segunda-feira, 6 de abril de 2009

Obama: O tempo está acabando

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez nesta sexta-feira um apelo aos países ao redor do mundo a agirem rapidamente para combater o aquecimento global.

"Todos nós sabemos que o tempo está acabando", disse Obama durante reunião na cidade francesa de Estrasburgo. "A América precisa fazer mais, a Europa precisa fazer mais", acrescentou.

Fonte: O Globo Online

NOTA: Com certeza Sr. Obama, O TEMPO ESTÁ ACABANDO E JESUS EM BREVE VOLTARÁ, não por causa do aquecimento global "provocado" pelo homem, mas sim pelos interesses políticos-religiosos por trás da agenda do ECOmenismo que vão acelerar os eventos finais. Quem viver verá...

Uma nova ordem financeira mundial

A reunião do G20 – grupo dos vinte países mais ricos do mundo – teve resultados considerados acima das expectativas. Essas nações estiveram reunidas no Reino Unido, convocadas por Gordon Brawn, que demonstrou ser um grande articulador. Os líderes tomaram decisões jamais imaginadas, para salvar a economia global. Eis o que decidiram:

- Fim do sigilo bancário;
Cerco aos paraísos fiscais (para onde vai o dinheiro ilegal, das drogas, desvios, roubos, crimes, etc.)
- Fiscalização dos fundos de alto risco;
- Fiscalização das agências de classificação de risco;
- Fim da super alavancagem dos bancos (investimentos que eles fazem diversas vezes com o mesmo dinheiro);
- Mercado sob controle dos governos;
- Injetar um trilhão de dólares para o FMI socorrer países e re-ativar o comércio internacional;
- Criação de uma supercomissão para monitorar a economia global;
- Criação de um comitê para monitorar o cumprimento das promessas dessa reunião;
- Estabelecimento de datas para novas reuniões, ou seja, deu-se início a um processo que vai continuar até o mundo endireitar.

A reunião foi inédita, seus resultados ficaram além do esperado. Já parecia tudo perdido par ao mundo. Mas a reunião deu uma nova esperança ao planeta, ao menos uma sobre-vida ao comércio internacional. A reunião mostrou o poder da liderança de Barak Obama, e de Gordon Brawn, dos Estados Unidos e do Reino Unido. Ou seja, o mundo tem nova liderança e Barack Obama é o homem mais poderoso do planeta. E ele é fã do Lula. Obama é o grande líder, Brawn é o grande articulador. Os dois juntos mudam o mundo. Tem credibilidade para isso. Mais os presidentes das 20 nações mais poderosas do planeta, muito se pode fazer.

E, à luz das profecias bíblicas, o que significa o resultado dessa reunião? Significa que o evangelho ainda não foi pregado, e que os anjos de DEUS ainda precisam segurar os ventos para que o mundo não entre em colapso total. Ainda é cedo para que aconteça a crise final.

Quanto tempo de sobre vida o mundo tem? Isso não sabemos, mas pode ser bem pouco tempo. Agora devemos acompanhar as próximas semanas para ver se esse otimismo vai ser algo duradouro, ou se vai ser uma ilusão temporária.

Os servos de DEUS devem ver nessa reunião o poder de DEUS em dirigir os negócios desse mundo. Devem ver que as coisas, sejam boas, sejam ruins, acontecerão em seu tempo, e não antes, nem depois.

Fonte - Cristo Voltará

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Menino voltou a andar após visitar túmulo de João Paulo II

Cidade do Vaticano, 2 abr (EFE).- O cardeal da Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, secretário pessoal de João Paulo II durante 39 anos, contou hoje que, há poucos dias, um menino polonês paralisado por um tumor levantou-se e começou a caminhar após visitar o túmulo de João Paulo II no Vaticano.

Dziwisz, que está em Roma para homenagear João Paulo II no quarto aniversário de sua morte, fez a revelação à rede de TV por satélite "Sky TG24".

O cardeal evitou se referir ao caso como um "milagre", ao lembrar que foi testemunha pessoal "das muitas graças" concedidas por intercessão de João Paulo II, "especialmente a doentes de câncer", e que ele nunca falou delas como "milagres".

Segundo Dziwisz, há poucos dias, um menino polonês de 9 anos, que devido a um tumor no rim é obrigado a se locomover em cadeira de rodas, foi levado por seus pais ao túmulo de João Paulo II.

Após rezar diante da sepultura do falecido papa, localizada na cripta da Basílica de São Pedro, o menino, natural da cidade de Gdank, deixou a basílica.

Já no lado de fora do templo, ele disse a seus pais que queria caminhar.

"'Quero caminhar', disse a criança, que se levantou da cadeira e começou a andar", afirmou o purpurado.

Fonte - G1

Nota DDP: Todo ano, na mesma época, as mesmas manifestações "sobrenaturais". O interessante deste ano, mais do que a notícia em si, é a afirmativa de que JPII negava que realizava milagres.

Sabe quem não realizava milagres? Jesus.

Não caia da cadeira, procure na Bíblia. Jesus não fazia milagres, realizava sinais. Sinais para que o povo entendesse quem Ele era, o Messias. Não se espante, ainda é assim em nossos dias. Ele continua fazendo sinais, quando necessário, para honra e glória do Pai e para que seja reconhecido que Seu Nome está acima de todo nome.

A pergunta que fica é: Estaria JPII dando a entender que também fazia sinais? Pior, que ainda poderia fazê-los?

Ver também "João Paulo II será beatificado em 2 de abril de 2010".

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Uma "nova ordem mundial"


A declaração final da reunião do G20 (grupo de líderes de países desenvolvidos e em desenvolvimento), detalhado nesta quinta-feira (2) pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, mostrou um comprometimento das nações envolvidas em aumentar a vigilância sobre o balanço dos bancos e os paraísos fiscais para acabar com os "segredos bancários" e garantir um "sistema de alarme precoce" para crises econômicas.
...
Segundo Brown, o acordo firmado na reunião desta quinta-feira estabelece o compromisso de manter a ajuda aos países mais pobres. "Uma nova ordem mundial está emergindo e com ela a base de uma nova era de cooperação internacional. Vamos gerenciar o processo de globalização a fim de assegurar justiça para todos. E assegurar uma sociedade mais aberta e mais global", afirmou.

O primeiro-ministro britânico também afirmou que os líderes do G20 deverão se reunir novamente no final do ano - em data e local ainda não especificados - para avaliar o avanço e os resultados das decisões tomadas no encontro desta quinta. "E se virmos que mais é necessário empreenderemos outras ações", afirmou.

Fonte - G1

Papa escreve ao G20

Bento XVI enviou uma mensagem ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown, em vésperas da Cimeira do G20, que decorre Quinta-feira, em Londres. O Papa defende a necessidade de “coordenar os esforços entre governos e organizações internacionais para sair da crise global, sem recorrer a nacionalismos ou proteccionismos”.

Aos líderes das 19 maiores potências económicas do mundo, mais a União Europeia, a carta papal lembra que em Londres estarão os países responsáveis por 90% do PIB e 80% do comércio mundiais.

