terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Ofensiva do Pentágono sobre a Internet

por Rosa Miriam Elizalde [*]

É a história de um homem que sonha ter viajado a Marte. No planeta vermelho, a quase 100 milhões de quilómetros da nossa órbita, verifica que cada criança marciana tem uma escola só para si "com dez professores, também marcianos". Escrito como só José Saramago sabe faze-lo, o conto termina com o despertar do protagonista neste planeta sombrio onde semelhante ilusão parece habitar só as fantasias de um sonhador como ele.

Quando o Nobel português esteve em Havana no ano passado contei-lhe que, sim, havia um lugar nesta galáxia que construiu escolas que abrem para uma só criança, assistidas por vários professores terrícolas. Em Cuba há 146 aulas em paragens remotas das montanhas, às quais assistem os pequenos que ali vivem e que são atendidas por um professor e vários instrutores. Todas as escolas primárias e secundárias do país, incluindo estas aulas solitárias, têm laboratórios de computação.

Por que um país bloqueado e pobre investiria milhões de dólares a instruir, desde muito tenra idade, o conhecimento da informática? Se o governo está interessado em limitar e censurar o acesso à Internet, para que treina na utilização dos computadores mais modernos mais de 2 milhões de crianças e adolescentes, incluindo aqueles que vivem em paragens perdidas das serranias? Que sentido teria abrir em todos os municípios da ilha Clubes de Computação para Jovens — centros comunitários gratuitos — para aprender o uso das máquinas computadores, com acesso à Internet? Por que Cuba pôs em prática um programa tão ambicioso de capacitação se a sua infraestrutura de redes ainda é precária? Por que estes dados simples, verificáveis por qualquer um, jamais aparecem nas resenhas jornalísticas que martelam insistentemente acerca das supostas restrições de Cuba ao acesso à Internet?

A resposta é simples: o criminoso, como sempre, quer fazer com que a vítima passe por assassino. O principal travão para o livre acesso dos cubanos à Internet não está em Cuba e sim nos Estados Unidos. Poucos sabem que a conexão tardia da ilha à rede não se deve a uma disposição do "governo totalitário" da ilha e sim a uma cláusula do bloqueio norte-americano, que impedia o acesso de Cuba à rede internacional controlada pelos EUA. Só a partir de 1966 a ilha pôde contar com navegação internacional, mas com um condicionamento político: faz parte do pacote de medidas da Lei Torricelli (1992) para "democratizar a sociedade cubana". Esta lei também decretava — e está em vigor até hoje — que cada megabit (amplitude de velocidade de conexão) contratado a empresas norte-americanas devia ser aprovado pelo Departamento do Tesouro, e estabeleceu todo tipo de sanções para aqueles que favorecessem, dentro ou fora dos EUA, o negócio electrónico ou o mais mínimo benefício económico da ilha através da rede. A isto acrescenta-se a doentia oposição norte-americana à extensão de um cabo submarino através das poucas milhas que separam os dois territórios. Toda a conexão da ilha com a Internet realiza-se através de satélites: muitíssimo mais lenta e quatro vezes mais cara.

Em nenhum lugar do mundo a liberdade da Internet significa apenas a disposição do indivíduo a navegar pela galáxia web. Ninguém se conecta por telepatia. Precisam-se de máquinas, cabos, routers, software, treinamento prévio das pessoas... Com um mínimo de senso comum pode-se entender porque, dez anos depois da permissão concedida pelo Departamento do Tesouro norte-americano, a infraestrutura de redes e a cultura de Internet ainda são escassas num país bloqueado e fustigado, onde não se podem descarregar programas fabricados nos EUA, nem utilizar cartões de crédito emitidos por bancos norte-americanos (e subsidiárias), sem que apareça um cartaz a advertir que o senhor está a cometer um delito penalizado duramente pela lei. Inclusive poder-se-ia entender porque, do lado da ilha, não faltam preconceitos e controles, e manifestam-se tendências economicistas frente a outras — majoritárias — de expansão social da rede.

Os Estados Unidos estão obcecados com a Internet cubana porque é um ponto extraordinariamente visível de dissidência do modelo norte-americano, onde testaram e continuarão a testar o que a seguir aplicam e continuarão a aplicar contra outros países e organizações sociais. Actuam como canalizadores eficientes: ali onde vêm possibilidades de independência política ou tecnológica, uma saída, articulam agilmente os instrumentos tecnológicos, económicos e judiciais, mediante métodos de ensaio e erro, com o objectivo de impedir que a Rede se afaste pelo canal que eles não construíram.

Não é casual em 2003 o secretário da Defesa norte-americano Donald Rusmfeld instruísse num documento secreto divulgado pelo Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, que a "Internet era o novo cenário da guerra contra o terror".

Há poucos dias anunciaram o nascimento do Comando de Operações da Força Aérea para o Ciberespaço, a frente especializado do Pentágono para esta nova guerra. Para o que ocorreu a 3 de Novembro, quando o Departamento da Defesa tornou pública esta instituição, foi um acto puramente formal. Desde há muitos anos estão a testar seu arsenal na guerra electrónica, e quem acompanhou com atenção as notícias em 2006 terá percebido que não se fala de um inimigo que mantem um arsenal de Armas de Destruição em Massa, excessivamente custosas e incómodas na hora de encontrá-las, e sim de uma "nova geração de terroristas", muito mais perigosa, que se desloca facilmente com uma bomba caseira na mão direita e um laptop na esquerda. Quem este ano acompanhou os noticiários, repito, também terá visto como, em plena luz do dia, as estratégias para consolidar esta ofensiva estiveram a ser executadas em cinco direcções perfeitamente reconhecíveis, e que todas elas já foram testadas contra Cuba:

1- Dividir a Internet entre ricos e pobres:

Os Estados Unidos controlam não só as vias que utiliza o tráfego que a ilha pode dispor. Geralmente não se repara num facto demolidor: 80 por cento do tráfego da Internet em todo o mundo passa pelos servidores dos EUA. Das decisões adoptadas pela Câmara de Representantes e pelo Senado dos EUA depende que se encurtem ou que se ampliem as brechas no acesso e capacidade de difusão na Rede da maior parte da população mundial, que avança a passos de sete léguas para um modelo de duplo padrão nos acessos às tecnologias digitais.

Em Projecto Censurado, uma avaliação anual da Universidade Sonoma State da Califórnia, que resenha os principais temais ocultados à opinião públicas pelos Estados Unidos, regista entre os assuntos censurados em 2006 que "companhias de cabo gigantes como AT&T, Comcast e Verizon estão a apoderar-se da rede mediante leis e determinações judiciais a fim de que perca o seu carácter democrático e de oferecer, em alternativa, um duplo serviço, caro e rápido, de alta tecnologia, à medida dos ricos, e outro de segunda classe para os pobres, mas com intervenção corporativa nos conteúdos".

Em Junho de 2006, a lei que invalida a chamada "neutralidade na Internet" chegou ao Senado, depois de ser aprovada pela Câmara de Representantes e apoiada com entusiasmo pelo Departamento da Defesa. Estamos às portas de que cada empresa, grupo e indivíduo, além dos países que os Estados Unidos decidam sancionar, tenham de pagar uma portagem por cada megabit de conexão à rede. Isto introduz na prática duas novas regras que até agora não estavam reguladas pela legislação norte-americana:

a) Todo o acesso à Internet ficará regulado, e não serão os consumidores e sim o governo quem escolherá o que é melhor para eles na rede.

b) O governo, através de umas poucas companhias de telecomunicações, regulará ou acrescentará impostos ao conteúdo da rede ou ao comércio na mesma.

2- Impor os sistemas com programação de códigos fechados, que permitem maior controle do mercado e dos indivíduos:

Devido ao bloqueio comercial dos EUA, Cuba só pode adquirir estas tecnologias através de países terceiros e pagar até uns 30 por cento mais do que o preço na América do Norte. Como a maioria dos habitantes do planeta que não podem migrar da noite para o dia para o linux — sistemas com códigos abertos —, a ilha depende dos monopólios norte-americanos. Os Estados Unidos produzem 60 por cento do software mundial e uma só companhia, a Microsoft, domina com o Windows o sistema operativo instalado em mais de 90 por cento dos computadores pessoais de todo o mundo. Como se sabe, os riscos não são apenas económicos.

Segundo um relatório elaborado pelo Ministério francês da Defesa, existe uma relação entre a Microsoft e os serviços de informações norte-americanos, e os seus membros da Agência Nacional de Segurança, alguns dos quais trabalham no desenvolvimento das tecnologias da empresa de Bill Gates, que reconheceu publicamente haver criado seu próprio Programa de Segurança Nacional para passar informação e colaborar com o governo dos Estados Unidos. Se alguém tivesse alguma dúvida quanto a esta relação, numa entrevista concedida a El País, em 22 de Outubro último, o segundo homem no comando da Microsoft, Steve Ballmer, admitiu que a companhia subordinará a privacidade dos seus utilizadores aos interesses da Agência de Segurança Nacional e do FBI em questões de segurança.

