quarta-feira, 27 de julho de 2011

OMS: um terço da população mundial está infectada com o vírus da hepatite

Cerca de um terço da população mundial – ou dois bilhões de pessoas – estão infectadas com o vírus da hepatite. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça-feira durante a primeira conferência para o Dia Mundial da Hepatite, a maioria dessas pessoas não sabe que contraiu o vírus e que pode vir a desenvolver a doença a qualquer momento da vida.

A hepatite é uma doença caracterizada pela inflamação do fígado que chega a vitimar cerca de um milhão de pessoas todos os anos. O vírus causador da doença pode ser disseminado pela água ou pela comida contaminadas, pelo sangue, pelo sêmen ou outros fluídos corporais. “A doença é crônica em todo o mundo, mas, infelizmente, ainda há pouca conscientização, mesmo entre gestores de saúde”, diz Steven Wiersma, especialista em hepatite da OMS.

Segundo Wiersma, a doença é causada, principalmente, por cinco vírus principais, chamados de A, B, C, D e E. O tipo B tem sido o mais comum pelo mundo e pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto ou no começo da infância, bem como por injeções contaminadas ou pelo uso de drogas injetáveis. Já o vírus E, transmitido através da água ou da alimentação, é uma causa comum de surtos da doença em países em desenvolvimento - e vem sendo cada vez mais observado também em países desenvolvidos.

De acordo com a OMS, vacinas eficazes foram desenvolvidas para combater os vírus A e B e poderiam ainda serem usadas contra o D. Uma vacina para hepatite E também chegou a ser desenvolvida, mas não está amplamente disponível. Para o vírus C, ainda não há vacina disponível. Campanhas de vacinação alcançaram sucessos consideráveis em diversos países. Cerca de 180 dos 193 países membros da OMS incluíram a vacina contra hepatite B nos programas de imunização infantil.

Fonte - Veja

terça-feira, 26 de julho de 2011

Religiões monoteístas fazem campanha pelo meio ambiente na Terra Santa

Dirigentes cristãos, judeus e islâmicos lançaram em Jerusalém uma campanha para a proteção do meio ambiente, baseada em preceitos religiosos.

Reunidos para a criação do "Centro Inter-religioso para o Desenvolvimento Durável", esses líderes previram a organização, paralelamente à Assembleia Geral da ONU de 2012, uma conferência comum para apresentar seus representantes ligados aos problemas ambientais.

"Segundo os primeiros capítulos da Gênese, o dever original imposto ao primeiro homem e à primeira mulher é não apenas explorar a terra, mas protegê-la", declarou o rabino David Rosen, aprovado pelo vice-ministro para Assuntos Religiosos da Autoridade palestina, Haj Salah Zuheika.

"Devemos estudar o conjunto dos problemas ecológicos, porque partilhamos um destino comum. A poluição da terra ameaçará tanto os muçulmanos quanto os cristãos e os judeus", acrescentou o bispo católico William Shomalie.

"Um de nossos projetos é lançar uma campanha na América do Norte para sensibilizar os catequistas das religiões muçulmana, cristã e judaica, assim como os do budismo e do hinduísmo, aos problemas ecológicos, na perspectiva da fé", destacou por sua vez o rabino Yonatan Neril.

Em comunicado, fazem apelo aos fiéis de todas as religiões a lutar contra o efeito estufa e pressionar os líderes políticos a trabalhar neste sentido "para evitar o perigo de uma crise climática maior".

Fonte - Yahoo

Nota DDP:
Constam da presente notícia todos os elementos ligados à utilização do tema de forma a se consumar a imposição do domingo como dia de descanso universal.

Como supra destacado, "cristãos, judeus e islâmicos" (que juntos se demonstram como a grande maioria das confissões religiosas do planeta), pregam uma campanha pelo meio ambiente "baseada em preceitos religiosos", levando em consideração "os primeiros capítulos da Gênese", lançando a mesma a partir da "América do Norte" e, de forma a "pressionar os líderes políticos".

Esse quadro certamente se demonstra extremamente propício a suportar os últimos eventos esperados.

Líderes religiosos discutem sobre mudanças climáticas

Jerusalém, 26 jul (RV) - “Como as religiões podem responder à crise climática?”. É a questão que reuniu ontem, em Jerusalém, na Terra Santa, alguns líderes religiosos.

