terça-feira, 31 de março de 2009

Número de favelas no mundo pode triplicar

NAIRÓBI - A crise econômica global está colocando em risco os esforços para ajudar o número crescente de moradores de favelas em todo o mundo, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira.

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat), que organiza um evento importante esta semana na capital do Quênia, disse que o número de moradores de favelas no mundo pode triplicar para 3 bilhões até 2050, se nada for feito.

Delegados de dezenas de países, organizações não-governamentais e grupos da sociedade civil estão reunidos em Nairóbi para discutir como alocar recursos para o problema nos próximos dois anos diante da pior crise financeira desde a Grande Depressão.

- A persistência da pobreza humana é em grande parte resultado de economias e finanças urbanas enfraquecidas - disse Ban em um discurso lido em seu nome no encontro.

- A atual crise financeira global e a restrição de crédito apenas exacerbam essa situação. Há o risco de que nossos esforços para lidar com a crise de habitação sofram um retrocesso.

As favelas são mais comuns na África subsaariana, onde 62 por cento da população urbana mora de forma inadequada. Depois vêm o sul da Ásia, com 43 por cento, e a Ásia Oriental, com 37 por cento, disse Moon.

A diretora do UN-Habitat, Anna Tibaijuka, disse que a crise do sub-prime norte-americana foi um "divisor de águas", colocando a moradia acessível na agenda como uma questão econômica, e não social.

Ela disse que parcerias público-privadas são essenciais para fornecer soluções de habitação às populações mais pobres do mundo e que também poderiam ajudar a estimular a economia.

- Os economistas estão enfatizando a importância econômica da habitação e da infraestrutura urbana como parte do setor produtivo que gera emprego - disse ela a jornalistas.

Fonte - JBOnline

Não há mais tempo para desenvolvimento sustentável

Pesquisador em meteorologia pelo Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Prakki Satyamurty defende que o mundo adote outro caminho para reverter o quadro de destruição do meio ambiente que tem como conseqüência as mudanças climáticas.

Para ele, o desenvolvimento sustentável já não é o caminho mais aconselhável para a reversão desse quadro. A saída agora, segundo Satyamurty, seria a retirada sustentável, ou seja, a diminuição drástica do consumo de recursos naturais, aliada a um controle de natalidade que levasse a um crescimento menos acelerado do número da população mundial.

Ao falar sobre o tema escolhido pela Organização Meteorológica Mundial para marcar o Dia Mundial Meteorologia de 2009 - Tempo, clima e ar que respiramos - o pesquisador disse que a capacidade do planeta Terra de suportar o uso que se faz dos recursos naturais está cada vez mais limitada.

Por isso, Satyamurty defende que o consumo de recursos naturais deveria ser menor ou igual à reposição dessas riquezas ambientais na natureza. Segundo ele, a exploração dos recursos naturais pela população mundial já ultrapassou a capacidade de oferta do meio ambiente em escala global.

“Já passou o tempo do desenvolvimento sustentável. Agora é tempo de fazer uma retirada sustentável, ou seja, temos que retirar, gradativamente, por exemplo, o número de automóveis das ruas. Tudo o que foi colocado em excesso e hoje contribui para a destruição do meio ambiente precisa sair de cena. Esse é um assunto muito polêmico, mas as autoridades precisam parar e pensar em tudo o que está acontecendo. O mundo tem que mudar para melhor”, observou.

Satyamurty participou, neste semana, da programação realizada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em alusão ao Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março.

Em palestra a estudantes da universidade, o pesquisador polemizou as estratégias pensadas em escala mundial para lidar com os diversos problemas causados pelas mudanças climáticas, como a falta de água. Segundo ele, a população mundial quadruplicou em 50 anos e o aumento da temperatura da superfície terrestre, do nível dos oceanos, bem como a poluição de todos ambientes são as principais conseqüências desse crescimento populacional.

“Com o aumento da população mundial, a diminuição das áreas de floresta e de espécies animais é inevitável. Mais áreas de lavoura, pastos e gado. Tudo isso provocou aumento de gás carbônico, gás metano e aumento substancial da temperatura na Terra”, relatou.

Ainda de acordo com o pesquisador indiano, assim como foi criado o mercado do crédito de carbono, também deveria existir o crédito de população. Para ele, outra missão das autoridades é o reflorestamento.

“Todo país que estivesse crescendo demais deveria pagar por isso. Seria um incentivo à redução das populações e um benefício para o meio ambiente como um todo porque o planeta não agüenta mais essa situação.”

Na avaliação do chefe da divisão de Meteorologia do Centro Técnico Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) no Amazonas, Ricardo Delarosa, é incontestável que o desenvolvimento e o progresso geram perturbações e degradações nos sistemas naturais. Contudo, ele ponderou que o grande problema das nações não é a falta de alimentos, mas a distribuição imperfeita desses recursos alimentares.

“Entendo que o que está acontecendo é uma distribuição desigual das riquezas e recursos. A população cresceu bastante, mas a produção de alimentos também cresceu”, disse.

Com relação à polêmica avaliação de Satyamurty sobre a retirada sustentável, Delarosa ponderou que não existe maneira de desenvolver sem degradar de alguma forma. Para ele, a redução da população seria uma das alternativas existentes.

“Eu entendo que o desenvolvimento sustentável é um paradoxo. Não vejo como desenvolver e, ao mesmo tempo, ter sustentabilidade, pelo menos não do ponto de vista da conservação dos sistemas naturais como a gente os conhece hoje. Temos que trabalhar para minimizar esse custo que é um ônus imposto à natureza. Na minha opinião, é preciso haver uma conscientização de que é preciso distribuir melhor os recursos e as riquezas. Acho que isso seria mais efetivo do ponto de vista de preservar mais o ambiente que a gente vive”, concluiu. (Fonte: Amanda Mota/ Agência Brasil)

Fonte - Ambiente Brasil

segunda-feira, 30 de março de 2009

Como reavivar uma Igreja

Por que os cultos em algumas igrejas Adventistas são tão "frios" e "desanimados"?

Por que alguns sermões não alcançam os corações dos adoradores?

Por que existe tanta frieza na vida espiritual de alguns Adventistas do 7º Dia?

Por que a Igreja Adventista não utiliza o modelo de culto de outras denominações, cujas reuniões estão sempre repletas de pessoas?

Estas são algumas das perguntas que frequentemente são feitas aos líderes Adventistas. Recentemente recebi um e-mail de um assíduo leitor deste blog, o qual me fez diversas indagações sobre nossa maneira de adoração, em especial sobre o estilo dos cultos, que, às vezes, não produzem a sensação de que houve realmente um encontro com Deus.

Eu creio no seguinte: NÃO PRECISAMOS COPIAR NINGUÉM!

Não é porque uma igreja A ou B tem seus cultos com pessoas do lado de fora, que nós devamos fazer "tudo" que eles fazem, para termos os mesmos resultados. Sabemos que há muito Cristianismo adulterado por ai, com mensagens que levam as pessoas a buscarem bens e prazeres materiais, curas, milagres, exorcismos, etc., mas sem uma mensagem centrada na Bíblia, no "Assim diz o Senhor".

Muitas denominações se enchem de pessoas porque apresentam uma mensagem que não "cobra" nenhuma mudança de vida. Ou seja, apenas pregam que Jesus salva, liberta e cura, mas não dizem que este mesmo Jesus espera renovar a vida da pessoa e colocá-la no Caminho da Verdade e da Salvação Eternas (cf. Mat. 7:21-23; Rom. 6:4; 2Cor. 5:17; João 14:15; 15:14; etc.).

Por isso, não penso que a solução seja "copiar" o que existe em outras denominações. Infelizmente, parece que esta tem sido uma tendência em alguns lugares, os quais estão preferindo utilizar-se de músicas, sermões, liturgias, e até "jargões" estranhos à cultura Adventista, com o objetivo de atrair mais adoradores. A intenção pode ser boa, mas devemos cuidar para que os princípios de nossa fé não estejam sendo rebaixados!

