segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Conversações Santa Sé-Palestina: satisfação pelos progressos sobre Acordo Global

Cidade do Vaticano (RV) – A Comissão Bilateral entre a Santa Sé e o Estado da Palestina – que é responsável pela finalização do texto de um Acordo Global sucessivo ao Acordo de Base assinado em 15 de fevereiro de 2000 -, concluiu em 6 de fevereiro uma Sessão Plenária no Quartel Geral da OLP, em Ramallah, com o objetivo de revisar e aprovar o trabalho desenvolvido a nível de grupo técnico conjunto, após a última Plenária realizada no Vaticano em 26 de setembro de 2013.

Os colóquios – desenvolvidos numa atmosfera cordial e construtiva - foram coordenados pelo Membro do Comitê Executivo da OLP e Chefe do Alto Comitê Presidencial para os Assuntos Eclesiástico do Estado da Palestina, Hanna Amireh, e por Dom Antoine Camilleri, Sub-Secretário para as Relações da Santa Sé com os Estados.

Tratando dos temas já examinados a nível técnico, a Comissão ressaltou com grande satisfação o progresso realizado na elaboração do esboço final do texto do Acordo, que trata dos aspectos essenciais da vida e da atividade da Igreja Católica na Palestina. As duas partes concordaram em continuar os esforços para completar os procedimentos internos e constitucionais em vista da assinatura do Acordo. A parte Palestina expressou desde já as boas-vindas a Sua santidade o Papa Francisco, por ocasião da sua visita a Terra Santa.

A delegação da Santa Sé era formada por Dom Antoine Camilleri, Sub-Secretário para as Relações com os Estados; Dom Giuseppe Lazzarotto, Delegado Apostólico em Jerusalém e Palestina; Dom Antonio Franco, ex-Delegado Apostolico em Jerusalém e Palestina; Dom Maurizio Malvestiti, Sub-Secretário da Congregação para as Igrejas Orientais; Dom Alberto Ortega, Oficial da Secretaria de Estado, Seção para as Relações com os Estados; Dom Matteo De Mori, Conselheiro da Delegação Apostólica em Jerusalém e Palestina; Pe. Emil Salayta, Vigário Judicial do Patriarcado Latino di Jerusalém; Pe. Ibrahim Faltas, Administrador Geral da Custodia da Terra Santa e Pe. Pietro Felet, Secretario Geral da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa.

A Delegação Palestina era composta, por sua vez, por Hanna Amireh, Membro do Comitê Executivo da OLP e Chefe do Alto Comitê Presidencial para os Assuntos Eclesiásticos do Estado da Palestina, Sr. Ziad Bandak, Ministro, Conselheiro do Presidente, Membro do Comitê Presidencial para os Assuntos Eclesiásticos; Sr. Bernard Sabella, Membro do Conselho Legislativo Palestino; Emb. Rawan Sulaiman, Ministro Adjunto dos Assuntos Exteriores e para Assuntos Multilaterais; Emb. Issa Kassissieh, Rapresentante do Estado da Palestina junto à Santa Sé; Sig. Ammar Hijazi, Vice-Ministro Adjunto dos Assuntos Exteriores e Sr. Azem Bishara, Conselheiro Jurídico da OLP.

Fonte - Rádio Vaticano

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Papa Francisco: É muito importante ir à Missa aos domingos e receber a Eucaristia que é fonte da vida

VATICANO, 05 Fev. 14 / 02:03 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em sua catequese na manhã de hoje na Praça de São Pedro a qual assistiram milhares de fiéis apesar do intenso frio e da chuva que há vários dias cai em Roma, o Papa Francisco explicou a importância vital da Eucaristia para todo fiel, que deve ser recebida aos domingos na missa, porque é o coração e a fonte da vida da Igreja.

A seguir a íntegra da catequese do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje falarei a vocês da Eucaristia. A Eucaristia coloca-se no coração da “iniciação cristã”, junto ao Batismo e à Confirmação, e constitui a fonte da própria vida da Igreja. Deste Sacramento de amor, de fato, nasce cada autêntico caminho de fé, de comunhão e de testemunho.

Aquilo que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos para viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se um altar, que é uma mesa, coberta por uma toalha e isto nos faz pensar em um banquete. Na mesa há uma cruz, a indicar que sobre aquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali se recebe, sob os sinais do pão e do vinho. Ao lado da mesa há o ambão, isso é, o lugar a partir do qual se proclama a Palavra de Deus: e isto indica que ali nós nos reunimos para escutar o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e então o alimento que se recebe é também a sua Palavra.

Palavra e Pão na Missa tornam-se um só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que havia feito, condensaram-se no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antes do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: “Tomai, comei, isto é o meu corpo…Tomai, bebei, isto é o seu sangue”.

O gesto de Jesus cumprido na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. “Agradecimento” em grego se diz “eucaristia”. E por isto o Sacramento se chama Eucaristia: é o supremo agradecimento ao Pai, que nos amou tanto a ponto de dar-nos o seu Filho por amor. Eis porque o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem junto, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Então a celebração eucarística é bem mais que um simples banquete: é propriamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação. “Memorial” não significa somente uma recordação, uma simples recordação, mas quer dizer que cada vez que celebramos este Sacramento participamos do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A Eucaristia é o ápice da ação da salvação de Deus: O Senhor Jesus, se fez pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e seu amor, e assim renova o nosso coração, a nossa existência e a maneira como nos relacionamos com Ele e com os irmãos.

É por isto que sempre, quando nos aproximamos deste sacramento, se diz de: “Receber a Comunhão”, de “fazer a Comunhão”: isto significa que o poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística se conforma de modo profundo e único a Cristo, nos fazendo experimentar já a plena comunhão com o Pai que caracterizará o banquete celeste, onde com todos os Santos teremos a alegria de contemplar Deus face a face.

Queridos amigos, nunca conseguiremos agradecer ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia! É um grande dom e por isto é tão importante ir à Missa aos domingos.

Ir à missa não somente para rezar, mas para receber a Comunhão, este pão que é o Corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa, nos une ao Pai. É muito bom fazer isto! E todos os domingos, vamos à Missa porque é o próprio dia da ressurreição do Senhor. Por isto, o domingo é tão importante para nós.

E com a Eucaristia sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca terminará em nós o seu valor e a sua riqueza. Por isto, pedimos que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a moldar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isto se faz durante toda a vida, mas tudo começa no dia da primeira comunhão.

É importante que as crianças se preparem bem para a primeira comunhão e que todas as crianças a façam, porque é o primeiro passo desta forte adesão a Cristo, depois do Batismo e da Crisma. Obrigado.

Fonte - ACI Digital

Nota DDP: Como recentemente comentado neste espaço, por ocasião das recentes manifestações do papa sobre a questão do ecumenismo e a intenção de avanço desse movimento para a celebração eucarística unificada entre os cristãos em seus diversos ramos, sonho do vaticano escancarado através dos últimos pontificados, caracteriza-se mais uma vez de forma absolutamente clara a intrínseca relação entre eucaristia e guarda do domingo. Quando os grupos atraídos por esse discurso de 'união' se derem conta do real pano de fundo que os aguarda, será tarde demais...

A Rainha Elizabeth II da Inglaterra visitará o papa Francisco no Vaticano

VATICANO, 05 Fev. 14 / 09:29 am (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, confirmou ontem que o Papa Francisco receberá à Rainha Elizabeth II da Inglaterra no dia 3 de abril no Vaticano.

