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domingo, 23 de agosto de 2015

A Besta da terra - Parte 3

Ainda outro fator colaborador na aproximação entre a Igreja Romana e o protestantismo foi o movimento ecumênico. Formalmente, o início do ecumenismo ocorreu com a Conferência Missionária Mundial, em junho de 1910, em Edinburgh, Escócia, organizada e presidida pelo metodista norte-americano John R. Mott. “John R. Mott tinha um alvo bem definido ao realizar essa conferência: fazer Jesus Cristo conhecido por todos neste mundo. Com a intenção de alcançar esse alvo, ele buscava a união do maior número possível de cristãos para dar início a uma evangelização mundial abrangente”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.25).

Ele conseguir reunir mais de 1300 delegados, “representantes oficiais de várias sociedades missionárias. Ao organizar esta conferência, Mott convocou estas sociedades e não as igrejas. Isto possibilitou a busca de cooperação na missão e afastou o risco da busca de uma única igreja que congregasse todas as denominações cristãs”. (Wikipédia – John Raleigh Mott).

Com o aumento de poder e influência desse movimento, a Igreja Romana, mesmo antes do estabelecimento do Vaticano, sentiu necessidade de pronunciar-se. No início de 1928 o papa Pio XI publicou uma encíclica sobre a “promoção da verdadeira unidade de religião”. Nela o bispo de Roma repudia o desejo de união a qualquer custo dos cristãos dizendo que “estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis”. E conclui: “é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembleias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo”. (Encíclica Mortalium Animos, 06 de janeiro de 1928).

Em 1946, John R. Mott ganhou o prêmio Nobel da Paz pelo seu “longo e frutífero trabalho em unir os povos de muitas nações, raças e comunhões num vínculo comum de espiritualidade”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.26). E em 1948, também com seu apoio, surge a maior organização ecumênica mundial: O Conselho Mundial de Igrejas (CMI). John Mott torna-se presidente do CMI em 1954, e em janeiro de 1955 veio a falecer.

Na 3ª Assembleia Geral do CMI, realizada em 1961, Nova Déli (Índia), “houve pela primeira fez observadores católicos presentes”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.37). A partir desse ano, as ideias marxistas foram recebidas pelo CMI e nascia o “evangelho social”. Logo em seguida, o pensamento católico sobre o ecumenismo alcançaria o ponto da virada com o Concílio Vaticano II. Como tomar parte no movimento ecumênico sem abrir mão da primazia de Roma? Várias decisões e declarações deste concílio prepararam o catolicismo para assumir mais tarde o protagonismo dentro do movimento ecumênico. Especialmente as que preparavam o terreno para o surgimento do carismatismo dentro do catolicismo. “O Vaticano II foi um verdadeiro Pentecostes como o mesmo João XXIII havia desejado e ardentemente pedido”. (A História Renovação Carismática Católica). “E não vê nenhum motivo para que se estabeleça uma oposição entre ‘carisma’ e ‘ministério’ ou ‘carisma’ e ‘instituição’”. (Ibidem). “A Renovação Carismática Católica... teve origem com um retiro espiritual realizado em fevereiro de 1967 na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA)”. (Ibidem). “E com a cooperação do Movimento Carismático, o pensamento ecumênico se alastrou de maneira explosiva dentro da igreja católica”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38).

Embora a Igreja Romana continuasse afirmando ser o único meio de salvação, o Concílio Vaticano II alterou profundamente a linguagem ecumênica oficial da igreja com um decreto do papa Paulo VI: “Esta cooperação [de todos os cristãos], que já se realiza em não poucas nações, deve ser aperfeiçoada sempre mais, principalmente nas regiões onde se verifica a evolução social ou técnica. Vai ela contribuir para apreciar devidamente a dignidade da pessoa humana, promover o bem da paz, aplicar ainda mais o Evangelho na vida social, incentivar o espírito cristão nas ciências e nas artes e aplicar toda a espécie de remédios aos males da nossa época, tais como a fome e as calamidades, o analfabetismo e a pobreza, a falta de habitações e a inadequada distribuição dos bens. Por essa cooperação, todos os que creem em Cristo podem mais facilmente aprender como devem entender-se melhor e estimar-se mais uns aos outros, e assim se abre o caminho que leva à unidade dos cristãos”. (Decreto Unitatis Redentigratio, 21 de novembro de 1964).

Com uma nova embalagem e tendo como eixo central de união o carismatismo, “em 1968 foi criado um grupo comum de trabalho com a incumbência de manter o contato entre o Vaticano e o Conselho Mundial de Igrejas”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38). “E pela primeira vez na história, o papa Paulo VI visitou a sede do Concílio Mundial de Igrejas em 1969”. (La Ecumenicidad Religiosa para el Nuevo Orden Mundial, p. 24). Todos os esforços da Igreja Romana continuaram nessa direção: incentivar a união de todos os cristãos mantendo a primazia de Roma. E foi durante o pontificado de João Paulo II que a diplomacia papal mais priorizou o ecumenismo buscando conquistar definitivamente os “irmãos separados”. Segundo as palavras de João Paulo II: “Desde o começo de meu pontificado, fiz do ecumenismo a prioridade de minha preocupação e ação pastoral”. (Liliane Borges, O ecumenismo no pontificado de João Paulo II).

Por isso, nos primeiros anos do pontificado de João Paulo II, o protagonismo de Roma dentro do movimento ecumênico aliado ao surgimento da Direita Religiosa nos EUA culminou na união diplomática entre os dois Estados. Alberto Rivera, ex-jesuíta, “explica que estando sob o juramento dos jesuítas, foi-lhe dito que um sinal secreto seria dado aos jesuítas quando o movimento ecumênico houvesse acabado com o protestantismo, em preparação para a assinatura de uma concordata entre o Vaticano e os Estados Unidos. O sinal seria que um presidente [norte-americano] faria o juramento [de posse] em frente a um obelisco. Pela primeira vez na historia dos Estados Unidos, a cerimônia de juramento foi mudada para o lado oeste do Capitólio, e o presidente Reagan fez o juramento em frente ao monumento de Washington. Isso aconteceu em 20 de janeiro de 1981”. (Los Padrinos - Alberto Tercera Parte, p. 26).

Posteriormente, no mesmo mandato do presidente Reagan, em 10 de janeiro de 1984, os EUA estabeleceram relações diplomáticas com o Vaticano - algo impensável para os Pais Fundadores da América.

Trinta anos mais tarde, o ecumenismo já é capaz de produzir cenas que só a profecia bíblica poderia antecipar. No início de 2014, diversos ministros carismáticos e pentecostais presentes em uma reunião nos EUA, patrocinada pelo ministério evangélico Kenneth Copeland Ministries, ouvem a preleção do bispo anglicano Tony Palmer, o qual apresenta um vídeo gravado por ele mesmo, com uma mensagem pessoal do papa Francisco apelando à união completa dos cristãos sob a liderança do Vaticano. Antes de apresentar o vídeo Palmer se apresenta como o profeta Elias enviado “para converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais”, demonstrando não haver mais razões para protestar contra a Igreja Católica, e convidando todos a se unirem. Depois de assistirem o vídeo do papa Francisco, os líderes do evento dão glória a Deus, bem como recebem e pronunciam uma benção do e para o Vaticano.

Embora Roma venha enfatizando o “escândalo da divisão” do cristianismo desde o Concílio Vaticano II, e promovendo o diálogo com as várias denominações cristãs “separadas” de Roma, e também com as diversas religiões não cristãs, essa mesma postura de contemporização e relativismo tem afastado igrejas e grupos cristãos mais conservadores. A principal razão para isso é que “o quadro escatológico da igreja de Deus antes da segunda vinda não é o de uma megaigreja reunindo toda a humanidade, mas o de um 'remanescente' da cristandade, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Apocalipse 14:12)”. (Bert Beverly Beach, Ecumenism - Boon or Bane?).

O ecumenismo papal conseguiu cumprir seu papel como cavalo de Tróia graças à atitude do próprio protestantismo: “O catolicismo na verdade em muito se assemelha ao protestantismo que hoje existe; pois o protestantismo moderno muito se distancia daquele dos dias da Reforma”. (EGW, O Grande Conflito, p. 571). Por tudo isso, pode-se notar que a besta da terra já atingiu o ponto profético onde fará com que os habitantes da terra adorem a primeira besta. E aqueles que não receberem a marca da besta (guarda do domingo) nem o número do seu nome, terão sua liberdade econômica bloqueada (Ap 13:17). "Pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis". (Ap 13:18).

O número 666 era associado às religiões de mistério na antiga Babilônia e usado na adoração ao sol. O que confirma novamente que as duas bestas do apocalipse 13, ao proporem um governo mundial, e a guarda universal do domingo estarão agindo sob a mesma influência pagã-ocultista das antigas religiões de mistério. Contra esse futuro sistema religioso Deus pronunciou a mais solene advertência nas Escrituras: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro”. (Ap 14:9 e 10).

E também deixou um convite: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”. (Ap 18:4).

“Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU”. (Jo 13:19).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ecumenismo Total?

Ecumenismo deriva da palavra grega “oikos”, que quer dizer “toda terra habitada”. Atualmente, essa palavra teve outro sentido, a busca da unidade entre as religiões e da humanidade. “É a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs” (Dicionário Aurélio).

Trata-se do diálogo que tem como ponto de partida os pontos comuns entre as igrejas do cristianismo em busca da superação das divergências doutrinárias e culturais históricas. E a unidade com outras religiões denomina-se diálogo inter-religioso.

Para a Legião da Boa Vontade, LBV, o ecumenismo é uma das primeiras bandeiras. “Zarur trouxe a partir de 7 de janeiro de 1950 a "Cruzada de Religiões Irmanadas", em que líderes das mais diversas tradições religiosas podiam expor suas idéias e ouvir as dos demais. A Religião de Deus apresenta o Ecumenismo Irrestrito e Total, que vai além do relacionamento inter-religioso. O Ecumenismo Irrestrito trata-se da queda das barreiras entre os diversos segmentos da vida humana. E o Ecumenismo Total é a União da Humanidade terrena à Humanidade do Céu, pois acredita-se que os mortos não morrem e que a vida prossegue após o fenômeno chamado morte.”

