terça-feira, 17 de abril de 2007
Aquecimento global provocará aumento das inundações costeiras nos Estados Unidos
Em Washington
As comunidades costeiras da Nova Inglaterra e das outras regiões dos Estados Unidos serão "cada vez mais pressionadas" pelo aquecimento global nas próximas décadas e ficarão especialmente vulneráveis a enchentes generalizadas provocadas por tempestades, segundo a minuta de um relatório divulgada na segunda-feira (16/4) por um grupo de cientistas internacionais.
Autores de um capítulo de um relatório feito para o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, mais de 20 cientistas se concentraram no potencial impacto das alterações climáticas na América do Norte, prevendo um número cada vez maior de "extremos meteorológicos" na região, incluindo furacões, inundações, secas, ondas de calor e incêndios florestais.
"A lista de possíveis impactos soa como um rol de pragas bíblicas: calor, seca, doenças, insetos e elevação do nível dos mares", afirma Angela Anderson, vice-presidente dos programas climáticos do Fundo Nacional do Meio-Ambiente, um grupo ecológico e educacional.
Os cientistas disseram estar preocupados não apenas com a elevação do nível do mar ao longo da Costa Leste dos Estados Unidos, mas também com tempestades mais intensas, que se fazem acompanhar de enchentes nas regiões costeiras. "Esta é a vulnerabilidade número um", afirma Cynthia Rosenzweig, diretora do Grupo de Pesquisas sobre Impactos Climáticos do Instituto Goddard de Estudos Espaciais.
Embora os especialistas não sejam capazes de afirmar que a rara tempestade de primavera que atingiu o nordeste dos Estados Unidos na segunda-feira esteja especificamente vinculada ao aquecimento global, Michael Oppenheimer, professor de geociências e de questões internacionais da Universidade Princeton, disse que a alteração climática fará com que no futuro cresça o número dessas tempestades.
"Este é o tipo de coisa que podemos esperar nos próximos anos", disse Oppenheimer, referindo-se à tempestade que atingiu a Costa Leste no domingo e na segunda-feira, provocando alagamentos. "Essas tempestades se tornarão mais intensas e ocorrerão com maior freqüência".
Oppenheimer disse aos jornalistas que o painel de cientistas tem certeza de que o nível do mar subirá de 18 a 60 centímetros no decorrer deste século. "Isso provocará muitos problemas ao longo da costa", afirmou, referindo-se ao desaparecimento de terras e de habitats de animais e plantas.
Mas ele observou que o derretimento da Groenlândia e das camadas de gelo do oeste da Antártica representam um perigo ainda maior. Segundo ele, bastaria o derretimento da camada de gelo da Groenlândia para fazer com que os oceanos sofressem uma elevação total de cerca de 6,7 metros, embora seja difícil prever uma catástrofe de tais proporções, que poderia ocorrer daqui a centenas ou milhares de anos.
Neste ano, o painel intergovernamental sobre aquecimento organizado pelas Nações Unidas vem apresentando partes da sua quarta atualização da avaliação do estágio em que se encontra o conhecimento sobre a mudança climática. No início deste ano, o painel anunciou que há mais de 90% de certeza de que os humanos estão contribuindo para o aquecimento global.
Ainda que vários cientistas tenham afirmado que o aquecimento global afetaria mais os países em desenvolvimento, já que estes carecem dos meios para se adaptarem rapidamente, vários pesquisadores disseram na segunda-feira que as nações ricas também enfrentarão problemas significativos.
"Ninguém escapará dos impactos da mudança climática", afirma Patricia Romero Lankao, uma das autoras do relatório e cientista que trabalha no Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas, um grupo sem fins lucrativos com sede em Boulder, no Colorado.
A avaliação recém-divulgada também prevê que a elevação das temperaturas nos Estados Unidos reduzirá os acúmulos de neve e intensificará a evaporação, ameaçando rios, lagos e outras fontes de água. Nos Grandes Lagos e nos principais sistemas fluviais dos Estados Unidos os níveis mais baixos poderão ter um impacto sobre a qualidade da água, a geração de energia hidroelétrica e as relações com o Canadá. Além disso, a elevação da temperatura poderá provocar o aumento das doenças respiratórias, acelerar a disseminação de doenças infecciosas como a Doença de Lyme e o vírus do Nilo Ocidental e causar períodos de calor diurno mais extensos, o que, segundo o relatório poderia fazer com que dobrasse o potencial para o aumento das ondas de mortalidade causadas pelo calor nas áreas urbanas.
Tradução: UOL
Bento XVI: a linguagem do temor de Deus
António Pinheiro, Rádio Vaticano
Falar de Bento XVI quando estão para se completar apenas dois anos do seu pontificado, não é fácil; contudo existe um aspecto que suscita interesse e curiosidade nos habitantes de Roma e nalguns profissionais da informação, sobretudo naqueles que exerciam esta profissão durante o longo pontificado de João Paulo II. Trata-se da diversidade de atitude dos "ouvintes" quando fala Bento XVI tanto durante as Audiências Gerais das quartas-feiras como aos Domingos ao meio dia antes de recitação do Angelus com os fiéis presentes na Praça de S.Pedro, para não falar das homilias.
A grandíssima maioria segue o Papa em "religioso silêncio"; são muito poucas as interrupções com palmas, e há também quem, em folhas de papel ou agendas, escreve uma outra frase pronunciada pelo Papa. Sendo jornalista na Rádio Vaticano durante o inteiro pontificado de João Paulo II, e tendo seguido Karol Wojtyla nalgumas viagens na Europa, pude verificar a maneira como vibravam as multidões às suas palavras, mas também como se sentia uma certa "distracção" acerca do que o próprio Papa dizia. Com Bento XVI é diferente: silêncio, concentração e meditação. A resposta, ou melhor a explicação para esta diferença de atitude talvez resida no facto que com João Paulo II os fiéis, peregrinos e turistas queriam "ver" o Papa; com Bento XVI, mais do que ver, querem "ouvir" o Santo Padre.
E há que salientar aqui e antes de mais, que para o actual Papa, um dos mais respeitados teólogos da Igreja Católica neste último meio século, a Igreja está perante a história como única portadora da graça e da liberdade do Reino de Deus que opera e conclui a história, mas é algo muito diferente das vicissitudes dos poderes deste mundo e das suas culturas. Joseph Ratzinger não procurou e não procura os sinais do reino no tempo histórico como sua codificação, mas vê as mensagens históricas do tempo como expressão da crise do mundo, do perigo que sobre ele incumbe. O Papa Bento XVI não usa a expressão do seu predecessor "não tenhais medo", mas sobretudo "tende temor": temor de Deus.
Josph Ratzinger não pensa que a história contemporânea esteja compenetrada por uma densidade escatológica, não a vê como sacramento do reino. E a consciência dos homens do nosso tempo envia sinais claros de temor escatológico. O aquecimento do "planeta - terra" faz com que as análises mundiais mais requintadas, expressas pelas Nações Unidas, tenham como previsão o abalo da geografia e da história do planeta nos próximos cem anos, enquanto que as migrações do Sul para o Norte do mundo colocam em dúvidas as nações europeias. E além disso o Islão lança, uma vez mais, um desafio à cristandade no plano da concepção acerca da vida e da morte: um desafio político e civil, jogado acerca do sentimento da eternidade e da sorte "bem-aventurada" dos combatentes pela própria fé.
Bento XVI é um bom profeta, se profeta significa ler o temor de Deus nos acontecimentos e não no conceito progressista da história humana: o moderno triunfante na democracia, o homem que entra na posse da sua história.
O critério que nos vem da Bíblia é que não devemos acreditar nos profetas que anunciam vitórias, mas sim naqueles que anunciam o juízo divino sobre a história. E portanto, exortam ao temor de Deus. Talvez por isso, o Papa Bento XVI tem "mais ouvintes" do que João Paulo II e sobretudo escutam-no de maneira diferente.
Dele não esperam, não querem ouvir a esperança da história, mas escutar a linguagem do temor de Deus.
Em jeito de conclusão, e como simples observador, diria que o número cada vez maior de fiéis que acorrem a Roma para o escutar é a demonstração tangível de quanto o povo cristão, e não só, aprecia os ensinamentos de Bento XVI, a profundidade unida á simplicidade, a clareza de exposição unida à profundidade da sua teologia.
E é pena que pouco, muito pouco, às vezes mesmo nada, dos temas e questões fundamentais do Magistério de Bento XVI, atinentes também a organização e vida da sociedade civil, seja relançado pelos grandes meios de comunicação social.
