quarta-feira, 13 de março de 2013

Papa Francisco, novo líder da igreja romana

Contrariando todas as expectativas e prognósticos avançados por especialistas no Vaticano, a escolha da Igreja Católica Romana para 266º Papa recaiu no Cardeal Jorge Mario Bergoglio.

Não sendo ele dos nomes mais fortemente apontados ao lugar nas últimas semanas, naturalmente que as primeiras reações têm mais o objetivo de dar a conhecer ao mundo quem é, de facto, este homem que chega ao mais alto cargo da hierarquia romana.

As primeiras análises, ainda de forma geral, indicam que Bergoglio agrada aos mais conservadores por ser visto como opositor das correntes mais liberais entre os jesuítas, e é avaliado satisfatoriamente pelos mais moderados por representar bem o compromisso da Igreja com um mundo em constante mudança.

Na sua apresentação como novo Papa, Francisco não seguiu a tradição de saudar a multidão em primeiro lugar, preferindo que as suas primeiras palavras fossem um pedido de oração por ele mesmo.

Foram poucas, contudo, as suas palavras. Por isso, foi mais fácil estar um pouco atento aos detalhes. Um dos que reparei foi o uso da expressão "nova evangelização" (já usada por antecessores seus). Os especialistas dirão que isso será uma resposta aos desafios atuais da Igreja, face aos problemas que tem atravessado e às dificuldades em passar a mensagem ao mundo moderno. Explicarei mais à frente porque acho que não é a isso que se refere e porque este conceito pode ser muito relevante.

Mas, logo à partida, parece merecedor de destaque que o novo Papa é pioneiro em alguns aspetos interessantes: ele é o primeiro a usar o nome de Francisco; o primeiro com origem latino-americana; o primeiro não-europeu da era moderna; e, o primeiro de formação jesuíta a ocupar a cadeira dita de S. Pedro.

Vamos a uma breve análise desses primeiros dados disponíveis.

O nome: Francisco, nunca antes usado por outro Papa. Logo depois desse anúncio, o analista da CNN John Allen classificou a escolha do nome como “surpreendente”.

Contudo, a análise mais interessante que Allen faz é ao que simboliza o nome Francisco: “pobreza, humildade, simplicidade e reconstrução da Igreja Católica”. Concordantemente com esta última expressão, o ex-Papa Bento XVI recuperou há tempos o relato de um episódio passado com S. Francisco de Assis, onde este estava perante um crucifixo a orar quando ouviu uma voz vinda desse objeto que dizia: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que está em ruínas”…

Não evito relembrar que isto vai totalmente de encontro à profecia bíblica de Apocalipse 13:3, que aponta para um golpe desferido sobre o papado, mas cuja ferida seria curada – dito de outra maneira: “reparada”…

Francisco é argentino, sendo que, acho um dado curioso, o seu pai é de origem italiana. A América Latina, onde ele tem sido mais influente, tem hoje quase metade de todos os católicos no mundo, o que não deixa de representar um reconhecimento disso mesmo.

Contudo, algo mais salta à vista, até para aqueles que previam (ou desejavam) um Papa americano: Francisco é católico romano (obviamente!), latino-americano e tem o espanhol como língua mãe – justamente o perfil do segmento da população americana em maior crescimento e influência na nação.

Ora, isto pode torná-lo um interlocutor privilegiado com o governo americano. Uma indicação nesse sentido é a declaração já emitida pela Casa Branca, onde o presidente dos EUA, Barack Obama, diz: “Como o primeiro Papa originário das Américas, a sua escolha também demonstra a força e a vitalidade de uma região que está a moldar de modo crescente o nosso mundo. E, juntamente com milhões de hispano-americanos, nós, nos Estados Unidos, partilhamos a alergia deste dia histórico”.

Também deste país, mas representando as nações mundiais, Ban Ki-moon, Secretário-geral da ONU declarou: “Também partilhamos a convicção que somente podemos resolver os interligados problemas deste mundo através de diálogo” – exatamente o que Roma pretende, embora, claro, sob as suas condições, que mais são prerrogativas.

A Europa, e a sua influência, parece um pouco deslocada de tudo isto? Sim, parece. Apesar das várias tentativas, o velho continente acusa o grave declínio das suas instituições e nem sequer já na Igreja Romana consegue manter-se a um nível de destaque – veja-se que dos principais candidatos a Papa, a grande maioria não era europeu…

Na minha perspetiva, o raciocínio exposto nos últimos parágrafos parece querer indicar que a Europa perde preponderância, o que pode capitalizar cada vez mais uma liderança mundial bicéfala: EUA e Vaticano.

Finalmente, a cereja no topo do bolo deste primeiro dia de pontificado romano de Francisco: ele é o primeiro jesuíta a tronar-se Papa.

Os mais atentos dirão que a frase anterior precisa ser reformulada: desde sempre, pelo menos desde que foi estabelecida a Companhia de Jesus, que um Papa jesuíta existe nas sombras, com mais poder do que imaginamos. Talvez seja assim – se for, o que sucede é que temos agora dois Papas jesuítas, o que também será a primeira vez.

Não posso deixar de partilhar a descrição que Ellen White, faz em ”O Grande Conflito” (p. 234) do que é esta organização, os Jesuítas, da qual Jorge Mario Bergoglio bebeu muito, talvez a esmagadora maioria, da sua filosofia:

“Nesse tempo fora criada a ordem dos jesuítas - o mais cruel, sem escrúpulos e poderoso de todos os defensores do papado. Separados de laços terrestres e interesses humanos, insensíveis às exigências das afeições naturais, tendo inteiramente silenciadas a razão e a consciência, não conheciam regras nem restrições, além das da própria ordem, e nenhum dever, a não ser o de estender o seu poderio. O evangelho de Cristo havia habilitado seus adeptos a enfrentar o perigo e suportar sem desfalecer o sofrimento, pelo frio, fome, labutas e pobreza, a fim de desfraldar a bandeira da verdade, em face do instrumento de tortura, do calabouço e da fogueira. Para combater estas forças, o jesuitismo inspirou seus seguidores com um fanatismo que os habilitava a suportar semelhantes perigos, e opor ao poder da verdade todas as armas do engano. Não havia para eles crime grande demais para cometer, nenhum engano demasiado vil para praticar, disfarce algum por demais difícil para assumir. Votados à pobreza e humildade perpétuas, era seu estudado objetivo conseguir riqueza e poder para se dedicarem à subversão do protestantismo e restabelecimento da supremacia papal.”

Ou seja, o conceito “franciscano” manifestado em votos de pobreza e humildade e na ordem de “reparar” a Igreja Romana que se encontra em queda, encontra um complemento perfeito no supremo objetivo jesuíta de destruir o protestantismo e restabelecer o poderio papal. Deve ser esta a tal “nova evangelização” de que se fala, que não é propriamente nova, apenas e só o recuperar de vontades, estratégias e práticas antigas.

No fundo, nada mais lógico, restando apenas acrescentar que de acordo com o anunciado na profecia, em breve “todo o mundo se maravilhará” (Apocalipse 13:3) perante o papado. Todo o mundo, exceto aqueles que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro (v. 8), os tais que mesmo perante feroz oposição “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (12:17).

Deixe-lhe dizer-lhe isto por outras palavras: muito em breve, o único obstáculo a essa reparação da Igreja Romana abalada, será o pequeno grupo de Adventistas do Sétimo Dia que insiste em ser fiel ao Senhor e aos Seus mandamentos, incluindo e principalmente o quarto.

Sugestivamente, e à boa maneira jesuíta, o Papa aproveitou a sua primeira aparição para um curto momento de oração contemplativa, bem notada pelo silêncio dos milhares que assistiam na Praça de S. Pedro.

Como disse há algum tempo, o que mais importa não é o homem que ocupa o lugar, mas sim a sua linha de orientação, as suas posições, políticas e decisões. Os próximos dias ou meses encarregar-se-ão de confirmar tudo isso.

“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo. (…) Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor. Mas a Palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” (I Pedro 1:13, 24, 25)

Repercussão do novo papa

EUA








BRASIL









ALEMANHA


ESPANHA


INGLATERRA


FRANÇA


ITÁLIA


PORTUGAL


ORIENTE MÉDIO



NOTA DDP: Resta alguma dúvida sobre o relevo político/religioso do Vaticano no mundo, ainda em nossos dias? (2)

Ver também "Repercussão da renúncia papal".

