sexta-feira, 5 de setembro de 2014

EUA e Europa preparam ‘núcleo de coalizão’ contra o Estado Islâmico

Objetivo da aliança é destruir o grupo militante islâmico, não apenas contê-lo
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 5, que trabalham em um “núcleo de coalizão” para combater o Estado Islâmico no Iraque. O país pediu apoio aos aliados e parceiros e descartou a possibilidade de incursão por terra.

Segundo o secretário de Estado americano, John Kerry, o grupo conta com dez países e deverá apresentar a estratégia em duas semanas; antes da sessão anual da Assembleia Geral da ONU, que terá início no próximo dia 16 de setembro.

“Nós precisamos atacá-los de forma que os impeça de conquistar território, reforçar as forças de segurança iraquianas e outros países da região que estão preparados para enfrentá-los, sem comprometer nossas próprias tropas”, afirmou Kerry em seu discurso.

O acordo foi definido durante um encontro entre os ministros da Defesa e de Relações Exteriores dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Canadá, Austrália, Turquia, Itália, Polônia e Dinamarca.

O plano abrange duas frentes: fortalecimento dos aliados no Iraque e na Síria e ataques aéreos contra os militantes sunitas. As autoridades reforçaram, porém, que o objetivo do núcleo é destruir o grupo militante islâmico, não contê-lo.

Porém, de acordo com funcionários do Pentágono, este envolvimento militar só irá conter o avanço do grupo jihadista, não derrotá-lo; já que para isso, defendem estratégia e aliança mais amplas.

O encontro se deu paralelamente à cúpula da Otan no País de Gales, cujos temas principais envolvem alternativas para enfrentar os militantes sunitas, que já tomaram amplas faixas de território iraquiano e sírio desde junho.

No mês passado, os EUA realizaram mais de cem ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico no norte do Iraque, para conter o avanços dos extremistas.

Nesta sexta-feira, os países aliados devem definir um plano que incluirá a coordenação do transporte aéreo de suprimentos, conforme uma autoridade ocidental. Segundo a mesma fonte, a Otan não se envolveria em operações de combate, e as ajudas seriam oferecidas pelos Estados membros e parceiros individuais.

Fonte - Opinião e Notícia

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Padres participam de culto no Templo de Salomão

No último sábado (30) o Templo de Salomão abriu suas portas para receber líder de outras denominações evangélicas e padres católicos.

A reunião chamada de multidenominacional deixou a mega igreja com sua capacidade de visitantes esgotada, ou seja, 10.000 pessoas compareceram para participar do culto.

O responsável pela palestra foi o próprio bispo Edir Macedo que ministrou uma palavra e afirmou que nenhum dos visitantes sairiam dali da mesma forma como entraram.

O padre Cássio Fernando, da Capela Espírito Santo que fica em Vinhedo, interior de São Paulo, foi um dos participantes do evento. Ao site Universal.org ele falou sobre como foi estar no megatemplo. “Estava curioso por vir aqui, e foi um privilégio receber este convite. Como em Israel o Templo não existe mais fisicamente e só ouvimos falar dele na Bíblia, agora podemos ver com nossos próprios olhos”, disse.

O padre Paulo Correia, da mesma paróquia que Fernando, também comentou sua experiência de estar no Templo de Salomão e sobre o culto multidenominacional. “Uma honra louvar a Deus na casa de outros irmãos que pregam e vivem a Palavra de Deus”.

Entre os líderes evangélicos estava o pastor Josenildo Adelino, um dos componentes do Conselho Federal das Assembleias de Deus que elogiou o trabalho da Igreja Universal e pela reunião que unificou evangélicos de diversas vertentes teológicas e os irmãos católicos.

“A Universal faz valer o seu nome com essa reunião, unificando aqui, hoje, todas as igrejas com o foco no serviço a Deus, que olha por todos nós”, disse o assembleiano.

Em sua pregação, Edir Macedo falou da importância em salvar almas e clamou pela unidade da igreja. “Peço não apenas pela Universal, mas por toda a nossa Igreja. Se alguém de outra denominação ganha uma alma para o Senhor, é mais um que luta contra o inferno. Temos esse pensamento unânime, que Jesus volte o mais rápido possível. Mas sabemos que ainda há gente que não ouviu falar de Ti, então, use-nos, os que estão aqui e os que não puderam vir.”

Fonte - Gospel Prime

Surto atual de ebola já matou mais que todos outros juntos

Vítimas fatais chegam a quase 2 mil; mais de 400 morreram na última semana
A epidemia de ebola que assola o oeste da África já deixou mais de 1.900 mortos de um total de 3.500 casos confirmados, indicou nesta quarta-feira em Washington a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.

"De acordo com o último relatório desta semana, temos mais de 3.500 casos confirmados em Guiné, Serra Leoa e Libéria, e mais de 1.900 mortos", disse Chan, acrescentando que a epidemia "está avançando".

Este último balanço representa uma forte aceleração na mortalidade. Na semana passada, a OMS relatou 1.552 mortes de 3.069 casos confirmados.

O número de mortos nesta epidemia sem precedentes desde que o vírus apareceu em 1976, supera o total de mortes em todos os surtos anteriores.

Falando durante uma coletiva de imprensa, Margaret Chan também manifestou esperança de que a transmissão do Ebola seja contida em um prazo de entre seis e nove meses, graças à resposta internacional.

Citando o roteiro da OMS divulgado na semana passada para combater esta epidemia, ela explicou que "nos três países onde o surto de Ebola é mais intenso (Guiné, Libéria e Serra Leoa) a organização internacional quer reverter a tendência de infecção dentro de três meses".
"Com uma resposta internacional coordenada, com a mobilização de recursos e com a chegada de especialistas, esperamos qualquer toda transmissão dentro de seis a nove meses", acrescentou.

Quanto ao Senegal e à República Democrática do Congo, que enfrentam casos isolados de Ebola, "queremos conter a transmissão localizada dentro de oito semanas", disse Chan.

Esses casos não têm ligação com a violenta epidemia que atinge os três países do oeste africano e, em menor medida, a Nigéria.

Ecumenismo: Papa deseja superação de «desconfianças»

Cidade do Vaticano, 04 set 2014 (Ecclesia) - O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes no XXII Congresso ecuménico internacional de espiritualidade ortodoxa que decorre no mosteiro de Bose, Itália, até este sábado, apelando à superação de “desconfianças” entre cristãos.

O texto, assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, assinala que o Papa “faz votos de que os dias de estudo e debate possam favorecer o conhecimento de que é possível viver e testemunhar a paz anunciada por Cristo, mediante atitudes de sincera fraternidade que eliminam as contendas, superam as desconfianças e geram esperança”.

O patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu, também enviou uma mensagem na qual recorda que a paz “é adquirida por meio de uma luta tenaz”.

O metropolita Hilário, presidente do departamento para as relações eclesiásticas externas do Patriarcado de Moscovo, observa por sua vez que o momento atual, marcado por vários conflitos armados, “põe diante de todos a tarefa de procurar caminhos cristãos para pôr fim à guerra, que produz inimizade, morte e destruição”.

Fonte - Ecclesia

Shimon Peres propõe que papa presida “ONU das religiões”

Shimon Peres e papa Francisco

O papa Francisco recebeu nesta quinta-feira no Vaticano o ex-presidente de Israel Shimon Peres, que, ao longo do encontro, sugeriu ao pontífice a criação de uma nova Organização de Religiões Unidas - algo como “uma ONU das religiões”, como ele mesmo descreveu. Em entrevista à revista Famiglia Cristiana, realizada antes do encontro com o papa Francisco, Peres afirmou que pretendia abordar essa questão junto ao pontífice durante o encontro na Casa de Santa Marta, onde vive o Santo Padre. “O Santo Padre é um líder respeitado por tantas pessoas de várias religiões e por seus expoentes. Bom, acho que é o único líder verdadeiramente respeitado. Por isso me veio esta ideia de propor isso a Francisco”, explicou Peres. “A Organização das Nações Unidas teve seu tempo e, agora, o que vejo é uma ONU das religiões, uma Organização das Religiões Unidas”, disse Peres, que completou: “Seria a melhor maneira para acabar com o terrorismo que mata em nome da fé, já que a maioria das pessoas pratica suas religiões sem matar ninguém.”

Peres, de 91 anos, explicou que a atual ONU é “um organismo político, mas que não tem a mesma convicção vinculada às religiões”. Segundo ele, qualquer declaração de seu secretário-geral (da ONU) “não tem a mesma força e nem a eficácia de uma homilia do papa, que reúne mais de 500 mil pessoas na Praça de São Pedro”.

Além de sugerir a criação da “ONU das religiões”, Peres também abordou a atual situação entre palestinos e israelenses com o papa. Previamente, o escritório de imprensa de Peres havia explicado que eles abordariam as possíveis vias para conseguir a paz no Oriente Médio e “as respostas necessárias à onda de terrorismo na região, que utiliza a religião como justificativa para a violência e o extremismo”.

