terça-feira, 3 de março de 2009

A batalha cósmica pela forma e a “dupla restauração”


Quando era criança (há mais de vinte anos), eu passeava com minha mãe em uma praça e lhe perguntei: "Mãe, o que Deus acha de o nome dEle ser usado em músicas?" Na ocasião, minha mente infantil pensava nas músicas populares que se referem a Deus (de fato, letristas da MPB citam "Deus", "Jesus" e demais elementos cristãos efusivamente).

A indagação que fiz na época lida, de certa forma, com uma questão cara ao Cristianismo contemporâneo: Como adoraremos a Deus? Todas as expressões musicais podem ser empregadas ou apenas determinadas formas estão autorizadas? Se a última pressuposição for correta, então que elementos abalizam um determinado gênero musical cristão?

Abordaremos esses questionamentos nos restringindo à percepção adventista de que se processa uma batalha entre o bem e o mal. Esse conceito fundamental não é de todo exclusivo dos adventistas, mas se encontra de tal modo desenvolvido, dentro de certas peculiaridades, que constitui a doutrina distintiva do Grande Conflito. A intenção deste artigo é oferecer alguns lampejos que se somem às discussões a respeito da adoração no cenário adventista do século 21.

A reivindicação de uma criatura à adoração iniciou o pecado no Céu. Surgia uma batalha que se delongaria por muitos séculos. De um lado, Deus e Seus anjos fiéis; do outro, Satanás e os seres celestes que aderiram a sua rebelião. Essa luta, com todos os seus desdobramentos e consequências para a criação em geral, e para a raça humana, de forma específica, é o que os adventistas compreendem como o Grande Conflito.

O cerne do pecado gravita, portanto, em torno da questão: A quem adoraremos? Para os cristãos, a resposta a essa pergunta parece elementar: somente Deus merece adoração. Emprego o termo "parece" porque a escolha quanto a quem adoraremos envolve a forma - ou seja, como adoraremos. Justamente nesta área, começam a surgir divergências no que toca ao entendimento entre cristãos. Enquanto os protestantes empregam hinos europeus dos séculos 16 ao 19, os pentecostais calcam suas músicas nos gêneros musicais contemporâneos. Igrejas tradicionais dão pouca dimensão para expressões gestuais. Cristãos de igrejas "renovadas" pulam, levantam as mãos, gritam e vibram.

Como distinguir o que está correto, sendo múltiplas as formas de adoração, as quais extrapolam o mensurável? Temos que ver além: ainda estamos vivendo sob o influxo da disputa pela adoração iniciada no Céu. Em seu esforço por desviar a adoração do Deus verdadeiro, Satanás lança mão de uma estratégia geralmente bem-sucedida, a contrafação, que consiste em acrescentar à verdade elementos não-verídicos, enganosos. Em todo caso em que a contrafação obtém êxito, a adoração deixa de focar a Deus e, em Seu lugar, Satanás é adorado.

A única segurança para o homem se acha em receber a instrução divina e de todo o coração executá-la pela fé. Qualquer conceito humano a respeito da adoração se apresenta contaminado por predisposições sociais, geográficas, étnicas, morais e psicológicas. E quando a prática religiosa se vê moldada apenas por esses denominadores, quem adora não tem meios para se certificar de que Deus foi realmente adorado. O discernimento espiritual nos aduzirá à compreensão de que os motivos para a diversidade na adoração não se restringem à cultura (embora ela não deixe de exercer influência sobre a forma da adoração). O contrário equivaleria a relativizar a adoração e nivelar os conceitos divergentes a meras tentativas humanas, confusas e contraditórias. Só é possível verificar a eficácia da adoração por intermédio do cumprimento daquilo que o mesmo Deus estabeleceu. É a Revelação que legitima as formas de adoração.

Na história bíblica, a Revelação era comunicada pelo Senhor ao povo através profetas (Am 3:7) e conservada pelos sacerdotes. Estes últimos mantinham os rituais sagrados e instruíam o povo no que tange às práticas corretas em diversos âmbitos - jurídico, familiar, médico, social, militar, devocional. Particularmente, no que concerne à adoração, havia especificações claras, compondo um plano congregacional, no qual os sacerdotes eram a peça-chave. Eles liam as palavras dos profetas em público, compunham e/ou ensinavam os hinos cúlticos à congregação, além de realizar as cerimônias no santuário, tipificando o grande plano da salvação elaborado pelo Redentor.

O movimento adventista entende que sua missão envolve um convite mundial à verdadeira adoração (Ap 14:7). Sugiro que o descarrilamento da música religiosa adventista esteja ligado a dois fatores: (1) o abandono da verdade bíblica do ministro da música, sacerdotes assalariados que oficializavam o louvor no santuário, e (2) o abandono do ministro de seu papel como construtor da base conceitual para a adoração adequada. No contexto atual, o ministério adventista carece de atuar no sentido de inserir e fortalecer a visão correta para os adoradores nos últimos tempos.

Disto não se infere que o pastor deva substituir o músico ou controlar arbitrariamente a produção musical; mas deve ele formar a base filosófica, por assim dizer, a fim de que o músico, com o conhecimento técnico, componha, traduza, cante, produza, toque, reja, enfim, apresente música aceitável a Deus. Entretanto, o ideal seria o restabelecimento gradativo do ministro da música (sacerdotes-músicos), abrindo-se espaço para aqueles que possuem conhecimento teológico e musical atuarem. Se ministros se posicionarem e ministros-músicos surgirem, haverá uma dupla restauração. Assim, mudanças positivas no que se refere à forma de culto se realizarão em cada nível organizacional.

Pr. Douglas Reis

Fonte - Outra Leitura

Nota DDP: Ver também "O novo "evangelho" e as admoestações do Senhor"

Papa pede ajuda aos trabalhadores em tempos de crise

O papa Bento XVI pediu neste domingo aos empresários e aos políticos que a prioridade seja tutelar os trabalhadores e suas famílias frente à crise financeira internacional.

Durante a tradicional reza do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Pontífice declarou: "Encorajo os empresários e as autoridades políticas e civis a, conjuntamente, enfrentarem este delicado momento".

O papa fez este apelo ao saudar os trabalhadores da fábrica da Fiat na localidade de Pomigliano d'Arco (sul). Bento XVI disse que estes trabalhadores estavam "preocupados com o futuro desta fábrica e de milhares de pessoas que, direta ou indiretamente, depende dela".

Além disso, o Pontífice lembrou da difícil situação em que outros trabalhadores italianos se encontram, citando como exemplo a crise que atinge o setor industrial das localidades de Sulcis-Iglesiente, na ilha de Sardenha, e em Prato, na Toscana (centro).