Faz alguns meses, o Palácio de Buckingham anunciou que a rainha visitaria o Vaticano em 2013, mas a viagem foi adiada para uma data prévia a 21 de abril de 2014, dia no qual a soberana inglesa faz 88 anos de idade.

A Rainha chegará ao Vaticano acompanhada pelo seu marido, o duque de Edimburgo e terá uma audiência privada no Palácio Apostólico do Vaticano com o Papa Francisco, conforme anunciou nesta terça-feira a coroa britânica. A viagem da rainha a Roma responde a um convite do presidente italiano, Giorgio Napolitano, com quem a monarca terá um almoço em privado esse mesmo dia.

Passaram 14 anos desde que Elizabeth II visitou por última vez o Vaticano em 17 de outubro de 2000, ocasião na qual foi acolhida em audiência privada pelo Beato João Paulo II.

A boa relação da coroa inglesa com o Vaticano também continuou durante o pontificado de Bento XVI, embora desta vez, o cenário do encontro entre ambos os líderes religiosos foi no Palácio Real de Holy Rood (Edimburgo), no dia 16 de setembro de 2010. A Rainha da Inglaterra recebeu o Bispo Emérito de Roma, com motivo de sua visita pastoral a seu país.

Além disso, a visita de Elizabeth II ao Vaticano se reveste de uma especial importância porque ela é a cabeça da Igreja Anglicana, fundada cismaticamente pelo rei Henrique VIII em 1534, depois de que o Papa Clemente VII se declarasse contrário a dar a nulidade de seu casamento com a rainha Catarina de Aragón.

Anteriormente, a rainha da Inglaterra visitou o Vaticano até em três ocasiões. No ano 1980 visitou a João Paulo II. Em 1961 foi recebida pelo Papa João XXIII, e sua primeira visita foi com o Papa Pio XII em 1951, quando ainda era princesa.

O reinado de Elizabeth II faz 62 este ano, no dia 6 de fevereiro e é o segundo mais longo da história britânica, foi superado apenas pelo de sua tataravó Vitória, que reinou durante 63 anos e 7 meses.

Por outro lado, o Papa Francisco já recebeu no dia 14 de junho de 2013 o arcebispo de Canterbury e primado da Igreja Anglicana, Justin Welby, rezaram juntos como sinal de unidade entre os cristãos.

Fonte - ACI Digital

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

É o coração versus a Bíblia

Recentemente, entrevistei uma estudante sueca de 26 anos a respeito de suas ideias sobre a vida. Perguntei se ela acreditava em Deus ou em alguma religião. “Não, isso é tolice”, ela respondeu. “Então como você sabe o que é certo e o que é errado?” perguntei. “Meu coração me diz”, ela replicou. Em poucas palavras, essa é a principal razão para a grande divergência que há na América, e também entre a América e boa parte da Europa. A maioria das pessoas usa o seu coração – incitado por seus olhos – para determinar o que é certo e o que é errado. Uma minoria usa sua mente e/ou a Bíblia para fazer essa determinação. Escolha quase qualquer assunto e essas duas maneiras opostas de determinar certo e errado se tornam evidentes. Aqui vão três exemplos.

Casamento entre pessoas do mesmo sexo: o coração favorece essa ideia. É preciso ter um coração endurecido para não ser comovido quando se veem muitos casais adoráveis do mesmo sexo que querem comprometer suas vidas mutuamente em casamento. O olho vê os casais; o coração se comove para redefinir o casamento.

Direitos dos animais: o coração os favorece. É difícil encontrar uma pessoa, por exemplo, cujo coração não se comova ao ver um animal sendo usado para pesquisas médicas. O olho vê o animal fofinho; o coração então equipara a vida animal e a vida humana.

Aborto: Como se pode olhar para uma menina de 18 anos, que teve relações sem proteção, e não ficar comovido? Que tipo de pessoa sem coração vai lhe dizer que ela não deveria abortar e que deveria dar à luz?

Os olhos e o coração formam uma força extraordinariamente poderosa. Eles só podem ser superados, na formulação de políticas, por uma mente e um sistema de valores que sejam mais fortes do que a dupla coração-olho.

Com o declínio das religiões judaico-cristãs, o coração, moldado pelo que o olho vê (aqui está o poder da televisão), tornou-se a fonte das decisões morais das pessoas. Esse é um problema potencialmente fatal para nossa civilização. O coração pode ser muito belo, entretanto, não é nem intelectualmente nem moralmente profundo.

Portanto, é assustador que centenas de milhares de pessoas não vejam problema algum em admitir que seu coração seja a fonte dos seus valores. Seu coração sabe mais do que milhares de anos de sabedoria acumulada; sabe mais do que religiões moldadas pelos melhores pensadores de nossa civilização (e, para o crente, moldadas por Deus); e sabe mais do que o livro que guiou nossa sociedade – dos Fundadores de nossa singularmente bem-sucedida sociedade, passando pelos militantes contra a escravidão e chegando até ao Rev. Martin Luther King Jr. e à maioria dos líderes da luta pela igualdade racial.

Essa exaltação do próprio coração vai bem além da autoconfiança – é a autodeificação. Uma das primeiras coisas que se aprende no judaísmo e no cristianismo é que os olhos e o coração são geralmente terríveis guias no que diz respeito ao bom e ao santo. “Não se prostituam nem sigam as inclinações do seu coração e dos seus olhos” (Números 15:39); “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa...” (Jeremias 17:9).

Os apoiadores do casamento do mesmo sexo veem o adorável casal homossexual e, portanto, não se interessam pelos efeitos das mudanças no casamento e na família sobre as crianças que não veem. E, como têm veneração pelos seus corações, o ideal bíblico de amor entre homem e mulher, casamento e família não têm importância nenhuma para eles.

Os corações dos defensores dos direitos dos animais estão profundamente comovidos pelos animais que veem submetidos aos experimentos, mas não pelos milhões de pessoas que não veem que vão sofrer e morrer se pararmos com esses experimentos.

Da mesma forma, os corações das pessoas que apoiam a Peta (People for the Ethical Treatment of Animals, Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais) estão tão comovidos pela condição dos frangos abatidos que a organização tem uma campanha intitulada “Holocausto no seu prato”, que compara o abate de galinhas com o massacre dos judeus pelos nazistas. [Uma coisa é triste, a outra é terrivelmente absurda. Mas é bom que se diga que são cometidos muitos excessos nas pesquisas com animais e crueldades desnecessárias são praticadas contra seres indefesos. Há que se ponderar esse ponto.]

Por 25 anos tenho perguntado a graduandos do ensino médio em toda a América se salvariam seu cão ou uma pessoa desconhecida, caso ambos estivessem se afogando. A maioria tem quase sempre votado contra a pessoa. Por quê? Porque, dizem sem hesitar, eles amam seu cão, não o estranho. Uma geração inteira foi criada sem referência a nenhum código moral acima dos sentimentos do seu coração. Não sabem, e não se importariam se soubessem, que a Bíblia ensina que os seres humanos, não os animais, foram criados à imagem de Deus.

Da mesma forma, aqueles que não conseguem chamar nenhum aborto de imoral estão comovidos pelo que veem – a mulher desolada que quer um aborto, não pelo feto humano que não veem. É por isso que os grupos pró-direitos abortivos são tão contra mostrar fotografias de fetos abortados – imagens assim podem comover o olho e o coração dos espectadores de maneira a julgar de outro modo a moralidade de muitos abortos.


