Capítulo 18
Sobre o assunto da imortalidade da alma, povos e religiões tem crenças diferentes. Mas o que os identifica é a crença de que existe uma alma que não morre, ao contrário do que DEUS ensina. De Babilônia veio a doutrina, e com a confusão das línguas se espalhou na formação das nações do mundo. Assim se desenvolveu uma religião falsa baseada na mentira de Lúcifer aplicada a Eva e seu marido: “É certo que não morrereis” Gên 3:4.
No Irã e no Império Persa os mortos eram enterrados com suas melhores roupas para disporem na outra vida. Os egípcios tinham na imortalidade da alma uma crença fundamental. Osíris era o deus principal do além da vida. Por isso preservavam os corpos dos mortos para permitir reencarnação, se fosse o caso. Na Grécia, Pitágoras (matemático) defendia que a alma era imortal. Tales de Milleto, o primeiro filósofo conhecido achava que a alma era imortal, e ela existia também nos animais e nas plantas, até nas rochas, no vento e no imã. Assim também Sócrates e Platão, e os outros filósofos defendiam existir uma alma imortal. Na Índia é aceita em todas as religiões como no budismo, jainismo, siquismo, hinduísmo, assim em toda Ásia Oriental. “A lei do karma, da causa e efeito, combinada com a imortalidade da alma e a possibilidade de reencarnação funcionavam perfeitamente como lei moral, anunciando a recompensa ou a punição na próxima vida.” O budismo por exemplo, prega um ciclo de mortes e de renascimentos de aperfeiçoamento até atingir a Paz. Com variações às crenças na Índia, na China, Japão e no Tibet aceita-se a imortalidade. No Xintoísmo, por exemplo, se acredita que a alma sobrevive à morte. Os enlutados fazem cerimônias para pacificar a alma do morto que não fosse boa pessoa. Eles tem um culto aos espíritos dos antepassados, e com o tempo a alma pode se tornar um deus e vir a ser um guardião ancestral.
“Para o taoísmo o objetivo da vida é harmonizar a atividade humana com Tao, o “caminho da natureza”. Tao é o princípio governante do Universo, não teve princípio nem terá fim e se a pessoa conseguir viver de modo natural (conforme com a natureza) participa de Tao e se torna eterna, como ele. Os taoístas fazem experiências de meditação, exercícios respiratórios e dieta severa em busca do equilíbrio físico e mental que resulta da combinação das forças opostas yin e yang (feminina e masculina).”
O confucionismo, de Kung Fu Tse, preocupa-se com o Além. Faz culto aos antepassados e cerimônias em que envolvem os mortos. Até entre os judeus se infiltrou a crença na imortalidade da alma. Filo, um filósofo judeu, influenciado por Platão do qual era discípulo, defendeu a idéia de que na morte a alma retorna ao seu estado pré-natal original. Ela volta ao mundo espiritual. Os rabinos do Talmude (livro das tradições judaicas escrito após o século II dC) acreditavam na continuidade da vida da alma após a morte do corpo. Criam na preexistência da alma. A Cabala ensina até a reencarnação.
No cristianismo JESUS cria na ressurreição da carne e não na imortalidade da alma. Mas a partir de meados do segundo século da era cristã, a filosofia grega platônica influenciou muitos líderes da igreja, como Orígenes (185–254) e Agostinho de Hippona (354–430), esse neoplatônico. E a crença na imortalidade invadiu o cristianismo, e não foi revogada pelo protestantismo, senão pelo adventismo, no século XIX.
No islamismo, surgido com Maomé em 632 dC, o Corão registra que a alma é imortal, que continua viva após a morte e que as almas premiadas viverão num paraíso após a morte do corpo e as condenadas vão para o inferno.
Assim a mentira que nos fez cair em desgraça continua fazendo o mesmo efeito ao longo dos séculos e dos milênios. Se muitas leis não pegam, essa mentira pegou! Satanás é um mestre na mentira, e as pessoas, em maciça maioria acreditam nela.
Fonte - Cristo Voltará
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Deus é a unidade e quer unidade
Augsburgo, 1º nov (RV) - Um marco no caminho rumo à unidade dos cristãos: celebrou-se neste sábado, em Augsburgo, na Alemanha, o 10º aniversário da Declaração conjunta da Igreja Católica e da Federação Luterana Mundial sobre a Doutrina da Justificação. O evento ecumênico teve também a participação do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.
"Deus é unidade e quer a unidade", "quer uma só Igreja como instrumento e sinal da unidade da humanidade": foi o que disse o purpurado alemão no discurso que fez, neste sábado, na celebração das Vésperas, realizada na Catedral de Augsburgo, no qual denunciou que "a separação das nossas Igrejas" é "um contra testemunho do Evangelho", "um escândalo".
Em seguida, o presidente do Pontifico Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos ressaltou o papel extraordinário do movimento ecumênico, que, afirmou, "não é obra do espírito do liberalismo e do indiferentismo", mas é "impulso do Espírito de Jesus Cristo, do Espírito Santo". Por isso, "devemos permanecer fiéis à opção ecumênica; não há alternativas" – observou.
O Cardeal Kasper disse ser obra do Espírito Santo também a assinatura da Declaração comum de Augsburgo, que colocou fim a um contraste que durou quase 500 anos.
"As críticas dessacralizadoras acerca de uma aparente estagnação no ecumenismo e o mísero derrotismo, que em termos hipócritas ressaltam somente o que ainda não se alcançou, esquecendo o que nos últimos anos nos foi conquistado, é, realmente, nua e crua ingratidão" – ponderou, sem rodeios, o purpurado alemão.
Portanto, é preciso agradecer a Deus de coração nesta celebração e repetir o que foi dito 10 anos atrás, por ocasião da assinatura: "Damos-nos as mãos e agora não mais as deixaremos, nunca mais nos separemos" – insistiu o Cardeal Kasper.
Por outro lado, o responsável pelo referido organismo vaticano ressaltou que é preciso "ser realistas" e conscientes de que "o caminho para reunir o povo de Deus ainda não acabou", e de que no caminho existem, por vezes, também obstáculos.
Por isso, fez votos de que "o ecumenismo seja, em primeiro lugar e, sobretudo, um ecumenismo da oração". A unidade – frisou – "é dom do Espírito Santo e fruto da oração", que significa também um ecumenismo da meditação orante comum da Bíblia.
Fonte - Radio Vaticano
Nota DDP: Ver também "Nunca mais nos separaremos".
"Deus é unidade e quer a unidade", "quer uma só Igreja como instrumento e sinal da unidade da humanidade": foi o que disse o purpurado alemão no discurso que fez, neste sábado, na celebração das Vésperas, realizada na Catedral de Augsburgo, no qual denunciou que "a separação das nossas Igrejas" é "um contra testemunho do Evangelho", "um escândalo".
Em seguida, o presidente do Pontifico Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos ressaltou o papel extraordinário do movimento ecumênico, que, afirmou, "não é obra do espírito do liberalismo e do indiferentismo", mas é "impulso do Espírito de Jesus Cristo, do Espírito Santo". Por isso, "devemos permanecer fiéis à opção ecumênica; não há alternativas" – observou.
O Cardeal Kasper disse ser obra do Espírito Santo também a assinatura da Declaração comum de Augsburgo, que colocou fim a um contraste que durou quase 500 anos.
"As críticas dessacralizadoras acerca de uma aparente estagnação no ecumenismo e o mísero derrotismo, que em termos hipócritas ressaltam somente o que ainda não se alcançou, esquecendo o que nos últimos anos nos foi conquistado, é, realmente, nua e crua ingratidão" – ponderou, sem rodeios, o purpurado alemão.
Portanto, é preciso agradecer a Deus de coração nesta celebração e repetir o que foi dito 10 anos atrás, por ocasião da assinatura: "Damos-nos as mãos e agora não mais as deixaremos, nunca mais nos separemos" – insistiu o Cardeal Kasper.
Por outro lado, o responsável pelo referido organismo vaticano ressaltou que é preciso "ser realistas" e conscientes de que "o caminho para reunir o povo de Deus ainda não acabou", e de que no caminho existem, por vezes, também obstáculos.
Por isso, fez votos de que "o ecumenismo seja, em primeiro lugar e, sobretudo, um ecumenismo da oração". A unidade – frisou – "é dom do Espírito Santo e fruto da oração", que significa também um ecumenismo da meditação orante comum da Bíblia.
Fonte - Radio Vaticano
Nota DDP: Ver também "Nunca mais nos separaremos".
Aspectos Inconstitucionais do Acordo Brasil-Santa Sé
A tramitação do tratado internacional entre o Brasil e o Vaticano, que foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o papa Bento XVI, em 13 de novembro de 2008, reacende as polêmicas sobre o relacionamento entre as potestades temporal e espiritual. O Projeto de Decerto Legislativo 1736/09 – relativo ao tratado – foi recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados e depende agora do crivo do Senado Federal para que seja ratificado e, por conseguinte, incorporado ao ordenamento jurídico pátrio.
O Brasil pode, sem embargo, celebrar tratado internacional com a Santa Sé, uma vez que ambos possuem personalidade jurídica de direito internacional, soberania e poder temporal. O tratado, contudo, não pode conceder vantagens exclusivas. De acordo com o internacionalista Valerio de Oliveira Mazzuoli, ao estabelecer privilégios para a Igreja Católica, o tratado deve receber a denominação de concordata e não, simplesmente, acordo.(2) A inconstitucionalidade das concordatas no contexto da democracia constitucional tem sido sustentada por juristas expressivos como Jónatas Machado, J. J. Canotilho, Paolo Barile e o já citado Valerio Mazzuoli. A polêmica atual consiste, portanto, em saber se o documento assinado pelos representantes das Altas Partes Contratantes, Brasil e Santa Sé, é acordo ou concordata, ou, em outras palavras, se o ato bilateral estabelece ou não privilégios inconstitucionais para a Igreja Católica no Brasil. Para a caracterização de concordata não importa se o termo utilizado no documento é acordo. A distinção depende exclusivamente do conteúdo.
O presente artigo tem o propósito de examinar alguns aspectos desse acordo internacional que violam a Constituição brasileira. Será que o novo Estatuto Jurídico da Igreja Católica, avençado pelas Altas Partes Contratantes, atende aos legítimos interesses da Igreja e do Estado? Toda essa problemática é de extrema complexidade, pois envolve aspectos jurídicos, históricos e filosóficos, mas não pode ser ignorada.
