terça-feira, 22 de abril de 2008

Sobre os alimentos

A fúria dos pobres

Por todo o mundo, a alta dos preços dos alimentos tornou itens básicos como arroz e milho caros demais para muitas pessoas, levando os pobres às trincheiras porque não conseguem mais o suficiente para comer. Mas o pior ainda está por vir.

Fonte - Defesa Net

Pior de crise alimentícia ainda está por vir

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, teme que "o pior" ainda esteja por vir nos distúrbios causados pela crise alimentícia em países pobres. Ele pediu que seja replantada a produção de biocombustíveis feita com produtos agrícolas que servem para a alimentação.
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Strauss-Kahn afirmou também que os biocombustíveis representam "um problema moral" e não descarta apoiar uma moratória contra sua produção. Segundo ele, a crise dos alimentos no mundo pode estar apenas começando e não descarta que a alta dos preços, se continuar, pode gerar a queda de governos e até guerras.

Fonte - G1

Tumultos por falta de alimentos podem crescer no mundo

Os tumultos provocados pela falta de comida que atingiram vários países pobres recentemente podem se disseminar já que a carência de alimentos e os preços elevados devem perdurar por algum tempo, afirmou o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Fonte - Portas Abertas

Nota DDP:
A profecia bíblica já nos alertava que a fome seria uma das características dos últimos dias, portanto a chegada desta realidade apenas vem demostrar com mais clareza o tempo em que vivemos. A questão ser tomada como "moral" é que se caracteriza como um anelo interessante, parecendo ser essa a tônica que permeará todos os debates daqui para frente.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Papa: A ONU deve intervir


BXVI lembrou a ONU que esta tem o "dever" de intervir para proteger os povos que enfrentam crises humanitárias e violaçõesde direitos, quando os governos não o fazem. "Se os estados não são capazes de garantir esta proteção,a comunidade internacional deve intervir com os meios jurídicos pela Carta das Nações Unidas e outros instrumentos internacionais. Sublinhou que o verdadeiro dano ocorre devidoa falta de intervenção da comunidade internacional.

O Secretário Geral da ONU produziu uma afirmação singular ao dizer ao Papa BXVI "sua santidade, de muitas maneiras, sua missão é a nossa", declarou ainda o funcionário máximo do organismo internacional que "estas são metas fundamentais que compartimos e lhe agradecemos suas orações enquanto estamos caminhando para a sua consecução".

O papa pediu também apoio a ONU para impulsionar o entendimento interreligioso, "da mesma maneira que fazem com o diálogo em outras áreas da atividade humana".

Fonte - BBC
O secretário-geral destacou as coincidências da ONU e da Igreja Católica em apreciações como a urgência de combater a pobreza, evitar a proliferação de armas nucleares, respeitar os direitos humanos e velar pela boa gestão dos recursos naturais.

«O senhor fez um chamado à confiança e ao compromisso com as Nações Unidas. Disse que a ONU é capaz de auspiciar um diálogo e entendimento genuínos que reconcilie diferentes visões e desenvolva políticas estratégias multilaterais capazes de enfrentar os desafios de nosso complexo mundo de hoje», recordou Ban.
Para terminar seu discurso, o titular da ONU insistiu nos objetivos compartilhados pelas Nações Unidas e a Igreja Católica e advogou pela prevalência da fé na tarefa da Organização.

Nota DDP:
Fora dos parâmetros já considerados no post anterior, apenas de se sublinhar as entrelinhas deste estranho pedido de intervenção supra nacional invocado pelo papa, que cheira claramente a um governo mundial.

O papa na ONU


Como esperado, o Papa BXVI discursou na ONU nos temas já levantados nos EUA.

Falou especialmente de direitos humanos, definiu-os como imutáveis dádivas de Deus e não dependentes da vontade de políticos em diferentes circunstâncias. Afirmou que tais direitos são baseados na "lei natural escrita nos corações dos homens" (definitivamente este discurso veio para ficar, até porque dele já se ouviu o devido eco do próprio Presidente Bush) e, alertou sobre o perigo de se legislar sem considerar tais fundamentos.

Demonstrou ainda que uma das prioridades do Vaticano estão nas questões ecológicas, defendendo que os esforços para a proteção do meio ambiente não devem ser realizados apenas limitando o uso da ciência e da tecnologia em forma "racionais", mas também por outra razão, para "redescobrir a autêntica imagem da criação".

BXVI, um ex-professor de teologia, é conhecido pelos seus densos e teológicos discursos e escritos, embora alguns observadores do Vaticano dissessem que talvez ele não quisesse ser muito específico, afim de não prejudicar seu ponto principal, sua preocupação com o secularismo.

Oficiais do Vaticano têm dito que o objetivo primeiro da visita do papa aos EUA seria sua manifestação na ONU, sendo seu discurso neste orgão uma forma de atingir o mundo, não apenas os EUA.

Fontes:
Washington Post
NY Times

Nota: O papa falou ainda em certo momento sobre a importância do ecumenismo e relacionou-o com a ONU, no entanto, as fontes citadas não mencionaram nada sobre isso, talvez venha posteriormente em outras matérias.

Pessoalmente, nunca havia assistido sessões da ONU antes, chamou-me a atenção o fato de, ao final do discurso, todo o plenário ter se colocado de pé para aplaudir efusivamente o Papa. Mas não sei se é a praxe, ou foi uma deferência especial...

Diálogo inter-religioso deve servir para descobrir a verdade


WASHINGTON DC, 17 Abr. 08 / 07:00 pm (ACI).- Disse-lhes que o diálogo inter-religioso deve ser considerado como "um modo para servir à sociedade de maneira mais ampla", já que "ao dar testemunho das verdades morais que têm em comum com todos os homens e mulheres de boa vontade, os grupos religiosos influem sobre a cultura em seu sentido mais amplo e impulsionam a quem rodeia, os colegas de trabalho e os concidadãos, a unir-se no dever de fortalecer os laços de solidariedade".
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O Papa assinalou deste modo que os cristãos "propõem Jesus de Nazaret" pois Ele é "assim o acreditamos, o Logos eterno, que se fez carne para reconciliar o homem com Deus e revelar a razão que está no fundo de todas as coisas".

É "Ele quem levamos ao foro do diálogo inter-religioso. O desejo ardente de seguir suas pegadas impulsiona os cristãos a abrir suas mentes e seus corações ao diálogo", destacou.

Seguidamente se referiu à necessidade de "discutir nossas diferenças com calma e claridade. Enquanto unimos sempre nossos corações e mentes na busca da paz, devemos também escutar com atenção a voz da verdade".

"Deste modo, o nosso diálogo não se deterá só em reconhecer um conjunto comum de valores, mas avançará para indagar seu fundamento último. Não temos nada que temer, porque a verdade nos revela a relação essencial entre o mundo e Deus", acrescentou.
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Fonte - ACI

Nota DDP:
Um amigo do blog me enviou uma notícia que não tomada pela grande mídia. Transcrevo os seus comentários:

O Papa se encontrou com 250 representantes de organizaçoes ecumenicas americanas e disse que o mal testemunho do cristianismo ao mundo não se deve somente às divisoes mas também ao abandono das tradiçoes.

No desenrolar do seu discurso ele criticou sem dar exemplo grupos que mudaramsuas crenças e praticas por chamadas "açoes profeticas", disse também ser lamentavelque alguns grupos tenham desistido da tentativa de agir como um corpo unificado.


O original pode ser lido em "Pope says divisions, abandoning tradition weaken Christian witness"

Pessoalmente, chamou-me a atenção o fato do articulista ressaltar o tom duro utilizado pelo papa e, também fiquei com a impressão de uma ameça velada aos grupos que não se alinham com a "tradição", especialmente aos grupos atrelados a conceitos "proféticos".