Como Reavivar?

É uma realidade, infelizmente, que algumas congregações Adventistas tenham uma "vida" muito "sem sal", ou seja, são comunidades de crentes que não contagiam pela alegria, vibração e entusiasmo que os não-crentes esperam ver quando visitam nossas igrejas pela primeira vez (cf. Atos 2:46-47).

O que podemos fazer para mudar esta situação? Em primeiro lugar, acredito sinceramente que a temática dos sermões pregados nestas congregações "frias" e "sem vida" tem uma imensa parcela de culpa na situação espiritual da Igreja. Até que ponto as necessidades dos adoradores estão sendo supridas com os sermões? Como eles estão encontrando eco no coração das pessoas? Os dramas e temores da vida moderna estão sendo esclarecidos e solucionados através dos sermões, ou as pessoas "entram vazias" e "saem cheias"... de novas angústias? Os jovens estão encontrando respostas para as lutas que enfrentam na sociedade secularizada em que vivem?

Não era assim que Jesus pregava. É só ler os Evangelhos para comprovar isso.
Suas mensagens, Seus momentos de "entrevista individual" com alguma pessoa, Seus milagres, etc., revelam que a preocupação de Deus é por nossa cura espiritual, por nos libertar dos jugos desta vida.

"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve" (Mat. 11:28-30).

O "fardo" de Jesus é leve... pois é Ele que carrega por nós!
Os sermões que ensinam uma mensagem de exagerado sacrifício, de religião fanática, de cristianismo triste e sem vida, não provêm do Alto... com absoluta certeza!

Se sua igreja precisa ser reavivada, comecem a pregar mensagens de esperança, de salvação em Cristo, de libertação. O Novo Testamento está repleto de temas para este tipo de pregação.

Não adianta querer reavivar uma igreja pregando sobre vestuário, alimentos saudáveis, dinheiro, profecias alarmistas, murmurações contra a liderança, etc. Estes podem até ser temas interessantes, mas não devem ser o único "repertório" de uma congregação que deseja ser VIVA.

O grande pastor e teólogo Adventista, Dr. Hans K. LaRondelle, em seu brilhante livro "O que é Salvação?", diz o seguinte:

"Há muitos no mundo e na Igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: ‘Os teus pecados estão perdoados’. Portanto, em cada sermão, o pregador precisa proclamar a justificação" (p. 78).

Justificação, salvação, exaltação da Cruz, libertação do pecado, Jesus, Jesus, Jesus... ai está o segredo do sermão eficaz! É isso o que o povo precisa ouvir, quando os dramas da vida sufocam o coração: TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS! VÁ EM PAZ!

Uma igreja que só ouve sobre o tamanho do cabelo ou o vestuário das mulheres, sobre a "irreverência" durante o sábado, sobre os benefícios da alimentação vegetariana, sobre os perigos do uso de bateria durante o culto, etc., não pode ser uma igreja viva.

Como eu disse, estes temas têm o seu devido lugar de importância, mas não é no PRIMEIRO LUGAR.

Caros pregadores, preguem mais sobre o livro de Romanos, sobre os milagres de Jesus, sobre a alegria da salvação em Cristo... e suas igrejas iniciarão um reavivamento que jamais foi visto!

Algumas Dicas Práticas:
Fonte: Manual do Pr. Ronaldi Neves Batista (UEB).

1. Uma Igreja se reaviva num período de 4 a 6 meses.
2. Eu mesmo, como líder, tenho que estar vibrando por Cristo – preciso estar reavivado.
3. Reúna os oficiais e defina responsabilidades. As reuniões deverão ocorrer mensalmente.
4. Dirija cada reunião com entusiasmo e animação.
5. Saia da rotina nos cultos de quarta e domingo.
Domingo – reuniões de cunho evangelístico, com "corinhos", slides, filmes, brindes, um lanche ao final, etc.
Quarta – bons pregadores, experiências missionárias, testemunhos de curas e milagres, muita música alegre e inspiradora.
6. Tenha uma reunião semanal dos professores da Escola Sabatina.
7. Forme novos professores.
8. Tenha um serviço de cânticos animado. Nada daquele serviço monótono, sem vida e feito de improviso, apenas para “cumprir tabela”.
9. Realize cursos de Evangelismo Voluntário.
10. Reúna os instrutores bíblicos para motivá-los e treiná-los.
11. Separe pelo menos 20% do orçamento da Igreja para investir no trabalho missionário.
12. Faça reuniões de oração com os líderes, para orar pelos estudantes e interessados.
13. Tenha uma boa equipe de recepção em TODOS os cultos. Esqueça aqueles recepcionistas antipáticos, frios e que correm para o banco assim que o culto começa.
14. Programa de visitação constante pelos Anciãos e Diáconos.
15. Tenha classes bíblicas permanentes: jovens, adultos, juvenis.
16. A cada trimestre, faça uma reunião administrativa e de avaliação do planejamento.
17. NÃO DESANIME NA PRIMEIRA DIFICULDADE.

Temos um imenso ARSENAL à nossa disposição para fazer com que nossa igreja seja VIVA e ANIMADA. Não há porque copiar ninguém, pois tudo o necessário já faz parte de nossa fé e cultura... só precisamos utilizar.

Quanto antes vocês começarem, maiores serão as alegrias de verem os "ex" retornando, os jovens se animando na missão, as crianças alegres, os adultos empolgados com a fé... e as visitas marcando presença em cada culto e reunião.

"Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê..." (Rom. 1:16).

O EVANGELHO É UM PODER... UMA VERDADEIRA "DINAMITE"!

Fonte - Blog Prof. Gilson Medeiros

Estados Unidos: uma nação em decadência?

No livro Apologia dos Bárbaros, o historiador, urbanista e ativista político norte-americano Mike Davis disseca os meandros do império após os atentados de 11 de setembro de 2001

O livro Apologia dos Bárbaros, do historiador estadunidense Mike Davis, professor da Universidade da Califórnia, reúne escritos publicados entre 2001 e 2007 que analisam, sob diferentes perspectivas, a política interna e externa dos Estados Unidos, especialmente após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Davis divide o trabalho Apologia dos Bárbaros: ensaios contra o império (São Paulo: Boitempo, 2008, 351 págs.) em cinco partes, tendo por critério temas afins. No entanto, a linha de continuidade que perpassa a estrutura do livro é uma crítica perspicaz e fundamentada à Casa Branca, ao Congresso, ao Poder Judiciário, ao Pentágono, aos partidos políticos e às organizações sindicais, que estão a serviço do grande capital e não dos interesses da população dos Estados Unidos.

Davis não acredita na afirmação de que “os estadunidenses colheram o que semearam” com os atentados às Torres Gêmeas, já que as principais vítimas daquela tragédia foram as secretárias, os contadores, os entregadores de lojas de conveniências, os lavadores de janelas, os corretores da bolsa e os bombeiros, pessoas que “não conceberam ou implementaram nossas políticas secretas, antidemocráticas e criminosas no mundo muçulmano” (pág. 24). Responsáveis diretos pelos atentados, entre tantos, seriam, por exemplo, Madeleine Albright, secretária de Estado de Bill Clinton, que, ao responder a uma pergunta em rede nacional de TV sobre as 500 mil crianças mortas no Iraque como resultado das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, asquerosamente afirmou: “Acredito que o custo compensou”. E o maior responsável de todos – George W. Bush – foi escolhido presidente por uma maioria na Suprema Corte e não pelos eleitores, tendo adotado poderes de guerra contra todos, em toda parte e para sempre, sem precedentes na história nacional dos Estados Unidos e, quiçá, mundial.