Organizado pelo centro inter-religioso para o desenvolvimento sustentável, o fórum quis identificar instrumentos de colaboração para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Dos vários pronunciamentos, destacamos as palavras do anfitrião, Dom William Shomali, bispo auxiliar do patriarcado latino de Jerusalém, presente em nome do Patriarca Fouad Twal.

Respeitar a criação significa respeitar o criador” – evidenciou Dom Shomali. “Estamos aqui de passagem; devemos nos apaixonar por esta criação, que é um dom precioso a ser custodiado”.

Ao falar sobre a terra, Dom Shomali evocou o Cântico das criaturas, de São Francisco de Assis, e recordando a mensagem do papa para o Dia Mundial da Paz de 2010, acrescentou que para construir a paz, é preciso proteger a criação.

O bispo frisou a necessidade de revisar os modelos de desenvolvimento, pois o atual ritmo de exploração coloca em risco a disponibilidade de recursos naturais. Enquanto isso, a ausência de projetos políticos e econômicos de longo prazo provoca a degradação do meio-ambiente. Dom Shomali falou também da realidade ecológica de Gaza, onde a carência de um bom sistema de tratamento de lixo está poluindo as águas do litoral.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: O memorial da criação é o Sábado. Vejamos como os líderes religiosos em questão decidirão fazer referência ao Criador e à criação.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Duas crises que podem provocar um desastre global

Estamos vivendo uma época interessante – e digo interessante no pior sentido da palavra. Neste momento nós não nos deparamos com apenas uma, mas sim com duas crises que se aproximam, e qualquer uma das duas é capaz de provocar um desastre global. Nos Estados Unidos, fanáticos de direita no congresso poderão bloquear uma necessária elevação do teto da dívida, algo que teria o potencial para provocar o caos nos mercados financeiros mundiais. Ao mesmo tempo, se o plano que acaba de ser aprovado pelos chefes de Estado europeus não for capaz de acalmar os mercados, nós poderemos presenciar um verdadeiro efeito dominó em todo o sul da Europa – um fato que também semearia o caos nos mercados financeiros mundiais.

Só podemos torcer para que os políticos em Washington e em Bruxelas consigam repelir esses perigos. Mas o problema é que, mesmo se conseguirmos evitar uma catástrofe imediata, é quase certo que os acordos que estão sendo negociados em ambos os lados do Oceano Atlântico venham a agravar a crise financeira global.

Na verdade, os legisladores parecem estar determinados a perpetuar este fenômeno ao qual eu costumo me referir como a Depressão Menor, a era prolongada de alto desemprego que teve início com a Grande Recessão de 2007 a 2009 e que continua até hoje, mais de dois anos após a suposta data do fim da recessão.

Falemos por um momento a respeito do motivo pelo qual as nossas economias ainda se encontram deprimidas.

A grande bolha imobiliária da última década, que foi um fenômeno tanto norte-americano quanto europeu, foi acompanhada de um aumento enorme da dívida relativa a hipotecas. Quando a bolha estourou, a construção de imóveis despencou, e os gastos dos consumidores também caíram, já que as famílias, sobrecarregadas por dívidas, reduziram o seu consumo.

Mesmo assim, tudo poderia ter corrido bem se outros atores econômicos importantes tivessem aumentado os seus gastos, preenchendo a lacuna provocada pela queda no setor de construção e pela redução dos gastos do consumidor. Mas ninguém fez tal coisa. É especialmente importante observar que as corporações repletas de dinheiro não veem motivos para investir esse capital devido à fraca demanda dos consumidores.

E os governos também não fizeram muita coisa para ajudar. Alguns governos – aqueles dos países mais fracos da Europa, bem como governos estaduais e municipais nos Estados Unidos – foram na verdade obrigados a cortar os gastos devido à queda das arrecadações. E as medidas modestas tomadas por governos mais fortes – incluindo, sim, o plano de estímulo econômico de Obama – foram, na melhor das hipóteses, suficientes apenas para compensar essa austeridade forçada.