Roma entre a cruz e a espada - Especial Novo Tempo





segunda-feira, 11 de março de 2013

Pyongyang ameaça Coreia do Sul e EUA com "guerra sem quartel"

A Coreia do Norte ameaçou neste domingo com uma "guerra sem quartel" contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos, um dia antes de os aliados iniciarem manobras militares na região, o que o regime de Pyongyang denuncia como um teste para invadir o país comunista.

"Nossa linha de vanguarda militar, o exército, a marinha e as forças aéreas, as unidades antiaéreas e as unidades de foguetes estratégicos, que já se encontram na fase de guerra sem quartel, aguardam a ordem final para atacar", publicou hoje o jornal "Rodong", periódico oficial do partido único norte-coreano.

A publicação garantiu também que as armas nucleares do país estão "prontas para o combate".

"Os regimes dos EUA e da Coreia do Sul serão transformados em um mar de fogo num piscar de olhos", no caso de uma disputa, segundo o Rodong, que repetiu as ameaças da Coreia do Norte feitas nesta semana diante das novas sanções da ONU por seu recente teste nuclear.

Entre elas está a promessa de anular os acordos de cessar-fogo com a Coreia do Sul e de cortar a única linha de comunicação com o governo de Seul amanhã, segunda-feira, quando começa o teste militar anual "Key Resolve" da Coreia do Sul e dos EUA.

O "Key Resolve" consiste em cerca de 10 mil soldados sul-coreanos e 3.500 americanos, além de um porta-aviões e de caças de combate, e será combinado com as manobras "Foal Eagle" que as forças conjuntas de ambos os países mantêm em curso desde o último dia 1º.

Seul e Washington garantiram que as manobras têm objetivo defensivo, enquanto Pyongyang as considera como testes para uma invasão.

Espera-se que a Coreia do Norte também realize grandes manobras militares na segunda-feira e na terça-feira perto da fronteira com a Coreia do Sul em resposta a estes exercícios.

Está previsto que o regime comunista efetue lançamentos de mísseis de curto alcance para alvos simulados, e que realize algum outro tipo de "provocação militar", explicou uma fonte do Ministério da Defesa sul-coreano à agência "Yonhap".

domingo, 10 de março de 2013

Incidência de catástrofes devem crescer nos próximos anos

De acordo com um estudo encomendado pelo governo dos EUA aos geólogos Thomas L. Holzer e James Savage, o cenário dos próximos anos não é nada animador. No material recém-publicado, os estudiosos fizeram uma retrospectiva dos terremotos que causaram mais de 50.000 mortes, considerados catastróficos, desde o ano 1500 d.C.

A constatação é que mais do que nunca pessoas morrerão no século 21 por causa de terremotos. Os motivos são aumento o previsto da população neste século e a tendência de crescimento no número e na intensidade de sismos.

Após correlacionar estatisticamente o número de terremotos catastróficos em cada século, os pesquisadores projetam cerca de 21 grandes tremores de terra até o fiam do século XXI. Será 3 vezes mais que os ocorridos no século 20. O número de fatalidades neste século podem mais que dobrar, chegando a cerca de 3,5 milhões.

O diretor associado do Instituto de Análise de Riscos Naturais doa EUA, David Applegate diz que medidas preventivas podem ser tomadas, mas é impossível negar que as perdas serão enormes. Quatro terremotos catastróficos já ocorreram desde o início do século 21, incluindo o terremoto (e tsunami) de 2004 na Indonésia o terremoto no Haiti, em 2010. Estima-se que cada um matou mais de 200.000 pessoas.
...

Breve...


sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia de jejum e oração - Pr. Erton Köhler

Abrindo o caminho para o poder

Hugo Chavez A Bíblia prediz que os Estados Unidos da América será o último império. Se aliará com poderes religiosos para dominar o mundo. Mas forte oposição se opunha a esta profecia.

A oposição nesses últimos 20 anos vem enfraquecendo. Senão vejamos os fatos: caiu a União Soviética; mataram Saddam Hussein; o líder cubano Fidel Castro renunciou em 2008; o coronel e ditador líbio Muammar Kadhafi também já foi morto. Osama Bin Laden foi morto em 2011. Kim Jong-il, ditador da Coreia do Norte, morreu doente. Seu filho, Kim Jong-un, no entanto, continua ameaçando. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deve deixar o poder em 2013. Agora morreu Hugo Chaves. Os críticos severos dos americanos estão diminuindo no mundo. Os discursos antiamericanos estão esfriando. E os Estados Unidos estão ganhando posições. Recentemente aprovaram na ONU, com apoio de todos os países membros do Conselho de Segurança, inclusive da China e da Rússia, o endurecimento de sansões contra o regime da Coreia do Norte.

Antes de 1990 parecia improvável os Estados Unidos da América se tornar o império do mundo, agora cada vez mais é provável. Profeticamente sempre foi certo.

Fonte - Cristo em breve voltará

quinta-feira, 7 de março de 2013

Estudioso de profecias fala sobre renúncia do Papa

Brasília, DF ... [ASN] A renúncia do Papa Bento XVI como chefe de Estado do Vaticano e líder da Igreja Católica ainda ecoa em todo o planeta. Para estudiosos de profecias bíblicas, o Vaticano tem um papel importante nesse contexto. Por essa razão, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) entrevistou a respeito do assunto o pastor Luís Gonçalves, diretor de Evangelismo da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países sul-americanos e apresentador do programa da TV Novo Tempo, Arena do Futuro, que trata essencialmente de aspectos relacionados às profecias.

ASN - Como a Igreja Adventista do Sétimo Dia vê a renúncia do Papa Bento XVI?

Luís Gonçalves - A renúncia foi uma grande surpresa para todos, inclusive para a própria Igreja Católica. Para os adventistas, a decisão tomada pelo Bento XVI não tem um significado em si mesmo. Porém, a Igreja Adventista acompanha com muita atenção os acontecimentos de maneira geral, especialmente por sabermos que a profecia bíblica aponta para Roma e de forma acentuada para o Vaticano.

ASN - No entendimento bíblico e profético, há algum papel especial que o Vaticano desempenhará segundo entendimento adventista?

Luís Gonçalves - Com certeza sim. A Bíblia apresenta algumas coisas que chamam a nossa atenção. O profeta Daniel diz que o inimigo usaria um poder para “mudar os tempos e a lei. Também está escrito em Daniel 7:25 que esse mesmo poder iria perseguir o povo de Deus por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, ou 1260 dias proféticos (Apocalipse 12:6), que é a mesma coisa que os 42 meses mencionados em Apocalipse 13:5. Este foi o tempo da Idade Média quando o poder papal dominou e perseguiu os cristãos.

Em Daniel 8:12, é dito que esse poder lançaria a verdade por terra e teria apoio em sua distorção bíblica e teológica.

Finalmente a Palavra de Deus fala sobre o homem do pecado (I João 3:4 e Romanos 7:7) que se sentaria no santuário de Deus, colocando-se como se fosse o próprio Deus (II Tessalonicenses 2:3-4).

Esses e outros textos da Bíblia faz uma forte referência a esse poder em questão, pois eles mudaram os mandamentos de Deus, perseguiram os cristãos e estabeleceram doutrinas que não têm apoio bíblico. Tudo isso mostra o cumprimento das referidas profecias, das quais destacaríamos Apocalipse 13 e 17.

ASN - Como os adventistas veem a diminuição de fiéis da Igreja Católica em todo o mundo?

Luís Gonçalves - Cremos que o povo católico é composto de pessoas sinceras, gente que deseja ansiosamente a salvação. Depois que a Igreja de Roma permitiu que os membros tivessem acesso à Bíblia e depois que a missa deixou de ser feita em latim houve uma abertura para que o Espírito Santo pudesse trabalhar e abrir os olhos dessas queridas pessoas, que passaram a tomar decisões pela verdade. Os escândalos cada vez mais acentuados contribuíram para esse êxodo em direção aos movimentos evangélicos.

ASN - Qual a avaliação da Igreja Adventista sobre o Vaticano como um estado religioso que tem influenciado há milhares de anos nas questões políticas internacionais?

