O testemunho de Ana não estava baseado em posição social, influência ou poder. Sua autoridade vinha de uma vida de comunhão com Deus. Ela esperava, orava e estava espiritualmente atenta. Quando o Espírito Santo lhe permitiu reconhecer o cumprimento da promessa, ela não guardou a descoberta para si. Seu ministério consistiu em anunciar que o Salvador havia chegado. Assim, uma mulher que humanamente poderia ser considerada sem importância tornou-se uma das primeiras testemunhas públicas da chegada do Messias.
Atos 21:9 acrescenta outro exemplo: Filipe tinha quatro filhas que profetizavam. Eram jovens mulheres dotadas pelo Espírito Santo. Não sabemos todos os detalhes de seu ministério, mas o simples registro bíblico é suficiente para demonstrar que o dom profético não estava restrito aos homens nem dependia de idade avançada. Deus distribui Seus dons conforme Sua vontade e utiliza diferentes pessoas para cumprir diferentes tarefas.
Há aqui uma lição importante para a igreja. Não devemos determinar previamente quem Deus pode ou não usar. O critério bíblico não é gênero, idade, prestígio ou posição, mas fidelidade ao Senhor e à Sua Palavra. Ana, as filhas de Filipe e tantas outras mulheres mostram que Deus pode colocar uma mensagem poderosa nos lábios de pessoas que o mundo talvez não considere importantes. E quando Deus concede um dom, o propósito não é exaltar o instrumento, mas conduzir outros a Cristo.