Portanto, o que temos agora são economias deprimidas. E o que os legisladores estão propondo fazer quanto a isso? Simplesmente nada. O desaparecimento da questão do desemprego do discurso político da elite e a sua substituição pelo pânico do déficit foi algo verdadeiramente notável. Isso não foi uma resposta à opinião pública. Em uma recente pesquisa de opinião CBS News/New York Times, 53% dos entrevistados afirmaram que a economia e o desemprego são os problemas mais importantes enfrentados por nós, enquanto que apenas 7% mencionaram o déficit. E não se trata também de uma resposta à pressão do mercado. As taxas de juros sobre a dívida dos Estados Unidos continuam próximas a recordes historicamente baixos.

Mas as conversações em Washington e em Bruxelas dizem respeito apenas a cortes de gastos (e talvez a aumentos de impostos, ou seja, revisões). Isso é sem dúvida verdade no que se refere a várias propostas que estão sendo apresentadas para resolver a crise do teto da dívida aqui nos Estados Unidos. Mas isso também está ocorrendo na Europa.

Na última quinta-feira (21/07), os "chefes de Estado ou governo da área do euro e as instituições da União Europeia" - esse palavreado extenso demonstra por si próprio como se tornou bagunçada a governança europeia – fez a sua grande declaração. Uma declaração que não foi nada tranquilizadora. Até mesmo porque é difícil acreditar que essa engenharia financeira complicada proposta na declaração possa de fato resolver a crise grega, e muito menos a crise europeia mais ampla.

Mas, mesmo se puder, o que ocorreria depois? A declaração pede que reduções drásticas de déficits "em todos os países, com a exceção daqueles que se encontrem sob um programa", sejam implementadas "até 2013, ao mais tardar". Como os países "sob um programa" estão sendo obrigados a promover uma drástica austeridade fiscal, isso equivale a um plano para fazer com que toda a Europa corte os gastos ao mesmo tempo. E não existe nada nos dados europeus que indique que o setor privado está pronto para compensar os resultados de tal medida em menos de dois anos.

Para aqueles que conhecem a história da década de trinta, o que está ocorrendo é bastante familiar. Se as atuais negociações sobre a dívida fracassarem, nós poderemos estar prestes a reviver 1931, o colapso bancário global que fez com que a Grande Depressão fosse de fato grande. Mas, se as negociações tiverem sucesso, nós estaremos prontos para repetir o maior erro de 1937: recorrer prematuramente à contração fiscal que sabotou a recuperação econômica e garantiu que a Depressão continuasse até que a Segunda Guerra Mundial finalmente proporcionasse o impulso do qual a economia necessitava.

E eu mencionei que o Banco Central Europeu – mas não, ainda bem, o Federal Reserve dos Estados Unidos – parece estar determinado a piorar a situação com o aumento das taxas de juros?

Existe um velho ditado, atribuído a várias pessoas, que sempre me vem à cabeça quando eu examino a política pública: "Você não sabe, meu filho, como o mundo é governado com tão pouca sabedoria". Agora esta falta de sabedoria está totalmente exposta, quando as elites políticas dos dois lados do Oceano Atlântico arruínam a resposta ao trauma econômico, ignorando as lições da história. E a Depressão Menor continua.

Fonte: The New York Times

Tradução: UOL

NOTA Minuto Profético: Outra possível semelhança entre o momento atual e a época pós-Depressão 1929, é que aquela catástrofe econômica preparou o terreno para a explosão de uma guerra mundial... Infelizmente a história poderá se repetir...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ONU declara crise de fome em partes da Somália

Segundo a ONU, dezenas de milhares de pessoas morreram de causas relacionadas à desnutrição no país, que enfrenta a pior seca em mais de 50 anos.

Grande parte do sul da Somália é controlada por rebeldes islâmicos do grupo Al-Shabab, afiliado à Al-Qaeda, que proibiu o envio de ajuda humanitária à região dois anos atrás.

A proibição foi parcialmente suspensa este mês, permitindo que agências pudessem entregar suprimentos à população, mas a ONU e os Estados Unidos dizem que os grupos armados ainda precisam dar garantias de segurança aos funcionários para que a ajuda chegue a todos aqueles que precisam.

