Jesus então lhes apresentou a dimensão universal de Sua missão. “Ide, ensinai todas as nações” não era uma sugestão, mas uma comissão. O evangelho deveria sair dos limites de Jerusalém e alcançar todas as pessoas. Os discípulos deveriam testemunhar primeiro em sua própria região, mas a obra avançaria progressivamente até os confins da Terra. Não haveria distinção entre povos: judeus e gentios, ricos e pobres, instruídos e ignorantes deveriam receber a oportunidade de conhecer a Cristo. A igreja não recebera a verdade para guardá-la, mas para compartilhá-la.
Entretanto, Cristo não enviou Seus seguidores confiando em sua própria capacidade. A grande obra somente poderia ser realizada mediante o poder do Espírito Santo. Antes de Sua ascensão, Jesus prometeu que eles receberiam poder e seriam Suas testemunhas. Essa promessa revelava um princípio fundamental: a missão de Deus não pode ser cumprida adequadamente pela força humana. Os discípulos precisavam primeiro receber poder do alto para então testemunhar com coragem, sabedoria e fidelidade. O mesmo princípio permanece válido para todo aquele que deseja servir a Deus.
A comissão também envolvia mais do que simplesmente anunciar uma mensagem. Jesus ordenou que os discípulos fizessem novos discípulos, batizando-os e ensinando-os a guardar tudo quanto Ele havia ordenado. O objetivo do evangelho não era produzir apenas ouvintes, mas pessoas transformadas. A verdade deveria alcançar a mente, o coração e a vida. Aqueles que recebessem a mensagem deveriam tornar-se, por sua vez, testemunhas capazes de transmiti-la a outros.
Ellen White destaca que Cristo não deixou Sua igreja sozinha diante da magnitude dessa tarefa. A promessa que acompanha a comissão é tão importante quanto a própria comissão: “E eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.” Mateus 28:20. A presença de Cristo seria a segurança dos discípulos em meio às dificuldades, perseguições e aparentes impossibilidades. Eles poderiam avançar porque não dependeriam apenas da própria força.
Essa promessa também muda a maneira como enxergamos nossa participação na missão. Deus não pede que façamos Sua obra sozinhos; pede que estejamos disponíveis para que Ele opere através de nós. O poder vem do Espírito, a mensagem vem de Cristo e os resultados pertencem a Deus.
A grande comissão permanece, portanto, como uma responsabilidade para cada geração. O evangelho deve continuar avançando até que todos tenham oportunidade de conhecer o Salvador. A pergunta não é se a missão ainda precisa ser realizada, mas se estamos dispostos a fazer parte dela.