O autor de Apologia dos Bárbaros não vê grandes diferenças entre o Partido Republicano e o Democrata, já que ambos estão ligados aos donos do poder econômico. Os socialistas estadunidenses, diz Davis, há anos vêm demonstrando que os democratas não passam de um partido capitalista com um verniz socialdemocrata. No entanto, as elites formadas por sindicalistas e por militantes dos direitos civis encontram sempre um pretexto para o velho vício, qual seja, a opção pelo mal menor. A história mostra, por exemplo, que a maioria democrata no Senado 1) vendeu a Bill of Rights (a Constituição dos Estados Unidos aprovada em 1787); 2) endossou cortes marciais e campos de concentração; 3) acatou a não assinatura do Protocolo de Kyoto e do Tratado sobre Mísseis Antibalísticos; 4) apoiou a militarização da fronteira mexicana e deu carta branca ao presidente George W. Bush para intervir na guerra suja da Colômbia; 5) aprovou, por meio do Comitê de Inteligência do Senado, a opção do uso de armas nucleares de “pequeno alcance” contra o dito Eixo do Mal”. Por fim, o democrata Joe Lieberman, ex-candidato à vice-presidência de Al Gore, defendeu, com mais ênfase que os próprios republicanos, o direito de invadir o Iraque, e Carl McCall promoveu a sua campanha para governador de Nova York exibindo fotos em que aparecia disparando um fuzil M-16 em um campo de treinamento “antiterrorismo” israelense.

Uma política externa intervencionista compromete a própria democracia interna dos Estados Unidos. John Hobson, em seu Estúdio del imperialismo, criticava, no início do século 20, a voracidade da classe dominante inglesa em suas colônias espalhadas pelo mundo, ao tempo que mostrava que esta mesma elite, no afã de acumular sem limite, destruía a democracia interna londrina. O Ato Patriota, aprovado em 26 de outubro de 2001, 45 dias após os ataques do 11 de setembro, nada mais é do que um conjunto de leis destinadas a aumentar a regulação, o controle e a fiscalização das atividades cotidianas dos cidadãos estadunidenses, exacerbando o poder de policiamento do governo. James Petras o denominou de fascismo amistoso. Noam Chomsky vai mais longe, chegando a dizer que “não devemos nos esquecer que os próprios EUA são um Estado líder do terrorismo”.

Raça, classe e história – Mike Davis, ao analisar a destruição de Nova Orleans pelo Katrina, mostra que todos os aspectos da catástrofe foram moldados por desigualdades de classe e raça. Pesquisadores de várias universidades do sul dos Estados Unidos vinham chamando a atenção das autoridades para a possibilidade do rompimento dos diques por falta de manutenção. No entanto, nada se fez para sanar o problema, já que a cidade era povoada por 75% de afro-americanos e por ter um alto índice de pobres, de criminosos e de desempregados. Foi a negligência federal, e não a fúria da natureza, a maior responsável pelo assassinato de Nova Orleans.

Utilizando-se do desastre natural, políticos inescrupulosos, especuladores imobiliários gananciosos e brancos racistas apostaram em uma higienização da metrópole do jazz. Um deles, Finis Shellnut, afirmou que “o furacão obrigou os pobres e os criminosos a saírem da cidade, e nós esperamos que eles não voltem. A festa dessa gente está quase no fim e agora eles terão de encontrar outro lugar para morar” (pág. 237). Outro, Joseph Canizaro, com laços pessoais que o ligam ao círculo interno da Casa Branca, disse que “essas pessoas pobres não têm condições de voltar para nossa cidade, assim como não tiveram condições de deixá-la. Então, não traremos todas de volta” (pág. 236).

O governo Bush também aproveitou o pretexto do Katrina para atacar os sindicatos independentes, principalmente aqueles que defendiam os direitos dos trabalhadores e pressionavam pela contratação de moradores para recuperar Nova Orleans. Com isso, favoreceu as grandes corporações, como o Wal-Mart, que, combinando a tecnologia just in time com as características mais selvagens do capitalismo, tornou-se a empresa-símbolo da exploração. “Conhecida por pagar salários miseráveis e fraudar as horas extras de seus 1 milhão de empregados nos Estados Unidos”, comenta Davis, “o Wal-Mart age de forma ainda mais sinistra no estrangeiro, pressionando incessantemente seus milhares de fornecedores em Bangladesh, na China e na América Central para que reduzam os custos do trabalho e suprimam direitos trabalhistas. O Wal-Mart é, sem dúvida, o maior empregador indireto de mão-de-obra semiescrava ou infantil do planeta. A ‘walmartização’ tornou-se, portanto, sinônimo de ‘corrida ao fundo do poço’, completa abolição dos direitos do trabalhador e da cidadania” (pág. 158).

O historiador Mike Davis critica os livros didáticos das escolas estadunidenses por sua ocultação da história. A Operação Bagration, de junho de 1944, por exemplo, que leva este nome em homenagem a um herói russo de 1812, foi um ataque soviético decisivo contra a retaguarda da poderosa Wehrmacht de Hitler. Para Davis, foi a batalha decisiva pela libertação da Europa do nazi-fascismo. No entanto, não se encontra uma palavra sobre esta operação nos livros básicos de história nos Estados Unidos. E isso tudo, apesar de esta ofensiva de verão soviética – chamada pelo historiador Jon Erickson de o grande terremoto militar – ter sido muito mais grandiosa do que o desembarque na Normandia, tanto em escala de forças envolvidas quanto em custo direto infligido aos alemães. “Na luta contra o nazismo, cerca de 40 Ivans morreram para cada soldado Ryan”. “De fato”, diz Davis que “a maioria dos norte-americanos é espantosamente ignorante a respeito dos ônus dos combates e das baixas da Segunda Guerra Mundial. E mesmo a minoria que compreende algo da grandiosidade do sacrifício soviético tende a julgá-lo nos termos dos estereótipos crus do Exército Vermelho: uma horda bárbara conduzida por um sentimento cruel de vingança, um frenesi por estupros e um nacionalismo russo primitivo” (pág. 282).

No que toca à América Latina, os livros didáticos omitem 1) que os negros haitianos, liderados por Toussaint L’Ouverture, no final do século 18, tiveram uma participação decisiva na manutenção da Luisiânia como território estadunidense, ao infligir uma derrota aos exércitos de Napoleão Bonaparte no Haiti, quando as forças francesas se preparavam para recolonizar aquela província; 2) apresentavam o Canal do Panamá como propriedade sua, não mencionando que a independência daquele país (1903) fora provocada por Washington, já que a Colômbia se negara a aceitar uma passagem interoceânica estrangeira em uma de suas províncias; 3) falam que a Amazônia deve estar sob a proteção da humanidade (leiam-se Estados Unidos), alegando sua importância ambiental, ecológica e de biodiversidade, sem comentar a exploração e a destruição já feita por alguns de seus empresários (Ford na borracha, com a Fordlândia; Ludovic na celulose, com o Projeto Jari), sem mencionar o interesse das multinacionais ligadas aos medicamentos; 4) estampam o monumento aos Marines agarrados ao mastro de sua bandeira num visível esforço para fincá-la em solo estrangeiro com o intuito de levar a civilização aos bárbaros, lendo-se no pedestal do monumento as datas das intervenções armadas, sem dizer que as mesmas deixaram milhares de mortos e se prestavam à estratégia imperialista de buscar matérias-primas baratas e mercados cativos para seus produtos.