Bento XVI fala em especial de África, que acaba de visitar, como o continente que mais sofre os efeitos da crise. A mensagem denuncia a realidade da pobreza extrema e da marginalização, lamentando que no Grupo dos 20 a África subsaariana seja representada por apenas um país (África do Sul) e algumas organizações regionais.

“Os participantes deverão reflectir sobre isso, os mais pobres do cenário político são os que mais sofrem com uma crise na qual não têm nenhuma responsabilidade”, aponta.

O Papa assegura suas orações e pede o compromisso dos líderes mundiais para a obtenção de “linhas concretas” que permitam estabilizar os mercados financeiros e sair da crise.

“Ela foi gerada pela falta de ética, por um défice de ética nas estruturas económicas. A crise mostra que a ética não é alheia à economia e que esta não pode funcionar se não incluir a sua componente ética”, indica.

Bento XVI refere também as ajudas a famílias e países pobres: “Todas as medidas propostas para acabar com a crise devem procurar oferecer estabilidade às famílias e aos trabalhadores”.

Neste contexto, o Papa admite temer que a crise “desperte o fantasma do cancelamento ou da redução drástica dos programas de ajuda aos países menos desenvolvidos”. Por isso, pede que a Brown na Cimeira de Londres saia a resolução de respeitar Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

O Vaticano divulgou a carta de resposta do primeiro-ministro britânico, na qual Brown garante que redobrará os esforços para que a cimeira do G20 não esqueça os pobres nem as mudanças climáticas, temas que também preocupam o Papa.

Para Bento XVI, é importante que os participantes na cimeira “recorram aos mecanismos e instrumentos multilaterais existentes dentro das Nações Unidas e das agências ligadas à ONU, para que seja ouvida a voz de todos os países do mundo e para que as medidas e procedimentos decididos no encontro do G20 sejam partilhados por todos”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Agora ficou mais fácil de entender a manifestação de Gordon Brown acerca de 'forçar os bancos a retornar aos "valores da família"'. Não se pode perder de vista, ainda, que o mesmo Brown se manifestou no sentido de que 'há um "alto grau de consenso" entre as lideranças do G20 a respeito de um plano de reconstrução para a economia mundial', de onde poderia se subentender que outros componentes do grupo também partilhem da "preocupação" com a família, que é obviamente um mote, uma vez que a única preocupação é o dinheiro.

Esse panorama todo faz lembrar a impressão, a meu ver equivocada, da perda de influência do Vaticano com base na premissa de que o Papa estaria à deriva em seu plano de governo. Parece-me tal entendimento totalmente equivocado. Nada que saia de Roma deixa de ter propósito específico e, as notícias supra transpiram o quanto afinados estão os líderes mundiais, dentre eles o próprio BXVI.

A noite se aproxima

Eu já escrevi a respeito dessa ameaça que nos assomava, mas a recente proposta da ONU de criminalizar a “difamação de religião” é uma inconscienciosa ameaça à liberdade de expressão. Tal como informa o UN Watch, uma resolução feita circular por Estados islâmicos ontem [27/3] definiria qualquer questionamento do dogma islâmico como uma violação dos direitos humanos, o que intimidaria vozes discordantes e encorajaria a imposição da Sharia (estrita observância do código religioso islâmico). Ainda que não-obrigatória, a resolução constitui perigosa ameaça à liberdade de expressão em todo lugar. Ela baniria qualquer coisa que fosse percebida como ofensa à sensibilidade islâmica, classificando-a como uma “séria afronta à dignidade humana” e uma violação da liberdade religiosa. A resolução pressionaria os Estados membros da ONU – nos “níveis local, nacional, regional e internacional” – a erodir as garantias de liberdade de expressão existentes em seus “sistemas legais e constitucionais”. É um texto orwelliano, que distorce os significados de direitos humanos, de liberdade de expressão e de liberdade religiosa, marcando um gigantesco retrocesso para a liberdade e a democracia em todo o mundo.

Os primeiros a sofrer serão os muçulmanos moderados nos países que estão por trás dessa resolução – ou seja, Irã, Arábia Saudita, Egito e Paquistão, que buscam legitimação internacional para as leis relativas à blasfêmia sancionadas por esses Estados; leis cujo efeito é sufocar a liberdade religiosa e tornar ilegais as conversões do Islã para outras religiões. Os próximos a sofrer em resultado dessa caça às bruxas sancionada pela ONU serão os escritores e jornalistas no Ocidente democrático, pois a resolução tem também como alvo a mídia, pela sua “deliberada visão estereotipada das religiões, de seus adeptos e das pessoas sagradas”.

Em última análise, é a noção mesma de diretos humanos individuais que está em jogo, uma vez que os patrocinadores dessa resolução não buscam proteger indivíduos de algum mal, mas em vez disso, buscam proteger e isolar um conjunto específico de crenças de qualquer questionamento, debate ou inquirição crítica.

Visto que Estados islâmicos dominam o Conselho de Direitos Humanos da ONU, há pouca chance de que essa resolução não seja aprovada. Eis mais uma demonstração do fato de que a ONU, tida pela mente progressista ocidental como a guardiã dos direitos humanos, é, na verdade, a sua mais persistente inimiga.

(Mídia@Mais)

Colaboração: Marco Antonio, de Curitiba

Nota Michelson Borges: Se essa “onda” pegar (e vai), logo estaremos de volta à Idade Média (e estaremos).

Nota DDP: Sugiro ainda a leitura do post "ONU aprova resolução sobre liberdade religiosa".

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Bancos têm que apoiar "valores da família"

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou nesta terça-feira que o G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) tem que forçar os bancos a retornar aos "valores da família", e destacou que a "honestidade e a justiça" devem ser pilares do sistema financeiro.

Em discurso pronunciado em evento hoje em Londres, Brown disse que a melhora do sistema bancário global é sua prioridade.

"Em nossas famílias, criamos nossos filhos para que trabalhem duro", ressaltou o premiê, dois dias antes de ser o anfitrião da cúpula do G20, que será realizada na quinta-feira (2), em Londres.

Brown ressaltou que as famílias não recompensam seus filhos com "riscos que possam colocar em risco a eles e a outros, e não lhes encorajamos a conseguir uma gratificação a curto prazo".

"A pequena empresa britânica, os gerentes e donos não preparam seu pessoal para investir de forma temerária", acrescentou.

"As pessoas que trabalharam duro para construir sua empresa ou negócio não entendem por que uma companhia quer recompensar o fracasso, ou como algumas pessoas criaram uma grande riqueza fazendo más apostas com o dinheiro de outras pessoas."

Brown disse que é preciso defender um mercado financeiro que apoie o trabalho, a responsabilidade e a honestidade.

Fonte - Folha

Nota DDP: "Valores da família", ou do Vaticano?

É importante não cair num puro economicismo que ponha em causa os valores da família.
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O descanso dominical tem enormes vantagens para a manutenção da família e para o diálogo entre as pessoas e para a saúde psíquica, que tenham tempo de descanso, para o diálogo, de intercâmbio, de lazer, tempo, para não serem escravos do trabalho” – considera D. Amândio Tomás.
(“Não podemos ser escravos do trabalho”)

NOTA Minuto Profético: Sou a favor da família, da solidariedade e do cuidado inteligente do meio-ambiente. No entanto, cabe a pergunta: Por que será que diversos grupos de influência estão defendendo a mesma coisa, inclusive grupos inspirados na adoração da Mãe-Terra? Acho melhor você descobrir o que é ECOmenismo antes que seja tarde demais...