Irão: a ameaça de uma guerra nuclear
Os EUA e os seus aliados iniciaram a preparação psicológica da opinião pública mundial para a possibilidade de usar armas nucleares tácticas na solução do "problema iraniano". A máquina de propaganda dos EUA está a trabalhar a todo o vapor no sentido de criar a ideia de que é possível usar armas nucleares com "precisão cirúrgica", limitando as consequências. Porém, desde os ataques nucleares dos EUA em 1945 sobre Hiroshima e Nagasaki, sabemos serem falsas tais afirmações.
Após o primeiro ataque nuclear, será completamente impossível impedir o uso de todos os meios de destruição maciça que estejam disponíveis. Numa situação de extermínio total das suas nações, os oponentes recorrerão sem limitações a todos os meios que possuírem. Então, não serão apenas os arsenais nucleares de vários países, incluindo daqueles cujo estatuto nuclear não é oficialmente reconhecido, que entrarão em jogo. Sem duvida que, em tais circunstancias, será usada a guerra química e biológica (e, de uma forma geral, qualquer substância venenosa), que para ser alimentada requer poucos recursos industriais e económicos.
Actualmente, pode-se afirmar que a paz e a espécie humana correm um enorme perigo.
Consideremos os aspectos técnico-militares da situação. Na realidade, o objectivo da operação declarado pelos EUA – destruir cerca de 1.500 alvos no território do Irão – já não pode ser realizado pelas forças adstritas à missão. Este objectivo só será possível atingir se forem usadas munições nucleares tácticas.
Um exame do aspecto político-militar deste assunto revela factos ainda mais significativos. O ataque ao Irão não está planeado para incluir uma ofensiva terrestre. Os ataques a instalações militares e industriais seleccionadas podem causar uma severa destruição ao potencial de defesa iraniano e à sua economia. As baixas serão provavelmente enormes mas não catastróficas do ponto de vista militar. Ao mesmo tempo, não é possível obter o controlo de um território tão imenso como o do Irão sem uma operação terrestre. A ofensiva planeada não só requererá uma consolidação de forças no Irão, como noutros países muçulmanos e um pouco por todo o mundo. O apoio ao país agredido desencadeado pelo seu sofrimento e motivado pela agressão americano-israelense, será enorme. Certamente Washington não está à espera que o resultado dessa operação seja o fortalecimento, mas sim a perda da posição política dos EUA no mundo. Por conseguinte, o objectivo do ataque dos EUA ao Irão terá de ser analisado numa outra vertente. A ofensiva nuclear deverá impulsionar o uso da chantagem nuclear nas políticas globais pelo EUA, mas fundamentalmente servirá para transformar a ordem mundial.
Existem ainda mais evidências da radicalização dos objectivos dos EUA e dos seus aliados. As fugas de informação nos inícios de 2007 que desmascararam os planos de Israel de usar três bombas nucleares contra o Irão, são bastante perigosas para um país rodeado por um ambiente hostil, mas houve certamente uma intenção deliberada nessas fugas. Eles quiseram dar a conhecer que a decisão de Israel, acerca da forma como iria actuar num tal conflito já tinha sido tomada, e tudo o que ficava por fazer seria influenciar adequadamente a opinião pública.
O pretexto para a operação contra o Irão não parece ser sério. Avaliando do ponto de vista técnico e político, não existe qualquer possibilidade por parte do Irão de desenvolver armas nucleares num futuro próximo.
Não nos devemos esquecer das alegações feitas pelos EUA, de que o Iraque possuía armas de destruição maciça, serviram como pretexto para a guerra contra aquele país. Em resultado disso o Iraque foi devastado, e o número de mortes civis atingiu as centenas de milhares sem que qualquer evidência que sustentasse tais alegações tenha sido descoberta.
A questão realmente importante a colocar é a de saber se o Irão tem capacidade para fabricar armas nucleares. A única função dos pequenos arsenais nucleares, que não sejam enquadrados por estruturas que os suportem, é precisamente a da dissuasão. A ameaça de desferir um ataque de retaliação pode deter qualquer agressor. Da mesma forma que atacar outros países e vencer uma guerra nuclear, numa situação de conflito com uma coligação constituída pelas principais potências, requereria igualmente um potencial que o Irão não tem nem está na situação de vir a ter num futuro previsível. As alegações de que o Irão pode tornar-se num agressor nuclear, são absurdas. Qualquer um que disponha do mínimo de conhecimentos teóricos de assuntos militares consegue entender isto.
Qual então a principal razão que levou os EUA a preparar este conflito militar?
As actividades tendo consequências de proporções globais, só podem ser destinadas a tratar de um problema global. Não há qualquer segredo quanto a este problema – é a possibilidade de um crash do sistema financeiro global baseado no dólar norte-americano. Actualmente a massa da divisa americana excede o valor total dos activos dos EUA numa proporção superior a dez. Tudo nos EUA – a indústria, os edifícios, a alta tecnologia, e assim por diante – foi hipotecado mais de dez vezes ao resto do mundo. Uma dívida de tais proporções nunca será reembolsada – só pode ser aliviada.
A quantidade total de dólares em contas de indivíduos, organizações e tesourarias estatais são uma realidade virtual. Estes valores não são garantidos por produtos, por objectos de valor ou por qualquer coisa que exista na realidade.
A anulação deste endividamento dos EUA ao resto do mundo tornaria a maioria da população mundial em depositantes enganados. Seria o fim da regra bem-estabelecida do bezerro dourado. O significado dos próximos eventos será verdadeiramente épico, e isto porque o agressor ignorará as consequências catastróficas globais de sua ofensiva. Os "banqueiros globais" em bancarrota precisam de um evento forte e de proporções globais para escaparem à situação em que se encontram.
A solução já está estabelecida nos planos. Os EUA não têm nada para oferecer ao resto do mundo que compense o declínio do dólar, excepto operações militares como as da Jugoslávia, do Afeganistão, e do Iraque. Mas mesmo estes conflitos locais só têm efeitos a curto prazo. Será necessário algo muito maior, e a necessidade é urgente. Está cada vez mais próximo o momento em que a crise financeira global fará com que o mundo entenda que os activos dos EUA, isto é, toda a sua industria, a sua tecnologia, e outras potencialidades, de facto não pertencem legalmente ao país. Então tudo deve ser confiscado para compensar as vítimas, e os direitos de propriedade sobre tudo o que foi adquirido com dólares no mundo todo – retirado da riqueza das várias nações – terão de ser revistos.
Qual poderá provocar o grande acontecimento na escala requerida? Tudo parece indicar que Israel será sacrificado. O seu envolvimento na guerra contra o Irão – especialmente numa guerra nuclear – está destinado a desencadear uma catástrofe global. Os fundamentos de Israel e do Irão assentam nas religiões oficiais dos respectivos países. Um conflito militar entre Israel e Irão evoluirá imediatamente para um conflito religioso, um conflito entre o judaísmo e o Islão. Devido à presença de numerosas populações judaicas e muçulmanas nos países desenvolvidos, tornaria inevitável banho de sangue global. Todas as forças activas da maioria dos países do mundo acabariam por lutar entre si, sem espaço para a neutralidade. A julgar pelas aquisições, cada vez maiores, de habitação por parte de cidadãos israelensas, especialmente na Rússia e na Ucrânia, muitas pessoas já têm uma ideia do que nos pode trazer o futuro. Porém, é difícil imaginar um lugar tranquilo onde alguém se possa refugiar de tamanha destruição. Previsões da distribuição territorial do combate, das quantidades e da eficiência dos armamentos envolvidos, do carácter profundo das raízes subjacentes do conflito, e da gravidade da briga religiosa não nos deixam dúvidas que este confronto será, em todos os aspectos, muito mais apavorante do que a Segunda Guerra Mundial.
Até agora, a resposta dos principais actores políticos mundiais a estes desenvolvimentos não causa optimismo. As inconsequentes resoluções da ONU referentes ao Irão, as tentativas de apaziguar o agressor que já não disfarça as suas intenções, lembram o Pacto de Munique nas vésperas da Segunda Guerra Mundial. O intenso vai-e-vem diplomático focalizando todo o tipo de problemas internacionais, excepto o principal discutido acima, é também um indicador da gravidade do problema. Isto é uma prática usual em vésperas de uma guerra, destinando-se a arranjar alianças com países terceiros, ou assegurar a sua neutralidade. Tais políticas procuram evitar ou minorar os resultados dos primeiros ataques, que seriam os mais súbitos e devastadores.