Papa linha dura quer conquistar EUA com fala macia


Os norte-americanos costumam classificar seus líderes por meio de rótulos estreitos - liberais ou conservadores, carismáticos ou tediosos. Quando o papa Bento XVI chegar aos Estados Unidos para uma visita, na terça-feira, a experiência dominante talvez seja a do desaparecimento dessas categorizações fáceis.

A reputação que ele desenvolveu ao longo dos anos é a de um homem duro quanto à doutrina, inimigo da homossexualidade e do aborto e defensor do catolicismo como a verdadeira fé - posições ocasionalmente difíceis de afirmar em um país diversificado como os Estados Unidos. E a reputação de Bento XVI, concordam seus críticos e admiradores, é bem merecida.

Mas isso revela apenas uma parte do homem. Os modos de Bento XVI são humildes e cordatos, e suas falas freqüentemente brilhantes são oferecidas em voz macia (e com forte sotaque alemão em seu inglês, um dos 10 idiomas que o Pontífice domina). Em sua visita de cinco dias aos Estados Unidos, a expectativa é de que ele não se concentre nas críticas.

"Ele decerto não saíra apontando para aquilo que o desagrada", disse Brennan Pursell, professor associado de História na Universidade DeSales, em Allentown, Pensilvânia, e autor de um livro sobre o Papa. "Ele tentará em lugar disso apresentar aquilo que a Igreja defende".

Funcionários do Vaticano pareciam preocupados com a imagem de Bento XVI a ponto de descreverem a viagem como a verdadeira apresentação do Papa aos norte-americanos, com o objetivo parcial de negar, diz o arcebispo Pietro Sambi, núncio apostólico dos Estados Unidos, a idéia de que "ele seja uma pessoa dura, desumana".

O Papa quase certamente tratará de uma questão importante para muitos católicos, os escândalos por abuso sexual que abalaram a Igreja e agora estão custando a ela milhões de dólares em despesas judiciais e indenizações às vítimas.

Seu discurso nas Nações Unidas, sexta-feira, é a peça central da visita, e a expectativa é de que ele fale com, vigor sobre a importância dos direitos humanos e, possivelmente, inste o mundo a não usar apenas a força das armas para resolver seus problemas de segurança.

No domingo, o Vaticano parecia estar sinalizando seu desejo de apresentar uma visão mais ampla e possivelmente mais suave de Bento XVI e seu pontificado, antes de sua visita aos Estados Unidos. Mesmo que repetisse a condenação da Igreja ao aborto e ao divórcio, o Papa enfatizou a necessidade de compaixão ¿ "um bálsamo nas feridas", ele disse - quanto às pessoas que tenham passado por qualquer das duas coisas.

"Nesse debate, que com freqüência ganha tons puramente ideológicos, cria-se uma conspiração de silêncio em torno das pessoas", ele disse. "Apenas com uma atitude de amor despojado poderemos oferecer ajuda e permitir que as vítimas se recuperem e reencontrem o caminho da existência." Embora Bento XVI seja um herói para muitos conservadores americanos ¿afeto que ele parece retribuir - ele não pode de maneira alguma ser definido como conservador à maneira usual dos Estados Unidos. O Papa se opõe à guerra no Iraque, apresenta questões penetrantes quanto ao capitalismo, desaprova a pena de morte e defende os imigrantes e os pobres.

Nada disso implica que Bento XVI, que completará 81 anos na quarta-feira seja um homem centrista, indeciso. Em suas mais de duas décadas como braço direito do papa João Paulo 2° quanto a questões de defesa da fé, ele propeliu as escolhas da Igreja sobre os princípios centrais do catolicismo, contendo o que via como liberalização excessiva promovida pela geração anterior e propondo uma identidade católica forte e abertamente conservadora.

Em seus três anos como papa, ele expôs claramente os seus princípios em duas encíclicas, uma sobre o amor e a outra sobre a esperança. Também procurou se aproximar mais da ala tradicionalista da Igreja ao relaxar as restrições à celebração da missa em latim.

Em termos mais amplos, ele ordenou medidas de repressão à homossexualidade nos seminários, e forçou a aposentadoria do líder dos Legionários de Cristo, uma ordem conservadora de sacerdotes, depois de uma longa investigação de escândalos sexuais.

Ele trabalhou para melhorar as relações formais entre a Igreja e a China, bem como o relacionamento entre os católicos e os cristãos ortodoxos, que se separaram da Igreja Católica há um milênio.

Mas o legado de Bento XVI pode estar menos em suas ações concretas do que no poder de suas idéias e na maneira pela qual elas podem deitar raízes ao longo do tempo.

Talvez a mais importante delas seja a sua defesa de uma Igreja formada por fiéis devotos - o que representa a melhor maneira, acredita o Papa, de resistir às ameaças da cultura laica.

Os católicos de inclinações mais liberais, entre os quais muitos norte-americanos, podem descobrir que falta lugar para eles nesse rebanho.

"Eu gosto do preceito de que a boa moral, como a boa arte, começa quando traçamos uma linha", disse o cardeal John Foley, norte-americano que serviu por muitos anos como diretor de comunicações do Vaticano. Bento XVI, ele diz, "é mais arte clássica do que expressionismo", e acrescenta que "ele não é o Jackson Pollock do mundo eclesiástico".

Mas o Papa pode representar uma surpresa para muitos norte-americanos, mesmo que estes talvez não sintam com relação a ele conexão emocional tão forte como que a sentiam para com João Paulo II.

O atual papa prefere trabalhar no campo do pensamento mais claro, e expresso da maneira mais vigorosa, o que muitas vezes enraivece mas também pode servir para desarmar seus mais veementes detratores.

Fonte - Terra
Nota DDP:
A notícia é anterior à chegada do Papa aos EUA, no entanto, parece ter acertado em cheio em suas considerações prévias, uma vez que realmente o Papa, até este momento, não tem sido extremamente dogmático, embora tenha emitido seus recados no que lhe interessa com firmeza. Por outro lado, se o centro da visita é o discurso da ONU, como aduz a matéria, podemos esperar algumas nuances interessantes da abordagem que virá a público nas próximas horas.

A nova cara da fome no mundo

Normalmente uma crise alimentar é clara e localizada, seja por problemas nas colheitas ou por guerras e conflitos, e a incidência da escassez recai sobre os mais pobres das regiões afetadas. Mas a atual crise é diferente.

No Haiti, a falta de alimentos já derrubou um primeiro-ministro. Revoltas em Camarões já deixaram 24 mortos. O Egito colocou o exército para fazer pão. As Filipinas vão punir com prisão perpétua quem estocar arroz. Algumas mudanças no cenário da produção e distribuição podem explicar em parte a crise atual, como a maior demanda de grãos e de carne na China e na Índia, e a substituição de plantações para atender ao setor crescente de biocombustíveis.

Este novo cenário não vem sendo acompanhando por mudanças significativas no campo, devido em parte ao ritmo próprio da produção rural. Mas a crise de 2008, ainda que seja grave, é apenas um sintoma de um problema mais amplo. A alta dos preços encerra 30 anos de comida barata por causa dos subsídios dos países ricos e das fortes distorções nos mercados internacionais de alimentos.

Fonte - Opinião e Notícia

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Papa apresenta propostas ao secularismo/relativismo

Washington, 16 abr (RV) - 1. Foi pedido ao Santo Padre para dar a sua opinião sobre o desafio do secularismo, em aumento na vida pública, e sobre o relativismo na vida intelectual, como também Suas sugestões sobre como enfrentar tais desafios do ponto de vista pastoral, para realizar uma obra de evangelização mais eficaz.
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Tenho a convicção de que é necessário um maior significado da relação intrínseca entre o Evangelho e a lei natural de um lado, de outro, da busca do autêntico bem humano, conforme encarnado na lei civil e nas decisões morais pessoais.
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A “ditadura do relativismo”, em poucas palavras, è simplesmente uma ameaça à liberdade humana, que amadurece somente ne generosidade e na fidelidade à verdade.

