quarta-feira, 19 de março de 2014

Estudo da NASA culpa desigualdade social por potencial colapso da civilização

Pesquisadores alertam que má repartição de riquezas é um dos motivos para extermínio da população das próximas décadas

Um estudo feito pelo centro de pesquisas espaciais da NASA, o Goddard Space Flight, explica que as civilizações tais como conhecemos hoje poderiam desaparecer nas próximas décadas em virtude da má gestão de recursos naturais e de uma má repartição das riquezas, isto é, do alto índice de desigualdade econômica mundial.

Publicado no jornal científico norte-americano Elsevier Ecological Economics, o artigo evidencia uma série de fatores que contribuem para o extermínio da civilização, como a falta de água e de energia por exemplo. Segundo os pesquisadores, há uma necessidade urgente de “reduzir as desigualdades econômicas a fim de garantir uma distribuição mais justa dos recursos, se apoiando sob fontes renováveis menos agressivas e diminuindo o crescimento populacional”.

Liderado pelo matemático Safa Motescharri, o estudo também combina dados históricos que mostram que o desaparecimento das civilizações é um fenômeno recorrente e aconteceu principalmente por causa da "cegueira das elites", que se julgaram protegidas em vez de reformar seu sistema de convivência. Os impérios Romano e da Mesopotâmia são dois "novos" exemplos que desapareceram, aponta.

Segundo a pesquisa, a estratificação econômica entre ricos e pobres desempenha um papel central no processo de colapso. "Em geral, a estratificação social de rico-pobre leva ao consumo excessivo de alguns, enquanto outros acabam sendo condenados a tentar sobreviver”, diz o artigo. Além disso, as mudanças tecnológicas não melhorariam essa situação – pelo contrário. “Elas aumentam a eficiência dos recursos, mas também o elevam o consumo excessivo”.

Nesse panorama, os cientistas preveem dois cenários possíveis para o homem do século 21: o primeiro seria a redução das populações mais pobres pela fome. Nesse caso, a destruição de nosso mundo não aconteceria por questões climáticas. Já o segundo cenário remonta a questão do consumo excessivo de recursos naturais que, a princípio, vai resultar no fim das populações pobres, mas que, com o passar dos tempos, chegará às camadas mais abastadas.

Fonte - Opera Mundi

Nota DDP: Interessantemente, um dos temas de interesse do atual pontificado romano...

terça-feira, 18 de março de 2014

Terra Santa: «Para que sejam um» é o tema da visita do Papa

Cidade do Vaticano, 18 mar 2014 (Ecclesia) – A Assembleia dos bispos católicos da Terra Santa anunciou que o lema da visita do Papa Francisco à região, entre 24 e 26 de maio, vai ter como tema ‘Para que sejam um’.

O tema foi escolhido durante uma reunião em Tiberíades, e a escolha teve em consideração o encontro com o patriarca ecuménico (Igreja Ortodoxa) de Constantinopla, Bartolomeu, e com os responsáveis das Igrejas de Jerusalém.

Na Terra Santa, o Papa vai visitar o Santo Sepulcro, o Yad Vashem, o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas, além de estar previsto que participe “num encontro ecuménico com todas as Igrejas cristãs, que contará com a presença do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, naquele lugar, há 50 anos, deu-se o histórico encontro entre Paulo VI e Atenágoras”.

Em Jerusalém, “estão previstos ainda encontros com o presidente Shimon Peres, o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu e os líderes religiosos locais”.

Em Belém, vai acontecer ainda um encontro com Abu Mazen e uma visita à Basílica e à Gruta da Natividade, disse D. Giuseppe Lazzarotto.

Na Jordânia, em Amã, primeira etapa da viagem apostólica, o Papa Francisco “vai reunir-se com o rei Abdullah e Rania, jantando depois com os refugiados da Síria”, relata a Rádio Vaticano.

A visita do Papa Francisco à Terra Santa vai assinalar o 50º aniversário do histórico encontro entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras da Igreja Ortodoxa.

As informações ligadas a esta viagem podem ser encontradas na página da internet oficial da viagem do Papa à Terra Santa.

NSA grava todas as ligações feitas em país não revelado

A pedido de autoridades norte-americanas, o jornal Washington Post informou que não iria identificar o país que foi alvo das escutas em massa

Washington - A Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos tem gravado todos os telefonemas de um determinado país estrangeiro e depois pode ouvir as conversações durante um período de até um mês após a gravação, reportou o jornal Washington Post nesta terça-feira.

A pedido de autoridades norte-americanas, o Post informou que não iria identificar o país que foi alvo das escutas em massa ou outros países onde o governo norte-americano pensava usar o mesmo programa.

A revelação vem do mais recente de uma série de documentos confidenciais que o ex-analista de sistemas da NSA, Edward Snowden, vazou para certas organizações de mídia no ano passado.

A maioria desses documentos descrevia que os EUA coletavam quantidades enormes de dados e texto.

Esse programa seria diferente por gravar telefonemas. O programa em questão data de 2009 e se chama Mystic, de acordo com documentos obtidos pelo Post. Ele era usado para interceptar conversações em um país específico, mas a NSA pretendia usá-lo em outros países, de acordo com a reportagem.

O programa grava todas as conversações telefônicas realizadas em um país e arquiva bilhões delas por 30 dias. A operação só entrou totalmente em vigor em 2011.

Um dos gerentes seniores do programa disse ao Post que o Mystic era comparável a uma máquina do tempo, o que significa que vozes em qualquer ligação feita no país poderiam ser ouvidas novamente sem exigir que a NSA identificasse uma pessoa antes de as conversas serem coletadas. A operação varria inclusive ligações de norte-americanos para ou do país.

Grupos de defesa das liberdades civis temem que esse programa e outros como ele irão ser usados em outros países e que eventualmente a NSA armazenará os dados por mais tempo do que agora e passará a usá-los para outros fins.

A Casa Branca não comentou o programa descrito pelo jornal. Mas a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional Caitlin Hayden afirmou que a informação buscada pelos órgãos de inteligência dos EUA está, em muitos casos, escondida no "grande e complexo sistema" de comunicações globais.

"Os EUA precisam consequentemente coletar sinais de inteligência em massa em certas circunstâncias para identificar essas ameaças", afirmou Caitlin, em nota.

Ela disse que a diretiva presidencial que autoriza esse tipo de coleta "deixa claro que os sinais de inteligência coletados em massa somente podem ser usados para atender a requisitos de segurança específicos."

segunda-feira, 17 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

Papa Francisco convidado para o Congresso dos EUA

WASHINGTON (Reuters) - EUA Câmara, John Boehner na quinta-feira convidou o papa Francis para tratar de uma sessão conjunta do Congresso - um evento sem precedentes - durante uma visita esperada para os Estados Unidos no próximo ano.

Republicanos e democratas no Capitólio têm rapidamente procurou invocar devoção do pontífice popular para os pobres.

Francisco, que na quinta-feira marcou o primeiro aniversário da sua eleição como líder do mundo 1,2 bilhão de católicos, é amplamente esperado para viajar para a Filadélfia, em setembro de 2015, para participar do Encontro Mundial das Famílias.

Prefeitos de várias outras cidades dos Estados Unidos tê-lo convidado a visitar e Boehner mudou-se para garantir um lugar no itinerário do papa, em uma carta ao enviadas para o pontífice na quinta-feira.

"É com reverência e admiração que eu convidei Papa Francis, como chefe de Estado da Santa Sé e o primeiro papa a oriundos das Américas, para tratar de uma reunião conjunta do Congresso dos Estados Unidos", disse Boehner em comunicado.

Enquanto o Papa João Paulo II visitou Washington em 1979 eo Papa Bento XVI visitou a capital dos EUA em 2008, o escritório do historiador do Senado dos EUA disse que não tem registro de um pontífice sempre abordando Congresso.

"O Papa Francis inspirou milhões de americanos com sua forma pastoral e liderança servidora, desafiando todas as pessoas a levar uma vida de misericórdia, perdão, solidariedade e serviço humilde", acrescentou Boehner, o mais alto escalão EUA eleito funcionário que é católica.

Mas o republicano de Ohio, também aproveitou a ocasião para reiterar 'pontos de vista que o aumento de gastos e programas de bem-estar do governo não são o caminho para atender americanos republicanos responsabilidade de cuidar dos pobres e os mais vulneráveis.

Ele disse que os americanos "adotaram lembrete Papa Francisco que não podemos cumprir a nossa responsabilidade para com os pobres, com uma mentalidade de bem-estar com base em cálculos de negócios. Podemos encontrá-lo apenas com a caridade pessoal em um lado, e de som, políticas de inclusão, de outro. "
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(Reportagem de David Lawder; edição por Sandra Maler, David Storey e G Crosse)

Fonte - Euronews (Google Tradutor)

quarta-feira, 12 de março de 2014

Pastor do CMI visita papa Francisco e elogia busca pela unidade cristã


O encontro foi promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, da Igreja Católica

O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Olav Fykse, se encontrou com o papa Francisco na última sexta-feira (7) no Vaticano.

No encontro, Tveit parabenizou o líder da Igreja Católica pelo trabalho em prol da justiça e da paz e aproveitou o momento para comentar o pedido do papa para que os cristãos orem pela Síria.

“Creio que Deus está abrindo, nesses tempos, novos caminhos para a unidade e novas formas para que o mundo veja a nossa comunhão em Cristo, especialmente na maneira em que servimos juntos ao mundo”, disse o pastor ao papa.

