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domingo, 25 de janeiro de 2026

Groenlândia entra no centro do tabuleiro global e reacende disputas por poder e território (2026.01.25)

Autoridades da Dinamarca declararam que qualquer discussão sobre segurança na Groenlândia deve respeitar a integridade territorial, após o aumento das tensões geopolíticas envolvendo a ilha. O tema ganhou destaque internacional porque a Groenlândia, embora pouco povoada, ocupa uma posição estratégica crucial no Ártico, em meio a rotas comerciais emergentes, recursos naturais valiosos e interesses militares crescentes de grandes potências.

O derretimento das geleiras tem tornado a região mais acessível, despertando disputas silenciosas por influência e controle. O que antes era considerado remoto agora passa a ser estratégico. A Groenlândia deixa de ser apenas um território distante e se torna peça-chave em negociações globais de segurança, defesa e economia. O discurso oficial fala em proteção, estabilidade e soberania, mas o pano de fundo é a redistribuição do poder em um mundo cada vez mais instável.

Esse movimento revela como a geopolítica contemporânea se reorganiza em torno de territórios estratégicos, mesmo em regiões antes negligenciadas. O mundo entra em uma fase em que nenhuma área é neutra, nenhuma terra é irrelevante, e toda posição geográfica pode se tornar essencial para a manutenção da hegemonia.

A Bíblia descreve que, no desenrolar da história, as nações estariam em constante agitação, disputando espaço, domínio e influência. O profeta Daniel viu reinos que “se levantarão” e disputarão poder até o fim, sem jamais alcançar estabilidade real. A profecia não apresenta um mundo caminhando para cooperação duradoura, mas para rivalidade crescente (Daniel 2:41–43).

Jesus também advertiu que, antes do fim, haveria “angústia das nações, em perplexidade” (Lucas 21:25). A perplexidade não surge apenas de guerras abertas, mas de disputas estratégicas, alianças frágeis e medo do futuro. O cenário da Groenlândia se encaixa nesse quadro: grandes potências observando, calculando e se posicionando, enquanto falam em paz e segurança.

Apocalipse revela que, nesse contexto de instabilidade global, o mundo buscaria soluções centralizadas, autoridade ampliada e sistemas capazes de garantir controle e previsibilidade. As disputas por território e recursos alimentam o argumento de que a segurança precisa ser global, coordenada e, muitas vezes, acima das soberanias nacionais.

A Groenlândia não é um sinal isolado, mas parte de um processo maior. Ela mostra que o mundo entra em uma fase em que o equilíbrio é frágil e o poder precisa ser constantemente reafirmado. A profecia não se cumpre apenas em grandes conflitos armados, mas também nesses movimentos silenciosos que revelam a ansiedade das nações.

Enquanto territórios estratégicos ganham valor e disputas se intensificam, a Bíblia aponta para um reino que não se estabelece pela força nem pela geografia. Em contraste com os reinos humanos, ele não depende de rotas, recursos ou posições militares.

“Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído.” Daniel 2:44

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Gigantes de gelo derretem em ritmo recorde

São Paulo - Não é apenas o Ártico que está em apuros. Ao redor do mundo, os gigantes glaciares perdem gelo em um ritmo sem precedentes e que está acelerando. A constatação é de um estudo publicado no periódico científico Journal of Glaciology.

O Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares, coordenado pela Universidade de Zurique, compilou dados mundiais sobre as mudanças na cobertura das geleiras ao longo de mais de 120 anos.

Na pesquisa, as observações da primeira década do século 21 (2001-2010) foram comparadas com todos os dados anteriores, disponíveis a partir de observações de campo e registros transmitidos por satélites.

"As geleiras observadas atualmente perdem entre meio metro e um metro de sua espessura de gelo a cada ano - isto é duas a três vezes mais do que a média correspondente do século 20", explica Michael Zemp, diretor do Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares e líder do estudo.

Os pesquisadores têm testemunhado o recuo crescente das geleiras na Groenlândia, Antártica Ocidental, montanhas costeiras do Canadá e Alasca, assim como na Europa e no Himalaia.

"Medidas exatas desta perda de gelo são relatadas a partir de apenas algumas centenas de geleiras. No entanto, estes resultados se confirmam por observações de campo e por satélite para dezenas de milhares de geleiras em todo o mundo", pondera Zemp.

E o futuro não parece promissor. "As geleiras em muitas regiões, muito provavelmente sofrerão mais perdas de gelo", disse Zemp. "Mesmo que o clima permaneça estável", conclui o estudo.

Fonte - Exame

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

América Latina pode sofrer inundação completa até 2050

Nos próximos 35 anos, o territórios da América Latina poderão acabar inundados por conta do aumento abrupto do nível do mar. A conclusão veio de uma equipe russa de cientistas.

Vice-diretor do Instituto de Pesquisa Científica do Ártico e da Antártida, Alexánder Danilov, afirmou que o problema será causado pela mudança drástica da temperatura do planeta.

“Os cálculos sugerem que a temperatura se estabilizará rapidamente, mas que o nível do oceano mundial continuará crescendo por vários séculos”, disse o cientista.

Segundo ele, os principais territórios afetados serão a América Latina, Europa, Canadá e Estados Unidos. Ao todo, cerca de 150 milhões de pessoas precisarão ser deslocadas.

De acordo com o estudo, até 2050 o nível dos oceanos pode subir cinco metros. Apesar de não parecer muito, o aumento pode trazer consequências de proporções gigantescas.

“Esses cinco metros de crescimento do oceano são um sinal muito sério. Na realidade, os grandes territórios baixos, onde vive a maior parte da população do planeta, estarão em zonas de inundação”, explicou Natalia Riazánova, responsável pelo Laboratório de Geoecologia do Instituto Estadual de Relações Internacionais de Moscou.

O ano de 2014 foi o mais quente da história em pelo menos 20 países. Além disso, as concentrações de gases do efeito estufa nunca foram tão altas desde que a medição começou a ser feita.

Fonte - Yahoo

sexta-feira, 20 de março de 2015

Gelo marítimo do Ártico tem menor nível para um inverno, revela análise

O gelo marítimo do Ártico chegou ao seu menor nível para um inverno. É o que revela uma análise feita pelo Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC), divulgada nesta quinta-feira (19).

