quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A terra no vermelho


A partir de hoje viajaremos com as contas no vermelho e consumiremos mais recursos do que aqueles que a natureza fornece de modo renovável. Estamos comendo o capital biológico acumulado em mais de três bilhões de anos de evolução da vida: nem mesmo uma superintervenção como a do governo dos Estados Unidos para tapar os buracos dos bancos americanos bastaria para reequilibrar nossa relação com o planeta. Dia 23 de setembro é o Earth Overshoot Day [dia da ultrapassagem dos limites da Terra]: a hora da bancarrota ecológica.

A reportagem é de Antonio Cianciullo e publicada pelo jornal La Repubblica, 22-09-2008.

Dia 23 de setembro é o Earth Overshoot Day, que em 1955 se desencadeou quase dois meses mais tarde. As projeções das Nações Unidas: sem adoção de medidas, em 2050 encerraremos no dia primeiro de julho.

É o dia em que a renda anual à nossa disposição acaba e os seres humanos vivos continuam a sobreviver pedindo um empréstimo ao futuro, ou seja, retirando riqueza aos filhos e aos netos. A data foi calculada pelo Global Footprint Network, a associação que mensura a pegada ecológica, ou seja, o sinal que cada um de nós deixa sobre o planeta retirando aquilo de que necessita para viver e eliminando o que não lhe serve mais, os rejeitos.

O dia 23 de setembro não é uma data fixa. Por milênios o impacto da humanidade, em nível global, foi transcurável: era um número irrelevante no que se refere à ação produzida pelos eventos naturais que modelaram o planeta. Com o crescimento da população (o século vinte começou com 1,6 bilhões de seres humanos e concluiu com 6 bilhões de seres humanos) e com o crescimento do consumo (o energético aumentou 16 vezes durante o século passado) o quadro mudou em períodos que, do ponto de vista da história geológica, representam uma fração de segundo.

Em 1961 metade da Terra era suficiente para satisfazer as nossas necessidades. O primeiro ano em que a humanidade utilizou mais recursos do que os oferecidos pela biocapacidade do planeta foi 1986, mas, daquela vez o cartãozinho vermelho se ergueu no dia 31 de dezembro: o dano ainda era moderado. Em 1995 a fase do superconsumo já devorara mais de um mês de calendário: a partir de 21 de novembro a quantidade de madeira, fibras, animais e verduras devoradas ia além da capacidade dos ecossistemas de se regenerarem; a retirada começava a devorar o capital à disposição, num círculo vicioso que reduz os úteis à disposição e constringe a antecipar sempre mais o momento do débito.

Em 2005, o Earth Overshoot Day caiu no dia 2 de outubro. Neste ano já o adiantamos para o dia 23 de setembro: já consumimos quase 40 por cento a mais do que aquilo que a natureza pode oferecer sem se empobrecer. Segundo as projeções das Nações Unidas, o ano no qual – se não se tomarem providências – o vermelho vai disparar no dia primeiro de julho será 2050. Isto significa que na metade do século precisaremos de um segundo planeta à disposição. E, visto que é difícil levantar para aquela época a hipótese de uma transferência planetária, será preciso bloquear o superconsumo agindo numa dupla frente: tecnologias e estilos de vida.

O esforço inovador da indústria de ponta produziu um primeiro salto tecnológico relevante: no campo dos eletrodomésticos, da iluminação, da calefação das casas, da fabricação de algumas mercadorias o consumo se reduziu notavelmente. Mas, também os estilos de vida desempenham um papel relevante. Para nos convencermos disso basta confrontar o débito ecológico de países nos quais os níveis de bem-estar são semelhantes. Se o modelo dos Estados Unidos fosse estendido a todo o planeta, precisaríamos de 5,4 Terras. Com o estilo do Reino Unido se desce a 3,1 Terras. Com a Alemanha a 2,5. Com a Itália a 2,2.

“Temos um débito ecológico igual a menos do que a metade daquele dos States, mesmo para nossa adesão às raízes da produção tradicional e para a liderança no campo da agricultura biológica, a de menor impacto ambiental”, explica Roberto Brambilla, da rede Lilliput que, junto com a WWF, cuida da difusão dos cálculos do rastro ecológico. “Mas, também para nós a caminhada para o objetivo da sustentabilidade é longa: servem-nos menos obras prejudiciais como a Ponte sobre o Estreito e mais reflorestamento para reduzir a emissão de gás serra e os desmoronamentos”.

Fonte - Envolverde

O Vaticano e o Sábado

A notícia é antiga (Dez/05), anterior à criação deste blog, mas como já considerei em outras oportunidades, importante para que visualizemos com clareza com quem estamos tratando e, principalmente, o tempo em que estamos vivendo.