Leia também: "ECOmenismo: você também está sendo envolvido!"
"O Vaticano e a Hora da Terra".

Santificação x Perfeccionismo

Lendo o artigo "O que é santificação", hoje publicado no Blog do Prof. Gilson Medeiro e percebendo uma certa tensão neste tema em nossos dias, que sempre leva aos extremos, tentarei traçar algumas considerações.

Santificação não é algo que dependa do homem enquanto agente da mudança, mas depende dele enquanto disponibilidade ao Senhor. Explico minha afirmação:

Assim como Deus conferiu ao homem o livre arbítrio para aceitar a salvação, que Ele sozinho concede e consuma, também o fez para aceitar a santificação, que também Ele sozinho concede e consuma. A diferença entre os dois é que a salvação é um ato de um instante e, a santificação é a obra de uma vida, ambas do Senhor em nosso favor, ambas apontando para a terceira etapa que está no porvir: a glorificação.

O que deve ser entendido, penso, é que uma coisa não pode ser analisada descolada da outra. Explico minha afirmação mais uma vez:

Deus nos salva e intenta nos manter salvos. Para este fim aponta duas vezes para Jesus, tanto como Salvador, quanto como Senhor. Aceitou a tão grande salvação? Pois agora se submeta, obedeça. O Espírito de Profecia é absolutamente claro em dizer que o pecado retirou do homem o tão propalado "equilíbrio", sendo claro em dizer também que este retorna por via da obediência, não como qualidade do homem, mas como fruto do Espírito, pela temperança.

Santificar-se portanto é permitir não que Deus lhe tire do mundo, tornando-o "perfeito", mas que Ele lhe mantenha apartado do mal e, para isso, necessário é o nosso sim diário e contínuo ao Criador, fazendo simplesmente Sua vontade. Qual o motivo disso? Excentricidade divina?

Óbvio que não: É amor. Deus sabe o que faz separação entre nós e Ele. Mais do que isso, sabe o que pode nos levar à separação, daí porque nos orienta a nos abrirmos à Sua obra de santificação e, principalmente, como devemos fazer isso.

Agora, é possível sermos perfeitos neste intento? Claro que não!

Mas o mesmo poder que emana da cruz para nos salvar, o faz para nos manter salvos. Rejeitar o favor divino ao processo de santificação tem em seu âmago o mesmo efeito daquele veiculado pelos que não aceitam a salvação em Cristo: trevas!

Não se preocupe portanto em ser perfeito, preocupe-se em ser de Cristo. Em relação a você, isso se revelará na sua busca diária em se manter no centro da vontade de Deus, em relação a Deus, isso se revelará no seu sucesso em atingir esse intento, ou seja, nos frutos que Ele produzirá na sua vida. Uma coisa é certa: A vontade de Deus está revelada em Sua Palavra. Entendê-la e praticá-la depende do crente, Deus o guia pelo caminho que este livremente escolheu.

Por fim, creio eu que para os que viverem os últimos dias, Deus completará esta obra.
Mas este sim é outro assunto.

No mais e, em resumo: Escolha a Luz. Escolha Jesus. Sempre.

O nascimento da nova ordem

Depois da tempestade, espera-se pela bonança. Mas, mesmo que ela nunca dê o ar da graça, já é possível identificar, no fim do túnel em que o mundo se encontra, um cenário bem diferente do que temos hoje.

Após um incêndio ter quase destruído o sistema financeiro internacional, numa crise iniciada em 2007, arquitetos já trabalham em uma nova estrutura, enquanto bombeiros ainda lutam contra as chamas. Líderes das 20 principais economias do mundo reúnem-se nesta semana, em Londres, com a missão de dar início à criação de uma nova ordem econômica e política mundial, em substituição àquela surgida após a Segunda Guerra Mundial. Muitos céticos duvidam que se consiga mais do que uma simpática carta de intenções para lidar com os atuais problemas da economia. Mas vários líderes do mundo desenvolvido já admitem: o tempo em que as nações ricas decidiam o futuro do mundo acabou.
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Há muito se fala em aumento do poder dos países emergentes e a transformação do mundo em uma realidade verdadeiramente multipolar. Mas a atual crise econômica parece estar acelerando esse processo, com empresas e governos de países antes considerados subdesenvolvidos ganhando poder e influência.
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O G20 pode assumir as rédeas da futura nova ordem internacional a partir do encontro desta semana em Londres. Os quatro BRICs, como maior força dentro da turma dos emergentes, têm muito a ganhar com essa mudança. Talvez até já negociando de igual para igual com os atuais chefes do mundo no ano de 2020.

Fonte - BBC

Responsabilidade na construção da Europa

MADRI, terça-feira, 31 de março de 2009 (ZENIT.org).- A iniciativa de Cristãos pela Europa (IXE), que agrupa organizações cristãs de 13 países europeus, acaba de fazer um convite aos cidadãos europeus por ocasião das próximas eleições europeias de junho de 2009; no mesmo, anima «a superar a crise e os desafios de nosso tempo para uma Europa mais unida, mais solidária e mais aberta ao mundo».

Reconhecendo que vivemos «momentos especialmente carregados de dificuldades», os que assinaram lançam um convite afirmando que «o Evangelho, junto com as tradições que se afirmam herdeiras do mesmo, propõe-nos interpretar os sinais dos tempos que nos convidam a mudar de vida, para tornar possível o advento de uma sociedade mais humana e mais respeitosa do bem-estar de todos».

«Só uma Europa unida – acrescentam – pode responder aos desafios atuais, expressando seus valores profundos de solidariedade, de justiça e de paz no mundo. É mister, pois, que tomemos consciência de nossa responsabilidade pessoal na construção da Europa.»

Os que assinaram o convite pedem, em primeiro lugar, que se ponham em prática «o mais breve possível as disposições do Tratado de Lisboa». Afirmam que, ainda que «no Tratado não se mencionem as raízes cristãs da Europa, acolhemos positivamente aquelas afirmações do mesmo que estão, de fato, inspiradas pelo pensamento e os valores cristãos. Assim, o Tratado expõe explicitamente, pela primeira vez, que a dignidade humana é o primeiro dos valores da Europa, antes da liberdade, da democracia e da igualdade».
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Fonte - Zenit

Papa pede ao G20 soluções justas para crise

Cidade do Vaticano, 01 abr (RV) - “Coordenar os esforços entre governos e organizações internacionais para sair da crise global sem recorrer a nacionalismos e protecionismos”. É o pedido dirigido pelo papa ao premiê britânico Gordon Brown, às vésperas da abertura da cúpula do G-20, encontro que se inicia amanhã em Londres, reunindo líderes das 19 maiores potências econômicas do mundo, mais a União Européia.
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Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Unidade na diversidade diriam. O Vaticano não perde tempo ou oportunidades.