O relatório do ministério francês, absolutamente livre de toda suspeita de paranóia esquerdistas, adverte também acerca da presença de programas espias ("back-doors") nos softwares da Microsoft, e diz que a Intel também fixou, nos microchips Pentium III e Xeon, um número de identificação consultável a distância. E a toda esta grande estrutura de vigilância soma-se a recusa dos funcionários do FBI de entregarem informação acerca do programa DCS-3000, variante do Carnivore, para a espionagem electrónica. A Electronic Frontier Foundation (EFF), uma ONG integrada por advogados e defensores dos direitos civis que se dedica a denunciar as acções ilegais de vigilância digital nos Estados Unidos, reconheceu em 8 de Outubro último que havia tido de renunciar à denúncia posta perante o Ministério da Justiça dos EUA, depois de o FBI se ter negado, em nome da guerra contra o terrorismo, a entregar documentos sobre esta ferramenta, solicitada através da Lei para Liberdade de Informação (FOIA). Contudo, na sua recusa não se pronunciou, nem proibiu o silêncio do FBI, acerca da denúncia de que o DCS-3000 é uma variante do Carnivore, utilizado ilegalmente durante anos contra os cidadãos norte-americanos, a um custo multimilionário. "O Carnivore — explicou de modo muito didáctico o próprio Bureau norte-americano — é um sistema computacional concebido para permitir ao FBI, em colaboração com um service provider de Internet, que faça valer uma ordem judicial que exige o coleccionamento de certa informação — em correio electrónico ou outro meio digital — de um utiizador que seja objecto de investigação". Como foi denunciado este ano no Congresso norte-americano, a ordem judicial não costuma ser necessária para intervir na correspondência e para instalar programas de escuta nas costas dos cidadãos desse país.

3- Utilizar a guerra contra o terrorismo para aumentar a vigilância e as medidas coercivas contra aqueles que desafiem a política da administração norte-americana:

Nenhum meio internacional reflectiu as sanções contra cidadãos dos Estados Unidos por comprarem através da Internet bilhetes de avião para ilha, reservas em hoteis ou produtos cubanos através dos escassíssimos sítios de comércio electrónico que mantêm vínculos económicos com Cuba, incluindo aqueles cujas operações comerciais realizam-se fora do território norte-americano. Basta rever a página do Escritório de Controle de Activos Estrangeiros (OFAC, conforme a sigla em inglês), adstrito ao Departamento do Tesouro. Treze empresas foram incluídas na lista negra do OFAC e, delas, cinco mantêm sítios na Internet que imediatamente foram bloqueados nos Estados Unidos: www.caribesol.ca , www.cimexweb.com , www.havanatur.cu , www.cuba-shop.net e www.sercuba.com . Foi muito difícil aos porta-vozes norte-americanos explicar porque, depois do 11 de Setembro de 2001, este Escritório mantem mais funcionários permanentes dedicados a vigiar os norte-americanos que viagem ou enviem dinheiro para Cuba do que funcionários que se dediquem a perseguir as transacções de suspeitos de financiar o terrorismo nos EUA. Em Abril de 2004, a OFAC informou o Congresso que dos seus 120 empregados quatro foram designados para seguir a pista das finanças de Osama bin Laden e Sadam Hussein, ao passo que quase duas dezenas dedicavam-se a reforçar o bloqueio contra Cuba. Admitiram que utilizavam a Internet como fonte fundamental para seguir as pistas do dinheiro.

Neste ano de 2006 estamos a viver uma verdadeira agitação mundial desde que o Comité do Senado aprovou um projecto de lei que permite realizar investigações electrónicas de norte-americanos sem controle judicial. Ainda que em 17 de Agosto último uma juíza federal de Detroit tenha ordenado parar com estas investigações violatórias da intimidade das pessoas, o secretário da Justiça continuou a sua cruzada para conseguir controlar a informação privada armazenada pelos provedores de Internet. Em Setembro, Alberto Gonzales exigiu ao Senado que aprovasse uma lei "para obrigar os provedores de Internet a conservar registros das actividades dos seus clientes". Reconheceu que o director do FBI, Robert Mueller, reuniu-se com vários provedores de Internet, como a AOL, Time Warner, Comcast, Google, Microsoft, entre outras, para que guardassem os registros por dois anos.

4- Institucionalizar a observação permanente dos países e organizações que consideram como seus inimigos principais

Além do Exército do Ciberespaço, os Estados Unidos criaram este ano novas estruturas para fortalecer os serviços de Inteligência que se nutrem através da rede. Estes grupos inter-agências, subordinandos ao Departamento de Estado, têm a capacidade de convocar tanto peritos do governo como investigadores privado e ciber-mercenários. (O FBI, por exemplo, conta com a colaboração de um famoso grupo de piratas informáticos que se denomina "Cult of the Dead Cow" (Culto da vaca morta), criadores de uma temida ferramenta de "administração remota", para controlar a distância os conteúdo de computadores pessoais).

No mês passado, o director de Inteligência Nacional, John Negroponte, nomeu Patrick Maher, um veterano funcionário da CIA, como gerente interino de uma Missão Especial da CIA para Cuba e Venezuela, que utilizará a Internet entre as suas fontes de informação fundamentais. Só o Irão e a Coreia do Norte — considerados ambos pelos EUA como ameaças nucleares — tinham anteriormente gerentes de missão.

Em 13 de Setembro último, o diário The Miami Herald filtrou a notícia — com desagrado da Casa Branca — da criação de cinco grupos de trabalho secreto inter-agências para monitorar Cuba e implementar as políticas dos EUA. Dirigidos pelo Departamento de Estado, dedicam-se a definir "acções diplomáticas, comunicações estratégicas e promoção democrática". São "gabinetes permanentes de guerra" — segundo o Herald —, que têm outros antecedentes "a maioria não divulgados", dentre eles o Grupo de Tarefas contra a Internet Global, criado em 14 de Fevereiro de 2006 para monitorar especificamente as acções na Internet de Cuba, Irão e China.

5- Aumentar o financiamento para o ofensiva desinformativa através da Rede, vinculada à que já opera nos serviços de imprensa tradicionais:

O escândalo dos jornalistas pagos para atacar Cuba pelo governo dos EUA revelou os desembolsos exorbitantes aos colaboradores da Rádio e TV Marti, emissoras do governo norte-americano cujos conteúdos são despejados também na web. O que quase ninguém diz é que estas obras e outras publicações digitais que se dedicam ao negócio anti-castrista receberão, para a campanha "democratizadora" da ilha, mais 24 milhões de orçamento directo dos contribuintes norte-americanos, graças à generosidade do Plano Bush contra Cuba. Tão pouco recordam que há muitos anos recebem milhões de dólares através de várias agências governamentais, algumas com fundos públicos – a NED e a USAID, por exemplo –, que podem ser consultados nos seus sítios na Internet.

Por que se haveria de estranhar os pagamentos secretos do exército norte-americano a jornalistas iraquianos que publicassem artigos redigidos por soldados ianques? Será estranho que o Pentágono acabe de conceder à empresa empreiteira Lincoln Group um novo contrato de seis milhões de dólares com dois anos de duração para vigiar os meios de comunicação ingleses e árabes no Iraque, e para ajudar as Forças Armadas nas relações públicas?

Num relatório de inteligência emitido por 16 serviços de espionagem do governo norte-americano e divulgado parcialmente em Setembro com o título de "Tendências do terrorismo mundial: implicações para os Estados Unidos", admite-se que "a suposta manipulação da imprensa pelos meios simpatizantes da insurgência, que funcionam basicamente pela Internet, é um dos temas mais inquietantes na luta contra o terrorismo. Um dos efeitos dessa tendência – diz ali – é que os estadunidenses diminuíram o apoio à invasão, e isto repercutirá nas eleições legislativas do país".

O facto de o terem admitido agora não significa que estiveram de braços cruzados. The New York Times informou em Dezembro de 2005 que o Pentágono ainda mantinha uns 1200 mercenários das Unidades de Operações Psicológicas, que redigem as notícias sobre o terreno e a seguir colocam-nas na imprensa dos países ocupados e na Net. As agências norte-americanas AP e UPI deram conta em 30 e 31 de Outubro da existência de uma companhia mediática subordinada às Forças Armadas norte-americanas que se dedica, exclusivamente, a contra-atacar o que qualificou de "propaganda inimiga sobre a guerra do Iraque". O Pentágono deu ao batalhão a ordem de contra-atacar qualquer dado na Net que a Casa Branca considere pouco fiável. "Essa tropa está operacional 24 horas por dia", disse à AP Dorrance Smith, assistente do secretário da Defesa para as Relações Públicas.

Não quero esmagá-los. Ainda que marginalizada pelos grandes media, há muitíssima informação, basicamente de fontes norte-americanas, que nos advertem de uma acelerada institucionalização do controle na Net, convertida num claro objectivo de guerra. Os Estados Unidos aprenderam com os golpes que as redes sociais conseguiram encaixar-lhe na espinha, as grandes mobilizações contra as reuniões da Organização Mundial do Comércio e contra a guerra em 2003, as acções coordenadas através do correio electrónico e dos SMS celulares. Agora começam a alinhar-se para represar a grande ciber-rodovia num leito único, que lhe permita o controle da informação e daqueles indivíduos que se insubordinem. E é indubitável que em busca dessa estratégia actua com organização e eficiência.

Os grupos sociais que se rebelam contra esta estratégia hegemónica costumam ter duas atitudes frente à Net: uma panglossiana, que vê a Internet como um espaço amistoso e soberano, fonte de todas as bondades para a grande transformação mundial; e outra paranóica, pouco menos que ludita, que teme tudo o que transpire cabos e algoritmos.

Nem panglossianos nem luditas, sejamos realistas. Declararam-nos guerra através do ciberespaço, porque ainda não o controlam, porque sabem, tal como nós, que por esta estrada a verdade está a chegar ao coração de Roma, e também porque, na nova era inaugurada pela tecnologia do acesso, a grande batalha política e económica será dirimida entre aqueles que vivem dentro das portas electrónicas do ciberespaço e os que vegetam no exterior.

Há que brigar para estar dentro. Há que organizar. Necessitamos menos lojecas digitais, que se perdem entre os 100 milhões de sítios web já existentes, e mais acções legais e políticas contra aqueles que violam nossa privacidade, contra os censores e os satanizadores, contra os mentirosos, contra os que sequestram os servidores dos meios alternativos, contra os que criam vírus e financiam piratas informáticos, contra os que querem cobrar-nos uma portagem cada vez que entramos na rede...

