terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Mensagem de Bento XVI para a celebração do Dia Mundial da Paz

Família, comunidade humana e lei moral

11. Uma família vive em paz, se todos os seus componentes se sujeitam a uma norma comum: é esta que impede o individualismo egoísta e que mantém unidos os indivíduos, favorecendo a sua coexistência harmoniosa e laboriosidade para o fim comum. Tal critério, em si óbvio, vale também para as comunidades mais amplas: desde as locais passando pelas nacionais, até à própria comunidade internacional. Para se gozar de paz, há necessidade duma lei comum que ajude a liberdade a ser verdadeiramente tal, e não um arbítrio cego, e que proteja o fraco da prepotência do mais forte. Na família dos povos, verificam-se muitos comportamentos arbitrários, seja dentro dos diversos Estados seja nas relações destes entre si. Além disso, não faltam situações em que o fraco tem de inclinar a cabeça não frente às exigências da justiça mas à força nua e crua de quem possui mais meios do que ele. É preciso repeti-lo: a força há-de ser sempre disciplinada pela lei, e isto mesmo deve acontecer também nas relações entre Estados soberanos.

12. Sobre a natureza e a função da lei, já muitas vezes se pronunciou a Igreja: a norma jurídica que regula as relações das pessoas entre si, disciplinando os comportamentos externos e prevendo também sanções para os transgressores, tem como critério a norma moral assente na natureza das coisas. A razão humana, por sua vez, é capaz de discerni-la, pelo menos nas suas exigências fundamentais, subindo assim até à Razão criadora de Deus que está na origem de todas as coisas. Esta norma moral deve regular as opções das consciências e guiar todos os comportamentos dos seres humanos. Existirão normas jurídicas para as relações entre as nações que formam a família humana? E, se existem, serão operativas? Eis a resposta: sim, as normas existem, mas para fazer com que sejam verdadeiramente operativas é preciso subir até à norma moral natural como base da norma jurídica; de contrário, esta fica à mercê de frágeis e provisórios consensos.

13. O conhecimento da norma moral natural não está vedado ao homem que entre em si mesmo e, tendo diante dos olhos o próprio destino, se interrogue sobre a lógica interna das mais profundas inclinações presentes no seu ser. Embora com perplexidades e incertezas, ele pode chegar a descobrir, pelo menos nas suas linhas essenciais, esta lei moral comum que, independentemente das diferenças culturais, permite aos seres humanos entenderem-se entre si quanto aos aspectos mais importantes do bem e do mal, do justo e do injusto. É imprescindível subir até esta lei fundamental, empenhando nesta pesquisa as nossas melhores energias intelectuais sem deixar-se desanimar por equívocos nem confusões. Com efeito, valores radicados na lei natural estão presentes, ainda que de forma fragmentária e nem sempre coerente, nos acordos internacionais, nas formas de autoridade universalmente reconhecidas, nos princípios do direito humanitário recebido nas legislações dos diversos Estados ou nos estatutos dos organismos internacionais. A humanidade não está « sem lei ». É urgente, porém, prosseguir o diálogo sobre estes temas, favorecendo a convergência das próprias legislações dos diversos Estados sobre o reconhecimento dos direitos humanos fundamentais. O crescimento da cultura jurídica no mundo depende, para além do mais, do esforço de tornar as normas internacionais sempre substanciosas de conteúdo profundamente humano, para evitar a sua redução a procedimentos facilmente contornáveis por motivos egoístas ou ideológicos.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP:
Interessante que o mesmo poder que nega a convergência de interesses Estado/Igreja, conclama os princípios desta última como base da legislação comum ordinária. Nenhuma surpresa, até porque as últimas manifestações que partiram deste poder religioso estão claramente a fixar as soluções para ecologia, o social, a família e agora para a paz. Em uma palavra: Domingo. E como também já visto, não demorará nada, nada para tal "solução" ecoar em outros meios.

Sinais positivos no diálogo entre católicos e metodistas

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Promovida pelo Conselho Metodista Mundial, em 3 de dezembro passado aconteceu na basílica de São Paulo Fora dos Muros, de Roma, uma celebração ecumênica dos trezentos anos do nascimento de Charles Wesley (1707-1788), um dos iniciadores da experiência metodista.

Charles, junto a seu irmão John e a George Whitefield, promoveu no âmbito anglicano o despertar mais importante do segundo protestantismo. Na década de 20 do século XVIII, liderou um grupo de estudantes que se reunia na Universidade de Oxford para estudar Bíblia e espiritualidade.

À cerimônia assistiram os mais altos representantes metodistas e da Comunhão Anglicana e, algo excepcional, foi presidida pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

«Há alguns anos, algo assim era impensável», comentou o cardeal Kasper em uma entrevista a «L’Osservatore Romano» (5 de dezembro de 2007).