O papa tem se mostrado aberto para receber representantes de outras religiões, tanto que este encontro com o secretário-geral do CMI faz parte do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

A viajem do papa a Jerusalém seguirá este objetivo de promover a paz entre as religiões, outro assunto discutido e elogiado nessa reunião entre Tveit e Francisco. “Sabemos que a religião e a fé têm um papel importante no conflito na que deveria ser uma cidade de paz. Cremos que só uma paz com justiça numa cidade compartilhada por três religiões, e Israel e Palestina como Estados independentes, poderão colocar fim à ocupação e à violência nesta região”, opinou o pastor.

Para quem não conhece, o CMI reúne 345 igrejas protestantes, entre elas ortodoxas, anglicanas e evangélicas. Os participantes desse Conselho representam cerca de 110 países.

Fonte - Gospel Prime

Importante pastor anuncia que se converteu ao catolicismo e abandona igreja com mais de 3 mil membros

Enquanto ao redor do mundo o catolicismo perde fiéis para igrejas evangélicas das mais diversas vertentes, o pastor sueco Ulf Ekman decidiu tomar o caminho inverso e anunciou sua conversão ao catolicismo.

Ekman é o fundador da Igreja Palavra da Vida, uma importante denominação protestante na Suécia. Nos últimos 30 anos, o pastor se manteve à frente da igreja, enviando missionários para dezenas de países.

O agora ex-dirigente protestante também fundou a maior escola bíblica e construiu o maior templo evangélico da Escandinávia, além de manter um projeto de mídia que conta com emissoras de televisão nos cinco continentes. Ainda em sua trajetória como líder protestante, Ekman publicou livros em 60 idiomas.

A denominação que ele liderava conta com mais de 3 mil membros, doze pastores auxiliares e mais de mil alunos registrados em sua escola. De acordo com o site Renascença, Ulf Ekman era visto como “pastor de pastores”, por conta de sua grande influência sobre os demais líderes protestantes do país.

“Vimos a lógica de ter uma estrutura sólida de sacerdócio, que mantém a fé da Igreja e a passa de uma geração para a seguinte e uma força moral e ética consistente que que se atreve a enfrentar a opinião pública”, escreveu Ulf Ekman ao anunciar sua conversão ao catolicismo.

No comunicado, publicado no site de seu ministério, Ekman afirma que ele e sua esposa encontraram na Igreja Católica “um grande amor por Jesus e uma teologia sã, fundada na Bíblia em dogma clássico [...] e uma simpatia para com os pobres e fracos”.

Segundo Ulf Ekman, o ponto decisivo para sua opção de abandonar o protestantismo e tornar-se católico foi um encontro com representantes de movimentos carismáticos católicos, que ele definiu como de “estilo de celebração próximos ao dos protestantes, mas que se encontram em comunhão com Roma”.

Na conclusão, Ekman e sua esposa dizem que a decisão refere-se unicamente a eles, e frisa que “nem faria sentido” tentarem converter toda a denominação que eles lideraram por 30 anos à Igreja Católica.

Análise do vídeo do papa sobre ecumenismo - Pr. Ranieri Sales

Documento único total

Já imaginou ter certidão de nascimento, carteiras de identidade, de motorista e de trabalho, passaporte e até a chave do carro em um só documento? É exatamente o que quer uma empresa alemã de tecnologia: reunir todas as informações dos usuários em um único cartão e colocar fim na agonia de quem é mais esquecido.

A dona da ideia, presente na Feira Internacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (Cebit), que se realiza até sexta-feira em Hannover, na Alemanha, tem credenciais suficientes para sustentar que o projeto, apesar de ambicioso, pode ser posto em prática. A Bundesdruckerei, conhecida na Europa pelo potencial de inovação, foi quem implantou os passaportes eletrônicos na Alemanha, nove anos atrás. Tecnologia semelhante só começou a ser usada nos documentos emitidos no Brasil em 2010.

Em 2013, a empresa também passou a produzir chips para licenças de motorista na Alemanha. E até o final do ano deve implantar pelo menos 90 portões de embarque eletrônicos nos aeroportos de Frankfurt, Berlim, Hamburgo, Munique e Düsseldorf. São equipamentos que verificam a autenticidade e a validade dos passaportes de forma automática.

Além de reunir todas as informações hoje espalhadas em diversos documentos, o cartão também pagaria contas e funcionaria como chave de automóvel. O motor só daria arranque ao receber sinal do chip inserido dentro da identidade do dono do carro – ou de alguma pessoa previamente autorizada pelo proprietário.

A vantagem, no entanto, é muito mais proteger os dados das pessoas e tornar seguras as transações na rede do que facilitar a vida dos mais avoados, garante o presidente da empresa, Ulrich Hamann.

– O novo cartão é muito mais do que apenas um documento de identidade. Ele oferece ao mundo online uma resposta segura e confiável para as pessoas – diz Hamann.

Questionado se não seria mais arriscado deixar todas as informações de uma pessoa em um só lugar, Hamann garante ter todos recursos de segurança necessários para manter os dados a salvo.

O plano, admite o empresário, é bastante ousado. Mas a empresa alemã já faz isso em média escala, oferecendo serviços personalizados para companhias privadas.

Caberá ao governo gerenciar o credenciamento e dar a cada pessoa a identidade plena, uma espécie de passaporte. Em um terminal de autoatendimento, o cidadão pode preencher os dados pessoais para que o documento seja produzido.

A identidade dispensa uso de chave ou crachá para entrar no local de trabalho. Basta segurar o cartão em frente ao leitor digital, que o objeto identificará quem está autorizado a entrar, ou não.

Passageiros não precisarão mais enfrentar fila para embarcar. Basta uma confirmação com a própria identidade e o sistema indica o portão de embarque correto.

Vai ser possível transferir todas as informações do cartão de identidade para o smartphone. Um aplicativo irá armazenar os dados de forma temporária.

O motor do carro só vai dar arranque ao receber sinal da identidade do dono do carro – ou de alguém diretamente habilitado pelo proprietário. No caso de aluguel do veículo, basta conectar o smartphone e um aplicativo fará a identificação.

Quando for se hospedar em um hotel, nada de ficar preenchendo formulários. O recepcionista terá acesso a todos os dados por meio da identidade.

O cartão de identidade também funcionará como forma de pagamento, dispensando uso de cédulas ou cartão de crédito em locais como supermercados.

O documento será personalizado. Cada usuário poderá escolher inclusive a cor para o seu cartão.

Fonte: Zero Hora

NOTA Minuto Profético: Sem dúvida pode facilitar muito a vida das pessoas. Por outro lado, também ficará mais fácil o governo controlar a vida de todos, o que profeticamente sabemos que acontecerá...

terça-feira, 11 de março de 2014

"Hippies ou cristãos?"

Jovens, paz e amor, liberdade total e pregação autêntica daquilo que se crê. Muitos acham que isso é o cristianismo. Estão confundindo os movimentos: o nome dessa ideologia é movimento hippie. Cantar que “todos precisam de amor” é a musiquinha grudenta dosBeatles, que alguns incorporam para o não menos grudento estilo worship dos cultos renovados.

A miopia pós-moderna nos faz cegos à ira santificada de Jesus. Para aqueles que, com um non-sense adolescente, afirmam que deveríamos pregar o evangelho sem criticar os outros, minha sugestão: leiam Mateus 23. Jesus não fez um discurso florido sobre amor e ação social. Ele criticou os líderes religiosos por suas perspectivas equivocadas (Mt 23:13-31). Quem conhecer o mínimo possível o que dizem os evangelhos, verá que não foi um caso isolado.

Jesus vivia em disputa com fariseus, saduceus, herodianos e todo tipo de gente portadora de uma mensagem distorcida. Todos se lembram dos fariseus, os rígidos conservadores. Pouca gente se recorda dos saduceus, liberais acomodados com a cultura greco-romana. Não restam dúvidas que hoje há muitos fariseus adventistas, mas os saduceus continuam no poder (como, aliás, já detinham na época de Jesus).

Os opositores da mensagem do Céu recebiam epítetos duros. João Batista os chamou de “raça de víboras” (Mt 3:7; cf.: Mt 23:33). Vê-se que o profeta não fora afetado pela epidemia do “paz e amor”. Quem lê as cartas de Paulo, sabe que ele não economizava nas palavras duras (1 Co 3:31-3; 4:19-20; 5:1-5; Gl 1:6-7, 9; 2:14; 3:1). O apóstolo Pedro também escreveu contra falsos mestres, de tendência libertina – liberais e mundanos (2 Pe 2:2-3, 12-14, 17-22). Se vivessem no mundo contemporâneo, João Batista, Jesus, Paulo e Pedro teriam seus sermões filmados por aparelhos móveis e compartilhados nas redes sociais. Os vídeos receberiam enxurradas de críticas daqueles que acham que deveríamos viver o evangelho sem criticar os outros!

Infelizmente, nossa cultura fez lavagem cerebral coletiva, removendo o senso crítico e colocando um sentimento róseo que aceita tudo o que o outro diz, sob a premissa de que o pior erro seria criticar qualquer erro! Obviamente, muita gente ainda não conseguiu entender que viver o evangelho se traduz por assimilá-lo em sua plenitude, o que envolve uma postura crítica diante dos erros populares. Assim andaram os profetas do passado, repreendendo o povo, apontando seus pecados, denunciando suas atitudes.