Temos que aprender a manejar as ferramentas digitais. Sem elas, aquelas que devem tomar decisões políticas são analfabetos. Aqueles que não as conhecerem, em menos de uma década viverão em Marte ou num conto impossível de Saramago, mas não no âmbito de influência da sociedade humana.

Esta é a razão pela qual o Pentágono nos declarou a guerra. Pois bem, há que travar a batalha. E logo mais já será tarde.

08/Novembro/2006/Havana

Fonte - CubaDebate

Mais sobre os EUA no contexto global, aqui.

Guerra contra o terrorismo ou guerra contra as liberdades?

por Jean Claude Paye [*]

Para medir a amplitude dos ataques que têm sido levados a cabo contra as liberdades em nome da luta antiterrorista, o exemplo da Grã-Bretanha revela-se particularmente interessante. Ela é o país europeu onde o desmantelamento do Estado de direito se encontra no ponto mais avançado, ultrapassando, em muitos casos, as medidas tomadas nos Estados Unidos. Observar o que se passa em Inglaterra permite-nos perceber imediatamente que tipo de reforma é que os governos europeus nos irão propor no futuro próximo.

O governo britânico dispõe de uma capacidade de antecipação relativamente ao que se passa no continente. Essa antecipação é com efeito dupla. Ela existe em relação às medidas tomadas nos outros países europeus, mas também em relação aos atentados em si. O desmantelamento das liberdades públicas e privadas é geralmente justificado como uma resposta aos actos de terrorismo. A Grã-Bretanha apresenta a particularidade de a legislação antiterrorista preceder os atentados aos quais ela é susceptível de responder, produzindo assim uma nova luz sobre a dialéctica que se quis estabelecer entre os atentados e o abandono das nossas liberdades.

Os delitos políticos

A Grã-Bretanha foi o primeiro país a adoptar uma lei antiterrorista da nova geração: the Terrorism Act 2000. Relativamente à antiga legislação, destinada a lutar contra o IRA, a nova lei não tem como objectivo punir determinados grupos ou fracções particulares da população (a base por detrás da organização a combater), mas antes, permite o accionamento de medidas que limitam as liberdades do conjunto dos cidadãos. The Terrorism Act 2000 apresenta um carácter claramente político e cria um delito de intenção. O que define um acto terrorista é que ele é praticado com a intenção de fazer pressão sobre o governo ou sobre determinado corpo administrativo. Nesse sentido, essa lei permite a criminalização de qualquer movimento social. Essa lei serviu de modelo para a decisão-quadro da União Europeia relativamente ao terrorismo. Essa decisão-quadro foi integrada nos códigos penais dos Estados membros.

Em Fevereiro de 2001, sete meses antes dos atentados nos Estados Unidos, o governo de Blair adoptou o the Terrorism Act 2001. Essa lei permite, à semelhança do Patriot Act americano, adoptado imediatamente depois dos acontecimentos de 11 de Setembro, o encarceramento indefinido, sem julgamento nem inculpação, de estrangeiros simplesmente suspeitos de terrorismo. A ausência de provas contra os indivíduos encarcerados, bem como a impossibilidade de os apresentar perante um tribunal, justifica o carácter administrativo da sua detenção. Em Dezembro de 2004, o Tribunal de Apelo da Câmara dos Lordes, a mais alta instância judiciária britânica, emitiu um parecer condenando essa detenção administrativa ilimitada, considerando-a como contrária à Convenção Europeia dos Direitos do Homem. O parecer considerava ainda discriminatória a diferença de tratamento entre nacionais e estrangeiros.

O fim do habeas corpus

O governo considerou que uma boa forma de ter em conta o parecer, era partir para a legitimação da generalização das disposições de excepção ao conjunto da população. The Prevention Terrorism Act, votado em Março de 2005, permite ao ministro do Interior tomar medidas de controlo, conducentes à prisão domiciliária de uma pessoa, sempre que ele suspeite que um indivíduo está "implicado numa acção ligada ao terrorismo". Ele pode também proibir esse indivíduo de utilizar telemóvel, limitar-lhe o acesso à Internet, impedi-lo de contactar com certas pessoas, obrigá-lo a estar em casa a determinadas horas, autorizar a polícia e os serviços secretos a aceder a tudo dentro do seu domicílio. Essas disposições poderão ser tomadas, com base num simples aviso dado pelos serviços secretos, uma vez que não existem provas que permitam levar o assunto para tribunal. O que justifica as medidas tomadas não são elementos objectivos, mas antes, a suspeita de que a pessoa é objecto ou a intenção que lhe é atribuída. O campo de aplicação da lei é bastante alargado, quase ilimitado e totalmente incontrolado. The Prevention of Terrorism Act apresenta-se como não discriminatório, na medida em que diz respeito tanto aos cidadãos britânicos como aos estrangeiros. Essa lei põe fim a um sistema duplo de organização jurídica: Estado de direito para os nacionais e violência pura para os estrangeiros. A supressão do habeas corpus foi generalizada ao conjunto da população. Entra-se assim num estado de excepção generalizada. Essa lei dá ao ministro do Interior prerrogativas de magistrado. Uma pessoa é considerada como terrorista, não através de um julgamento, mas por via de um certificado estabelecido por um representante do poder executivo. Este último não deve, em momento algum, justificar uma decisão que se aplique a simples suspeitos. Em comparação com as outras leis antiterroristas, The Prevention Terrorism Bill confirma a capacidade de antecipação das autoridades britânicas. Essa lei inova ao permitir que se ponha em causa o habeas corpus, não só dos estrangeiros, mas também dos nacionais. Como os presumidos autores dos atentados de Londres, em Julho de 2006, têm nacionalidade britânica, essa nova legislação encontra a sua justificação nas medidas relativas aos atentados que tiveram lugar quatro meses depois da votação da lei.

Um delito de negligência

Em Março de 2006, a Câmara dos Lordes votou uma nova lei antiterrorista, the Terrorism Act 2006, que deu origem às novas infracções de incitação indirecta e de glorificação do terrorismo. A incriminação da incitação indirecta não requer a existência da intenção de levar outras pessoas a cometer actos criminosos. Uma pessoa pode cometer esses delitos sem se dar conta. O delito de incitação indirecta existe se uma pessoa que publica uma declaração tiver sido simplesmente "negligente" quanto à possibilidade de o seu discurso poder ser entendido como encorajador do terrorismo. A pessoa que fala é assim responsável pelo modo como as suas declarações possam ser recebidas, seja qual for o seu objectivo. Também deixou de ser necessária a existência de uma ligação material entre o conteúdo do discurso pronunciado, por exemplo, palavras de apoio à resistência palestiniana, e os actos que essas "incitaram", ou, por exemplo, o alojamento de bombas no metro de Londres. Para se ser perseguido, basta que um tribunal considere que essas palavras criaram um "clima" favorável ao terrorismo. Segundo o governo, a incriminação da "glorificação" visa punir aqueles que "louvam ou celebram" os actos de terrorismo. O poder pretende dar a ideia de que quer, antes de tudo o mais, sancionar os imans radicais, apresentados como "pregadores do ódio". O termo glorificação não está definido.

O fim do político

Essa lei representa um novo passo antecipado na capacidade oferecida ao governo britânico de criminalizar não só toda a acção política, mas também toda a expressão de oposição radical ou de apoio a acções políticas. Ela instaura igualmente uma solidariedade entre poderes constituídos relativamente à sua oposição política, criminalizando todo o acto de resistência armada ou toda a acção de solidariedade material e de apoio verbal ou escrito, relativamente a pessoas que defendem ou defenderam tais actos no passado. Posicionar-se de maneira diferente do governo britânico no que diz respeito a um conflito violento pode tornar-se um delito, em todas as partes do mundo. Quem comete um desses delitos fora do Reino Unido pode ser perseguido por um tribunal britânico. Essa disposição não se refere apenas aos nacionais, mas a toda a pessoa implicada, seja qual for a sua nacionalidade. Assim, the Terrorism Bill 2006 tem um carácter marcadamente imperial. O seu poder de acção é imediatamente global. Ela dá ao poder executivo e aos tribunais britânicos o poder não só de criminalizar qualquer forma de apoio a um movimento social, a uma acção destinada a fazer pressão sobre o governo inglês, mas também o poder de determinar o que é bom e o que é mau em todas as partes do mundo. Essa lei nega a própria essência do político. Já não há conflitos de interesse, mas antes, uma luta mundial do bem contra o mal.

11/Outubro/2006

[*] Sociólogo, autor de "Vers un etat policier en Belgique?", 2000, 160 p., ISBN 782872621804.
Fonte - Multitudes

Ainda sobre a questão do terrorismo e suas implicações, aqui.

Chips espiões

por Silvia Ribeiro [*]

Imagine um mundo sem privacidade! Um mundo no qual todas e cada uma das suas compras é supervisionada e registada numa base de dados e cada um dos seus pertences está numerado. Onde uma pessoa, a várias centenas de quilómetros de distância, ou talvez noutro país, tem um registo de tudo o que você comprou, de tudo o que possui, das roupas no seu armário, de cada par de sapatos" (Katherine Albrecht e Liz McIntyre em Chips espías, Grupo Nelson, 2006).

É o mundo RFID (identificação por radiofrequência, na sigla em inglês). Provavelmente nunca ouviu falar de tal coisa, mas é como uma praga que se estende por todas as indústrias que têm relação com a vida quotidiana de qualquer um de nós. Trata-se de pequenos chips electrónicos cuja informação é lida a distância e substituem, dentre outras coisas, os códigos de barras para ler preços. Estão em livros, máquinas de barbear, sapatos, roupas, medicamentos, comida empacotada, para mencionar objectos de uso doméstico. No seu trabalho pode haver muitos mais objectos com etiquetas RFID, como computadores, impressores, caixas de papel e outros artigos de escritório. Existem cartões de crédito e de compra que usam este sistema.