A todas estas famílias, o papa expressou sua solidariedade e assegurou que rezaria para Maria e São José, este último padroeiro dos trabalhadores.

Fonte - Terra

Nota DDP: O debate começa a se instalar paralelamente a crise que já atinge o emprego em todo o mundo. Uma nova encíclica social está no forno e custo a acreditar que a questão do domingo fique de fora.

[Colaboração - Fernando Machado]

Henry Kissinger lê Marx e prevê o papel dos EUA em 2009

Na direita, os amadores jogam Marx no lixo; os profissionais o lêem atentos. Cá está o ex-secretário de Estado norte-americano Harry Kissinger:

Qualquer regime econômico, mas principalmente a economia de mercado, produz vencedores e perdedores. Se a diferença de qualidade de vida entre vencedores e perdedores for muito grande, os perdedores se reúnem e promovem politicamente uma mudança do sistema econômico vigente, dentro do país ou entre os países. Este fenômeno será visto repetidamente em 2009.

Kissinger escreve na edição The World in 2009 da revista britânica The Economist. A edição, que sai todo dezembro e faz previsões a respeito do ano seguinte, está entre minhas leituras favoritas há anos. Além de haver um artigo do presidente Lula nesta versão 2009, o Brasil está citado por toda parte, desde o editorial de abertura. Mas isto fica para outro post. A Kissinger.

O velho diplomata dedica seu artigo a uma interessante análise dos resultados políticos do modelo econômico implantado no mundo desde a queda da União Soviética. Quem estiver à esquerda pode chamar de neo-liberalismo. Kissinger o chama de Consenso de Washington.

Segundo Kissinger, o modelo é falho. Desde que foi adotado internacionalmente, despertou uma série de crises no México, nos Tigres Asiáticos, na Argentina. Ele diz que, nos EUA e na Europa, as crises foram interpretadas como vacilos de quem não se habituou com o sistema. Ninguém entre os ricos imaginou que o problema estivesse no próprio sistema, quanto mais que a crise pudesse se reproduzir em casa.

O pulo do gato para entender a falha, segundo Kissinger, é perceber um descompasso. O sistema econômico mundial foi globalizado. O sistema político, não: continua se baseando no Estado nação. Portanto, quem dita as regras para a economia internacionalizada é cada país individualmente. (Segundo a direita tacanha, internacionalização do poder político é coisa de comunista. Kissinger há de estar a serviço do ouro de Moscou.)

No caso da crise norte-americana, ele a explica da seguinte forma: durante os últimos 15 a 20 anos, tomados por um espírito de grandeza e algumas doses de arrogância, os EUA imaginaram que poderiam gastar o quanto quisessem, financiar quantas aventuras desejassem ao passo que contavam com o constante fluxo de capital vindo do mundo em sua direção. De forma mais simples: gastaram muito pegando dinheiro emprestado. Aí os credores – outras nações – começaram a ter dúvidas a respeito de sua capacidade de pagar. (Kissinger não fala, mas falta de confiança no administrador da Casa Branca contribuiu.) O fluxo parou e a conta chegou.

A economia é global. O poder político sobre os fluxos de recursos, local. Ele continua:

Agora que os pés de barro do sistema econômico foram expostos, o descompasso entre um sistema econômico global e um sistema político baseado no Estado nação precisa ser encarado. A economia precisa se submeter, benefícios trabalhistas devem ser revistos e a dependência em acúmulo de dívida externa deve ser vencida. A esperança é que, neste processo, lições passadas a respeito de abuso do poder do Estado não sejam esquecidas.

(Talvez Kissinger não seja tão comunista assim.)

O debate em 2009, nos EUA, será a respeito de prioridades, finalmente rompendo a antiga discussão entre idealismo e realismo. Restrições econômicas obrigarão o país a definir seus objetivos no mundo em função de uma definição madura de qual é o interesse nacional. [...]

Todo país será obrigado pelo arrocho econômico a rever sua relação com os EUA. Todos – principalmente os credores – vão analisar as decisões que os trouxeram a este ponto. Conforme os EUA diminuem sua área de foco, qual será um sistema de segurança plausível e a que ameaças ele estará voltado? Qual o futuro do capitalismo? Como, nestas circunstâncias, o mundo enfrentará seus grandes problemas, como proliferação nuclear e o aquecimento global?

Os EUA ainda serão o país mais poderoso, mas não terá mais o cargo auto-imposto de tutor do mundo. Conforme o país aprende os limites de sua hegemonia, deve começar a implementar um sistema de consulta internacional que vai além do conceito que sempre adotou. O G8 precisará redefinir seu papel, conforme incorpora China, Índia, Brasil e talvez a África do Sul.

Kissinger não diz, mas não custa esclarecer. George W. Bush deixa, na saída, um país muito menor do que aquele que recebeu ao chegar. Tem menos poder, menos dinheiro, menos influência, menos respeito internacional. Os quesitos menos poder e menos influência viriam, por certo, conforme países outrora pobres crescem e mais e mais gente chega à classe média em todo o mundo. Bush apressou o processo.

Fonte - Pedro Doria Weblog

[Colaboração - Fernando Machado]

Nota DDP: Os pés de barro expostos não são os mesmos da estátua, mas a Pedra vem do mesmo jeito e esmiuçará estes também.

ONU contra a impunidade

Secretário garantiu punição para responsáveis por crimes contra a humanidade

Em visita ao Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR), na cidade de Arusha (Tanzânia), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que nenhum responsável por genocídio ou por crimes contra a humanidade "vai desfrutar da impunidade".

Ban declarou na última sexta-feira (27) que este tribunal "deixará um grande legado que deve ser preservado", ao se referir ao trabalho da Corte de Arusha em seus 15 anos de funcionamento, de sua criação, em novembro de 1994, até seu fechamento, em dezembro de 2009.

O secretário-geral das Nações Unidas também pediu a colaboração dos países do leste e centro da África, onde podem estar escondidas 13 pessoas procuradas pelo TPIR, acusadas de crimes durante o genocídio de Ruanda de 1994.

O presidente do TPIR, Dennis Byron, assinalou que, em suas sentenças, o Tribunal "fez história, ao definir o que é genocídio e considerar as violações por motivos étnicos como atos constitutivos de genocídio".

Byron afirmou que o TPIR sempre manteve "o respeito aos direitos fundamentais dos acusados", apesar da magnitude dos crimes pelos quais condenou 37 responsáveis do genocídio ruandês.

O TPIR foi criado em novembro de 1994 pelo Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas para julgar os envolvidos no genocídio ruandês, no qual cerca de um milhão de tutsis e hutus moderados foram assassinados em 100 dias.