É possível prevenir a matança?
O único argumento eficaz que poderia travar os agressores é a ameaça do seu total isolamento global por instigar uma guerra nuclear. A implementação do cenário descrito acima pode ser tornado impossível através de uma completa ausência de aliandos para o duo americano-israelense, combinado com protestos públicos ruidosos por todos os países. Portanto, nestes dias uma definida e firme posicionamento de líderes de países, governos, políticos, figuras públicas, líderes religiosos, cientistas e artistas em relação à agressão nuclear preparada seria um serviço inestimável para a humanidade.
As actividades públicas coordenadas devem ser organizadas com a prontidão adequada ao tempo de preparação da guerra. As forças de agressão têm vindo a ser acumuladas e concentradas nas posições de ataque, num estado de plena prontidão para o combate. Os responsáveis militares dos EUA não fazem segredo de que pode ser tudo uma questão de semanas ou mesmo de dias. Há indicações indirectas de que os EUA lançarão um ataque nuclear ao Irão já em Abril de 2007. Após a primeira explosão nuclear, a espécie humana encontrar-se-á num mundo inteiramente novo, um mundo absolutamente desumano. As possibilidades de impedir este desenlace devem ser completamente utilizadas.
Fonte - Resistir
ONU quer que aquecimento seja visto como questão econômica
Alister Doyle, Reuters
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OSLO - O combate ao aquecimento global será mais eficiente se a questão for encarada como um dos problemas econômicos do mundo, não apenas como uma dor de cabeça puramente ambiental, afirmou um relatório preliminar da Organização das Nações Unidas.
O documento, que será divulgado pela ONU em Bangcoc no dia 4 de maio, diz que políticas econômicas relativas a todas as áreas podem ter grandes repercussões no controle da emissão de gases-estufa.
"Enquadrar o debate como um problema de desenvolvimento, em vez de um problema ambiental, pode fazer com que as metas imediatas de todos os países sejam melhor atingidas, especialmente dos países em desenvolvimento, com sua vulnerabilidade especial às mudanças no clima", afirma o relatório preliminar.
Os esforços para reduzir o uso de combustíveis fósseis, por exemplo, podem diminuir as emissões dos gases-estufa e, ao mesmo, tempo reduzir a poluição do ar, melhorar a segurança na área de energia e diminuir a dependência das importações.
O estudo cita o Brasil, junto com China, Índia e México, como exemplo de país que reduziu as emissões de gases-estufa nos últimos 30 anos. Os países em desenvolvimento cortaram as emissões nesse período em 500 milhões de toneladas ao ano, por motivos que nada têm a ver com o clima global.
"Muitos desses esforços têm como motivação o desenvolvimento econômico, a amenização da pobreza, a segurança energética e a proteção ambiental local", afirmou o texto.
Os cortes superam os exigidos pelo Protocolo de Kyoto, o principal plano da ONU para combater o aquecimento global, mas que até 2008-12 é aplicável apenas aos países ricos - com a exceção dos Estados Unidos, que se recusaram a participar.
"As iniciativas mais promissoras ... parecem ser as que faturam em cima da sinergia natural entre a proteção do clima e as prioridades de desenvolvimento, obtendo progressos simultâneos em ambas as áreas."
O resumo técnico preliminar de 101 páginas, obtido pela Reuters, faz parte de uma série de relatórios da ONU sobre o aquecimento global. Ele também conclui que combater as mudanças do clima não é muito caro.
As seguradoras, por exemplo, podem ajudar cobrando menos para segurar edificações que fiquem longe de áreas de risco de enchente, erosão, etc.
Segundo o texto, ainda não houve uma discussão séria sobre a relação entre desenvolvimento econômico e as mudanças no clima.
As negociações para criar um novo mecanismo de combate ao aquecimento global que suceda o Protocolo de Kyoto estão emperradas. Um dos motivos para o presidente George W. Bush, dos EUA, recusar-se a participar de Kyoto foi a exclusão, para ele injusta, dos países em desenvolvimento das metas obrigatórias.
Nota DDP:
Não deixe de ler as considerações do Pr. Santeli acerca do aquecimento global, comece aqui.
Comer pouco prolonga a vida
O estudo utilizou informações coletadas durante 15 anos para uma experiência conduzida pela Purina, empresa americana de comida para cachorros. Para o experimento, foram separados 48 filhotes de labrador, em pares, em que um cachorro recebia 25% menos alimentos que o outro.
Os cientistas concluíram que os cachorros que comeram menos viveram quase dois anos, em média, a mais que os outros.
(Opinião e Notícia)
Nota: Há um século, Ellen White já recomendava: “Comer em demasia, mesmo que se trate de alimentos simples, entorpece os nervos sensitivos do cérebro, enfraquecendo sua vitalidade. O comer em excesso exerce sobre o organismo um efeito pior que o trabalhar em excesso; as energias da mente são enfraquecidas mais seguramente pelo comer intemperante do que pelo trabalho intemperante” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 102).
“É pecado ser intemperante na quantidade de alimento ingerido, mesmo que seja de qualidade inquestionável. Muitos acham que se não comerem carne e os mais extravagantes artigos de alimentação, estão livres para comer dos alimentos simples até que não agüentem mais. Isso é um erro. Muitos professos reformadores de saúde são nada menos que glutões” (Ibidem, p. 102).
“Os que sobrecarregam o estômago com tanto alimento, e assim pressionam a natureza, não poderiam apreciar a verdade se a ouvissem” (Ibidem, pág. 47).
Fonte - Blog Michelson Borges
Para cientistas e militares, água será problema grave nos EUA
Associated Press
WASHINGTON - Conforme o aquecimento global se intensifica, a água - em escassez ou em excesso - será o maior problema para os Estados Unidos, dizem especialistas científicos e militares. O problema envolverá política interna, com Estados enfrentando-se pelo controle dos rios da América do Norte, e externa, com a desertificação e enchentes estimulando guerras e terrorismo.
Na frente doméstica, especialmente no Sudoeste, regiões inteiras terão de encontrar novas fontes de água potável. Os Grandes Lagos encolherão, peixes e outras espécies sofrerão. A elevação do nível dos mares e tempestades reforçadas causarão inundações.
Um relatório, preparado por cientistas, trata dos efeitos do aquecimento global na América do Norte e faz parte de um levantamento internacional dos impactos da mudança climática. Outro texto, este elaborado por militares americanos da reserva, adverte que as regiões mais pobres e politicamente instáveis do mundo - Oriente Médio, África e Sul da Ásia - ficarão ainda Amis à mercê da guerra, do terrorismo e precisarão sofrer intervenções internacionais.
"Água é o principal problema (do aquecimento global) para os EUA, disse o professor de Geociências de Princeton, Michael Oppenheimer, após uma entrevista coletiva para a apresentação do capítulo sobre América do Norte do segundo relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática.
Um dos principais especialistas em seca do governo americano, Roger Pulwarty, disse que Estados como Arizona e cOlorado, que já se digladiam nos tribunais pelo controle da Bacia do Rio colorado, elevarão o tom do confronto.
Poucas horas depois da apresentação dos cientistas, o general reformado Charles F. "Chuck" Wald tratou do problema do aquecimento global sob outro enfoque, mas com conclusões bem parecidas. "Uma das áreas mais prováveis de conflito será a questão da água", disse ele, que é ex-vice-comandante do Comando Europeu dos Estados Unidos. Ele citou o Oriente Médio e a África.
Um co-autor do relatório militar, o ex-chefe do Estado Maior do Exército, Gordon R. Sullivan, afirmou que enchentes poderão desestabilizar países como Paquistão, Índia, Bangladesh, Indonésia e Vietnã.
ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 6
Finalmente, deve-se perguntar ainda: Nessa “crise” de aquecimento global que ganhou proporções midiáticas, por que ninguém até agora disse uma palavra sequer sobre o projeto secreto HAARP (High Frequency Active Auroral Research), localizado no Alasca? Por que será que um conjunto gigantesco de antenas que emitem ondas eletromagnéticas capazes de interferir na camada da ionosfera e alterar o clima da Terra (até produzir terremotos artificiais) simplesmente não foi mencionado uma vez sequer por nenhum cientista, nenhum ambientalista ou mesmo nenhum jornalista, os quais estão mais preocupados em criar um “consenso coletivo” em torno desse tema?