Luís Gonçalves - Se analisarmos a história da origem do Vaticano, veremos que seu surgimento contempla essa união de política e religião através do uso da força. Entendemos que o Vaticano é uma mescla do que chamamos “politico-religioso”. É o menor país do mundo e um dos mais poderosos.

Quando se trata de Roma imperial, percebemos que todas as perseguições do passados prepararam o caminho para essa influencia política que existe hoje. O domínio papal na Idade Média também contribuiu para esse domínio político-religioso. Entendemos que esse é um poder sobre do qual várias profecias bíblicas já falaram.

[Equipe ASN, Felipe Lemos]

Fonte - Portal Adventista

Presidente da Igreja fala sobre estilo de vida adventista

Brasília, DF... [ASN] Entre os dias 28 de fevereiro e 9 de março, nossa igreja estará envolvida em uma “santa convocação”: um chamado para 10 dias de oração, terminando, no sábado, com 10 horas contínuas de jejum e oração na igreja. Serão momentos de forte busca pelo Espírito Santo, repetindo a experiência do pentecostes e buscando poder para concluir a obra iniciada pela igreja cristã.

Dentro desse ambiente de reconsagração, será lido, por toda a igreja, o documento que resgata nossa visão do estilo de vida bíblico pregado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Esse documento foi votado pela Divisão Sul-Americana como um convite especial em face dos momentos desafiadores que o mundo está enfrentando.

Uma leitura rápida ou tendenciosa desse documento (reavivamentoereforma.com) pode passar a impressão de que são temas pequenos demais para desempenhar um papel de tanto destaque na vida da igreja. Mas as questões são muito mais importantes do que podem parecer. Por isso, gostaria de ampliar um pouco mais alguns desses temas.

1. Comunhão. Esta é a base que envolve os dois primeiros pontos tratados pelo documento, reconhecendo que verdadeira transformação só acontece como resultado de profunda consagração. Por isso, a vida espiritual não pode ser reservada apenas para o sábado. Precisamos ser adventistas nos sete dias da semana, dedicando a primeira hora de cada dia para estar na presença do Senhor.

2. Comportamento. Estamos sendo fragilizados por pessoas que vivem uma fachada de piedade na igreja e um comportamento totalmente secularizado fora dela. Isso enfraquece o poder da verdade, torna a vida cristã uma grande falsidade, causando crise espiritual e apostasia. Pior ainda: desanima as novas gerações que acabam tendo a percepção de que a religião é um grande faz de conta. Como eles querem autenticidade, vão buscá-la fora.

3. Diversão e mídia. Quais são os lugares que estamos frequentando? Eles combinam com nossos princípios? Os anjos de Deus podem nos acompanhar? Estádios de futebol, boates, cinemas e outros lugares do gênero combinam com nosso preparo para o Céu? Os filmes ou programas de TV que costumamos ver, os sites que visitamos ou as redes sociais das quais participamos, a música que ouvimos e o que lemos – esses hábitos estão nos fortalecendo na jornada? Não existe território neutro. Ou nossas escolhas nos levam para Deus ou nos afastam dEle.

4. Aparência pessoal. Essa é uma área polêmica, para a qual também há um “assim diz o Senhor”. O princípio bíblico envolve modéstia e decência, com bom gosto (1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Não podemos abrir a porta para a idolatria ou escravidão do corpo. Nosso desafio deve ser manter o exterior e investir no interior. Esse cuidado precisa ser mais amplo, envolvendo a questão das joias, mesmo as mais discretas ou baratas, unhas coloridas, ou tudo aquilo que fuja da discrição (1Tm 2:9; 1Pe 3:3). “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366).

5. Sexualidade. O sexo é uma bênção dada por Deus. Não deve ser tratado de forma negativa, desde que envolva a pessoa certa, na hora certa e da maneira certa. Ou seja, dentro do casamento, entre um homem e uma mulher. Formas alternativas de sexo estão fora do plano e da bênção de Deus. Sexo não é uma questão de opção ou atração, mas um presente de Deus. Por outro lado, precisamos respeitar os limites divinos escolhendo alguém que possua a mesma fé e mantendo os votos assumidos no casamento. No entanto, para aqueles que sofrem tentações ou que têm caído em qualquer área do comportamento sexual, a promessa de vitória em Deus é animadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4:13).

6. Alimentação. Temos orientações claras nessa área, mas muitas vezes as deixamos em segundo plano. Não podemos esquecer que “a verdadeira religião e as leis da saúde andam de mãos dadas” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 127).

7. Sábado. O sétimo dia da semana “é a pedra de toque da lealdade” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 225). Precisamos resgatar a santidade dos momentos entre o pôr do sol de sexta e o pôr do sol de sábado. É tempo para o crescimento espiritual e para ser dedicado à causa de Deus. Cuidado com trabalhos, mesmo que pareçam justificáveis, viagens ou outras atividades de interesse pessoal!

As questões abordadas acima são simples, mas profundas e relevantes. Elas nos preparam para a vida do Céu. Como você vai encará-las? Qual será sua decisão? 

[Texto de autoria do pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para a América do Sul]

Fonte - UNB

quarta-feira, 6 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

A grande renúncia II

O conjunto de motivos para a resignação de Bento XVI apresentado em “A grande renúncia I” podemos classificar como pertencendo ao ‘cenário do poder hegemônico’ tanto da Igreja Católica quanto dos Estados Unidos da América. Neste segundo comentário trataremos das razões, poderosas, que fazem parte do cenário interno da igreja.

Num sentido geral, o papa perdeu poder, chegou ao ponto de ficar praticamente isolado diante de um governo paralelo, por parte de muitos dos cardeais que ele mesmo escolheu. O papa simplesmente não governava mais. Ele era o poder formal, mas quem determinava e decidia era outro poder. A tal ponto chegou a situação que Bento XVI ficava em segundo plano ao receber as visitas de presidentes e chanceleres dos países. Os assuntos relevantes eram tratados com outras pessoas. Perdeu a autoridade interna e também perdeu o prestígio político internacional. Como foi que isso aconteceu?

Há uma série de razões. Mas tudo se inicia com um discurso de Bento XVI logo após o enterro de João Paulo II. Ele disse que a barquinha de Pedro estava a naufragar e que um homem corajoso e capaz deveria assumir o papado para reverter a tendência. E ele era o homem, todos perceberam isso. Logo depois, foi eleito papa para arrumar a casa.

No entanto, quase oito anos após sua eleição, qual foi o resultado? A igreja continuou a perder espaço internacional, perder fiéis e perder poder político. Os escândalos aumentaram e vazaram para todo mundo saber. O que Bento XVI era para ter feito, não fez. E nenhum outro papa faria, nem mesmo o próximo fará. O caminho agora é outro, bem outro. Mais isto é assunto para o próximo artigo.

Que coisas Bento XVI não conseguiu resolver? Façamos um lista, abaixo, que não é completa, mas é assustadora:

ð Escândalo do watileaks, isto é, documentos pessoais do papa foram divulgados sem autorização, pelo próprio mordomo do papa, que é seu assessor pessoal, ao jornalista Gianluigi Nuzzi, relatando complôs e intrigas no Vaticano;

ð Escândalo no IOR, o Instituto para Obras da Religião, ou Banco do Vaticano. Houve um escândalo em 2010, outro em 2012 e mais outro em janeiro de 2013. Agora o governo italiano não confia mais no IOR. Decisões pela moralização do banco já foram tomadas, mas muito tarde;

ð Cúria dividida, com corrupção e briga pelo poder, mesmo sendo a maioria dos cardeais escolhidos por Bento XVI ou João Paulo II. Isto gerou um governo paralelo por parte do secretário de estado Cardeal Tarcísio Bertone (que dirigirá a escolha do novo papa) a ponto de importantes documentos não chegarem ao conhecimento do papa, que em muitos casos, como no escândalo do Banco IOR, não sabia o que se passava, havendo manipulações paralelas por parte de cardeais;

ð Escândalo repetitivo da pedofilia, que se alastra mundo afora. Descobre-se que havia encobrimento generalizado, comprometendo inclusive a autoridade moral do próprio papa;

ð Severa perda de fiéis nas classes intelectualizadas, principalmente nos Estados Unidos e Europa, mas também nos países emergentes como no Brasil. A igreja na Europa está literalmente se desintegrando, inclusive na Polônia do papa anterior e na Alemanha desse papa;

ð Crise na quantidade de padres, principalmente na Europa, necessitando o suprimento de padres vindos de países periféricos, como os da África, Índia, etc.;

ð Há comentários em jornais de comportamentos homossexuais dentro do Vaticano;

ð A crise financeira nos países desenvolvidos provocou perdas na receita para a Igreja Católica e crise na Santa Sé, mais um motivo de desentendimentos;

ð Perda de prestígio e poder: Bento XVI cada vez mais isolado politicamente, como alguém que não era mais desejado como papa. “Sempre houve uma disputa de poder, mas ficou mais intenso no período de Bento XVI. Ele foi escolhido para fazer uma limpeza, que nada tem a ver com linha ideológica, até porque a maioria dos cardeais tem uma linha conservadora. Quando ele viu que teria de bater de frente com alguns interesses, percebeu que não poderia continuar — especula o frei Jorge Hartmann, que durante mais de três anos trabalhou na Rádio do Vaticano.”