A LBV entende que o ecumenismo é a educação para a paz, para a universalização do ser humano, vinculando o homem a DEUS, tornando-o assim um Homem-Espírito. Ela explica que “é o fim do império da matéria, pela pura e simples compreensão de que ela não existe (porquanto o próprio átomo é cheio de espaços vagos). Matéria também é espírito. Conclui o presidente da Religião de Deus, Paiva Netto.”

Quem conhece a Bíblia por estudá-la, sabe o que significa ecumenismo. É a última tentativa de satanás por unir a humanidade em adoração a ele. Não crendo na morte, como a Bíblia ensina, crendo ao contrário do que DEUS mandou escrever em Sua palavra, afastam-se do Criador e do Salvador do mundo. E assim satanás pretende seduzir o mundo a adorá-lo, pensando que estão adorando ao próprio DEUS.

Fonte - Cristo Voltará

Nota DDP: No mesmo sentido, "Oração pela unidade dos cristãos", de onde destacamos:

Os principais pontos que unem as igrejas cristãs são: santificação do domingo, crença na imortalidade da alma e a música gospel, de ritmo mundano com letra cristã, entre outros de natureza social, política e ecológica. O ecumenismo está se fortalecendo nesse ponto: o que temos em comum para nisso nos unirmos e colaborar conjuntamente afim de salvar o planeta de seus grandes problemas?

Essa é a grande estratégia para que nenhuma igreja fique de fora.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Busca de plena unidade é prioridade para a Igreja Católica, diz Francisco

Cidade do Vaticano (RV) – Caminhar juntos, conhecer e amar o Senhor, colaborando em comunhão no serviço e na solidariedade com os mais fracos e sofredores. Foi o que pediu o Papa Francisco na carta entregue aos participantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, em andamento até esta sexta-feira, 21, no Vaticano, sob o tema “A meta do ecumenismo: princípios, oportunidades e desafios a 50 anos daUnitatis redintegratio”. Nas palavras do Pontífice, presente o convite para valorizar e reconhecer também o ecumenismo de sangue, ou seja, o testemunho de sangue de quem segue Cristo até o sacrifício da própria vida.

A busca da plena unidade dos cristãos permanece como uma prioridade para a Igreja Católica. Ela é, antes de tudo, um dom de Deus e é obra do Espírito Santo, mas todos somos chamados a colaborar sempre e em todas as circunstâncias”, escreveu o Pontífice aos participantes do encontro. Francisco ressalta a forte “mudança de mentalidade” realizada graças ao texto daUnitatis redintegratio, assim como ao ensinamento do Concílio Vaticano II, mas convida também as associações, movimentos, institutos de vida consagrada a comprometerem-se mais neste tempo, para que seja plenamente cumprida a oração de Jesus ao Pai, antes de sua paixão: “que todos sejam um”.

“Enquanto damos graças, devemos reconhecer que entre nós, cristãos, ainda somos divididos, e que divergências sobre novos temas antropológicos e éticos tornam mais complicado o nosso caminho em direção à unidade. Todavia, não podemos ceder ao desconforto e à resignação, mas continuar a confiar em Deus que coloca nos corações dos cristãos sementes de amor e de unidade, para enfrentar com renovado vigor os desafios ecumênicos de hoje: cultivar o ecumenismo espiritual, valorizar o ecumenismo de sangue, caminhar juntos na via do Evangelho”.

A hostilidade e a indiferença que haviam escavado fossas aparentemente impreenchíveis e produzido feridas profundas entre cristãos de diversas Igrejas e Comunidades eclesiais já pertencem ao passado”, afirmou o Santo Padre, louvando o novo fermento e a nova colaboração em prol da reconciliação e a comunhão entre todos os crentes. Hoje, ao contrário, disse ainda, “os cristãos trabalham juntos a serviço da humanidade sofredora e necessitada, pela defesa da vida humana e da inalienável dignidade, pela salvaguarda da criação e contra as injustiças que afligem tantos homens e povos” realizando de fato aquele ecumenismo espiritual autêntico:

“O ecumenismo espiritual, vive e se desenvolve por meio de inúmeros canais, que verdadeiramente somente o Senhor vê, mas que frequentemente também nós temos a alegria de conhecer: é uma rede mundial de momentos de oração que, do nível paroquial ao internacional, difundem no corpo da Igreja o oxigênio do genuíno espírito ecumênico; uma rede de gestos, que nos vê unidos trabalhando juntos em tantas obras de caridade”.

O Papa pede ainda mais, como ensina a Unitatis Redintegratio. É necessário aprender a valorizar “o ecumenismo do sangue”, isto é, saber reconhecer nos irmãos e nas irmãs de outras Igrejas e Comunidades a capacidade de dar testemunho de Deus até o sacrifício da vida, porque de fato, quem persegue os cristãos não faz diferença.

“Tais testemunhos nunca faltaram nestes cinquenta anos e continuam também nos nossos dias. Cabe a nós acolhê-los com fé e deixar que a sua força nos impulsione a nos converter a uma fraternidade sempre mais plena. Aqueles que perseguem Cristo nos seus fiéis não fazem diferença de confissão: os perseguem simplesmente porque são cristãos”.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

María, "Madre" del Ecumenismo


Como vimos hace dos artículos, el ecumenismo fue el motor principal de la visita de Benedicto XVI a Estados Unidos. Muchos piensan que los motivos son otros, políticos (que también lo son) y de búsqueda de Paz en el mundo (que no lo tengo tan claro).

Esta semana, en concreto ayer miércoles 7 de Mayo, Benedicto XVI recibió a Karekin II "patriarca supremo y catholicos de todos los armenios", según Zenit.org. El motivo de la visita fue renovar el pacto ecuménico realizado con su antecesor Karekin I en 1996 con Juan Pablo II al poder.

"Como gesto de este acercamiento, recientemente se colocó en un nicho exterior de la Basílica de San Pedro una bella estatua de san Gregorio el Iluminador, fundador de la Iglesia Armenia" (otro "santo" en la colección).

Esta pincelada dibuja los últimos movimientos ecuménicos, y que siguen adelante sin parar. Lo que más me sorprende es ver a protestantes y evangélicos ansiosos por andar el camino ecuménico, y no ver muestra alguna de cuestionamiento sobre las bases del mismo, o al menos alguna reflexión al respecto.

En Zenit.org ha salido a la luz otro artículo acerca de la importancia de la Virgen María en el Ecumenismo, y no quiero dejar sin mencionar este hecho. Es un artículo de la teóloga alemana utta Burggraf, especialista en Teología de la creación, Teología ecuménica y Teología feminista, profesora de Teología Dogmática en la Universidad de Navarra.

A la pregunta "¿Puede María impulsar el ecumenismo?" ella responde:

–Burggraf: Certamente. Não podemos esquecer que o verdadeiro protagonista do movimento ecumênico é o Espírito Santo. Portanto, é aconselhável que uma pessoa que quer trabalhar a sério pela unidade dos cristãos tome Maria como mestra e companheira no caminho: sua docilidade ao Espírito pode ser considerada como o núcleo íntimo de uma autêntica atitude ecumênica.

A veneração a nossa Mãe se fundamenta na Sagrada Escritura. Maria canta no Magnificat: «Desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada». Estas palavras são uma profecia e, por sua vez, uma missão para a Igreja de todos os tempos.

Os cristãos não inventaram nada novo quando começaram a louvar Maria. Ao contrário, descuidariam do que lhes foi confiado se não o fizessem. Eles se afastariam da palavra bíblica, e não glorificariam a Deus como Ele quer ser glorificado.


Estoy de acuerdo en que María fue ejemplo para muchos de nosotros, en docilidad, en aceptar la voluntad de Dios, y sobre todo, en ejemplo como madre y educadora. Lo que hay que comentar es la"veneración", dado que no tiene base bíblica, a pesar del Magníficat, como indica la teología católica. Efectivamente, Bienaventurada seguimos llamando a María, dado que no cualquier mujer pudo ser la Madre del Salvador del mundo. Tuvo que ser realmente alguien muy especial como para que el Padre confiara la vida del Hijo en los primeros años de su vida. Pero de ahí a la veneración, mucha distancia hay.
...
Si efectivamente, María es la Impulsora del Ecumenismo, y la Iglesia Católica Romana es la que está abierta al Ecumenismo de forma pasiva, es decir, que todos deben "volver" a ella, mucho habría que meditar antes de dar un paso tal. Prefiero "obedecer la Palabra de Dios" para ser "bienaventurado" como Jesús indicó en sendas ocasiones, y venerar únicamente al Dios verdadero como Jesús mismo indicó ante las tentaciones.

Fonte - Cuenta Atras
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Nota DDP:
Chamou-me atenção outra parte da entrevista:
–Qual é a atitude dos protestantes com relação a Maria?
...
A Igreja venera em Maria a realização mais perfeita da obediência na fé. Isso é algo que podem aceitar também os cristãos evangélicos e, de fato, muitos o afirmam cada vez mais claramente.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O trabalho de um profeta

A lição cita a profecia de EGW sobre a união entre protestantes americanos e a igreja católica. Isso foi escrito num tempo em que tal unidade era inconcebível. Nenhum analista político e eclesiástico arriscaria supor tal tendência. Mas a profecia foi dada e os adventistas creram nela, e pregaram. Hoje é uma realidade em plena consolidação.

Aproveitamos para ressaltar uma das estratégias para a união das igrejas: cooperar no que já é comum entre as igrejas, isto é dito como “o que nos une” e dialogar, sem pressa, no que há divergência isto é dito “o que nos separa”. Essa é uma estratégia que deixa em situação muito difícil aquelas igrejas que decidem não participar do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. São vistas como não querendo cooperar para a solução dos grandes problemas do planeta. O ecumenismo é o movimento para unir todos os cristãos, e o diálogo inter-religioso para unir todas as demais religiões com os cristãos. O objetivo amplamente divulgado desses dois movimentos é salvar o planeta de seus grandes problemas, sociais, políticos, econômicos e naturais. Ou se faz isso, ou o planeta não tem futuro. Mas não se diz que no fundo, o objetivo mesmo é criar condições para que só satanás, o dragão, seja adorado, e que se inviabilize a adoração a DEUS. Enquanto babilônia tenta unir os cacos resultantes da confusão de línguas mediante cooperação no que é comum, o povo de DEUS propõe ao mundo a solução bíblica da entrega a CRISTO diante da iminente segunda vinda Sua para salvar a todos quantos O aceitarem.