«Não significa que amanhã haja unidade com os metodistas. Seria ingênuo pensar assim. Mas se vê que algo está em movimento. É evidente», acrescentou.
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As principais diferenças entre o catolicismo e o metodismo se concentram no âmbito da eclesiologia; portanto, este documento, sobre a natureza e a missão da Igreja, pode servir de base para tratar da sacramentalidade, da ordenação, do ministério episcopal na sucessão apostólica e do ministério petrino.
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Fonte - Zenit

Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta. Apoc. 13:3

"Eles podem fazer isso com todos nós."


(Online Journal) -- Politicians are constantly regurgitating a false belief that national security is more important than the rights of individuals. They are willing to do whatever it takes to keep America "safe from the terrorists" -- even at the expense of civil liberties and basic human rights. They attempt to justify oppressive policies and actions that the U.S. and the rest of the civilized world have always condemned as immoral and illegal.

What we desperately need is for someone to explain to the Congress that national security is, and must always be secondary to preserving our civil liberties and ensuring that human rights are our first priority, subordinate to no other goal or interest. We need the Congress to explain the same thing to the president and the courts, in straightforward terms that can't be "interpreted" by clever, smirking administration lawyers to mean anything other than what they are intended to mean.

The thinking seems to be that anything that might be good for the nation automatically outweighs what might be good for the individual, and if there is a conflict between the two, individual rights must be sacrificed on the altar of "national security".

Nothing could be more absurd. America doesn't work that way.
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Nota DDP:
A expectativa de cumprimento de algo dito há muito, muito tempo atrás, é cada vez mais premente:
"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151. (Eventos Finais - Ellen G. White - Pág. 131)

Carne vermelha aumenta risco de câncer


Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que o consumo de grandes quantidades de carne vermelha ou de carne processada pode aumentar o risco de câncer.

Os cientistas do Instituto Nacional do Câncer americano dizem que um em cada dez casos de câncer de pulmão e de intestino poderia ser evitado se as pessoas diminuíssem a ingestão de carnes, presunto, salsichas e bacon.

"A mesa de muitos professos cristãos é dia a dia posta com uma variedade de pratos que irritam o estômago e produzem um estado febril no organismo. Comidas de carne constituem o principal artigo de alimentação na mesa de algumas famílias, até que seu sangue fica cheio de humores cancerosos e escrofulosos. Seu corpo compõe-se daquilo que eles ingerem. Mas ao sobrevir-lhes sofrimento e doença, isto é considerado aflição vinda da Providência." Testimonies, vol. 3, pág. 563. (Conselhos sobre Regime Alimentar - Ellen G. White - Pág. 388)

OMS adverte que mudança climática pode provocar aumento de doenças

Nusa Dua (Indonésia) - A mudança climática pode propiciar o auge de doenças como dengue e malária, entre outras, por isso o mundo deve se preparar, advertiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) em Bali, na Indonésia.

Este impacto também se refletirá em um aumento considerável do contágio por patologias associadas à água, assim como os infartos e as mortes por causa de ondas de calor, afirmou em entrevista coletiva Alex Hildebrand, do escritório regional da OMS em Nova Délhi.

Fonte - Último Segundo

Funcionários de supermercado protestam contra abertura aos domingos


E por falar em marca da besta...

Marcha movimentou Strasburgo, na fronteira entre a Alemanha e a França.Alemães e franceses trabalham para a rede de supermercados Lidl.

Alemães e franceses que trabalham para a rede de supermercado Lidl protestam contra a abertura das lojas da cadeia aos domingos. No cartaz, em alemão, está escrito: "Semana sem fim? Pare agora!". A manifestação aconteceu na segunda-feira (10) em Strasburgo, na fronteira entre a Alemanha e a França.

Fonte - G1

Nota DDP:
Tal manifestação vem bem a propósito da notícia veiculada ontem neste espaço acerca da abertura do comércio aos domingos em Portugal, defendendo-se o social, a família e, o que me causou mais espécie, que 90% da população européia se alinha com o fechamento aos domingos.

EUA começam a registrar impressões de todos os dedos de estrangeiros



Medida pretende aumentar controle da imigração no país.
Coleta de todas as digitais teve início em Washington.


A partir desta segunda-feira (10), os estrangeiros que chegarem ao aeroporto internacional de Washington terão que registrar as impressões de todos os dedos das mãos, uma medida que será estendida para todo país até o fim de 2008, informou o ministério da Segurança do Interior.

"É um sistema mais seguro que vai melhorar a segurança de todo o mundo", explicou o ministro da Segurança Interna, Michael Chertoff, em entrevista à imprensa no aeroporto de Washington-Dulles.

Desde janeiro de 2004, os serviços de imigração tiram fotos e registram duas digitais de cada estrangeiro, exceto daqueles em missão diplomática, uma medida que já provoca longas filas de espera e certo descontentamento entre os viajantes.

O programa, batizado de US-VISIT, foi elaborado após os atentados de 11 de setembro para localizar as pessoas procuradas que viajam com identidade falsa, sejam supostos terroristas ou, mais freqüentemente, traficantes de drogas ou imigrantes ilegais.