Esta corte funciona de maneira similar ao Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia, com sede em Haia, julgando casos de genocídio, crimes contra a humanidade e violação dos convênios de Genebra.

Na sexta (27), o Tribunal de Arusha condenou a 25 anos de prisão Emmanuel Rukondo, ex-capitão e capelão católico das Forças Armadas Ruandesas, por crimes contra a humanidade e genocídio, segundo informou o organismo.

Para o Tribunal, Rukondo "abusou de sua autoridade moral e influência para promover o sequestro e assassinato de refugiados tutsis" em um seminário da Prefeitura de Gitarama, no centro de Ruanda, nos meses de abril e maio de 1994.

O sacerdote, de 50 anos, é o segundo religioso católico condenado pelo TPIR, após Athanase Seromba, que cumpre pena de prisão perpétua por crimes similares durante o genocídio ruandês.

O secretário-geral das Nações Unidas conclui sua visita à Tanzânia e seguiu para a República Democrática do Congo (RDC). A última parada de Ban Ki-moon neste giro pela África será a cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde vai inaugurar nesta segunda (2 de março) a Conferência Internacional de Apoio à Economia Palestina, destinada a ajudar na reconstrução da Faixa de Gaza.

Fonte - Elnet

Nota DDP: Não se pode perder de vista que o rol de "crimes contra a humanidade" pode aumentar substancialmente daqui para frente dada a quantidade de crises que o mundo enfrenta. Obedecer a Deus em pouco tempo, em certo prisma prático, pode claramente implicar nestes termos.

ECOmenismo e aquecimento global


Assista também as partes 2, 3 e 4.

Fonte - Michelson Borges

segunda-feira, 2 de março de 2009

América latina deve reafirmar os valores cristãos

“Anunciar o Evangelho, como constatamos na acção missionária do Apóstolo Paulo, não consiste na fria transmissão de uma doutrina, mas fundamentalmente em testemunhar a própria experiência de encontro com uma pessoa, com Jesus mesmo, o qual constitui a única realidade que tem força para abrir o coração dos homens em contacto com a verdade”. É por isso que “somente unidos a Cristo, somente com Cristo, a América vive a missão!”.

É o que se lê na tradicional mensagem anual da Comissão Pontifícia para a América Latina (CAL) que o seu presidente, o Cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos e o seu vice-presidente, D. José Octavio Ruiz Arenas, enviaram a todas as dioceses da Espanha por ocasião do Dia de Solidariedade Missionária para com a Igreja hispano-americana que se celebra neste domingo, 1 de Março.

O tema do Dia, «América com Cristo, vive a missão». “Diante da crise de fé que se vive hoje na América Latina – prossegue a mensagem – urge fazer conhecer Cristo e anunciar a sua Palavra com ardor aos homens e às mulheres do Continente; para fazer isso devemos basear o nosso compromisso missionário e toda a nossa vida na rocha da Palavra de Deus”. Por isso, se recorda também como a celebração do Dia convide a dirigir o olhar à realidade da América Latina, uma realidade complexa submetida a rápidas mudanças em diversos âmbitos da vida política, económica, social e religiosa com repercussões não sempre positivas sobre a vida das pessoas.

Diante da crise da fé religiosa e da tarefa urgente de evangelização, recordada recentemente pelo Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus e pela Conferência de Aparecida, a Mensagem exorta a deixar-se inspirar pelo Apóstolo Paulo, o qual, para enfrentar os desafios de um ambiente hostil ao anúncio do Evangelho, encontrou forças em Cristo, no Deus feito homem que veio encontrar cada criatura de modo pessoal.

Por isso a América Latina deve “recuperar e reafirmar os valores cristãos que estão na raiz da sua cultura e das suas tradições”. É urgente e necessário “fazer chegar a luz do Evangelho à vida pública, cultural, económica e política”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Depois da UE, a AL.

Obama e o novo mundo

Nós podemos, nós superaremos, repete Barack Obama, com freqüência. Essa expressão ele usou diversas vezes em seu discurso, há um mês. Ele exalta o poderio da nação americana dizendo que “sempre seremos os Estados Unidos da América”. Fala constante mente na mudança que chegou à América e ao mundo. Outras palavras que muito utiliza são “mudança” e “diálogo”. É a união a parceria e compromisso comum, para salvar o planeta.

Perceba o seguinte: essas palavras já vinham sendo utilizadas pela Igreja Católica há alguns anos. Agora fazem parte dos discursos do presidente dos EUA. Estão sendo aceitas como a salvação do planeta. Finalmente a maior nação do mundo afina com o mundo! Obama diz: “A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.” Sim, agora os EUA também falam em “Paz e Segurança”. Como previsto na profecia de I Tess. 5:3.

Fonte - Cristo Voltará

Diante da crise, prioridade aos trabalhadores e famílias

Cidade do Vaticano, 1° mar (RV) - Ao meio-dia de hoje, o Santo Padre assomou à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para a oração do Angelus deste I Domingo da Quaresma. Milhares de fiéis, peregrinos e turistas participaram, numa Praça São Pedro banhada pelo sereno desta manhã, da oração mariana.

Na oração dominical, o papa lançou um apelo em favor dos operários da Fiat da localidade italiana de Pomigliano d'Arco, presentes na praça para "manifestar a sua preocupação com o futuro da fábrica e de milhares de pessoas que, direta ou indiretamente, dependem dela para trabalhar".

O pontífice recordou também outras situações igualmente difíceis vividas por todos os trabalhadores atingidos, no mundo inteiro, pela atual crise econômica.

"Associo-me aos bispos e às respectivas Igrejas locais ao expressar proximidade às famílias atingidas pela crise, e confio todas elas na oração à proteção de Maria Santíssima e de São José, patrono dos trabalhadores. Desejo expressar o meu encorajamento às autoridades políticas e civis, bem como aos empresários, a fim de que com a cooperação de todos se possa fazer frente a esse delicado momento. De fato, é preciso um comum e forte compromisso, recordando que a prioridade deve ser dada aos trabalhadores e às suas famílias."
...
Fonte - Radio Vaticano

Premiê britânico discutirá "novo acordo global" com Obama

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, discutirá nesta semana com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, medidas coordenadas de recuperação econômica e o monitoramento do sistema financeiro global.

Brown se tornará nesta terça o primeiro líder europeu a se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, em Washington, desde a posse de Obama em janeiro.

"Acredito que não há desafio grande e difícil o suficiente que não possa ser superado pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pelo mundo, trabalhando juntos," escreveu Brown, no jornal Sunday Times.