A estratégia ecumênica coloca no centro da solução do problema a santificação do domingo. Esse dia será então para unir a todas as famílias num único lugar, a missa e a eucaristia. Assim todas as famílias do mundo receberão uma instrução para se tornarem cidadãos de bem, via os ensinamentos dos religiosos.

Agora veja bem, há sempre muito mais pontos em comum do que divergentes. Por exemplo, somos contra as drogas, contra a violência, contra a criminalidade, contra a bebida alcoólica, etc. Somos a favor dos cuidados preventivos da saúde, de uma vida cheia de felicidade, de princípios saudáveis de convivência, da honestidade, do amor ao próximo, e muito mais. Ora, tais coisas as outras igrejas também possuem. Então a grande pergunta que o ecumenismo e o diálogo inter-religioso fazem é: por quê não nos unirmos com as demais igrejas, formar logo uma grande e ampla frente comum em busca da melhoria das condições de vida no planeta? E aqueles pontos de divergência discutimos sem presas, ao longo do tempo. Que pontos seriam esses, no nosso caso? Os Dez Mandamentos da Bíblia e não do catecismo, a santificação do sábado e não do domingo, a mortalidade da alma como um ser completo, por causa do pecado, e mais algumas coisas, não são muitas. As igrejas protestantes, evangélicas, pentecostais, etc, com algumas exceções, estão apoiando essa estratégia e inclusive patrocinando a elaboração de um código de ética entre as igrejas mediante o qual se regulamentará a pregação do evangelho, ou seja, a única igreja que poderá fazê-lo será a católica, que alega ter toda a verdade. Portanto, ela sim, pode pregar, as outras não, pois essas pregando, geram violência. E da violência é que o ecumenismo quer livrar o mundo.

Isso que relatamos acima, já são fatos. Não são especulações. Isso se noticia nos jornais. E quase não pregamos sobre esses fatos, não é mesmo? Poucos de nós estamos atentos às profecias para saber o que se passa ao nosso redor. Porém, está tudo previsto, e hoje se torna realidade. Profetas e profecias não são muito bem vistas, exceto se forem falsas.

E há ainda outro ponto em comum, esse realmente muito sutil. É a música gospel, que se tornou a música do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Muita atenção: é um ponto em comum entre os protestantes, entre os pagãos e entre os mundanos. É um ponto comum entre todas as tendências religiosas, está em todas elas, e está também no mundo. É uma música que toca tanto nas igrejas quanto nas reuniões de dança, está em todos os lugares, torna o planeta um lugar comum para um plano poderoso de afastar seus habitantes de DEUS. É o ponto comum do mundo todo. O ritmo dessa música é utilizado tanto por cantores religiosos como por grupos de rock, e todas os demais tipos e tendências de ritmos musicais. Pega-se um ritmo qualquer, dá-se a ele uma letra religiosa e pronto, já é gospel, isto é, evangélica. Veio para facilitar a unificação das igrejas, e facilitar a entrada até de ateus nas igrejas, pois lhes satisfaz o gosto, e não leva a CRISTO. Ela está em todos os lugares, é comum a todos os lugares e torna todos os lugares igualmente atraentes à mente humana. Ela une o mundo em uma única tendência de adoração, e essa adoração, pode crer, não é a DEUS. É o ponto estratégico comum mais poderoso, pois ele afeta não a razão, mas sim, os sentimentos, o gosto e as reações e paixões físicas do corpo. Essa música tem por função preparar membros de todas as igrejas para que, habituando-se a ela, tornem-se suscetíveis a entrar em outras igrejas que não seja a sua, e ali adorar, não a DEUS, mas ao senhor dessa música ecumênica, e facilmente afastar-se do verdadeiro DEUS. É uma forma de massificar a cultura ecumênica pela paz e segurança, tornando o mundo e o mundanismo como parecendo algo sagrado. É o ponto em comum mais poderoso da estratégia do ecumenismo, pois exerce sua influência sobre os sentimentos e o gosto das pessoas.

O grande conflito iniciou no Céu por meio de um músico. E ele conseguiu enganar um em cada três anjos. A batalha final terminará com muitos músicos exercendo impressionante poder sobre as mentes de todas as pessoas do mundo. Muitos deles se tornarão os piores inimigos da verdadeira adoração quando chegarem os dias de decidir que sinal receber, se a marca do domingo, se o selo do sábado.

Preste atenção daqui por diante: satanás está trabalhando para tornar impossível, sem fé, suportar a pressão da não participação nos pontos comuns para unir o mundo sob seu comando. Fará a todos pensarem que é para resolver os grandes problemas do planeta, mas no secamento do rio Eufrates descobrirão o engano, perceberão que adoraram o demônio. Assim ele tentará impedir a proclamação da mensagem final sobre todas as nações, tribos e línguas do planeta, e tentará inviabilizar a segunda vida de CRISTO. Mas a sacudidura, e é só ela que poderá resolver o problema da música gospel ecumênica em nosso meio, reverterá a tendência, e preparará a igreja de CRISTO para o grande e poderoso alto clamor. Isso é um fato iminente, está bem próximo.

Esse comentário dessa semana foi o mais difícil de ser escrito. De todos até agora escritos, esse foi o mais realista, e que necessitou de muita coragem. A realidade desses dias requer que isso seja dito de forma clara e direta. Os fatos se sucedem e o tempo é curto, não dá mais para simplesmente fazer de conta que não é problema meu, ou coisa assim. A sacudidura está se acentuando, e pessoas estão sendo colocadas em situações para que tomem a decisão de sua vida para a eternidade, sempre mortos, ou sempre vivos. Quero agradecer pelos e-mails que todos os dias recebo, eles dão coragem para escrever o que nos tempos passados deixava por isso mesmo.

Fonte - Cristo Voltará

Nota DDP: Estou terminando de ler este comentário exatamente neste instante, às 0:50 hs. do dia 14/02. Confesso que leio os comentários da Lição da Escola Sabatina do Prof. Sikberto Marks já há bastante tempo e estes sempre me atraíram pelo viés escatológico impresso pelo mesmo. Mas este me impulsionou a escrever algo a respeito.

O comentário todo merece leitura pormenorizada no link supra declinado, mas em especial este final, relevo que faço em contraste aos esforços ecumênicos visualizados na posse do novo presidente americano com a participação do pastor Rick Warren (recomendo a leitura do post "A nova era do cristianismo"), bem como do líder da banda U2 Bono (ver o site One.org), inclusive tendo como mote de campanha a música "One", o que no todo nos conduz à pertinência do comentário supra face a este estranho momento que temos em torno da música (ver as palestras em "Conselhos sobre música" que já antecipava toda esta questão), dentro e fora da Igreja.

Não posso deixar de consignar, ainda, que tive o prazer de conhecer pessoalmente o Prof. Sikberto em um evento promovido pela AP e, toda honra e glória seja dada ao nome de Deus pelo testemunho deste Seu servo, uma vez que passei a conhecer um pouco do homem por trás dos comentários e, o seu esforço pessoal em viver aquilo que escreve.

Este é o trabalho de um profeta.
E esta é a chamada que Deus faz a cada um de nós para este tempo.
Eis-me aqui?

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Ecumenismo não está em crise, chega a sua maturidade

Fala a teóloga alemã Jutta Burggraf

PAMPLONA, terça-feira, 17 de julho de 2007 (ZENIT.org).- O ecumenismo não está em crise, «mas em uma situação de maior maturidade: vemos hoje mais claramente o que nos une e o que nos separa».

É o que comenta a Zenit a especialista em ecumenismo Jutta Burggraf, alemã, professora de Teologia Sistemática e de Ecumenismo na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra.

O recente documento «Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina da Igreja», publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé, segundo a teóloga, «colocou o dedo na ferida e, ao mesmo tempo, assinalou em que direção devem ir os futuros diálogos ecumênicos».

--O novo texto da Congregação para a Doutrina da Fé recorda que não traz nenhuma novidade, mas que afirma a doutrina da Igreja perante algumas interpretações incorretas. Que tipo de erros se cometem, neste sentido, no movimento ecumênico?
--Burggraf: Efetivamente, pode-se considerar o ecumenismo como um movimento único – suscitado pelo próprio Espírito Santo –, cujo fim consiste em promover a unidade entre os cristãos em todo o mundo. Neste movimento participa cada uma das comunidades cristãs desde sua perspectiva própria. E cada uma tem sua compreensão específica sobre o que é a desejada unidade.

Atualmente, está ganhando muita influência a chamada «branch-theory», que foi elaborada pela Associação para a Promoção da Unidade dos Cristãos no século XIX e ampliada no século XX. Segundo essa teoria, o cristianismo entende-se como uma árvore. O que as diversas confissões têm em comum é o tronco, do qual saem vários ramos exatamente iguais: a Igreja Católica, as Igrejas Ortodoxas e as Igrejas que saíram (direta ou indiretamente) da Reforma protestante.

Nós, católicos, não podemos aceitar essa teoria. Não buscamos uma super-Igreja (com uma concepção «federalista» da unidade».

Segundo nossa fé, a unidade da Igreja de Cristo não é uma realidade futura, hoje inexistente, que teríamos de criar todos juntos. Nem tampouco é algo repartido entre diversas comunidades, que sustentam doutrinas às vezes contraditórias.

É bem mais uma realidade que, em seu núcleo essencial, já existe e sempre existiu, e que subsiste na Igreja Católica: está realizada nela – apesar de todas as debilidades de seus filhos – pela fidelidade do Senhor ao longo da história.

--Assim se pode dizer realmente que a unidade da Igreja já existe?
--Burggraf: O termo ecumenismo vem das palavras gregas «oikéin» (habitar) e «oikós» (casa) que tiveram diversos significados ao longo da história. Os cristãos as empregaram para falar da Igreja, a grande casa de Cristo.

A porta para entrar na Igreja é o Batismo válido, que se administra segundo o rito estabelecido e a fé recebida de Cristo. Esta fé deve abarcar ao menos os dois maiores mistérios que nos foram revelados: a Santíssima Trindade e a Encarnação. Em conseqüência, todas as pessoas batizadas nessas condições incorporaram-se a Cristo e «entraram» formalmente em sua casa. Podem ficar doentes e inclusive morrer (espiritualmente), mas ninguém pode tirar-lhes mais.