A maior diferença destes chips em relação ao código de barras é que a informação pode ser detectada a distância, desde uns poucos metros até quilómetros (conforme o tipo de chip), e pode ser lida através da sua roupa, da sua carteira, mala, mochila ou maleta. Se a compra do objectivo etiquetado for feita com cartão, a etiqueta "personaliza-se" e fica identificada com o comprador. A generalização deste sistema provocará um aumento da exposição a radiofrequências, com impactos sobre a saúde.

Também existem versões do sistema RFID para implantes em humanos, como o VeriChip. O México foi o primeiro país onde foi usada: em 2004 foi colocado um chip diminuto (menor do que um grão de arroz) em 18 agentes da Procuradoria Geral da República (PGR), supostamente para identificá-los quando tenham contacto com documentos confidenciais. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, declarou que se poderiam implantar estes chips nos cidadãos colombianos que quisessem ir trabalhar no Estados Unidos, para que o governo desse país possa controlar o local onde se encontram.

Foram denunciadas falhas graves na segurança que estes chips pretendem ter. Já foram clonados inclusive chips implantados em humanos, permitindo a estranhos os acesso à informação. Comprovou-se que a informação dos cartões de crédito que usam este sistema podem ser roubadas mais facilmente que as de fita magnética. Isto não impede que a adopção desta tecnologia avance a passos gigantes, porque estão em jogo interesses muito fortes, tanto comerciais como governamentais.

As etiquetas RFID não são novas. Existe há anos, mas a sua utilização era limitada pelo seu preço e tamanho. Com a miniaturização e a baixa de preço (actualmente custam 20 pesos por unidade, mas prevê-se que chegarão aos 2 pesos), empresas transnacionais como a Benetton e Gillette-Procter & Gamble começaram a utilizá-los, inclusive directamente no produto que chega ao consumidor. Mas o ponto de ruptura desta indústria chegou quando a Wal-Mart exigiu aos seus 100 maiores fornecedores que a partir de Janeiro de 2005 implementassem esta tecnologia ao nível das entregas em armazém (em paletes ou caixas), do contrário deixariam de comprar seus produtos. Vários outros grandes supermercados, como Tesco e Kroger, também os usam.

Para as grandes empresas significa uma automatização dos sistemas de compras, distribuição e vendas que elimina grande parte dos trabalhadores que antes controlavam estes processos, ao mesmo tempo que lhes permite fazer o seguimento dos consumidores, suas preferências, zonas onde se encontram, etc, aumentando as suas possibilidades de manipulação do consumo. Actualmente a tecnologia está a expandir-se e o objectivo da empresa é chegar a colocá-la em cada produto que o consumidor adquire, tal como o fez a Gillette com as máquinas de barbear Mach3.

No México, a distribuidora de produtos farmacêuticos Maypo, segunda fornecedora de medicamentos para o sector da saúde, está a colocar chips RFID em cada medicamento que vende ao Seguro Popuplar e outros programas de saúde pública.

Além das suas aplicações comerciais, são significativas as aplicações de RFID na vigilância com fins políticos, policiais, inclusive repressivos e carcerários. A proliferação dos sistemas de identificação RFID (actualmente discute-se ou instrumenta-se a sua aplicação em passaportes, bilhetes, cartões de identificação, transportes, imigrantes, detidos, polícias, vigilantes, etc) implicará um aumento das distâncias a que se podem ler e da quantidade de “estações” para a sua leitura. Uma das aplicações vendidas no México insere um chip entre a sola e o salto dos sapatos no processo de fabricação, tornando impossível ver o chip a vista desarmada, mas permitindo a quem puder ler esta informação conhecer o paradeiro do seu dono em qualquer lugar em que se encontre.

Já é possível fazer este tipo de seguimento através dos telefones celulares, que de facto funcionam como GPS (sistema de posicionamento geográfico por satélite). Tal como os RFID, a maioria dos utilizadores não o sabe. À semelhança de outras novas tecnologias, sua aceitação depende de a maioria das pessoas não saber realmente o que implicam. E isto, apesar de tanta vigilância, é cada vez mais difícil.

10/Dezembro/2006

[*] Investigadora do Grupo ETC

Fonte - LaJornada

Mais sobre controle de liberdades aqui.

O mundo como jamais funcionou

por Olavo de Carvalho em 12 de dezembro de 2006

Resumo: Uma análise sobre livros importantes que não chegam ao conhecimento do público brasileiro, e as implicações disso.

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Tenho diante de mim um exemplar de How The World Really Works , "Como o Mundo Realmente Funciona", de Alan B. Jones (Paradise, CA, ABJ Press, 1996), que é muito badalado entre os estudiosos americanos de hierarquias secretas e poderes globais como uma boa e confiável introdução ao assunto. O título é uma sinédoque: não se trata do mundo em geral, mas da esfera político-social apenas, encarada sob o prisma da pergunta clássica de Ortega y Gasset: "Quem manda no mundo?" A chave do seu sucesso é a simplicidade do projeto, que, sem aspirar à mais mínima originalidade, busca resumir doze livros considerados importantes nessa área de estudos: A Century of War , de F. William Engdahl (1993), Tragedy and Hope , de Carrol Quigley (1996), The Naked Capitalist , de W. Cleon Skousen (1970), The Tax-Exempt Foundations , de William H. McIlhany (1980), The Creature From Jekyll Island , de G. Edward Griffin (1994), 1984 , de George Orwell (1949), Report From Iron Mountain , vários autores, editado por Leonard Lewin (1967), The Greening , de Larry Abraham (1993), The Politics of Heroin , de Alfred W. McCoy (1991), Final Judgement , de Michael Collins Piper (1995), Dope, Inc ., pelos editores da Executive Intelligence Review do sr. Lyndon LaRouche (1978, reed. 1992), e Let’s Fix América , do próprio Alan Jones (1994).

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Desde logo, a escolha privilegia alguns títulos de segunda mão em vez das fontes essenciais. The Naked Capitalist , por exemplo, é apenas uma boa obra de polêmica que nada acrescenta às pesquisas volumosas e pioneiras do economista inglês Anthony Sutton. Sutton começou estudando a ajuda militar americana à URSS durante a II Guerra Mundial e acabou descobrindo que toda a indústria pesada soviética era uma fachada de papelão só mantida em pé pela força do dinheiro ocidental. Espantado, pôs-se a investigar por que os maiorais das finanças nos EUA haviam gastado tanto só pelo prazer de fornecer ao seu país "o melhor inimigo que o dinheiro podia comprar" (The Best Enemy Money Can Buy, título de um de seus melhores livros). De quebra, descobriu que ajuda igualmente generosa havia escoado para o III Reich, comprando não só um inimigo, mas dois. No intuito de resolver o enigma, passou a estudar as origens históricas da elite americana. Por pura sorte, vieram parar nas suas mãos os documentos originais de uma sociedade secreta fundada no século XIX, mas ainda em funcionamento, que reunia as famílias mais ricas e poderosas dos EUA. Sutton acrescenta à inflexível probidade científica um irritante comedimento britânico. Ele reproduz esses documentos em An Introduction to "The Order" (1983) com o máximo cuidado de ater-se aos fatos e evitar conclusões precipitadas, mas toda essa precaução não impediu que a publicação do livro pusesse um abrupto ponto final numa brilhante carreira universitária. Qualquer que seja o caso, esse grande estudioso, que viveu uma das aventuras intelectuais mais fascinantes do século XX, foi muito odiado, xingado e amaldiçoado, mas jamais contestado formalmente. O leitor interessado em saber quem manda no mundo não pode se dispensar de ler os livros dele.

The Tax-Exempt Foundations , de William H. McIlhany (1980), é apenas uma extensão de Foundations: Their Power and Influence , de René A. Wormser (1958), que tem a vantagem de ser praticamente um traslado direto das conclusões da comissão parlamentar de inquérito chefiada pelo deputado B. Carroll Reece, incumbida de averiguar a ajuda fornecida por fundações isentas de impostos, como Rockefeller, Ford e Carnegie, a movimentos subversivos e totalitários. Os depoimentos prestados à comissão evidenciavam, já naquela época, a simbiose macabra do comunismo com o grande capital, que duas décadas antes o economista austríaco Ludwig von Mises havia explicado como natural e inevitável, mas que nas cabecinhas dos nossos compatriotas mais falantes continua soando como uma absurdidade inaceitável, já que brasileiro só acredita em palavras, não em fatos, e quando os sentidos dicionarizados de duas palavras se contradizem ele não admite que os fatos correspondentes possam coexistir na realidade. Comprovando em toda a linha a teoria de von Mises (v.. http://www.olavodecarvalho.org/semana/060611zh.html ), a Comissão Reece mostrou que o movimento comunista só existia nos EUA graças à generosidade de seus inimigos nominais. Ao longo dos cinqüenta anos seguintes, as fundações bilionárias não só continuaram vitaminando a subversão interna nos EUA, produzindo inclusive a resolução suicida do conflito vietnamita e o subseqüente genocídio no Vietnã e no Camboja, mas estenderam sua ajuda a praticamente todos os movimentos de esquerda no Terceiro Mundo e cobriram o planeta com uma rede de ONGs adestradas para promover "transformações sociais". O modus operandi dessas ONGs é bastante uniforme. Primeiro, lançam uma moda cultural, subsidiando intelectuais para que a imponham nos meios universitários e jornalísticos como norma obrigatória e inquestionável, reprimindo por meio da chacota, da intimidação e do boicote profissional qualquer tentativa de discussão séria. Obtido o consenso da intelectualidade mais tagarela, o novo critério escolhido pela minoria iluminada contra as preferências óbvias da maioria da população é subitamente adotado pela totalidade da mídia como se fosse a tradução banal e improblemática da crença majoritária, tratando toda resistência como aberração mental isolada. Assim, por exemplo, no Brasil a população é maciçamente contra o aborto, mas a mídia nacional inteira fala dos anti-abortistas como se fossem tipos exóticos e anormais, teimosamente apegados a crenças antigas de há muito já abandonadas pela maioria saudável. Não é preciso dizer que, nessas condições, a imagem esquemática do mundo transmitida pelo jornalismo se transforma em pura inversão e fantasmagoria, criando um estado geral de alienação que, por si, é fonte de insegurança, conflitos sociais e desequilíbrios sem fim. A etapa final do processo é dar força de lei à opinião da elite iluminada, elevando da simples marginalização à criminalização explícita o tratamento dado aos descontentes. Da noite para o dia, a imagem postiça transforma-se em realidade oficial.