CIDADE DO VATICANO, 29 dez (AFP) - O papa Bento XVI chamou à ordem o Caminho neo-catecumenal, movimento da igreja católica fundado pelo espanhol Kiko Argüello, e pediu que abandone suas práticas "inovadoras".

O Papa considera que estas práticas, como celebrar missa no sábado, comungar à mesa e permitir a pregação por leigos não estão de acordo com as regras litúrgias da Igreja, e que este movimento deve cumpri-las se quiser ser plenamente reconhecido pelo Vaticano.
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O Papa lembra que "o dia do Senhor é o domingo", e não o sábado, e que "pelo menos um domingo por mês" eles devem participar da missa de sua paróquia junto com os demais fiéis.
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Fonte - UOL

Nota DDP: Chegará o tempo que, para ser plenamente reonhecido pelo Vaticano, os joelhos deverão ser dobrados a Baal e reconhecer-se que "o dia do Senhor é o domingo".

Inundações no leste da Índia atingem 4 milhões de pessoas


BHUBANESWAR, Índia (AFP) - As inundações no leste da Índia, que já deixaram 46 mortos e afetaram ao todo quatro milhões de pessoas - das quais 370.000 precisaram ser evacuadas -, já são consideradas as piores dos últimos anos, confirmaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

Desde o final de semana, as águas já fizeram 20 novas vítimas fatais. A Marinha indiana atua com embarcações e homens na região de Orissa, a mais afetada pelos temporais.

O secretário de impostos da região, G.V.V. Sharma, que acompanha as operações de resgate, disse que a situação no estado é desalentadora.

"As águas que transbordaram do rio Mahanadi inundaram 5.772 aldeias em 30 distritos de Orissa", indicou Sharma na capital do estado, Bhubaneswar.

"Até agora, as inundações danificaram 127.000 casas", acrescentou.

O governo local informou por carta às autoridades federais que cerca de quatro milhões de pessoas foram afetadas e mais de um milhão de aldeias estão completamente alagadas.
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Fonte - Yahoo

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Execução de assassino nos EUA é adiada após pedido de clemência do papa

Washington, 23 set (EFE).- A Suprema Corte americana adiou hoje a execução de um condenado à morte no estado da Geórgia, após os pedidos de clemência apresentados pelo papa Bento XVI e pelo ex-presidente Jimmy Carter.

Fontes judiciais disseram que a ordem de adiamento foi recebida três horas antes da execução de Troy Davis, de 39 anos, que iria receber uma injeção letal pelo assassinato de um policial em 1989.

Outros que pediram clemência ao condenado foram o Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu, um ex-diretor do FBI (a polícia federal americana) e a freira Helen Prejean, que faz campanha contra a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos e é autora do livro "Dean Man Walking", levado ao cinema por Susan Sarandon e Sean Penn (em "Os Últimos Passos de um Homem").

Segundo informações, os pedidos para que Davis tivesse sua vida poupada se baseavam em dúvidas sobre a culpa do condenado e nos argumentos de que o julgamento foi resultado de um caso de identificação equivocada.

Documentos mostram que sete das nove pessoas que foram ao tribunal testemunhar contra Davis retiraram suas declarações e disseram que haviam sido pressionadas pela Polícia.

Além disso, quatro dessas mesmas testemunhas afirmaram depois que outro homem, identificado como Sylvester Coles, era o assassino do caso.

Fontes judiciais disseram que o Supremo adiou a execução para considerar uma apelação dos advogados de Davis na próxima semana.

Fonte - G1

Nota DDP:
De se notar que cinco dos nove juízes da Suprema Corte americana são católicos. Chega a ser fascinante que o órgão máximo de uma nação fundamentalista protestante, embora o negue sob a alcunha do 'laicismo', se dobrem (ainda que por um motivo correto) ao "sucessor" daquele que um dia os motivou a fundar uma nação livre, por força da perseguição a que estavam afetos.

Tremor de terra assusta moradores de São Francisco do Sul/SC

Um tremor de terra movimentou equipes de resgate do Corpo de Bombeiro Voluntário de São Francisco do Sul (SC), na manhã desta segunda-feira (22). Alguns moradores da região litorânea perceberam um leve tremor de terra por volta das 9h.

"Estava na sala com meu marido, vendo televisão, quando senti o chão e o sofá tremerem. Foi um susto danado, porque nunca aconteceu isso por aqui. Só peguei as crianças e corri para a rua", disse a moradora Davinelva Machado de Oliveira.

De acordo com Jorge Sand França, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), não houve registros significativos de abalo na região.