Peres e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, tinham participado da jornada da oração pela paz no Oriente Médio, organizada pelo pontífice no último dia 8 de junho no Vaticano.

(Yahoo Notícias)

Nota Criacionismo: Cada vez mais o papa conquista prestígio e apoio, despontando como autoridade religiosa internacional inquestionável. Essa “ONU das religiões” (ou alguma iniciativa semelhante) seria um tremendo impulso para a união das igrejas, um dos grandes objetivos do Vaticano. Resta saber, depois, o que essa coalizão religiosa considerará “extremismo”, e como punirá os “extremistas”...

Nota DDP: Ver também "Shimon Peres e El Hassan bin Tala, Príncipe da Jordânia, apresentam iniciativas de paz a Francisco".

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Religiões se unem para falar de Paz e Futuro

Anversa (RV) – Mais de 300 líderes das grandes religiões mundiais estarão reunidos a partir de domingo, 7, até terça-feira, 9, na cidade belga de Anversa para participar da 28ª edição do Encontro Internacional Homens e Religiões, promovido pela Comunidade de Santo Egídio. O tema será “A paz é o futuro: religiões e culturas em diálogo cem anos depois da I Guerra Mundial”.

“A escolha da sede, no trágico aniversário do conflito que manchou de sangue toda a Europa, responde à exigência de levar o ‘Espírito de Assis’ ao mundo de hoje, sem perder a memória da história e sem renunciar ao compromisso do presente”, diz uma nota da Comunidade.

O Encontro deste ano se realiza enquanto carros armados atravessam o Oriente Médio, a Europa do Leste e a África Setentrional, gerando novos dramas humanitários e provocando um incessante fluxo de refugiados. O aniversário da I Guerra Mundial “convida todos a refletir sobre a inutilidade dos conflitos e a engajar-se na construção de uma paz estável e duradoura”, aponta a Comunidade de Santo Egídio.

Estão programadas 25 mesas-redondas com a participação de líderes religiosos e representantes do mundo político, cultural, socioeconômico de países como Iraque, Síria, Curdistão, Rússia, Nigéria, Ucrânia e Filipinas.

Dia 9, o encontro será encerrado com Orações pela Paz em lugares diferentes, segundo as diversas religiões presentes, uma procissão e a proclamação do Apelo de Paz 2014.

Fonte - Radio Vaticano

Obama diz que EUA vão "destruir" o Estado Islâmico

Os Estados Unidos planejam combater o Estado Islâmico até o grupo não ser mais uma força no Oriente Médio, e vão buscar justiça pelo assassinato do jornalista norte-americano Steven Sotloff, afirmou o presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quarta-feira (3).

Obama acrescentou que destruir o grupo militante levará tempo por causa do vácuo de poder na Síria, do grande número de combatentes da Al Qaeda que ganharam experiência durante a guerra no Iraque e da necessidade de formar coalizões, inclusive as comunidades sunitas locais.

O Estado Islâmico divulgou um vídeo na terça-feira mostrando a decapitação de Sotloff, o segundo refém norte-americano morto nas últimas semanas, em retaliação aos ataques aéreos dos EUA no Iraque.

"A questão é esta: nosso objetivo é claro, degradar e destruir (o Estado Islâmico) para que não seja mais uma ameaça não só ao Iraque, mas à região e aos Estados Unidos", afirmou Obama em uma entrevista coletiva.

"Seja lá o que for que estes assassinos pensam que irão conquistar matando norte-americanos inocentes como Steven, já fracassaram", disse Obama. "Fracassaram porque, como muitos ao redor do mundo, os norte-americanos estão enojados com sua barbárie. Não seremos intimidados".

Autoridades dos EUA e da Grã-Bretanha examinaram o vídeo, que exibe o mesmo carrasco com sotaque britânico da filmagem de 19 de agosto do assassinato do também jornalista norte-americano James Foley, e concluíram ser autêntico.

Os Estados Unidos retomaram os ataques aéreos no Iraque em agosto pela primeira vez desde a retirada de suas tropas do país em 2011, e Obama declarou que estas ações já têm se mostrado eficazes.

Autoridades de alto escalão do governo Obama sublinharam os alertas do presidente contra o Estado Islâmico.

"Eles deveriam saber que vamos segui-los até os portões do inferno, até serem levados à justiça. Porque o inferno é onde irão morar", afirmou o vice-presidente, Joe Biden, em New Hampshire.

Em Washington, o secretário de Estado, John Kerry, classificou a execução de Sotloff de "soco no estômago" e disse que os EUA usaram todas as ferramentas militares, diplomáticas e de inteligência que possuem para libertar os reféns na Síria.

Obama está enviando Kerry, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, e a conselheira de contra-terrorismo, Lisa Monaco, ao Oriente Médio para elaborar maneiras de combater o Estado Islâmico com parceiros regionais.

"Isto não vai levar uma semana ou um mês por causa do vácuo na Síria. Vai levar tempo para fazermos com que recuem", disse Obama. (Reportagem adicional de Lesley Wroughton e Doina Chiacu, em Washington)

Fonte - UOL

ONU poderia responder ao chamado do Papa pela paz com intervenção no Iraque, afirma perito

WASHINGTON DC, 03 Set. 14 / 03:30 pm (ACI).- O professor de história, Brendan McGuire, assegura que o apoio do Papa à ação internacional frente aos ataques do ISIS deve realizar-se através de uma intervenção das Nações Unidas.

Em uma entrevista ao Grupo ACI, o professor de história do Christendom College, Brendan McGuire, assinalou que acredita que "o Papa Francisco, em sua opinião, fazia um claro chamado a que as Nações Unidas tomem a iniciativa". "Em geral, isto é o que se espera em termos da atitude do Papado frente aos assuntos internacionais: que olhe as coisas a partir dos organismos internacionais e não a partir de cada nação".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda está examinando opções enquanto ISIS continua tomando o controle do Iraque e Síria, ameaçando as minorias religiosas e obrigando-os a converter-se ao Islã, pagar um imposto significativo ou morrer. Estima-se que mais de um milhão de Iraquianos fugiram de seus lares.

Em 18 de agosto, o Papa Francisco disse a um grupo de jornalistas que “nestes casos, quando há uma agressão injusta, posso apenas dizer que é lícito parar o agressor injusto”. O Papa destacou o verbo “parar”. Ele não disse “bombardear” ou “fazer a guerra”, (mas) “parar”. “Apenas uma nação não pode julgar como se para isso".

McGuire afirmou que as palavras do Papa apontam a uma intervenção internacional. "O Papa esclareceu que não estava apoiando nenhum meio particular para parar o agressor, mas o princípio de que se pode e se deve parar os agressores".

"Existem consequências não desejadas que devem ser levadas em consideração. Não podemos permitir que isso se converta em uma guerra de conquista imperial ou uma guerra para promover os interesses de uma nação a custa da paz ou em detrimento dos seres humanos nesse país".

Os Estados Unidos não devem estar sozinhos na guerra, disse Maguire, mas a busca de aliados não é tarefa fácil, pois “as potências da região que se opõem ao ISIS também se opõem entre si”.

"Os EUA devem encontrar a maneira de trabalhar com aqueles que não estão acostumados a trabalhar", sugeriu Maguire.

Fonte - ACI Digital

domingo, 31 de agosto de 2014

O Papa alenta a leitura do Evangelho, a participação na Eucaristia e a vida de oração para sermos cristãos e não mundanos

VATICANO, 31 Ago. 14 / 02:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras prévias à oração do Ângelus deste domingo, o Papa Francisco animou os fiéis a lerem cotidianamente o Evangelho, participar frequentemente na Eucaristia e ter jornadas de retiro e exercícios espirituais, para seguir Jesus Cristo e não o mundo.

O Santo Padre assinalou que “seguindo o itinerário dominical do Evangelho de Mateus, hoje chegamos ao ponto crucial no qual Jesus, depois de ter verificado que Pedro e os outros onze tinham acreditado nele como Messias e Filho de Deus, ‘começou a explicar-lhes que deveria ir a Jerusalém e sofrer muito, ser assassinado e ressuscitar ao terceiro dia’”.

“É um momento crítico no qual emerge o contraste entre o modo de pensar de Jesus e o dos discípulos. Inclusive Pedro sente o dever de reprovar o Mestre, porque não pode atribuir ao Messias um final ignóbil. Então Jesus, ao seu turno, reprova duramente Pedro e o coloca ‘em seu lugar’, porque não pensa ‘segundo Deus, mas segundo os homens’ e sem dar-se conta faz o papel de satanás, o tentador”.

O Papa indicou que “nós os cristãos vivemos no mundo, inseridos plenamente na realidade social e cultural de nosso tempo, e é justo que seja assim; mas isto traz consigo o risco de nos convertermos em ‘mundanos’, o risco de que ‘o sal perca o sabor’ como diria Jesus, ou seja, que o cristão se ‘dilua’, perca a carga de novidade que vem do Senhor e do Espírito Santo”.