No livro Armas Eletromagnéticas – seria o projeto HAARP a próxima ameaça mundial?, editora Aleph, p. 312, o autor norte-americano Jerry E. Smith afirma: “A Conspiração certamente já obteve grandes vantagens em função do aquecimento global. Sem dúvida, seus membros parecem estar usando esse fenômeno como veículo para induzir a opinião pública a exigir regulamentações e monitoramento internacionais, algo que, em última análise, levaria a um único Governo Mundial. Alguns pesquisadores especulam que, se o HAARP pudesse de fato alterar os padrões climáticos, poderia ser também usado secretamente para criar condições meteorológicas mais adversas, que fariam os povos do mundo suplicar por maiores controles globais, isto é, a Nova Ordem Mundial (NWO). Conforme foi relatado na imprensa, muitas pessoas acreditam agora que o HAARP já tenha sido utilizado para a consecução desse objetivo.”
Sem dúvida, esse tema poderá no futuro ser ampliado, dependendo dos próximos acontecimentos. Embora não saibamos quanto tempo ainda vai levar para ser decretada a Lei Dominical, enquanto isso, os cristãos devem se preocupar em preservar o meio ambiente como forma de expressar o seu amor a Deus, que tudo criou. Também como parte da sua responsabilidade em administrar fielmente os recursos outorgados pelo Criador. O simples medo da destruição final deste mundo não deve ser a única pobre motivação dos cristãos na questão da preservação ambiental. Da mesma forma, não devemos nos comprometer com programas e organizações ambientalistas que estejam promovendo disfarçadamente a adoração à mãe-Natureza (paganismo). Melhor do que só apontar as notícias “apocalípticas” do aquecimento global como sinal de que Jesus vai em breve voltar, é denunciar o movimento que está por trás dessas notícias que tem como finalidade última “fabricar” uma crise que justifique a imposição do descanso dominical ao redor do mundo.
“Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna.” Isaías 24:5
“E os estabeleceu [lua, sol, céus, águas] para todo o sempre; fixou-lhes uma ordem que não passará.” Salmo 148:6
Fonte - Blog Minuto Profético
ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 5
Durante o evento, Bartolomeu I realizou um ritual (pagão?) ecumênico para abençoar as águas amazônicas: “Foi uma cerimônia incomum. Às 8h55 de ontem em Manaus (9h55 em Brasília), o patriarca Bartolomeu 1º desceu de uma lancha do navio Iberostar Grand Amazon para a balsa Lady Irene, ancorada no encontro das águas dos rios Solimões e Negro, que formam o Amazonas. Com ele, religiosos de quatro confissões cristãs (ortodoxos gregos, católicos, luteranos e anglicanos) e líderes de três etnias indígenas (baniua, tucano e dessana). Todos estavam ali para abençoar as águas amazônicas, em celebração ecumênica pela natureza”.
Quais serão, então, as conseqüências do ECOmenismo para os cristãos? Acredito que a “crise” sobre o aquecimento global vai gerar medidas semelhantes àquelas colocadas em prática após o 11 de setembro: restrição de liberdades civis e até mesmo de liberdades religiosas. Imagine, por exemplo, a repercussão de um pacote de medidas (o que pode acontecer na forma de Lei), onde, entre outras coisas, fosse proposto que um dia na semana (imagine só qual dia seria “escolhido”) ninguém deveria usar seu carro, moto ou caminhão (transporte particular), mas só transporte público. As fábricas deveriam reduzir seu trabalho ou até mesmo suspender por completo a jornada (menos poluição), etc... O mundo todo estaria condicionado para aceitar tal proposta. Outro dia estava conversando com um jovem sobre esse assunto. Quando comentei com ele sobre a possibilidade descrita acima, ele arregalou os olhos e disse: “Pastor! No ano 2005, quando cursava a faculdade de Engenharia Ambiental, um professor defendeu justamente essa idéia em sala de aula!”
Certamente que um simples comentário como esse não pode se transformar numa profecia. A menos, é claro, que a profecia já tenha sido feita. E é justamente esse o ponto central da questão. No livro O Grande Conflito, p. 589 e 590, encontra-se a descrição profética de algo muito parecido com essa realidade que atualmente está surgindo do “consenso mundial” sobre aquecimento global:
“Satanás também opera por meio dos elementos a fim de enceleirar sua messe de almas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da natureza, e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto o permite Deus... Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder... Estas visitações devem tornar-se mais e mais freqüentes e desastrosas... E então o grande enganador persuadirá os homens de que os que servem a Deus estão motivando esses males... Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta.”
Você percebe? Mais claro, impossível! Os furacões, enchentes, terremotos e outras calamidades naturais serão todos debitados na conta dos servos de Deus, especialmente daqueles que guardam o sábado, e serão usados como argumento para que a “observância do domingo seja estritamente imposta”. Agora você consegue entender por que o relatório do IPCC é contundente ao determinar que a responsabilidade sobre o aquecimento global é exclusiva do homem (cidadão comum)? E por que insiste tanto na mudança do seu “estilo de vida”? Eles só não falam, é claro, que o objetivo final da mudança no “estilo de vida” será o de promover o paganismo através da exaltação do dia de guarda dedicado ao deus sol – o domingo –, isso sim, uma grande verdade inconveniente!
Continua...
Fonte - Blog Minuto Profético
ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 4
Logo no início da obra (p. 27), é mencionado o poderoso “Clube das Ilhas”, o qual “criou, financia e dirige a gigantesca máquina de propaganda e intervenção política representada pelas ONGs ambientalistas, das quais as primeiras foram a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), fundada em 1948, e o WWF, criado em 1961 pelos príncipes Philip da Inglaterra e Bernardo da Holanda” (sendo este último ex-membro ativo do partido nazista da Alemanha). “O financiamento do aparato ambientalista provém de uma vasta infra-estrutura constituída de mais de mil fundações familiares oligárquicas da América do Norte e da Europa, além de doações de empresas privadas e agências governamentais dos EUA, Canadá, Inglaterra e outros países.”
Da mesma forma, o livro ainda demonstra como o pensamento coletivo é deliberadamente condicionado através da “engenharia social”, cuja principal organização na realização de estudos avançados é o Instituto Tavistock de Relações Humanas, em Londres. “A ‘engenharia social’ pode ser definida como a técnica de moldagem das crenças e padrões de comportamento de um grupo social, para facilitar o seu controle pelos grupos detentores do poder político e econômico. Seu princípio básico é a neutralização da razão que orienta as atitudes individuais e a sua substituição pela irracionalidade coletiva” (p. 36).
“O conceito é descrito no livro Battle for the Mind, de 1957, pelo Dr. William Sargant, um especialista do Instituto Tavistock: ‘Vários tipos de crenças podem ser implantados em um grande número de pessoas, depois que as funções cerebrais tenham sido suficientemente perturbadas pelo medo, raiva ou excitação acidentais ou deliberadamente induzidas. Dos resultados causados por tais distúrbios, o mais comum é uma capacidade de julgamento temporariamente prejudicada e uma suscetibilidade elevada. Suas várias manifestações de grupo são, às vezes, classificadas sob o rótulo de instinto de rebanho e surgem mais espetacularmente em tempos de guerra, durante epidemias severas e em todos os períodos similares de perigo comum, que aumentam a inquietação e, assim, a suscetibilidade individual e de massa’” (p. 36 e 37). (Será que qualquer semelhança com o “11 de setembro” é mera coincidência?) “O ambientalismo se mostrou um terreno fértil para a aplicação das técnicas de ‘engenharia social’, enfatizando ameaças inexistentes ou exageradas” (p. 37).
Sobre a questão do “aquecimento global” a obra ainda afirma: “Até 1975, poucos discutiam a sério tal possibilidade, pois as oscilações verificadas no registro de temperaturas eram corretamente consideradas variações naturais que têm ocorrido em toda a história geológica do planeta. Entretanto, em outubro daquele ano, tal percepção começou a mudar com a realização do seminário ‘A atmosfera: ameaçada e ameaçadora’, em Washington, EUA, o qual reuniu cientistas de várias áreas para discutir os possíveis impactos da ação humana sobre a atmosfera. Sintomaticamente, o evento não foi organizado por nenhum especialista no assunto, mas pela antropóloga Margaret Mead, uma das mais experimentadas ‘aprendizes de feiticeiro’ dos EUA, ativa participante da Operação Mk-Ultra” (p. 38). (Mk-Ultra é o codinome de um projeto secreto de pesquisa da CIA, de 1950, sobre o controle da mente pelo uso de drogas ou mesmo por sinais eletrônicos.)