É inegável que muitas pessoas usaram suas mentes e muitos usaram a Bíblia de maneiras que conduziram ao mal. E algumas dessas pessoas de fato não tinham coração. Mas nenhuma das grandes crueldades do século 20 – o Gulag, Auschwitz, Camboja, Coreia do Norte, a Revolução Cultural de Mao – veio daqueles que obtiveram seus valores da Bíblia. E o maior mal deste século 21, ainda que baseado numa religião, também não veio da Bíblia.

Enquanto isso, a combinação de mente, valores judaico-cristãos e coração produziu, ao longo dos séculos, o sucesso singular conhecido como América. Estribar-se no coração vai destruir essa diligente conquista em uma geração.

(Dennis Prager, Mídia Sem Máscara)

Nota Michelson Borges: Infelizmente, esses ventos pós-modernos e pós-cristãos têm afetado também um grupo de pessoas que antes era conhecido como “o povo da Bíblia”. Para quase qualquer dúvida ou dilema, eles abriam as Escrituras Sagradas em busca de respostas, pois criam serem elas a Verdade absoluta. Era um grupo de pessoas praticamente imbatível em qualquer discussão religiosa/teológica, pois o conhecimento que tinha da Palavra o colocava numa posição privilegiada (e não que os debates fossem o objetivo dessas pessoas; o sucesso neles apenas consequência de um estudo sistemático, contextualizado, profundo e apaixonado da Bíblia). Mas o relativismo bateu tanto à porta e a Palavra permaneceu por tanto tempo negligenciada (afinal, absorvido em suas ocupações seculares e em seu estilo de vida digitalmente frenético, pouco tempo lhe sobrava para estudar a Carta de Deus), que a dúvida e, pior, a indiferença começaram a contagiar um aqui, outro ali, numa triste reação em cadeia. Quer exemplos claros dessa “onda” em nossos arraiais? Tente falar sobre o uso exagerado da percussão ou da inapropriação de estilos como o rock no louvor... Haverá instantaneamente uma polarização, com muitos “eu acho”, “eu sinto que”, “eu gosto”, etc., e muitos poucos citando a Revelação – porque não a conhecem ou porque colocam sua opinião acima dela. Experimente falar da inadequação para os cristãos de ambientes como o cinema... Outra luta de “eu acho”, “nada a ver” e expressões afins terá início. Ou então tente falar sobre reforma de saúde, vegetarianismo, Coca-Cola, café, chimarrão... Outra confusão. O artigo acima, de Dennis Prager, acaba sendo um diagnóstico do cristianismo moderno – e os adventistas não estão imunes a essa doença. Muitos entre nós estão seguindo o coração (seus conceitos, preconceitos e sentimentos) em detrimento da clara Revelação de Deus. Preferem seguir as tendências em lugar dos mandamentos, e chegam a acusar de “fanáticos” aqueles que tentam se pautar pelas orientações divinas (e não quero dizer com isso que não existam os fanáticos). Aos poucos, uma clara polarização vai se formando: de um lado, ficarão aqueles que só ouvem o coração e seguem as tendências; de outro, aqueles que desconfiam do coração (sentimentos) e se pautam pela Revelação. De que lado estaremos? Creio que a sacudidura e o reavivamento já começaram. Nosso futuro dependerá da decisão que tomarmos hoje.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

European Sunday Alliance pressiona domingo sem trabalho na UE

A European Sunday Alliance é uma coligação de forças europeias, que integra entidades religiosas, sindicatos, associações cívicas e membros do Parlamento Europeu, que, nos últimos anos, tem tentado sem sucesso agendar a discussão e a votação de legislação ao nível europeu, no sentido de transformar o domingo num dia sem trabalho, ou seja, de descanso obrigatório.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem estado atenta e demonstrado a sua preocupação com as consequências deste tipo de legislação sobre as minorias religiosas, neste caso aquelas que têm outros dias de descanso e de observância religiosa que não o domingo. No passado recente, tendo contactado os deputados portugueses ao Parlamento Europeu, a Igreja Adventista do Sétimo Dia viu ser-lhe respondido que o princípio vigente na União Europeia quanto a horários de trabalho é o da subsidiariedade, pelo que tal seria competência dos Estados e não da União Europeia, bem como que existem decisões judiciais ao nível europeu que se sobrepõem, por não considerarem provado ser o domingo um dia diferente ou melhor do que qualquer outro para o descanso religioso, à promoção desses projetos legislativos. A própria instituição que promove esta ação é praticamente desconhecida ou tem pouca relevância no nosso país e esta Conferência não contou com a presença de deputados portugueses.

No entanto, no momento de crise que vivemos e com a atenção redobrada que as questões de família e sociedade têm no espaço europeu, um impulso recente tem sido sentido quanto a esta questão, em especial pela aproximação das eleições para o Parlamento Europeu. Esse impulso faz-se sentir particularmente em países do Centro da Europa, países em que, inclusivamente, existem já grandes limitações à atividade laboral e comercial ao domingo.

Em Portugal, dando seguimento ao que tem vindo a ser feito, a União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia continuará a sensibilizar as autoridades nacionais sobre a necessidade de respeitar os superiores e fundacionais direitos humanos, em que se inclui o direito de liberdade de consciência, culto e religião, que, no caso adventista do sétimo dia, pressupõe como crucial o direito de descanso e adoração no dia de Sábado. Estamos, neste momento e na sequência da notícia da realização desta conferência e o compromisso dela saído, a considerar a possibilidade de, novamente, nos dirigirmos institucionalmente aos presentes e/ou futuros deputados portugueses ao Parlamento Europeu.

Abaixo fica a tradução da nota de imprensa do Dr. Liviu Olteanu, Diretor do Departamento de Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos da Divisão Inter-Europeia, que esteve presente na Conferência referida.

Que possamos viver os tempos que se nos apresentam tendo presentes as inspiradas palavras de Paulo: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.”

Domingos sem trabalho para os cidadãos da UE

Comunicado de Imprensa sobre as aspirações à criação de uma lei dominical pela UE
Bruxelas, 21 de janeiro de 2014.
Liviu Olteanu
Diretor de Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos da EUD

A Aliança Europeia para o Domingo (European Sunday Alliance) , juntamente com alguns membros do Parlamento Europeu, promoveu neste Parlamento, em Bruxelas, no dia 21 de janeiro, a Segunda Conferência destinada a enfatizar a importância de um domingo sem trabalho. Cerca de 120 participantes, vindos de muitos países da UE, sublinharam a importância de se estabelecer um domingo sem trabalho em todo o território da UE.

O mote oficial da Conferência foi: “Domingos sem trabalho e trabalho decente na UE. O que podem os membros do Parlamento Europeu fazer para promoverem esta ideia?” A atenção focou-se nos aspetos do equilíbrio entre a vida, por um lado, e o trabalho e a coesão social, por outro, de modo a “termos o tempo livre determinado por lei ao mesmo tempo”. Toda esta campanha está baseada, segundo as intervenções dos participantes, na “proteção da saúde dos cidadãos da UE”, na promoção de “horários de trabalho decentes”, “no respeito pela família e pela vida privada” e no desejo de “vivermos a vida juntos”.

A Aliança Europeia para o Domingo (AED) é uma rede de: (a) Alianças Nacionais para o Domingo de vários países europeus (A Áustria e a Alemanha são os principais fundadores da AED; recentemente outras organizações e Igrejas começaram a envolver-se, provenientes de países como a Eslováquia, a Itália, a Espanha, a Bélgica, a Polónia, a Suíça, a República Checa, a Eslovénia, a Holanda, a Roménia, a Estónia, a França, a Grécia, a Hungria, o Reino Unidos, etc); (b) Comunidades religiosas (Igreja Católica, diferentes Igrejas Protestantes e Ortodoxas, e outras); (c) Sindicatos; (d) Organizações da sociedade civil; (e) Alguns membros do Parlamento Europeu muito empenhados em alcançar este objetivo.