“Na verdade deveria ser ao contrário: quando em nós cristãos permanece viva a força do Evangelho, essa pode transformar ‘os critérios de juízo, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes de inspiração e os modelos de vida’”, disse Francisco, citando a Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, do Papa Paulo VI.

O Papa lamentou a triste situação de encontrar cristãos ‘diluídos’, que parecem o ‘vinho diluído’ e não se sabe se estes são cristãos ou mundanos. “Tal como o ‘vinho diluído’, não se sabe se é vinho ou água, e isto é triste”, enfatizou.

“É triste encontrar cristãos que não são mais o sal da terra. Sabemos que quando o sal perde seu sabor não serve para nada, seu sal perdeu o sabor porque se entregaram ao espírito do mundo, quer dizer, converteram-se em mundanos”.

O Santo Padre assinalou que “por isso é necessário renovar-se continuamente nutrindo-se da seiva do Evangelho. E como se pode fazer isto na prática? Sobre tudo lendo e meditando o Evangelho todos os dias, assim a Palavra de Jesus estará sempre presente em nossa vida”.

“Recordem que será de ajuda levar sempre o Evangelho com vocês, um pequeno evangelho, no bolso, na carteira e ler durante o dia uma passagem, mas estar sempre com o Evangelho, porque é levar a Palavra de Jesus consigo para poder lê-la”.

Além disso, recomendou, “participando da Missa dominical, onde encontramos o Senhor na comunidade, escutando sua Palavra e recebendo a Eucaristia que nos une a Ele e entre nós”.

“E logo são muito importantes para a renovação espiritual as jornadas de retiro e de exercícios espirituais”, afirmou o Papa.

“Evangelho, Eucaristia e oração, não se esqueçam: Evangelho, Eucaristia e oração. Graças a estes dons do Senhor podemos nos conformar a Cristo e não ao mundo, e segui-lo em sua vida, trilhar o caminho de ‘perder a própria vida’ para encontrá-la.

“Perdê-la”, explicou Francisco, “no sentido de doá-la, oferecê-la por amor no amor – e isto comporta o sacrifício, a cruz – para recebê-la novamente purificada, liberada do egoísmo e da condenação da morte, cheia de eternidade”.

“A Virgem Maria nos precede sempre neste caminho; deixemo-nos ser guiados e acompanhados por Ela”, concluiu.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Cresce perseguição a evangélicos na América Latina

Enquanto cristãos são ameaçados e mortos em diferentes países do mundo por causa de sua fé, os evangélicos da América Latina veem aumentar a perseguição contra eles, mas em outros termos. Eles não são decapitados nem crucificados, mas vem sofrendo sanções políticas de seu direito de cultuar livremente.

Medidas de governos tem impedido a abertura de novas igrejas e também tentando fechar os templos já existentes. Na Bolívia, a Associação Nacional dos Evangélicos da Bolívia (ANDEB) trava uma batalha jurídica, que inclui uma petição de Inconstitucionalidade ao Tribunal Constitucional buscando a revogação de leis assinadas pelo presidente Evo Morales.

Defensor do chamado “socialismo bolivariano”, que tem mostrado sua influência em países vizinhos como Venezuela e Brasil, Morales estabeleceu regras que são empecilhos à liberdade religiosa. A advogada Ruth Montaño, que auxilia juridicamente a ANDEB contesta: “Essa lei é totalmente inconstitucional, incongruente com o artigo 4 da Constituição”.

Os evangélicos são minoria no país, cerca de 1,6 milhão de pessoas. O Decreto 1987 e a Lei 351, criados pelo governo de Evo e aprovados pela Assembleia Legislativa da Bolívia, tem como objetivo “regular a concessão e registro da legitimidade para igrejas, grupos religiosos e crenças espirituais, cujos objetivos não envolvem lucro”.

Morales deseja que qualquer organização religiosa no país precise reaplicar para ser considerada legalizada a partir do próximo ano. Para que isso aconteça, as denominações devem apresentar uma “lista autenticada” contendo os nomes, números da carteira de identidade, certidões de impostos e arquivos da polícia de seus líderes, bem como a relação oficial contendo nomes e números de identificação de todos os seus membros.

As igrejas também precisam fornecer um cronograma de todas as suas atividades anuais “para o controle e acompanhamento” pelo Ministério das Relações Exteriores. Quem se negar ou não preencher corretamente a documentação exigida, terá seu registro oficial cancelado, o que levaria ao confisco de propriedades da igreja, proibição de realizar cultos e fechamento de centros de treinamento.

“A ameaça de revogar os documentos que nos legaliza, simplesmente por decisão de um burocrata estatal, viola o devido processo legal”, disse Montaño. Lembrou também que antes de ser eleito, em 2009, Evo Morales defendia um Estado laico e desmentiu todos os rumores que fecharia igrejas. Depois de 5 anos no poder, ele mudou sua perspectiva e esqueceu dos compromissos firmados com líderes na época.

Um dos países mais fechados para o evangelho do continente desde que passou a ser comunista, Cuba aumentou a perseguição religiosa nos últimos anos, segundo comprova um relatório da organização Christian Solidarity Worldwide, com vários registros de hostilidade, tortura e prisões.

Somente no primeiro semestre de 2014, foram registradas 170 violações de liberdade religiosa, tendo dezenas de vítimas. Em contraste, no mesmo período de 2011 foram 120 casos, com 40 vítimas.

O governo cubano emprega táticas brutais incluindo a intimidação de pastores e líderes, ameaças de fechamento das igrejas, confisco de imóveis, demolição de igrejas e prisões temporárias. “É angustiante ver um aumento tão significativo e sustentado de violações relatadas da liberdade religiosa em Cuba”, disse Mervyn Thomas, diretor da CSW. Segundo ele, o governo cubano tem se recusado a permitir que todas as organizações religiosas funcionem legalmente.

Na Costa Rica, as 2.500 igrejas que formam a Aliança Evangélica Costarriquenha estão preocupadas por que o governo impôs novas regras de funcionamento de templos. Com isso, cerca de 1.500 delas seriam proibidas de continuar funcionando.

O presidente do grupo evangélico, Juan Luis Calvo disse que fez um esforço para que todos se enquadrem nas novas exigências, mas que precisa do apoio do governo. Entre elas, estão o isolamento acústico dos templos, uma adequação muito cara para a maioria das igrejas evangélicas. Várias já foram proibidas de funcionar em 2014.

Desde 2005 os evangélicos vêm travando uma luta política contra resoluções do governo que prejudicam o funcionamento livre dos templos, em especial os evangélicos. O governo alega que existem padrões mínimos de segurança e acessibilidade a serem respeitados e que os templos que não se adequarem serão fechados. Enquanto isso, os deputados do partidos ligados aos evangélicos como Renovação Costa Rica (RC), Restauração Nacional (RN) e Aliança Democrática Cristã (ADC), travam uma batalha no âmbito legislativo, mas o governo afirma que não há perseguição.

Fonte - Gospel Prime

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ecumenismo: Papa envia mensagem a representantes evangélicos

Cidade do Vaticano, 25 ago 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou uma enviou uma "saudação fraterna" ao Sínodo das Igrejas Metodistas e Valdenses que decorre desde domingo na cidade de Torre Pellice, arredores de Turim, Itália.

O texto, divulgado hoje pelo Vaticano, deixa votos de que os cristãos avancem rumo à "plena comunhão", “para testemunhar o Senhor Jesus Cristo e oferecer a luz e a força do seu Evangelho”.

A mensagem foi lida na sessão preliminar do Sínodo pelo pastor Eugenio Bernardini, perante representantes de Igrejas evangélicas italianas e estrangeiras.

Fonte - Ecclesia

domingo, 24 de agosto de 2014

Terremoto atinge área da Baía de San Francisco nos EUA

Napa - Um terremoto de 6,0 de magnitude sacudiu a área da Baía de San Francisco, nos Estados Unidos, na manhã deste domingo, ferindo dezenas de pessoas, duas delas seriamente, danificando prédios históricos, causando incêndios em algumas casas e falta de energia na região de Napa.

O maior terremoto na região em 25 anos tirou muitos residentes da cama quando ocorreu às 3:20 da manhã, horário local, centrado a 10 quilômetros ao sul da cidade de Napa.

Dezenas de pessoas ficaram feridas, duas delas gravemente, segundo o governo da cidade.

Os bombeiros ainda tentavam apagar incêndios de casas móveis, disse ele. A maioria dos danos ficou centrada em torno de Napa, uma região produtora de vinhos. Construções de alvenaria não reforçada no centro de Napa, incluindo o tribunal histórico e a biblioteca sofreram grandes danos, disseram autoridades da cidade.

"Tudo estava tremendo, as lâmpadas penduradas balançando para frente e para trás", disse Omar Lopez, 24, funcionário da noite em uma pensão em Santa Helena, a 15 minutos de Napa. Os US Geological Survey (USGS) disse que o epicentro do terremoto foi a oito quilômetros a noroeste da cidade de American Canyon, no extremo norte da baía.

O terremoto foi o maior a atingir a área da baía de San Francisco desde o terremoto de Loma Prieto em 1989.