“— Posso afiançar que a renúncia do Papa não é problema de saúde, não é problema de marca-passo, não é problema de nada. É uma luta interna que ocorre na Igreja — assegura o vaticanólogo Giancarlo Nardi.

A missão de conduzir a limpeza na Igreja se viu frustrada. Bertone depreciava os escândalos. Dizia que os jornalistas fingiam ser Dan Brown (o autor do livro Código Da Vinci). E os escândalos potencializaram atritos. Mais do que isso: ocorreu o oposto do que Ratzinger se propunha a fazer. Ruiu o equilíbrio de poder existente no papado de João Paulo II. Decisões do Papa foram ignoradas ou levaram anos para ser cumpridas, em um corriqueiro desafio ao seu poder. Casos de pedofilia que ele queria punir não foram punidos, apesar da orientação de Bento XVI para que não houvesse complacência. O Papa verbalizava o lamento de que havia “muita sujeira na Igreja”. Certa vez, ele chorou.

— Esses jogos de poder tornam difícil o governo de uma pessoa sem energia e agilidade para se mover nas intrigas. Há casos em que ele (o Papa) foi claramente enrolado. Isso não aconteceria se estivesse bem cercado de pessoas. Ele poderia facilmente continuar governando se internamente houvesse uma harmonia de poderes — diz o teólogo Érico Hammes, que cogita a possibilidade de discursos lidos por Bento XVI terem sido manipulados, com introdução de palavras indevidas.” (http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/02/o-jogo-de-poder-que-levou-o-papa-a-renunciar-4046832.html)

Mas há um motivo superior aos acima elencados. É também assunto para o próximo comentário.

domingo, 3 de março de 2013

Aliança européia pelo domingo

STOP SUNDAY WORK NOW! 
The European Sunday Alliance calls on all politicians in Europe to act

(PAREM O TRABALHO AOS DOMINGOS AGORA!
A Aliança Européia pelo domingo chama todos os políticos europeus a agirem)






Próxima ação conjunta em 03 de Março de 2013.

sábado, 2 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Grandes asteroides são ameaça para Terra

Os grandes asteroides são uma ameaça cada vez maior para a Terra, por isso será preciso investir mais no estudo destes corpos celestes, que até agora não estavam no centro das investigações espaciais, afirmou o cientista Yuri Zaitsev, da Academia de Engenharia da Rússia, em uma entrevista à agência Interfax.

"Os asteroides nunca ocuparam um lugar central na astronomia nem nas investigações espaciais", disse Zaitsev. O cientista russo explicou que ocorre este baixo investimento pois se pensava que a probabilidade de um asteroide se chocar com a Terra era ínfima, portanto não fazia sentido gastar um volume muito grande de recursos para neutralizar uma ameaça tão improvável.

"Acho que, após o que ocorreu em Tchelyabinsk [Rússia], este enfoque será revisado. Se o corpo celeste tivesse explodido mais próximo da cidade, o desastre na usina nuclear de Chernobyl não nos pareceria tão grave", alertou Zaitsev.

O acadêmico se referia ao meteoro que, no último dia 15 de fevereiro, se desintegrou na atmosfera e provocou uma onda de choque nas imediações desta cidade russa, o que deixou mais de mil pessoas feridas, a maioria pela quebra de vidros e janelas.

Záitsev acrescentou que o perigo que representam os asteroides começou a ser considerado após a descoberta do Apophis, que, de acordo com os cálculos dos cientistas, passará a cerca de 40.000 quilômetros da Terra em 2029.

É nesta distância que se localizam as órbitas da maioria dos satélites de telecomunicações. "Não se descarta que a gravidade terrestre afete a trajetória do Apophis, por isso pode-se esperar que ele passe mais próximo da Terra em 2036 - e, inclusive, se choque com nosso planeta", acrescentou.

O cientista disse que as consequências da colisão serão muito mais graves que as do meteorito de Tunguska, que caiu na Sibéria em 1908 e destruiu milhões de árvores em uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados. No entanto, afirmou que o impacto "seguramente não teria caráter global".

Em sua opinião, para que o choque de um asteroide contra a Terra seja uma catástrofe mundial, o corpo celeste teria que ter em sua parte mais larga mais de um quilômetro. O Aponhis mede cerca de 325 metros.

O cientista lembrou que a superfície da Lua, Marte e Mercúrio está coberta de crateras deixadas por meteoros. Zaitsev acrescentou que Júpiter, por sua grande massa, recebe um grande número de asteroides, e que a atmosfera terrestre é uma boa defesa, mas só contra corpos relativamente pequenos.

"A Terra teve sorte com as rochas celestiais", disse Zaitsev. "Mas não há garantias de segurança", sustentou o cientista, para quem a Terra entrou em uma espécie de rastro de grandes corpos celestes.

O cientista explicou que na última década foram descobertos mais asteroides do que nos dois séculos anteriores, e que anualmente se detectam mais de mil novos corpos. "Os choques são inevitáveis. A pergunta é: quando ocorrerão?", concluiu.

Resgatando nossos valores

Comecemos a viver na Terra o estilo de vida do Céu

Vivemos em tempos difíceis! Isso já foi antecipado pela Bíblia (2Tm 3:1), mas é confirmado cada dia pelas notícias. Tenho observado essa realidade com preocupação e oração, analisando sua influência sobre a igreja e o que podemos fazer para minimizar ou eliminar seu efeito. Algumas perguntas surgem naturalmente: Fomos chamados para mudar o mundo ou para adaptar-nos a ele? Vamos permanecer leais à nossa missão como remanescentes ou devemos nos tornar mais condescendentes? Nos últimos dias, seremos mais semelhantes ao mundo ou diferentes dele?

Conhecemos as profecias e sabemos que nestes tempos, mais do que nunca, a Igreja precisa ser a voz de Deus e não o eco da cultura. Entendemos nosso papel como povo remanescente, com um estilo de vida distintivo nos dias finais da história. Mas por que alguns acabam cedendo à pressão para ser mais genéricos e menos adventistas? Por que fecham os olhos para a realidade e escolhem a zona de conforto? Dwight Moody costumava dizer que “a Bíblia não foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossa vida”.

Para dispersar essas tensões, preocupações e até desatenções, a Igreja Adventista na América do Sul orou muito antes de elaborar, discutir, aprofundar e aprovar um documento que reforça a visão de nosso estilo de vida. Ele resgata a visão de um povo peculiar, escolhido diretamente por Deus e com uma missão especial para este momento da história. Seu conteúdo é fundamentado na Bíblia, com o apoio dos escritos inspirados de Ellen G. White, e segue a visão oficial da Igreja, publicada no Manual da Igreja e no livro Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia.

A proposta central é apresentar conceitos e princípios fundamentais, sem necessariamente tocar em detalhes de cada uma das questões envolvidas. Não é fácil elaborar um conteúdo tão profundo e ao mesmo tempo fazê-lo de forma compacta. Mas, depois de um longo período de oração, avaliação e discussão em diferentes fóruns da Igreja, o documento foi votado oficialmente pela Comissão Diretiva da Divisão Sul-Americana, em novembro de 2012. A aprovação envolveu a liderança da Igreja, pastores distritais e membros representando todas as nossas regiões administrativas (Uniões).