Pense em João Batista: qual era a relação dele com a família de Herodes? Aquilo não era “da conta dele”. Provavelmente, se tivesse se calado, viveria mais. Se João fosse o tipo de cristão com cérebro flácido, diria que era preciso aceitar e amar Herodes, sem dizer uma palavra, porque só o amor convence. Felizmente, o Batista preferiu sentenças condenatórias, porque constituía a vontade divina (Lc 3:19).

Hoje, quando um pregador age simbolicamente, rasgando orientações que não seguimos, isso nos incomoda, porque parece agressivo e ninguém aceita ser reprendido, porque nos achamos adultos e livres, “donos do próprio nariz”. Desdenhamos dessa coragem denunciatória, porque apontar os erros recebe o rótulo de coisa demoníaca. Falta fazer a diferença: o diabo nos acusa para desanimar e nos levar a crer que estamos perdidos em tantos e tão grandes pecados. Deus, por meio de mensageiros cheios de senso de dever, nos repreende como um pai, buscando a salvação de cada filho (1 Co 4:14; Hb 12:5-10). Salvação depende de arrependimento, não da sensação de bem estar quando o culto nos entretém com situações cômicas e músicas emotivas.

No fundo, queremos aceitar o evangelho desde que ele não nos incomode ou nos faça agir de um modo que nosso vizinho pense em contatar algum manicômio. Não desejamos a pecha de lunáticos e estranhos. Queremos o evangelho da calmaria, do “Jesus ama e salva, ponto final”. Para descontentamento geral, o Mestre disse que veio trazer espada e não paz. Em meio à controvérsia universal entre Jesus e Seu inimigo, conflitos são inevitáveis: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3:12; cf.: 1 Pe 2:12, 16, 19-20; 3:14-15; 4:12-13). O difícil é deixar o sofá da sala para suportar perseguição…

segunda-feira, 10 de março de 2014

"A NSA está colocando fogo no futuro da Internet"

Edward Snowden, o ex-analista da CIA que ficou conhecido por revelar o escândalo massivo de espionagem do governo americano, fez nesta segunda-feira, 10, sua primeira aparição pública ao vivo para o público dos Estados Unidos, via Google Hangouts. A apresentação aconteceu durante o SXSW, que acontece em Austin.

Durante o evento, Snowden voltou a ressaltar a importância do respeito aos direitos da privacidade na internet. Para isso, ele defende que não apenas os governos deixem de espionar, mas que haja um investimento maior de empresas e desenvolvedores em criptografia.

Nos últimos meses, muitas informações apontavam para um rumor de que o governo americano, por meio da NSA (Agência Nacional de Segurança), seria capaz de quebrar a maioria dos tipos de criptografia existentes. Snowden, no entanto, não crê que isso esteja acontecendo de fato.

Para reafirmar sua posição sobre encriptação, ele diz que até agora o governo dos Estados Unidos não sabem quais documentos sigilosos foram vazados para jornalistas. "Eles não sabem o que foi repassado porque criptografia funciona. Precisamos pensar nela não como uma arte das trevas, mas como uma proteção contra as artes das trevas", afirmou ele.

Ele rejeita a ideia de que a NSA possua um sistema superpoderoso, capaz de quebrar qualquer tipo de criptografia. Na verdade, o que ele acha mais perigoso e mais próximo da realidade, é que o governo americano simplesmente rouba as chaves de encriptação.

"Eu acho que a criptografia irá se manter, a menos que tenhamos saltos massivos no entendimento de matemática e física", afirmou ele.

Por fim, ele voltou a atacar as práticas da NSA, afirmando que eles estão "colocando fogo no futuro da Internet", e as pessoas que assistiam as transmissões são "os bombeiros". "Precisamos de sua ajuda para corrigir isso".

Ele também reafirmou que não se arrepende do que fez, mesmo depois de ser praticamente expulso do seu país. "Independente do que acontecer comigo. Isso é algo a que nós temos direito. Eu jurei apoiar e defender a Constituição (dos Estados Unidos) e eu a vi sendo violada em escala massiva", disse, sem mostrar nenhum arrependimento com sua situação.

Terremoto de 6,9 graus atinge norte da Califórnia

Tremor aconteceu no litoral próximo a cidade de Eureka.
Por enquanto não há relatos de feridos ou danos.


Um terremoto de 6,9 graus na escala Richter atingiu nesta segunda-feira (10) a costa norte da Califórnia, Estados Unidos, a cerca de 80 quilômetros da terra firme, segundo o Serviço Geológico americano, sem que por enquanto tenham sido relatados feridos ou danos.

O tremor aconteceu no litoral próximo a cidade de Eureka, às 02h18 de Brasília.

Segundo o USGS, o terremoto foi sentido em uma ampla faixa do litoral norte, e também no interior do norte californiano.

A imprensa local não informou sobre danos ou feridos, mas algumas notícias destacavam que o tremor foi sentido até em São Francisco, 400 km ao sul de Ferndale.

O terremoto teve seu centro a apenas sete quilômetros de profundidade e por enquanto não se foi emitido nenhum alerta para tsunamis.

domingo, 9 de março de 2014

Francisco deslumbra os EUA no primeiro ano de papado

O papa Francisco deslumbrou os Estados Unidos, o quarto país com mais católicos do mundo, e sua popularidade começa a transcender o âmbito religioso às vésperas de completar o primeiro aniversário de papado no próximo dia 13 de março.

Suas intenções agradam, suas palavras convencem e suas reformas são aplaudidas: o discurso do primeiro pontífice latino-americano da história calou fundo entre os católicos americanos, mas também entre os que não são.

"É fascinante sua capacidade de envolver e atrair um amplo espectro de pessoas", comentou à Agência Efe Thomas Groome, presidente do Departamento de Educação Religiosa e Ministério Pastoral e professor de Teologia do Boston College.

Groome explicou que Francisco deu "um toque latino" ao pontificado, uma "lufada de ar fresco" e mudou o estado de ânimo da Igreja, apesar de ressaltar que sua influência não se limita a quem professa a religião.

Começando pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que visitará o Vaticano no próximo dia 27, muitos políticos citaram as ideias do papa.

Ele foi tomado como modelo por congressistas tão díspares como o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, autodeclarado mórmon; o congressista republicano Paul Ryan, católico, e o senador independente Bernard Sanders, judeu.

Uma percentagem de 85% dos católicos dos Estados Unidos tem uma visão positiva do papa e na população geral sua aprovação é de 65%, segundo uma pesquisa publicada agora em março pelo Centro de Pesquisas Pew.

A avaliação dos católicos americanos sobre Francisco já é superior à máxima que Bento XVI teve, 83% em 2008, após sua visita a Washington e Nova York, mas não chegou ainda aos níveis de João Paulo II, que superou em vários momentos os 90%.

No entanto, o estilo de Francisco, o discurso humilde e centrado na pobreza, combinado às reformas no Vaticano, ganhou adeptos em um país onde se estima que haja cerca de 77 milhões de católicos, aproximadamente um quarto da população americana.

E a admiração pelo pontífice nos Estados Unidos ainda poderia crescer mais se, como está previsto, comparecer ano que vem ao Encontro Mundial das Famílias que acontecerá na Filadélfia.
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sexta-feira, 7 de março de 2014

"Música na igreja" - Pr. Horne Silva


Nasceu em 1º de junho de 1929, no município de Bom Jardim, MG. Filho de José Pereira da Silva e de Maria Amaral da Silva.

Em 1936, mudou-se para uma cidade próxima. Nessa ocasião, seus pais se converteram ao adventismo.

Por intermédio do Pastor Boehm, foi parar num internato em Capim Roxo, MG. Lá, permaneceu por dois anos. Em 1945, foi batizado pelo Pastor Bohem.

Prosseguiu seus estudos no ITA (atual IPAE). Ao todo foram seis anos. Neste período, conheceu Ester, e acabaram se casando no dia 16 de março de 1950. Da união matrimonial nasceram três filhos: Holney, Holny e Holnyse.

Por necessidade de continuação dos estudos, foi para o CAB e em 1953 se formou em teologia.

Introduziu seu ministério no distrito cuja sede era na Igreja de Olaria, RJ. Posteriormente, foi transferido para a Igreja de Botafogo. Em seguida, assumiu o distrito de Itapujá, MG.

Em 1960, decidiu dar continuidade aos estudos nos EUA. Por três anos, trabalhou no Hospital Adventista de Washington. Nesse ínterim, estudou um pouco no Columbia Union College. Em seguida, ingressou na Andrews University. Em 1966, concluiu p Master of Divinity.

Em 1967 recebeu chamado para lecionar na Faculdade de Teologia do ENA.

Depois de alguns anos decidiu voltar à Andrews e fazer o Doutorado, integrando uma turma de 12 alunos de diferentes partes do mundo, no primeiro Doutorado da Andrews. Sendo assim, no dia 18 dezembro de 1974, foi o primeiro brasileiro a completar o Doutorado na Andrews University.

Em 1980, depois de uma estada no ITA, foi chamado para o IAE (atual UNASP-SP). Lá, contribuiu para a reorganização da Faculdade de Teologia, a implantação do Mestrado, com a vinda de vários professores da Andrews.

No momento, é Presidente da Associação dos jubilados Adventistas de São Paulo (AJASP).

