita a Bento XVI.
18 de Março de 2009, Bento XVI visita Camarões e se entrevista com seu presidente, Paul Biya.20 de Março de 2009, Bento visita Angola, e se encontra com o presidente Jose Eduardo dos Santos.27 de Março de 2009. Bento XVI recebe o Presidente de Chipre, Demetris Christofias quem o saúda com uma reverência.27 de Abril de 2009, o Príncipe Carlos de Inglaterra e Camila, sua esposa, visitam a Bento XVI.Mesmo dia, 27 de Abril. Bento XVI recebe o presidente Bielorruso Alexander Lukashenko.30 de Abril de 2009. Bento XVI recebe o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.7 de Maio de 2009, o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, beija o anel papal.8 de Maio de 2009. O Rei Abdullah II da Jordânia recebe a Bento XVI.9 de Maio de 2009. Bento XVI se encontra com o Patriarca Melkita griego Gregorio III Laham.11 de Maio de 2009. Bento XVI se encontra com Shimon Peres, presidente de Israel.11 de Maio de 2009, o Papa é recebido pelo Rabbí Shear Yashuv Cohen.11 de Maio de 2009, Bento XVI visita a mesquita de Al-Aqsa na esplanada do templo de Jerusalém.13 de Maio de 2009, Bento XVI visita o presidente de Palestina Mahmoud Abbas.14 de Maio de 2009, Benjamin Netanyahu, primeiro ministro Israelense, recebe a Bento XVI.15 de Maio de 2009. Bento XVI visita o Patriarca Ortodoxo Teophilus III no patriarcado de Jerusalém. 15 de Maio de 2009. Bento XVI junto aos líderes religiosos de todas as denominações presentes na Galiléia.18 de Maio de 2009. Bento XVI recebe o presidente da Polônia, Lech Kaczynski.22 de Maio de 2009. Bento XVI mantém um encontro com o presidente da Bulgária Georgi Parvanov.22 de Maio de 2009. Bento XVI recebe o presidente da República da Macedônia Gjeorge Ivanov, junto com o Arcebispo Stephan de Ohrid e Macedônia.30 de Maio de 2009. O presidente Checo Vaclav Klaus visita a Bento XVI no Vaticano.1 Junho de 2009. Bento XVI recebe a visita do presidente da Ucrânia Victor Yushchenko.Para concluir, ainda que o Papa não estivesse presente, cabe mencionar a ordenação episcopal para o secretário das igrejas orientais, em Roma, 14 de Junho.Como se pode verificar na imagen, ambos ritos, o oriental e o ocidental convivem lado a lado e em mútuo reconhecimento.

Fonte - Cuenta Atras

Nota DDP: Uma observação em duas: Quando sai do Vaticano, logicamente o pontífice está em campanha aos interesses que defende, que acaba camuflando um pouco sua ascendência sobre o quadro político mundial, poderiam dizer alguns. Agora, quando recebe os principais líderes mundiais, esta ascedência se sobressai de forma absolutamente clara, uma vez que o que tem o pequeno estado romano a oferecer, senão contrapartida política aos líderes que por lá passam?

Terremotos sacodem imediações da cidade italiana de L'Aquila

Roma, 23 jun (EFE).- Sete terremotos sacudiram esta noite sem deixar vítimas as imediações de L'Aquila, a cidade italiana que ficou devastada no dia 6 de abril por um tremor que matou mais de 300 pessoas e deixou dezenas de milhares sem casa.

O primeiro deles, com uma magnitude de 4,5 graus na escala Richter, foi registrado às 22h58 locais (17h58 de Brasília) nas cercanias de L'Aquila, a capital da região de Abruzzos, e foi o tremor mais forte desde a réplica de 13 de abril, que teve uma magnitude de 4,9 graus.

Depois deste terremoto, durante a madrugada houve réplicas entre 2 e 4 graus.

O terremoto de 6 de abril teve uma magnitude de 5,8 graus na escala Richter e um enorme potencial de devastação.

Fonte - UOL

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Obama preparado para eventual teste de míssil norte-coreano

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar “completamente preparado” para a eventualidade de um novo ensaio de um míssil norte-coreano, enquanto Pyongyang voltou a ameaçar Washington, lembrando que é “uma orgulhosa potência militar”.

O acentuar da tensão verbal acontece quando um navio norte-americano, o “USS John S. McCain”, vigia o cargueiro norte-coreano “Kang Nam 1”, que poderá transportar mísseis ou uma carga relacionada com o programa de mísseis de Pyongyang.