Por isso – recorda o Concílio Vaticano II – não só os católicos são «cristãos», mas todos os batizados, em quanto que suas respectivas comunidades conservam ao menos esta fé mínima nos dois grandes mistérios mencionados. «São nossos irmãos – disse Santo Agostinho – e não deixarão de sê-lo até que deixem de dizer: “Pai nosso”».

Em uma criança recém-nascida, a graça de Deus atua do mesmo modo, tanto se é batizada na Igreja Católica como se o é em uma Igreja Ortodoxa ou Evangélica.

--Em que consiste, então, o trabalho ecumênico desde a perspectiva católica?
--Burggraf: A Igreja convida a olhar a nossos irmãos na fé não só sob a perspectiva negativa do que «não são» (os não católicos), mas sob o prisma positivo do que «são» (os batizados). São os «outros cristãos», aos que estamos profundamente unidos: estamos na mesma casa!

A tarefa ecumênica não consiste, portanto, em criar a unidade, mas em fazê-la visível a todos os homens, superando as separações que impedem a Igreja de mostrar-se ao mundo tão esplêndida como realmente é.

Por esta razão, é necessário buscar uma forma eclesial que abarque, de um modo mais completo possível, as legítimas diversidades na teologia, na espiritualidade e no culto. Na medida em que conseguimos realizar uma pluralidade boa e sadia, «a Igreja resplandece – segundo o Papa João XXIII – mais bela ainda pela variedade dos ritos e, semelhante à filha do Rei soberano, aparece adornada com um vestido multicolor».

Segundo esta proposta positiva, um cristão não condena nem rechaça os «outros», mas busca tirar à luz a raiz comum de todas as crenças cristãs, e se alegra quando descobre nas outras Igrejas verdades e valores que talvez não tenha tido suficientemente em conta em sua vida pessoal. É compreensível que o Concílio Vaticano II, partindo desta perspectiva, tenha aberto o caminho a uma grande vitalidade e fecundidade. O abriu comprometidamente, em primeiro lugar, à própria Igreja Católica que tomou, de novo, consciência de purificar-se e renovar-se constantemente.

A unidade, quando se der algum dia, será obra de Deus, «um dom que vem do alto». É preciso não esquecer nunca que o verdadeiro protagonista do movimento ecumênico é o Espírito Santo.

--Como reagem os protestantes perante essa visão que a Igreja tem deles não como Igreja, mas como comunidades eclesiais?
--Burggraf: A primeira reação foi uma grande decepção, tanto entre os protestantes como entre muitos católicos. Pode-se compreender, porque muitos meios de comunicação deram a notícia de um modo sensacionalista e sem explicar que há diferentes modos de empregar a palavra «Igreja».

No sentido cultural, social e religioso, falamos cada dia, sem nenhum problema, das «Igrejas protestantes», por exemplo, da «Igreja Evangélica da Alemanha» (a EKD).

Também as chamamos «Igreja» em um sentido teológico amplo, enquanto pertencem à casa de Cristo (formam parte da Igreja de Cristo). No entanto, não as chamamos «Igreja» no sentido estrito, porque – segundo a teologia católica – carecem de um elemento constitutivo essencial do ser Igreja: a sucessão apostólica no sacramento da ordem.

Mas isso não é nenhuma discriminação, mas que mostra um profundo respeito para elas. Nossos irmãos evangélicos certamente querem ser «Igreja de Cristo» (e o são); mas – ao menos, até hoje – não querem ser «Igreja» no mesmo sentido em que nós, católicos, entendemos esta realidade. Não consideram, por exemplo, o sacerdócio como um sacramento. Para expressá-lo claramente, não falam de «sacerdotes», mas de «pastores» e de «pastoras». Na mesma linha, podemos distinguir entre Igreja (em sentido católico) e Comunidade.

--Qual é o maior obstáculo ecumênico que se está enfrentando neste momento?
--Burggraf: É precisamente a eclesiologia. Portanto, o documento colocou o dedo na ferida e, ao mesmo tempo, assinalou em que direção deveriam ir os futuros diálogos ecumênicos.

Segundo o Vaticano II, distinguem-se diversos modos de pertencer à casa de Cristo. A pertença é plena se uma pessoa entrou formalmente – mediante o batismo – na Igreja e se une a ela através de um «triplo vínculo»: aceita toda a fé, todos os sacramentos e a autoridade suprema do Santo Padre. É o caso dos católicos. A pertença, em contrapartida, é não-plena se uma pessoa batizada rechaça um ou vários dos três vínculos (totalmente ou em parte). É o caso dos cristãos ortodoxos e evangélicos.

No entanto, para a salvação não basta a mera pertença ao Corpo de Cristo, seja plena ou não. Todavia, mais necessária é a união como a Alma do Senhor que é – segundo a imagem que utilizamos – o Espírito Santo. Em outras palavras, somente uma pessoa em graça chegará à felicidade eterna com Deus. Pode ser um católico, um anglicano, luterano ou ortodoxo (e também um seguidor de outra religião).

As estruturas visíveis da Igreja são, certamente, necessárias. Mas em seu núcleo mais profundo, a Igreja é a união com Deus em Cristo. Quem é mais «Igreja»? Aquele que está mais unido a Cristo. Aquele que ama mais.

É significativo que Jesus Cristo nos coloque como modelo de caridade um «bom samaritano», quer dizer, uma pessoa considerada, naqueles tempos, como «herege». Alberto Magno afirma: «Quem ajuda seu próximo em seus sofrimentos – sejam espirituais ou materiais – merece mais louvor que uma pessoa que constrói uma catedral em cada marco no caminho desde Colônia a Roma, para que se cante e reze nelas até o fim dos tempos. Porque o Filho de Deus afirma: Não sofri a morte por uma catedral, nem pelos cantos e rezas, mas pelo homem».

--Pensa que hoje o ecumenismo goza de boa saúde?
--Burggraf: O diálogo ecumênico, em vários níveis, encontra-se em pleno desenvolvimento. Católicos, ortodoxos e protestantes aproximaram-se uns dos outros, conheceram-se mutuamente, deixaram para trás velhos preconceitos e clichês e se deram conta de que sua divisão é um escândalo para o mundo e contrária aos planos divinos.

Podemos dizer, sem exagerar, que avançamos no caminho para a plena unidade nas últimas décadas mais que em vários séculos.

No entanto, o «entusiasmo ecumênico» dos tempos posteriores ao Concílio diminuiu.

Perdeu-se a ilusão – bastante estendida no mundo inteiro – de que as diferenças entre as diversas comunidades cristãs desapareceriam com relativa facilidade. Viu-se que o caminho é difícil e longo. Mas não estamos em uma crise, mas em uma situação de maior maturidade: vemos hoje mais claramente o que nos une e o que nos separa.

Um ecumenismo sólido está baseado na convicção de que, apesar das dificuldades, devemos tentar colaborar, dialogar e, sobretudo, rezar juntos com a esperança de descobrir a unidade que de fato já existe.

Fonte - Zenit

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ecumenismo na Alemanha

Desde o início do seu trabalho como papa, Bento 16, tem trabalhado duramente para reunificar os cristãos e ir além, unificando todas as outras religiões.

Na sua recente visita ao oriente médio demonstrou isto claramente num encontro com uma "variedade de líderes cristãos", onde declarou que enquanto pregamos para outros 'experimentamos a vergonha da nossa divisão'. ("Pope asks Holy Land Christians to unite to preach hope, peace")

Este foi o primeiro papa a visitar dois lugares de adoração muçulmana.

E no fim da sua visita orou de mãos dadas com outros líderes cristaos, muçulmanos, judeus e drusos (uma ramificação do islamismo) associado a estas notícias do papa, duas coisas me chamaram a atenção estes dias aqui na Alemanha. ("In Holy Land, pilgrim pope delivers religious, political challenges")

Primeiro foi um outdoor que eu vi aqui em Mainz sobre uma campanha publicitária do novo campo de futebol que aparentemente não tem nenhuma relação com religião, mas que na verdade mostra uma figura (literalmente) do que acontecerá em breve no mundo religioso.

O texto diz: '103 igrejas, 7 religiões, 1 catedral. "Tempo para um templo".'

Na foto temos uma mistura de símbolos de várias religiões e com a imagem da catedral católica de Mainz no centro. (para quem não lembra, Mainz foi um dos centros católicos mais importantes por muitos séculos, e o bispo de Mainz foi o primeiro clérico católico que Martinho Lutero desafiou com suas 95 teses. Além disso Mainz é a única cidade depois de Roma a receber o título de Santa Sé ("Arcebispado de Mogúncia"))

E o seu bispo atual, Kalr Lehmann foi entre 1971 e 1983 professor de ecumenismo na universidade de Abert Ludwig... mas talvez seja tudo coincidência mesmo!(?)

A campanha publicitária não tinha fundo religioso, porém mostra o que esta passando atualmente na Alemanha e lentamente se alastrando por todo o mundo: ECUMENISMO!

Que tem em si uma mensagem boa: amor, fraternidade e compreensão entre todas as religiões, mas vem acompanhado de uma outra questao: "Abandonar certas doutrinas que consideramos sagradas em prol da unificação".

Para que possamos aceitar a todos sob a bandeira do ecumenismo, teremos que comprometer ou até mesmo abdicar de alguns pontos básicos que cremos.

Sabemos claramente que o Sábado é um obstáculo para que nós adventistas sejamos completamente aceitos pelas demais religiões, e haverá pressões para que comprometamos este ponto fundamental da nossa doutrina.

Um evento interessante para promover o ecumenismo aqui na Alemanha é a festa das igrejas em Berlim. ("Das Berliner Fest der Kirchen")

Onde 35 igrejas se reunirão para oferecer o melhor de sua culinária? (espero que nossa igreja não nos decepcione também neste ponto!)

Temos uma super oportunidade de apresentar a nossa mensagem de saúde que nos foi dada para que servisse de benção para os demais. Ou seja talvez tenhamos a oportunidade de usufruir do programa sem nos comprometermos, mas nem sempre é tão fácil sair ileso, como mostrarei a seguir.