Segundo o centro, o gelo provavelmente atingiu sua extensão máxima para o ano no dia 25 de fevereiro: 14,54 milhões de quilômetros quadrados. Trata-se de uma extensão 1,1 milhão de quilômetros quadrados menor do que a média para o mesmo período observada entre 1981 e 2010.

"Este não é um recorde do qual devemos nos orgulhar. Gelo marítimo baixo pode criar uma série de reações que podem ameaçar o Ártico e o resto do globo", disse Alexander Shestakov, diretor do Programa Global para o Ártico da WWF, em nota divulgada pela organização ambiental.

Contribuíram para o recorde negativo as temperaturas mais altas do que a média registradas em fevereiro em partes do Alasca e na Rússia.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Aquecimento global: um escândalo científico

Garoto-propaganda do ECOmenismo

Novos dados sugerem que o “desaparecimento” do gelo polar não seja resultado de aquecimento global galopante

Quando as gerações futuras olharem para trás, para o alarme do aquecimento global nos últimos 30 anos, nada vai chocá-las mais do que a constatação de que os registos oficiais de temperatura – nos quais todo o pânico se apoiava em última instância – foram sistematicamente “ajustados” para mostrar a Terra como tendo aquecido muito mais do que os dados reais comprovavam. Há duas semanas, sob o título “Como estamos sendo enganados com dados errados sobre o aquecimento global”, escrevi sobre Paul Homewood que, em seu blog “Not a lot of people know that”, tinha contrastado os gráficos de temperatura publicados por três estações meteorológicas no Paraguai com as temperaturas que haviam sido originalmente registradas. Em cada exemplo, a tendência atual de 60 anos de dados tinha sido dramaticamente invertida, de modo que uma tendência de arrefecimento foi alterada para uma que apresentou um aquecimento significativo.

Esse foi apenas o último de muitos exemplos de uma prática há muito reconhecida por especialistas observadores ao redor do mundo – o que levanta um ponto de interrogação cada vez maior sobre todo o registro oficial de temperatura de superfície.

Após o meu último artigo, Homewood verificou o resgistro de outras estações meteorológicas da América do Sul em torno das três originais. Em cada caso, ele encontrou as mesmas suspeitas de “ajuste” em sentido único. Primeiro esses foram feitos pela Global Historical Climate Network (GHCN) do governo dos EUA. Foram depois amplificados por dois dos principais registros oficiais de superfície, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) e do Centro Nacional de Dados Climáticos (NCDC), que usam as tendências de aquecimento para estimar as temperaturas ao longo das vastas regiões da terra onde não há medições. Contudo, estes são os registros de que cientistas e políticos dependem para a sua crença no “aquecimento global”.

Homewood voltou agora sua atenção para as estações meteorológicas em grande parte do Ártico, entre o Canadá (51 graus Oeste) e o coração da Sibéria (87 graus Este). Mais uma vez, em quase todos os casos, os mesmos ajustes de sentido único foram feitos, para mostrar aquecimentos de 1 grau Celsius ou mais elevado do que foi indicado pelos dados que foram registrados. Isso surpreendeu nada menos do que Traust Jonsson, que esteve muito tempo como responsável de pesquisa do clima no gabinete de meteorologia da Islândia (e com quem Homewood tem estado em contacto). Jonsson ficou espantado ao ver como a nova versão “faz desaparecer” completamente os “anos de gelo do mar” da Islândia, por volta de 1970, quando um período de arrefecimento extremo quase devastou a economia de seu país.

Um dos primeiros exemplos desses “ajustes” foi exposto em 2007 pelo estatístico Steve McIntyre, quando descobriu um artigo publicado em 1987 por James Hansen, o cientista (mais tarde virou fanático ativista do clima) que por muitos anos liderou o GISS. O gráfico original de Hansen mostrou as temperaturas no Ártico como tendo sido bem mais altas por volta de 1940 do que em qualquer momento desde então. Mas, como Homewood revela em seu post “Ajustes de temperatura transformam a história do Ártico”, o GISS virou isso ao contrário. As temperaturas do Ártico a partir desse momento foram tão abaixadas que já estão diminuídas pelas dos últimos 20 anos.

O interesse de Homewood no Ártico acontece, em parte, porque o “desaparecimento” de seu gelo polar (e dos ursos polares) tornou-se como um “garoto-propaganda” para aqueles que tentam nos convencer de que somos ameaçados pelo aquecimento galopante. Mas ele escolheu esse trecho específico do Ártico porque é onde o gelo é afetado por água mais quente trazida por mudanças cíclicas numa grande corrente atlântica - esta última atingiu o pico há 75 anos, quando o gelo ártico recuou ainda mais do que tem feito recentemente. O derretimento do gelo não é de todo causado pelo aumento das temperaturas globais.

De muito mais sério significado, porém, é a maneira como essa manipulação geral do registro oficial de temperatura - por razões que o GHCN e o GISS nunca explicaram plausivelmente - se tornou o verdadeiro elefante na sala do maior e mais caro alarme que o mundo conheceu. Isso realmente começa a parecer como um dos maiores escândalos científicos de todos os tempos.

(The Telegraph; tradução de Filipe Reis)

Nota Criacionismo: Quero repetir aqui algo que nunca é demais deixar claro: não nego que possa estar havendo algum tipo de aquecimento global. O que questiono (e não sou o único) é se o ser humano seria o fator primordial (o principal culpado) nesse processo. Se a culpa for nossa, devemos aceitar qualquer imposição que nos for feita para amenizar as consequências do estrago que estamos fazendo. É verdade que muitas das propostas para reduzir ou frear o aquecimento (independentemente de sermos ou não capazes de fazer isso) são boas, como é o caso da redução da emissão de gases poluentes. Mas há, também, outros interesses (os quais têm sido chamados de ECOmenismo) que poderão tolher a liberdade de pessoas que nada têm que ver com essa história toda. Se tiver interesse em conhecer um ponto de vista sobre esse assunto, assista ao vídeo abaixo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O ano de 2014 foi o mais quente na história moderna

O ano de 2014 foi o mais quente do planeta desde o início dos registros em 1880, revelou nesta sexta-feira um esperado relatório divulgado pela Agência Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Dezembro também marcou uma temperatura média na superfície da Terra e dos oceanos sem precedentes nos últimos 134 anos para este período do ano, acrescentou a NOAA.