"Presidente Obama e eu discutiremos nesta semana um novo acordo global, cujo impacto pode se dar desde os vilarejos africanos até as reformas nas instituições financeiras de Londres e Nova York."

Segundo o premiê, a histórica "parceria de propósitos" dos dos países deve lutar contra a crise econômica, assim como contra terrorismo, pobreza e doenças.

O Reino Unido quer o apoio dos Estados Unidos para os objetivos ousados da cúpula do G20, que reúne países emergentes e desenvolvidos e ocorrerá no dia 2 de abril, em Londres.

PLANO DE AÇÃO

Brown detalhou um plano de seis tópicos para a recuperação econômica sustentável, proposta que precisa receber o aval dos líderes mundias. Os tópicos são:

- ação universal para amenizar a recessão

- ação para dar a partida em empréstimos para famílias e negócios

- recusa do protecionismo e um mecanismo transparente para monitorar acordos

- regulação internacional mais dura

- reforma das instituições financeiras internacionais

- cooperação em políticas socioambientais

Brown enfatizou a sua admiração pelos Estados Unidos. "Quero fazer mais para fortalecer a nossa relação com os Estados Unidos," escreveu.

O premiê afirmou que a globalização é um fato, não uma opção, e defendeu a necessidade de os líderes mundiais trabalharem em conjunto.

"Vejo esse novo acordo global como uma medida em que cada continente injeta recursos na sua economia," escreveu.

"O central para este novo investimento é que cada país apóie a recuperação ambiental para o futuro, concorde com princípios comuns para a regulação financeira e com mudanças no seu próprio sistema bancário."

Brown se encontrou com Obama pela última vez em Londres, no ano passado, quando o atual presidente norte-americano deixou a campanha presidencial nos Estados Unidos e fez um giro pela Europa.

Fonte - Estadão

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Estilo 'absolutista' do papa atrai críticas

Segundo analistas, estilo 'solitário' é questionado dentro e fora da Igreja.

Quatro anos após ser eleito, o Papa Bento XVI está enfrentando críticas cada vez mais frequentes de teólogos, analistas e religiosos dentro e fora da Igreja Católica, que o acusam de ter um estilo recluso e liderar a Igreja de forma autoritária.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que decisões tomadas recentemente pelo papa - como a nomeação de um bispo auxiliar conservador na Áustria sem considerar o parecer do episcopado local - são sinais de um papado centralizador e pouco democrático.

Uma das decisões controvertidas de Bento XVI, na opinião dos especialistas, foi nomear o ultraconservador Gerhard Maria Wagner como bispo auxiliar de Linz, sem ouvir as considerações do episcopado local. Wagner renunciou duas semanas depois devido a fortes pressões causadas por declarações suas, como a de que homossexuais deveriam ser "curados" e de que o furacão Katrina foi um "castigo de Deus" pelas clínicas que praticavam aborto em Nova Orleans.

Em outra decisão considerada polêmica, Bento XVI suspendeu a excomunhão de quatro bispos da ordem tradicionalista Pio X. Os religiosos haviam sido ordenados sem autorização da Santa Sé em 1988 pelo francês Marcel Lefebvre, criador de uma irmandade que não reconhece as reformas propostas no Concílio Vaticano II, introduzido no final dos anos 60.

"A questão (da reabilitação) dos lefebvrianos representa a superação de um limite. É como se a lua de mel da igreja católica com o papa tivesse acabado", disse à BBC Brasil o professor de História do Cristianismo, Alberto Melloni.

"O papa tem um estilo solitário e absolutista de governar. Não aceita conselhos, opiniões e críticas e isto cria problemas, inclusive nos setores moderados da igreja", afirmou, em entrevista à BBC Brasil, o vaticanista Marco Politi, que acabou de publicar o livro "A Igreja do Não", pela editora Mondadori.

A suspensão da excomunhão dos "lefebvrianos" por Bento 16 causou ainda grande mal estar nas igrejas da Alemanha, Áustria, Suíça e França.

Um dos bispos perdoados, Richard Williamson, foi obrigado pelo governo a deixar a Argentina depois de negar publicamente o extermínio de judeus durante o regime nazista.

Williamson, que estava radicado na Argentina desde 2003, chegou a Londres nesta quinta-feira.

Em entrevista ao jornal "Le Monde" nesta semana, o teólogo dissidente suíço Hans Kung também criticou o estilo de governo do papa.

Kung, que foi professor da Universidade alemã de Tubinga com o então cardeal Joseph Ratzinger nos anos 60, disse ao jornal que "Bento 16 viajou muito pouco e sempre viveu em ambiente eclesiástico, fechado no Vaticano - que é uma especie de antigo Kremlin - onde fica protegido das críticas".

"Ele não foi capaz de entender o impacto que teve uma decisão destas (a suspensão da excomunhão) e seu secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, é totalmente submisso. Estamos diante de um problema de estrutura".

Segundo Kung, Ratzinger defende a idéia do "pequeno rebanho" - poucos fiéis e uma igreja elitista, formada por "verdadeiros católicos".

"É uma ilusão pensar que é possível continuar assim, sem padres nem vocações. A Igreja corre o risco de se tornar uma seita", afirma.

Melloni, que também é especialista no Concílio Vaticano II e presidente da Fundação de Ciências Religiosas João 23, de Bolonha, concorda com o teólogo suíço.

"O risco de se tornar uma seita é um problema real", disse ele à BBC Brasil.

Para Politi, o pontificado de Bento XVI está acumulando problemas.

"Em vez de um pontificado de transição, este pode ser um papado de estagnação, em que se acumulam problemas e tensões dentro da Igreja e entre a Igreja e o mundo moderno".

Alguns observadores, entretanto, acreditam que Bento XVI não é de todo responsável pelas polêmicas. Para eles, o problema é o tradicional mecanismo de funcionamento da Cúria Romana.

A professora de Sociologia da Religião da Universidade la Sapienza de Roma Maria Immacolata Maciotti lembra que o papa tem opiniões próprias consideradas fortes. A questão, segundo ela, é que o aparato em torno de Bento 16 - que normalmente impediria a tomada de decisões polêmicas - não tem funcionado bem.

"O impulso de perdão do pontífice (aos lefebvrianos) deveria ser freado pelos conselheiros atentos a estes problemas. Isto não ocorreu. Podemos supor que o papa é muito autoritário ou não tem pessoas capazes em torno de si", afirmou em entrevista à BBC Brasil.