O Pentágono, diz Davis, deveria estudar a história das colônias conquistadas e perdidas, dos impérios erguidos e derrubados, evitando, assim, a atual carnificina iraquiana. Bastava ler as cartas de Gertrude Bell e os diários de Winston Churchill, os homens que transformaram três prósperas e etnicamente distintas províncias do Império Otomano em um infeliz território britânico. Churchill, então secretário de Estado de Guerra e da Aeronáutica (1920), utilizou a estratégia dos bombardeios com armas químicas, como as bombas de gás mostarda, para economizar dinheiro e soldados na dominação do Iraque. Graças ao gás venenoso e aos tanques, os britânicos recuperaram o controle da região, em setembro de 1920, sem deixar de lado as expedições punitivas pelos territórios rebeldes, queimando vilarejos, executando suspeitos, confiscando mantimentos e aplicando multas. Mais tarde, a força aérea britânica bombardeava regiões do Iraque, como o baixo Eufrates, já não para reprimir tumultos e sim pressionar os vilarejos a pagar seus impostos. Em fins de 1921, Churchill observou, com satisfação, que seus aeroplanos haviam passado a ser temidos e continuou a defender o uso do gás venenoso no Iraque e em toda a região. Questionado por um coronel, subordinado seu, sobre os horrores causados pelos efeitos dos bombardeios, Churchill o repreendeu severamente dizendo que “não entendo essa aversão ao uso de gás. Sou totalmente a favor do uso de gás venenoso contra tribos incivilizadas” (pág. 114). Certamente, fora este o mestre maior de Saddam Hussein. Apesar de tais métodos genocidas, a Grã-Bretanha saiu derrotada da região.

Apologia dos Bárbaros mostra como a revolução revoluciona a contrarrevolução. Por isso, o livro é importante para entender a política interna e externa dos Estados Unidos. Algumas ausências sentidas no trabalho foram as de Noam Chomsky, James Petras, Michael Klare e Immanuel Wallerstein, que trabalham, igualmente, as relações dos Estados Unidos no mundo. Um livro que ajuda a entender os meandros do império.

Fonte - Clic RBS

"A hora do Planeta" mobilizou o mundo prol da luta contra a mudança climática

Da Ópera de Sidney até o Empire State, passando pelo Cristo Redentor do Rio de Janeiro, cidades e lugares simbólicos de todo o mundo apagaram suas luzes às 20H30 local de cada país para participar na campanha em prol da luta contra a mudança climática promovida pela organização Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Em 2008, cerca de 50 milhões de pessoas em mais de 35 países se uniram à iniciativa.

"Queremos que as pessoas se perguntem, mesmo que por apenas uma hora, o que se pode fazer para reduzir a emissão de carbono", declarou em Sydney o organizador da operação, Andy Ridley.

O evento começou quando a Ópera de Sydney e a ponte Harbour apagaram suas luzes na Austrália. Depois o gesto simbólico percorreu as capitais e cidades mais importantes de todo o mundo.

A iniciativa nasceu em Sydney, em 2007, onde mais de dois milhões de pessoas apagaram as luzes na ocasião. Desde então, o movimento se estendeu a 3.929 cidades de cerca de 90 países.

Cerca de 37o monumentos do mundo inteiro, entre eles o Empire State, o Vaticano, as Cataratas do Niágara, a Torre Eiffel, a Acrópole e o estádio "Ninho do Pássaro" de Pequim apagarão suas luzes durante uma hora.

Em dezembro, a comunidade internacional se reunirá em Copenhague para tentar renovar o Protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões de CO2, que expira em 2012.

Os mais céticos quanto à iniciativa denunciaram, no entanto, que o uso de velas durante uma hora produz mais emissões de dióxido de carbono que as luzes elétricas.

Fonte - Último Segundo

Nota DDP: Só para constar, de 2 milhões iniciais, para 50 milhões no ano passado e, uma meta de 1 bilhão de pessoas neste ano, apenas por um dia, apenas por uma hora, mas a pergunta permanece: o que se pode fazer para reduzir a emissão de carbono? O Vaticano que também aderiu à proposta, como se pode ler acessando o link infra do Minuto Profético, já há muito deu esta resposta: "É bom e ecológico descansar aos domingos". Falta só repercutir...

Mais sobre a WWF e suas eventuais intenções em "O ECOmenismo e a "Hora da Terra""

Nota Minuto Profético: Cuidar do meio-ambiente como fiéis mordomos do Criador é uma mensagem que combina com o cristianismo. O que não significa necessariamente que o cristão deve aceitar tudo o que se diz por aí em nome do ambientalismo. É o caso da tese oficial sobre o aquecimento global (o "consenso" diz que a causa é a ação do homem, apesar de muitos cientistas discordarem). Esse projeto Hora do Planeta serve mais para condicionar a população mundial [engenharia social] do que para "salvar o planeta".

Leia mais: "O mundo apagou as luzes". "Hora da Terra". "O Planeta Terra, o Vaticano e a Lei Dominical".

Rússia leva ao G-20 proposta de moeda internacional única

Moscou - A delegação russa que participa da cúpula do G-20 em Londres leva um extenso pacote de medidas para construir "uma nova arquitetura financeira mundial”, que inclui a proposta de criação de uma “moeda supranacional única”.

A “criação de uma moeda de reserva supranacional, cuja emissão será feita por institutos financeiros internacionais. Consideramos necessário analisar o papel do FMI (Fundo Monetário Internacional) nesse processo, bem como determinar a possibilidade e necessidade de tomada de medidas que permitam a essa moeda tornar-se uma moeda 'de super-reserva' por toda a comunidade mundial”, indica um comunicado oficial russo.
...
Fonte - Jornal da Mídia

Nota DDP: Em contrapartida:

Obama rejeita proposta da China para substituir dólar

Ver também:

China propõe criação de moeda internacional para substituir dólar

Inglaterra poderá sofrer com falta de água

Muitas partes da Inglaterra irão sofrer com falta de água no futuro a menos que ações imediatas sejam tomadas para proteger as fontes deste recurso natural, afirmou a Agência Ambiental do país, em um relatório que será publicado nesta semana. As iniciativas incluem medidores de água em todas as residências, como forma de tornar o controle sobre gastos mais rígido, informou o Guardian neste domingo.

De acordo com os cientistas, muitos rios, principalmente os do sudeste da Inglaterra, podem ser reduzidos a córregos no verão na metade do século devido aos efeitos das mudanças climáticas. Na média, o fluxo da água diminuiria entre 50% e 80%.

O relatório propõe uma série de medidas consideradas urgentes para assegurar as reservas naturais de água. Entre elas estão a redistribuição da água usada pelas indústrias, a construção de usinas de dessalinização e a instalação de medidores de consumo em residências.

Ao mesmo tempo, o documento alerta que o dióxido de carbono emitido no processo de tratamento da água no Reino Unido representa 6% do total de gases deste tipo lançados na atmosfera pelo país - mais do que a indústria de aviação.

Como efeito das mudanças climáticas, a vida selvagem será duramente afetada e fazendeiros terão cada vez menos água para irrigação. "Todos terão de fazer esforços para cortar o consumo de água", disse Trevor Bishop, líder da agência de recursos naturais da Inglaterra.

Fonte - Terra

Estados Unidos querem acordo climático na ONU, mas sem mágicas

Estados Unidos querem acordo climático na ONU, mas sem mágicas

BONN, Alemanha (Reuters) - O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu neste domingo pressionar por um novo acordo climático na Organização das Nações Unidas, mas disse que Washington não tem "varinha de condão" e todos os países precisam ajudar.

"Os Estados Unidos vão se engajar fortemente e totalmente", disse o enviado especial norte-americano Todd Stern na abertura do encontro de 175 países da ONU em Bonn, na Alemanha.

"Mas todos nós vamos ter que fazer isso juntos, nós não temos uma varinha de condão", acrescentou Stern, em uma entrevista coletiva.

O encontro de 29 de março a 8 de abril, o primeiro do tipo desde que Obama chegou à Presidência, em janeiro, discute um acordo para o clima para ser adotado a partir de uma cúpula global em Copenhague, em dezembro de 2009.

Em seu discurso, Stern foi aplaudido duas vezes, um contraste com a recepção aos enviados da administração de George W. Bush, sempre acusados de inércia e vaiados durante a conferência de Bali em 2007.