Crise é uma nova oportunidade para a globalização

Roma, 31 mar (RV) - Em vista da cúpula do G20 de Londres, que começa na quinta-feira, a Caritas Internacional divulgou uma mensagem, exortando os líderes mundiais a colocarem os pobres no centro de uma série de reformas para construir uma nova economia, fundada na justiça e na igualdade.

A nota, assinada pelo presidente da Caritas Internacional, Card. Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, afirma que a crise mundial eclodiu porque a ética foi marginalizada para dar espaço à busca de maior riqueza por parte de poucos potentes. "Podemos enfrentar esta crise diminuindo a falida globalização da avidez ou vendo-a como uma oportunidade para criar uma globalização baseada na solidariedade, na justiça e na paz."

A Caritas adverte que os pobres encontrarão dificuldades para fazer frente a esta situação: ''Quando trilhões de dólares são desembolsados para socorrer os bancos, é moralmente injustificável que alguns países ricos tenham cortado as ajudas ao países em desenvolvimento''.

Apesar da crise econômica, a Caritas recorda que os líderes mundiais devem incluir na agenda a questão das mudanças climáticas, em vista da Conferência de Copenhague, no final deste ano. Para a Caritas, se não houver uma redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa, as mudanças climáticas terão conseqüências a longo prazo muito mais devastadoras do que a crise econômica. "Podemos salvar os bancos, mas o nosso clima não pode ser salvo" – recorda.

A Caritas pede ainda uma reforma das Nações Unidas, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, para garantir maior participação nos processos de decisão por parte dos países mais desfavorecidos.

"Mas o verdadeiro resultado que deve emergir do G20 – conclui a mensagem – é o nascimento de um novo sistema de participação internacional para a distribuição da riqueza, por meio da criação de taxas internacionais para financiar os bens públicos globais e a implementação de adequadas políticas fiscais em nível nacional."

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: A pressão por um "novo sistema" é grande e os temas crise econômica e ambiental parecem estar definitivamente entrelaçados. Ver também "Cardeal hondurenho adverte para efeitos da crise e das mudanças climáticas".

Cardeal defende que o trabalho deve voltar a ser o centro da economia

O presidente do Conselho Justiça e Paz (CPJP) mostrou o seu apoio à reunião dos ministros do trabalho do G8 que decorre em Roma, com o lema «A dimensão humana da crise», preparando a próxima reunião do grupo, que acontecerá em Julho.

O Cardeal Renato Martino diz que é fundamental salvaguardar a dignidade da pessoa “mediante a adaptação dos sistemas sociais” e “voltar a partir da pessoa, criando as condições para o nascimento de novos postos de trabalho”.

“Estes temas são importantes para a Igreja e estão no centro do seu ensinamento social”, explica.

Outro ponto em que a reunião do G8 coincide com a proposta cristã da economia é a importância do trabalho, verdadeiro centro da actividade económica. “Através do trabalho, o homem é o protagonista do desenvolvimento, não o dinheiro nem a tecnologia”.

“E por isso é só através do trabalho que a economia pode voltar a colocar-se em andamento”, acrescentou o Cardeal Martino.

Para o presidente do CPJP, a actual crise deve ser uma ocasião para “voltar a pensar os sistemas económico e financeiro globais”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: A doutrina social da igreja católica insere o domingo no contexto do ideal na relação homem/trabalho.

terça-feira, 31 de março de 2009

Aquecimento do Oceano Atlântico deve-se a causas naturais

A recente tendência de aquecimento observada no Oceano Atlântico se deve em grande parte a reduções nas quantidades de poeira e de emissões vulcânicas nos últimos 30 anos, segundo estudo publicado no site da revista Science.

Desde 1980, a temperatura no Atlântico Norte tem aumentado em média 0,25 ºC por década. O número pode parecer pequeno, mas tem grande impacto em furacões, que preferem águas mais quentes. Um exemplo: 2005 teve recorde no número de furacões, enquanto em 1994 foram poucos eventos, mas a diferença na temperatura oceânica entre os dois anos foi de apenas 1 ºC.

De acordo com a pesquisa, feita por cientistas da Universidade de Wisconsin em Madison e da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (Noaa), nos Estados Unidos, mais de dois terços dessa tendência de aquecimento podem ser atribuídas a alterações em tempestades de poeira na África e à atividade vulcânica nos trópicos no período.

Os autores do estudo haviam mostrado anteriormente que a poeira vinda da África e outras partículas suspensas na atmosfera podem reduzir a atividade de furacões por meio da diminuição da luz solar que chega ao oceano, mantendo a superfície mais fria. Ou seja, anos com mais poeira implicam menos furacões.

Os pesquisadores combinaram dados obtidos por satélites de aerossóis (material particulado suspenso na atmosfera) com modelos climáticos para avaliar o efeito na temperatura oceânica. Eles calcularam quanto do aquecimento no Atlântico observado desde 1980 foi devido a mudanças em tempestades de poeira e na atividade vulcânica, especialmente as erupções do El Chichón, no México, em 1982, e do Pinatubo, nas Filipinas, em 1991.

A conclusão foi que o efeito foi muito maior do que se esperava. "Grande parte da tendência de aquecimento no padrão a longo prazo pode ser explicada por esses fatores. Cerca de 70% é resultado da combinação de poeira e vulcões e aproximadamente 25% se devem apenas a tempestades de areia", disse Amato Evan, da Universidade de Wisconsin, principal autor do estudo.

Os resultados indicam, portanto, que apenas 30% dos aumentos na temperatura no Atlântico Norte são devidos a outros fatores. Embora não desconte a importância do aquecimento global, Evan aponta que o estudo faz com que o impacto desse fator no Atlântico esteja mais em conformidade com o menor aquecimento verificado no Pacífico.

"Faz sentido, porque não esperávamos que o aquecimento global fizesse com que a temperatura oceânica se aquecesse tanto em tão pouco tempo", disse.

De acordo com o cientista, vulcões são naturalmente imprevisíveis e, portanto, difíceis de serem incluídos em modelos climáticos, mas novos modelos deverão levar em conta a importância de tempestades de areia como um fator para prever acuradamente como as temperaturas oceânicas vão se alterar.

(Bibliografia: The role of aerosols in the evolution of tropical North Atlantic Ocean temperature anomalies; Amato T. Evan, Daniel J. Vimont, Andrew K. Heidinger, James P. Kossin, Ralf Bennartz).

Fonte: Inovação Tecnológica

NOTA Minuto Profético: Mais uma evidência de que o "consenso" mundial sobre o aquecimento global é forjado e patrocinado por interesses políticos-religiosos, leia-se ECOmenismo. Não podemos dizer, portanto, que o aquecimento global é um sinal da Volta de Jesus. Porém, os interesses políticos-religiosos por trás dos bastidores, sim, SÃO UM GRANDE SINAL DA VOLTA DE CRISTO!!