Scanners

Neste ano, a maior parte dos consulados americanos foi equipada com um "scanner" especial para registrar as impressões digitais das pessoas que solicitam o visto.

Esses novos "scanners" também serão utilizados no início de 2008 nos outros aeroportos internacionais: Boston, Chicago, Detroit, Atlanta, Houston, Miami, Nova York, Orlando e São Francisco.

"Sempre tivemos a intenção de registrar dez impressões digitais, mas quando começamos em 2004, o 'scanner' que vamos utilizar não existia ainda", explicou Anna Hinken, porta-voz do US-VISIT.

Quando o viajante realizar sua primeira visita, terá que fornecer as marcas dos seus dez dedos. Nas visitas seguintes, 2 ou 4 dedos serão suficientes, precisou Hinken.

Desde o lançamento do programa, mais de 90 milhões de pessoas já tiveram suas impressões digitais registradas na fronteira americana, o que permitiu a localização de cerca de 2.000 pessoas procuradas, de acordo com o ministério.

Fonte - G1

Apocalipse 13:16
E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

Malásia vai controlar imigrantes com chips

A Malásia anunciou que controlará os movimentos dos imigrantes estrangeiros por meio de chips de identificação por radiofreqüência, que serão implantados nos vistos de entrada no país.

Segundo o Departamento de Imigração, a tecnologia, ainda em fase de desenvolvimento, tem o objetivo de lutar contra a falsificação de documentos e enfrentar o problema da imigração ilegal, informou o jornal "The New Straits Times".

O secretário parlamentar do Ministério do Interior, Abdul Rahman Ibrahim, explicou que os chips permitirão aos agentes de imigração comprovar de forma mais eficiente a autenticidade dos passaportes.

No último mês foram detectados 356 documentos falsificados no aeroporto de Kuala Lumpur. Segundo dados oficiais, na Malásia há 2,5 milhões de trabalhadores estrangeiros, dos quais 700 mil seriam imigrantes ilegais.

Fonte - G1

Apocalipse 13:16
E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Abertura do comércio ao Domingo perturba vida familiar


Manifestou D. Jorge Ortiga aos representantes das associações comerciais do Minho

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, manifestou-se ontem preocupado com a abertura do comércio aos Domingos porque, na sua opinião, perturba a vida familiar.

D. Jorge Ortiga, que recebeu em audiência as associações comerciais dos distritos de Braga e de Viana do Castelo e o presidente da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal, mostrou-se também preocupado com o desemprego que afecta o sector, realçando não ser para ele uma surpresa os números que lhe foram apresentados e que, segundo os quais, nos últimos três anos, o comércio perdeu quase 55 mil empregos.

No final da reunião, o prelado disse estar inquietado com este cenário de desemprego. «Falando com outras pessoas, ouve-se dizer que, concretamente, as grandes superfícies são um novo espaço de emprego. O que é certo é que, os números provam o contrário. E, por outro lado, todos vão reconhecendo que a implantação destas grandes superfícies é a certeza de menos capacidade de emprego no comércio tradicional », disse.

O Arcebispo de Braga confessou que este é um cenário que não lhe é estranho, sobre o qual tem falado várias vezes. «A questão do desemprego é uma preocupação que gostaria que estivesse presente na missão da Igreja, naquilo que pode fazer, que é o anúncio de uma vida digna para toda e qualquer pessoa, o direito ao trabalho para essa vida digna e, para além do anúncio, porventura também a denúncia das situações quando delas temos conhecimento», realçou.

No encontro com os jornalistas, D. Jorge Ortiga considerou ainda encarar o trabalho ao domingo como uma perturbação à vida familiar. «A família tem necessidade de se encontrar tranquilamente para dialogar e conviver e, as grandes superfícies abertas poderão parecer que são espaços onde as crianças gostam de estar, mas é tudo no meio de um barulho, de toda uma confusão enorme e imensa», sustentou. Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, a família precisa é de espaços onde pais e filhos possam brincar e dialogar e não de estarem num «ambiente de pressão publicitária, a que obriga, muitas vezes, a compras desnecessárias nesta sociedade de consumo».

«Se a Igreja caminha com as pessoas, naturalmente também está procurando conhecer a real situação do comércio e, por isso mesmo, manifestei esta solidariedade, não no sentido de uma preocupação política, que me ultrapassa e me transcende, mas pura e simplesmente numa dimensão humana, tentando defender e lutar pelo trabalho e dignidade de vida de quem vive do comércio », realçou.

Comércio perdeu 50 mil empregos

O presidente da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP) disse, por sua vez, ter aproveitado esta reunião para manifestar as preocupações do sector, dando sobretudo ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa uma visão das inquietudes a nível social. Segundo José António Silva, depois dos sectores primário e secundário terem registado perdas de emprego, agora também o sector terciário está a «entrar claramente em colapso».