Segundo Cesar Augusto Vieira, bombeiro voluntário da região, uma equipe esteve no local, mas não registrou danos nos imóveis. A Defesa Civil do Estado foi acionada para avaliar o ocorrido. (Fonte: G1)

Fonte - Ambiente Brasil

Quase 2 bilhões de pessoas podem sofrer de dengue

Manila - Quase 2 bilhões de pessoas enfrentam o risco de sofrer de dengue na região da Ásia-Pacífico se os governos não se esforçam mais para combater a doença, advertiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um relatório divulgado pelo escritório regional da OMS em Manila pediu aos 37 países e territórios da região, que já sofreu uma pandemia de dengue entre 2001 e 2004, que apóiem sua estratégia comum para lutar contra o vírus.

A OMS explicou que os efeitos da mudança climática, das migrações, das mudanças demográficas e do crescimento das cidades causaram uma ampla expansão das regiões de águas paradas, onde vive o mosquito que transmite o dengue.
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Fonte - Último Segundo

O pânico nosso

Segunda, pânico, terça, calma, quarta, pânico. Quinta, milhares de americanos tiraram US$ 150 bilhões das suas contras e assombraram a Casa Branca. À noite, saiu o anúncio do pacote salvador. Sexta, delirante, mas a cabeça esfriou no fim de semana. Segunda, voltou o pânico e novo mergulho no mercado de ações.

Você lê, conversa com analistas, liga a televisão e há um batalhão de economistas à favor do pacote, mas contra o conteúdo. A maioria dos americanos vê o abismo, mas o entusiasmo pelo documento de três páginas e US$ 700 bilhões encolhe de minuto a minuto. O remédio pode ser pior do que a doença. 700 bilhões - o número mais usado já é um trilhão - a critério de Henry Paulson, um homem que veio da Wall Street. O secretário do Tesouro não fuma, não bebe, usa relógio barato, tem paixão pela preservação da natureza e não freqüenta o círculo social de Washington, mas estas virtudes não abafam suas origens de homem da Wall Street.

Quando você filtra as forças contrárias ao pacote há pelo menos cinco obstáculos: quem vai controlar o trilhão? Só o Paulsen? Quem vai sair ganhando? Os presidentes e executivos dos bancos de investimentos, da seguradora AIG, das casas hipotecárias Fanny Mae e Freddie Mac, entre outros - que afundaram suas empresas vão receber compensações milionárias pagas pelo contribuinte? Presidente de empresa salvo pelo Estado não merece ganhar mais do que o maior sálario público, US$ 400 mil, do presidente. Imagine que a média destes masters of the universe é de US$ 11 milhões por ano.

E o americano da main street, aquele que vive de salário na pequena cidade, mal empregado ou desempragado, ameaçado de perder a casa, vai receber quanto? Estamos ainda no terceiro obstáculo.

Dinheiro do contribuinte para salvar bancos estrangeiros? Foi uma das piadas do dia. O quinto obstáculo vem dos conservadores republicanos. Dane-se a Wall Street. Os gananciosos vão para o abismo? Boa viagem. E não são opinões de malucos ou marginais da extrema direita.
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Fonte - BOL

Nota DDP:
Alguém me escreveu para dizer que esta não é a pior crise na história dos EUA, que eles superaram outras e vão superar esta também. Pois eu não consigo entender então porque a mídia que tem até mantido um certo tom conservador neste aspecto, talvez para não gerar um pânico generalizado, no que estão certos, vem dizendo vez após outra que a questão é séria e completamente imprevisível em seus desdobramentos.

Se fosse só para os EUA que deveríamos estar olhando, realmente pudesse ser até que ela não fosse relevante, mas e os outros componentes deste quadro chamado "Grande Conflito"? Tenho ficado realmente surpreso como sinais estão deixando de ter impacto em nosso meio, como o assunto até incomoda, principalmente quando se toca na vertente da preparação.

Enfim, este é mais um indício de que realmente estamos na "ponta da prancha". Cristo pode demorar mais cem anos para voltar, está na soberania de Deus, óbvio, mas que até o remanescente está pronto para cumprir a profecia, não há nenhuma dúvida.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

É o fim do capitalismo nos Estados Unidos?


O pacote de resgate que o governo dos Estados Unidos está preparando, o qual deve disponibilizar entre US$ 750 bilhões e US$ 1 trilhão, já gera dúvidas quanto ao curto prazo, bem como inquietações de cunho mais filosófico. O dinheiro que será injetado no mercado pelo Tesouro americano estará comprometido não apenas com a salvação de entidades financeiras, mas também com a compra de pequenos créditos hipotecários não pagos ou de alto risco - os ditos "papéis podres".

Uma das primeiras e mais importantes teses sobre esta crise foi formulada na semana passada pelo prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz ao assinalar que a intervenção do estado em semelhante escala viola todas as regras do capitalismo.