Newton R. Pampa Q.: Patriarcas e Profetas de Ellen G. White, pag 107-108, menciona o seguinte:

"Nesse tempo imensas florestas foram sepultadas. Estas foram depois transformadas em carvão, formando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo. O carvão e o óleo freqüentemente se acendem e queimam debaixo da superfície da Terra. Assim as rochas são aquecidas, queimada a pedra de cal, e derretido o minério de ferro. A ação da água sobre a cal aumenta a fúria do intenso calor, e determina os terremotos, vulcões e violentas erupções. Vindo o fogo e a água em contato com as camadas de pedra e minério, há violentas explosões subterrâneas, as quais repercutem como soturnos trovões. O ar se acha quente e sufocante. Seguem-se erupções vulcânicas; e, deixando estas muitas vezes de dar vazão suficiente aos elementos aquecidos, a própria terra é agitada, o terreno se ergue e dilata-se como as ondas do mar, aparecem grandes fendas, e algumas vezes cidades, vilas, e montanhas a arder são tragadas. Estas assombrosas manifestações serão mais e mais freqüentes e terríveis precisamente antes da segunda vinda de Cristo e do fim do mundo, como sinais de sua imediata destruição".

Conselho Mundial de Igrejas escreve aos líderes do G20

Genebra, 30 mar (RV) - O Conselho Mundial das Igrejas (que reúne 349 Igrejas, representando 560 milhões de cristãos em 110 países do mundo) divulgou hoje um apelo para que o G20 de Londres seja uma ocasião para ir além das ações de socorro financeiro a curto prazo e busquem soluções a longo prazo, "fundadas em uma base ética e princípios morais".

Em carta ao primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, o secretário-geral do Conselho, Rev. Samuel Kobia, expressa a profunda preocupação das Igrejas com a atual crise financeira. "As Igrejas consideram que esta crise não seja somente de natureza econômica, mas tenha também dimensões morais" – lê-se no texto.

A carta contém uma série de propostas, sendo a primeira delas a criação de uma "nova arquitetura financeira" a ser desenvolvida sob a égide das Nações Unidas e onde possa existir uma vasta participação de todos os países e da sociedade civil.

As Igrejas pedem também que sejam estabelecidos em nível internacional e permanente mecanismos de controle sobre os fluxos de capitais e de monitoração das atitudes especulativas. Por fim, o Conselho faz votos de que esta crise não conduza a uma redução das ajudas ao desenvolvimento aos países pobres.

Fonte - Radio Vaticano

Decisões anacrônicas mostram incapacidade de Ratzinger em guiar o Vaticano

O tantã dos tambores não para. Depois de seu périplo africano e da polêmica sobre a Aids e os preservativos, afirmar que Joseph Ratzinger é um papa cada vez mais questionado é uma obviedade. Fora da Igreja não param as críticas e os ataques. Na França e na Alemanha as pesquisas entre católicos já registram a palavra "demissão" e governos, cidadãos e ONGs demonstram claramente seu descontentamento. Dentro do Vaticano as coisas estão iguais ou piores. O papa alemão foi eleito pelos cardeais por sua alta inteligência. Mas, como diz o veterano vaticanista e escritor Giancarlo Zizola, "estes primeiros quatro anos de papado sugerem que, por mais que sua inteligência seja finíssima, ela não basta para governar a Igreja".
...
Por isso há muitos bispos em guerra. Enquanto Ratzinger salta de um pântano para outro, a Igreja moderada, progressista e conciliar não aguenta mais. Segundo Zizola, o poder da Opus Dei, como nos tempos de Wojtyla e Navarro Valls, continua enorme. Di Giacomo não acredita que seja tanto. Mas a máquina de enredar está funcionando. Com o perdão dos lefebvrianos, o papa desprezou as correntes de sinal oposto, especialmente a Teologia da Libertação, que o mesmo freou há 25 anos. Ao fundo, já se fala em um possível substituto, o cardeal de Honduras Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga. Mas isso a cúria decidirá.

Fonte - El País

Número de favelas no mundo pode triplicar

NAIRÓBI - A crise econômica global está colocando em risco os esforços para ajudar o número crescente de moradores de favelas em todo o mundo, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira.

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat), que organiza um evento importante esta semana na capital do Quênia, disse que o número de moradores de favelas no mundo pode triplicar para 3 bilhões até 2050, se nada for feito.

Delegados de dezenas de países, organizações não-governamentais e grupos da sociedade civil estão reunidos em Nairóbi para discutir como alocar recursos para o problema nos próximos dois anos diante da pior crise financeira desde a Grande Depressão.

- A persistência da pobreza humana é em grande parte resultado de economias e finanças urbanas enfraquecidas - disse Ban em um discurso lido em seu nome no encontro.

- A atual crise financeira global e a restrição de crédito apenas exacerbam essa situação. Há o risco de que nossos esforços para lidar com a crise de habitação sofram um retrocesso.

As favelas são mais comuns na África subsaariana, onde 62 por cento da população urbana mora de forma inadequada. Depois vêm o sul da Ásia, com 43 por cento, e a Ásia Oriental, com 37 por cento, disse Moon.

A diretora do UN-Habitat, Anna Tibaijuka, disse que a crise do sub-prime norte-americana foi um "divisor de águas", colocando a moradia acessível na agenda como uma questão econômica, e não social.

Ela disse que parcerias público-privadas são essenciais para fornecer soluções de habitação às populações mais pobres do mundo e que também poderiam ajudar a estimular a economia.

- Os economistas estão enfatizando a importância econômica da habitação e da infraestrutura urbana como parte do setor produtivo que gera emprego - disse ela a jornalistas.

Fonte - JBOnline

Não há mais tempo para desenvolvimento sustentável

Pesquisador em meteorologia pelo Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Prakki Satyamurty defende que o mundo adote outro caminho para reverter o quadro de destruição do meio ambiente que tem como conseqüência as mudanças climáticas.

Para ele, o desenvolvimento sustentável já não é o caminho mais aconselhável para a reversão desse quadro. A saída agora, segundo Satyamurty, seria a retirada sustentável, ou seja, a diminuição drástica do consumo de recursos naturais, aliada a um controle de natalidade que levasse a um crescimento menos acelerado do número da população mundial.

Ao falar sobre o tema escolhido pela Organização Meteorológica Mundial para marcar o Dia Mundial Meteorologia de 2009 - Tempo, clima e ar que respiramos - o pesquisador disse que a capacidade do planeta Terra de suportar o uso que se faz dos recursos naturais está cada vez mais limitada.

Por isso, Satyamurty defende que o consumo de recursos naturais deveria ser menor ou igual à reposição dessas riquezas ambientais na natureza. Segundo ele, a exploração dos recursos naturais pela população mundial já ultrapassou a capacidade de oferta do meio ambiente em escala global.

“Já passou o tempo do desenvolvimento sustentável. Agora é tempo de fazer uma retirada sustentável, ou seja, temos que retirar, gradativamente, por exemplo, o número de automóveis das ruas. Tudo o que foi colocado em excesso e hoje contribui para a destruição do meio ambiente precisa sair de cena. Esse é um assunto muito polêmico, mas as autoridades precisam parar e pensar em tudo o que está acontecendo. O mundo tem que mudar para melhor”, observou.

Satyamurty participou, neste semana, da programação realizada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em alusão ao Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março.

Em palestra a estudantes da universidade, o pesquisador polemizou as estratégias pensadas em escala mundial para lidar com os diversos problemas causados pelas mudanças climáticas, como a falta de água. Segundo ele, a população mundial quadruplicou em 50 anos e o aumento da temperatura da superfície terrestre, do nível dos oceanos, bem como a poluição de todos ambientes são as principais conseqüências desse crescimento populacional.