Fonte - G1

Nota DDP: Ler também ""O papa comete um erro após o outro"

O novo "evangelho" e as admoestações do Senhor

Ouvindo o Pr. Neumoel Stina (abaixo citado) em uma Semana de Oração por ele dirigida no Unasp II, fui impulsionado a reunir alguns direcionamentos pastorais recentes que devem nos mover a repensar algumas coisas em nosso processo de entender o adventismo e, mais do que isso, nos mantermos fiéis à nossa identidade e principalmente à missão que nos foi confiada pelo Senhor.

Ei-los:

“Adequação de métodos, não contextualização de mensagem! O mundo evangélico está infestado desta praga que já assola o arraial adventista. Temos bebido em cisternas rotas e vazias e, de lá trazido águas sujas e a maldição da contextualização da verdade com adequação aos gostos e preferências do homem pós moderno. É uma maldição na história do povo Deus.”

Pastor Jorge Mário de Oliveira
"Aos formandos do Curso de Teologia"
Unasp II - Dez/05

"Esse mundo aqui quer mudar o seu nome, o seu caráter, o seu tudo. Esses meninos tiveram os seus nomes mudados [Sadraque, Mesaque e Abdenego], mas Nabucodonossor e a Babilônia não conseguiram mudar o seu caráter. Você pode ter o seu nome mudado, mas se estiver perto de Deus, você passa também por esse fogo.

E olha, todo mundo agora só fala em duas coisas: pós-modernismo e mente secularizada. Já escutaram esses negócios aí? Já viram que dá a impressão que esses negócios aí são umas desculpas que a gente inventa para não fazer as coisas? Ó, o ser humano é o mesmo, é o mesmo, desde o Éden, e o... príncipe do mal também é o mesmo desde o Éden. A salvação é a mesma... e aí a gente fica inventando um monte de coisas, quer saber? Nós nunca vamos inventar o método para trabalhar com mente secularizada, para o pós modernismo, a não ser que usemos o programa de Deus que se chama salvação. Pode inventar o que quiser, lá eles inventaram de mudar os nomes, mudaram também o nome de Daniel para Beltessazar, príncipe de Bel, mas não conseguiram mudar o caráter daqueles meninos."


Pastor Neumoel Stina
"Você perto de Deus atravessa o fogo"
Semana Oração Unasp II Set/08

"Voltemos para as veredas antigas. Elas não são antiquadas, pois a Palavra de Deus não envelhece. É sempre atual.

Se você é músico ou cantor, volte para as veredas antigas. Se você é pastor ou líder, volte para as veredas antigas. Se você é professor, volte para as veredas antigas. Se você é médico missionário, volte para as veredas antigas! Se você deseja morar no reino eterno, volte para as veredas antigas. Ande de mãos dadas com Jesus por essas veredas de paz."

Pastor Rubens Lessa
"Veredas antigas"
Revista Adventista - Set/08

"Alguns querem modernizar nossa mensagem e nosso estilo de vida

[...] para tornar atrativa a Igreja. Querem parecer menos diferentes e mais iguais. Para Ellen White, essa estratégia está errada. Ela é clara quando diz que " a conformidade com aos costumes mundanos converte a Igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo" (O Grande Conflito, p. 509).

Outros tentam esconder sua identidade, pensando em não criar preconceito e, com isso, abrir portas no futuro. Sei que devemos ser prudentes, mas essa também é uma estratégia errada. Precisamos apresentar a mensagem bíblica com amor, de forma positiva, mas também com profundidade, clareza e refletida em nossa forma de viver.

Existem também aqueles que procuram viver como os que ainda não se entregaram a Jesus, querendo ser aceitos por eles. Acham que esse é um ponto de aproximação, que elimina barreiras. Outra estratégia errada! Pode até eliminar barreiras humanas, mas cria barreira espirituais. É o princípio da água e do óleo. Um pode influenciar o outro, mas não se misturam. Quanto mais perto estivermos da volta de Cristo, mais diferentes vamos ficar, até que esse convívio se torne impossível e Ele venha nos buscar.

Com dor no coração, tenho visto algumas pessoas que deixam de lado nossa identidade de formas tão simples e práticas, do tipo:

1. Aparência pessoal fora dos princípios bíblicos.
Modéstia e decência não combinam com roupas que apelam para o sensualismo, uso de unhas coloridas ou joias, por mais discretas que possam parecer (1Pe 3:3, 4). Ellen White afirma: “A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. [...] abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé” (Evangelismo, p. 269). “Joias e vestuário dispendioso não nos darão influência” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 249).

2. Frequência a lugares impróprios para um cristão.
Bares, boates, cinemas ou shows são ambientes que não combinam com o estilo de vida adventista nem com os valores cristãos. Eles enfraquecem nosso testemunho.

3. Gosto musical comprometido.
Não podemos esquecer que, nos últimos dias, “Satanás fará da música um laço” (Ellen White, Eventos Finais, p. 159). Não é tentando tornar nossa música mais gospel ou mais popular que vamos fazê-la poderosa. Ela poderá ficar mais interessante, mas acabará sendo menos eficaz.

4. Enfraquecimento dos princípios de saúde.
Continuamos sendo o povo que cuida do corpo como o templo do Espírito Santo (1Co 6:19); que busca uma alimentação saudável e natural; que não usa bebidas alcoólicas ou café por recomendação inspirada: “O único caminho seguro é não tocar, não provar, não manusear o chá, o café, vinhos, o fumo [...] e as bebidas alcoólicas” (Ellen White, Conselhos Sobre Saúde, p. 125). O mundo está apresentando essa mensagem sem timidez. Não podemos enfraquecê-la.

Le Roy Froom dizia que “enquanto a igreja evangeliza o mundo, o mundo seculariza a igreja”. Essa é a estratégia errada. As pessoas não estão procurando um evangelho de segunda linha, que seja uma coisa, mas tenta parecer outra. Nossa sociedade não quer mais desse evangelho. Por isso, como igreja, somos desafiados a reformar e não nos conformar com os hábitos da sociedade em que vivemos (Rm 12:2). Afinal, “ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lc 8:16). Vamos usar a estratégia certa!

Pastor Erton Köhler
"A estratégia errada"
Revista Adventista - Fev/09

“Prudência e entendimento. Perceberam que eu não usei a palavra equilíbrio? Ela é perigosa. Ela é usada de maneira errônea, para justificar uma série de coisas ruins.”