Para o presidente da CCP, desde que entrou em vigor a Lei 12/2004, que tem aprovado as grandes superfícies, o comércio perdeu 14 mil empregos em 2005, 20 em 2006 e outros 20 mil no primeiro semestre de 2007. Ou seja, «em dois anos e meio o saldo líquido de perda de emprego é de 50 mil postos de trabalho», prevendo-se que dentro de três anos a situação se agrave em mais cem mil postos de trabalho. A estes números, acrescentou, há ainda a juntar 20 mil pequenas empresas que desapareceram, cujos responsáveis não têm direito a protecção social. «Estamos perante uma situação que é claramente dramática », disse, vaticinando que em Portugal, com as grandes superfícies comerciais licenciadas, estas PME deverão ter uma quota no mercado em 2011 de sete ou oito por cento, quando a média na Europa é de 16 por cento.

Por outro lado, José António Silva criticou ainda a abertura do comércio aos domingos, considerando que Portugal é dos poucos países europeus a adoptar esta medida. Segundo referiu, em 90 por cento dos países europeus o comércio está fechado ao domingo. Assim, «a CCP não defende que não haja desenvolvimento, não haja modernização, não haja grandes distribuições, mas somos a favor dos equilíbrios dos vários formatos de comércio, que estão claramente ameaçados neste momento», defendeu.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP:
Além da questão da família, já tantas vezes levantadas como justificativa para a adoção do domingo, é interessante na notícia o enfoque social apontado, que salvo engano deve ser alvo de argumentação da próxima encíclica papal e, ainda, em relação à crítica ao comércio, temos que foi objeto de recente manifestação, do próprio Papa. De relveo ainda a afirmativa de que 90% do comércio europeu fecha aos domingos, o que facilita a recepção do mesmo.

Legislaciones religiosas: Ley Dominical entre otras


Acabo de hacer un repaso por la red sobre legislación religiosa y he encontrado tres cuestiones interesantes a tratar. La primera está en Bolivia.

Según la Agencia Boliviana de Información (ABI),

"el artículo 21 del nuevo texto constitucional, aprobado por unanimidad por 164 asambleístas, la madrugada de este domingo, garantiza la libertad de religión, culto, pensamiento libre, tanto en público como en privado con fines lícitos.

Para la aprobación del mencionado artículo no hubo objeción de ninguna de las 10 fuerzas políticas de mayoría y minoría, garantizando de ese modo la libertad al ciudadano boliviano de elegir por la religión que así lo desee."


El artículo recién aprobado reza así:

"Artículo 21.- Las bolivianos y las bolivianas gozan de los derechos:
1) A la auto identificación cultural,
2) A la privacidad, intimidad, honra, honor, propia imagen y dignidad".
3) A la libertad de pensamiento, espiritualidad, religión y culto, expresados en forma individual o colectiva, tanto en público como en privado con fines lícitos.
4) A la libertad de reunión y asociación, en forma pública y privada, con fines lícitos".
5) A expresar y difundir libremente pensamientos u opiniones por cualquier medio de comunicación, de forma oral, escrita o visual, individual o colectiva.
6) A la libertad de residencia, permanencia y circulación en todo el territorio boliviano, que incluye la salida e ingreso del país"

No deja de ser una alegría que se preserven los derechos humanos. Veremos a ver cómo se lleva a la práctica su aplicación.

Por otro lado he encontrado un artículo del New York Times del pasado mes de Junio con el siguiente titular (traducido): "Los propietarios de licorerías de Jersey aceptan la nueva Ley Dominical".

La nueva ley dominical impuesta a los propietarios de bares en Jersey entró en vigor el pasado 4 de julio, día señalado para aquél país. Un ex-juez, Robert S. Hudspeth, consejero de la Asociación de Vendedores de Licor del Estado de Nueva Jersey informó a los propietarios de bares y lugares donde se expenden licores, que no hay forma de escabullirse de la observancia de la nueva ley dominical.

Y hablando de leyes dominicales, que en Estados Unidos va ganando terreno estado a estado, poco a poco (hasta que se convierta en nacional), he hechado un vistazo a la Enciclopedia Judaica (JewishEncyclopedia.com) y tienen un apartado sobre cuál es la actitud de los judíos hacia el domingo, muy interesante por cierto.