Liviu Olteanu, diretor do Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Divisão Inter-Europeia, que esteve presente na Conferência da Aliança Europeia para o Domingo, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, fez notar que a iniciativa suscita algumas preocupações. A questão do repouso ao domingo é altamente sensível e pode afetar certas minorias religiosas, incluindo a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Liviu Olteanu afirmou que, antes da Conferência por um “domingo sem trabalho” ter terminado, muitos membros do Parlamento Europeu assinaram, de modo público e oficial, o seu compromisso preparado pela Aliança Europeia para o Domingo e designado “Compromisso a favor de um domingo sem trabalho e de trabalho decente a estabelecer antes das eleições europeias de 2014”.

No começo do documento estava escrito: “Um domingo sem trabalho e horários laborais decentes são de suprema importância para os cidadãos e os trabalhadores espalhados por toda a Europa e não estão necessariamente em conflito com a competitividade económica. Especialmente na presente época de crise sócio-económica, a adoção de legislação que alargue os horários laborais até abrangerem as horas noturnas, os feriados e os domingos tem consequências diretas para a capacidade de trabalho dos empregados e para as pequenas e médias empresas. A competitividade exige inovação, a inovação exige criatividade e a criatividade exige recreação!

O Compromisso proposto pela Aliança Europeia para o Domingo afirma o seguinte: “Enquanto membro atual ou futuro do Parlamento Europeu, eu comprometo-me a (1) assegurar que toda a legislação relevante da UE respeita e promove a proteção de um dia semanal comum de repouso para todos os cidadãos da UE, que será, em princípio, o domingo, de modo a proteger a saúde dos trabalhadores e a promover um melhor equilíbrio entre a vida da família e a vida privada, por um lado, e o trabalho, por outro lado; (2) promover legislação na UE que garanta padrões de horário laboral sustentáveis, baseados no princípio da promoção de trabalho decente que beneficie a sociedade, bem como a economia no seu todo.

Foi também estabelecido que o dia 3 de março de 2014 passe a ser o Dia Internacional do Domingo Sem Trabalho.
...
Paulo Sérgio Macedo (Departamento de Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos) | Ad7news

Obama se impressiona com mensagem de fraternidade do Papa

O presidente americano, Barack Obama, expressou sua admiração pelo Papa Francisco, por promover "um verdadeiro sentimento de fraternidade e respeito por aqueles menos afortunados", em uma entrevista transmitida nesta sexta-feira.

"Fiquei realmente impressionado com a forma com que tem comunicado o que eu acredito ser a essência da fé cristã", disse Obama à CNN sobre o pontífice, muito elogiado por ter mudado a imagem da Igreja Católica Romana desde sua nomeação no ano passado.

O presidente dos Estados Unidos, que visitará o Vaticano em março, declarou que não acredita que Francisco está agindo para conquistar uma aprovação generalizada.

Em vez disso, "acredito que ele tem refletido muito sobre sua fé e sobre o que precisa fazer para garantir que as pessoas, e não apenas aqueles que professam a fé católica, mas todos - vivam segundo a mensagem que ele pensa estar de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo", insistiu Obama.

"Eu estou ansioso para esta reunião", disse sobre o encontro com o Papa agendado para 27 de março.

Obama fez da crescente desigualdade e dos problemas da classe média nos Estados Unidos os principais temas de seu segundo mandato.

Em um discurso em dezembro, Obama elogiou o argumento apresentado pelo Papa Francisco, o primeiro pontífice não-europeu em quase 1.300 anos, sobre o aumento da desigualdade em sociedades divididas entre os muito pobres e os super-ricos.

"Como pode ser, não virar notícia quando um velho morre sem-teto ao ar livre, mas é notícia quando o mercado acionário perde dois pontos?".

Francisco argumentou em seu apelo que estes valores em conflito são um "exemplo da exclusão" em uma sociedade desigual.

Em outubro, o presidente disse à CNBC que estava "imensamente impressionado" com a humildade do Papa e sua empatia com os pobres.

Obama visitou pela última vez o Vaticano em 2009, quando se encontrou com o Papa Bento XVII .

Fonte - Yahoo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Internet: Estudo apresenta Papa como a figura mais marcante de 2013

Francisco foi o nome «mais mencionado» em toda a rede, com quase 50 milhões de referências

Cidade do Vaticano, 29 jan 2014 (Ecclesia) – Um estudo encomendado pela rede católica global “Aleteia” à consultora ‘3rdPlace’ apresenta o Papa Francisco como a figura mais marcante do último ano na internet.

O relatório, que abrange o período entre março e novembro de 2013, adianta que “a nível global”, o Papa argentino “foi a personalidade que mereceu um volume mais elevado de pesquisas no Google”, com cerca de 1 milhão e 740 mil buscas.

Ao nível de toda a rede, Francisco foi também o nome “mais mencionado”, com “mais de 49 milhões” de referências.

Batizado com o nome “Internet loves Pope Francis” (A Internet ama o Papa Francisco), o estudo sublinha o elevado grau de abrangência de Francisco, cuja comunicação tem extravasado fronteiras.

A consultora 3rdPlace realça que a influência do Papa no mundo digital, a sua “capacidade de interação” com as pessoas, ultrapassa inclusivamente o grau reconhecido a alguns dos mais importantes líderes mundiais.

No caso da rede social Twitter, a conta de Francisco, apesar de ter uma frequência inferior a 1 tweet publicado por dia (0,79) desde que foi reativada em março de 2013, tem uma maior interação por parte dos seguidores; o estudo apresenta, como termo de comparação, o caso do presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ban Ki Moon deseja que Papa Francisco guie o mundo à paz

São Marino (RV) – “Espero que a liderança espiritual de Papa Francisco possa influenciar o mundo inteiro”, para que possa viver “em paz, harmonia e serenidade”. Foi o que disse o Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon numa entrevista a SMTV – Radiotelevisão do Estado da República de São Marino.

“Eu assisti a missa de início do Pontificado – observou o Secretário da ONU – e espero encontrá-lo em breve”. “Também fiquei muito tocado quando ele falou de paz e segurança na sua mensagem de Páscoa. Espero que ele possa guiar o mundo para a harmonia e paz”, completou Ban ki Moon. (JE)

Fonte: Radio Vaticano

Nota Cristo em Breve Voltará: Pedimos a todos que leiam bem essa notícia, e abram suas bíblias em I Tess. 5:3, e reflitam sobre o que a ela tem a ver com essa passagem. Isso significa que o preparo daqueles que desejam ser salvos é uma questão prioritária em suas vidas. É tempo de reavivamento e reforma, e de anunciar a breve volta de JESUS

Porque a crise na Europa?

A ânsia para emitir o decreto dominical parece grande. A preocupação com a defesa da santificação do domingo cresce entre as forças da moderna Babilônia.  Mas ainda falta a principal condição que motiva esse decreto: uma crise econômica profunda.

O apoio maciço pela santificação do domingo só ocorrerá quando a economia e a sociedade humana entrarem em crise de tal intensidade que se justifique um clamor por essa santificação. Também que se justifique a necessidade de impor sua guarda pela força da lei, de ameaças e das armas. Que se utiliza de poder imperial autocrático, isso por enquanto não tem cabimento e por enquanto não seria aceito. Ainda não estamos nesse contexto. Para uma adesão de quase todo o mundo a favor do domingo precisa haver um forte motivo: crise a beira de uma situação dramática, beirando o colapso, com características de situação irreversível. Isso também servirá para acusar de hereges aqueles que santificam o sábado, culpando-os pela crise.