Pastor Jorge Mário de Oliveira
"Aos formandos do Curso de Teologia"
Unasp II - Dez/05

Nota DDP:
"O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua repreensão ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. E porque os santos guardam todos os mandamentos de Deus, que o dragão lhes move guerra. Se rebaixassem seu padrão e cedessem nas particularidades de sua fé, o dragão estaria satisfeito; mas provocam sua ira por ousarem exaltar o padrão e promover o estandarte de oposição ao mundo protestante que reverencia uma instituição do papado." (A Igreja Remanescente, p. 65)

"Os homens empregarão todos os meios para tornarem menos destacada a diferença entre os adventistas do sétimo dia e os observadores do primeiro dia da semana. Foi-me apresentado um grupo com o nome de adventistas do sétimo dia, o qual estava aconselhando que a bandeira ou sinal que nos torna um povo distinto, não devia ser salientada de maneira tão chocante; pois pretendiam que esse não seria o melhor método para assegurar êxito a nossas instituições. Não estamos, porém, em tempo de arriar nossa bandeira, de nos envergonharmos de nossa fé. Esta distinta bandeira, descrita nas palavras: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12), deve ser levada através do mundo até ao fim do tempo de graça. Ao passo que devem ser aumentados os esforços para avançarmos nos diferentes lugares, não devemos encobrir nossa fé para assegurar mais alunos. Cumpre que a verdade alcance as almas prestes a perecer; e caso ela seja de algum modo oculta, Deus é desonrado, e sobre nossas vestes se encontrará o sangue das almas." (Conselhos sobre Educação - Ellen G. White - Pág. 130)

Leia também:
"Reforma de Saúde: Deus ou EGW?"
"Existirá mesmo um decreto dominical?"
"O trabalho de um profeta"
"A nova era do cristianismo"


Ninguém sabe

“Aos cultores dessa ciência climática vudu restou fazer ameaças, frases feitas e reuniões estridentes para salvarem a Terra”

Em janeiro de 2008 nevou em Bagdá e isso não ocorreu em todo o século 20; no mesmo ano e no atual, nevou na Síria, na Turquia, na Grécia e em grande parte da Ásia.

Na Europa e nos EUA o inverno é inclemente e nevou nos desertos de Mojave e de Las Vegas. Nada disso foi previsto pelos xamãs e videntes do IPCC, que, há 20 anos, fazem "projeções climáticas" para 20 ou mais anos depois. Mas o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) previu as enchentes de Santa Catarina com acerto e uma semana de antecedência. A frase é de Mark Twain: "Clima é o que esperamos; tempo, é o que recebemos".

Há hoje apenas uma prova do "aquecimento antropogênico": os computadores do IPCC e adeptos. É certo que a quantidade de CO2 no ar cresce muito tempo depois de a temperatura aumentar. Satélites e sondas meteorológicos também comprovam que, nos últimos 13 anos, a temperatura ficou estável nos dez primeiros e caiu nos três últimos.

O clima na Terra muda há bilhões de anos e a temperatura sobe há uns 20 mil, desde o fim da Era Glacial, quando uma enorme parte do hemisfério Norte esteve sob uma camada de gelo com mais de um quilômetro de espessura e o nível dos oceanos era uns 150 metros inferior ao atual.

Se não existe a teoria do clima, que modelos climáticos os videntes do IPCC processam nos seus supercomputadores? Um estudo de Koutsoyianis e outros autores, de 2008, confirma que "o desempenho dos modelos é fraco; em escala de 30 anos (...) as projeções não são confiáveis e o argumento comum de que o seu desempenho é melhor em larga escala não tem fundamento".

Em 2007, K.Trenberth, meteorologista do IPCC, disse que "não há previsões climáticas feitas pelo IPCC. E nunca houve". Mas os xamãs dizem que há "consenso científico" sobre a influência do CO2 no clima, o que fez R. Lindsay, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), dizer: "Chegaram ao consenso antes de a pesquisa ter começado".

O que significam então os fatos mencionados no primeiro parágrafo? Só os pobres em espírito sabem. É ainda impossível provar se a Terra aquece ou esfria ou se começou a nova Era Glacial anunciada nos anos 1970 por atuais videntes do IPCC.

O clima depende de fatores físicos, químicos, geológicos, biológicos, oceânicos, glaciais, astronômicos e astrofísicos, mas eles garantem que o CO2 é o responsável e citam sempre dois estudos do século 19, de Fourier e Arrhenius, ambos sem validade científica atual e com muitos erros, mas por eles reverenciados com enternecido fervor religioso.

O artigo de Fourier é uma exposição literária, sem uma só equação e com muitos erros conceituais, apesar de não ter sido assim àquela época. Arrhenius errou ao calcular a temperatura da Terra se não existisse o CO2 no ar e ao atribuir as eras glaciais à diminuição desse gás; prático, disse que a sua teoria só poderia ser contestada se provassem que a retirada do CO2 não esfriaria a Terra e assim deu o mote para o "sumo sacerdote do aquecimento", o norte-americano Al Gore: "A ciência está feita". Quem quiser que prove o contrário.

O IPCC desconhece o que fez o físico meteorologista C.T.R. Wilson, inventor da "cloud chamber" -câmara de nuvens-, com a qual pretendia reproduzi-las em laboratório; ganhou o Nobel de Física de 1927 porque a câmara possibilitou comprovar muitas previsões das teorias da relatividade e quanta. Wilson é o precursor dos importantes estudos sobre o clima no Instituto de Pesquisas Espaciais da Dinamarca e no Cern.

Às mudanças drásticas no clima ocorridas nos últimos 10 mil anos são atribuídos os colapsos das civilizações acadiana (Mesopotâmia, 2200 a.C); maia (Mesoamérica, há 1.200 anos); moche (Peru, há 1.500 anos); e tiwanaku (Bolívia/Peru, há mil anos).

Tudo isso ocorreu sem um grama do CO2 "antropogênico" no ar. Nem a devastação de cerca de 400 mil quilômetros quadrados nas pradarias dos EUA e do Canadá ("dust bowl", 1930 a 1936) é fruto desse gás, pois foi causada pela seca e o mau uso da terra.

Aos cultores dessa ciência climática vudu, sem teoria nem comprovação experimental, restou fazer ameaças, frases feitas e reuniões estridentes no Rio, em Bali e em Poznam para salvarem a Terra. E ungir mais um sumo pontífice, o barão Stern of Brentwood, que, na Oxonia Lectures de 2006, fez a cândida confissão: "Em agosto ou julho do ano passado, eu tinha uma ideia sobre o efeito estufa, mas não estava seguro".

Meses depois, sacramentado como sábio pelo governo inglês para elaborar o relatório Stern, um cartapácio de 700 páginas, quer fortalecer o ecoterrorismo. O barão veio a esta Terra dos papagaios e causou enorme sensação, apesar da sua sabença oca.