Segundo explica o professor da Universidade de Columbia, Wall Street, entre a euforia e o otimismo, entrou desde quinta-feira passada num estado de tremenda confusão. Para o intelectual, a "nacionalização" da seguradora AIG - por US$ 85 bilhões - não apenas desrespeita todos os princípios da economia de livre mercado, como altera as mais básicas regras do jogo de Wall Street. Além disso, a intervenção começou a enviar sinais confusos a um mercado em crise, pois o dinheiro do Tesouro foi parar justamente nas mãos daqueles que tomaram as piores decisões econômicas. Basta pensar, por exemplo, numa corrida em que os premiados não são os que primeiros que cruzam a linha de chegada, mas aqueles que ficaram pelo caminho.
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A pergunta é: quão distante do capitalismo ortodoxo nos deixará o novo pacote econômico? Ou, imaginando as palavras de um investidor aterrorizado: terminou para sempre a era do capitalismo selvagem dos Estados Unidos?

Fonte - Terra Magazine

Nota DDP:
Em alinhamento às considerações alinhavadas no post anterior neste tema, estamos diante da virada de uma enorme página da história. Muito provavelmente, a última.

É ao tempo da apostasia nacional, quando, agindo segundo os métodos de Satanás, os governantes da Terra se enfileirarem ao lado do homem do pecado - é então que a medida da culpa se encherá; a apostasia nacional é o sinal para a ruína da nação. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 373. (Eventos Finais - Pág. 134)

Antes de cairem definitivamente, os EUA se alinharão com preceitos que contradizem as premissas estabelecidas por seus fundadores, esta apostasia nacional é que deverá ser a pá de cal para a ruína profetisada. Ao que tudo indica, estamos caminhando a passos largos para esta realidade.

Papa insiste na centralidade da Eucaristia para vida da Igreja

ALBANO, segunda-feira, 22 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI insistiu neste domingo na centralidade da Eucaristia para a vida cristã, durante a consagração do altar da catedral de Albano, diocese suburbicária de Roma.

Durante a homilia, o Papa explicou que durante a celebração da Missa, o altar «se converte, de certa forma, em ponto de encontro entre o céu e a terra; o centro, poderíamos dizer, da única Igreja, que é celeste e ao mesmo tempo peregrina na terra».

«Mais ainda, cada celebração antecipa o triunfo de Cristo sobre o pecado e sobre o mundo, e mostra no mistério o fulgor da Igreja», acrescentou.

A presença real de Cristo na Eucaristia, acrescentou o Papa, «é uma presença dinâmica, que nos segura para tornar-nos seus, para nos assemelharmos a Ele, que nos atrai com a força de seu amor, fazendo-nos sair de nós mesmos para unir-nos a Ele, fazendo de nós uma só coisa com Ele».

Neste sentido, o Papa insistiu na necessidade da reconciliação entre os cristãos que participam do sacramento.

«É possível estar em comunhão com o Senhor se não estivermos em comunhão conosco? Como podemos apresentar-nos diante do altar de Deus divididos, distantes uns dos outros?», acrescentou.
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Fonte - Zenit

Nota DDP: Eucaristia (domingo) e ecumenismo. Não se esqueça, prioridades deste pontífice.

Bolsas na Ásia e na Europa caem


As principais bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira em meio a incertezas sobre a aprovação do plano do governo americano para socorrer o mercado financeiro.
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Agora os mercados aguardam com ansiedade pelos desdobramentos políticos do plano de socorro ao sistema financeiro anunciado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, e os líderes do Congresso americano na semana passada.
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Vozes mais alarmistas sugerem que um fracasso em auxiliar o mercado americano resultará no colapso de todo o sistema financeiro mundial.
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Fonte - BBC

Nota DDP: Continuo chamando a atenção para o acompanhamento deste vetor da nossa realidade em paralelo com o quadro profético em movimento. Mais uma vez sugiro a leitura do interessante estudo do irmão Carlos Santana, que pode ser baixado aqui.

A poeira ainda não baixou

Há uma contradição imensa nas bancas na segunda-feira (22/9). Nas pilhas de revistas, Veja apresenta a figura do Tio Sam com um punhado de dólares na mão e apontando o dedo indicador, como nos cartazes de convocação para o serviço militar americano. "Eu salvei você", diz o ícone do governo de Washington. No interior da revista, os textos e gráficos tentam convencer o leitor de que o sistema financeiro foi salvo pela mão firme do governo americano. O presidente George Bush e seu secretário do Tesouro, Henry Paulson, são apresentados como os comandantes da cavalaria que vem salvar o dia.

Nos jornais de segunda-feira, o governo americano aparece numa condição muito mais humilde, apelando aos bancos centrais de outros países, principalmente da Europa, tentando convencê-los a adotar pacotes de emergência para socorrer os bancos privados.