En los primeros párrafos de la sección, utilizan textos del Nuevo Testamento de Pablo sobre los judaizantes, luego acuden al decreto de Constantino para justificar la observancia masiva del domingo por el "resto del mundo". Lo interesante viene después, que traduzco a continuación (tal cual):

"Este aspecto del domigno ha sido enfatizado, y con fuerza considerable, en discusiones más o menos continuas en el judaísmo moderno provocadas por la negligencia creciente de la observancia del Sábado en los países donde la observancia del domingo está tan fuertemente establecida en la costumbre social e industrial que los judíos han sido prácticamente impelidos a seguir la costumbre general. Algunos líderes (Holdheim, Samuel Hirsch) propusieron aplicar a este problema los principios de Reforma seguidos en el reajuste de otras prácticas religiosas para cambiar las condiciones. Se reconoce que el Sábado como el símbolo del contenido pleno del Judaísmo siendo una institución fundamental; pero el argumento que se está dando es que la astronomía desacredita la asunción de un séptimo día universal (comp. Judah ha-Levi, "Cuzari," II:20); y la noción de "descanso" de Dios en un día concreto, cuyo principio y final está detrerminado por fenómenos terrestres [puestas de sol] se considera como "teñido" de mitología. Se prescriben seis días de labor tan claramente en la ley sabática como que también hay un día de descanso; ambas cuestiones deben ser observadas religiosamente, lo que es imposible bajo las circunstancias prevalecientes. Más aún, la fraseología del mandamiento no fija los seis días (el artículo definido no prefija ); el artículo definido antes de "séptimo" implica meramente que el día referido es el que sigue a un grupo de seis días consecutivos; la frase "el séptimo día" también se encuentra en la Ley Pessah (Deut. xvi. 8), donde se hace evidente que no hay un día fijo de la semana intencional.

No se debería imponer una obligación que es imposible de cumplir por la mayoría (B. B. 60b; Maimonides, "Yad," Mamrim, ii. 5). Al sábado se puede aplicar el Ps. cxix. 126, en el sentido que a menudo se le da (Ber. ix. 5; Yer. Ber. vii. 17; Giṭ. 60a), por ahora el Sábado es "recordado", y no "observado", como se dice en Pesiḳ. R. 23 y asevera acerca del caso con los no judíos. La única consideración a ser sopesada es la unidad de Israel. Si todos o la mayoría de judíos tuviesen que observar el Sábado en el así llamado "primer día de la semana", dígase, por abstención de trabajar, la dificultad no encontraría pérdida alguna respecto la verdadera religión. En esencia, esta es la controversia de Samuel Hirsch y otros. Cualesquiera sean los méritos del argumento, no ha tenido un resultado práctico. Se han introducido servicios dominicales suplementarios en varias congregaciones, pero el hecho es que el domingo tiene una implicación antisemita y que en el pasado muchos fueron martirizados por el honor del sábado, nunca han faltado indiferentes y celosos en el pasado."

Muchas veces se me ha preguntado cómo es posible que los judíos pudiesen llegar a observar el domingo, y el pasado 22 de septiembre se publicó en este blog una noticia al respecto, el Partido Nacional Religioso de Israel estaba preparando una propuesta de ley para observar el domingo en Israel. Parecía increíble, pero aquí arriba tenemos la argumentación "religiosa" para justificarlo. Tradición por todas partes (Baba Batra, Maimónides, Judá Ha-Leví, Pesikta Rabá, Berahot...). Bien acusaba Miqueas a los dirigentes espirituales de Israel acusándolos de "torcer el derecho" (Miqueas 3:9).

A aquellos detractores de la enseñanza de la "Ley Dominical", que argüían la imposibilidad de su implantación por parte de los judíos y musulmanes, aquí tienen un avance de cómo se va allanando el camino...

Fonte - Cuenta Atras
Nota DDP:
Interessante que, ainda ontem, conversando sobre aquecimento global com uma pessoa de minhas relações próximas, que se encontra afastada da igreja e frequentando um grupo adventista "que não se foca em doutrina" (segundo ela), indaguei-lhe sobre a possibilidade de exigir-se a paralisação de atividades de um dia na semana para preservação da natureza, focando em qual seria este dia segundo a opinião dela. Pois ela não teve dúvidas, cravou: "o domingo seria muito mais fácil para todos".

H5N1 contagio entre humanos, ¿empiezan las plagas?


Noticia de última hora (de ayer). Primer caso posible de contagio entre humanos de la Gripe Aviaria, (no "aviar" como algunos sostienen).

En la web Solociencia.com han publicado el siguiente artículo obtenido de las agencias:

"La Organización Mundial de la Salud (OMS) alertó hoy [Viernes 7 de Diciembre de 2007] sobre la posibilidad de que se haya producido un contagio de la gripe aviar entre humanos después de que el Ministerio de Sanidad de China confirmase que el padre de joven que falleció a causa del virus el pasado fin de semana está infectado también por el virus H5N1, según explicó la portavoz de la OMS en el país asiático, Joanna Brent.

Brent explicó que el padre del joven muerto comenzó a presentar síntomas de la enfermedad este lunes y el miércoles las autoridades del país confirmaron que estaba infectado del virus de la gripe aviar. La responsable de la OMS asegura que no puede descartarse la posibilidad de que se haya producido un contagio entre humanos, pero aún están siguiendo el caso en el hospital.

"Porque la posibilidad de una trasmisión entre humanos no puede ser descartada, nuestra intención es seguir de cerca este caso", declaró la portavoz de la OMS, quien reconoció que "si al final se demuestra que el virus se contagia fácilmente entre humanos, tendremos motivos para estar preocupados".