Mesmo assim, Stern deixou claro os limites às ambições de Obama. Ele disse que os Estados Unidos gostariam de negociar um acordo economicamente "viável" e que os demais países não poderiam esperar Washington "chegar em um cavalo branco" para resolver o problema.

"Nós não podemos," afirmou.

Pedindo maior participação de todos, ele afirmou que os Estados Unidos tem a "responsabilidade singular" como o principal emissor de gases de efeito estufa do mundo.

Ele acrescentou estar muito impressionado com as ações de países em desenvolvimento como a Índia, África do Sul, Brasil, China e México.

Algumas nações, atingidas pela recessão, esperam ouvir as iniciativas ambientais dos Estados Unidos antes de revelarem suas medidas para combater o aquecimento global.

Obama quer reduzir as emissões norte-americanas para cerca de 16 a17 por cento dos níveis atuais, voltando aos níveis de 1990 até 2020. A meta para 2050 é reduzir em 80 por cento as emissões atuais.

"Todo mundo está muito animado" com os sinais de um maior compromisso dos Estados Unidos, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU.

Fonte - Globo

Nota DDP: Que os EUA não chegarão para a discussão em um "cavalo branco", eu não tenho a menor dúvida...

No mesmo sentido:

Obama convoca grandes economias para fórum sobre energia e clima

EUA se declaram a favor de "acordo global" sobre o clima

O Grande Irmão quer cuidar da internet

Se depender da vontade do governo, a lei de crimes da internet será muito mais restritiva do que gostariam os senadores. Na minuta do projeto, o Ministério da Justiça quer que os provedores de acesso mantenham por três anos todos os dados de tráfego de seus usuários. Ou seja: que hora se conectou à internet, em que sites entrou e quanto tempo ficou.

O Congresso em Foco teve acesso na quarta-feira (25/3), com exclusividade, a um trecho da minuta elaborada pelo MJ. O texto modifica a redação do artigo 22 do substitutivo ao Projeto de Lei 84/99, elaborado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). É justamente essa parte da peça em tramitação na Câmara que tem causado polêmica entre internautas e sociedade civil, pois obriga os provedores de acesso a armazenarem os dados de conexão dos usuários.

Agora, o MJ, influenciado por setores da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), quer radicalizar. Pelo substitutivo do senador tucano, ficariam guardados os hórários de log on (entrada) e log off (saída). Já na minuta do ministério, além de todos os dados de tráfego, os provedores seriam obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica.

Além disso, ele acrescenta a possibilidade de, a partir de requisição do MP ou da polícia, que todos os dados sejam imediatamente preservados. Esse artigo foi construído especialmente para a PF, que já havia se manifestado favoravelmente à ideia. Em novembro do ano passado, durante audiência pública, o delegado federal Carlos Eduardo Sobral, da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da instituição, afirmou que era necessário acrescentar essa possibilidade à lei.
...
Fonte - Observatório da Imprensa

Unidade total entre os crentes

O empresário Aboobakar Choonara, muçulmano residente nos Açores, disse que a “União entre pessoas de credos diferentes deve ser pensada”. Até mesmo nos casamentos e na educação religiosa dos filhos. Ele entende que uma mulher cristã casada com um muçulmano estará em boa situação. Afirma que “uma mulher que case com um muçulmano, estará mais protegida porque, segundo a lei islâmica, o marido será responsável pelo seu sustento e bem-estar permanentes, a menos que ela decida separar-se e volte a casar-se”. Disse mais, que as mulheres muçulmanas “têm mais direitos que as ocidentais” e “não há nada na lei corânica que obrigue sequer uma mulher a abdicar do seu credo para se converter ao islamismo”. Essa obrigação só surge caso ela “não seja seguidora das escrituras, seja a Bíblia ou a Tora”.
Em 2008 houve duas celebrações ecumênicas nos Açores. Compareceram tanto muçulmanos quanto cristãos. No entanto, casamentos entre católicos e muçulmanos, por parte de líderes católicos não são bem vistos.
Oram vejam só, a igreja católica deseja o ecumenismo, e são os muçulmanos que estão avançando mais rapidamente. Os últimos dias serão de acontecimentos rápidos.

Fonte - Cristo Voltará

sexta-feira, 27 de março de 2009

Bispos da UE deixam apelos para as Europeias

Episcopados católicos apontam «oportunidade para construir uma Europa melhor» e pedem participação nas eleições

«Construir a casa Europa» é o título da declaração da Comissão dos Episcopados Católicos da UE (COMECE) para as próximas eleições europeias, consideradas como “uma oportunidade para construir uma Europa melhor”.

“Nós, Bispos da COMECE, apoiamos e promovemos a União Europeia como projecto de esperança para todos os seus cidadãos”, pode ler-se.

O texto apela à participação de todos os cidadãos, lembrando as responsabilidades especiais dos cristãos, após 64 anos de desenvolvimento pacífico e 20 anos depois da queda da Cortina de Ferro.

“Participando nas eleições para o Parlamento Europeu, todos os cidadãos têm a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento e a melhoria da União Europeia”, afirma a COMECE.

Num tempo de crise financeira e económica, a UE apresentou-se, segundo os Bispos, como uma referência para “preservar a estabilidade e a solidariedade entre os seus membros”.

“Hoje, 2009, a União Europeia traz em si a capacidade e os meios de responder aos desafios mais urgentes e mais duros do nosso tempo”, acrescenta a COMECE.

A declaração lembra que a Igreja Católica manifestou “desde o início” o seu apoio ao projecto de integração europeia e continua a fazer o mesmo, ainda hoje. “Todos os cristãos têm não só o direito, mas também o dever de se comprometerem activamente neste projecto, exercendo o seu direito ao voto”, refere-se.

Por outro lado, é pedido ao Parlamento Europeu que defenda os princípios fundamentais “da dignidade humana e da promoção do bem comum”.

Neste contexto, pede-se aos eurodeputados que tudo façam para “respeitar a vida humana, da concepção à morte natural”, “apoiar a família fundada no matrimónio”, “promover os direitos sociais dos trabalhadores” e “levar por diante uma governação financeira apoiada em valores éticos”.

As mudanças climáticas, as relações da UE com os países em vias de desenvolvimento ou a promoção de uma política externa que promova a paz no mundo são outras preocupações apresentadas.

Recorde-se que as eleições europeias em Portugal estão marcadas para o dia 7 de Junho.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Para se interpretar os objetivos da COMECE através da iniciativa contida na notícia, necessário se ler alguns outros posts já considerados neste espaço. Nas entrelinhas o que claramente se pretende, dentre outras questões, é o reconhecimento do domingo como dia de descanso obrigatório.

1) - Bispos pedem aos cristãos mais compromisso na construção da Europa
2) - Aquecimento global: Bispos europeus pedem "ousadia" à UE
3) - Movimento para recuperar domingo como dia de descanso
4) - Membros do Parlamento europeu querem consagrar o Domingo como dia de descanso
5) - A União Européia deve guardar o domingo, diz a Igreja Católica
6) - Crise financeira é consequência de uma crise de valores

No mesmo quadro, inclusive, não se pode deixar de considerar o quanto asseverado no post anterior.

ONU aprova resolução sobre liberdade religiosa

Genebra, 27 mar (RV) - As Nações Unidas adotaram ontem uma resolução, que condena todo ato de violência motivado por diferenças religiosas. O documento foi aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, e recebeu 23 votos a favor, 13 contra e 11 abstenções.

O Conselho condenou, com veemência, casos de agressões psicológicas e físicas, além de violência e ataques contra pessoas por causa de opção religiosa e credos.

A resolução também deplorou atentados contra locais de culto e de adoração, monumentos considerados sagrados, símbolos religiosos e personalidades veneradas por vários credos.