Contexto histórico
As tensões e os enfrentamentos entre os poderes político e religioso são antigos. No mundo pré-cristão – essencialmente monista – a política se confundia com a religião.(3) Não se pode deixar de observar que foi o próprio cristianismo que rompeu com esse modelo e estabeleceu o dualismo. Assim, com o advento da doutrina de Jesus Cristo, o poder foi concebido segundo a dualidade temporal (imanente) e espiritual (transcendente)(4). A cultura ocidental seguiu essa orientação que estabelece a separação entre o temporal e o sagrado, mas não foram poucas as contradições e paradoxos ao longo da história.(5)
É importante relembrar que o regime de união entre a Igreja e o Estado, que havia no período imperial brasileiro, sob o amparo da Constituição de 1824, conferia privilégios à Igreja Católica em detrimento das demais confissões religiosas. O status de Igreja oficial do Estado, entretanto, aniquilou a autonomia da Igreja. Assim, Cinfuentes observa que os membros do clero foram, por vezes, reduzidos a meros funcionários estatais enquanto que as atividades das congregações religiosas eram cerceadas. O Estado interferia diretamente nas questões religiosas.(6) Esse quadro pode ser comparado, mutatis mutandis, com a situação atual da Igreja Luterana em países como a Dinamarca e a Noruega. Tais Estados apresentam estreita e comprometedora relação de aliança com a Igreja Oficial. Há liberdade religiosa nesses países, mas a Igreja nacional (Luterana) recebe subsídios e privilégios estatais. Os ministros religiosos são funcionários públicos, o que já compromete a neutralidade (imparcialidade) estatal e, também, a autonomia do religioso frente ao político e vice-versa. Na Dinamarca, 83% da população professa a fé luterana, que é a única fé ensinada nas escolas públicas. Em compensação, a Igreja nacional tem pouquíssima autonomia administrativa. As políticas públicas adotadas na Dinamarca, portanto, não são alheias à moral da Igreja Oficial.(7)
Na esteira do decreto 119-A de 1890, a Constituição brasileira republicana de 1891 consolidou o regime de separação entre a Igreja e o Estado. O vínculo entre a Igreja e o Estado no Brasil foi totalmente extinguido. A Constituição de 1934, todavia, tratou de restaurar, pelo menos em parte, o liame entre a Igreja e o Estado, através da inserção do princípio da colaboração em seu art. 17 e do retorno do ensino religioso nas escolas públicas, art. 112, § 8º. Os debates em torno desse último tema, na Constituinte de 1934, foram acalorados, como registra Scampini.(8)
Embora o preâmbulo da Constituição de 1988 diga “sob a proteção de Deus”, o Brasil ainda é Estado laico por força do art. 19, I. Na mesma esteira desse dispositivo, embora estabeleça o princípio da colaboração, o mesmo dispositivo constitucional proíbe os entes estatais de “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”. Tais contradições devem ser harmonizadas pelos interpretes da Constituição. Assim, cumpre ressaltar que a colaboração entre a Igreja e o Estado, prevista no art. 19, I, da Constituição de 1988, está vinculada ao interesse público e não ao interesse religioso institucional ou eclesiástico.
Ensino Religioso
Sobre o ensino religioso, previsto no art. 210, § 1º, Maria Garcia esclarece que a “Constituição está se referindo ao ensino no seu sentido específico de transmissão de conhecimento, informações ou esclarecimentos úteis ou indispensáveis à educação – e não à educação religiosa, propriamente.(9) Assim sendo, o ensino religioso confessional (ou educação religiosa propriamente dita) nas escolas públicas não tem o amparo da Lei Maior. Nem poderia, uma vez que a subvenção dessa educação religiosa confessional é proibida pelo art. 19, I, da CF/1988.(10) Ao subvencionar o “ensino” religioso específico da Igreja Católica, o Estado estaria auxiliando financeiramente essa mesma religião. De acordo com a interpretação de Maria Garcia, cabe ao Estado o ensino religioso e à família e à Igreja, a educação religiosa.(11)
O art. 11, §1º, do acordo propugna pelo ensino católico nas escolas públicas de ensino fundamental. Ora, ao inserir o vocábulo católico, a convenção privilegia essa religião em detrimento das demais, pouco importando a inclusão “e de outras confissões religiosas”. A indefinição dessa última expressão acaba por excluir explicitamente as demais confissões religiosas. Também seria praticamente impossível contemplar toda a diversidade religiosa existente na sociedade.
O artigo sobre o ensino religioso católico do acordo viola, portanto, a Constituição Federal de 1988 e confere privilégio para essa confissão. O Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) manifestou, em 23 de Agosto de 2009, contrariedade à aprovação do art. 11. O MEC também criticou os termos do Acordo em relação ao ensino religioso.
Direito canônico e matrimônio
O art. 12, §1º, do acordo estabelece que “a homologação das sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial” “será efetuada nos termos da legislação brasileira sobre homologação de sentenças estrangeiras”. Assim, o direito canônico em matéria matrimonial, que tinha validade apenas no âmbito interno da Igreja Católica, é incorporado ao direito do Estado Brasileiro. Assim sendo, o Tribunal Eclesiástico passaria a dizer o direito no que diz respeito ao casamento. Destarte, o tratado estabelece, mais uma vez, privilégio à Igreja Católica de dizer o direito.
Destinação de espaços para fins religiosos
Segundo o deputado Regis de Oliveira, o art. 14 do acordo, ao determinar que os municípios reservem espaços em seus territórios para fins religiosos, acaba por promover a interferência nas leis dos municípios.(12)
Privilégios para a CNBB
O art. 18 do acordo distingue a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB com poderes para “celebrar convênios sobre matérias específicas, para implementação do presente acordo”. Ora, convenio é apenas uma das variantes terminológicas na experiência convencional brasileira, como tratado, acordo, ajuste, ato, compromisso, pacto, protocolo etc.(13) Assim, esse dispositivo estaria autorizando a CNBB a celebrar tratados internacionais, com o fim de implementar a convenção vestibular (acordo de 2008). Assim, a Igreja católica é revestida, dentro do território nacional, dos mesmos poderes da Cidade do Vaticano incluindo o poder temporal. Nenhuma outra organização religiosa no Brasil se igualaria à CNBB em poder.
Ademais, o art. 17 do acordo autoriza os Bispos católicos, no exercício de seu ministério pastoral, a pedir vistos às autoridades brasileiras para seus convidados quer sejam sacerdotes, membros de institutos religiosos ou leigos. Como observa Dino Fernandes, há aqui subversão à legislação pátria, uma vez que os pedidos de vistos não poderão ser negados pelas autoridades competentes, restando somente a opção de concedê-los de forma temporária ou permanente.(14)
Conclusão
A possibilidade de colaboração entre a Igreja e o Estado, prevista na Constituição Federal de 1988 (art. 19, I), deve ser interpretada com cautela. A colaboração entre esses dois entes não pode ser generalizada ao ponto de intensificar as alianças entre os poderes temporal e espiritual. O interesse público não deve ser cerceado em detrimento do interesse eclesiástico. O ordenamento jurídico estatal está voltado para a proteção das liberdades individuais da pessoa humana. Proteger a pessoa humana é o maior desafio do século XXI no dizer de Cançado Trindade. A religião recebe proteção do Estado de forma secundária. O Estado assegura a liberdade religiosa porque o ser humano tem o direito de escolha.(15)
O ato assinado em Roma pelas Altas Partes Contratantes apresenta as características de concordata uma vez que privilegia a Igreja Católica e, também, viola a Constituição Federal brasileira em muitos aspectos, como foi demonstrado no presente artigo. Assim sendo, o ato avençado é nitidamente inconstitucional.
A concessão de privilégios sempre ameaçou a autonomia eclesiástica. Assim, a intensificação da aliança entre o Estado e a Igreja por intermédio dessa concordata, se referendada pelo legislativo, pode contrariar, no futuro, os interesses da própria Igreja Católica, restringindo sua autonomia em face do poder estatal.
Fonte - Blog Aldir Guedes Soriano
[Notas de rodapé no link supra]
O Brasil pode, sem embargo, celebrar tratado internacional com a Santa Sé, uma vez que ambos possuem personalidade jurídica de direito internacional, soberania e poder temporal. O tratado, contudo, não pode conceder vantagens exclusivas. De acordo com o internacionalista Valerio de Oliveira Mazzuoli, ao estabelecer privilégios para a Igreja Católica, o tratado deve receber a denominação de concordata e não, simplesmente, acordo.(2) A inconstitucionalidade das concordatas no contexto da democracia constitucional tem sido sustentada por juristas expressivos como Jónatas Machado, J. J. Canotilho, Paolo Barile e o já citado Valerio Mazzuoli. A polêmica atual consiste, portanto, em saber se o documento assinado pelos representantes das Altas Partes Contratantes, Brasil e Santa Sé, é acordo ou concordata, ou, em outras palavras, se o ato bilateral estabelece ou não privilégios inconstitucionais para a Igreja Católica no Brasil. Para a caracterização de concordata não importa se o termo utilizado no documento é acordo. A distinção depende exclusivamente do conteúdo.
O presente artigo tem o propósito de examinar alguns aspectos desse acordo internacional que violam a Constituição brasileira. Será que o novo Estatuto Jurídico da Igreja Católica, avençado pelas Altas Partes Contratantes, atende aos legítimos interesses da Igreja e do Estado? Toda essa problemática é de extrema complexidade, pois envolve aspectos jurídicos, históricos e filosóficos, mas não pode ser ignorada.
Contexto histórico
As tensões e os enfrentamentos entre os poderes político e religioso são antigos. No mundo pré-cristão – essencialmente monista – a política se confundia com a religião.(3) Não se pode deixar de observar que foi o próprio cristianismo que rompeu com esse modelo e estabeleceu o dualismo. Assim, com o advento da doutrina de Jesus Cristo, o poder foi concebido segundo a dualidade temporal (imanente) e espiritual (transcendente)(4). A cultura ocidental seguiu essa orientação que estabelece a separação entre o temporal e o sagrado, mas não foram poucas as contradições e paradoxos ao longo da história.(5)
É importante relembrar que o regime de união entre a Igreja e o Estado, que havia no período imperial brasileiro, sob o amparo da Constituição de 1824, conferia privilégios à Igreja Católica em detrimento das demais confissões religiosas. O status de Igreja oficial do Estado, entretanto, aniquilou a autonomia da Igreja. Assim, Cinfuentes observa que os membros do clero foram, por vezes, reduzidos a meros funcionários estatais enquanto que as atividades das congregações religiosas eram cerceadas. O Estado interferia diretamente nas questões religiosas.(6) Esse quadro pode ser comparado, mutatis mutandis, com a situação atual da Igreja Luterana em países como a Dinamarca e a Noruega. Tais Estados apresentam estreita e comprometedora relação de aliança com a Igreja Oficial. Há liberdade religiosa nesses países, mas a Igreja nacional (Luterana) recebe subsídios e privilégios estatais. Os ministros religiosos são funcionários públicos, o que já compromete a neutralidade (imparcialidade) estatal e, também, a autonomia do religioso frente ao político e vice-versa. Na Dinamarca, 83% da população professa a fé luterana, que é a única fé ensinada nas escolas públicas. Em compensação, a Igreja nacional tem pouquíssima autonomia administrativa. As políticas públicas adotadas na Dinamarca, portanto, não são alheias à moral da Igreja Oficial.(7)
Na esteira do decreto 119-A de 1890, a Constituição brasileira republicana de 1891 consolidou o regime de separação entre a Igreja e o Estado. O vínculo entre a Igreja e o Estado no Brasil foi totalmente extinguido. A Constituição de 1934, todavia, tratou de restaurar, pelo menos em parte, o liame entre a Igreja e o Estado, através da inserção do princípio da colaboração em seu art. 17 e do retorno do ensino religioso nas escolas públicas, art. 112, § 8º. Os debates em torno desse último tema, na Constituinte de 1934, foram acalorados, como registra Scampini.(8)
Embora o preâmbulo da Constituição de 1988 diga “sob a proteção de Deus”, o Brasil ainda é Estado laico por força do art. 19, I. Na mesma esteira desse dispositivo, embora estabeleça o princípio da colaboração, o mesmo dispositivo constitucional proíbe os entes estatais de “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”. Tais contradições devem ser harmonizadas pelos interpretes da Constituição. Assim, cumpre ressaltar que a colaboração entre a Igreja e o Estado, prevista no art. 19, I, da Constituição de 1988, está vinculada ao interesse público e não ao interesse religioso institucional ou eclesiástico.