Fonte - Exame

Terremotos atingem quatro países em 24 horas

Ao menos quatro países registraram terremotos nas últimas 24 horas. Chile, Estados Unidos, Irã e Islândia foram vítimas de abalos sísmicos entre sábado (23) e domingo, mas os casos não estão relacionados. Nos Estados Unidos, dezenas de pessoas ficaram feridas, duas delas com gravidade.

A 'onda' de terremotos começou no Chile, no sábado, quando um abalo de magnitude 6,2 atingiu a região central do país.

Segundo o Centro Sismológico Nacional da Universidade do Chile, o epicentro do terremoto foi a 37 quilômetros ao norte da cidade de Valparaíso.

O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha do Chile descartou a possibilidade de um tsunami. No último dia 1º de abril, um terremoto de magnitude 8,2 atingiu o país e deixou oito mortos.
Estados Unidos

Neste domingo, um terremoto de magnitude 6 atingiu a região norte do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. O abalo foi registrado por volta das 3h20 (7h20 no horário de Brasília).

Segundo as autoridades norte-americanas, não houve registro de mortes ou danos materiais. Na região de Napa, dezenas de pessoas ficaram feridas, duas delas gravemente.

A cidade de Napa, a quase 10 km do epicentro do tremor, ficou sem energia elétrica, assim como outras localidades próximas. Mais de 28.000 casas foram afetadas.

A polícia rodoviária de San Francisco está verificando as passarelas e pontes em busca de indícios de danos estruturais e pediu aos moradores que divulguem qualquer problema.
Irã

O Irã foi atingido por um terremoto neste domingo. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (que monitora abalos sísmicos em quase todo o planeta), um terremoto de magnitude 5,2 na escala Richter atingiu a região ocidental de Dezful neste domingo (24).

Ainda não há informações oficiais sobre o número de mortos ou feridos no Irã. Terremotos são comuns no Irã. Em 2013, um abalo no sul do país deixou pelo menos oito mortos e 59 feridos.
Islândia

O último país a ser atingido por terremotos nas últimas 24 horas foi a Islândia. Neste domingo, um terremoto de magnitude 5,1 e outro de 5,3 atingiram o país em uma região próxima ao vulcão Eyjafjallajokull. Não há informações sobre mortos ou feridos por conta do terremoto.

De acordo com Gunnar Gudmundsson, do Serviço Meteorológico Islandês, é difícil saber se os terremotos indicam um aumento do risco de erupção do vulcão. No sábado, o país elevou para vermelho o nível de alerta sobre erupções do Eyjafjallajokull.

O país também alertou sobre o risco para o tráfego aéreo caso uma erupção ocorra. (Com agências internacionais)

Ben Carson para presidente dos EUA?

Numa recente entrevista na rede de noticias CNN, o repórter Don Lemon perguntou ao Dr. Ben Carson se ele era candidato a presidente, e ele respondeu que sim. Então me pus a pensar na repercussão nacional que isso teria aqui nos Estados Unidos e quais as implicações positivas e negativas. Quero comentar apenas as impressões positivas que essa candidatura poderá ter. Semelhantemente a Mitt Romney, que também foi candidato e pertence à igreja dos Mórmons, muitas perguntas vieram à tona. O mesmo ocorrerá com Ben Carson nos acalorados debates que serão transmitidos pelas redes de TV para todo o país. A vida dele será esquadrinhada, e sua fé será desvendada em cada aspecto, especialmente no que concerne ao sábado bíblico. Fiquei pensando que, mesmo que o Dr. Carson no fim das contas não seja o candidato escolhido pelo Partido Republicano, como o candidato oficial que irá disputar a vaga na Casa Branca com o candidato dos Democratas, uma coisa é certa: a Igreja Adventista do Sétimo Dia será posta em evidência em cada canto desta nação, e estou seguro de que milhões de pessoas recorrerão ao Google para saber quem são os adventistas, no que creem, etc. O Partido Republicano agirá como uma agência que se encarregará de projetar o nome da igreja, bem como o sábado e outras doutrinas, tudo isso sem que a igreja gaste um único centavo nessa grande “jornada evangelística”, apresentada na TV em horário nobre em todo o país. Esse evento poderá ser de inestimável significado para verdades bíblicas de que todos devem tomar conhecimento: de que Jesus logo vai voltar e que o sábado bíblico, de fato, é o dia do Senhor.

(Rui Carvalho, no Facebook)

Nota Criacionismo: Agora imagine se Ben Carson for visto como este pastor adventista do vídeo abaixo, ainda mais levando em conta que ele (Carson) nunca escondeu o fato de ser criacionista (confira). [MB]

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fenda misteriosa de um quilômetro rasga solo do noroeste do México

Fenômeno despertou a curiosidade de viajantes e moradores locais, semelhante ao que aconteceu com crateras na Sibéria

RIO - Depois das crateras misteriosas da Sibéria, agora é a vez de uma intrigante fenda que rasgou o solo de uma fazenda no noroeste do México na semana passada. O buraco tem nada menos que um quilômetro de extensão e oito metros de profundidade.

A fenda chegou a cortar a Rodovia 26, no trecho entre Hermosillo e o litoral. Motoristas e trabalhadores em fazendas próximas tiveram de percorrer caminhos mais longos para desviar da fissura

O fenômeno despertou enorme curiosidade entre viajantes e moradores da região. Com auxílio de um drone, um vídeo mostrou que em algumas partes da fenda, a largura chega a cinco metros. Lá embaixo, pessoas parecem discutir a situação. Assista:

Autoridades locais acreditam que o buraco pode ter sido consequência de um terremoto que atingiu a região no último domingo. Já pesquisadores da Universidade de Sonora acreditam que a fenda pode ter sido causada por agricultores, que tinham construído um fluxo de diques para conter a água da chuva que tinha começado a vazar. Isso amaciaria o relevo acima da construção, levando ao consequente rebaixamento do solo.

Fonte - o Globo

Ordenação de mulheres ao Ministério

Bíblia Fácil - Pr. Arílton Oliveira

O Livro de Daniel - Michelson Borges

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Venezuela tenta implantar um Big Brother para o consumo

Sob pretexto de evitar desabastecimento e contrabando, governo proibirá cidadãos de comprar mesmos produtos mais de uma vez na semana

Acossado por um desabastecimento que provoca inflação e mau humor até em antigos simpatizantes, o governo da Venezuela decidiu marcar de cima o comércio e os consumidores. Implementará um sistema de "controle biométrico" para restringir a venda de produtos na rede atacadista e nos supermercados. Será um cerco ao comprador que queira adquirir o mesmo produto duas vezes numa mesma semana.

Os consumidores terão suas impressões digitais conferidas. Objetivo alegado pelo governo: impedir que se tente acumular produtos ou até contrabandeá-los, em especial para a vizinha Colômbia.

Especialista em comunicação estratégica, o analista Miguel Sogbi critica o controle estatal e a "petroleodependência". Interpreta o "controle biométrico" como uma forma de repassar a responsabilidade pelo desabastecimento à "última ponta da cadeia": o varejo.

— Isso provoca o surgimento de máfias. Os supermercados e o consumidor são prejudicados — diz.

O desabastecimento na Venezuela se intensificou a partir de 2013. Provocou descontentamento e protestos que ganharam as ruas do país. O governo ficou acuado pela classe média e por antigos aliados dos setores mais desfavorecidos, chavistas cuja fidelidade se sustentava nas ações assistenciais.

Entre os produtos da cesta básica que mais têm faltado nas gôndolas nos últimos meses, estão papel higiênico, margarina, óleo de cozinha e farinha de milho, principal ingrediente da arepa — iguaria típica venezuelana. No início do ano, estava em 30% — e o governo deixou de divulgar os índices.

Em razão da escassez, os venezuelanos enfrentam filas nos supermercados e restrição na venda de mercadorias. Para tentar contornar a situação, o governo importou produtos, mas em quantidade insuficiente para atender à demanda. Atribuiu a escassez não à economia, mas à política. Haveria uma tentativa deliberada dos empresários de boicotar o governo para enfraquecê-lo.

O "controle biométrico" deverá funcionar em todos os supermercados e empresas atacadistas. Não foi definido se será restrito a alguns produtos e quais. O governo ainda pretende confiscar bens contrabandeados. A ideia é centrar nesse delito a razão das medidas restritivas.

— A distribuição e a comercialização serão perfeitas, tenho certeza — disse o presidente Nicolás Maduro ao fazer o anúncio.

Não é o que pensa, por exemplo, o presidente da Aliança Nacional de Usuários e Consumidores (Anauco), para quem o sistema será ineficaz.

— O controle tenta pôr panos quentes no desabastecimento. Só piora a situação — afirmou Roberto Parilli.

"O sistema lesa direitos constitucionais"

Órgão que representa os consumidores venezuelanos, a Aliança Nacional de Usuários e Consumidores (Anauco) irá à Justiça contra o "controle biométrico", disse seu presidente, Roberto León Parilli a ZH.