Esse é o processo legislativo geral e usual hoje em dia, transformando a democracia num pretexto nominal para a imposição tirânica das decisões de uma minoria ativista descarada e cínica. A imensurável cara de pau com que a ONU impõe o aborto como direito humano, penalizando toda oposição como crime comparável ao racismo, mostra que, na "democracia ampliada", tão do gosto dos Bobbios, a coisa mais fácil do mundo é marginalizar e criminalizar a maioria.

Nos países do Terceiro Mundo, praticamente todas as novas leis que introduzem modificações sociais profundas vêm prontas da ONU ou diretamente das fundações bilionárias, e sua discussão pública é inteiramente pré-moldada para ater-se a aspectos gerais, formais e de princípio, evitando cuidadosamente tocar na questão substantiva do poder que as originou e das finalidades a que servem dentro da estratégia global de seus criadores. Mas como poderia alguém tentar discutir isso, ignorando por completo a bibliografia básica sobre a origem, formação e métodos do poder global? Comparem o número assombroso de pessoas que opinam publicamente sobre aborto, casamento gay, cotas raciais, etc., com a míngua ou inexistência de leitores das obras aqui mencionadas, e terão uma idéia aproximada do abismo epistêmico que se abriu entre as nossas elites falantes e o mundo real.

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Fonte - Mídia Sem Máscara

Nota DDP:
A bem da verdade, o articulista parece-me chegar a conclusão que a organização mais poderosa do planeta é a KGB, analisada na segunda parte de seu artigo, no entanto, destaquei apenas as questões relacionadas ao quadro profético inerentes à atuação dos EUA, até porque o próprio artigo fixa em seu início a "fachada de papelão" da antiga URSS mantida pelo dinheiro ocidental...

Mais sobre estas questões, aqui e aqui.

Celebração Inter-Religiosa marca caminho para construir a paz

Operação 10 milhões de estrelas prepara manifestação pública para dia 16

Pelo terceiro ano a Caritas Diocesana de Setúbal organiza uma Celebração Inter-Religiosa. A par da reflexão sobre a paz e os seus pressupostos “acreditamos que as religiões são todas elas construtoras de paz” sublinha à Agência ECCLESIA, Madalena Reverendo, da direcção da Caritas de Setúbal. E esta celebração é exemplo que todas as religiões anseiam construir a paz e integrando na Operação 10 milhões de estrelas – um gesto pela paz – 2006, “somos todos capazes de juntar e rezar ao mesmo Pai comum”, afirma Madalena Reverendo, vendo mais o “que nos une do que nos separa”.

Foi num ambiente muito intenso de oração que seis confissões diferentes se juntaram no Externato Frei Luís de Sousa, em Almada – a Igreja Presbiteriana, a comunidade islâmica de Palmela, a comunidade Ismaelita, a Fé Bahá’í, a Igreja Ortodoxa Romena e os católicos.
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Fonte - Ecclesia

Mais sobre ecumenismo, começando por aqui.

Itália quer criar grupo para combater satanistas (Somente estes?)

Mark Duff
De Milão

A Polícia italiana pretende criar uma unidade especial para combater o crescimento de novas seitas religiosas, especialmente uma nova geração de satanistas violentos.

A nova unidade da polícia incluiria psicólogos e um padre, especializado em assuntos místicos, e coordenaria investigações sobre potenciais movimentos religiosos perigosos.

A idéia surgiu após uma série de assassinatos atribuídos a uma nova geração de satanistas, adeptos da magia negra, de drogas pesadas e heavy metal.

No caso mais recente, uma gangue conhecida como "Bestas de Satã" espancou e enterrou vivos dois de seus membros - uma jovem e seu namorado - em uma floresta nas proximidades de Milão.

Alienação

Especialistas dizem que o número de satanistas na Itália é pequeno e é muito mais produto da alienação da juventude do que de qualquer convicção religiosa.

Porém, mais de um milhão de italianos pertencem a outras religiões minoritárias e alguns analistas dizem estar preocupados de que a nova unidade da polícia investigue também estas pessoas - que, apesar de suas crenças às vezes estranhas, são completamente inofensivas.

Segundo um especialista italiano em novas religiões, a polícia precisa concentrar os esforços no combate à criminalidade satânica.

Caso contrário, pode acabar ameaçando a liberdade religiosa e desperdiçando recursos escassos.

Fonte - BBC


Mateus 5:10
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.


João 15:20

Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa.

Lucas 21:12 Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome.

"Todo o que nesse dia mau se dispuser a servir a Deus com destemor, segundo os ditames de sua consciência, necessitará de coragem, firmeza e do conhecimento de Deus e Sua palavra; pois os que forem fiéis a Deus serão perseguidos, seus motivos impugnados, desvirtuados seus melhores esforços e seus nomes repudiados como um mal. Atos dos Apóstolos, pág. 431." (Eventos Finais - Ellen G. White - Pág. 147)

Ciência e fé em comunhão (?)

Médicos já reconhecem a força da espiritualidade na luta contra doenças e adeptos da cura pela alma não fogem mais de remédios tradicionais
Giuliana Reginatto
giuliana.reginatto@grupoestado.com.br
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Distante do universo acadêmico e das pesquisas sobre a importância da fé na saúde, o japonês Tomoyasu Hirota, um ex-plantador de morangos que vive em Atibaia, descobriu na prática que corpo e alma são indissociáveis.


“Doença é reflexo do mundo interior”, diz Hirota cheio de simplicidade, com seu sotaque luso-nipônico. Nos últimos anos, comentários sobre os poderes de cura do imigrante japonês correram boca a boca e chegaram também à reportagem da Revista JT. A distância percorrida de São Paulo até Atibaia, percorrida em pouco mais de uma hora, é mínima se comparada com a peregrinação enfrentada por parte das pessoas que procuram por Hirota. Na manhã do último domingo, por exemplo, a senha com o número de atendimento chegava ao 309.

Alguns aparecem no sítio a pé, outros passaram horas dentro de ônibus. Há até quem viaje de avião para ouvir as palavras de Hirota e receber seu toque de cura. A fila começa a se formar já às 5h, hora em que o ex-agricultor dá início aos primeiros atendimentos do dia, feitos a base de massagens.

No meio da manhã, por volta de 10h, Hirota realiza a sessão de cura. Relatos emocionados de experiências já vividas em Atibaia dão conta da credibilidade do japonês, hoje conhecido na comunidade como ‘professor’. Fujiko Mayeda, por exemplo, vem de Brasília nos finais de semana só para trabalhar como voluntária no sítio. É ela quem distribui as senhas. “É uma forma de agradecer. Tinha um tumor de mama e passei por nove médicos. Sempre fui cética, mas o que aconteceu comigo é inquestionável. O nódulo tinha dois centímetros e hoje já está quase desaparecendo”, diz.

Alguns dos visitantes freqüentam o lugar há mais de dez anos, como Ana Albino, de 57 anos. Ela conheceu Hirota há 13 anos, época em que buscava desesperadamente a cura para a cirrose de seu marido. “Ele estava desenganado pelos médicos, diziam que tinha um mês de vida. Procurei o professor Hirota, mas eu era igual a São Tomé: ‘tinha que ver para crer’. No fim, meu marido ficou mais nove anos com a nossa família”, conta Ana. Ela garante que também vivenciou a cura. “O médico disse que eu tinha um sopro no coração. Após o tratamento espiritual, fiz um eletrocardiograma novo e o problema havia sumido”, completa.

Maravilhada com os dons de Hirota, Ana hoje organiza excursões de Itapeva, onde mora, para Atibaia. Detalhe: são pelo menos seis horas de viagem. Ainda que o trajeto seja cansativo, quem chega é recebido com hospitalidade. No sítio há alojamento para viajantes e até um lanche. Tudo isso, vale ressaltar, é feito de graça. “Conto com a colaboração de voluntários. Acho que o povo brasileiro tem muito a aprender sobre educação. Chega sempre um figurão e diz: ‘sou o político tal, quero ser atendido primeiro’. Assim não atendo, a fila é para todo mundo”, afirma Hirota.

Apesar da legião de admiradores que conquistou, o ‘professor’ não gosta que identifiquem seu trabalho com religiões específicas. “Não existe religião no mundo de Deus. O humano inventou preces apenas para pedir coisas, quando na verdade deveria ter uma postura inversa. O ato de juntar as mãos deveria ser usado apenas para agradecer. O lado esquerdo do corpo simboliza o mundo divino e o lado direito representa o mundo humano”, explica.