Ensino Religioso
Sobre o ensino religioso, previsto no art. 210, § 1º, Maria Garcia esclarece que a “Constituição está se referindo ao ensino no seu sentido específico de transmissão de conhecimento, informações ou esclarecimentos úteis ou indispensáveis à educação – e não à educação religiosa, propriamente.(9) Assim sendo, o ensino religioso confessional (ou educação religiosa propriamente dita) nas escolas públicas não tem o amparo da Lei Maior. Nem poderia, uma vez que a subvenção dessa educação religiosa confessional é proibida pelo art. 19, I, da CF/1988.(10) Ao subvencionar o “ensino” religioso específico da Igreja Católica, o Estado estaria auxiliando financeiramente essa mesma religião. De acordo com a interpretação de Maria Garcia, cabe ao Estado o ensino religioso e à família e à Igreja, a educação religiosa.(11)
O art. 11, §1º, do acordo propugna pelo ensino católico nas escolas públicas de ensino fundamental. Ora, ao inserir o vocábulo católico, a convenção privilegia essa religião em detrimento das demais, pouco importando a inclusão “e de outras confissões religiosas”. A indefinição dessa última expressão acaba por excluir explicitamente as demais confissões religiosas. Também seria praticamente impossível contemplar toda a diversidade religiosa existente na sociedade.
O artigo sobre o ensino religioso católico do acordo viola, portanto, a Constituição Federal de 1988 e confere privilégio para essa confissão. O Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) manifestou, em 23 de Agosto de 2009, contrariedade à aprovação do art. 11. O MEC também criticou os termos do Acordo em relação ao ensino religioso.
Direito canônico e matrimônio
O art. 12, §1º, do acordo estabelece que “a homologação das sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial” “será efetuada nos termos da legislação brasileira sobre homologação de sentenças estrangeiras”. Assim, o direito canônico em matéria matrimonial, que tinha validade apenas no âmbito interno da Igreja Católica, é incorporado ao direito do Estado Brasileiro. Assim sendo, o Tribunal Eclesiástico passaria a dizer o direito no que diz respeito ao casamento. Destarte, o tratado estabelece, mais uma vez, privilégio à Igreja Católica de dizer o direito.
Destinação de espaços para fins religiosos
Segundo o deputado Regis de Oliveira, o art. 14 do acordo, ao determinar que os municípios reservem espaços em seus territórios para fins religiosos, acaba por promover a interferência nas leis dos municípios.(12)
Privilégios para a CNBB
O art. 18 do acordo distingue a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB com poderes para “celebrar convênios sobre matérias específicas, para implementação do presente acordo”. Ora, convenio é apenas uma das variantes terminológicas na experiência convencional brasileira, como tratado, acordo, ajuste, ato, compromisso, pacto, protocolo etc.(13) Assim, esse dispositivo estaria autorizando a CNBB a celebrar tratados internacionais, com o fim de implementar a convenção vestibular (acordo de 2008). Assim, a Igreja católica é revestida, dentro do território nacional, dos mesmos poderes da Cidade do Vaticano incluindo o poder temporal. Nenhuma outra organização religiosa no Brasil se igualaria à CNBB em poder.
Ademais, o art. 17 do acordo autoriza os Bispos católicos, no exercício de seu ministério pastoral, a pedir vistos às autoridades brasileiras para seus convidados quer sejam sacerdotes, membros de institutos religiosos ou leigos. Como observa Dino Fernandes, há aqui subversão à legislação pátria, uma vez que os pedidos de vistos não poderão ser negados pelas autoridades competentes, restando somente a opção de concedê-los de forma temporária ou permanente.(14)
Conclusão
A possibilidade de colaboração entre a Igreja e o Estado, prevista na Constituição Federal de 1988 (art. 19, I), deve ser interpretada com cautela. A colaboração entre esses dois entes não pode ser generalizada ao ponto de intensificar as alianças entre os poderes temporal e espiritual. O interesse público não deve ser cerceado em detrimento do interesse eclesiástico. O ordenamento jurídico estatal está voltado para a proteção das liberdades individuais da pessoa humana. Proteger a pessoa humana é o maior desafio do século XXI no dizer de Cançado Trindade. A religião recebe proteção do Estado de forma secundária. O Estado assegura a liberdade religiosa porque o ser humano tem o direito de escolha.(15)
O ato assinado em Roma pelas Altas Partes Contratantes apresenta as características de concordata uma vez que privilegia a Igreja Católica e, também, viola a Constituição Federal brasileira em muitos aspectos, como foi demonstrado no presente artigo. Assim sendo, o ato avençado é nitidamente inconstitucional.
A concessão de privilégios sempre ameaçou a autonomia eclesiástica. Assim, a intensificação da aliança entre o Estado e a Igreja por intermédio dessa concordata, se referendada pelo legislativo, pode contrariar, no futuro, os interesses da própria Igreja Católica, restringindo sua autonomia em face do poder estatal.
Fonte - Blog Aldir Guedes Soriano
[Notas de rodapé no link supra]
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Líderes da UE cedem a presidente checo e avançam em Tratado
Líderes da União Europeia, reunidos nesta quinta-feira em Bruxelas, chegaram a um acordo para atender a exigência feita pelo presidente checo Vaclav Klaus para a assinatura do Tratado de Lisboa para a reforma do bloco.Klaus havia solicitado a anulação de uma cláusula da Carta Europeia de Direitos Fundamentais, que faz parte do Tratado, que previa que os alemães expulsos da Tchecoslováquia depois da 2ª Guerra Mundial pudessem reclamar suas propriedades.
Segundo o parlamentar checo Jan Fischer, o presidente ficou satisfeito com a concessão feita pelos líderes.
“Vaclav Klaus está contente com o texto. Ele foi informado sobre todas as modificações e não tem problema nenhum (com o Tratado)”, disse Fischer.
“O caminho da ratificação está aberto”, disse o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, cujo país exerce a Presidência rotativa do bloco.
Apesar da aprovação da anulação da cláusula, os líderes não conseguiram avançar no entrave sobre o financiamento das medidas contra a mudança climática nos países em desenvolvimento.
Ratificação
A República Checa é o único país entre os 27 membros do bloco que ainda não ratificou o Tratado, que visa tornar mais eficiente a administração da União Europeia.
O Tratado de Lisboa pretende facilitar o processo de tomada de decisões na UE e fortalecer o papel do bloco no cenário global.
Ele prevê a escolha de um político para o cargo de presidente, com mandato de dois anos e meio, para substituir a presidência rotativa do bloco. O tratado ainda prevê mais poderes para a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e a Corte Europeia de Justiça, e uma redistribuição do peso de votos entre os países membros.
Além disso, o tratado elimina os vetos nacionais em uma série de áreas.
De acordo com o plano original, o Tratado de Lisboa deveria ter entrado em vigor em janeiro deste ano, mas no ano passado, os eleitores irlandeses haviam rejeitado as propostas em um referendo.
No início de outubro, no entanto, os eleitores irlandeses aprovaram a proposta em um segundo referendo, abrindo caminho para que ela seja implementada.
Uma vez aprovado o tratado, a União Europeia pretende implementar as reformas o mais rápido possível, entre elas nomear um presidente permanente do bloco com mandato de dois anos.
Fonte - BBC
Nota DDP: Quanto mais o cenário se demonstrar tendente a uma reunificação da comunidade européia, algo que a profecia diz que não ocorrerá, mais estaremos diante dos últimos esforços do conflito neste sentido, bem como do fim da história desta terra como a conhecemos.
Camada mais grossa de gelo do Ártico desapareceu
A cobertura de gelo plurianual do Oceano Ártico desapareceu, um acontecimento surpreendente que tornará mais fácil abrir rotas de navegação polar, afirmou um especialista na quinta-feira (29).Vastos mantos impenetráveis de gelo plurianual, que podem atingir 80 metros de espessura, bloquearam por séculos o caminho de navios em busca de uma rota mais curta pela mítica Passagem Noroeste do Atlântico ao Pacífico. Eles também impossibilitavam a ideia de navegar pelo topo do mundo.
Mas David Barber, da cátedra de Pesquisa em Ciência do Sistema Ártico da Universidade de Manitoba, no Canadá, disse que o gelo estava derretendo a um ritmo extraordinariamente rápido.
"Estamos praticamente sem o gelo marinho plurianual no Hemisfério Norte", disse ele numa apresentação ao Parlamento. O pouco que restou está retido contra o arquipélago ártico do Canadá, distante das possíveis rotas de navegação.
Os cientistas associam as temperaturas mais elevadas do Ártico e o derretimento do gelo marinho às emissões de gases que provocam o efeito estufa, causado pelo aquecimento global.
...
Fonte - G1
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Especialistas: público deve ser convencido de ameaça climática
O público precisa ser convencido da ameaça da mudança climática de forma que os governos sejam pressionados a adotar políticas públicas mais rigorosas e a ampliar o pacto da Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague em dezembro, afirmam especialistas. Convencer o público de que os efeitos no longo prazo da mudança climática podem ser evitados por ação imediata deveria ser uma prioridade, disseram especialistas em psicologia numa conferência sobre a mudança climática em Londres nesta semana.
Estão agendadas apenas mais duas reuniões de ministros de mais de 190 países antes da cúpula climática de Copenhague, que ocorrerá entre 7 e 18 de dezembro, e eles ainda estão barganhando sobre o novo acordo. "O progresso por vezes pode acontecer sem muito envolvimento público, mas a mudança climática não é um desses casos", afirmou Paul Stern, do Conselho de Pesquisa Nacional dos Estados Unidos, que assessora o governo norte-americano em questões como saúde e ciência.
Os cientistas afirmam que o aumento nos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, por conta do incremento do uso de combustíveis fósseis, do desmatamento e dos transportes, levará não apenas a inundações, mas à disseminação de secas, da fome e de doenças, especialmente nos países pobres.
As estatísticas mostram que o interesse e a compreensão da população sobre a mudança climática diminuíram em alguns países recentemente, em parte porque a crise econômica fez o meio ambiente deixar de ser prioridade. Menos da metade dos britânicos acredita que a mudança climática irá afetá-los durante a vida deles e menos de um quinto acha que ela terá impacto sobre seus filhos, descobriu uma pesquisa do governo da Grã-Bretanha este mês.
Uma sondagem do Pew Research Centre indicou que 57% dos norte-americanos acreditam que exista evidência sólida de aquecimento global, abaixo dos 71% do ano passado. Eleitores australianos não consideram mais a mudança climática a principal questão, classificando-a em sétimo lugar entre 10 possíveis metas da política externa, mostrou uma pesquisa de opinião este mês.
"A crise econômica provavelmente afastou a preocupação das pessoas com o ambiente e levou a uma maior preocupação com o interesse próprio na economia no curto prazo", afirmou Tim Kasser, professor de psicologia no Knox College, em Illinois, num email.
Fonte - Terra
Estão agendadas apenas mais duas reuniões de ministros de mais de 190 países antes da cúpula climática de Copenhague, que ocorrerá entre 7 e 18 de dezembro, e eles ainda estão barganhando sobre o novo acordo. "O progresso por vezes pode acontecer sem muito envolvimento público, mas a mudança climática não é um desses casos", afirmou Paul Stern, do Conselho de Pesquisa Nacional dos Estados Unidos, que assessora o governo norte-americano em questões como saúde e ciência.