Vocês entrarão na Justiça?
Já sabemos que há grande rejeição à medida, mas ainda não foi implementada. Portanto, ainda não ingressamos com uma demanda coletiva. Poderemos tentá-la assim que se implemente.

Sob quais argumentos?
O sistema biométrico em supermercados e outros estabelecimentos lesa direitos constitucionais. O primeiro direito é o do livre acesso ao consumidor. Isso está previsto no artigo 117 da Constituição. Também temos o artigo 305, que prevê o direito à segurança alimentar. Cabe ao Estado manter a alimentação suficiente para a população. Quando põe uma máquina biométrica no supermercado, para o cidadão, está limitando o poder de compra dele e lesando esses direitos fundamentais. Por isso, estamos à espera de que o sistema seja implementado para tomar as medidas judiciais.

O governo atribui a estratégia ao contrabando para a Colômbia. É isso mesmo o que ocorre?
O problema de fundo é o desabastecimento, não é o contrabando. O que se está fazendo é atingir os direitos dos cidadãos. Para combater o contrabando, não se deve lesar direitos dos cidadãos. Repito: o problema é o desabastecimento. O governo deve aumentar a produção e aplacar o desabastecimento. No Brasil, na Colômbia, não se vê essa castração de direitos.

Quais os dados sobre o desabastecimento na Venezuela?
O Banco Central não publica o índice de desabastecimento há dois meses. Não o faz porque os dados são prejudiciais ao governo. Tapam o mensageiro. Melhor seria reconhecer a escassez e detê-la com transparência. O que não pode é afetar os cidadãos. O último dado oficial foi de 30%. É mais, sabemos. E 30% é um terço da cesta de alimentos e medicamentos.

Como será a fiscalização

Qual o objetivo? Limitar compras de produtos no atacado e no varejo.
Quando começa? O programa piloto, em 90 dias.
Quais os produtos-alvo? Gasolina e alimentos subsidiados pelo governo. Não há detalhes.
Qual o mecanismo? Leitores ópticos de impressões digitais para reconhecer o comprador.
Como funcionará? A mesma pessoa não poderá comprar mesmo produto duas vezes em uma semana.
Qual a escassez e a inflação? Segundo dados oficiais, 30% de desabastecimento e 60% de inflação em 12 meses.
Onde funcionará? "Estabelecimentos e redes distribuidoras e comerciais", anunciou o presidente Nicolás Maduro.

Fonte - Zero Hora

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

80 cristãos morrem por recusar converter-se ao Islã

Cristãos obrigados a deixar seu lar

Pelo menos 80 homens foram mortos pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), no norte do Iraque, depois de se recusarem a converter-se ao Islã. Depois do relato do massacre de civis, os EUA bombardearam a região. Um oficial curdo disse à BBC que os homens foram mortos em dois grupos, depois da passagem de uma coluna de veículos do EI, na aldeia de Kawju, perto da cidade de Sinyar. Segundo relatos no local, às vítimas, da minoria yazidi, era dito: “Converta-se ao Islã ou morra.” Segundo relata a EFE, os jihadistas conduziram os 80 yazidis à casa do xeque tribal Ahmed Yasua, naquela aldeia, a 90 quilômetros de Mossul e, quando estes de recusaram a converter-se ao Islã, como exigiam os radicais, foram executados. É a segunda matança levada a cabo pelos militantes do EI depois de há uma semana terem executado 77 pessoas, entre as quais 33 mulheres e uma criança.

Desta vez, as crianças e as mulheres foram “poupadas” e levadas para lugar desconhecido. São cerca de 500 pessoas, segundo relatou um jornalista local à EFE.

Os EUA acabaram depois por enviar um drone (dispositivo telecomandado) que destruiu dois veículos da coluna do Estado Islâmico. Os caças-bombardeiros norte-americanos lançaram um dos maiores ataques até o momento contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico na zona da cidade iraquiana de Mossul, informou a televisão curda Rudaw.

(Diário de Notícias)

Papa aprova uso da força militar americana no Iraque


"É lícito deter o agressor"

O papa Francisco deu sinal verde nesta segunda-feira (18/8) para o uso da força militar com o objetivo de conter as ameaças que os extremistas do EI (Estado Islâmico) fazem às minorias religiosas no Iraque. Em conversa com jornalistas a bordo do avião que o levou de volta a Roma, o líder da Igreja Católica não chegou especificamente a endossar os bombardeios aéreos norte-americanos e ressaltou ainda que a decisão de como intervir é dever da comunidade internacional, institucionalizada na figura da ONU (Organização das Nações Unidas) – e não de um ou de outro país em particular. “Nesses casos, em que há uma agressão injusta, só posso dizer o seguinte: é lícito deter o agressor”, disse o papa, segundo a agência AP. “E ressaltou o verbo ‘deter’. Eu não estou dizendo ‘bombardeiem’ ou ‘façam a guerra’, apenas ‘detenham’. E os meios que podem ser usados para detê-los devem ser avaliados”, completou o clérigo argentino.

O papa Francisco disse ainda que está considerando, junto aos seus conselheiros, fazer uma viagem até o norte do Iraque, como demonstração de solidariedade aos cristãos que estão sendo perseguidos no local. A minoria cristã yazidi é uma das que mais sofre nas mãos dos jihadistas do EI. Entrincheirados no norte do Iraque e nordeste da Síria, os yazidi são forçados a se converter ao islã ou obrigados a deixar suas casas.

Francisco, que acaba de voltar de uma visita considerada emblemática na Coreia do Sul, ressaltou que a “desculpa” de deter uma agressão injusta não pode ser usada pelas potências mundiais para justificar uma “conquista de guerra” em que toda uma população seja subjugada – como, aliás, ele disse ter sido feito em diversas ocasiões ao longo da história. [...]

Autoridades do Vaticano já vinham há algumas semanas dando sinais de que a Santa Sé faria um esforço para enquadrar o caso do Iraque no rol de “guerras justas”, o que legitimaria uma intervenção militar.

Embora a Igreja Católica tenha desaprovado com veemência a invasão norte-americana do Iraque de 2003, a postura do Vaticano no caso iraquiano – em que cristãos são vítimas diretas da violência – se distancia da oposição enfática que vinha sendo feita contra qualquer ação militar nos últimos anos, como aconteceu no caso da Síria, no ano passado. O embaixador do Vaticano na ONU em Genebra, o arcebispo Silvano Tomasi, por exemplo, chegou a dizer que “talvez, ação militar seja necessária neste momento”.

(Opera Mundi)

Nota Criocinismo: Fico pensando que outras “guerras justas” e detenções serão aprovadas pelo Vaticano, no futuro, quando os EUA aprovarem leis que violarão a liberdade de consciência de minorias tidas como “fundamentalistas” e “extremistas”...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Em menos de oito meses, Humanidade já usou todos os recursos naturais disponíveis para o ano

RIO - Em menos de oito meses, os habitantes da Terra já usaram todos os recursos naturais do planeta disponíveis para o ano. Segundo cálculo divulgado pela Global Footprint Network, uma organização internacional pela sustentabilidade em parceria com a Rede WWF, nesta terça-feira o Planeta Azul entra no vermelho. Até o final do ano, a população mundial seguirá em déficit ecológico, já que reduzirá as reservas e aumentará ainda mais a quantidade de CO² na atmosfera.

Esta terça-feira é mercada pelo dia da Sobrecarga da Terra (em inglês, Overshoot Day). Desde 2000, a data surge cada vez mais cedo: de 1º de outubro em 2000 a 19 de agosto em 2014.

Segundo a entidade, 85% da população mundial vive em países que demandam mais da natureza do que os seus ecossistemas podem renovar. De acordo com os cálculos da GFN, seriam necessários 1,5 planeta para produzir os recursos ecológicos necessários para suportar a atual pegada ecológica mundial.

A organização também garante que projeções sobre a população, o uso de energia e a produção de alimentos sugerem que a humanidade vai precisar usufruir da biocapacidade de três planetas bem antes da metade do século. E isso pode ser fisicamente impossível.

- O uso dos recursos naturais acima da capacidade da Terra está se tornando um dos principais desafios do século XXI. É um problema tanto ecológico quanto econômico. Países com déficits de recursos e baixa renda são ainda mais vulneráveis - afirma Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network. - Até mesmo países de renda per capita alta, que tem a vantagem financeira de se bloquearem dos impactos mais diretos da dependência de recursos, precisam saber que uma solução a longo prazo precisa abordar essas dependências antes que se transforme numa situação de crise econômica

BRASIL

No caso do Brasil, o consumo médio de recursos ecológicos equivale a 1,6 planeta – bem próximo à média mundial. Mesmo assim, o país está consumindo acima de 50% da capacidade anual do planeta.

Para reverter este quadro, a CEO do WWF-Brasil, Maria Cecilia Wey de Brito, defende que sociedade civil, poder público e empresas precisam se envolver no processo de redução dos impactos.