Pode-se dizer muito mais, naturalmente, sobre este tema: mas deixem-me concluir, todavia, dizendo que eu acredito que a Igreja, na América, neste preciso momento de sua história, tem diante de si o desafio de reencontrar a visão católica da realidade, e de apresenta-la de modo envolvente, e com criatividade, a uma sociedade que oferece todo tipo de receitas para a auto-realização humana.
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2. O Santo Padre foi questionado sobre "um certo silencioso processo” mediante o qual os católicos abandonam a prática da fé, por vezes mediante uma decisão explícita, mas muitas vezes quieta e gradualmente afastando-se da participação na Missa e da identificação com a Igreja.
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Em primeiro lugar, como os senhores sabem, torna-se sempre mais difícil, nas sociedades ocidentais, falar de modo sensato de 'salvação'. E a salvação – a libertação da realidade do mal e o dom de uma vida nova e livre em Cristo – está no próprio coração do Evangelho. Devemos redescobrir, como já disse, modos novos e fascinantes para proclamar esta mensagem e despertar a sede de plenitude que somente Cristo pode dar. É na liturgia da Igreja, e sobretudo, no sacramento da Eucaristia, que estas realidades se manifestam de modo mais forte e são vividas na existência dos fiéis. Talvez tenhamos ainda muito o que fazer para realizar a visão do Concílio sobre a liturgia, como exercício do sacerdócio comum e como impulso para um apostolado frutífero no mundo.

Em segundo lugar, temos que reconhecer com preocupação a quase completa eclipse do sentido escatológico em muitas de nossas sociedades tradicionalmente cristãs. Como sabem, levantei este problema na encíclica Spe salvi. Basta dizer que a fé e a esperança não se limitam a este mundo: como virtudes teologais, elas nos unem ao Senhor e nos levam à realização não apenas de nosso destino, mas ao destino de toda a criação. A fé e a esperança são a inspiração e a base de nossos esforços para nos preparar à vinda do Reino de Deus. No cristianismo, não pode existir lugar para uma religião puramente pessoal: Cristo è o Salvador do mundo, e, como membros de seu Corpo e partícipes de seu múnus (função) profética, sacerdotal e real, não podemos separar o nosso amor por Ele do compromisso da edificação da Igreja e da ampliação do Reino. Na medida em que a religião se torna um assunto puramente pessoal, ela perde a sua própria alma.

Deixem-me concluir afirmando o óbvio. Os campos estão prontos para a semeadura. Deus continua a fazer crescer a messe. Podemos e devemos acreditar, juntos com o Papa João Paulo II, que Deus está preparando uma nova primavera para o cristianismo (cfr Redemptoris missio, 86). O que mais precisamos, neste específico tempo da história da Igreja na América, è a renovação daquele zelo apostólico que inspire seus pastores de modo ativo a procurar os dispersos, a curar as feridas e restabelecer os doentes; (cfr Ez 34,16). E isto, como disse, exige novos métodos de pensar, baseados num sadio diagnostico dos desafios de hoje e num compromisso pela unidade no serviço à missão da Igreja para com as gerações presentes.
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Fonte - Radio Vaticana

A volta da Roma Eclesiástica ao passado

O Washington Post produziu outra matéria singular acerca das entrelinhas da visita papal aos EUA, analisando a indumentária (vestes) do papa em suas aparições públicas. Antes de começar a considerar o tema deste artigo, reitero os comentários finais assinalados no post "George W. Bush: "O primeiro presidente americano católico"": Lembro aos que lerem este texto, em tradução livre, que ele não revela as impressões de um adventista do sétimo dia, mas de um correspondente atrelado a um importante meio midiático americano.

A matéria começa considerando que, enquanto os analistas estão a considerar os aspectos da política externa norte-americana e as mazelas da Igreja Católica, existem aqueles que simplesmente estão a se perguntar quando o Papa começou a se vestir como tem aparecido.

E a resposta proposta pelo articulista é: Há muito, muito tempo atrás. E esse é o ponto.

Para os que prestam atenção nas vestes de BXVI, perceberão que o mesmo tem primado pela utilização de modelos que remontam aos Séculos XV e XVI. Isso pode passar pela cabeça do telespectador que o hoje o viu realizando a missa no Nationals Park. Mas para aqueles preocupados com a direção da Igreja Católica Apostólica Romana, isso é objeto de preocupação. Será que isso significa que BXVI pretende levar a igreja de volta ao passado e, em caso afirmativo, por quais caminhos? Ou será que este culto, pianista e teólogo alemão tem uma caída pelo teatro da religião?

Católicos tradicionais têm se sentido nas nuvens desde que BXVI foi eletio e começou a reviver antigos aspectos da vida da igreja, como a missa latina e a música gregoriana. Eles vêm em suas roupas uma poderosa mensagem simbólica que diz ao mundo contemporâneo: A Igreja Católica não está mudando, notamente em questões sensíveis ao mundo "moderno".

Observando que BXVI tem adotado modelitos anteriores em séculos ao Concílio Vaticano II (que procurou modernizar o catolicismo), alguns reformadores demonstram preocupação com o que o vestuário do pontífice possa indicar.

Eles se "preocupam que este estilo retrô venha acompanhado do também antigo autoritarismo", segundo David Gibson, um biógrafo de BXVI e bem conhecido blogueiro Católico, escreveu em um recente ensaio publicado pela Religion News Service.

O porquê da vestimenta papal remonta a reputação de rigidez de BXVI, mesmo que isso implicasse em prejudicar a carreira de teólogos católicos que desafiaram o pensamento convencional da igreja.

Na semana passada o pregador do papa colocou abaixo o comentário de que o papa estaria tentando trazer a igreja novamente para a "idade das trevas". O mesmo afirmou apenas que BXVI quer simplesmente que os católicos vejam a gama completa de adoração tradicional. "Essas não são coisas novas", afirmou.

Sobre o apontamento de que BXVI estaria inclusive utilizando-se de calçados Prada, uma gerente de loja que serve o mesmo disse: "Isso é blasfêmia!" Este quadro contrasta com JPII que era muito simples neste quesito.

Por outro lado, o Rev. Keith Pecklers, um jesuíta professor de liturgia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma advertido que este movimento do papa não pode ser substimado e afirmou que "BXVI tem um grande interesse aguçado por liturgia", o que não se percebia em JPII e, que ouviu de um bispo ortodoxo com estupefação o grande significado de vê-lo vestindo certos adereços que indicam, segundo este bispo, a intenção de BXVI em unir as igreja oriental à ocidental.

"Em sua opinião é muito clara a preocupação com o crescimento do secularismo no mundo desenvolvido, a perda da fé, a perda de convicção religiosa", disse Pecklers. "Portanto, existe claramente um sentimento de regresso às suas bases fundamentais, ajudando o seu rebanho a voltar ao que é fundamental".

Afirmações papais em missal para mais de 46.000 pessoas


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Falando para mais de 300 bispos, Bento exortou sem rodeios os líderes da Igreja a intensificarem os seus esforços para reavivar a fé dos 65 milhões de católicos da nação.

"É coerente professar nossas crenças na igreja aos domingos e, em seguida, durante a semana promover práticas empresariais ou procedimentos médicos contrárias a essas crenças?" Ele perguntou. "É coerente para católicos praticantes ignorar ou explorar os pobres e marginalizados, promover comportamento sexual contrário à moral dos ensinos católicos, ou adotar posições que contradizem o direito à vida de todo o ser humano desde a concepção até à morte natural?" (US Today)
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O Papa também fez um convite à unidade e ao testemunho: “A unidade é celebrada nos sacramentos e dá impulso à missionariedade: "Rezo para que o aniversário da vida da Igreja nos EUA e a presença de Pedro no país seja para que os católicos reafirmem a fé apostólica e ofereçam aos povos contemporâneos convencimento. O mundo precisa deste testemunho”. (Canção Nova)
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Bento XVI falou da importância de todos os católicos apresentarem um “testemunho convincente da esperança” num mundo que “precisa deste testemunho”, que anseia “por uma liberdade genuína” e pela realização das suas “aspirações” mais profundas.