BIBLIOGRAFIA: SARLI, Tercio, Minha Vida de Pastor, Certeza Editorial, Campinas SP. 2011.


Nota DDP: Sem querer se utilizar do "argumento da autoridade" compare os serviços do Pr. Horne à obra do Senhor nesta terra com o de algumas pessoas que resolveram criticá-lo...

"Francisco o implacável"


terça-feira, 4 de março de 2014

A geração de adventistas mais despreparada da história


Os ateus estão mais inteligentes? Não necessariamente. Os cristãos, em geral, ignoram o que creem? Completamente! E os adventistas em relação aos demais cristãos? São como gorilas do fim da fila, seguem o macho alfa.

Olhe para a cultura em geral: as pessoas fazem perguntas, há uma demanda espiritual, uma admissão à possibilidade de que as velhas respostas da tradição pudessem estar certas. E tradições não faltam, montando barraquinhas na feira-pública da contemporaneidade. Entretanto, nós adventistas não estamos preparados para nos mostrar nesse espaço. Talvez haja demasiada incerteza do produto que temos em mãos e de suas garantias. E, afinal, as barracas vizinhas gritam suas ofertas com tanta convicção!...

Como entender o drama? Um exemplo útil: os professores ufanistas acham bom os adolescentes lerem qualquer lixo, porque, oras, o importante é que leiam. Uma hora passaram de Rick Riordan para Machado de Assis. É tão ingênuo como achar que não há problemas em consumir batata frita, porque uma hora, por comê-las, alguém logo passará a se preocupar com uma alimentação realmente nutritiva! Esse tipo de otimismo que se agarra esperançoso no “menos-mal” acompanha os adventistas.

Achamos fantástico ver igrejas lotadas por programas de evangelismo dinâmicos. O importante é ver decisões sendo tomadas. Mudança de vida? Deixe para depois! Pelo menos, a pessoa entregou o coração a Jesus – como se o batismo fosse o passo que levasse a uma posterior renúncia de práticas mundanas. Não é. O batismo é, em si, uma declaração radical de renúncia: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo”, assinalou Ellen G. White. [1]

Todavia, estamos felizes! Gente com dificuldade de responder desafios intelectuais, de suportar tensões familiares e ser fiel? Menos-mal! Promovemos grandes eventos e a assistência corresponde em massa, sucesso! Porém, as dificuldades com respeito à vivência da fé confirmam a falta de embasamento de pessoas sinceras, falha no processo de discipulado (palavra ressurreta entre nós, mas que ainda precisa ser mais bem estudada). Quando se veem confrontados em sua fé, muitos sucumbem. Ensinaram-lhe que Jesus ama e salva (eterna e maravilhosa verdade); só esqueceram de instruir a raciocinar com base bíblica (a condição necessária para se manter na verdade). Salvação está condicionada à contínua tensão em lutar contra a tentação e obedecer a Deus. [2]

O adventista de décadas atrás levava certa vantagem: alguém lhe fazia decorar uma série de textos bíblicos e ele os repetia com toda convicção, sem perceber que muitos poderiam estar fora de contexto. Já os adventistas da geração atual, mencionam o que creem, sem saber por que creem exatamente – e ainda estranham quando ouvem o restante da história que ninguém lhes contou, aquelas verdades mais inconvenientes que deixaram de ser ditas nos púlpitos para não lembrar o pecador que ele é ... pecador!

Assim, heresias e ceticismo crescem como capim no terreno baldio que é a intelectualidade adventista. A mensagem mediada pelas pregações populares que chega confortável ao coração fica por aquela área mesmo, sem se dar ao trabalho de subir ao cérebro (ironicamente, quando a Bíblia fala de coração, refere-se ao centro da vontade, à mente como um todo, razão e emoção).

Quando o povo for instruído a amar a Bíblia e a gastar horas estudando-a, com a mesma paixão com que vai assistir programações que não passam de pura oba-oba gospel, aí as respostas vão surgir. Quando estudar a Bíblia deixar de ser um plano de escritório para ser algo transmitido olho a olho, o Espírito do Senhor falará ao remanescente.

O mais estranho? Deus nunca deixou de se interessar, com amor vívido e constante, por esse povo medíocre que estamos nos tornando! Mesmo quando nos falta o senso de autocrítica – e reagimos com frases de Facebook "não devemos julgar"; "cada um tem a sua opinião" –, Deus trabalha para nos despertar para as coisas essenciais, as quais estavam há muito sepultadas em glamorosos álbuns de fotos dos avós.

Acima de tudo isso, a Verdade imperará. Mas um alerta: somente para aqueles que a buscarem com esforço e coragem, amando o Senhor de “todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22:37). Agora, é com você.

Fonte - Questão de Confiança

[1] A citação completa diz: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei. Obedeceram ao preceito que diz: ‘Saí do meio deles, apartai-vos... e não toqueis nada imundo.’ Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: ‘E Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.’ 2 Coríntios 6:17, 18.’” Ellen G. White, Testemunhos Selectos, vol. 2, 389. Também aparece em Idem, Evangelismo, 307.

[2] “Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.” Idem, Conselho sobre Regime Alimentar, 23.

"Estamos à beira de um desastre"

O novo primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, declarou neste domingo (2) que o país está "à beira de um desastre" após a "declaração de guerra" feita pela Rússia --numa referência à intervenção militar dos russos na região autônoma da Crimeia.

"É o alerta vermelho. Não é uma ameaça, é, na verdade, uma declaração de guerra ao meu país", disse o premiê.

"Nós pedimos para que o presidente Putin retire suas forças armadas e cumpra suas obrigações internacionais, assim como os acordos bilaterais e multilaterais entre a Rússia e a Ucrânia", acrescentou.

"A Rússia não tinha qualquer razão para invadir a Ucrânia e nós acreditamos que nossos parceiros, assim como toda a comunidade internacional, apoiarão a manutenção da integralidade do território ucraniano, e farão o possível para impedir este conflito militar provocado pela Rússia", afirmou.

Um comboio de centenas de tropas russas partiu hoje em direção a capital da região da Ucrânia Crimeia, um dia depois que as forças da Rússia assumiram a península estratégica do Mar Negro sem disparar um tiro.

Também hoje, a Ucrânia informou que mobilizou soldados reservistas e ordenou que comandantes militares colocassem unidades de combate em estado de alerta contra uma intervenção militar russa na Crimeia.
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Fonte - UOL

Terremoto de magnitude 6,4 atinge costa da Nicarágua

Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a Nicarágua neste domingo, conforme relatos do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O epicentro aconteceu a 70 quilômetros de profundidade, próximo à costa do país - a cidade de Jiquilillo fica a apenas 23 quilômetros do foco do tremor. Ainda não há informações sobre dados e feridos.

O sismo foi registrado às 6h37 locais (mesmo fuso horário de Brasília) e não gerou alerta de tsunami. Manágua, a capital da Nicarágua, fica distante 160 quilômetros do epicentro do terremoto.

domingo, 2 de março de 2014

Papa Francisco: o nosso modelo de “catolicismo evangélico”

O papa Francisco é um “católico evangélico”? Primeiro, temos que definir os termos: "evangélico", em seu sentido mais simples, se refere à "boa nova", que é o significado da palavra grega “evangelos”. Os autores dos evangelhos são chamados de "evangelistas" porque registraram por escrito a “boa nova”, o “evangelho”, de Jesus Cristo. O evangelho de Marcos começa explicando: "Início da boa nova de Jesus Cristo, o Filho de Deus".

No entanto, a palavra "evangélico" também é usada, hoje, para se referir aos protestantes que defendem uma compreensão conservadora (e às vezes anticatólica) da fé cristã. Os protestantes evangélicos são conhecidos pela devoção simples a Jesus Cristo, pelo zelo na difusão do evangelho e pela alegria em comunicar a mensagem básica do cristianismo ao mundo.

O papa Francisco é um católico evangélico. Sua amizade com o bispo Tony Palmer é uma indicação de zelo evangélico do papa e do seu interesse e aceitação dos cristãos evangélicos. O bispo inglês Tony Palmer pertence à Comunhão das Igrejas Evangélicas Episcopais. Palmer e Bergoglio se tornaram amigos quando o inglês era missionário da sua igreja na Argentina. Recentemente, Tony Palmer foi convidado a se encontrar com seu velho amigo, agora papa Francisco. Palmer contou a sua história e apresentou uma mensagem do papa Francisco gravada em vídeo para um grupo de líderes pentecostais do Texas, nos EUA.

Em sua mensagem, o papa cumprimentou calorosamente os evangélicos americanos, reconhecendo o amor por Jesus Cristo, que compartilhamos, e a necessidade de compartilharmos a boa nova com o mundo. Francisco reafirmou as próprias credenciais como católico evangélico. O livro “Catolicismo Evangélico”, de George Weigel, oferece uma boa descrição desse modo de viver a fé. Simplificando: o catolicismo evangélico une as riquezas de dois mil anos de religião católica com o zelo missionário básico, a mensagem simples do evangelho e o ministério social ativo dos evangélicos.

O catolicismo evangélico é "mais cristianismo", não apenas "mero cristianismo". Ele reúne as belezas do culto católico tradicional com uma compreensão histórica da fé. Ele se enraíza na erudição bíblica animada por uma mensagem social relevante e pelo ministério ativo na comunidade.

