Então chegou o Pentecostes. Enquanto estavam reunidos, veio do Céu um som semelhante ao de um vento impetuoso, e a presença do Espírito Santo encheu o lugar. Ellen White descreve esse momento como uma manifestação extraordinária do poder divino sobre a igreja. Aqueles homens que pouco antes haviam sido inseguros agora recebiam uma compreensão muito mais clara das verdades que Cristo lhes ensinara. O Espírito Santo não apenas lhes concedeu poder para falar; iluminou-lhes a mente, fortaleceu-lhes a fé e tornou Cristo o centro de sua mensagem.
O resultado foi imediato. Pessoas de diferentes regiões e idiomas estavam em Jerusalém, e cada uma ouviu os discípulos anunciando as grandezas de Deus em sua própria língua. O que parecia confusão aos olhos de alguns era, na realidade, uma demonstração do alcance universal do evangelho. Pedro então se levantou e apresentou Jesus como o Messias rejeitado, crucificado e ressuscitado. A mensagem atingiu profundamente os ouvintes. Muitos reconheceram sua culpa, perguntaram o que deveriam fazer e aceitaram o chamado ao arrependimento e à fé. O Pentecostes mostrou que a pregação verdadeira não depende apenas de eloquência humana, mas da atuação do Espírito Santo.
Para Ellen White, porém, Pentecostes não foi apenas um acontecimento extraordinário do passado. Ele revelou o que Deus pode realizar quando Seu povo abandona o orgulho, busca a unidade, confessa seus erros e se coloca inteiramente à disposição de Cristo. Os discípulos saíram daquele encontro transformados: já não viviam para preservar a própria segurança, mas para continuar a obra iniciada pelo Salvador. O Espírito os impulsionava para além de Jerusalém, levando-os a testemunhar até os confins da Terra. A grande lição do capítulo é clara: antes de Deus usar poderosamente Seus instrumentos, Ele deseja preparar profundamente o coração deles.