- O cidadão pode fazer a sua parte adotando uma postura crítica e melhorando os seus hábitos de consumo. O poder público, por sua vez, é responsável por planejar e implementar políticas públicas de mitigação, como transporte público menos poluente, instalação de ciclovias e planejamento ambiental. Na outra ponta, as empresas têm o papel de melhorar suas cadeias produtivas e oferecer aos consumidores produtos mais sustentáveis - explica.

Fonte - O Globo

Número de pessoas que precisam de ajuda humanitária é o mais alto na história, diz ONU

O número de pessoas em todo o mundo que precisam de ajuda humanitária nunca foi tão alto na história. O alerta é do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês).

No Dia Mundial da Ação Humanitária, lembrado nesta segunda (19), o órgão tenta sensibilizar as pessoas para as questões humanitárias e os esforços de cooperação internacional para apoiar os que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade.

A data faz referência ao maior ataque já sofrido por uma sede da ONU, ocorrido há 11 anos em Bagdá. O evento resultou na morte de 22 funcionários da organização, entre eles o brasileiro Sergio Vieira de Mello que, à época, atuava como representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque.

De acordo com a organização, é um dia para lembrar todas as pessoas que perderam a vida em serviço humanitário e para celebrar o espírito que inspira esse trabalho em todo o mundo.

"Milhares de pessoas em todo o globo estão fazendo um trabalho incrível todos os dias. Mas, infelizmente, alguns deles pagam um preço muito alto. Neste Dia Mundial da Ação Humanitária, honramos essas pessoas que enfrentaram o perigo para ajudar os mais necessitados".

Um dos países que mais necessita de ajuda humanitária na atualidade, segundo a ONU, é a Síria, onde quase metade da população – 10,8 milhões de pessoas – precisa de assistência. A situação é citada como a maior crise humanitária no mundo hoje, uma vez que o combate entre forças do governo e grupos oposicionistas dificulta o trabalho na região.

Em Brasília, a data será lembrada com o lançamento de um selo postal em homenagem a Sergio Vieira de Mello. Em Mogadíscio, na Somália, está sendo organizada uma caminhada/corrida de cinco quilômetros.

Em Londres, na Inglaterra, será colocada uma coroa de flores na Abadia de Westminster. A ONU deve divulgar um balanço da situação humanitária no mundo.

Fonte - UOL

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Bilionário Rupert Murdoch diz que Google é pior que a NSA

Do ponto de vista de privacidade, todos sabem que o Google possui alguns métodos questionáveis de lidar com as informações de seus usuários. Para o bilionário Rupert Murdoch, magnata dono da 21st Century Fox e da News Corp, o uso que a empresa faz com os dados chega a ser pior até mesmo do que a NSA, agência governamental americana acusada de organizar um esquema de espionagem da internet no mundo todo.

A declaração foi feita pelo Twitter, onde ele já havia disparado contra a empresa em abril deste ano. “O ataque do Google à NSA é corajoso. A empresa tem mais dados sobre todos nós e as usa. Não há evidência de a NSA fazer isso. Companhia ética?”, reclamava ele.

O problema de Murdoch parece ser o Google como um todo, não apenas sua política de privacidade. Em 2012, também pelo Twitter, já acusou a companhia de ser “líder em pirataria”, transmitindo filmes gratuitamente e ainda vendendo publicidade por eles. Neste caso, a 21st Century Fox seria diretamente afetada, o que explica a raiva do biolionário.

No entanto, há um pouco de hipocrisia nas críticas do magnata das comunicações. Isso porque em 2011, ele recebeu acusações de que seus jornais estariam hackeando os telefones de celebridades e figuras públicas no Reino Unido atrás de furos de reportagem.

Fonte - Olhar Digital

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Terra Santa: A guerra pela paz

Neste domingo, 17 de agosto, a TV Novo Tempo apresenta o “Especial NT — Terra Santa: a Guerra pela Paz”, abordando o histórico conflito Israel-Palestina.
O programa vai ser exibido, ao vivo, às 19h.

O Jornalismo da Novo Tempo fará um retrato da atualidade, da história e das perspectivas para os povos da região a partir da análise de especialistas das diversas áreas do conhecimento humano, como História, Ciências Políticas e Sociais, Relações Internacionais e Teologia.

Estarão no estúdio, ao vivo, Suhad Nasser, professora de Relações Internacionais, analista de Relações Governamentais e Organismos Internacionais; Andre Lajst, cientista político, mestre em Segurança Nacional e Contraterrorismo e ex-oficial da Força Aérea de Israel; Carlos Flávio Teixeira, doutor em Ciências da Religião, e Edson Nunes, teólogo especialista em Antigo Testamento, Hebraico Bíblico e diálogo inter-religioso.

Então, anote na sua agenda e convide os seus amigos: neste domingo, 17 de agosto, às 19h, acompanhe e participe do Especial NT – Terra Santa: a Guerra pela Paz. Aqui, na sua TV Novo Tempo.

Fonte - Novo Tempo

Contaminado

Nível de mercúrio em águas oceânicas cresce quase 400% em um século e meio, contamina peixes, crustáceos e algas e amplia o risco de danos à saúde humana

O rápido processo de industrialização pelo qual o mundo vem passando nos últimos dois séculos tem cobrado um pesado preço ao planeta. Os problemas ambientais se acumulam e já é possível sentir os efeitos concretos do novo ciclo de aquecimento global causado por reflexo das ações humanas. Apesar de as maiores preocupações estarem ligadas aos gases que provocam o efeito estufa, um número crescente de pesquisadores ambientais começa a se debruçar sobre os efeitos dessa industrialização nos oceanos. Além da redução da população marinha e de áreas cada vez mais degradadas pela poluição, os cientistas dizem que os mares do planeta estão sendo contaminados por uma substância letal, altamente tóxica e de difícil dispersão na natureza: o mercúrio.

Um estudo publicado neste mês na influente revista inglesa “Nature”, a bíblia das publicações científicas no mundo, mostra que o volume de concentração de mercúrio em águas “rasas” – até 100 metros de profundidade – dos oceanos cresceu quase 400% no último século e meio. Hoje, afirma a pesquisa desenvolvida pelo Woods Hole Oceanographic Institution, um centro de pesquisas marinhas com sede nos Estados Unidos, cerca de 80 mil toneladas de mercúrio estão depositadas nos mares do planeta.

Esse foi o primeiro cálculo direto sobre o montante de poluição por mercúrio nos oceanos e teve como base dados colhidos por 12 embarcações ao longo de oito anos. “O estudo fornece uma medição baseada em dados, e não em estimativas”, afirma o químico marinho que liderou a pesquisa, Carl Lamborg.

As principais fontes de poluição de águas por mercúrio são em resíduos industriais, esgoto urbano e atividades mineradoras. Mas a queima de combustíveis fósseis, especialmente o carvão, também libera o elemento na atmosfera, que em contato com as águas das chuvas, acaba nos oceanos. Em águas salgadas, o mercúrio é incorporado, por meio de uma reação química, ao organismo de algas, que alimentam pequenos crustáceos, que são a base alimentar de pequenos peixes, que por sua vez são comidos por peixes maiores, que são ingeridos pelos humanos, como o atum.

O consumo constante de alimentos contaminados pode levar a uma contaminação crônica no corpo humano, sendo o Sistema Nervoso Central o mais atingido (ver quadro). “Com o aumento do acúmulo de mercúrio, a capacidade do oceano de absorver e diluir esse metal tende a diminuir”, diz a pesquisadora em oceanografia química da Universidade de São Paulo (USP) Elisabete de Santis Braga.

Fonte - Isto É

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Papa defende a paz entre as Coreias por meio do diálogo

Francisco evitou citar o regime comunista norte-coreano.
Ele elogiou os esforços feitos a favor da reconciliação na península.

O Papa Francisco fez nesta quinta-feira (14) em Seul uma apelo às duas Coreias para que superem as recriminações e interrompam a mobilização de forças, ao destacar que a paz só poderá ser alcançada com o diálogo e o perdão.

Diante da presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, e de várias autoridades do país, o pontífice elogiou "os esforços feitos a favor da reconciliação e da estabilidade na península coreana", o "único caminho para uma paz duradoura".

O Papa, que falou em inglês pela primeira vez em um evento oficial, evitou cuidadosamente citar o regime comunista norte-coreano, apesar das referências às injustiças, perseguições e mobilização de forças que representaram uma alusão a Pyongyang.

As palavras "comunismo" ou "marxismo" não foram citadas no discurso de Francisco.

"A diplomacia, como arte do possível, se baseia na convicção firme e perseverante de que se pode alcançar a paz através da escuta tranquila e do diálogo, mais do que através de recriminações mútuas, críticas estéreis e mobilização de forças", destacou o pontífice.

China

Francisco chegou na manhã desta quinta à Coreia do Sul para uma visita de cinco dias. Antes da viagem, o Papa enviou seus "melhores desejos" ao presidente da China, Xi Jinping, e à população do país em um telegrama enviado pouco antes de o avião em que viajava sobrevoasse pela primeira vez a potência asiática.