O bispo Tony Palmer declarou, em seu discurso aos líderes evangélicos do Texas, que ele "queria tudo": ele queria afirmar a plenitude da fé católica, mas também o zelo ardente dos carismáticos, os sonoros entendimentos bíblicos dos "crentes na bíblia" e o amor dos evangélicos pelo compartilhamento do evangelho. E perguntou aos pentecostais reunidos: "Vocês não querem Jesus mais ainda? Você não querem tudo?".

Eu entendo Tony Palmer porque vivi a mesma jornada. Criado em um lar evangélico norte-americano, eu procurei a Igreja histórica e me tornei anglicano. Este passo me aproximou do catolicismo e acabei recebido na plena comunhão da Igreja católica. Ao trilhar essa estrada, eu afirmei toda a plenitude da fé na Igreja católica e todas as coisas boas das tradições evangélica e anglicana ao mesmo tempo. Eu não neguei as coisas boas da minha experiência evangélica e anglicana, mas, ao me tornar católico, afirmei mais ainda.

O catolicismo evangélico reúne três grandes correntes da vida contemporânea da Igreja: a bíblica, a carismática e a litúrgica. Elas podem ser vistas como representantes da mente, do espírito e do corpo. No catolicismo evangélico, as atividades intelectuais da teologia e da erudição bíblica são equilibradas com a fervorosa devoção e espiritualidade dos carismáticos. Estas duas dimensões são equilibradas e levadas a um nível mais profundo da experiência humana pela estabilidade da liturgia. Da mesma forma, a liturgia é aprofundada pela pregação forte, sonora e animada pela oração e pela adoração no Espírito.

Essas três vertentes da nossa experiência cristã são vitalmente necessárias se queremos viver a plenitude da fé cristã. Nossa cabeça, nosso coração e nosso corpo precisam estar engajados com a nossa fé. Temos que pensar, sentir e agir no mundo para ser plenamente vivos em Cristo.

As três características são visíveis no ministério do papa Francisco. Sua vida está enraizada na liturgia e na oração da Igreja, mas também se fundamenta na teologia e na escritura sagrada. E essas duas dimensões são vividas em seu ministério público vibrante, que proclama um evangelho radical e vive a mensagem da boa nova do amor de Deus em um mundo às escuras e profundamente necessitado.

Fonte - Aletéia

Nota DDP: As "três dimensões" citadas no artigo lembram de "três manifestações" engajadas com "três atores" denunciados em Apocalipse 16.

sábado, 1 de março de 2014

"Vídeo papal cumpre a profecia"

Papa Francisco, Bispo Tony Palmer diz que não existem mais protestantes e que todo cristão é católico. Que podemos colocar de lado nossas diferenças e sermos um.


"O romanismo é hoje olhado pelos protestantes com muito maior favor do que anos atrás. Nos países em que o catolicismo não está na ascendência, e os romanistas adotam uma política conciliatória a fim de a conseguir, há crescente indiferença com relação às doutrinas que separam as igrejas reformadas da hierarquia papal; ganha terreno a opinião de que, em última análise, não diferimos tão grandemente em pontos vitais como se supunha, e de que pequenas concessões de nossa parte nos levarão a melhor entendimento com Roma. Houve tempo em que os protestantes davam alto valor à liberdade de consciência a tão elevado preço comprada. Ensinavam os filhos a aborrecer o papado, e sustentavam que buscar harmonia com Roma seria deslealdade para com Deus. Mas quão diferentes são os sentimentos hoje expressos!" (GC, 563)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Judeus, muçulmanos e cristãos se unem pela paz no Oriente Médio

Grupo de 45 pessoas passará pela Palestina, Israel, Jordânia e Roma mostrando que é possível viverem juntos sem guerras

Representantes argentinos das três maiores religiões monoteístas do mundo se uniram e foram até o Oriente Médio mostrar que é possível conviver pacificamente.

A delegação formada por 15 judeus, 15 muçulmanos e 15 cristãos deixou a Argentina e chegou nesta quinta-feira (19) na Palestina para mostrar o modelo de respeito e convivência pacífica entre as religiões.

O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala, recebeu a delegação e destacou a presença das três religiões em seu território. “Palestina é a terra das três religiões: cristianismo, judaísmo e islã. E, para mim, a religião é tolerância”.

Ele também citou a paz dizendo que o acordo com Israel é o destino das nações. “Somos vizinhos, temos que viver juntos um ao lado do outro em paz e harmonia”, completou Hamdala.

Em entrevista à agência EFE Claudio Epelman, diretor-executivo do ‘Congreso Judío Latinoamericano’, explicou que além da Palestina a delegação, organizada por ele, ainda passará por Israel, Jordânia e Roma. “Em vez de chamar atenção para o conflito do Oriente Médio, queremos mostrar que cristãos, muçulmanos e judeus podem viver juntos”, disse.

As reuniões com os líderes de cada estado já estão marcadas. Em Israel eles serão recebidos pelo presidente Shimon Peres, na Jordânia por um membro da dinastia hachemita, pois o Rei Abdullah II não poderá recebê-los e em Roma serão recebidos pelo próprio Papa Francisco no dia 27 deste mês.

O líder católico, que é natural da Argentina, é considerado como um grande exemplo para os líderes religiosos. Epelman chegou a dizer que Francisco teve “um papel muito significativo como arcebispo de Buenos Aires” ao criar um diálogo entre as religiões.

“O motivo da viagem não é apenas estar na terra palestina, mas também mostrar uma realidade que existe em uma parte do mundo, onde o diálogo religioso é uma construção”, disse Omar Ahmed Abboud, co-fundador e presidente do Instituto do Diálogo inter-religioso da Argentina.

Quem também faz parte dessa delegação é o rabino Sergio Bergman, deputado por Buenos Aires, que acredita na mensagem de coexistência entre as três religiões.

Fonte - Gospel Mais

Papa Francisco afirma que Deus vai concluir o milagre “de unificação das Igrejas cristãs”

Em uma mensagem gravada para uma comunidade pentecostal norte americana, o papa Francisco falou sobre a unidade dos cristãos, e afirmou sua vontade de que os cristãos ultrapassem as suas diferenças de modo a se tornar uma única comunidade religiosa.

O vídeo foi gravado de forma amadora, e foi dirigida a um encontro pentecostal nos Estados Unidos, realizado pela igreja dirigida pelo pastor Kenneth Copeland. Durante os cerca de cinco minutos da mensagem, o líder católico falou sobre sua fé de que Deus conclua bem o “processo de unificação das Igrejas cristãs”.

De acordo com o papa Francisco, as divisões entre os cristãos são fruto de um legado de pecado que é comum a todos e recorre à história de José, filho de Jacó, que foi vendido pelos seus irmãos como escravo, e acabou trabalhando para o Faraó, no Egito.

- Eles tinham dinheiro, mas não podiam comer o dinheiro. Foram ao Egito comprar comida, mas encontraram mais que comida, encontraram o irmão. Nós também temos dinheiro, o dinheiro da cultura, o dinheiro da nossa história, tantas riquezas culturais, riquezas religiosas, e temos diversas tradições. Mas temos de nos encontrar como irmãos. Temos de chorar juntos, como fez José. Estas lágrimas unir-nos-ão, as lágrimas do amor – afirmou o papa.

Citando o famoso autor italiano, Manzoni, o papa afirmou que a obra de unidade das igrejas cristãs está nas mãos do Senhor e que aos cristãos resta colaborar e confiar.

- Nunca vi Deus iniciar um milagre que não concluísse bem – afirmou.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ucrânia: Da batalha à guerra de Kiev

Regressaram os confrontos à Praça da Independência, em Kiev, na Ucrânia. Os radicais tentaram tomar o controlo da situação e obrigaram as forças antimotim, que cercavam esta histórica praça, a recuarem.

Um grupo de opositores, usando armas artesanais e escudos improvisados, carregou sobre a polícia e recuperou o controlo do local. O Kiev Post diz que há entre 15 a 50 polícias capturados pelos opositores do regime.

O número de mortos continua a subir. Um fotógrafo da Reuters afirma ter visto 15 civis mortos, esta manhã. A agência francesa, France Press, forneceu um balanço de 25 vítimas mortais, mas o jornal ucraniano, Kiyv Post, referiu já pelo menos 35 mortos.

Uma fonte da presidência dizia ao final da manhã que várias dezenas de pessoas tinham já sido mortas, entre as quais numerosos polícias, sem avançar números.

Esta discrepância de informações dá uma ideia do caos e da situação dramática que se vive na capital ucraniana e pode ser o reflexo daquilo que muito se tem temido: o ponto de viragem em que a batalha de Kiev se esteja a transformar em guerra civil.

A diplomacia tenta um último esforço para evitar o pior. A delegação dos três ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia conseguiu, apesar de tudo, encontrar-se com o presidente Viktor Ianukovich e com os líderes da oposição.

O fim dos encontros é aguardado com grande espetativa mas com otimismo moderado.

Fonte - Euronews

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Trabalho aos domingos

O repouso aos domingos é um preceito de direito divino

São Paulo, 14 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Edson Sampel | 224 visitas

De uns tempos para cá, é comum a abertura do comércio aos domingos nas grandes cidades do país. Na verdade, cada município legisla sobre este tema, podendo ou não autorizar o funcionamento das lojas.