"Temos uma presença mínima e fazemos visitas regulares ao país, mas precisamos de um acesso significativamente maior do que temos no momento para lidar com uma emergência deste nível", disse o porta-voz da agência para refugiados da ONU Adrian Edwards.
Fonte - BBC

terça-feira, 19 de julho de 2011

Líderes religiosos de 60 países na Alemanha

Munique, 18 jul (RV) - Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, líderes das maiores religiões, chefes de Estado e homens do mundo da cultura têm encontro marcado em Munique de 11 a 13 de setembro para o “Meeting inter-religioso para a paz” convocado pela Comunidade de Santo Egídio e pelo Cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique.

“O espírito de Assis chegará a Munique” – explicou o arcebispo. Já deram sua adesão personalidades religiosas e políticas de mais de 60 países. O encontro será aberto pelo presidente Christian Wulff; a chanceler Angela Merkel tomará a palavra no dia seguinte, e seguirão pronunciamentos de vários expoentes.

Estes mesmos líderes vão se encontrar um mês depois, em 27 de outubro, com Bento XVI em Assis, no 25º aniversário do histórico encontro inter-religioso promovido por João Paulo II.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: E quando disserem "paz e segurança"... Interessante, mas cada vez mais previsível, que além de se multiplicarem as reuniões de tentativa de alinhamento entre os braços religiosos e políticos de planeta (além dos culturais que agregariam os "sem religião"), ainda todos eles se desloquem para encontrar com BXVI.

Para onde vai a economia dos Estados Unidos da América?

Esse artigo, abaixo, é um pouco difícil de ser lido por leigos em economia, no entanto, vale a pena ler com atenção. Os Estados Unidos da América estão se aproximando da moratória de sua dívida pública. Isso quer dizer que o país pode um dia desses declarar, como já fez o Brasil, o México e a Argentina, e mais recentemente a Grécia e outros países ricos da Europa, que não estão mais em condições de honrar seus compromissos. Digamos que no caso dos EUA, tal declaração se torne dramática para o mundo, pois é a maior economia global. A segunda é a China, que ao contrário dos EUA, vai muito bem, por enquanto. E é de se lembrar que a crise americana vem sendo formada desde que o presidente Clinton saiu do poder. Ela vem de guerras contra o Afeganistão e contra o Iraque (só essas duas, quase quatro trilhões de dólares!), de elevação dos preços do petróleo, dos gastos exagerados pelos consumidores americanos e dos gastos exagerados pelo governo americano. Entre outros.

E o que o atual presidente está propondo? Corte de gastos, como os vinculados a saúde dos americanos. E, para contradizer a todos as pessoas sensatas, redução nos impostos dos mais ricos. A expectativa é, com isso, levar as grandes empresas a um aumento de suas atividades industriais e comerciais, pois com a elevada carga atual de impostos, está difícil competir com o dragão chinês, que fabrica tudo mais barato e está invadindo o mundo com seus produtos de baixo preço.

E para piorar a situação dos americanos, as famílias lá em geral estão muito endividadas, muitas empresas também e o governo mais ainda. Precisariam exportar seus produtos, mas como fazer isso, se os chineses estão ocupando todos os mercados e vendendo os seus manufaturados em todos os lugares do mundo? E não só os chineses, há agora vários outros países no mercado mundial disputando os consumidores. Numa situação dessas, como fazer com que o consumidor gaste mais para que as empresas possam vender mais e pagar mais impostos? Como atrair o mercado, se há tantos competidores poderosos sedentos por vender? E, ainda por cima, com os chineses vorazes por vender os seus produtos, cuja economia cresce em torno de 10% ao ano, há quase 15 anos? Enquanto o poderoso Vaticano está sendo ameaçado pelo inquieto islã, a poderosa América está sendo ameaçada pela voraz China.

A crise sobre o mundo vem dos Estados Unidos da América. É a crise que se origina dos meandros religiosos, mas que se manifesta no contexto econômico. Parece que aos poucos se forma o cenário da última crise, que em termos de economia, será a terceira grande depressão.