Ao apresentar esse tema à igreja, não temos como objetivo incentivar uma visão legalista, nem alimentar excessos ou mesmo criar um ambiente de acusações, mas promover reflexão e aprofundar o processo de santificação e discipulado, envolvendo cada membro. A pessoa que realmente entregou a vida a Jesus, anda em “novidade de vida” (Rm 6:1-11), é “nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5:17). Na verdade, “a conversão tira o cristão do mundo, mas a santificação precisa tirar o mundo do cristão” (John Wesley).

Não tenho a ilusão de que um documento, um voto ou um simples pedaço de papel tenha poder para transformar o comportamento das pessoas. Mas acredito que pode ser um grande ponto de partida para resgatar valores que venham do interior para o exterior.

Sem dúvida, tudo começa com a ação do Espírito Santo, mas ela não pode ficar restrita ao coração. Afinal, “cristianismo não tem que ver com o que você faz, mas com quem você conhece. Mas quem você conhece muda o que você faz” (Lee Venden). A conversão ocorre no interior, mas a confirmação precisa aparecer no exterior. Ellen White viu aqueles que “estavam no caminho largo, e, no entanto, professavam pertencer ao número dos que viajavam no caminho estreito. Os que estavam em redor deles diziam: ‘Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente’” (Mensagens aos Jovens, p. 127).

Estamos preparando um povo para a vinda de Jesus, assim como fez João Batista. Isaías 40 e Malaquias 4 têm profecias específicas sobre essa missão. Portanto, João Batista é um modelo profético da Igreja Adventista. Observe como é grande a ênfase dada ao seu estilo de vida, especialmente em relação à comida, bebida e vestimenta (Mt 3:4; Mc 1:6; Lc 1:15). Isso mostra que o estilo de vida específico e ordenado por Deus é um aspecto importante no cumprimento da missão profética de quem prepara o caminho para a vinda do Senhor.

Temos agora uma grande oportunidade diante de nós. Foram impressas cerca de 500 mil cópias desse documento e cada família receberá um exemplar. A igreja está sendo convidada a separar um tempo especial para ler esse documento no dia 9 de março, quando cada congregação participará do movimento “10 Horas de Jejum e Oração”. Um vídeo foi preparado para ajudar na leitura geral e também uma versão resumida do documento foi produzida na linguagem dos adolescentes (Os materiais estão disponíveis na internet, em portaladventista.org e reavivamentoereforma.com ou em cada Associação/Missão). O objetivo de tudo isso é que o tema seja tratado dentro de um clima de consagração e intercessão, buscando conhecer melhor a vontade do Senhor e lembrando que “Deus não despede ninguém vazio, exceto aqueles que estão cheios de si mesmos” (Dwight Moody).

Esteja certo de que “o Céu pagará qualquer prejuízo que possamos sofrer para ganhá-lo; mas nada pode pagar o prejuízo de perdê-lo” (Richard Baxter). Por isso, “devemos nos desprender constantemente da Terra e apegar-nos ao Céu” (Ellen G. White, Perto do Céu [MM 2013], p. 16). Isso envolve começar a viver ainda na Terra o estilo de vida do Céu. Vamos resgatar juntos nossos valores!

ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a América do Sul.

Terremoto de magnitude 6,9 sacode litoral de península russa

Rússia - Um terremoto de magnitude 6,9 na escala Richter sacudiu nesta quinta-feira a costa da península de Kamchakta, na Rússia, informou o serviço geodésico da Academia de Ciências do país. O terremoto foi sentido às 14h05 GMT (11h05 de Brasília), com epicentro a 259 quilômetros a sudoeste da capital da região, Petropavlovsk-Kamtchatka, disse a fonte à agência oficial "RIA Novosti".

A estação sismológica Petropavloskaya informou à agência russa "Interfax" sobre um terremoto de magnitude 6,4 a uma profundidade de 60 quilômetros perto do arquipélago das Curilas, no norte do Japão. Segundo essa fonte, na capital de Kamtchatka foi registrado um tremor de magnitude 5 que fez com que as portas batessem e caíssem alguns objetos das estantes, mas que não provocou grandes danos pessoais.

Além disso, a estação descartou a possibilidade de tsunami. Os serviços geológicos americanos também informaram sobre um movimento telúrico de magnitude 6,9 nas mesmas coordenadas a cerca de 52 quilômetros de profundidade. Por enquanto, não há informação oficial sobre possíveis vítimas ou danos.

10 Dias de Oração | 1° Dia - Pr. Marlon Lopes da Igreja Adventista

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"Maria, você sabia?"

Forte terremoto de 6.1 atinge Santiago del Estero, Argentina

De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 6.1 graus de magnitude foi registrado em Santiago del Estero, na Argentina, as 09h01, pelo horário brasileiro (22/02/2013). O forte tremor ocorreu a 585 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 27.99S e 63.19W, indicadas pelo mapa abaixo. Ainda não há informações sobre vítimas.

Apesar da forte magnitude, a grande profundidade em que ocorreu a ruptura favorece a dissipação da energia antes de chegar à superfície.

Um terremoto de 6.1 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 21180 toneladas de TNT.

Fonte - Apollo 11

A grande renúncia - I

Estão todos a perguntar: que razões há que levaram Bento XVI a renunciar?

Este é o quarto papa que renuncia. Seiscentos anos se passaram desde a renúncia anterior. É um fato raro. O motivo tem que ser forte, e não seria a saúde e a idade do papa a única razão. Há causas que talvez nunca se saiba, mas elas existem. Algumas delas já estão vindo à tona, outras ainda são meras especulações, mas são possibilidades. Do Vaticano, com uma história de quase dois mil anos, muitos segredos e também muitos embates pelo poder, pode-se esperar fatos e articulações espantosas. Então não se pode condenar quem tente, especulando, entender as decisões que ocorrem nesse lugar misterioso. Afinal, do que se faz lá há forte influência sobre os habitantes do planeta. Logo, o assunto interessa, a todos.

Trataremos em uma série de pequenos comentários algo sobre os porquês da renúncia de Bento XVI. Também aqui não seremos completos no assunto. Mas à luz do contexto profético, podemos olhar mais longe que os jornalistas e outros críticos.

Em primeiro lugar, temos que avaliar o contexto político e econômico global. Entram em cena alguns países com seus interesses de poder e influência sobre o planeta.

Os Estados Unidos, desde seu descobrimento, se entendem tendo uma missão divinamente determinada sobre os países do mundo. Eles hoje se julgam como uma espécie de povo de DEUS para estes últimos tempos. São os responsáveis pela Nova Ordem Mundial, uma ordem favorável ao sistema de negócios americano. Cabe-lhes ser a nação reorganizadora do planeta. Seus líderes, e também o povo em geral, acreditam que DEUS os tenha escolhido para tornar este planeta um lugar de paz e segurança, de negócios segundo os princípios protestantes de liberdade e livre iniciativa. Para tanto, precisam ser a maior nação do mundo, a nação abençoada, e nenhuma outra poderá ameaçar sua liderança. Quem o fizer será combatido em nome de sua missão. Assim foi que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi combatida nos tempos da Guerra Fria, até ser desmantelada com a ajuda da Igreja Católica. Assim combateram no Vietnã, onde perderam a guerra. Assim combateram contra Saddam Hussein. Assim combatem ainda no Iraque, no Afeganistão. E ameaçam a Correia do Norte, o Irã, a Síria e outros países que discordam de sua política. Pois os americanos precisam ser a maior nação, para cumprir sua missão, que imaginam ter. Precisam de alianças estratégicas poderosas. Uma dessas alianças é a Igreja Católica, outra sedenta por retornar ao poder político.

Mas, os Estados Unidos enfrentam o crescimento de um gigante. É a China, que vem engolindo o poderio de nação após nação, tornando-se ano passado na segunda maior potência econômica. Isso assusta os americanos. E a China vem crescendo a uma velocidade que o mundo desenvolvido há tempos desconhece. Aliás, que nunca havia experimentado. E há outras nações assumindo a liderança no mundo. Entre outras estão a Índia, e o Brasil.

Por outro lado, a Igreja Católica, que deseja retornar ao poder, enfrenta o assustador crescimento do Islã, que já tem 100 milhões mais membros que os católicos, e o crescimento assustador dos evangélicos. Para piorar, as catedrais católicas, principalmente no Velho Mundo estão esvaziando. Padres é cada vez mais difícil encontrar quem deseja ser. Membros também. Muitos saem, poucos entram. Na Alemanha, país do papa, no máximo 20% dos fiéis assistem as missas.