O Papa pediu que os fiéis confiem no “excelente trabalho” desenvolvido pelos sacerdotes, rezando para que a Igreja siga um caminho de “conversão, perdão e crescimento na santidade”.

Depois de sublinhar a capacidade da Igreja em integrar a diversidade de grupos migrantes na “unidade da fé católica”, Bento XVI indicou que “o momento presente é uma encruzilhada, não só para a Igreja, mas para a sociedade, é um tempo de grandes esperanças”, com uma crescente interdependência mas com “sinais de alienação e polarização”, mesmo dentro da Igreja, “violência crescente”, enfraquecimento do “sentido moral” e o “constante crescimento do esquecimento de Cristo e de Deus”.

Nesse sentido, convidou os presentes a “superar todas as divisões, trabalhando para preparar o caminho para Cristo”.

Bento XVI vê “sinais promissores” dentro da Igreja, nas paróquias, nos movimentos, nos jovens e no “número de pessoas que todos os anos abraçam a fé católica”. [...] (Ecclesia)

Nota DDP:
BXVI já falou outras vezes sobre testemunho comum, em um sentido mais amplo, é verdade, pois se relacionava também com os demais grupos cristãos, mas é interessante perceber a relação feita com esta condição e o "enfraquecimento moral" e o "caminho a Cristo". É interessante inclusive pensar nesta condição da superação das divisões para que Cristo volte, segundo o que se pode inferir desta última afirmação.

Agora, para os menos avisados e, mais céticos, BXVI tocou pela primeira vez, explicitamente, no assunto domingo e, colocou sua observação como exercício religioso em par de igualdade com práticas médicas, empresariais e até mesmo sexuais contrárias à moral católica, bem como com a rejeição e exploração dos pobres e, até mesmo nos posicionamentos que contradizem o direito à vida. Neste contexto, quem acompanha ao menos um pouco os argumentos vindo de Roma, perceberá com facilidade que quando o papa fala de princípios morais, como está fazendo desde que pisou o solo americano, induz à conclusão que o domingo vem no "pacote".

O tema recorrente da moralidade na visita papal


É impressionante a capacidade deste papa em subverter assuntos delicados e contrários aos seus interesses em seu proveito, como já se viu em discussões que o mesmo acabou por tendo de travar e contornar com evangélicos, muçulmanos e judeus, por exemplo, por força de muitas das suas declarações.

Todos sabem que um ponto sensível desta visita do mesmo aos EUA está na questão da pedofilia, em função das transgressões havidas por padres católicos neste campo, que muito desgastou a igreja naquele país, tanto do ponto de vista monetário, como nos riscos que produziu em sua imagem.

Mas interessantes posições foram colocadas ontem no tema:

Para o Papa, qualquer esforço nesta área precisa de ser levado por diante num quadro “mais amplo”, no qual as crianças possam crescer “com um entendimento saudável da sexualidade e o do seu lugar nas relações humanas”.

As crianças, afirmou, “deveriam ser poupadas às manifestações degradantes e à manipulação crua da sexualidade que hoje são tão prevalentes”, deixando mesmo uma pergunta: “Que significa falar de protecção de crianças quando a pornografia e a violência podem ser vistas em tantos lares através dos Media largamente disponíveis, hoje em dia?”.

Para uma “renovação moral da sociedade” é necessário o contributo de todos, indicou Bento XVI, “pais, líderes religiosos, professores e catequistas, bem como os Media e a indústria do entretenimento”.

Aos Bispos, precisou, compete “proclamar esta mensagem”, “abordando o pecado do abuso no contexto mais amplo dos costumes sexuais”.

“Ainda mais, ao reconhecer e enfrentar o problema quando este ocorre num cenário eclesial, podem dar um exemplo aos outros, dado que este flagelo não se encontra apenas nas vossas Dioceses, mas em todos os sectores da sociedade, pedindo uma resposta colectiva e determinada”, acrescentou.


O que ele fez? Mitigou o problema e, por certo prisma, está absolutamente correto, no entanto, suas palavras revelam a intenção de conclamar os princípios morais da nação americana, que o Presidente americano espera esteja de coração aberto para esta mensagem, invocando uma reação conjunta de um povo que encontra-se absolutamente mergulhado em uma crise moral, como demonstraram eventos recentes com a queda de um governador baluarte da moralidade.

Por outro lado, avaliando outro ponto que particularmente lhe interessa, a imigração que fortalece a influência católica nos EUA, assim se manifestou:

Esse povo, indicou, “tem confiança em Deus e não hesita em introduzir nos temas públicos razões morais enraizadas na fé bíblica. O respeito pela liberdade de religião está profundamente enraizado na consciência norte-americana, um dado concreto que contribuiu para fazer que este país atraísse gerações de imigrantes, em busca de uma casa na qual professar o seu culto a Deus livremente, segundo as próprias convicções religiosas”.

Mais à frente, respondendo a uma pergunta colocada pelos Bispos, o Papa sublinhou que o processo de secularização dos EUA levou um rumo muito diferente da Europa, fortemente influenciada pelo modelo francês, dado que a voz da Igreja norte-americana é “respeitada”.

É preciso resistir a todas as tendências a considerar a religião como um facto privado. Somente quando a fé permeia qualquer aspecto da vida os cristãos se tornam realmente abertos ao poder transformador do Evangelho”.


Fonte - Ecclesia

Aqui está a contestação à separação igreja/estado, que ainda dificulta a movimentação da igreja romana em cumprir seus intentos.

Enfim, o Papa BXVI não foi aos EUA para passear, está falando de tudo que lhe interessa e tem no líder da nação americana um grande aliado na recepção da sua mensagem. Resta saber haverá influência efetiva destes discursos nos próximos movimentos do "Grande Conflito", que encontra-se de forma absolutamente clara em movimento...

Ban Ki-moon falará com papa sobre pobreza e mudança climática

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira (15) que a erradicação da pobreza, a mudança climática e o diálogo entre civilizações centrarão sua reunião na sexta-feira (18) com Bento XVI.

Ban afirmou, durante um encontro com a imprensa, que "tem vontade de se encontrar com o papa durante sua visita à sede das Nações Unidas, para dar prosseguimento às conversas sobre assuntos de interesse comum". "Nos tempos de hoje enfrentamos muitos desafios e precisamos do firme apoio espiritual do papa", indicou.

O responsável da ONU lembrou que na sexta-feira completará um ano da reunião que realizou com o papa na Cidade do Vaticano, poucos meses após assumir o organismo internacional.

Foi nessa ocasião que Bento XVI aceitou o convite feito por Ban, que reiterou o convite que já havia sido feito por seu antecessor, Kofi Annan, para pronunciar um discurso perante a Assembléia Geral do organismo multilateral, no qual o Vaticano tem o estatuto de país observador.

Ao contrário de seus antecessores, Bento XVI não pronunciará o discurso em outubro, quando a Assembléia Geral se reunirá em sua sede de Nova York, devido, segundo o Vaticano, à proximidade das eleições americanas, previstas para o início de novembro.

Discurso sobre a paz

O Vaticano assinalou que Bento XVI aproveitará sua primeira visita às Nações Unidas para promover a paz e os direitos humanos, assim como para acelerar o diálogo entre as diferentes culturas e religiões.
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Fonte - G1

Nota DDP:
Não se deve perder de vista que o Papa BXVI já assinalou qual seja a solução para alguns destes assuntos que serão tratados na ONU, especialmente nas questões de paz e ecologia: O domingo. Neste contexto outro vetor importante deve ser considerado, também uma prioridades deste pontificado, o ecumenismo. Vivemos a expectativa de vislumbrarmos BXVI pregando de forma explícita, ele já afirmou que foi aos EUA como pregador, a eucaristia, na figura da missa dominical, como solução para muitas das mazelas humanas.