Hirota garante que o poder de cura mora dentro de cada pessoa e se considera apenas um mediador. O procedimento que adota durante o processo não é invasivo: após uma oração, simplesmente aplica gaze e esparadrapo no local comprometido. “Primeiro se tira a energia ruim do lugar, depois ele é tampado por dois dias para que não haja fluxo de energia ali”, conta. Antes de usufruir do ‘tratamento’, o visitante assiste a um palestra na qual o japonês explica seus princípios. “Não quero que venham aqui apenas para se livrar de um câncer. Precisam entender que para evitar doenças é preciso fortalecer o espírito.” Para explicar sua visão da vida, Hirota elaborou um conceito batizado de ‘Seis raízes puras’ (ou Lokkon Shôjo). “Cada sentido humano corresponde a uma qualidade de espírito. Olhos são a luz, ouvidos representam a bondade, nariz significa amor, boca tem a ver com honestidade, corpo se relaciona com calor humano e pensamento está ligado à pureza de alma”, ensina.

Cada um a seu modo, cientistas e espiritualistas não duvidam do poder da fé. Mesmo quem é leigo aposta nessa parceria. Uma enquete realizada no Portal Estadão (www.estadao.com.br) com quase 1.400 pessoas apurou que 92% delas acreditam que práticas espirituais ajudam a tratar doenças.
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Fonte - Estadão

Nota DDP:
Interessante notar que Deus é citado apenas uma vez no artigo, logicamente não para enaltecer seu nome, mas para atacar-se qualquer forma de religião. No final das contas o poder da cura estaria dentro de cada um e, alguns teriam a capacidade de estender esse "poder" para outros. A pesquisa do Estadão demonstra bem o resultado de todo esse esforço para colocar o homem no centro das ações, afastando o poder de Deus.

Mateus 7:16
Pelos seus frutos os conhecereis.

Mateus 24:24
porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.

Salmos 105:1
Dai graças ao Senhor; invocai o seu nome; fazei conhecidos os seus feitos entre os povos.

"Se aqueles por quem são realizadas curas, acham-se dispostos, por causa dessas manifestações, a desculpar sua negligência da lei de Deus, e continuam em desobediência, ainda que possuam poder em toda e qualquer extensão, não se segue que tenham o grande poder de Deus. Ao contrário, é o poder operador de prodígios do grande enganador. Ele é transgressor da lei moral, e emprega todo artifício de que pode lançar mão para cegar os homens a seu verdadeiro caráter. Somos advertidos de que nos últimos dias ele operará com sinais e prodígios de mentira. E continuará com esses prodígios até ao fim do tempo da graça, para que os indique como prova de que ele é um anjo de luz, e não de trevas. Review and Herald, 17 de novembro de 1885. " (Meditação Matinal - Ellen G. White - Pág. 204)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Em despedida, Annan cobra 'visão' dos Estados Unidos

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan pediu para que os Estados Unidos mostrem um tipo diferente de liderança ao trabalhar com outras nações, em seu discurso de despedida do cargo, nesta segunda-feira, no Estado americano do Missouri.

"Hoje, mais do que nunca, os americanos, como o resto da humanidade, precisam de um sistema de funcionamento global no qual a população mundial encare desafios globais em conjunto", disse Annan em um discurso realizado na biblioteca do ex-presidente americano Harry Truman, na cidade de Independence.

"E para que ele funcione, o sistema exige uma liderança americana de visão, na tradição de Truman", acrescentou.

Jonathan Beale, correspondente da BBC em Independence, diz que o discurso de Annan foi encarado como uma repreensão ao governo de George W. Bush.

Beale afirma que a própria escolha do local do discurso foi simbólica. Truman é considerado um dos maiores defensores das Nações Unidas, enquanto Bush tem se mostrado um de seus críticos mais duros.

Fonte - BBC

Mais sobre a ONU no contexto dos assuntos do blog, aqui e aqui.

Padre Jesuíta Pratica Magia em Missa.

O padre Jesuíta Yohanes Mardiwidayat da Indonésia, praticou em uma missa de sua paróquia o “tradicional exorcísmo javanes.” A fonte ignora, mais esse ritual é puramente um ritual de magia negra. Conhecido como ruwatan é executado pelos pagãos para expulsar maus espiritos e dar sorte aos que recebem. Diz o Padre: “Atualmente nosso batismo tem purificado nosso espirito do pecado, mas hoje nos fazemos o ruwatan para nos ajudar a viver a nossa fé de acordo com a cultura local“. E continua para que ninguém tenha duvida de sua apostasia: “E praticando o ruwatan as pessoas não irão nos considerar como estranhos.”

Fonte - UCA

Mais sobre o mesmo, aqui.

Ecumenical Dialogue A Priority For New Secretary Of Protestant Churches' Council

KO01572.1423 December 11, 2006 62 EM-lines (656 words)

KOREA Ecumenical Dialogue A Priority For New Secretary Of Protestant Churches' Council

SEOUL (UCAN) -- The new secretary general of a Korean Orthodox and Protestant Church council wants to make stronger ecumenical cooperation a priority, and a Catholic official agrees it is time to move "beyond friendship-level dialogue to doctrine-oriented dialogue."

Reverend Kwon Oh-sung, 53, told UCA News on Dec. 5 that interfaith cooperation, especially with the Catholic Church, and internal reform are his top priorities. The Presbyterian Church leader was elected on Nov. 20 to a four-year term as secretary general of the National Council of Churches in Korea (NCCK).

Calling the Catholic Church a "brother Church," the new secretary promised that the dialogue with the Catholic Church would be strengthened. "The coming ecumenical pilgrimage is a good start," he added.

According to Reverend Kwon, officials of the NCCK and the Catholic Bishops' Conference of Korea (CBCK) will visit the World Council of Churches' headquarters in Geneva, the Vatican and Istanbul Dec. 9-17, to "deepen mutual understanding and strengthen Christian unity." Istanbul is the seat of the Ecumenical Patriarchate of Constantinople, entrusted with a ministry of unity among the Orthodox Churches around the world.

Catholic, Orthodox and Protestant leaders were inspired to organize the pilgrimage after the July visit of Cardinal Walter Kasper, president of the Pontifical Council for Promoting Christian Unity, according to a lay staff member of the CBCK. The Vatican cardinal came to Seoul and addressed the World Methodist Conference, at which the World Methodist Council on July 23 signed the Joint Declaration on the Doctrine of Justification with representatives of the Catholic and Lutheran Churches, which forged the agreement.

Father Peter Pai Young-ho, secretary general of the CBCK, spoke with UCA News on Dec. 5 and congratulated Reverend Kwon on his election. "We should go beyond friendship-level dialogue to a doctrine-oriented one" in line with the Joint Declaration on the Doctrine of Justification, he said.

The declaration, which the Catholic and Lutheran Churches signed in 1999, bridges a disagreement that divided the Catholic and Protestant Churches from the 16th century. It affirms that human salvation is possible with God's grace, while God's grace asks people to do good deeds

Father John Bosco Hong Chang-jin, secretary of the CBCK Committee for Promoting Christian Unity and Interreligious Dialogue, told UCA News that the NCCK has contributed much to the country's democratization and has regularly run joint programs with the local Catholic Church. Among them he cited the Week of Prayer for Christian Unity, organized since 1986, the Ecumenical Forum since 2000 and exchange meetings of theologians and seminarians since 2001.

However, dialogues or meetings "must involve not only religious leaders but also the grassroots faithful in the very near future," he suggested, hoping the new NCCK secretary would support that initiative.

Meanwhile, Reverend Kwon also said he would reorganize the NCCK committees to give them more independence, in which process "the number of the committees would be decreased to 10." According to the NCCK website (http:\\www.kncc.or.kr), the council has 15 committees.
The new secretary general observed a tendency in the past for many Protestant denominations to splinter into subgroups. For example, there are numerous Presbyterian denominations.
Keeping that in mind, he stressed that the NCCK would continue to work for unification between the NCCK and the Christian Council of Korea (CCK), a representative body of Protestant Churches that do not belong to the NCCK.

Noting that the two councils have cooperated to hold joint events such as Easter services, he suggested expanding cooperation for gradual unification. It could be "cooperation among the two bodies' committees on a project basis such as aid to North Korea," he explained.
The NCCK general assembly also elected Salvation Army Commissioner Chun Kwang-pyo as its new president for a four-year term.

The NCCK was established in 1924 under Japanese colonial rule. It lists eight current members: Anglican Church, Assemblies of God Full Gospel, Evangelical Church, Methodist Church, Orthodox Church, two Presbyterian Churches and the Salvation Army, according to the NCCK.
END


Fonte - UCAN

Nota DDP:
Ao que parece o oriente também empunhará a bandeira do ecumenismo. Mais
aqui.

A questão do ´Governo Mundial` 2

Sugiro que, antes de ler este post, entenda o contexto que o originou, aqui.

por Heitor De Paola em 26 de fevereiro de 2004

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“Dentro da ONU está o germe e a semente de um grande grupo internacional de meditação e reflexão – um grupo de pensadores bem informados, em cujas mãos está o destino da Humanidade. Eles estão sob o controle de muitos discípulos do ‘quarto raio’ [...] e seu foco é o plano de intuição Búdica – o plano que comanda toda atividade hierárquica”
Alice B. Bailey [1]
Discipleship in the New Age

Alice Bailey é a inspiradora espiritual de um dos personagens mais sinistros da segunda metade do século passado, Robert Muller.(foto) Muller foi Secretário Assistente durante os mandatos de três Secretários Gerais da ONU: Dag Hammarskjöeld (1953-1961), U Thant (1961-1971) e Kurt Waldheim (1972-1981). Foi o idealizador de um método novo de ensino, o World Core Curriculum [2] (*) e fundador da primeira Escola Robert Muller, em Arlington, Texas.