Agora em junho na cidade de Darmstadt se realizará outro programa: a noite das igrejas (Nacht der Kirchen), onde várias igrejas (incluindo uma das igrejas adventistas da cidade) estarão funcionando ao mesmo tempo com programas especiais das 18:00 da sexta-feira (19/Junho) até 1 da manhã do sábado, para que as pessoas possam experimentar numa só noite diferentes maneiras de adorar e assim um católico romano, ou um adventista por exemplo terá a oportunidade de ver como é um culto numa igreja ortodoxa russa e logo em seguida na mesma noite visitar um culto luterano e para terminar ele pode por exemplo participar de uma santa ceia com os ortodoxos gregos.

Nenhum destes programas parece ter nenhuma mal em si e não há mal algum em participar de um culto, orar ou ter uma refeição com alguém de outra religião, pode até ser edificante, porém é preciso ter em mente que estamos no meio de um grande conflito e o inimigo nunca dorme!

A associação que está organizando esta Noite das Igrejas é uma associação de igrejas cristãs chamada ACK (da qual a igreja adventista alemã faz parte) que tem por finalidade promover o ecumenismo, que a princípio não é mau, porém ao olhar quais são os seus pontos básicos, fiquei impressionado ao ver que o ACK segue a "Charta Oecumenica" (em alemão) assinada por mais de 300 igrejas.

Esta carta tem como título do seu primeiro tópico a seguinte frase: "cremos em uma santa igreja católica apostólica".

E continua dizendo: "as diferenças fundamentais da fé são ainda barreiras para uma unidade... Nós não podemos ficar satisfeitos com esta situação".

Alguém pode argumentar que o termo 'católico' nao se refere a igreja católica romana, então por que nao escolheram outra palavra?? E que tal a expressão “nao podemos ficar satisfeitos com isto.”?

Entre os projetos de tais orgãos ecumênicos está:

Garantir o domingo como dia de guarda, precionando o parlamento europeu para aprovar uma lei neste sentido:

"European Churches call the European Union and its Member States to protect Sunday as a weekly day of rest"
"Kirchen starten Sonntags-Initiative"

Para fortalecer a idéia que a guarda do domingo (e não outro dia qualquer) é algo essencial, foi preparado um estudo semi-científico provando que guardar o domingo é melhor para a saúde mental e física das pessoas que guardar outro dia qualquer...

"Why Sunday should be included as a weekly rest day in the revised Working Time Directive"

Aí eu me pergunto, o que nos adventistas estamos fazendo no meio de um grupo que luta para se garantir a guarda do domingo?

Se isto nao for por inocência é apostasia mesmo!

Precisamos acordar antes que seja muito tarde.

O tempo de apostasia está mais próximo que se imagina.

E como estava escrito no cartaz, 103 religiões, mas ‘1 catedral’... a igreja católica está trabalhando duramente para se tornar novamente a única catedral!

Precisamos nos preparar.

Que Deus nos ajude!

Rivelino Montenegro

Fonte - IASD Berlim

[Colaboração - Fernando Falcão]

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Ecumenismo da Europa para o mundo

A cidade romena de Sibiu acolhe, a partir de hoje, os participantes na III Assembleia Ecuménica Europeia, um momento histórico para o diálogo entre os cristãos, onde serão discutidos problemas e desacordos. Cerca de 3000 participantes das Igrejas e confissões cristãs da Europa, incluindo uma representação portuguesa, promovem até ao próximo dia 9 uma grande festa do ecumenismo, à volta do tema "A Luz de Cristo ilumina todos. Esperança de renovação e unidade na Europa".

Depois das experiências de Basileia (1989), cidade com marca protestante, e de Graz (1997), localidade de maioria católica, chega a hora de uma cidade de tradição ortodoxa receber a assembleia magna do ecumenismo europeu, que abordará diversos temas, da espiritualidade à ecologia, passando pelo diálogo com as outras religiões, a construção europeia, a paz e a justiça.

Esta Assembleia é fruto de um percurso iniciado pelas Igrejas cristãs da Europa no ano passado, tendo percorrido duas localidades simbólicas, Roma e Wittemberg, e cada um dos países participantes. Os cristãos de toda a Europa são chamados a percorrer um caminho comum que os leve a aprofundar "a confiança e a compreensão recíprocas, vivendo, trabalhando e rezando em conjunto".

Este é o desafio lançado pela "Carta aos cristãos da Europa", documento conclusivo da terceira etapa de preparação para a III Assembleia Ecuménica Europeia (AEE3), que se desenrolou em Wittenberg (Alemanha), localidade historicamente ligada aos nascimento do Luteranismo.

A iniciativa, organizada pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE, 34 organismos episcopais católicos) e pela Conferência das Igrejas Europeias (KEK, 150 Igrejas ortodoxas, protestantes, anglicanas e vetero-católicas), recolheu as conclusões dos trabalhos efectuados a nível local, regional e nacional para preparar o grande encontro de Sibiu.

As comunidades cristãs são convidadas a "superar o medo e a desconfiança", nesta "peregrinação da luz" que é proposta aos seguidores de Jesus Cristo na Europa, para superar "a escuridão das incompreensões". Depois de uma história de "suspeição e inimizades", as várias comunidades eclesiais são chamadas agora a unirem-se na oração, "trabalhando para levar a justiça e a esperança" à Europa.

A Igreja Católica portuguesa envia a Sibiu uma delegação oficial de 15 pessoas, liderada por D. Manuel Felício, membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo. Em declarações à Agência ECCLESIA, este responsável indica que os assuntos propostos para a III AAE, na Roménia, são muito "concretos e de uma grande actualidade". A construção da Europa é um assunto comum a todos os cidadãos, onde os cristãos têm um contributo a dar. A promoção do diálogo inter cultural e inter religioso, "pois sem ele não se consegue uma paz com bases sólidas"; o respeito pela ecologia, "considerando a natureza como o espírito de Deus é comum a todos", a pobreza, a justiça, a globalização "são questões que a fé pede que nos pronunciemos".

Esta é uma oportunidade que segundo o membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo "devemos aproveitar por razões internas de vivência da fé, não porque há uma Assembleia Ecuménica. Não se pode estar parado perante problemas concretos".

Estes temas têm de comprometer todas as comunidades cristãs, "pois há valores de fundo onde precisamos de estar empenhados como actores sociais e em nome da fé que partilhamos". O compromisso pessoal tem de ser efectivo, pois "a fé obriga a encontrar caminhos concretos de aplicação na nossa situação". Não é algo teórico, mas é na vida prática que vamos manifestar as preocupações. "Estou muito esperançado que os caminhos de cooperação entre nós, vão ser concretizados". (ECCLESIA)

Fonte - Minuto Profético

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ecumenismo mais rico

Ecumenismo vai ser «muito mais rico e cheio de alegria», diz bispo responsável pela unidade dos cristãos

«Fator religioso tanto pode ser de afastamento como de aproximação», sublinhou Jorge Sampaio no debate com D. António Couto

Estarreja, Aveiro, 24 jan 2013 (Ecclesia) – O responsável pelo ecumenismo no episcopado católico, o bispo D. António Couto, expressou esta quarta-feira, em Estarreja, o seu otimismo quanto à aproximação dos cristãos de diferentes Igrejas em Portugal.

Durante um debate sobre ecumenismo e diálogo inter-religioso com Jorge Sampaio, antigo presidente da República, o prelado vaticinou que no futuro o ecumenismo em Portugal “será muito mais rico e cheio de alegria e amizade”.

Perante centenas de pessoas reunidas no Cineteatro local para assistir à iniciativa programada pela Diocese de Aveiro, D. António Couto afirmou que vê com “muito gosto” que os jovens portugueses “lutam” e “estão a dar passos belos” pela unidade dos cristãos.

“Estamos no tempo do diálogo, do coração a coração, da fraternidade”, sublinhou o bispo de Lamego, que ao recordar o tempo passado em Israel para estudar a Bíblia falou do relacionamento que estabeleceu, enquanto padre católico, com judeus e palestinianos.

D. António Couto testemunhou que “fações diversas não lutam apenas entre si mas também estabelecem laços de amizade. E quando há amizade quebra-se o gelo e a rigidez”.

Jorge Sampaio mencionou igualmente o conflito entre Israel e a Palestina, assim como a disputa por Jerusalém, onde se cruzam várias religiões, e revelou que foi recentemente realizado em Lisboa um encontro do Conselho das Igrejas da ‘Cidade da Paz’ para facilitar o diálogo, a que não foi dado divulgação.

O Alto Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, citado pela Lusa, frisou que “as religiões estão a voltar à ordem do dia e o fator religioso tanto pode ser de afastamento como de aproximação entre as pessoas”.

“Muitas vezes há manipulação da fé”, disse o antigo presidente da República, para quem a “capacidade de falar entre religiões é absolutamente imperiosa”.

Face ao crescimento das migrações e das segundas gerações de migrantes, nomeadamente na Europa, é preciso “enquadrar a diversidade cultural e saber lidar com as minorias”, tarefas que competem às comunidades crentes, à diplomacia e à educação, que deve privilegiar a História e as Religiões.

O bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, encerrou o encontro com um apelo à “ousadia profética e determinação cultural”.

“Partimos daqui mais conscientes do imperativo comum de que devemos ser todos mensageiros das bem-aventuranças e obreiros de um mundo onde a dignidade humana se afirme e o direito à verdade da fé e a experiência pelo sentido religioso da vida se respeite”, salientou.

A sessão enquadrou-se no programa da ‘Missão Jubilar’ correspondente aos 75 anos da restauração da diocese, que se assinalam em 2013.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=94137

Nota Cristo em breve virá: Jorge Fernando Branco de Sampaio é um político português, terceiro presidente eleito na vigência da III República Portuguesa, entre 9 de Março de 1996 e 9 de Março de 2006. Outro presidente português, anterior a Manuel Barroso, foi Mário Alberto Nobre Lopes Soares, atualmente também profundamente envolvido em atividades pró união das igrejas. São vários políticos importantes da Europa e de outros lugares do mundo que depois de exercerem seus mandatos, tornaram-se defensores da união das igrejas, envolvidos e comprometidos em fazer com que a unidade religiosa se torne a solução dos grandes problemas do mundo. A explicação é bem simples, pela experiência deles, percebem que há necessidade de mudanças políticas e sociais radicais no mundo. O comportamento do povo é um dos focos de necessidade de mudança, e as igrejas, unidas, são vistas como a salvação para esta situação, além de outras.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Esforço pela unidade entre os cristãos deve ser inquestionável"

Lisboa, 03 Fev (Ecclesia) – O cardeal alemão Walter Kasper, presidente emérito do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (CPPUC), disse hoje em Lisboa que o diálogo estabelecido nos últimos anos entre as várias Igrejas é “um processo irreversível”.