Na Veja, a cavalaria de Bush salvou o capitalismo. Em seu estilo recheado de frases de efeito, a revista afirma que "a promessa de mais dinheiro, o soar do clarim e o tremular da bandeira transformaram o pânico em euforia, e a semana terminou com as bolsas em altas histéricas em todo o mundo".

Nos jornais, o noticiário é muito mais cauteloso. Até mesmo a insuspeita Gazeta Mercantil indica que nem o pacote prometido pelo presidente Bush é uma certeza. O tradicional jornal de negócios noticia em manchete que o Congresso dos Estados Unidos quer auditar a prometida ajuda ao setor financeiro, impondo limites para a remuneração dos executivos corporativos cujas empresas venham a se beneficiar do programa.

Vícios da imprensa

O Estado de S.Paulo e a Folha, da mesma forma, informam que a cavalaria americana ainda não salvou coisa alguma e que, na verdade, o sucesso do plano de socorro depende muito da adesão de outros países.

A globalização tem dessas coisas: assim como os lucros vazam pelas fronteiras, também o custo se torna transnacional. O problema é que nem toda a imprensa parece disposta a manter o leitor atento a todos os detalhes da crise.

A edição de Veja induz à conclusão de que o pior da crise já passou. Os jornais avisam o leitor para tomar mais cuidado com seu dinheiro.

A presente crise financeira internacional revela não apenas as fragilidades do sistema econômico global, mas também certos vícios da imprensa.

Fonte - Observatório da Imprensa

A perturbadora condição do Sol


Entre os anos de 1645 e 1745, a Terra experimentou período de extremo frio associado a uma dramática diminuição da atividade solar que foi praticamente nula durante décadas. Esse período foi chamado de Mínimo de Maunder. Situação parecida ocorreu entre 1420 e 1570 no Mínimo de Sporer. Entre 1790 e 1830, a Terra voltou a viver dramático resfriamento com a diminuição incomum da atividade solar no Mínimo de Dalton. Nos últimos anos, quando a Terra aqueceu e surgiu o chamado aquecimento global, o Sol esteve ativo com o denominado Máximo Moderno. Muitos cientistas defendem a tese, à qual me filio, que a temperatura planetária tem direta relação com a atividade solar e que a influência humana é menor. Há anos comento sobre pesquisas advertindo para uma iminente redução da atividade solar, mas ainda vejo com cautela alertas sobre uma repetição dos Mínimos de Maunder ou Dalton, o que, na prática, significaria uma nova Pequena Idade do Gelo. Agora, certo é que o ciclo solar atual, que deveria durar 11 anos, já está no seu 13º ano e a atividade segue reduzidíssima. A temperatura do planeta está em queda e o Sol ainda não esboça o começo definitivo do ciclo 24 que deveria ter iniciado faz tempo. Se as previsões de baixa atividade se confirmarem, a emergência climática, termo usado por Gore quanto ao aquecimento, passará a ser resfriamento global. Nesse contexto, já causa furor na comunidade científica inesperado comunicado ontem da NASA que na terça realizará teleconferência para anunciar que "o vento solar é o mais fraco em 50 anos" e que "a situação atual do Sol pode mudar as condições do Sistema Solar". Algo importante está acontecendo, mas muitos, muitos mesmo, ainda preferem ignorar. Até quando?

(Correio do Povo, p. 36, 20 de setembro de 2008)

Fonte - Criacionismo

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cristãos do mundo inteiro rezarão pela paz no domingo

NOVA YORK, sexta-feira, 19 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- No próximo domingo, 21 de setembro, grupos cristãos de todo o mundo celebrarão encontros de oração por ocasião da Jornada Internacional de Oração pela Paz, instituída pelas Nações Unidas em 1981 através da resolução 36/67.

A resolução convidava todos os estados membros, instituições, ONGs e cidadãos a «comemorarem este dia de forma apropriada». Numerosas congregações foram convidadas a reunir o máximo de pessoas possível para rezar e dialogar juntos sobre a paz e a rejeição da violência, da guerra e da desigualdade.

A iniciativa parte dos Estados Unidos, onde cerca de 140 congregações de diversas confissões cristãs organizaram reuniões públicas de oração. Cristãos de outros 9 países se unirão em uma rede de oração de 24 horas ininterruptas, no Canadá, Samoa, Ilhas Fiji, Indonésia, Nova Zelândia, Noruega, Tuvalu e Estados Unidos.

O Conselho Ecumênico das Igrejas (KEK) aderiu também a esta Jornada, que há 4 anos acontece no dia 21 de setembro. O KEK pede a seus mais de 350 membros que tomem parte ativa nas celebrações.