Sinal dos tempos

Reproduzo abaixo uma carta do Presidente Truman ao Papa Pio XII, afim de que se possa comparar, com absoluta certeza a influência da Igreja Romana nos EUA pouco mais de meio século depois. É facil se traçar um paralelo para mais de distintivo, quando o ora Presidente americano se dirige ao atual papa, como "Santo Padre" e "Sua Santidade"...
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CARTA AO PAPA PIO XII

Washington D.C.

Estimado Senhor Pacelli:

Como Batista e como Chefe Executivo da maior e mais poderosa nação do mundo, e na qual todos me chamam simplesmente “Senhor Truman”, eu não posso dirigir-me a você como “Sua Santidade” título que pertence somente a Deus.

Nós, nos Estados Unidos, consideramos a todos os homens como iguais perante Deus e nos dirigimos a eles por seus verdadeiros e próprios nomes. Portanto, eu devo dirigir-me a você simplesmente como “Sr. Pacelli”.

O povo que me elegeu como seu Chefe Executivo, é uma nação democrática, amante da paz. Portanto, meu dever é buscar a cooperação daqueles que tem dado provas de que realmente desejam a paz e trabalham para obtê-la; não daqueles que gritam paz e fomentam a guerra. Eu creio que nem você, nem sua igreja se encontram entre os que verdadeiramente buscam a paz e trabalham por ela.

Em primeiro lugar, os pais fundadores desta grande nação, conhecendo, pela história passada, a natureza de vossa Igreja amante da política e da guerra, assentaram como primeiro princípio de nosso governo, que não se permitiria em nossos assuntos nenhuma intromissão de vossa parte. Eles aprenderam bem esta lição da história Européia; e nós estamos convencidos de que nossa democracia não durará se nós nos enredamos, como o fizeram os governos da Europa, em vossas doutrinas e intrigas políticas.

Tomas Jeferson, uma dos mais sábios deste país, disse isto claramente quando declarou: “A história não nos proporciona nenhum exemplo de algum povo manejado pelos sacerdotes que mantenha um governo civíl livre”. Portanto, é você a última pessoa do mundo que pode instruir-me quanto à maneira de dirigir meu povo pelo caminho da paz.

Alguns quantos feitos podem ajudar a você para refrescar sua memória. Foi vosso predecessor no Vaticano, o Papa Pio XI, o que começou toda a agressão facista mediante os pactos lateranenses com Mussolini em 1929. Esta foi a data na qual a civilização cristã foi sujamente atraiçoada.

Esta foi a data em que começou o horror que tem deixado a Europa e o mundo na triste condição em que o vemos agora. Um notável escritor e historiador em nosso país, Lewis Mumford (que não é comunista, nem odeia os católicos), escreveu o seguinte em seu livro “Faith for Living”, livro que se publicou em 1940. “A traição ao mundo cristão se efetuou claramente em 1929, na Concordata que se efetuou entre Mussolini e o Papa.”

Também nos diz: “Desafortunadamente, os propósitos do facismo estão em profundo conflito com os de uma república livre como o é a dos Estados Unidos. Neste esforço a Igreja Católica...tem sido uma aliada, uma potente aliada, das forças da destruição.”

Nesse mesmo tempo, mui poucos de nós, os que vivemos nos Estados Unidos, conhecíamos a verdadeira natureza do facismo, como você e o Papa Pio XI devem haver conhecido, posto que vocês dois o fomentaram e aliaram vossa igreja com ele. Você mesmo foi especialmente preparado como jovem sacerdote e diplomático da igreja para o propósito específico de ajudar a Alemanha a preparar-se para as duas guerras mundiais.

Você e o Kaiser, desde a Suíça, urdiram intrigas contra os aliados durante a primeira Guerra Mundial. Você esteve doze anos na Alemanha durante a ascenção de Hitler ao poder. Você negociou com ele. Juntamente com o execrável Fritz Von Papen, um duplo papa, ajudou Hitler a subir ao poder e pôs sua assinatura como Eugenio Pacelli juntamente com a de Hitler no Concordato do Vaticano com o Reich de Hitler em 1933. Ninguém crerá que você não sabia bem que Hitler e seus nazis estavam formando um complô contra nós. O próprio biógrafo católico disse de você, que era durante anos “o homem melhor informado do Reich”.

Depois que você e Von Papen assinaram o Concordato que salpicou a Hitler de água benta, e lhe deu o empurrão que necessitava, vosso colega, Von Papen, que a duras penas escapou da forca de Nuremberg, jactou-se da seguinte maneira: “ O terceiro Reich, é o primeiro poder que não somente reconhece, senão que coloca em prática, os altos princípios do papado.”

Vossos cardeais e bispos em Roma abençoaram as armas de guerra contra os indefesos etíopes. Vosso cardeal Shuster, de Milão, proclamou o roubo de Etiópia, como uma cruzada santa “para levar em triunfo a Etiópia à cruz de Cristo”. E todavia chama você a sua Igreja “A igreja de Deus”, e pretende, como conseqüência, que eu, como cabeça de um Estado Civíl, admita a você como superior a mim e ao povo dos Estados Unidos.

Você fala com palavras melosas sobre justiça. Ao mesmo tempo você está chamando com os tambores a outra guerra, ainda mais terrível que as duas últimas, contra a Rússia que nos ajudou a derrotar a Hitler e Mussolini. Você está incitando aos Estados Unidos para que quanto antes vão à guerra contra Rússia, e você usa contra Rússia os mesmos gritos de combate que usaram Hitler e Mussolini para construir seus detestáveis e diabólicos regimes.

Você quer que desperdicemos nosso dinheiro e que enviemos nossos jovens americanos a uma morte horrível sobre os cadáveres de Hitler e Mussolini para terminar a luta que eles começaram com sua ajuda, e a quem nós derrotamos. Sim, os Estados Unidos desejam a paz. De todas as nações somente a nós ficou um pouco de prosperidade e decência.

Somos o baluarte das liberdades democráticas protestantes. Se nós, como Inglaterra protestante, nos debilitamos e perdemos nossa força, vossa “cultura católica” terá uma oportunidade de governar outra vez o mundo. Você facilmente poderá se aliar com a Rússia contra nós se nós perdêssemos ou ficássemos debilitados por uma guerra de tal natureza.

Vosso predecessor, o Papa Pio XI declarou publicamente que ele faria pacto com o “Mesmo Diabo”, se isto conviesse aos interesse de sua Igreja. Portanto, senhor Pacelli, é meu dever, como cabeça deste país predominantemente Protestante, rejeitar suas aventuras a guisa de uma aliança de pacto de paz. “Aqueles que comem no prato que o diabo está comendo devem usar uma colher muito comprida”. Eu continuarei buscando a paz como bom batista, sustentando os retos e honrados princípios protestantes que tem feito grande nossa nação, e trabalhando por eles.

Vosso sinceramente,

Harry S. Truman

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Bush recebe BXVI na Casa Branca


Após quase trinta anos da última e única visita de um papa na Casa Branca, BXVI foi recebido com toda pompa e circunstância possíveis, como antecipadamente anunciadas como características de toda a estada do Pontífice em solo americano.

Mais uma vez o que se percebeu, foi o alinhamento dos discursos entre os dois líderes. Chega a ser impressionante.

Bush ao falar recebeu o convidado chamando-o de "Santo Padre" e afirmando que "mais do que tudo encontrará na América pessoas que estão com os corações abertos para a sua mensagem de esperança", "a América e o mundo necessitam desta mensagem" e, "em um mundo que invoca o nome de Deus para justificar atos de terrorismo, assassinatos e ódio, nós precisamos de sua mensagem de que Deus é amor".

Aproximadamente 13.500 pessoas, inclusive senadores e outras celebridades de Washington encheram South Lawn para a histórica cerimônia. O pontífice foi saudado com trombetas e tiros de canhão, além de contar com um "parabéns a você" pelo público.