Em São Paulo, boa parte do comércio abre aos domingos. Este procedimento já vem sendo observado há alguns anos, ininterruptamente. Principalmente os shopping centers ficam abarrotados nesses dias. A coisa piora quando se está próximo de uma data comemorativa, como Natal, dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados etc.

O bem-aventurado João Paulo II e o papa emérito, Bento XVI, alertaram os católicos a propósito da necessidade de guardar o domingo. Na memorável encíclica Dies Domini, João Paulo II afirma que o domingo (palavra que quer dizer “dia do Senhor”) deve ser dedicado ao culto a Deus, através da participação na missa e também em atividades caritativas, como, por exemplo, visitar um doente, uma família necessitada. Além disso, explica o sumo pontífice, o domingo tem de ser reservado ao legítimo repouso e à recuperação das forças vitais. A doutrina de João Paulo II decerto se baseia no terceiro mandamento do Decálogo: guardar domingos e festas. Bento XVI ratificou este ensinamento, enfocando rapidamente o problema na exortação apostólica Sacramentum Caritatis, na qual assevera a urgência de se resgatar o verdadeiro sentido do domingo para o cristão-católico.

O argumento de que o desemprego exige o trabalho aos domingos é deveras falacioso. Não creio que haja mais postos de trabalho em razão dessa conduta. São os mesmos empregados da semana que se revezam aos domingos.

A guarda do domingo, que consiste principalmente em não trabalhar nesse dia, é um dever de direito divino, e não simplesmente canônico ou humano. “É particularmente urgente no nosso tempo lembrar que o dia do Senhor é também o dia de repouso do trabalho”, ensina Bento XVI ( Sacramentum Caritatis, n.º74).

O domingo é o primeiro dia da semana. Viver intensa e cristãmente o preceito dominical é encarar o resto da semana “segundo o domingo”, para usar uma expressão de santo Inácio de Antioquia (iuxta dominicam viventes), ou seja, os outros dias não serão mais fardo pesado, fastio, mas se transformarão em dádivas divinas, incentivo para a prática do evangelho e nosso coração estará preenchido de alegria imensa.

Fonte - Zenit

Degelo do Ártico abre caminho a perigosa migração microbiana

Cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos

O acelerado degelo do Ártico, em consequência do aquecimento global, abre caminho a inéditos movimentos migratórios de agentes patogênicos, que representam um risco para os mamíferos marinhos e, potencialmente também, para os seres humanos, alertaram os cientistas.

"Com as mudanças climáticas, percebemos que existe uma possibilidade sem precedentes de que os agentes patogênicos migrem para novos ambientes e causem doenças", disse Michael Grigg, parasitólogo do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

"O gelo é uma enorme barreira ecológica para os patógenos, que ao aumentar as temperaturas no Ártico conseguem sobreviver e acessar novos anfitriões vulneráveis que não desenvolveram imunidade contra estes micróbios e parasitas por não ter ficado expostos anteriormente", disse nesta quinta-feira, durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), celebrada em Chicago entre 13 e 17 de fevereiro.

Uma nova cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu recentemente, causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos ameaçados no Ártico, como leões marinhos, morsas, ursos polares e ursos pardos no Alasca e até no sul da província canadense da Columbia Britânica.

Outro parasita que está comumente nos gatos, chamado "Toxoplasma gondii", foi encontrado em baleias brancas (belugas) em águas do Ártico, algo nunca visto, disse o cientista.

A descoberta, há alguns anos, provocou um alerta sanitário nas populações de esquimós que tradicionalmente comem a carne destas baleias, acrescentou.

"Trata-se de um novo patógeno endêmico no Ártico que matou 406 focas cinzas em bom estado físico no Atlântico Norte em 2012", disse Grigg, indicando que este parasita é inofensivo para os humanos.

Este é o primeiro exemplo de um parasita que migra do norte para o sul, segundo o especialista, que fez uma comparação com a peste negra na Europa da Idade Média, que matou um terço da população que nunca tinha estado exposta ao patógeno.

A toxoplasmose, a infecção causada pelo "Toxoplasma gondii" é a principal causa de cegueira infecciosa em humanos e pode ser fatal para o feto, assim como para as pessoas e animais com um sistema imunológico debilitado.

Este parasita é transmitida principalmente pelo consumo de carne mal cozida ou de água que esteve em contato com solos contaminados com fezes de gato.

"Os mamíferos marinhos podem ser bons sentinelas do ecossistema no Ártico", afirmou Sue Moore, bióloga oceanógrafa da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), na conferência da AAAS.

"Estes animais emitem sinais do que está acontecendo e temos que melhorar a nossa interpretação", disse, destacando que o Ártico perdeu cerca de 75% de seu gelo permanente nos últimos anos.

"Sabemos muito pouco sobre a capacidade das plantas, animais e humanos para responder ao ritmo incrivelmente rápido do aquecimento global", disse Christopher Field, professor de biologia da Universidade de Stanford (Califórnia, oeste).

Segundo o especialista, a velocidade desse ritmo é incomensurável com relação à da maior mudança climática precedente, o esfriamento do planeta registrado há mais de 50 milhões de anos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O papa da moda

Francisco é o equivalente a um artista que lança um sopro de vida nova em uma empresa que está ruindo, diz colunista do 'NYT'

O Papa João Paulo II foi muitas vezes chamado de uma estrela do rock, mas é o Papa Francisco que acaba de sair na capa da Rolling Stone, como se ele fosse Jagger, Springsteen ou Spears. Para Frank Bruni, articulista do New York Times, o papa está mais “in” do que nunca, e a Igreja, voltando a ter espaço, principalmente entre as gerações mais jovens.

Recentemente, o papa ganhou de presente uma motocicleta Harley Davidson, que ele nunca dirigiu, mas autografou e vendeu em um leilão em Paris por US$ 327 mil (ela foi avaliada entre US$ 16 mil e US$ 22 mil). O dinheiro foi doado a uma instituição de caridade em Roma. Francisco também ganhou uma estátua de si mesmo em tamanho natural toda feita de chocolate. Aparentemente, o comando da Igreja passou das mãos do “Rottweiler de Deus”, como Bento XVI era conhecido, à sua sobremesa.

Bruni diz que de todas as coisas que pensou que poderiam voltar à moda, o papado nunca esteve presente. O colunista cobriu o Vaticano entre 2002 a 2004, e estava convencido de que a morte de João Paulo II era também a morte da instituição, pelo menos nos EUA e boa parte da Europa.

Mas mesmo nos recintos mais ateus do mundo ocidental parece existir empenho em dar ao novo papa o benefício da dúvida. A ONU emitiu na semana passada um relatório sobre a Igreja Católica e sacerdotes envolvidos em acusações de abuso sexual e, em nenhum momento, a cobertura jornalística colocou Francisco na berlinda. Parece haver uma noção implícita de que a confusão é anterior e tem pouco a ver com ele, o que é ridículo: ele tem sido parte da Igreja por um longo tempo, e se ele estivesse lutando pela reforma e transparência todos esses anos, nunca teria subido até o topo.

Francisco não é um renegado. Mas ele é o equivalente a um artista ou a um estrategista político que habilmente lança um sopro de vida nova em uma empresa que está ruindo. O papa está fazendo uma reforma, pedindo menos investimentos em calçados festivos e mais na lavagem dos pés de outras pessoas. Ele não está dizendo para os sacerdotes deixarem de ser padres, mas para não serem tão ríspidos e rígidos.

Ele entende que o tom supera o conteúdo. Os críticos afirmam que a Igreja não mudou seu ensinamento sobre a homossexualidade, a ordenação de mulheres, o celibato ou outra mudança significativa desde que Francisco assumiu o papado. Verdade. Mas o que as pessoas precisam perceber é a diferença entre um sorriso e um dar de ombros. Francisco não vai pedir para a Igreja abrir mão de seus dogmas, mas para respeitar outros, e isso é de extrema importância – e ineditismo. Um papa que diz “quem sou eu para julgar?”, quando tem todo esse poder na mão não se encontra todos os dias.

Fonte - Opinião e Notícia

Os EUA devem controlar a internet?

Após os vazamentos de Edward Snowden, Comissão Europeia lança plano para globalizar várias funções da internet atualmente controladas pelo governo dos EUA

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, está aumentando a pressão para reduzir a influência dos EUA sobre a Internet após a descoberta de que o governo americano monitora o tráfego de informações na rede secretamente.

A Comissão irá propor nesta quarta-feira, 12, a adoção de “medidas concretas e factíveis” para globalizar algumas funções essenciais da internet, incluindo a atribuição dos chamados nomes de domínio de nível superior, como “.com” ou “.org “, que permanecem contratualmente ligados ao governo dos EUA, de acordo com um projeto de lei obtido pelo Wall Street Journal.

O órgão europeu deve propor também uma agenda para a internacionalização plena da ICANN, a Corporação da Internet para Nomes e Números, que supervisiona aspectos-chave da infraestrutura da internet, para garantir que todo o tráfego virtual seja direcionado para seu legítimo destinatário, diz a proposta.

“Atividades de vigilância e inteligência de larga escala … levaram a uma perda de confiança na Internet e seu atual sistema de governança”, afirma o documento.

A proposta europeia posiciona o bloco como um mediador importante nas próximas negociações sobre as normas técnicas que regem a internet, preenchendo uma lacuna entre os EUA e países como Rússia e China, que têm pressionado por mais controle de governos sobre a Web.