“Com o aumento da população mundial, a diminuição das áreas de floresta e de espécies animais é inevitável. Mais áreas de lavoura, pastos e gado. Tudo isso provocou aumento de gás carbônico, gás metano e aumento substancial da temperatura na Terra”, relatou.

Ainda de acordo com o pesquisador indiano, assim como foi criado o mercado do crédito de carbono, também deveria existir o crédito de população. Para ele, outra missão das autoridades é o reflorestamento.

“Todo país que estivesse crescendo demais deveria pagar por isso. Seria um incentivo à redução das populações e um benefício para o meio ambiente como um todo porque o planeta não agüenta mais essa situação.”

Na avaliação do chefe da divisão de Meteorologia do Centro Técnico Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) no Amazonas, Ricardo Delarosa, é incontestável que o desenvolvimento e o progresso geram perturbações e degradações nos sistemas naturais. Contudo, ele ponderou que o grande problema das nações não é a falta de alimentos, mas a distribuição imperfeita desses recursos alimentares.

“Entendo que o que está acontecendo é uma distribuição desigual das riquezas e recursos. A população cresceu bastante, mas a produção de alimentos também cresceu”, disse.

Com relação à polêmica avaliação de Satyamurty sobre a retirada sustentável, Delarosa ponderou que não existe maneira de desenvolver sem degradar de alguma forma. Para ele, a redução da população seria uma das alternativas existentes.

“Eu entendo que o desenvolvimento sustentável é um paradoxo. Não vejo como desenvolver e, ao mesmo tempo, ter sustentabilidade, pelo menos não do ponto de vista da conservação dos sistemas naturais como a gente os conhece hoje. Temos que trabalhar para minimizar esse custo que é um ônus imposto à natureza. Na minha opinião, é preciso haver uma conscientização de que é preciso distribuir melhor os recursos e as riquezas. Acho que isso seria mais efetivo do ponto de vista de preservar mais o ambiente que a gente vive”, concluiu. (Fonte: Amanda Mota/ Agência Brasil)

Fonte - Ambiente Brasil

segunda-feira, 30 de março de 2009

Como reavivar uma Igreja

Por que os cultos em algumas igrejas Adventistas são tão "frios" e "desanimados"?

Por que alguns sermões não alcançam os corações dos adoradores?

Por que existe tanta frieza na vida espiritual de alguns Adventistas do 7º Dia?

Por que a Igreja Adventista não utiliza o modelo de culto de outras denominações, cujas reuniões estão sempre repletas de pessoas?

Estas são algumas das perguntas que frequentemente são feitas aos líderes Adventistas. Recentemente recebi um e-mail de um assíduo leitor deste blog, o qual me fez diversas indagações sobre nossa maneira de adoração, em especial sobre o estilo dos cultos, que, às vezes, não produzem a sensação de que houve realmente um encontro com Deus.

Eu creio no seguinte: NÃO PRECISAMOS COPIAR NINGUÉM!

Não é porque uma igreja A ou B tem seus cultos com pessoas do lado de fora, que nós devamos fazer "tudo" que eles fazem, para termos os mesmos resultados. Sabemos que há muito Cristianismo adulterado por ai, com mensagens que levam as pessoas a buscarem bens e prazeres materiais, curas, milagres, exorcismos, etc., mas sem uma mensagem centrada na Bíblia, no "Assim diz o Senhor".

Muitas denominações se enchem de pessoas porque apresentam uma mensagem que não "cobra" nenhuma mudança de vida. Ou seja, apenas pregam que Jesus salva, liberta e cura, mas não dizem que este mesmo Jesus espera renovar a vida da pessoa e colocá-la no Caminho da Verdade e da Salvação Eternas (cf. Mat. 7:21-23; Rom. 6:4; 2Cor. 5:17; João 14:15; 15:14; etc.).

Por isso, não penso que a solução seja "copiar" o que existe em outras denominações. Infelizmente, parece que esta tem sido uma tendência em alguns lugares, os quais estão preferindo utilizar-se de músicas, sermões, liturgias, e até "jargões" estranhos à cultura Adventista, com o objetivo de atrair mais adoradores. A intenção pode ser boa, mas devemos cuidar para que os princípios de nossa fé não estejam sendo rebaixados!

Como Reavivar?

É uma realidade, infelizmente, que algumas congregações Adventistas tenham uma "vida" muito "sem sal", ou seja, são comunidades de crentes que não contagiam pela alegria, vibração e entusiasmo que os não-crentes esperam ver quando visitam nossas igrejas pela primeira vez (cf. Atos 2:46-47).

O que podemos fazer para mudar esta situação? Em primeiro lugar, acredito sinceramente que a temática dos sermões pregados nestas congregações "frias" e "sem vida" tem uma imensa parcela de culpa na situação espiritual da Igreja. Até que ponto as necessidades dos adoradores estão sendo supridas com os sermões? Como eles estão encontrando eco no coração das pessoas? Os dramas e temores da vida moderna estão sendo esclarecidos e solucionados através dos sermões, ou as pessoas "entram vazias" e "saem cheias"... de novas angústias? Os jovens estão encontrando respostas para as lutas que enfrentam na sociedade secularizada em que vivem?

Não era assim que Jesus pregava. É só ler os Evangelhos para comprovar isso.
Suas mensagens, Seus momentos de "entrevista individual" com alguma pessoa, Seus milagres, etc., revelam que a preocupação de Deus é por nossa cura espiritual, por nos libertar dos jugos desta vida.

"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve" (Mat. 11:28-30).

O "fardo" de Jesus é leve... pois é Ele que carrega por nós!
Os sermões que ensinam uma mensagem de exagerado sacrifício, de religião fanática, de cristianismo triste e sem vida, não provêm do Alto... com absoluta certeza!

Se sua igreja precisa ser reavivada, comecem a pregar mensagens de esperança, de salvação em Cristo, de libertação. O Novo Testamento está repleto de temas para este tipo de pregação.

Não adianta querer reavivar uma igreja pregando sobre vestuário, alimentos saudáveis, dinheiro, profecias alarmistas, murmurações contra a liderança, etc. Estes podem até ser temas interessantes, mas não devem ser o único "repertório" de uma congregação que deseja ser VIVA.

O grande pastor e teólogo Adventista, Dr. Hans K. LaRondelle, em seu brilhante livro "O que é Salvação?", diz o seguinte:

"Há muitos no mundo e na Igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: ‘Os teus pecados estão perdoados’. Portanto, em cada sermão, o pregador precisa proclamar a justificação" (p. 78).

Justificação, salvação, exaltação da Cruz, libertação do pecado, Jesus, Jesus, Jesus... ai está o segredo do sermão eficaz! É isso o que o povo precisa ouvir, quando os dramas da vida sufocam o coração: TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS! VÁ EM PAZ!

Uma igreja que só ouve sobre o tamanho do cabelo ou o vestuário das mulheres, sobre a "irreverência" durante o sábado, sobre os benefícios da alimentação vegetariana, sobre os perigos do uso de bateria durante o culto, etc., não pode ser uma igreja viva.