A base para quase todas as crenças que originaram as políticas ambientalistas, desde então, pode ser encontrada no malthusianismo (veja Thomas Malthus). Segundo a visão de Malthus, não existem “recursos naturais suficientes no planeta para suportar a expansão dos benefícios da moderna civilização industrial” (p. 39). Daí ser necessário limitar o crescimento populacional e frear o progresso industrial no mundo. O atual conceito de “desenvolvimento sustentado”, tão falado pela ONU, “além de redundante, oculta uma retomada do velho paganismo, na forma de um novo culto à deusa Gaia (a deusa grega que representava a Terra)” (p. 39).
“A chamada Hipótese Gaia, formulada pelo biólogo inglês James E. Lovelock e sua colega estadunidense Lynn Margullis, é uma teoria pseudocientífica segundo a qual a Terra seria um ser vivo de direito próprio e presciente, dotado de mecanismos de controle sobre os organismos constituintes da sua biosfera, inclusive o homem. Assim, este teria que condicionar as suas aspirações ao progresso e ao desenvolvimento aos rígidos limites impostos por Gaia, a Mãe-Terra, sob pena de ser implacavelmente eliminado. Os ideólogos do ambientalismo propõem a equiparação do homem com as demais espécies vivas, rebaixando-o, na hierarquia universal, ao nível dos seres irracionais (com “direitos” não superiores aos destes)” (p. 39).
Não por acaso, então, Al Gore, ao receber o prêmio do Oscar, preferiu usar essa linguagem de origem pagã: “A mãe-Natureza fala alto.”
Continua...
Fonte - Blog Minuto Profético
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Liberdade religiosa sob ameaça na ONU
Por trás desta resolução está a proteção aos indivíduos que se sentirem religiosamente ofendidos – não importando a intenção nem as conseqüências das opiniões expressas – ao indicar que o Estado deve proteger a religião da difamação, calúnia e blasfêmia.
No âmago desta resolução está o esforço empreendido pela Organização da Conferência Islâmica (OIC), no sentido de impor leis universais anti-blasfêmia – ofensa que é punida com morte em muitos países – ao asfixiar a abertura da discussão sobre o credo religioso.
Esse é um problema que vem se desenvolvendo especialmente nos países que estão se utilizando das leis anti-blasfêmia para punir religiões minoritárias, quando estas questionam os credos das religiões oficiais ou professadas pela maioria do povo. Algumas religiões não estão mais restritas a países islâmicos, agora elas estão sendo chamadas de sociedades democráticas. E os indivíduos que vêm do Oriente Médio para fugir da perseguição foram novamente expostos ao perigo.
Atento à resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU está o pastor Daniel Scott, a primeira pessoa a ser julgada com base nas leis anti-blasfêmia do Paquistão. Espantosamente, há 20 anos ele deixou a Austrália depois de ser acusado de intolerância religiosa por uma mensagem proferida sobre as diferenças entre o cristianismo e o islamismo. Ao equacionar a expressão das diferenças religiosas com intolerância religiosa, os mentores dessa resolução revelam sua própria intolerância sob diferentes pontos de vista.
Certamente não foi coincidência que os principais proponentes desta resolução sejam justamente os países que têm um histórico de intolerância religiosa. Por exemplo, o Paquistão, que foi um dos autores da proposta ao lado da OIC, é um dos países do mundo com as leis anti-blasfêmia mais severas e que insistentemente as executa sobre minorias religiosas, como no caso do pastor Scott.
Além disso, semanas antes da comissão colocar em pauta a resolução proposta pela OIC de combate à difamação religiosa, eclodiram convenientemente ações violentas por conta das caricaturas do profeta Maomé – cinco meses depois que as charges foram publicadas pela primeira vez na imprensa dinamarquesa.
Legitimação da intolerância
Cuidadosamente mascarado como um movimento para evitar a intolerância religiosa, essa resolução aprovada pela ONU na verdade legitima a intolerância em qualquer país contra os credos em minoria. No Sri Lanka, os budistas se opõem aos cristãos; na Índia, os hindus se opõem aos muçulmanos e cristãos; em Bangladesh os muçulmanos se opõem aos hindus e ahmadis, e no Egito os muçulmanos se opõem aos bahais e cristãos.
Na intervenção antes da reunião do Conselho, Heather Cayless, durante a comemoração da campanha, declarou: “Em uma sociedade diversa qualquer crença pessoal sobre algum ponto de vista pode ser considerada ofensiva. A formulação vaga dessa resolução permite a todos os sectários, de crenças majoritárias ou minoritárias, a trocarem acusações sobre intolerância religiosa”.
Um exemplo recente foi o julgamento da corte egípcia no mês passado. Um muçulmano estudante de direito foi condenado a três anos de prisão por ter insultado o Islã. Nesse caso, o governo justificou a decisão da corte baseado na liberdade de expressão que pode ser limitada pela proteção contra a difamação religiosa. A lei no Egito só protege as três religiões consideradas divinas e em dezembro de 2006 a mais alta corte do país decidiu que os bahai não são muçulmanos e que, portanto, não estão protegidos pela lei contra a difamação.
O histórico da resolução do combate à difamação religiosa aprovada pela ONU está criando um novo direito universal, o direito de não ser ofendido. Do mesmo modo que os direitos protegem os fiéis também estão contra eles. Além disso, o critério objetivo para avaliar a difamação está agora sendo substituído por considerações de sentimentos e emoções dos ouvintes, independentemente do intento ou efeito.
No fim das contas, essas ameaças à liberdade de expressão e culto incluem o direito de expressar pontos de vista críticos e a hostilidade de uns contra os outros. A perseguição da verdade religiosa precisa de interpretação crítica dos textos e doutrina. As leis anti-blasfêmia e difamação sufocam essa liberdade.
Não é a primeira vez na história que os países tentam defender seus credos religiosos uns contra os outros, mas as lições da inquisição e o julgamento das bruxas de Salem deveriam apontar o risco de manejar as leis. Como declarou expressamente o relatório especial sobre liberdade religiosa do Conselho da ONU publicado anteriormente, “é necessário bom senso para atribuir responsabilidades, porque medidas extremas só contribuem para o aumento do extremismo”.
Esta resolução aprovada pela ONU põe em xeque uma ameaça sobre os direitos fundamentais dos indivíduos – sejam ou não muçulmanos – que é o de manifestar e garantir a sobrevivência de outros credos religiosos sob o medo da perseguição. É imperativo que a comunidade internacional se levante para se opor à confirmação das leis anti-blasfêmia pela ONU e expor seus efeitos práticos: justificações legais com o objetivo de minar a liberdade religiosa e a liberdade de expressão, além da institucionalização da intolerância contra as religiões minoritárias.
A verdade sobre a intolerância religiosa só pode ser protegida nas sociedades que respeitam os direitos fundamentais de liberdade de expressão e culto, sem limitar o diálogo entre opiniões religiosas divergentes e os indivíduos que buscam a verdade.
Fonte - Missão Portas Abertas
Nota DDP:
Fico imaginando o que uma resolução como esta pode fazer a um segmento religioso, minoritário, que tem uma visão extremamente particular acerca da interpretação dos Capítulos 13 e 14 de Apocalipse. Enfim, nós já sabemos onde isso vai dar, Maranata!
Comentários do Pr. Santeli no Blog do Michelson Borges:
"De agora em diante, temas religiosos estarão nos jornais diariamente, principalmente temas polêmicos, alguns com procedência, outros aparentemente absurdos, apenas para manter o tema "religião" na ordem do dia (e não causar espanto na opinião pública quando a Lei Dominical entrar em debate), e provocar reações as mais diversas de uma religião contra a outra.
Veja por exemplo: http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/fdg/200704161545277484/200704161545277484.html
Uma das maneiras dar visibilidade a assuntos religiosos polêmicos, é transportá-los para "referendos", "plebicitos", "consultas populares".
Quem viver verá!
A grande crise final neste mundo será em torno da liberdade religiosa e da guarda do sábado, único sinal verdadeiro entre Deus e o seu povo (Ezequiel 20:20; Êxodo 31:17). E o mundo já está sendo condicionado para isso.
"O último grande conflito será breve, mas terrível". Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 419.
"Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra". Salmo 121: 1 e 2. (Os criacionistas têm Alguém em quem confiar!)