Os cientistas afirmam que o aumento nos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, por conta do incremento do uso de combustíveis fósseis, do desmatamento e dos transportes, levará não apenas a inundações, mas à disseminação de secas, da fome e de doenças, especialmente nos países pobres.
As estatísticas mostram que o interesse e a compreensão da população sobre a mudança climática diminuíram em alguns países recentemente, em parte porque a crise econômica fez o meio ambiente deixar de ser prioridade. Menos da metade dos britânicos acredita que a mudança climática irá afetá-los durante a vida deles e menos de um quinto acha que ela terá impacto sobre seus filhos, descobriu uma pesquisa do governo da Grã-Bretanha este mês.
Uma sondagem do Pew Research Centre indicou que 57% dos norte-americanos acreditam que exista evidência sólida de aquecimento global, abaixo dos 71% do ano passado. Eleitores australianos não consideram mais a mudança climática a principal questão, classificando-a em sétimo lugar entre 10 possíveis metas da política externa, mostrou uma pesquisa de opinião este mês.
"A crise econômica provavelmente afastou a preocupação das pessoas com o ambiente e levou a uma maior preocupação com o interesse próprio na economia no curto prazo", afirmou Tim Kasser, professor de psicologia no Knox College, em Illinois, num email.
Fonte - Terra
Líderes religiosos querem salvar a “mãe Terra”
Iniciativa das organizações não governamentais Vitae Civilis e IDEC, o Diálogo Interreligioso sobre Clima reuniu 14 lideranças religiosas em evento realizado na cidade de São Paulo. Após debates, os participantes redigiram e assinaram uma carta que será entregue ao presidente Lula, na qual pedem que ele compareça à Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas, agora no fim do ano, onde deverá ser ratificado um novo acordo para mitigar as mudanças climáticas.
O documento, assinado por representantes de instituições católica, judaica, baha’i, budista, messiânica, presbiteriana, hare krishna, espírita e do candomblé, também pede que o Brasil assuma posições mais firmes nas negociações.
“Reconhecer o sagrado que existe na vida é o que falta nos debates sobre clima”, afirma Rubens Harry Born, coordenador adjunto do Vitae Civilis. “Porque não se trata apenas de uma questão técnico-científica ou político-econômica. Quando falamos de clima, entramos na esfera ética das relações humanas”, completa. [Grifo acrescentado]
Para o reverendo Elias de Andrade Pinto, da Igreja Presbiteriana Independente, “nos habituamos com o Sagrado Criador Pai. Agora, é hora de nos abrirmos para o Sagrado Natureza, a Mãe. Na integração entre o Pai e a Mãe, entre o Céu e a Terra, haverá Paz e Vida para todos e todas as gerações. E nós podemos colaborar com essa jornada”. [Grifo acrescentado]
O monge Jô-Shinm, da Comunidade Zen Budista do Brasil, lembrou que há 2.700 anos Buda passou algumas instruções para seus discípulos antes de morrer: não derrubar nenhuma árvore, não matar nenhum ser e cuidar da Terra. “É isso que os monges e monjas da Comunidade Zen Budista do Brasil, sob a orientação de nossa abadessa monja Coen Hochi, vêm tentado implementar para o maior numero de pessoas através dos ensinamentos de Buda”, declarou.
Para o padre Tarcísio, da Pastoral Ecológica da Igreja Católica, “o resgate do humano requer o resgate da natureza”. E essa tarefa deve unir a todos: para ele, as diferentes religiões devem se religar para lidar com os novos desafios do mundo moderno. Uma percepção comum a vários dos participantes, que estão analisando a possibilidade de criar um fórum interreligioso permanente para debater as questões climáticas.
Parte da carta que será enviada ao presidente Lula:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva,
Vimos solicitar de Vossa Excelência o compromisso com um acordo climático com força de lei em Copenhague que corresponda à urgência de ações de combate às mudanças do clima que já vem trazendo inúmeras catástrofes no mundo todo, inclusive no Brasil.
Cada instante é determinante para assegurar a sobrevivência das atuais e futuras gerações. A Educação de todos, sobretudo no que tange às questões ambientais, é fundamental para as transformações civilizatórias necessárias para proteger a Comunidade da Vida. (...)
Temos urgência em adotar decisões audaciosas para salvar a Humanidade e o Planeta, quando, em Copenhague, acontecerá a 15ª Conferência das Partes e com isso mitigar as causas do aquecimento global e implementar as medidas de adaptação aos efeitos inevitáveis de mudanças do clima. Trata-se de uma questão ética que transcende fronteiras: mesmo em proporções diferentes, somos igualmente responsáveis por construir uma solução comum. (...)
Pedimos que Vossa Excelência compareça em Copenhague e proponha um acordo que garanta a vida de milhões de seres humanos, que demonstre o respeito que o Brasil tem por toda as etnias, religiões e diversidade social. Temos uma tarefa de casa a ser cumprida e contamos com seu empenho. (...)
Por isso, organizações da sociedade civil e lideranças religiosas da Região Metropolitana de São Paulo, reunidas encaminham este pedido a Vossa Excelência.
Respeitosamente,
Comunidade Baha’i de São Paulo
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Leste – Paróquia São Francisco
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Sul – Paróquia Santos Mártires – Padre Jaime Crowe
Comunidade Shalom – Rabina Luciana Pajecki Lederman
Comunidade Zen Budista do Brasil – Monge Jô-Shin
Pastoral da Ecologia – Padre Tarcísio Marques Mesquita
Congregação Israelita Paulista – CIP
Federação Espírita do Estado de São Paulo – Zulmira Chaves Hassesian, Diretora da Área de Ensino
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – Reverendo Rogério Hetemanek
Igreja Presbiteriana Independente – Reverendo Elias de Andrade Pinto
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC – Lisa Gunn – Coordenadora
Movimento Nossa São Paulo – Mauricio Broinizi Pereira – Secretário Executivo
Nação Angola – Candomblé
Ramakrishna Vedanta Ashrama de São Paulo (Hinduísmo ou Vedanta) – Swami Nirmalatmananda/Swami Sumirmalananda
Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento Meio Ambiente e Paz – Percival Maricato – Presidente do Conselho Deliberativo
São Paulo, 28 de outubro de 2009.
(Silvia Dias, www.avivcomunicacao.com.br)
Nota Blog Criacionista: Cada vez ficam mais evidentes os propósitos dos líderes religiosos e a capacidade agregadora da bandeira ECOmênica.
Nota Minuto Profético: Leia também "Solução simples para o aquecimento global".
Nota DDP: Sugiro que se leia também "Apelo cristão aos líderes europeus sobre meio ambiente" e "Espiritismo e Ecologia", veiculadas neste espaço no dia de hoje. É impossível não se pereber que esta questão está aglutinando as lideranças políticas e eclesiásticas. Para quem conhece a profecia em seu quadro mais amplo, é de se imaginar com certa facilidade as possibilidades que estas questões proporcionam.
O documento, assinado por representantes de instituições católica, judaica, baha’i, budista, messiânica, presbiteriana, hare krishna, espírita e do candomblé, também pede que o Brasil assuma posições mais firmes nas negociações.
“Reconhecer o sagrado que existe na vida é o que falta nos debates sobre clima”, afirma Rubens Harry Born, coordenador adjunto do Vitae Civilis. “Porque não se trata apenas de uma questão técnico-científica ou político-econômica. Quando falamos de clima, entramos na esfera ética das relações humanas”, completa. [Grifo acrescentado]
Para o reverendo Elias de Andrade Pinto, da Igreja Presbiteriana Independente, “nos habituamos com o Sagrado Criador Pai. Agora, é hora de nos abrirmos para o Sagrado Natureza, a Mãe. Na integração entre o Pai e a Mãe, entre o Céu e a Terra, haverá Paz e Vida para todos e todas as gerações. E nós podemos colaborar com essa jornada”. [Grifo acrescentado]
O monge Jô-Shinm, da Comunidade Zen Budista do Brasil, lembrou que há 2.700 anos Buda passou algumas instruções para seus discípulos antes de morrer: não derrubar nenhuma árvore, não matar nenhum ser e cuidar da Terra. “É isso que os monges e monjas da Comunidade Zen Budista do Brasil, sob a orientação de nossa abadessa monja Coen Hochi, vêm tentado implementar para o maior numero de pessoas através dos ensinamentos de Buda”, declarou.
Para o padre Tarcísio, da Pastoral Ecológica da Igreja Católica, “o resgate do humano requer o resgate da natureza”. E essa tarefa deve unir a todos: para ele, as diferentes religiões devem se religar para lidar com os novos desafios do mundo moderno. Uma percepção comum a vários dos participantes, que estão analisando a possibilidade de criar um fórum interreligioso permanente para debater as questões climáticas.
Parte da carta que será enviada ao presidente Lula:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva,
Vimos solicitar de Vossa Excelência o compromisso com um acordo climático com força de lei em Copenhague que corresponda à urgência de ações de combate às mudanças do clima que já vem trazendo inúmeras catástrofes no mundo todo, inclusive no Brasil.
Cada instante é determinante para assegurar a sobrevivência das atuais e futuras gerações. A Educação de todos, sobretudo no que tange às questões ambientais, é fundamental para as transformações civilizatórias necessárias para proteger a Comunidade da Vida. (...)
Temos urgência em adotar decisões audaciosas para salvar a Humanidade e o Planeta, quando, em Copenhague, acontecerá a 15ª Conferência das Partes e com isso mitigar as causas do aquecimento global e implementar as medidas de adaptação aos efeitos inevitáveis de mudanças do clima. Trata-se de uma questão ética que transcende fronteiras: mesmo em proporções diferentes, somos igualmente responsáveis por construir uma solução comum. (...)
Pedimos que Vossa Excelência compareça em Copenhague e proponha um acordo que garanta a vida de milhões de seres humanos, que demonstre o respeito que o Brasil tem por toda as etnias, religiões e diversidade social. Temos uma tarefa de casa a ser cumprida e contamos com seu empenho. (...)
Por isso, organizações da sociedade civil e lideranças religiosas da Região Metropolitana de São Paulo, reunidas encaminham este pedido a Vossa Excelência.
Respeitosamente,
Comunidade Baha’i de São Paulo
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Leste – Paróquia São Francisco
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Sul – Paróquia Santos Mártires – Padre Jaime Crowe
Comunidade Shalom – Rabina Luciana Pajecki Lederman
Comunidade Zen Budista do Brasil – Monge Jô-Shin
Pastoral da Ecologia – Padre Tarcísio Marques Mesquita
Congregação Israelita Paulista – CIP
Federação Espírita do Estado de São Paulo – Zulmira Chaves Hassesian, Diretora da Área de Ensino
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – Reverendo Rogério Hetemanek
Igreja Presbiteriana Independente – Reverendo Elias de Andrade Pinto
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC – Lisa Gunn – Coordenadora
Movimento Nossa São Paulo – Mauricio Broinizi Pereira – Secretário Executivo
Nação Angola – Candomblé
Ramakrishna Vedanta Ashrama de São Paulo (Hinduísmo ou Vedanta) – Swami Nirmalatmananda/Swami Sumirmalananda
Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento Meio Ambiente e Paz – Percival Maricato – Presidente do Conselho Deliberativo
São Paulo, 28 de outubro de 2009.