No obstante, Brent aclaró que aún "no existen evidencias" de que el hombre, que según las últimas noticias difundidas por la prensa china tiene 52 años de edad, haya sido contagiado por su hijo de 24 años, que murió el pasado 2 de diciembre. Según la representante de la OMS, están estudiando la posibilidad de que ambos varones, habitantes de la provincia de Jiangsu, en el este del país, fueran infectados por el mismo foco o de fuentes diferentes.

"No podemos ni debemos ser "alarmistas", y menos desde la perspectiva "religiosa", pero no deja de ser preocupante. Sin duda, este caso de contagio, aunque hay que confirmarlo, es posible, y de ser negativo ahora, se producirá en un futuro no muy lejano. De todos modos, tengo la "sospecha" de que aunque sea cierto el contagio, lo negarán igualmente.

De lo que no cabe duda es del avance de los peligros que ponen en riesgo la vida en este planeta. Conforme avanzamos en el tiempo, se hace más delicado el mantener un mínimo equilibrio sostenible para perpetuar la vida en este globo cada vez menos "azul". Y no debe sorprendernos, porque así lo previó Dios, y por eso tendrá que intervenir de forma prodigiosa de nuevo en la historia de este mundo, para sacarnos del problema en el que nos estamos hundiendo cada vez más. Mi pregunta es, ¿aceptarás las condiciones que Dios brinda para esa segunda oportunidad?

Fonte - Cuenta Atras

"Queremos Deus na América novamente"



NOTA: Há muitos fatos, sem dúvida, que demonstram a ausência de Deus não só na América mas também em todo o mundo. Porém, o grande perigo está em os cristãos quererem converter a América (e o mundo) mediante a força política e não o poder do Espírito Santo na vida: "Quando se corrompeu a primitiva igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular. Disso resultou o papado, uma igreja que dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer aos seus próprios fins, especialmente na punição da 'heresia'. A fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela igreja para realizar os seus próprios fins". O Grande Conflito, p. 443.

Fonte - Minuto Profético

Uganda registra 101 casos de Ebola e pânico aumenta

CAMPALA - Uganda tem 101 casos suspeitos da febre causada pelo Ebola, e centenas de pessoas estão sob observação, disseram autoridades nesta sexta-feira. A população da região está preocupada com uma possível disseminação do vírus.

A febre já matou 22 pessoas, e o ministro responsável pelo atendimento médico em Uganda, Emmanuel Otaala, disse a jornalistas que 11 funcionários do setor da saúde adoeceram.

Outras 338 pessoas estavam em observação, já que entraram em contato com pessoas infectadas com a virulenta febre hemorrágica, que frequentemente faz as vítimas sangrarem até a morte, pelos ouvidos, pelos olhos e por outros orifícios do corpo.

Todos os casos aconteceram no distrito de Bundibugyo, no oeste de Uganda, com a exceção de dois casos em Kampala -- um deles um médico, que morreu. Otaala disse que o gabinete aprovou um aumento salarial para compensar funcionários do setor de saúde que estão se arriscando ao entrar em contato com o Ebola.

O surto, que começou em agosto, causou pânico entre autoridades e o público. O sindicato dos médicos chegou a pedir aos profissionais que se recusassem a tratar os pacientes se não recebessem equipamentos de proteção adequados.

A região afetada faz fronteira com a República Democrática do Congo, onde fica o rio Ebola, que deu nome ao vírus, após as primeiras ocorrências da doença em seu vale, em 1976.

Fonte - Estadão

Ministros de Justiça da UE querem fiscalização da internet contra terrorismo

Os ministros de Justiça da UE (União Européia) afirmaram na sexta-feira (7) que apóiam a proposta de fiscalização do uso da internet como ferramenta na luta contra o terrorismo, sem que isso prejudique a liberdade de expressão.

"A proposta recebeu um amplo apoio", afirmou o comissário de Justiça, Liberdade e Segurança europeu, Franco Frattini, acrescentando que todas as delegações se mostraram favoráveis à discussão do assunto.
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Bermejo disse que "nenhum direito é ilimitado", embora seja preciso atuar em defesa da liberdade de expressão.
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Fonte - Folha

WWF divulga estudo que prevê transformação da Amazônia em 25 anos

Um relatório divulgado nesta quarta-feira por um dos maiores especialistas em ecologia amazônica, o americano Daniel Nepstad, alerta para um cenário catastrófico. As mudanças climáticas e o desmatamento serão responsáveis pela transformação da metade da Floresta Amazônica em savana até 2030. O processo deve ocorrer nos próximos 15 a 25 anos, com a emissão de 15 a 25 bilhões de toneladas de carbono até o final do período.