O Presidente americano prosseguiu dizendo que "na América encontrará uma nação que bem recebe o papel da religião na vida pública", sendo esta uma nação "ainda guiada pelas antigas e eternas verdades" (WPost) e, "quando nossos pais declararam a independência da nação, eles o fizeram com base nas 'leis naturais, e na essência de Deus'". Disse ainda que "acredita que o amor pela liberdade e a lei moral comum estão escritas no coração humano, e isso constitui a sólida fundação na qual qualquer sociedade livre de sucesso deve ser construída".

Foi muito aplaudido quando afirmou que "em um mundo onde alguns tratam a vida como algo depreciado e descartável, nós precisamos da sua mensagem de que a vida humana é sagrada e cada um de nós amado." Adotou ainda uma frase do próprio Papa, dizendo que precisam da mensagem do pontífice "que rejeita a ditadura do relativismo." Estes últimos termos são considerados como definidores do pontificado de BXVI, seu primeiro argumento, formulado em uma homilia densa que proferiu quando ainda era o Cardeal Joseph Ratzinger, no dia em que seus pares adentraram ao conclave e o elegeram como papa. Ao usar a frase, Bush sinalizou a causa comum à marca de BXVI, qual seja, o conservadorismo religioso.

Reiterando ainda outra importante marca de BXVI, Bush afirmou inicialmente que na América "fé e razão coexistem em harmonia". (WPost)

BXVI por sua parte iniciou dizendo que "veio como um amigo, um pregador do Evangelho e alguém com grande respeito pela sociedade plural americana", adicionando que "a democracia pode apenas florescer, como os pais fundadores da América concluíram, quando líderes políticos e aqueles a quem eles representam, são guiados pela verdade."

Mais, apontou que "desde o amanhacer da república, a busca de liberdade pela América foi guiada pela convicção de que os princípios de governo político e vida social estão intimamente ligados a uma ordem moral baseada na soberania de Deus como Criador". (CNN)

A cerimônia foi uma das mais elaboradas que a Casa Branca jamais conduziu, até mais que a do último ano por ocasião da visita da Rainha da Inglaterra.

Após a cerimônia os dois líderes se recolheram para uma reunião privada.

Existe um vídeo do evento que pode ser acessado no site do Times.

Fonte Principal - The NY Times

Impossível não se notar que Bush ratificou em uma tacada só as duas encíclicas do Papa BXVI, alinhou-se ao mesmo na questão do islão e, que no mais ambos quase que repetiram um o discurso do outro, especialmente na defesa dos fundamentos cristãos da América e da manutenção de seus princípios na Lei Moral Divina, inclusive como solução para as questões de um mundo que "precisa" da fé e da razão em alinhamento.

Se a intenção inicial era produzir a clara troca de aceitação, não há qualquer dúvida de que o objetivo foi cumprido a contento. Para quem esperava que o "desafio" lançado pelo Cardeal americano antes do Papa pousar nas terras do Tio Sam pudesse se desenvolver de alguma forma dissimulada, ficou a certeza que não estamos mais em tempo de recados.

Aliás, não se poderia esperar outra coisa, quando logo na chegada Bush afirmou com todas as letras que "quando olha nos olhos de Bento XVI, vê Deus." (Zenit)

Fica a impressão que falta um sinal (miraculoso) para que a primeira besta seja seguida e a segunda comece a falar efetivamente como um dragão. Isso pode demorar muitos anos, ou acontecer a qualquer momento.

PS: O Pastor Santeli faz um exercício interessante sobre quanto tempo ainda temos no quadro profético em "A imagem da besta", que merece ser lido com atenção, principalmente em sua parte final.

George W. Bush: "O primeiro presidente americano católico"

Um vento católico na Casa Branca

O Washington Post publicou artigo datado de 13 de Abril de 2.008, imediatamente antes portanto da chegada do Papa aos EUA, com relevo nos termos supra identificados. Causa espécie a consideração da questão do "primeiro presidente americano católico", isso em contraste com a recente matéria da Time, que cravou "O Papa americano".

A matéria inicia por informar o interesse do Presidente americano nos escritos do atual Papa, que não é supresa para ninguém, se alinha às suas convicções pessoais ou, ao seu posicionamento filosófico. O artigo segue dizendo que, de direito, JF Kennedy foi o primeiro presidente americano com estas características, no entanto, dado o trato absolutamente laico que o mesmo empreendeu em seu governo, Bush preenche de fato este papel.

Rick Santorum, ex-senador pela Pennsylvania e um devoto católico, que foi o primeiro a dar a Bush o rótulo de "presidente católico", afirma: "Ele é sem dúvida muito mais católico do que Kennedy".

Não se perca de vista, continua o artigo, que muito embora Bush frequente uma Igreja Episcopal, em Washington, pertença a uma igreja metodista do Texas e seja de base política solidamente evangélica, tem se cercado com intelectuais católicos. Estes católicos nos últimos oito anos foram moldando os discursos, políticas e legados futuros de Bush a um grau talvez sem precedentes na história dos EUA.

"Eu costumava dizer que há mais católicos na equipe de escritores dos discursos do Presidente Bush do que em qualquer outra linha de frente da Notre Dame no último meio século", disse o antigo cooperador de Bush - e católico - William McGurn.

Bush também tem colocado católicos em papéis proeminentes do governo federal e baseado-se na tradição católica publicamente para iniciativas relativas à legislação anti-aborto. Tem ainda unido intelectuais católicos com políticos evangélicos para forjar uma poderosa coligação eleitoral.

"Existe uma consciência na Casa Branca que a rica tradição intelectual católica é um recurso para fazer a ligação entre a fé cristã, religiosamente fundamentada em julgamentos morais e políticas públicas", disse Richard John Neuhaus, um padre católico editor da revista Primeira Coisas quem tem servido de tutor de Bush na doutrina social da Igreja há quase uma década.

Ao contrário de Kennedy que trabalhando para distanciar-se da igreja, ao ser nomeado afirmou que sua "religião não era relevante", Bush e sua administração não tiveram qualquer rserva em relação ao catolicismo. Mesmo antes de ser conduzido à Casa Branca, nos idos de 2001, Bush já estava sendo catequisado sobre os ensinamentos sociais da igreja e, pediu inclusive para o conselheiro católico da Casa Branca, Deal Hudson, que seu escritório fosse abençoado por um padre.

"Houve uma grande auto-consciência de que religiosos conservadores tinham trazido Bush a Casa Branca e que [o governo] queria fazer o que tinha sido mandado para fazer", disse Hudson.

Para católicos conservadores, em assuntos de controvérsia moral, o caminho era nomear juízes que acabariam por ilegalizar os temas de seu interessante. Para se ter idéia, Bush tem frequentemente emprestado o mantra de Papa João Paulo II para promover uma "cultura da vida". Muitos católicos próximos a ele acreditam que os cerca de 300 juízes que ele enviou à bancada federal, podem ainda ser o seu maior legado.

Mesmo em assuntos em que Bush não se alinhou com o Vaticano, como a guerra no Iraque, demonstrou especial deferência aos ensinamento católicos. Antes de enviar as tropas americanas, ele se reuniu com as lideranças romanas e justificou seus planos, o que fez com que o representante católico neste contexto afirmasse que Bush "tem travado um diálogo e compartilhado perspectivas com católicos de uma forma que eu acho é bastante única na política americana."

Além disso, pessoas próximas a Bush dizem que ele tem professado não tão secreta admiração pela disciplina da Igreja e está pessoalmente atraído pela amplitude e unidade dos seus ensinamentos. Um padre de Nova Iorque do círculo de amizades do presidente Bush disse que este respeita a forma que o catolicismo começa em sua fundação - com a noção de que o papado é querido por Deus e que o papa é o sucessor de Pedro. "Eu acho que o que o fascina sobre o catolicismo é a sua plausibilidade histórica", disse este sacerdote. Neste contexto Bush percebe o evangelicalismo em patamar inferior ao catolicismo.

Antigo escritor de discursos de Bush, Michael Gerson, outro evangélico com uma afinidade para o ensino católico, diz que a chave para a compreensão da política interna de Bush é vê-la através das lentes de Roma.