Para o ano, a temperatura média se situa entre 0,69 °C acima do média do século 20, superando as marcas prévias de 2005 e 2010, de 0,04 °C .

O relatório da agência disse que o recorde de aquecimento se propagou pelo mundo.

Entre as regiões do mundo onde foram registrados recordes de calor estão a Rússia, o oeste do Alasca, o ocidente dos Estados Unidos, algumas zonas da América do Sul, parte do litoral australiana, norte da África e quase toda a Europa.

A agência disse ainda que as medições realizadas pela Nasa de forma independente chegam às mesmas conclusões.

Recorde no mar e na terra

Quando são analisadas separadamente as superfícies da terra e dos oceanos, ambos registros também marcam recordes.

Globalmente, a temperatura média da superfície dos mares foi a maior da história, 0,57 °C acima da média do século 20, enquanto a da superfície da terra ultrapassou em 1 °C esta mesma média.

Com relação à neve, a NOAA constatou que neve média anual no hemisfério norte foi de 64,62 milhões de quilômetros quadrados, "perto da média dos registros históricos".

A primeira metade de 2014 registrou menos neve do que o normal, mas o segundo semestre registrou mais do que a média.

O gelo polar e oceânico seguem derretendo no Árctico, privando os ursos polares de seus habitats e provocando mudanças climáticas que afetam regiões muito distantes em todo o mundo.

A média mundial de gelo no oceano Ártico foi de 28.460.000 km², a menor área nos 36 anos em que os cientistas têm feito registros.

No outro pólo, na Antártida, o gelo marinho caiu pelo segundo ano consecutivo, aos níveis mais baixos já registrados: 33.870.000 km², segundo a NOAA.

Dezembro também teve temperaturas recordes. As temperaturas médias combinadas nas superfícies terrestres e marítimas foram maiores do que qualquer outra na história.

A temperatura média do mês foi 0,77 ºC acima da média mundial. "Este foi o dezembro mais quente no período de 1880 a 2014", disse a NOAA.

Seca em São Paulo

No início de dezembro, a OMM (Organização Meteorológica Mundial), uma das agências da ONU, havia antecipado que 2014 seria o ano mais quente já registrado no mundo. Na ocasião, a agência citou a seca em São Paulo como exemplo dos problemas que as grandes cidades poderiam começar a sofrer diante das mudanças climáticas.

A OMM afirmou que o Brasil foi um dos países que mais sofreu com a onda de calor.No Sul do País, as temperaturas bateram recordes para o mês de outubro. Argentina, Paraguai e Bolívia também tiveram marcas inéditas, assim como a África do Sul e a Austrália.

A seca também foi registrada na China, na Austrália e no Canadá e, em Estados americanos, como Califórnia, Nevada e Texas, a quantidade de chuva foi inferior a 40% da média registrada entre 1961 e 1990.

A confirmação de que 2014 foi o mais quente desde 1891 também foi feita pela JMA (Agência Meteorológica Japonesa (JMA) e pelo Met Office (Agência Meteorológica do Reino Unido). A entidade japonesa ainda destacou que os 10 anos mais quentes da história foram registrados de 1998 em diante.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ano de 2014 caminha para ser mais quente da história, diz ONU

Entre janeiro e outubro, as temperaturas médias ficaram 0,57ºC acima da média de 14ºC registrados entre 1961 e 1990

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que 2014 caminha para entrar para história como o ano mais quente já registrado e a seca em São Paulo é citada pela entidade como um exemplo de um problema que as grandes cidades poderão começar a sofrer diante das mudanças climáticas.
Dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam que, por causa das elevadas temperaturas nas superfícies dos oceanos, a média mundial deve ser a mais elevada já registrada.

Entre janeiro e outubro, as temperaturas médias ficaram 0,57ºC acima da média de 14ºC registrados entre 1961 e 1990. A média ainda ficou 0,09ºC acima do padrão dos últimos dez anos.

Se os meses de novembro e dezembro repetirem o padrão, 2014 baterá o recorde de temperaturas, hoje liderado pelo ano de 2010. Mesmo se não superar a marca, a entidade da ONU alerta que a tendência que se registra é de uma elevação das temperaturas de forma constante, ano a ano.

"As informações apontam que 14 dos 15 anos mais quentes da história foram registrados no século 21", declarou Michel Jarraud, secretário-geral da entidade. "O aquecimento global não parou."

Segundo ele, o Brasil foi um dos países que sofreu uma onda de calor. No Sul do País, as temperaturas bateram recordes para o mês de outubro. Argentina, Paraguai e Bolívia também tiveram marcas inéditas, assim como a África do Sul e a Austrália.

São Paulo
As altas temperaturas teriam tido um severo impacto em todo o mundo e a ONU usa justamente o caso da capital paulista para mostrar o que pode acontecer em dezenas de lugares pelo mundo. "A cidade de São Paulo foi particularmente afetada por uma severa falta de água", alertou. "Partes do Nordeste e algumas áreas do centro do Brasil estão em um estado de seca severa com déficit de água que já se estende por mais de dois anos", indicou.

Para a ONU, os problemas em São Paulo podem se repetir e ainda atingir outras cidades do mundo.

A seca também foi registrada na China, na Austrália e no Canadá e, em Estados americanos, como Califórnia, Nevada e Texas, a quantidade de chuva foi inferior a 40% da média registrada entre 1961 e 1990.

Segundo Jarraud, a concentração de gases de efeito estufa bate recorde e, aliada às altas temperaturas, o resultado tem sido um "planeta cada vez mais incerto".

Além da seca em certas regiões, o planeta também registrou em dezenas de outras áreas inundações e tempestades.

Se no segundo semestre faltou água em São Paulo, em maio as chuvas superaram as médias anuais em 250% no Paraguai, no sul da Bolívia e em partes do Sul e Sudeste do Brasil.

O Rio Paraná acabou transbordando, com 200 mil moradores da região afetados, principalmente no Paraguai. Buenos Aires também sofreu com as fortes chuvas.

No Reino Unido, foram doze tormentas e o inverno mais chuvoso já registrado, 177% acima da média.