Esses dois poderes gigantescos querem unir-se, para uma aliança de poder global. Há tremendos desafios que devem ser liderados pelo presidente americano e pelo papa. Os desafios são exatamente como esta palavra quer dizer: vem de países desejosos de assumir a liderança global, países em forte crescimento, países não simpáticos aos Estados Unidos, e de igrejas que estão crescendo fortemente, e que não são tão simpáticos à Igreja Católica. A China tem restrições aos Estados Unidos e a Igreja Católica. É por aí que inicia a questão do sofrimento do papa. Até aqui, em nossas análises, a pergunta é: o papa atual teria condições de participar de uma coalizão com os Estados Unidos para enfrentar esses desafios? E há outros, muitos outros.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Físico comenta passagem de suposto meteoro por cidades do RJ

Segundo Marcelo de Oliveira, meteoro pode ter caído em Campos.
Pesquisadores já haviam feito alerta da possibilidade de meteoros no Brasil.

Após relatos de moradores de várias cidades do interior do Rio, o Clube da Astronomia de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, comentou a passagem de um meteoro pelo céu da cidade na manhã desta quarta-feira (20). Segundo o professor e astrônomo Marcelo de Oliveira, do Clube da Astronomia de Campos, as chances de fragmentos do meteoro terem caído em Campos seriam grandes. O fenômeno também foi visto no estado do Espírito Santo.

“Nós temos registros de 11h e 11h40, mas como o sol estava muito forte as imagens não são boas. Ainda estou checando para saber o que temos, mas o certo é que é, sim, um rastro de meteoro no céu da nossa cidade. Ele ficou visível por alguns segundos”, disse o professor.

Ainda segundo Marcelo de Oliveira, um grupo de pesquisadores internacionais, do qual ele é integrante, já havia feito um alerta sobre a possibilidade de rastros no céu após a queda de um meteorito na Rússia. Segundo ele, o mesmo grupo registrou imagens de objetos nos céus de outros países. Agora, o objetivo é identificar e localizar o meteoro.

“Nós ainda não sabemos se foi o mesmo meteoro que passou no Espírito Santo e na Região dos Lagos. Pode ser um grande meteoro ou mais de um com pequenas dimensões.Vamos começar a investigar e ouvir relatos de pessoas para identificar o local exato. Isso é algo muito raro de acontecer, sabemos que alguma coisa de incomum está acontecendo mas ainda não sabemos o que é", disse o astrônomo.

Por causa do alarde do fenômeno visto hoje, o Clube de Astronomia divulgou as imagens da passagem de um outro meteoro, registrado pelos equipamentos do clube, no último dia 15 de fevereiro. As imagens do meteoro desta quarta-feira (20) ainda estão sob análise.

Fonte - G1

Nota DDP: Correm na internet outros relatos semelhantes. É de se observar apenas as palavras do astrônomo: "alguma coisa de incomum está acontecendo, mas ainda não sabemos o que é". Nós também não. Aguardemos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Forte terremoto atinge a região da Nova Zelândia

Um forte terremoto de magnitude 6,1 atingiu a região da Nova Zelândia nesta segunda-feira (18), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA.

O tremor ocorreu a uma profundidade de 34,1 quilômetros e a 111 quilômetros a nordeste de Esperance Rock, na Nova Zelândia.

Não há relatos sobre danos ou vítimas nem alerta de tsunami.

Coreia do Norte ameaça 'destruição final' da Coreia do Sul

A Coreia do Norte fez uma nova ameaça contra a Coreia do Sul durante um debate na Conferência de Desarmamento da ONU, nesta terça-feira, alertando que pode tomar "segundo e terceiro passos" após ter realizado um teste nuclear na semana passada. "O comportamento errático da Coreia do Sul vai apenas anunciar a sua destruição final", disse o diplomata norte-coreano Jon Yong Ryong durante o encontro.

Na segunda-feira, a União Europeia concordou em intensificar as sanções contra a Coreia do Norte, a fim de restringir a capacidade do país para o comércio, após o teste nuclear da semana passada. "Esta é a resposta a um programa nuclear que coloca em risco não só a região, mas todo o sistema de segurança do mundo", disse o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle.
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Obama adota táticas antiterror de Bush

WASHINGTON - Se o presidente Obama tiver assistido ao recente debate no Capitólio sobre terrorismo, Poder Executivo, sigilo e processo legal, talvez ele tenha reconhecido os argumentos apresentados por seus críticos -afinal, ele próprio apresentou alguns deles no passado.

Quatro anos depois do início de sua Presidência, o antigo crítico de George W. Bush está sendo descrito como um novo Bush, justificando o uso da força bruta em defesa da nação, enquanto seus detratores alegam que ele sacrificou os valores fundamentais do país em nome da segurança.
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Novo vírus letal está adaptado para infectar humanos

Um novo vírus que surgiu em 2012 no Oriente Médio e já matou cinco pessoas está bem adaptado para infectar os humanos, mas possivelmente poderá ser tratado com medicações que reforçam o sistema imunológico, disseram cientistas nesta terça-feira (29).

O novo vírus, chamado novo coronavírus, ou NcoV, é da mesma família do resfriado comum e da Sars (síndrome respiratória aguda grave). Já houve 12 casos confirmados no mundo --incluindo na Arábia Saudita, Jordânia e Barein--, e cinco pacientes morreram.

Em um dos primeiros estudos publicados sobre o NcoV, que era desconhecido dos humanos até setembro passado, pesquisadores disseram que ele consegue, com a mesma facilidade do resfriado comum, entrar no revestimento pulmonar e escapar ao ataque do sistema imunológico.

Ele então "cresce muito eficientemente" nas células humanas, e isso sugere que o vírus está bem equipado para contaminar humanos, segundo Volker Thiel, do Instituto de Imunobiologia do Hospital Cantonal, da Suíça, que comandou o estudo.

Os coronavírus são uma família de vírus que inclui o resfriado comum e a Sars -- doença que surgiu em 2002 na China e que matou cerca de um décimo das 8.000 pessoas contaminadas no mundo todo.

Os sintomas do NcoV e da Sars incluem doença respiratória severa, febre, tosse e dificuldades respiratórias. Dos 12 casos confirmados até agora, quatro foram na Grã-Bretanha, um na Alemanha, dois na Jordânia e cinco na Arábia Saudita.

Os cientistas sugerem que o vírus tenha vindo de animais, e especialistas britânicos disseram que análises científicas preliminares sugerem um parentesco com os coronavírus de morcegos.

Tampouco se sabe a real prevalência do vírus -- é possível que, além dos 12 casos graves que foram diagnosticados, haja pessoas com sintomas mais brandos.

"Não sabemos se os casos (até agora) são a ponta do iceberg, ou se há muito mais gente infectada sem mostrar sintomas severos", disse Thiel, que trabalhou com uma equipe de cientistas da Holanda, Suíça, Alemanha e Dinamarca. "Não temos casos suficientes para formarmos um quadro completo da variedade dos sintomas."

Thiel disse que, embora o vírus possa ter saltado de animais para humanos muito recentemente, sua pesquisa mostrou que ele está tão bem adaptado quanto os vírus de resfriados e da Sars para infectar o trato respiratório humano.

O estudo, publicado na mBio, periódico digital da Sociedade Americana de Microbiologia, indicou também que o NcoV está suscetível a tratamento com interferons, remédios que reforçam o sistema imunológico e que também são usados com sucesso para o tratamento de outras doenças virais, como a hepatite C.

Fonte - UOL

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bento XVI resignou; e depois...?

O mundo religioso, e não só, não comentava outra coisa durante a semana passada: a resignação de BentoXVI ao ofício de líder da Igreja Católica Apostólica Romana. O casonão era para menos: a última vez que um Papa foi substituído antes de falecer foi à cerca de sete séculos!

Somos, por isso, privilegiados por assistir ao um importante pedaço de História. E não apenas por esta razão, devemos estar atentos para ver o que daqui surgirá, os dados que vão ser lançados e, em última análise, quem será apontado como novo Papa.