O texto expressou a preocupação do Conselho de Direitos Humanos com o que chamou de uma campanha de intensificação e difamação de religiões incluindo a forma como minorias islâmicas teriam sido tratadas após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

Com a resolução, a ONU pede a todos os países que tomem as medidas necessárias para promover tolerância e respeito a todos os credos e religiões.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Certa feita revelou Deus através do Espírito de Profecia:

"O trabalho que a igreja tem deixado de fazer em tempo de paz e prosperidade, terá de realizar em terrível crise, sob as circunstâncias mais desanimadoras, proibitivas." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 164.

Ao que tudo indica este tempo está chegando a passos largos. Há de ser considerado, por exemplo o quanto contido no post "Direitos humanos se fundamentam em Deus, explica Bento XVI", onde o poder romano se posiciona sobre a elevação da "lei natural", que para ele são os mandamentos do catecismo católico, ao patamar de direitos humanos, ou ainda da concordata assinada recentemente entre o pontífice e o presidente brasileiro (Omissão da mídia sobre o acordo com o Vaticano), que já denota o paralelismo estado/igreja, até porque o próprio Vaticano assinalou que este tipo de documento já foi assinado com mais de uma centena de países e, que endossam algumas das posições ora levantadas pela ONU.

Enfim, o tempo da pregação em tempo de paz parece estar chegando ao fim.

NOTA Minuto Profético: As reações a essa resolução da ONU foram tão diferentes quanto extremas. De um lado, o Vaticano comemorou a iniciativa vendo aí tão somente o direito à liberdade religiosa preservada (Dá para confiar nas intenções da Santa Sé?). Por outro lado, críticas ferozes também surgiram por parte de quem tem um pé atrás com qualquer coisa relacionada a religião. Sem dúvida, não podemos apoiar qualquer tipo de violência em nome da religião. Porém, "difamar" é por demais abrangente e pode muito bem ser deliberadamente confundido com "discordar", abrindo a porta para injustiças e opressões de todo o tipo. Parece que a matéria acima sintetiza o ponto central: "a preocupação de que isso [a resolução não vinculativa 62/154 da ONU] possa ser usado como justificativa para coibir a liberdade de expressão". Vamos ficar atentos...

Circuncisão previne doenças sexualmente transmissíveis

A circuncisão pode evitar um número maior de doenças sexualmente transmissíveis do que se acreditava antes, segundo estudos realizados por cientistas em Uganda e pesquisadores da Universidade Johns Hopkins.

De acordo com os pesquisadores, homens circuncidados têm menos risco de contrair herpes genital e papilomavírus humano, conhecido como HPV. Já se sabia que o procedimento reduz drasticamente o risco de infecção pelo vírus HIV.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia incluído a circuncisão em seu pacote de recomendações para prevenção e combate à Aids no mundo.

Fonte - Opinião e Notícia

-OMS recomenda circuncisão para combater AIDS
-Estudos apontam que circuncisão reduz contaminação por HIV
-Circuncisão pode reduzir em 50% risco de HIV, diz estudo

Gênesis 17:11
Circuncidar-vos-eis na carne do prepúcio; e isto será por sinal de pacto entre mim e vós.

Levítico 12:3
E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio.

Nota DDP:
Escrito por Moisés, por volta de 1400 aC.

Fome é «insuportável», diz a ONU

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), revelou em comunicado que a situação de insegurança alimentar no mundo é "insuportável".

Um recente relatório da FAO diz que o número de pessoas desnutridas em todo o planeta chegou a 963 milhões em 2008, o que representa 14% da população mundial.

De acordo com o comunicado da entidade, a actual crise económica e financeira pode levar ainda mais gente à fome e à pobreza.

O director-geral da FAO, Jacques Diouf, exortou os líderes mundiais a cumprirem as suas promessas de combate à fome, criando uma nova ordem agrícola e mobilizando 30 mil milhões de dólares anuais para investir em infra-estruturas rurais e incentivar a produção agrícola nos países em desenvolvimento.

Para o director-geral da FAO, "apenas desta maneira será possível erradicar a fome e alimentar uma população mundial que chegará a nove mil milhões de pessoas em 2050".

Fonte - Ecclesia

quinta-feira, 26 de março de 2009

Porque será Durão Barroso reconduzido como presidente da Comissão Europeia?

Durão Barroso foi oficialmente formalizado como o candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à presidência da Comissão Europeia por mais cinco anos. A decisão, unânime, foi tomada pelos chefes de governos que integram o PPE: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Polónia, Malta e Roménia, reunidos em Bruxelas, Bélgica.

No cargo desde 2004, Durão Barroso será eleito para um segundo mandato, com início agendado para 1 de novembro, desde que os partidos do PPE ganhem as eleições europeias, em junho, o que é tido como altamente provável.

O social-democrata português abandonou repentinamente em 2004 o cargo de Primeiro-ministro português para assumir a presidência da Comissão Europeia, provocando grande instabilidade política no país.

A notícia da (mais que eventual) recondução de Durão Barroso teve eco um pouco por toda a imprensa desde Portugal a um pouco por toda a Europa (ver Público, Jornal de Notícias, Expresso, RTÉ, Euronews, Finanzas, Times of Malta, The Earth Times, France 24, Libération).

É interessante verificar que mesmo políticos de esquerda (Primeiro-ministro português José Sócrates) e centro-esquerda (Primeiro-ministro britânico Gordon Brown) apoiam Durão Barroso, candidato pela ala direita europeia.

Porque tem tão grande apoio? Porque será Durão Barroso reconduzido como presidente da Comissão Europeia?

José Manuel Durão Barroso é tido - nas altas esferas da governação europeia e mundial - como o perfeito instrumento do Clube Bilderberg.

Este clube é uma conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, académico, mediático ou político. Reúne-se anualmente, sempre em segredo, em hotéis de cinco estrelas reservados para a ocasião, geralmente na Europa, embora algumas vezes tenha ocorrido no Estados Unidos e Canadá.

A intenção inicial do Clube de Bilderberg era promover um consenso entre a Europa Ocidental e a América do Norte através de reuniões informais entre indivíduos poderosos.

A localização da reunião anual não é secreta, e a agenda e a lista de participantes são facilmente encontradas pelo público; mas os temas das reuniões são mantidos em segredo e os participantes assumem um compromisso de não divulgar o que foi discutido.

A alegação oficial do Clube de Bilderberg é de que o sigilo previniria que os temas discutidos, e a respetiva vinculação das declarações a cada membro participante, estariam a salvo da manipulação pelos principais órgãos de imprensa e do repúdio generalizado que seria causado na população.

A teoria que mais se opõe à estratégia oficial diz que o Clube Bilderberg tem o propósito de criar um governo totalitário mundial.

Onde é que, especificamente, Durão Barroso entra no meio deste esquema? Reproduzo uma entrevista concedida há cerca de três anos ao Semanário por Daniel Estulin, um dos principais ativistas e denunciadores do Clube Bilderberg (os negritos são de minha autoria, para destaque específico).

'Daniel Estulin, que investiga o clube de Bilderberg há treze anos, fala sobre os portugueses que têm participado nas suas reuniões, na crise política de 2004 em Portugal e da influência de Bilderberg na escolha de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia. (...)

Quais os portugueses que participaram na reunião de Bilderberg de Stresa, em 2004?

Francisco Pinto Balsemão (n.d.r.: ex-Primeiro-ministro, empresário com fortíssima influência na área dos mídia), Pedro Santana Lopes (n.d.r.: ex-Primeiro-ministro) e José Sócrates (n.d.r.: atual Primeiro-ministro). A lista de participantes portugueses ao longo dos anos é bastante extensa, se considerarmos o tamanho do país.

Nessa reunião, face ao poderio e influência de Bilderberg e ao fato de ser um clube predominantemente europeu e americano, alguém defendeu Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia? Recordo--lhe que Durão foi escolhido para a Comissão dias depois da reunião de Bilderberg.