A crise na Europa está indo nessa direção. E a dos Estados Unidos da América também. Quanto tempo levará para chegar ao ponto de justificar um clamor por providências do tipo “dança da chuva” em meio a uma seca terrível e que não sinaliza passar, não podemos prever, mas parece que estamos a caminho.

É curiosa a situação do mundo de Babilônia moderna. Para silenciar a dita seita que prega as boas novas da segunda vinda de CRISTO, que trás boas notícias ao mundo, que tem a solução para os graves problemas do mundo, precisa de uma crise generalizada e severa. Contraditoriamente precisa piorar para deter o que é bom! Ou seja, a grande maioria das pessoas do mundo querem ficar por aqui mesmo e aqui enriquecer, e estes darão ouvidos à necessidade de erradicar da Terra aqueles que seguem a Bíblia. Enquanto o povo de DEUS prega uma verdade que não interessa aos gananciosos, para fazer cessar essa pregação precisam de condições catastróficas, pois só assim os donos dos grandes capitais abrirão mão dos seus negócios no domingo, e apoiarão a imposição e sua santificação por meio de leis e da força. Na Europa, e também nos Estados Unidos da América, já discutem sobre a necessidade de santificar o domingo para enfrentar a atual crise. Portanto, não há mais dúvidas de que estamos dentro da crise final, que só falta se agravar.

A crise da Europa tem esse sabor. A dos EUA vem logo a seguir, um pouco mais atrasada porque é com esse país que o europeu Vaticano fará aliança. E os EUA precisam ter alguma condição mais vantajosa e, relação a Europa para desencadear a imposição de sanções sobre o povo de DEUS e elas serem seguidas pelos demais países do mundo. Satanás, para fazer qualquer coisa, precisa do que é ruim e do que prejudica, enquanto DEUS pode fazer o bem em qualquer situação. A crise, principalmente de natureza econômica, ajudará a justificar a santificação do domingo, como um caminho de superação. É esse o sentido da atual crise europeia, e americana, e em outros lugares do mundo. Mas essa situação ainda precisa chegar a muitos outros países importantes na economia global. Os sinais são de que está em andamento.

Enquanto isso, paralelamente, a Igreja Adventista se mobiliza para anunciar o evangelho por meio de um Alto Clamor. As atuais ações dos adventistas nas pregações e distribuições de literatura não deixam dúvidas de que estamos nos dirigindo para esse Alto Clamor. Falta só a intensificação para o poder máximo prometido por JESUS. É isso que satanás quer evitar, atraindo apoio de grandes e poderosos contra o povo santo, por meio de uma severa crise pelo mundo afora.

Fonte - Cristo em Breve Virá

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Papa Francisco volta a pedir que católicos e evangélicos se unam

O Papa Francisco vem reforçando sua postura ecumênica, tentando aproximar-se das outras correntes do Cristianismo como os ortodoxos e os evangélicos. Neste sábado (25) durante o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que ocorreu na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, ele fez orações em companhia do representante do Patriarcado ecumênico de Constantinopla, Gennadios Zervos, e o representante do arcebispo de Cantuária e chefe da Comunhão Anglicana, o pastor David Moxon.

Durante a missa na basílica, estavam diversos representantes ortodoxos, anglicanos e de outras comunidades cristãs, e o sermão do Papa teve como tema “Estará Cristo dividido?”, baseado no texto de 1 Coríntios 1:13. É simbólica a presença de representantes da Igreja Ortodoxa, que teve um cisma com a Igreja católica no século 11 e também membros da Igreja Protestante (ou evangélica) que no século 16 rompeu com Roma.

Com grande tristeza, o pontífice lembrou as divisões históricas da Igreja Cristã, que deu origem a muitos conflitos ao redor do mundo. Mas Francisco preferiu exortar os cristãos a serem todos um, ressaltando que isso não deveria ser fruto de estratégias humanas.

Durante o sermão, asseverou: “Nesta tarde, encontrando-nos aqui reunidos em oração, sentimos que Cristo – que não pode ser dividido – quer atrair-nos a Si, aos sentimentos do seu coração, ao seu abandono total e íntimo nas mãos do Pai, ao seu esvaziar-se radicalmente por amor da humanidade. Só Ele pode ser o princípio, a causa, o motor da nossa unidade. As nossas divisões ferem o corpo de Cristo, ferem o testemunho que somos chamados a prestar-lhe no mundo…. Cristo fundou uma única Igreja… Queridos amigos, Cristo não pode estar dividido! Esta certeza deve incentivar-nos e suster-nos a continuar, com humildade e confiança, o caminho para o restabelecimento da plena unidade visível entre todos os crentes em Cristo”.

O papa Francisco lembrou ainda que outros papas como João XXIII e João Paulo II defendiam o ecumenismo, mas que isso precisa ser ampliado. Portanto, dispõe-se a ser um instrumento para isso. Ao falar dos obstáculos para a unidade, pediu para que os cristãos continuem tendo humildade para superar “os nossos conflitos, nossas divisões e nosso egoísmo”.

Não é a primeira vez que Francisco anuncia sua disposição de unir mais católicos e evangélicos. No ano passado, logo após o anúncio do nome do novo papa, a Aliança Evangélica Mundial afirmou que iria apoiar Francisco. Meses depois, durante a JMJ, o papa entrou em uma igreja Assembleia de Deus no Rio de Janeiro, para orar com evangélicos ali presentes. Mais recentemente, afirmou que católicos e evangélicos deviam pedir perdão mutuamente e invocar “o dom da unidade”.

Os evangélicos não sãos os únicos que Francisco tenta aproximar do Vaticano, tendo convocado membros de todas as religiões do mundo a se unir, pois isso seria mais um passo na busca pelo bem comum. O Vaticano já anunciou que Francisco deseja se reunir com os líderes das principais religiões do mundo para discutirem um esforço conjunto pela paz e harmonia mundial.

Fonte - Gospel Prime

Nota DDP: Nenhuma novidades, apenas cumprimento profético em seu estado mais básico.

"O salvador?"


'O plano do papa Francisco para sanear as economias quebradas no mundo.'

Fonte - The Philadelphia Trumpet

Igrejas evangélicas e Católica assinam documento de reconhecimento mútuo estabelecendo “um só batismo”

A ideia de que, mesmo com suas particularidades, as igrejas cristãs reconheçam umas às outras como instituições que representam o corpo de Cristo, vem ganhando formato. Cinco igrejas históricas assinaram um documento reconhecendo oficialmente o batismo praticado entre elas, estabelecendo assim um ponto de relação.

O documento é fruto de extensos debates e foi assinado por representantes das igrejas Católica, Lusitana Apostólica Evangélica, Evangélica Metodista, Evangélica Presbiteriana de Portugal e Ortodoxa do Patriarcado da Constantinopla.

A assinatura aconteceu no último sábado, 25 de janeiro, na Catedral Lusitana de São Paulo, em Lisboa, Portugal.

O reconhecimento mútuo do batismo estabelece que um fiel que for batizado em qualquer uma das igrejas signatárias será reconhecido como batizado nas demais, assim como as cerimônias de casamento.

O conceito de unidade cristã vem sendo alentado por diversos líderes há anos, e mais recentemente o papa Francisco tocou no assunto, dizendo que pede a Deus que ajude os cristãos a superar a desunião.