(Silvia Dias, www.avivcomunicacao.com.br)
Nota Blog Criacionista: Cada vez ficam mais evidentes os propósitos dos líderes religiosos e a capacidade agregadora da bandeira ECOmênica.
Nota Minuto Profético: Leia também "Solução simples para o aquecimento global".
Nota DDP: Sugiro que se leia também "Apelo cristão aos líderes europeus sobre meio ambiente" e "Espiritismo e Ecologia", veiculadas neste espaço no dia de hoje. É impossível não se pereber que esta questão está aglutinando as lideranças políticas e eclesiásticas. Para quem conhece a profecia em seu quadro mais amplo, é de se imaginar com certa facilidade as possibilidades que estas questões proporcionam.
Reunião ECOmênica
O Vitae Civilis, em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, organiza na próxima quarta-feira, 28 de outubro, um encontro com lideranças das principais correntes religiosas do Brasil com o objetivo de debater as questões climáticas que serão objeto de estudo da Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas em dezembro, em Copenhagen. O objetivo do encontro é redigir um documento comum a ser encaminhado ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, conclamando-o a participar da Conferência da ONU e a assumir uma postura mais contundente pela preservação do ambiente.O Diálogo Interreligioso pelo Clima reunirá lideranças das igrejas Católica, Presbiteriana Independente, das comunidades Shalom e Zen Budista do Brasil, da Congregação Israelita Paulista, da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica da América Latina e da Ramakrishna Vedanta Ashrama de São Paulo, entre outros. O encontro será mediado pelo Rabino Dr. Michael Leipziger, hoje aposentado.
Organização não governamental que completa 20 anos de atividades em 2009 e tem acompanhado as negociações internacionais sobre mudanças climáticas desde a Rio-92, o Vitae Civilis apresentará na ocasião um resumo sobre a importância da questão climática na agenda da sociedade. O IDEC, por sua vez, falará da relação entre consumo e clima.
Nota Michelson Borges: O que seria capaz de reunir num mesmo encontro com convergência de propósitos católicos, judeus, muçulmanos, evangélicos e budistas. O ECOmenismo, é claro. Clique aqui e saiba mais sobre o assunto.
A sede pelo poder
CIDADE DO VATICANO, 28 OUT (ANSA) - O teólogo suíço Hans Kung disse, em um artigo publicado na Itália e na Inglaterra, que a normativa assinada em 20 de outubro pelo papa Bento XVI, na qual ele orienta a Igreja Católica a acolher fiéis anglicanos, é "uma tragédia".
Em um texto escrito anteriormente, Kung já havia afirmado que o pontificado de Bento XVI buscava "o retorno à Idade Média".
"Tradicionalistas de todas as igrejas, uni-vos sob a cúpula de São Pedro! Vejam, o pescador de homens pesca sobretudo na margem direita do lago. Mas ali a água é turva", ironizou Kung, em artigo publicado pelos jornais La Repubblica e The Guardian.
De acordo com a Santa Sé, a normativa aprovada por Bento XVI tem como objetivo permitir que os fiéis anglicanos entrem em "plena" comunhão com a Igreja. Entre os pontos do documento, destaca-se a possibilidade de clérigos anglicanos casados serem ordenados sacerdotes católicos.
Para Kung, no entanto, trata-se de "uma drástica mudança de rumo com respeito à estratégia ecumênica do diálogo direto" com outros credos.
O teólogo classificou a decisão do Papa como "uma pirataria de sacerdotes, que poupa até mesmo a obrigação do celibato só para tornar possível um retorno a Roma sob o primado do Papa".
As palavras de Kung provocaram uma resposta de Giovanni Maria Vian, diretor do jornal L'Osservatore Romano, editado pela Santa Sé, para quem a análise do suíço está "muito distante da realidade".
"Um gesto que se dirige a reconstituir a unidade [da Igreja] desejada por Cristo e reconhece o longo e cansativo caminho ecumênico realizado neste sentido é distorcido e representado enfaticamente como se fosse uma astuta operação de poder", afirmou Vian.
Fonte - ANSA
Nota DDP: Ver também "A sede do Vaticano por poder divide os cristãos e danifica o catolicismo" (Inglês). Destaque:
"Mas o Papa Benedito está aviando a restauração da roma imperial. Ele não fez concessões à comunhão anglicana. Pelo contrário, ele quer preservar o medieval, centralizador sistema romano para todas as eras - mesmo que isso torne impossível a reconciliação das igrejas cristãs em questões fundamentais."
Em um texto escrito anteriormente, Kung já havia afirmado que o pontificado de Bento XVI buscava "o retorno à Idade Média".
"Tradicionalistas de todas as igrejas, uni-vos sob a cúpula de São Pedro! Vejam, o pescador de homens pesca sobretudo na margem direita do lago. Mas ali a água é turva", ironizou Kung, em artigo publicado pelos jornais La Repubblica e The Guardian.
De acordo com a Santa Sé, a normativa aprovada por Bento XVI tem como objetivo permitir que os fiéis anglicanos entrem em "plena" comunhão com a Igreja. Entre os pontos do documento, destaca-se a possibilidade de clérigos anglicanos casados serem ordenados sacerdotes católicos.
Para Kung, no entanto, trata-se de "uma drástica mudança de rumo com respeito à estratégia ecumênica do diálogo direto" com outros credos.
O teólogo classificou a decisão do Papa como "uma pirataria de sacerdotes, que poupa até mesmo a obrigação do celibato só para tornar possível um retorno a Roma sob o primado do Papa".
As palavras de Kung provocaram uma resposta de Giovanni Maria Vian, diretor do jornal L'Osservatore Romano, editado pela Santa Sé, para quem a análise do suíço está "muito distante da realidade".
"Um gesto que se dirige a reconstituir a unidade [da Igreja] desejada por Cristo e reconhece o longo e cansativo caminho ecumênico realizado neste sentido é distorcido e representado enfaticamente como se fosse uma astuta operação de poder", afirmou Vian.
Fonte - ANSA
Nota DDP: Ver também "A sede do Vaticano por poder divide os cristãos e danifica o catolicismo" (Inglês). Destaque:
"Mas o Papa Benedito está aviando a restauração da roma imperial. Ele não fez concessões à comunhão anglicana. Pelo contrário, ele quer preservar o medieval, centralizador sistema romano para todas as eras - mesmo que isso torne impossível a reconciliação das igrejas cristãs em questões fundamentais."
Liberdade de expressão ameaçada
GENEBRA, Suíça, 14 de outubro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O governo de Obama, em união com o Egito, está patrocinando uma resolução no Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDHONU) acerca da questão da “discriminação religiosa” que os críticos dizem limitará a liberdade de expressão.
A resolução, embora afirme o direito de liberdade de expressão em suas primeiras páginas, apesar disso inclui cláusulas que alguns argumentam poderão ser usadas para censurar aqueles que expressarem suas opiniões sobre religião, principalmente sobre o islamismo. De modo particular, o documento diz que os governos têm de adotar “medidas eficazes… para lidar e combater” aqueles que promovem “o ódio religioso e incitamento à discriminação, hostilidade ou violência”. O documento também contém linguagem condenando “os estereótipos religiosos”.
Douglas Griffiths, diplomata americano de alto escalão, disse que os Estados Unidos estão “muito contentes de apresentar essa resolução conjunta com o Egito”, e louvou a resolução como uma manifestação dos princípios do governo de Obama, de acordo com o jornal The Weekly Standard.
Hisham Badr, embaixador egípcio, também louvou a resolução, mas por motivos diferentes. Ele disse que a “liberdade de expressão… é às vezes abusada” e que tem de haver limites impostos nesse direito de acordo com a “verdadeira natureza desse direito”.
Mas aquilo mesmo que Badr louvou na resolução é o que mais preocupa os defensores da livre expressão.
Article 19, uma organização que promove a liberdade de expressão e de informação, disse que infelizmente, “a resolução faz referência a ‘estereótipos religiosos’, um conceito vago e difícil que sugere que as religiões, as idéias religiosas e os símbolos religiosos (em vez dos crentes religiosos) poderão ser protegidos pela lei internacional de direitos humanos”.
A União Européia também expressou preocupação com a resolução. Falando em nome da UE, o embaixador francês Jean-Baptise Mattel declarou que “a lei de direitos humanos não deveria proteger as religiões ou sistemas de crenças. Daí, a linguagem sobre estereótipos só se aplica a estereótipos de indivíduos… e não de ideologias, religiões ou valores abstratos. A UE rejeita o conceito de difamação das religiões”.
Alguns comentaristas disseram que vêem a resolução como sinal de que o governo de Obama está disposto a fazer concessões nos direitos humanos fundamentais a fim de se envolver com os países muçulmanos.
O embaixador paquistanês Zamir Akram, falando em nome da Organização da Conferência Islâmica, indicou que eles entenderam que a resolução permite que a liberdade de expressão seja restringida se difamou ou estereotipou de forma negativa a religião, de acordo com o Standard.
Além da preocupação dos críticos da resolução está o fato de que o co-patrocinador da resolução, o Egito, é acusado de várias violações da liberdade de expressão. Freedom House, uma organização não governamental internacional de direitos humanos com sede em Washington, registra o Egito como um país “parcialmente livre” apesar das constantes — e em alguns casos crescentes — práticas governamentais de perseguição, repressão e prisão de jornalistas”. A organização Repórteres sem Fronteiras, por outro lado, registra o Egito na posição 146 entre 173 países em sua edição de 2008 do índice de liberdade de imprensa no mundo.
O islamismo — que, de acordo com comentaristas, é de forma exclusiva protegido de críticas pela resolução na ONU patrocinada pelos EUA — é a religião estatal do Egito.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU recebeu críticas no passado por condenar desigualmente as violações de direitos humanos no mundo inteiro. De acordo com Eye on the UN (De olho na ONU), o quinto país mais frequentemente condenado pelo CDHONU é os Estados Unidos, que recebe mais condenações da ONU do que a China, o Irã, a Arábia Saudita ou o Egito.
O CDHONU foi formado em 2006 numa tentativa por parte da ONU para reformar sua antecessora desacreditada, a Comissão de Direitos Humanos da ONU.
Fonte - LifeSiteNews
A resolução, embora afirme o direito de liberdade de expressão em suas primeiras páginas, apesar disso inclui cláusulas que alguns argumentam poderão ser usadas para censurar aqueles que expressarem suas opiniões sobre religião, principalmente sobre o islamismo. De modo particular, o documento diz que os governos têm de adotar “medidas eficazes… para lidar e combater” aqueles que promovem “o ódio religioso e incitamento à discriminação, hostilidade ou violência”. O documento também contém linguagem condenando “os estereótipos religiosos”.
Douglas Griffiths, diplomata americano de alto escalão, disse que os Estados Unidos estão “muito contentes de apresentar essa resolução conjunta com o Egito”, e louvou a resolução como uma manifestação dos princípios do governo de Obama, de acordo com o jornal The Weekly Standard.
Hisham Badr, embaixador egípcio, também louvou a resolução, mas por motivos diferentes. Ele disse que a “liberdade de expressão… é às vezes abusada” e que tem de haver limites impostos nesse direito de acordo com a “verdadeira natureza desse direito”.
Mas aquilo mesmo que Badr louvou na resolução é o que mais preocupa os defensores da livre expressão.