Outros vão mais longe. Paul Weyrich, um arquiteto da direita religiosa, detecta em Bush tons do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, convertido ao catolicismo no ano passado. "Acho que ele é um crente secreto", diz Weyrich de Bush. Da mesma forma, John DiIulio, primeiro diretor de iniciativas baseadas na fé do governo Bush, chamou o presidente de "católico enrustido".

Lembro aos que lerem este texto, em tradução livre, que ele não revela as impressões de um adventista do sétimo dia, mas de um correspondente atrelado a um importante meio midiático americano. Sobre a citação de Blair na parte final do texto, sugiro o post "Blair reivindica papel da religião na solução de problemas mundiais".

Sobre as cores da visita


Papa Bento 16 caminha ao lado do presidente dos EUA, George W. Bush, e da primeira-dama, Laura, ao chegar à base aérea Andrews (Foto: 15.abr.08/Matthew Cavanaugh/Efe)

Lembrando um post do Minuto Profético por ocasião da visita de Bush ao Vaticano, de se notar um aspecto interessante dos encontros do Papa com outros líderes mundiais: as cores da indumentária.

O Papa surgiu de branco e o Presidente americano e, inclusive sua família, de negro.

Mais detalhes em "Encontro inédito".

Discurso contra islã radical une Bush e Bento XVI

Apesar de discordarem em aspectos importantes da política internacional - o papa é crítico duro da invasão do Iraque, por exemplo -, Bento 16 e George W. Bush pensam igual no que foi um dos pontos centrais dos dois mandatos do presidente americano e deve ser o do papado atual: o combate ao radicalismo islâmico.

Embora não tenha erguido a bandeira de forma explícita, Bento 16 vem marcando os três anos de seu pontificado por ações planejadas - e de resultados polêmicos - para mostrar o que pensa a respeito do que o ocupante da Casa Branca chama de islamo-fascismo. Foi assim, por exemplo, ao batizar com alarde um conhecido jornalista italiano muçulmano convertido na última Páscoa. Foi assim, também, em um sermão em 2006, na Alemanha, em que citou a frase de um imperador bizantino do século 15 que criticava Maomé por expandir "pela espada" a sua religião. A fala causou protestos no mundo muçulmano e custou a vida de uma freira. Apesar de ter dito não ser "cruzado", Bento 16 entrou na mira do terrorista Osama Bin Laden, que em março o acusou em vídeo de liderar campanha antiislã.

Para George Weigel, o discurso de 2006 pode ser para Bento 16 o equivalente à viagem à Polônia comunista, em 1979, de seu antecessor, João Paulo 2º: a definição da missão de seu papado. "Se vai ser bem-sucedido o corajoso esforço do papa de colocar na agenda a luta pela reforma do islã, só vamos saber em 50 ou 100 anos", disse ele à Folha. "Mas essa conversa tinha de começar em algum momento, e esse papa decidiu que esse momento é agora", afirmou Weigel, um dos mais renomados teólogos católicos americanos. É uma estratégia, sim, concorda Noah Feldman, professor de Direito da Universidade Harvard. "A prática verbal do papa até agora tem sido ocasionalmente, digamos, profundamente negativa sobre aspectos do islã", disse ele em debate no Council on Foreign Relations, em Washington. "Isso lhe trouxe muita oposição dentro do mundo muçulmano, mas tem sido muito bom para ele politicamente na Europa", ansiosa em relação à ascensão dessa religião.

Até sobre o Iraque, as visões não são tão diferentes, defende Weigel. "A Santa Sé e a Casa Branca estão na mesma página quanto ao país hoje, diferente do que houve em 2003", disse o teólogo. "Ambos defendem um país estável e com liberdade religiosa." Outro ponto em comum é a condenação do aborto e da pesquisa com células-tronco.

Fonte: Folha de São Paulo, 16 de abril de 2008.

Fonte - Minuto Profético

Nota DDP:
Muitos discursos têm unido ultimamente Bush e BXVI. Basta olhar o alinhamento acerca da lei moral que ambos defendem e que têm reverberado por ocasião da vista do Papa aos EUA, como visto em "Bush para papa: o mundo precisa de uma lei moral", "Bispo americano espera que Papa lance desafio a políticos" e "Bento XVI aos norte-americanos: Só a Lei de Deus traz paz".

Por outro lado, sobre a questão islâmica, penso que os posts "Papa batiza ex-muçulmano" e "Bil Laden adverte União Européia, EUA e o Papa" consideram alguns outros aspectos que se alinham com as considerações transcritas pelo Minuto Profético.

Por economia, transcrevo a conclusão:

Como já comentado neste blog, absolutamente tudo que sai do Vaticano tem finalidade absolutamente específica. Neste caso, penso, a proeminência do Bispo de Roma e a clara separação entre o "bem e o mal" é o objetivo final desse teatro todo. Seguindo o raciocíncio realizado no post sobre Bin Laden, que abriu este comentário, o Papa está se colocando do lado da União Européia e dos Estados Unidos e deixando do outro lado os "radicais". Neste diapasão é muito factível pensar que uma grande parte do mundo islâmico, tentando fugir desta nominação, entre no jogo do poder que está se caracterizando.

Papa visita EUA e discursará na ONU


Visita histórica

Bento 16 é o terceiro papa a visitar os Estados Unidos, onde os católicos representam 22,6% da população. Antes dele, o papa Paulo 6° esteve em território americano em uma ocasião. João Paulo 2° foi sete vezes ao país.

Bento 16 será recebido com grande pompa pelo presidente americano, George W. Bush nesta terça-feira, no primeiro dia da viagem oficial.

Bush receberá o papa pessoalmente na Base Aérea Andrews. O deslocamento de Bush até à base é uma exceção ao protocolo, já que normalmente o americano recebe os hóspedes apenas na Casa Branca.

"Quero render homenagem às suas convicções", disse Bush, em referência às idéias de Bento 16 sobre o relativismo moral, em entrevista à TV católica americana EWTN.

"Concordo com ele que existe o certo e o errado na vida e que o relativismo moral representa um perigo para uma sociedade baseada na esperança e na liberdade."

Bento 16 vai visitar Washington e Nova York, onde fará um discurso na sede das Nações Unidas e celebrará missa no Marco Zero, local onde ficava o World Trade Center, destruído nos atentados de 11 de setembro de 2001.

Fonte: Portal de Notícias IG

Nota: Sempre que o Papa desce em solo Americano (EUA), muitas especulações surgem sobre sua real missão naquele pais. Com certeza não seria diferente. Durante o período da idade média muitas coisas aconteceram que trouxeram marcas profundas quando havia um encontro ou unificação de poderes terrestres e poderes religiosos, principalmente em se tratando dos maiores poderes.

Toda esta preocupação e atenção aos EUA e ao Papa, se deve ao fato de no livro de Apocalipse capítulo 13 nos apresentar que no futuro grandes mudanças aconteceriam sobre o mundo político e religioso quando esses dois poderes darem mãos para atuarem juntos sobre o planeta. A maior potencia política protestante somando-se ao maior poder religioso católico, que resultaria num poder monopolisado globalmente em pontos comuns. Veja bem, em pontos comuns. Nada é tão comum entre protestantes e católicos do que a santificação ao domingo e a imortalidade da alma. Esses são os pontos comuns em que se fundamentará um bom aperto de mãos entre a grande nação protestante e a grande nação católica. (Explicação bíblica da lei dominical imposta por estes dois poderes)
...
Fonte - Gilberto Theiss

As novas "leis azuis"

Os trabalhadores têm o direito a domingos de folga?