Fonte - Cristo Voltará

Nota DDP: É sempre bom se recordar de algumas nuances necessárias à formação de uma análise das possibilidades que se descortinam com os fatos que temos observado ao nosso redor:

1) - Os atores periféricos (o principal é Cristo!), antecipados no Livro do Apocalipse são as bestas que saem do mar e da terra. Como bem analisado acima, ambos passam por um importante momento de deslocamento de poder, o poder político pelo esfacelamento de seu posicionamento como nação predominante no cenário mundial, e o religioso pela crescente secularização e crescimento dos outros segmentos de fé.

2) - Como temos observado seguidamente neste espaço, as crises em escala mundial são de tal ordem que nem bem termina uma e já se entra em outra. Este quadro econômico por exemplo, é de tal ordem generalizado, que estamos em meio à possibilidade de que EUA, Europa e mesmo o gigante asiático (maior credor americano), além do Japão, perderem o rumo ao mesmo tempo.

3) - Unidos apenas estes dois componentes, impossível não se considerar a possibilidade de que os "braços" finalmente se estendam sobre o abismo e presenciemos, nesta geração, a união visível das citadas bestas, desencadeando-se assim todos os demais elementos correlatos ao quadro.

4) - Difícil de acontecer? Penso que será muito mais difícil se restabelecer o poderio americano dentro de um quadro político e econômico cada vez menos polarizado, bem como o poderio romano em um mundo cada vez mais descrente e tomado pelo crescimento do islamismo.

Mas tais considerações, logicamente, não passam de conjecturas. O quadro todo somente poderá ser visualizado com clareza quando aparecer nas nuvens aquEle a quem esperamos.

De qualquer forma, preparemo-nos, porque o tempo parece cada vez mais próximo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

EUA utilizam dados biométricos para rastrear militantes

Quando o Taleban cavou uma elaborada rede de túneis sob a maior prisão do sul do Afeganistão, isso desencadeou uma corrida para pegar os 475 presos que escaparam.

Uma coisa facilitou a caçada. Apenas um mês antes da fuga, as autoridades afegãs, utilizando tecnologia fornecida pelos Estados Unidos, registraram os olhos, as impressões digitais e imagens faciais de cada militante e criminoso detido na gigante Prisão Sarposa. Poucos dias depois da fuga, cerca de 35 fugitivos foram recapturados em postos de controle internos e ao tentar cruzar a fronteira. Eles foram devolvidos à prisão depois que suas identidades foram confirmadas por arquivos biométricos.

Um fugitivo foi capturado durante uma batida de rotina a menos de dois quilômetros de sua aldeia. Outro foi recapturado em uma estação de recrutamento na qual tentava se infiltrar nas forças de segurança afegãs.
...
O conceito de expansão dos dados biométricos para uso no campo de batalha foi testado pela primeira vez em 2004 por unidades dos Fuzileiros Navais em Faluja, um reduto de militantes na província de Anbar, no Iraque. O refúgio dos insurgentes era fechado por um muro alto e apenas aqueles que se submetessem à coleta de dados biométricos podiam entrar e sair.

No fim de 2004, quando um militante iraquiano foi autorizado a entrar em uma base americana em Mosul, onde detonou um colete suicida e matou 22 pessoas em uma tenda de jantar, os comandantes ordenaram um programa de identificação rigoroso para os cidadãos iraquianos e de países terceiros que entrassem nas instalações americanas.

O general David H. Petraeus, revendo esses esforços quando assumiu o comando no Iraque em 2007, ordenou a expansão dos exames biométricos na zona de guerra para corresponder ao aumento de tropas dos EUA.

Petraeus elogia a tecnologia, não apenas por separar os insurgentes da população em que procuram se esconder, mas também por quebrar as células que constroem e plantam bombas na beira das estradas, as principais responsáveis por mortes entre as tropas dos EUA no Iraque e no Afeganistão. Impressões digitais e outros dados podem ser encontrados em uma bomba desarmada ou em estilhaços depois de uma explosão e comparados com os arquivos de dados biométricos de ex-detentos e militantes suspeitos ou conhecidos.

"Estes dados são praticamente irrefutáveis e, geralmente, muito úteis na identificação de quem foi o responsável por um determinado dispositivo em um ataque, permitindo a segmentação subsequente", disse Petraeus, que em breve irá se aposentar como comandante no Afeganistão para se tornar diretor da CIA, a agência central de inteligência americana. "Com base em nossa experiência no Iraque, eu pressionei pela implementação dessa tecnologia no Afeganistão também. Além disso, as autoridades afegãs têm reconhecido o valor e abraçado o sistema”.