A base deste novo método era constituída de crenças ligadas à New Age, como o holismo, a Espiritualidade Global, o ensino centrado na Mãe-Terra (Gaia) como o centro de toda as crenças religiosas. Os três princípios fundamentais são: Unidade com o Planeta, Unidade com o Povo e Harmonia do Self. Introduzia-se o ‘Pensamento Crítico’ que não significa o que parece - ensinar a criança a pensar por si mesma - mas ‘a aprender como subverter os valores tradicionais de nossa Sociedade. Você não está ‘pensando criticamente’ se aceita os valores transmitidos pelos pais. Isto não é ‘crítico’. Há um viés nitidamente anticristão e antijudaico com a preponderância de práticas mágicas indígenas, panteístas e politeístas, além da mudança da ênfase do ensino para os ‘relacionamentos’ entre indivíduos e entre eles e o planeta [3].

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Os adeptos da Nova Era chegaram à conclusão que o principal guia espiritual deste ‘acordar’ foi o padre jesuíta e antropólogo francês Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955). O indefectível Muller escreveu: ‘Teilhard sempre viu as Nações Unidas como a concretização institucional de sua filosofia monista e evolucionária aplicada à política, levando-o a advogar a visão de alguma forma de existência de somente um governo mundial’ [9]. Em seu livro ‘The Future of Man’ Teilhard escreveu: ‘Apesar de que ainda não se pode prever a forma, a humanidade amanhã vai acordar para um mundo pan-organizado’ [10].
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Pois foi por aí mesmo que Alice Bailey e seu discípulo Muller pegaram Teilhard e estenderam para um conceito sincretista e panteísta de Cristo e de Deus como uma energia impessoal, Deus é tudo, está em tudo, e Cristo nada mais é do que um dos ‘Mestres Ascendentes’, um Avatar, juntamente com Maitreya e Boddhisattva ou o Imã Mahdi ou as ‘forças vivas de Gaia’, a ‘Mãe Terra’ [12]. A preparação para o reaparecimento de Cristo nada tem a ver com o conceito bíblico da volta de Cristo no Juízo Final, mas sim do ‘Mestre Universal’ que estabelecerá uma ‘Era de Ouro’ sobre a Terra.

E é exatamente isto que tem sido ensinado nas Escolas Robert Muller e recomendado pela UNESCO, através da Outcome-Based Education (OBE) (*): o fim de todos os conflitos religiosos pela eliminação de todas as religiões que seriam substituídas por um ‘naturalismo científico’ (**).
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Uma contribuição nada desprezível foi dada pela ativista albanesa Agnes Gonxha Boyaxhiu, estabelecida na Índia, onde fundou as ‘Missionárias da Caridade’ com vários hospitais para carentes e doentes terminais. O principal deles, em Calcutá, está localizado numa propriedade do Templo dedicado a Kali, a deusa indiana da destruição, cujo culto incluía sacrifícios animais. Em julho de 1981 pronunciou pela primeira vez uma ‘Oração Universal pela Paz’, na Igreja Anglicana de St. James, em Picaddilly, Londres, um dos fronts da promoção da Nova Era em círculos cristãos. Esta oração dizia:

‘Leve-me da morte para a vida, da falsidade para a verdade. Leve-me do desespero para a esperança, do medo para a confiança. Leve-me do ódio para o amor. Permita que a paz encha nossos corações, nosso mundo, nosso universo. Paz. Paz. Paz.’

É curioso que uma das mais importantes figuras do catolicismo no mundo, candidata à canonização – sim, trata-se da Madre Teresa de Calcutá – ao invés de proferir uma prece cristã, tenha entoado uma adaptação de um antigo mantra dos Upanishads (tratados monísticos das doutrinas secretas hindus de 800-600 AC), modificado pelo ambientalista e monge Jainista Satish Kumar [15]. O mantra original diz: ‘Leve-me do irreal para o real! Leve-me da escuridão para a luz! Leve-me da morte para a imortalidade’.

Nos Upanishads não há lugar para um Deus pessoal como o Deus Judaico-Cristão; Deus é o Self, ‘o âmago interior, o self dentro do homem, e quem o conhece não sofre [...] não é um sujeito lógico, psicológico nem epistemológico, nem mesmo o self desejoso e ativo do idealismo europeu: é o puro sujeito conhecedor (prãjnã âtmã) [16]. Mas muitos cristãos (sic) consideram os Upanishads tão válidos quanto a Bíblia.

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O saudável movimento ecumênico – entre religiões nitidamente separadas mas unidas por alguns ideais comuns - está celeremente sendo substituído por um sincretismo religioso que modifica, de dentro, a própria liturgia, uma espécie de espiritualidade Cristocêntrica na qual o Cristo dos Evangelhos perde todo sentido e não haverá mais lugar para o Deus Judaico-Cristão nem para os Profetas Bíblicos. Veja-se a relação deste sincretismo monista com as idéias de Teilhard de Chardin mencionadas acima.

* * *

É pouco provável que haja uma conspiração ocultista na fundação da ONU. É mais plausível que todos esses elementos interessados num Governo Mundial sincretista e ditatorial, venham se aproveitando da facilidade de infiltração no organismo mundial dado o misticismo de seus dirigentes. Com isto se aproveitam na enorme penetração do mesmo em todos os países e em todas as áreas em cada país, para estabelecer uma rede mundial a serviço de seus propósitos. Precisamos estar alertas porque minando as bases religiosas ocidentais ruirá todo o edifício civilizacional nelas baseado: a liberdade, a democracia, a ciência e a tecnologia. Isto se tornará mais visível quando os frutos das escolas aqui mencionadas, em todo o mundo, se tornarem por sua vez nos líderes mundiais. Por esta razão apresentarei em breve um levantamento destas novas bases da educação originadas nas nefastas idéias de Robert Muller e Alice Bailey.

Fonte - Mídia sem Máscara

Ap 13.11-15
E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. Também faz grandes sinais, de tal maneira que inclusive faz descer fogo do céu à terra diante dos homens. Engana aos habitantes da terra com os sinais que se lhe permitiu fazer na presença da besta, dizendo aos habitantes da terra que lhe façam uma imagem à besta que foi ferida de espada e reviveu. Se lhe permitiu dar vida à imagem da besta, para que a imagem falasse e fizesse matar a todo o que não a adorasse.

"Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apóie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável." (Eventos Finais - Ellen G. White - Pág. 131)

"No movimento ora em ação nos Estados Unidos a fim de conseguir para as instituições e usos da igreja o apoio do Estado, os protestantes estão a seguir as pegadas dos romanistas. Na verdade, mais que isto, estão abrindo a porta para o papado a fim de adquirir na América protestante a supremacia que perdeu no Velho Mundo. O Grande Conflito, pág. 573." (Idem - Pág. 132)

"As nações estrangeiras seguirão o exemplo dos Estados Unidos. Posto que ela seja a líder, a mesma crise atingirá todo o nosso povo em toda parte do mundo. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 46." (Idem - Pág. 135)

Nota DDP:
Quer saber mais sobre o papel dos poderes mundiais no contexto da profecia? Comece
aqui.

A questão do ´Governo Mundial` 1

Governo Mundial: realidade ou mito?
por Heitor De Paola em 01 de setembro de 2006

© 2006 MidiaSemMascara.org
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O Governo Mundial não é uma ameaça: é uma realidade; já está instalado e em pleno funcionamento. O que ocorre é que quem está submerso no processo não percebe, tal como Maria Antonieta que, ao mandar o povo comer brioches já estava quase sem cabeça e não sabia de nada! Quem tem autoridade moral – e logo, logo, militar – sobre todo o mundo hoje em dia? Quem dita as normas de conduta ética? Quem tem o poder de guerra e de paz? Não é a Organização das Nações Unidas?
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Perde principalmente os EUA, a única potência que poderia enfrentar a ONU simplesmente se retirando, parando de subsidiá-la e a expulsando das margens do East River! Quando Bush atacou o Iraque contrariando as decisões do Conselho de Segurança, deu o primeiro passo do que acreditei seria a desmoralização total da ONU. Mas não prosseguiu, apesar de ter nomeado John Bolton como Embaixador, que é um dos poucos que sabe realmente o que é a ONU. É a última esperança.

Fonte - Mídia sem Máscara

Nota DDP:
É interessante notar que a abordagem inicial do tema (Quem tem autoridade...?), tem como resposta do próprio artigo a ONU, no entanto, a parte final do mesmo texto, diz que os EUA, subsidia, abriga e em tese, seria a única potência que poderia enfrentar esta mesma ONU. Ora, diante destas conclusões e levando-se em consideração o papel profético dos EUA no contexto da profecia, parece-me então que a melhor resposta para as perguntas iniciais não seja a ONU, mas quem a
controla, como demonstra as conclusões do próprio articulista. Se controla, contraria quando bem entender e, dela se utiliza quando assim for conveniente.

Analisarei no próximo post outro artigo curiosamente do mesmo autor, que nos demonstra de forma mais clara onde se pode chegar com esse tipo de controle de um organismo internacional do porte da ONU e, como eventualmente pode se relacionar este "controle" com o contexto profético, dados os elementos fornecidos pela matéria em comento...

Enfeites pornôs movimentam Natal na Flórida

Sexta, 8 de dezembro de 2006, 18h45 Atualizada às 18h45

Um advogado de Miami, nos Estados Unidos, ameaçou processar uma cadeia de lojas da Flórida se o estabelecimento não retirar de suas prateleiras uma série de "porno-enfeites" para árvores de Natal. A série de nove enfeites conta com figuras de bonecos de neve, duendes e renas em poses sexualmente explícitas. Cada um deles custa nove dólares.