A proposta também alinha o bloco europeu com o Brasil, que adotou um tom particularmente estridente sobre a governança da internet após reportagens alegando que os EUA espionaram a presidente Dilma Rousseff terem enervado autoridades e cidadãos brasileiros. O Brasil pediu na ONU mais controle internacional sobre a internet e vai hospedar uma conferência importante sobre o futuro da rede em abril.

Fonte - Opinião e Notícia

Com Francisco, para promover diálogo e paz contra as violências e extremismos

O embaixador iraniano junto da Santa Sé, no aniversário da Revolução do 79, recorda a necessidade de uma "diplomacia religiosa" e deseja um encontro entre o Papa e o presidente Hassan Rouhani
Roma, 11 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Federico Cenci | 110 visitas

Hoje, no dia do 35 º aniversário da Revolução que levou o Irã a transformar-se de uma monarquia na República Islâmica, o embaixador iraniano junto da Santa Sé, Mohammad Taher Rabbani, encontrou-se com a imprensa italiana para discutir as relações com o Vaticano e outras questões de instante atualidade.

Na breve apresentação do seu país, o embaixador lembrou que durante estes 35 anos o povo iraniano têm demonstrado grande maturidade democrática constantemente indo às urnas: "caso único em todo o Golfo Pérsico". Último testemunho a este respeito foram as eleições presidenciais, que em maio passado levaram ao governo Hassan Rouhani. O rumo tomado pelo novo líder está na linha de um desenvolvimento das relações diplomáticas com os países estrangeiros. Especialmente, com a Santa Sé, o objetivo que se propõe é o de "trabalhar nos campos de interesse comum". Um deles é a resolução da crise da Síria. A este respeito, o embaixador confirmou que a Santa Sé é “um ótimo interlocutor para o Irã”.

"Grande atenção", disse o embaixador, "o povo e os intelectuais iranianos estão tendo com relação ao Papa Francisco, por causa da sensibilidade mostrada pelo Santo Padre pelos indigentes e pelo seu forte sentido de justiça”. Por isso no Irã se alimenta uma grande confiança com relação ao Papa Francisco, “uma personalidade cheia de moralidade e modéstia”, o definiu o embaixador Rabbani. Papa Bergoglio “procura no seu caminho e no seu magistério dar justiça e combater a discriminação entre os povos, substituindo a liberdade e o bem-estar pelo autoritarismo; a paz ,o desenvolvimento e o progresso à guerra e ao derramamento de sangue; a tolerância à violência. Tudo isso em nome do bem-estar do mundo e no respeito pela dignidade humana".

"Em cerca de um ano da minha missão junto da Santa Sé - continuou -, tendo tido a oportunidade de conhecer de perto o Papa Francisco, posso dizer que ele representa um precioso patrimônio de conhecimento e de ciência religiosa no mundo contemporâneo”. O embaixador afirmou portanto que cotidianamente reza pelo Papa Francisco, “para que Deus lhe conceda saúde e longa vida”. O seu desejo, além do mais, é que “em um circunstância favorável se possa programar um encontro entre o Santo Padre o presidente iraniano Hassan Rouhani”.

Além disso, no quadro de uma assim chamada "diplomacia religiosa", o Irã de Rouhani tem todo o interesse de reforçar ainda mais as relações com a Santa Sé. Os dois Estados, explicou o embaixador, “podem planejar um programa mundial contra a violência e o extremismo, a fim de fazer prevalecer o diálogo e a paz”. A “diplomacia religiosa”, esclareceu em seguida, “se inspira nos ensinamentos das religiões monoteístas para ter sempre aberto o canal da esperança”. O mundo contemporâneo, que, na opinião do embaixador está passando por "condições muito críticas”, tem necessidade deste tipo de diplomacia. O embaixador recordou que uma demonstração prática deste modus operandi a nível diplomático “houve no passado mês de novembro, quando se chegou ao acordo entre o Irã e os Países do grupo 5+1”. Em um arco mais longo, com a boa vontade", outros resultados nesse sentido poderão ocorrer, graças ao apoio divino”.

Falando sobre a situação dos cristãos na República Islâmica do Irã, o embaixador disse que "com base nos artigos 12 e 13 da Constituição iraniana, todas as minorias religiosas têm certos direitos; a liberdade de culto nos edifícios religiosos, a liberdade de associação, a possibilidade de ser julgados de acordo com as suas normas religiosas”. O embaixador lembrou que no Irã há cinco arcebispos e que os cristãos têm dois representantes (um da Igreja caldéia e outro da comunidade Armênia) dentro do Parlamento iraniano.

Por fim, o embaixador explicou que neste momento no Irã está se construindo a Carta de cidadania, “que Rouhani falou em campanha eleitoral, na qual se consagram de modo claro os direitos de todas as minorias”.

Eventos Finais #1

VI então o terceiro anjo. (Apoc. 14:9-11.) Disse meu anjo acompanhante: "Terrível é sua obra. Tremenda sua missão. Ele é o anjo que deve separar o trigo do joio, e selar, ou atar, o trigo para o celeiro celestial. Essas coisas devem absorver toda a mente, a atenção toda."
Primeiros Escritos, pág. 118 - EF, 14

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"Eventos Finais" - Pr. Samuel Ramos

Papa Francisco retoma controle da Igreja em todas as frentes

Um ano depois da renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco abriu várias frentes para reformar a Igreja, imprimiu ao papado um novo estilo, mais próximo, e segue de perto o que ocorre no mundo.

A imagem do Vaticano se deteriorou muito pelos escândalos de pedofilia e por diversas polêmicas, mas isso está mudando graças à popularidade do Papa argentino, inclusive entre os que não são fiéis.

No dia 13 de março, o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, foi eleito com dois objetivos claros: reformar as estruturas da Igreja, sobretudo o governo central - a chamada Cúria romana -, e impulsionar o caráter missionário em uma época de forte secularização.

Francisco dá prioridade ao segundo ponto. "Para ele, o que realmente importa é que o Evangelho seja levado a cada pessoa, independentemente de sua situação concreta: o que se chama misericórdia, abertura incondicional", explica à AFP o padre Antonio Spadaro, diretor da revista jesuíta Civilta Cattolica.

A revolução levada adiante por ele é, sobretudo, de gestos. Lavando os pés de presos muçulmanos, beijando pessoas com deficiência física, afirmando que não é ninguém para julgar os homossexuais, o Papa comoveu a opinião pública. E também voltou suas críticas aos clérigos "carreiristas" ou "mundanos".

Telefona, escreve, usa o Twitter

Francisco não permanece passivo diante dos acontecimentos no mundo. Diante de uma inundação, um drama familiar ou uma catástrofe, telefona, quando não escreve ou tuíta. O Papa, com sua espontaneidade, é um grande comunicador, e foi designado "homem do ano" por várias revistas.

Faz isso sem se esquecer de seu objetivo mais importante: reformar a Igreja. Em um primeiro momento mostrou-se prudente e não fez grandes mudanças no organograma de seu antecessor. Mas quando se sentiu mais seguro começaram a chegar as nomeações e as destituições com a intenção de afastar os responsáveis por intrigas e os corruptos.

Em sua residência de Santa Marta realiza reuniões, nomeia comissões para refletir sobre a reforma do banco ou da administração vaticana e ordena auditorias. E, sobretudo, designou um "G8", um conselho consultivo de oito cardeais dos cinco continentes para assessorá-lo durante vários anos.

Francisco é um "general" jesuíta, determinado, exigente, às vezes com pouco tato. A Cúria, outrora todo-poderosa, algumas vezes se sente maltratada. É possível sentir no ar um certo desconforto.

Decide sozinho. Sua primeira eleição de novos cardeais foi muito pessoal, com preferência por "homens terrenos", às vezes desconhecidos, em detrimento dos príncipes da Cúria.

Uma de suas metas para a Igreja do futuro é a aplicação dos princípios de colegialidade, que se baseia na consulta regular dos bispos, e da subsidiariedade, que faz com que não seja necessário que tudo chegue a Roma.

Mas manteve intacta a doutrina nos temas quentes, como o aborto, a eutanásia, o casamento entre homossexuais ou as mudanças bioéticas. Este Papa, que não pode ser classificado de progressista ou de conservador, também se opõe à ordenação de mulheres.

Para Francisco, a família é o ponto central de sua ação e por isso convocou um consistório para fevereiro e dois sínodos. Parece consciente da necessidade de fornecer respostas a realidades concretas dos cristãos, como os divorciados, as mães solteiras e os homossexuais.

Seu compromisso em nível social e humanitário é impressionante. Seu lema é "uma Igreja pobre e para os pobres" e, em nome dela, trava uma guerra contra o gasto excessivo de dinheiro, o tráfico e a exploração. Denuncia a "cultura do desperdício" que marginaliza os imigrantes clandestinos, os idosos e os mais frágeis.

Também não fica calado quando se trata de política externa. "Seu discurso contra uma intervenção estrangeira na Síria significou o retorno" da Santa Sé ao cenário internacional, afirmou à AFP um embaixador da Ásia.

Fonte - UOL

Conversações Santa Sé-Palestina: satisfação pelos progressos sobre Acordo Global

Cidade do Vaticano (RV) – A Comissão Bilateral entre a Santa Sé e o Estado da Palestina – que é responsável pela finalização do texto de um Acordo Global sucessivo ao Acordo de Base assinado em 15 de fevereiro de 2000 -, concluiu em 6 de fevereiro uma Sessão Plenária no Quartel Geral da OLP, em Ramallah, com o objetivo de revisar e aprovar o trabalho desenvolvido a nível de grupo técnico conjunto, após a última Plenária realizada no Vaticano em 26 de setembro de 2013.