Numa conferência proferida na sede da Universidade Católica Portuguesa, este responsável afirmou que “as Igrejas e cristãos separados já não se encontram como inimigos ou competidores”.

A intervenção foi dedicada ao tema «Que todos possam ser um. Uma visão da unidade cristã para a próxima geração».

O cardeal Kasper considera que os cristãos devem apostar num “ecumenismo espiritual”, ou seja, a partilha da “vida”, nos seus aspectos concretos, e não apenas de “ideias”.

“O ecumenismo espiritual não se restringe a um lote de peritos escolhidos, é acessível e obrigatório para todos”, precisou.

Lembrando o seu trabalho no CPPUC, este responsável declarou que as “possibilidades” que hoje se abrem neste diálogo ecuménico deveriam permitir dar “não só um, mas dois ou três passos em frente”.

Falando numa “nova fase” do diálogo entre os cristãos, o cardeal alemão assinalou que “a unidade deve ser distinguida da uniformidade”, frisando que este processo “não é fácil e vai levar muito tempo”.

Walter Kasper foi nomeado em 2001 pelo Papa João Paulo II para presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cargo que exerceu até Julho de 2010.

Para este especialista, o ecumenismo não deve ser um mero “assunto académico” nem embarcar num “activismo” inconsequente.

“O ecumenismo não é uma invenção humana, uma questão ou um interesse político”, referiu.

O cardeal alemão passou em revista as principais divisões entre as Igrejas, separadas, nalguns casos, desde o século V, e os passos dados no diálogo com as mesmas, por parte da Santa Sé.

Sobre a relação com as Igrejas Ortodoxas, divididas desde o século XI, D. Walter Kasper pediu “paciência e tempo”, sobretudo no que diz respeito à definição do papel do Papa e a sua autoridade universal (primado).

Para este especialista, a própria integração europeia só pode ser conseguida com a presença das Igrejas Ortodoxas do Leste, “que marcaram a cultura e a mentalidade” dos seus povos.

O presidente emérito do CPPUC admitiu, por outro lado, dificuldades acrescidas no diálogo com as Igrejas que se afastaram no século XVI, com a Reforma Protestante, devido à “ordenação de mulheres” ou “temas éticos” como o divórcio, o aborto ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“A paisagem ecuménica está em mudança, de forma muito rápida”, assinalou, aludindo ao crescimento de movimentos “carismáticos e pentecostais” em todo o mundo, face ao decréscimo das “comunidades eclesiais protestantes tradicionais”.

Sobre a criação de ordinariato pessoal para acolher pastores e fiéis da Igreja Anglicana que desejem entrar em comunhão com a Igreja Católica, o cardeal Kasper lembrou que esta não foi uma "iniciativa do Vaticano", mas dos próprios fiéis que pediram essa mudança.

Na sua conferência, o teólogo germânico destacou que todos os Papas que se seguiram ao Concílio Vaticano II (nos anos 60 do século passado) “reafirmaram” o compromisso de actuar pela unidade entre todas as Igrejas e comunidades cristãs.

A intervenção enquadrou-se na cerimónia do doutoramento «honoris causa» que a UCP vai conceder ao cardeal Kasper, no dia 4 de Fevereiro, assinalando o Dia Nacional da Universidade.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Veja o papel do ecumenismo na profecia bíblica, clicando aqui.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

O mundo que há de vir

“Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando.” Hebreus 2:5

A expressão “ecumenismo” deriva da palavra grega oikoumene que é traduzida na Bíblia como “mundo habitado” ou “terra habitada”. No verso acima aparece como “mundo que há de vir”. O verdadeiro ecumenismo é aquele que promove os princípios do “mundo que há de vir”. Estaria o atual movimento ecumênico de igrejas em conformidade com aquilo que a Revelação aponta como princípios do reino vindouro?

Embora o Vaticano venha enfatizando o “escândalo da divisão” do cristianismo desde o Concílio Vaticano II, e promovendo o diálogo com as várias denominações cristãs “separadas” de Roma, e também com as religiões pagãs orientais, essa mesma postura de contemporização e relativismo tem afastado igrejas e grupos cristãos mais conservadores. E há razões de sobra que justificam essa atitude de cautela ou mesmo condenação:

1.
De acordo com o autor Bert Beverly Beach, "o quadro escatológico da igreja de Deus antes da segunda vinda não é o de uma megaigreja reunindo toda a humanidade, mas o de um 'remanescente' da cristandade, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Apocalipse 14:12)".

2.
O movimento ecumênico tem dado mais importância à moralidade social do que à santificação pessoal. É uma espécie de coletivismo religioso, onde o consenso coletivo tem muito mais valor do que a consciência e a piedade pessoal. Isso é um sério problema para a verdadeira fé cristã já que, segundo o fundador do cristianismo, o passaporte para o "mundo que há de vir" é o arrependimento (que pressupõe mudança de atitude diante de Deus e conformidade com as verdades bíblicas): "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus." Mateus 4:17.

3.
O pluralismo de idéias dentro do ecumenismo também é um fator complicador. Debaixo do guarda-chuva ecumênico se abrigam não só os defensores da teologia liberal, que vão desde os que não consideram o texto bíblico normativo e dotado de autoridade, até os que acreditam na revelação proposicional (a inspiração não está no texto, mas na experiência do leitor), como também aqueles provenientes das religiões orientais, com seus conceitos pagãos, o que contraria abertamente a mensagem cristã: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?... Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor." II Coríntios 6:14 e 17. Nas palavras de Bert B. Beach, "a separação e a divisão a fim de proteger e preservar a pureza e a integridade da igreja e sua mensagem são mais desejáveis do que a unidade em mundanismo e erro". A verdade é uma só: "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" Amós 3:3.

4.
Michael Urban, autor evangélico conservador (apesar de ser dispensacionalista – acredita que as profecias apocalípticas vão se cumprir com a nação de Israel literal –, seu pensamento sobre o ecumenismo é relevante), afirma que o problema maior para os cristãos com o ecumenismo é que, na verdade, este movimento pretende criar uma nova visão de mundo e uma nova idéia sobre Deus que abrangerá todas religiões. Em outras palavras, o Jesus pregado pelos cristãos tem que dar lugar a um Deus que seja comum a todas as religiões, incluindo as de cunho pagão.

5.
Segundo o mesmo autor, a arma eficaz usada pelo movimento ecumênico é a sedução. Aparência de piedade, mas o espírito continua totalmente anticristão. Fato comprovado ao verificarmos as várias frases de impacto usadas pelos seus defensores: "a doutrina separa, a oração une", "devemos construir pontes e não muros" e "unidade no que é relevante, liberdade no que é secundário e, acima de tudo, o amor". Todas essas frases de impacto escondem conceitos antibíblicos. "A doutrina separa, a oração une": a doutrina é encarada como um obstáculo, e a separação que ela pode trazer como indesejável. Porém, Jesus mesmo foi quem previu: "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre sua filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra." Mateus 10:34 e 35. A doutrina também tem um lugar de destaque na fé cristã: "Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai quanto o Filho." II João 1:9. Urban conclui: "Como podemos unir em oração aquilo que Deus separou?"

6.
"Unidade no que é relevante, liberdade no que é secundário e, acima de tudo, o amor": Porventura, há na mensagem bíblica aspectos secundários? Ou será que tudo que foi escrito para nosso proveito é que foi escrito? Se há aspectos secundários, quem deve determinar o que é secundário? Esvaziar a mensagem bíblica do seu todo orgânico é uma armadilha por detrás dos pressupostos ecumênicos.

Graças a Deus, há muitos cristãos conservadores que não se deixarão seduzir pela aparência de piedade destituída de poder.

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens... tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” II Timóteo 3:1, 2 e 5

Fonte - Blog Minuto Profético


Mais sobre o tema, aqui.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Alexis II, el ecumenismo se acerca

En todos los medios ha saltado la noticia: El pasado viernes falleció Alexis II (Alejo II) patriarca de la iglesia ortodoxa de todas las Rusias. Esto es una noticia realmente importante para los tiempos en que vivimos y no debe pasar desapercibida.

Algunos recordarán el intento de visita de Juan Pablo II a Rusia, y la frustración de la misma, recurriendo a una videoconferencia con una pantalla gigante en la plaza roja de Moscú. ¿El motivo? Alexis II se opuso celosamente a que el papa de Roma visitase Rusia. Muchos han sido los intentos del Vaticano para firmar un acuerdo ecuménico con la iglesia ortodoxa rusa, la más grande de las iglesias ortodoxas, pasando los 135 millones de fieles sólo en Rusia, sin contar Ucrania y la diáspora en el resto del mundo.

Tras aquella desavenencia, la iglesia ortodoxa rusa envió a Crisóstomo II en una ocasión a Roma para allanar el camino del ecumenismo en 2007.

El 10 de Enero Alejo II tuvo un encuentro con el nuncio del Papa en Rusia. El camino del ecumenismo comenzó una tímida apertura hacia Roma.

Su fallecimiento brinda una oportunidad para que ese camino hacia el ecumenismo. El nombramiento del Obispo Kiril no es casual. Kiril ha sido el equivalente a un ministro de asuntos exteriores de un gobierno, y siempre se ha mostrado favorable al acercamiento entre el Vaticano y Moscú. De momento es un nombramiento interino, durante 6 meses hasta el nombramiento de su próximo patriarca. Tomemos nota de los movimientos diplomáticos en los próximos seis meses entre la ICR y la Iglesia Ortodoxa Rusa, así como el nombramiento del próximo patriarca. El ecumenismo está más cerca que antes.

Fonte - Cuenta Atras

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Divisão entre cristãos é obstáculo para evangelização, diz Cardeal

Teve início nesta segunda-feira, 12, na sede do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, aplenária deste dicastério vaticano que busca refletir sobre “A importância do ecumenismo na nova evangelização”, tema em sintonia com a XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que se realizou em outubro passado.