Fonte - Apolo11.Com

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Avanço no diálogo entre católicos e batistas

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI impulsionou o diálogo entre católicos e batistas, que se encontram em nova fase de conversas sobre temas centrais do cristianismo.

A segunda fase na segunda série de diálogos entre o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Aliança Batista Mundial está acontecendo em Roma, de 2 a 8 de dezembro.

O Papa se reuniu nesta quinta-feira com os participantes no encontro para impulsionar estas conversas, desejando que «tragam abundantes frutos para o progresso do diálogo e o crescimento do entendimento e da cooperação entre católicos e batistas».

O tema desta fase de contatos é «A Palavra de Deus na vida da Igreja: Escritura, Tradição e Koinonia».

Segundo o Papa, este tema «oferece um contexto promissor para examinar estas questões historicamente controvertidas, como a relação entre Escritura e Tradição, a compreensão do Batismo e dos sacramentos, o lugar de Maria na comunhão da Igreja e a natureza do primado na estrutura ministerial da Igreja».

Para avançar na reconciliação e na fraternidade entre batistas e católicos, o Papa considerou que «é necessário enfrentar juntos temas como estes, com um espírito de abertura, com respeito recíproco e fidelidade à vida libertadora e ao poder salvador do Evangelho de Jesus Cristo».

«Hoje o mundo precisa, mais do que nunca, de nosso testemunho comum de Cristo e da esperança trazida pelo Evangelho», assegurou o bispo de Roma.

«A falta de unidade entre os cristãos ‘contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura’», disse o Papa, citando o Concílio Vaticano II.

A primeira série de conversas desta segunda fase aconteceu na Beeson Divinity School, da Universidade de Samford, na cidade americana de Birmingham, em dezembro do ano passado. Está previsto que conclua em 2010.

A primeira etapa de diálogos aconteceu entre 1984 e 1988.

A Aliança Batista Mundial, segundo explica em seu site, é uma associação de 214 convenções e uniões batistas que incluem 36 milhões de batistas e uma comunidade de 105 milhões de pessoas. Surgiu em Londres, em 1905.

Fonte - Zenit

Nota DDP:
Quando vejo os "filhos da Reforma" firmando tratativas com a Santa Sé, sem que esta tenha mudado sequer uma vírgula nos últimos 500 anos, penso que Lutero, se pudesse, estaria virado na cova...

2007 teve recorde de desastres naturais


O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) informou que, em 2007, foi batido o recorde de desastres naturais extremos, em um relatório divulgado nesta segunda-feira, coincidindo com a abertura da conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Bali, Indonésia. No informe "Breaking Records in 2007 - Climate Change" (Batendo recordes em 2007 - Mudança Climática), o WWF menciona como o dia 16 de setembro marcou um recorde no Ártico com o desaparecimento de 2,61 milhões de quilômetros quadrados de superfície gelada, aproximadamente dez vezes a extensão do Reino Unido.

O documento também menciona as persistentes secas na Austrália, Ásia, África, Sul da Europa e Estados Unidos, que, além de levarem a graves carências de água e ondas de incêndio gigantes como, por exemplo, os sofridos pela Grécia e os estado americano da Califórnia.

Da mesma forma, monstruosas inundações atingiram alguns países da Europa como Grã-Bretanha, assim como o oeste da África e da Ásia, concretamente a Indonésia, país anfitrião da conferência da ONU.

A capital indonésia, Jacarta, ficou paralisada em fevereiro por causa das chuvas torrenciais que desencadearam as piores inundações de sua história, com danos no valor calculado de 450 milhões de dólares e mais de 420.000 desabrigados.

O WWF enfatiza que o degelo acelerado dos mares árticos e antárticos "terá um impacto considerável, entre eles a inundação de algumas localidades costeiras ou o desaparecimento de certas espécies como os ursos polares".

Ao mesmo tempo, "os incêndios nas florestas produziram milhões de toneladas de carbono na atmosfera, criando perigosos efeitos de amplificação suscetíveis de acelerar o aquecimento do planeta".

Para frear isso, "os países ricos devem provar sua seriedade comprometendo-se, em Bali, em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 30% antes de 2020", afirmou o especialista em clima do WWF-Europa, Stephan Singer.

A comunidade internacional iniciou nesta segunda-feira, em Bali, a conferência sobre mudança climática que deve desenhar as grandes linhas de um futuro acordo mundial para limitar a catástrofe anunciada pelos cientistas.

Mais de 180 governos participam nesta conferência, a 13ª dos países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Mudança Climática (CMNUCC, UNFCCC sigla em inglês), até 14 de dezembro.

Os especialistas do Painel Intergovernamental Sobre as Mudanças Climáticas (IPCC), que dividiram o último Nobel da Paz com o ex-vice-presidente Al Gore, deram detalhes sobre o alcance e a rapidez das alterações climáticas neste ano.

Os impactos da ação humana no meio ambiente trazem uma preocupação de tal ordem, que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki Moon, os considera como "um dos principais desafios do nosso tempo".