O navio norte-coreano, que se dirige para a Birmânia, poderá ser imobilizado e inspeccionado em alto mar, ao abrigo da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que agravou as sanções contra o regime de Kim Jong-il, na sequência do ensaio nuclear de 25 de Maio.

Numa entrevista à televisão americana CBS, que será divulgada hoje, Barack Obama disse que “a administração e os militares estão completamente preparados para quaisquer contingências”.

Interrogado sobre se essa declaração era um aviso de que os EUA estariam prontos para reagir militarmente a um novo ensaio de um míssil, o Presidente norte-americano disse que não.

“Não quero especular sobre cenários hipotéticos”, disse, sublinhando que está pronto para garantir a segurança da população norte-americana.

Um novo teste com um míssil Taepondong-2, potencialmente capaz de atingir os estados norte-americanos do Alasca ou do Hawai, tem sido avançado como uma das respostas possíveis de Pyongyang ao endurecimento de sanções decidido pelo Conselho de Segurança da ONU.

Esta manhã, o órgão oficial do Partido Comunista da Coreia do Norte, o "Rodong Sinmun", criticou o reforço militar norte-americano na região, que considerou “irresponsável”.

“Como a República Democrática da Coreia do Norte é uma orgulhosa potência nuclear, os Estados Unidos devem ter muito cuidado com quem estão a lidar”, escreveu o jornal.

Fonte - Público

É possível dar testemunho da fé na política, explica o Papa

Vaticano, 20 Jun. 09 / 11:58 am (ACI).- Ao receber este meio-dia (hora local) aos membros da Fundação Alcide De Gasperi, o Papa Bento XVI destacou o exemplo deste grande estadista italiano e ressaltou como, havendo sido formado na “escola do Evangelho”, foi capaz de traduzir em atos concretos e coerentes a fé que professava” dentro do mundo da política.

Conforme informa Rádio Vaticano (RV), em seu discurso o Santo Padre evocou a este italiano que “em momentos históricos de profundas mudanças sociais na Itália e na Europa”, cheio de dificuldades, “soube prodigalizar-se eficazmente pelo bem comum”. Deste modo destacou que “formado na escola do Evangelho, Gasperi foi capaz de traduzir em atos concretos e coerentes a fé que professava. Espiritualidade e política foram duas dimensões que conviveram em sua pessoa caracterizando seu empenho social e espiritual”.

O Papa, precisa a RV, disse também que Gasperi com prudente clarividência guiou a reconstrução da Itália saída do fascismo e da Segunda guerra mundial, arriscando, valorosamente o caminho para o futuro. De fato, destacou que ele defendeu a liberdade e a democracia; relançou a imagem deste país no âmbito internacional; e promoveu o restabelecimento econômico abrindo-se à colaboração de todas as pessoas de boa vontade.

“Queridos amigos, eu gostaria de me deter ainda mais sobre esta personalidade que honrou à Igreja e a Itália, mas me limito a evidenciar sua reconhecida retidão moral, apoiada em sua indiscutida fidelidade aos valores humanos e cristãos, assim como a serena consciência moral que o guiou nas eleições da política”.

Depois de recordar que Gasperi faleceu em 19 de agosto de 1954, logo depois de ter murmurado três vezes o nome do Jesus, Bento XVI pediu rezar “pela alma deste estadista de fama internacional, que com sua ação política realizou um serviço à Igreja, à Itália e à Europa”.

Finalmente pediu ao "Senhor que a lembrança de sua experiência de governo e de seu testemunho cristão animem e estimulem aos que regem o destino da Itália e dos povos, especialmente para quantos se inspiram no Evangelho”.

Fonte - ACI Digital

Nota DDP: Política e bem comum derivados dos valores religiosos. Seria bom não tivesse por pressuposto os valores religiosos específicos da igreja romana. O discurso é recorrente e a separação entre estado e igreja vem sendo sistematicamente atacada, com base no argumento de uma "laicidade ativa". Mais do mesmo a partir de "Líderes religiosos dizem ao G8 que 'paz é possível'".

Outra nuance destas mesmas declarações:

O Santo Padre constatou que é verdade que “em alguns momentos, não faltaram dificuldades e inclusive incompreensões por parte do mundo eclesiástico, mas De Gasperi não vacilou em sua adesão à Igreja”.