Em maio, inundações atingiram 2 milhões de pessoas nos Balcãs, além de milhões de outros no Paquistão e em Bangladesh. Na Turquia, as chuvas chegaram a ser 500% superior à média anual. Em setembro, o sul da França registrou maiores chuvas desde anos 1950.

Segundo a OMM, 73 ciclones tropicais foram registrados no ano, o que, porém, está abaixo da média dos últimos 30 anos de 89 por cada doze meses.

Gelo

Outra constatação da ONU é de que a temperatura dos oceanos bateu um novo recorde e essa realidade está ligada com a concentração recorde de gases de efeito estufa. Segundo a entidade, os oceanos absorvem 93% da energia em excesso na atmosfera.

Mas o impacto disso tem sido o degelo de placas inteiras nos dois polos do planeta. No dia 17 de setembro, o gelo no Ártico chegou a 5,02 milhões de quilômetros quadrados, o sexto menor da história.

Apesar de todos os esforços internacionais, a ONU alerta que a concentração de CO2, metano e outros gases continua aumentando. No caso do CO2, a taxa é de 142% acima da era pré-industrial. A elevação entre 2012 e 2013 foi a maior jamais registrada em apenas um ano.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Alguma coisa está acontecendo com o mundo e essas 20 imagens mostram isso

Muitas pessoas se recusam a acreditar que o clima do planeta Terra está mudando, e mais rápido do que gostaríamos. E essas 20 imagens de satélite revelam parte dessas mudanças.

Embora você possa discordar sobre o motivo de tais mudanças, é inegável que elas estão acontecendo.

Confira:

1) Seca – Lago Powell, Arizona / Utah, EUA


2) Incêndios – Califórnia


3) Inundações – Camboja


4) Furacões – Filipinas


5) Mortes massivas de peixes – Indonésia


6) Derretimento de geleiras – Antártida


7) Lago – Novo México, EUA


8) Incêndio – Colorado, EUA


9) Lago – Iraque


10) Lago Meade, Nevada


11) Desmatamento – Quênia


12) Inundações – Uganda


13) Derretimento de gelo – Equador


14) Derretimento de geleiras, Antártida


15) Seca – Califórnia, EUA


16) Desmatamento – Argentina


17) Derretimento de geleiras – Chile


18) Lago – Argentina


19) Desmatamento – Brasil


20) Derretimento de geleiras – Ártico


segunda-feira, 31 de março de 2014

Impacto do aquecimento global será 'grave e irreversível', diz ONU

O impacto do aquecimento global será "grave, abrangente e irreversível", segundo um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira.

Autoridades e cientistas reunidos no Japão afirmam que o documento é a avaliação mais completa já feita sobre o impacto das mudanças climáticas no planeta.

Integrantes do IPCC dizem que até agora os efeitos do aquecimento são sentidos de forma mais acentuada pela natureza, mas que haverá um impacto cada vez maior sobre a humanidade.

Mudanças climáticas vão afetar a saúde, a habitação, a alimentação e a segurança da população no planeta, segundo o relatório.

O teor do documento foi alvo de intensas negociações em reuniões realizadas em Yokohama. Este é o segundo de uma série de relatórios do IPCC previstos para este ano.

O texto afirma que a quantidade de provas científicas do impacto do aquecimento global dobrou desde o último relatório, lançado em 2007.

"Ninguém neste planeta ficará imune aos impactos das mudanças climáticas", disse o diretor do IPCC, Rajendra Pachauri, a jornalistas nesta segunda-feira.

O secretário-geral da Associação Mundial de Meteorologia, Michel Jarraud, disse que se no passado as pessoas estavam destruindo o planeta por ignorância, agora já não existe mais esta "desculpa".
Enchentes e calor

O relatório foi baseado em mais de 12 mil estudos publicados em revistas científicas. Jarraud disse que o texto é "a mais sólida evidência que se pode ter em qualquer disciplina científica".

Nos próximos 20 a 30 anos, sistemas como o mar do Ártico estão ameaçados pelo aumento da temperatura em 2 graus Celsius. O ecossistema dos corais também pode ser prejudicado pela acidificação dos oceanos.

Na terra, animais, plantas e outras espécies vão começar a "se deslocar" para pontos mais altos, ou em direção aos polos.

Um ponto específico levantado pelo relatório é a insegurança alimentar. Algumas previsões indicam perdas de mais de 25% nas colheitas de milho, arroz e trigo até 2050.

Enquanto isso, a demanda por alimentos vai continuar aumentando com o crescimento da população, que pode atingir nove bilhões de pessoas até 2050.

"Na medida em que avançamos [as previsões] no futuro, os riscos só aumentam, e isso acontecerá com as pessoas, com as colheitas e com a disponibilidade de água", disse Neil Adger, da universidade britânica de Exeter – outro cientista que assina o relatório.

Enchentes e ondas de calor estarão entre os principais fatores causadores de mortes de pessoas. Trabalhadores que atuam ao ar livre – como operários da construção civil e fazendeiros – estarão entre os que mais sofrerão. Há também riscos de grandes movimentos migratórios relacionados ao clima, além de conflitos armados.
Quem paga?

Em lugares como a África, as pessoas estarão particularmente vulneráveis. Muitos que deixaram a pobreza nos últimos anos podem voltar a ter condições de vida miseráveis.

Mas o professor Saleemul Huq, outro coautor do relatório, disse que os países ricos não estarão imunes.

"Os ricos terão que se preparar para as mudanças climáticas. Estamos vendo isso agora na Grã-Bretanha, com as enchentes de poucos meses atrás, as tempestades nos Estados Unidos e a seca no Estado da Califórnia", disse Huq.

"Estes eventos são multibilionários, que precisam ser pagos pelos ricos, e existe um limite no que eles podem pagar."

Outro coautor, Chris Field, apontou que existem alguns lados positivos do relatório. Segundo ele, o mundo tem condições de administrar os riscos previstos no documento.

"Aquecimento global é algo muito importante, mas nós temos muitas ferramentas para lidar de forma eficiente com isso. Só é preciso lidar de forma inteligente com isso", diz Field.

Mas um dos problemas que ainda não tem resposta é: quem pagará a conta?

"Não cabe ao IPCC definir isso", disse José Marengo, cientista brasileiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que participou das negociações em Yokohama.