Article 19, uma organização que promove a liberdade de expressão e de informação, disse que infelizmente, “a resolução faz referência a ‘estereótipos religiosos’, um conceito vago e difícil que sugere que as religiões, as idéias religiosas e os símbolos religiosos (em vez dos crentes religiosos) poderão ser protegidos pela lei internacional de direitos humanos”.
A União Européia também expressou preocupação com a resolução. Falando em nome da UE, o embaixador francês Jean-Baptise Mattel declarou que “a lei de direitos humanos não deveria proteger as religiões ou sistemas de crenças. Daí, a linguagem sobre estereótipos só se aplica a estereótipos de indivíduos… e não de ideologias, religiões ou valores abstratos. A UE rejeita o conceito de difamação das religiões”.
Alguns comentaristas disseram que vêem a resolução como sinal de que o governo de Obama está disposto a fazer concessões nos direitos humanos fundamentais a fim de se envolver com os países muçulmanos.
O embaixador paquistanês Zamir Akram, falando em nome da Organização da Conferência Islâmica, indicou que eles entenderam que a resolução permite que a liberdade de expressão seja restringida se difamou ou estereotipou de forma negativa a religião, de acordo com o Standard.
Além da preocupação dos críticos da resolução está o fato de que o co-patrocinador da resolução, o Egito, é acusado de várias violações da liberdade de expressão. Freedom House, uma organização não governamental internacional de direitos humanos com sede em Washington, registra o Egito como um país “parcialmente livre” apesar das constantes — e em alguns casos crescentes — práticas governamentais de perseguição, repressão e prisão de jornalistas”. A organização Repórteres sem Fronteiras, por outro lado, registra o Egito na posição 146 entre 173 países em sua edição de 2008 do índice de liberdade de imprensa no mundo.
O islamismo — que, de acordo com comentaristas, é de forma exclusiva protegido de críticas pela resolução na ONU patrocinada pelos EUA — é a religião estatal do Egito.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU recebeu críticas no passado por condenar desigualmente as violações de direitos humanos no mundo inteiro. De acordo com Eye on the UN (De olho na ONU), o quinto país mais frequentemente condenado pelo CDHONU é os Estados Unidos, que recebe mais condenações da ONU do que a China, o Irã, a Arábia Saudita ou o Egito.
O CDHONU foi formado em 2006 numa tentativa por parte da ONU para reformar sua antecessora desacreditada, a Comissão de Direitos Humanos da ONU.
Fonte - LifeSiteNews
Apelo cristão aos líderes europeus sobre meio ambiente
Roma, 28 out (RV) - A Caritas Europa, a Cidse (rede de 16 agências católicas para o desenvolvimento) e a Aprodev (que reúne vinte organizações europeias ligadas ao Conselho Mundial das Igrejas), escreveram ontem uma carta aos chefes de Estado da União Européia denunciando o fracasso da recente cúpula dos ministros da fazenda sobre mudanças climáticas.
Na carta, lançam um apelo conjunto para um compromisso mais ‘sério’ neste campo, principalmente em vista da cimeira de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro. Os líderes europeus se reúnem em Conselho amanhã e depois de amanhã, e a esperança é que colham a oportunidade perdida por seus ministros.
As três redes de inspiração cristã pedem ao Conselho Europeu que ofereça mais do que os 35 bilhões de euros prometidos ao ano para financiar a difusão de emissões reduzidas de carbono nos países em desenvolvimento e a adaptação ao impacto das mudanças climáticas.
“As negociações da ONU sobre o clima – afirmou Marius Wanders, secretário geral da Caritas Europa – precisam de uma liderança mais firme da União Européia e do seu compromisso com o financiamento”.
Entretanto, em Portugal, foi lançada a campanha “Vamos criar um clima para a justiça”, da CIDSE CIDSE, (plataforma de ONGs católicas para o desenvolvimento, sediada em Bruxelas) e Caritas Internationalis.
A campanha sugere a promoção nas comunidades católicas de momentos de reflexão e oração, alertando os párocos para a iniciativa de 13 de dezembro, quando os sinos de todo o mundo vão tocar às 15 horas, recordando os líderes mundiais presentes na Cimeira de Copenhague para a necessidade de um acordo justo e ambicioso.
Fonte - Radio Vaticano
Na carta, lançam um apelo conjunto para um compromisso mais ‘sério’ neste campo, principalmente em vista da cimeira de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro. Os líderes europeus se reúnem em Conselho amanhã e depois de amanhã, e a esperança é que colham a oportunidade perdida por seus ministros.
As três redes de inspiração cristã pedem ao Conselho Europeu que ofereça mais do que os 35 bilhões de euros prometidos ao ano para financiar a difusão de emissões reduzidas de carbono nos países em desenvolvimento e a adaptação ao impacto das mudanças climáticas.
“As negociações da ONU sobre o clima – afirmou Marius Wanders, secretário geral da Caritas Europa – precisam de uma liderança mais firme da União Européia e do seu compromisso com o financiamento”.
Entretanto, em Portugal, foi lançada a campanha “Vamos criar um clima para a justiça”, da CIDSE CIDSE, (plataforma de ONGs católicas para o desenvolvimento, sediada em Bruxelas) e Caritas Internationalis.
A campanha sugere a promoção nas comunidades católicas de momentos de reflexão e oração, alertando os párocos para a iniciativa de 13 de dezembro, quando os sinos de todo o mundo vão tocar às 15 horas, recordando os líderes mundiais presentes na Cimeira de Copenhague para a necessidade de um acordo justo e ambicioso.
Fonte - Radio Vaticano
Espiritismo e Ecologia
Livro do jornalista André Trigueiro identifica os muitos pontos em comum que existem entre o Espiritismo e a Ecologia. “Se a ciência ecológica oferece um amplo espectro de observação, interligando sistemas que variam do micro ao macrocosmo, o Espiritismo desdobra esse olhar na direção do plano invisível, alargando enormemente o campo de investigação”, revela o autor. Segundo Trigueiro, “são tantas as afinidades, que certas obras espíritas poderiam perfeitamente embasar alguns postulados ecológicos”.
De forma clara e objetiva, o livro instiga o leitor a perceber que as múltiplas crises que experimentamos na atualidade (econômica, ambiental, social, ética) demandam uma nova percepção da realidade e um nível de comprometimento maior com a vida em suas mais diversas manifestações. O livro, o primeiro editado pela FEB inteiramente em papel reciclado, ainda traz um minidicionário ambiental com 140 verbetes extremamente úteis para consultas e estudos.
...
Fonte - Envolverde
Nota DDP: O discurso sobre as soluções para as crises tem se uniformizado.
De forma clara e objetiva, o livro instiga o leitor a perceber que as múltiplas crises que experimentamos na atualidade (econômica, ambiental, social, ética) demandam uma nova percepção da realidade e um nível de comprometimento maior com a vida em suas mais diversas manifestações. O livro, o primeiro editado pela FEB inteiramente em papel reciclado, ainda traz um minidicionário ambiental com 140 verbetes extremamente úteis para consultas e estudos.
...
Fonte - Envolverde
Nota DDP: O discurso sobre as soluções para as crises tem se uniformizado.
Papa pede maior atenção ao Evangelho em missa dominical
Cidade do Vaticano, 28 out (EFE).- O papa Bento XVI estimulou hoje os fiéis a dar maior atenção ao Evangelho na missa dominical e a reservar um tempo diário à meditação da Bíblia.
Diante de 20 mil pessoas que assistiram na Praça de São Pedro à audiência pública, o Pontífice fez o pedido nesta quarta-feira, cuja catequese dedicou à teologia escolástica e à monástica nos séculos XII e XIII.
Após ressaltar figuras como Santo Tomás e São Boaventura, o Bispo de Roma disse que a teologia é meditação, prece, canto de alegria e empurra a uma sincera conversão.
"Os representantes da teologia monástica convidam a nutrirmos com a Palavra de Deus, escutando com maior atenção as leituras e o Evangelho nas missas dominicais", ressaltou o papa.
Bento XVI acrescentou que é "importante reservar um tempo diariamente à meditação da Bíblia, para que a palavra de Deus ilumine nosso caminho sobre a terra".
O papa assegurou que a teologia escolástica deixa "o indivíduo pronto a responder qualquer pergunta sobre a esperança".
Adotada nas escolas na Idade Média, o papa manifestou que esses centros buscavam apresentar a harmonia e a unidade da Revelação cristã, mediante o método escolástico, "onde predomina a confiança na razão para a compreensão das verdades de fé".
"A fé e a razão são como duas asas com as quais o espírito humano se eleva em direção à contemplação da verdade. A fé está aberta ao esforço de compreensão de parte da razão e esta reconhece que a fé não a mortifica, mas a empurra rumo a horizontes mais amplos e elevados", destacou o papa, que voltou a defender a razão para chegar a Deus.
Fonte - G1
Diante de 20 mil pessoas que assistiram na Praça de São Pedro à audiência pública, o Pontífice fez o pedido nesta quarta-feira, cuja catequese dedicou à teologia escolástica e à monástica nos séculos XII e XIII.
Após ressaltar figuras como Santo Tomás e São Boaventura, o Bispo de Roma disse que a teologia é meditação, prece, canto de alegria e empurra a uma sincera conversão.
"Os representantes da teologia monástica convidam a nutrirmos com a Palavra de Deus, escutando com maior atenção as leituras e o Evangelho nas missas dominicais", ressaltou o papa.
Bento XVI acrescentou que é "importante reservar um tempo diariamente à meditação da Bíblia, para que a palavra de Deus ilumine nosso caminho sobre a terra".
O papa assegurou que a teologia escolástica deixa "o indivíduo pronto a responder qualquer pergunta sobre a esperança".
Adotada nas escolas na Idade Média, o papa manifestou que esses centros buscavam apresentar a harmonia e a unidade da Revelação cristã, mediante o método escolástico, "onde predomina a confiança na razão para a compreensão das verdades de fé".
"A fé e a razão são como duas asas com as quais o espírito humano se eleva em direção à contemplação da verdade. A fé está aberta ao esforço de compreensão de parte da razão e esta reconhece que a fé não a mortifica, mas a empurra rumo a horizontes mais amplos e elevados", destacou o papa, que voltou a defender a razão para chegar a Deus.
Fonte - G1
Especialista recomenda vegetarianismo contra efeito estufa
O mundo deveria se tornar vegetariano para combater com sucesso a mudança climática, já que o efeito estufa do gás metano liberado por vacas e porcos é 23 vezes mais potente que o do dióxido de carbono, segundo uma das maiores autoridades britânicas no assunto.
Em declarações ao jornal The Times, lorde Stern, autor de um relatório sobre a economia da mudança climática encomendado pelo governo do Reino Unido, disse que a pecuária destinada ao consumo de carne representa "um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa".
Segundo números da ONU, a produção de carne é responsável por pelo menos 18% das emissões globais de CO2 no planeta. Para esta liberação, contribuem tanto a destruição de florestas para a pecuária extensiva como a produção de ração para animais.
A ONU também já disse que, caso a tendência atual se mantenha, o consumo mundial de carne poderá dobrar até 2050. Com base nessas informações, Stern propõe que a cúpula sobre mudança climática de Copenhague (Dinamarca), marcada para dezembro, sobretaxe o preço da carne e de outros alimentos que, durante seu processo de produção, são responsáveis pela liberação de uma quantidade significativa de gases estufa.