O presidente deste Pontifício Conselho, Cardeal Kurt Koch, destacou a necessidade de aprofundar o tema da nova evangelização sob uma dimensão ecuménica. Falando sobre a estreita relação entre nova evangelização e ecumenismo, encontrada na Oração Sacerdotal de Jesus, onde Jesus ora ao Pai pela unidade de todos aqueles que crêem, o Cardeal Koch adverte “que a credibilidade da mensagem do Evangelho depende da unidade dos cristãos. A divisão na Igreja é um dos maiores obstáculos à Evangelização”.

Referindo-se à diversidade de situações vividas pelo ecumenismo nos diversos continentes e países, o Cardeal recordou que o Papa Bento XVI, em recente visita a Erfurt, no encontro com representantes das Igrejas Evangélicas da Alemanha, declarou que a primeira coisa a ser feita em favor do ecumenismo seria dar um testemunho conjunto da presença de Deus e da centralidade das questões de Deus. “O grande desafio para nós cristãos hoje, éencontrarmos maneiras de dar testemunho comum da fé no Evangelho”, conclui.

Fonte: Canção Nova Notícias (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: união, união e mais união; o que nunca se fala é no compromisso que isso obriga: acordos em volta do que é consensual e esquecimento puro e simples ou cedência (que nunca será pela parte da Igreja Católica) daquilo que separa.

Daqui resulta evidente que aqueles que quiserem unir-se com Roma terão de renunciar às suas crenças que são distintas. E colocando isso no âmbito dos Adventistas do Sétimo Dia, isso representaria, entre outras coisas, abdicar do Sábado do Sétimo Dia. Felizmente, a revelação inspirada mostra que isso jamais acontecerá.

Já quanto aos outros que um dia foram protestantes, isso é quase facto consumado.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Diálogo inter-religioso prossegue

Babilônia redobra os esforços para se unificar. Aparentemente pretende ir em direção a uma única forma de adoração. Para isto existem dois grandes movimentos gerais de unificação, o dos cristãos entre si chamado ecumenismo, e o dos cristãos com as outras grandes religiões, chamado diálogo inter-religioso. Na verdade, a tentativa é levar a todas as religiões se conformarem com a Igreja Católica. Isso não é exatamente um diálogo, mas algo como fazer que todas as formas de adoração se moldem a uma única.

Nesse sentido, vai em estado adiantado o diálogo com os judeus, por incrível que pareça, e avança o diálogo com os muçulmanos, o maior grupo religioso do mundo. Entre os cristãos está bem avançado o ecumenismo com luteranos, mas não todos eles, com os anglicanos e muitas das igrejas dos Estados Unidos, até com os metodistas, igrejas do Presidente Bush e de onde veio Ellen G. White. Também prossegue nesses últimos dias o ecumenismo com os ortodoxos.

Mas há um porém em tudo isso. Esse grupo de igrejas nunca deixará de ser babilônia, ou seja, eles nunca se ligarão por completo. Eles se ajuntarão no final, na sexta praga, para executar o decreto de morte. Isso preparará o secamento do Rio Eufrates, ou seja, a articulação de todos os poderes da Terra contra o povo remanescente. Uma vez formados sob um único comando, DEUS lhes mostrará a Lei que desobedeceram, e eles, sentindo-se enganados pelos falsos líderes religiosos, voltar-se-ão contra a besta e seus líderes, assim como foi a invasão da antiga Babilônia de Belsazar, por Ciro, secando parte do Rio Eufrates.

O ecumenismo e o diálogo inter-religioso são, juntos, um sinal evidente do final dos tempos. A sua meta principal nem é exatamente unir todas as igrejas do mundo, mas excluir do mundo a adoração ao verdadeiro DEUS. Mas esse empreendimento não será bem sucedido, embora pareça que sim enquanto DEUS não Se manifestar de Seu trono.

Postado em: 12-12-2007
Sikberto R. Marks

Fonte - Cristo Voltará

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Campanha alemã quer reaproximar católicos e protestantes

Figuras conhecidas da Alemanha, nas áreas de política, cultura, esporte e entretenimento, apresentaram uma declaração em Berlim, fazendo um “apelo urgente” pela unidade entre as igrejas católica e protestante.

“Hoje, o cisma da igreja não é desejado nem justificado politicamente”, afirma o comunicado intitulado “O ecumenismo agora – um só Deus, uma só fé, uma só Igreja”. ”Será que fatores teológicos, hábitos e tradições eclesiásticas institucionais e culturais sustentam o cisma entre as igrejas? Não pensamos assim.”

A declaração pedindo o fim da ruptura de quase 500 anos entre as igrejas foi assinada por políticos, incluindo o chefe do parlamento alemão Norbert Lammert, o ministro da Defesa, Thomas de Maizière, e o chefe do Partido Social Democrata, Frank-Walter Steinmeier.

Entre os 23 signatários (católicos e protestantes) estão o apresentador de TV Guenther Jauch, o chefe da Federação Alemã de Esportes Olímpicos, Thomas Bach, e o escritor Arnold Stadler, bem como artistas e acadêmicos.

A declaração lembra que tanto o Concílio Vaticano II, que completará 50 anos no próximo mês e a Reforma, que comemorará seu 500 º aniversário em 2017, tiveram um grande impacto na sociedade mundial. Algo que continua a ser sentido nas diferentes denominações. A iniciativa pede que os membros leigos das igrejas que tenham um papel ativo, vendo estes aniversários como uma oportunidade de mudança.

“Não podemos e não devemos permitir que o problema da unidade da Igreja continue até que os líderes da igreja cheguem a um entendimento sobre a Sagrada Comunhão e administração”, disse o comunicado. ”Não podemos estar satisfeitos em simplesmente ver as igrejas reconhecendo umas às outras.”

A questão da Sagrada Comunhão interdenominacional é um tema polêmico na Alemanha, que contabiliza cerca de 50 milhões de cristãos, divididos quase igualmente entre católicos e protestantes. É comum casamentos entre pessoas que professam outro tipo de fé. Membros de ambas as denominações têm apelado repetidamente para que as regras eclesiásticas sejam relaxadas para que os católicos e protestantes possam celebrar a Sagrada Comunhão juntos.

Em um comunicado respondendo ao documento “Ecumenismo Agora”, o arcebispo Robert Zollitsch, presidente da Conferência Episcopal Católica Alemã, acredita que essa questão é como “uma ferida que continua aparecendo, e que destaca a falta de entendimento comum na fé “.

“A iniciativa do documento “Ecumenismo Agora” teve uma recepção muito positiva”, acredita Thies Gundlach, vice-presidente da Igreja Protestante na Alemanha. “É um esforço para ver o futuro do ecumenismo não só como responsabilidade dos líderes da igreja, mas também lembrar que a unidade é responsabilidade de todos os cristãos. Somos gratos por ver que os cristãos evangélicas e católicos alemães hoje estão mais unidos que nunca”.

Mas é importante, disse ele, não apagar seus próprios entendimentos teológicos básicos. “No início do século 16, os reformadores desenvolveram uma visão diferente da igreja… é importante avançarmos com o máximo de velocidade possível sobre as questões ecumênicas, mas também ter paciência”, concluiu Gundlach.

O teólogo Luiz Carlos Fernandes, consultor do Gospel Prime, entende que isso tudo é parte de um processo escatológico irreversível. Ele faz a seguinte análise:

“A profecia bíblica sobre os últimos dias será cumprida. A história se repete. Assim como nos dias de Carlos Magno, a Alemanha está construindo o mesmo tipo de império que os papas governaram na Idade Média quando a igreja fugiu para o deserto. A Alemanha, por meio de seu secreto Grupo de Berlim, já está planejando ressuscitar uma ditadura novamente com uma única pessoa no comando de toda a Europa, que receberá grande poder e autoridade, mas que também terá forte fidelidade ao papa.

Angela Merkel é muito forte hoje em dia porque apoia o papado, e o papado a apoia. Qualquer líder alemão em sua posição como chanceler, e que trabalhe tão avidamente para unir a Europa sob o modelo de Carlos Magno, teria forte apoio papal.

A União Europeia é uma fronte que cobre as ambições alemãs, pois a Alemanha detém o controle da União Europeia. E, assim como Carlos Magno teve que passar por um mar de sangue a fim de se estabelecer como regente da Europa e estabelecer a religião católico-romana como a fé da Europa, assim também em um futuro próximo, aguardem, pois haverá mais derramamento de sangue para restaurar o Sacro Império Romano que só existe para ressuscitar a religião de Roma no império”.


Fonte - Gospel Prime

Nota DDP: Muito interessante a análise dos fatos pelo teólogo consultado. Mas a maior ponte com a igreja romana atravessa o oceano, com a ex-américa protestante...

quinta-feira, 27 de março de 2008

A fé em Jesus, o ecumenismo e o domingo - 2



Comentei aqui, em A fé em Jesus, o ecumenismo e o domingo, como se pode nas entrelinhas buscar paradigmas que estão sendo gradualmente fixados para atenderem os interesses do Vaticano no estabelecimento do ecumenismo e do domingo como dia de guarda cristão.

Transcrevo mais algumas de suas manifestações que são importantíssimas para entendimento desta questão e que se reproduziram de ontem para hoje:

Ressurreição de Cristo é uma verdade documentada
...
O líder da Igreja Católica dedicou hoje a mensagem, que pronuncia todas as quartas, à ressurreição de Cristo após sua crucificação e morte. Além disso, ele explicou que esta "é a verdade central da fé cristã".
...
"Na Igreja tudo se compreende a partir deste grande mistério, que mudou o curso da história e que se torna atual em cada celebração eucarística", declarou.
...
Além disso, ele instou os fiéis "a afirmarem novamente esta realidade fundamental da fé, pois a adesão ao Cristo morto e ressuscitado muda a vida das pessoas e dá coragem e força ao testemunho dos crentes".


Como de costume as inferências são várias, antes do próximo texto, destaco que realmente a ressurreição de Cristo é a verdade central da fé cristã, quanto a isso nenhuma novidade, no entanto, esta declação não pode ser considerada fora do contexto em que vem inserida, porque segundo o Papa, 'ela se torna atual a cada celebração eucarística' e deve ser tomada com 'coragem e força ao testemunho dos crentes'.

Que testemunho é esse? Ora, o testemunho comun consubstanciado no domingo, como pode ser observado em "Papa diz que o mundo necessita testemunho de unidade dos cristãos, o domingo".