Fonte - Último Segundo

domingo, 17 de julho de 2011

Católicos e evangélicos se unem para propor regras de etiqueta para evangelização

Após cinco anos de discussão entre católicos e protestantes sobre como o cristianismo se espalhou no mundo inteiro, foi lançado o livro de regras para transmitir as boas novas da salvação. A publicação é muito importante especialmente para os missionários, porque diz o que fazer e o que evitar.

Este código de conduta pioneiro, foi lançado pelo Conselho Mundial de Igrejas (WCC), o Vaticano e a Aliança Evangélica Mundial (WEA), que, juntos, representam mais de 90% do cristianismo.

"Hoje é um dia histórico para o testemunho cristão que compartilhamos. É a primeira vez que o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), junto com a Aliança Evangélica Mundial e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, escrevem um documento conjunto ", disse o cardeal Jean-Louis Tauran. Os três grupos juntos, respondem por cerca de dois bilhões de cristãos.

O texto: Christian Witness in a Multi-Religious World: Recommendations for Conduct ("Testemunho cristão em um mundo multi-religioso: Recomendações para conduta") é o resultado de cinco anos de estudo e de intensas negociações.

Ele reafirma o direito das igrejas para a atividade de conversão, mas também convida a abandonar "métodos inadequados para realizar a missão, utilizando os meios de coerção ou engano", pois tal comportamento "trai o evangelho e pode causar sofrimento aos outros." Missionários cristãos por um longo tempo, foram acusados ​​de oferecer comida, dinheiro ou outros bens para a conversão em países pobres, de outras religiões ou igrejas rivais.

As tensões têm aumentado nas últimas décadas, quando os protestantes evangélicos intensificaram seus esforços para converter os muçulmanos - a conversão é uma ofensa capital em alguns países islâmicos. E isto também leva a represálias contra os cristãos locais que não tentam converter.

"A situação exige que eles considerem as comunidades cristãs, com uma nova perspectiva, a melhor maneira de proclamar a fé cristã", acrescentou o cardeal Jean-Louis Tauran, chefe do departamento do Vaticano para o diálogo inter-religioso.

O Secretário-Geral do WEA, Geoff Tunnicliffe, disse que o código, chamado "Testemunho cristão em um mundo multi-religioso," é um "grande recurso" para os cristãos que se opõem às leis anti-conversão aprovadas em países como a Índia.

Nos últimos anos, aumentaram os ataques a igrejas cristãs locais que tem por atividade essencial a conversão - no Paquistão, Egito, Índia, Indonésia e outros países, ataques em que muitos cristãos morreram.

Fonte: Noticias Cristianas

NOTA: Tendo em vista que "é a primeira vez desde o século 16 que os três principais órgãos que representam quase todas os cristãos do mundo aprovam conjuntamente um documento para recomendá-lo aos respectivos dirigentes de suas igrejas e denominações", (Aliança Evangélica Mundial) - penso que, se possível, os ossos de Lutero estariam se retorcendo depois de ouvir uma notícia como essa... (e outras mais)...
"Não é sem motivo que se tem feito nos países protestantes a alegação de que o catolicismo difere hoje menos do protestantismo do que nos tempos passados. Houve uma mudança; mas esta não se verificou no papado. O catolicismo na verdade em muito se assemelha ao protestantismo que hoje existe; pois o protestantismo moderno muito se distancia daquele dos dias da Reforma". (O Grande Conflito, p. 571).
Roma está, astutamente, caminhando a passos largos para restaurar sua supremacia mundial. E isto em grande parte devido à omissão dos protestantes...

Saiba mais: "Movimento ecumênico espera unificar as Páscoas cristãs".

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Em dia com as Profecias - #02

TEMPO DE SAIR DESSE MUNDO

Há poucas semanas, a imprensa publicou algumas declarações do físico Stephen Hawking sobre o futuro do planeta Terra. Os conceitos não são bíblicos. Ele é um dos maiores defensores da teoria do Big Bang para a origem do Universo.

Mesmo assim, suas palavras me impressionaram porque, apesar de seu foco ser diferente, ele acabou reforçando a profecia bíblica.