"O relatório fornece a base científica para dizer que aqui está a conta, alguém precisa pagar, e com essas bases científicas é relativamente mais fácil ir às negociações da UNFCCC [Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas] e começar a costurar acordos sobre quem pagará pela adaptação [do planeta]."

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Degelo do Ártico abre caminho a perigosa migração microbiana

Cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos

O acelerado degelo do Ártico, em consequência do aquecimento global, abre caminho a inéditos movimentos migratórios de agentes patogênicos, que representam um risco para os mamíferos marinhos e, potencialmente também, para os seres humanos, alertaram os cientistas.

"Com as mudanças climáticas, percebemos que existe uma possibilidade sem precedentes de que os agentes patogênicos migrem para novos ambientes e causem doenças", disse Michael Grigg, parasitólogo do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

"O gelo é uma enorme barreira ecológica para os patógenos, que ao aumentar as temperaturas no Ártico conseguem sobreviver e acessar novos anfitriões vulneráveis que não desenvolveram imunidade contra estes micróbios e parasitas por não ter ficado expostos anteriormente", disse nesta quinta-feira, durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), celebrada em Chicago entre 13 e 17 de fevereiro.

Uma nova cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu recentemente, causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos ameaçados no Ártico, como leões marinhos, morsas, ursos polares e ursos pardos no Alasca e até no sul da província canadense da Columbia Britânica.

Outro parasita que está comumente nos gatos, chamado "Toxoplasma gondii", foi encontrado em baleias brancas (belugas) em águas do Ártico, algo nunca visto, disse o cientista.

A descoberta, há alguns anos, provocou um alerta sanitário nas populações de esquimós que tradicionalmente comem a carne destas baleias, acrescentou.

"Trata-se de um novo patógeno endêmico no Ártico que matou 406 focas cinzas em bom estado físico no Atlântico Norte em 2012", disse Grigg, indicando que este parasita é inofensivo para os humanos.

Este é o primeiro exemplo de um parasita que migra do norte para o sul, segundo o especialista, que fez uma comparação com a peste negra na Europa da Idade Média, que matou um terço da população que nunca tinha estado exposta ao patógeno.

A toxoplasmose, a infecção causada pelo "Toxoplasma gondii" é a principal causa de cegueira infecciosa em humanos e pode ser fatal para o feto, assim como para as pessoas e animais com um sistema imunológico debilitado.

Este parasita é transmitida principalmente pelo consumo de carne mal cozida ou de água que esteve em contato com solos contaminados com fezes de gato.

"Os mamíferos marinhos podem ser bons sentinelas do ecossistema no Ártico", afirmou Sue Moore, bióloga oceanógrafa da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), na conferência da AAAS.

"Estes animais emitem sinais do que está acontecendo e temos que melhorar a nossa interpretação", disse, destacando que o Ártico perdeu cerca de 75% de seu gelo permanente nos últimos anos.

"Sabemos muito pouco sobre a capacidade das plantas, animais e humanos para responder ao ritmo incrivelmente rápido do aquecimento global", disse Christopher Field, professor de biologia da Universidade de Stanford (Califórnia, oeste).

Segundo o especialista, a velocidade desse ritmo é incomensurável com relação à da maior mudança climática precedente, o esfriamento do planeta registrado há mais de 50 milhões de anos.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Oceano Ártico terá verão sem gelo em 2050, diz relatório da ONU

Quando o biólogo sueco Tom Arnbom desembarcou neste verão na costa do mar de Laptev, na Rússia, para coletar DNA de morsas, notou que os enormes mamíferos tinham um medo incomum de ursos-polares, animal que normalmente não os ataca.

Após alguns dias no local, o cientista percebeu que, sem terem gelo marinho como base de caça, os ursos não alcançavam focas e outras presas prediletas. A alternativa era tentar abocanhar filhotes de morsa, com alto risco de serem pegos pelos adultos.

Esse é um dos impactos que o declínio do gelo marinho no Ártico provocou nos últimos anos. O aumento do ritmo de degelo na região é um dos principais pontos a serem revistos no próximo relatório do IPCC (painel do clima da ONU, formado por milhares de cientistas).

Amanhã, a primeira parte do texto, dedicada à física do clima, será divulgada.

"É muito provável que a cobertura de gelo marinho no Ártico continue a encolher e afinar", afirma o texto preliminar do documento. "Sob o cenário RCP8.5 [hipótese mais pessimista do relatório], um oceano Ártico quase sem gelo provavelmente será visto antes do meio do século."

O painel informa que é possível dizer com "alta confiabilidade" que o Ártico vai se aquecer mais rápido que outras regiões e revê para pior o seu prognóstico. Há menos de uma década, porém, o maior relatório sobre o tema, o "Arctic Climate Impact Assessment", estimava que o temido "setembro sem gelo" só viria no fim do século.

O gelo marinho ajuda a refletir radiação solar. Com o degelo e mais área de águas escuras para absorver calor, a escassez de superfície branca vai retroalimentar a mudança climática, diz o IPCC.

A MARCHA DAS MORSAS

Arnbom, hoje um pesquisador a serviço da ONG ambientalista WWF, trabalhou por muitos anos na região para o governo da Suécia, país que tem 15% de seu território no círculo ártico.
"O que eu vi no Ártico 40 anos atrás não existe mais. É impressionante ver quão rápido se foi. Estava lá todos os anos. Alguns eram mais frios que outros, e a população de animais variava, mas em 2007 me dei conta de que os impactos eram bem visíveis."

Naquele ano, todo o gelo em alto mar derreteu na região de Laptev, e morsas que costumavam se espalhar em pedaços de gelo marinho migraram para uma única praia, formando uma concentração de mais de 50 mil indivíduos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ano de 2012 bateu recordes de temperatura e degelo extremo

Em 2012 ocorreram fenômenos climáticos extremos em todo o mundo, sobretudo no hemisfério norte, com grandes ondas de calor e de frio e um degelo sem precedentes do gelo ártico, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O ano começou com um episódio do fenômeno climático La Niña de intensidade moderada, que provocou o resfriamento extremo do clima e continuou com um aumento importante das temperaturas a partir de abril, informou a agência especializada da ONU.