Entre os meios Adventistas há sempre alguma movimentação quando uma notícia mais relevante surge a partir do Vaticano – e não serão muitas as mais relevantes do que esta! Fruto da nossa essência profética retirada da Sagrada Escritura, no âmbito do qual o catolicismo romano desempenha papel de extrema importância, é natural que assim seja (aliás, o que me espanta é a desconsideração, leviandade e alguma transigência com que alguns de nós assistem aos movimentos de Roma…).

Alguns, exageradamente, logo buscam e rebuscam nas Escrituras alguma indicação específica que surja como oportuna para explicar e provar aquilo que por vezes não passa de um ato isolado. Outros, tristemente, nem fazem ideia do impacto que a liderança romana tem e terá nas cenas finais da História terrestre.

Assim, logo surgiram comentários e análises à resignação de Bento XVI, das que pude lermuitas a propósito, outras sem nexo algum e remexendo em argumentos já batidos e rebatidos até à exaustão.

Como (ainda) estamos numa sociedade (razoavelmente) livre, onde podemos expressar a nossa opinião sem (demasiadas) represálias, quero acrescentar a minha achega ao assunto, que representa, apenas e só, a minha visão pessoal: Bento XVI resignou; e depois…?

Dirão alguns que agora é que surgirá o Papa que, finalmente, dirigirá o romanismo àrecuperação definitiva da ferida mortal, e o restaurará à dominação mundial que durante tanto tempo teve.

Pode até ser. Mas, penso que o mais importante é estar totalmente seguro de que isso se irá concretizar, sem dúvida, seja com o sucessor de Bento XVI ou com qualquer um dos outros que (eventualmente) vier a seguir.

Seja quem for a mão humana, o relevante é estar certo daquilo que sucederá – e a Bíblia Sagrada não deixa margem para qualquer dúvida: Roma assumirá o controlo da governação mundial, usando de outra força política para impor as suas “leis”. E isto tanto poderá ser com o sucessor de Bento XVI ou com que (possivelmente) vier depois…

Depois de sabermos quem será o novo Papa, e ao perceber-lhe as intenções e linha orientadora, poderemos definir melhor o que poderá acontecer. Porque, na iminência, isso há muito que já está definido…

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Estilo de Vida e Conduta Cristã



Terremotos de magnitude 6,2 e 6,3 atingem Filipinas e Nova Zelândia ao mesmo tempo

Um terremoto de 6,2 graus na escala Richter sacudiu neste sábado (16) a ilha de Mindanao, no sul das Filipinas. Praticamente ao mesmo tempo, um terremoto de 6,3 graus atingia o norte da Nova Zelândia, a cerca de 8.000 km da ilha asiática. Em ambos os casos, as autoridades não informaram sobre vítimas ou a possibilidade de formação de um tsunami.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que registra a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro do sismo filipino a 99,2 quilômetros de profundidade e a 83 quilômetros da cidade de General Santos.

Já o serviço geológico neozelandês localizou o hipocentro do tremor a 294 quilômetros de profundidade no Oceano Pacífico e 195 quilômetros ao norte da cidade de Te Araroa, na Ilha do Norte neozelandesa e a 500 km da maior cidade do país, Auckland. No último terremoto de grandes proporções no país, em fevereiro de 2011, 185 pessoas morreram depois que um sismo de 6,3 graus sacudiu a cidade de Christchurch, no sul, e danificou 30 mil construções.

Círculo de Fogo

Filipinas e Nova Zelândia fazem parte do círculo de fogo do Pacífico, uma extensa linha nas bordas do oceano Pacífico formada por zonas de encontro de placas tectônicas muito ativas, que registram constantemente atividade sísmica. Na Nova Zelândia acontecem cerca de 14 mil terremotos a cada ano, dos quais entre 100 e 150 têm intensidade suficiente para serem percebidos. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Papa sublinha importância de manter diálogo entre religiões

Cidade do Vaticano, 14 fev 2013 (Ecclesia) – Bento XVI defendeu hoje a importância do diálogo inter-religioso num dos últimos encontros do pontificado, com padres da Diocese de Roma.

“É necessário e possível entrar em diálogo e assim abrir todos à paz de Deus”, disse o Papa, que esta segunda-feira apresentou a renúncia ao pontificado.

A intervenção deixou claro que para os católicos “seria impossível pensar que as religiões são todas variações de um tema”.

“Há uma realidade do Deus vivo que falou, que é um Deus incarnado, uma Palavra de Deus que é realmente Palavra de Deus”, mas “há experiência religiosa, com uma certa luz humana da criação”, precisou o Papa alemão.

Bento XVI evocou a sua experiência no Concílio Vaticano II (1962-1965), no qual participou como consultor do arcebispo de Colónia (Alemanha), cardeal Josef Frings, antes de ser nomeado perito teológico, em particular no que disse respeito à redação do documento Nostra Aetate”, sobre as religiões não-cristãs.

Bento XVI revelou que a declaração era “inicialmente pensada” apenas para o judaísmo, mas viria a resultar num “texto sobre o diálogo inter-religioso”.

A intervenção improvisada viria a passar em revista os principais temas e documentos conciliares, com destaque para a relação da Igreja com a sociedade contemporânea, chamando os católicos à “responsabilidade pela construção deste mundo”.

O Papa falou em particular da tríade “liberdade religiosa, progresso e relação com as outras religiões” e elogiou a “experiência da universalidade da Igreja” que foi promovida pelos trabalhos da última reunião mundial de bispos.

O discurso abordou ainda as questões ligadas à Liturgia, que era uma realidade quase “fechada” e passou a promover a “participação ativa” dos fiéis, embora esta tenha disso “mal entendida” nalguns casos.

“Quem pode dizer que percebe imediatamente apenas porque [os textos] estão na sua própria língua?”, questionou, ao exemplificar a convicção de que “inteligibilidade não quer dizer banalidade”, exigindo uma “formação permanente” dos católicos.

Bento XVI lamentou que o domingo se tenha “transformado em fim de semana”, em vez de ser visto como “o início, o primeiro dia”.

O Papa falou também sobre a reflexão efetuada em relação à Bíblia, sublinhando a “necessidade” da Igreja para que esta palavra seja “viva”, antes de observar que “a exegese tende a ler a Escritura fora da Igreja”.

“A Bíblia é a Palavra de Deus e a Igreja está sob a Escritura, obedece-lhe, não está acima dela”, sustentou.

O Papa alemão, eleito em abril de 2005, vai concluir o seu pontificado a 28 de fevereiro, abrindo caminho à eleição de um sucessor.


Nota DDP: Eram estas as prioridades de BXVI quando assumiu, diálogo/ecumenismo e santificação do domingo. É de se notar que ambos os temas avançaram no período.

Ver também "Bento XVI deixa um pontificado de «diálogo»". Destaque:

“É um pontificado marcado por uma tentativa de reconciliação com todos, que avançou muito no diálogo ecuménico. Creio, sobretudo, que é um pontificado que marcou muito no diálogo com o mundo”, declarou o prelado, para quem o atual Papa “aproximou muito a Igreja e razão, o mundo da cultura”.

A guerra robótica de Barack Obama

A administração Obama vem procurando uma justificativa legal para matar cidadãos americanos considerados terroristas fora do país. Sem julgamento ou qualquer envolvimento legal. Se não puderem ser capturados, serão executados. A coisa toda era para ficar fora das vistas da imprensa, mas depois que um documento de 16 páginas acabou por ser divulgado pela NBC, o New York Times (6/2) decidiu tornar público que os Estados Unidos têm, desde 2011, uma pista para pouso e decolagens de drones, aviões-robô sem pilotos e armados com foguetes e bombas de alta precisão, na Arábia Saudita. O Público(6/2) divulgou um parágrafo importante do jornal nova-iorquino:

“O primeiro ataque, segundo o jornal, aconteceu a 30 de setembro de 2011 e teve como alvo Anwar al-Awlaki, um norte-americano nascido no Novo México, formado nas universidades do Colorado e de George Washington, e tido pelos serviços secretos dos EUA como um importante membro da organização terrorista al-Qaida. O seu filho de 16 anos de idade e outros dois norte-americanos foram também mortos em ataques distintos, mas as autoridades dos EUA classificam-nos como ‘baixas resultantes de ataques contra operacionais da al-Qaida’.”