Sobre o documento de reconhecimento mútuo do batismo, a pastora da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, Sandra Reis, afirmou que reconhecer “um só batismo” é um “passo que torna visível” a unidade entre as igrejas cristãs: “É uma contribuição para a caminhada ecumênica em Portugal”, definiu a pastora.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Papa Francisco: A divisão entre nós cristãos é um escândalo!

VATICANO, 22 Jan. 14 / 03:45 pm (ACI/EWTN Noticias).- Diante dos milhares de fiéis e peregrinos nesta manhã na Praça de São Pedro, o Papa Francisco dedicou sua catequese a refletir sobre a Semana de oração pela unidade dos cristãos: “um tempo dedicado à oração para seguir a vontade de Cristo”.

O Pontífice recordou que “sábado passado iniciou-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se concluirá no próximo sábado, festa da conversão de São Paulo apóstolo. Esta iniciativa espiritual, mais do que nunca preciosa, envolve as comunidades cristãs há mais de cem anos. Trata-se de um tempo dedicado à oração pela unidade de todos os batizados, segundo a vontade de Cristo”.

O Santo Padre disse logo que este ano o tema desta semana veio do Canadá e faz referência à pergunta dirigida por São Paulo aos cristãos de Corinto: “Então estaria Cristo dividido?”.

“Certamente Cristo não está dividido. Mas devemos reconhecer sinceramente e com dor que as nossas comunidades continuam a viver divisões que são um escândalo. As divisões entre nós cristãos são um escândalo. Não há outra palavra: um escândalo. Cada um de vós – escrevia o apóstolo – diz: ‘Eu sou de Paulo’, ‘Eu sou de Apolo’, ‘E eu de Cefas’, ‘E eu de Cristo’”.

“Mesmo aqueles que professavam Cristo como seu líder não são aplaudidos por Paulo, porque usavam o nome de Cristo para separar-se dos outros dentro da comunidade cristã. Mas o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio para fazer comunhão entre nós, não para dividir-nos. OBatismo e a Cruz são elementos centrais do discipulado cristão que temos em comum. As divisões, em vez disso, enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização e arriscam esvaziar a Cruz do seu poder”.

O Santo Padre disse que apesar do “apesar do sofrimento das divisões, que infelizmente ainda permanecem, acolhemos as palavras de Paulo como um convite a alegrar-nos sinceramente pelas graças concedidas por Deus a outros cristãos. Temos o mesmo Batismo, o mesmo Espírito Santo que nos deu a Graça: reconheçamos isso e nos alegremos”.

“É belo reconhecer a graça com a qual Deus nos abençoa e, ainda mais, encontrar nos outros cristãos algo de que necessitamos, algo que podemos receber como um dom dos nossos irmãos e irmãs. O grupo canadense que preparou os subsídios desta Semana de Oração não convidou as comunidades a pensarem naquilo que poderiam dar a seus vizinhos cristãos, mas os exortou a encontrar-se para entender aquilo que todos podem receber de tempos em tempos dos outros”.

Para concluir o Papa disse que “isso requer algo a mais. Requer muita oração, requer humildade, requer reflexão e contínua conversão. Sigamos adiante neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo seja exterminado e não esteja mais entre nós. Obrigado!”.

Fonte - ACI Digital

Nota DDP: O discurso vai se tornando cada vez mais incisivo. Quem resistirá?

O Papa Francisco receberá Obama no dia 27 de março

WASHINGTON DC, 22 Jan. 14 / 11:07 am (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco receberá o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no dia 27 de março deste ano, segundo informou ontem a Casa Branca.

"O Presidente espera discutir com o Papa Francisco o compromisso comum de combater a pobreza e a crescente desigualdade", assinala o comunicado da Casa Branca.

Faz uma semana, o porta-voz presidencial, Jay Carney, anunciou que o encontro entre ambos se daria “em um futuro próximo”. O porta-voz do Vaticano, o Padre Federico Lombardi, confirmou a reunião pouco depois de divulgado o comunicado da Casa Branca.

Barack Obama chegará no dia 27 de março a Roma e se reunirá também com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, e o primeiro-ministro, Enrico Letta. A escala na Itália faz parte de uma viagem de Obama pela Europa. Nos dias 24 e 25 de março estará em La Haya, Holanda, para participar da Cúpula de Segurança Nuclear e reunir-se com autoridades locais.

Em 26 de março, o mandatário viajará a Bruxelas para a cúpula Estados Unidos-União Europeia, além de reunir-se com o governo belga e o secretário geral da OTAN.


Nota DDP: Esperemos quais os demais temas que serão 'comuns' em futuro próximo. Alguns deles a profecia já antecipou que mais cedo ou mais tarde estarão alinhados entre esses dois poderes.

Reconhecimento mútuo do Batismo permite «abrir outras portas» na «caminhada ecuménica»

Acordo histórico entre católicos, lusitanos, metodistas, ortodoxos e presbiterianos vai ser assinado este sábado, em Lisboa

Lisboa, 22 jan 2014 (Ecclesia) – O próximo sábado vai ser marcado por um acontecimento histórico para o ecumenismo em Portugal, a assinatura de uma declaração de reconhecimento mútuo do Batismo pelos líderes das comunidades católica, anglicana, metodista, ortodoxa e presbiteriana.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o bispo da Igreja Lusitana (Anglicana) explica que o acordo, celebrado “pela primeira vez” no nosso país, vai permitir “atestar a validade do sacramento” entre as diversas Igrejas “e ao mesmo tempo evitar situações de rebatismo” ou “outras situações” decorrentes dessas práticas.

“O que esta declaração vem dizer é que o valor é o mesmo, portanto reconhece a doutrina e a prática que está subjacente ao rito do Batismo praticado em qualquer uma das Igrejas e nesse sentido há um reconhecimento total da validade do sacramento do Batismo”, explica Jorge Pina Cabral.

De acordo com o padre católico Tony Neves, esse reconhecimento recíproco já fazia parte do relacionamento entre a Igreja Católica a e a Igreja Lusitana, a Igreja Metodista, a Igreja Ortodoxa (Patriarcado de Constantinopla) e a Igreja Presbiteriana.

No entanto, a instituição oficial desta prática representa “um grande passo para o ecumenismo em Portugal”, pois toca um sacramento “fundante, o sacramento de iniciação, de entrada”.

A assinatura da declaração, destaca o padre Tony Neves, permite “claramente abrir outras portas” na “caminhada ecuménica” e dar às comunidades um sinal de que o esforço de diálogo, de integração, de compreensão continua, que os responsáveis das Igrejas não estão “parados”, que há “uma vontade muito grande de unidade”.

Por outro lado, “numa sociedade tão fragmentada, tão dividida aparecerem as Igrejas de mãos dadas, juntas a mostrar esta vontade de comunhão, isso será certamente inspirador para também as diversas forças da sociedade sintam que é pela unidade que se resolverem os problemas”, acrescenta Jorge Pina Cabral.

Este sábado marca também o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, este ano subordinada ao tema “Estará Cristo dividido”, questão retirada da primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Segundo o bispo da Igreja Lusitana, o grande objetivo continua a ser criar condições para que as Igrejas cristãs possam “celebrar o sacramento da Eucaristia em conjunto” mas primeiro será preciso aprofundar esta questão do batismo “em todas as suas consequências”.