Gelo no Ártico pode desaparecer antes de 2060
Segundo sua opinião, os relatórios do Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês) da ONU são "muito conservadores". De acordo com as pesquisas realizadas pela equipe de Chapin na Universidade do Alasca, a neve derrete cada vez mais cedo no Ártico, o que acelera a mudança climática na região, que registrou nos últimos anos as temperaturas mais elevadas em 400 anos.
Seus dados revelam que a neve no Ártico derreteu dois dias e meio mais cedo por década em média nos últimos 45 anos. No Alasca, nesse mesmo período (de 1961 até agora) ocorreu um aquecimento do solo nos meses de verão de 2°C, que originou também um aquecimento do ar, cuja temperatura se elevou em 2,7°C, alcançando as médias mais altas nos últimos 75 anos.
Segundo Chapin, a maior duração da temporada sem neve permitiu a extensão rumo ao norte do Alasca da floresta boreal (árvores e arbustos), que, progressivamente, está preenchendo regiões anteriormente ocupadas pela tundra. Segundo suas estimativas, se for mantido o atual ritmo de expansão das florestas, o aquecimento da atmosfera no Ártico poderia se multiplicar entre 2 e 7 vezes nas próximas décadas.
Chapin disse que a antecipação do derretimento da neve do Ártico terá grandes impactos nas comunidades humanas e nas espécies animais e vegetais que habitam o Pólo Norte.
(Terra)
Fonte - Blog Michelson Borges
Banho de sol pode ser o melhor método de evitar resfriados
Tradicionalmente os médicos aconselham o uso da vitamina C no primeiro sintoma de um resfriado, mas, segundo o estudo, a vitamina equivocada pode estar sendo utilizada.
A vitamina D foi descrita como "a vitamina milagre" pelos cientistas, depois que as pesquisas dos últimos anos descobriram que uma dose diária pode reduzir em 50% o risco de câncer de mama e de cólon.
Os cientistas demonstraram que a vitamina D possui um papel vital para problemas de coração, diabetes e problemas ósseos, entre outras doenças, segundo o jornal. EFE
(Yahoo Notícias)
Nota: Ellen White incluiu a exposição ao Sol em horários apropriados como um dos oito "remédios naturais". E escreveu isso há mais de cem anos.
Fonte - Blog Michelson Borges
Rússia ameaça nova guerra fria
Embora o Kremlin não tenha se pronunciado oficialmente sobre seus planos, especialistas acham que a resposta deve incluir aprimoramento do arsenal nuclear, um maior número de mísseis móveis e envio da frota de submarinos nucleares ao Pólo Norte, onde é quase impossível detectá-los.
O anúncio de que os EUA pretendiam instalar baterias antiaéreas na Polônia e uma base de radar na República Checa como parte desse escudo antimísseis veio em janeiro. Os americanos então alegaram que ele serviria para proteger a região de eventuais ataques do Irã e da Coréia do Norte.
Na ocasião o chanceler Serguei Lavrov declarou que as instalações seriam capazes de interceptar mísseis lançados a partir da Rússia, e destacou que, se a preocupação fosse com o Irã ou a Coréia do Norte, as bases deveriam ser então instaladas em outros locais.
(Opinião e Notícia)
Fonte - Blog Michelson Borges
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Ban Ki Moon convidaria o Papa a dar discurso ante a ONU
Os Pontífices João Paulo II e Paulo VI se dirigiram às Nações Unidas com históricas mensagens. Segundo a imprensa italiana, o Santo Padre poderia continuar este moderna tradição em que seria, além disso, sua primeira visita aos Estados Unidos.
Il Messagero destacou que o Pontífice e Ban Ki Moon possivelmente conversarão sobre os desastres naturais, a fome, as guerras e o terrorismo.
"Fontes diplomáticas asseguram que na audiência papal, o Secretário da ONU certamente convidará Bento XVI a falar em sua sede de Nova Iorque", sustenta o jornal e adiciona que desta hipótese se falou muito nos últimos meses mas não há nada programado.
Fonte - ACI
Apocalipse 13:3-4
Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; se adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Ondas de calor, enchentes e extinções aguardam a Europa
Associated Press
GENEBRA - Multidões de golfinhos do Mediterrâneo poderão morrer com a elevação da temperatura do mar. No norte, focas terão dificuldade em encontrar geleiras para se reproduzir. Verões abafados colocarão a vida dos rebanhos britânicos em risco, e reduzirão o rendimento das lavouras ao longo da costa do Atlântico. Milhões de pessoas em regiões costeiras poderão ver suas casas engolidas pelo oceano. Ondas de calor brutais serão lugar-comum.
Esta é a perspectiva para a Europa delineada no segundo relatório internacional de cientistas sobre o aquecimento global. Membros do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC) divulgaram um resumo de suas conclusões na sexta-feira, 6, e publicaram o capítulo específico sobre a Europa nesta quarta-feira, 11.
"Pelo menos um verão de cada dois será tão quente quanto o de 2003... até o fim do século", disse Martin Beniston, da Universidade de Genebra, que participou da elaboração do relatório. Ele se referia à onda de calor que causou dezenas de milhares de mortes e prejuízos da ordem de US$ 15 milhões (R$ 30 milhões) à agricultura européia.
Regiões com tendência a sofrer ondas de calor são as partes ocidentais da França, Alemanha e Suíça, bem como áreas da Inglaterra e do sul da Europa, disse Beniston a jornalistas.
As mortes causadas diretamente pelo calor provavelmente aumentarão, mas a mudança climática oferecerá diversos outros riscos à saúde: mais microbactérias alterando a qualidade da água, mais poluição no ar, mais alergias e risco maior de câncer de pele.
Segundo o relatório, mais de metade das espécies vegetais do continente estarão em perigo ou à beira da extinção até 2080, por conta das temperaturas em elevação.
Até 2100, a necessidade de aquecimento artificial na Finlândia cairá de 20% a 30%, e cerca de 40% na Suíça. Mas cientistas estimam que, na Espanha e na Itália, o consumo de eletricidade com refrigeração aumentará 50%.
El 60% del Parlamento Europeo, compuesto por Masones
He encontrado más datos y afirmaciones interesantes en esta entrevista, (ver artículo original) como los siguientes:
"... los masones están presentes en casi todos los organismos internacionales decisorios y en las multinacionales de poder económico y político."
"... en el mundo anglosajón y en los países nórdicos, en Turquía, etc., no es que aspiren a tener el poder, es que son el poder."
"El gobierno de Tony Blair ha impulsado un movimiento que reclama la obligación de los masones a declarar su pertenencia a la masonería, sobre todo si son funcionarios del Estado, especialmente en la judicatura y en la policía. Es encomiable la respuesta de más de 1.400 jueces ingleses que han declarado voluntariamente su afiliación a la masonería. Evidentemente son muchos más."
"A pesar de la incompatibilidad objetiva entre la masonería y el catolicismo los católicos pueden dialogar con los masones en varios planos, no en el que la Santa Sede, consciente de los riesgos, se ha reservado como competencia exclusiva suya: «No le compete a las autoridades eclesiásticas locales pronunciarse sobre la naturaleza de la asociaciones masónicas con un juicio que implique la derogación de cuanto ha sido establecido arriba» (Declaración sobre las asociaciones masónicas, 26.XI. 1983; AAS 76, 1984, página 100).
[…] Pero, hasta en este terreno, el diálogo con la masonería encuentra serias dificultades, pues el laicismo masónico, abierta o solapadamente, pretende arrinconar lo específicamente religioso, lo que no sea común a todas las religiones y éticas, encerrándolo como en «arresto domiciliario» en el foro de la conciencia individual y dentro de los templos."
"¿Es la masonería un substituto de la religión? La masonería, en sintonía con uno de sus productos: New Age o Nueva Era, prefiere usar «espiritualidad», término de resonancias más subjetivistas, en vez de «religión».
Los masones, sobre todo si se dicen cristianos, niegan que la masonería sea religión. Si lo afirmaran, reconocerían su pertenencia a dos religiones: la católica y la masónica.
Pero, de hecho, al menos para muchos, especialmente para los masones agnósticos, deístas, es un substituto de la religión. Más aún, la masonería es llamada «religión» e incluso «la religión» en escritos masónicos y de los masones."
"El método masónico, [forma para alcanzar sus objetivos] íntimamente unido al laicismo, refleja el relativismo historicista y conduce al relativismo socio-cultural promoviéndolo... Precisamente el método masónico es uno de los motivos por el cual la masonería es incompatible con la doctrina cristiana."