O emprego dos drones no Oriente Médio está sob a responsabilidade da CIA. A revista quinzenal Exame(8/2) descreveu bem o que é um drone, que é bem mais do que um simples avião-robô. Usados para reconhecimento desde 1994, os drones são da família “Predator” e fabricados pela General Atomics. O modelo original da série chamava-se MQ-1 e foi usado no Iêmen, Paquistão, Iraque, Líbia e Afeganistão. No início, servia apenas para reconhecimento, mas depois de 2001 foi armado com mísseis Hellfire (de médio alcance) e bombas guiadas a laser. Possuem sistema de navegação robótico e um sistema avançado de aquisição de alvos, mas não podem operar sozinhos: são “pilotados” à distância e cada ataque é conduzido por um operador que pode estar a milhares de quilômetros de distância. Ele controla o aparelho com um joystick, escolhe o armamento próprio para a ocasião e inicia o ataque: “O comando é feito à distância, de uma base em terra que pode estar no outro lado do planeta, já que a comunicação é feita via satélite. Nessa base secreta, um piloto vê, num conjunto de monitores, imagens captadas pelas câmeras do drone e dados registrados por sensores a bordo”, informou a revista.
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O assassinato de um cidadão nacional sem o devido processo e fora de cenários de batalha é um ato que vai contra os princípios básicos da Constituição americana. Mesmo que a vítima seja um dos líderes operacionais da al-Qaida, ele ainda é um cidadão americano. Segundo o Público, somente norte-americanos membros do alto-escalão da al-Qaida envolvidos em ataques contra os Estados Unidos são alvos potenciais do “programa”. Outro problema relacionado é a preferência do presidente pelo mentor do “Projeto drones”, John O. Brennan, diretor da CIA, a organização responsável pelo emprego das letais aeronaves não-tripuladas no Oriente Médio.

Meteorito atinge região central da Rússia e deixa mais de 500 feridos

YEKATERINBURGO - Mais de 500 pessoas ficaram feridas em consequência de um meteorito que atravessou o céu e explodiu sobre a região central da Rússia nesta sexta-feira, lançando bolas de fogo na direção da Terra, quebrando janelas e danificando prédios.

Em entrevista à 'Rádio Estadão', integrante da comunicação social Embaixada Brasileira na Rússia, Alexandra Rudakova, relata que não há brasileiros entre os feridos, mas que o clima é de pânico.

Moradores que estavam a caminho do trabalho em Chelyabinsk ouviram um barulho que parecia ser de uma explosão, viram uma luz forte e sentiram uma onda de tremor, de acordo com um correspondente da Reuters na cidade industrial, que fica a 1.500 quilômetros de Moscou.

O meteorito atravessou o horizonte, deixando um longo rastro branco em seu caminho que podia ser visto a até 200 quilômetros de distância, em Yekaterinburgo. Alarmes de carros soaram, janelas quebraram e telefones celulares tiveram o funcionamento afetado pelo incidente.

"Eu estava dirigindo para o trabalho, estava bem escuro, mas de repente veio um clarão como se fosse dia", disse Viktor Prokofiev, de 36 anos, morador de Yekaterinburgo, nos Montes Urais. "Me senti como se estivesse ficado cego pela luz", acrescentou.

Não foram relatadas mortes em consequência do meteorito, mas o presidente Vladimir Putin, que nesta sexta-feira recebe ministros da Fazenda dos países do G20, e o primeiro-ministro Dmitry Medvedev foram notificados sobre os acontecimentos.

Uma autoridade ministerial local disse que a chuva de meteoros pode ter ligação com um asteróide do tamanho de uma piscina olímpica que vai passar a uma distância de 27.520 quilômetros da Terra nesta sexta-feira, mas isso não pôde ser confirmado.

A agência espacial russa, Roscosmos, disse que o meteorito viajava a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo e que eventos desse tipo são difíceis de serem previstos.

O Ministério de Emergências da Rússia disse que 514 pessoas procuraram ajuda médica, a maioria por pequenos ferimentos causados por estilhaços de vidro, e que 112 precisaram ser hospitalizadas. Equipes de busca estavam atrás dos destroços do meteorito.

Apesar de incidentes do tipo serem raros, acredita-se que um meteorito tenha devastado uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados na Sibéria em 1908.

O Ministério de Emergência da Rússia descreveu o acontecimento desta sexta como uma "chuva de meteoro na forma de bolas de fogo", e pediu aos moradores para manter a calma.

A agência espacial norte-americana, a Nasa, informou que um asteroide conhecido como 2012 DA14, com cerca de 45 metros de diâmetro, passaria nesta sexta-feira o mais perto da Terra desde que os cientistas passaram a monitorá-los rotineiramente, há 15 anos.

Satélites de televisão, meteorologia e comunicação voam cerca de 800 quilômetros acima da distância estimada para a passagem do asteroide. A lua está 14 vezes mais longe.

Lideranças muçulmanas egípcias esperam diálogo com novo Papa

"A retomada das relações com o Vaticano depende da nova atmosfera criada pelo futuro Papa", declarou Mahmoud Azab, conselheiro do imã de Al-Azhar

Cairo - Líderes muçulmanos do Egito acreditam que a renúncia de Bento XVI poderá reabrir o caminho do diálogo com a Igreja Católica, interrompido após declarações polêmicas do Papa feitas em 2006.

No entanto, para que haja uma melhora na relação entre a Igreja e Al-Azhar, a mais alta autoridade do Islã sunita no Cairo, dependerá da postura do futuro Papa sobre o mundo muçulmano, afirmam.

"A retomada das relações com o Vaticano depende da nova atmosfera criada pelo futuro Papa", declarou Mahmoud Azab, conselheiro do imã de Al-Azhar, Ahmed al-Tayeb, para as questões inter-religiosas.

"A iniciativa está agora nas mãos do Vaticano", ressaltou.

Em 2006, Bento XVI provocou mal-estar ao citar um imperador bizantino que descrevia o profeta Maomé como alguém que propagava ideias "más e desumanas" por meio da violência.
(...)
Fonte - Exame

Forte terremoto atinge a Sibéria

Um forte terremoto atingiu a região russa da Sibéria na madrugada desta sexta-feira (15), pelo horário legal, segundo o Serviço Geológico dos EUA.

O tremor de magnitude 6,6 ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros, e a 132 quilômetros da cidade de Druzhina.

Não há relatos imediatos sobre vítimas ou danos.

Fonte - G1

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Novo vírus fatal de gripe pode ser transmitido por contato humano

As autoridades sanitárias do Reino Unido disseram nesta quarta-feira ter evidências de que uma doença respiratória aguda parecida com a Sars - que foi objeto de um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2003 - seja capaz de se alastrar por contato humano.

A doença é transmitida através do contato com animais, mas, se houver possibilidade de transmissão através do contato humano, o risco para a população é maior, explicaram as autoridades.

No mais recente caso, o terceiro no país, uma pessoa que está internada na UTI de um hospital de Birmingham pode ter contraído a doença de um parente próximo, acreditam os médicos.

Entretanto, o risco para a população britânica continua sendo considerado baixo.

A mais recente pneumonia atípica é causada por um vírus da família coronavírus. No mundo, foram diagnosticados onze casos da doença desde os primeiros diagnósticos, no fim do ano passado. Cinco pacientes morreram.

Na Grã-Bretanha, onde três casos foram registrados, duas pessoas que contraíram o vírus haviam viajado do Oriente Médio para a Europa.

"A confirmação de uma nova infecção pelo coronavírus em uma pessoa sem histórico de viagem para o Oriente Médio sugere que ocorreram transmissões pelo contato pessoal", disse o chefe do departamento de doenças respiratórios da agência sanitária britânica, John Watson. Ele acrescentou que este tipo de transmissão também se deu na Grã-Bretanha.

Os médicos possuem evidências de que já houve contaminação pelo contato humano no Oriente Médio, mas esta informação não havia sido confirmada.

"Embora este caso nos dê forte evidências de transmissão por contato pessoal, o risco de infecção na maior parte das circunstâncias ainda é considerado muito baixo", disse a autoridade britânica.

Segundo os médicos, o terceiro paciente a contrair a doença no país possui problemas de saúde que podem ter aumentado a sua vulnerabilidade.

Logo após os primeiros diagnósticos da nova gripe, a OMS ressaltou, através de seu Twitter e sua página na internet, que o vírus é semelhante mas não igual ao da Sars, e considerou "prematura" a sugestão de que a doença seja "a próxima crise de saúde global".

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