Apesar dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña, que incidiram nas temperaturas, continua "a tendência geral de aquecimento global de longo prazo, imputável às mudanças climáticas antrópicas", isto é, relacionadas com a ação humana, explicou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

"Queremos que esta informação seja levada em conta em Doha", acrescentou em alusão à conferência que, de segunda-feira até 7 de dezembro reúne 190 países para decidir sobre o futuro do Protocolo de Kyoto e estabelecer as bases de um grande acordo para 2015. O protocolo, assinado em 2007, é o único tratado legal que fixa os objetivos cifrados para reduzir a emissão de gases causadores de efeito estufa.

Segundo o relatório da OMM, o período 2001-2011 já tinha sido o mais quente registrado e a tendência dos primeiros meses deste ano apontavam a que "2012 não será uma exceção à regra", indicou a organização.

De janeiro a outubro vivemos o período mais quente compreendido nestes meses desde que começaram os registros em 1850, explicou a agência da ONU, com temperaturas mundiais na superfície do oceano e em terra superiores em 0,45 °C à média de 14,2 °C do período 1961-1990.

Outras consequências do aquecimento global são o degelo da calota do Ártico, que em 16 de setembro alcançou sua menor extensão anual (3,41 milhões de quilômetros quadrados) desde que começaram os registros por satélite. Estes dados confirmam os publicados em setembro pelo NSDIC, centro americano especializado em gelo e neve.

A calota de gelo do Ártico perdeu, assim, um total de 11,83 milhões de quilômetros quadrados entre março e setembro. Além disso, a extensão mínima de 2012 foi 49% inferior (cerca de 3,3 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente à superfície da Índia) na média mínima do período 1979-2000.

"A extensão de gelo marinho no Ártico alcançou um novo mínimo. A velocidade alarmante com que está ocorrendo o degelo nesta região este ano, dando destaque às profundas mudanças que estão ocorrendo nos oceanos e na biosfera", disse Jarraud.

Seu veredicto é severo: "as mudanças climáticas estão ocorrendo diante dos nossos olhos e continuarão assim como consequência da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, que aumentou de forma constante e voltou a alcançar novos recordes".

Em 2012 também foram registrados outros fenômenos extremos. Na bacia do Atlântico, por exemplo, a atividade da temporada de furacões foi superior à média pelo terceiro ano consecutivo, com 19 tempestades, das quais dez alcançaram a categoria de furacões, como foi o caso de Sandy, que provocou estragos nos Estados Unidos e no Caribe.

O ano também foi marcado por grandes nevascas e temperaturas extremas entre o final de janeiro e meados de fevereiro, sobretudo na Rússia e na Europa, com temperaturas que despencaram até - 50ºC, um frio que, segundo o secretário-geral da agência da ONU, "pode estar relacionado com o degelo no Ártico".

As cifras definitivas sobre o clima em 2012 serão publicadas em março de 2013.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Clima extremo é o novo normal

Ban Ki-moon afirmou em Conferência do Clima que sinais de mudança estão aparentes em todo lugar e "dos Estados Unidos à Índia, da Ucrânia ao Brasil, a seca dizimou lavouras"

O clima extremo é o novo normal e representa uma ameaça à raça humana, disse na terça-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, enquanto tentava reviver as negociações globais para combater a mudança climática, atualmente em um impasse.

A intervenção de Ban ocorre em um momento em que os esforços para aprovar uma ampliação simbólica do Protocolo de Kyoto parecem vacilar. O Protocolo de Kyoto é um tratado que obriga cerca de 35 países desenvolvidos a cortar suas emissões de gases de efeito estufa.

Em um discurso feito aos representantes de quase 200 países reunidos em Doha, Ban afirmou que o degelo do Ártico que deve atingir um nível recorde este ano , as supertempestades e a elevação do nível das marés são sinais de uma crise.

"O anormal é o novo normal", disse ele aos delegados presentes ao encontro iniciado em 26 de novembro que segue até 7 de dezembro. Ele afirmou que os sinais de mudança estão aparentes em todo lugar e "dos Estados Unidos à Índia, da Ucrânia ao Brasil , a seca dizimou lavouras essenciais no mundo".

"Ninguém está imune à mudança climática --rico ou pobre. Esse é um desafio existencial para toda a raça humana, nosso modo de vida, nossos planos para o futuro", afirmou ele.
...
Fonte - iG

Mesmo com resfriamento, 2012 deve bater recorde de calor

Relatório diz que ano registrou intensos fenômenos climáticos pelo mundo.
Hemisfério Norte foi região que mais sofreu com distúrbios do clima.


Os dez primeiros meses de 2012 já são considerados como o nono período mais quente desde que as medições começaram a ser feitas, na segunda metade do século 19, mesmo com a ocorrência do fenômeno La Niña, responsável pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (28) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que lançou novo relatório devido à realização da conferência climática da ONU, a COP 18, em Doha, no Qatar.

De acordo com o documento, o ano de 2012 deve registrar novo recorde de calor até o seu final e já ficou marcado pela ocorrência de fenômenos climáticos extremos em todo o mundo, principalmente no Hemisfério Norte, que sofreu com grandes ondas de frio, de calor, além de um degelo do Ártico sem precedentes.

"A extensão do gelo do Ártico atingiu um novo recorde negativo. A taxa alarmante do degelo deste ano destaca as profundas mudanças que ocorrem nos oceanos e na biosfera", disse Michel Jarraud, chefe da OMM.

O Centro Nacional da Neve e do Gelo dos Estados Unidos (NSIDC, na sigla em inglês) anunciou que em 16 de setembro o território congelado do Ártico era de 3,41 milhões de km², número muito menor se comparado ao último recorde negativo registrado em 2007, quando restaram apenas 4,17 milhões km² (houve perda de 760 mil km² a mais que naquele ano).

No geral, houve uma perda de 11,8 milhões de km² desde 20 de março deste ano – considerada pelos cientistas a maior perda de gelo durante um verão detectada por satélites.

Fonte - G1

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Obama promete combater aquecimento global

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira dar um novo impulso às políticas contra o aquecimento global, afirmando que o país precisa se unir para reduzir as emissões de carbono. Na primeira conferência de imprensa após as eleições de 6 de novembro, Obama disse que planeja levar adiante um “diálogo ao longo do país” nos próximos meses para encontrar uma base sobre a qual promoverá políticas contra a mudança climática, após falhar nos seus esforços no primeiro mandato. “Acredito firmemente que a mudança climática é real, que é impactada pela conduta humana e as emissões de carbono. Acredito que temos uma obrigação com as futuras gerações sobre fazer algo a respeito.”