Em um recente anúncio noturno, Hillary Clinton prometeu que trabalharia duramente para ajudar os trabalhadores que labutam após horas seguidas. Barack Obama, por sua vez, emitiu um chamado por socorro pelas pessoas que "fazem malabarismos para trabalhar e cuidar dos filhos". O interesse dos candidatos sobre as exigências do emprego vem em uma hora em que os comércios tentam cada vez mais permanecer abertos na maioria das horas do dia, sete dias por semana. Enquanto for mantido o alvoroço de nossos shopping centers, estas rotinas frenéticas igualmente tornam mais difícil para que os trabalhadores consigam a folga de fim de semana para relaxar ou passar o tempo com suas famílias. A crescente correria é devido em parte ao sucesso que os comerciantes têm tido em atacar as leis que melhoram a vida dos trabalhadores - como as leis de fechamento, que exigem muitas lojas fecharem aos domingos ou feriados.

Leis de fechamento soam, sim, como outro nome para "leis azuis" [Blue Laws], as limitações da Era Colonial em nome da moralidade que também fechavam lojas aos domingos (e mesmo proibiam trajes frívolos). Sua finalidade original era incentivar a freqüência à igreja. Por causa desta história, estas leis ainda são freqüentemente reconhecidas como intromissões paternalísticas que impõem uma versão cristã de moralidade. Não ajuda em nada o seu breve ressurgimento durante a abstinente Era da Proibição, cortesia do movimento de temperança. Mas as leis de fechamento têm mudado sua velha roupagem e assumido um novo propósito: proteger os interesses dos trabalhadores que de outra maneira não poderiam confiar em um regular e garantido dia de folga.
[...]
A respeito da objeção que as leis de fechamento violam a separação de igreja e estado, a Suprema Corte manteve em 1961, que a lei de Maryland era constitucional porque tinha assumido um secular propósito protetor dos trabalhadores. É ainda verdadeiro que as leis de fechamento aos domingos podem prejudicar os negócios de judeus e muçulmanos e os consumidores que honram observâncias religiosas de sexta-feira ou de sábado. A conveniência do consumidor é também uma questão. Mas as legislaturas podem enfocar esses interesses ao permitir que as lojas permaneçam abertas no fim de semana - por exemplo, pelo direito aos trabalhadores de pelo menos um dia de folga no fim de semana, e dando aos trabalhadores e comerciantes a discrição para decidir que dia é este. As lojas poderiam contratar mais pessoal ou reduzir horas no fim de semana, mas alguns comércios poderiam ainda permanecer abertos todo o fim de semana.

Ao considerar o futuro das leis de fechamento, as legislaturas necessitam olhar além do ultraje libertário persistentemente usado pelos comerciantes oponentes. De fato, este ultraje não pode significar muito no fim: como um consumidor disse no Boston Globe, em resposta à pressão varejista-conduzida para revogar a lei de fechamento de Ação de Graças de Massachusetts, "Você pode ir às compras na sexta-feira. Tire um dia de folga".

Fonte: Slate

NOTA: Quer seja por razões religiosas, ou seculares, a verdade é que a opinião pública norte-americana está dando sinais de estar pronta para discutir o tema do descanso dominical até as últimas conseqüências (Suprema Corte). Em alguns pontos da matéria até surgem posições aparentemente equilibradas, tentando contemplar todos os interesses dos grupos envolvidos. No entanto, sabemos que, mais cedo, ou mais tarde, a posição religiosa protestante (guarda do domingo) seguirá as pegadas de Roma e forçará uma Lei Dominical. Quer seja com um presidente republicano (apoiado pela direita religiosa - "neocons"), ou com um democrata, parece que chegamos mesmo na reta final da história deste mundo.

Fonte - Minuto Profético

Bush para papa: o mundo precisa de uma lei moral


O presidente dos EUA, George W. Bush, fará uma cerimônia de boas-vindas regada de elogios e apoio ao papa Bento XVI. O pontífice chegou aos Estados Unidos nesta terça-feira, 15, mas o discurso oficial de boas-vindas acontece na quarta-feira, no que será o último encontro do papa com Bush como presidente. "O presidente Bush vai dizer ao papa que os Estados Unidos e o mundo precisam ouvir sua mensagem, que Deus é amor, que a vida é uma e sagrada e que todos devemos ser guiados por uma lei moral comum", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. "Em seu discurso de boas-vindas na Casa Branca, o presidente dirá que os corações do povo americano estão abertos à sua mensagem de esperança", continuou a porta-voz. ...(Estadão)

Em tempo: deu no site da BBC Brasil:

"O presidente americano, George W. Bush, mostrou uma deferência inédita ao papa ao recebê-lo pessoalmente na base militar Andrews, no Estado de Maryland, onde o avião de Bento 16 pousou. Ao longo de todo seu mandato, Bush não foi receber nenhum outro dignatário internacional em suas chegadas aos Estados Unidos."


Nota DDP:
Acerca do ineditismo referendado pela BBC, assinalo que no matinal da Rádio Jovem Pan de São Paulo, o correspondente internacional encarregado da cobertura da visita papal aos EUA foi um pouco mais além, dizendo que a pompa e circunstância que adornam o evento não encontram qualquer referencial histórico, tanto nas visitas de outros papas, quanto na de outros expoentes internacionais, notadamente de representantes de estados, inclusive reis.
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Nota Minuto Profético: Uma salva com 21 tiros, uma recepção para mais de 9 mil pessoas e uma apresentação da soprano Kathleen Battle são alguns dos dos destaques da suntuosa recepção que a Casa Branca destinará ao papa Bento 16 nesta quarta-feira. Será a maior recepção já destinada a um chefe de Estado pelo presidente Bush em todo o seu mandato. A multidão aguardada para o evento superará à daquela que, até então, havia sido a maior recepção já realizada no mandato de Bush, a destinada à rainha Elizabeth 2ª, no ano passado, quando a Casa Branca abrigou 7 mil pessoas... Em uma recente entrevista, Bush frisou que ele e o papa "acreditam que existe o certo e um errado na vida e que o relativismo moral tem o perigo de minar a capacidade de termos sociedades mais esperançosas e livres". (BBC Brasil)
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O presidente dos Estados Unidos, George Bush, disse que, quando olha nos olhos de Bento XVI, vê Deus. (Zenit)

Papa tenta "sarar a ferida"


Deu no Estadão do dia 9/4: "Em sua primeira viagem aos EUA como líder católico, na próxima semana, o papa Bento XVI tentará sanar as feridas deixadas pelo escândalo de abusos sexuais, responsável por abalar a imagem da Igreja Católica naquele país, afirmou a segunda maior autoridade do Vaticano. "O papa falará de uma forma específica a esse respeito", disse o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, em uma entrevista concedida ao canal Fox News e que deve ir ao ar na quarta-feira. "O papa, junto com os padres da Igreja, tentará naturalmente trilhar o caminho rumo à cura e à reconciliação."

O escândalo dos abusos sexuais começou em Boston em 2002, quando se descobriu que dirigentes da Igreja mudaram padres acusados de abusar de crianças para novas paróquias ao invés de destituí-los de sua batina ou denunciá-los à polícia. O escândalo mais tarde ampliou-se para abarcar quase todas as dioceses do país.

Em julho passado, a Arquidiocese de Los Angeles aceitou pagar 660 milhões de dólares para 500 vítimas de abusos sexuais praticados desde os anos 40.

O papa alemão, que deve visitar Washington e Nova York, levantará a questão dos abusos sexuais em um pronunciamento a ser feito na catedral de St. Patrick, no dia 17 de abril, afirmou Bertone. O líder católico permanecerá nos EUA entre os dias 15 e 20 deste mês e deve também discursar na Organização das Nações Unidas (ONU). ...

Nota: Na verdade, a "ferida" que o papa pretende curar é mais profunda que a infligida pelos padres pedófilos. A ferida maior é profética (cf. Apocalipse 13:12) e vem sendo curada num processo que já dura algum tempo e que culminará numa aliança entre o Vaticano e os Estados Unidos. Essa visita de Bento 16 à nação norte-americana (tradicionalmente protestante, mas que se afastou em grande medida dos ideais do protestantismo), sem dúvida, faz parte do panorama profético. Quem viver, verá o desfecho disso.[MB]
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