"Alain Gérard, uno de los dirigentes del Gran Oriente de Francia, reconoce que «la masonería es solamente un método». Según él, un masón puede tener «opiniones», o sea, creencias propias de una religión determinada, pero el método masónico le obliga a «poner en cuestión» sus opiniones y a aceptar la posibilidad de que sean declaradas falsas si son superadas en una síntesis de razones más sólidas y con el apoyo de la mayoría."
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Me llama poderosamente la atención el descubrir que la famosa "Nueva Era" o "New Age" conocida como corriente espiritual, es un producto de la Masonería (aquí hay materia para investigar y meditar). Por cierto, otro asunto que me llama la atención es que se acuse a la masonería de "relativista" desde una institución que aunque sí que es dogmática, no ha escatimado relativismos para "evangelizar" a lo largo de la historia. Por ejemplo, que la adoración de imágenes es una práctica relativamente tardía, aunque va abiertamente contra el segundo mandamiento (ver tema de adoración de imágenes en la Biblia), así como el bautismo de niños, o asperjar para bautizar (cuando fue por inmersión hasta avanzado el s. XI, ver más datos sobre el bautismo).
Otros datos de interés. En Buscabiografías hay una sección dedicada a Masones Ilustres. Entre los que vemos:
14 presidentes de USA (entre ellos George Washington), además de Winston Churchil, Ghandi, Giussepe Garibaldi, Neil Armstrong, Walt Disney, Salvador Allende, José Cortés De Madariaga, Rubén Darío, Dickens, Conan Doyle, Alexandre Dumas, Goethe, Víctor Hugo, Mark Twain, Oscar Wilde, Antonio Machado, Ortega y Gasset, Voltaire, J. Jacques Rousseau, Vicente Blasco Ibañez, Espronceda, Nietzche, Fleming, Freud, Joseph I. Guillotin (adivina qué inventó), D. Santiago Ramón y Cajal, Mario Moreno "Cantinflas", Louis Armstrong, Beethoven, Haydn, Franz Listz, Mendelssohn, Mozart, Paganini, Sibelius, Nat "King" Cole, Clark Gable, Peter Sellers, Benjamín Franklin, Roosevelt, etc.
Quiero romper una lanza en favor de los Testigos de Jehová. Se suele acusar a Russell de tener orígenes masónicos, recurriendo a que la famosa pirámide conmemorativa está cerca de un centro masónico, así como a la cruz coronada, y el famoso discurso de Russell en 1913. Si se visita este enlace se podrán ver ilustraciones aclaratorias. En fin, que no estemos de acuerdo en puntos doctrinales, no justifica acusaciones infundadas o manipuladas.
Fonte - Blog Cuenta Atrás
terça-feira, 10 de abril de 2007
A era dos refugiados do clima?
A imagem pintada pelo Conselho Intergovernamental de Mudança Climática é de nações destruídas e milhões de imigrantes desesperados fugindo do desastre climático. Entretanto, especialistas discordam se a visão tenebrosa se tornará realidade.
Certa vez, o clima que se aquecia levou os romanos para o Norte da Europa - inclusive o Norte da Alemanha e até mesmo o Reino Unido. Centenas de anos depois, o clima esfriou e levou tribos germânicas da Escandinávia para o Sul. Os vikings se estabeleceram na Groenlândia depois que esta se aqueceu, somente para deixá-la quando congelou novamente.
Em suma, o clima há muito tempo provoca a migração em massa. E o Conselho Intergovernamental de Mudança Climática da ONU (Cimc) adverte que pode haver mais a caminho. A segunda metade de seu extenso relatório sobre o aquecimento global, divulgado na sexta-feira (06/4), adverte que desastres relacionados ao clima podem provocar um êxodo mundial de proporções bíblicas. De fato, de acordo com a Cruz Vermelha Internacional, 25 milhões de pessoas já começaram a sair de lugares destruídos por problemas ambientais - mais do que o atual número de refugiados de guerras em torno do globo.
Nações industriais ricas, depois de décadas jogando mais gases de efeito estufa na atmosfera que os países pobres, podem ajustar-se às mudanças se investirem o suficiente. No entanto, as partes mais pobres da América Central, Ásia e África sofrerão duramente com enchentes e secas. Esta sabedoria convencional na controvérsia do clima abriu um debate de direitos humanos: agora não são só a globalização, os mercados fechados ou as conseqüências do colonialismo roubam as oportunidades dos pobres - também os gases de efeito estufa. Será que as próximas décadas verão milhares de "refugiados do clima" fluindo para o Norte, das planícies alagadas e desertos da África ou da América Latina?
Cenários de filme de terror"
A questão ainda está em aberto para os cientistas. Os especialistas não conseguem concordar se haverá refugiados do clima. O ecologista Norman Myers, de Oxford, acredita que sim e diz que o número pode chegar até a 200 milhões em 50 anos. "Essas pessoas não vêem alternativa a pedir asilo em outra parte, por mais que a tentativa (de chegar lá) seja perigosa", diz ele.
Seu colega Stephen Castles, do Instituto de Migração Internacional de Oxford, contradiz esses cenários de filme de horror. "Myers e outros simplesmente entendem as previsões do clima pelo valor de face e vêem quantas pessoas moram nas áreas que serão alagadas", diz o autor de "The Age of Migration" (a era da migração), agora livro texto padrão. Este método, diz Castles, provoca um exagero das estimativas de refugiados.
Ele diz que é mais correto estudar quantas pessoas de fato respondem em áreas de desastre ambiental, guerra ou pobreza ampla. "O que vemos é outra coisa - a imigração geralmente não é a principal estratégia". Quando as condições de vida ficam insuportáveis, as pessoas tendem a se mudar dentro de seus países - raramente cruzam fronteiras nacionais.
Especialistas em imigração em países como Bangladesh, em geral, concordam. Junto com ilhas baixas como as Maldivas, Bangladesh é um indicador inicial das profecias de mudança de clima. Seus mares, no entanto, não subirão todos ao mesmo tempo. Partes do país podem ser protegidas por diques; outras partes talvez tenham que ser abandonadas, mas as pessoas podem ser reassentadas. "Apenas poucos de fato fugirão para a Índia", diz Castles.
A questão crucial é como os governos reagem aos desastres. Depois do terremoto de 1995 em Kobe, no Japão, a maior parte dos 300.000 moradores desabrigados voltou meses depois. Quando o vulcão Pinatubo entrou em erupção nas Filipinas, porém, levou anos para a volta em larga escala. A capacidade de resposta de uma nação não é apenas uma questão de dinheiro, como provou a reação deficiente do governo americano ao furacão Katrina em 2005. "Tinha mais a ver com o poder de decisão e de organização e com o combate à corrupção e à má administração" dentro do governo, diz Castles. Previsões exageradamente dramáticas de migração em massa, diz ele, servem principalmente para agravar a xenofobia: "Neste momento, uma onda de refugiados já está batendo nas praias da UE", salienta.
Reforma agrária contra o apocalipse?
Thomas Faist, sociólogo da Universidade de Bielefeld, também resiste ao discurso radical que seus colegas começaram a usar. "Não quero negar o problema", diz o professor. "Mas não podemos perder de vista o fato de que há outras razões muito mais decisivas para as pessoas deixarem suas casas".
Enchentes e desertificação estão acontecendo hoje; ao mesmo tempo, as pessoas estão passando fome e tentando fugir. Mas Faist argumenta que as principais razões para partir são o conflito étnico ou econômico, assim como má administração política. Ele diz que a mudança de clima é apenas um fator agravante. Quem quiser deter uma corrente de imigrantes tem que abordar sua causa subjacente, e ele duvida que o clima possa ser citado como causa para todos os conflitos que afligem todas as partes pobres do mundo.
Faist portanto acredita que os fundos de emergência para países mais afetados por mudança climática serão inúteis. "O que eles precisam de nós é de ajuda tecnológica, sementes resistentes à seca, e apoio político para ajudar os governos a regirem", diz ele. "A mudança climática não deve ser explorada como uma causa, de forma a aliviar as nações em desenvolvimento de suas próprias responsabilidades."
A diferença entre a boa e má administração política pode ser vista na Turquia. Na parte ocidental, onde a reforma agrária vem acontecendo há décadas, o setor agrícola floresceu; as pessoas se sustentam e exportam seus produtos. Na Turquia Oriental, onde a maior parte das terras aráveis ainda pertence à meia dúzia de latifundiários, a produtividade é baixa, a pobreza é alta, e muitas pessoas estão partindo para as cidades.