José Carlos de Azevedo
Doutor em física pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), foi reitor da UnB (Universidade de Brasília)


Fonte - DefesaNet

Nova encíclica do Papa analisará actual crise económica

Bento XVI está a preparar uma encíclica sobre a crise económica e os problemas sociais. O anúncio foi feito pelo Papa durante o tradicional encontro na Quaresma com os sacerdotes da diocese de Roma.

O encontro com os participantes decorreu sob a forma de diálogo e foi questionado sobre o que poderá a Igreja fazer para ajudar as muitas famílias que passam necessidades, que Bento XVI sublinhou a tarefa que a Igreja tem de denunciar os problemas sociais e económicos.

A encíclica vai abordar “a importância de falar com consciência ética”, explicou.

Segundo o Papa “precisamos de denunciar de forma concreta sem moralizar. Precisamos perceber de forma concreta como mudar esta situação”, para além de “procurar razões para o mundo económico e iluminá-lo com a fé”.
...
Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Face às recentes manifestações na questão da defesa do domingo no Parlamento Eurupeu, é extremamente provável que tenhamos uma larga explanação neste tema na próxima encíclica papal.

Nova variante da malária ameaça saúde mundial

Organização Mundial da Saúde, OMS e Fundação Bill & Melinda Gates tentam controlar novo parasita resistente; doença mata 1 milhão de pessoas por ano.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou que o surgimento de uma variante da malária resistente a remédios pode prejudicar seriamente os esforços para o controle da doença no mundo.

Segundo a agência, o parasita resistente à artemisinina, principal droga utilizada no tratamento da malária, teria aparecido na fronteira do Camboja com a Tailândia, no sudeste da Ásia.

Epidemia

O diretor-geral assistente da OMS, Hiroki Nakatani, afirmou que se a situação não for controlada, a nova variante da doença poderá se espalhar rapidamente para os países vizinhos.

De acordo com a agência, avanços importantes foram alcançados na última década. Entre eles, o tratamento com artemisinina, que têm demonstrado sucesso em mais de 90% dos casos.

Mas, a OMS alerta que a nova variante da malária pode ameaçar os ganhos.

Perigos

Um representante da agência, Daniel Epstein, falou à Rádio ONU, de Washington, sobre os perigos do parasita.

"Temos uma droga nova, artemisinina, que é exitosa e funciona no tratamento da malária. Mas, nesta zona, na fronteira entre o Camboja e a Tailândia, tem um problema porque encontramos gente que tem resistência à droga. É pouca gente, e esta é uma zona limitada, mas pode crescer. E isto poderia ser um perigo já que não temos outras drogas para controlar a malária," disse.

A OMS, em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates e outras organizações, vai trabalhar para o controle do parasita, antes que haja risco de uma epidemia.

Segundo as Nações Unidas, a malária representa uma ameaça para metade da população mundial. Atualmente, mais 1 milhão de pessoas perdem a vida, todos os anos, para a doença.

Fonte - Radio ONU

Música estimula vida sexual dos jovens

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que adolescentes que escutam músicas de conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais ativa. A equipe da Universidade de Pittsburgh entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre suas vidas sexuais e hábitos musicais. Eles perceberam que os que ouviam músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo regularmente, cerca de 17h por semana, tinham o dobro das chances de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7h no mesmo período. Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem o sexo como um ato puramente físico e relacionado a relações de poder, diz o estudo divulgado na publicação especializada American Journal of Preventative Medicine. (...)

(BBC Brasil)

Nota Michelson Borges: cada vez mais pesquisas deixam evidente o poder da música sobre a mente humana, o que deve chamar a atenção dos cristãos para os critérios de seleção do conteúdo musical ao qual eles se expõem. Some-se a isso a notícia recente sobre a maneira como o homem vê as mulheres semi-nuas, a influência dos programas de TV com conteúdo erótico na iniciação sexual precoce dos jovens, as letras depreciativas das músicas tipo funk e a maneira como a mulher é exposta em festas populares como o Carnaval, e teremos uma idéia do tipo de sociedade em que estamos vivendo. Nossa dívida com Sodoma e Gomorra só aumenta...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Movimento para recuperar domingo como dia de descanso

BRUXELAS, quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O Secretariado da Comissão de Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), as Igrejas Protestantes e a Igreja Anglicana elogiaram a decisão de cinco membros do Parlamento Europeu que apoiarão a iniciativa lançada por numerosos episcopados para solicitar o pronunciamento do Parlamento sobre a declaração escrita acerca da «proteção do domingo como pilar essencial da herança e do modelo social europeu».

Em um comunicado publicado em dias passados, os bispos da União Européia indicaram que a Declaração para a Proteção do Domingo «pode constituir um importante compromisso frente à Europa Social».
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Fonte - Zenit

Nota DDP: Todo este movimento começou com a iniciativa de BXVI de fazer incluir na Constituição Européia uma referência às "raízes cristãs da Europa", percorreu um longo caminho de idas e vindas que podem ser acompanhados através dos links abaixo e, como era de se esperar, começa a encontrar guarida nas igrejas protestantes e demais conectadas através do braço ecumênico que tem a finalidade de alinhavar estas iniciativas.

Alguém poderia dizer, como já ouvi: "Mas o decreto tem que partir dos EUA!" É verdade, mas este mesmo alguém consegue imaginar outras partes do globo aceitando a iniciativa americana sem uma ampla discussão do tema de forma antecipada?

Eis um resumo para melhore entender a evolução deste tema:

1 Merkel defende referência ao Cristianismo na Constituição Europeia (23/Jan/07)
2 Merkel compreende críticas do Papa e pede para reconhecer raízes cristãs da Europa (27/Mar/07)
3 Presidente do Parlamento Europeu: valores cristãos podem fundamentar identidade européia (22/Ago/07)
4 Merkel reafirma sua fé cristã durante evento católico (26/Mai/08)
5 Crise financeira é consequência de uma crise de valores (17/Nov/08)
6 A União Européia deve guardar o domingo, diz a Igreja Católica (24/Nov/08)
7 Bispos da UE pedem debate a respeito do domingo (27/Nov/08)
8 Parlamento Europeu «chumba» proposta de lei sobre o tempo de trabalho (18/Dez/08)
9 Membros do Parlamento europeu querem consagrar o Domingo como dia de descanso (12/Fev/09)
10 Papa pede que Europa reencontre suas raízes cristãs (18/Fev/09)
11 Ainda sobre construir «Europa humana e cristã» (19/Fev/09)

Todos estes eventos não têm relação nenhuma com o cumprimento das profecias que apontam para um futuro laço entre a América e Roma? Só para os que não desejam a volta de Cristo.