“O importante para já é efetivamente celebrar este evento e celebrar este evento significa também aprofundar o próprio sentido do Batismo enquanto sacramento que constrói a Igreja e nos remete para caminhos novos que o Espírito nos quer proporcionar”, conclui.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Como reiteradamente considerado neste espaço, tendo em vista o 'grande objetivo' assinalado na notícia supra transcrita, há de ser considerado que 'eucaristia' possui relação próxima com santificação do domingo (confira aqui e aqui).

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

C-FAM Lança Mostra Mundial de Apoio à Santa Sé na ONU

WASHINGTON DC, EUA, 17 de janeiro (C-FAM) Hoje o C-FAM anuncia uma campanha renovada para mostrar apoio à Santa Sé na ONU.

Por que isso é necessário?

Nesta semana passada, o comitê de direitos humanos da ONU em Genebra interrogou severamente os representantes da Santa Sé sobre como o Vaticano deve responder ao abuso sexual no mundo inteiro. Os inimigos da Igreja Católica instigaram o comitê.

Meses atrás o grupo que se chama “Católicas” pela Escolha lançou uma campanha mundial para expulsar a Santa Sé da Assembleia Geral.

Pelo menos um delegado da ONU é muitas vezes ouvido depreciando a Santa Sé e perguntando como é que a Santa Sé está realmente em negociações governamentais.

De tempos em tempos se torna necessário que pessoas comuns mostrem seu apoio à Santa Sé na ONU. Esse momento chegou de novo.

O que acontecerá se a Santa Sé for expulsa da Assembleia Geral, algo que nossos inimigos não têm chance de fazer?

A Santa Sé é a consciência da ONU. É a única delegação que não tem considerações políticas no modo como negociam. Negociam puramente a partir de princípios prioritários.

A Santa Sé não pode ser pressionada por agências como o Fundo de População da ONU (FNUAP) que regularmente ameaça delegados com demissões por não serem suficientemente pró-aborto e que também ameaça países com a perda de financiamentos.

A Santa Sé não pode ser pressionada por países europeus que fazem contribuições e que ameaçam os países pobres com a perda de financiamentos por não serem pró-aborto, ou pró-gênero, ou pró-gay.

O que isso significa é que a Santa Sé é uma constante defensora da vida, fé e família na ONU. Os governos olham para a Santa Sé em busca de liderança nessas questões. Aliás, se por algum motivo a Santa Sé silenciar numa questão, os outros governos não podem falar.

É por isso que “Católicas” pela Escolha e outros grupos malignos querem ou expulsar a Santa Sé da Assembleia Geral ou silenciá-la por meio de intimidações. O silêncio equivale à própria morte.

É por isso que estamos pedindo que todas as pessoas e organizações de boa vontade assinem a Declaração de Apoio à Santa Sé.

Preparada pelo Prof. Robert George da Universidade de Princeton e William Saunders de Americanos Unidos pela Vida, a Declaração primeiramente ajuntou mais de 4.000 assinaturas de grupos mais de uma década atrás quando essas campanhas começaram.

Os assinantes da Declaração incluíam os maiores grupos protestantes e até os maiores grupos muçulmanos do mundo. O documento é para todos os homens e mulheres de boa vontade que compreendem o papel vital que a Santa Sé desempenha na ONU.

Reabrimos a Declaração para que grupos assinem e pela primeira vez, a abrimos para que pessoas assinem.

Incentivo você nos termos mais fortes possíveis a ler a Declaração de Apoio à Santa Sé em www.defendtheholysee.org e a assine.

Além disso, incentivo você também a começar sua própria campanha para ajudar pessoas e grupos a assinarem. Realize campanhas em sua cidade e em seu país. Precisamos inundar nossos oponentes com apoio à Santa Sé, o único constante defensor da vida na ONU.

Apresentaremos os signatários à Santa Sé em Nova Iorque, Genebra e Roma em algum tempo no final deste ano.

Apresentaremos também os signatários à ONU. Faremos com que “Católicas” pela Escolha saibam que somos mais fortes, bem mais fortes do que elas e todos os que querem impor matança de crianças no mundo.


Nota DDP: Trata-se no mínimo de uma auto-avaliação extremamente cônscia do papel diferenciado da igreja romana como único segmento religioso realmente relevante no plano político. É questão de tempo, se é que já não se encontra consumado o apoio de protestantes e muçulmanos neste quadro, bem como de países que por questões outras não se manifestam abertamente sobre determinados temas.

Eleva-se a relevância do papa, talvez não por outro motivo, diante da sua atual popularidade. Podemos até contar com a possibilidade de por algum motivo os anjos de Ap. 7 continuarem segurando os ventos e as peças não se encaixem com rapidez, mas que elas já se encontram quase todas visíveis sobre a mesa, parece-nos bastante factível.

Ver também "Papa Bento XVI afastou 400 padres por pedofilia".

Aliança Européia do Domingo: Conferência pelos Domingos sem trabalho e Trabalho Decente

Por ocasião de uma conferência no Parlamento Europeu, que reuniu 120 participantes, a Aliança Europeia domingo lançou oficialmente uma Promessa para um domingo e decente de trabalho livre de trabalho, antes das eleições europeias de 2014. A Promessa é destinado a cometer os políticos europeus para a promoção de um dia semanal de descanso comum, bem como um quadro jurídico que garanta padrões de tempo de trabalho sustentáveis ​​com base no princípio do trabalho decente.

A promessa afirma que «Um domingo livre de trabalho e horas de trabalho decentes são de suma importância para os cidadãos e os trabalhadores em toda a Europa e não estão necessariamente em conflito com a competitividade econômica. Especialmente no momento atual de crise sócio-econômica, a adoção de legislação que alarga horas de trabalho para tarde da noite, noites, feriados e domingos tem conseqüências diretas para as condições de trabalho dos empregados e para as pequenas e médias empresas. Competitividade precisa de inovação, criatividade e inovação precisa de criatividade precisa de recreação! ». The Pledge pode ser acessado aqui .

Ao assinar este compromisso, os atuais membros do Parlamento da UE e os candidatos nas próximas eleições europeias comprometem-se:

1. Para garantir que toda a legislação comunitária relevante ambos os aspectos e promove a proteção de um dia semanal de descanso comum para todos os cidadãos da UE, que será, em princípio, em um domingo, a fim de proteger a saúde dos trabalhadores e promover um melhor equilíbrio entre a família ea vida e de trabalho privado;

2. Para promover a legislação da UE garantindo padrões de tempo de trabalho sustentáveis ​​com base no princípio de trabalho beneficiando a sociedade decente, bem como a economia como um todo.

A Segunda Conferência Europeia para a Proteção de um domingo sem trabalho e Trabalho Decente foi realizada no dia 21 de janeiro de 2014, o Parlamento Europeu (Bruxelas), a fim de aumentar a conscientização em torno da Promessa e as exigências fundamentais da Aliança Europeia de domingo. A Conferência foi organizada pelos membros do Parlamento Evelyn Regner (S & D) e Thomas Mann (PPE), em conjunto com a Aliança Europeia de domingo.

Para superar a crise na Europa, a criação de empregos e competitividade económica são os principais requisitos. A Aliança Europeia domingo afirma que a competitividade eo trabalho decente pode ir de mãos dadas com um dia semanal comum de descanso. Ele precisa de recreação para ser criativo, inovador e, no final, competitivo. Os vários pannelists e palestrantes eram da opinião de que hoje, a legislação e as práticas em vigor a nível dos Estados-Membros da UE e precisa ser mais protetora da saúde, a segurança, a dignidade de todos e devem promover mais atenção o equilíbrio entre família e privada vida e obra. Todas as pessoas na União Europeia deveriam ter direito a beneficiar domingos sem trabalho e horas de trabalho decentes. Proteção domingo fortalece a coesão social das nossas sociedades. Ele representa um recurso precioso de nossa herança, o que deve ser reconhecido como um pilar fundamental do modelo social e econômico europeu.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Responsável do Vaticano fala na urgência de superar divisões entre cristãos

“O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) disse à Rádio Vaticano que a Igreja Católica sente a “urgência” de trabalhar para superar as divisões existentes entre Igrejas.