Caso exista alguma dúvida sobre isso, transcrevo parte da segunda notícia, no mesmo contexto, que chama a atenção:

...
Se se debilitar a fé na ressurreição de Jesus se debilita o testemunho dos fiéis", prosseguiu.
...
Bento XVI finalizou sua catequese precisando que os discípulos de Emaus reconheceram a Cristo "ao partir o pão. Também nós na Santa Eucaristia". "Podemos encontrar e conhecer o Jesus, nesta dupla mesa da Palavra e do pão e o vinho consagrado. Cada domingo a comunidade revive a Páscoa do Senhor e recolhe do Salvador seu testamento de amor e de serviço fraternal", concluiu.


Mais sobre a convocação eucarística comum e o que ela significa, aqui.

O Papa BXVI está explicitamente convocando os cristãos, de todos os segmentos a demonstrarem sua fé em Jesus, utilizando como instrumento o ecumenismo e, como testemunho visível o domingo. A cola deste quebra cabeça todo, parece-me, virá com a questão do aquecimento global, como consideramos no post anterior supra citado. A operação da verdade com erro, tônica de toda a história da Igreja Cristã, encontra-se mais uma vez em pleno movimentoe a todo vapor. Só não vê quem não quer.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Igrejas da Alemanha avançam para reconhecimento comum do Baptismo

As Igrejas Cristãs da Alemanha vão assinar uma declaração comum que reconhece a plena validade do Baptismo. O anúncio foi feito pela Conferência Episcopal Alemã.

A Igreja Católica já deixou clara a orientação de que se avance no sentido do “reconhecimento mútuo”, seja no Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo, seja através de uma recente intervenção do presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.

Esta decisão ultrapassa em muito o plano “burocrático” de se evitar um novo Baptismo, quando alguém decide mudar de Igreja.

O decreto sobre o ecumenismo do Concílio Vaticano II, “Unitatis Redintegratio”, lembra no seu n.º 3 que todos os cristãos “justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor.”

João Paulo II, na sua encíclica sobre a Unidade dos Cristãos, “Ut Unum Sint”, assegura que o reconhecimento dessa fraternidade “não é a consequência de um filantropismo liberal ou de um vago espírito de família, mas está enraizado no reconhecimento do único Baptismo” (n.º 42).

O “Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo” pede explicitamente um reconhecimento recíproco e oficial dos Baptismos. Isto está muito para além de um simples acto de cortesia ecuménica e constitui uma afirmação básica na concepção do que é a Igreja.

As implicações teológicas, pastorais e ecuménicas do Baptismo comum são muitas e importantes. Definido-se uma unidade fundamental, embora ainda parcial, pode-se passar, como defende a encíclica de João Paulo II, “àquela unidade visível, necessária e suficiente, que se inscreva na realidade concreta, para que as Igrejas realizem verdadeiramente o sinal daquela comunhão plena na Igreja una, santa, católica e apostólica, que se há-de exprimir na concelebração eucarística” (n.º78).

Em Portugal, a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo (CEDFE, católica) e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) continuam a discutir o reconhecimento mútuo dos baptismos nas Igrejas Católica, Presbiteriana, Metodista, Lusitana e Anglicana.

As duas organizações discutem esta matéria há anos, mas como nem a CEDFE nem a COPIC assumem decisões em nome das suas Igrejas, nesta matéria, a questão está dependente da concordância das diversas comunidades religiosas.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP:
Apenas para lembrar que celebração eucarística está extremamente ligada ao culto aos domingos, portanto, um só batismo, uma só eucaristia e...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vaticano e Igreja anglicana reiteram vontade de consolidar relações

Cidade do Vaticano, 21 Nov (Lusa) - O Papa Bento XVI e o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, reiteraram hoje a vontade comum das Igrejas católica e anglicana de consolidar as relações ecuménicas entre ambas.

A Santa Sé informou em comunicado que Bento XVI recebeu em audiência privada o arcebispo de Canterbury, num primeiro encontro entre ambos desde que o Vaticano manifestou intenção de abrir as portas da Igreja católica aos anglicanos.

A reunião entre o Papa Ratzinger e o arcebispo de Canterbury estava programada desde antes de 20 de Outubro, quando a Santa Sé anunciou a aprovação de uma Constituição Apostólica (de alta instância) para permitir a entrada de anglicanos, que prevê a ordenação como padres católicos de eclesiásticos anglicanos já casados.

Fonte - Expresso

Nota DDP: Veja também "Autoridade vaticana explica que a passagem dos anglicanos é fruto de autêntico ecumenismo". Destaque:

O Cardeal Kasper manifestou que o ecumenismo não é uma "opção" que a Igreja pode aceitar ou rechaçar mas que "é nosso sagrado dever".
"O ecumenismo não é um apêndice de nossas obrigações pastorais ou um artigo de luxo. Os princípios do decreto do Concílio Vaticano II 'Unitatis redintegratio', quer dizer o ecumenismo na verdade e amor são validos também para o futuro. Este decreto é a Carta Magna de nossa viagem ecumênica para o futuro", explicou.


Ainda "Superar separação entre fé e cultura para evangelizar melhor".


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Papa diz que o mundo necessita testemunho de unidade dos cristãos, o domingo


VATICANO, 20 Jan. 08 / 12:00 am (ACI).- Nas palavras que pronunciou este domingo durante o Ângelus assistido por uma multidão na Praça São Pedro, o Papa Bento XVI assinalou que o mundo necessita do testemunho dos cristãos unidos em uma só fé.

O Pontífice recordou o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em que “católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes, cientes de que suas divisões constituem um obstáculo à acolhida do Evangelho, imploram juntos ao Senhor”.

O Santo Padre saudou a presença na praça dos filhos e filhas espirituais do Pe. Paul Wattson, o sacerdote que 80 anos atrás iniciou a prática dos oito dias de oração. “Todos temos o dever de rezar e de atuar para a superação de toda divisão entre os cristãos, respondendo ao desejo de Cristo ‘Ut unum sint’ (‘Que sejam um’)”, assinalou o Papa; e adicionou que “a oração, a conversão do coração, o reforço dos vínculos de comunhão formam a essência deste movimento espiritual, que desejamos que logo possa conduzir aos discípulos de Cristo à celebração comum da Eucaristia, manifestação de sua plena unidade”.

Bento XVI exclamou: “Não devemos nos cansar jamais de rezar pela unidade dos cristãos! Quando Jesus durante a última Ceia, orou para que os seus ‘sejam uma só coisa’, tinha em mente uma finalidade precisa: ‘para que o mundo acredite’”.

E antes de confirmar sua presença em de 25 de janeiro nas Vésperas de clausura da Semana na Basílica de São Paulo Extramuros, o Pontífice sublinhou que “a missão evangelizadora da Igreja passa portanto pelo caminho ecumênico, o caminho da unidade da fé, do testemunho evangélico e da autêntica fraternidade”.

Fonte - ACI
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Nota DDP:
Como assinalado no post anterior, o estabelecimento da lei dominical passa obrigatoriamente pelo cumprimento das metas do ecumenismo pretendidas pelo Vaticano. O Papa é explícito em dizer que o testemunho cristão somente será eficiente se houver "uma só fé", o que não é ecumenismo, mas sincretismo e, isto, visível para um mundo descrente, bem como que este "sinal" se percebe na "celebração comum da eucaristia", leia-se nas entrelinhas domingo, como pode ser visto em Presidente do CELAM afirma que a guarda do domingo é prioridade e Domingo e Ecumenismo sempre em pauta.
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Nota Minuto Profético: "Celebração comum da Eucaristia" não é nada mais que a prática do descanso dominical, sinal de autoridade de Roma. Pelo andar da carruagem, falta muito pouco para a crise final deste mundo chegar...
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Aliás, eu gostei do título dado à notícia pelo Minuto Profético, fecho com ele:
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Bento XVI confirma: O objetivo final do ecumenismo é a união em torno do descanso dominical

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Deus é a unidade e quer unidade

Augsburgo, 1º nov (RV) - Um marco no caminho rumo à unidade dos cristãos: celebrou-se neste sábado, em Augsburgo, na Alemanha, o 10º aniversário da Declaração conjunta da Igreja Católica e da Federação Luterana Mundial sobre a Doutrina da Justificação. O evento ecumênico teve também a participação do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.

"Deus é unidade e quer a unidade", "quer uma só Igreja como instrumento e sinal da unidade da humanidade": foi o que disse o purpurado alemão no discurso que fez, neste sábado, na celebração das Vésperas, realizada na Catedral de Augsburgo, no qual denunciou que "a separação das nossas Igrejas" é "um contra testemunho do Evangelho", "um escândalo".

Em seguida, o presidente do Pontifico Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos ressaltou o papel extraordinário do movimento ecumênico, que, afirmou, "não é obra do espírito do liberalismo e do indiferentismo", mas é "impulso do Espírito de Jesus Cristo, do Espírito Santo". Por isso, "devemos permanecer fiéis à opção ecumênica; não há alternativas" – observou.

O Cardeal Kasper disse ser obra do Espírito Santo também a assinatura da Declaração comum de Augsburgo, que colocou fim a um contraste que durou quase 500 anos.

"As críticas dessacralizadoras acerca de uma aparente estagnação no ecumenismo e o mísero derrotismo, que em termos hipócritas ressaltam somente o que ainda não se alcançou, esquecendo o que nos últimos anos nos foi conquistado, é, realmente, nua e crua ingratidão" – ponderou, sem rodeios, o purpurado alemão.

Portanto, é preciso agradecer a Deus de coração nesta celebração e repetir o que foi dito 10 anos atrás, por ocasião da assinatura: "Damos-nos as mãos e agora não mais as deixaremos, nunca mais nos separemos" – insistiu o Cardeal Kasper.

Por outro lado, o responsável pelo referido organismo vaticano ressaltou que é preciso "ser realistas" e conscientes de que "o caminho para reunir o povo de Deus ainda não acabou", e de que no caminho existem, por vezes, também obstáculos.

Por isso, fez votos de que "o ecumenismo seja, em primeiro lugar e, sobretudo, um ecumenismo da oração". A unidade – frisou – "é dom do Espírito Santo e fruto da oração", que significa também um ecumenismo da meditação orante comum da Bíblia.

Fonte - Radio Vaticano


Nota DDP: Ver também "Nunca mais nos separaremos".


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