"Antes de entrar no espaço aéreo chinês, estendo meus melhores desejos a sua excelência (Xi Jinping) e a seus concidadãos, e invoco bênçãos divinas de paz e bem-estar a toda a nação", disse o pontífice no habitual telegrama que envia aos países que sobrevoa, revelou o jornal oficial chinês "Global Times".

O fato de Pequim aprovar a rota sobre seu espaço aéreo do avião papal foi interpretado como um sinal de relaxamento das tensas relações entre China e Vaticano, já que em uma viagem semelhante à Coreia do Sul em 1989 esse roteiro foi negado a João Paulo II.

Existem na China entre oito e 12 milhões de católicos, segundo dados do Vaticano, divididos entre os pertencentes à Igreja oficial ("Patriótica") - controlada pelo governo comunista - e a clandestina, em comunhão com Roma e perseguida por Pequim.

O Vaticano e a China não mantêm relações diplomáticas desde 1951, depois de Pio XII excomungar dois bispos designados pelo governo chinês, que por sua vez expulsou o núncio apostólico, que se estabeleceu na ilha de Taiwan.

Para retomar as relações diplomáticas, Pequim exige que o Vaticano rompa antes com Taiwan e não "interfira" nos assuntos internos chineses.

No entanto, alguns católicos chineses foram até Coreia do Sul para acompanhar a visita do Papa, embora não tenha havido viagens organizados por igrejas locais.

Mais cristãos que budistas

Ao contrário do Norte, onde o catolicismo é muito perseguido, no Sul os cristãos, entre todas as diferentes denominações, são mais numerosos que os budistas. Os católicos (10,7% da população) integram uma Igreja dinâmica, influente, mas ameaçada por um certo "aburguesamento" que Francisco pretende ajudar a dissipar.

A última visita de uma papa a Coreia do Sul havia acontecido em 1989.

O programa do primeiro dia de visita incluiu uma cerimônia na 'Casa Azul" (sede da presidência), na presença de 800 personalidades do país, e depois um encontro com 35 bispos.

O pontífice, de 77 anos, também pretende levar uma mensagem aos jovens de 23 países em uma mini-JMJ (Jornada Mundial da Juventude) do continente. E deve deixar claro que os católicos chineses estão em seus pensamentos.

"O Papa Francisco vai dirigir-se a todos os países do continente, com uma mensagem para o futuro da Ásia", declarou o número dois do Vaticano, o secretário de Estado Pietro Parolin.

A última viagem de um sumo pontífice ao continente asiático havia sido feita por João Paulo II, que visitou a Índia em 1999.

Fonte - G1

A bênção do Papa sobre a China

Seul (RV) – Pela primeira vez um avião levando um Pontífice pode sobrevoar o espaço aéreo da República Popular da China, graças à autorização de Pequim.

O Papa Francisco enviou um telegrama ao Presidente Xi Jinping: “Entrando no espaço aéreo chinês, expresso os meus melhores votos à sua excelência e a todos os seus cidadãos e invoco a bênção divina de paz e bem-estar sobre a nação”.

O Pontífice também enviou telegramas de saudação aos presidentes dos outros países sobrevoados na viagem à Coreia: Itália, Croácia, Eslovênia, Áustria, Eslováquia, Polônia, Belarus, Rússia e Mongólia. (JE)

Fonte - Rádio Vaticano

O evangelismo divino e o livro de Daniel

Um Deus que Se revela

[A propósito do início da leitura do livro do profeta Daniel no projeto Reavivados por Sua Palavra, publico este texto do pastor Luís Gustavo Assis.] Deus encontra as pessoas onde elas estão. Esse é um princípio conhecido de evangelismo público. Mas ele não deve ser limitado a isso. Esse é um dos principais princípios de interpretação bíblica. Ao comunicar Sua mensagem, Deus não a revelou de uma forma desconhecida para o público. Antes, Ele a revelou de uma forma que fez sentido para os recipientes da mensagem. Creio que o livro do profeta Daniel seja capaz de demonstrar a aplicação desse princípio. É evidente que Daniel tem um significado especial para o adventismo. Nos últimos anos, diversos novos estudos foram produzidos por nossos teólogos abordando aspectos interessantes dessa obra.[1] Abaixo, gostaria de compartilhar como o livro de Daniel é capaz de nos ensinar muito sobre a didática divina e como esse conteúdo pode ajudar em nosso trabalho missionário.

Daniel 2 – Quem sabe esse seja o capítulo de Daniel mais abordado em estudos bíblicos, sermões e evangelismos. Gostamos de enfatizar o poder da profecia bíblica e sua capacidade de revelar o futuro muito tempo antes de ele acontecer. Mas por que será que Deus utilizou uma imagem para representar a história da humanidade? Entre os povos do antigo oriente médio, a história da humanidade costumava ser descrita como uma estátua humana.[2] Se os sábios da corte real soubessem qual era o sonho, eles não teriam muita dificuldade para entendê-lo. Eles estavam familiarizados com essa linguagem.

Mas aquela não era uma simples imagem. Era um ídolo. Se virarmos a página e lermos o capítulo três, veremos isso mais claramente. Ali está o relato de que o rei Nabucodonosor construiu uma imagem de ouro – o mesmo metal que representava seu reino na estátua do capítulo 2 –, e ela deveria ser adorada! Para um rei pagão como Nabucodonosor Deus revelou o futuro da humanidade na forma de um ídolo, e este sendo destruído. Deus estava indo ao encontro do rei em sua própria realidade!

A visão é concluída com uma rocha destruindo toda a estátua e se tornando uma grande montanha que encheu a terra. Trata-se do reino de Deus sendo estabelecido e durando para todo o sempre (2:44, 45). Essa linguagem não era desconhecida nem para Nabucodonosor, nem para o profeta Daniel. Inúmeros textos sumerianos, como o Cilindro de Gudea (c. 2500 a.C.), de Lagash, descrevem a inauguração de um templo como uma pedra se tornando uma montanha e enchendo toda a terra![3]

O que seria o reino de Deus, senão a presença de Deus com Seu povo, proporcionando paz e segurança? E o que seria um templo, senão a habitação de Deus entre Seu povo? Parte do currículo acadêmico de Babilônia envolvia o estudo da língua e da literatura sumeriana, tópicos a que Daniel deve ter sido exposto durante seus três anos de treinamento lá (1:5).[4] Deus moldou Sua mensagem de forma que Nabucodonosor e Daniel a compreendessem! Para nós que temos um abismo cultural e linguístico separando nossa realidade da deles, pode ser difícil reconhecer isso, mas, quando analisamos a cultura da época, esses símbolos fazem muito mais sentido.

Daniel 7 – A visão de Daniel 7 é basicamente a mesma do capítulo 2. Para tentar amenizar o fato de um rei pagão receber uma revelação divina, costumamos dizer que Nabucodonosor teve um sonho e Daniel teve uma visão. Na verdade, ambos foram profetas. O aramaico de Daniel 2:28 e 7:1 é praticamente idêntico. Tanto o profeta hebreu como o rei babilônico receberam a mesma revelação divina. No caso de Daniel, um fiel judeu, a visão não foi de um ídolo composto de vários metais. Ao invés disso, Deus utilizou o esboço da história da criação. Em Gênesis 1, temos as águas caóticas (v. 2; o ruach, palavra que pode significar tanto “espírito” como “vento”; pairar do Espírito de Deus), criação dos animais e a criação do homem, e este recebendo domínio sobre toda a criação. A mesma sequência pode ser vista em Daniel 7. A visão começa com os quatro ventos do céu agitando o mar (v. 1), quatro animais surgem na visão (v. 3), e o Filho do homem aparece para ter domínio sobre esses animais (v. 13 e 14). Esse simbolismo não seria claro para Nabucodonosor, mas para o profeta hebreu era. Deus foi ao encontro de Daniel com uma linguagem que era conhecida por ele.[5]


Além de Gênesis 1, outros elementos parecem ter influenciado a forma como Deus apresentou a visão no capítulo 7. A linguagem do capítulo é muito parecida com aquela usada em manuais de interpretação de sonhos e presságios da religião babilônica, algo que era muito familiar para alguém responsável por todos os magos, encantadores, caldeus e feiticeiros (Dn 5:11). Expressões como “quatro ventos do céu” (Dn 7:1) e animais com múltiplas cabeças e chifres são comuns nesse tipo de literatura.[6]


Outra influência provável na escolha dos animais da visão pode ser encontrada em Oseias 13:7, 8. Ali Deus afirma que atacaria Israel como um leão, um leopardo e uma ursa. O que temos em Daniel 7 é justamente isto: poderes opressores do povo de Deus ao longo dos séculos, isto é, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Se essa reconstrução estiver correta, Deus apresentou uma visão que fez perfeito sentido para o profeta, não apenas como um fiel seguidor e conhecedor das tradições do Antigo Testamento, mas também como um acadêmico da religião babilônica.

Essa visão deve ter encorajado o profeta. Por anos ele estava vivendo em Babilônia e até aquele momento Nabucodonosor, um rei pagão, era quem recebia mensagens divinas (capítulos 2 e 4). Agora Daniel recebe a confirmação de que um dia o Filho do homem terá todo o domínio em Suas mãos, e esse domínio não passará para outra pessoa.