As separações não podem corresponder à vontade de Cristo e temos de superá-las com urgência”, declarou o cardeal Kurt Koch, em entrevista por ocasião da Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos que decorre até sábado.

O responsável da Cúria Romana afirmou que o tema escolhido para este ano, ‘Estará Cristo dividido?’, coloca aos cristãos uma “questão provocatória”.

Obviamente, Cristo nunca poderá estar dividido, o seu corpo nem sequer pode ser dividido, mas na história verificaram-se muitas cisões, muitas separações”, observou.

O cardeal suíço passou em revista as relações de “amizade, colaboração e fraternidade” com as Igrejas ortodoxas, admitindo que o atual debate interno sobre a questão do “primado” está a ser acompanhado com atenção pelo Vaticano.

O recente documento do Patriarcado Ortodoxo da Rússia sobre este tema é visto como “um facto que pode colocar dificuldades” ao diálogo ecuménico, exigindo que se “recomece a procurar um caminho” de entendimento.

Infelizmente, no que diz respeito ao diálogo teológico, não houve nenhuma assembleia plenária desde 2010”, recordou ainda. (…)

Em relação às comunidades protestantes, o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos sublinhou que “a Reforma é um fenómeno multifacetado, com vários aspetos”. (…)

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).

A comunidade católica integra hoje perto de 1200 milhões de fiéis; a segunda Igreja mais representativa, a ortodoxa, atinge os 250 milhões.

Luteranos (75 milhões), calvinistas/presbiterianos (80 milhões) e anglicanos (77 milhões) são as principais comunidades das chamadas ‘Igrejas tradicionais’ provenientes da Reforma, a que se juntam 60 milhões que se encontram ligadas ao metodismo.”

Fonte: Agência Ecclesia

Nota O Tempo Final: urgência é a palavra que Roma utiliza para descrever as suas ambições de receber de novo no seu seio aqueles que, por várias razões, um dia se separaram da fé católica. Quererá isso dizer que está para breve algum novo e importante desenvolvimento quanto a este assunto? Se depender da vontade romana, não restam dúvidas que sim.

Por fim, é certo que aquelas comunidades religiosas mencionadas, mais cedo ou mais tarde, com menor ou maior dificuldade, acabarão por retornar à casa mãe, renegando até muito do que motivou a separação. E aí, será o tempo em que os guardadores do Sábado do Sétimo Dia ficarão isolados.

Reforçando: segundo Roma, este caminho é uma urgência. Prepare-se.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"Não desistir do ecumenismo"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou sua série de atividades, nesta manhã de sexta-feira, recebendo, no Vaticano uma delegação ecumênica de dez pessoas da Finlândia, por ocasião da festa de Santo Henrique, padroeiro daquele país.

Após sua saudação de boas vindas, o Bispo de Roma recordou aos presentes a citação bíblica da Carta aos Coríntios: “Por ventura, Cristo foi dividido”? Este também será o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se iniciará amanhã, em muitos países, mas no Brasil será celebrada entre Ascensão e Pentecostes.

Esta pergunta do Apóstolo Paulo, disse o Papa, é dirigida também a nós. Assim, somos convidados a não desistir no nosso esforço ecumênico comum, fiéis ao pedido de Jesus: “Que todos sejam um”:

Em nosso tempo, o caminho ecumênico e as relações entre os cristãos estão passando por mudanças significativas, pelo fato que professamos a nossa fé em um contexto social e cultural, onde a referência a Deus e ao transcendente está cada vez menos presente”.

Por este motivo, frisou o Pontífice, é preciso que o nosso testemunho esteja ao centro da nossa fé e do anúncio do amor de Deus. E acrescentou:

“Aqui, encontramos espaço para crescer na comunhão e na unidade entre nós cristãos, promovendo o ecumenismo espiritual, que nasce do mandamento do amor, deixado por Jesus aos seus discípulos. O ecumenismo é um processo espiritual, que se realiza na obediência fiel ao Pai, no cumprimento da vontade de Cristo e sob a guia do Espírito Santo”.

O Pontífice concluiu seu pronunciamento à Delegação ecumênica da Finlândia, exortando a pedir com insistência a ajuda da graça de Deus e as luzes do Espírito Santo, para vivermos na verdade, portadora de reconciliação e comunhão.

Fonte - Radio Vaticano

Prior de Taizé convida os cristãos a reconsiderar o papel do Papa

“O responsável pela Comunidade Ecuménica de Taizé, irmão Alois, desafiou todos os cristãos a considerar que o bispo de Roma pode “apoiar a comunhão entre todos”… (…)

Não poderiam todos os cristãos considerar que o bispo de Roma é chamado a apoiar a comunhão entre todos, uma comunhão em Cristo, onde podem permanecer algumas expressões teológicas que comportam diferenças?”, questiona o prior de Taizé num artigo divulgado por ocasião do Oitavário de Oração Pela Unidade dos Cristãos enviado à Agência Ecclesia.

Para o irmão Alois, o Papa Francisco “indica” a direção “ao apresentar como prioridade para todos o anúncio da misericórdia de Deus”.

Não falhemos neste momento providencial. Estou consciente de estar a tocar um assunto muito quente e de o fazer de forma talvez deficiente. Contudo, para avançar, parece-me inevitável que procuremos modos de entrar neste caminho de uma diversidade reconciliada”, escreve o responsável pela Comunidade Ecuménica de Taizé.

O irmão Alois, que sucedeu ao fundador da Comunidade de Taizé, irmão Roger, em 2005, considera que as confissões cristãs devem encontrar formas de se colocarem todas “sob o mesmo teto” sem esperar “que todas as formulações teológicas estejam completamente harmonizadas”.

Não chegou a hora em que será preciso coragem para nos colocarmos todos sob o mesmo teto, sem esperarmos que todas as formulações teológicas estejam completamente harmonizadas? Não será possível expressarmos a nossa unidade em Cristo – Ele não está divido – constatando que as diferenças que permanecem na expressão da fé não nos dividem?”, interroga-se.

O prior de Taizé considera que “haverá sempre diferenças”, que devem ser avaliadas em “conversas francas”, na certeza de que “muitas vezes podem também conduzir a um enriquecimento”.

Neste artigo, o irmãos Alois referiu a experiência de ecumenismo vivida em Taizé, onde os jovens de diferentes confissões cristãs se sentem “profundamente unidos”.

Em Taizé, surpreendemo-nos ao constatar que os jovens que passam juntos alguns dias na nossa colina, ortodoxos, protestantes e católicos, se sentem profundamente unidos, sem com isso rebaixarem a sua fé a um mínimo denominador comum, nem procederem a um nivelamento dos seus valores”, afirmou o irmãos Alois.

Se é possível em Taizé, por que não será isso possível noutros lugares?”, questiona. (…) Fonte: Agência Ecclesia

Nota O Tempo Final: esta última questão tem uma resposta evidente: essa união não apenas será possível noutros lugares, como sucederá mesmo em todo o mundo! E esse dia pode não estar tão longe como alguns poderão pensar…
Related Posts with Thumbnails