Funcionários da loja disseram que não há restrições para vendê-las publicamente, o que provocou a indignação de algumas pessoas que alegam que os enfeites podem ser vistos por menores de idade.

As leis estatais proíbem a exibição de material "daninho" visíveis ou ao alcance de menores em vitrines.

Os jornais informaram que os polêmicos enfeites natalinos haviam se esgotado em algumas lojas da rede em todo país, mas que algumas preferiram retirá-los das prateleiras para evitar confusão.

Um grupo de jovens religiosos da igreja local já realizou um protesto contra os produtos.

AFP

Fonte - Terra

Judas 1:7
Lembrem dos moradores de Sodoma, de Gomorra e das cidades vizinhas, que agiram como aqueles anjos e cometeram imoralidades e pecados sexuais. Eles sofreram o castigo do fogo eterno, o que é um aviso claro para todos.

"Terrível quadro da condição do mundo foi apresentado diante de mim. A imoralidade está em toda parte. A licenciosidade é o pecado especial deste século. Jamais o vício levantou sua deformada cabeça com tamanha ousadia. O povo parece insensibilizado, e os amantes da virtude e da verdadeira piedade quase se sentem desencorajar por sua ousadia, força e predomínio. A superabundante iniqüidade não está confinada meramente ao incrédulo e escarnecedor. Oxalá fosse este o caso, mas não é. Muitos homens e mulheres que professam a religião de Cristo são culpados. Mesmo alguns que professam estar esperando o Seu aparecimento não estão melhor preparados para este evento que o próprio Satanás. Não se estão purificando de toda poluição. Por tanto tempo eles têm estado a servir a seus desejos sensuais que lhes parece natural ter pensamentos impuros e imaginação corrompida. É-lhes tão impossível levar os pensamentos a demorar-se em coisas santas e puras como seria mudar o curso do Niágara e fazer que suas águas subam em direção oposta às quedas. ... Todo cristão devia aprender a conter suas paixões e a deixar-se controlar pelo princípio. A menos que faça isto, é indigno do nome de cristão. Testimonies, vol. 2, págs. 346 e 349." (O Lar Adventista - Ellen G. White - Pág. 328)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

A chamada e seus termos

Este post merece uma pequena consideração inicial.

É desnecessário dizer que existem contornos claros sobre a recorrência de certos assuntos, como resta demonstrado neste espaço, bem como sua inequívoca correlação com conceitos proféticos pré-existentes a respeito dos eventos finais que haverão de se desenrolar nesta terra antes da volta de Jesus Cristo.

Perceba-se que a proposta do blog, que inicialmente era apenas um arquivo pessoal e que tenho notado conta com certa frequência, sempre foi a de partir dos fatos para a profecia e confesso que eu mesmo me surpreendi com a profusão de notícias que se relacionam neste contexto.

Pois bem, esta questão do domingo como dia de guarda, sabemos, é um ponto crucial na forma como nós adventistas encaramos o final dos tempos e, sem sombra de dúvida, algumas questões relacionadas ao tema já há algum tempo estão deixando de constarem das entrelinhas dos fatos, para se delinearem de forma muito clara. Isto fica muito cristalino pelo teor da chamada contida no bojo da notícia infra transcrita ("chamou os fiéis a se esforçarem para renovar a pastoral de iniciação cristã sem medo dos tempos difíceis") numa inferência clara do que está por vir e, os termos que devem delinear tal esforço, como constante da segunda parte do post, com a manifestação de quem conclama a ação. Vejamos:


Cardeal Cañizares afirma que “é a hora de Deus” e pede não se acovardar em tempos difíceis


TOLEDO, 06 Dez. 06 (ACI) .- O Arcebispo de Toledo e Primaz da Espanha, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, chamou os fiéis a se esforçarem para renovar a pastoral de iniciação cristã sem medo dos tempos difíceis, porque “é a hora de Deus e Ele não nos deixa sozinhos nesta tarefa tão fundamental”.

Em sua carta pastoral para o Advento, o Cardeal lembrou as palavras do então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, que afirmou que “o problema central de nosso tempo é a ausência de Deus”, que se reflete no “problema de moralidade” e de “recomposição moral” que vive a sociedade.

Por isso, escreveu o Arcebispo, o hoje Pontífice chamou a “voltar para o essencial, devemos voltar para Deus. "Isto é o fundamental, prioritário e irrenunciável. Ao homem de nosso tempo, desgarrado e dividido por tantos fragmentos de verdade, sem encontrar ainda sua tão necessitada unidade, é preciso oferecer aquilo essencial que requer para dar sentido a sua vida”, afirmou o Cardeal Cañizares.

Nesse sentido, chamou os toledanos a participar do Plano Pastoral que neste ano “se encaminha a potencializar e fortalecer a pastoral da iniciação cristã”, com o objetivo de “fazer cristãos fortes e vigorosos na fé, valentes e corajosos na esperança, vivos e decididos na caridade de Cristo”, e portanto, identificados com Ele.

Para isso, pediu ter em conta “alguns pontos concretos, como são promover “o uso do Catecismo da Igreja Católica e do Compêndio do Catecismo como instrumentos fundamentais, a educação cristã na família, “a caridade como ambiente e clima para a iniciação cristã”, e enfatizar “algumas exigências da identidade cristã hoje”.

O Cardeal também destacou a importância do testemunho. “Que nos note e distinga aos cristãos que somos cristãos em meio de uma sociedade plural, que somos de Cristo”, indicou.

Concluo chamando a todos à esperança. É a hora de Deus e Ele não nos deixa sozinhos nesta tarefa tão fundamental, que, em certo modo não é nossa, mas sim dela (...). Contamos com sua ajuda e com sua graça, que nos fortalece e anima. Não podemos nos arredar diante das dificuldades, nem cruzar os braços”, afirmou.

A carta completa se encontra em http://www.architoledo.org/arzobispo/Carta%20Pastoral%202006.htm
Fonte - ACI

«Mirad a vuestro Dios y tened los mismos sentimientos de Cristo Jesús»
CARTA PASTORAL DEL SR. CARDENAL ARZOBISPO DE TOLEDO
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Por eso el Papa mismo acaba de recordar a los padres en Munich: "Queridos padres: quisiera invitaros a ayudar a vuestros hijos a creer, invitarlos a acompañarlos en su camino hacia la Primera Comunión, un camino que también prosigue después; a acompañarlos en su camino hacia Jesús y con Jesús. Os ruego que acompañéis a vuestros hijos a misa para la celebración eucarística del domingo. Veréis que lejos de ser tiempo perdido, ello mantiene realmente unida a la familia, centrándola. El domingo se vuelve más hermoso, la semana entera se vuelve más hermosa si participáis juntos en la liturgia dominical.
...
En tercer lugar habremos de proseguir el esfuerzo y el camino para revitalizar el Domingo. La Conferencia Episcopal ha tomado esto como uno de los objetivos principales tras la Asamblea Extraordinaria del pasado mes de junio en que reflexionó sobre la situación actual que atraviesa España y la Iglesia en ella. Sin duda que todo lo que contribuya a potenciar el Día del Señor, conforme a las enseñanzas y directrices de la Iglesia, contribuirá también a potenciar la iniciación cristiana. En este punto me permito recordar lo que ya dije en mi Carta pastoral de hace tres años, Toledo evangelizada, Toledo evangelizadora: "Es un elemento fundamental para proporcionar el soporte necesario y constante a la iniciación cristiana de las nuevas generaciones el que impulsemos en toda la comunidad cristiana la celebración cristiana del domingo como momento culminante de la vida cristiana. Son muchas las cosas que en este terreno cabe hacer ahondando y sacando las consecuencias de la Carta Apostólica Pies Domini, de Juan Pablo II sobre la santificación del domingo. Soy consciente de las dificultades, pero también estoy convencido de que son muchas las iniciativas que podemos emprender. Lo cierto es que la santificación y recuperación del domingo cristiano es uno de los aspectos que mejor contribuirá, ... a la consolidación de la vida cristiana" (p. 66), y a la iniciación cristiana.

Êxodo 20:8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.

Neemias 9:14 O teu santo sábado lhes fizeste conhecer; preceitos, estatutos e lei, por intermédio de Moisés, teu servo, lhes mandaste.

Isaías 58:13-14 Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR.

Jeremias 17:22 não tireis cargas de vossa casa no dia de sábado, nem façais obra alguma; antes, santificai o dia de sábado, como ordenei a vossos pais.

Ezequiel 20:20 santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Ezequiel 22:8 Desprezaste as minhas coisas santas e profanaste os meus sábados.

Ezequiel 22:26 Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles.

"Irmãos e irmãs, meu ardente desejo é por estas palavras chamar vossa atenção para a gravidade do tempo e a significação dos acontecimentos que agora estão ocorrendo. Eu vos aponto para os movimentos intensos que atualmente se estão fazendo para a restrição da liberdade religiosa. O santificado monumento divino foi calcado a pés, e erguido em seu lugar diante do mundo o falso sábado, que não tem santidade alguma. E enquanto as potências das trevas instigam os elementos terrenos, o Senhor do Céu envia Seu poder do alto a fim de fazer face ao Seu movimento, despertando instrumentos para exaltarem a lei do Céu. Agora, precisamente agora, é o tempo de trabalharmos em países estrangeiros. Quando os Estados Unidos, o país da liberdade religiosa, se aliar com o papado, a fim de dominar as consciências e impelir os homens a reverenciar o falso sábado, os povos de todos os demais países do mundo hão de ser induzidos a imitar-lhe o exemplo. O nosso povo está longe de fazer quanto lhe permitem os recursos que tem ao seu dispor, a fim de estender a mensagem de advertência." (Testemunhos Seletos - Vol. 2 - Ellen G. White - Pág. 373)

Outras notícias no tema, começam aqui.
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