Obama disse que sua posição sobre a mudança climática exige um “processo educativo” e “decisões políticas difíceis”, mas destacou que sua postura é compatível com os esforços para se criar mais empregos numa economia que ainda balança.

“Se [...] pudermos dar forma a uma agenda que crie empregos, promova o crescimento e faça uma abordagem séria da mudança climática, acredito que o povo americano nos apoiará. Podem esperar mais de mim nos próximos meses e anos sobre como dar forma a uma agenda que tenha apoio bipartidário.”

Após a primeira eleição de Obama, grande parte do Partido Republicano rejeitou as propostas do governo para combater o aquecimento global, alegando que as medidas prejudicariam a economia.

Obama não atribuiu a megatormenta Sandy - que no início de novembro atingiu a costa leste dos EUA - à mudança climática, mas destacou que as temperaturas médias estão aumentando e que o degelo do Ártico ocorre em ritmo mais elevado que as piores previsões.

“Tem havido um número extraordinariamente grande de eventos climáticos severos aqui nos Estados Unidos, mas também em todo o mundo”, disse o presidente.

Os aliados de Obama no Congresso têm apoiado sua posição sobre a mudança climática e Nancy Pelosi, a principal democrata na Câmara de Representantes, celebrou nesta quarta-feira as declarações do presidente e disse que o combate ao aquecimento global é “prioridade”.

A Câmara de Representantes aprovou em 2009 um plano para restringir as emissões de carbono, mas a iniciativa foi barrada no Senado, apesar da maioria democrata.

(Angop)

Nota Criacionismo:
Levando em conta os interesses ECOmênicos, é interessante notar que o combate ao aquecimento global supostamente causado pelo ser humano passa a ser “prioridade” da nova fase do governo Obama. Resta esperar para ver que “decisões políticas difíceis” serão essas. Se os EUA abraçarem a proposta do Slow Sunday (confira aqui), teremos um cenário bastante interessante para a adoção do “dia da família” e da Terra.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Em agosto, Ártico perdeu gelo equivalente ao Estado de Santa Catarina por dia

A Organização Mundial de Meteorologia anunciou nesta terça-feira (18) que o mês de agosto teve uma temperatura global média de 16,2° Celsius. Segundo a agência, este foi o quarto agosto mais quente já registrado na história.

O aquecimento no mês passado fez o gelo do mar Ártico ser reduzido a menor extensão de todos os tempos, alcançando 4,7 milhões de quilômetros quadrados.

A região polar perdeu uma média de 92 mil quilômetros quadrados de gelo por dia. O nível, que foi o mais rápido já observado no período, é quase o tamanho do Estado de Santa Catarina (95,4 mil quilômetros quadrados).

Já a menor queda diária foi registrada no último dia 26 de agosto, batendo o recorde de 2007.

A agência destaca, também, as temperaturas subiram e ficaram acima da média em várias partes do globo. Agosto foi muito quente na América do Norte e Central, no sul da Europa e no leste da Ásia. O mês é considerado pelos meteorologistas como o período mais seco do ano.

Fonte - UOL


Nota DDP: Veja também "Degelo recorde no Ártico coloca cientistas em 'território desconhecido'".

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Rápido derretimento do Ártico em 2012 impressiona cientistas

Cientistas da Noruega estão alertando para o fato de que o gelo no Ártico está derretendo a uma velocidade maior do que a média.

Pesquisadores afirmam que o mar de gelo está ficando cada vez mais fino e vulnerável no norte do planeta. No mês passado, o derretimento deixou o gelo do Ártico no seu menor nível em mais de 30 anos, desde que começaram as medições via satélite.

Os cientistas acreditam que isso possa influenciar até mesmo o clima na Europa. O derretimento deve continuar por pelo menos mais uma semana, atingindo o seu auge na metade de setembro, quando as temperaturas ainda permanecem acima do ponto de congelamento.

O diretor do Instituto Polar Norueguês, Kim Holmen, disse à BBC que a velocidade do derretimento é maior do que o esperado.

"Isso é uma mudança maior do que nós imaginávamos há 20 anos, ou mesmo há dez anos", diz Holmen.

O instituto está enviando um navio quebra-gelo para pesquisar as condições entre a Groenlândia e a ilha de Svalbard – a principal rota por onde passa o gelo que sai do Oceano Ártico.

Durante uma visita ao porto, um dos cientistas, Edmond Hansen, disse que estava "impressionado" com o tamanho e a velocidade do degelo.

"Como cientista, eu sei que isso é algo sem precedentes em pelo menos 1,5 mil anos. É realmente impressionante – é uma mudança enorme e dramática no sistema", diz Hansen.

"Como cientista, eu sei que isso é algo sem precedentes em pelo menos 1,5 mil anos. É realmente impressionante"

"Isso não é um fenômeno de curta duração – isso é uma tendência contínua. Você perde mais e mais gelo e está se acelerando – é só olhar os gráficos, as observações, e você pode ver o que está acontecendo."
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Fonte - BBC

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Catástrofes naturais prejudicam cada vez mais a economia dos EUA

Primeiro, a seca. Agora, o furacão. Além dos prejuízos para a população, a economia dos EUA também acaba duramente afetada pelos últimos eventos climáticos extremos. Seguradoras pagam prêmios recordes.

A tempestade tropical batizada com o nome bíblico "Isaac" ameaça se tornar um perigoso furacão, como há muito tempo não se vê. Especialistas do Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos fizeram uma previsão nesta segunda-feira (27/08) de que o ciclone se transformará num furacão da categoria 2 e chegará a uma velocidade de 160 km/h, antes de alcançar alguma área na costa entre os estados da Flórida e da Louisiana, o que deve acontecer na noite desta terça-feira ou cedo pela manhã da quarta-feira.

Os norte-americanos têm enfrentado tempos difíceis ultimamente: a forte seca que assola o país atinge cerca de 75% das plantações de milho e de soja. O volume final dos prejuízos só deve ficar claro após a colheita de outubro. Mesmo assim, a resseguradora Munich Re, a maior do mundo, já fez uma reserva de 160 milhões de euros.