Fonte - Zenit

Nota DDP:
Esta prática pode se tornar comum muito em breve.

O buraco na maior economia do mundo


"O ano de 2002 será sempre lembrado pela onda de escândalos que abalaram a confiança nas corporações americanas." Assim o repórter de economia da BBC Briony Hale começava seu texto sobre 2002, publicado em 20 de dezembro daquele ano aqui na BBC Brasil. Briony referia-se logicamente aos casos de fraudes empresariais nas gigantes Enron e WorldCom, que afetaram a imagem de solidez do capitalismo na terra do Tio Sam. Muitos tentaram ver os escândalos de seis anos atrás como casos isolados, frutos da irresponsabiliade de alguns executivos, severamente punidos pela Justiça anos mais tarde. Mas houve quem entendesse que, por trás dos acontecimentos do início da década, escondia-se um pesadelo muito maior: o de que a economia americana era muito mais frágil, vulnerável e pobre do que as aparências mostravam.

Não sou especialista em economia, entendo do assunto menos do que boa parte dos nossos leitores. Mas tendências históricas me fascinam. Por isso fiquei impressionado, quatro anos atrás, quando li pela primeira vez a avaliação do historiador francês Emmanuel Todd sobre o futuro dos Estados Unidos como potência global, no livro After the Empire - The Breakdown of the American Order (Depois do Império - O Desmoronamento da Ordem Americana). Acho que inclusive já citei esse livro aqui neste blog. Todd analisa aspectos políticos, militares, diplomáticos e econômicos dos Estados Unidos para mostrar que o país chegou ao seu auge na segunda metade do século 20 e agora segue ladeira abaixo. Em algumas décadas, segundo ele, os americanos serão uma potência de importância relativa, demais ocupada com seus problemas internos para poder resolver questões em outras partes do mundo.

Na polêmica avaliação do historiador francês, os Estados Unidos eram realmente fortes quando tinham uma economia baseada em um capitalismo industrial, quando produziam coisas que se pode pegar, usar, quando sua economia era tão robusta quanto fábricas de veículos, estaleiros, computadores ou naves espaciais. Para ele, os escândalos da Enron e WorldCom mostraram que não era mais possível confiar no valor de face da economia americana. Maior PIB do mundo? Nominalmente, sim. Mas ver que a única superpotência mundial depende há anos de dinheiro japonês e chinês para financiar seu déficit e de um frenético consumo interno para manter a bicicleta de Wall Street em pé não é algo exatamente alentador.

Como eu já disse, não entendo muito de economia. Mas o cidadão comum sabe muito bem o que se passa perto dele. Em minha última visita aos Estados Unidos, em 2004, tive a impressão de que em torno do Lago Michigan havia mais iates do que contribuintes. Ao comentar com um morador local como aquela riqueza me impressionava, ele disse: "Mas os barcos não são deles. São dos bancos. Isso tudo é crédito. Ninguém tem dinheiro de verdade aqui, as pessoas têm crédito". Assim como as grandes empresas americanas. Num dia elas têm dinheiro, ou promessa de dinheiro, papéis que dizem que elas têm dinheiro. No dia seguinte, o dinheiro se foi. Onde estava esse dinheiro, ninguém sabia ao certo, porque um emprestou para o outro, que emprestou para um terceiro, que ofereceu para um quarto, que prometeu pagar quando recebesse de alguém cujo patrimônio ninguém checou.

À frente dessa economia não mais baseada na indústria, mas muito mais na ciranda financeira, na especulação sobre o futuro, na promessa de retorno, está o Federal Reserve. Mas pouco mais de um ano atrás, seu presidente, Ben Bernanke (foto acima), dizia que a crise imobiliária não era uma ameaça grave. Semanas depois teve de admitir que "as perdas financeiras globais excederam até as expectativas mais pessimistas". E o pesadelo mal havia começado.

Em agosto de 2007, no início da crise, o Fed lançou US$ 24 bilhões no mercado para conter a queda das bolsas. Nesta quinta-feira, 18 de setembro, foi obrigado a injetar US$ 180 bilhões. Isso depois de desembolsar US$ 85 bilhões para salvar a AIG. E o incêndio continua. Parece que aqueles que viram nos escândalos da Enron e da WorldCom algo mais do que práticas criminosas tinham razão em temer pelo futuro da maior economia do mundo. O buraco parece ser muito mais embaixo.

Fonte - BBC
Nota DDP:
A frase que me impressiona está sublinhada. Tudo leva a crer que o poder de intervenção dos EUA está acabando. Como eles lidarão com esta realidade e como isso refleto no quadro profético é o que nos interessa.