Torna-se importante compreender que é irrelevante quem ocupa a cadeira de presidente da Comissão Europeia. Durão Barroso representa os interesses do "governo mundial".

Tanto Kissinger como Rockefeller (n.d.r.: proeminentes membros do Clube Bilderberg) apoiaram energicamente a candidatura de Durão Barroso para aquele posto. Barroso também foi amplamente apoiado pelos bilderbergers americanos em Stresa, por este ter apoiado a intervenção americana no Iraque. No entanto, Durão foi resguardado. Recorda-se da tão criticada cimeira dos Açores, justamente antes da Guerra do Iraque? O consenso na altura foi no sentido de não considerar Durão Barroso um verdadeiro participante na cimeira. Agora, começa tudo a fazer sentido. Ele foi afastado para tornar a sua nomeação para a Comissão Europeia mais apelativa. Desta forma, ele não fica ligado ao fiasco iraquiano.

Outro dos apoiantes de Barroso foi John Edwards, candidato a vice-presidente dos EUA, com John Kerry, que também esteve presente nas reuniões de Bilderberg. Como nota de referência, tenho relatórios de várias fontes internas da reunião de Bilderberg que referem a fraca capacidade oral e a fraca personalidade de Barroso. Decidiu-se mesmo limitar as suas aparições em público ao mínimo. Kissinger, um membro permanente de Bilderberg, chegou ao ponto de o chamar, "off the record", "indiscutivelmente o pior Primeiro-ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa".'

(A versão total publicada online da entrevista - na qual Estulin fala sobre outros assuntos - pode ser encontrada aqui.)

O 'pior Primeiro-minsitro da história recente'?! 'Fraca personalidade'?!

Para nos ajudar a perceber melhor, vejamos um excerto da notícia publicada no Semanário sobre a recandidatura de Durão Barroso (novamente, os negritos são de minha autoria, para destaque específico): 'tal como aconteceu em 2004, Barroso acaba por ser o homem útil ao sistema. Quem apostou nele há cinco anos, decididamente que hoje não se arrepende. Barroso é um excelente executor, que não levanta ondas e que não é inconveniente nem irreverente politicamente.'

O mesmo artigo refere que 'o apoio de Brown (n.d.r.: Primeiro-ministro inglês) pode ter sido indiciador, desde logo, da luz verde de Washington à reeleição de Barroso'.

Não nos deixemos iludir; o mundo e as suas mais importantes decisões são controladas por um grupo muito restrito de poderosos que, quer na sombra quer declaradamente, traça do rumo dos principais acontecimentos políticos, sociais, e económicos.

No entanto, não é debaixo do governo dos homens que o cristão se deve refugiar!

'Vede aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos. Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos estes estatutos e dirão: só este grande povo é gente sábia e inteligente. Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o chamamos? E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.' (Deuteronómio 4:5-9)

Sim, Deus é o governante soberano no qual podemos e devemos confiar!

Filipe Reis

P.S.: um excelente artigo sobre a relação do cristão com a política pode ser lido aqui.

Fonte - Blog Nisto Cremos

O ECOmenismo e a "Hora da Terra"

Por conta do post "A hora da terra: A hora da profecia?", ontem publicado neste espaço em reprodução do artigo formulado pelo Pr. Douglas Reis do Blog Questão de Confiança, foi-me enviado um comentário contrário a se considerar o tema como eventualmente correlato aos eventos finais que se prenunciam nesta terra. Nosso posicionamento ao comentário da leitora restou assinalado neste contexto e também pode ser lido no link supra.

Temos uma pergunta de fundamental importância: Está a WWF acima de qualquer suspeita? Tem gente que entende que não, citarei uma (os destaques são sempre meus):

ESTABLISHMENT. As ONGs não nascem da simples explosão de rebeldia civil. Mesmo que algumas das mais célebres se enquadrem nessa descrição, suas origens são as mais diversas, refletindo justamente a complexidade sociopolítica da grande nação globalizada. Enquanto o Greenpeace, por exemplo, surgiu de uma experiência pacífica de ecoterrorismo, a WWF foi idealizada pelo biólogo inglês Julian Huxley, prêmio Nobel e irmão do escritor Aldous, e seus primeiros membros pertenciam à fina nata da elite acadêmica. Outro peso pesado, o Human Rights Watch, é produto da Guerra Fria: antes de abraçar os direitos humanos de maneira universal, sua missão limitava-se à defesa dos dissidentes do bloco comunista.

Embora tenham origens tão diversas, compondo um mosaico tão caótico de interesses, seus métodos de ação caminham para uma espécie de convergência multifacetada. O crescimento e a interdependência que hoje caracterizam o terceiro setor surpreendem até os seus primeiros idealizadores, como admitiu à Primeira Leitura René Parmentier, diretor de assuntos políticos do Greenpeace e um de seus fundadores. O ecologista, porém, considera que a rebeldia ainda é o motor da organização.

Algumas táticas tiveram de mudar porque, segundo Parmentier, “o mundo também muda.

A mídia, por exemplo, elemento indispensável nas primeiras campanhas do Greenpeace, não tem o mesmo apelo e poder que há duas décadas; seu alcance é muito mais pulverizado”. O foco, hoje, também é outro. Se, até meados dos anos 90, a preocupação era despertar a consciência do cidadão anestesiado, agora a luta é por organizar os cidadãos já despertos para exercer a maior pressão possível em prol das causas em pauta.

O sucesso dessa ideologia desideologizada, no entanto, não pode se confundir com as mistificações que a acompanham, assim como também não é suficiente para superar as contradições que se avolumam. As ONGs, afinal, são atores políticos como quaisquer outros grupos de interesse que mobilizam meios e opinião públicos por uma causa particular. Não é o caso de idealizá-las nem demonizá-las. Mas é preciso ter em mente que, hoje, agir em nome do interesse da sociedade ou da humanidade, ou pela democracia ou pelo desenvolvimento, não lhes confere legitimidade automática. Quem sabe ainda façam pelo homem o que já fizeram pelos macacos. É a esperança, já que os governos... (Eduardo Simantob é jornalista e colaborador da Folha de S.Paulo e da revista Primeira Leitura em Zurique)

Só para constar, não que tenha direta influência ou lhe traga imediata desqualificação, o Sr. Huxley é um dos formadores da síntese evolutiva moderna, o que nos leva à pensar sob qual influência este humanista sempre labutou. Arrisco dizer que não foi sob a guia de Deus. Vejam que interessante pérola do criador da WWF:

"... pegar as técnicas de persuasão e de informações e verdadeira propaganda que aprendemos a aplicar nacionalmente na guerra, e deliberadamente moldá-las para as tarefas da paz internacional, se necessário utilizando-as - como Lenin visualizou - para 'dobrar a resistência de milhões' às mudanças desejadas. A tarefa que está diante da UNESCO... é simples. A tarefa é ajudar o aparecimento de uma única cultura mundial..."

"... no momento, duas filosofias opostas de vida estão se confrontando... Você pode categorizar as duas filosofias como dois supernacionalismos, ou como individualismo versus coletivismo... ou como capitalismo versus comunismo, ou como cristianismo versus marxismo. Podem esses opostos serem reconciliados, pode essa antítese ser resolvida em uma síntese mais elevada? Acredito que não somente isso pode acontecer, mas que, por meio da inexorável dialética da evolução, isso precisa acontecer..." (Julian Huxley, UNESCO: Its purpose and Its Philosophy (Washington DC: Public Affairs Press, 1947), pg 61. Fonte - Crossroad)

Seria uma teoria da conspiração deste espaço e dos demais que levantaram suspeitas sobre a chamada "Hora da Terra"? Penso que não, aliás depois de pesquisar um pouco sobre o tema, tenho absoluta certeza que não. Só para fechar o posicionamento deste blog em se ter prudência com as iniciativas da WWF, há de ser pontuado ainda que o seu criador era um declarado eugenista. Decreto dominical e seus efeitos são factíveis para um organismo idealizado por alguém com este tipo de ideologia?