"A Turquia Ocidental", diz Faist, "está em melhor forma para lidar com a mudança climática".
Tradução: Deborah Weinberg
O mundo em 2037
Walter Oppenheimer
Em Londres
Dentro de 30 anos o mundo poderá ver o renascimento do marxismo, a transformação do Irã em uma democracia cheia de vitalidade, o surgimento da China como potência econômica e militar, o aumento das tensões entre a China e o mundo muçulmano, um nível de terrorismo parecido com o atual, mas com atentados cada vez mais espetaculares, o aumento das migrações mundiais, a implantação de chips nos cérebros humanos ou a existência de armas terríveis a partir do desenvolvimento da bomba de nêutrons e o uso de máquinas não pilotadas pelo homem.
Esses são alguns cenários possíveis, embora não uma previsão, elaborados pelo Centro de Desenvolvimento, Conceitos e Doutrina do Ministério da Defesa (DCDC na sigla em inglês) do Reino Unido. É o terceiro relatório de perspectivas para 30 anos vistas pelo órgão desde 2001. Embora seja um informe oficial, não representa a posição do governo britânico, mas um documento de análise para preparar a tomada de decisões, sobretudo em termos de defesa.
O relatório estima que continuarão as mudanças provocadas pela globalização econômica. Os EUA seguirão sendo o poderio econômico e militar predominante e guardião do sistema de regras internacionais, mas haverá uma "transição possivelmente desequilibrada de um mundo unipolar para um mundo progressivamente multipolar".
A China e em menor medida a Índia constituirão parte desse sistema de pólos múltiplos. A economia chinesa vai superar a japonesa até 2020 e pesará mais que a dos EUA até 2040. "A futura direção política da China será crucial não só para sua própria expansão econômica, prosperidade e estabilidade, como para a do mundo inteiro", adverte o texto. No entanto, a China enfrenta desafios ambientais, sociais, políticos, financeiros e demográficos que "podem acabar provocando colapso econômico, instabilidade política, desordem social e tumulto, com repercussões regionais e globais".
Serão tempos de "extremismo político", talvez inclusive com o retorno do marxismo, devido à crescente vulnerabilidade das classes médias no mundo globalizado e à crescente diferença entre os muito ricos e os muito pobres.
Os avanços tecnológicos que fomentam o desenvolvimento das telecomunicações, com a explosão da Internet e a informação em tempo real, "provavelmente vão reduzir a integridade das funções editoriais, com pressões para publicar histórias, narrativas e opiniões em prejuízo dos fatos".
Em 2035 poderão ser implantados chips conectados diretamente ao cérebro, desenvolvendo-se a telepatia sintética, o que terá "óbvias repercussões militares e de segurança", além de implicações éticas e legais.
As novas tecnologias vão revolucionar e baratear o mercado de armas. O desenvolvimento de armas de nêutrons, que podem matar seres humanos sem destruir as infra-estruturas, poderá facilitar as limpezas étnicas. Vão continuar as tensões entre o mundo islâmico e o Ocidente e poderão aumentar as tensões entre o Islã e a China. O Irã, por outro lado, poderá se transformar gradualmente em "uma democracia cheia de vitalidade" na medida em que sua população jovem quiser se incorporar à globalidade e à diversidade.
Todas essas probabilidades poderão ir pelos ares se ocorrerem grandes fenômenos imprevistos, como o vulcão que destruiu a civilização minoana em 1450 a.C., a peste que assolou a Europa no século 14 ou os atentados de 11 de setembro de 2001. Esse terceiro relatório de tendências estratégicas cobre o período 2007-2036 e leva em conta as tendências em cinco aspectos: recursos, mudança social, evolução política, avanço científico e tecnológico e implicações militares. O relatório parte da premissa de que a evolução mundial será condicionada por três elementos: mudança climática, globalização e desigualdades globais. Não expressa vaticínios, mas probabilidades.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Aquecimento será devastador para Terra, indica relatório
Uma conferência internacional sobre o aquecimento global aprovou hoje um relatório final advertindo que haverá devastadoras conseqüências para a Terra e para a humanidade - do aumento da fome à extinção de espécies - caso o mundo não aja imediatamente para conter a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Entre os desastres mais notáveis está o fim da floresta Amazônica e, em seu lugar, o surgimento de uma savana. Isso ocorreria devido a uma alteração nos regimes de chuva, que passariam a cair em menor volume e, com isso, devastariam entre 30% a 60% da floresta até o ano de 2080. O documento final do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) é o mais claro e abrangente testemunho científico até hoje sobre o impacto do aquecimento global, causado principalmente pela emissão pela ação do homem de gases como o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nítrico (N2O).
Os 400 cientistas e representantes governamentais examinaram por uma semana 29 mil dados coletados por cinco anos em todo o planeta e concluíram que cerca de 30% das espécies vegetais e animais correm o risco de desaparecer se a temperatura mundial tiver uma alta superior a 2ºC em relação à média das décadas de 1980 e 1990.
Áreas que hoje sofrem escassez de chuva se tornarão ainda mais secas, aumentando o risco de fome e da disseminação de doenças. O mundo enfrentará ameaças crescentes de enchentes, tempestades e erosão das regiões costeiras. "Esse é um vislumbre de um futuro apocalíptico", estimou o grupo ambientalista Greenpeace sobre o estudo. O relatório de 21 páginas pretende ser um guia para políticas de governo. Ele é um sumário das 1.500 páginas de evidências científicas da mudança climática e do impacto que ela terá sobre as pessoas e os ecossistemas mais vulneráveis da Terra.
Mais de 120 nações participaram do painel. Cada palavra foi aprovada por consenso, e qualquer modificação tinha de ter a concordância dos cientistas que elaboraram a seção do relatório. Devido à pressão de alguns países, notadamente dos Estados Unidos, China e Arábia Saudita, algumas partes do relatório foram amenizadas, como a que destacava os devastadores efeitos no meio ambiente para cada elevação de 1º C.
Um sumário será apresentado na cúpula do Grupo dos Oito países mais industrializados em junho, quando a União Européia pretende renovar apelos ao presidente George W. Bush, dos EUA, o maior emissor de gases causadores do efeito estufa, para participar dos esforços mundiais para conter o aquecimento global. Segundo o relatório, as populações pobres, incluindo as das sociedades mais prósperas, serão as mais vulneráveis às mudanças climáticas e mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água em um futuro próximo.
A principal causa será o derretimento precoce da camada de gelo de grandes cadeias de montanhas, como o Himalaia e os Andes, causado pelo aumento da temperatura na Terra. O rendimento dos cultivos agrícolas e da pecuária também será afetado, principalmente na América do Sul, África e Ásia. Isso aumentaria a fome e a ocorrência de doenças nas regiões mais pobres do mundo. Por outro lado, um aumento limitado a 1º C na temperatura global beneficiaria a agricultura da Nova Zelândia, Rússia e América do Norte.
O documento está sendo lançado em quatro partes ao longo deste ano. Na primeira parte, divulgada em fevereiro em Paris, os cientistas projetaram um aumento de até 4º C na temperatura da Terra até o fim deste século e culparam o homem pelo aquecimento global. Em maio, na Tailândia, o IPCC divulgará a terceira parte, que abordará as formas de impedir o aumento da concentração de gases nocivos ao ambiente.
Nota DDP:
Aguardemos as soluções que serão propostas...
Sobel pedirá perdão a Deus e ao Papa
Sobel foi preso nos Estados Unidos depois de roubar gravatas em lojas caras. Ele diz que "ao pedir perdão ao Papa, simultaneamente vou pedir perdão ao Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus dos profetas, o Deus do povo de Israel".
O rabino está afastado da presidência da Congregação Israelita Paulista desde a divulgação do furto na Flórida. Ele alega que fez isso sob efeito de uma mistura de medicamentos que provocaram um "lapso em sua cabeça".
(Fonte: O Globo)
Nota: Não deixa de surpreender o fato de um rabino com a projeção nacional como a dele se propor a pedir perdão ao bispo de Roma. Não bastaria pedir perdão a Deus e à comunidade que ele representa? Essa atitude de Sobel apenas engrandece ao Papa. Cada vez mais a "ferida mortal" da besta de Apocalipse 13 vai sendo curada e a Terra vai se maravilhando com isso...
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Fonte - Blog Michelson Borges