Gripe aviaria abre un nuevo frente


Por todo el mundo se han oído noticias sobre el famoso virus H5N1, el virus de "la gripe aviaria" (mal llamada por muchos "la gripe aviar"). Sabemos que este virus ha causado muchos casos de contagio entre animales y humanos, con resultado de muerte. El grave peligro sería una mutación que hiciese que el contagio entre humanos provocase una pandemia.

Pero paralelamente a esta historia de terror en los últimos años, se ha desarrollado otra similar entre las sombras, la del virus H9N2, que ha pasado muy desapercibido a la mayoría de artículos y medios. Este otro virus es igual de peligroso, o más, que el H5N1, dado que se puede contagiar po aerosoles. Así se anunció en Inicia.es:

"El potencial pandémico de la variante de gripe aviaria H9N2, aparecida en aves de corral en 1988, preocupa a los virólogos, después de los temores de pandemia suscitados estos últimos años por el riesgo de mutación del virus H5N1, según un estudio publicado el miércoles.

Este patógeno también provoca múltiples infecciones humanas y se volvió endémico en los criaderos de aves en Europa y Asia, explican estos expertos estadounidenses en un comunicado publicado en la revista PLoS del 13 de agosto.

Esta variante del virus de la gripe aviaria está evolucionando y adquirió características que, temen los virólogos, podría volverlo más transmisible entre los humanos.

Los mecanismos que llevan a una infección y a una transmisión entre los humanos de los virus de la gripe aviaria no son entendidos correctamente, subraya Daniel Pérez, de la Universidad de Maryland (este), principal autor de esta investigación realizada con el virus H9N2 sobre los hurones.

El estudio con estos animales no puso en evidencia la transmisión del H9N2 mediante aerosoles, característica clave de una potencial pandemia. Pero los investigadores mostraron que un simple residuo del aminoácido llamado Leu226 sobre la hemaglutinina, proteína en la superficie del virus, tiene un rol muy importante en cuanto a la capacidad del H9N2 de transmitirse. También constataron en estos hurones un crecimiento de la virulencia de la patología y de la réplica del virus H9N2 que infectó a los humanos.

Estas observaciones permiten pensar que la propagación y la prevalencia del virus H9N2 en las aves de corral podría representar una seria amenaza para el hombre, según los virólogos."

Sin más comentarios.

Fonte - Cuenta Atras

Escassez de água, e não de alimentos


À medida em que a população mundial cresce e o poder aquisitivo aumenta, os agricultores precisam de muito mais água para alimentar o mundo inteiro, e a agricultura já é responsável por cerca de 70% do seu consumo.

De acordo com o Instituto Internacional de Gerenciamento de Água (IWMI, na sigla em inglês), a partir de 2030 será preciso mais 2 mil quilômetros cúbicos de água por ano para alimentar a população mundial, mais de 25% além do que é utilizado atualmente.

Apesar disto, em muitas regiões agrícolas do mundo, a água é escassa e pode se tornar ainda mais à medida em que o aquecimento global se agrava. O diretor geral do IWMI disse que a crise alimentar global não é tão grave quanto a crise de água. Segundo Colin Chartres, a solução é o uso mais eficiente do recurso.

Fonte - Opinião e Notícia

EFF processa Bush e agência por monitoramento de residentes

Washington - Programa de vigilância eletrônica continua espionando ilegalmente e-mails e ligações de residentes norte-americanos, diz ONG.

A Electronic Frontier Foundation (EFF) abriu um processo contra a Agência de Segurança Nacional (ANS) dos Estados Unidos, contra o presidente George Bush, o vice-presidente Dick Cheney e outros funcionários do governo, alegando que o programa de vigilância eletrônica da agência continua espionando ilegalmente residentes norte-americanos.

A ação, aberta quinta-feira (18/09), alega que a ANS está realizando vigilância em massa sobre os residentes dos Estados Unidos, mesmo que Bush diga que o programa só monitora residentes quando eles se comunicam com supostos terroristas no exterior.

O processo é uma ação judicial de classe, em nome de todos os clientes residenciais da empresa de telefonia e serviços de internet AT&T.

Segundo o processo, a ANS teria instalado equipamentos de monitoramento em massa nas instalações da AT&T nas cidades de São Francisco, Atlanta, Seattle, Los Angeles, San Diego, San Jose e Bridgeton.

A Casa Branca e a ANS não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre a ação judicial. Funcionários da administração Bush durante muito tempo defenderam o programa como sendo essencial para a luta contra o terrorismo.

O programa de vigilância funcionava desde 2001, sem supervisão judicial até julho, quando o Congresso aprovou uma lei que dá poderes limitados ao Tribunal Externo de Inteligência e Vigilância.

A ação busca uma ordem judicial obrigando a ANS a encerrar o programa e destruir quaisquer cópias de e-mails e telefonemas de residentes que existam. A ação pede ainda indenização monetária não especificada.