Segundo o presidente da empresa, Torsten Jeworrek, até hoje a Munich Re nunca precisou saldar um prejuízo desta proporção na agricultura. E, segundo um estudo ainda não publicado pela gigante – mas antecipado à Deutsche Welle – as coisas não devem melhorar por agora. O número de catástrofes naturais anuais vem crescendo de maneira dramática desde 1980. Uma tendência observada especialmente nos EUA.

"A América do Norte está exposta a todos os perigosos riscos climáticos, e tanto a frequência quanto a intensidade dos fenômenos extremos devem continuar aumentando", diz o estudo. E com eles, não apenas as regiões agrícolas e a população sofrem. "A longo prazo, esta situação deve levar a crescentes perdas econômicas e das seguradoras".
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Fonte - DW

Nota DDP: Veja também "Cientistas alertam para consequência de degelo recorde no Ártico".

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Gelo do Ártico atinge nível recorde de baixa e deve continuar derretendo

WASHINGTON, 27 Ago (Reuters) - A calota polar do Ártico encolheu ainda mais, ultrapassando o recorde estabelecido há apenas cinco anos, e deve continuar diminuindo ao longo de mais algumas semanas, de acordo com dados dos Estados Unidos divulgados nesta segunda-feira.

O gelo do mar do Ártico caiu para 4,10 milhões de quilômetros quadrados, o número mais baixo desde que os satélites começaram a medir o gelo em 1979, segundo o Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo dos Estados Unidos.

"É um pouco surpreendente ver a extensão de gelo marinho do Ártico de 2012 cair em agosto para baixo do recorde de baixa de 2007 em setembro", disse Walt Meier, cientista do centro. "É provável que ultrapassemos bastante o recorde de declínio neste ano no momento em que tudo for dito e feito".

Espera-se que o gelo diminua até meados e o final de setembro, quando o derretimento do verão geralmente acaba, segundo o centro.

O encolhimento do gelo do Ártico alarma os cientistas e ambientalistas porque o Ártico age como o ar-condicionado do mundo, ajudando a moderar o clima do planeta.

Fonte - Bol

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Novo estudo prevê fim das geleiras de verão no Ártico em 2016

Cientistas que haviam previsto que geleiras se derreteriam durante os verões no Ártico em 2013 agora projetam que isso talvez demore mais alguns anos, mas ainda deve ocorrer nesta década - provavelmente em 2016.

A previsão original, feita em estudo de 2007, rendeu uma onda de críticas ao autor, o cientista Wieslaw Maslowski.

Agora, Maslowski e sua equipe trabalham com um novo modelo de computador - feito parcialmente por causa da onda de críticas - que identificou a data "estimada" como sendo 2016.

Seu estudo foi apresentado no encontro anual da União Europeia de Geociências (EGU, na sigla em inglês).

O novo modelo foi projetado para reproduzir interações do mundo real, ou "cruzamentos", entre o oceano Ártico, a atmosfera, o gelo e os rios que deságuam no mar.

"No passado (...), estávamos projetando o futuro presumindo que tendências poderiam persistir, como foi observado em tempos recentes", disse Maslowski, que trabalha na Escola de Pós-Graduação Naval, em Monterey, na Califórnia.

"Agora, estamos tentando ser mais sistemáticos e desenvolvemos um modelo regional do clima do Ártico que é muito parecido com os modelos de mudança climática do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC)", disse à BBC News.

"Podemos fazer um modelo completo de cruzamentos para o passado e o presente e ver o que o modelo vai prever para o futuro quanto ao gelo do mar e o clima ártico." E uma das projeções identificou que o derretimento de verão pode deixar os mares do Ártico sem a presença de gelo por volta de 2016, "com margem de erro de três anos a mais ou a menos".

Provas Um dos ingredientes mais importantes do novo modelo é a informação relativa à grossura do gelo que flutua no mar.

Satélites são cada vez mais capazes de detectar essa grossura, geralmente a partir da medição de quão acima da superfície marítima está a geleira. A medição também indica a profundidade desse gelo.

A inclusão dessa estimativa no modelo de Maslowski foi um dos fatores que o forçou a rever a projeção de 2013, que levantou suspeitas e críticas quando foi anunciada em uma reunião ocorrida quatro anos atrás.

Desde um derretimento particularmente expressivo ocorrido em 2007, uma grande proporção do Ártico tem sido coberta por uma camada de gelo fino, que é formada durante uma única estação e é mais vulnerável a mudanças sutis de temperatura do que o gelo grosso.

Mesmo levando isso em consideração, a data projetada por Maslowski é anterior à prevista por outros cientistas.

Mas um deles - Walt Meier, do Centro de Informações de Neve e Gelo dos EUA, no Colorado - diz que o comportamento do gelo marinho se torna menos previsível à medida que se torna mais fino.

"O modelo (de Maslowski) é bastante bom, tem bastante precisão e captura detalhes que estão perdidos em modelos climáticos globais", disse. "Mas 2019 é daqui a apenas oito anos. Há modelos mostrando que (as datas prováveis do derretimento são por volta de) 2040 ou 2050, e ainda tendo a acreditar nisso." Ele agrega: "Ficaria muito surpreso (se o derretimento de verão) ocorresse em 2013. Menos surpreso se ocorresse em 2019".

Método O derretimento drástico de 2007 foi o maior já registrado pelos satélites, ainda que nos anos seguintes a perda de gelo foi inferior à média de longo prazo.

Mas alguns pesquisadores acreditam que o derretimento de 2010 foi tão marcante quanto o de 2007, já que as condições climáticas foram no ano passado mais favoráveis à durabilidade do gelo.

Ainda que muitos cientistas do clima e ambientalistas estejam seriamente preocupados com o futuro do gelo ártico, para outras partes da sociedade e dos governos o derretimento traz desafios e oportunidades.

Os governos da Rússia e do Canadá, por exemplo, estão de olho nas oportunidades de mineração que vão despontar no pólo Norte, e o Exército dos EUA expressou preocupação em perder parte de sua defesa na sua fronteira do norte durante uma parte do ano.

"Não estou tentando ser alarmista nem dizer que 'prevemos o futuro porque temos uma bola de cristal'", disse Maslowski. "Estamos tentando fazer os políticos e as pessoas perceberem que o gelo de verão (do Ártico) pode sumir até o fim da década."

Fonte - BOL
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