O especialista britânico, que é vegetariano, prevê ainda que o hábito das pessoas em relação ao consumo de certos gêneros alimentícios mudará até que comer carne se tornará algo inaceitável. "Acho que é importante as pessoas refletirem sobre suas ações, e isto também tem a ver com o que se come", diz lorde Stern, ex-economista do Banco Mundial e atual professor da London School of Economics.
Ainda segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria participar pessoalmente da cúpula de Copenhague, já que a liderança americana é extremamente necessária para alcance de um acordo significativo. "Minha mensagem ao presidente Obama seria a seguinte: Vá a Copenhague, participe com um espírito de colaboração e leve essa mensagem ao povo americano", declarou o cientista ao The Times.
Fonte - Terra
Em declarações ao jornal The Times, lorde Stern, autor de um relatório sobre a economia da mudança climática encomendado pelo governo do Reino Unido, disse que a pecuária destinada ao consumo de carne representa "um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa".
Segundo números da ONU, a produção de carne é responsável por pelo menos 18% das emissões globais de CO2 no planeta. Para esta liberação, contribuem tanto a destruição de florestas para a pecuária extensiva como a produção de ração para animais.
A ONU também já disse que, caso a tendência atual se mantenha, o consumo mundial de carne poderá dobrar até 2050. Com base nessas informações, Stern propõe que a cúpula sobre mudança climática de Copenhague (Dinamarca), marcada para dezembro, sobretaxe o preço da carne e de outros alimentos que, durante seu processo de produção, são responsáveis pela liberação de uma quantidade significativa de gases estufa.
O especialista britânico, que é vegetariano, prevê ainda que o hábito das pessoas em relação ao consumo de certos gêneros alimentícios mudará até que comer carne se tornará algo inaceitável. "Acho que é importante as pessoas refletirem sobre suas ações, e isto também tem a ver com o que se come", diz lorde Stern, ex-economista do Banco Mundial e atual professor da London School of Economics.
Ainda segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria participar pessoalmente da cúpula de Copenhague, já que a liderança americana é extremamente necessária para alcance de um acordo significativo. "Minha mensagem ao presidente Obama seria a seguinte: Vá a Copenhague, participe com um espírito de colaboração e leve essa mensagem ao povo americano", declarou o cientista ao The Times.
Fonte - Terra
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Papa convida grupo de banqueiros a estudar “Caritas in veritate”
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 23 de outubro de 2009 (ZENIT.org) .- Bento XVI enviou palavras de estímulo a um grupo de líderes do setor financeiro em Londres, que participaram de um seminário privado para estudar a encíclica Caritas in veritate.
O seminário, realizado no dia 21 de outubro no Banco Schroders, foi organizado pelo arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols. O tema era "Liderança no setor financeiro, um desafio moral e espiritual".
Uma mensagem assinada pelo secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, afirma que o Santo Padre "está agradecido ao saber que figuras importantes no mundo das finanças estão respondendo ao desafio de explorar caminhos para construir relações sociais autenticamente humanas de amizade, solidariedade e reciprocidade dentro das atividades econômicas".
O pontífice também expressou seu apoio a todos os que "promovem o desenvolvimento humano integral, que se baseia em uma visão transcendente da pessoa".
Entre os participantes do seminário, havia presidentes e diretores executivos de vários bancos de grupos de investimento.
Fonte - Zenit
O seminário, realizado no dia 21 de outubro no Banco Schroders, foi organizado pelo arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols. O tema era "Liderança no setor financeiro, um desafio moral e espiritual".
Uma mensagem assinada pelo secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, afirma que o Santo Padre "está agradecido ao saber que figuras importantes no mundo das finanças estão respondendo ao desafio de explorar caminhos para construir relações sociais autenticamente humanas de amizade, solidariedade e reciprocidade dentro das atividades econômicas".
O pontífice também expressou seu apoio a todos os que "promovem o desenvolvimento humano integral, que se baseia em uma visão transcendente da pessoa".
Entre os participantes do seminário, havia presidentes e diretores executivos de vários bancos de grupos de investimento.
Fonte - Zenit
Mais uma vez o prêmio
...
Segundo o desejo de Alfred Nobel, o prémio recompensa «a personalidade que [durante o ano precedente] mais ou melhor contribuiu para a aproximação dos povos, a supressão ou redução dos exércitos permanentes, a aproximação e divulgação dos avanços pela paz». No espírito do fundador, tratava-se de manter uma acção militante e não de atribuir um diploma de boas intenções a um chefe de estado. Tendo os laureados por vezes escarnecido do direito internacional depois de terem recebido o prémio, o Comité Nobel decidiu, há quatro anos, não voltar a recompensar um acto particular mas honrar apenas personalidades que tenham consagrado a sua vida à paz. Deste modo, Barack Obama teria sido o mais meritório dos militantes da paz em 2008 e não teria cometido nenhum atentado ao direito internacional em 2009. Sem mencionar os detidos em Guantánamo e em Bagram, nem os afegãos e os iraquianos confrontados com uma ocupação estrangeira, que pensarão disto os hondurenhos esmagados por uma ditadura militar ou os paquistaneses cujo país se tornou o novo alvo do Império?
...
No seu comunicado oficial, o Comité declara, não por graça: "é muito raro que uma pessoa, na instância Obama, tenha conseguido captar a atenção de todos e dar-lhes esperança num mundo melhor. A sua diplomacia baseia-se no conceito de acordo com o qual aqueles que governam o mundo devem fazê-lo guiados por um conjunto de valores e de comportamentos partilhados pela maioria dos habitantes do planeta. Durante 108 anos, o Comité do Prémio Nobel procurou estimular este estilo de política internacional de que Obama é o principal porta-voz".
Por seu turno, o feliz laureado declarou: "Aceito a decisão do Comité Nobel com surpresa e profunda humildade. (…) Aceitarei esta recompensa como um apelo à acção, um apelo lançado a todos os países para que enfrentem os desafios comuns do século XXI". Deste modo, este homem "humilde" crê encarnar "todos os países". Aqui está algo que não augura nada de pacífico.
Fonte - Resistir
FAQ
Segundo o desejo de Alfred Nobel, o prémio recompensa «a personalidade que [durante o ano precedente] mais ou melhor contribuiu para a aproximação dos povos, a supressão ou redução dos exércitos permanentes, a aproximação e divulgação dos avanços pela paz». No espírito do fundador, tratava-se de manter uma acção militante e não de atribuir um diploma de boas intenções a um chefe de estado. Tendo os laureados por vezes escarnecido do direito internacional depois de terem recebido o prémio, o Comité Nobel decidiu, há quatro anos, não voltar a recompensar um acto particular mas honrar apenas personalidades que tenham consagrado a sua vida à paz. Deste modo, Barack Obama teria sido o mais meritório dos militantes da paz em 2008 e não teria cometido nenhum atentado ao direito internacional em 2009. Sem mencionar os detidos em Guantánamo e em Bagram, nem os afegãos e os iraquianos confrontados com uma ocupação estrangeira, que pensarão disto os hondurenhos esmagados por uma ditadura militar ou os paquistaneses cujo país se tornou o novo alvo do Império?
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No seu comunicado oficial, o Comité declara, não por graça: "é muito raro que uma pessoa, na instância Obama, tenha conseguido captar a atenção de todos e dar-lhes esperança num mundo melhor. A sua diplomacia baseia-se no conceito de acordo com o qual aqueles que governam o mundo devem fazê-lo guiados por um conjunto de valores e de comportamentos partilhados pela maioria dos habitantes do planeta. Durante 108 anos, o Comité do Prémio Nobel procurou estimular este estilo de política internacional de que Obama é o principal porta-voz".
Por seu turno, o feliz laureado declarou: "Aceito a decisão do Comité Nobel com surpresa e profunda humildade. (…) Aceitarei esta recompensa como um apelo à acção, um apelo lançado a todos os países para que enfrentem os desafios comuns do século XXI". Deste modo, este homem "humilde" crê encarnar "todos os países". Aqui está algo que não augura nada de pacífico.
Fonte - Resistir
FAQ
Papa diz que interpretação da Bíblia é função da igreja
CIDADE DO VATICANO, 26 OUT (ANSA) - O papa Bento XVI afirmou hoje que cabe à Igreja interpretar "autenticamente" a Bíblia.
"À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo", defendeu o Pontífice, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes do Pontifício Instituto Bíblico em comemoração aos cem anos da fundação da entidade.
Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro "lacrado".
"Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre", disse o Papa. De acordo com o Pontífice, "por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura".
"Sendo a Escritura uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história, consequentemente, ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação", explicou Bento XVI.
Em certa ocasião, o Papa relembrou que o aumento do interesse pela Bíblica no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à Constituição Dogmática Dei Verbum Sobre a Revelação Divina.
Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.
Fonte - ANSA
"À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo", defendeu o Pontífice, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes do Pontifício Instituto Bíblico em comemoração aos cem anos da fundação da entidade.
Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro "lacrado".
"Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre", disse o Papa. De acordo com o Pontífice, "por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura".
"Sendo a Escritura uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história, consequentemente, ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação", explicou Bento XVI.
Em certa ocasião, o Papa relembrou que o aumento do interesse pela Bíblica no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à Constituição Dogmática Dei Verbum Sobre a Revelação Divina.
Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.
Fonte - ANSA
Pelos caminhos de Newman e Blair
Apesar do que ainda afirmam os cronistas e boa parte do bando católico, o cisma de Henrique 8º não foi uma questão de divórcio - para se casar com Ana Bolena - nem um movimento popular, como na Alemanha protestante. Exceto pela doutrina, os reis da Inglaterra foram os chefes efetivos da igreja muito antes que se afirmasse essa posição com um estatuto parlamentar. O princípio foi definido mais tarde como "cuius regio, eius religio" (a religião do rei é a religião do reino), não para retornar ao tribalismo, mas para pôr ordem nos desastres das guerras de religião.
A ruptura anglicana definitiva ocorreu "por um complicado imbróglio de disputas e rancores pessoais, ciúmes, rivalidades de jurisdição, brigas provinciais e simples má intenção" (Paul Johnson). Também contribuíram os desmandos econômicos de muitos clérigos avalizados por Roma, que arruinavam seus fiéis até para enterrar os parentes. A decisão do Parlamento em 1534, promovida por Henrique 8º, concedeu que o rei (e, subordinado a ele, o arcebispo de Canterbury) era sem discussão a cabeça da Igreja da Inglaterra, com todo o poder.
Henrique 8º não pretendia outra coisa senão se livrar do papa ou dobrá-lo, como naquele momento fazia o imperador Carlos 5º da Alemanha (e 1º da Espanha), que tinha o pontífice preso. Londres rompeu com Roma, mas não com a fé católica. Isto é, inaugurou um cisma sem querer implantar a heresia. A Igreja Anglicana nunca se fez protestante em sua vida ou em sua constituição segundo o modelo alemão.
Mas nada é simples quando se trata de religiões. Depois dos anos da sangrenta reação católica de Mary Tudor, que custou a morte na fogueira do próprio arcebispo Crammer, Elizabeth 1ª promoveu um catolicismo reformado, a meio caminho entre os extremos de Roma - e a terrível Inquisição pelo meio - e os exageros de Calvino em Genebra. A suspensão do celibato clerical obrigatório, de que tanto se falou, foi então apenas uma atração manipulada eficazmente pelos reformadores para consumo de muitos sacerdotes (na maioria jovens).