Retornam as indulgências

Como mais um sinal de retorno do conservadorismo na igreja católica de Bento XVI, foram restabelecidas as indulgências, que muitos católicos nem conhecem. As indulgências, perdão dos pecados concedido pela igreja para não sofrer no purgatório, foram extintas pelo Concílio Vaticano II. “Nos últimos meses, dioceses de todo o mundo vêm oferecendo aos católicos um benefício espiritual que havia saído de moda décadas atrás - indulgências, uma forma de anistia para as punições que os aguardariam no Além. Isso serve como lembrete sobre o poder da Igreja para mitigar as conseqüências do pecado.” “De acordo com a doutrina da Igreja, mesmo depois que os pecadores são absolvidos no confessionário e rezam as orações prescritas como penitência, ainda enfrentam punição pós-morte no purgatório, antes que possam ser admitidos ao céu. Em troca de certas orações, devoções e peregrinações em anos especiais, um católico pode receber uma indulgência, que reduz ou elimina essa punição instantaneamente, sem cerimônia formal ou sacramento.” “Existem indulgências parciais, que reduzem em determinado número de dias ou anos o tempo no purgatório, e indulgências plenárias, que eliminam toda a punição até que outro pecado seja cometido. É possível obter indulgências para você mesmo ou para alguém que já morreu. Não é possível comprá-las - a venda de indulgências foi proibida pela Igreja em 1567 -, mas contribuições de caridade, combinadas a outras ações, podem ajudar a obtê-las. Há um limite de uma indulgência plenária por pecador por dia. E indulgências não têm valor no inferno.” “qualquer católico pode receber uma indulgência ... e a qualquer dia, desde que cumpram os requisitos básicos: se confessem, recebam a comunhão, orem pelo Papa e consigam "se afastar completamente de qualquer inclinação ao pecado".”

Se alguém precisava de um sinal de que a ICAR esteja se preparando para o retorno ao que era na Idade Média, é esse o sinal. Isso significa que está se preparando para os mesmos atos que formavam o seu poderio desse tempo: imposição do domingo como dia a ser santificado, e perdão dos pecados, como se fosse DEUS. É alto tempo dos católicos lerem suas Bíblias, antes que sejam proibidos disso, e de saírem de babilônia, em busca da salvação de suas vidas, com o perdão gratuito de JESUS CRISTO, oferecido na cruz.

Tanto as indulgências quanto a santificação do domingo não são bíblicos. Os dois representam o poderio do poder da igreja, sobre os homens, e pretensamente, até sobre DEUS, e JESUS CRISTO. O único que pode perdoar pecados é aquele que morreu por nós. No entanto, a ICAR fornece, por sua conta, tais perdões, em muitos casos, em troca de dinheiro.
Em pouco tempo, o fim virá. O pouco de tempo que ainda nos resta está se esgotando.

Fonte - Cristo Voltará

Geleiras dos Pirineus podem desaparecer com aquecimento global

Os Pirineus tiveram quase 90% de degelo em suas montanhas no século passado e o aquecimento global pode fazer o que restou das geleiras desaparecer nas próximas décadas, de acordo com um estudo do governo espanhol.

A pesquisa, feita pelo Ministério do Meio Ambiente, verificou que dos cerca de 3.300 hectares de gelo que cobriam a cadeia de montanhas entre a Espanha e a França no começo do século 20, restam somente 390 hectares hoje.

Segundo o estudo, o derretimento de geleiras no sul da Europa tem agilizado nos últimos anos. Entre 2002 e 2008, por exemplo, os Pirineus espanhóis perderam cerca de um quarto do gelo das geleiras.

Os cientistas espanhóis começaram a perceber a gravidade da situação depois que um programa foi lançado, em 1978, para estudar a quantidade de neve nas montanhas e avaliar anualmente o derretimento. Ao longo dos anos, eles começaram a ver as geleiras diminuírem a um ritmo alarmante.

Miguel Frances, coordenador do estudo divulgado na semana passada, disse que mesmo invernos com fortes quedas de neve não parecem ser capazes de parar o processo.

"No ano passado caiu um monte de neve. Isso estabilizou as geleiras, mas elas não cresceram", afirmou ele ao jornal espanhol "El País".

O estudo do ministério afirma que o derretimento das geleiras nos Pirineus e em outras cadeias de montanhas ao redor do mundo é uma consequência direta do aquecimento global e das mudanças nos padrões de precipitação.
...
Fonte - Folha

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Crise ambiental, sintoma de profunda crise espiritual

Reunião conjunta dos bispos católicos e os representantes ortodoxos e protestantes

ESZTERGOM, terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- A degradação do ambiente é o resultado de uma profunda crise espiritual do homem contemporâneo, e diante disso os cristãos europeus se sentem no dever de dar uma resposta.

Esta foi a conclusão do encontro ecumênico conjunto realizado no fim de semana passado em Esztergom (Hungria), entre o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), que reúne representantes dos bispos católicos, e o Conselho Ecumênico das Igrejas (KEK) que reúne representantes de outras confissões cristãs do continente.

Segundo o comunicado final, divulgado no domingo, os participantes no encontro mostraram seu acordo com as palavras de Bento XVI, que afirma que os desertos externos do mundo estão crescendo porque os desertos internos são muito grandes.
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Outra das iniciativas aprovadas é dedicar anualmente, desde 1º de setembro até 4 de outubro, a rememorar e contemplar a criação como dom de Deus. A iniciativa partiu há 20 anos de Sua Santidade o Patriarca Ecumênico Dimitrios I, que propunha a celebração de um Dia da Criação a nível mundial.
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Fonte - Zenit

Nota DDP: Não se pode perder de vista que as palavras do papa sobre a questão ambiental passam pelo reconhecimento do domingo em sua "dimensão ecológica". Ao que parece esse intróito de "rememorar a criação" em nível mundial atenderá esta chamada de BXVI.

A conferência episcopal espanhola e o domingo

O secretário geral e portavoz da Conferência Episcopal, Juan Antonio Martínez Camino, informou ontem em coletiva de imprensa do apoio dos bispos espanhís à iniciativa de vários europarlamentares acerca da salvaguarda do domingo como dia de descanso laboral.

Martínez Camino sinalizou que a Comissão Permanente da Conferência Episcopal espanhola teve conhecimento desta iniciativa e que apoiava a petição realizada aos Estados membros e às instituções da UE para que 'protejam o domingo como dia de descanso semanal na futura legislação nacional e comunitaria relativa ao calendário laboral'.

Segundo os deputados europeus que apresentaram a iniciativa, o descanso dominical é parte do patrimônio cultural e do modelo social europeu, opinião que subscrevem os bispos espanhóis.

Fonte - RRHHDigital
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