Como eu disse, estes temas têm o seu devido lugar de importância, mas não é no PRIMEIRO LUGAR.

Caros pregadores, preguem mais sobre o livro de Romanos, sobre os milagres de Jesus, sobre a alegria da salvação em Cristo... e suas igrejas iniciarão um reavivamento que jamais foi visto!

Algumas Dicas Práticas:
Fonte: Manual do Pr. Ronaldi Neves Batista (UEB).

1. Uma Igreja se reaviva num período de 4 a 6 meses.
2. Eu mesmo, como líder, tenho que estar vibrando por Cristo – preciso estar reavivado.
3. Reúna os oficiais e defina responsabilidades. As reuniões deverão ocorrer mensalmente.
4. Dirija cada reunião com entusiasmo e animação.
5. Saia da rotina nos cultos de quarta e domingo.
Domingo – reuniões de cunho evangelístico, com "corinhos", slides, filmes, brindes, um lanche ao final, etc.
Quarta – bons pregadores, experiências missionárias, testemunhos de curas e milagres, muita música alegre e inspiradora.
6. Tenha uma reunião semanal dos professores da Escola Sabatina.
7. Forme novos professores.
8. Tenha um serviço de cânticos animado. Nada daquele serviço monótono, sem vida e feito de improviso, apenas para “cumprir tabela”.
9. Realize cursos de Evangelismo Voluntário.
10. Reúna os instrutores bíblicos para motivá-los e treiná-los.
11. Separe pelo menos 20% do orçamento da Igreja para investir no trabalho missionário.
12. Faça reuniões de oração com os líderes, para orar pelos estudantes e interessados.
13. Tenha uma boa equipe de recepção em TODOS os cultos. Esqueça aqueles recepcionistas antipáticos, frios e que correm para o banco assim que o culto começa.
14. Programa de visitação constante pelos Anciãos e Diáconos.
15. Tenha classes bíblicas permanentes: jovens, adultos, juvenis.
16. A cada trimestre, faça uma reunião administrativa e de avaliação do planejamento.
17. NÃO DESANIME NA PRIMEIRA DIFICULDADE.

Temos um imenso ARSENAL à nossa disposição para fazer com que nossa igreja seja VIVA e ANIMADA. Não há porque copiar ninguém, pois tudo o necessário já faz parte de nossa fé e cultura... só precisamos utilizar.

Quanto antes vocês começarem, maiores serão as alegrias de verem os "ex" retornando, os jovens se animando na missão, as crianças alegres, os adultos empolgados com a fé... e as visitas marcando presença em cada culto e reunião.

"Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê..." (Rom. 1:16).

O EVANGELHO É UM PODER... UMA VERDADEIRA "DINAMITE"!

Fonte - Blog Prof. Gilson Medeiros

Estados Unidos: uma nação em decadência?

No livro Apologia dos Bárbaros, o historiador, urbanista e ativista político norte-americano Mike Davis disseca os meandros do império após os atentados de 11 de setembro de 2001

O livro Apologia dos Bárbaros, do historiador estadunidense Mike Davis, professor da Universidade da Califórnia, reúne escritos publicados entre 2001 e 2007 que analisam, sob diferentes perspectivas, a política interna e externa dos Estados Unidos, especialmente após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Davis divide o trabalho Apologia dos Bárbaros: ensaios contra o império (São Paulo: Boitempo, 2008, 351 págs.) em cinco partes, tendo por critério temas afins. No entanto, a linha de continuidade que perpassa a estrutura do livro é uma crítica perspicaz e fundamentada à Casa Branca, ao Congresso, ao Poder Judiciário, ao Pentágono, aos partidos políticos e às organizações sindicais, que estão a serviço do grande capital e não dos interesses da população dos Estados Unidos.

Davis não acredita na afirmação de que “os estadunidenses colheram o que semearam” com os atentados às Torres Gêmeas, já que as principais vítimas daquela tragédia foram as secretárias, os contadores, os entregadores de lojas de conveniências, os lavadores de janelas, os corretores da bolsa e os bombeiros, pessoas que “não conceberam ou implementaram nossas políticas secretas, antidemocráticas e criminosas no mundo muçulmano” (pág. 24). Responsáveis diretos pelos atentados, entre tantos, seriam, por exemplo, Madeleine Albright, secretária de Estado de Bill Clinton, que, ao responder a uma pergunta em rede nacional de TV sobre as 500 mil crianças mortas no Iraque como resultado das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, asquerosamente afirmou: “Acredito que o custo compensou”. E o maior responsável de todos – George W. Bush – foi escolhido presidente por uma maioria na Suprema Corte e não pelos eleitores, tendo adotado poderes de guerra contra todos, em toda parte e para sempre, sem precedentes na história nacional dos Estados Unidos e, quiçá, mundial.

O autor de Apologia dos Bárbaros não vê grandes diferenças entre o Partido Republicano e o Democrata, já que ambos estão ligados aos donos do poder econômico. Os socialistas estadunidenses, diz Davis, há anos vêm demonstrando que os democratas não passam de um partido capitalista com um verniz socialdemocrata. No entanto, as elites formadas por sindicalistas e por militantes dos direitos civis encontram sempre um pretexto para o velho vício, qual seja, a opção pelo mal menor. A história mostra, por exemplo, que a maioria democrata no Senado 1) vendeu a Bill of Rights (a Constituição dos Estados Unidos aprovada em 1787); 2) endossou cortes marciais e campos de concentração; 3) acatou a não assinatura do Protocolo de Kyoto e do Tratado sobre Mísseis Antibalísticos; 4) apoiou a militarização da fronteira mexicana e deu carta branca ao presidente George W. Bush para intervir na guerra suja da Colômbia; 5) aprovou, por meio do Comitê de Inteligência do Senado, a opção do uso de armas nucleares de “pequeno alcance” contra o dito Eixo do Mal”. Por fim, o democrata Joe Lieberman, ex-candidato à vice-presidência de Al Gore, defendeu, com mais ênfase que os próprios republicanos, o direito de invadir o Iraque, e Carl McCall promoveu a sua campanha para governador de Nova York exibindo fotos em que aparecia disparando um fuzil M-16 em um campo de treinamento “antiterrorismo” israelense.

Uma política externa intervencionista compromete a própria democracia interna dos Estados Unidos. John Hobson, em seu Estúdio del imperialismo, criticava, no início do século 20, a voracidade da classe dominante inglesa em suas colônias espalhadas pelo mundo, ao tempo que mostrava que esta mesma elite, no afã de acumular sem limite, destruía a democracia interna londrina. O Ato Patriota, aprovado em 26 de outubro de 2001, 45 dias após os ataques do 11 de setembro, nada mais é do que um conjunto de leis destinadas a aumentar a regulação, o controle e a fiscalização das atividades cotidianas dos cidadãos estadunidenses, exacerbando o poder de policiamento do governo. James Petras o denominou de fascismo amistoso. Noam Chomsky vai mais longe, chegando a dizer que “não devemos nos esquecer que os próprios EUA são um Estado líder do terrorismo”.