Fonte - Yahoo
Nota DDP:
Em complemento ao post anterior, temos aí o eco e os dados que o subsidiam, "informando" a população e, principalmente, formando o senso comum para a imposição de medidas.

Cientistas fazem apelo por ação contra aquecimento


Um grupo de cientistas, entre eles integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), lançou nesta quinta-feira, na conferência sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bali, na Indonésia, um apelo aos negociadores para cortar as emissões de gases do efeito estufa pela metade até 2050, de forma a garantir que nos próximos 10 a 15 anos elas atinjam um pico e comecem a cair.

De acordo com o documento, batizado de "Declaração de Bali sobre o Clima por Cientistas", são necessárias medidas imediatas, a partir da reunião que termina no dia 14 de dezembro, para evitar que "milhões de pessoas fiquem sob risco de ondas de calor, secas, enchentes e tormentas, com cidades e litorais ameaçados pela elevação do nível do oceano e muitos ecossistemas, espécies de animais e plantas sob sério perigo de extinção".

"Para os negociadores do clima cumprirem o seu trabalho, eles precisam se dar conta do que a ciência do clima lhes diz: a mudança climática é real e urgente e requer forte ação agora. Não há tempo para procrastinar", disse em Bali o professor Richard Sommerville, um dos mais respeitados meteorologistas do mundo.

Ao lado de Sommerville, alguns dos cientistas mais reconhecidos em pesquisas sobre mudança climática assinam a dura mensagem, endereçada diretamente aos mais de 190 países que participam do encontro da ONU na Indonésia.

"O mundo pode ter apenas 10 anos para começar a inverter a atual tendência de crescimento das emissões", afirma o documento divulgado nesta quinta-feira.

Fonte - BBC
Nota DDP:
O clamor por medidas urgentes está se tornando ensurdecedor e o caminho está pronto para a população ouví-las e principalmente aceitá-las. Aguardemos quais serão estas...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Impacto da mudança climática traz risco imediato, afirma ONU

Enquanto os delegados de 190 países estão fechados no Centro de Convenções de Bali tentando costurar um acordo diplomático, o efeito das mudanças climáticas foi classificado como um "perigo bastante imediato e não apenas para um futuro distante" pelo Pnuma, o braço ambiental da ONU (Organização das Nações Unidas).

Ontem, em Bali, a instituição divulgou um relatório sobre os impactos e as vulnerabilidades das mudanças climáticas feito durante os últimos cinco anos nas regiões mais pobres do mundo. A conclusão do trabalho é clara: as mudanças climáticas já chegaram para muitas populações.

Nas dezenas de casos estudados ficou claro que a alteração no clima vai levar a catástrofes se não for levada em conta por políticas públicas. A situação piora em locais onde os demais sistemas (econômico, social e político) não estão azeitados.

No noroeste da China, por exemplo, uma das áreas enfocadas pelo Pnuma, o levantamento mostra que a temperatura subiu entre 0,2ºC a 0,4ºC a cada dez anos, durante as últimas cinco décadas. Como conseqüência, a população chinesa pode enfrentar falta d'água, e o mesmo problema já existe em locais da África e até no México. No Caribe, o aumento da temperatura fez triplicar os casos de dengue.

Na América Latina, a bacia do Prata, onde estão as cidades de Montevidéu e Buenos Aires, é uma área frágil. O risco é o aumento na freqüência das "sudestadas" --nome dado a um tipo específico de tempestade que costuma ocorrer naquela parte do mundo.

Neste caso, mostra o novo guia para os formuladores de políticas públicas, o risco maior é o das inundações.

Fonte - Folha

Metade da Amazônia pode ser destruída até 2030, diz WWF


Até 55% da Amazônia pode ser destruída até 2030 por uma combinação de agricultura, pecuária, atividade madeireira, fogo e secas, se as atuais tendências forem mantidas na região, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo grupo ambiental WWF na Conferência da ONU para Mudanças Climáticas, em Bali.

A pesquisa foi realizada por um grupo cientistas do Woods Hole Research Center, dos Estados Unidos; do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam); e da Universidade Federal de Minas Gerais. Ela indica que as previsões catastróficas esperadas para o fim do século podem estar mais próximas do que se imaginava.
"Os modelos anteriores não levavam em conta o fogo, a exploração madeireira e o regime de chuvas. É um dos cenários mais pessimistas que já vi", disse o cientista americano Daniel Nepstad, que coordenou o estudo e trabalha na Amazônia há mais de 20 anos.

Por trás da destruição acelerada - até a publicação deste estudo, o cenário mais dramático previa uma destruição de metade da Amazônia até 2050 - estaria um ciclo vicioso de fogo e secas alimentado, em grande parte, pelo aquecimento global.

"O nosso objetivo ao divulgar este estudo é fomentar a discussão sobre a relação entre clima e floresta", disse a analista de Mudança Climática do WWF-Brasil, Karen Suassuna.

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