Mais detalhes sobre a WWF, se estes não forem suficientes, aqui.

Por outro lado, não há consenso nenhum nesta questão do aquecimento global, como a mídia secular tem até noticiado, embora o faça com menos alarde, ao revés de quando a questão é a favor do movimento que está varrendo o planeta, o ECOmenismo, termo muito bem cunhado pelo Pr. Sérgio Santeli no Blog Minuto Profético. Aliás, existe um movimento contrário ao propalado "Hora da Terra". Alguém o viu senão em links bem discretos?

Não bastassem todas estas questões supra levantadas, tem ainda a ser considerado o endosso da ONU ao movimento, através de seu Secretário Geral. Sobre qual a posição da ONU no desenvolvimento da agenda contrária aos interesses de Deus seria desperdício de tempo e espaço ora se ocupar. Mas a pergunta da BBC é bem propícia:

De que lado você vai ficar?

Sugiro guardar a consciência duas vezes: Faça seu papel na manutenção da Criação de Deus, mas não se perca na propaganda do inimigo dEle.

Quem está com a razão?

Presidente critica medidas de Obama contra a crise

O primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, que agora preside a União Europeia, disse que as ações anticrise adotadas pelo presidente americano Barack Obama são "o caminho para a ruína".

Topolanek afirmou durante um discurso no Parlamento Europeu que os pacotes de estímulo econômico anunciados Casa Branca, assim como a ajuda financeira aos bancos, "vão minar a estabilidade dos mercados financeiros globais".

O líder da União Europeia atacou também os apelos do americano para que a Europa injete mais dinheiro na economia, dizendo que "se for necessário", os 27 países do bloco tomarão mais medidas, mas atualmente não sabemos até que ponto será necessário".

Fonte - Opinião e Notícia

Gordon Brown diz que é preciso "limpar" o sistema bancário

Falando para a elite da comunidade financeira de Nova Iorque, o primeiro-ministro britânico disse que eles devem mudar seu rumo para que o mundo saia ileso da recessão, e negou que falta consenso sobre como lidar com a crise financeira internacional.

"Temos que dar às pessoas confiança de que os princípios que norteiam suas vidas no dia-a-dia são aqueles que também orientam os mercados. Sei que as pessoas estão indignadas com o que veem nos casos dos bônus a executivos", disse Gordon Brown.

O primeiro-ministro está no segundo dia de seu tour de cinco dias antes da cúpula do G20, da qual ele será o anfitrião, em Londres, na próxima semana. No encontro, a Grã-Bretanha e os EUA esperam definir ações contra a crise coordenadas a nível internacional.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Obama se manifestou nesta semana prevendo um quadro mais otimista para economia de seu país. Afinal, quem está com a razão?

1) -EUA entram na maior depressão de sua história
2) -Os EUA terão revolução e rebeliões por comida e por causa de imposto até 2012
3) -'O pior da crise ainda não chegou'

quarta-feira, 25 de março de 2009

China propõe criação de moeda internacional para substituir dólar

PEQUIM, China, 24 Mar 2009 (AFP) - A China propõe no site do Banco Central do país a criação de uma "moeda de reserva internacional estável" para substituir o dólar, por considerar que a crise financeira exige "uma reforma criativa do sistema monetário internacional".

A uma semana da reunião do G-20 em Londres, o presidente do BC chinês, Zhou Xiaochuan, afirma que a crise mostrou "as fragilidades inerentes do atual sistema monetário internacional".

A China também manifestou a necessidade de uma moeda de reserva internacional "independente das nações individuais", de sua situação nacional, e "capaz de manter-se estável a longo prazo".

Grande parte das reservas cambiais chinesas são em dólares e Pequim já expressou diversas vezes preocupação com o futuro das mesmas.

"A criação de uma nova moeda de reserva amplamente aceita poderia levar algum tempo", reconheceu Zhou, que sugeriu que os Direitos de Emissão Especiais possam ter o papel de "moeda de reserva supranacional".

Estes Direitos, que têm o valor atrelado a uma cesta de moedas, foram criados pelo Fundo Monetário Mundial (FMI) em 1969 como uma reserva mundial para completar as reservas dos países membros quando a oferta de ouro e dólares não era suficiente.

A reforma do sistema financeiro mundial centrará as discussões do G-20 no dia 2 de abril em Londres.

Fonte - UOL

[Colaboração - Flávio]

Nota DDP: A proposta será levada ao G20, mas especialistas na área econômica sustentam que é impossível de ser aplicável na prática, no entanto, o que continua se observando é a intenção de se uniformizar procedimentos, como já considerado neste espaço.

OIT sugere acordo global para a geração de emprego

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) levantou o debate sobre a necessidade de um pacto global pelo emprego, baseado em políticas que favoreçam o trabalho digno e que tornem mais justa a globalização.

Com isso, a OIT pretende alinhar medidas globais para superar os graves efeitos da crise econômica mundial.

A previsão da OIT para o período de 2008 a 2009 era, em janeiro, da extinção de 52 milhões de empregos no mundo. No entanto, estas previsões foram feitas quando ainda se acreditava que o crescimento global deste ano seria positivo e os dados atuais mostram que haverá uma recessão. Com isso, o desemprego poderá aumentar.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: A questão do trabalho é fundamental no processo de se reconhecer a necessidade de um dia de descanso universal, como tem pregado a igrega de roma, afim de que se estabeleçam as condições dignas propugnadas inclusive pela doutrina social estabelecida e que deve receber novos contornos com a encíclina que se encontra em preparação. Quanto tempo até o mundo fazer coro às soluções oferecidas pela religião?

Bispos pedem aos cristãos mais compromisso na construção da Europa

BRUXELAS, segunda-feira, 23 de março de 2009 (ZENIT.org).- A participação dos cristãos nas próximas eleições continentais de junho é «essencial para redescobrir a alma da Europa, que é vital para satisfazer as necessidades fundamentais da pessoa humana e o serviço ao bem comum».

Assim expressaram os bispos da COMECE (Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Européia), através de um comunicado ao término da Assembléia Plenária que se celebrou na sede de Bruxelas desde a quarta-feira, 18, até a sexta-feira, 20 de março.

No comunicado, os bispos insistem que participar das eleições é para os cristãos «um direito e uma responsabilidade», e recordam que a Igreja Católica «apoiou desde o início o projeto da integração europeia».

A participação dos cristãos é necessária para que a Europa defenda os princípios que a Igreja considera «básicos» e que «devem estar no centro de toda política europeia».

Entre estes, está o «respeito da vida humana desde a concepção até a morte natural», o «apoio à família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher», assim como a justiça social, o respeito do meio ambiente e a solidariedade com as regiões mais pobres.

«Iluminados e guiados pelos ensinamentos de Cristo, os cristãos estão dispostos a ajudar a cumprir estas aspirações, conscientes do que afirmou Sua Santidade o Papa João Paulo II: `A inspiração cristã é capaz de transformar os agrupamentos políticos, culturais e econômicos em uma forma de convivência na qual todos os europeus se sintam como que em casa´.»

Durante esta plenária, foi reeleito seu presidente, Dom Adrianus van Luyn, bispo de Rotterdam (Holanda) para um segundo mandato, assim como os vice-presidentes Dom Piotr Jerecki (bispo auxiliar de Varsóvia) e Reinhard Marx (arcebispo de Munique-Freising). O terceiro vice-presidente, Dom Diarmuid Martin, arcebispo e Dublin, foi substituído por Dom Noel Treanor, bispo de Down & Connor.

Fonte - Zenit

Nota DDP: Se no post anterior se vislumbra e se pretende a interferência do estado na igreja, aqui se pretende a mesma relação promíscua, somente em sentido contrário.
Related Posts with Thumbnails