Em uma entrevista ao site Big Think(1), ele disse:

"Vejo grandes perigos para a raça humana. A solução é abandonar o Planeta." Ele reafirmou ainda que, se os seres humanos não deixarem a Terra nos próximos cem anos, serão uma espécie extinta. Segundo ele, atualmente existem muitas ameaças, como a guerra, a exploração excessiva dos recursos naturais e a superpopulação do planeta.

Ele sugere aos habitantes da Terra que se espalhem pelo espaço sideral. E ainda fala do risco da invasão por extraterrestres. Segundo ele, o futuro é o espaço. O problema apontado, porém, são as distâncias. A estrela mais próxima da Terra, depois do Sol, está a mais de quatro anos-luz. As espaçonaves atuais levariam 50 mil anos para chegar até lá(2).

O diagnóstico de Hawking é interessante e inclusive tem relação com a visão bíblica. Nosso planeta não tem como resistir muito tempo mais. Se Jesus não votar logo, o mundo corre o risco de se autodestruir. Mas sabemos que será a ação direta de Deus que vai pôr fim à história da Terra. Chama a atenção, porém, o modo pelo qual os próprios cientistas têm destacado cada vez mais essa realidade. Eles mesmos reconhecem que o mundo chegou ao seu limite.

Se aqueles que não aceitam a Bíblia conseguem enxergar e anunciar tão claramente essa situação, o que devemos fazer nós, que nascemos para proclamá-la e já a conhecemos há tanto tempo? Não deveríamos buscar todos os meios para anunciar as coisas que estão para acontecer e já foram profetizadas nas páginas sagradas? Será que as pedras vão falar primeiro, para que depois tomemos coragem?

Temos uma razão a mais para anunciar a mensagem em alta voz: conhecemos a verdadeira solução! Enquanto cientista influentes como Stephen Hawking, considerado um dos mais importantes físicos do planeta, conseguem encontrar apenas o problema, nós temos a saída. Isso nos torna ainda mais responsáveis por anunciar essa mensagem.

Não precisamos fugir do planeta. Não precisamos de naves para chegar ao espaço ou de outros mundos para habitar. Não precisamos temer uma invasão de extraterrestres. Não precisamos de soluções complexas para as ameaças do futuro. Pecisamos, sim, conhecer as simples orientações da Palavra de Deus e nelas acreditar. Precisamos crer que o "Senhor não retarda a promessa, ainda que alguns a têm por tardia" (2Pe 3:9). Precisamos colocar nossa esperança no momento em que o Senhor vai aparecer nas nuvens e nos levar ao Seu encontro. Então, viveremos com Deus por toda a eternidade (lTs 4:17).

Este é o momento de renovar nossa esperança. Este é o tempo de comprometer nossa vida com grandes e ousados movimentos, dirigidos pelo Espírito Santo, para anunciar a verdadeira solução para as ameaças do futuro. A Bíblia tem a resposta. Espero que não precisemos de mais cem anos para que seja escrito o último capítulo da história.

Quando vejo a igreja se levantando na primeira hora de cada dia para buscar o batismo diário do Espírito Santo, e saindo às ruas, sem medo, para anunciar nossas mensagens bíblicas distintivas, entendo que o grande momento está chegando. Por outro lado, enquanto a igreja se levanta de maneira mais evidente, o mundo cai de maneira ainda mais degradante. Moral, família, sexualidade, honestidade, espiritualidade e ecologia estão se degenerando rápida, visível e descontroladamente. Quando vejo essa combinação - a igreja se levantando poderosamente diante de um mundo que está caindo violentamente -, posso reconhecer que o cenário está montado para os últimos grandes acontecimentos. É tempo de haver reavivamento; vida espiritual mais profunda. E que o resultado seja um estilo de vida comprometido com a Palavra de Deus e com o despertar do espírito missionário sem precedentes.

Está chegando o verdadeiro tempo de sairmos deste mundo. Esteja preparado!

Pr. ERTON KÖHLER - Presidente da Divisão Sul-Americana

Referências
1. www.bigthink.com/ideas/21691
2. wwwl.folha.uol.com.br

Fonte - Revista Adventista - Set/10 - p. 4
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