Daniel 8 – Alguns estudiosos do livro de Daniel tentaram ver uma conexão entre o capítulo 8 e calendários astrológicos usados entre os persas e gregos.[7] Ali, o carneiro simbolizava a Pérsia e o bode, a Síria, território dominado pelos Selêucidas após a morte de Alexandre, o Grande. Apesar de atrativa, essa ideia apresenta sérias fragilidades, sendo a principal delas o fato de estar baseada em fontes tardias (2º século a.C.), o que torna difícil verificar se alguém vivendo na Babilônia no 6º século a.C. estaria familiarizado com essa associação.


Se o pano de fundo de Daniel 7 parece ter sido Gênesis 1 e manuais de interpretações de sonhos e presságios babilônicos, o conteúdo da visão do capítulo 8 parece ser exclusivamente cúltico.[8] Por cúltico quero dizer que estava totalmente relacionado com a linguagem do tabernáculo israelita. Por exemplo, os símbolos do carneiro e do bode nos remetem a Levítico 16, o capítulo que descreve a cerimônia do Dia da Expiação. O “príncipe do exército” (v. 11) está relacionado com o homem vestido de linho em Daniel 10:5, exatamente o tipo de vestes que o sumo sacerdote usava nesse dia (Lv 16:4, 23, 32).[9] O uso do termo pesha’, traduzido como “transgressão” ou “abominação”, é sugestivo, já que esse tipo de pecado também era removido do tabernáculo no dia da expiação (cf. Dn 8:12, 13; Lv 16:16, 21). O uso do verbo “purificar” (heb. nisdaq; v. 14) também parece ter uma conotação cúltica, sendo utilizado como sinônimo do verbo hebraico tahar, purificar (cf. Jó 4:17; 17:9),[10] o mesmo utilizado para descrever a atividade de purificação no Yom Kippur.[11]


Um judeu piedoso como Daniel entenderia todo o simbolismo do capítulo 8. Depois de revelar que há um futuro promissor (Dn 7), Deus revelou quando Ele responderia aos diversos ataques dos Seus inimigos, neste caso, do chifre pequeno (Dn 8:9-14). O conteúdo básico da mensagem divina era compreensível para o profeta, apesar de uma porção precisar de mais esclarecimentos, no caso “a visão da tarde e da manhã” (Dn 8:26; 9:23-27). De qualquer forma, ao revelar Sua mensagem, Deus não o fez de uma forma totalmente aleatória em relação ao conhecimento e à realidade do profeta.



Concepção artística de Babilônia na época de Daniel

Conclusão – Especialmente em Daniel 2 e 7, Deus deu a mesma revelação para pessoas com bagagens culturais e religiosas totalmente diferentes e creio que essa postura divina tem muito a nos ensinar. Se Ele vai ao encontro das pessoas onde elas estão, por que não podemos fazer o mesmo? Por muitas décadas nosso evangelismo pessoal tem sido focado quase que exclusivamente entre cristãos de outras denominações. Quase que esquecemos por completo aqueles que não têm um vínculo religioso. Alguns mensageiros são tão afoitos que já começam um estudo bíblico falando sobre a guarda do sábado, o que a Bíblia ensina sobre a morte, santuário celestial, e outras doutrinas distintivas do adventismo. O que nos esquecemos é que em cada pessoa existe uma história, uma cultura, um estilo de vida. Se não criarmos uma ponte entre nossa mensagem e a realidade diária do ouvinte, a beleza da mensagem que temos não será apreciada.


Permita-me ilustrar. Quando fui professor de ensino religioso em Esteio, RS, aprendi na prática como não dar uma aula. Foi muito simples. Era simplesmente trazer um conteúdo pronto e despejar em cima dos alunos. Por outro lado, quando comecei a fazer debates sobre o conteúdo de alguns filmes que faziam parte da realidade deles e a partir daí levá-los às Escrituras Sagradas, podia notar o interesse crescente deles. Pegue, por exemplo, um filme como Man of Steel, a mais recente versão da história do Super-Homem. São inegáveis as semelhanças do enredo com Apocalipse 12 e a história de Jesus. Por que não posso usar essa produção de Hollywood como uma introdução ou ponto de contato para apresentar o evangelho para um jovem? Seria inapropriado? Não à luz do que vimos em Daniel 2! Essa abordagem pode ser útil para um adolescente ou jovem, mas não para uma senhora alheia a qualquer filme recém-lançado. Pessoas diferentes requerem abordagens diferentes. Não podemos imaginar que todos somos iguais.


Precisamos alcançar as pessoas onde elas estão. Isso envolve relacionamento, contato pessoal. Quem sabe isso seja difícil para nossa sociedade atual, já que estamos o tempo todo plugados em redes sociais. Elas podem ter o seu valor, mas nada substitui o contato pessoal. Quando o Deus do livro de Daniel Se tornou carne e habitou entre nós (Jo 1:14), Ele nos deixou um maravilhoso exemplo do que é alcançar as pessoas dentro da sua realidade. Será que estamos seguindo Seu exemplo?


(Luiz Gustavo Assis é pastor e faz mestrado nos Estados Unidos)

Fonte - Criacionismo


Referências:

1. Alguns dos recentes estudos feitos por teólogos adventistas sobre o livro de Daniel: Enrique Baez, Allusions to Genesis 11:1-9 in the Book of Daniel: An Exegetical and Intertextual Study (PhD. diss., Andrews University, 2013); Patrick Mazani, The Book of Daniel in Light of the Ancient Near Eastern Literary and Material finds: An Archaeological Perspective (PhD. diss., Andrews University, 2008); Winfried Vogel, The Cultic Motif in the Book of Daniel (New York, NY: Peter Lang, 2010); Martin Pröbstle, Truth and Terror: A Text-Oriented Analysis of Daniel 8:9-14 (PhD. diss., Andrews University, 2005); Lewis Anderson, The Michael Figure in the Book of Daniel (PhD. diss., Andrews University, 1997); Zdravko Stefanovic, Correlations Between Old Aramaic Inscriptions and the Aramaic Section of Daniel (PhD. diss., Andrews University, 1987); idem., Daniel, Wisdom for the Wise: Commentary on the Book of Daniel (Pacific Press, 2007).
2. Para uma introdução sobre o processo de interpretação de sonhos no Antigo Oriente Médio, ver A. Leo Oppenheim, The Interpretation of Dreams in the Ancient Near East (Gorgias Press, 2009).
3. Greg K. Beale, The Temple and the Church’s Mission: A Biblical Theology of the Dwelling Place of God (Downers Grove, IL: IVP Academic, 2004), p. 51.
4. Jacques Doukhan, Secrets of Daniel: Wisdom and Dreams of a Jewish Prince in Exile (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2000), 17.
5. Devo a Jon Paulien a ideia da relação entre Gênesis 1 e Daniel 7. Ele os apresentou em uma palestra aos pastores da Associação Central Sul-Riograndense, em agosto de 2011. Para mais detalhes sobre a história da criação no livro de Daniel, ver: Martin G. Klingbeil, “Creation in the Prophetic Litetature of the Old Testament”, Journal of the Adventist Theological Society 20/1-2 (2009), p. 47, 48; Jacques B. Doukhan, “Allusions à la creation dans le livre de Daniel”, em Adam S. vam der Wounde, The Book of Daniel in Light of New Findings (Biblioteca Ephemeridum Theologicarum Lovaniensium 106, Leuven: University Press and Peeters, 1993).
6. Ernest Lucas, “The Source of Daniel’s Animals Imagery”. Tyndale Bulletin 41.2 (1990), p. 161-185.
7. Aage Bentzen, Daniel: Handbuch zum Alten Testament 19 (Tübingen: J. C. B. Mohr, 1952), p. 69; Andre Lacocque, The Book of Daniel (Atlanta: John Knox Press, 1979); Norman W. Porteus, Daniel (Philadelphia, PN: The Westminster Press, 1965), p. 122; John Goldingay, Daniel, in World Biblical Commentary (Dallas, TX: Word Books, 1989), p. 208, 209.
8. Para uma introdução à linguagem cúltica do livro de Daniel, ver a já citada obra de Winfried Vogel, The Cultif Motif in the Book of Daniel, uma das mais recentes obras sobre esse aspecto do livro de Daniel.
9. Para mais argumentos sobre a identificação de Miguel como o “homem vestido de linho” em Daniel 10 e 12, ver a já citada dissertação de Lewis Anderson, The Michael Figure in the Book of Daniel, p. 296-317.
10. Richard Davidson, “The Meaning of Nisdaq”, Journal of the Adventist Theological Society 7/1 (1996), 107–119.
11. Existem outros indicativos para um pano de fundo do Dia da Expiação em Daniel 8. Estes foram listados apenas a título de ilustração. Ver Luiz Gustavo Assis, “The Background of the Imagery of Daniel 8: Cultic or Pagan?”, artigo não publicado.
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