Raça, classe e história – Mike Davis, ao analisar a destruição de Nova Orleans pelo Katrina, mostra que todos os aspectos da catástrofe foram moldados por desigualdades de classe e raça. Pesquisadores de várias universidades do sul dos Estados Unidos vinham chamando a atenção das autoridades para a possibilidade do rompimento dos diques por falta de manutenção. No entanto, nada se fez para sanar o problema, já que a cidade era povoada por 75% de afro-americanos e por ter um alto índice de pobres, de criminosos e de desempregados. Foi a negligência federal, e não a fúria da natureza, a maior responsável pelo assassinato de Nova Orleans.

Utilizando-se do desastre natural, políticos inescrupulosos, especuladores imobiliários gananciosos e brancos racistas apostaram em uma higienização da metrópole do jazz. Um deles, Finis Shellnut, afirmou que “o furacão obrigou os pobres e os criminosos a saírem da cidade, e nós esperamos que eles não voltem. A festa dessa gente está quase no fim e agora eles terão de encontrar outro lugar para morar” (pág. 237). Outro, Joseph Canizaro, com laços pessoais que o ligam ao círculo interno da Casa Branca, disse que “essas pessoas pobres não têm condições de voltar para nossa cidade, assim como não tiveram condições de deixá-la. Então, não traremos todas de volta” (pág. 236).

O governo Bush também aproveitou o pretexto do Katrina para atacar os sindicatos independentes, principalmente aqueles que defendiam os direitos dos trabalhadores e pressionavam pela contratação de moradores para recuperar Nova Orleans. Com isso, favoreceu as grandes corporações, como o Wal-Mart, que, combinando a tecnologia just in time com as características mais selvagens do capitalismo, tornou-se a empresa-símbolo da exploração. “Conhecida por pagar salários miseráveis e fraudar as horas extras de seus 1 milhão de empregados nos Estados Unidos”, comenta Davis, “o Wal-Mart age de forma ainda mais sinistra no estrangeiro, pressionando incessantemente seus milhares de fornecedores em Bangladesh, na China e na América Central para que reduzam os custos do trabalho e suprimam direitos trabalhistas. O Wal-Mart é, sem dúvida, o maior empregador indireto de mão-de-obra semiescrava ou infantil do planeta. A ‘walmartização’ tornou-se, portanto, sinônimo de ‘corrida ao fundo do poço’, completa abolição dos direitos do trabalhador e da cidadania” (pág. 158).

O historiador Mike Davis critica os livros didáticos das escolas estadunidenses por sua ocultação da história. A Operação Bagration, de junho de 1944, por exemplo, que leva este nome em homenagem a um herói russo de 1812, foi um ataque soviético decisivo contra a retaguarda da poderosa Wehrmacht de Hitler. Para Davis, foi a batalha decisiva pela libertação da Europa do nazi-fascismo. No entanto, não se encontra uma palavra sobre esta operação nos livros básicos de história nos Estados Unidos. E isso tudo, apesar de esta ofensiva de verão soviética – chamada pelo historiador Jon Erickson de o grande terremoto militar – ter sido muito mais grandiosa do que o desembarque na Normandia, tanto em escala de forças envolvidas quanto em custo direto infligido aos alemães. “Na luta contra o nazismo, cerca de 40 Ivans morreram para cada soldado Ryan”. “De fato”, diz Davis que “a maioria dos norte-americanos é espantosamente ignorante a respeito dos ônus dos combates e das baixas da Segunda Guerra Mundial. E mesmo a minoria que compreende algo da grandiosidade do sacrifício soviético tende a julgá-lo nos termos dos estereótipos crus do Exército Vermelho: uma horda bárbara conduzida por um sentimento cruel de vingança, um frenesi por estupros e um nacionalismo russo primitivo” (pág. 282).

No que toca à América Latina, os livros didáticos omitem 1) que os negros haitianos, liderados por Toussaint L’Ouverture, no final do século 18, tiveram uma participação decisiva na manutenção da Luisiânia como território estadunidense, ao infligir uma derrota aos exércitos de Napoleão Bonaparte no Haiti, quando as forças francesas se preparavam para recolonizar aquela província; 2) apresentavam o Canal do Panamá como propriedade sua, não mencionando que a independência daquele país (1903) fora provocada por Washington, já que a Colômbia se negara a aceitar uma passagem interoceânica estrangeira em uma de suas províncias; 3) falam que a Amazônia deve estar sob a proteção da humanidade (leiam-se Estados Unidos), alegando sua importância ambiental, ecológica e de biodiversidade, sem comentar a exploração e a destruição já feita por alguns de seus empresários (Ford na borracha, com a Fordlândia; Ludovic na celulose, com o Projeto Jari), sem mencionar o interesse das multinacionais ligadas aos medicamentos; 4) estampam o monumento aos Marines agarrados ao mastro de sua bandeira num visível esforço para fincá-la em solo estrangeiro com o intuito de levar a civilização aos bárbaros, lendo-se no pedestal do monumento as datas das intervenções armadas, sem dizer que as mesmas deixaram milhares de mortos e se prestavam à estratégia imperialista de buscar matérias-primas baratas e mercados cativos para seus produtos.

O Pentágono, diz Davis, deveria estudar a história das colônias conquistadas e perdidas, dos impérios erguidos e derrubados, evitando, assim, a atual carnificina iraquiana. Bastava ler as cartas de Gertrude Bell e os diários de Winston Churchill, os homens que transformaram três prósperas e etnicamente distintas províncias do Império Otomano em um infeliz território britânico. Churchill, então secretário de Estado de Guerra e da Aeronáutica (1920), utilizou a estratégia dos bombardeios com armas químicas, como as bombas de gás mostarda, para economizar dinheiro e soldados na dominação do Iraque. Graças ao gás venenoso e aos tanques, os britânicos recuperaram o controle da região, em setembro de 1920, sem deixar de lado as expedições punitivas pelos territórios rebeldes, queimando vilarejos, executando suspeitos, confiscando mantimentos e aplicando multas. Mais tarde, a força aérea britânica bombardeava regiões do Iraque, como o baixo Eufrates, já não para reprimir tumultos e sim pressionar os vilarejos a pagar seus impostos. Em fins de 1921, Churchill observou, com satisfação, que seus aeroplanos haviam passado a ser temidos e continuou a defender o uso do gás venenoso no Iraque e em toda a região. Questionado por um coronel, subordinado seu, sobre os horrores causados pelos efeitos dos bombardeios, Churchill o repreendeu severamente dizendo que “não entendo essa aversão ao uso de gás. Sou totalmente a favor do uso de gás venenoso contra tribos incivilizadas” (pág. 114). Certamente, fora este o mestre maior de Saddam Hussein. Apesar de tais métodos genocidas, a Grã-Bretanha saiu derrotada da região.

Apologia dos Bárbaros mostra como a revolução revoluciona a contrarrevolução. Por isso, o livro é importante para entender a política interna e externa dos Estados Unidos. Algumas ausências sentidas no trabalho foram as de Noam Chomsky, James Petras, Michael Klare e Immanuel Wallerstein, que trabalham, igualmente, as relações dos Estados Unidos no mundo. Um livro que ajuda a entender os meandros do império.

Fonte - Clic RBS
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