Os colóquios – desenvolvidos numa atmosfera cordial e construtiva - foram coordenados pelo Membro do Comitê Executivo da OLP e Chefe do Alto Comitê Presidencial para os Assuntos Eclesiástico do Estado da Palestina, Hanna Amireh, e por Dom Antoine Camilleri, Sub-Secretário para as Relações da Santa Sé com os Estados.

Tratando dos temas já examinados a nível técnico, a Comissão ressaltou com grande satisfação o progresso realizado na elaboração do esboço final do texto do Acordo, que trata dos aspectos essenciais da vida e da atividade da Igreja Católica na Palestina. As duas partes concordaram em continuar os esforços para completar os procedimentos internos e constitucionais em vista da assinatura do Acordo. A parte Palestina expressou desde já as boas-vindas a Sua santidade o Papa Francisco, por ocasião da sua visita a Terra Santa.

A delegação da Santa Sé era formada por Dom Antoine Camilleri, Sub-Secretário para as Relações com os Estados; Dom Giuseppe Lazzarotto, Delegado Apostólico em Jerusalém e Palestina; Dom Antonio Franco, ex-Delegado Apostolico em Jerusalém e Palestina; Dom Maurizio Malvestiti, Sub-Secretário da Congregação para as Igrejas Orientais; Dom Alberto Ortega, Oficial da Secretaria de Estado, Seção para as Relações com os Estados; Dom Matteo De Mori, Conselheiro da Delegação Apostólica em Jerusalém e Palestina; Pe. Emil Salayta, Vigário Judicial do Patriarcado Latino di Jerusalém; Pe. Ibrahim Faltas, Administrador Geral da Custodia da Terra Santa e Pe. Pietro Felet, Secretario Geral da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa.

A Delegação Palestina era composta, por sua vez, por Hanna Amireh, Membro do Comitê Executivo da OLP e Chefe do Alto Comitê Presidencial para os Assuntos Eclesiásticos do Estado da Palestina, Sr. Ziad Bandak, Ministro, Conselheiro do Presidente, Membro do Comitê Presidencial para os Assuntos Eclesiásticos; Sr. Bernard Sabella, Membro do Conselho Legislativo Palestino; Emb. Rawan Sulaiman, Ministro Adjunto dos Assuntos Exteriores e para Assuntos Multilaterais; Emb. Issa Kassissieh, Rapresentante do Estado da Palestina junto à Santa Sé; Sig. Ammar Hijazi, Vice-Ministro Adjunto dos Assuntos Exteriores e Sr. Azem Bishara, Conselheiro Jurídico da OLP.

Fonte - Rádio Vaticano

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Papa Francisco: É muito importante ir à Missa aos domingos e receber a Eucaristia que é fonte da vida

VATICANO, 05 Fev. 14 / 02:03 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em sua catequese na manhã de hoje na Praça de São Pedro a qual assistiram milhares de fiéis apesar do intenso frio e da chuva que há vários dias cai em Roma, o Papa Francisco explicou a importância vital da Eucaristia para todo fiel, que deve ser recebida aos domingos na missa, porque é o coração e a fonte da vida da Igreja.

A seguir a íntegra da catequese do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje falarei a vocês da Eucaristia. A Eucaristia coloca-se no coração da “iniciação cristã”, junto ao Batismo e à Confirmação, e constitui a fonte da própria vida da Igreja. Deste Sacramento de amor, de fato, nasce cada autêntico caminho de fé, de comunhão e de testemunho.

Aquilo que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos para viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se um altar, que é uma mesa, coberta por uma toalha e isto nos faz pensar em um banquete. Na mesa há uma cruz, a indicar que sobre aquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali se recebe, sob os sinais do pão e do vinho. Ao lado da mesa há o ambão, isso é, o lugar a partir do qual se proclama a Palavra de Deus: e isto indica que ali nós nos reunimos para escutar o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e então o alimento que se recebe é também a sua Palavra.

Palavra e Pão na Missa tornam-se um só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que havia feito, condensaram-se no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antes do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: “Tomai, comei, isto é o meu corpo…Tomai, bebei, isto é o seu sangue”.

O gesto de Jesus cumprido na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. “Agradecimento” em grego se diz “eucaristia”. E por isto o Sacramento se chama Eucaristia: é o supremo agradecimento ao Pai, que nos amou tanto a ponto de dar-nos o seu Filho por amor. Eis porque o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem junto, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Então a celebração eucarística é bem mais que um simples banquete: é propriamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação. “Memorial” não significa somente uma recordação, uma simples recordação, mas quer dizer que cada vez que celebramos este Sacramento participamos do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A Eucaristia é o ápice da ação da salvação de Deus: O Senhor Jesus, se fez pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e seu amor, e assim renova o nosso coração, a nossa existência e a maneira como nos relacionamos com Ele e com os irmãos.

É por isto que sempre, quando nos aproximamos deste sacramento, se diz de: “Receber a Comunhão”, de “fazer a Comunhão”: isto significa que o poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística se conforma de modo profundo e único a Cristo, nos fazendo experimentar já a plena comunhão com o Pai que caracterizará o banquete celeste, onde com todos os Santos teremos a alegria de contemplar Deus face a face.

Queridos amigos, nunca conseguiremos agradecer ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia! É um grande dom e por isto é tão importante ir à Missa aos domingos.

Ir à missa não somente para rezar, mas para receber a Comunhão, este pão que é o Corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa, nos une ao Pai. É muito bom fazer isto! E todos os domingos, vamos à Missa porque é o próprio dia da ressurreição do Senhor. Por isto, o domingo é tão importante para nós.

E com a Eucaristia sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca terminará em nós o seu valor e a sua riqueza. Por isto, pedimos que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a moldar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isto se faz durante toda a vida, mas tudo começa no dia da primeira comunhão.

É importante que as crianças se preparem bem para a primeira comunhão e que todas as crianças a façam, porque é o primeiro passo desta forte adesão a Cristo, depois do Batismo e da Crisma. Obrigado.

Fonte - ACI Digital

Nota DDP: Como recentemente comentado neste espaço, por ocasião das recentes manifestações do papa sobre a questão do ecumenismo e a intenção de avanço desse movimento para a celebração eucarística unificada entre os cristãos em seus diversos ramos, sonho do vaticano escancarado através dos últimos pontificados, caracteriza-se mais uma vez de forma absolutamente clara a intrínseca relação entre eucaristia e guarda do domingo. Quando os grupos atraídos por esse discurso de 'união' se derem conta do real pano de fundo que os aguarda, será tarde demais...

A Rainha Elizabeth II da Inglaterra visitará o papa Francisco no Vaticano

VATICANO, 05 Fev. 14 / 09:29 am (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, confirmou ontem que o Papa Francisco receberá à Rainha Elizabeth II da Inglaterra no dia 3 de abril no Vaticano.

Faz alguns meses, o Palácio de Buckingham anunciou que a rainha visitaria o Vaticano em 2013, mas a viagem foi adiada para uma data prévia a 21 de abril de 2014, dia no qual a soberana inglesa faz 88 anos de idade.

A Rainha chegará ao Vaticano acompanhada pelo seu marido, o duque de Edimburgo e terá uma audiência privada no Palácio Apostólico do Vaticano com o Papa Francisco, conforme anunciou nesta terça-feira a coroa britânica. A viagem da rainha a Roma responde a um convite do presidente italiano, Giorgio Napolitano, com quem a monarca terá um almoço em privado esse mesmo dia.

Passaram 14 anos desde que Elizabeth II visitou por última vez o Vaticano em 17 de outubro de 2000, ocasião na qual foi acolhida em audiência privada pelo Beato João Paulo II.

A boa relação da coroa inglesa com o Vaticano também continuou durante o pontificado de Bento XVI, embora desta vez, o cenário do encontro entre ambos os líderes religiosos foi no Palácio Real de Holy Rood (Edimburgo), no dia 16 de setembro de 2010. A Rainha da Inglaterra recebeu o Bispo Emérito de Roma, com motivo de sua visita pastoral a seu país.

Além disso, a visita de Elizabeth II ao Vaticano se reveste de uma especial importância porque ela é a cabeça da Igreja Anglicana, fundada cismaticamente pelo rei Henrique VIII em 1534, depois de que o Papa Clemente VII se declarasse contrário a dar a nulidade de seu casamento com a rainha Catarina de Aragón.

Anteriormente, a rainha da Inglaterra visitou o Vaticano até em três ocasiões. No ano 1980 visitou a João Paulo II. Em 1961 foi recebida pelo Papa João XXIII, e sua primeira visita foi com o Papa Pio XII em 1951, quando ainda era princesa.

O reinado de Elizabeth II faz 62 este ano, no dia 6 de fevereiro e é o segundo mais longo da história britânica, foi superado apenas pelo de sua tataravó Vitória, que reinou durante 63 anos e 7 meses.

Por outro lado, o Papa Francisco já recebeu no dia 14 de junho de 2013 o arcebispo de Canterbury e primado da Igreja Anglicana, Justin Welby, rezaram juntos como sinal de unidade entre os cristãos.

Fonte - ACI Digital
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