E agora? A aproximação das duas igrejas, romana e anglicana, vem de muito longe. Mas não é ecumenismo no sentido conciliar do termo, senão uma absorção a toda regra, uma volta à casa do pai pela parte de baixo. Roma nunca vai ceder a primogenitura do sumo pontífice, nem a centralidade do Vaticano. Tampouco em sua oposição à ordenação de mulheres (pelo menos por enquanto) ou à entrada de homossexuais no altar sagrado. Isso provoca na prática a subsistência "ad eternum" da Igreja Anglicana como tal, com seu chefe civil (hoje uma rainha) e um arcebispo que a pastoreia.
Há tempo que a Santa Sé renunciou à reunião das igrejas chamadas separadas segundo o pensamento conciliar de João 23 em 1962. Ocorreu quando o cardeal Ratzinger, hoje papa Bento 16, apresentou à assinatura de João Paulo 2º a proclamação de que não há doutrina e igreja verdadeiras além das romanas, nem outro caminho para a salvação das almas (declaração Dominus Iesus, de 2000). Vê-se agora com essa política de assimilação, acolhendo os conversos anglicanos com cautelas e prelaturas, mas humilhando seu cabeça.
A sangria de fiéis do anglicanismo para a igreja romana vem de longe. Quando Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico, foi em 2007 visitar Bento 16 para divulgar sua conversão ao catolicismo, o líder trabalhista, anglicano de nascimento, levava em sua carteira três retratos do cardeal Newman, o grande convertido. Foi seu presente para Bento 16 porque, como declarou Blair, o mais célebre pregador inglês era o "pensador preferido" do atual papa.
A conversão de John Henry Newman (nascido em Londres em 1821 e morto em Birmingham em 1891) foi um acontecimento mundial na época. Seus escritos e sermões como pastor anglicano não antecipavam sua decisão. Antes havia liderado o Movimento de Oxford, com o empenho de restituir à Igreja Anglicana o direito de se considerar parte da Igreja universal, como a católica e as ortodoxas, sem "romanizá-la", mas devolvendo-a à tradição dos grandes padres e teólogos cristãos. Convertido em 1845, o papa Leão 13 fez Newman cardeal em 1879 e Bento 16 já prepara sua beatificação. Será o primeiro santo católico do Reino Unido procedente do anglicanismo. Um verdadeiro símbolo.
Fonte - UOL
A ruptura anglicana definitiva ocorreu "por um complicado imbróglio de disputas e rancores pessoais, ciúmes, rivalidades de jurisdição, brigas provinciais e simples má intenção" (Paul Johnson). Também contribuíram os desmandos econômicos de muitos clérigos avalizados por Roma, que arruinavam seus fiéis até para enterrar os parentes. A decisão do Parlamento em 1534, promovida por Henrique 8º, concedeu que o rei (e, subordinado a ele, o arcebispo de Canterbury) era sem discussão a cabeça da Igreja da Inglaterra, com todo o poder.
Henrique 8º não pretendia outra coisa senão se livrar do papa ou dobrá-lo, como naquele momento fazia o imperador Carlos 5º da Alemanha (e 1º da Espanha), que tinha o pontífice preso. Londres rompeu com Roma, mas não com a fé católica. Isto é, inaugurou um cisma sem querer implantar a heresia. A Igreja Anglicana nunca se fez protestante em sua vida ou em sua constituição segundo o modelo alemão.
Mas nada é simples quando se trata de religiões. Depois dos anos da sangrenta reação católica de Mary Tudor, que custou a morte na fogueira do próprio arcebispo Crammer, Elizabeth 1ª promoveu um catolicismo reformado, a meio caminho entre os extremos de Roma - e a terrível Inquisição pelo meio - e os exageros de Calvino em Genebra. A suspensão do celibato clerical obrigatório, de que tanto se falou, foi então apenas uma atração manipulada eficazmente pelos reformadores para consumo de muitos sacerdotes (na maioria jovens).
E agora? A aproximação das duas igrejas, romana e anglicana, vem de muito longe. Mas não é ecumenismo no sentido conciliar do termo, senão uma absorção a toda regra, uma volta à casa do pai pela parte de baixo. Roma nunca vai ceder a primogenitura do sumo pontífice, nem a centralidade do Vaticano. Tampouco em sua oposição à ordenação de mulheres (pelo menos por enquanto) ou à entrada de homossexuais no altar sagrado. Isso provoca na prática a subsistência "ad eternum" da Igreja Anglicana como tal, com seu chefe civil (hoje uma rainha) e um arcebispo que a pastoreia.
Há tempo que a Santa Sé renunciou à reunião das igrejas chamadas separadas segundo o pensamento conciliar de João 23 em 1962. Ocorreu quando o cardeal Ratzinger, hoje papa Bento 16, apresentou à assinatura de João Paulo 2º a proclamação de que não há doutrina e igreja verdadeiras além das romanas, nem outro caminho para a salvação das almas (declaração Dominus Iesus, de 2000). Vê-se agora com essa política de assimilação, acolhendo os conversos anglicanos com cautelas e prelaturas, mas humilhando seu cabeça.
A sangria de fiéis do anglicanismo para a igreja romana vem de longe. Quando Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico, foi em 2007 visitar Bento 16 para divulgar sua conversão ao catolicismo, o líder trabalhista, anglicano de nascimento, levava em sua carteira três retratos do cardeal Newman, o grande convertido. Foi seu presente para Bento 16 porque, como declarou Blair, o mais célebre pregador inglês era o "pensador preferido" do atual papa.
A conversão de John Henry Newman (nascido em Londres em 1821 e morto em Birmingham em 1891) foi um acontecimento mundial na época. Seus escritos e sermões como pastor anglicano não antecipavam sua decisão. Antes havia liderado o Movimento de Oxford, com o empenho de restituir à Igreja Anglicana o direito de se considerar parte da Igreja universal, como a católica e as ortodoxas, sem "romanizá-la", mas devolvendo-a à tradição dos grandes padres e teólogos cristãos. Convertido em 1845, o papa Leão 13 fez Newman cardeal em 1879 e Bento 16 já prepara sua beatificação. Será o primeiro santo católico do Reino Unido procedente do anglicanismo. Um verdadeiro símbolo.
Fonte - UOL
Ceticismo sobre aquecimento global aumenta entre população dos EUA
Os cidadãos norte-americanos acreditam cada vez menos que o aquecimento global seja um problema grave e que existam provas concretas que o fenômeno está ocorrendo, revelou uma pesquisa nesta sexta-feira (23).
Realizada pelo Centro de Pesquisas Pew, o trabalho indicou também que, para grande parte dos norte-americanos, o tema da mudança climática não deveria ser uma prioridade para o governo --mesmo quando a maioria não se opõe à aplicação de normas às emissões de gases poluentes.
A pesquisa mostra que apenas 35% consideram que o aquecimento global e a mudança climática é um problema sério, 9% menos que em abril do ano passado.
Já 57% acreditam que existem provas sólidas que a temperatura do planeta aumentou nas últimas décadas. Na mesma enquete do ano passado, 71% dos consultados assinalaram estar convencidos de que o fenômeno estaria ocorrendo.
A enquete revelou que 36% manifestaram acreditar que o aumento das temperaturas seja resultado da atividade humana, 9% menos que no ano passado.
No entanto, apesar do ceticismo que revela a enquete, o Centro Pew indicou que 50% estariam de acordo que se aplicasse uma política para limitar as emissões poluentes, enquanto 39% estariam contra uma medida desse tipo.
A pesquisa ouviu 1.500 norte-americanos adultos entre 30 de setembro e o 4 de outubro desse ano.
Fonte - Folha
Realizada pelo Centro de Pesquisas Pew, o trabalho indicou também que, para grande parte dos norte-americanos, o tema da mudança climática não deveria ser uma prioridade para o governo --mesmo quando a maioria não se opõe à aplicação de normas às emissões de gases poluentes.
A pesquisa mostra que apenas 35% consideram que o aquecimento global e a mudança climática é um problema sério, 9% menos que em abril do ano passado.
Já 57% acreditam que existem provas sólidas que a temperatura do planeta aumentou nas últimas décadas. Na mesma enquete do ano passado, 71% dos consultados assinalaram estar convencidos de que o fenômeno estaria ocorrendo.
A enquete revelou que 36% manifestaram acreditar que o aumento das temperaturas seja resultado da atividade humana, 9% menos que no ano passado.
No entanto, apesar do ceticismo que revela a enquete, o Centro Pew indicou que 50% estariam de acordo que se aplicasse uma política para limitar as emissões poluentes, enquanto 39% estariam contra uma medida desse tipo.
A pesquisa ouviu 1.500 norte-americanos adultos entre 30 de setembro e o 4 de outubro desse ano.
Fonte - Folha
Obama declara emergência nos EUA por gripe suína
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou neste sábado um estado de emergência nacional por causa da ameaça da gripe suína.
A declaração do estado de emergência aumenta a capacidade dos hospitais, médicos e postos de saúde de atender ao aumento da demanda por tratamento em um eventual novo pico de infecções pelo vírus H1N1.
Os Estados Unidos é o país com o maior número de infecções e mortes pelo vírus da gripe suína desde o início da pandemia, em abril.
Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, teme-se uma nova onda da doença.
Na semana passada, as autoridades americanas disseram que os casos de novas infecções pelo vírus H1N1 já haviam sido detectados em 46 Estados do país.
Mais de mil pessoas já morreram nos Estados Unidos em decorrência de complicações da gripe suína, entre elas cerca de cem crianças.
Segundo a Casa Branca, a declaração de emergência pelo presidente é semelhante às declaradas antes da chegada de furacões.
Ela permite que as autoridades não precisem seguir algumas exigências burocráticas federais para permitir uma maior rapidez no estabelecimento de planos de emergência.
Na semana passada, autoridades americanas advertiram que pode haver um atraso na entrega de doses da vacina contra a gripe suína.
Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), disse que apenas de 28 milhões a 30 milhões de doses estarão disponíveis até o fim de outubro, bem abaixo da estimativa inicial de 40 milhões de doses.
Schuchat disse que a atividade do vírus H1N1 está disseminada no país, com o número de internações e de morte em ascensão.
Fonte - G1
A declaração do estado de emergência aumenta a capacidade dos hospitais, médicos e postos de saúde de atender ao aumento da demanda por tratamento em um eventual novo pico de infecções pelo vírus H1N1.
Os Estados Unidos é o país com o maior número de infecções e mortes pelo vírus da gripe suína desde o início da pandemia, em abril.
Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, teme-se uma nova onda da doença.
Na semana passada, as autoridades americanas disseram que os casos de novas infecções pelo vírus H1N1 já haviam sido detectados em 46 Estados do país.
Mais de mil pessoas já morreram nos Estados Unidos em decorrência de complicações da gripe suína, entre elas cerca de cem crianças.
Segundo a Casa Branca, a declaração de emergência pelo presidente é semelhante às declaradas antes da chegada de furacões.
Ela permite que as autoridades não precisem seguir algumas exigências burocráticas federais para permitir uma maior rapidez no estabelecimento de planos de emergência.
Na semana passada, autoridades americanas advertiram que pode haver um atraso na entrega de doses da vacina contra a gripe suína.
Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), disse que apenas de 28 milhões a 30 milhões de doses estarão disponíveis até o fim de outubro, bem abaixo da estimativa inicial de 40 milhões de doses.
Schuchat disse que a atividade do vírus H1N1 está disseminada no país, com o número de internações e de morte em ascensão.
Fonte - G1
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