“Dócil e obediente à Igreja – reconheceu o pontífice –, foi autônomo e responsável em suas opções políticas, sem usar a Igreja para fins políticos e sem ceder jamais nos compromissos com sua reta consciência.”
(Zenit)

Histórico acordo ecumênico dos cristãos da Índia

Um histórico «memorando de entendimento» para reforçar o Cristianismo e promover a harmonía religiosa na Índia foi selado nos passados dias pelos três organismos mais representativos da comunidade cristã da Índia: a Conferência Episcopal católica, o Conselho Nacional das Igrejas e a Associação Evangélica da Índia, que representa as diversas denominações protestantes. Os consignatários do memorando, que sela uma aliança ecuménica dos fiéis da Índia, expressada em diversas frentes e campos, foram o Arcebispo Vincent Concessao (delegado da Igreja Católica); o Obispo K. Sahu, do Conselho Nacional das Igrejas e o bispo John Gollapalli, para os Evangélicos.

O documento se entitula “Nossa jornada unidos na direção de Cristo” e afirma, em seu preâmbulo, que o espírito compartilhado é o de confiança e cooperação recíproca: “Nos comprometemos a celebrar, entrar em diálogo e atuar juntos, para glorificar o Único Deus, Pai, Filho e Espírito Santo”.

O memorando anota, entre seus objetivos, construir vínculos mais fortes entre as comunidades cristãs indianas, para assim promover a harmonía interreligiosa no país. Quer-se contrastar os prejuízos criados contra os cristãos, revelando o autêntico rosto do cristianismo na Índia, no serviço do bem comum da nação, incentivando a participação ativa das igrejas na vida social.

Uma colaboração ativa será será buscada sobre todos aqueles lugares e cenários em que as comunidades cristianas têm sido atacadas: o objetivo é obter uma maior tutela derivada de uma representação comum dos crentes em Cristo perante as instituições civis.

As Igrejas abraçam o ponto de defesa dos direitos humanos e das comunidades mais débeis, enfermas e marginalizadas, como serviço a Cristo que se faz presente nos pobres. Se destaca, deste modo, o compromisso pela defesa e promoção dos direitos dos "dalits" e dos sem casta.

O documento nota que a unidade das Igrejas cristãs na Índia, perseguida com estratégias e modalidades comuns, poderá favorecer a todos os fiéis e comunidades na nação, colocados frequentemente à prova em seu testemunho cristão.

Fonte - Info Católica

Nota DDP: De se notar que as mesmas instituições que ora se alinham na Índia, têm objetivos similares em outras partes do mundo, como por exemplo na recente reunião realizada com o intuito de influenciar o G8. O discurso do bem comum torna-se recorrente, bem como o de se utilizar a força do argumento religioso para influência no campo político.

Obviamente este quadro deve se alastrar em outros lugares.

O flagelo da esquistossomose na China

Números de 2004 indicam que há 726 mil chineses infectados. Por causa da doença, até a represa Três Gargantas vira preocupação.

Após se espalhar na água doce por meio dos caramujos, o parasita Schistosoma japonicum penetra na corrente sanguínea através da pele. A doença causa diarreia crônica, fadiga e febre. Em casos graves, a esquistossomose pode levar a inchaço estomacal, câncer de bexiga e falência do fígado, podendo ser fatal. Depois da malária, é a doença tropical de maior incidência no mundo.

Na China, há aldeias com uma taxa de 90% da população infectada. A ignorância sobre a doença e sobre a maneira correta de tratá-la permanece elevada. Algumas pessoas se recusam a tomar medicação, e a crise econômica tem obrigado muitos chineses a voltarem para o campo, aumentando a população das áreas atingidas.

Fonte - Opinião e Notícia

Aumenta a tensão no Pacífico

Destroier norte-americano está seguindo um cargueiro norte-coreano suspeito de levar armas para Mianmar (antiga Birmânia).

O cargueiro Kang Nam deixou um porto próximo de Pyongyang na última quarta-feira, 17, sob a suspeita por parte do Pentágono de estar transportando material proibido. A informação foi dada pela emissora sul-coreana YTN, citando uma fonte anônima do serviço de inteligência da Coreia do Sul.

Existe a possibilidade de abordagem, em um caso que pode mostrar até que ponto os EUA e seus aliados estão dispostos a ir para fazer valer as sanções da ONU. A Coreia do Norte avisou que irá considerar uma eventual interceptação do cargueiro como um “ato de guerra”.

Fonte - Opinião e Notícia
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