Fonte - IDG Now

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Assembléia aprova fim do comércio aos domingos

Lojas de departamentos, supermercados e hipermercados que fazem parte de redes não poderão mais abrir suas portas aos domingos e feriados. É o que prevê um projeto de lei aprovado [dia 9] por unanimidade na Assembléia Legislativa [do Espírito Santo]. Para o estabelecimento que não cumprir as regras, o projeto prevê multa de R$ 18.113,00 para o comerciante e, para casos de reincidência, fechamento administrativo por 30 dias. A deputada Janete de Sá (PMN), autora do projeto, estabeleceu ainda que o horário de funcionamento desses comércios, inclusive os supermercados, deverá ser de segunda-feira a sábado, das 8 às 22 horas.

Segundo o projeto, para aplicação da lei entende-se por "redes" as empresas que possuem mais de duas filiais no Brasil ou no exterior. "O projeto vai ao encontro dos anseios mais profundos da classe comerciária e dos pequenos, micro e médio comerciantes de bairro e de rua", diz Janete. Ela acredita que a matéria beneficia os empregados. "O trabalhador que é obrigado a comparecer ao serviço fica privado do convívio familiar, não efetua vendas e não recebe pelo dia trabalhado", avalia a deputada.

Janete defende que sua proposta é constitucional, mesmo tendo ouvido argumentos contrários por parte dos empresários. "Nem tudo no Brasil, na ótica constitucional, é rígido. A propriedade, o mais absoluto dos direitos, desde o Império Romano, hoje deve ser exercida conforme sua função social", rebate a parlamentar.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deu parecer pela constitucionalidade e a de Finanças pela rejeição da proposta. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Paulo Hartung (PMDB), mas antes será analisado pela Procuradoria Geral do Estado. ...

(Força Sindical)

Nota Michelson Borges: Interessante que o argumento da deputada Janete é o mesmo do papa: o domingo é o "dia da família". Esse é apenas um ensaio localizado do que virá em âmbito global...

A queda do muro de Nova York

Os jornais brasileiros dão grande destaque ao movimento conservador dos investidores internacionais, que retiraram ativos das bolsas de valores e, no dizer de um colunista da Folha de S.Paulo, voltam a colocar o dinheiro embaixo do colchão.

O Globo anuncia em manchete que Brasil e Rússia perdem mais com a fuga dos investidores, que buscam lugares mais seguros para seu dinheiro.

Mas nenhum deles descreve o que pôde ser testemunhado por quem estava nas ruas do distrito financeiro da Nova York na segunda-feira, 12 de setembro de 2008.

Para quem andava por Wall Street na segunda-feira, o clima era de fim de mundo, com multidões aglomeradas diante dos painéis eletrônicos da Bolsa de Nova York e das corretoras, e disputando impressos produzidos às pressas e distribuídos de mão em mão.

A impressão que se tem é que os jornais relatam apenas o que aparece nas telas dos sites de análise financeira, e se esquecem de observar o mundo real.

O prêmio Nobel de Economia Josef Stiglitz, entrevistado na edição de quinta-feira (18/9) pelo Estado de S.Paulo, afirma que a queda de Wall Street significa para o fundamentalismo de mercado o que representou a queda do muro de Berlim para as economias socialistas do Leste Europeu, em 9 de novembro de 1989.

Para os distraídos, interessante lembrar que "wall street" quer dizer a "rua do muro".

Mas a imprensa ainda se nega a admitir que a atual crise financeira pode significar muito mais do que uma turbulência passageira.
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Fonte - Observatório da Imprensa

925 milhões de pessoas sofrem fome no mundo

ROMA, 17 Set 2008 (AFP) - O número de pessoas com fome no mundo passou de 850 para 925 milhões em 2007, devido à disparada dos preços dos alimentos, anunciou nesta quarta-feira em Roma o diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jacques Diuf.

"O número de pessoas subnutridas antes da alta dos preços de 2007-2008 era de 850 milhões. Este número aumentou durante o ano 2007 em 75 milhões, alcançando os 925 milhões", declarou Diuf em audiência nas Comissões das Relações Exteriores e de Agricultura do Parlamento italiano.

O índice FAO dos preços dos alimentos teve aumento de 12% em 2006 com relação ao ano anterior, de 24% em 2007 e de 50% durante os sete primeiros meses deste ano, acrescentou Diuf.

"É preciso investir 30 bilhões de dólares por ano para duplicar a produção de alimentos e acabar com a fome", acrescentou.
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Fonte - BOL

Nota DDP: Fico pensando que ontem os bancos centrais de diversos países injetaram mais de U$ 200 bilhões para "salvar" o mercado financeiro...
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